Ao final de novembro, o Banco Mundial divulgou um abrangente
e detalhado relatório sobre o setor público brasileiro.
Embora as descobertas não tenham trazido grandes
novidades para quem já conhece o assunto, os números, ainda assim, impressionam.
Para começar, entre 53 países pesquisados, o Brasil é
o que a apresenta a maior
diferença entre o salário de um funcionário público federal e o de um
trabalhador da iniciativa privada, ambos com a mesma idade, a mesma formação e
a mesma experiência profissional.
Pegando um exemplo prático: suponha dois irmãos gêmeos
com a mesma formação e a mesma experiência profissional. Um escolheu uma
carreira em uma grande empresa; o outro foi aprovado em um concurso para
funcionário público federal. Esse último ganhará simplesmente 67%
a mais.
Esta é a média da diferença entre os salários do
setor público e do setor privado no Brasil. Para se ter uma ideia, no resto do
mundo, o setor público paga em média “apenas” 16%
a mais que o setor privado.
Ou seja, a situação brasileira simplesmente não tem
par.
E piora: o gasto do país com funcionários públicos (agora
de todas as esferas de governo) é de 13,1%
do PIB. Trata-se também do maior
percentual entre todos os países analisados. Muito acima de países como
Portugal, França, Austrália e EUA. Nestes, o gasto do governo com funcionalismo
público é de aproximadamente 9% do PIB.
Já o Chile gastou somente 6,4%
do PIB em salários do funcionalismo público em 2015.
Ou seja, em relação à renda, o Brasil gasta 45% a
mais que os países mais ricos com seus funcionários públicos. Em relação ao
Chile, gastamos incríveis 104% a mais.
E um detalhe curioso: ainda segundo
o Banco Mundial, o quadro do funcionalismo público brasileiro pode ser
considerado “enxuto” em relação ao resto do mundo. Ao passo que, no Brasil,
5,6% da população empregada está no setor público, nos países da OCDE este
percentual é de quase 10%.
A conclusão óbvia, portanto, é que o alto gasto com
funcionalismo público no Brasil não decorre exatamente de um excessivo número de
funcionários público, mas sim do elevado
custo (altos salários) deles.
Mais: considerando todo o funcionalismo público
federal, nada menos que 83% dos funcionários estão no topo da pirâmide da
renda, compondo assim a parcela mais rica da população. E sete em cada dez estão
no grupo dos 10% mais ricos do país.
Assim, o governo é simplesmente o maior concentrador de
renda e maior causador das desigualdades sociais no Brasil.
Com
base em dados de 2016, os militares brasileiros recebem, em média, mais do que
o dobro pago pelo setor privado (R$ 55.000 por ano), e os servidores federais
civis ganham cinco vezes mais que trabalhadores do setor privado (R$130.000 por
ano). A remuneração média por funcionário é excepcionalmente alta no
Ministério Público Federal (R$ 205.000 por ano), no Poder Legislativo R$
216.000 por ano) e no Poder Judiciário (R$ 236.000 por ano).
Além desses salários magnânimos, há também vários benefícios
(penduricalhos) atrelados ao cargo, como auxílio-moradia, auxílio-transporte,
auxílio-creche, auxílio-educação, auxílio-funeral, auxílio plano de saúde, reembolso
por despesas médicas e odontológicas não cobertas pelo plano de saúde, retribuição
por acúmulo de funções, bônus de eficiência etc.
Só o auxílio-moradia dos juízes custa
R$ 1 bilhão por ano aos pagadores de impostos.
A coisa é tão surreal que um juiz morando em uma mansão,
se locomovendo em carro chique com motorista particular, e com filho em escola
privada caríssima recebe auxílio-moradia, auxílio-transporte e
auxílio-educação.
E o descalabro se manifesta desde o início: ao passo
que um advogado recém-formado é contratado por cerca de R$ 3.100 no setor
privado, se ele fizer concurso para o Poder Executivo começará já com um
salário de R$
18.283. Nos poderes Legislativo e Judiciário, os salários de advogados que
estão começando são ainda mais altos: cerca de R$
30 mil por mês.
Para completar, além dos salários astronômicos e dos
penduricalhos, os funcionários públicos também gozam estabilidade de emprego.
