Nota do Editor
O artigo abaixo foi originalmente publicado em setembro de 2018.
Com as recentes notícias sobre o ressurgimento do kirchnerismo, a recessão argentina, e a impressionante contração de sua produção industrial (queda de 14,7% em dezembro de 2018 em relação a dezembro de 2017 e queda total anual de 5% em todo o ano de 2018; seguida por uma nova queda de 14% em março de 2019 em relação ao mesmo mês de 2018), vale a pena rever o que foi dito, agora com dados mais atualizados.
Acima de tudo, vale absorver as lições para evitar que as trapalhadas e contemporizações sejam repetidas no Brasil.
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Em dezembro de 2015, último mês do governo de
Cristina Kirchner, a Argentina apresentava um déficit orçamentário de 5,1%
do PIB.
Dado que o governo argentino havia decretado moratória no
início da década de 2000, e reincidido em 2014, o
governo não conseguia se financiar facilmente via empréstimos no mercado
financeiro. Pior: os mercados internacionais estavam fechados para o governo do
país, tanto por conta desse histórico de moratórios quanto pelo descrédito
gerado pelos governos Kirchner.
Sem poder emitir títulos para se financiar, o então
governo Kirchner tinha duas alternativas para cobrir esse rombo orçamentário:
aumentar impostos ou imprimir dinheiro.
Aumentar impostos era inviável, pois estes já
estavam em níveis alarmantes. Segundo o relatório
de competitividade global do Fórum Econômico Mundial, a carga
tributária da Argentina já era simplesmente a mais alta das 138 economias
analisadas. Pior: desde 2002, a carga tributária do país — federal, províncias
e municípios — já havia aumentado mais de 10 pontos percentuais em relação ao
PIB.
A trajetória dos gastos públicos foi ainda mais
espantosa: eles aumentaram 20 pontos percentuais em relação ao PIB, com os
gastos consolidados do país chegando a 47,9% do PIB, uma cifra
claramente desproporcional.
Logo, sem poder se endividar e sem ter como aumentar
impostos, o governo Kirchner fez aquilo que os países latino-americanos
tradicionalmente fazem: colocou seu Banco Central para imprimir dinheiro e,
assim, monetizar a dívida. O Banco Central imprimia e repassava ao Tesouro. E
então o governo gastava.
Assim, de 2003 ao final de 2015, a base monetária da
Argentina — uma variável totalmente sob controle do Banco Central argentino —
aumentou
1.730% (ou seja, foi multiplicada por 18). Como consequência, a quantidade
de dinheiro (pesos) na economia argentina (M1) disparou
2.415% (ou seja, foi multiplicada por 25).
E o que sucede quando não existe uma grande demanda
por um ativo (neste caso, o peso argentino), mas este tem sua oferta
substantivamente aumentada? Correto, esse ativo perde valor. Internamente, a
perda de valor do peso estava se materializando em uma alta de preços galopante
(de
30% em 2015).
Externamente, tamanha inflação da oferta monetária
deveria ter se expressado na forma de uma forte depreciação cambial.
Entretanto, o governo Kirchner havia instaurado, desde 2011, o chamado ‘cepo cambial’: o
governo restringia a compra de dólares pelos cidadãos argentinos. O objetivo do
cepo era exatamente o de aprisionar os argentinos ao peso inflacionado,
impedindo-os de escapar (para o dólar) de uma moeda que o governo estava
inflacionando para financiar seus déficits.
Ou, dito de outra maneira, em vez de financiar o
excesso de gastos governamentais emitindo títulos da dívida nos mercados
globais, os Kirchner optaram por parasitar toda a população aplicando o “revolucionário”
imposto da inflação.
Esta era a bomba que, segundo o prometido, Maurício
Macri iria desarmar ao assumir a presidência: reestruturar as finanças públicas
para não mais financiar o déficit orçamentário por meio da impressão de pesos,
e abolir o cepo cambial.
O controle dos gastos em conjunto com o fim da
inflação monetária colocaria um freio na carestia e permitiria que o cepo
cambial pudesse ser abolido sem grandes traumas. Adicionalmente, o fim do cepo
supostamente atrairia investimentos estrangeiros e reativaria o crescimento
econômico.
Ajustes,
mas sem dor
Entretanto, o novo presidente argentino também prometeu
evitar qualquer tipo de ajuste duro. Em vez de medidas rápidas e decisivas,
houve a promessa
de gradualismo.
Em vez de aprovar um forte corte nos paquidérmicos
gastos herdados dos Kirchner, Macri anunciou,
tão logo assumiu a presidência, aumentos para os aposentados e para os
professores. E para não comprar briga com sindicatos e com o funcionalismo
público, não fez nenhuma indicação de que privatizaria estatais. A Aerolíneas
Argentinas, por exemplo, que foi estatizada pelos Kirchners e que dá um
prejuízo ao Tesouro argentino de 2
milhões de dólares por dia, segue intacta. Igualmente, a
estatal petrolífera YPF registra
prejuízos trimestrais milionários, e nada de o governo se desfazer dela. Já
o número de funcionários públicos continuou em níveis soviéticos (há 4
milhões de funcionários públicos na Argentina, sendo que aproximadamente
280 mil são fantasmas). Para completar, as dificuldades
para empreender seguem as mesmas (o país está na 116ª posição no
ranking de facilidade empreendedorial).
A intenção, portanto, era não se indispor com ninguém
e adotar apenas ajustes graduais e suaves. Nada que pudesse ser considerado
muito drástico. E nem severo.
Em termos realmente efetivos, seu plano consistia em
começar a casa pelo telhado: reestabelecer a credibilidade internacional do
governo argentino e abolir o cepo cambial antes de corrigir o déficit.
Acreditava-se que isso já bastaria para aumentar a
confiança, trazer os tão necessitados investimentos estrangeiros, e fazer a
economia voltar a crescer, as receitas tributárias aumentarem e o déficit cair.
Este era o plano. Nada de mudanças estruturais.
Apenas uma mudança de postura.
De
início, até que funcionou…
Como esperado, tão logo Macri chegou ao poder, em
dezembro de 2015, ele cumpriu a promessa e aboliu
o cepo cambial. A taxa de câmbio saltou de 10 pesos por dólar para 15
pesos por dólar.
Poucos meses depois, em abril de 2016, ele pagou
os credores internacionais que ainda resistiam a aceitar a moratória
soberana decretada em 2001. Naquele mesmo mês, o governo argentino voltou
a ser aceito nos mercados internacionais e conseguiu voltar a emitir dívida
nestes mercados — 40 bilhões de dólares a uma taxa de juros de 6,75% (em
dólares) ao ano — após 15 anos de exclusão.
O charme de Macri parecia estar surtindo efeito e o
plano parecia estar dando muito certo. Só que havia dois problemas: um interno
e outro externo.
…
mas depois desandou
O problema interno é que Macri fracassou completamente
em seu intuito de corrigir o déficit: em 2017, o desequilíbrio das contas
públicas alcançou 6%
do PIB — acima do registrado no último ano de Kirchner — devido ao fato
de que os cortes de gastos simplesmente não ocorreram.
Consequentemente, o governo argentino manteve-se
firme na tradição: continuou imprimindo dinheiro para bancar seus gastos.
Como mostra o gráfico abaixo, a expansão da base
monetária sob o governo Macri foi de 130% desde janeiro de 2016 até hoje.
Gráfico
1: evolução da base monetária argentina
Como consequência, a quantidade de dinheiro em posse
de pessoas físicas e jurídicas continuou crescendo tão ou mais intensamente sob
o governo Macri em relação ao governo Kirchner. O M1 cresceu 70% no mesmo
período (passando a apresentar enorme volatilidade em 2018, consequência de flutuações erráticas na taxa de juros, como será mostrado mais abaixo).
