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Longe de ser a raiz de todo o mal, o dinheiro é a essência de tudo o que há de bom no mundo material

O que é o dinheiro? Em termos simples, o dinheiro
pode ser definido como um “meio de troca aceito por todos”.

O dinheiro é o bem que todas as pessoas de uma
sociedade estão dispostas a aceitar — com efeito, estão ávidas para aceitar —
em troca de produtos e serviços que elas oferecem.

E tão logo as pessoas recebem dinheiro em troca dos
bens e serviços que ofertam, elas subsequentemente o utilizam com o objetivo de
fazer novas trocas comerciais, para então obter os produtos e serviços de
outras pessoas, as quais estão igualmente ávidas para aceitar esse dinheiro
delas.

Sendo assim, o dinheiro é a mercadoria de mais fácil
comercialização em uma economia. Um indivíduo está disposto a aceitar dinheiro porque
tem a convicção de que todas as outras pessoas estarão dispostas a aceitar este
dinheiro dele em troca de bens e serviços.

Sem o dinheiro, não há divisão do trabalho

Independentemente da maneira como o dinheiro
surge na economia
, o fato de que ele existe é algo extremamente benéfico. Sem o
dinheiro, uma sociedade baseada na divisão do trabalho — da qual toda a
moderna civilização depende para ter bem-estar — não poderia existir.

Uma sociedade baseada na divisão do trabalho é
caracterizada pelo fato de que cada indivíduo se dedica a produzir apenas um
bem ou serviço — ou, no máximo, uma pequena quantidade de bens e serviços. E
cada um destes bens e serviços é consumido pelas outras pessoas.

Ao mesmo tempo, praticamente tudo o que qualquer indivíduo
consome nesta sociedade é produzido pelo trabalho de outros. Apenas pense em
qualquer emprego que você já teve, em quão específica era a natureza daquele
trabalho, e quem, em última instância, foi beneficiado pelo fato de que aquele serviço
foi fornecido.

Se, por exemplo, você trabalhou em uma fábrica de botões
de camisa, os beneficiários físicos do seu trabalho foram as pessoas cujas
camisas tinham os botões que você ajudou a fabricar. Igualmente, pense em todos
os tipos de trabalho feito por todas as pessoas que fabricam bens e serviços que
você consome: de ar-condicionado e automóveis a produtos contendo zinco e
zircônio.

Entre os benefícios de uma sociedade baseada na divisão
do trabalho está o fato de que o volume
de conhecimento empregado nos processos de produção cresce contínua e
exponencialmente
. Em vez de todas as pessoas viverem como agricultores que
visam apenas à subsistência, e que aplicam seus escassos conhecimentos
produtivos apenas para si próprias, sob um arranjo de divisão do trabalho o
volume de conhecimento aplicado na produção passa a refletir todo o conjunto combinado
de conhecimentos de todas as diferentes especializações.

E cada indivíduo, na condição de comprador dos bens
e serviços de outras pessoas, se beneficia deste radicalmente ampliado conjunto
de conhecimentos.

Uma sociedade baseada na divisão do trabalho, e
todos os seus benefícios, não seria possível caso não houvesse dinheiro. Na ausência
do dinheiro, bens e serviços só poderiam ser trocados por outros bens e serviços
por meio da prática direta do escambo.

O produtor de cada bem ou serviço teria de encontrar
alguma maneira de trocar o bem ou serviço específico que ele produziu por todos
os bens e serviços que ele deseja adquirir de todas as outras pessoas.

Por exemplo, os produtores de ácido sulfúrico, de
vigas de aço, de rolamentos, de chips de computadores, de cortes de cabelo etc.
teriam de encontrar alguma maneira de oferecer seus bens e serviços em troca de
comida, roupa e alojamento. Porém, quantos agricultores ou donos de mercearia, quantos
comerciantes ou fabricantes de roupas, quantos proprietários de imóveis,
incorporadoras ou financiadores hipotecários teriam necessidade de tais
produtos — principalmente com uma frequência cotidiana?

Mais: como poderiam os produtores de bens tão valiosos
e indivisíveis, como carros ou imóveis, oferecer estes seus produtos em troca
de coisas de pequeno valor, como um pedaço de pão? Eles não têm como fragmentar
carros ou imóveis em pedaços menores e usar esses pedaços como moeda de troca para
conseguir pão.

