Imagine
uma pequena cidade. Pode ser um vilarejo.
Há
uma crença dominante neste local: você tem de ir à igreja todo o domingo caso
queira ter uma vida próspera.
E
como essa crença é generalizada, aquelas pessoas que querem ser prósperas vão à
igreja em grandes números. Já aquelas que não ligam muito para serem prósperas
vão em menor número.
Dado
que aquelas que ligam mais para a prosperidade vão mais à igreja do que aquelas
que ligam menos, há o seguinte fenômeno: as estatísticas sobre o nível de
prosperidade das pessoas deste local mostram que aquelas que vão regularmente à
igreja são, em média, mais prósperas do que aquelas que não vão.
Tal
fato daria ainda mais força à ideia de que prosperidade requer igreja. Ir à
igreja seria considerada uma atividade imprescindível, jamais podendo ser
questionada. Mesmo os céticos diriam coisas como “Não é a única ou a principal
causa da prosperidade, mas em todo caso é melhor você ir à igreja apenas para
se garantir e reduzir as chances de não ser bem-sucedido”.
Este
é o mundo em que vivemos hoje.
A igreja universitária
A
crença religiosa que nos domina hoje é a crença de que pessoas ambiciosas que
querem ser profissionalmente bem-sucedidas devem frequentar uma universidade.
Caso contrário, serão perdedoras na vida. Na melhor das hipóteses, não serão
capazes de realizar seu potencial.
Mas
ninguém sabe o que realmente ocorre na universidade ou por que ela supostamente
irá lhe tornar mais bem-sucedido. Na verdade, tudo funciona como um ciclo
retro-alimentador: dado que é generalizada a crença de que um curso superior é
crucial para pessoas ambiciosas, pessoas ambiciosas vão mais às universidades
do que pessoas menos ambiciosas.
Consequentemente,
quando as estatísticas de emprego e salário são analisadas, elas mostram que
aquelas pessoas com curso superior se saem melhor, em média, do que aquelas sem
curso superior. Óbvio. Afinal, por causa da crença, pessoas mais ambiciosas vão
mais às universidades do que as menos ambiciosas.
Você
pode contestar e dizer que o mercado não permitiria que tamanha ineficiência
prosperasse. Mas o fato é que conhecemos vilarejos como o descrito acima. As
crenças das pessoas moldam suas ações, e suas crenças nem sempre são aquelas
que levam à prosperidade material. As pessoas, com enorme frequência, pioram
sua situação material em decorrência de algumas de suas crenças — em alguns
casos, até mesmo malucas superstições.
O
benefício psicológico de se juntar à manada, de fazer parte da crença
dominante, de usufruir todo o prestígio que isso gera, e de não se arriscar a
ser visto como um agnóstico incentiva todos os tipos de atitudes e decisões que
são deletérias aos reais objetivos e aspirações de um indivíduo.
Frequentar
uma universidade é o ato religioso mais predominante da atualidade.
Por que as pessoas vão?
A
maioria das pessoas ambiciosas vai a uma universidade. E o motivo por que fazem
isso nada tem a ver com alguma ligação causal entre curso superior e a conquista
de seus objetivos individuais (na maioria das vezes, elas nem sequer têm um
objetivo, de modo que seria impossível a universidade ajudar a alcançá-lo).
O
motivo por que a maioria das pessoas ambiciosas vai a uma universidade é este:
elas acreditam que, se não forem, “deus” não irá amá-las.
E
“deus”, no caso, representa qualquer aspecto da narrativa cultural dominante
que mais cause impacto. Prestígio. Amor dos pais. Aprovação da família. Ser
normal.
Se
tudo fosse uma questão de carreira profissional, não seriam necessários mais do
que alguns minutos de sólida reflexão para constatar que um diploma é algo inócuo,
pois empregadores específicos querem apenas que seus funcionários sejam capazes
de criar valor
específico, algo a ser efetuado de maneiras específicas. Um diploma
universitário não garante nada disso. A busca por um diploma, além de ser um
dos esforços mais fracos, é o mais baixo denominador comum para se alcançar objetivos.
Pior ainda: é fácil de ser superado.
A
universidade é uma meta que persiste entre os ambiciosos — daí as estatísticas
— por causa de uma crença “religiosa” em sua necessidade. Mas ela simplesmente não é necessária.
Ok,
sim, se você já souber, desde cedo, exatamente
o que você quer ser profissionalmente, então ir a uma universidade específica
pode lhe ajudar a alcançar seu objetivo mais diretamente. Porém, a maioria dos
estudantes não sabe o que quer para suas carreiras. Isso é perfeitamente normal
e até mesmo positivo na maioria dos casos. Sendo jovem, é quase impossível
saber ao certo o que se quer sem antes gastar vários anos trabalhando e fazendo
tentativas (e, talvez, nem assim).
Mas
isso não significa que entrar em um caixote e ficar ali por cinco anos
decorando apostilas, recebendo ordens e as executando mecanicamente com o
objetivo de conseguir notas suficientes para não ser reprovado irá ajudar a responder
seus questionamentos e dúvidas. Tampouco irá direcionar você mais claramente
para seus objetivos específicos.
O
caminho é outro:
quanto mais cedo você aprender a lidar e a resolver problemas específicos de
pessoas específicas, mais rápido você irá aprender a criar valor. Mais rapidamente
você irá se estabelecer e fazer-se demandado, pois estará, por meio de seus serviços,
criando valor específico de maneiras específicas. Consequentemente, mais cedo você
será capaz de transformar essa sua habilidade específica em um conhecimento mais
amplo daquilo que você quer. Você terá mais facilidade para transferir esse
conhecimento prático para outras atividades e assim estreitar sua busca por uma
carreira.
Esta
é a maneira de realmente iniciar sua carreira profissional: descubra aquilo em
que você é bom — o que inevitavelmente envolve resolver problemas e satisfazer
demandas específicas –, concentre-se naquilo e crie valor em cima disso.
Você não precisa da autorização e nem da aprovação de professores que vivem em
um mundo próprio desconectado da realidade (mais sobre isso abaixo). Passar cinco
anos em uma sala de aula repleta de outras cabeças confusas repetindo mecanicamente
exercícios não irá ajudar em sua busca.
E por que, então, ainda é tentador
ir a uma universidade?
Sejamos
diretos: a universidade é uma completa perda de tempo e de dinheiro para
pessoas ambiciosas.
Em
seu íntimo, a maioria das pessoas que hoje frequenta uma universidade sabe
disso. Mas elas estão em uma universidade porque têm medo de ser vistas como diferentes
e de fazer algo específico. Elas temem se tornar, prematuramente, um indivíduo autônomo,
sólido e concreto, pois isso exige responsabilidade e muito esforço.
A
universidade é uma maneira socialmente aceitável de postergar a entrada no
mundo adulto. É uma maneira de prolongar a adolescência e de postergar sua transformação
em uma pessoa diferenciada ao mesmo tempo em que os pais continuam lhe bancando
sem fazer qualquer julgamento moral.
Por
isso a universidade continua atraente.
Mas
tudo isso tem um custo. Cada minuto que você vive às expensas de terceiros,
cada minuto que você posterga sua transformação em um indivíduo específico, e
cada minuto que você gasta neste mar turvo de “opções” imaginárias, você está reduzindo
o potencial daquilo em que você pode se transformar.
Quanto
mais tempo você vive no limbo, menor será o seu teto quando sair desse mundo da
fantasia e ascender ao mundo das idéias concretas.
Mas
as notícias são boas
Não,
essa não foi uma exposição desoladora, com o intuito de entristecer e deprimir.
Ao contrário: o intuito foi
libertar.
Utilizando
agora uma analogia religiosa diferente, é como as 95 teses de Lutero. É a revelação
de que mentiram para você. Você não precisa comprar indulgências para ter uma
chance no céu. Você tem iniciativa própria e é capaz de determinar seu próprio destino
sem ter de apelar a uma instituição burocrática e intumescida em busca de um
selo de aprovação.
Todo
o sistema acadêmico (e também escolar), de cima para baixo, foi
desenhado por e para professores. Os
métodos de ensino e as coisas ensinadas são majoritariamente válidos apenas para aquele ambiente. A maneira mais eficaz de aprendizado ocorre quando se tem a
prática, quando se tem “a mão na massa”, quando se está próximo das coisas reais e
quando se está em uma estrutura de incentivos que recompense a criação de valor. Nada disso está presente no ambiente acadêmico. Tanto
a escola quanto a
universidade significam que você está gastando todo o seu tempo ao lado apenas
de educadores (e nenhum minuto ao lado de alguma outra profissão do mundo real).
Mais ainda: significam que você está dentro de um sistema de incentivos que
premia apenas as coisas que estes profissionais aprovam. Na prática, a escola e
a universidade, em conjunto, são um programa
de 20 anos para formar aprendizes de professores.
Não
é nenhuma surpresa, portanto, que professores reajam estarrecidos a pessoas que
criticam este sistema que se resume a salas de aula iluminadas por depressivas
luzes fluorescentes (que lembram um ambiente de hospital) contendo um
aglomerado de pessoas desapaixonadas que estão apenas atrás de credenciamento (vulgo “diplomas”).