Gráfico
2: evolução do M1 argentino
Já o problema externo é que as taxas de juros nos
EUA começaram a aumentar. De dezembro de 2015 até hoje, elas subiram de 0,25%
para 2,50%, voltando recentemente para 2,25%.
Consequentemente, os títulos da dívida argentina
deixaram de ser vistos pelos investidores estrangeiros (de acordo com a razão
rentabilidade-risco) como um ativo interessante no qual depositarem seu capital.
E então os investidores estrangeiros começaram a
sair do país, trocando os inflacionados pesos por dólar, a taxas
cada vez mais aceleradas. Em 2018, a fuga de capitais da Argentina foi recorde.
Além dessa saída dos investidores estrangeiros,
houve a corrida dos próprios argentinos à moeda americana, um velho hábito
nacional em fases de grande incerteza.
Como inevitável consequência dessa estrondosa inflação
monetária e da fuga para o dólar, o peso não mais parou de se desvalorizar em relação
ao dólar. Em dezembro de 2015, eram necessários 10 pesos para comprar 1 dólar. Na sexta-feira, 9 de agosto de 2019, eram necessários 45 pesos. Hoje, segunda-feira, 12 de agosto, um dia após as eleições primárias do país (que apontam o forte ressurgimento do kirchnerismo), o dólar está custando 58 pesos. Um esfacelamento total da moeda argentina.
Gráfico
3: evolução da taxa de câmbio da
Argentina
Observe que, apenas em 2018, o dólar encareceu
mais de 100%. Em outras palavras, o peso se desvalorizou mais de 50% em relação
ao dólar. No total, desde dezembro de 2015, o peso se desvalorizou impressionantes 83%.
Como consequência dessa desvalorização da moeda, a inflação
de preços alcançou estonteantes 55% em 12 meses.
Para tentar conter essa crescente desvalorização da
moeda — cuja raiz, sempre vale repetir, é a inflação monetária –, o Banco Central argentino atuou para elevar a taxa básica de juros. E em doses cavalares.
Gráfico
4: evolução da taxa básica de juros na Argentina
Observe que, após um período de relativa calmaria em
2017, com a taxa básica de juros argentina em “apenas” 24,75% (quando o câmbio também
estava relativamente estável), a aceleração da saída
de capitais em 2018 em conjunto com a forte desvalorização do peso pressionaram a taxa básica de juros para 60%, tendo chegado a incríveis 74%.
Vale também notar que essas súbitas e acentuadas elevações
da taxa básica de juros geraram um ciclo vicioso: quanto mais a moeda se desvalorizava,
mais o BC atuava para elevar os juros para tentar conter a desvalorização. E quanto mais os juros subiam, mais as pessoas se assustavam com a gravidade da situação e mais
elas abandonavam o peso e fugiam para o dólar. E mais ainda o câmbio se
desvalorizava.
Trata-se do famoso exemplo das consequências
não-premeditadas: um súbito e acentuado aumento dos juros, com a intenção de
conter a desvalorização da moeda, acaba gerando o efeito exatamente oposto, pois
os investidores e os próprios cidadãos argentinos se assustam com a intensidade
das medidas e reforçam ainda mais a sua fuga. O raciocínio é: “Se os juros estão subindo desta maneira é porque a situação é muito pior do que
parece. É melhor eu sair do peso rápido!”.
Com uma taxa de juros próxima de 70%, com uma moeda em
acelerado processo de desvalorização e com uma inflação de preços acima de 50%,
a produção industrial desabou quase 15 ao fim do ano.
Para resumir: dado que o déficit público nunca foi
corrigido, e dado que foi ficando cada vez mais caro financiá-lo com recursos
externos, os cidadãos argentinos e os investidores estrangeiros rapidamente
perceberam que a monetização dos déficits (impressão de dinheiro pelo Banco
Central) não iria acabar, e que, portanto, a inflação de preços não iria ceder.
Acrescente a isso o fato de que não mais há um cepo
cambial, e tem-se então um cenário de fuga generalizada para o dólar, o que
explica a brutal desvalorização do peso.
Para reverter esse cenário, o governo, além de subir
os juros, recorreu, ainda em maio, ao FMI para negociar um empréstimo
parcelado de US$ 50 bilhões (o que equivale à metade das atuais
reservas internacionais do país). Como isso não bastou para arrefecer a fuga do
peso para o dólar, o governo argentino voltou novamente o FMI em agosto e
pediu para antecipar
parcelas deste empréstimo. O objetivo era usar esses dólares para tentar
conter a desvalorização cambial.
Como mostra o gráfico 3, a medida, ao menos por ora, foi bem-sucedida, o que ajudou também na redução da taxa básica de juros, como mostra o gráfico 4.
O FMI, vale lembrar, é apenas uma burocracia global muito
bem nutrida com o dinheiro dos pagadores de impostos dos países-membros, e que
se dedica a malversar esses fundos emprestando-os a governos esbanjadores e insolventes,
aos quais nenhum investidor privado se arrisca a emprestar. A ideia de pedir empréstimo
ao FMI é ganhar tempo: ajudar a conter a desvalorização do peso sem ter de
fazer grandes ajustes e, então, torcer para que durante os anos seguintes haja
alguma estabilidade que permita à economia voltar a crescer, o que faria com que
os déficits caiam em decorrência das maiores receitas de impostos geradas pelo
crescimento econômico.
Além da ajuda do FMI, o governo argentino também apresentou
um pacote
de elevação de impostos (4 pesos extras sobre cada dólar de exportação primária
e 3 pesos adicionais sobre cada dólar das demais exportações) e de redução do número
de ministérios para tentar conter o déficit — e, com isso, em tese, não mais
ter de imprimir dinheiro para financiá-lo.
O
plano que nunca houve
Dito tudo isso, quem melhor resumiu as causas do
fracasso foi o economista argentino Roberto
Cachanosky:
Desde
o início do governo Macri, seus assessores lhe venderam a ideia de que não
haveria problemas em não se ter um plano econômico. O plano econômico era o
próprio Macri: isto é, bastava ele estar na Casa Rosada, com o kirchnerismo
fora do governo, que isso iria, magicamente, produzir uma chuva de
investimentos estrangeiros, os quais gerariam um mágico efeito de crescimento
econômico — apesar do monumental gasto público, da carga tributária
confiscatória e de toda a rígida e inflexível legislação trabalhista.Todos
os sérios problemas estruturais que vinham se acumulando na economia argentina
desde décadas, e que foram levados a um extremo insólito pelo kirchnerismo,
magicamente seriam pulverizados pela simples presença de Macri. Esta era, no
fim, a verdadeira estratégia: a simples mudança de governo já bastaria para
fazer os investimentos dispararem, a economia crescer, as receitas tributárias
aumentarem e o déficit cair.A
falta de um plano econômico consistente seria mais do que compensada pela
simples existência de Macri, a qual bastaria para mudar as expectativas e
alterar o rumo da economia sem a necessidade de grandes reformas estruturais.De
concreto, o macrismo, no mínimo, subestimou a fenomenal crise herdada do
kirchnerismo. Um erro grosseiro tanto econômico quanto político.
Ao menos Macri teve a decência de, em seu último
discurso, reconhecer
que seu gradualismo foi uma medida errada e fracassada.
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Leia também nossos outros artigos sobre a Argentina,
os quais já previam que o gradualismo estava destinando a economia do país ao
fracasso:
A Argentina continua
inviável. Qual realmente é o problema com o país?
Após um ano de governo, o
que Mauricio Macri conseguiu fazer na Argentina?
A Teoria Monetária Moderna foi aplicada na Argentina. Eis os resultados




Como a social-democracia é magnífica…
O incêndio no Museu Nacional representa um rompimento com o retrocesso intelectual
Na noite de 2 de setembro de 2018, um incêndio de grandes proporções atingiu a sede do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, destruindo cerca de vinte milhões de itens catalogados. No artigo de hoje irei comentar sobre este ocorrido e porque não há razão para tanto alarde.