Na ausência do dinheiro, a única maneira confiável de
adquirir itens básicos e de primeira necessidade seria ou tentando produzir
cada um deles por conta própria, como um agricultor de subsistência, ou
tentando produzir bens e serviços que agricultores estão sempre demandando —
por exemplo, você teria de se tornar um ferreiro ou um médico rural.

Mas isso, obviamente, significaria a completa destruição
da extremamente produtiva especialização gerada pela economia baseada na divisão
do trabalho, e a abolição da oferta da enorme variedade de bens e serviços vitais
para um moderno padrão de vida.

O resultado seria um apavorante empobrecimento e uma
explosão na mortalidade, levando a uma acentuada despopulação.

A existência do dinheiro impede esses problemas. Por
causa do dinheiro, um produtor não tem de produzir apenas aquilo que seus
ofertantes de bens e serviços essenciais querem. Tudo o que ele tem de fazer é
produzir algo que qualquer pessoa, de qualquer
lugar do mundo
, queira e esteja disposta a dar seu dinheiro em troca.

E, uma vez em posse deste dinheiro, tal produtor
poderá agora comprar o que desejar de quem ele quiser — afinal, como vimos, o
dinheiro é algo que todos querem, é a mercadoria de mais fácil comercialização
em uma economia.

Desta maneira, a existência do dinheiro radicalmente
aumenta o grau em que a divisão do trabalho pode ser ampliada e aprofundada.

Ao mesmo tempo, o dinheiro fornece a base intelectual para a conduta da sociedade
baseada na divisão do trabalho.

Por causa do dinheiro e da existência de preços monetários
para todos os bens e serviços, os produtores de tornam capazes de comparar suas
receitas monetárias com seus custos monetários e, com isso, saber se estão sendo
eficientes em sua produção. Supondo que o poder de compra do dinheiro não tenha
caído significativamente entre o momento em que o produtor comprou seus meios
de produção (bens de capital e mão-de-obra) e o momento em que ele vende seus
produtos, um lucro monetário significa um aumento em sua capacidade de adquirir
bens e serviços de terceiros. Consequentemente, isso comprova que sua operação foi
bem-sucedida.

Intimamente relacionado a isso está o fato de que a existência
dos preços torna possível comparar os custos de se utilizar diferentes métodos de
produção e, consequentemente, escolher o mais econômico. O sistema de preços —
possibilitado pelo dinheiro — torna possível comparar a lucratividade de se
produzir diferentes produtos, a lucratividade de se investir em áreas diferentes
e, acima de tudo, comparar em termos remuneratórios as vantagens de se
trabalhar em uma determinada ocupação em vez de em outra.

E
se o dinheiro fosse abolido?

Não obstante tudo isso, ainda são várias as pessoas
ignorantes em economia básica que dizem ser o dinheiro a raiz de todo o mal, e
que, por isso, se ele fosse abolido estaríamos em melhor situação.

No entanto, o fato incontornável é que, sem a nossa
atual economia baseada no dinheiro, praticamente toda a moderna vida industrial
e urbana entraria em colapso em uma questão de poucos meses. 

Por exemplo, se todo o sistema monetário de um país
rico e grande fosse abolido — como querem essas pessoas –, provavelmente mais
da metade das pessoas deste país estaria morta em menos de três meses. Sem
o dinheiro, não haveria cálculo de preços e de custos. Ninguém seria capaz
de ofertar bens básicos às cidades. Ninguém seria capaz de calcular o
custo de nada.

Sem dinheiro, não haveria, por exemplo, transporte
de cargas, de alimentos ou de combustível. Caminhões que transportam
produtos para as cidades são pagos em dinheiro. Nenhuma empresa de
transporte mandaria um caminhão com uma valiosa carga de gasolina para uma
cidade. Em troca de quê? Se ela fizesse isso, o motorista jamais
retornaria. Nem o caminhão. A gasolina e o caminhão passariam a ser uma
valiosa moeda de troca. Os caminhões deixariam de rodar.

O mesmo raciocínio acima é válido para empresas de
transporte que levam suprimentos de alimentos para os supermercados nas
cidades. As prateleiras dos supermercados ficariam vazias. Quem
sobreviveria em uma cidade que não recebe suprimento nenhum? Como seria
essa cidade após três semanas sem suprimentos?

