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Eis a grande ameaça econômica que nos aguarda: a mudança demográfica

Neste exato momento, a maior ameaça ao Ocidente não
é o terrorismo. E nem as “mudanças climáticas”. Nem mesmo o Zika vírus. Ou o
Ebola. E muito menos Donald Trump.

A real ameaça é a mudança demográfica.

Eis alguns detalhes preocupantes relatados em uma
matéria
do Business Insider.

O
mundo está prestes a vivenciar uma apavorante situação demográfica, a qual será
a primeira na história humana: haverá mais idosos do que crianças. […]

E
estes dois grupos etários continuarão se movendo em direções opostas: a fatia
da população com idade acima de 65 anos continuará aumentando, ao passo que a fatia
da população com menos de 5 anos de idade continuará caindo.

Com
efeito, de acordo com o Census Bureau, já em 2050, pessoas com 65 anos ou mais
serão 15,6% da população global — mais do que o dobro de crianças com 5 ou
menos anos de idade, as quais serão estimadas em 7,2%.

“Esse
fenômeno demográfico do ‘cruzamento’ é inédito na história humana”, disseram os
autores do estudo.

Eis o gráfico que ilustra a matéria. A linha
vermelha mostra a evolução do percentual de crianças (com menos de 5 anos de
idade) em relação à população global. A linha azul mostra a evolução do
percentual de pessoas com 65 anos ou mais em relação à população global.

children-vs-elderly-cotd.png

Gráfico
1: A linha vermelha mostra a evolução do percentual de crianças (com menos de 5
anos de idade) em relação à população global. A linha azul mostra a evolução do
percentual de pessoas com 65 anos ou mais em relação à população global.

E daí?

E daí que uma fatia crescente de idosos significa
mais gastos governamentais com previdência, saúde e vários outros subsídios
(como remédios), ao passo que uma fatia decrescente de crianças significa menos
futuros pagadores de impostos para bancar todo esse gasto com a seguridade
social.

Vejamos agora
esta coluna de Robert Samuelson no The Washington Post:

Ninguém
pode dizer que não fomos alertados. Durante anos, estudiosos de todas as áreas
— demógrafos, economistas, cientistas políticos — vêm avisando que as
populações dos países mais avançados estão gradualmente envelhecendo, com
dramáticas consequências para a economia e a política. Mas ainda não estamos
dando a devida importância para esse futuro inevitável. […]

O
problema é simples. Baixas taxas de fecundidade e crescente expectativa de vida
resultam em populações predominantemente mais idosas. Desde 1970, a expectativa
média de vida para uma pessoa com 60 anos de idade nos países da OCDE aumentou
de 18 para 23,4 anos. Em 2050, aumentará para 27,9 anos — ou seja, será de
quase 90 anos de idade.

Os
gastos com a Previdência e com toda a Seguridade Social irão explodir.

E
qual a implicação? A menos que as idades de aposentadoria sejam acentuadamente
elevadas ou os benefícios e pensões sejam profundamente cortados, uma fatia
cada vez maior da renda das pessoas em idade de trabalho terá de ser confiscada
via impostos para bancar as aposentadorias de idosos vivendo cada vez mais. Ou
então o governo terá de efetivamente cortar gastos — algo que nenhum nunca fez
até hoje.

Eis uma tabela deste artigo, a qual mostra a erosão
radical da taxa de “dependência etária” para alguns países. O número indica
quantas pessoas com idade de 65 anos ou mais haverá para cada 100 pessoas com
idade entre 20 e 64 anos.

Demographic-Samuelson-Table.jpg

Tabela
1: evolução da taxa de “dependência etária” para alguns países. O número indica
quantas pessoas com idade de 65 anos ou mais haverá para cada 100 pessoas com
idade entre 20 e 64 anos

Para contextualizar, uma taxa de 13% (o Brasil
atual) significa que, para cada 13 pessoas com mais de 65 anos de idade, há 100
pessoas com idade entre 20 e 64 anos para bancá-la. Em 2050, serão 40 para cada
100.