Conservadores e neoliberais entraram em pavorosa quando ocorreu o incêndio no Museu Nacional. Diziam eles: "É o fim da consciência nacional", "Quem controla o presente controla o passado", "O que será da alta cultura? (nunca leu um livro)". Chega a ser engraçado a hipocrisia desse pessoal que diz representar a alta cultura. Até mesmo Alexandre frota, que até ontem estava pronunciando "Cristões", quis dar pitaco sobre cultura e consciência nacional.
A verdade é que não fiquei nem um pouco comovido, por mim poderia ter colocado o Instituto Mises, Liberais e conservadores dentro daquele museu e queimado tudo. Para criar o futuro é preciso romper com o passado. É hora de rompermos de vez com esse passado tenebroso e olharmos para o futuro. É preciso acabar com esse lixo burguês idolatrado e supervalorizado por uma classe média sem cultura e ignorante.
Eu acredito, inclusive, que houve demora para destruir todo esse lixo cultural que nos remete à escravatura e patriarcado. Veja que a revolução cultural se iniciou com a república brasileira; se você pesquisar em alguns livros de história, que agora são cinzas (hahaha), verá que os republicanos faziam questão de apagar da história tudo que lembrasse de alguma forma a monarquia no Brasil. Por quê? porque isso era uma forma de manter costumes e valores contra-revolucionários.
A esquerda precisa ser soberana
Quando escrevo sobre soberania nacional não falo apenas da soberania territorial, isso é o de menos; o mais importante está na soberania cultural e intelectual. O conservador é um bicho tão burro que não percebe que, mesmo depois do golpe, ainda temos o controle da cultura, até mesmo da alta cultura. Ter um dos fundadores do PSOL como responsável pelo maior museu de história natural e antropologia das Américas é um exemplo claro disso. Isso sem contar as escolas, universidades e centros acadêmicos. Não tem para onde você fugir meu filho, o cerco está se fechando, cedo ou tarde sua mente será nossa.
Não podemos mais nos prender ao passado, o passado virou cinzas, acabou. O mundo precisa evoluir, chega de ficar nessa masturbação mental no qual a pessoa fica relembrando de um passado que já morreu. Acabou, neoliberal. Mises morreu naquela fogueira e agora temos Capital Imoral. Veja o futuro glorioso que estamos preparando para você: um futuro onde a pessoa poderá desfrutar a sutileza do modernismo e contemporâneo; poderá desfrutar do minimalismo literário, que é, de fato, mais inclusivo e social; poderá se emocional (talvez não) com a graciosidade da dramaturgia social, uma dramaturgia que a todo momento te denuncia, uma denúncia por existir, uma denúncia por ainda continuar a ser tão humano, tão inerte, como a própria natureza humana. Não tenha medo, eu vou te levar ao futuro.
Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
Existe uma solução rápida, simples e fácil para a economia da Argentina. Apenas uma medida que irá, ao longo do tempo, obrigar o governo a tomar a dezenas de medidas sensatas: a dolarização. O peso argentino precisa ser extinto para que a economia argentina sobreviva.
Desde pequenos sempre ouvimos, em relação às crises, que a Argentina seria o Brasil amanhã, o que, de certa forma, “sempre foi, sem nunca ter sido, mas sendo”; enfim, lições que a realidade vai dando e que, enquanto povo, fingimos não ver.
A principal, a mais óbvia, é a de que pessoas, instituições, empresas, governos etc, devem gastar, e bem, menos do que ganham, o que passa sempre pelo dilema qto ã responsabilidade.
No âmbito privado, se vc cede às tentações do imediatismo, o problema é seu (que goza o prazer e arca com os custos); no entanto, se o governo cede às tentações, o problema é nosso (que raramente gozamos o prazer, mas certamente arcaremos com os custos, em regra, muito mais elevados).
Aqui em B.A. os preços estão loucos, e os bens de capitais novos e carros importados nem sequer têm preços, e sim uma banda de preços e que após uma solicitação por escrito de intenção de compra, recebe-se o preço por e-mail diretamente do financeiro da empresa.
Para quem recebe em moeda estrangeira o país virou um paraíso, os argentinos presos aos famigerados pesos pagam muito bem por moeda estrangeira.
Essa questão da Argentina é interessante: toda a raiz do problema está na política monetária hiperinflacionista, os dados sobre isso são públicos, mas a grande mídia nunca fala sobre isso.
O dólar encarece 100% em relação ao peso em alguns meses e a imprensa acha que isso foi causado por algum mau humor ou por uma crise na Turquia. Ninguém da “mídia especializada” fala sobre esse ponto crucial.
Pior ainda: essa mesma mídia nem ao menos sabe por que a moeda argentina possui essa inflação historicamente absurda.
Sou leigo e fiquei com algumas dúvidas…
Caso o governo argentino fique estritamente dentro do seu orçamento, cortando seus gastos, ocorreria deflação?
Em caso afirmativo, até que ponto iria essa deflação? O peso argentino poderia voltar a valer 10 para um dólar como em dez/2015?
E se não houver deflação? O valor do peso ficaria como está hoje em que 39 pesos valem um dólar ou a desvalorização não teria mais freio? Ou a única solução seria criar uma nova moeda, como fizemos com o plano real aqui no Brasil.
O verdadeiro inferno é que políticas populistas sempre tentam ser resolvidas com ajustes graduais, que não resolvem nada. Como nada é resolvido, a situação tende a piorar. E isso só aumenta a insatisfação dos eleitores, que irão voltar para os populistas originais.
Na Argentina isso é bastante evidente. No Brasil, vamos conferir agora em outubro.
[29/08/2018] Argentina . Supermercados sendo saqueados.
||||| http://www.facebook.com/alutaonline/videos/1163317310500278/ ||||||
Podemos esperar uma invasão argentina também.???????????
Na verdade, o caso argentino (desvalorização cambial e expansão monetária) é um ótimo cenário para se analisar as “desvalorizações cambiais competitivas”, como defende Ciro Gomes e sua equipe econômica (que inclui Luiz Gonzaga Belluzzo).
Quem defende desvalorização da moeda como forma de “estimular a economia” só pode ser jumento. Não tem outra explicação.
Que lambança! Voltei a pouco de uma viagem para o Chile. Que país, senhores, que país! Trata-se de uma ilha de racionalidade neste oceano de insanidade político-econômica que é a nossa América Latrina. Fiz escala em Buenos Aires de forma que passei algumas horas no aeroporto e notei duas coisas: 1) o real é amplamente aceito. Talvez tanto quanto o dólar; 2) Um sem-fim de policiais, dentro e fora do aeroporto…uns poucos trabalhando e outros jogando conversa fora. Seriam uma parcela dos 4 milhões de funças ociosos?
Pergunto: como pode o BC argentino aumentar a base monetária de forma pornográfica (certamente a mando da Casa Rosada)? Quais os mecanismos que poderiam impedir tal aumento…e o que impede que isso aconteça aqui? Aqui, no que me consta, o BC tem certa autonomia no que tange a política monetária. Pode-se dizer o mesmo a respeito da tx de juros?
Ocasionalmente, um artigo publicado hoje no “Counterpunch”, cujo autor tem opinião algo diferente dessa:
http://www.counterpunch.org/2018/09/05/so-glad-the-grown-ups-are-back-in-charge-in-argentina/
Tenho a impressão que o problema argentino iniciou-se com o populismo de Peron. Assim como Getúlio Vargas foi a nossa versão populista. De lá para cá a Argentina é o único exemplo de um país de primeiro mundo (na década de 1930 a Argentina estava entre os países mais ricos) que caiu para o terceiro mundo.
Gostaria muito de ler um artigo no Mises que resumisse esta trágica trajetória Argentina.
Um país de população predominantemente de origem européia, com petróleo, com terras fertilíssimas, com padrão educacional elevado, enfim, com todas as condições para tornar-se um grande país.