Sem dinheiro, simplesmente não haveria como essa
vasta quantidade de bens e serviços — algo que nem sequer podemos estimar —
encontrar compradores. A maioria da população perderia seus empregos em
uma questão de semanas. Não haveria demanda por nenhum dos serviços que
somos capazes de ofertar. Consequentemente, não seríamos capazes de
comprar praticamente nada daquilo que nos mantém vivos.

A divisão do trabalho estaria praticamente abolida. Seria
um colapso econômico muito além de qualquer coisa que já ocorreu na história
moderna. O retorno ao escambo resultaria em uma mortandade em massa. As
cidades se tornariam armadilhas mortíferas.

Quando você compra um ativo, você o adquire porque
ele irá gerar dinheiro para você. Se um empreendedor faz algum
investimento, ele o faz com o intuito de obter um fluxo de dinheiro no
futuro. Se, repentinamente, o dinheiro deixa de existir, a esmagadora
maioria destes ativos e investimentos se torna inútil. Mais ainda: sem o
dinheiro e sem o sistema de preços monetários, o sistema judiciário (estatal ou
privado) deixaria de funcionar. Não haveria mais respeito aos contratos e
aos direitos de propriedade, o que geraria ainda mais incerteza em uma economia
já destroçada. Haveria um completo colapso da economia.

Conclusão

Ao radicalmente aumentar a amplitude e a
profundidade da divisão do trabalho, e ao fornecer o arcabouço intelectual essencial
para orientar a condução dessa divisão do trabalho, o dinheiro é o que torna possível
a moderna civilização material, com seu crescente conforto e bem-estar.

Logo, longe de ser a raiz de todo o mal, seria muito
mais correto descrever o dinheiro como o pilar essencial de tudo o que existe
de bom no mundo material.

_______________________________

Leia também:

O que é o dinheiro, como ele surge, e como deveria ser gerenciado

Sem o dinheiro, não há civilização nem progresso

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68 comentários em “Longe de ser a raiz de todo o mal, o dinheiro é a essência de tudo o que há de bom no mundo material”

  1. A maioria das pessoas nem sequer entende direito o que exatamente é o dinheiro.

    Poucos se dão conta, por exemplo, de que se alguém possui uma nota de $10 (ou qualquer outro valor), ele não é proprietário da nota em si e sim do valor que ela representa – por isso é crime destruir dinheiro.

    Ou que o papel-moeda era originalmente um tipo de nota promissória de uma quantidade de ouro no banco – daí tantas moedas no mundo terem nomes de medidas de peso.

    O problema não é o dinheiro em si, mas as atitudes em relação a ele (incluindo tanto a obsessão quanto a aversão e outras). O dinheiro é apenas mais um dos instrumentos inventados pelo ser humano para facilitar sua própria vida. Usá-lo com equilíbrio e bom senso é responsabilidade individual de cada um.

  2. De certa forma, os defensores da abolição do dinheiro agem como as feministas radicais que o mundo seria muito mais belo e puro sem os homens. Só falta dizer como é que haveria mulheres sem homens, mas isso é só um detalhe.

  3. Um regime que tentou abolir o dinheiro foi o Khmer Vermelho, de Pol Pot. O resultado foi um genocídio que exterminou 1/4 da população do Camboja, deixando ainda a população que sobrou em uma miséria tão grande que até hoje eles ainda não se recuperaram. Em todas as conversas que tive até hoje, nunca vi ninguém que falasse em abolir o dinheiro ter uma alternativa, nem que fosse uma alternativa que só funcionasse em um mundo de fantasia.

  4. Em defesa do assalto

    Muita gente têm atacado Marcia Tiburi pelo fato dela ter afirmado em um vídeo que ela era a favor do assalto{1}. Os neoliberais, que são obcecados pela propriedade privada e pelo capitalismo fizeram questão de tirar de contexto o ambiente cultural, maléfico, que o capitalismo cria. É fundamental entender o contexto que o grande capital cria para que possamos defender o direito de assaltar.

    Um contexto injusto

    Deveríamos ter prestado mais atenção na frase da maior filósofa que já passou pelo Brasil: “Sabe que isso seria justo (assaltar) dentro de um contexto tão injusto (Capitalismo).” E de fato existe um contexto injusto criado, exclusivamente, pelo capitalismo de livre mercado. O capitalismo é uma máquina de moer carne humana, um jogo de soma zero, onde para alguém estar sempre no alto é necessário que alguém esteja sempre no baixo. – Como eu sei que estou diante de materialistas, eu gostaria de lembrá-los que este contexto injusto pode ser explorado tanto materialmente, através do trabalho que é escravidão, quanto intelectualmente, através do grande falatório que o livre mercado propõe.