Professores adoram toda esta experiência porque foi neste ambiente que eles se
formaram e aprenderam todas as coisas de que precisaram para ser bem-sucedidos
em suas carreiras de acadêmicos e educadores. Tendo passado toda a vida ali, é
realmente difícil entender e aceitar que há outras possibilidades de
aprendizado no mundo.
Também
não é nenhuma surpresa que tal arranjo seja um épico e colossal desperdício de
tempo para aquelas pessoas que querem entrar em outras partes do vasto mercado de
trabalho que não a vida acadêmica.
Portanto, se você não está atrás de uma carreira acadêmica e não quer ser apenas mais um figurante, abra a champanha e vá se ocupar de fazer coisas de verdade no mundo real. Não viva
sua vida em busca de médias. Não faça parte da massa das estatísticas e dados
agregados que refletem apenas as superstições da época.
Em
vez disso, vá criar
algo. Saia. Siga
seu próprio caminho. Imagine e crie coisas que entusiasmem você. Tenha uma ocupação
que não seja monótona. Viva uma vida que lhe dê prazer.
Não
espere que o mundo mude, e nem muito menos implore por permissões de burocratas.
Tente você mesmo mudar seu próprio mundo. O resto irá vir como consequência.
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ambiciosos e parem de perder tempo com o sistema educacional convencional
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O entusiasmo e a obsessão
são suas mais decisivas habilidades
Porém, nem todos têm a vontade de correr risco em empreendimentos, mesmo quando adeptos da Escola Austríaca, que é o meu caso.
O que fazer então, se não uma faculdade?
Tenho a ciência da tamanha arapuca que é isso tudo, e que não passa de uma reserva de mercado para esses professores, em sua maioria da rede pública. Mas não tenho outra alternativa em mente que me atraia…
Escola pública nunca prestou, nem prestará, no Brasil. Se algum governador ou prefeito deste país quiser mesmo, melhorar a educação, no seu estado ou município; então que faça isto:
1- Privatize todas as escolas públicas.
2- Dê o direito aos pais de escolherem em qual escola particular, eles querem matricular seus filhos, por meio de bolsas de estudo.
O resto é só demagogia eleitoreira. Você acha que as escolas públicas funcionam gratuitamente? Enquanto nas escolas particulares, cerca de 70% dos funcionários são professores, nas escolas públicas esta percentagem não passa nem de 40%. O resto é burocracia; corrupta, incompetente e lenta. Sai mais barato e melhor, se usar dinheiro público, para pagar uma mensalidade numa escola particular, que jogar dinheiro fora em escolas ditas “públicas”, mas de fato da CUT, da corrupção e da incompetência.
Não concordas? Lembra do tempo (governo Sarney) em que telefonia era monopólio estatal no Brasil? Então,menos de 30% dos brasileiros tinham telefone fixo e um telefone fixo custava o preço de um carro usado, em bom estado. Hoje, 100% da telefonia do Brasil é particular. Graças a este fato, uma linha ou um chip de telefone celular custa o preço de uma boa pizza grande e, até um gari pode ter um telefone celular no bolso.
Somente a privatização plena de todo o ensino básico e médio, junto com a privatização da esmagadora maioria do ensino superior, poderá nos dar a esperança de um futuro melhor, para o Brasil.
Em resumo. Com escolas sob o controle de marxistas, estaremos fadados a vivermos num país pobre, falido, corrupto e endividado.
Tornar um país pobre, num país rico é raridade, mas a Coréia do Sul conseguiu tal feito, graças aos governos de dois generais de 1961 a 1988. Peço a você, que veja a palestra que começa aos seis minutos e vários segundos do site http://www.youtube.com/watch?v=axuxt2Dwe0A
“Um estudante típico vai sair da escola com a cabeça cheia de minhocas, submetido a uma intensa pregação de anos e anos contra o lucro e o sistema capitalista. Aos 18 anos, vai cair na vida sem ter a menor noção de quanto deve poupar por mês para se aposentar, ou de quanto deve separar a partir dos 22 ou 23 anos para poder dar uma entrada para adquirir a casa própria aos 30 anos. Quando descobrir como o mundo funciona, já estará endividado e pendurado no cheque especial. Seria muito melhor se, em vez de ter aulas baseadas em um marxismo de quinta categoria, ele fosse preparado para a vida. ” > Publicado na revista Veja (edição 2438), na página 65.
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Em 1964, menos de 20% dos brasileiros de 7 a 14 anos estudavam em escolas. A educação, mesmo básica, só existia para uma minoria de brasileiros. As ideias de Paulo Freire sempre foram largamente adotadas no Brasil; mesmo no Regime Militar. As ideias de Paulo Freire foram obrigatórias por lei, em todas as escolas de países “ALTAMENTE DESENVOLVIDOS” em educação, como por exemplo: Angola, Moçambique, Tanzânia, Burkina Fasso, etc. Como você acha que Paulo Freire viveu muitíssimo bem, na Europa e Chile de 1964 a 1979? Com o soprar do vento? Não. Os governos de Angola, Moçambique, Tanzânia, Somália, Burkina Fasso, Guiné, etc. o pagavam muito bem, pela assessoria de Paulo Freire, em assuntos educacionais. No Brasil de Sarney em diante, se tornou obrigatória para todas as escolas públicas, a imposição dos métodos de Paulo Freire para doutrinar os estudantes. Alguns resultados:
1- O Brasil é o país com maior número de crimes no mundo.
2- A taxa de crescimento do PIB brasileiro, que esteve em quase 7% ao ano de 1964 a 1985, declinou para menos de 2% ao ano de 1985 até hoje, em 2017.
3- O PT foi eleito quatro vezes seguidas, para a presidência do Brasil.
4- Viva Paulo Freire! Assim sendo, também digamos: Viva a corrupção,a criminalidade, a incompetência, o esquerdismo, a patifaria, a falsidade, a esquerda, a imbecilidade e a ignorância !
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“Qual o produto dessa fraude custeada pelos impostos que pagamos como contribuintes à rede pública ou como pais à rede privada de ensino? Se você pensa que seja preparar jovens para realizarem suas potencialidades e sua dignidade, cuidando bem de si mesmos e de suas famílias, numa integração produtiva e competente na vida social, enganou-se. Ou melhor, foi enganado. O objetivo é formar indivíduos com repulsa ao “sistema”, a toda autoridade (inclusive à da própria família) e às “instituições opressoras impostas pelo maldito mercado”. Se possível, recrutar e formar transgressores mediante anos de tolerância e irresponsabilidade legalmente protegida, prontos para fazer revolução com muita pedrada e nenhuma ternura.
Se tudo der certo, o tipo se completa com um boné virado para trás, um baseado na mochila e uma camiseta do Che. A pergunta é: quem quer alguém assim na sua empresa ou local de trabalho? Em poucos meses, essa vítima de seus maus professores, pedagogos e autoridades educacionais terá feito a experiência prática do que lhe foi enfiado na cabeça. Ele estará convencido de que “o sistema” o rejeita de um modo que não aconteceria numa sociedade igualitária, socialista, onde todos, sem distinção de mérito ou talento, sentados no colo do Estado, fazem quase nada e ganham a mesma miséria.” > http://www.puggina.org/artigo/puggina/a-miseria-da-educacao-e-a-educacao-da-miseria/3249
Excelente artigo. Confesso que concordo com 98% do texto; exceto com “Todas as coisas aprendidas e todos os métodos de aprendizado não se aplicam em nenhum lugar da vida real exceto na profissão acadêmica”. Generalizar dessa forma é ser muito ignorante.
Só há uma maneira de você realmente aprender as coisas: quando você realmente quer. E é esse desejo que impulsiona as pessoas para o conhecimento genuíno. A universidade não pode e nem tem como criar esse impulso.
Uma universidade é apenas um enorme campo repleto de burocratas assalariados e estáveis (mesmo em uma universidade privada a demissão de professores por incompetência é baixa) e algumas bibliotecas (cada vez mais desnecessárias com a expansão da internet e a disponibilidade destes mesmos livros online).
As matrículas e as aulas são apenas uma exigência para ter acesso a estes livros, e os professores estão ali apenas para “negociar” seu acesso ao diploma. Querer recorrer a este arranjo pensando que ele irá dar um impulso à sua vida profissional não faz sentido. Nunca entendi.
P.S.: eu tenho curso superior, e eu fiz porque era uma “exigência familiar”. Nada aprendi ali que mudasse a minha vida. Tudo o que sei de positivo hoje foi pesquisando e estudando autonomamente, sem ninguém mandar.
Sempre que falam de universitários e acadêmicos como detentores do monopólio do saber imediatamente penso naqueles caras do "Myth Busters" (Caçadores de Mitos). Nenhum deles seria considerado um "cientista de verdade" nos círculos acadêmicos, mas ambos já fizeram muito mais para educar as pessoas sobre ciência do que 99% dos "cientistas de verdade".
Eu sou formado em física pela Ufrj. Concordo com tudo que foi escrito nesse artigo.
Curso superior, pelo menos no Brasil, é para formar professores universitários e outros funças.