As idéias esquerdistas, populistas, afundaram a Argentina. E por incrível que pareça, considerando as diferenças históricas, me parece que o Brasil não foi tão incapaz quanto a Argentina.
Boa sorte para eles.
Leandro você saberia explicar o motivo de, na época do FHC (ou mesmo no Collor e Itamar Franco), a Petrobras não ter sido privatizada em conjunto com as que entravam no processo de privatização? Se ela tivesse sido privatizada nessa época (imagino que por um jeito Collor), hoje estaríamos em situação melhor?
O período do governo FHC poderia ser também enquadrado no artigo “Governos de esquerda que adotam reformas liberais”?
A Argentina precisa de uma espécie de “fujishock” porteño, caso contrário vai ser sempre a mesma história. E o pior é que a Venezuela é logo ali…
Me parece que a nossa vantagem no Brasil é que a legislação do plano real possui mecanismos para impedir que o BC possa financiar os déficits orçamentários diretamente.
Porém o meu medo é que, diante dessa nossa crise abissal os políticos resolvam fazer o mais fácil, destruir as “amarras” criadas com o plano real e, assim, abrir a “porteira do inferno”.
Hoje o Brasil está num cenário parecido com aquela época, onde qualquer presidente que fosse assumir teria que fazer privatizações com urgência?
A cereja do bolo é o aumento da taxação sobre exportações. Piada de péssimo gosto.
Não parece à toa que Trump tenha elogiado Macri. Para que guerra comercial se a Argentina ataca a si mesma?
Meus caros,
Hoje, qual é a melhor corretora para aplicar em LCI e LCA?
Se tivesse muito dinheiro iria para mercados com maior lucratividade, mas infelizmente, não tenho o suficiente para arriscar.
E não sei um site bom ou comunidade que converse sobre o assunto.
Se puderem me ajudar agradeço muito.
. . . . (youtu.be/bsnEJfgXL5M) . . . .
Pessoal preciso da ajuda de vocês com meus tweets, defendendo a privatização do Museu lá do Rio de Janeiro. Vocês acham que compensa eu responder esse pessoal?
Alguém me explica porque o programa do Ciro de tirar todo mundo do SPC pode ser um fracasso?
Queria um artigo rebatendo as ideias dos candidatos, seira excelente para os estudos!
Parabéns IMB, aprendo mais aqui do que com MEC, de longe!!!!!
Abraços!!
Pra fazer reformas liberais, ou ao menos liberalizantes, o cara precisa ser macho.
Precisa ser pulso firme e não ter medo de ser pintado como o Satanás em forma humana pelos parasitas que estão nos cargos de poder.
Por causa desse “medo” de destruir a carreira, a maioria pára pelo caminho. Há poucos exemplos de políticos liberais que conseguiram fazer essas reformas.
Alguém pode me dizer uma forma de um brasileiro comum se proteger contra medidas inflacionárias do governo?
É um erro achar que investimentos externos vão chegar apenas com reformas de governo.
Na maioria dos casos, investimentos externos que geram muitos empregos, são realizados por compra de empresas bem sucedidas.
Dificilmente, um investidor vai chegar contratando gente, montando fábrica, etc.
Quando empresas médias estão lucrando bastante, sempre vai dispertar interesse e permitir um investimento seguro.
Os investimentos externos que começam do zero, na maioria das vezes são de grandes empresas. Na maioria das vezes os investimentos costumam ser em empresas médias que estão tendo lucro.
Isso é que cria riqueza e permite expansão real da economia, com bastante entrada de moeda estrangeira.
Na nossa situação, por mais que as exportações do agronegócio segure a inflação, acabamos sofrendo com a concorrência externa. Todo mundo quer vender aqui, mas não quer produzir aqui.
Boa tarde!
Mudando de assunto…
Porque a “grande mídia” refere-se à tentativa de assassinato a Jair Bolsonaro como só um “ataque” e “isolado”?
Será que eles vão levantar a questão da proibição de armas brancas para os cidadãos?
Será que terá outras tentativas ao mesmo e à outros candidatos(Amoedo, Daciolo)?
O Brasil tem chances reais de sair do socialismo?
A inércia e a inépcia em relação a fazer reformas estruturais, leva- e sempre levou- ao caos total.
Boa tarde,
Entrei no link que Carrino indica no primeiro parágrafo:
“Em dezembro de 2015, ultimo mês do governo de Cristina Kirchner, a Argentina apresentava um déficit orçamentário de 5,1% do PIB.”
http://www.ceicdata.com/en/indicator/argentina/consolidated-fiscal-balance–of-nominal-gdp
e procurei o de Brasil:
http://www.ceicdata.com/en/indicator/brazil/consolidated-fiscal-balance–of-nominal-gdp
Que futuro devemos esperar?
Obrigado.
A solução é um choque de capitalismo, vendam todas as Estatais, reduzam drasticamente os ministérios, enfrente os parasíticos sindicatos…, fácil de dizer, mas difícil de implementar, as pessoas na AL adoram governo.
Ou seja, tentaram trocar um culto à personalidade por outro. Espero que não termine em outro peronista no poder, mas talvez seja esperar demais.
No Brasil não é muito diferente: a maioria deposita a esperança de melhora em um indivíduo e não nos princípios e valores que ele defende.
“E se o Paulo Guedes morrer ou sair do seu governo?” – Muito simples: é só colocar outro liberal no cargo, oras!
O que vai melhorar as condições socioeconômicas do Brasil (se colocado em prática) NÃO é o Fulano ou o Sicrano, mas o liberalismo que eles supostamente representam.
Ou então, o que vai afundar o Brasil de vez não é o Molusco, o Poste, o Sardinha, etc, mas o intervencionismo e o coletivismo que eles vão aprofundar (embora alguns posssm ser ainda piores do que os outros).
* * *
ICEBERG, ALLÁ VAMOS!!
http://www.clarin.com/economia/economia/dolar-pausa-supera-41_0_srDnWHvIT.html
http://www.youtube.com/watch?v=aIjtg74E8qw
Quando o estado de bem-estar se transforma em estado de mal-estar:
http://www.youtube.com/watch?v=k1l99Ev8FlM
http://www.youtube.com/watch?v=VpgQaTv7B-0
http://www.apertura.com/negocios/Por-las-low-cost-Flecha-Bus-cayo-en-convocatoria-de-acreedores-20180928-0007.html
E Macri, dançando em NY
http://www.perfil.com/noticias/politica/tenebaum-macri-se-transformo-en-la-caricatura-que-describen-sus-enemigos.phtml
o buscando sua filha de helicoptero:
noticias.r7.com/internacional/macri-busca-sua-filha-na-escola-de-helicoptero-e-causa-indignacao-28092018
ICEBERG, ALLÁ VAMOS!!
É muito fácil aumentar os gastos do Estado, difícil mesmo é conseguir diminuí-los.
Macri não foi o primeiro direitista que, além de não conseguir o que desejava, fez o oposto do que prometeu.
E pra piorar, quem realmente manda nas democracias não é eleito.
Las multinacionales adoptan normas especiales de contabilidad adaptadas a economías hiperinflacionarias
http://www.pagina12.com.ar/150013-cuidado-con-el-efecto-argentina
://www.cronista.com/columnistas/Dolar-planchado-riesgo-pais-volando-e-inflacion-oprimida-y-ahora-que-hacemos-Duran-20181226-0029.html
SHOW!!
http://www.youtube.com/watch?v=Hirl3QfAHxw
**
Con Perón los argentinos le echaron la culpa de todo al capital.
Con Alfonsín, a la dictadura.
Con Menem, a la hiperinflación.
Con de la Rúa, a Menem.
Con los Kirchner, al “neoliberalismo” de los 90.
Ahora, al Kirchnerismo.
Son enfermos crónicos en todos los sentidos y nunca se hacen cargo de nada.