E tudo isso bancado pelos impostos pagos por quem
trabalha e produz riqueza — e, consequentemente, ganha bem menos.
O trabalhador do setor privado, que é quem produz e é
tributado para sustentar toda essa farra — não houvesse trabalhador do setor
privado, não haveria salário para funcionalismo público –, tem uma renda média
de R$
2.100 por mês.
A injustiça causada pelo estado não poderia ser mais
fragorosa: todos os privilégios do setor público são bancados por impostos e
endividamento do governo, os quais são integralmente pagos pela iniciativa
privada, a qual também é asfixiada
pelo governo com burocracias e regulamentações.
Logo, é exatamente o setor privado quem sustenta essa
farra do setor público. Daí os baixos salários pagos na iniciativa privada. Toda
a carga tributária existente no Brasil, que impede aumentos salariais na
iniciativa privada, existe exatamente para sustentar o setor público e seus
funcionários que ganham salários magnânimos e vivem à custa dos trabalhadores
da iniciativa privada, os quais ganham pouco exatamente porque têm de bancar os
membros do setor público.
As
causas
Tentar estabelecer as causas deste descalabro exigiria
um trabalho minucioso e profundo, algo muito além do escopo deste artigo. A
Constituição de 1988, que concedeu vários “direitos” e nenhum dever ao
funcionalismo público — na versão originalmente aprovada, funcionários públicos
se aposentariam com salário integral e eram isentos de pagar qualquer contribuição
previdenciária –, certamente está raiz.
Mas ela, por si só, não explica tudo.
Porém, utilizando a lógica dedutiva, é possível chegar
a uma constatação básica: os sindicatos do funcionalismo público desempenharam
um papel fundamental no aprofundamento deste estado de coisas.
Os funcionários públicos sempre foram uma categoria
extremamente organizada e combativa na exigência de seus “direitos” (isto é, na
pilhagem dos impostos pagos pela população). Já, eles sempre formaram uma base
eleitoral extremamente influente e poderosa.
Os funcionários públicos sempre estiveram na base
eleitoral do PT, o qual, por sua vez, nunca sequer escondeu que faz políticas
voltadas a agradar exatamente esta classe.
Adicionalmente, qualquer político (do PT ou não) que
ousar contrariar as exigências dos sindicatos do funcionalismo público será
massacrado pelos sindicatos e não conseguirá ser reeleito.
A consequência é que este enorme poder exercido
pelos sindicatos dos funcionários públicos significa que são eles que
efetivamente exercem o poder de tributar. Dado que os sindicatos dos
funcionários públicos podem facilmente forçar os políticos a elevar gastos e
impostos para que a receita atenda às suas exigências de privilégios, são eles,
e não os eleitores, que controlam o crescimento dos gastos do governo e da
carga tributária dentro da jurisdição política.
Assim, funcionários públicos e seus sindicatos se
tornaram a perfeita ilustração daquilo que se convencionou chamar de “tributação
sem representação” (não que a tributação com representação
seja muito melhor): o povo trabalhador paga impostos escandinavos para bancar
esta classe e, em troca, recebe serviços moçambicanos.
Os sindicatos atuam de várias maneiras para garantir
seus privilégios. Por exemplo, dado que eles estão primordialmente interessados
em maximizar suas receitas, eles utilizam as regulamentações do setor público
como ferramenta para proteger o emprego de absolutamente qualquer burocrata
estatal, não importa o quão incompetente ou irresponsável ele
seja. Afinal, quanto menos burocratas estiverem empregados, menor será o
volume das contribuições pagas aos sindicatos pelos seus membros.
Assim, é praticamente certo que os sindicatos irão à
justiça (também comandada por funcionários públicos sindicalizados) para
recorrer de qualquer tentativa de dispensa de qualquer funcionário
público. Isso significa que demitir um funcionário incompetente ou mesmo
corrupto, por exemplo, pode levar meses, ou anos, de disputas jurídicas.
Adicionalmente, os sindicatos dos funcionários
públicos também são os paladinos da “sinecura” — a prática sindical de obrigar
o governo a contratar mais do que o número de pessoas necessárias para fazer
algum serviço.
