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O resultado de nossa prematura social-democracia: recessão prolongada e contas públicas calamitosas

As notícias
estão por todos os lados: o governo está sendo obrigado a fazer um
“contingenciamento” em seus gastos. Na prática, ele deixará de gastar um
montante que havia sido inicialmente projetado.

No momento, o bloqueio chega a R$
30 bilhões
, mas ainda irá aumentar.

O Ministério da Educação está literalmente sem
dinheiro e, como consequência, os repasses para a educação estão sob
“contingenciamento”. R$
5,8 bilhões foram bloqueados
. Mais de 13
mil cargos
em universidades e institutos federais foram cortados. Programas
de iniciação científica, bolsas de mestrado e doutorado da CAPES — tudo
entrou na tesoura
.

As Forças Armadas, por sua vez, vivenciarão um
inédito corte
de 44% em seu orçamento
. A Marinha será a mais
atingida
.

O Ministro da Economia também anunciou
que irá “travar” a realização de concursos públicos no ano de 2020. Com efeito,
um decreto presidencial dificultando a criação de concursos públicos
foi assinado
.

Até mesmo o IBGE entrou na navalha. Inicialmente
de 87%
, o bloqueio caiu
para 22%
, pois, exatamente no ano que vem, haverá o censo que ocorre a cada
10 anos.

Tudo isso não só era totalmente previsível, como de
fato foi previsto.

Social-democracia,
em um país ainda pobre em termos per capita, não dura

A lógica é direta: se
você tem um governo que quer prover de tudo, a tendência é que, com o passar do
tempo, não irá sobrar recursos para nada.

Se você tem um estado cuidando
de escolas, universidades, saúde, aposentadorias, pensões, esportes, cultura,
lazer, filmes nacionais, teatro, subsídios tanto para pequenos agricultores quanto
para megaempresários, benefícios assistencialistas de todos os tipos
(Bolsa-Família, BPC
(ou LOAS)
etc.), estradas, portos, aeroportos, Correios, eletricidade e petróleo, e
criando uma crescente oferta de empregos públicos pagando altos salários, esse arranjo só irá durar enquanto o número de pessoas produtivas — isto é,
aptas a serem tributadas — for crescente
.

Se a quantidade de
pessoas produtivas — aptas a serem tributadas — começar a diminuir (ou
simplesmente parar de crescer), o arranjo acima irá começar a se esfacelar.

De novo: um governo que
quer prover vários bens e serviços tem de recorrer a altos e crescentes gastos.
Estes gastos serão crescentes porque a quantidade de pessoas recorrendo a eles é
cada vez maior (uma inevitabilidade quando se tem uma população envelhecendo). Para
manter esses gastos crescentes, o governo tem de arrecadar cada vez mais
impostos. E ele só irá conseguir aumentar sua arrecadação se a quantidade de
pessoas sendo tributadas também for cada vez maior — ou então se a
produtividade delas for alta e também crescente.

Trata-se do irrevogável
fato de que vivemos em um mundo de escassez: o
dinheiro para bancar todos os gastos estatais advém da tributação de bens e
serviços produzidos pela economia privada. E estes, por definição, são
escassos. Consequentemente, dado que a tributação incide sobre bens e serviços
escassos, sua capacidade de arrecadação é, por definição, limitada. Se os
gastos crescerem mais do que essa capacidade de arrecadação, o dinheiro irá
literalmente acabar.

Sim, isso parece ser um
“truísmo óbvio” (pleonasmo intencional), mas é necessário sempre repeti-lo,
pois ainda há quem
negue a incontestável realidade da escassez
.

No Brasil atual, o
dinheiro para bancar os crescentes gastos do governo literalmente acabou. E por
dois motivos:

1) a quantidade de
pessoas aptas a serem continuamente tributadas parou de crescer;

2) as que ainda estão
aptas a ser tributadas são pouco produtivas. A produtividade de um brasileiro
equivale a 25% da produtividade de um americano, o que significa que um
brasileiro leva uma hora para produzir o mesmo bem ou serviço que um americano
produz em 15 minutos
. Quem produz menos por hora tem renda menor. Quem tem
renda menor tem menos capacidade de ser crescentemente tributado.

Agora, vamos aos
dados.

A
situação é, no mínimo, assombrosa

O Brasil está em recessão desde 2014. A
consequência direta? O número de pessoas trabalhando e produzindo formalmente
— ou seja, aptas a pagarem impostos — caiu.

O gráfico a seguir, que começa em março de 2012,
mostra a evolução do número de pessoas trabalhando no setor privado com
carteira assinada:

emprsetorprcarteira.png

Gráfico
1: evolução do número de pessoas trabalhando no setor privado com carteira
assinada. (Fonte e gráfico: Banco
Central)

Observe que, a partir de 2014 (início da recessão),
o número de trabalhadores com carteira assinada começa a cair. Hoje, há menos
pessoas trabalhando com carteira assinada do que havia no início de 2012.

Para onde foram essas pessoas? Parte se tornou
desocupada (ou seja, passou a receber benefícios assistenciais do governo),
parte foi para a informalidade (que não paga impostos) e parte se tornou
autônoma (normalmente, vendendo quentinhas, marmitas, frutas etc.).

