Voltar

Por que não faz nenhum sentido manter a Petrobras estatal

“A
Petrobras é muito mais um instituto de previdência, que trabalha para os
funcionários, do que uma indústria lucrativa, que trabalha para os acionistas
(a sociedade).”
— Roberto Campos


Neste ano de eleições, o Brasil precisa realmente ser reinventado. Um dos
assuntos que merece ser abordado é a questão da energia.

Hoje,
já estamos importando quase tudo: gás,
eletricidade,
gasolina
e até etanol.
Sendo assim, não há mais nenhuma justificativa plausível para o Brasil manter
uma empresa estatal como a Petrobrás, que, segundo
seu próprio presidente
, é uma monopolista que detém quase 100% da atividade
de refino no Brasil.

A
Petrobras passou a adotar preços internacionais de mercado, o que foi uma medida
correta, mas a concorrência
na área de extração e refino segue abolida
. Na prática, temos uma estatal
que agora funciona “seguindo leis de mercado”, mas que não quer sofrer
nenhuma concorrência de empresas privadas. Isso não faz sentido.

Ah,
mas pelo menos o “petróleo é nosso!”, gritam os suspeitos de
sempre. Desculpe, mas, por enquanto, ele é dos árabes ou dos americanos com
novas técnicas de perfuração horizontal.

A
Arábia Saudita tem
um campo em Medina
que, sozinho, produz mais petróleo que todos os campos da
Petrobras juntos. E, no Oriente Médio, o que se enxerga é a presença
constante do setor privado no melhoramento tecnológico deste negócio
extremamente arriscado, do qual o dinheiro público deveria ficar de fora.

Desde
o início, o setor privado é um grande protagonista. Por exemplo, o primeiro poço de
petróleo descoberto no Golfo Árabe
não foi descoberto por nenhum
“Petro-Arabe”, mas sim pela Standard Oil,
cuja atuação viria a inverter o equilíbrio regional e mundial no “ouro negro”,
criando uma situação que dura até aos dias de hoje.

(Curiosamente,
o primeiro poço da Venezuela, no Orinoco, também foi descoberto por uma empresa
privada: a mesma
Standard Oil
. Foi ela quem perfurou o poço “Canoa 1”, o primeiro
descoberto no norte do rio Orinoco e que passou a fazer parte da chamada Faixa do Orinoco,
essencial para que a Venezuela fosse considerada em 2011 pela OPEP como o país
com as maiores reservas certificadas de petróleo no mundo).

Com a Petrobras é diferente

E
a “nossa” Petrobrás? Como se trata de uma empresa estatal, ela foi
inevitavelmente capturada pelos políticos e seus funcionários. Empresas
estatais, por sua própria natureza, representam uma porta permanentemente
aberta para ser aparelhada por políticos, que indicam protegidos e loteiam cargos
para seus apadrinhados.

Apenas
pense: por que os políticos disputam acirradamente o comando das
estatais? Por que eles reivindicam, por exemplo, a diretoria de operações
de uma estatal? Em tese, a diretoria de operações exige um corpo técnico. Por
que políticos? Qual a justificativa?

Simples:
é nas estatais que está o butim. As obras contratadas por estatais são vultosas
(muito mais vultosas do que obras contratadas por ministérios). O dinheiro
de uma estatal é muito mais farto.  E, quanto mais farto, maior a
facilidade para se fazer “pequenos” desvios. Isso, e apenas isso, já
é o suficiente para entender por que políticos e sindicalistas são contra a
privatização de estatais. Estatais possibilitam uma grande mamata. 

Com
isso em mente, vamos descortinar alguns de seus números, pois eles são
aterradores:

1)
Em faturamento anual por empregado, a Petrobrás é a penúltima
no mundo
. Em 2016, enquanto a Petrobras pagava salários a 315.000 funcionários, entre
efetivos (84.000) e terceirizados (231.000), a
Shell, a Exxon e a British Petroleum (BP), juntas,
empregavam 262.000 pessoas, 53.000 a menos que a brasileira, com lucros somando
US$ 58,6 bilhões. (A Petrobras vem de quatro anos de prejuízos seguidos; ver item 3 abaixo).

A
Exxon Mobil emprega 83.500 pessoas em mais de 100 países e registrou lucro de
US$ 32,5 bilhões em 2014. A Royal Dutch Shell paga salários a 94.000
funcionários nos 90 países onde opera, e lucrou US$ 14 bilhões no mesmo ano. Apesar
de multas bilionárias por vazamentos, a British Petroleum (BP), que tem 84.500
funcionários, lucrou US$ 12,1 bilhões em 2014.

A
Petrobras opera 7.000 postos no Brasil e em meia dúzia de países. A Royal Dutch
Shell soma 44 mil postos mundo afora.

2)
A má gestão da Petrobras é espantosa: gastou R$ 2,7 bilhões em projetos de duas
refinarias para concluir
que eram inviáveis
!

3) Em 2014, a estatal teve um prejuízo
de R$
21 bilhões
. Em 2015, mais um de R$
35 bilhões
, totalizando R$ 56 bilhões em dois anos. Em 2016, novo prejuízo de
R$
15 bilhões
. E, finalmente, em 2017, a estatal conseguiu
fechar seu quarto ano seguido de prejuízo
.