SHOW 2!!
http://www.youtube.com/watch?v=1WKnkFK8O5A
SHOW 3!!
http://www.youtube.com/watch?v=yAOc4dtay08
O melhor ministro de economia
http://www.pagina12.com.ar/168284-la-deuda-pesa-cada-vez-mas
A foto…
http://www.cronista.com/columnistas/Una-Argentina-que-no-va-mas-20190113-0021.html
A tres años del debate (15/11/2015)
http://www.youtube.com/watch?v=5qGmpadOH-U
http://www.youtube.com/watch?v=DSll36sW_3A
Frases de campanha de Macri
http://www.pagina12.com.ar/149392-de-cuando-bajar-la-inflacion-era-la-cosa-mas-simple
e agora
http://www.eldestapeweb.com/macri-versus-macri-el-video-viral-que-muestra-las-mentiras-campana-n48799
http://www.eldestapeweb.com/indec-la-inflacion-2018-fue-del-476-n54660
Só se poderá reduzir o PT & Cia à insignificância política, apenas se o Brasil deixar de ter o lixo de sistema educacional que tem, o qual é controlado pelas esquerdas.
O que determina se um país se desenvolve ou se fica na miséria e na crise, não é petróleo, nem o nióbio; muito menos a embaixada em Jerusalém. O que determina, se um país se desenvolve ou se fica na miséria e na crise, consiste se este país consegue montar um sistema educacional de boa qualidade.
Caso o colombiano Ricardo Velez Rodriguez, que Bolsonaro nomeou ministro da educação, simplesmente fracasse em transformar o sistema educacional brasileiro, em algo pelo menos regular, o Brasil seguirá em crise econômica. E permanecendo o Brasil, em crise econômica, o PT voltará ao poder, no máximo em 2022.
Apenas desregulamentar, inventar algumas leis boas para os negócios e ter um presidente que não rouba e é contra ditaduras comunistas, não resolverá os problemas do Brasil.
A vizinha Argentina elegeu Mauricio Macri, que governa a Argentina, desde 2015. Neste tempo todo de governo, por acaso a Argentina estará bem, economicamente?
Não. A Argentina está mal, economicamente falando. Ver site: ( brasil.elpais.com/brasil/2018/12/26/internacional/1545859505_021155.html )
Vou listar umas coisas sobre Macri:
1- Maurício Macri não rouba.
2- Maurício Macri se elegeu por um partido de direita.
3- Maurício Macri desregulamentou a economia.
4- Maurício Macri foi inimigo de Cuba e Venezuela.
5- Maurício Macri foi inimigo do Irã e inimigos de Israel.
Por que tendo tantas coisas boas, Maurício Macri é impopular e parece-me que os peronistas voltarão ao poder, na Argentina?
Isto ocorreu, por duas razões principais:
1- Maurício Macri fez uma economia de mudanças graduais. Quando estas mudanças graduais mostraram-se insuficientes, para tirar a Argentina da crise econômica, ele já havia perdido o capital político que tinha, quando começou seu governo.
2- Várias décadas atrás, a Argentina tinha o melhor nível de ensino da América Latina. Décadas de domínio marxista no ensino de lá, fizeram com que todo o ensino argentino se tornasse uma porcaria, incapaz de treinar uma força de trabalho competente e preparada para o mundo moderno. Maurício Macri simplesmente, não melhorou de fato marcante, o ensino argentino. Este fracasso educacional, abriu o caminho para os corruptos peronistas possivelmente voltem ao poder, na Argentina, já no ano que vem.
Três conselhos, que se deveria dar ao Jair Bolsonaro:
1- As reformas da economia brasileira devem ser feitas, não apenas na direção certa. As mudanças que a economia do Brasil, realmente precisa devem ser feitas de forma, o mais rápido possível.
2- Tal e qual no caso das mudanças na economia, as mudanças no sistema educacional do Brasil, precisam ser feitas, com o máximo de vontade e velocidade, que se conseguir fazer.
3- Como diz a palestra presente, a partir de 6 minutos e vinte segundos, no site: ( http://www.youtube.com/watch?v=axuxt2Dwe0A&t=24s ), a verdadeira chave para o desenvolvimento de uma sociedade é, ela ter um bom sistema educacional.
No Brasil, a equação será simples. Tendo um fracasso numa melhoria do péssimo sistema educacional brasileiro, a crise econômica seguirá assolando o Brasil. E com a crise econômica permanecendo, o PT teria livre, seu caminho de retorno ao poder já em 2022 ou mesmo antes.
Ja pensou, um oais com duuzentos milhões de habitantes e somente 36 milhoes de carteiras assinadas? A maioria so pensa em receber do governo com sua social democracia. A conta é ora poucos.
Não tem milagres, a conta vem em dobro. Isso serve de lembrete para nós com relação ao governo recém empossado. É sempre bom ser cético com esses supostos salvadores da pátria.
Fácil de entender a crise. Primeiro foi o assistencialismo iniciado no governo Lula onde parte da população tinha que trabalhar para sustentar outra parte que nada produzia. Depois foi a institucionalização da corrupção em patamares monstruosos. E tivemos ainda a evasão de divisas do nosso país com os empréstimos do BNDES para cuba, Venezuela, República Dominicana, etc. Não podemos esquecer do perdão de dívidas de outros países que foram feitas no governo de Lula e Dilma.
"Até onde vão os limites da legalidade?", indagou Antonio Gramsci ao demonstrar que a legalidade é na verdade representada pelos interesses da burguesia, de maneira que quando uma ação busca atingir de algum modo a propriedade privada e os lucros que dela derivam, tal ação se torna imediatamente ilegal.
Quantas MP foram criadas para aliviar dívidas e beneficiar empresas como a JBS e empreiteiras de modo geral?E o investimento na educação que ficou apenas no discurso e nunca foi devidamente efetivado? Sucatearam ainda mais a nossa saúde e segurança pública. Os números não mentem e o Brasil é o recordista de mortes com requinte de crueldade no mundo. Matasse mais pessoas no Brasil que em países em guerra. A pergunta é a seguinte: Como não estar em crise?
No livro "Processo e Ideologia", Ovídio Baptista da Silva conclui que enquanto os cidadãos e cidadãs são convocadas a votar de quatro em quatro anos, o mercado vota todo dia.
O mercado não tem medo….TEM JUÍZO , QUE É BEM DIFERENTE!
Vejo muita semelhança entre nosso estado de coisas e o Argentino. Se por aqui as reformas forem tímidas, o Brasil vai sangrar.
Há muita gente bem intencionada apostando na figura messiânica do Bolsonaro, mas uma citação do texto, se adaptada ao contexto brasileiro, pode dar uma ideia do que vem pela frente:
Desde o início do governo Macri, seus assessores lhe venderam a ideia de que não haveria problemas em não se ter um plano econômico. O plano econômico era o próprio Macri: isto é, bastava ele estar na Casa Rosada, com o kirchnerismo fora do governo, que isso iria, magicamente, produzir uma chuva de investimentos estrangeiros, os quais gerariam um mágico efeito de crescimento econômico — apesar do monumental gasto público, da carga tributária confiscatória e de toda a rígida e inflexível legislação trabalhista.
Todos os sérios problemas estruturais que vinham se acumulando na economia argentina desde décadas, e que foram levados a um extremo insólito pelo kirchnerismo, magicamente seriam pulverizados pela simples presença de Macri. Esta era, no fim, a verdadeira estratégia: a simples mudança de governo já bastaria para fazer os investimentos dispararem, a economia crescer, as receitas tributárias aumentarem e o déficit cair.
A falta de um plano econômico consistente seria mais do que compensada pela simples existência de Macri, a qual bastaria para mudar as expectativas e alterar o rumo da economia sem a necessidade de grandes reformas estruturais.
