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Os quatro nós que Bolsonaro e sua equipe terão de desatar
Boa parte do “serviço sujo” já foi iniciada pelo governo Temer

Bolsonaro é presenteado com livros do Instituto Mises Brasil. A questão é: será que ele vai ler?


Há exatamente quatro anos, logo após a reeleição de Dilma Rousseff (alguém ainda se lembra da dona?), este Instituto publicou um artigo relatando o que nos aguardava pelos próximos quatro anos. Eis alguns trechos:

Aparentemente, o ano de 2015 já está perdido. O estrago feito nos últimos anos foi enorme e o conserto não será nem rápido e nem indolor. 

O trio Guido Mantega (Fazenda), Arno Augustin (Tesouro) e Márcio Holland (Secretária de Política Econômica) deixou um legado desastroso. [...]

A situação real das contas públicas do Brasil está entre as piores do mundo. O superávit primário (receitas menos despesas, sem incluir o pagamento de juros da dívida) deixou de existir, e agora os déficits primários, que não ocorriam desde 1997, passaram a ser a norma. [...]

Dilma terá de limpar a bagunça que ela própria criou. E terá de fazer isso tomando medidas impopulares. Mais ainda: terá de tomar medidas impopulares ao mesmo tempo em que 1) passa por uma crescente insatisfação popular, 2) vê o acirramento de ânimos e a difusão de movimentos secessionistas, e 3) está sob a iminência de um processo de impeachment.

Caso ela seja bem sucedida em todos os desafios listados neste artigo, o máximo que ela irá conseguir é retornar o país ao ponto em que ele se encontrava no início de 2011.

Que avanço.

Olhando em retrospecto, a previsão foi até um tanto otimista. O ano de 2015 não foi apenas "perdido"; foi de forte retrocesso. Assim como também o foi o ano de 2016.

E o Brasil não retornou "ao ponto em que ele se encontrava no início de 2011". Foi pior. Voltamos ao ponto em que estávamos em 2010.

Embora sejam números trágicos, a realidade é que eles eram inevitáveis. Como este Instituto nunca se cansou de repetir, é inevitável que a economia — qualquer economia — passe por um período de profunda correção após vários anos seguidos de manipulações e intervenções estatais. É impossível sair de um período de crescimento econômico artificialmente turbinado por políticas heterodoxas (como ocorreu de 2010 em diante) sem que haja uma forte correção de todos os fundamentos econômicos que foram distorcidos por esse artificialismo.

E a recessão nada mais é do que essa correção.

Desde o final de 2008, o governo federal brasileiro, de maneira cada vez mais intensa, praticou uma política que envolvia medidas simultaneamente contraditórias: uma grande expansão do crédito dos bancos estatais e controle de preços; gastos públicos crescentes e desonerações pontuais; redução das taxas de juros e aumento das tarifas de importação e da exigência de conteúdo nacional (ambas criam reserva de mercado e permitem a prática de preços mais altos).

A esse conjunto de medidas esdrúxulas foi dado o nome de Nova Matriz Econômica, e seu legado foi o que vivenciamos desde 2015.

A principal lição que fica disso tudo é que nenhuma intervenção do estado na economia passa impune. No final, a economia sempre se ajusta. E a intensidade desse ajuste (a recessão) vai depender da intensidade das intervenções que foram praticadas. Considerando que o governo brasileiro "microgerenciou" a economia desde 2009, e de maneira cada vez mais intensa, o período de correção (cujos efeitos sentimos até hoje) não tinha como ser indolor.

O "trabalho sujo"

No entanto, há um consolo: desde a queda de Dilma em abril de 2016, algumas alterações de rumo foram feitas pelo governo Temer. Todas elas de extrema importância, mas cujos efeitos benéficos só serão sentidos daqui a vários anos (levando-se em conta, é claro, que elas sejam mantidas e respeitadas).

Dentre as principais podemos citar:

* a aprovação do teto de gastos;

* a reforma trabalhista;

* a queda da inflação de preços de quase 11% para 4,50%, tendo ficado um bom tempo em torno de 3% (o que, para o Brasil, é uma façanha);

* a reforma do ensino médio;

* a lei da terceirização;

* o fim da obrigatoriedade de a Petrobras participar do pré-sal (além da própria recuperação da Petrobras, que foi destruída pelo controle de preços praticado pelo governo);

* a reestruturação do setor elétrico (que também foi destruído pelo controle de preços praticado pelo governo);

* a Lei da Governança nas estatais;

* e, principalmente, uma maior restrição à atuação dos bancos estatais, principalmente do BNDES. Com suas políticas de empréstimos subsidiados pelo Tesouro (ou seja, por nós), os bancos estatais foram os principais responsáveis pela desarrumação da economia.

Os bancos estatais eram obrigados, pelo governo, a direcionar empréstimos a juros bem abaixo da SELIC para alguns setores escolhidos pelo governo — como o setor imobiliário, o setor rural, o setor exportador, as empreiteiras e os barões do setor industrial. Quem bancava tudo isso éramos nós, os pagadores de impostos. O governo arrecadava nosso dinheiro via impostos e empréstimos (vendas de títulos do Tesouro), repassava para os bancos estatais, e estes então emprestavam esse dinheiro — a juros abaixo da SELIC — para empreiteiras, para compradores de imóveis, para o setor industrial etc.

Observe no gráfico abaixo que, em decorrência desta política, o crédito no Brasil foi efetivamente estatizado a partir de 2013, quando o volume de crédito dos bancos estatais ultrapassou o dos bancos privados.

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Gráfico 1: evolução dos empréstimos concedidos apenas pelo BNDES (linha verde), por todos os bancos privados (linha azul), e por todos os bancos estatais, inclusive BNDES (linha vermelha). Fonte: Banco Central

Esta acentuada expansão do crédito estatal foi o cerne de toda a desarrumação da economia desde 2008, e o fato de este crédito estar agora em retração, principalmente o do BNDES, é digno de nota. E de comemoração. Uma das causas do atual bom comportamento da inflação de preços é exatamente a contração deste crédito.

Mas ainda há muito a ser feito.

O Brasil que Bolsonaro herda

Eleito em 28 de outubro de 2018 com mais de 55% dos votos válidos (quase 11 milhões a mais que seu oponente, Fernando Haddad, do PT), Jair Bolsonaro (PSL) herda uma economia que, embora esteja longe de estar plenamente operante e ainda possua vários problemas estruturais, ao menos está razoavelmente estabilizada.

Eis alguns pontos que jogarão a favor de Bolsonaro.

Juros e inflação de preços, que eram o principal problema em 2015, estão hoje em cifras historicamente baixas (em nível de Brasil). 

A taxa de câmbio, após disparar a partir de maio e alcançar seu maior valor em setembro (quando o dólar esbarrou em R$ 4,20), voltou a cair e se estabilizar em torno de R$ 3,65. 

O setor elétrico, como dito, foi reorganizado e, ao menor por ora, não apresenta risco de colapso.

A redução no endividamento total das famílias (fenômeno conhecido como 'desalavancagem') em conjunto com a redução do comprometimento da renda delas com o pagamento do serviço desta dívida são outros dois fenômenos dignos de nota.

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Gráfico 2: endividamento das famílias (linha azul) e gastos com serviço da dívida (linha vermelha); Fonte: Banco Central

Com a queda destes dois indicadores, que voltaram aos níveis de 2011, abre-se espaço para uma nova rodada de endividamento (expansão do crédito) e consumo. Basta que haja um aumento no emprego que para que ambos os itens voltem a subir. Isso tenderá a impulsionar os números do PIB no curto prazo, o que sempre ajuda na popularidade de um governante (embora gere novos desequilíbrios que inevitavelmente terão de ser corrigidos no longo prazo).

Bolsonaro, se fizer tudo certo, pode se beneficiar disso.

Mas não será fácil. Eis os principais problemas da economia, que terão de ser rapidamente corrigidos caso Bolsonaro queira que os pontos positivos acima se consolidem.

1) O primeiro nó górdio, o qual é inadiável, é a questão previdenciária. Mais especificamente, a evolução dos gastos da Previdência. 

A beleza de você recorrer a gráficos é que eles não permitem tergiversações. Por isso, irei apenas recorrer ao magnífico gráfico montado por um colaborador deste Instituto, o qual descreve a situação sem meias palavras.

grafico 3.png

Gráfico 3: Evolução das despesas correntes do governo federal: quatro rubricas

A coluna da esquerda mostra o valor dos gastos, em bilhões de reais.

Observe que as despesas com juros, por ora, parecem estabilizadas. O mesmo pode ser dito da rubrica "demais despesas correntes" (contas de água, energia, telefone etc. das instalações do governo federal; automóveis para autoridades políticas; o cafezinho do Congresso; canetas, computadores, papeis, clipes, grampeadores, telefones para as repartições públicas; combustível para a locomoção das excelências etc). Tudo indica ser esse um efeito da lei do teto de gastos.

Por outro lado, o crescimento dos gastos previdenciários já adquiriu um formato exponencial. De 1995 a 2017, eles cresceram a uma média de 13,7% ao ano, muito acima da inflação de preços (cuja meta é de 4,25% para 2019).

Desnecessário dizer que tal ritmo é completamente insustentável.

2) O segundo nó górdio são os gastos com funcionalismo público, que, embora cresçam em ritmo menos explosivo que a Previdência, também aparentam algum descontrole. De 1995 a 2017, cresceram 9,5% ao ano.

Assim, como disse nosso colaborador em seu artigo, a conclusão é inevitável: caso estes gastos mantenham esta trajetória de crescimento — e, no caso da Previdência, manterão se não houver nenhuma reforma, pois seu principal problema é demográfico, e a população está envelhecendo —, a lei do teto de gastos só poderá ser cumprida se houver um forte corte nas demais despesas do governo

Mais ainda: não haverá carga tributária que baste para bancar esse descontrole.

Portanto, no curto prazo, os privilégios do funcionalismo público terão de ser drasticamente cortados. E vários benefícios previdenciários terão de ser abolidos, principalmente os de funcionários públicos aposentados, bem como as pensões que recebem seus familiares.

A proposta de Paulo Guedes de "privatizar tudo o que for possível" e usar as receitas para abater a dívida pública é ótima e merece todo o apoio, mas não resolve o problema estrutural do aumento dos gastos com funcionalismo e previdência. É a velha questão da diferença entre estoque e fluxo: usar receitas de privatizações para abater dívida ajuda apenas em um problema de estoque (a dívida), mas não ataca o problema do fluxo, que é a necessidade de receitas crescentes para bancar gastos crescentes. O aumento dos gastos é um problema de fluxo, e necessita de receitas cada vez maiores para bancar esse aumento de gastos. Apenas privatizar estatais não irá resolver, no longo prazo, o problema do descontrole dos gastos.

3) O terceiro nó górdio, que decorre destes dois acima, está exatamente nas contas públicas do governo, que apresentam elevados déficits orçamentários (por enquanto, sem tendência de queda). Sua consequência imediata é o assustador crescimento da dívida pública.

O gráfico abaixo mostra a evolução do déficit nominal do governo (tudo o que o governo gasta, inclusive com juros, além do que arrecada).

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Gráfico 4: evolução do déficit nominal do governo federal. Fonte e gráfico: Banco Central

O descalabro começou ao final de 2011 e se intensificou a partir de meados de 2014. Atualmente, em um período de 12 meses, o governo gasta R$ 500 bilhões a mais do que arrecada via impostos. Ou seja, em 12 meses, o governo federal se endivida em um montante de R$ 500 bilhões. São R$ 500 bilhões que ele absorve do setor privado a cada 12 meses. São R$ 500 bilhões que deixam de financiar investimentos produtivos apenas para fechar as contas do governo.

Como consequência destes déficits, a dívida pública só faz aumentar. E em modo turbo. Está hoje em módicos R$ 5,4 trilhões.  O gráfico abaixo mostra a evolução da dívida bruta do governo federal desde julho de 1994. 

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Gráfico 5: evolução da dívida total do governo federal. Fonte e gráfico: Banco Central

As consequências deste descontrole fiscal são diretas: um aumento dos déficits e do endividamento faz com que empreendedores e investidores acreditem que o governo terá de aumentar impostos no futuro (o que inclui o fim das desonerações). E essa mera possibilidade de aumento de impostos já basta para cancelar investimentos voltados para o longo prazo.