Como no setor público não há preocupações com lucros
e prejuízos, e a maioria das agências é monopolista, a conta é simplesmente
repassada aos pagadores de impostos. Sinecuras no setor público são vistas
como um benefício tanto para os políticos quanto para os
sindicatos — mas certamente não para os pagadores de impostos. Os
sindicatos auferem mais receitas quando há um maior número de burocratas
empregados, e os políticos ganham a simpatia dos sindicatos por terem nomeado
ou permitido a contratação de mais funcionários públicos.
Cada emprego criado desta forma geralmente significa
dois ou mais votos, dado que o burocrata sempre poderá arrumar para o político
o voto de pelo menos um membro da família ou de um amigo próximo.
Por tudo isso, cada sindicato de funcionários
públicos é uma máquina política de fazer uma implacável e inflexível pressão
por maiores impostos, maiores gastos governamentais, mais sinecuras e mais
promessas de generosas pensões.
E a fatura vai integralmente para a população.
Conclusão
Já era passada a hora de esta trágica questão se
tornar mainstream e ser abordada
abertamente pelos meios de comunicação. Felizmente, está havendo uma maior disseminação
da informação e, pela primeira vez, há alguma chance de algo ser efetivamente
feito contra esse descalabro.
No entanto, a grande massa dos pagadores de impostos
parece ainda não ter se dado conta de que eles, na realidade, são os escravos
— e não os mestres — do governo em seus três níveis. A questão é saber até
quando permanecerão neste estado de ignorância. As pesquisas eleitorais — a
estarem corretas — mostram que eles estão dispostos a aceitar mais desse
arranjo.
“o gasto do país com funcionários públicos (agora de todas as esferas de governo) é de 13,1% do PIB. Trata-se também do maior percentual entre todos os países analisados. Muito acima de países como Portugal, França, Austrália e EUA. Nestes, o gasto do governo com funcionalismo público é de aproximadamente 9% do PIB.
Já o Chile gastou somente 6,4% do PIB em salários do funcionalismo público em 2015.”
Rapaz!!! Isso é que é concentração e redistribuição de renda às avessas.
Grande artigo com excelentes informações!
“No entanto, a grande massa dos pagadores de impostos parece ainda não ter se dado conta de que eles, na realidade, são os escravos — e não os mestres — do governo em seus três níveis. A questão é saber até quando permanecerão neste estado de ignorância. As pesquisas eleitorais — a estarem corretas — mostram que eles estão dispostos a aceitar mais desse arranjo.”
Tirando o cara que paga a conta e sabe disso (alguns poucos), ninguém mais dá muita bola para essa realidade escabrosa. Esse é o detalhe e o motivo de o PT ter ficado 13 anos no poder e com chances reais de voltar ano que vem.
O candidato que tentar mudar o sistema (Collor e FHC mudaram um pouco, já foi pior; Temer começou e imediatamente o MPF passou a querer derrubá-lo) terá sua carreira destruída por essa cambada e também pelo povão em geral, que se deixa levar pela propaganda dos sindicatos. De resto, pergunte para a cambada se eles querem largar o osso.
Artigo perfeito.
Isso que foi retirado do site do PT é um escárnio com o povo sofrido e trabalhador. E o pior é que é exatamente esse povo que vota em Lula e Dilma. Fazer o quê, deixe que arquem com tudo.
http://www.pt.org.br/lula-e-dilma-admitem-355-mais-servidores-do-que-fhc/
O problema do mundo nunca foi o funcionalismo público. O problema do mundo sempre foi o grande capital e a cultura pequeno burguesa que afeta diretamente nossa vida; o funcionário público é alguém que ajuda a remediar os malefícios do capitalismo de livre mercado. Para exemplificar, à cultura pequeno burguesa que mata o amor pelos pobres, eu escrevi um artigo co-relacionando com a produção de carros em massa. Vejamos como o capital nos destroi.
Carros e a desumanização dos homens
Este é um tema antigo que gostaria de abordar, mas devido à falta de tempo, eu não pude escrever. Vamos entender como à posse um carro significa muito mais que simples matéria; a posse de um carro abrange até mesmo o mundo ideológico.