4)
Com mais de 300 mil funcionários diretos e indiretos, a estatal paga um Adicional
de Hora de Repouso e Alimentação (AHRA)
(para um horário corrido de 8h) e
chega a distribuir 17 salários por ano.

5) Distribui “lucros que não foram
realizados” em 2014
e 2015
.

Mas os absurdos pioram.

6)
A Petrobrás tem processos no TST que podem
chegar a R$ 13 bilhões
patrocinados por sindicatos de petroleiros, resultantes
de medidas tomadas pelo sindicalista
Diego Hernandes
, que comandou o RH da empresa. Em 2007, ele estendeu o
pagamento de adicional de periculosidade (áreas de risco) — um benefício — a
todos os empregados da Petrobrás, mesmo os que trabalhavam sob o ar
condicionado dos escritórios. Tal valor equivalia a cerca de 30% do salário. 

No
entanto, essa medida igualou todas as remunerações, se tornando fixa. Em
2012, os sindicatos foram à justiça pedir novo adicional para aqueles que
trabalham em situação de risco e exigindo pagamento retroativo, e outros
penduricalhos.

Resultado,
a empresa perdeu em todas as outras instâncias, com o TST se tornando a ultima
boia de salvação. E la nave va

7) Pior de tudo: a Petrobrás, com a
política do governo de controlar
os preços dos combustíveis
de acordo com sua conveniência
político-eleitoral, transformou-se num buraco negro de dinheiro público. Esta
desastrada política intervencionista destruiu o capital da estatal,
causando um
prejuízo de aproximadamente R$ 60 bilhões
, provocando nos últimos anos uma
perda de mais de R$ 200 bilhões
no preço de suas ações em bolsa.

Em
qualquer país sério não passaria em branco uma destruição desta magnitude da
riqueza pública.

Os problemas e a solução

Os
problemas de um setor petrolífero nas mãos do estado são óbvios demais: ele
gera muito dinheiro para políticos, burocratas, sindicatos e demais
apaniguados. Isso é tentador.

A
gerência governamental sobre uma atividade econômica sempre estará subordinada
a ineficiências criadas por conchavos políticos, a esquemas de propina em
licitações, a loteamentos de cargos para apadrinhados políticos e a monumentais
desvios de verba.

No
setor petrolífero brasileiro, o dinheiro é retirado do subsolo e despejado no
buraco sem fundo da burocracia, da corrupção, dos privilégios e das
mamatas. Todos os governos estaduais e todos os políticos do país querem
uma fatia deste dinheiro para subsidiar suas burocracias e programas estatais
preferidos. Consequentemente, em todos os setores em que esse dinheiro é
gasto, ele é desperdiçado. 

Caso
o setor petrolífero estivesse sob o controle de empresas privadas concorrentes,
o dinheiro retirado do subsolo seria de propriedade destas empresas e de seus
acionistas. Sim, haveria impostos sobre esse dinheiro. Mas a maior
parte dele ainda iria para mãos privadas. Tal arranjo manteria o grosso do
dinheiro longe das mãos do governo e dos seus apadrinhados, e garantiria que a
produção e a distribuição sempre ocorressem de acordo com interesses de
mercado, e não de acordo com conveniências políticas.

Sendo
assim, qual a maneira efetiva de se desestatizar o setor petrolífero do
Brasil? Para começar, legalizando a concorrência. Uma solução já foi dada neste artigo:

Para isso, bastaria o estado se
retirar do setor petrolífero, deixando a Petrobras à sorte de seus próprios
funcionários, que agora não contariam com nenhum monopólio, nenhuma proteção e
nenhuma subvenção. O estado não precisaria vender nada para ninguém. Apenas
sairia de cena, aboliria a ANP e nada faria para impedir a chegada concorrência
estrangeira.  

A Petrobras é do povo?  Então,
nada mais coerente do que colocar este mantra em prática: após a retirada do
governo do setor petrolífero, cada brasileiro receberia uma ação da Petrobras que
estava em posse do governo. E só. Ato contínuo, cada brasileiro
decidirá o que fazer com esta ação. Se quiser vendê-la, que fique à
vontade.  Se quiser mantê-la, boa sorte. Se quiser comprar ações das
outras empresas petrolíferas que agora estarão livres para vir operar aqui, sem
os onerosos fardos da regulamentação da ANP, que o faça. Se a maioria dos
acionistas brasileiros quiser vender suas ações para investidores estrangeiros,
quem irá questionar a divina voz do povo? Se o povo é sábio o bastante
para votar, então certamente também é sábio o bastante para gerenciar as ações
da Petrobras. 

O objetivo supremo é fazer com que
o dinheiro do petróleo vá para as mãos do povo, e não para o bolso de políticos
e burocratas. 

Conclusão

Sem
o estado participando ativamente do setor petrolífero, não mais seria possível
ocorrer as manipulações, as indicações políticas e os jogos de favorecimento a
apadrinhados no alto comando da Petrobras, cuja fatura é legada a nós.