    As bases do capitalismo se encontra na desigualdade entre os homens, existe inclusive uma defesa aberta, real, para que esta desigualdade entre os homens ocorra para sempre. Mas devemos reconhecer que a premissa correta, que está relacionada a esta desigualdade, é que o capitalismo explora os homens através do trabalho assalariado. Pois quem está em melhor condição cria uma empresa e começa a explorar os pobres. Trabalhar é roubo! meu amigo. Ainda não caiu a ficha? Todos homens deveriam ser iguais, e todos deveriam ser intelectuais como Marcia Tiburi, todos deveriam ser cools e ter uma sensibilidade aguçada como Marcia Tiburi.

    Vivemos em uma sociedade grotesca porque o capitalismo, através do sistema de escravidão chamado trabalho, tornou a mente das pessoas grotescas. Conforme foi afirmado acima, o capitalismo nos atacou intelectualmente também, ele criou uma mentalidade onde um garoto de 15 anos dá à vida por um tênis de 200 reais. Por isso que Marcia Tiburi afirma: “Eu não tenho uma coisa que preciso” … “Eu fui contaminado pelo capitalismo.”. Veja que praticar assalto torna-se um ato justificável diante deste contexto, porque antes o sistema capitalista já havia me assaltado fisicamente através do trabalho, e intelectualmente através das falsas necessidades que o capital cria. Eu não quero um tenis de 200 reais, cara! Mas por que esse maldito capitalismo fica enfiando na minha cabeça que eu preciso desta porcaria? Vá para o inferno! você e sua matéria. Ai está o contexto injusto que o capital cria: Ele cria demandas para quem não pode pagar por elas. Logo é justificável roubar. Eu diria, inclusive, que é um ato correto contra o capitalismo, pois: ladrão que rouba ladrão, tem cem anos de perdão.

    Conclusão

    Eu fico impressionado com a semelhança de idéias que eu e Marcia Tiburi temos. Temos às mesmas idéias como relação ao futuro do socialismo, e agora, estamos novamente concordando com relação ao sistema de opressão social que é capitalismo. Qualquer dia vou convida-la para tomar chá. Mas vamos resumir tudo que foi dito até agora: 1) trabalhar é um jogo de soma zero, onde pessoas que estão em uma classe acima exploram através do livre mercado pessoas que estão abaixo. 2) Existe um influencia cultural do capitalismo, onde ele cria demandas para quem é absolutamente miserável, e, portanto, cria-se um contexto injusto onde é justificável roubar. Obrigado por ler mais um artigo de Capital Imoral.

    {1} Marcia Tiburi a favor do assalto: goo.gl/pEqAHt

    Capital Imoral é filósofo escritor e já refutou Mises.

  5. Sem dinheiro, a coisa começaria dar errado já cedo no dia, na panificadora.

    – Não tenho dinheiro, mas tenho este tubo de pasta dental para pagar o pão.

    – Senhor, eu já tenho pasta dental, não preciso dela.

    – E o que você precisa?

    – Bom, eu preciso de algumas canetas.

    Fazer o que? Sair na rua com o tubo de pasta dental na mão, até encontrar alguém que esteja disposto a dar umas canetas em troca dele, e depois voltar à padaria pra comprar o pão? O mundo voltaria à idade da pedra em questão de semanas.

  6. Francisco D´Anconia

    Selecionei uma pequena parte do famoso discurso do personagem Francisco D´Anconia, conhecido como “O discurso do dinheiro”.

    “Então o senhor acha que o dinheiro é a origem de todo o mal? O senhor já se perguntou qual é a origem do dinheiro? Ele é um instrumento de troca, que só pode existir quando há bens produzidos e homens capazes de produzi-los.

    O dinheiro é a forma material do princípio de que os homens que querem negociar uns com os outros precisam trocar um valor por outro. O dinheiro não é o instrumento dos pidões, que recorrem às lágrimas para pedir produtos, nem dos saqueadores, que os levam à força. O dinheiro só se torna possível por intermédio dos homens que produzem. É isto que o senhor considera mau? […]

    Mas o senhor diz que o dinheiro é feito pelos fortes em detrimento dos fracos? A que força se refere? Não à força das armas nem à dos músculos. A riqueza é o produto da capacidade humana de pensar.