Afinal, empresas planejam a longo prazo. Investimentos produtivos são investimentos de longo prazo. E futuros aumentos de impostos geram custos adicionais no longo prazo e alteram totalmente o cenário no qual as empresas inicialmente basearam seus planos de investimentos. Como investir quando não se sabe nem como serão os impostos no futuro?

Elementos como previsibilidade e custo tributário são cruciais nas decisões de investimento (além, é claro, da burocracia). Mudanças abruptas que aumentam o custo da tributação (e que, portanto, afetam os retornos futuros) geram mais incertezas e, como consequência, alteram todo o planejamento das empresas e inibem seus investimentos.

O que nos leva ao quarto nó.

4) O investimento produtivo passou por uma queda profunda e não apresenta sinais de reação.

O gráfico a seguir mostra o que houve com os investimentos em máquinas, equipamentos, instalações industriais e comerciais, e infraestrutura no Brasil (a Formação Bruta de Capital Fixo - FBCF).

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Gráfico 6: evolução da formação bruta de capital fixo. Fonte e gráfico: Banco Central

Observe que os investimentos pararam de crescer no segundo trimestre de 2013. De lá para cá, com a intensificação de todos os problemas estruturais da economia (causados pela Nova Matriz Econômica), os investimentos já encolheram nada menos que 29%.

Não há crescimento econômico sem investimentos. Não há empregos sem investimentos. Investimentos — nacionais e estrangeiros — só ocorrem quando o ambiente econômico e político do país é propício.

Acima de tudo, sem investimentos — principalmente investimentos de longo prazo, que são mais vultosos e envolvem mais recursos — não há geração de renda. E sem renda, não há receitas tributárias. Sem receitas, não há como o governo fazer frente a seus gastos. E aí ele tem de recorrer a empréstimos, o que aumenta os juros e a dívida. E então recomeça todo o círculo vicioso.

Déficits e endividamento crescentes, portanto, geram incertezas e imprevisibilidades quanto ao ambiente empreendedorial futuro. Nesse cenário, é quase impossível empreender, investir e gerar empregos de qualidade. 

Se não restituir a confiança dos empreendedores e investidores, enviando um inequívoco sinal de que haverá responsabilidade fiscal (com corte de gastos, e jamais com aumento de impostos), Bolsonaro enfrentará graves problemas e os investimentos produtivos dificilmente ocorrerão em grandes volumes (sendo que é disso que a economia brasileira urgentemente precisa).

Conclusão

Bolsonaro recebe uma economia melhor do que aquela que Temer herdou de Dilma. Várias questões estruturais e macroeconômicas já estiveram muito piores do que estão hoje. Mas ainda há pelo menos quatro nós a serem resolvidos.

Em um contexto global cada vez mais incerto, é absolutamente crucial restituir um mínimo de confiança e credibilidade na economia brasileira, tornando-a atraente para empreendedores de todos os cantos do mundo.

Por isso, é essencial indicar que as contas públicas voltarão a ter ordem e que o teto de gastos será mantido. Isso implica reforma da previdência e ajuste do setor público. Feito o ajuste fiscal, é necessária uma redução generalizada de impostos (impostos altos não estimulam o investimento produtivo), inclusive das tarifas de importação.

Igualmente importante é acabar com a participação do estado na economia, desestatizando estatais, ampliado a atuação do setor privado em todas as áreas (em infraestrutura é crucial) e abolindo os conluios corporativistas entre estado e grandes empresas, que tantas desgraças trouxeram ao país.

Acima de tudo, é crucial liberalizar amplamente nossos setores produtivos, facilitando o empreendedorismo (sem o qual não há empregos nem salários).

Para a economia voltar a crescer, os políticos e o estado brasileiro terão de encolher.

Ao menos Paulo Guedes parece saber disso.

 

71 votos

autor

Leandro Roque
é editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

  • Ulysses  29/10/2018 19:09
    Rapaz, essa foto aí dá até um arrepio (no bom sentido), mas acho que é mais fácil ele desenhar e colorir no livro do que ler (calma, tô zoando...).

    Obrigado pelo artigo com um ótimo compilado de informações, como sempre.

  • TIAGO MAXIMIANO  31/10/2018 21:32
    kkk boa! Vamos torcer!
  • Pedro  29/10/2018 19:11
    Após 2 anos de recessão e um estagnação, qualquer coisinha de aumento de consumo e investimento fará o PIB crescer forte, pois se está saindo de uma base muito baixa.

    Se Bolso souber surfar isso, e se ele conseguir tomar o nordeste do PT (mantendo bolsa família e permitindo crescimento econômico), ele se reelege fácil com essa popularidade que tem hoje.
  • Vladimir  29/10/2018 19:16
    Penso exatamente o mesmo. Esse inclusive era o meu grande medo se o PT vencesse. Como eles iam receber uma economia relativamente arrumada e partindo de uma base baixa, o PIB iria crescer forte (desde que Haddad moderasse a retórica, o que ele certamente iria fazer), o desemprego ia cair, todos iriam comemorar esse aumento do bem-estar e aí ninguém nunca mais iria conseguir tirar o partido do poder.

    Essa oportunidade de ouro tem de ser aproveitada. Se Jair conseguir, o PT vai para o mesmo caminho do PSDB em 2022.
  • Carlos  29/10/2018 19:18
    Só que se não fizer o choque primeiro e adotar o gradualismo, não dura dois anos. Vide Macri na Argentina. Ali está um exemplo de tudo o que não deve ser feito.
  • Ninguém Apenas  30/10/2018 01:10
    Chega ser repetitivo elogiar um artigo do Leandro, mas novamente me sinto na obrigação de falar que continua excelente como sempre. Parabéns Leandro e obrigado, que as nossas tão sonhadas reformas venham o mais breve possível.
  • Ítalo  01/11/2018 13:17
    Ainda que Bolsonaro consiga desatar esses nós, e que portanto faça a economia andar nos trilhos almejados, não há garantia de reeleição, como muitos pensam. Isso mostra o governo Temer que, apesar de fazer muitas coisas certas, tem uma popularidade ínfima, como os votos do Meirelles mostraram. A esquerda já começou a atacar, pelas beiradas, Bolsonaro. Se não ouvirem Olavo de novo, que já de muito recomendou a criação duma militância fixa (e não só no período eleitoral), teremos Ciro em 2022, e, como disse o poeta "Ah, mas então tudo será baldado/ tudo desfeito e tudo consumido?".
  • Um liberal  29/10/2018 19:42
    Pela primeira vez estou otimista com o futuro. No discurso de ontem Bolsonaro reconheceu o livre mercado, a propriedade privada e a importância do superavit primário.

    Pode ser tudo da boca para fora, mas já mostra uma diretriz correta ao Brasil.

    Não espero um salvador da pátria, mas sendo otimista espero alguém que traga o superavit primário de volta ao país, reduza e controle a inflação, não interfira no câmbio, não aumente o estado, não crie novas PAC's, não aumente os direitos trabalhistas e reduza de alguma forma a burocracia para empreender.

    O que também seria ótimo, mas nem espero por isso, até pelo viés nacionalista, são as privatizações do correio e da petrobrás, redução de impostos e maior abertura comercial. E também é esperado por mim algumas ações populistas, como um 13° para o bolsa familia ou criação de novos beneficios aos militares.
  • Realista  29/10/2018 20:10
    É bom o Paulo Guedes já assumir as rédeas imediatamente e mandar todo mundo começar a afinar o discurso porque hoje mesmo já estrearam dando caneladas.

    'Canelada' sobre papel do BC azeda festa de Bolsonaro no mercado

    Declarações desencontradas sobre meta para câmbio e juros reforçam necessidade de Paulo Guedes assumir articulação dos temas relacionados à agenda econômica

    O presidente eleito, Jair Bolsonaro, e sua equipe ainda não entenderam que a campanha acabou e que suas falas, agora, são descontadas a "valor de face". Não há mais espaço para complacência com eventuais "caneladas".

    Boa parte da virada de humor nos mercados nesta segunda-feira está relacionada com declarações desencontradas do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), à agência "Reuters", envolvendo uma possível definição de metas de inflação e de juros para o Banco Central (BC). Lorenzoni também teria falado em dar maior previsibilidade à taxa de câmbio.

    O Banco Central opera com uma meta, inflação, e com um instrumento, a taxa de juros. Sugerir que o BC passaria a ter meta de juros ou algo parecido ou mesmo que buscaria um câmbio mais previsível, passa longe da agenda liberal defendida pela candidatura ao longo da campanha.

    Mesmo como "coordenador de tudo", seria prudente que Lorenzoni buscasse alinhar posições com Paulo Guedes. Mas o ideal mesmo seria o próprio Guedes assumir toda a articulação e comunicação de assuntos da agenda econômica.

    www.seudinheiro.com/canelada-sobre-papel-do-bc-azeda-festa-de-bolsonaro-no-mercado/
  • Henrique  30/10/2018 15:49
    O Brasil já não vive um cambio inteiramente flutuante, por exemplo, ocorre vendas de swap cambial buscando evitar um aumento explosivo do dólar. Nessa corrida eleitoral houve um aumento dessas intervenções. (Risco de entrar em um desenvolvimentista faz o cambio subir, o que por sua vez afeta a inflação de preços da economia)
    Até onde eu li ele não quer meta cambial, mas sim buscar trazer mais previsibilidade
    www.dci.com.br/politica/onyx-diz-que-governo-bolsonaro-dara-mais-previsibilidade-sobre-cambio-mas-n-o-havera-meta-1.753890

    Se isso é anti-liberal? Bem, isso pode dar uma discussão grande, cambio descontrolado ''montanha russa'' não ajuda a economia na minha singela opinião
    Obvio que congelar ele não é a solução, isso pode levar a crises cambiais no atual arranjo monetário, porem, suavizar suas flutuações não me parece uma má medida
  • Leandro  30/10/2018 16:06
    Sim, é anti-liberal -- mas isso não implica juízo de valor, apenas uma discussão puramente teórica.

    No que tange ao câmbio, há dois arranjos que são liberais: um câmbio totalmente flutuante e um Currency Board puro, no qual a moeda nacional se transforma em um mero clone de uma moeda estrangeira.

    Em nenhum destes dois arranjos há qualquer controle sobre o preço da moeda. (O Currency Board, ao contrário do que dizem os críticos, não é um arranjo de preços controlados; há apenas uma clonagem de uma moeda estrangeira. Na prática, é como se o país simplesmente adotasse essa moeda estrangeira.)

    Por outro lado, qualquer arranjo de meio termo não pode ser considerado liberal -- de novo, não estou fazendo juízo de valor, mas apenas uma discussão puramente teórica.

    Quanto ao câmbio virar uma montanha-russa em época de eleições, isso é um fenômeno que só ocorre em países politicamente instáveis e de economia frágil. Isso não é um defeito do arranjo (câmbio flutuante), mas sim do cenário político (repleto de políticos aventureiros) e econômico do país.

    Eu não sou entusiasta do câmbio flutuante (prefiro o Currency Board), mas não é justo culpar o câmbio flutuante por fenômenos causados inteiramente por políticos.
  • Pobre Catarinense  30/10/2018 20:49
    Leandro, aproveitando que você entrou no assunto do currency board. Supondo que o Brasil adotasse esse sistema "clonando" o dólar. Quais as defesas nós teríamos para quando o dólar "quebrasse", uma vez que se sabe a situação calamitosa em que estão as contas dos EUA e considerando o risco do FED martelar os juros pra cima?
  • Mídia Insana  31/10/2018 03:27
    Não sou o Leandro, mas ressalto que nenhuma moeda morre em um dia. O dólar não quebraria em uma madrugada. Em uma situação de catástrofe, provavelmente haveria troca das reservas de dólares por uma cesta de moedas.
  • Vladimir  31/10/2018 09:15
    Exato. Se o dólar "quebrar", o mundo vai junto. Aí não faz nenhuma diferença qual será a sua moeda. Você vai junto também.