Apenas sinceramente espero que, em 2018, alguém faça os
cálculos de quanto será esta fatura total que imoralmente estamos deixando para as
gerações futuras.

 

Últimos Artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

139 comentários em “Por que não faz nenhum sentido manter a Petrobras estatal”

  1. Uma dúvida sincera. Vamos supor que o mercado esteja desregulamentado, empresas já competem entre si e nós temos aqui no território das Bananias, uma gasolina barata e de qualidade, se alguma outra empresa quiser vir retirar petróleo de nosso subsolo e revender para outro país que não seja o Brasil, isso não seria benéfico para nós, quando digo nós os indivíduos.

    Visto que estariam tirando recursos naturais de nosso território mas não estariam vendendo para nós.

    obrigado.

  2. Olá companheiros !

    Essa direita fascista num vai consegui acabá cum as nossa estatal, eu num vô dexá.

    Já são 600 milhão de desempregado no Basil purcausa da lava jato daquele juiz mouro…quando eu voltá ele vai vê.

    Nossa democracia vai continuá forte, e cumigo de volta os companheiro sem teto e sem terra vão tê onde morá e onde prantá sua comida.

    A gente vamo estatizá tudo, tudinho será estatizado, tudo será do povo basilêro, dus póbi que num tem nada e agora vão tê.

    Não interessa se os extrema direita igual vocês num vão votá ni mim, eu vô ganhá de qualquer geito, os companheiro do SFT e do TSE sabem disso.

    até 01 de Janeiro de 2019

    LULA VAI VOLTAR

  3. Apenas sinceramente espero que, em 2018, alguém faça os cálculos de quanto será esta fatura total que imoralmente estamos deixando para as gerações futuras.

    Nós não. Eles. Não tive culpa disso. Eu sou da parte que já é obrigada a pagar para sustentar o esquema.

    Não digo nem que fui voto vencido porque sequer teve votação alguma, de que eu pudesse tomar parte, a esse respeito. Só vem a conta.

  4. A Petrobras é mais uma cria demoníaca gerada pelo Getúlio Vargas. Os Correios foram “aprimorados” pelos milicos, outros abobalhados que em 1978 iriam declarar monopólio nas entregas de cartas, correspondências e malotes.

    Acho que o Brasil precisa quebrar mais ainda para ver se assim eles fazem as privatizações e demais reformas. Ou o Brasil sumir, se transformando em inúmeros países independentes.

  5. Tirando o ponto número 1, que é um belo exemplo da falácia do “Texas Sharpshooter”, concordo com tudo. Não precisava colocar esse ponto e manchar esse bom artigo, pois todos os outros são pertinentes. Os números não levam em conta os funcionários terceirizados das demais petrolíferas e exibem somente um ano específico para generalizar o desempenho da Petrobras frente às demais. Tirando isso, sim, a Petrobras é a mina de ouro dos políticos e burocratas e deve ser privatizada e desestatizada.

  6. Também não é bem assim. Tem que pensar 200 vezes antes de privatizar a NOSSA Petrobrás, pronome já utilizado inclusive pelo presidente deste instituto. Outra coisa, vai vender no momento em que os preços das ações estão em baixa? A preço de banana? Pretendem vender pra quem? Pros chineses? Eles não estão comprando do Brasil, eles estão comprando o Brasil. A Petrobrás possui as nossas melhores terras, nosso subsolo, vocês querem entregar isso pra qualquer estrangeiro? Por isso que ela é, SIM, estratégica, não venham ridicularizar a realidade. Liberais, precisamos fincar mais o pé na realidade e nos unirmos. Um gênio como o Paulo Guedes já percebeu isso.

  7. “A Arábia Saudita tem um poço em Medina que, sozinho, produz mais petróleo que todos os poços da Petrobras juntos. ”

    o certo deveria ser

    “A Arábia Saudita tem um CAMPO chamado Ghawar que, sozinho, produz mais petróleo que todos os CAMPOS da Petrobras juntos. “

  8. Essa empresa vai continuar exatamente como está. Em outubro o povão vai votar em candidatos que prometerem moralizar a administração pública, honestidade e unicórnios peidando arco-íris.

  9. Brasil quer ser uma Noruega

    “Não existe um modelo ideal. A pergunta que um país tem de se fazer ao determinar sua política é como balancear riscos, porque a indústria de petróleo é muito arriscada: os projetos mais falham do que têm sucesso”, afirma Heller.

    Fabiano Mezadre Pompermayer, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), acrescenta que, além dos riscos da exploração, o “potencial de rendimento determina a maior ou menor presença dos governos.”

    “Em países do Oriente Médio, onde a rentabilidade é alta e o risco é baixo, o Estado resolve fazer tudo diretamente. Nos Estados Unidos, Reino Unido e Noruega, onde o risco é alto, se compartilha isso com empresas privadas por meio de concessão, que, em troca, pagam tributos, como royalties, participações especiais e bônus de assinatura”, afirma Pompermayer.

    O pesquisador da FEE ressalta que os dois países nos extremos desse grau de participação do Estado, Arábia Saudita e Estados Unidos, têm características próprias que impedem sua comparação ou replicação mundo afora.