(para ser funça, muitos cargos fazem provas de títulos, obrigam ter graduação, pós graduação, etc…)
Tenho um tio, que é engenheiro, ele diz que quase nada do que ele aprendeu na universidade serviu para alguma coisa.
Ele diz ter apendido a engenharia mecânica, estudando sozinho e no “trecho” mesmo… A universidade foi só para ele conseguir o registro dele no CREA, instituição que ele demoniza.
Minha irmã é médica; ela diz que tudo que ela usa, foi aprendido na tal “residência” e estudando sozinha depois.
Tenho um diploma em economia por uma universidade pública (não falarei qual porque não interessa). Felizmente eu já era adulto e velho quando entrei, não estava procurando emprego (já era autônomo e relativamente bem sucedido) e por isso não tive de me inclinar para nenhum professor e nem esconder minhas idéias para conseguir melhores notas.
Confesso que foi divertido fazer monografias defendendo o liberalismo econômico e o livre mercado e ver os professores (quase todos esquerdistas) fazendo cara de nojinho mas sem conseguir apresentar nenhum argumento para me reprovar. Aliás, quase sempre os coitadinhos tinham de rebolar muito para explicar os motivos de não me dar nota máxima em um trabalho. Dava pena. Mas era divertido.
Em todo caso, escrever aquelas monografias acabou sendo uma das melhores maneiras para aprimorar meus pensamentos e aprender a organizar minhas idéias, principalmente sabendo que meus professores não ficariam nada contentes e iriam tentar desafiar minhas visões. Neste quesito, acabou sendo uma experiência positiva. Ao botar no papel suas idéias sabendo que elas desagradarão e serão contestadas, você realmente aprende mais.
É claro que apenas isso não é argumento para perder 4 anos da vida numa faculdade, especialmente quando você ainda não está financeiramente encaminhado. Mas para mim foi bom.
Até hoje poucas pessoas me perguntam onde formei porque sempre fui autônomo (e já tenho mais de 50 anos). Portanto, sei lá: entre em uma faculdade que você pode bancar (ou entre numa pública), faça um bom trabalho e viva uma vida com respeito próprio. Entrar em faculdade para dizer amém pra professor (em qualquer área) é o caminho garantido para a derrota.
Tem alguns pontos relativos à realidade brasileira que não são tratados no artigo. Por exemplo, existem várias profissões em que é obrigatório o acesso a uma Universidade para atuar nela. Podemos até conversar a respeito disso, se é correto ou não haver esta proibição, mas o fato é que, no mundo real em que vivemos, a proibição existe, e o governo tem o poder de colocar você na cadeia caso desobedeça.
Uma coisa que eu observo também no Brasil é que a exigência de ensino superior está aumentando bastante, mesmo em profissões em que o ensino superior faz pouca diferença. Minha teoria é que o ensino no Brasil, de uma maneira geral, está indo de mal a pior. Apresentar um certificado de conclusão de ensino médio não significa absolutamente nada (Nem mesmo que a pessoa está alfabetizada). Um diploma universitário pode significar que o cidadão tenha um conjunto mínimo de habilidades que serão úteis no desenvolvimento do trabalho, principalmente se o empregador estiver contratando alguém com pouca ou nenhuma experiência (Ok, leis trabalhistas mais flexíveis poderiam permitir ao empregador arriscar mais na hora de contratar).
No geral, o governo é quem cria artificialmente a demanda por universidades, e não interessa se você concorda ou não com este arranjo. Estas são as regras do jogo, e você tem que jogar por elas (Mesmo que o teu curso universitário seja apenas para conseguir o papel que garanta que ninguém irá te encher o saco)
Um texto muito interessante, com dados e argumentos que confirmam a ideia central deste artigo:
http://www.kitces.com/blog/benefits-of-attending-college-signaling-theory-bryan-caplan-case-against-education/
No momento estou terminando o curso de engenharia de produção civil na Universidade Federal de Santa Catarina e sinto na pele o que é a qualidade do ensino deste modelo falido. Mesmo estando quase terminando a universidade, me sentiria totalmente despreparado para entrar no mercado de trabalho. A unica coisa que aprendi bem aqui foi me virar, me virar para aprender, me virar para correr atrás do que realmente importa, infelizmente muitos não podem correr atrás como pude.
Mesmo não tendo me formado ainda, já embarquei na jornada do empreendedorismo, sempre quis ter algo que eu tenha criado e tive a sorte de encontrar bons amigos que pensam como eu e estão comigo nesta jornada. Remodelar este sistema falido para que as pessoas não tenham que passar pelo tormento que passei ao cumprir com o “dever” de estudar todos os dias é imprescindível inclusive para o próprio progresso.
Bill Gates era obcecado com computadores. A cada chance que ele tinha ele ia mexer em computadores. Ele cabulava aula e ficava noites acordado se dedicando a essa sua devoção.
Michael Jordan, após ser afastado do time quando criança, decidiu que nunca mais iria se sentir tão desprezado novamente. Passou a cabular aulas pra ficar treinando no ginásio, jogando dias e noites inteiros.
Donald Trump passou toda a vida focado em negócios imobiliários. Mesmo quando ainda estava na faculdade pegou dinheiro emprestado do pai para comprar um condomínios de 1400 unidades. Graduou-se milionário e, uma década depois, já era bilionário.
Steve Jobs tinha a criatividade como sua paixão. Na década de 1980 ele já visualizava um iPod, mas com a tecnologia então disponível, o negócio seria um trambolho enorme. Tão obcecado ele era que não descansou enquanto sua imaginação não ganhou vida EXATAMENTE no formato que ele imaginou.
Mark Zuckerberg se dedicou incansavelmente à codificação e conversão de uma linguagem em código. Era o único do seu grupo a ser considerado um verdadeiro gênio. Construiu o Facebook.
Nenhum desses perdeu tempo aprisionado em escolas sendo doutrinados e não aprendendo nada. Eles mostram que a única maneira de ser bem-sucedido na vida é ter um foco afiado e empurrar tudo o que secundário para o lado.
A universidade é uma maneira socialmente aceitável de postergar a entrada no mundo adulto. É uma maneira de prolongar a adolescência e de postergar sua transformação em uma pessoa diferenciada ao mesmo tempo em que os pais continuam lhe bancando sem fazer qualquer julgamento moral..
Cirúrgico, muito bom o Artigo, irretocável.
Posso inferir que pelo menos um dos editores e colaboradores do site não foi pra faculdade?
Pior de tudo é no Brasil, onde empreender exige algo digno de semi-deus… o rapaz que escreveu esse artigo é dos EUA, um país que, se não é perfeito, é menos destrutivo para empreendedores.
Eu tenho ainda esse sonho de empreender, mesmo eu estando dentro de um curso de uma matéria que eu gosto, a de Biologia. Triste que essa área é regulada. Minha mãe pode nem saber que eu tenho essa sede, senão ela só falta me mandar para a rua. E, pelo que passei nos últimos meses dentro do ensino superior, eu percebi o quão asqueroso é o paraíso burocrático no qual os professores vivem. E sabem o problema? Além de gostar de Biologia, gosto também de escrever artigos, principalmente de carros (e vídeos também), então acabo ficando ocasionalmente me sentindo perdido. Sem contar a guilda que exige diploma para tal área. E olhem que eu tentei empreender aqui no Brasil, mas se eu continuasse provavelmente já estaria com entulhos de multas ou até encarcerado.
Gostei muito do artigo.
Um título acadêmico não deixa de ser algo meritório. Claro, não é fácil se abster de várias coisas para ficar com “a cara enfiada em livros e aulas” por períodos que variam aí de três a seis anos. Isso quando a pessoa se dedica, é claro.
Contudo, um diploma por si só não garante competência a ninguém. Aliás, Bill Gates e Mark Zuckerberg podem emitir ótimos pareceres sobre isso.
Igualmente, cumpre observar que a maioria das pessoas muito bem sucedidas não trabalham na respectiva área de formação.
Exemplo que aconteceu na minha família: uma prima sonhava em ser advogada. Cursou a faculdade com todo o afinco do mundo e antes mesmo de se formar logrou aprovação no temido exame da Ordem dos Advogados do Brasil.
Ocorre que, naquele ínterim de se inscrever na OAB, pegar a carteira e ingressar no ramo advocatício, ela se juntou a uma amiga e as duas, “de onda”, começaram a fazer comidas (doces, bolos, salgados e coisas do gênero) para festas e eventos. Repito: tudo “de onda”. Era só para juntar dinheiro e, consequentemente, aproveitar o carnaval que se aproximava.
Porém a atividade deu tão certo, mas tão certo, que o povo começou a implorar para que as duas continuassem o trabalho. Elas mesmas dizem até hoje que nem sequer desconfiavam do sucesso que iriam fazer.
Resultado: as duas ganharam e ainda ganham um bom dinheiro. Só sei que elas levam as comidas para as festas e eventos a bordo de uma Mitsubishi Pajero nova…
E a minha prima, a advogada? Quis ou quer saber de Direito e de advocacia? De concursos (novo ópio do povão)? Nem sonhando! Soube até que ela cancelou a inscrição dela na guilda chamada OAB, mas isso eu vou confirmar.