    Aliás, se o dólar sobreviveu ao período Bernanke (lembre-se que ele chegou a valer míseros R$ 1,56 em julho de 2011), ele sobrevive a tudo.
  • Fernando  31/10/2018 13:36
    Pode ser que volte o padrão-ouro muito em breve, pois China, Rússia, ìndia estão comprando ouro a rodo. Pode ser que estejam se preparando para um mundo pós-dólar.
  • Vinicius Aita  30/10/2018 22:44
    Tava esperando tu citar Currency Board aqui! hahahahaha
    Paulo Guedes tem competência pra fazer isso, mas não abriria mão de ministro da fazenda.
  • Pobre Paulista  29/10/2018 19:44
    Acrescente-se que vem aí uma provável desvalorização do Dólar que pode acabar sendo benéfica para nós também
  • Vladimir  29/10/2018 20:03
    Isso é importante. Se o dólar se desvalorizar, ressurgem as bases que possibilitaram o crescimento ocorrido na década de 2000. Mas, sei lá, é difícil imaginar este mesmo fenômeno ocorrendo em tão curto espaço de tempo.

    Antes da década de 2000, o último período de dólar fraco foi na década de 70.
  • Leandro  29/10/2018 20:20
    A tese é correta. Porém, se os EUA entrarem em recessão, a tendência é que o dólar se fortaleça. O dólar sempre se fortalece durantes as recessões do país porque, em meio às incertezas, todos os investidores do mundo passam a demandar dólares para aplicar na segurança dos títulos públicos americanos (ainda considerados o ativo mais seguro do mundo).

    E os EUA entrarão em recessão aproximadamente uns seis meses após a linha azul se encontrar com a vermelha:

    fred.stlouisfed.org/graph/fredgraph.png?g=k9m7
  • Rodrigo  29/10/2018 20:40
    Eu acompanho diariamente essas curvas de juros (salvei esse link de outro comentário seu). Os juros de 30 anos ficaram parados de novembro de 2016 até o final de agosto desse ano. Já os de 3 meses subiam continuamente. Pelo ritmo imaginei que eles iriam se esbarrar até o final de 2019. Mas aí agora os de 30 anos voltaram a subir de novo, adiando o encontro.

    Vai ser difícil estimar uma data.
  • Bolhowski  29/10/2018 21:02
    Os juros de 30 anos aumentaram porque aumentou a expectativa de inflação nos EUA. A economia está em pleno emprego, Trump segue gastando os tubos e o déficit não para de aumentar.

    Se continuar assim o Fed vai continuar subindo a taxa básica, e os títulos de 3 meses voltarão a subir mais rapidamente que os de 30 anos.

    E se o Fed continuar subindo juros não tem como postergar recessão.
  • Fernando  30/10/2018 11:55
    fred.stlouisfed.org/series/DGS30#0

  • Conservatário  29/10/2018 21:04
    Por que acontece uma recessão quando a curva dos juros de 30 anos se encontra com a dos juros de 3 meses?
  • Libertário Austríaco  29/10/2018 21:31
    Este artigo fala sobre isso: mises.org/wire/economy-winter-coming
  • Leandro  29/10/2018 21:36
    Porque aí estaria ocorrendo uma inversão da curva de juros, isto é, os títulos de curto prazo (como os títulos de 3 meses) ficariam com juros acima dos títulos de longo prazo (como os de 30 anos).

    Isso é uma anomalia que precede uma recessão.

    A curva de juros se inverte (com as taxas de curto prazo sendo mais altas que as de longo prazo) porque os investidores, ao perceberem que o país está entrando em recessão ou perceberam que a inflação futura será cadente, sabem que, no futuro, as taxas de juros cairão (ou por causa da recessão ou por causa da inflação em queda).

    Sendo assim, eles correm para garantir a aquisição de títulos de longo prazo que ainda garantam altas taxas de retorno nesse cenário de incerteza. Ao correrem para esses títulos em busca de segurança, o preço deles aumenta e a taxa de juros cai.

    Isso ocorreu no Brasil em 2003, no final de 2011 e em 2015. E ocorreu em todas as grandes desinflações de história, como EUA, Canadá, Alemanha, Austrália, Nova Zelândia nas décadas de 1980 e 1990.

    Especificamente nos EUA, esse é o melhor indicador que há para prever recessões. Até hoje, a acurácia é de 100%.
  • Alien  29/10/2018 23:49
    Esta explicação dá a entender que deflação é algo ruim! Nos explique mais porque essa anomalia existe e como ela é criada.
  • Predador  30/10/2018 01:52
    Oi? Deflação? Quem está falando disso? Juros de longo prazo caírem porque a inflação esperada para o futuro ficou menor não é deflação, e muito está sendo dito que é ruim.

    Aliás, isso nada mais é do que teoria econômica básica: quando você empresta dinheiro, você embute nos juros cobrados o risco, a preferência temporal e a expectativa da perda de poder de compra da moeda. Tudo o mais constante, se a perda de poder de compra esperada diminui, então os juros diminuirão também.

    Qual o espanto?
  • Felipe  30/10/2018 12:08
    Leandro, eu posso então afirmar que essa inversão na curva dos juros é consequência do fato de uma grande quantidade de investidores, analisando o cenário econômico americano, vários índices etc terem chegado à conclusão de que uma recessão está a caminho? Ou seja, há um conjunto de sinais que se pode detectar antes mesmo dessa inversão da curva para detectar uma recessão futura?
  • Intruso  31/10/2018 09:17
    Correto.
  • Mr. M  30/10/2018 20:47
    Leandro, muito bom! Isso é bastante assustador, na verdade...

    Uma dúvida: os EUA tem mostrado crescimento (PIB) acima do esperado, baixa taxa de desemprego e níveis crescentes de inflação. Isso, junto esta sua explicação e com a nossa experiência similar no final dos anos 2000 e início dos anos 2010, criam, pra mim, um alerta de "bolha" à frente...

    O que está causando essa bolha? Como os EUA estão expandindo o crédito e gerando o atual ciclo econômico?
  • André Lima  04/11/2018 16:01
    Qual melhor maneira de saber se o dólar está ganhando força? Creio que vendo o câmbio talvez não seja a melhor forma, já que é uma força relativa? E outra pergunta: onde vejo a quantidade de dólares emitidos? tem como acompanhar isso?
  • Alfredo  04/11/2018 17:55
    1) Preço do ouro (e demais commodities metálicas).

    2) Acompanhar M0, M1 e M2.

    tradingeconomics.com/united-states/money-supply-m0

    tradingeconomics.com/united-states/money-supply-m1

    tradingeconomics.com/united-states/money-supply-m2
  • André Lima  13/11/2018 13:25
    Qual base é mais confiável?
  • Imperion  29/10/2018 23:00
    Trump acertando nao ajuda o dolar baixar no curto prazo. Precisamos de.um novo george w bucho pra fazer cagadas la e o dolar baixar.
  • anônimo  29/10/2018 20:17
    Por que a data do artigo está 30/10?
  • Editor  29/10/2018 20:32
    Olhar cirúrgico...


    É que originalmente o artigo seria para amanhã, mas decidimos antecipar para hoje.
  • Capital Imoral  29/10/2018 20:24
    A moral mercadológica e suas consequências

    Vivemos num tempo de chantagem em que as relações humanas vão sendo poluídas por uma força externa, algo que trabalha com nossos próprios vícios e fraquezas. E o maior exemplo dessa força em ação foi a normalização do outro, não como ser humano, mas como empresa. Isso é o que chamo de moral mercadológica.

    Muito provavelmente você já deve ter visto o vídeo em que Dória aparece com cinco mulheres em um motel; diferentemente de você, que faz cinco contra um, Doria aparece com mulheres reais. O que chamou minha atenção foi os comentários no Facebook, que carregam justamente essa moral mercadológica, era algo do tipo: "Dória comeu 5 mulheres, e isso não é problema nosso, deixa o cara ser feliz". Ora, então quer dizer que Dória pode trair a mulher dele e isso não pode nos afetar? Até mesmo você, neoliberal, se masturbou assistindo ao vídeo; mas Capital Imoral não pode ser afetado por tamanha sujeira. É isso mesmo?

    Eu gosto muito da doutrina cristã - a verdadeira - porque eles souberam definir essa loucura pelo nome correto: paganismo. Na Roma Antiga era comum mulheres pobres serem tratadas como lixo humano, na juventude eram possuídas por diversos homens e quando chegavam à velhice eram abandonadas. Quem deu dignidade a essas mulheres? A Igreja Católica através da devoção à Virgem Maria e posteriormente com o sacramento do Matrimônio. Tudo isso foi se perdendo com o tempo, estamos retornando ao paganismo romano.

    A maioria das pessoas, atualmente, não estão preparadas para assumir a responsabilidade de um matrimônio. Veja o caso de Rodrigo Constantino, o grande defensor da "moral familiar", que agora está em processo de divórcio. Quem diria que o bastião da moralidade, que o defensor da instituição do casamento não conseguiria preservar o próprio matrimônio. Onde está o seu deus agora, neoliberal? Podemos tirar uma lição de tudo isso: Quando promovemos uma cultura de mercado, ela se volta contra nós.

    A direita vive um paradoxo existencial: Defendem a inovação proveniente do livre mercado e das livres associações onde tudo tem um valor momentâneo e a qualquer momento podemos descartar coisas ou pessoas. Por outro lado defendem - e querem acreditar - que o casamento é uma sacramento para vida toda, ou seja, quando atinge o nosso rabo não pode haver liberdade, mas quando é o rabo alheio é apenas uma livre decisão. Deixe-me contar um segredinho, neoliberal: O que sustenta o mundo é a fidelidade ao próximo.

    Transformaram o mundo em um grande parque de diversões e não querem assumir as consequências de pessoas imaturas que não são capazes de aguentar as dores de um casamento. Lembro-me quando visitei uma das favelas do Rio de Janeiro, e naquela ocasião conheci uma idosa. Era uma mulher pobre, católica, semi-analfabeta, com 8 filhos e um marido pinguço. Via muitos santos pela casa, mas pouca comida na geladeira; via crianças orando, mas nenhuma educação; enfim, era uma vida pobre numa casa pobre de um jeito pobre. Acostumado aos confortos de uma vida luxuosa fiquei assombrado com tudo aquilo. Perguntei a ela: Você já pensou em abandonar tudo isso? Ela me olhou com um olhar calmo, um olhar que revela a serenidade de uma vida dura, e afirmou: Se eu abandonasse meu marido e filhos, não estaria sendo fiel.

    Você percebe, neoliberal? Aquela senhora era um soldado vivo, que aguentaria o fim do mundo sem abandonar os filhos e o marido. Ela não tinha nada, mas sabia o que era fidelidade.

    Voltemo-nos para o mundo dos limpinhos, para o lugar onde as pessoas moldam a vida em fotos no Instagram e vídeos no Youtube. Rodrigo constantino experimentou o próprio veneno, ele pensou que livros e vídeos sobre moral e bons costumes seria o bastante para criar homens e mulheres de verdade. Ele esqueceu que a "mão invisível" também molda nosso caráter. Ele criou o "bom cidadão", mas não é isso que cria a verdadeira fidelidade. A verdadeira fidelidade se consegue com algo que transcende o homem e o torna, obrigatoriamente, escravo da verdade. É por isso que o matrimônio é um sacramento para vida toda: Você escolheu, diante da verdade eterna, ser fiel a outra pessoa. Quebrar o contrato matrimonial seria o mesmo que provar sua iniquidade diante dos fatos.

    Como ser fiel a sua própria palavra quando tudo à sua volta se transforma em uma mera escolha sob rescisão?

    A moral mercadológica não somente corrompeu toda essa noção de fidelidade, mas também criou uma sociedade de pessoas instáveis, que têm de tudo, menos força para aguentar uma vida. Agora pode voltar para seu mundinho e por a culpa no "marxismo cultural". Burro.

    Ps: Eu sei que deveria publicar um artigo sobre Jair Bolsonaro e o futuro do Brasil, mas estou muito triste neste momento e não tenho palavras para definir o abismo em que o Brasil vai entrar. Fica para outro momento.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
    Email: Capitalimoral@protonmail.com
  • Pobre Paulista  29/10/2018 20:39
    Só uma correção: O casamento só é um sacramento na visão da igreja Romana, as igrejas Reformadas não o consideram assim (Apenas o Batismo e a Santa Ceia são considerados sacramentos). Cuidado ao generalizar, do contrário você parecerá uma vítima do "Marxismo Cultural" ;-)
  • Pedro  30/10/2018 01:40
    Até porque para manter vivo a ideologia cristã, tem que se reformulando, se não o evolucionismo a destrói. Assim, os religiosos tem algum motivo para se manter preso a ela, fora todas as bobagens e tolices pregadas.
  • Cidadão Indignado  30/10/2018 02:46
    Opinião particular: O mais lindo de toda essa eleição é vê mais de 40 milhões de pessoas não votando neles crápulas estatistas do inferno. Desculpe-me, mas a minha indignação é visível e sempre será. Essa merda de Estado deturpou a mentalidade da minha família, que sempre enxergaram a porcaria do Estado como uma instituição benevolente e os políticos como seres maravilhosos. Passei grande parte da minha juventude, jogada fora, estudando para ser um desses parasitas, mas hoje encaro e exergo toda essa visão como podre e desonesta. Foi por causa de críticas desse site que fizeram mudar o a minha forma de vê o Estado como um todo. Hoje, junto a minha mãe, que unida a mim, lemos as postagens desse sítio, abrimos nossa loja, por mais pequena que seja, conseguimos progredir, através de muito estudo e investimento de nossas finanças guardadas a anos.