Eis o gráfico que mostra a evolução do número de
pessoas desocupadas, as quais recebem algum tipo de auxílio do governo. Quanto
mais pessoas desocupadas, maiores os gastos do governo com assistência.

desocupadas.png

Gráfico
2: a evolução do número de pessoas desocupadas. (Fonte e gráfico: Banco Central)

Já o próximo gráfico mostra a evolução do número de
pessoas que foram para a informalidade. São pessoas que não pagam impostos
federais e, muito provavelmente, também não pagam o INSS.

semcarteira.png

Gráfico
3: evolução do número de pessoas na informalidade. (Fonte e gráfico: Banco Central)

Por fim, a evolução do número de pessoas trabalhando
por conta própria (autônomos). Não há como saber se elas pagam ou não impostos,
e se pagam ou não o INSS.

empregadoscontapropria.png

Gráfico
4: evolução do número de pessoas trabalhando por conta própria (autônomos). (Fonte e gráfico: Banco Central)

E qual foi a consequência direta desta diminuição do
número de pessoas pagando impostos e deste aumento no número de pessoas
dependentes do estado? Óbvio: as receitas tributárias reduziram seu ritmo de
crescimento e os gastos totais aumentaram seu ritmo de crescimento.

O gráfico a seguir mostra, na linha azul, a
evolução das receitas tributárias líquidas do governo (deduzida das
restituições e incentivos fiscais) e, na linha vermelha, a evolução das despesas.
Detalhe: as despesas não incluem o pagamento do
serviço da dívida (juros e amortizações).

Atenção:
como se trata de uma média móvel de 12 meses, o valor na coluna da esquerda se
refere a valores mensais. Na prática, um valor de R$ 100 bilhões
significa que, em um período de 12 meses, este foi o valor médio arrecadado (ou
despendido) pelo governo a cada mês. Para se ter uma ideia do valor
anual, basta multiplicar o valor por 12 (meses).

gastosxdespesas.png

Gráfico
5: na linha azul, a evolução das receitas tributárias líquidas do governo;
na linha vermelha, a evolução das despesas primárias (que exclui gastos com a dívida). Média móvel 12 meses. (Fonte e gráfico: Banco Central)

Perceba que, até 2014, havia um superávit primário. Ou seja, quando se desconsidera os gastos com o
serviço da dívida, o governo arrecadava mais do que gastava. A partir do final
de 2014, a realidade se inverte, e o governo passa a ter um até então inédito déficit primário, isto é, o governo
passa a gastar mais do que arrecada, mesmo sem considerar os gastos com a
dívida.

E qual foi outra — e agora onipresente —
consequência de tudo isso? A explosão do déficit
da previdência
.

O gráfico a seguir, também em forma de média móvel,
mostra a evolução das receitas e das despesas da previdência social (no caso, apenas
o INSS; este gráfico não abrange o RPPS,
que é a previdência do setor público, ainda mais deficitária; e também não
abrange os militares; e nem o Fundo Constitucional do DF. Não é minha culpa. É
o único gráfico disponibilizado pelo Banco Central). 

prev.png

Gráfico
6: na linha vermelha, as receitas da Previdência Social; na linha azul, os
gastos com benefícios previdenciários. Média móvel 12 meses. (Fonte
e gráfico: Banco Central)

Observe que sempre houve déficit, mas, a partir de
2015, com o aprofundamento da recessão (aumento do desemprego, redução no ritmo da arrecadação e aumento dos gastos previdenciários do governo), o déficit se
acelera. A arrecadação desacelera (aumento do desemprego e da informalidade) e os gastos
aumentam (mais auxílios para um número cada vez maior de pessoas).

Atualmente, o déficit do INSS é de aproximadamente
R$ 18 bilhões por mês, o que equivale a aproximadamente R$ 210 bilhões por ano.

E, de novo, isso apenas
para o INSS
. Quando se junta tudo (funcionários públicos, militares, e
fundo constitucional do DF), o rombo é de R$
290 bilhões
por ano. 

E isso apenas em nível federal. Se você acrescentar estados e
municípios, a coisa chega facilmente a R$
380 bilhões
.

A Reforma da Previdência, portanto, deixou de ser
opcional há muito tempo. Enquanto a “boca do jacaré” (extremidade direita do gráfico)
continuar se abrindo, as contas do governo continuarão em descontrole. E, como
será mostrado abaixo, isso gera consequências sobre toda a economia.

Sem impostos, dívida

Como não há mais de onde arrecadar, e dado que os
gastos governamentais são constitucionalmente rígidos (ou seja, é legalmente
proibido cortar), a única alternativa para o governo é se endividar: ele tem de
recorrer ao mercado e pedir dinheiro emprestado, pois só assim ele pode cobrir
seus déficits orçamentários.

Primeira consequência: a trajetória do endividamento
do governo se tornou assombrosa.