Sim, o texto é muito convincente. Porém, tente, por exemplo, candidatar-se a uma vaga para auditor na Deloitte ou na KPMG sem um diploma de graduação ou mestrado em Economia, Finanças, Contabilidade ou Gestão. Ou para um fundo de investimento, uma consultoria de pesquisa econômica (como a Tendências em São Paulo), uma agência de risco, um banco de investimentos (como o BTG Pactual no Brasil) ou até um banco comercial regulado pela máfia estatal praticante de reservas fracionárias. O mais provável é que nem guardem o seu CV no RH (outra bosta que é muito influenciada pelas besteiras que ensinam nas universidades). Nem todos têm ambições ou perfil para serem empreendedores criativos. A maioria (mesmo aqueles que sabem bem com o que se identificam) não tem perfil pra isso.
Sim, as universidades são um lixo. Os conteúdos então, nem se fala. Se você fizer faculdade ou mestrado de Economia vai se deparar com Economia Neoclássica (modelos gráficos e muita matemática inútil pra aplicações reais), Keynesianismo e Monetarismo. Em termos de aprendizado (conteúdos acadêmicos interessantes e minimamente úteis) o diploma vale o mesmo que bosta de vaca. Mas é só com o “diproma” que você consegue um raio de um emprego na área.
O que pode ser discutido aqui é o que faz as empresas só quererem gente com “diproma”. Depende da área? É regulação estatal? Depende do dono da empresa? A estupidez das pessoas de como sempre seguirem a manada e acreditarem que só com a faculdade é possível “subir na vida”? Etc, etc.
Outra: se não fosse o MEC (em todos os países) regulando a educação as próprias universidades poderiam ser melhores e mais úteis para todas as áreas e para todos os perfis de alunos. E o ambiente acadêmico seria mais agradável e produtivo. Talvez até mais pessoas fossem querer segui-lo. E, afinal, é através desse maio que surgem pesquisas e descobertas científicas.
“Em vez disso, vá criar algo. Saia. Siga seu próprio caminho. Imagine e crie coisas que entusiasmem você. Tenha uma ocupação que não seja monótona. Viva uma vida que lhe dê prazer.
Não espere que o mundo mude e nem muito menos implore por permissões de burocratas. Tente você mesmo mudar seu próprio mundo. O resto irá vir como consequência.”
Sim, é muito bonito, mas nem todos têm esse perfil. Não é por que as universidades não prestam que essa saída vai funcionar pra todos.
PS: NÃO sou professor. Estudo Economia fora do Brasil e também acho as universidades onde moro um lixo. Só quero o “diproma” pra poder ter a mínima chance de conseguir um emprego na área. Adoraria seguir carreira acadêmica se não fosse o lixo que é hoje. E mesmo que eu tentasse dificilmente conseguiria pois a área de Economia é dominada pela Economia Neoclássica e os carinhas lá mal conhecem Escola Austríaca e Praxologia. Por causa disso e de outros fatores tenho de procurar coisas com as quais não me identifico na mesma proporção.
Vejo isso na minha área(Tecnologia de Informação).A maior parte das vagas de emprego exigem graduação.Dependendo da vaga,até mesmo mestrado.
Agora imaginem a área que mais cresce no mundo,a que mais inova,ser limitada a um curso superior.
Ainda bem que podemos aprender tudo de tecnologia hoje na internet,via Udacity,EDX,Khan Academy,Coursera,entre outras.
Adorei o artigo.
Eu mesmo perdi três anos de minha vida num curso de tecnólogo, para depois descobrir que ninguém dava bola (na época) para esta formação.
Hoje aconselho minhas filhas a procurar graduação depois de ter certeza do que se quer. Enquanto isso vai tocando algo que goste de fazer e “dê a cara a tapa” no mercado.
Hoje a universidade é vendida como objetivo de vida para os jovens, mas na verdade tem que ser encarada como uma ferramenta a ser usada para então alcançar o objetivo de vida.
Em algum ponto da história a universidade deixou de ser um centro de criação, preservação e propagação de conhecimento, e tornou-se uma “ferramenta de inclusão social”. E com isso perdeu seu propósito. Hoje estão fadadas ao fracasso, o que é uma pena.
Existem atribuições para as quais é evidente que é necessário uma formação científica, como por exemplo, medicina ou engenharia. Por outro lado, ninguém precisa ficar 5 anos numa faculdade de TI para aprender a fazer um website funcional.
Bons tempos em que universidade era apenas um hobby de gente rica.
Estou nesse caso da igreja, desejo sair de uma faculdade cara porem meus pais acham isso absurdo…
E eu garanto que aprendi mais sobre economia lendo os livros da escola austríaca do que estudando em uma faculdade que com certeza iria me doutrinar no Keynesianismo e no marxismo. Você acha que precisa frequentar uma Universidade para aprender sobre economia? Comprar livros, estudar por conta, a experiência pessoal, os experimentos práticos são muito mas importantes do que um diploma com toda a certeza. Aqui na minha empresa não temos nenhum engenheiro de materiais formado, mas temos pessoas que sabem tanto ou mais de engenharia de plástico porque trabalharam e aprenderam na prática lidando com os materiais feitos de polímeros.
Estou fazendo faculdade e não há por parte de nenhuma faculdade falar com os alunos sobre empreender, é só aquele papo de depois de formar fazer concurso publico, eu particularmente não tenho isso em mente mas pretendo quando me formar em engenharia mecânica fazer tradução juramentada e dar inicio a validação do meu diploma em especial nos Estados Unidos da América e estou por decidir entre um mestrado ou doutorado por lá pois não vejo perspectiva de nenhuma melhora da economia ou mercado de trabalho no brasil.
Ótimo artigo, quem dera eu conhecesse a escola austríaca há 20 anos atrás, eu teria batido bem menos a cabeça na vida na area profissional. Hoje a internet disponibiliza facil a informação e muitos jovens não querem nem saber.
Conheço uns 5 otarios que fizeram uniesquina para ter diploma e nunca usaram a faculdade. Uns tempos atrás conheci um jovem formado em tecnólogo no Brasil trabalhando no EUA na construção. Éramos 6 pessoas, eu com ensino médio, ele com o diploma e o patrão sem 5 serie e mais uns hispanos sem escolaridade nenhuma, todos debaixo do patrão com 5 serie que entende do serviço e ganha muito dinheiro.
Ai conversa vai e vem e o formado me fala. "É, porque sou tecnologo, formado, etc etc e que por causa do governo corrupto eu estou sem trabalho, porque roubam e que o governo tem que dar emprego para os formados, o PT é bom e etc".
Aí eu virei para ele e falei: "Meu amigo, me desculpa, mas você perdeu seu tempo, de que serve essa sua faculdade? O seu curso não tem demanda, ainda mais no Brasil, pois existem poucas empresas querendo investir no Brasil por causa dos programas do PT, o nosso pais é atrasado e não atrai investimento por causa de ideias atrasadas como a sua".
E ele começou: "Não porque tenho direitos, me esforcei etc, minha mãe se formou, minha irmã etc".
Aí perguntei se trabalhavam na área, ele gaguejou e disse que não. Aí falei: "Olhe para os lados, o único formado aqui é você, nós 2 somos os que tem mais estudo, e no final, estamos em situação igual, e eles como sabem trabalhar bem mais que nós, ganham muito mais que nós."
Passou uns 2 dias o sujeito largou o trabalho e sumiu, nunca mais ouvi falar dele.
Um caso legal de aprendizado fora da escola é o empresário Ivens Dias Branco, li a biografia dele, mesmo sem ter terminado o ensino médio, abandonou para trabalhar com o pai, foi considerado um engenheiro nato, aprendeu sendo curioso e fazendo.
Aqui no Brasil nas universidade (mais nas públicas) de que o conhecimento não pode servir ao “mercado”, que é feio universidades públicas fazerem parcerias com empresas privadas. O resultado é que 99% das pesquisas científicas, teses de mestrado e doutorado produzidas no Brasil são inúteis. Meu amigo mesmo falou que a tese de doutorado dele seria lida por no máximo 5 pessoas… (no final, ele acabou desistindo do doutorado)
Sou farmacêutico e à época em que me formei, tinha uma cabeça absolutamente voltada ao emprego público. Quase tudo o que ouvíamos falar sobre indústria farmacêutica era com viés ruim. Nenhum professor (até onde soube) havia trabalhado em alguma empresa relevante, que dirá empreendido!
Absolutamente nenhum professor ou disciplina versava sobre empreendedorismo.
Fiz uma disciplina eletiva chamada Administração e Economia em Saúde. Eu e minha namorada (hoje esposa) nos matriculamos pensando, de forma pueril, que enfim teríamos conteúdo sobre empreendimentos, empresas, administração… como diz o nome da bodega. Pessoal… foram os dois professores mais marxistas que tive. O de Economia ao menos mostrou-nos algumas teorias econômicas (nem chegou perto da Escola Austríaca, diga-se), mas era avesso ao capitalismo (da boca pra fora), vestia-se sempre com a mesma indumentária, porém, morava de favor numa mansão de um artista plástico famoso lá da cidade.