    Com relação ao futuro do país, não tenho muita esperança, até porque grande parte das reformas são lentas e devem ter apoio dos congressistas. Só analisar o quanto pendurou as reformas citadas no artigo. A privatização da eletrobras, mesmo, não tem um fim até hoje, já se estende a meses. Reformas previdenciárias e tributárias vão mexer com grupos influentes e poderosos no país - sindicalistas, grupos econômicos que adoram um protecionismo estatal, grupos políticos, funcionalismo público, a poderosa OAB. A reforma deveria ser em todo sistema da seguridade social (previdência, saúde e assistência, não apenas na prev.) Grande parte dos políticos são eleitos para proteger determinadas visões de grupos atuantes. Essas reformas, ainda que passarem, vão demorar muito tempo. A crash mundial está por vim. Agora alia todos os eventos possíveis nos cenários eventuais que vem por aí, como crise econômica mundial, guerra de interesse político no país (seja em qual esfera for), se tais reformas não passarem e o caus que já foi instalado piorar, aqueles contrários ao livre mercado vão fomentar os seus ideias novamente na população, tais como - a crise econômica atual é culpa do capitalismo, desigualdade é ruim, deve-se aplicar o estado assistencialista etc. Eles de voltam ao poder em 2022 é uma realidade triste.

    Só vejo um resultado eficiente: reformas drásticas sendo criadas, apoiadas, aprovadas e aplicadas no curto e médio prazo, de forma célere. O que pode gerar efeitos de toda sociedade e conflitos surgirem. Ou reformas graduais e torcer para que a crise mundial demore.

    Acho que é o melhor momento para FOMENTAR as ideias libertárias - mais de 40 milhões de pessoas não foram votar (junto aos brancos e nulos), por mais que a maioria desses foram instruídos a pensarem que o Estado é incrível, caridoso, protetor ou asneira semelhante, essa eleição demonstrou bem o quanto estão INDIGNADAS, CHATEADAS, DESCRENTES com a POLÍTICA. Eu tenho quase 28 anos e nunca vi desde que entendo por gente tantas pessoas chateadas/revoltadas com a política. A hora é agora!

    Abraços do João e fiquem todos em paz!

  • Patrasso  30/10/2018 02:13
    Por favor, pare de falar de neoliberalismo pois este virou o maior bode expiatório para as besteiras que a esquerda fez e nem sequer existe um autor declaradamente neoliberal. O que se observa são alguns mais estatistas e outros menos estatistas, nada além disto.


    Acredito também que você esteja confundindo os liberais e libertários com os conservadores, estes, que, por sua vez, não necessariamente defendem uma economia de mercado.
  • Libertario de verdade  31/10/2018 00:50
    Nossa,esse capital imoral anda acompanhando demais o Caio Fabio,o cara fala algumas coisas interessantes de religiao,mais tem tambem muita hipocrisia,exatamente igual o capital imoral escreveu. O pior que esta cheio de igreja por ai que funciona desse jeito,na pura hipocrisia.
  • Tubaína  29/10/2018 20:28
    Os social-democratas deveriam olhar para o Brasil e finalmente perceber que não é com aumento gastos e nem com aumento da intervenção do Estado que um país irá se tornar desenvolvido. Um país precisa ser de economicamente livre para isso ser possível.
  • anônimo  29/10/2018 20:32
    Qualquer estrangeiro informado possui imensas dificuldades para compreender como o Brasil chegou nesta situação e não consegue sair. Atendendo clientes pelas Américas do Sul e Central, durante reuniões todos demonstram curiosidade sobre a situação econômica do Brasil e explico mencionando resumidamente o que diz o artigo, pois 9 em cada 10 ficam muito surpresos quando descobrem que o problema é fiscal e não corrupção, pois uma crise fiscal é relativamente fácil de resolver em seus países: o governo corta gastos, equilibra o orçamento e a confiança dos investidores locais retorna.

    Me sinto um alienígena explicando conceitos e fatos como gastos obrigatórios, déficit primário, aumentos para o funcionalismo em plena recessão, estabilidade dos servidores, direito adquirido e aposentadoria sem idade mínima, os questionamentos são sempre:

    -Por que o governo é obrigado a gastar dinheiro que ele nem sabe se vai arrecadar?
    -Déficit primário? Você não quis dizer déficit nominal?
    -Numa economia em recessão o normal é que os salários abaixem.
    -Por que todos os servidores precisam de estabilidade?
    -Direito adquirido se supõe que uma contraparte tem um dever adquirido contra sua vontade.
    -Aposentar aos 50 anos?

    Se nada for feito, o destino do Brasil é o mesmo da Argentina.
  • Imperion  29/10/2018 23:05
    O brasileiro coletivamente é analfabeto. Nao entende coisas simples como essas que vc falou. Dai prefere politicas parasitas, sem perceber que o parasitado é ele.
  • Ramon Alves  29/10/2018 20:37
    Gostaria de perguntar ao Leandro e aos colegas dos comentários:

    E quanto à Reforma Tributária?

    Ela seria tão urgente quanto a Previdenciária ou pode esperar mais um pouco?

    E se ela pode esperar, qual os passos a serem dados até se chagar nela?
  • Leandro  29/10/2018 20:57
    Como diz o artigo, "Feito o ajuste fiscal [via corte de gastos], é necessária uma redução generalizada de impostos (impostos altos não estimulam o investimento produtivo), inclusive das tarifas de importação".

    Logo, a reforma tributária é crucial.

    Só que o diabo também está nos detalhes.

    Por exemplo, se for uma "reforma raiz", do tipo que tire o estado do cangote do produtor, aí ela tem de ser urgente.

    Mas se for uma "reforma Nutella", do tipo que almeja ser 'neutra em termos de receita', aí é só jogo de cena, pois a canga do estado continuará inalterada (ele continua confiscando a mesma quantidade de recursos do setor privado).

    Dito isso, não é exatamente prudente reduzir arrecadação (que tem de ser o real objetivo de toda reforma tributária) e deixar os gastos correrem solto, pois aí a dívida explode.

    Por isso primeiro é crucial reduzir gastos. Feito isso, reduz impostos.

    Se for uma reforma que aumenta receitas, como gosta a turma de Chicago, a enganação é ainda pior, pois aumento de receitas significa que o estado está confiscando mais dinheiro das mãos do setor privado.
  • bruno  29/10/2018 22:28
    Mas Leandro, Bolsonaro declarou em uma entrevista que ele pediu ao Paulo Guedes que no fim ele queria que o estado ''arrecadasse menos''. Acho que isso do estado arrecadar mais, essa receita Chicagista não vai ocorrer aqui, é surreal essa hipótese

    Quando aconteceu em outros lugares é porque havia espaço, no Brasil isso é incabível, um Chicago Boy sabe que essa hipótese é abismo
  • Caixeiro Viajante  30/10/2018 19:20
    O que vc acha da proposta do Bernard Appy ? Do IVA ?
  • Bernardo  30/10/2018 20:02
    Eu particularmente sempre apoiei essa proposta do meu xará, e noto que não deixa de ser curioso ver que a esquerda, do nada, também passou a apoiar esse imposto que incide sobre o consumo (e não sobre a produção). A esquerda diz que tributar o consumo seria "regressivo", mas agora está defendendo um IVA que faz exatamente isso, e que isenta produtores.
  • Luiz Fernando Ramos  29/10/2018 20:49
    Como sempre, um ótimo artigo do Leandro. Parabéns!
  • Leandro  29/10/2018 20:57
    Obrigado pelas palavras e pelo reconhecimento, caro Luiz. Taí um pacote de estímulos que, ao contrário do que ocorre na economia, sempre traz efeitos positivos.

    Cordiais saudações.
  • Marcelo Marques Costa  29/10/2018 21:11
    É lógico que houve forte queda nos investimentos. A Lava Jato paralisou o país de propósito, atendendo a interesses estrangeiros. Paralisaram todad as empresas responsáveis por todas as grandes obras de infraestrutura. Só ver o Comperj, a Refinaria Abreu e Lima - faz décadas que o Brasil não construia uma refinaria - os estaleiros, ferrovia Norte-Sul. Tudo isso foi bombardeado intencionalmente. Aí não tem empresário que invista mesmo, ainda mais por causa de uma suposta "previsibilidade de impostos futuros".
  • Sérgio  29/10/2018 21:30
    Errado. Comperj e Abreu e Lima foram investimentos completamente errôneos (malinvestments), pois foram guiados por critérios políticos visando a criar um impulso econômico de curto prazo.

    Barbeiragem típica de políticos populistas, cujas consequências são muito bem descritas pela Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos.

    Trecho de um artigo sobre isso:

    "Peguemos o caso da Refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. R$ 58 bilhões já foram "investidos" ali. Até agora, nada.

    O prejuízo para a Petrobras e para quem investiu acreditando no projeto é evidente, mas os tais bilhões foram computados como investimento e, consequentemente, ajudaram a aditivar os números do PIB. Qual foi o benefício real para a economia?

    Já o drama da região onde seria o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) mostra de maneira ainda mais clara como investir mal pode ser desastroso: após R$ 66 bilhões terem sido "investidos" ali, verdadeiras cidades foram criadas ao redor na expectativa da materialização deste complexo petrolífero. Milhares de pessoas largaram seus empregos em outras cidades e se mudaram para os arredores do Comperj na expectativa de empregos e altos salários. Hoje, estas cidades estão tomadas por desempregados, cujas expectativas não se concretizaram."

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2755


    De resto, a Lava-Jato só veio com força em 2015, sendo que os investimentos começaram a cair ainda em 2013 (quando nem sequer existia nada nem remotamente semelhante à Lava-Jato).
  • William  29/10/2018 21:32
    Ainda que fosse verdade que a queda dos investimentos se deve à Lava-Jato (o que é um absurdo, mas tudo bem, vamos aceitar pelo bem do debate), nada impede que o governo libere geral a vinda de empreiteiras estrangeiras para fazer obras por aqui.

    E se ele zerar impostos para elas, bem como relaxar as insanas exigências ambientais e garantir plena liberdade para a remessa de lucros, o Brasil vira um canteiro de obras literalmente da noite para o dia.

    Só que o governo nunca vai fazer isso, simplesmente porque ele está ali exatamente para garantir a reserva de mercado das empreiteiras nacionais, protegendo-as contra qualquer concorrência externa e garantindo seus altos lucros via superfaturamento de obras (exatamente o estopim da Lava-Jato).

    É por isso, e apenas por isso, que só empreiteiras nacionais fazendo obras aqui. Nada de empreiteiras suíças, alemãs, japonesas etc. É só nacional.

    Ou seja, você critica a Lava-Jato mas defende exatamente o arranjo que deu origem a ela.
  • Marcelo Marques Costa  29/10/2018 23:34
    Que critério político? E de curto prazo? O Comperj é essencial para a exploração do Pré-Sal, que é um projeto que não tem nada de curto prazo.

    Interessante também dizer que não deve haver nenhuma interferência do Estado na economia, sendo que nenhum país desenvolvido adotou e nem adota essa política. É só ver o Buy American Act que autoriza compras do governo americano mesmo que o produto local custe 25% mais caro que o importado. A própria Statoil, que está aí comprando parte do pré-sal sempre foi estatal, e nunca se viu ninguém dizendo que é uma empresa ineficiente.
  • Professor  30/10/2018 02:10
    "O Comperj é essencial para a exploração do Pré-Sal"

    Quem definiu isso? Empreendedores e consumidores atuando em um mercado competitivo? Ou políticos no comando de estatais e distribuindo verbas para empreiteiras amigas?

    Se você acha que isso é a mesma coisa, então você ainda não entendeu absolutamente nada do mundo.