    Leães avalia que seria “desonesto” comparar o Brasil com a Arábia Saudita, que tem “reservas absurdas com um risco muito baixo”.

    “Há tanto petróleo que as empresas aceitam serem só prestadoras de serviço, algo que é menos lucrativo, porque ainda assim elas faturam muito”, afirma.

    A situação americana também é especial, explica o pesquisador, porque a lei do país determina que o petróleo não pertence ao Estado, como no Brasil, mas a quem o encontrar.

    “As primeiras descobertas se deram na década de 1860. Quando o petróleo vira um item de segurança nacional, em meados do século passado, já havia grandes empresas privadas nacionais fortes, que podiam garantir os interesses do país.”

    Leães esclarece que a decisão sobre o papel do Estado na exploração do petróleo tem um caráter “político” e se dá de acordo com as diferentes circunstâncias de um país. Ele cita o exemplo da Noruega.

    “Quando se descobriu petróleo, era um país relativamente pobre, mas com instituições consolidadas. Houve uma grande discussão sobre o que fazer, e foi criada uma estatal e um fundo soberano para administrar os recursos obtidos com a atividade”, afirma.

    Mas a maioria dos países está em estágio de desenvolvimento anterior, em guerra civil ou sob regime ditatorial quando se descobre o petróleo em seus territórios, diz o pesquisador.

    “A princípio, se permite muito investimento externo, mas as pessoas passam a ter a sensação de que estão sendo exploradas. Há, então, um rompimento completo e se vai de um extremo a outro, como no Brasil, mas isso vai mudando com o tempo.”

    Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-37613325

  10. Sei que se fossemos elencar todos os desmandos da Petrobrás o texto ficaria gigante, mas senti que faltou mencionar a explosão do endividamento e os custos bilionários para construção do Comperj e do Rnest, que são dois elefantes brancos grandes até mesmo para os padrões da Petro.

  11. Privatizar nem sempre é bom, basta ver o caso da agua

    http://www.bbc.com/portuguese/brasil-40379053

    Enquanto o Rio e você falam em privatizar, o mundo todo que privatizou re-estatizou no setor da agua.

    A agua é um direito humano essencial.

    Eu acho que a maioria das coisas devem ser privadas sim, socialismo é pobreza, acredito e apoio a economia de mercado e o capitalismo.

    Mas pera la, bens essenciais assim não da. Os fatos ja demonstraram, na America do Sul somente o chile obteve sucesso na privatização da agua, somente porque la ouve forte regulação do estado no setor, enquanto nos outros países sul-americanos optaram pela desregulação do setor…

    O petroleo não é diferente, tem muita estatal de petroleo melhor que as privadas…

  12. Um economista antigo chamado Eugenio Gudin que viveu no seculo passado disse certa vez que a petrobrás foi feita para ajudar o Brasil e não o Brasil ajudar a petrobrás. Em relação as estatais estamos permanentemente ajudando as estatais através de impostos pagos retirado do nosso bolso para ajuda-las, entre elas a petrobrás os correio etc….. como se fosse uma pena imposta a nós brasileiros por alguma falta cometida. Elas se tornaram uma vaca sagrada e quem fala em desestatização dela é taxado como entreguista das riqueza de nossa nação. Temos que desmitificar esta postura que o petroleo é nosso, pois ele não é nosso e que para manter a petrobrás está ficando cada vez mais caro ano após ano. O brasileiro precisa pensar que ele é socio de uma empresa que dá prejuizos e ele é obrigado a tirar dinheiro do bolso o ano inteiro para pagar o prejuizo dessas estatais. E só por desinformação ou burrice temos aceitamos a cultura que estatais que dão prejuizo são boas para o pais. Temos que estancar este prejuizo que a lavagem cerebral dos politicos de esquerda nos impigiram. Estatal nunca foi boa em nenhum pais do mundo. Só o interesse particular leva o dono a cuidar bem de sua empresa ou ir a falencia. Os burocratas cuidam bem da vida deles. Essa Nova Classe capturou o estado para os seus interesses particulares e querendo ou não, temos que pagar pelos seus desacertos, corrupção e crimes contra as empresas que o estado maneja. Temos que perguntar aos politicos todos os dias em 2018 o que eles farão como as estatais. Mas não queremos privatizaçãos tipo Vale onde o senador do PSDB Aécio negociava uma diretoria da Vale com o Sr Wesley, que era uma empresa privatizada. Como politico negociando diretoria de empresa privada? Queremos que se deem uma ação da petrobrás ou dos correios para cada brasileiro, pois cada um é dono pois ajudou a formar pois o governo só tem dinheiro dos impostos. Desestatizem esses monstros ineficientes que sempre deram prejuizos e estão sempre em UTI das finanças publicas. O povo deve perguntar qual o regime fiscal adotarão pois sem orçamento equilibrados desejos e ‘mais educação mais saude’ é simplemente o exercicio de retirar agua da parte mais funda da piscina e jogar na parte mais raza para esvasiar a mesma. Sem uma moeda forte daremos sempre um vôo de galinha. Desestatizar é a solução.