O outro, só falava de Jean Paul Sartre, libido, citava autores da Escola de Frankfurt, Construtivismo… Lembro disso hoje e fico aqui pensando: ‘Só mesmo um estudante desmiolado, ligado à matrix do senso comum conseguia assistir àquelas aulas!’
Por fim, uma observação que tem sido muito comum é a constatação de que o curso superior, pra muitos, nada mais é do que o curso técnico de antes. Tenho muitos colegas e amigos farmacêuticos que estão entrando no mercado de trabalho como técnicos, justamente porque com o FIES, houve uma distorção enorme do mercado, inundado de farmacêuticos que não foram demandados. O resultado é que não há emprego pra todos em análises clínicas, por exemplo, e eles estão aceitando trabalhar como técnicos.
Ótimos conselhos para quem estiver interessado em muito muito muito dinheiro e não quiser carreira acadêmica. Mas um médico que deseja abrir um consultório para atender clientes não é um empreendedor? Se ele ao mesmo tempo quer empreender e ser médico o caminho é o curso de medicina, o que significa 6 anos (no mínimo) estudando. Não será um acadêmico, a menos que decida ser professor em uma faculdade de saúde.
Ambição pode ser o desejo de obter poder, fama ou muito dinheiro. Parece que é desta ambição que vocês estão falando. É um poderoso motivador para algumas pessoas (e não é pecado). Mas também pode ser a determinação para alcançar um objetivo específico (incluie-se aí os objetivos acadêmicos ou qualquer outro objetivo). Neste sentido, há muitos ambiciosos no mundo. A manada dos ambiciosos é bem grande.
Conheço algumas pessoas bem ambiciosas que gostam muito de dinheiro. Interessante é que elas não se dedicam a uma única coisa. Na minha área, por exemplo, os professores além de ensinar em universidades privadas também atendem em consultórios ou prestam outros serviços para empresas. Fora estes trabalhos, alguns são ainda funcionários públicos.
Há também um outro professor universitário que conheço (não é da área de psicologia) e ele é dono de uma pequena indústria e vendedor desses produtos esquisitos (polivitamínicos, energéticos.). Um colega quando falou comigo sobre este professor o descreveu como alguém “extremamente capitalista”.
Uma pessoa pode escolher não seguir carreira acadêmica e ficar rica. Também pode ficar rica e ao mesmo tempo ter carreira acadêmica. Escolher a academia, ter um patrão ou ser empreendedor não tem nada a ver com ser adolescente ou adulto, né Mises!
Aliás , Esse Isaac Morehouse é professor e membro do instituto de estudos humanos da Geoge Mason University ( vulgo Igreja LIBERAL do reino do Capital). Viu só? Até vocês são religiosos da religião liberal. Possuem até templos! E os membros são todos pós-graduados. Pensa que eu não pesquiso os detalhes dos textos que leio aqui?
No texto anterior (do Flávio) eu pesquisei o blog geração de valor e tinha um empreendedor dando um sentido indivividual/liberal para o principio da utopia. Eu tinha outro que nem era comunista, mas também não era liberal ( sendo assim nem vou falar sobre isso pra que os liberais não tenham crise de ansiedade imaginando que o estado poderá estar envolvido). Vi alguma psicologia positiva lá também. Podem confiar nos conselhos. São científicos.
Mises, desculpa pelo Igreja LIBERAL do reino do Capital. Perco o Mises, mas não perco a piada! Falando sério eu gostei da iniciativa de uma unidade versidade dedicada aos estudos e divulgação das ideias da liberdade. Mas é preciso discordar de alguns textos de vocês e seria muito chato vir aqui só pra dizer que o texto é excelente.
Fiz engenharia elétrica numa boa faculdade, tive a sorte de entrar numa empresa grande e reconhecimento de minha competência e esforço. Outros, tão bons quanto eu, não tiveram a mesma sorte. A faculdade me ajudou muito, a pensar racionalmente, como um engenheiro típico. Posteriormente fui aprendendo sobre gerenciamento, pessoas e etc.
Boas faculdades cobram você e te treinam para ficar com “uma boa cabeça”. A educação superior é fundamental, sim, mesmo que você curse uma faculdade teoricamente “inútil” para o mundo prático, como filosofia.
Pegue um índio criativo e empreendedor e o tire de dentro da selva para que crie um empreendimento e não vai dar em nada.
Agora, o que temos hoje são falsas faculdades, especialmente particulares, que apenas fingem ensinar em troca de mensalidades baixas, com professores fracos e cobrança mínima. Na prática, vendem diplomas em massa. Não pode dar certo mesmo e é dinheiro muito expressivo jogado fora. O governo promove o desperdício de recursos financiando este tipo de “escola”.
Finalmente, aprender sozinho não é para a maioria das pessoas e muitas coisas você não descobriria sozinho ou levaria mais tempo para “matar as charadas”. A maior parte das pessoas não é um Bill Gates, mas o que são podem, talvez devam, seguir o seu conselho!
A religiosidade do diploma de faculdade é tão grande que existem pessoas, o meu caso é um, que exercem funções completamente diferente do diploma da faculdade e são conhecidas até hoje não pela profissão que exercem, mas sim pelo diploma que tiraram na faculdade. É como se fosse um carimbo estatal marcado para sempre em você igual a um gado. Você é chamado de advogado, mesmo que nunca tenha exercido tal profissão e não pela profissão que aprendeu na prática ,estudando e se aperfeiçoando.
O maior problema das universidade é que são totalmente direcionadas para a teoria.
Quando o aluno entra no mercado, não conhece nem os fabricantes de produtos que atuam no mercado.
As leis do mercado são totalmente desconhecidas pelos alunos, como se eles vivessem num laboratório dentro de uma bolha.
O aluno sai da universidade totalmente alienado do mundo real.
Concordo com o que é dito no artigo. Só que notei que dois comentaristas mencionaram que a automação irá destruir empregos que requerem diploma, e o que eu tenho notado é que ela está destruindo os empregos que requerem pouco estudo, como caixa, faxineiro e frentista de posto de gasolina (nos EUA e na Europa, já não existem mais frentistas). Para os outros, está se exigindo um grau cada vez mais alto de especialização, o que requer um grande investimento em treinamento (não necessariamente um diploma universitário, embora eu pessoalmente acredite que ele ajuda no caso em que a pessoa sabe o que quer e que o estudo vai ajudá-la a criar valor. No meu caso, aprendi muita coisa útil na faculdade, e que eu uso bastante no meu trabalho).
Acredito que, para a maioria das profissões (informática, por exemplo), não deve ser exigido diploma, mas, em algumas profissões que lidam diretamente com vidas humanas (medicina, por exemplo), o diploma deve continuar sendo exigido. Afinal, com ele temos alguma garantia de que o sujeito não é um completo ignorante na sua área. Ou vocês teriam coragem de serem operados no cérebro ou coração por um médico sem diploma?
Vale lembrar que, para ser bem-sucedido como empreendedor, é necessário um talento nato, que a maioria das pessoas não possui. Para essa maioria o melhor mesmo é fazer uma boa faculdade, de preferência de alguma profissão que esteja em alta, para ter uma chance de conseguir um bom emprego.
O ensino superior, para mim, não é nada mais do que um roubo no Brasil. De facto, quando você cursa um destes o que mais se observa é o excesso de matérias não correlatas com o curso. O indivíduo cursa engenharia e tem uma matéria sobre economia, nada haver. Você pode dizer ” mas é bom um engenheiro eletricista saber sobre isto”, e é para alguns. O que não quer dizer que seja necessário para todos. E mesmo se for isto é o tipo de coisa que o indivíduo tem que buscar por si mesmo. Isto se chama diferenciação. E é por isto que um curso superior lhe toma cinco anos de vida, um rio de dinheiro e você sai sem garantias nenhuma.
Ainda sou defensor do estudo e sempre serei, mas observo que a industria do ensino vive muito bem sobre este mito. Um curso superior é muito bom mas, não obrigatório.
Jobs nunca teve curso superior e Gates concluiu seu curso superior apenas após deixar seu legada na Microsoft concluído. Eu acho bons exemplos.
Creio que em nosso país a campanha pela obrigatoriedade da passagem pelo ensino superior para “ser alguém”, deve-se à necessidade de melhoria da eficácia da doutrinação de nossos jovens em esquerdismo radical. A reserva de mercado dos cursos de jornalismo é o exemplo mais evidente.