O gráfico abaixo mostra a evolução da dívida bruta
do governo federal desde julho de 1994. A dívida nada mais é do que um
acumulado de déficits. Assim, o gráfico abaixo mostra o volume de dinheiro que
foi absorvido pelo governo federal para financiar seus déficits — dinheiro
este que, caso não houvesse déficits, poderia ter sido direcionado para o
financiamento de investimentos produtivos:

divida.png

Gráfico 7: evolução da dívida total do
governo federal (Fonte e gráfico: Banco Central)

Quem se endivida muito
acaba tendo de gastar muito com juros. Eis a evolução dos gastos do governo com
juros em um período de 12 meses:

jurosnominais.png

 Gráfico 8:
evolução dos gastos do governo federal com juros da dívida (Fonte e gráfico:
Banco Central)

As pessoas (à direita e à
esquerda) reclamam
que o governo gasta muito com juros, o que é verdade. Mas
eis o fato: o governo só gasta muito com juros porque se endividou para poder manter
seus gastos. A dívida não surgiu do nada. Ela é a simples e inevitável
consequência dos gastos. Foi exatamente para gastar mais que o governo se
endividou. 

E qual a consequência de
o estado ter de se endividar continuamente para manter seus gastos? Sobra menos
crédito disponível para empresas investirem e contratarem mão-de-obra. O governo
se apropria de um dinheiro que poderia ser emprestado para empresas investirem
ou para as famílias consumirem.

Não há mágica ou
truques capazes de alterar essa realidade dominada pela escassez: quando o
governo se endivida, isso significa que ele está tomando mais crédito junto ao
setor privado. E dado que o governo está tomando mais crédito, sobrará menos
crédito disponível para financiar empreendimentos produtivos. O governo, assim,
está dificultando e encarecendo o acesso das famílias e das empresas ao
crédito. 

E isso é fatal,
sobretudo, para as micro, pequenas e médias empresas.

A mídia costuma fazer
estardalhaço dizendo, corretamente, que o fato de a SELIC estar hoje nas mínimas
históricas (caiu
de 14,25% em 2016 para os 6,50% atuais
) não se traduziu em grandes reduções
nos juros
cobrados pelos bancos às empresas e pessoas
. Ora, e nem poderia. Como o
governo segue se apropriando de grande parte do crédito disponível, é claro que
não há como sobrar muito para o resto da economia. De novo: a realidade da escassez.

Eis o gráfico que
mostra a evolução dos juros dos empréstimos bancários, excluindo o rotativo (que,
por ser muito alto, distorce a média), para pessoas físicas e jurídicas:

jurosbancários.png

Gráfico 9: evolução dos juros cobrados pelos
bancos para pessoas físicas (linha azul) e pessoas jurídicas (linha vermelha).
(Fonte
e gráfico: Banco Central)

Os juros atuais, mesmo
com a SELIC nas mínimas históricas, são mais altos do que em 2012 e 2013.

Com isso, fica mais
difícil para empresas investirem, se expandirem e contratarem trabalhadores. Consequentemente,
a economia não cria riqueza e o desemprego não cai. Assim, não há criação de
renda adicional.

Veja, por exemplo, a evolução
da renda real dos trabalhadores do setor privado com carteira assinada.

rendareal.png

Gráfico 10: a evolução da renda real dos
trabalhadores do setor privado com carteira assinada.
(Fonte
e gráfico: Banco Central)

Observe que ela está no
mesmo nível do início de 2014, começo da recessão.

Sem aumento da renda, não
há como haver aumento da tributação para bancar a social-democracia.

Assim, está
estabelecido o ciclo vicioso:

a) a social-democracia,
que se caracteriza por um estado que quer prover de tudo, gera aumentos
constantes de gastos, os quais exigem arrecadações crescentes de impostos;

b) a arrecadação crescente
de impostos, por sua vez, necessita de um número crescente de trabalhadores
produtivos sendo tributados;

c) como o número de
trabalhadores não cresce no ritmo adequado, e como eles são estatisticamente pouco
produtivos (não adianta espernear; são
dados
), apenas impostos não bastam. Logo, o governo tem de recorrer ao endividamento crescente;

d) endividamento
crescente leva a despesas crescentes com juros, o que requer mais endividamento
para pagar essas despesas;

e) tudo isso faz com
que os juros para o setor produtivo se tornem demasiadamente altos, o que afeta renda e
emprego;

f) com renda e emprego
estagnados, os gastos do governo com a seguridade social aumentam muito mais do que arrecadação tributária, o que faz crescer os déficits orçamentários, que exigem impostos e endividamento;

g) isso reinicia todo o
ciclo vicioso.

Conclusão

A nossa
social-democracia não mais consegue arrecadar o volume necessário para bancar
seus gastos crescentes. Este é o dado empírico, o qual não permite tergiversações
ideológicas.

O problema é econômico,
demográfico e matemático. E, se insistirmos no atual arranjo, toda a economia irá
entrar em colapso. Na melhor das hipóteses,
tudo fica como está: ou seja, uma piora gradual e contínua dos indicadores.

Não se trata, portanto,
de insensibilidade ou de “maldade neoliberal” clamar pela redução profunda do
estado. É apenas uma questão de se reconhecer a realidade: sem reformas
previdenciárias e tributárias e, acima de tudo, sem um profundo corte de
despesas do estado
— que no mínimo corrija seu tamanho para níveis condizentes
com a renda per capita do brasileiro (que o sustenta) –, a implosão econômica é
inevitável. E aí as consequências sociais são totalmente imprevisíveis.