O homem que tem um carro vive numa bolha
Comecei a perceber que existe uma opressão social contra os pedestres quando larguei o meu carro e comecei a utilizar apenas ônibus para ir à USP. Sim, ônibus é algo muito mais humano e social; você pode conhecer pessoas; fazer novas amizades e até arranjar um bofe pra você. Mas realmente só percebi na pele à crueldade do Capitalismo quando me tornei um pedestre que se desloca de um ponto a outro a pé.
Essa raça imunda chamada motorista vive numa verdadeira bolha que foi criada pelo carro. Ele ignora totalmente os percalços da pessoa que está do lado de fora; se tivermos uma percepção social desta questão, podemos perceber que por esse mesmo motivo, o motorista não tem uma visão social aberta para pessoas que estão do lado de fora, quero dizer com isso, que essa pessoa não irá notar com profundidade que existe mendigos na ruas, viciados em drogas, prostitutas, ladrões, trabalhadores, crianças, mães e pais.
O dito motorista vive em uma bolha que foi criada em torno dele. Note como essa pessoa agem dentro daqueles supermercados de acesso rápido e com amplo estacionamento; a pessoa pensa que vive em Hollywood e que é um grande ator vivendo como um “bom vivant”. O Brasil dos 60 mil homicídios por ano desaparece quando ele entra no luxuoso carro com ar condicionado e aquelas músicas cool. Nada mais importa, só resta fingir-se de outro mundo, como bom vira latas que somos.
Desumanização
O resultado disso tudo é a mais profunda desumanização que você pode imaginar. Para o motorista, o ser humano do lado de fora, que está sim mais frágil, é nada mais de um bonequinho, um personagem da paisagem, do mundo perfeito no qual ele vive. Só que o outro lado, o lado de fora; sofre, chora, toma chuva e morre. O lado de fora está sendo destruída por essa bolha burguesa.
O que mata pedestre não é necessariamente o carro; o que mata pedestre é a bolha ideológica que o carro criou. Ou você acha que o mundo perfeito acaba quando se sai do carro? os mesmos preconceitos que foram criados em quando a pessoa estava dentro do carro, agora, saem para fora e refletem nas ações humanas. Por isso o Brasil é um país nojento, de gente nojenta. Todos carregam em maior ou menor grau essa bolha ideológica do homem bom vivant. Todos pensam que estão em Hollywood.
Outra percepção interessante é que a cidade não é feita para o pedestre, mas para os carros. Tudo gira em torno das ruas e estradas, mas esquecem das calçadas por onde se desloca a população.
Conclusão
O motorista Brasileiro tem que se ferrar legal. Tem que criar sim! mais impostos à ponto de deixar impossível que o Brasileiro médio tenha um carro. Veja que não é apenas uma questão de transporte; pois se levarmos isso em consideração, poderíamos ver que seria possível que todos 200 milhões de Brasileiros andassem de ônibus e bicicleta. ora, na própria Europa isso é uma realidade. Mas essa questão é muito mais abrangente e está relacionada à própria cultura do Brasileiro, como deixei comprovado no artigo acima; enquanto não acabarmos com a posse de carros no Brasil, essa bolha ideológica continuará a existir.
Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
Um dos piores problemas de Pindorama é o concurseiro profissional. Gente que poderia estar trabalhando, produzindo e gerando riqueza desperdiça a energia de olho em esbulhar o povo. Não produzem nada e, no final, só subtraem e aumentam a pobreza.
Alguém sabe se há algo semelhante em outros países?
Off Topic:
Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou nesta quarta-feira (6) um projeto que OBRIGA bares e restaurantes a vender preservativos.
É lamentável. A que nível chegamos no que tange interferência estatal na vida privada dos indivíduos. Se podem fazer isso, onde é o fim da linha?
Sou empresário do setor, já não basta todas as dificuldades que nós são impostas, agora ainda mais essa. É isso que empreendedor no Brasil tem que enfrentar. Burocratas clarividentes, que possuem a sede autoritária pelo poder e controle, dentro dos escritórios com suas canetadas fazendo o que bem entendem e você que se exploda.
Somos escravos mesmo?
Ser funcionário público é uma mamata, concordo, mas existe coisa pior: o sistema de aposentadoria dos militares. Pasmem, tem gente aposentada aos 42 anos de idade. Além disso, segundo dados divulgados pelo Ministério do Planejamento, o déficit da previdência dos militares sozinho é superior a todo resto do serviço público federal somado.