    "É só ver o Buy American Act que autoriza compras do governo americano mesmo que o produto local custe 25% mais caro que o importado."

    O Buy American Act é uma excrescência criada em 1932 para tentar tirar a economia da Grande Depressão (a qual durou até 1944), e que serviu só para gastar o sofrido dinheiro dos pagadores de impostos com produtos superfaturados produzidos por grandes empresários em conluio com o governo.

    Essa, aliás, é a essência da política corporativista (também conhecida como fascista): o governo toma o dinheiro dos pobres e o repassa para grandes empresários privilegiados com laços com o governo. Políticos e grandes empresários prosperam, e o povo empobrece. Aliás, essa mesma política foi adotada amplamente pelo governo Dilma. Nada mais elitista e anti-povo do que isso. E ainda não entendem por que estão tomando coça nas eleições.

    "A própria Statoil, que está aí comprando parte do pré-sal sempre foi estatal, e nunca se viu ninguém dizendo que é uma empresa ineficiente."

    Statoil? Ela simplesmente vende a gasolina mais cara do mundo!

    Atualmente, um litro de gasolina na Noruega está custando 16,77 coroas norueguesas.

    Ao câmbio de hoje (8,39 coroas por dólar), dá 2 dólares por litro.

    Já nos EUA, um litro de gasolina está custando US$ 0,83 por litro.

    A renda per capita dos noruegueses é 1,22 vez maior que a dos americanos.

    Mas sua gasolina custa 2,41 vezes mais. E o país é totalmente autossuficiente, ao contrário dos EUA.

    Seria interessante vender esse arranjo como pró-pobre. "Estatize a produção de petróleo e tenha a gasolina mais cara do mundo".

    Ou seja, a Noruega, que bóia em petróleo e que possui uma estatal monopolista para gerir o setor, paga 2,41 vezes que os americanos, que importam gasolina e que a consomem como se não houvesse amanhã. E cujo setor está fora das mãos do estado.

    É tudo uma questão de lógica: se o país flutua em petróleo, o preço do petróleo para seus cidadãos tem de ser, no mínimo, mais baixo do que os preços praticados em países que não bóiam em petróleo, que importam petróleo e que não recebem subsídios do governo. A Noruega não passa nesse teste.

    E aí? Vamos copiar a estatal norueguesa? Nossos pobres voltarão a andar de jegue.
  • 5 minutos de ira!!!  30/10/2018 13:01
    hihihi.... que surra....
  • andrew  30/10/2018 20:49
    Rapaz que contra argumentação. Parabéns, foi uma verdadeira aula.
  • privatizar pra quem?  29/10/2018 21:32
    Privatizar pra quem? Para empresários globalistas como os Rothschilds, Rockefeller, Soros, Bill Gates e outros?

    O setor elétrico, por exemplo. Vcs propõem vender a Eletrobrás para grupos criminosos como AES ou GE?
  • Auxilair  29/10/2018 21:35
    Para os próprios funcionários. Detalhado aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2457
  • Pobre Paulista  29/10/2018 22:19
    Faltaram os Iluminatis e Reptilianos.

    Se eles souberem investir bem e criarem bons produtos... qual seria o problema exatamente?
  • anônimo  29/10/2018 22:57
    Pobre Paulista, Reptilianos eu não acredito. Na verdade, eu creio que isso foi uma figura de linguagem usada pelo David Icke para dizer que estes caras são a serpente do mal...

    E não, os produtos deles não são bons, pelo contrário, são muito ruins.

    E sim, são eles que se beneficiam do corporativismo.

    E sim, tb são eles que financiam os grupos de esquerda....
  • Pobre Paulista  30/10/2018 01:10
    Estou confuso: Se eles vendem produtos ruins, como conseguem lucro para financiar a esquerda?
  • José Pereira  30/10/2018 00:25
    "Privatizar pra quem? Para empresários globalistas como os Rothschilds, Rockefeller, Soros, Bill Gates e outros?"

    Ué, só existem essas pessoas para negociar? Por que sempre vocês vem com essa ladainha? O mesmo de "Privatizar pra China Comunista". Como se não existisse mais ninguém interessado, ou como se fôssemos proibidos de vender pra alguém mais.
  • anônimo  30/10/2018 17:17
    José Pereira, pense: quem é que pode comprar uma Petrobrás, uma Eletrobrás e/ou um Banco do Brasil? Você? Eu? O Sr. Zé da Favela? Claro que não. Quem vai comprar as estatais são os ricos e poderosos de sempre.... Não sei o que é pior, manter a Petrobrás estatal e desta forma, manter toda a roubalheira que vimos na Lava-Jato ou vender a Petrobrás para um banqueiro ou empresário globalista....Acho que o menos pior é manter estatal mesmo...

    Pobre Paulista, já ouviu falar de marketing? Já ouviu falar de cultura de rebanho (aquele típico pensamento de que "aquilo que todo o mundo faz, eu tb vou fazer")? Addictive behavior (muitas vezes causado por hábitos diários que é difícil desapegar)? Aromatizantes (que são muito utilizados pela indústria de alimentos para manipular o sabor dos alimentos)? Ou seja, os globalistas usam muitos "truques" para enganar as pessoas, seja manipulando, viciando e/ou impondo uma certa "aceitação social" de seus produtos. É desta forma que eles mantem o lucro e conseguem vender seus produtos. Infelizmente são poucos os que escapam disso...
  • 5 minutos de ira!!!  31/10/2018 14:04
    vender para qualquer um que queria lucrar e fazer o negócio crescer e ser eficiente, que vá demitir maus funcionários, tomar decisões baseadas no retorno de capital, que vá ter que vencer a concorrência (por isso desestatizar e não simplesmente privatizar).

    Pode ter certeza: quem ganha é o consumidor, no caso, você e eu.
  • Daniel   29/10/2018 21:48
    Leandro, uma dúvida.

    Você disse que privatizações não resolvem o problema do fluxo, uma vez que ainda existirão gastos com funcionários públicos.

    Mas a privatização de estatais não faz com que haja menos funcionários públicos? Além disso, a privatização aumenta a arrecadação de impostos, como no clássico exemplo da Vale, que paga em impostos 20X mais do que o lucro líquido que tinha quando era estatal.

    Parabéns pelo artigo. Abraço.
  • Juliano  29/10/2018 22:14
    "Mas a privatização de estatais não faz com que haja menos funcionários públicos?"

    Os funcionários de estatais são celetistas. E, se a estatal não dá prejuízos seguidos e não recebe aportes do Tesouro, o salário deles não advém de impostos, mas sim das receitas da empresa.

    g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2013/10/concurso-regido-pela-clt-da-direito-estabilidade-saiba-mais.html

    www.conteudojuridico.com.br/artigo,o-regime-juridico-das-empresas-estatais,55246.html

    Funcionários públicos que vivem de dinheiro de impostos são aqueles que ocupam cargos na administração pública direta: funcionários das repartições públicas, secretarias e órgãos do governo em qualquer esfera (federal, estadual e municipal) e qualquer poder (executivo, legislativo e judiciário).

    "a privatização aumenta a arrecadação de impostos, como no clássico exemplo da Vale, que paga em impostos 20X mais do que o lucro líquido que tinha quando era estatal"

    Embora o raciocínio seja correto, não é muito válido comparar montantes absolutos por períodos de tempo tão longos. A quantidade de dinheiro (dólares e reais) na economia hoje é muito maior do que era em 1997. Logo, é natural que pague um montante maior de impostos hoje do que na época.

    Ademais, teoricamente, uma "estatal bem administrada" paga o mesmo volume de impostos (e de dividendos) do que a mesma empresa privada (sim, eu sei que no mundo real praticamente não existe isso de "estatal bem administrada", mas em termos técnicos é assim que funcionaria).
  • Gustavo  29/10/2018 22:42
    Ainda sobre esse tema, vejam se há algum erro nesta minha tese:

    Com as privatizações, o governo usa o dinheiro para fazer um volumoso abatimento da dívida. Com esta brutal redução do estoque da dívida, o governo gastaria menos dinheiro com o serviço da dívida, tendo superávit nominal. Assim, sobraria mais dinheiro para gastar com funcionalismo público e previdência.

    Neste caso, com mais dinheiro sobrando, o governo não precisaria nem de aumentar impostos e nem de se endividar para bancar o crescimento destes gastos.

    Tem algum erro? Agradeço a ajuda.
  • Leandro  29/10/2018 22:56
    Sim, pois continua sem resolver o problema do fluxo. Vou dar um exemplo:

    1) Suponha que o governo gasta $100 com o serviço da dívida.

    2) Aí há privatizações em massa e o governo usa esse dinheiro para abater o estoque da dívida.

    3) Ato contínuo, os gastos com o serviço da dívida caem de $100 para, digamos, $80 (queda respeitável de 20% no estoque, algo que nunca houve, vide gráfico 5).

    4) Consequentemente, agora há $20 sobrando.

    5) Esses $20 são usados para bancar a previdência e os gastos com funcionalismo, que seguem crescendo exponencialmente (vide gráfico 3).

    6) No primeiro momento, de fato, funciona. Havendo mais dinheiro disponível, é possível bancar o contínuo aumento destes gastos correntes sem mais impostos.

    7) Porém, chegará um momento em que estes gastos -- que continuam crescendo exponencialmente (gráfico 3) -- voltarão a ser maiores que o dinheiro que está sobrando (o qual não está aumentando).

    Não tem segredo: sem controle de gastos, não há como as finanças ficarem eternamente equilibradas.
  • Esmeralda Kiefer  29/10/2018 22:06
    Obrigada por este texto! Informação clara é super necessária. Seria tão bom se a população conseguisse entender esta realidade. Seria tão necessário que os políticos do novo Congresso prestassem atenção nisso e realmente ajudassem Jair Bolsonaro a reconstruir um Brasil melhor. Triste que isso é utopia. As "Vossas Excelências" acabam mergulhadas no seu próprio umbigo.
  • Jairdeladomelhorqptras  29/10/2018 22:18
    Senhores,
    Muitas dúvidas, justas, sobre o futuro governo Bolsonaro. Mas o momento é de comemorar. Tivemos desde a redemocratização só governos de esquerda (ou centro esquerda se preferirem). Se somarmos os militares estatizantes lá se vão mais de ( 2018 -1964= 54) 54 anos.
    Em todo este período nunca tivemos um presidente que tenha feito as declarações que Bosonaro fez: claramente a favor da propriedade privada, contra burocracia, a favor do armamento da população, a favor do empreendedor, menos Brasília e mais Brasil. Não tenho certeza se será um bom governo. Mas tenho certeza que será melhor que o PT.
    Abraços
  • Vinicius  01/11/2018 14:20
    Existiu algum governo com viés liberal e não estatizante alguma vez na história da nossa república? Não acho que isso possa ter existido alguma vez... pode somar mais alguns anos na sua conta...
  • Jairdeladomelhorqptras  06/11/2018 00:45
    Caro Vinicius,
    Estás coberto de razão. É que sou como o diabo: sou velho. E me lembro muito bem do governo Jango para cá. Para retroceder mais, teria que me valer dos livros de história. E quase todos os historiadores enfatizam que "história é construção". Por esta razão preferi não me valer deles.
    Mas com certeza a intervenção estatal pode retroagir ao período Imperial brasileiro. Claro, sem falar os séculos do período colonial, onde nem uma simples maquina de impressão podíamos ter, para podermos ler alguns livrinhos. E no período republicano, o governo fascista do Sr. Getulio Vargas (tão adorado pelas nossas esquerdas) foi também um período de agigantamento do Estado.
    É, vinicios, são vários aninhos mesmo que eu deveria ter somado.
  • bruno  29/10/2018 22:19
    Pessoal, o que acham da minha analise? Veja bem:

    Publiquei no meu facebook, veja se isso seria possível, se é muito otimismo:

    Temer com reformas MINIMAS tirou o país da recessão, isso é fato não é argumento.
    Bolsonaro pega o país em uma situação não tão delicada quanto o Temer pegou, mas basta 5 minutos de insensatez e estatismo para COMETER UM SUICÍDIO eleitoral e atolar o país em outra recessão, por isso deixe Paulo Guedes trabalhar que assim seguiremos em frente, os bons resultados demoram para aparecer, prosperidade real e duradoura demanda certos sacrifícios.
    2019:---------------------------------------------------------------------------------------------------------
    -Reforma da Previdência (Primeira coisa se fazer, sem isso não adianta fazer nada)
    -Reforma Trabalhista (COMO PREVISTA NO PLANO DE GOVERNO DELE)
    -Reforma do ESTADO (Diminuição dos gastos, reformulação do modelo de estado)
    -Inicio da privatização de 50 estatais até o final do ano, incluindo Correios e EletroBras
    -Redução da Maioridade Penal para 16 anos
    -Reforma no Código Penal acabando com Saidinha e Regressão de Pena
    -Reforma do Pacto Federativo (descentralização total)
    -Reforma Tributária (Junto redução do imposto de importação)
    -Reforma na legislação empresarial jurídica (Segurança Jurídica para investimentos privados)
    -Acordo de livre-comércio com o Chile, Russia, Estados Unidos e Israel
    -Legalização da Posse de Armas de fogo
    Se fecha o ano de 2019, Brasil cresce 2,5%. Dolar 3 reais, 10 milhões de desempregados
    2020:--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
    -Reforma Monetária, Banco Central Independente e livre, contração da base monetária para os próximos anos, redução dos depósitos compulsórios, fim da manipulação do juros permitindo a livre flutuação pelo mercado.
    -Reforma no Setor Bancário ( Extinção de todas as regulações e entraves para abertura e entrada de novos bancos e start-ups, quebra de imediato do cartel bancário)
    -Acordo de livre-comércio com o Canada, Reino Unido e bloco Europeu
    -Reforma no setor Regulatório, Redução Drástica das agências reguladoras, ANATEL, ANAC, ANVISA e afins passam a ser 1/3 do que eram.
    -Privatização de mais 50 estatais até o fim do ano, incluindo Petrobras e a ANAC.
    -Revisão do Código Civil para dar mais segurança jurídica e desafogar o judiciário.
    -Revisão do Código Penal tipificando MST e demais invasores de terras como formação de quadrilha, organização criminosa e TERRORISMO.
    -Legalização do PORTE de Armas
    -Revisão constitucional sob direito de propriedade, fim da função social da propriedade, direito de propriedade absoluto
    Se fecha o ano de 2020, Brasil cresce 4,5%, Dolar a 2 reais, 6 milhões de desempregados, Juros a 4% a.a.
    2021:---------------------------------------------------------------------------------------
    -Privatizar as 50 estatais restantes, incluindo Caixa e Banco do Brasil
    -Extinção das Alíquotas de importação
    -Alíquota única do imposto de renda reduzida de 20% para 10%
    -15 Ministérios reduzido para 10.
    -Privatização da Saúde, Educação e Saneamento
    -Anexar Bolsa Família a um programa de Voucher de complemento de renda, para Educação e Saúde privada.
    -Extinção do Minha casa Minha Vida, que causa bolha.
    -Extinção do FIES e demais programas de CRÉDITO
    -Ampliação e abertura do PROUNI
    -Legalização da Maconha
    -Legalização dos Jogos de Azar
    -Privatização de Faculdades Públicas
    Se fecha o ano de 2021, Brasil cresce 6,5%, Dolar a 1,5 Reais, 2 milhões de desempregados, Juros 2% a.a *Renda Média Sobe significativamente*
    2022:--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
    -Primeiro Superavit Primário
    -Reforma Política
    -Fim da Reeleição
    -Reforma da Justiça
    Se fecha o ano de 2022 mais cedo devido as eleições. Brasil cresce 8,0% Dolar a 1,0 Real(depende do Juros de Lá), 1 milhão de desempregados, Juros 2% a.a,
    Homicídios caem em 40%, renda média sobe 20% em relação a 2018, déficit público é reduzido em 60%.
    João Amoedo é eleito em 2022, Brasil se torno o país mais próspero da America Latina, o Brasil se torna o país mais fácil de se fazer negócios da America Latina.
  • Imperion  29/10/2018 23:19
    O dolar nao chega nunca.mais a.1 real. Ja foi explicado aqui que nossa inflação passou a dos. Eua pelo menos 3,4vezes. Sonente se por uma.desgraca do destino , nos proximos 4 anos , a inflacao dos eua explodisse e fossea uns 438 por cento em 4 anos pra reequilibrar o real pra.1 dolar. O que é improvável, pois o dolar tem inflação baixa a a 240 anos. Nunca ela explodiu e nao da motivos pra explodir. O dolar no brasil entao so voltaria a 1 real com inflacao negativa. Mas nossos governantes.semore.deixam no minimo um pouco de.inflacao
  • José Pereira  30/10/2018 00:41
    Muito bom, só algumas ressalvas:

    "Reforma no Setor Bancário ( Extinção de todas as regulações e entraves para abertura e entrada de novos bancos e start-ups, quebra de imediato do cartel bancário)"

    Eu acho que isso seria mais fácil se o Banco Central fosse totalmente EXTINTO (BNDES o mesmo destino). Muitos leitores e entusiastas do Mises não creem 100% nessa de BC "independente".

    "-Legalização da Maconha
    -Legalização dos Jogos de Azar "

    Com o Bolsonaro, pode esquecer. Talvez com o Amoedo em 2022, conforme tu mesmo escrevestes.

    "Redução Drástica das agências reguladoras, ANATEL, ANAC, ANVISA e afins passam a ser 1/3 do que eram."

    Por mim podiam acabar com TODAS, só servem para cabide de emprego e para atrapalhar o livre comércio e a entrada de novos concorrentes.
  • 5 minutos de ira!!!  30/10/2018 13:21
    Acredito que as Agencias Reguladoras poderiam ser reduzidas para Agências Promotoras que garantiriam um SELO de QUALIDADE para as empresas que trabalhassem conforme suas diretrizes.
    Paralelamente, uma campanha de consumo consciente seria feita para os brasileiros saberem que, caso comprem de empresas não qualificadas, podem ter algum prejuízo.
    Além desses selos governamentais, podem existir, assim como já existem, outros selos que concorreriam por credibilidade. Alguns deles poderiam ser mais específicos, como de não-transgênicos, orgânicos, madeira de reflorestamento, etc. Outros seriam mais gerais, como Iso 9000, ou boas práticas laboratoriais (fornecido pela ANVISA). Poderia ter um selo de qualidade ANTT que atesta a segurança e a qualidade dos transportes, além de um selo que atestaria que os caminhões de uma dada empresa não transportam carga acima do limite das estradas....
    Nada de poder de polícia, nem de regular, proibir e multar. Apenas Agências de comprovação de qualidade/método.
    Acredito que isso iria, sim, reduzí-las para cerca de 1/3 do tamanho ou menos e, por tabela, permitiria o CONSUMIDOR escolher se quer o produto nos conformes ou um outro qualquer............... o que acham!?
  • Tiago Silva  29/10/2018 22:34
    Leandro,por ainda não se ter aparecido um artigo em específico sobre o assunto,peço desculpa por fazer um comentário (off topic),eu gostaria muito de saber sua opinião sobre o rumo da economia mundial,mais concretamente a americana,tenho visto vários economistas austríacos muito pessimistas,o que vc pensa de tudo isso?

    Parabéns pelo seu artigo,impecável como sempre.
  • Leandro  29/10/2018 23:01
    Abordei este tema aqui mesmo neste seção de comentários. Veja ali em cima nas respostas ao primeiro comentário do leitor "Pobre Paulista". Concordo também com o que diz o leitor "Bolhowski ". Creio que sintetiza bem o momento.

    Obrigado pelas palavras. Grande abraço!
  • Sérgio  29/10/2018 22:49
    Votei no Bolsonaro mas não me iludo.

    Paulo Guedes é um bankster a serviço da Nova Ordem Mundial, cujo objetivo é transformar o Brasil em uma "Sociedade Aberta". Tal conceito, também compartilhado por George Soros, foi criado pelo filósofo Karl Popper e consiste em uma sociedade "pluralística" e "multicultural".

    Texto do Paulo Guedes publicado no Instituto Millenium em 2008, comemorando a destruição da família e a legalização do aborto pela socialista Bachelet no Chile, que de acordo com ele, tal país "avança célere nos trilhos da Grande Sociedade Aberta" com estas medidas:

    www.institutomillenium.org.br/artigos/chile-construindo-uma-sociedade-aberta/
  • L Fernando  30/10/2018 01:55
    Bolsonaro só deu a economia para ele se expressar
  • clg  30/10/2018 00:34
    Olá pessoal, Gostaria de saber, se não é melhor usarmos as reservas cambiais junto com as receitas oriundas das privatizações, para abater a dívida pública, afinal boa parte dos países estão diminuindo as posições em dólar, com o temor de que a moeda americana inicie uma derrocada sem precedentes.
    Faz sentido mantermos uma quantidade tão grande de reservas?
    Obrigado
  • Guilherme  30/10/2018 02:12
    Isso é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

    As reservas são propriedade do BC. O BC teria de vender os dólares em troca de reais, e então repassar esses reais para o Tesouro. Só que é proibido o Banco Central financiar diretamente o Tesouro. Isso foi completamente vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
  • Vinicius  01/11/2018 14:28
    Sem contar que se um dia o Brasil quiser adotar um regime de Currency Board essas reservas serão fundamentais
  • Skeptic  30/10/2018 01:06
    Não consigo ser muito otimista:

    Em reunião com Bolsonaro, empresários fazem críticas à abertura comercial

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/10/em-reuniao-com-bolsonaro-empresarios-fazem-criticas-a-abertura-comercial.shtml

    Leandro, uma conclusão sobre o governo Temer é que foi positivo ou foi frouxo demais nas reformas?
  • Helio  30/10/2018 02:20
    São falsos empresários. Não querem risco, mas certezas; não querem rivais, mas competidores controlados; não querem garantir um futuro, mas o resultado do semestre; não querem dar duro, mas uma molezinha; não querem valores, mas apenas a amoralidade de resultados; não querem o Brasil para todos, querem o seu.
  • Leandro  30/10/2018 02:33
    No atual sistema político, um presidente só consegue aprovar aquilo que o Congresso aceita. Se o Congresso não votar, um abraço. Sendo assim, ainda que você tivesse um presidente ultralibertário, ele não conseguiria fazer muita coisa: se deputados e senadores não concordarem, nada feito.

    (O único ponto positivo deste sistema é que ele também funciona para a via inversa: um presidente ultraesquerdista também não conseguiria muita coisa se o Congresso se opusesse a ele).

    Especificamente sobre Temer, olhando em retrospecto, seus feitos foram, no mínimo, notáveis -- especialmente quando se considera que ele nunca teve popularidade, que praticamente todas as reformas foram impopulares e que ele não teria nenhum ganho político com elas.

    A reforma da previdência ficou pendente, mas, como dito, não dependia dele, e sim do Congresso -- o que sempre envolve negociatas.

    Logo, dizer que ele foi "frouxo demais" seria um tanto injusto. Considerando o mundo real, ele fez até bastante.
  • Mídia Insana  30/10/2018 03:04
    Excelente artigo, Leandro.
  • Leandro  30/10/2018 15:06
    Obrigado, Mídia. Mas tente se tornar mais lúcida.

    Grande abraço!
  • Pécimo III  30/10/2018 04:41
    Simplesmente não consigo ser otimista com nenhum político brasileiro:
    - Gastos públicos não serão cortados;
    - Reforma da previdência será meia-boca;
    - Privatização será meia-boca;
    - Com Paulo Guedes ou não, LRF e Teto de gastos serão afrouxados;
    Para garantir um mini vôo de galinha, toca rodar a impressora... e pronto, eis a velha e boa inflação de volta - que precisará ser controlada em um segundo mandato.
    O resto será história, com o pêndulo eleitoral novamente oscilando pra esquerda...
  • Juros  30/10/2018 10:59
    Pois é. Democracia é isso mesmo.
  • Marcelo Boz  30/10/2018 13:51
    Isso!!!
    O Paulo Guedes é simpatizante da Escola Austríaca.
    Mas a questão política fala mais alto.
    Dificilmente teremos uma reforma previdenciária do jeito que deveria ser. Pois isso queimaria o capital político do governo e a esquerda derrotada sairia às ruas fazendo baderna em "defesa dos direitos dos trabalhadores".
    A economia precisa crescer para o governo ter aprovação popular. E para isso uma certa pitada de keyneisianismo considerada para esse fim.
  • Um liberal  30/10/2018 14:43
    "A economia precisa crescer para o governo ter aprovação popular. E para isso uma certa pitada de keyneisianismo considerada para esse fim. "

    Se Paulo Guedes acredita nisso então não é um liberal coisa nenhuma. Quem é liberal entende que só há um crescimento genuino, que é obtido por investimentos privados e esse só vem quando as instituições políticas permitem um ambiente de estabilidade econômica e respeito a propriedade privada
  • anônimo  31/10/2018 16:05
    "Um liberal" deveria mudar o nick para "Um ideólogo", porque não parece que sabe que vive em uma democracia de terceiro mundo.