Em outras palavras, há hoje no Brasil 7,69 pessoas
com idade entre 20 e 64 anos para bancar uma pessoa com 65 anos ou mais de
idade. Em 2050, haverá apenas 2,5 pessoas com idade entre 20 e 64 anos para
bancar uma pessoa com 65 anos ou mais de idade. (E olhe que o Brasil é hoje o
país na melhor situação demográfica.)

Os números gregos e italianos são desalentadores,
mas os do Japão são apavorantes. Também vale notar como a taxa chinesa irá se
deteriorar rapidamente.

Um artigo
na revista New Scientist fez a
seguinte observação sobre essa dramática mudança demográfica:

Será
que a bomba populacional vai explodir da maneira mais inesperada possível? Em
vez de vivenciarmos uma explosão malthusiana, tudo indica que estamos a caminho
de uma implosão demográfica.

Para
descobrir como será esse futuro, vá até o Japão, onde uma recente pesquisa
descobriu que as pessoas estão desistindo do sexo. Apesar de terem uma
expectativa de vida de 85 anos (e crescendo), o número de japoneses está caindo
graças a uma taxa de fecundidade de apenas 1,4 filho por mulher. […]

Metade
dos países do mundo apresenta uma taxa de fecundidade abaixo da taxa de
reposição populacional, que é de 2,1 filhos por mulher. Países da Europa e do Extremo
Oriente estão balançando à beira do penhasco, com taxas de fecundidade abaixo
de 1,5.


Alemanha e Itália, a julgar pela tendência atual, podem ter sua população
reduzida à metade dentro dos próximos 60 anos.

Especificamente sobre o Japão, uma reportagem
da The Week ressaltou a assombrosa
perspectiva demográfica do país.

O
Japão tem um problema sério em mãos: o país está literalmente morrendo. De
acordo com as projeções atuais, em 2060, a população do país já terá encolhido
35%, e as pessoas com mais de 65 anos de idade serão 40% da população total.
Atualmente, o país já está vendendo mais
fraldas geriátricas do que fraldas infantis
. Dizer que isso é insustentável
seria um eufemismo. O país está simplesmente morrendo. […]

A
demografia não é um fenômeno irreversível, é claro, mas não há nenhuma
indicação de uma reversão na tendência. […] O iminente colapso não mais pode
ser negado. E não só no Japão, mas na Alemanha também.

A
extinção de um povo e sua cultura sempre será uma tragédia global. É hora de o
Japão — e o Ocidente — acordarem.

essa
reportagem
do site Japan Times é ainda mais reveladora:

Uma
pesquisa feita com japoneses entre 18 e 34 anos de idade revelou que
aproximadamente 70% dos homens solteiros e 60% das mulheres solteiras não estão
em um relacionamento. Mais ainda: a maioria deles nunca teve relações íntimas e
nem mesmo vivenciou demonstrações de carinho.

Aproximadamente
42% dos homens e 44% das mulheres admitiram ser virgens. O governo não ficará
satisfeito em saber que a castidade está se tornando um fenômeno tão japonês
quanto o sumô e o saquê.

A
administração do primeiro-ministro Shinzo Abe já falou em estimular as taxas de
fecundidade por meio de subsídios para famílias que tiverem filhos. Mas
enquanto os japoneses não começarem a fazer mais ginástica na cama, não haverá
consequência prática para esses prometidos subsídios. […]

Um recente
relatório da OCDE
(Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)
calculou como a taxa de dependência etária irá mudar em vários países membros
da Organização. Em termos diretos, não é bom ter uma linha preta muito alta,
pois ele indica uma alta taxa de dependência etária. As notícias ruins sobre
Itália, Grécia e Japão são confirmadas, mas vale observar que Espanha, Portugal
e Coréia do Sul também estão a caminho de um futuro desalentador. Em termos
simples, os trabalhadores de amanhã terão de lidar com um enorme fardo
tributário.