Com todo respeito ao articulista e aos que ratificaram a sua opinião, como leitor assíduo de Mises, profissional da iniciativa privada desde os 16 anos, empreendedor, professor universitário desde 2002 e doutorando de uma universidade pública federal, não posso concordar com praticamente nenhum dos pontos aqui levantados. Vou me ater apenas àqueles que me chamaram mais a atenção: 1) " o motivo por que fazem isso (frequentar uma instituição de ensino superior – IES) nada tem a ver com alguma ligação causal entre curso superior e a conquista de seus objetivos individuais (na maioria das vezes, elas nem sequer têm um objetivo, de modo que seria impossível a universidade ajudar a alcançá-lo)". Efetivamente, poucos são os indivíduos que chegam a uma universidade com a certeza do que querem da vida. Aconteceu comigo quando ingressei no curso de direito, mas na minha visão, trata-se de um processo de amadurecimento. Em geral, as pessoas na faixa dos 17 / 20 anos ainda não sabem o que querem. Porém, daí a afirmar que "seria impossível a universidade ajudar a alcançá-lo", me parece inadequado. Ao longo de 16 anos como docente, eu ajudei muitos jovens a encontrar o seu caminho, muitos desistiram do curso e acabaram se formando em outra área de conhecimento. Muitos se formaram e hoje são empreendedores. Invariavelmente, encontro-os nas redes sociais, agradecendo por terem tido a oportunidade de ser meus alunos. Na universidade em que atuo, eu coordeno um programa semestral, onde trazemos alunos de escolas públicas e privadas para visitar, conhecer, vivenciar a universidade. Muitos desses visitantes se tornaram alunos regulares ao longo dos últimos 4 anos, alguns já formados e atuando profissionalmente. Coordeno, também, outro programa, que permite que qualquer aluno do último ano do ensino médio, possa frequentar aulas gratuitamente, em qualquer curso ofertado pela universidade, uma espécie de test drive, para decidir sobre seu futuro curso. 2) "um diploma é algo inócuo, pois empregadores específicos querem apenas que seus funcionários sejam capazes de criar valor específico, algo a ser efetuado de maneiras específicas". Nesse trecho, lembrei-me do período fordista. O trabalho rotineiro das linhas de produção, ênfase do período industrial, dá lugar à criatividade e inovação. É verdade que algumas empresas, IES e indivíduos ainda pensam assim, mas certamente não se trata mais da realidade desse início do século XXI. Muitas universidades (onde eu leciono é um exemplo) já perceberam isso há mais de uma década e iniciaram mudanças profundas e consistentes no processo de formação. Um egresso de nível superior, será avaliado por novos critérios. Já não importa apenas a formação, os conteúdos que lhe foram ministrados, o grau de especialização, o quanto é inteligente. As empresas querem saber como esse candidato à vaga de trabalho, lida consigo mesmo e com os outros. Iniciativa e empatia, capacidade de adaptação e de persuasão, espírito de equipe e adaptabilidade às mudanças, entre outros, são parâmetros que passam a ser considerados. Hoje, IES oferecem a possibilidade do coo-working, o aprender fazendo, o trabalho de conclusão de curso pode ser apresentado na forma de plano de negócio dentro de um programa de start-ups da própria universidade, entre muitas outras possibilidades. Na Universidade e em um dos cursos em que leciono, as empresas nos procuram para trabalhos conjuntos, discutimos o itinerário formativo dos alunos, tornando-o mais aderente com as necessidades do trabalho e do mercado. Somos referência para muitas empresas que vem no nosso selo, diferencial competitivo e valor agregado. É o mercado que está dizendo isso, e o faz por escrito em e-mails e ofícios de agradecimento. 3) "O caminho é outro: quanto mais cedo você aprender a lidar e a resolver problemas específicos de pessoas específicas, mais rápido você irá aprender a criar valor. Mais rapidamente você irá se estabelecer e fazer-se demandado, pois estará, por meio de seus serviços, criando valor específico de maneiras específicas". Na minha visão, o tal valor específico tão apregoado pelo articulista, é capenga se não tiver como base as teorias. Eu trago estudos de caso para dentro da sala de aula em minhas disciplinas, mas exijo que meus alunos leiam sobre os temas propostos. Não há possibilidade de debate, de crescimento, de criação de valor específico, sem que se conheça a teoria. Sou conservador nos costumes e liberal na economia, mas nem por isso deixo de ler sobre Marx. Não é assim que se constrói senso crítico e se desenvolve competências. 4) "Um diploma universitário não garante nada disso. A busca por um diploma, além de ser um dos esforços mais fracos, é o mais baixo denominador comum para se alcançar objetivos. Pior ainda: é fácil de ser superado". Talvez, essa assertiva seja válida para a maioria das IES, mas não para todas. Ainda há universidades sérias e cursos igualmente sérios, inclusive nas IES públicas. Ainda há IES onde o saber é privilegiado no lugar da aprovação automática. Ainda há professores honestos e que efetivamente elevam seus alunos a outro patamar. Talvez, o que exista em grande quantidade e afirmo isso sem medo de errar, seja uma grande quantidade de indivíduos interessados apenas no diploma. Isso, explica em grande parte também, os baixos índices de competitividade no Brasil. Vou parar por aqui para não me estender. Raras vezes me decepcionei com o que lí aqui no Mises, faz parte.
Devem dar uma voltinha no setor público para entender que esta aldeia não tem o mesmo senso meritório, em namorar um título acadêmico. Ali, o mais importante é o “QI”. A meritocracia passa longe. Pioir: pode ser desvantajoso ter muito títulos. Com efeito, é bom lembrar: ” nos demais paises as pessoas sobem na vida mostando seus méritos: no Brasil escondendo o alheio.”
Vocês são a favor da privatização das universidades públicas do Brasil ?
Digo de todas elas,inclusive IME e ITA.
Queria saber a opinião do Leandro também,rsrs.
Abração.
Concordo em parte.
Discordância 1: Dependendo de qual é o curso e de qual é a instituição, uma faculdade pode ser útil sim.
Discordância 2: Os Conselhos Regionais têm reservas de mercado de suas áreas; para poder atuar em determinadas profissões e então poder prosperar, você TEM que fazer os cursos que eles exigem.
Sim, é arbitrário. Mas não é mera superstição do aluno sem nenhuma base real.
Discordância 3: A cultura brasileira é uma barreira adicional. Muitas empresas têm engenheiros, advogados e até pedagogos em cargos de chefia, mas jamais aceitariam um técnico nesses cargos porque “ele não é formado em Administração”; mas o engenheiro, o advogado e o pedagogo também não são! Os quatro são igualmente “leigos” em ADM.
Para muitos brasileiros, você pode ser o maior dominador de um assunto do mundo, não adianta: sem curso superior consideram você um homem-macaco; mas vêem um paroleiro como um semideus só porque ele tem doutorado.
* * *
Prezados,
O tema é importante e oportuno. Contudo, seria injustiça jogar TODAS as instituições de ensino superior numa vala comum. Certamente, boa parte das universidades públicas do Brasil está “aparelhada” por esquerdista. Sei disso porque fiz Agronomia em universidade estadual. Contudo, muitas delas têm consultoria júnior. Programas de trainee. Programas de estágio no exterior e assim por diante. Penso que o aluno poderia ser responsável, pelo menos em duas siuacoes:
1) na escolha CORRETA do lugar onde pretende estudar. Se escolheu errado, peça transferência.
2) no decorrer do curso, NÃO ser acomodado, mas proativo. Aproveitar todas as oportunidades de aprender, especialmente na consultoria júnior e na parceria com o setor privado.
Concordo com o fim da obrigatoriedade de diploma para Jornalismo, História,Filosofia e outros. Já não estou tão seguro quanto Medicina, Odontologia, Engenharia Civil, Química e outras áreas. Provavelmente, alguns setores poderiam ser beneficiados, e muito, com o FIM da obrigatoriedade dos diplomas. E outros não. Generalizar isso pode ser perigoso.
Sofro um pouco com esse assunto. Sou um bom profissional em minha área de atuação, inclusive estou me especializando em cursos para evoluir no conhecimento específico. Porém, enfrento a grande dificuldade de exigirem graduação para concorrer à vagas em empresas conceituadas em meu ofício. Resumindo: sou Técnico em Calçados, tenho 25 anos de experiência, estou me especializando em Design 3D para ter um plus no conhecimento. No entanto, mesmo não havendo curso de graduação em quase lugar nenhum para calçados nesse país, as empresas de renome exigem título em alguma coisa similar. Exemplo: um Engenheiro Mecânico (que se formou com louvor, não posso tirar o mérito) pode se candidatar a um cargo de Modelista de Calçados na Grendene, Azaléia, etc… eu infelizmente não consigo nem cadastrar meu CV no sistema.
Em relação a que pessoas com diploma universitário tem maiores salários que as sem diploma por ser “mais ambiciosas”, é necessário lembrar que a maioria dos grandes empresários não são libertários – aliás a maioria é corporativista, adotando o chamado “capitalismo de compadres” – um artigo aqui mesmo neste site diz isso: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1946 (Grandes empresas odeiam o livre mercado). Ou seja, a maioria dos empreendedores também são seguidores da “igreja universitária” descrita nesse artigo, ou seja, eles também acreditam que pessoas com nível superior são melhores que as outras simplesmente por terem cursado a universidade, e esse também é um fator que levam pessoas a ter uma graduação, pois geralmente uma pessoa sem nível superior só ganhará um bom dinheiro se: 1 – for um empresário com altos lucros, 2 – seguir uma carreira artística bem-sucedida (ator, cantor, modelo, apresentador, jogador de futebol, youtuber, etc), 3 – entrar para o serviço público, seja por meio de concursos para nível médio que pagam bons salários, ou então ser privilegiado com um cargo comissionado ou virar assessor de político ou então disputar uma eleição, se eleger e virar político. E devemos lembrar, é claro, que nem todo empreendedor, artista ou servidor público concursado são ricos ou ganham altos salários/lucros, e nem todos tem talento para ser empreendedor ou artista, por isso muitos buscam sua única saída no estudo universitário.