Nosso experimento
social-democrata chegou ao fim. Quanto mais rapidamente aceitarmos isso, quanto
mais rapidamente agirmos como adultos — e não como adolescentes fazendo
vitimismo –, menos dolorosa será a transição.

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Leia
também:

A social-democracia no
Brasil entrou em colapso – abandonemos os delírios e sejamos mais realistas

O que realmente permitiu o
grande crescimento econômico brasileiro da última década

 

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140 comentários em “O resultado de nossa prematura social-democracia: recessão prolongada e contas públicas calamitosas”

  1. Apóiem as manifestações deste domingo, que são pelas reformas!

    Imagine só a seguinte manchete no Wall Street Journal na segunda feira:

    “Massive protests in Brazil in support of social security reform.”

    Os investidores gringos virão correndo pra cá, o dólar vai desabar, os juros futuros chegarão às mínimas históricas, a bolsa vai disparar, a economia vai voltar a crescer rapidinho, e eí boa parte destes problemas estarão resolvidos (considerando, é claro, que a previdência será reformada).

    Dia 26 eu vou!

  2. Ronaldo da Silva Alves

    Elogiar os artigos do Leandro e chover no molhado. Já pensou em publicar um livro com uma coletânea dos mesmos ? Quais artigos sugere para que um leigo em Escola Austríaca possa adquirir um conhecimento gradual e seguro ? Última dúvida. Vendo a situação da Venezuela. Parte o coração !!! Infelizmente não vai acontecer. Quais as medidas as Escola Austríaca aplicaria para resolver a tragédia econômica que afundou o país ?

  3. FERNANDO LAZARINI

    O Leandro fez mais por mim que meus professores de economia, embora eu seja formado em contabilidade.

    Inclusive rasguei livros de teoria econômica que comprei na faculdade, para ninguém mais ler.

  4. Eduardo dos santos rocha

    Se os bancos possuem excedentes de dinheiro que o governo "compra" com títulos da dívida (operações compromissadas), e isso corresponde a mais ou menos 42 % do orçamento, então, não importa o que fizermos a dívida vai ser impagável e só tende a aumentar. Só sim com intervenção estatal e uma política econômica-monetária diferente da que temos atualmente.

    O Banco Central pega essa dívida e emite "título da dívida" que fica na mão do credor, na mão do banco. Este dinheiro fica um dinheiro que não pode ir para o mercado. Ele não investe. Mas o guarda. Para justamente não ter dinheiro no mercado porque o banco avisa que vai haver a inflação. O dinheiro morre ali. Fica um crédito para o banco e uma dívida para o Estado que se apresenta em dívida sobre juros que deve ser paga com a economia do Estado – o famoso enxugamento, reformas em Previdência, diminuição de cargos, "diminuição do Estado", privatizações, etc, que diga-se de passagem não ter efeito significativo na dívida em si. Se diminui o Estado porque há a crença que gastamos muito, mas se gastando muito já era deficiente, agora ele menor, o serviço ficará ainda mais deficiente. Parece que estamos em um impasse. Pagando a dívida corremos o risco de uma catástrofe inflacionária. Não pagando estamos no risco da catástrofe do eterno endividamento. Ou seja, a “sobra de caixa” dos bancos vira uma retroalimentação infinita. Todos questionam a dívida, mas ninguém se pergunta como ela surgiu. Quem criou esse mecanismo de se dar títulos como se o governo “comprasse excessos de acumulação em caixa”? Isso significa que se pagarmos a tal dívida será o fim de todos? A situação dos Estados Unidos é uma situação de tamanha dívida que só a quebra total, a bancarrota pode salvar a nação. Só com dívidas se pode caminhar e construir um futuro. Talvez o tal medo da inflação seja muito mais algo imagético. A taxa de inflação é uma questão de crença e confiabilidade. Se países como EUA, Japão põe dinheiro no mercado ("na praça") e acham que vai aparecer inflação, não é necessariamente verdade, estes países fazem este movimento e não tem inflação.

  5. Atualmente, o déficit do INSS é de aproximadamente R$ 18 bilhões por mês, o que equivale a aproximadamente R$ 210 milhões por ano.

    Acho que o correto é 210 bilhões por ano, não?

    De todo modo, obrigado pelo excelente texto!

  6. André Lara Resende me enganou

    O Nerso da Capitinga vulgo Leandro Roque ta endossando o discurso dos esquerdistas com esse artigo… Eles estão justamente dizendo que o problema é que a arrecadação caiu.

    Vejam a coluna da economista Laura Carvalho na Foice de SP.

    Eles dizem: Tem que tributar mais o ricos, aumentar a arrecadação, o Estado precisa gastar mais pra trazer investimentos.

    Os recursos são escassos mas tem gente com 1000 e outros com 0.

    Para os esquerdistas seria um problema DISTRIBUTIVO.

    “A produtividade de um brasileiro equivale a 25% da produtividade de um americano, o que significa que um brasileiro leva uma hora para produzir o mesmo bem ou serviço que um americano produz em 15 minutos.”