De concreto, o macrismo, no mínimo, subestimou a fenomenal crise herdada do kirchnerismo. Um erro grosseiro tanto econômico quanto político.
Troque Macri por Bolsonaro, petismo por kirchnerismo e parece que uma realidade é um espelho muito próximo da outra.
Lembrais quando Dilma Rousseff afirmou: "Não vamos colocar uma meta, deixaremos em aberto e, quando atingirmos ela, nós dobraremos a meta".
Pois bem, Macri esta seguindo este modelo:
Duró poco: el gobierno de Macri recalculó y cambió la meta de inflación para el 2019.
El Ministerio de Hacienda se sumó a las proyecciones de los privados y dejó atrás la meta del 23% del Presupuesto.
http://www.eldestapeweb.com/el-gobierno-espera-una-inflacion-del-28-2019-n56081
Mas eu, esta del 28% anual, não acredito!!
7:56 -> Para qué me pide el voto Macri? Para hacer esta misma porqueria?
Muito interessante.
Muito triste.
http://www.youtube.com/watch?v=S0RKizSVO8k
El modus operandi de esta banda de delincuentes
http://www.pagina12.com.ar/175395-megaendeudamiento-y-megacrisis
Vivo entre Argentina e Brasil e digo que o tempo verbal que você usou entre parênteses é o correto. Foi, não é mais.
Hoje em dia, os dois são uma bola de ignorantes.
Sendo que o argentino é mais estatista do que o brasileiro, por mil motivos.
Peso argentino despencou. O dólar hoje custa 44 pesos. No início de março (2019) custava 39. Se continuar nesse ritmo, Macri pode dar adeus à Casa Rosada em novembro. O kirchnerismo voltará com tudo.
Muito triste, alimentos com alarme nos mercados.
http://www.dnisalta.com/noticias/seccion-argentina-2/en-epocas-de-crisis-economica-hasta-los-alimentos-tienen-alarma-10041
está na hora do brasil sair dessa canoa furada chamada mercosul!!
Pelo visto, aquilo que eu sempre comento nos artigos sobre a Venezuela também passarei a falar sobre a Argentina.
Com o inevitável retorno do kirchnerismo, teremos agora outro exemplo ao vivo e na nossa vizinhança de socialismo em ação. E eu acho ótimo que isso aconteça. Apenas teorias não bastam para convencer as pessoas. Elas só se convencem pela prática. Elas tem que ver a coisa realmente acontecendo. E aquilo que já estava acontecendo aqui do lado na Venezuela ocorrerá de novo na Argentina.
O fenômeno venezuelano talvez tenha sido determinante em desanimar milhões de pessoas a votarem no PT e no PSOL. Por mais incrível que pareça, a Venezuela pode ter nos salvado de virarmos socialistas. Com a experiência se repetindo na Argentina, estaremos definitivamente salvos.
Há males que vêm para bem. Enxerguem o longo prazo.
Só se poderá reduzir o PT & Cia à insignificância política, apenas se o Brasil deixar de ter o lixo de sistema educacional que tem, o qual é controlado pelas esquerdas.
O que determina se um país se desenvolve ou se fica na miséria e na crise, não é petróleo, nem o nióbio; muito menos a embaixada em Jerusalém. O que determina, se um país se desenvolve ou se fica na miséria e na crise, consiste se este país consegue montar um sistema educacional de boa qualidade.
Caso Bolsonaro, simplesmente fracasse em transformar o sistema educacional brasileiro, em algo pelo menos regular, o Brasil seguirá em crise econômica. E permanecendo o Brasil, em crise econômica, o PT voltará ao poder, no máximo em 2022.
Apenas desregulamentar, inventar algumas leis boas para os negócios e ter um presidente que não rouba e é contra ditaduras comunistas, não resolverá os problemas do Brasil.
A vizinha Argentina elegeu Mauricio Macri, que governa a Argentina, desde 2015. Neste tempo todo de governo, por acaso a Argentina estará bem, economicamente?
Não. A Argentina está mal, economicamente falando. Ver site: (www.poder360.com.br/opiniao/governo/bolsonaro-deveria-estudar-macri-e-fazer-tudo-ao-contrario-diz-traumann/?fbclid=IwAR0YQ1e2-GjpR8LQCj9v5_n64JDU6AvAYy_3P_yediIkqp5EBfEn6mTjl1Q )
Vou listar umas coisas sobre Macri:
1- Maurício Macri não rouba.
2- Maurício Macri se elegeu por um partido de direita.
3- Maurício Macri desregulamentou a economia.
4- Maurício Macri foi inimigo de Cuba e Venezuela.
5- Maurício Macri foi inimigo do Irã e inimigos de Israel.
Por que tendo tantas coisas boas, Maurício Macri é impopular e Segundo as pesquisas, os peronistas voltarão ao poder, na Argentina, já em 2019?
Isto ocorreu, por duas razões principais:
1- Maurício Macri fez uma economia de mudanças graduais. Quando estas mudanças graduais mostraram-se insuficientes, para tirar a Argentina da crise econômica, ele já havia perdido o capital político que tinha, quando começou seu governo.
2- Várias décadas atrás, a Argentina tinha o melhor nível de ensino da América Latina. Décadas de domínio marxista no ensino de lá, fizeram com que todo o ensino argentino se tornasse uma porcaria, incapaz de treinar uma força de trabalho competente e preparada para o mundo moderno. Maurício Macri simplesmente, não melhorou de fato marcante, o ensino argentino. Este fracasso educacional, abriu o caminho para os corruptos peronistas possivelmente voltem ao poder, na Argentina, já no ano que vem.
Três conselhos, que se deveria dar ao Jair Bolsonaro:
1- As reformas da economia brasileira devem ser feitas, não apenas na direção certa. As mudanças que a economia do Brasil, realmente precisa devem ser feitas de forma, o mais rápido possível.
2- Tal e qual no caso das mudanças na economia, as mudanças no sistema educacional do Brasil, precisam ser feitas, com o máximo de vontade e velocidade, que se conseguir fazer.
3- Como diz a palestra presente, a partir de 6 minutos e vinte segundos, no site: ( http://www.youtube.com/watch?v=axuxt2Dwe0A&t=24s ), a verdadeira chave para o desenvolvimento de uma sociedade é, ela ter um bom sistema educacional.
No Brasil, a equação será simples. Tendo um fracasso numa melhoria do péssimo sistema educacional brasileiro, a crise econômica seguirá assolando o Brasil. E com uma crise, o PT teria livre, seu caminho de retorno ao poder.
Viu? É por isso que não deixo ter eleições na China, povão só faz besteiras, essa tal de democracia não funciona. Uma pré eleição e a economia de um país vira pó.
Eu faço uma aposta com o pessoal aqui da página em 5 anos a Argentina vai estar igual a Venezuela, o pt deles vai voltar na próxima eleição.
Por que a inflação da argentina continua alta se ela parou de emitir as Lebacs com o BC?
Leandro, após as apuraçoes das urnas e com a vitória parcial da cristina, os especuladores fizeram festa com o cambio e o mercado da argentina hoje.
A inflação ainda tá alta e o PIB continua fraco. O que você espera da argentina daqui pra frente? Acha que o brasil tem que sair do mercosul?
Abs.
E mais uma vez ficamos à mercê dos governantes que só pensam em se auto beneficiar. Ficam nesse “jogo de cadeiras” ao que se refere o poder e mais poder econômico e não fazem um plano concreto para beneficiar o bem mais precioso do país = população
Para eles, precisamos fazer nossa Caricatura Online Grátis e assim “entrar na onda” deles. Triste!!!
Macri fez as coisas na ordem errada e na velocidade errada, indo muito rápido onde deveria ser devagar e muito devagar onde deveria ser rápido, e fazendo primeiro o que deveria ser feito por último.
Isso não é questão de liberalismo nem de antiliberalismo, é questão de bom senso e saber o mínimo de economia, e de governar com o mínimo de boa fé ao invés de só querer dar lucro de curto prazo para especulador.