A realidade do Brasil está cada vez mais próxima ao sistema de castas da Índia.
Quem viveu a década de 80 sabe que viver numa realidade assim só não deve ser pior que morar num país africano ou socialista.
Eu sou funcionário público, professor do estado, realmente essa classe tem privilégios demais, e cerca de 90% apóia mais privilégios e politicas de esquerda.
Eu tento fazer o melhor que posso, dando aula no interior onde as pessoas tem casas de barro com telhado de palha, mas a maioria dos colegas não consegue enxergar o problema de uma forma global, e dai eu percebo que eles foram ensinados assim e agora estão ensinando outros também, mantendo o ciclo.
Eu gostaria muito que tirassem a estabilidade e premiassem o desempenho.
Em questão de salário eu ganho ao redor de 5 mil bruto por ser concursado efetivo, o que é bem elevado para o interior que moro, mas parece compatível com o custo de vida atual e responsabilidade da função. O executivo em geral paga salários razoáveis para o custo de vida atual, as maiores distorções estão no judiciário a meu ver, onde os salários iniciais e auxílios estão fora da realidade.
Eu concordo com quase tudo que foi dito, só sou avesso à análise que generaliza a classificação de “trabalho qualificado”. Já comentei sobre isso em outro artigo. Não dá pra por em pé de igualdade um engenheiro da Poli e um que se formou em uma particular fast-food e entende menos de cálculo diferencial que um “economista” da Unicamp (Talvez haja viés de seleção na amostra, mas maior parte dos funcionários públicos de alto escalão que conheço são de faculdades consideradas “top de linha”).
Bom artigo. Boa ideia. Parabéns.
Se esses sindicatos de funcionários públicos fossem realmente espertos, eles promoveriam um livre mercado amplo e irrestrito, pelo menos de estilo escandinavo (de onde admiram justamente as coisas erradas). Na sanha de querer regular tudo, acabam estragando sua própria fonte de renda. Além disso, estão atraindo muita rejeição por parte da sociedade, que já exibe enorme resistência a suas demandas corporativistas.
Olha que resultado ridículo conseguiram: recebem em moeda fraca (real), seus salários, embora muito acima da média nacional, não são muito altos em níveis internacionais e, com a atual situação das contas públicas, há uma grande possibilidade de parcelamentos, atrasos e queda real do poder de compra por desvalorização cambial.
Bela porcaria que eles conseguiram.
“Cada vez que um funcionário público é contratado, morre um empreendedor”
[Sergio Seloti Jr]
É revoltante saber que a classe politica promove este arranjo onde há destruição de riqueza pela Nova Classe de funcionarios públicos. Isto concorre para o uso do dinheiro dos tributos nesse inchamento dos orgãos estatais diminuindo os salarios do setor privado da economia, com aumento dos deficits publicos e do individamento do governo. O governo é o grande responsavel pela desigualdade entre salarios do setor público e privado sendo este ultimo obrigado a pagar por isto, ou seja o setor privado é um verdadeiro burro de carga. Isto pode levar a inadimplencia do governo endividamento e inflação e deficits públicos. Isto sem levar em conta a corrupção e o custo da burocracia que sufoca mais o pouco de capitalismo que existe aqui. Na Dinamarca um deputado está sendo acusado de corrupção por estar usando o bilhete unico para andar de metrô sem pagar do proprio bolso. Se alguem estiver sofrendo com este arranjo social estatista injusto, covarde, discriminatório que mostre a sua indignação nas redes sociais e se precisar de informação vamos engrossar a fila dos leitores do Mises.org.Br onde podemos ter meios de raciocinio de a partir de principios universais de justiça, boas políticas economicas, privilegios. Indignar e mortrar sua indignação, pingo d’agua em pedra dura tanto bate até que fura. Odiamos a Nova Classe opressora dos funcionarios públicos que abocanha em excesso a riqueza nacional. Vamos votar no proximo ano e aconselho a trocar de deputado e senador, nem o Tiririca aguentou o ambiente de corrupção, mudar é preciso. Mais Mises menos Keynes.