Demographic-OECD-Old-Age-Ratio-Figure.jpg

Figura
2: evolução da taxa de dependência etária para países da OCDE. O losango branco
indica como era em 1975. A barra azul indica como foi em 2015. E a linha preta
com o losango preto indica como será em 2050

Com efeitos, os dados da Coréia do Sul são ainda mais estupefaciente que os do Japão. A taxa de fecundidade no Japão já era baixa em 1960,
sendo ainda mais baixa hoje. Mas os números para a Coréia do Sul são abismais.

Demographic-OECD-Japan-SK.jpg

Tabela
2: evolução das taxas de fecundidade de Japão e Coréia do Sul, de 1960 a 2015

Permitam-me essa exclamação: Uau!

Perante esses números, fica mais fácil entender essa
bizarra história
recém-noticiada sobre a Coréia do Sul:

Estudantes
de duas universidades sul-coreanas estão cursando matérias em que é obrigatório
namorar seus colegas. Trata-se de uma medida adotada por um país que luta para
reverter uma das menores taxas de fecundidade do mundo.

As
universidades Dongguk e Kyung Hee, em Seoul, afirmam que os cursos sobre
namoro, sexo, amor e relacionamento têm como alvo uma geração que está evitando
a vida familiar tradicional. […] Disse ela: “A redução populacional da Coréia
do Sul fez com que namoro e casamento se tornassem atos essenciais para a nossa
sobrevivência futura, mas os jovens coreanos estão muito ocupados hoje em dia e
são desajeitados demais para fazer novas amizades”.

Como
parte do curso, os estudantes têm de namorar três colegas durante um mês. […]
Seoul já gastou aproximadamente £50 bilhões tentando impulsionar as taxas de
fecundidade.

Não sei exatamente qual é a parte mais bizarra do
artigo: a parte sobre você ser obrigado a namorar suas colegas como parte do
dever de casa (você ganha pontos extras se a garota engravidar?) ou a parte sobre
o governo já ter gasto 50 bilhões de libras (aproximadamente 70 bilhões de dólares)
para tentar estimular a gravidez.

Impossível
tudo se manter

Eis o resumo: em todo o mundo, as pessoas viverão
cada vez mais (o que é uma boa notícia), mas terão cada vez menos filhos. Como
os bebês de hoje são os pagadores de impostos de amanhã, a base tributária
necessária para bancar pensões e seguridade social dos idosos do futuro (o que
inclui você) simplesmente está encolhendo.

Os modelos de estado de bem-estar foram criados majoritariamente
na década de 1960
, uma época em que se imaginava que a pirâmide etária
sempre seria gorda na base (muitas crianças e jovens) e fina no topo (poucos
idosos).

Sob esse arranjo, imaginou-se que sempre haveria
relativamente poucos idosos (que recebem dinheiro da Previdência e da
Seguridade Social), muitos trabalhadores (também conhecidos como “pagadores de
impostos”) e várias crianças (futuros pagadores de impostos).

Naquele mundo, um estado de bem-estar, embora não fosse uma boa
ideia economicamente
, ao menos era matematicamente sustentável.

Hoje, em contraste, esse mesmo arranjo já se tornou
problemático, pois estamos vivendo mais e tendo menos filhos.

E, no futuro, se tudo continuar como está, a tendência
é vivenciarmos uma crise
fiscal de estilo grego
, pois a demografia será ainda menos favorável. Para ser
bem direto: não haverá pessoas o bastante para empurrar o vagão em relação à
massa de pessoas dentro do vagão.

Conclusão

No final, isso não é nem uma questão ideológica ou
econômica, mas sim puramente matemática: uma população crescente tem um número
suficiente de pessoas trabalhando para sustentar os idosos. Já uma
população declinante simplesmente não terá mão-de-obra jovem para pagar a
aposentadoria desses idosos. 