Lindo texto, realmente você tem razão. pra que Universidade? Aliás pra que educação básica se tudo se resume em salas frias e coisas mecanizadas? Por fim, seus filhos e netos jamais colocarão os pés numa universidade, correto? Nem seus amigos bem instruidos e capacitados por todo esse mecanicismo. O interessante é que a pessoa comum deve ir fazer qualquer coisa e não deve se instruir, mas a elite social fz isso de forma tão massiva, colocando seus filhos num sistema de estudos intensivos, agressivos, que a criança e o adolescente não se diverte, não brinca… mas o pobre e cego tem que ir fazer qualquer coisa, menos estudar. O texto é tendencioso e maléfico, induzindo as mentes não pensantes a seguirem como cordeiros estes pensamentos tão altruístas, a faculdade não te treina pra uma profissão mas te faz pensar, e pensar é perigosos nese século, por que liberta, mais fácil é entrar num grupo reacionário e ler pensamentos profundos de quem jamais vai viver o que fala, nem vai permitir a seus descendentes que sigam uma linha do que prega, garantindo assim o status quo de sua classe. Hoje já temos milhões que não acreditam e não tem oportunidades de se educar e avançar na vida… Você falam bonito mas estão todos os dias fazendo cursos e se atualizando dentro do mecanicismo, por que conhecimento é vida… Sejam menos hipócritas, quero ver um analfabeto escrever um texto desses, atingir o patamar que só vocês podem alcançar. Instruídos. Universitários.
Não concordo com a maior parte do texto. Infelizmente a maior parte dos empregadores, filtra postulantes as vagas, por nível universitári.
Evidente que conforme a pessoa vai envelhecendo, as exigências mudam(nesse caso, suas expêriencias no mercado contam muito mais do que um diploma) Mas para conseguir um primeiro, um segundo emprego, o "diproma" conta muito. Não ter uma universidade te desqualifica para uma série de vagas.
Concordo com a crítica ao sistema, que o texto coloca em questão. Mas os empregadores em sua maior parte, não entendem dessa maneira.
Qual país vocês acham que existe mais essa “cultura do diploma” ? Estados Unidos ? Brasil ?
Vocês estão sendo completamente infelizes, faz curso superior quem quer, vocês não tem nada com isso. Achou ruim? Que se dane.
” um diploma é algo inócuo, pois empregadores específicos querem apenas que seus funcionários sejam capazes de criar valor específico,”
Concordo 100%.
Mas há um problema: atualmente, existem cargos que exigem diploma universitário, sendo que estes mesmos cargos, há décadas atrás, exigiriam no máximo um 2º grau completo. E quem não possuir o “diproma” perde a vaga para alguém mais despreparado, mas que possui o tal documento. Isto acontece porque quem seleciona os candidatos também é despreparado. É burro selecionando jumento. Mas todos diplomados.
Eu entendo o artigo e concordo, mas cara eu não consigo não ir pra universidade,e é por esses motivos que o artigo mostrou, por pressão familiar e para ser mais normal, não consigo deixar essas coisas, vou estarna universidade para investir mais em coisas que só ela oferece, vou tentar participar de laboratórios, grupos de competição ou startups, me conectar mais com as pessoas, as matérias mesmo devem ficar em segundo plano.
Concordo 100% com o artigo.
Um colega acima disse que as empresas tem “burro selecionando jumento” e devo consentir com sua afirmação.
Ao assumir a gestão de uma indústria, as descrições de cargos (documentos que estabelecem os requisitos mínimos de contratação e mudança de cargos) continham diversos requisitos de formação superior, especialmente para as funções administrativas.
Esses requisitos foram colocados lá por pessoas que queriam se proteger, criando uma “reserva de mercado” dentro da empresa. Certamente tais requisitos não ajudaram a empresa em nada, dado o desempenho pífio dos setores dominados por tais pessoas.
Após conhecer pessoas com curso superior que não sabiam ordenar as letras K, W e Y em um arquivo físico, que estavam no quarto ano de engenharia de computação e não sabiam programar ou que trabalhavam com produção, mas nunca tinham cronometrado uma meta de produção na vida, percebi que ter ou não ter curso superior não tinha correlação alguma com desempenho. Existiam pessoas capazes com e sem curso superior. Existiam pessoas incapazes com e sem curso superior.
Fiz a limpa nos incompetentes e removi os requisitos de ensino superior de todos os cargos, inclusive dos cargos de direção. O critério agora é desempenho. Convido todos a tentar, pois o resultado é impressionante: estamos crescendo, apesar de ser um setor duramente afetado pela crise econômica, e a equipe está extremamente motivada.
Talvez no futuro removeremos o ensino médio dos requisitos das funções.
“Cursos do ensino superior são fáceis.” kkk calma lá. A media de formandos em ENGENHARIA MECÂNICA , ELÉTRICA e CIVIL e de 7 anos. Existem cursos muito difíceis e com total desconexão com o ens. Médio! Claro que há cursos que são muito fáceis e que existem aprovações de 100% (De quem realmente quer o curso) Agora tem curso, por exemplo, DIREITO, ADM. que de 60 alunos 70 SE FORMAM (Aritmética real do curso).
Entendi o texto como uma válvula de escape. Eu ate concordo em partes, existe a possibilidade de você “fazer sua vida” de maneira contrária à busca de um Diploma.
Um exemplo: Um cara foi criado em um ambiente em que seus pais eram donos de uma padaria, adiantando a história, ao escolher o curso superior optou por #JORNALISMO… Passado 5 anos (reprovou 1 por motivos diversos) o cara realmente gostava dessa área, porém, fez estágios e tudo mais. Ficou um tempo sem emprego. Dps conseguiu trabalhar em uma emissora qualquer (Cultura, a exemplo) e quando “chegou lá ” não conseguiu sua realização, não tinha espaço para suas ideias, viu que não era como pensava e talvez nem levasse o jeito “da coisa” foi demitido e tinha suas contas.
Relativamente ficou 10 anos de sua vida dedicando-se a algo que “não rendeu.” Dessa forma, abriu uma confeitaria (seus amigos sempre elogiavam seus doces) e começou a ganhar um bom dinheiro fazendo o que realmente gosta!
Moral da história: As vezes você esta ao lado de seu sucesso e não da a mínima para ele. O cara da história foi criado no meio de confeito mas tratava isso como algo natural, sem perspectiva de futuro. Talvez teria sido melhor para ele investir esses 1o anos em cursos como: Técnicas artesanais de doces(coisas do tipo) ou fazer uma :Gestão empresarial (algo leve, no máximo 2 anos) para melhorar seu negócio.
O problema eh que os jovens não sabem como será seu futuro, sim, temos que arriscar e “viver a vida” mas é complicado para pessoas que passam anos de “angustia” em algo que não gostam. Forçando esse negocio de “universitário” ao invés de ir fazer algo que goste e que seja rentável financeiramente. O cara da historia ai pode também ter aprendido coisas que tenham agregado valor em sua formação.
Curso hoje #ENGENHARIA #MECÂNICA #EMPRESARIAL e penso muito nessa “segunda opção ” que seria abandonar o curso e entrar na politica, comi vereador. Abrir lojas de roupas ,lanchonetes, comprar pontos comerciais e alugar para terceiros. O problema é realmente o medo, como foi exposto no texto a cima, protelamoss a adolescência na universidade. No meu caso pelo menos não tenho o vulgo :” PAItrocínio”desde pequeno fui buscando atividades remuneradas. E esse curso oferece bastante cadeiras de ADM, economia e Direito. Pois tem o foco #EMPRESARIAL.
Acho que uma boa escolha e buscar as praticas do seu curso na vida real e não ter medo de mudar, acredito que devemos fazer o que gostamos, porem não seremos sustentados por terceiros e deve haver sacrifício (leve) na escolha da profissão e pensar no futuro para ter condições de se sustentar!!
Abraço, estou a disposições para conversa.
19 anos.
Olha o artigo é muito bom . Mas o que me parece que é uma crítica a programas educacionais de popularição do ensino superior. Mas no meu ver o artigo é falho pois quanto mais formação mais chance de entrar no mercado de trabalho é isso é estatístico. E a pergunta que não quer calar é esse artigo também vale para pessoas de famílias de Alta renda pois essas pessoas sempre postergaram a adolescência e fizeram o curso superior ?
Eu sou formado em economia em faculdade pública faz alguns anos, porém na vida real aproveito muito pouco do que foi ensinado (no máximo a matemática financeira, um pouco de noções de contabilidade e alguns conceitos de leis de mercado – oferta e demanda, sendo que a maior parte do que sei aprendi sozinho pesquisando). De resto foi pura inutilidade que não acrescenta nenhum esclarecimento prático (a maior parte do curso foi apenas teoria furada de desenvolvimentistas e keynesianos que acreditam que gasto do governo é sagrado).
Se sintetizassem o curso para o que é realmente importante o meu curso teria durado 1 ano e meio, no máximo, com toda a baboseira sendo jogada fora.
1-Pessoas vão ás universidades por variados motivos e você obviamente não consegue entender todos eles.
2- Nem todo mundo tem vocação para empreender.