Como diria o escritor Upton Sinclair: “É difícil fazer com que um sujeito compreenda determinada coisa quando seu emprego depende de que ele não a compreenda.”
Na minha família a maioria é funcionário público, a vida da minha família por parte de mãe(que já chegou a passar fome) mudou depois que os filhos passaram em concurso público. É complicado explicar isso para os meus pais, tias…eu sou tipo a ovelha negra da família rsrs
Eu tenho um primo que ta nesse mesmo caminho, estudando pra passar em concurso. Ele não quer saber se isso é bom ou ruim pro país, quer resolver o dele, quer a estabilidade e o mega salário…ele e milhões de outros jovens estão na mesma situação.
É complicado…
O estudo dolosamente deixou de registrar que nos outros países a diferença salarial é menor porque o setor privado paga melhor. No Brasil temos a cultura de se sugar até a última gota de suor do funcionário.
Interessante como vocês passam a ser defensores da igualdade quando se trata de funcionários públicos ao invés de lutar para melhorar as condições do setor privado. Um bilionário é apenas uma pobre vítima do populacho preguiço e incapaz, enquanto um funcionário público, que conquistou níveis de renda e ambiente de trabalho dignas, deve ter seu salário diminuído?
Abraços.
Isso tudo é inveja do autor por não ter passado no concurso publico e não ter entrado para à nata da sociedade.
Nunca terá o prazer de entrar no banco e todo mundo parar pra olhar e falar “Lá vem fulano, ele é funcionário publico, oferece alguns consignados”, comprar uma Hilux com juros subsidiados ou se aposentar com 50 anos contribuindo 11% do seu salário de 5.000 e todo ano a aposentadoria ser reajustada ou então no barzinho todo mundo reclamando e você dá aquela risada gostosa “Eu sou funcionário publico, o meu esta garantido”. Funcionário publico quem de se unir contra a inveja, força pros sindicatos. Deveríamos estar criticando o Bolsa Família por dar dinheiro pra ficarem comprando tênis de 60 reais falsificado no Mercado Livre.
se esta ruim, no futuro vai ser pior ainda porque eles pretendem tirar a estabilidade do funcionário publico não pra diminuir o rombo nas contas publicas, mas sim para colocar seus companheiros sem concurso publico e claro para roubar melhor porque o caso da lava jato foi um absurdo para eles e como o Sergio Moro é tem estabilidade e é juiz de carreira, não se intimidou nem um pouco pelas ameaças de Lula e companhia.
Concordo totalmente com o texto, porém temos que tomar cuidado para não generalizar. Dentro do próprio serviço público acontecem injustiças e não é todo servidor público que é “ladrão de pagador de impostos”. Vou explicar minha situação em particular: sou enfermeiro, profissão não bem remunerada no mercado. Pois bem, tenho um vínculo empregatício municipal de 30 horas, meu salário bruto não chega a 1900 reais. Trabalho 20 horas no setor privado para ganhar 2200 reais. Faço isso porque a situação da profissão está complicada e como passei no concurso do municipio não vou largar esse emprego até conseguir outro vínculo. Detalhe importante é que ser enfermeiro do setor público me causa muito mais dor de cabeça e problemas (SUS sucateado). Assim que conseguir outro vínculo eu peço exoneração, mas por enquanto não dá. Existem várias outras categorias profissionais nessa mesma situação no serviço público. Trouxe essa experiência pra mostrar também o outro lado da moeda, para que não haja generalização. No mais concordo com o texto e afirmo que se o mercado não tivesse interferência governamental eu teria mais oportunidades de empregos.
É duro trabalhar uma vida inteira e ver que não passou de um burro de carga.
A iniciativa privada não faz greve, não briga por direitos nem mais benefícios ela simplesmente desiste, fecha, quebra.
Já cheguei a ter 12 funcionários, em media, por 15 anos. Jurei nunca mais assinar uma carteira de trabalho.
Hoje trabalhamos minha esposa e eu em nossa pequena confecção. Temos apenas um filho e o estamos educando para sair do Brasil. Desistimos daqui.
Mesmo tendo uma empresa enxuta temos o desgosto de sustentarmos essa maquina publica ineficiente.