Uma coisa é você ter 10 pessoas trabalhando para
pagar a Previdência de um aposentado; outra coisa é você ter apenas duas
pessoas (ou uma) trabalhando para pagar a Previdência desse mesmo
aposentado. Ou esses dois trabalhadores terão de ser tributados ainda mais
pesadamente para sustentar o aposentado, ou o aposentado simplesmente receberá
menos (bem menos) do que lhe foi prometido.

Alguém terá de ceder.

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Leia também:

Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência

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126 comentários em “Eis a grande ameaça econômica que nos aguarda: a mudança demográfica”

  1. Caso R$ 50 no chão: os abortistas de hoje receberão eutanásia forçada em 2050.

    Já começaram a preparar o terreno com a eutanásia do vovô Australiano.

  2. Pô, vou me matricular numa dessas universidades coreanas pra dar uns amassos numas coreanazinhas. Eles são bonitinhas e delicadinhas.

  3. Alguém tem alguma explicação plausível do motivo de a natalidade nos países ricos estar caindo? Conservadores dizem que é porque a religiosidade vem caindo. Já tradicionalistas dizem que as pessoas hoje só querem mordomia, vida boa e viajar muito, algo que é interrompido pelo nascimento de filhos.

  4. Marcelo Ferreira

    Suponhamos (uma suposição imensa, quase utópica) que o Estado perceba esse problema, e passe a diminuir seus gastos, acabe com a previdência social e etc etc.

    Ainda teríamos um problema em relação à eminente diminuição populacional, certo?!

    Qual seria a solução para esse problema?

    (Percebam que não cobro a solução, e sim peço para que alguém que tenha uma ideia a compartilhe comigo)

  5. Simples a solução será taxar os robôs. Cobrar o INSS e o FGTS sobre a produção de cada robô.

    Quero ver a IA se revoltar contra os impostos e taxas, vão escravizar os humanos para trabalhar para eles…..Daqui 500 sairá um artigo emitido por um ciberjornalista alertando da baixa taxa de reprodução industrial dos robôs……

  6. Taí porque a previdência nos moldes atuais tem que acabar. Já estamos nos f***ndo por causa dela e, com a tendência de as pessoas terem cada vez menos filhos, isso só vai piorar nos próximos anos.

    O mais certo a fazer seria o que o Leandro propôs nesse artigo (acabar lentamente com o INSS, para não deixar desamparados os que já despejaram forçosamente parte de seus salários nesse sistema):

    mises.org.br/Article.aspx?id=2589

    Desse modo, as pessoas se veriam obrigadas a poupar para a velhice desde cedo, não por terem uma arma apontada para eles (como acontece com o INSS), mas de forma voluntária (ex.: fundos de previdência privada) para não ficarem desamparados ao se aposentar.

    Mas duvido que algum político no mundo teria coragem de propor uma medida dessas e mais ainda que ela obtenha aprovação do Congresso. (Pinochet substituiu o INSS chileno por fundos de previdência privada nos quais os trabalhadores são obrigados a investir ao menos 10% de seu salário, só que o IMB é contra esse modelo também, pois inclui coerção).

  7. De um lado quero dizer obrigado, este foi um artigo extremamente informativo. De outro, fiquei um pouco deprimido e extremamente preocupado: o Brasil, hoje, é o que está na melhor situação demográfica e na pior situação previdenciária. Ou seja, daqui pra frente é só ladeira abaixo.

    Se com uma população ainda jovem o déficit na previdência já está monstruoso, imagina quando ficarmos realmente velhos?