    Então o dinheiro é feito pelo homem que inventa um motor em detrimento daqueles que não o inventaram? O dinheiro é feito pela inteligência em detrimento dos estúpidos? Pelos capazes em detrimento dos incompetentes? Pelos ambiciosos em detrimento dos incompetentes?

    O dinheiro é feito – antes de poder ser embolsado pelos pidões e pelos saqueadores – pelo esforço honesto de todo homem honesto, cada um na medida de suas capacidades. O homem honesto é aquele que sabe que não pode consumir mais do que produz. […]

    O dinheiro é o produto da virtude, mas não dá virtude nem redime vícios… O homem que venderia a própria alma por um tostão é o que mais alto brada que odeia o dinheiro – e ele tem bons motivos para odiá-lo. Os que amam o dinheiro estão dispostos a trabalhar para ganhá-lo. Eles sabem que são capazes de merecê-lo. Eis uma boa pista para saber o caráter dos homens: aquele que amaldiçoa o dinheiro o obtém de modo desonroso; aquele que o respeita o ganha honestamente. Fuja do homem que diz que dinheiro é mau. Essa afirmativa é o estigma que identifica o saqueador.[…]

    Enquanto os homens viverem juntos na Terra e precisarem de um meio para negociar, se abandonarem o dinheiro, o único substituto que encontrarão será o cano do fuzil.[…]

    Quando o dinheiro deixa de ser o instrumento por meio do qual os homens lidam uns com os outros, então os homens se tornam instrumentos dos homens. Sangues, açoites – ou dinheiro. Façam sua escolha, o tempo está se esgotando…”

    Francisco d´Anconia em A Revolta de Atlas – Ayn Rand, volume 2, páginas 82-87.

  7. Boa tarde, Meio OFF TOPIC.

    Eu tenho lido muitos artigos aqui, os artigos sobre ciclos econômicos e as crises, muito bom todos eles, mas eu acho que deixei alguma coisa escapar, veja meu entendimento até agora.

    O banco central expandi a base monetária, acredito eu que baixando os juros(Mas posso estar errado), os bancos privados pegam dinheiro emprestado do banco central? ou simplesmente esse dinheiro e dado ao os bancos para eles oferecerem a o cliente final? essa uma questão que ainda não compreendi.

    Outra dúvida, quando o banco central quer parar com a expansão da base monetária ele simplesmente aumenta os juros tornando os empréstimos menos atraente ? Mas mesmo ele aumentando os juros, os primeiros empréstimos foram feitos com os juros baixos, esses não tem essa taxa de juros alterada correto?

    essas são minhas dúvidas, acredito que não nada complexo mas ainda não compreendi por completo.

    obrigado.

  8. Só seriam produzidos os itens de necessidade básica, tendo em vista que seriam os únicos com demanda para troca; afinal, uma pessoa morrendo (literalmente) de fome, não iria se alimentar de um iphone ou macbook.

  9. o dinheiro torna muito mais facil a vida dos bandidos e corruptos, vejam o caso das malas de dinheiro do gedel. Se nao existisse dinheiro ele nao poderia roubar tanto, o dinheiro torna td mais facil pros bandidos, sem dinheiro os grandes roubos seriam inviáveis.

  10. Vou contar uma história pra vocês…

    eu visitava uma prostituta…

    ela odiava esse trampo, eu era um dos poucos clientes que ela gostava(amizade sincera).

    Passava até da hora de ir embora e a gente ficava junto, ao final do programa eu perguntava pra ela quanto tinha sido e pra ela era muito difícil “precificar” aquilo. Podia ser de graça, mas a verdade é que ela precisava de dinheiro pra sobreviver(pagar as contas). Eu queria ajudar, mas não podia ser muito, porque eu também não tinha muito pra oferecer. Se eu fosse rico, daria 1 milhão pra ela ( resolver a vida dela pra sempre)…enfim, era uma pessoa humilde, sem muito tino pra negócio mas tendo que sobreviver a cada dia, sobreviver em um mundo movido por dinheiro. Tem pessoas que estão inseridas nesse sistema mas que “não sabem jogar o jogo”.