FHC teria governado a Argentina melhor do que Macri. Ciro Gomes teria governado a Argentina melhor do que Macri. Dilma 2015 teria governado a Argentina melhor do que Macri.
Renato A. Laguna
O problema argentino antes de ser político e econômico é sobretudo cultural. Sim, de certa forma não sabem quem são e para onde querem ir ! São destruídos política e economicamente desde os anos 1940 pelo fascismo/socialismo de Juan Domingo Perón/Evita mas não largam o fantasma desses 2 escroques ! Já fui cerca de 10 vezes à Argentina e na última uma senhora argentina pensando tratar-se de um compatriota falou que o lindo dia era fruto da intervenção de Perón. Sim, Perón vive ela me falou !! Será que não desconfiaram até agora que foi o peronismo que destruiu seu país?? Será que não entendem que esta simbiose fascismo/socialismo os levará à uma miséria cada vez mais profunda ?? É incrível, mas quanto mais mergulham no caos mais fascínio sentem pelo fascismo, pelo socialismo !
Aumentar impostos é impopular, assim como hiperinflacionar a moeda também é (uma inflação de 10% já causou descontentamento com a Dilma). Dito isso, por que o governo argentino insiste nisso?
E o Brasil? O efeito Orloff vai dar as caras?
A obra mais famosa de Mises é o “As Seis Lições”, uma transcrição de seis magníficas palestras ministradas na Argentina… Foi uma excelente contribuição para a humanidade, mas para a Argentina, foram meras palavras ao vento.
Este caso só demonstra que a mudança de mentalidade da população é muito mais importante que a mudança na política. O Macri assumiu o poder não porque o povo queria mais liberdade, mas sim porque eles não queriam a Cristina Kirchner. Basicamente, eles queriam que as coisas continuassem como antes, mas sem a crise econômica. Algumas coisas foram feitas, mas as coisas mais essenciais foram deixadas de lado. O almoço grátis que a população estava esperando não veio, e agora os argentinos estão ouvindo novamente o canto da sereia.
Este é o meu medo em relação ao Brasil. As reformas estão demorando, e já podemos considerar que o ano de 2019 está perdido. Em 2020, a tendência é que os políticos concentrem todos os seus esforços nas eleições municipais e deixem de lado bobagens como “fazer o trabalho pelo qual são pagos”.
É possível ver um movimento do pensamento da população em direção à liberdade no Brasil. Agora, se este movimento vai ser rápido o suficiente para fugir da avalanche estadista que pegou o Macri, é algo que eu não sei de verdade.
Haha, agora o coitado despirocou total. Hoje já saiu anunciando aumento de salário mínimo. Tá perdidinzin…
cnnespanol.cnn.com/2019/08/14/mauricio-macri-pide-perdon-y-anuncia-medidas-economicas/
O governo Macri foi tão ruim que até o governo Temer, um PMDBista sem ideologia nenhuma (e que só queria uma boquinha) foi melhor.
Prezados colegas,
Supondo que Macri, ao assumir ao fim de 2015, tivesse implementado uma série de medidas que pudessem ser caracterizadas como um genuíno “Macrishock”, apenas nas medidas econômicas, a população argentina hoje:
– apresentaria mais de 30% de pessoas abaixo da linha da pobreza?
– estaria passando por uma violenta comoção social, da mesma escala que o povo venezuelano?
Pergunto isso, pois as consequências do dirigismo e do inflacionismo já são conhecidas: atraso econômico.
Será que medidas estritamente liberais, que a médio e longo prazo rumariam o país para o caminho do desenvolvimento econômico pleno e sustentado, ensejariam tanto sofrimento como essas políticas intervencionistas desgraçadamente desastradas??
Nós temos uma grande vantagem… o tamanho da reforma necessário não é igual a que precisa a Argentina. Vamos que vamos!
Resta aos empreendedores argentinos que sobreviveram imigrar pro Paraguai ou Chile, exemplos de liberalismo na América do Sul
beleza, mas o texto não diz que Macri decidiu adotar o gradualismo motivado pelas falhas da dupla Menem e Cavalo que fizeram exatamente o que é pregado pelo neoliberalismo e não deu certo. olhem um texto de 1993 falando sobre as reformas neoliberais argentinas:
bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/rce/article/viewFile/53239/51961
Cade o texto do mises para explicar pq Menem falhou, apesar de seguir o que é pregado aqui? Inclusive ele não aplicou a regulação através das agencias reguladoras.
Senhores, boa-noite.
Uma pergunta: acredito que não tenha uma resposta simples, mas, em linhas gerais, o que aconteceria com a economia brasileira, por exemplo, se acabássemos com o sistema de reserva fracionária?
Como a esquerda vai arrumar o problema do déficit na Argentina sem subir impostos, cortar gastos ou aumentar tarifa pública?
Meus amigos, vejo o cenário da Argentina igual ao de Lula em 2002. Eles farão as reformas que são necessárias para trazer a decencia de volta à Argentina. Possuem a ”legitimidade” aos olhos do pobre coitado do povo. Acredito que ocorrerá a mesma coisa com Tony Blair após o domínio conservador de Tatcher e Major. Manterá as bases do que foi construído ou implementará as medidas necessárias para evitar o caos. O realismo constitui uma grande estratégia para qualquer projeto de poder. Esta turma não é amadora. Uma pena que isto ocorra.Desta maneira, o caminho para o aumento da riqueza na Argentina e, genericamente, para toda a América Latina está angustiantemente tortuoso.
Parabéns Macri! Continuou imprimindo dinheiro e foi tentar agradar esquerdista vagabundo.
Sabem, eu navego muito neste site. Aqui a verdade é posta nua e crua. Mas desanima. Quase ninguém quer saber da verdade, lidar com a verdade. Em que momento se perdeu a consciência que não é mais preciso trabalhar, produzir, etc? Que momento foi este em que quase todo mundo acha que governos vai fornecer o que todos precisam sem precisar trabalhar? Quem acha que as coisas podem ser fornecidas gratuitamente, sem se preocupar com quem paga a conta? Quem é este encantador de serpentes que provocou esta situação? Vive-se uma época de insanidade…
Eu acho que a América Latina não é caso para estudos econômicos. É caso para laudo psiquiátrico mesmo.
http://www.cut.org.br/noticias/com-macri-argentina-e-a-economia-mais-vulneravel-do-mundo-c7fa
Quais as chances do poste pegar inflação em queda na argentina, dado que aparentemente as letras da dívida pararam de ser financiadas pelo bc? O maior risco é o poste virar um lula 1 e perpetuar o peronismo
Pra quem achou que a esquerda tava morta, além de não, arranjaram novos financiamentos pra seus projetos e vão voltando ao poder
Brasil inventou um fundo bilionário público pra bancar partidos em suas campanhas particulares, e isso impediu a extinção de partidos ligados a roubalheira pública, combatidos na lava jato.
O pt estaria morto, mas com o fundo ele pode continuar bancando seu retorno ao poder. Tá recebendo 300 milhões ao ano. E pela lei pode pagar toda multa e todos recursos com esse fundo.
Vejam agora, a eleição será com palhaços puxadores de votos, pra garantir o dinheiro do fundo, seguido de expulsão , já que o dinheiro fica pro partido.
Muitos eleitos já reunciaram pra entregar suas vagas aos cacifes dos partidos.
economia.uol.com.br/noticias/redacao/2019/10/07/governo-envia-ao-congresso-projeto-que-permite-conta-em-dolar-a-brasileiros.htm
Q é isso? Fernando Ulrich tá por trás disso? Tão deixando a gente sonhar.