  8. Imaginem esta implosão demográfica em países subdesenvolvidos como o Brasil? Pobre, velho e sem o slogan país do futuro, será um futuro apocaliptico como Mad Max. Os países ricos ainda vão levar o problema por mais tempo pois têm produtividade, segurança, poder de compra e qualidade de vida que atrairão os jovens produtivos de países pobres, veremos shitholes como México, Brasil, Colômbia, Turquia e outros eternos países do futuro desabarem muito antes do mundo desenvolvido.

  9. O problema desse tipo de pesquisa é tentar prever o futuro com aquilo que se tem hoje. É completamente errado.

    1º – Um sujeito com 60 anos hoje não é a mesma coisa de um sujeito com 60 anos no tempo do meu avô. E nem será a mesma coisa lá no futuro. Vai ter gente sendo produtiva por mais tempo.

    (As pessoas estão vivendo melhor, tem sujeito por aí com 60 anos que vc olha e diz q tem 40)

    2º – O nível de riqueza e acúmulo hoje é muito maior e no futuro será ainda maior. Você tem países aí que tavam pensando em dar salário para a população,sim amigo, é isso mesmo que você leu, cada cidadão receberia um salário, não foi aprovado mas já tem até esse tipo de ideia correndo por aí. Pra vc ver o nível de certos países ricos. Já é o caso da economia lidar com o excesso e não com a escassez.

    3º – O problema da natalidade é muito fácil de resolver (risos). Se for só isso, é muito fácil de resolver. Antigamente com um nível de riqueza menor as famílias tinham mais filhos, hoje então se tira de letra isso.

    4º – É melhor QUALIDADE do que QUANTIDADE. Com relação aos velhos, eles vão morrer, pode ficar tranquilo.

    Ainda tem as questões tecnologicas, a substituição cada vez maior de empregos (maquinas e homens), IA etc…

    Enfim, esse tipo de estudo é mais pra causar alvoroço e tenho a leve impressão de que em toda década sai um do mesmo estilo. Como bons economistas que são, sempre erram quando tentam prever o futuro.

  10. Cristiane de Lira Silva

    Não é tão trágico assim. Precisa colocar o tempo para se aposentar mais para cima se for aposentadoria do estado. Ou tornar tudo privado. Outra solução é as empresas fazerem como a Califórnia que tem creches. Uma mudança nos costumes com mais participação masculina na criação talvez tornasse mais atrante para as mulheres a ideia de ter filhos (o problema é que isso pode não ser atraente para os homens). Resolvido o problema. Melhor do que forçar quem não quer ter filhos a ter filhos. Ou forçar ter relacionamento quem também não quer ter isso.

    Os prejuízos profissionais para uma mulher ter filhos no Japão são grandes e elas reclamam do machismo dos japoneses. Elas julgam que não vale a pena abandonar a carreira profissional por um homem imbecil. Não dá pra força-las. Então eles que façam as tais reformas liberais ou entrem em extinção!

    Vocês ficam fazendo texto de catástrofe de propósito. Agora é que os conservadores vão pirar de vez. Depois dessa só volto a ler Mises em junho.

    Felizes as islandesas que não tem que sacrificar filhos pro trabalho ou trabalho por filhos porque podem ter os dois sem perdas.

  11. vai dar na mesma. Com a piramide etaria gorda embaixo, é preciso produzir para sustentar as crianças. Com a piramide gorda encima, gasta-se recursos com os velhos mas se economiza do outro lado por ter poucas crianças.

    e voces nao estão contando com a tecnologia e evolução dos meios de produção. nas proximas decadas um trabalhador vai produzir muito mais riqueza do que hoje, vai produzir para si e pra sustentar os velhos.

  12. Cristiane de Lira Silva

    Corrigindo: não é creche e sim berçários. Falando nisso o blog Lola Escreva tá falando contra o controle populacional e também contra o liberalismo, é claro. A opinião é dela não minha. Ainda assim é bom para vocês perceberem que nem os comunas são a favor de controle populacional de pobres. Mas também não são como os supremacistas brancos e os câncervas antivida, antiprazer e antifelicidade que acham que mulheres têm que ser máquinas de fazer bebês (e no caso dos supremacistas fazer bebês para a grande guerra racial). Bye, Bye ao seu terrorismo pelas próximas duas semanas.