    O brasileiro ta deixando os venezuelanos entrarem de carrada. Mas o americano tem políticas protecionistas. O Trump taxou os produtos da China, proibiu entrada de mexicanos, ta querendo criar muros.

    Como disse o professor Chang : “”A defasagem salarial entre os países ricos e pobres não existe principalmente por causa de diferenças na produtividade individual e sim devido ao controle da imigração. Se a imigração fosse livre, a maioria dos trabalhadores nos países ricos poderia ser, e efetivamente seria, substituída por trabalhadores dos países pobres. Em outras palavras, os salários são determinados politicamente.””

    Disseram que a reforma trabalhista criaria mais empregos… cadê ?

    g1.globo.com/economia/noticia/nova-lei-trabalhista-vai-gerar-mais-de-6-milhoes-de-empregos-diz-meirelles.ghtml

    Eu só vi aumentando o número de ciclistas de Uber Eats… era isso mesmo ?

  7. Acho que no gráfico 5 o texto está trocado em relação a despesas e receitas. Receitas são a linha azul e despesas, a vermelha. Só assim explica que o déficit começou em 2014. Estou enganado?

  8. A situação, sob minha percepção, é irreversível. É comprar o máximo possível de ouro físico e bitcoin enquanto a bomba não estoura.

  9. Vinicius N. Ribeiro

    Sensacional analise. Que esclarecimento. E como bem pontuou isso não é questão de opinião isso é um fato. Parabéns, forte abraço.

  10. Uma reforma trabalhista, que coloque grande parte da nossa força de trabalho na economia formal, não traria um impacto maior para a previdência do que o governo atualmente preve?

    Ou o calculo da reforma é feito considerando que essa força de trabalho vai contribuir daqui alguns anos?

  11. Acho que com esse artigo o Pirula agora entende, de que a culpa por esse contingenciamento não é “do olavismo”, e sim do fato de que o Brasil quis ser social-democrata sendo um inferno socialista para pessoas honestas gerarem riqueza.

  12. Leandro, parabéns pelo texto genial.

    Agora, certamente, as reformas que refere na conclusão não poderiam ser as estatolaras de guedes e moro – que aumentam Estado, aumentam corrupção e reduzem brutalmente renda e poupanças privadas.

    A capitalização em ambiente de juro real negativo é realmente obscena – ideia em que Dilma foi a pioneira e que vai resultar na mesma roubalheira da Petros, PREVI e Postalis, se não for um FGTS gigante.

    Só uma questão: a solução viável, política e consensual para o déficit do Estado não estaria na liquidação dos ativos públicos?

    A UNIÃO tem mais market cap de empresas do que a parte privada da B3, quase 47% da área do país pertence ao Estado – sem falar nas concessões de rádio/TV e dezenas de outorgas gratuitas que podem ser revogadas e leiloadas sem ônus para o Erário.

    Não acredita que os ativos públicos poderiam satisfazer MUITAS VEZES o passivo atuarial e ainda servir de financiamento para programas futuros de renda mínima ou fundo soberano com qq outra finalidade?

    Não acredita que se o controle privado sobre empresas e terras DOBRASSE a produtividade no país não daria um salto equivalente?

  13. Parabéns, pelo artigo. Só faltou acrescentar que o fato do Brasil seguir políticas econômicas fracassadas e a ausência de reformas econômicas nos últimos 20 anos também ajudou a chegar a essa situação. Se o Brasil tivesse seguido uma política econômica bem ortodoxa e feito as reformas, em que situação estaríamos agora?

  14. De verdade: eu sou o único que acha que “já era”?

    Sério mesmo, até eu que “sou de humanas” sei que estamos na beira do precipício e mesmo assim não vejo um clamor popular pela reforma da previdência (ou qualquer outra), justo oposto, vejo as fileiras dos que defendem o “direito adquirido” engrossarem cada vez mais…

    Só espero que a bomba não exploda por pelo menos 2 anos, pois creio que seja o tempo necessário para estabilizar meu escritório de advocacia e começar a investir e viver de renda (afinal, incrivelmente o “trabalho não rende” aqui no BR) para poder garantir uma vida estável pra mim e meus pais ao menos ”/

  15. Esse artigo é tão esclarecedor que deveria ser publicado em jornais de grande circulação como Estadão, Folha e o Globo. Deveria também ser apresentado em sessões da Câmara e do Senado. Talvez com essa dose de realidade os congressistas aprovem as necessárias e urgentes reformas.

  16. Leandro, tenha certeza total que está fazendo um excelente trabalho apesar de toda a crítica, nesse mar de porcaria sendo espalhada por aí, só os seus artigos salvam!

    Há pouco tempo atrás estava conversando com um colega justamente sobre a questão do atual nível de desemprego no Brasil. Os salários subiram enormemente durante os anos de boom, durante os anos de crash eles precisam cair (o próprio Mises chegou a dizer que uma queda nominal pura não é suficiente, a queda precisa ser real).

    Mas este artigo me fez perceber algumas coisas:

    1 – Em 2015 e 2016 o dinheiro em conta corrente caiu cerca de 18%, com uma queda salarial média menor que isso o desemprego no mínimo ficaria situado acima do padrão dos anos anteriores.