    O que eu to querendo demonstrar com essa história…É que é uma AGONIA precisar de dinheiro pra VIVER e no caso dela, não ter muitos recursos pra ter um trabalho normal, adentrar o mercado de trabalho sem estudo, principalmente num país igual ao nosso. Quero ser cuidadoso nesse momento de não fazer muitos julgamentos, não sei como ela foi parar nessa vida ou se ela poderia ta fazendo outra coisa. Enfim…

    O Dinheiro juntamente com tudo que o artigo diz, ele também é PODER.

    Ter DINHEIRO é ter PODER.

    Poder de mudar a sua vida, poder de mudar a vida dos outros. Poder sobre os outros.

    E ainda existe a MICRO FÍSICA desse PODER nas relações… (exemplo: uma família,o membro que tem mais dinheiro é o que manda, muitas vezes a figura do homem, do pai de família) , o dinheiro compra/impõe respeito. Percebem ?

    Tem coisas sutis que permeiam o dinheiro.

    E quando você “coisifica” as pessoas ?

    O caso dessa moça…o que ela estaria disposta a fazer por DINHEIRO ? Ela, como falei, não tinha muito tino pra negócio… mas e uma outra jovem que fosse MAIS ambiciosa ?

    Será que dinheiro compra qualquer coisa ? Será que dinheiro compra amor ? Será que todo mundo tem um preço ? Será que dinheiro demais torna uma pessoa fútil ?

    (risos)

    Sei que estou divagando…

    O site é mais economia, mas às vezes filosofar sobre esses assuntos cai bem.

  11. Entendo o dinheiro como

    DINHEIRO= EQUIVALENTE DE RIQUEZA

    DINHEIRO= FERRAMENTA DE TROCA DE RIQUEZA(produtos ou serviços)

    JURO = ALUGUEL DO DINHEIRO

    Alguem aluga um imóvel,paga um ALUGUEL,mas, na verdade,este aluguel é um JURO DO DINHEIRO EQUIVALENTE a este imóvel. ”

  12. Desde que comecei a ler o IMB a primeira lição que aprendi foi que o que realmente define o câmbio no longo prazo é o poder de compra das duas moedas que estão sendo trocadas.Baseada nisso eu usei uma calculadora de inflação e descobri que de 1 de julho de 1994 até hoje a inflação nos EUA foi de 65% e a do Brasil foi de 475%.1 dólar vale hoje 1,65 dólares e 1 real vale hoje 5,75 reais.Fazendo a divisão temos 5,75/1,65=3,48 reais,que é o preço correto do câmbio.Dado que o dolar fechou a 3,30 reais,isso significa que ainda temos 0,18 centavos de gordura para queimar.Com o corte de impostos nos EUA e mais o aumento dos gastos em 400 bilhões aprovados ontem,obviamente o dólar vai pro saco,cumprindo o objetivo do Trump que quer uma moeda fraca para ajudar nas exportaçoes.O FED aumentará os juros e a empiria mostra que “Houve cinco grandes aumentos nas taxas dos juros desde a década de 1970, e cada um deles, quando o Fed aumentou as taxas, o dólar caiu”.O Luciano Huck vai ganhar e governar no mesmo cenário em o Lula governou e se der autonomia ao Armínio Fraga terá uma popularidade assombrosa.Libertários conscientes fogem de todos os outros investimentos e só confiam em ouro e bitcoins.

  13. Alô Lee Bermejo,

    Estas falando como “ela foi para aquela vida”, “podia fazer outra coisa”…

    só que é um grande preconceito desprezar este ofício, ´serviço, e todo serviço prestado é uma forma de riqueza, sim senhor, e se alguem quer consumir, precisa consumir, que pague o preço, e ninguem tem nada a ver com isso.

    O dinheiro é uma ferramenta de troca, UMA FERRAMENTA CORINGA”, (JOGO DE CANASTRA), e se o vendedor do bem ou produto ou serviço e o comprador do produto ou serviço estão acertados na transação, acho que ninguém devia meter o bico,arbitrar etc… Pretensiosos juízes,normalmente religiosos, com seus usos e costumes deviam não se meter na vida alheia.

    ALGUEM SE ACHANDO SUPERIOR, COMEÇA A DESMERECER E DIZER ISTO É VERGONHOSO, ISTO NÃO É, ora é muita pretensão

    Alguém quer comprar um serviço de corte de cabelo, vai e compra e paga o serviço,é tão igual,´a qualquer outra transação de compra e venda de produtos ou serviços, que são formas de riqueza e só ao comprador e ao vendedor cabe decidir o quanto e o modo do pagamento.