  13. Daqui a 20 anos esse artigo ainda será bem atual…

    Uma boa solução para voltar a ser os filhos o provedor da previdência dos pais (idosos), seria fazer com que a previdência social não seja compulsória.

  14. A chave para entender isso é a infância. Há alguma coisa no sistema educacional que faz com que as crianças desses países se tornem tímidas, ou isso ou os jogos estão acabando com as habilidades sociais das crianças.

  15. Qualquer análise demográfica feita hoje em dia, tem que necessariamente considerar o seguinte aspecto: mulheres muçulmanas, residentes em seus países de origem ou que migraram para o Ocidente, tanto faz, tem cada uma em média a espantosa marca de 06 filhos.

    Concluo portanto que esta análise não leva em conta que a mudança não acontecerá entre os islâmicos, e que, em pouco tempo eles serão ampla maioria e este site deixará de existir se assim entender o Califa.

  16. Bruno Feliciano

    Acho alarmismo, o sistema de preços corrige isso

    Temos duas situações: Uma é a mudança cultura e de mentalidade, as pessoas hoje são mais ”racionais” na vida financeira do que antigamente. Hoje as pessoas são materialistas, antigamente não tinha muita coisa pra torrar dinheiro como tem hoje, as outras opções(novas) viraram prioridade.

    A outra é que, os recursos ficarão mais abundantes, a produção vai diminuir porém o consumo também

    Isso vai tornar mais barato criar um filho, o preço da mão de obra vai subir e isso vai tornar mais rentável ter um filho, garantir o futuro e ter melhor qualidade de vida

    Pra mim vai ocorrer um equilíbrio, vai chegar em um ponto que ter filho vai virar moda outra vez, os custos serão mais baixos, a economia estará mais avançada, o poder de compra também….

    Não acho que isso será um problema, acredito que isso será usado pela esquerda como alarmismo e que o estado deve resolver isso, assim como é o caso das mudanças climáticas hoje.

  17. Acho que o pessoal que está criticando o artigo ainda não entendeu básico:

    Com menos pessoas produzindo, há menos produção.

    Simples e óbvio. Não tem a ver com sistema de preços, com prever o futuro, com nada disso, trata-se de lógica básica.

    A partir da constatação de que a produção será menor, aí sim os economistas podem explicar as consequências desse fato. De novo, não tem a ver com prever o futuro, e sim uma mera explicação de causa e efeito.

  18. Primeiro: o ponto de corte é 65 anos pq? Provavelmente pq a idade “usual” de aposentadorua é essa. Mas a expectativa de vida mudou… Se fizer um ponto de corte um numero variavel dependente da expectativa de vida, a linha vermelha do grafico se estabiliza, o que nos leva a conclusao logica q, para “resolver” essa parte do problema, a idade de aposentadoria tem de mudar.

    Segundo: a taxa de fecundidade é reflexo da dificuldade (ou custo) que envolve criar filhos. Educacao, saude, moradia – tudo ficou mais caro com o progresso do wellfare state. Excetuando-se culturas em q ter filhos em abundancia é uma obrigacao religiosa, as demais culturas sofrem na taxa de fecundidade pq o estado se meteu onde nao devia e com isso distorceu os custos. Aqui nao tem jeito, so abolindo (ou limitando) o alcance do estado.

    Terceiro: novas tecnologias e automacao vao ajudar sim, mas nao vao resolver a substituicao cultural. Haja o q houver, a cultura com a maior taxa de fecundidade vai suplantar as outras e nao ha tecnologia q resolva isso.