  13. Não entendi a justificativa sobre a Arabia Saudita controlar tal área, já que a área é controlada por uma estatal. Essa justificativa só está dando dando voz a esquerdistas argumentarem a favor da permanência da Petrobrás.

  14. O petróleo é dos árabes. E a Petrobrás é da CUT. Dei-me um país, que tenha monopólio estatal do petróleo e, eu lhe darei um país pobre e uma cleptocracia. Tudo o que a Petrobrás deu ao povo brasileiro, desde que foi criada em 1953, é uma sentença de viver num país pobre.

    Qual deveria ser o hino do PT? Aquela música que diz: "Onde está o dinheiro? O gato comeu, o gato comeu. E ninguém viu. O gato fugiu, o gato fugiu. O seu paradeiro está no estrangeiro."

    Quem quiser, que veja a música completa neste site: http://www.youtube.com/watch?v=92rr8EcDc90

  15. Mauricio Antonio de Avila Macedo

    Li um comentario assim ai pra cima !

    LULA 2019 !!

    RI MUITO !!!!

    Genial !!!

    ACAO DA PETROBRAS 160 BI DE PREJUIZO……QUERO NAO !!!!

    ACAO DOS CORREIOS ….10 BI DE PREJUIZO , EM BREVE,….QUERO NAO !!!!

  16. É besteira lutar por um mercado livre no Brasil. Para conseguir isso, teria que reformar todo o sistema político.

    E pra piorar a maioria dos libertários não participam da política e vivem reclamando que o governo só incha.

  17. A Petrobras já detém 97% das jazidas brasileiras e as 3% restantes são do governo. Simplesmente abrir a concorrência não resolve o problema de combustível do Brasil.

    Para resolver o problema, a importação de gasolina deveria ser totalmente livre. Isso forçaria a Petrobras em cortar gastos, renovar suas instalações e ser mais eficiente. Mas por outro lado, ficaria bem mais endividada, pelo menos no começo.

    A privatização da Petrobras precisa ser feita com calma e cautela, não pode vendê-la toda para uma única empresa nacional ou estrangeira.

    Antes de fazer os leilões, teria que já ter uma lista de compradores mais ou menos pronta.

  18. Quer dizer entao que o problema é ser estatal, e nao o fato de ser administrada por corruptos e se sujeitar, inclusive, à ação de corruptores do setor privado? Esse texto me lembrou uma analogia feita com bois infestados de carrapatos, rs. Para acabar com os carrapatos têm gente que prefere matar os bois ao invés de usar carrapaticida… a propósito, manda aí os números da estatal norueguesa Statoil, pra gente entender melhor como as estatais são um problema…

  19. Fora do assunto desse artigo, mas ainda com uma certa relevância.

    Pessoal, por que é comum o pessoal de ciências naturais reclamar que hoje a ciência é vista de maneira puramente financeira? Eu estou cursando biologia na Unesp e notei isso de um dos meus professores. Bom, passaram um texto para a gente falando que a ciência hoje está sendo “moldada” por interesses do capitalismo e afins (detalhe é o atraso, eles citaram o mundo como sendo “dominado” por indústrias). Ora bolas, e antes, ciência se fazia deitado num gramado verde e de maneira romantizada? De onde veio o capital para os primeiros cientistas poderem realizar essas pesquisas e observações?

  20. A grande questão é que o petróleo é um recurso finito, por isso deve ser explorado de maneira estratégica. Se todas as nossas reservas fossem privatizadas e coladas a disposição para exploração (inclusive para exportação), em pouco tempo teríamos um pico de produção, seguidos por anos de estagnação e desta forma ficaríamos sem esse produto valioso e seríamos obrigados a importar usando dólares, pois lá fora não se aceita reais como moeda de troca e desta forma nos endividaríamos em dólar como foi feito da década de 7o, quando havia excesso de petrodólares. Mas como os EUA aumentaram seus juros na década de 80, países com grandes dívidas como o Brasil não puderam pagar e daí todos sabem que a década de 80, foi a nossa década perdida. E tudo originado pelo fato de o Brasil naquela época não ser autossuficiente em petróleo. Privatize e em pouco tempo o Brasil irá produzir petróleo em excesso (talvez mais de 6 milhões de barris por dia) e em seguida ficaremos a ver navios, obrigados a comprar petróleo utilizando os valiosos dólares e gerando novas décadas perdidas. No Amapá existia uma reserva enorme de manganês na Serra do Navio que foi explorada até o fim por estrangeiros que pensavam apenas no lucro imediato. Não deixemos que o nosso pré-sal se transforme em uma Serra do Navio.

  21. Sou totalmente a favor a privatização de tudo menos de petroliferas, petroleo não espaço pra devaneios ideologicos ou é estatal ou monopolio privado a não ser uma privatização no modelo homestead para seus trabalhadores

  22. Danilo Cuzzuol Pedrini

    O argumento 1 é falso, praticamente um ato de má-fé. A primeira vez que vi, foi publicado pela Raquel Landim, depois replicado por Cláudio Humberto e Gibaum.

    Por quê é falso? Primeiro, soma o número de empregados próprios da Petrobras ao de terceirizados, mas compara somente ao total de empregados próprios das outras 3 empresas.