    O PODER sempre esteve vinculado a posse de alguma forma de riqueza, mercadoria ou fornecimento de serviço, e é tanto maior este poder,quanto maior for o valor dessa riqueza,ou títulos de equivalencia de riqueza:

    RIQUEZA EM FORMA DE PRODUTOS:

    -SACOS DE FEIJÃO,

    -ARROZ,LARANJA,

    -FACA,ETC

    RIQUEZA EM FORMA DE SERVIÇO: A prestação do tal serviço, ou “VALE SERVIÇO” ex -“vale uma lavagem de carro,”

    -“vale uma passagem de ônibus.”.

    -” vale uma entrada de circo…”,

    -“vale uma massagem…”

    RIQUEZA EM FORMA DE TITULOS: –

    -Ações de uma empresa,

    -ações do tesouro

    -CÉDULA MONETARIA (dinheiro,ferramenta de troca-valor convencionado)

    OBS. :TÍTULOS DE NOBREZA, CARGOS EM FUNÇÃO PÚBLICA ,deles emanam poder pela POSSIBILIDADE ,VIRTUALIDADE de fornecer “BENESSES” em forma de bens, produtos ou serviços.

  14. ” …coisas sutis permeiam o dinheiro…”

    sim , até uma ameba funciona na identificação da vida,das coisas que viabilizam a vida, e PROCURA E QUER = EROS, VIDA

    FOGE na identificação do perigo e das coisas da morte = THANATUS,

    Ora,o dinheiro é FERRAMENTA DE TROCA, viabiliza portanto alimentos,vida,armas de defesa ,EROS, então dele, dinheiro, FERRAMENTA DE TROCA, emana VIABILIZAÇÃO DE VIDA, EROS

    Acho Lee,que tentei lhe esclarecer, não sei se ajudei…

    Nessa programação, estão inseridos todos os seres vivos, MACROS e BIOS, um exemplo simples de um vegetal que busca EROS pela manha, e durante todo o dia: GIRASSOL

    Como a energia do sol é gratis,(enquanto algum governante ou comunista não se meter) ele girassol, não precisa ter dinheiro e pagar …..kkkkk ,mas tem que se mexer e girar.

  15. Leandro, acho que só você pode me ajudar. Um outro dia estava lendo um artigo sobre a definição dos termos, liberal, libertário, anarcocapitalista… e no escopo de comentários estava um debate em que você argumentava que o monarca como dono da propriedade privada – no caso a nação – teria o incentivo absoluto em maximizar riqueza do país para perpetuar a sua dinastia através de seus descendentes, no caso você até cita o príncipe de Liechtenstein Alois que disse que era fã do HHH em uma entrevista – acho que para o NY Times – e que o príncipe também disse que um imposto acima de 6% já era tirania.

    Eu gostaria de saber onde esse seu comentário e debate se encontra, porque quero dar uma relida e possivelmente copiá-lo para futuras leituras.

    Agradeço desde já.

  16. É interessante como muitos atribuem a pobreza do Brasil ao Ouro que foi retirado daqui, confundindo claramente riqueza com moeda;

    Existe algum artigo que mostre os malefícios da expansão monetária do Ouro provocou em portugal, espanha, e na Europa?

    Seria interessante desmontar aquela falácia que esses países enriqueceram porque ”roubaram o nosso ouro”

  17. Pessoal preciso da ajuda de vocês…

    Estou procurando um artigo aqui no Mises Brasil onde o autor escreve algo como “se eu a tratasse como minha propriedade eu trataria bem”, acho que envolve relacionamentos e economia. Quem souber o link estarei grato.

  18. O dinheiro é bom.

    O que a bíblia diz é que o “amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”. Ou seja, aquela ganância de querer ganhar dinheiro a qualquer custo, nem que para isso que passar por cima da ética.

    Por que, por exemplo, o corporativismo dos mega-empresários e banqueiros com os políticos? Por causa do amor ao dinheiro dos primeiros, e à ânsia pelo poder dos últimos.

  19. Condenar o dinheiro e o lucro em si mesmos, como se fossem intrinsecamente ruins, equivale a dizer que todos deveriam trabalhar apenas pela subsistência e viver na miséria.

    Naturalmente, a maioria dos que condenam o dinheiro e o lucro NÃO trabalha apenas pela subsistência nem vive na miséria…

    (meu corretor ortográfico quis colocar “Venezuela” em vez de “miséria”)

    * * *

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