  19. Na Finlândia, a turma já percebeu esse problema, e os defensores do welfare state já estão desesperados.

    Uma recente reportagem da Bloomberg relata que os políticos e economistas do país estão profundamente preocupados com o fato de que não haverá um número suficiente de pagadores de impostos no futuro para financiar o extravagante estado assistencialista do país. A Finlândia está vivenciando uma “escassez de bebês”.

    Em 2016, o país teve o menor número de partos em 148 anos — ou desde a grande fome de 1868. A taxa de fecundidade da Finlândia caiu para 1,57 filho por mulher, e o percentual de pessoas com 20 anos de idade ou menos em relação à população em idade de trabalhar é de 40%. Era de 60% em 1970. Ou seja, a base da pirâmide etária encolheu acentuadamente, ao passo que o topo está só aumentando.

    Este percentual de 40% é o menor entre todos os países nórdicos.

    A situação pegou os economistas do país de surpresa. Eles não só não têm nenhuma solução para isso, como ainda se mostram um tanto desesperados. Para Heidi Schauman, economista-chefe do Aktia Bank, as estatísticas são “assustadoras”. Como ele próprio explica (negrito meu):

    "Essas estatísticas mostram quão rapidamente nossa sociedade está mudando, e não temos nenhuma solução para evitar esse fenômeno. Temos um setor público grande e o sistema precisa de pagadores de impostos no futuro."

  20. A solução é o primeiro mundo aceitar cada vez mais imigrantes e buscar a integração cultural deles, para que aceitem os valores democráticos. Seria muito interessante estimular a miscigenação racial. E de quebra ajudaria na luta contra o racismo. Considero que o melhor seria uma raça única, raça humana apenas.

  21. Acho que seria importante considerar no texto as consequências da evolução tecnológica:

    1 . Maior produtividade com menos mão de obra

    2. Com menos serviços pesados e melhor saúde, pessoas podem trabalhar por mais tempo

  22. A solução é fazer como os antigos faziam, tenham seus filhos e não dependa do estado. Quem tem filhos os filhos vão cuidar, quem tem poodle os poodles vão cuidar.

  23. Compartilho um breve comentário de Charles Darwin na conclusão de A Origem do Homem e a Seleção Sexual, em que toca a questão sob a ótica da evolução humana:

    “O avanço do bem-estar da humanidade é um problema ainda mais intrigado. Deveria abster-se de

    casar todo aquele que não tiver como sustentar os filhos, deixando-lhes um legado de abjeta

    pobreza, o que não somente constitui um grande mal por si só, como pelo que representa como um

    incentivo à irresponsabilidade matrimonial. Por outro lado, conforme Galton observou, se o

    prudente evita casar-se, enquanto que o imprudente se casa, os elementos inferiores da sociedade

    tenderão a suplantar seus melhores representantes. O homem, como todo outro animal, sem dúvida

    progrediu até atingir sua atual condição enfrentando uma luta pela existência cuja severidade foi

    agravada por sua acelerada reprodução. Para continuar progredindo, ele deverá continuar

    enfrentando uma luta renhida pela existência. Caso contrário, ele tenderia a mergulhar na

    indolência, uma vez que os mais bem dotados não teriam maior sucesso na batalha da vida que os

    menos bem dotados. Decorre daí que nossa taxa normal de crescimento, embora acarrete

    obviamente muitos males, não deverá reduzir consideravelmente por alguma razão que seja. A

    competição entre os homens deve ser aberta, não se justificando impedir os mais capazes, por meio

    de leis ou de costumes, de serem mais bem sucedidos em deixar um maior número de descendentes.

    Por mais severa que tenha sido e que ainda o é a luta pela sobrevivência, no que se refere ao lado

    mais nobre da natureza humana, há que se considerar a atuação de outros agentes, pois as

    qualidades morais evoluem, direta ou indiretamente, muito mais devido aos efeitos do hábito , do

    raciocínio, da instrução, da religião, etc., do que devido à seleção natural, embora se possa atribuir

    tranquilamente a esta última os instintos sociais, que forneceram a base para o desenvolvimento do

    senso moral.”