    -> SHELL: declarou abertamente o número de empregados e o de terceirizados (“contractors”).

    93 mil empregados (página 49)

    216 mil contratados (página 44)

    Fonte: s05.static-shell.com/…/doc…/entire-shell-sr15.pdf

    -> BP: 79800 empregados

    185 milhões de horas trabalhadas por terceirizados

    Como são 168 milhões de horas trabalhadas por empregados próprios e supondo a mesma quantidade de horas por empregado ou terceirizados, uma regra de 3 daria 86450 terceirizados.

    http://www.bp.com/…/bp-sustainability-report-2015.pdf

    -> Exxon: 71100 empregados

    A Exxon não fornece informações sobre total de horas-homem trabalhadas por empregados ou terceirizados, muito menos o número de terceirizados.

    cdn.exxonmobil.com/…/2016_ccr_full_report.pdf

  23. Pessoal, é comum eu ouvir de algumas pessoas que antes da Nossa Caixa ter sido vendida para o Banco do Brasil, era melhor as condições de trabalho. Isso é verdade? O que foi essa venda? Uma espécie de concessão estatal? O que o Serra tem a ver com isso? E Lula?

  24. 1) Em faturamento anual por empregado, a Petrobrás é a penúltima no mundo. Em 2016, enquanto a Petrobras pagava salários a 315.000 funcionários, entre efetivos (84.000) e terceirizados (231.000), a Shell, a Exxon e a British Petroleum (BP), juntas, empregavam 262.000 pessoas, 53.000 a menos que a brasileira, com lucros somando US$ 58,6 bilhões. (A Petrobras vem de quatro anos de prejuízos seguidos; ver item 3 abaixo).

    Não é possível que seja essa diferença. Será que Exxon, Shell e BP não tenham funcionários terceirizados?

    Ex: Quando o Deepwater Horizon explodiu. Existiam 7 funcionários da BP e 79 of Transocean( dona da plataforma). Acredito que entraria no cálculo de funcionário terceirizado usado.

    Mas mesmo assim 84 mil efetivos é o mesmo que as outras 3 onde a atuação é muito maior.

  25. A solução do autor é muito arco-íris. Se fosse em outros setores, o papel do governo seria muito mais simples, mas ainda assim não seria tão simples como “simplesmente sair de cena” porque vai praticamente permanecer a mesma coisa na empresa. E quando ela falir, alguma outras (geralmente estrangeira) vai comprá-la inteira e ter 98% do petróleo do país.

    Além de abrir o mercado e abolir a ANP, precisa privatizar a Petrobras fragmentando em outras empresas. Até porque somente funças trabalham lá.

  26. Não vejo outra forma melhor de privatizar a Petrobrás a não ser colocando 100% das ações que hoje estão nas mãos do estado à venda na Bovespa. Há muitas teorias explicando como desestatizá-la de forma mais justa, tipo distribuir ao povo as ações ainda estatais, mas vejo isso como uma solução utópica e inviável. Fragmentá-la em várias outras empresas também acho inviável, além de enfraquecê-la, tornaria o processo mais burocrático e mais passível de corrupção. O fato de a empresa ser 100% privatizada manteria o monopólio das nossas reservas, o que a princípio é péssimo, porém bastaria zerar as taxas de importação de petróleo que a concorrência quebraria esse monopólio aos poucos. De qualquer forma, privatizar é a solução final, o que já seria um alívio nacional pelo fato de nos livrarmos desse encosto estatal que nos assombra e nos empobrece há mais de meio século.

  27. A privatização da Petrobras e de outras estatais continua sendo tabu. O Brasil culturalmente não evoluiu praticamente nada neste aspecto e boa parte da população é contra, sem nem saber bem o porque. Qualquer governante que faz esta proposta comete suicídio político.

    Uma alternativa poderia ser a reformulação do modelo de gestão e governança das empresas estatais, buscando um modelo do participação do estado similar ao de Cingapura (The State as Shareholder: The Case of Singapore).

    Apesar de existir uma forte cultura de intervencionismo estatal, lá sempre prevaleceu o mérito e a gestão profissional. O cidadão de Cingapura se orgulha desse verdadeiro culto ao mérito. Não há indicações políticas. Ao longo do tempo houve uma evolução do modelo de participação do estado no capital. Inicialmente a participação era direta e posteriormente evoluiu para uma empresa de participações: a Temasek. Há pouquíssimos monopólios.

    O grande problema das estatais brasileiras é o seu uso político, que tornou a corrupção endêmica e inviabiliza qualquer gestão estratégica. Outro problema é a ausência de concorrência em alguns casos. Também não ajuda em nada a subordinação das compras a Lei de Licitações. Por último, os privilégios dos funcionários públicos: existem bons profissionais mas a maioria se acomoda. Uma plataforma política que proponha algo na linha de resolver estas questões tem mais chances de obter o apoio da população e algum avanço prático.

  28. Tenho algumas dúvidas sobre a questão dos Royalties.

    1 – O lucro do governo dos Royalties (10% da produção de uma exploradora) são distribuídos entre a União, Estados/Municípios e a FEP. A distribuição de 75% para a educação e 25% para saúde, vem apenas do lucro que foi destinado a União?