    Veja o FHC que não aplicou políticas desenvolvimentistas se conseguiu a 3ª eleição do PSDB mesmo depois de ter modernizado a economia brasileira.
  • Pérsio  30/10/2018 09:04
    Prezados,
    Estou curioso para saber COMO SERÁ o trabalho da equipe de transição. Bolsonaro e Temer estão escolhendo os nomes e devem começar já, no dia 05 de novembro. Talvez até seja feita alguma votação importante neste final de mandato. De qualquer forma, vamos torcer para que os primeiros meses do governo Bolsonaro resultem numa redução do numero de ministérios e na tão necessária (e adiada) Reforma da Previdência.
    Tirar o PT do poder foi importante demais, agora vamos ver no que vai dar!
  • Felipe Lange  30/10/2018 11:15
    Leandro, o que você acha de cobrar mensalidades de instituições estatais de ensino superior, seguindo critérios de faixa de renda? É assim nos EUA? Em efeitos práticos, a qualidade muda? A redução de despesas do governo? Seria como se fosse os Correios?

    Por que a reforma do ensino médio foi algo benéfico? No meu ponto de vista, dando uma rápida leitura, parece que Sociologia e Filosofia não serão mais obrigatórios, né? Se sim, uma ótima oportunidade para escapar da perversão intelectual feita pelos professores, mesmo que eles possam fazer em outras disciplinas.

    No mais, excelente texto. Bolsonaro precisa lê-lo.
  • Leandro  30/10/2018 15:07
    "o que você acha de cobrar mensalidades de instituições estatais de ensino superior, seguindo critérios de faixa de renda?"

    Além de não fazer sentido, é injusta. Trata-se apenas de uma política tributária progressista.

    Essas pessoas já bancam as universidades públicas por meio de seus impostos. Obrigá-las a pagar de novo por algo pelo qual já pagam compulsoriamente via impostos ao mesmo tempo em que isentam outras pessoas do mesmo é algo discriminatório. E conflituoso. Na prática, funciona exatamente como o sistema de cotas.

    Ou a universidade pública continua sendo "gratuita" para todos ou ela passa a ser paga por todos os usuários. Neste último caso, obviamente, tem de haver uma redução da carga tributária.

    "É assim nos EUA?"

    Nos EUA, os governos estaduais fazem repasses para algumas universidades, mas as mensalidades são igualmente pagas por todos (alguns conseguem bolsas de instituições privadas).

    "Em efeitos práticos, a qualidade muda?"

    Não vejo por que mudaria. As intituições continuariam estatais e seus funcionários continuariam tendo estabilidade e salário garantido.

    "A redução de despesas do governo?"

    Não. O governo simplesmente pegaria esse dinheiro e o gastaria em outro lugar.

    "Seria como se fosse os Correios?"

    Acho que é uma boa comparação.

    "Por que a reforma do ensino médio foi algo benéfico?"

    Aumentou a liberdade de escolha.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço.

  • Um liberal  30/10/2018 15:28
    Mas ao menos com a cobrança para determinadas faixas de renda não diminuiria o fardo do governo com as universidades públicas, e assim dando margem para cortes de gastos e impostos?
  • Lucas  30/10/2018 16:38
    "o que você acha de cobrar mensalidades de instituições estatais de ensino superior, seguindo critérios de faixa de renda?"

    Nesse caso acho que não mudaria muito.

    O ideal,penso eu,seria privatizar todas elas e cada instituição ser responsável pelo critério de bolsas de estudo, sem interferência estatal nisso.
  • Andre  30/10/2018 12:32
    Bom dia, parabéns pelo excelente artigo Leandro e equipe IMB e obrigado por serem a luz de sabedoria nas trevas brasileiras.

    Tenho uma dúvida, lendo a reportagem abaixo, como fariam para que as reservas internacionais reduzir a dívida bruta interna? Quais as consequências de curto prazo nos mercados nacionais e mais, em eventual recessão nos EUA em médio prazo reservas menores poderiam deixar o Brasil ainda mais vulnerável?

    www.valor.com.br/politica/5958017/guedes-propoe-reduzir-reservas-internacionais
  • Leandro  30/10/2018 15:08
    O Banco Central venderia os dólares de suas reservas em troca de reais e utilizaria esses reais para comprar títulos públicos em posse do mercado.

    Na prática, a medida retira títulos em posse do mercado (bancos, fundos de investimento e pessoas físicas) e coloca esses títulos sob a guarda do Banco Central.

    Só que, em termos puramente técnicos, isso não reduz a dívida bruta total, pois os títulos públicos que agora estariam com o Banco Central continuam sendo um passivo para o Tesouro, que continua pagando normalmente juros sobre eles. A dívida total só é reduzida quando o título é recomprado pelo Tesouro (e não pelo Banco Central).

    Logo, a menos que o Tesouro deixe de pagar o serviço da dívida para os títulos em posse do Banco Central (algo que eu confesso não saber se é legalmente possível), tal medida (vender reservas internacionais) não reduz a dívida bruta.

    Uma alternativa seria o BC vender dólares por reais e repassar os reais ao Tesouro, que aí iria utilizar esses reais para comprar títulos em posse do mercado. Isso, de fato, iria abater a dívida, mas tal operação, até onde sei, é proibida pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que não permite que o BC financie diretamente o Tesouro.

    Obrigado pelas palavras e abraços!
  • Lhpolido  30/10/2018 13:15
    Excelente artigo. Gráficos excelentes!
    Abs
    Luis
  • WDA  30/10/2018 13:33
    Parabéns ao Leandro por mais este brilhante artigo.

    Esperamos que Bolsonaro tenha a vergonha na cara de cumprir o que prometeu. Pelo menos que ele deixe o Paulo Guedes trabalhar.

    P.S.: além dos livros você não enviou pra ele uma carta com a sugestão de fazer um Currency Board? Deveria. Por que você não envia isso para ele e para o Paulo Guedes?
  • Leandro  30/10/2018 15:07
    O pessoal de Chicago não é muito fã de Currency Board, não. Ao contrário: eles gostam de câmbio totalmente flutuante.

    Dado que o Onyx andou falando que quer meta de câmbio para o BC, vai ser interessante acompanhar a relação do Guedes com ele.

    Obrigado pelas palavras e forte abraço!
  • Marcelo Boz  30/10/2018 13:45
    Uma das medidas mais cruciais será fechar o BNDES. Esse Moloque a quem sacrificamos muito dinheiro no decorrer de décadas.
  • Eserançoso  30/10/2018 14:46
    Se o governo Bolsonaro fechar o BNDES juro que viro militante fanático do PSL.
  • Trap  30/10/2018 14:59
    E acha que mesmo querendo ele vai conseguir? Quem tinha que ter fechado era o Temer.
  • Felipe  30/10/2018 14:23
    Excelente artigo como sempre Leandro. Você tem planos de publicar algum livro de sua autoria ? Poderia passar uma bibliografia de economia/escola austríaca que você considere essencial ? Muito obrigado e sucesso em sua jornada. Abraços.
  • Rafael Lustosa  30/10/2018 18:14
    Pois é! Também gosto muito dos artigos do Leandro. Poderia passar uma lista dos principais livros que ele utiliza para as suas análises.
  • ed  30/10/2018 19:24
    Eu já falei aqui. O Leandro Roque PRECISA lançar um livro. Ele escreve muitíssimo bem. Sugiro um para leigos explicando o básico de economia, como o sistema bancário funciona, a função do banco central, taxa selic, mitos sobre economia, etc... com um título bem chamativo do tipo "Pare de falar besteiras sobre economia".
  • Felipe  01/11/2018 18:10
    Sem dúvida, precisamos de livros escritos pelo Leandro. O Hélio tem que aproveitar e lançar pela LVM.
  • brunoalex4  30/10/2018 16:31
    Parabéns pelo artigo, Leandro. Preciso e certeiro como sempre. Espero que Bolsonaro e equipe leiam e ponham em prática.
  • Caixeiro Viajante  30/10/2018 16:36
    Esse artigo vai ser igual aquele do Macri... aí lá na frente, em 2019/2020, o IMB criará um novo artigo metendo o pau no Bolsonaro pq ele não fez as reformas necessárias (risos)


    O Brasil tem entraves "constitucionais"... se não mudar a Constituição, vai continuar com déficit. Ou gasta ou descumpre a lei e os direitos adquiridos(inclusive de militares).

    E reza a lenda que o estado precisaria de MAIS servidores públicos pra dar conta da demanda do Estado. Então se os gastos com servidores já são altos e temos "déficit" de servidores em várias áreas. De que forma isso será solucionado ? Terceirização irrestrita ?

    O Enganês(zóio torto) que ganhou pra governador do DF já prometeu aumento pra todo mundo...o sindicado da polícia ta rindo a toa.

    Hummm.... veremos as cenas dos próximos capítulos.
  • Leitor Antigo  30/10/2018 17:03
    O primeiro artigo publicado sobre o Macri foi esse aqui, após um mês de governo.

    mises.org.br/Article.aspx?id=2290

    O que falava o artigo? Simples: que se Macri continuasse sem atacar a inflação e as contas públicas, iria rodar. Dito e feito. Aconteceu exatamente como o IMB previu.

    Aliás, lembro-me que, à época, com o Brasil ainda sob o PT, várias pessoas ficaram extasiadas com a eleição do "direitista" Macri e reclamaram do artigo, dizendo que o IMB deveria apoiar o Macri, e não fazer críticas.

    Logo, não entendi muito bem sua colocação.
  • Rodolfo Andrello  30/10/2018 17:23
    Li no valor econômico: Seria possível vender US$ 100 bilhões de reservas, afirma Guedes 

    Segundo a matéria, Guedes pretende fazer uso desses dólares na diminuição do serviço da dívida.
    Agora me pergunto: havendo uma quantidade menor de dólares, em que isso poderia afetar a liquidez das transações? Haveria algum motivo pra investidores externos temerem algum cenário em que seus investimentos poderiam sofrer com a dificuldade do trade e eventual realização de lucros?
  • Vladimir  30/10/2018 18:20
    Ele falou que só venderia se o dólar chegasse a R$ 5. Ou seja, uma eventual venda de reservas aconteceria apenas em momento de especulação, com a cotação batendo na casa dos R$ 5.

    Se isso acontecer, o governo venderia US$ 100 bilhões das reservas internacionais e usaria os reais obtidos para abater dívida pública. No momento atual, com dólar mirando a linha de R$ 3,60, tal estratégia está descartada.

    De resto, como o Leandro já falou aqui mesmo nesta seção de comentários (vide acima na resposta ao leitor André), a ideia de utilizar reservas internacionais para abater dívida não é lá exatamente muito "legal", no sentido jurídico.
  • Rodolfo Andrello  31/10/2018 00:38
    Ocorreu de recentemente eu ter lido neste site uma matéria sobre o plano real que continha o seguinte destaque sobre a formação das reservas em dólar:
    "5) Aumentar acentuadamente as reservas internacionais — isto é, o governo deveria comprar dólares continuamente, acumulando-os até o momento da introdução da nova moeda. Quanto mais dólares o governo tivesse em suas reservas, maior seria a confiança dos investidores internacionais na seriedade e na robustez do plano, e menores seriam as chances de um ataque especulativo e de uma fuga de capitais".
    mises.org.br/Article.aspx?id=1294
    Isso foi no inicio dos anos 90, mas de fato eu não saberia apontar para o contexto atual e especular qual o impacto do plano a ser adotado pelo governo Bolsonaro. Persiste a questão do modus operandi que o Paulo Guedes lançaria mão pra concretizar a referida venda na reserva, e embora considere a LRF como um entrave, também não é um fator de todo insolúvel. A LRF nem goza de status de norma constitucional e poderia ser alterada ainda que ao custo de muita gritaria.
    Então minha dúvida ainda permanece: haveria com essa diminuição da reserva algum impacto nos negócios e investimentos do capital externo?
  • Marcelo H.  30/10/2018 17:50
    "Quem deu dignidade a essas mulheres? A Igreja Católica através da devoção à Virgem Maria e posteriormente com o sacramento do Matrimônio. Tudo isso foi se perdendo com o tempo, estamos retornando ao paganismo romano."