Pelo menos poderemos rir do filho do atualmente presidente com seu edificante trabalho de drag-queen, em especial fazendo cosplay da Arlequina. Há algo de cômico em meio à vindoura tragédia portenha, como também havia por aqui quando a Marmota era chefe do Executivo e lançava “pérolas” espetaculares…
Tenho umas dúvidas sobre a propriedade privada, existe o princípio de homesteading, em que o primeiro a fazer uso, misturar seu trabalho etc com algo se torna dono daquilo, blz, mas o que vai demarcar exatamente o que é de quem? É bem comum que haja brigas entre fazendeiros, não conseguem decidir quem é dono de algum pedacinho de terra em específico, como delimitar os limites objetivos sem prescrever essa propriedade arbitrariamente? Por exemplo se eu chego numa terra e construo minha casa lá, tudo que está abaixo do solo pertence a mim? Ou nada é minha propriedade abaixo do solo? E se alguém cavar um túnel por baixo e construir um metrô? Precisa pedir autorização a mim? E esse dono do túnel do metrô? É dono de quantos centímetros de terra que encobrem o seu túnel?
Fui ler no wikipédia:”Barulho excessivo pode ser considerado uma forma de agressão, mas neste caso o aeroporto já tinha apropriado o valor de X decibéis de barulho. Por sua reivindicação anterior, o aeroporto agora "possui o direito" de emitir X decibéis de ruído na área circundante. Em termos legais, podemos então dizer que o aeroporto, através da apropriação original, ganhou um direito de servidão para criar X decibéis de ruído. Esta servidão apropriada é um exemplo do antigo conceito jurídico de "prescrição," no qual uma determinada atividade ganha um direito de propriedade prescritivo para a pessoa envolvida na ação.“Fonte:pt.wikipedia.org/wiki/Apropria%C3%A7%C3%A3o_original
Parece ainda mais bizarro esse cenário, como assim o aeroporto tem o direito de criar X decibéis por perto? E até quantos quilômetros de distância vai esse direito de emitir X decibéis? Quem define isso? O cara que recebe o barulho ou o aeroporto? Se for assim então eu poderia ser dono de uma parte de um rio e começar a jogar plástico nele mesmo sabendo que isso irá poluir a casa de outros que também são donos de uma parte do rio, a lógica foi a mesma da do barulho excessivo.
E além do mais e pra coisas extremamente nebulosas de se demarcar como um oceano? É quase impossível hoje delimitar certinho o mar em múltiplas propriedades, se com terra já tem briga imagina com o mar.
Uma coisa não pode ser negada: Macri estancou a sangria, mas a situação do país está praticamente igual ao que foi deixado pela Kirchner. Ou seja, não há mais riqueza para os populistas saquearem e distribuírem. E dado que foram eleitos prometendo “a volta das vacas gordas” significa que mesmo conseguindo fazer um trabalho sensato de austeridade, os eleitores não ficarão contentes com o que terá de ser entregue. E ainda há um problema pior: mesmo fazendo um bom trabalho, isso não será o suficiente para entregar o que os eleitores desejam nem daqui uma década (afinal votaram no almoço grátis, não o Macri 2.0). A Argentina acabou, só resta saber se irá virar uma ditadura ou continuar nos ciclos habituais desde Perón.
Pessoal,
Os títulos públicos argentinos, salvo engano, estão pagando 70% a.a.
Um investidor que se disponha pegar uma pequena parte do seu capital para correr um altíssimo risco poderia investir lá e ter essa rentabilidade gigante?
Além do alto risco de calote, quais seriam os outros riscos de se investir na Argentina? Li em algum lugar que haveria um problema com o câmbio, mas não entendi muito bem.
Novo presidente esquerdista da Argentina aposta em ideias originais para tirar o país da crise:
Presidente eleito da Argentina propõe guinada econômica para estimular consumo e crédito
“A ideia de Fernández se baseia em que os juros reais caiam a níveis inferiores à inflação e entrem em terreno negativo, desanimando a economia e estimulando o consumo”
Será que vai dar certo?
Olhando friamente, a vitória dos peronistas foi boa pro Brasil por 2 motivos: fuga de capital e narrativa.
Os investidores hermanos não vão querer comprar dólares e deixar ao alcance de um governo falido e sedento por moeda forte. O Brasil virou um porto seguro atrativo.
A esquerda brasileira já não defende mais abertamente a Venezuela por conta de seu evidente fracasso e sua ditadura brutal, mas aí sempre vem aquela desculpa clássica de que eles não apoiam ditaduras e não são socialistas, portanto não é justo jogar a culpa nas costas deles. Então o caso argentino veio pra tapar esse buraco.
Não importa qual esquerda seja: socialistas e social-democratas estão encurralados e terão de se responsabilizarem por mais um fracasso estatista.
Estamos em agosto de 2020, e agora há países que estão tentando imitar a política monetária da Argentina.
Países sem Banco Central, entretanto, devem passar por menos apuros.
Atenção para as duas notícias:
Abril de 2020:
Governo da Argentina impede demissões, dá desconto em contribuição e complementará salários
Hoje:
Crise argentina já é comparável ao desastre da Venezuela
Na Argentina, para cada 100 empregados privados há … 100 funcionários públicos.
ibb.co/RSKP08G
Por isso, o país é uma máquina inflacionária. Não há carga tributária que aguente isso, logo o governo tem de imprimir dinheiro. A inflação lá está em 60% (e isso são dados do governo; o valor verdadeiro deve ser o dobro).
O futuro do Brasil sob um eventual governo Lula não será a Venezuela, mas sim exatamente a Argentina (ele próprio nunca escondeu sua paixão por Fernandez e pelos Kirchner).
http://www.istoedinheiro.com.br/entenda-por-que-a-china-esta-deixando-de-ter-crescimento-chines/?fbclid=IwAR2sKkE0R7iO97iQe1Dx-9Y4vcIwUbcGVGuzEJv4Mm5A4y3fklJt-3vJSw0
Inflação chega a 60% ao ano na Argentina, aquele país que a esquerda brasileira diz invejar porque "lá sim tem presidente!".
valor.globo.com/google/amp/mundo/noticia/2022/06/14/em-12-meses-inflacao-na-argentina-atinge-607percent-maior-alta-em-30-anos.ghtml
Maior taxa em 30 anos. Ah, e os números são do governo. O valor real deve ser ainda pior.
Já a taxa básica de juros foi para 52%. Suave.
valor.globo.com/google/amp/mundo/noticia/2022/06/16/argentina-eleva-taxa-de-juros-a-52percent-para-lidar-com-maior-inflacao-em-30-anos.ghtml
Inflação da Argentina supera a da Venezuela em julho:
http://www.infobae.com/economia/2022/08/08/la-inflacion-de-la-argentina-supero-a-la-de-venezuela-en-julio
"Como é bom ter um presidente!", suspiravam todos os petistas sobre a Argentina em 2020.
Lembrando que o modelo argentino é exatamente o defendido pelo presidiário e por toda a matilha petista para o Brasil.
Em outubro, a escolha é entre civilização e miséria.
Vejo muita gente defendendo o bolsonaro..
Mas ninguem fala dos ponto negativos do plano de governo dele
Bom dia Leandro,
Se puder dar uma olhada nesse vídeo, são só dois minutos.
O economista traz outra explicação sobre o colapso da Argentina, diferente da visão dos liberais. Poderia comentar, por favor?
twitter.com/AndradeRNegro2/status/1588630254310105089?t=QLD6LDGWE15pa339QUapZw&s=19
Aproveitando tema do comentário anterior, outra alegação que eu vejo desses economistas é sobre a questão da dívida pública.
Eles alegam que a elevação da dívida pública não é o problema grave que os liberais afirmam. Pois, a dívida pública de quase todos os países do mundo está em trajetória ascendente há vários anos e isso não trouxe (e nem irá trazer) nenhum problema. Segundo a tese deles, a partir de certa porcentagem da relação dívida/PIB os liberais diriam que haveria graves problemas. Esse percentual foi ultrapassado nos últimos anos e não houve problema.