    2 – De 2014 ao início de 2017 a renda ficou estagnada, (detalhe para estagnada) ela não realmente caiu de forma permanente. (exceto no fim do mandato da Dilma, mas foi temporário)

    3 – A partir daí, ela começou a subir (provavelmente por causa da valorização cambial, queda dos juros e da reforma trabalhista).

    4 – Em 2018, finalmente os salários começaram a cair, e seguem em queda. Esse ponto meu colega tinha chamado a atenção, que a inflação dos bens de consumo estava reduzindo os salários reais sem que houvesse uma verdadeira queda nominal. Se observarmos o gráfico 1, foi exatamente aí que o número de pessoas trabalhando no setor privado com carteira assinada parou de cair e está com uma tendência de baixíssimo aumento (quase uma estagnação)

    Não sei se cometi algum erro na análise, mas por qual motivo os salários não caem? realmente a lei é tão rígida que torna mais fácil a demissão que a redução? parando para pensar, a queda do poder dos sindicatos pode ser a resposta que procuro.

    Não que eu defenda que o já sofrido trabalhador brasileiro ganhe ainda menos, mas a economia é implacável.

    No mais, muito obrigado por mais um artigo magnífico Leandro!

  17. Milton Friedman's Return

    Excelente artigo, Leandro. Lembrando, como está no texto, que nos contingenciamentos, até as Forças Armadas, que apoiam o governo, foram afetadas. Não entendo a reclamação das pessoas sobre contingenciamentos na Educação que afetam basicamente as Universidades Federais ( aguardando que o mesmo ocorra nas Estaduais…), até pq a grande maioria estudou ou estuda em universidades privadas, logo, nada teria a perder. Creio fortemente que meu prestigioso aluno, Paulo Guedes, consiga convencer o Congresso da necessidade destes e outros contingenciamentos ( não “cortes”, como a mídia esquerdopata adora afirmar para doutrinar incautos….), além da reforma da Previdência. Ou se faz isto ou veremos ainda mais motociclistas e ciclistas fazendo entregas sem contribuírem para a Previdência Social, como citou um leitor acima. Ou as reformas são feitas “ontem” ou será o caos pior que aquele ocorrido na Grécia. Excelente artigo, repito, Leandro! Se a social democracia já é complicada em países que acumularam riquezas, quanto mais em países pobres como o nosso. E ainda fomos prejudicados pela esquerda ainda mais desonesta dos dois últimos governos. Cansa ouvir a imprensa repetir à exaustão que ” a extrema direita avança no mundo…”. Agora, ser conservador, liberal, “de direita”, já se é taxado de fascista, extremista, etc. Como religioso que sou, confio em Deus, que ao contrário do que muitos pensam e repetem por aí, não era socialista! Abraços.

  18. Corte mais. Não quero ver meu dinheiro sendo aplicado em oficina de siririca (lembram do video do Arthur do Val?), seminário de pegação de lésbicas, TCC sobre o hábito de fumar maconha, dentre outras indecências que professores e estudantes praticam nas universidades. Então, tem mais é que fechar certas universidades:

    Este cara é um gênio. Pena que ele é censurado (censuraram de novo a conta dele no Twitter)…

  19. Bobagem essa ideia de que social-democracia não dura. O problema foi a Dilma. Antes dela, estávamos há mais de uma década com seguidos superávits. Se não fosse o desastre da nova matriz, tudo estaria bem.

  20. Esquerdista convencional ou MBL ???

    Quem for as manifestações no Domingo não passam de golpistas bolso-olavistas que querem a destruição da república federativa do Brasil.

    Já as manifestações dos estudantes e dos líderes de movimentos em dias úteis é um direito de liberdade de expressão e pode ser usado pois vivemos em uma democracia.

  21. Sociólogo intelectual

    O desemprego é uma construção social. Podemos ter todos os desempregados ocupados imediatamente.

    Os desocupados devem lutar pela redução de horário de trabalho. Não existe nenhuma outra solução para o desemprego. O trabalho deve ser redistribuído como deve ser a riqueza. Não é possível que no Brasil existam ricos e pessoas que morram de fome. Não é possível que no mundo existam 8 pessoas que tenham a riqueza da metade da humanidade. Uma disparidade que nunca existiu no mundo, um homem só que tem a riqueza de 10 estados. Warren Buffett tem sozinho a riqueza do Canadá. Lutem pela distribuição de trabalho, que dela também vem também a distribuição da riqueza. Reduzam o horário de trabalho, porque isso aumenta a produtividade. Empregados, aceitem a redução de horário de trabalho. Primeiro porque isso não reduzirá o salário. Segundo, porque aumentará o tempo livre. Terceiro, aumentando o tempo livre, aumentará a felicidade.

    alias.estadao.com.br/noticias/geral,o-desemprego-e-uma-construcao-social-afirma-o-domenico-de-masi,70002841231

  22. As pessoas estão engordando (www.google.com/amp/s/veja.abril.com.br/saude/epidemia-de-obesidade-no-brasil-cresce-60-em-12-anos/amp/) , comprando mais do que necessitam (www.moneyreport.com.br/economia/numero-de-celulares-diminui-mas-ainda-supera-quantidade-de-pessoas-no-brasil/ ) e como o próprio texto afirma trabalhando menos que antes. Crise não é fome, escassez e trabalho árduo sem retorno? Compare o preço da carne de boi aqui e na Europa, levante o preço para se fazer uma feijoada aqui e nos Estados Unidos, compare o tratamento de dentário dos chineses com os brasileiros. Nossa moeda tem maior poder de compra do que se é divulgado, o PIB cai por uma questão de distorção de cálculo.