    2 – Se toda a Petrobrás for desestatizada e a ANP for abolida, os Royalties deixarão de existir?

  29. (1) Em quais países a exploração do petróleo é privada?

    (2) Em quais países a exploração do petróleo é estatal?

    (3) Queremos ser como os países do grupo 1 ou do grupo 2?

    * * *

  30. D%C3%83%C2%BAvida

    O terceiro ponto levantado pelo artigo, diz que a Petrobrás teve uma dívida basicamente de 70 bi entre 2014 e 2017. Mas aqui nessa noticia, diz que chegou a 400 bi só em 2015. Como se explica?

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/05/petrobras-hoje-e-muito-diferente-do-que-era-antes-da-lava-jato-diz-parente.shtml

  31. para não dar mimimi sobre privatizar a petrobras ou os correios, abram o mercado, ponham concorrência, aí daqui uns anos vão se arrepender a petrobrás quando tinha valor. aos defensores do socialismo, a china está comprando tudo, mas vão ver se os trabalhadores são ricos…

  32. Hugo S. De Vita

    Façam um favor para o Brasil, vão embora daqui!!!!!

    Nós brasileiros patriotas não queremos uma instituição sem ética e escrúpulos no nosso país…

    Vocês nada mais são do que o braço acadêmico das grandes corporações imperialistas que desejam escravizar os povos emergentes.

  33. Como antecipado pelo artigo, o resultado final foi ainda pior:

    Petrobrás é derrotada no TST na maior ação trabalhista de sua história

    Tribunal deu razão aos trabalhadores com um placar de 13 votos a 12; mudança tem impacto na estatal de R$ 15 bi por pagamentos passados e mais R$ 2 bi por ano na folha de pagamento

    Com placar apertado (13 a 12), o TST tomou uma decisão que deve levar a empresa a pagar mais de R$ 15 bilhões a funcionários que questionam a política de remuneração da estatal.

  34. Seu argumento número 1 está totalmente errado.

    Pegou o número de empregados e terceirizados da Petrobras e comparou só com o número de empregados próprios das outras empresas.

    Não é uma análise honesta de ser feita, né?

  35. José Alves Rodrigues

    Gente li alguns comentários até que com sabedoria, mas a maioria só bobagens, sem nenhum fundamento. Vamos analisar bem e não precisa ser nenhum expert para saber o que é melhor: Estatal ou Privado, quem cuida melhor o Governo ou o Particular, eu acho que é o Privado, porque no setor público o que menos importa é a eficiência, o lucro, o que interessa é o emprego que tem estabilidade. O mais importante é conseguir o emprego, depois não precisa mais se preocupar com nada, está tudo garantido. Então vamos acabar de vez com essa balela, porque o melhor sem dúvida é a empresa privada que precisa do lucro para sobreviver e ainda mais tem um sócio que é o governo que no fim do mês põe a mão no imposto que por sinal muito alto no Brasil. Obrigado.

  36. Todos que defendem a venda de Petrobras mostram fatos bem realistas em relação a forma que a empresa e gerida, mas em nenhum momento falam do mais basico em relação ao mercado do petróleo, NÃO É OFERTA QUE DETERMINA O PREÇO DO BARRIL, o mercado é regulado por um CARTEL, a OPEP, que limita a oferta de forma artificial, mantendo o preço elevado mesmo que varios produtores tenha condições de aumentar sua produção, não fazem para que mantenham seus lucros muito superiores ao custo de produção. Então é isso que falam que o mercado se auto regula?

  37. Em 2018 a Petrobras foi a empresa mais lucrativa do país com R$25 bi de lucro. Sinceramente não entendo qual a lógica em transferir todos os ganhos da exploração do petróleo, um recurso natural que é de todos, para as mãos de um grupo privado ao invés de compartilhar esses ganhos com toda a população. É verdade que empresas estatais são muitas vezes aparelhadas e servem a interesses duvidosos mas não seria mais inteligente fazer com que estas empresas sejam mais transparentes e eficientes ?

    Por que o estado não pode se valer de Ativos (empresas lucrativas) para aumentar sua capacidade financeira e prover serviços públicos (saúde, educação e segurança) de melhor qualidade ?

    Ao invés de privatizar não seria melhor profissionalizar estas empresas e torná-las ainda mais lucrativas ?

  38. Vale lembrar que, se atualmente ela fechou alguns balanços em prejuízo, durante décadas trouxe muito lucro distribuído entre acionistas, empregados e a União (acionista majoritária). Então, não me parece um mau negócio. Carece de uma administração mais competente e, principalmente, proba, é verdade; mas muitas informações acima são imprecisas. Asseguro não existirem mais do que 13 salários anuais e os vencimentos da maior parte dos empregados não é maior do que aqueles pagos no BNDES ou no judiciário. Eu me considero liberal, mas vejo que falta informação precisa para ajudar as pessoas a assumirem um posicionamento embasado, então elas acabam seguindo uma orientação ideológica, sem saber das verdadeiras consequências daquilo que defendem.