    Discordo. A dignidade das mulheres vem dos próprios fundamentos da fé cristã (da Bíblia). O próprio Senhor Jesus valorizava as mulheres, no que contrastava com todo o ambiente cultural onde se encontrava. E isso muito antes de a ICAR surgir.

    "A moral mercadológica não somente corrompeu toda essa noção de fidelidade, mas também criou uma sociedade de pessoas instáveis, que têm de tudo, menos força para aguentar uma vida."
    Isso mostra que o pensamento liberal por si só não é a solução para todos os males. A prosperidade de um país não se resume à questão material. É onde entra o pensamento cristão conservador.
  • Luis  30/10/2018 17:56
    Caberia um artigo sobre a reforma da previdência do Chile e outros países q já passaram para o sistema de capitalização
  • Marcelo H.  30/10/2018 17:56
    "Até porque para manter vivo a ideologia cristã, tem que se reformulando, se não o evolucionismo a destrói."

    Isso faz sentido se o cristianismo é visto pura e simplesmente como uma construção social humana. Mas não é o que o próprio cristianismo (no seu texto de base, a Bíblia) ensina. Existe uma só fé cristã, baseada na Bíblia, a revelação de Deus aos homens. Sendo Deus atemporal, seu ensino é igualmente atemporal. O próprio Jesus Cristo assegura que a Igreja, como o corpo de eleitos, fieis nele, não será destruída pelas forças do mundo que militam contra Deus. O evolucionismo não é uma força metafísica em guerra contra Deus (como se existisse uma luta primordial entre os deuses do bem e do mal), pois há um só Deus soberano e onipotente que está conduzindo linearmente a história para um fim conforme Seu decreto eterno.

    Recado para você, liberal:
    "É melhor ter pouco com o temor do Senhor do que grande riqueza com inquietação" (Pv 15.16).
  • Paulo Crippa  30/10/2018 18:16
    Bela explanação Leandro..
    A sobreposição dos gráficos indicam a contemporaneidade das inflexões das curvas com os acontecimentos recentes do país (eleição do Lula, mensalão, reeleição do Lula petrolão, eleição e reeleição da Dilma e impeachment).

    Que o Governo Bolsonaro implique em mais uma inflexão, mas que dessa vez nos favoreça!
  • Felipe R  31/10/2018 01:17
    Na boa... Bastava terem dado a ele o livro do Henry Hazlitt "Economia em uma unica lição"
  • Luis Alfredo Sencovici  31/10/2018 11:18
    Sabe, como seria bom se um Uol e Folhas da vida tivessem jornalistas que não fossem ativistas socialistas e explicassem a situação como o Leandro demonstra. Como tudo poderia ser diferente...
    Mas isso é impossível, pois estes querem apenas que o país incendeie para seus propósitos ideológicos.
    No mais, se o Temer não tivesse aquele encontro fatídico na calada da noite com os JBS da vida teria tido até uma chance de ter sido eleito presidente, pois teria coisas boas a mostrar. Mas, era também um rabo preso. Azar o nosso...
  • anônimo  31/10/2018 12:49
    Temer nunca seria eleito, não tem simpatia da massa. Suas reformas se quer são bem vistas pelo povão.
  • Carteiro  31/10/2018 11:38
    Seria interessante enviar ao sr. Guedes os artigos vencedores sobre a privatização dos Correios. A situação está crítica.
  • L Fernando  31/10/2018 12:43
    O economista Paulo Guedes, provável titular do superministério da Economia, disse nesta terça-feira que o Ministério da Indústria e Comércio se transformou em "trincheira da primeira guerra mundial" na defesa de protecionismos. Segundo ele, o governo de Jair Bolsonaro vai "salvar a indústria brasileira apesar dos industriais brasileiros".

    "O Brasil está em um processo de desindustrialização acelerada há mais de 30 anos. Eles (MIDC) estão lá com arame farpado, lama buraco, defendendo protecionismo, subsídio, coisas que prejudicam a indústria, ao invés de lutar por redução de impostos, simplificação e uma integração competitiva à indústria internacional", afirmou.

    Segundo Guedes, a proposta do superministério não é fazer uma abertura abrupta da economia, que "mataria a indústria". Ele propõe retomar o crescimento da indústria garantindo juros baixos, eliminando a complexidade burocrática e reduzindo impostos.

    www.correiodopovo.com.br/Noticias/Economia/2018/10/665084/Vamos-salvar-a-industria-apesar-dos-industriais-brasileiros,-afirma-Guedes
  • Felipe Lange  01/11/2018 20:27
    Só para ver a porcaria que é a indústria brasileira, os britânicos preferem comprar o Ka indiano do que o brasileiro (Ecosport também, mas desde o ano passado o carro é romeno) e os americanos também preferem o Ecosport indiano. media.ford.com/content/fordmedia/feu/en/news/2016/03/22/ford-to-build-ecosport-small-suv-at-its-craiova-assembly-plant-i.html
  • Jackson  31/10/2018 15:50
    simplesmente os melhores textos sobre economia, são do Leandro. todos com otimos graficos, varios links de referencia, completo e obrigatório. eu faço questão de divulgar a todos que posso. Parabens, Leandro!
  • Rafael Silva  31/10/2018 16:26
    Conheci este site recentemente, como é reconfortante ver que alguém ainda produz conteúdo de qualidade(literalmente desenhado) e propaga a sensatez.Vamos esperar que o Bolsonaro não seja só papo e de fato deixe o Guedes trabalhar.
  • Matheus da Cunha Cambui  02/11/2018 03:49
    Desses nós apresentados, o primeiro, vai ser o mais difícil vide que os outros são medidas mais técnicas que não estão no conhecimento popular e pode tramitar sem mais resistência já que não ajuda em nada no populismo esquerdista
  • Moro  02/11/2018 12:58
    Acho que uma solução temporária pro problema da previdência é pagar apenas o teto pras super aposentadorias. Só que nenhum dos dois vai passar.
  • Bruno Costa Silveira  02/11/2018 15:19
    Creio que muitos aqui não saibam, mas o filho do Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, é pós graduado ou esta finalizando a pós em ESCOLA AUSTRIACA na UNITALO.
  • Liberal Inteligente e Educado.  04/11/2018 18:57
    Ninguém elegeu o Bolsonaro por causa das reformas econômicas que precisam ser implantadas. O eleitor médio votou nele porque acredita que a família brasileira deve ser defendida e que bandido bom é bandido morto.
    Para conseguir dar esse choque de capitalismo que o país precisa será preciso "distrair" essa gente. Nomear o Moro para a Justiça é uma dessas medidas de "distração" que na prática não significa nada. Porém isso não será suficiente. Enquanto as propostas de abolição da previdência (porque reformar não adianta) e de privatização de tudo tramitarem no congresso, coisas como redução da maioridade penal, garantia de décimo terceiro para padres e pastores, além da legalização de tiros na cabeça de criminosos armados com fuzil (porque só com fuzil?) terão quer tramitar paralelamente. Na minha opinião, um preço pequeno a ser pago. Tomara que eles tenham essa sagacidade.
  • Democrata  05/11/2018 11:40
    E é importante que não opte pelo gradualismo. Se optar pelo gradualismo, o governo será um fiasco e nunca mais terá uma nova chance. Vide Macri.

    O Brasil possui 418 estatais, se nas próximas eleições não tiver menos de 100, Paulo Guedes fracassou. Simples.
    A Previdência será uma verdadeira incógnita, quem tinha que ter feito alguma coisa era o Temer, que já estava em suicídio político antes de assumir.
  • Andre  05/11/2018 13:31
    Descreveu com precisão o eleitor do Bolsonaro, só uma versão conservadora do almoço grátis. Assim que este governo iniciar as duras reformas econômicas tão necessárias o capital político deste presidente vira pó, a mídia, a esquerda e os eleitores que não votaram no candidato vencedor estarão lá para esfregar na cara dos votantes do eleito os "cortes nos direitos do trabalhador". Em 2022 preparem-se, segundo turno para presidente será entre um candidato do PT e Ciro Gomes.
  • anônimo  05/11/2018 15:54
    Se bolsonaro arrumar a economia, mantendo a inflação baixa, o desemprego e o dólar caindo, ele se reelege fácil.

    O trabalho pesado já foi feito pelo Temer, o ideal seria a reforma da previdência e o corte de gastos ainda no primeiro ano. Depois disso é só não cagar, faz alguma coisa para o marketing político, como o 13° para o bolsa familia e diminuir a maioridade penal, e a vitória dele será no 1° turno
  • Andre  05/11/2018 17:45
    Caro anônimo e qualquer incauto que pensa que o Brasil tem chance de dar certo, abusou de inocência, o Brasil vai quebrar mesmo com a melhor das reformas da previdência, o corte de gastos para já é o seguinte: ((juro real x dívida pública)+ déficit primário) = ((4% x 80%do PIB)+2,2%) = 5,4% do PIB apenas para a dívida pública não subir, uns 350 bilhões de reais, o último ajuste fiscal deste tamanho que o BR fez foi o Plano Real e na forma de aumento da carga tributária. Isso as contas federais, os estados já estão abrindo o bico e quando suas caixas pretas forem abertas pode adicionar mais uns 50 a 70bi em resgates financeiros.


    Desemprego, como mostra a reportagem, início de 2017 estávamos com 14,1 milhões de desempregados, agora temos uns 12 milhões, com geração de emprego em 2017 de ZERO empregos e em 2018 o saldo está uns 300 mil, os desempregados estão desistindo de procurar emprego e numa eventual melhora na economia o desemprego vai é subir, movimento normal, o pico de desemprego no BR foi 2004, num ano de robustos 6% de crescimento do PIB

    g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/desemprego-fica-em-131-em-marco-e-atinge-137-milhoes-de-pessoas.ghtml

    Isso em 2019, com um orçamento que pouco ou nada pode ser mexido.

    Para 2020 tem essa:

    www.valor.com.br/brasil/5967403/economista-ve-risco-de-crise-global-e-sugere-ao-brasil-acelerar-reformas.

    Todos os países decentes já estão se preparando para o próximo cataclismo econômico mundial e os brasileiros se comportando como cigarras e cantando que tudo ficará bem.

    Mas se mesmo assim o BR sobreviver tem essa para garantir sua morte prematura:

    www.valor.com.br/brasil/5688415/bonus-demografico-termina-com-menor-alta-da-populacao-ativa

    www.ibge.gov.br/apps/populacao/projecao/

    Coloque projeção para população em 2040 e contemple quase 32% da população idosa. BR será um país pobre e velho, o pior pesadelo possível.

    Se quer seguir acreditando no Brasil boa sorte, vai precisar.

  • anônimo  05/11/2018 18:44
    Uma coisa que eu aprendir, qualquer um que se meta a projetar o futuro da economia é um falastrão. Um dos poucos liberais que previu a crise de 2008 também previu uma hiperinflação nos EUA.

    Enfim, sei da dificuldade em controlar o déficit e considero o risco dele falhar, mas não é impossível. Ele não precisa estancar o déficit nominal a curto prazo. Se o brasil voltar a crescer,controlando os gastos e com a queda natural do juros, o déficit a longo prazo some.
  • Andre  06/11/2018 12:07
    O novo governo nem começou e já está dando sinais de que não entendeu nada:

    www.valor.com.br/politica/5969673/bolsonaro-sugere-reforma-gradual-da-previdencia

    E não é nenhum exercício de futurologia projetar o futuro econômico de um país sem competitividade, com uma população dada a populismos e com um governo incapaz de controlar gastos que já superam em muito suas receitas irá quebrar, como já fez tantas outras vezes, mas desta vez a demografia não irá nos salvar.

  • carlos joao mohn  04/11/2018 20:54
    Excelente artigo.O enfrentamento dos juros e a questão previdenciária realmente são prioritários.Como também uma reforma monetária emergencial trazendo a economia real mais próxima da de papel especulativo.E isto demanda uma redução drástica do tamanho do estado.A questão é se teremos condições políticas para tal.
  • Emerson Luis  09/11/2018 22:13

    E ainda tem o aspecto cultural.

    É apenas o começo de um longo trabalho de desesquerdalização!

    Pelo menos em 2019 o ENEM não terá lacração.

    * * *


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