  23. Espero que os protestos desse domingo tenham surtido algum efeito com direção às reformas (pelo menos na reforma ministerial os caras foram correndo votar, antes do protesto começar).

    Falando agora do dólar, a moeda está se apreciando pelo fato de estar havendo uma contração na base monetária, esta sendo causada pela alta na taxa de juros dos títulos americanos, e também pelo fato de ter aumentado a demanda mundial por esses títulos do governo americano? Essa taxa de juros afeta somente os títulos do governo? Evidentemente uma moeda mais forte beneficia a grande massa da população. Agora, visto que emprestar dinheiro para o governo é um esquema controverso, quais seriam as suas externalidades?

    Bom, sobre esse artigo, preciso nem falar que o Leandro é uma lenda viva, um economista de verdade. Tomara que ano que vem eu consiga ir à Conferência e conhecê-lo pessoalmente.

  24. Pessoal, todos sabemos das dividas publicas exuberantes, e sabemos que emitir créditos suplementares para pagar dividas correntes não seria a solução, mas talvez um remédio para as dores da barriga.

    Precisamos sim cortar gastos e fazer com que o País volte a crescer.

    Mas gostaria de pedir encarecidamente que vissem este vídeo da Maria Lucia Fattorelli —> http://www.youtube.com/watch?v=HDaNZcFGtPI&feature=youtu.be

    e me explicassem o que seria essa reserva de dinheiros que ela menciona, Tesouro = 1,27$ Trilhão, BC = 1,13 Trilhão, U$375 Bilhões Reservas internacionais.

    1- Se realmente esse dinheiro existe.

    2- Como seria esse método que ela gostaria de usar em retirar esse dinheiro das reservas e pagar as dividas.

    Ela simplesmente esta com esta oratória, dizendo que não há crise no Brasil causado pelos déficits… mas sim pela politica monetária pelo BC (tenho que concordar com ela em algumas partes) para que não reformem a previdência.

    Mas não entendo como seria isso de retirar dinheiro de uma reserva tão gigantesca dessa… Se realmente fosse tão fácil, com tanto dinheiro em reserva assim, não precisaríamos estar passando esse perereco de crise ou dividas.

  25. Excelente artigo!

    Um único gráfico “per se” deveria encerrar o debate sobre a necessidade de reduzir-se o Estado e reformar a Previdência e acalmar o Leão que engorda ano após ano com os tributos.

    Confesso que fiquei deprimido ao ler o artigo em tela. Sobretudo ao lembrar-me dos vídeos do YouTube em que o representante do MBL do RJ (aquele Gabriel, que é policial militar) tenta conversar a respeito com militantes vermelhos e, ou manifestam ignorância total, sem saber ao certo pelo quê lutam, ou brigam, xingando-o ou tentando agredí-lo fisicamente.

    Temo pelos anos vindouros, pois sem a reforma teremos um campo aberto à esquerda explorar as consequências duras possíveis e assim retomando o poder em 2023. Deus nos salve enquanto tempo há.

  26. Esse assunto chega ser cansativo, eu fico em dúvida se é má fé, ignorância ou Crença ideológica. Não é possível, os princípios básicos nos levam para um sentido diferente do que os ortodoxos teimam a ir. Políticos seja de direita ou esquerda, dificilmente abrem mão de privilégios, então para a questão mudar por aqui, só a partir de plebiscitos.

  27. Maria Fernanda Monzo Luporini

    Hoje a Petrobrás paga impostos ao caixa do Tesouro, mas também dividendos, já que a União é a maior acionista da empresa. Pq motivo o Estado venderia uma empresa já montada e lucrativa e deixaria de receber dividendos para receber apenas impostos? Não consigo entender. A Petrobrás está montada e fax parceria com várias outras empresas. Já estão posicionando a empresa em seu core business. Então, de novo, pq ao invés de melhorar a governança da empresa para evitar corrupção política, e conrinuar a receber impostos e também DIVIDENDOS, pq o Estado optaria por receber APENAS impostos???

  28. A cada semana a previsão de crescimento decepciona os “analistas” de mercado.

    Eu posso estar errado, mas o que acho que está ocorrendo é que nós temos uma baixa taxa de poupança e que a pouca poupança disponível está sendo direcionada para cobrir o déficit público.

    Soma-se a isso as incertezas políticas, simplesmente não está havendo investimento. E com a alta de desemprego e endividamento da população, não como esperar que o consumo puxe o crescimento.