  24. Eu saí e voltei ao artigo. Fique um tanto impressionada com ele.

    Existe alguma solução econômica de longo prazo para minimizar os impactos demográficos associados à baixa natalidade, uma vez que pagar para que mulheres tenham bebês e adolescente tenham aulas de namoro não funcionaram?

  25. Uma coisa que eu não entendo é que há muitas pessoas dizendo que no futuro grande parcela dos trabalhadores serão substituídos pelas máquinas. Olhando por esse raciocínio de qualquer forma haverá no futuro um menor número de pagadores de impostos para sustentar aposentadorias. Robô e IA não recolhem INSS.

  26. A situação do Japão e outros países ricos é bem ruim. Mas esses países tem grande riqueza acumulada, alta renda per capta e produtividade alta. O que deve ser levado em conta. O Japão investe muito em tecnologia, robótica, etc. Pode ser que haja um declínio no padrão de vida, mas não um empobrecimento que tornaram o Japão um Brasil.

    O preocupante mesmo é um país como o Brasil que já é bastante pobre, endividado e pouco produtivo, ainda ter que conviver com diminuição da força de trabalho.

  27. Deveria ter outro estudo que correlacione com o fenômeno da evolução tecnologia, sendo esse um fator muito importante, e que impactará, profundamente, a produção. Não se precisa mais de jovens para se produzir, precisa-se é de máquinas inteligentes.

  28. Carlos Roberto Cardoso Aranha

    Cada um que trate de fazer o seu pé de meia para a velhice. Quem não o fizer, que se lixe!

    Tenho 41 anos, bom patrimônio construído por mim e com bastante herança futura para receber.

    Moro junto com uma mulher de 30 anos, não temos filhos e já sou VASECTOMIZADO há muito tempo.

  29. Simples. É só mudar o modelo da previdência assim como são as previdências complementares dos bancos e fundos de pensões. Acabar com FGTS e direcionar esse recurso para o plano de previdência.

  30. Luciano Anônimo

    Notem que, além de pagadores de impostos, também vai faltar carne de canhão. Se essa tendência persistir, também haverá falta de recrutas e a defesa desses países será seriamente comprometida.

  31. Então finalmente o modelo de previdência privada (ou quase) chinela, será o padrão no futuro?

    Sem mais políticas absurdas baseadas em taxa de reprodução, e portanto menos Estado?

    Excelente notícia!

  32. Um futuro imaginavel, considerando que no futuro todos serão empreendedores e só existirá patrão bem sucedido, é que essa população não precisará da previdência :-). A robotização será o grande responsável pela produção e pelos serviços. O lucro será uma atividade para poucos, e talvez mesmo um conceito em extinção.

  33. “Já uma população declinante simplesmente não terá mão-de-obra jovem para pagar a aposentadoria desses idosos.

    Uma coisa é você ter 10 pessoas trabalhando para pagar a Previdência de um aposentado; outra coisa é você ter apenas duas pessoas (ou uma) trabalhando para pagar a Previdência desse mesmo aposentado.”

    A solução pra esse problema não seria o aumento da produtividade? A mecanização e robotização do sistema produtivo.

    Duas pessoas trabalhando com auxílios de máquinas podem produzir muito mais que as 10 que anteriormente produziam sem apetrechos tecnológicos.

    Não tenho dúvida que a questão previdenciária será um desafio no futuro. Eu mesmo tento fazer minha previdência por fora, para não depender exclusivamente da previdência pública.

  34. Jeferson Vasquez

    Que os japoneses e coreanos percam a vergonha e transem bastante! Pro bem cultural deles! E pra parar de brigarem por bonecas infláveis! Vão precisar! Hora que verem que a lingua pátria deles for extinta, será tarde demais! E não foi por falta de aviso!

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