  39. O Questionador de Botequim

    Qual o real motivo dos liberais para a privatização da PETROBRAS ?

    Para responder isso precisamos analisar o cenário onde a PETROBRAS está inserida e a natureza do mercado e própria.

    A PETROBRAS é uma sociedade de economia mista e portanto tem capital privado e público, ou seja, tem acionistas privados e opera na bolsa de ações, inclusive na Bolsa de Nova Iorque (NY), sendo obrigado a responder a Lei Sarbanes-Oxley (SOX).

    A participação governamental é substancial nas ações com direito a voto (ordinárias) e portanto o tomador de decisão, mas não nas ações preferenciais. Ou seja, o Governo tem um capital real investido relativamente baixo, sendo o privado o grande investidor. Embora o governo seja o grande controlador.

    O mercado de petróleo brasileiro está aberto desde 1998, com a quebra do monopólio da Petrobras. Mas devido a uma legislação posterior, devido às descobertas do Pré-Sal, a PETROBRAS foi “protegida”, embora seja relativa esta proteção, prejudica a livre concorrência, visto que a PETROBRAS tem algumas preferências.

    A legislação brasileira não é favorável à livre concorrência no Brasil, principalmente devido a constante e instável ingerência governamental no mercado da indústria de petróleo. Basta vermos:

    1. Na greve dos caminhoneiros o governo tentou tabelar o preço do diesel;

    2. O governo onerou as participações nos campos do Pré-Sal;

    3. O governo já cogitou voltar a limitar os reajustes dos combustíveis;

    4. A ANP só libera as rodadas de licitação de campos, quando a PETROBRAS tem boa possibilidade de participação; etc.

    Paralelamente, a PETROBRAS é um grupo empresarial e não apenas uma empresa, tem-se diversas subsidiárias, o que dificulta a entrada de concorrência. Tal grupo opera do poço ao posto de gasolina, desde a exploração, refino, petroquímicas, distribuição e venda no atacado e no varejo.

    Já no mercado internacional são raras as empresas com esta natureza, se privatizar a PETROBRAS como grupo empresarial, só haveria uma “transferência de monopólio” e qualquer abertura de mercado continuaria inviável, visto que a nova operadora já estaria implantada em 100% do mercado brasileiro. E pior que o monopólio estatal é o privado.

    Assim, o que promoveria a livre concorrência é:

    1. Redução dos ativos da PETROBRAS, com a venda de subsidiárias (Transpetro, Liquigás, BR-Distribuidora, GasPetro,…), além das Termoelétricas, Fabricas de Fertilizantes, Refinarias, etc. Por outro lado, tem-se campos maduros. Isso efetivamente reduz a participação da PETROBRAS no mercado nacional e amplia a diversidade de operadores privados.

    * Campos maduros são onerosos para empresas grandes, mas para pequenos produtores pode ser viabilizado.

    2. Alteração da lei do Pré-Sal, retirando as “vantagens” previstas para a PETROBRAS.

    3. Desobrigar a contratação de 50% de conteúdo local: tal obrigação vigente restringe a contratação de tecnologias e serviços especializados internacionais, podendo gerar maiores custos, menores eficiência e produtividade, consequentemente, reduzindo a atração de empresas para operar no Brasil.

    Assim, concluo que a venda da PETROBRAS por si só não resolve a competitividade no mercado de petróleo e derivados. Para viabilizar a livre concorrência e iniciativa é necessário:

    1. Uma nova legislação que retira os “privilégios” da PETROBRAS;

    2. Uma política de licitação de campos que não visa privilegiar a PETROBRAS;

    3. Uma política robusta de desinvestimento da PETROBRAS, com foco na manutenção da atividade principal;

    4. Uma política de não intervenção estatal na cadeia do Petróleo e Gás, do poço ao posto.

  40. Mais uma dissonância cognitiva desse povo:

    – Empresa privada paga X milhões em impostos:

    “Mentira! Empresário não paga imposto! Eles repassam para o preço! Quem paga é o consumidor!”

    – Petrobrás paga X milhões em impostos:

    “Que maravilha! É estatal e é lucrativa! Veja quanto gera de arrecadação para o governo! Não faz sentido privatizar!”

    – Empresa privada anuncia X milhões de lucro:

    “Exploradores mesquinhos! Ganância sem fim! Só sabem explorar o povo!”

    – Petrobrás anuncia X milhões de lucro:

    “Orgulho nacional! Modelo de empresa bem administrada!”

  41. Sobre essa postagem, pensei no seguinte: Bolsonaro vai ficar conhecido como o presidente que privatizou menos que o Collor. Entretanto, fica uma dúvida: na época do Collor as privatizações eram feitas simplesmente na canetada ou também precisavam de aval do Congresso?

    Por exemplo, na época do FHC, para privatizar o Banespa foi um verdadeiro parto (o governo federal teve que intervir no processo). Houve várias liminares impedindo a continuidade da privatização, greves de sindicatos e afins. Foi privatizada só no início dos anos 2000.

  42. Uma pergunta: sendo o Brasil não autossuficiente em gasolina, por que ele exporta petróleo? Isso não deixa o mercado interno ainda mais desabastecido?

Rolar para cima