  29. Criança Orgulhosa da Era de Ouro do Lulo-petismo 00's

    Que poupança é essa que vocês austríacos tanto falam? O governo acrescenta, o governo nada subtrai. É tão óbvio isso que eu fico assustado ao ver como alguém pode acreditar nesta ladainha austríaca de que o mercado é o Deus do mundo. Vou explicar: quando o governo apresenta déficits, ele recorre ao Tesouro Direto para ter esse déficit quitado, afinal ele tem o poder da palavra. Se o governo diz que vai pagar, ele paga. Se o Tesouro Direto fosse algo ruim as pessoas fugiriam dele mas todos nós sabemos que este é um dos INVESTIMENTOS mais bem vistos. Vou desenhar:

    Eu tenho R$100,00 e compro R$100 em títulos PUBLICOS(qualquer um, inclusive você, pode comprar).

    O governo usa esse dinheiro para pagar o que tem que pagar.

    ESSE DINHEIRO GERA RENDIMENTOS.. A cada dia que passa eu fico mais rico por ter emprestado ao governo… Se eu esperar 1 ano eu resgatarei por exemplo R$120,00 e estarei com mais R$20,00 em poder de compra do que estava antes. QUE POUPANÇA É ESSA QUE VOCÊS AUSTRÍACOS TANTO FALAM? O que gera crescimento é o consumo agregado e não a poupança.

    Vou tentar desenhar novamente para evitar ser mal compreendido porque aqui isso acontece muito.

    Eu emprestei R$100 para o governo. O governo vai usar esse dinheiro e eu vou deixar um tempo com ele. Neste caso o governo usou o dinheiro e eu vou poder usar também. Todos nós usamos o mesmo dinheiro, e eu mais do que o governo. O que ocorre é que emprestar para o governo gera uma poupança extra e não uma redução na poupança, então obviamente se não há crescimento econômico é devido à falta de demanda agregada.

    Antes eu tinha R$100 e podia gastar R$100, agora eu tenho R$120 e posso gastar R$120, eu saio com mais poder aquisitivo do que entrei porque R$120 hoje valem mais do que R$100 um ano atrás, relativamente… Acho que agora vão recorrer à aquela teoria absurda da preferência temporal em que afirmam não ser possível comparar R$120 hoje com R$100 de um ano atrás porque os produtos disponíveis no mercado nestes dois tempos distintos não são exatamente os mesmos.

  30. Pessoal, o que vocês acham dessa notícia, onde fala que Brasil e EUA lideram em “retrocessos ambientais”?

    Quando ainda estava no Brasil (agora estou na Flórida), meus colegas no curso de Biologia achavam de que o Bolsonaro (devem achar ainda) vai sabotar simplesmente todo o meio ambiente. Se o Ricardo Salles de fato conceder os parques à iniciativa privada, vai ser benéfico (porque não tinha como ficar pior do que o modelo totalmente soviético), embora o ideal seja a desestatização completa. Eu realmente não sei o motivo dele ser tão criticado, não vi nada de errado em todas as entrevistas que ele cedeu, a não ser no fato de que ele ainda não defende a retirada completa do estado no setor, o que eu acho improvável.

    E olhe que a legislação ambiental americana é severa, pelo menos se tratando de fazer carros (isso explica provavelmente a disponibilidade menor de carros europeus). Pelo menos aqui ao redor eu vi mais áreas ambientais preservadas do que no Brasil, embora seja uma percepção um tanto rasa.

    É muito chato isso, a pessoa de Biológicas precisa sempre ficar apoiando o intervencionismo estatal no setor, senão viveremos todos sobre o Mar de Aral.

  31. Ola,

    Brilhante artigo, cheio de fatos e numeros. Excelente didatica. Muito obrigado mesmo por trazer esse conhecimento para nos.

    Fiquei com algumas duvidas no entanto:

    1. “a social-democracia, que se caracteriza por um estado que quer prover de tudo, gera aumentos constantes de gastos”, por que desse aumento constante? Nao eh possivel que eles mantenham o orcamento? Especialmente quando se fala de teto de gastos?

    2. Quando se fala da produtividade do trabalhador, um funcionario do McDonalds por exemplo me parece altamente produtivo (com rapidez e cheio de equipamentos) mas por que ele ganha tao pouco?

    Obrigado!

  32. Os gráficos indicam que a coisa estava mais ou menos bem encaminhada até 2008. A partir daí que foi tudo para o brejo. O que será que aconteceu em 2008?

  33. Um país subdesenvolvido tentar imitar o o “Estado de bem-estar social” de países desenvolvidos é como um sujeito que tenta acompanhar os gastos excessivos de um parente ou colega em melhor situação financeira, acreditando erroneamente que essa situação financeira existe por causa desses gastos e não apesar deles.

    * * *

  34. Leandro: podemos estar às portas de uma grave crise no Brasil e no mundo?

    Quando você nos brindará com novas análises da situação econômica?

    []s

  35. "Existe um estigma no sistema financeiro de que banco que pega dinheiro do BC está com problema. Queremos fazer um sistema no qual podemos usar dívida privada para melhorar a eficiência e a liquidez do setor. Aí poderemos reduzir bastante o volume de compulsórios"

    Roberto Campos Neto em 19/11/2019

    Tradução: Inflacionismo à vista?

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