3- Os empreendedores precisam de mão de obra especializada, de onde ela vem? Ah sim, universidades..
4- pra quem não é empreendedor, as universidades são a melhor chance de aumentarem sua renda.
5- Para muitos, a faculdade é a única opção para melhorar de vida.
6- Nem todo mundo se guia pelo dinheiro, as pessoas muitas vezes realmente gostam do que elas estudam..
7- Pressão social não faz ninguém estudar 5 anos algo que não gosta
8-
Se fizer curso espera marido dá nada mesmo não. Se a pessoa quer uma profissão de verdade, faz os cursos clássicos como medicina ou engenharia.
Um soco na cara esse artigo, muito bom, como sempre. Queria ter lido esse artigo alguns anos atrás hahaha
Esse sistema maldito em que vivemos… Essa escravidão chamada faculdade, em que diploma é como carta de alforria. Se você não tem, você não é nada. Matrix de m#rda.
Eu espero profundamente que em breve todos esses arr###dos com esses documentos fedorentos sejam substituídos por robôs e por mão de obra DE FATO mais empenhada (sobretudo por mentes verdadeiramente inteligentes, criativas e ambiciosas, desapegadas de instituições, e portanto capazes, por seu próprio mérito, de sobreviver). Que sejam desumanizados e largados à sarjeta assim como aqueles que não têm acesso à essa porcaria atualmente.
Não se valoriza mais força de vontade, autodidatismo, competência… Não, não… Só a porcaria de um papelzinho. E não me admiraria se isso for a tal marca da besta tão mencionada pelos cristãos!
Em 1999 FHC alterou a lei para abrir muitas faculdades reforçando o preconceito brasileiro de tudo ter que ter faculdade, até alguns anos atrás para ser contador se fazia um curso técnico são até melhores profissionais do que os de hoje. Os sindicatos de algumas categorias de funcionários publico fica mudando a escolaridade de alguns cargos publico eles vão com os deputados para mudar a lei nem vão usar nadinha da faculdade na função.
http://www.youtube.com/watch?v=zdRIJjhkH-k
O mais surreal, é este ser narrado por UMA MULHER! O sexo mais esquerdista, simpatizante de qualquer agenda pregada pelo marxismo.
Acho isto mais chocante que o próprio conteúdo do vídeo!
Já repararam que atualmente só há dois cursos com capacidade de dar um bom retorno financeiro? Me refiro a medicina e a computação.
O resto você vai ter que ser muito criativo ou depender de uma série de fatores externos para se dar bem.
Direto está mega saturado.
Engenharia depende muito do momento da economia e de onde você está.
Do resto nem vou falar.
Você que é jovem e ainda está em idade escolar:
Não vacile. Não caia nessa história de fazer o que gosta. Para ganhar dinheiro você deve fazer o que os outros gostam. As pessoas estão se lixando para os seus gostos.
Se o que você gosta de fazer casa com o que as pesssoas gostam, excelente. Caso contrário se conforme. Pior do que fazer o que não gosta é ser pobre.
Se aumenta combustivel e alimento, aumenta todo os preços? Parece que a midia diz que é só combustivel e alimentos baixarem que a inflação desce, NUNCA MENCIONAM agregados monetários. Porque?
fato é que toda pessoa precisa ter uma profissão se quiser progredir na vid, o que é diferente de exercer uma função. PORÉM, devido ao corporativismo, para exercer muitas funções um diploma de nível técnico ou superior é imprescindível. MAS, sempre há opções.
Eu não sou especialista, mas aposto que o autor do artigo tem ensino superior.
Aposto que se você fizer um levantamento, as pessoas com maiores salários tem ensino superior
Aposto que se você pegar países com maior anos de estudo médio da população , vera que os mais ricos são os que mais estudam.
Então,eu venho respeitosamente discordar veementemente do teor deste artigo.
Talvez você cia ufa encontrar um ou outro por aí que foram bem sucedido sem diploma, tipo um Silvio Santos da vida, mas s maioria mesmo do prosperou com ensino superior.
E digo mais, filhos de quem tem ensino superior tendem a ter uma renda maior do que filhos de quem não tem.
Logo, diploma é importantíssimo!
Corra atrás do seu!
Não de ouvidos a quem está querendo chutar a escada da prosperidade
Torce pra China agora. Esse video é para aqueles que adoram a China com todas as forças. Isso é a agenda 2030 deles que eles querem pro mundo inteiro. É isso que querem pros seus filhos e netos? É realmente isso que querem passar de geração pra geração? É isso mesmo? Se não se revoltam com isso…………………..
t.me/misteriosdomundobruno/4536
brasilamazoniaagora.com.br/2022/insistencia-no-otimo-derruba-mais-uma-reforma-tributaria
Faculdade só voltará a ser útil (se é que algum dia foi tão útil assim, salvo poucas exceções) quando ela ensinar a :
1- Criar uma empresa
2 – Manter uma empresa
3 – Crescer uma empresa
4 – Vender uma empresa
5 – Comprar uma empresa
as pessoas mais ricas do mundo tem estudo superior e as que nao tem desejam se aprimorar porque sera?? fosse perda de tempo fazer faculdade os mais ricos não levariam a serio ter diplomas, mesmo os ricos sem diploma algum desejam ter um faculdade pois sabem que conhecimento e necessario no dia de hoje.
Assino em baixo.
No ensino médio fui mau estudante inicialmente, mas depois me tornei excelente. Concorri para dois cursos de duas universidades diferentes e consegui passar para os dois cursos, mas só fui para um – economia – e larguei o outro.
Entrei na faculdade com muito entusiasmo, mas meus primeiros anos foram muito ruins e eu não conseguia entender como era possível que o mesmo eu que foi brilhante no ensino médio estava tendo um dos piores aproveitamentos acadêmicos da minha vida e isso me desmotivou de forma colossal.
Tinha muita dificuldade de entender macroeconomia, sobretudo o keynesianismo porque me parecia irreal e inaplicável. Obstinado, fui pesquisar quais efetivamente eram os problemas do keynesianismo e curiosamente, por acaso, encontrei uma crítica de Rothbard ao modelo keynesiano e foi assim que conheci a Escola Austríaca (EA). Através dela, comecei a entender como funcionava o keynesianismo. Fui conhecendo a EA com profundidade e não deu outra, meu interesse concreto por economia começou aí e não parei mais, isso me abriu a mente de forma extraordinária até para outras áreas.
O estrago foi muito grande, perdi muito tempo estudando só o que o mainstream permitia e o que vejo hoje, são ex-colegas de faculdade, alguns com destaque, inclusive, repetindo teses absolutamente absurdas sobre economia em particular e que não conseguem resolver efetivamente os problemas que são-lhes propostos. Não sabem resolver nada senãopela ótica estreita do que aprenderam durante o curso. Conhecidos com formação universitária, mas com uma percepção de mundo incrivelmente atrasada e que não sabem fazer nada além daquilo que fazem todos dias por mera repetição. É chocante perceber esse fenômeno.
Por interesse próprio, ainda farei outras faculdades, mas não com a mentalidade que tinha, de que faculdade é garantia de alguma coisa, sobretudo depois de ver na prática como funciona o mercado laboral – se você não agrega valor, o seu diploma vale zero.
Será que tem alguma chance de ser aprovada ?
http://www.camara.leg.br/noticias/879212-votacao-de-proposta-que-permite-cobranca-de-mensalidade-em-universidades-publicas-e-adiada-na-ccj/
E o óbvio, a turma do contra:
http://www.cnnbrasil.com.br/nacional/universidades-publicas-repudiam-pec-que-propoe-cobranca-de-mensalidades/
odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2022/05/6410241-instituicoes-publicas-de-ensino-do-rio-se-posicionam-contra-pagamento-de-mensalidades-em-universidades.html
Gosto muito dos artigos do site, mas achei esse artigo radical e discordo de vários pontos do mesmo, pois pra mim o autor tentou transformar exceção em regra. Além disso em um mundo cada vez mais competitivo, e com uma demanda cada vez maior por melhores prestações de serviços e tecnologias, acredito que a educação é o melhor caminho para essa competição. Nem todos são capazes de criar oportunidades ou aprender sem uma educação formal.
Primeiro sou formado em uma universidade pública muito tradicional em Engenharia e por minha experiência profissional, não fosse minha formação não seria possível executar as atividades laborais que hoje provêm meu sustento.
Além disso, acredito que até pouco tempo atrás, com casos que infelizmente ainda acontecem, em muitas empresas são formadas por profissionais incompetentes e que conseguiram oportunidades por puxação de saco e/ou contatos, não por competência profissional, o que gerou e gera muito prejuízo a essas empresas, daí cabe ao mercado se auto regular pela concorrência e competência pelos serviços prestados e pela exigência dos clientes.
Acrescento ainda que com a grande formação profissional que tem ocorrido nos últimos tempos tem gerado um maior concorrência em todos os setores profissionais, que gera uma melhor prestação de serviços e os profissionais que estejam dispostos a prestar um melhor trabalho sendo mais requisitados (ao mesmo tempo que os preguiçosos e/ou os que não são capazes de prestar bons serviços tentam sobreviver).