E na própria família vemos funcionários públicos se achando os inteligentes, pois ganham bem mais que nos dois juntos. Se achando ainda no direito de dar palpites em nosso negócio, sem nunca terem empregado ninguém ou montado nada no Brasil.
Minha esposa e eu mesmo só não vamos embora daqui por alguns motivos, pais idosos, nós mesmos já nos consideramos velhos e cansados para essa empreitada, mas o principal é a covardia mesmo.
Meu conselho aos jovens. Vazem, vão embora!
Mesmo que tenhamos um governo liberal no Brasil ele não durará muito.
É só observamos o histórico da América Latina.
Cultuamos governos socialista.
Sou funcionário público federal, “funça federal”, como chamado por muitos por aqui.
Meu contracheque é mais enfeitado do que uma árvore de natal, tenho incorporações até o último fio de cabelo. Apesar de exercer uma função de nível médio, com atribuições e responsabilidades equivalentes a de um estagiário, meus vencimentos são limitados pelo teto constitucional.
Como sempre fui mais inclinado à vadiagem do que à estupidez, desde os primórdios da minha brilhante carreira diversifiquei boa parte do que me cabia do “roubo legalizado” em ações, fundos imobiliários, títulos públicos, etc. Nunca produzi riqueza, mas hoje tenho uma renda passiva capaz de fazer inveja a um suíço.
Pergunto: devo me sentir mal por isso??
Qual é a sua renda mensal, Leandro Roque? Não teve capacidade de passar num concurso público MERITOCRÁTICO e nos critica. Inveja?
Há uma elite de marajás no funcionalismo público com privilégios de realeza e ganhos exorbitantes. Trata-se de uma minoria que abocanha uma enorme fatia do bolo.
A grande maioria ganha salário de fome.
Essa “desigualdade” a esquerda faz questão de não mencionar.
Me dá uma dor no coração quando vejo relatos de jovens que ficam 3 anos estudando para concurso de judiciário (o mais pomposo de todos). Só tristeza. E o pior que meu pai fez o último concurso do TRF….
Como fazer uma abordagem?
Este ano o TCU divulgou que os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) tem uma folha salarial mensal de 10,6 bilhões de reais mês e deste valor 3,5 bilhões é gasto com cargos em confiança e comissionados.
Ainda segundo o TCU, no Executivo Federal para cada cinco servidores há um cargo de confiança/comissionado, no Judiciário Federal, pasmem, para cada dez servidores há oito cargos de confiança/comissionado.
Como o caos administrativo de Estados e Municípios é maior, significa dizer que neles esse abuso é ainda maior, mas apenas para estimar, por alto, extrapolando o que o TCU denuncia na esfera federal, significa dizer que o Brasil gasta com cargos de confiança/comissionados 4,58% do PIB.
Por que isso é tão ruim? Por que a lógica do serviço público, quase geral, é que políticos indicam os comissionados e estes, conforme os interesses de seus padrinhos partidários, indicam os servidores ocuparão os cargos de confiança.
É o modelo que afundou a Petrobrás, então não precisa maior explicação de como é usado.
Claro, os abusos se concentram principalmente nas capitais e em Brasília, longo das “cortes” encontramos, não raro, um cargo em confiança para cada 30 servidores se essa proporção fosse aplicada como regra geral poderíamos cortar, quase que instantaneamente, despesas da ordem de 3,7% do PIB, mas claro isso nunca ocorrerá, pois vai ‘decepar’ os braços do fisiologismo dentro da máquina estatal.
Em tempo, qual a moeda de negociação do Congresso com o Presidente, claro: cargos comissionados (se entenderam a mecânica do modelo de destruição da Petrobrás, não precisam de mais detalhes).
Esperando o Paulo Bat e sua larga experiência na Petrossauro se pronunciarem…
Toda a realidade do Brasil, só será alterada com investimento maciço em educação. Educação sem ideologias de qualquer seita. Só ideologia da matemática, da física, das ciências sociais, da filosofia.; e não me venham dizer que a iniciativa privada irá investir nisto pois, assim como o poder político quer manter a ignorância, as “empresas” brasileiras só querem mão de obra de qualidade, não mão de obra pensante.
radioagencianacional.ebc.com.br/economia/audio/2017-12/inflacao-medida-pelo-ipca-fecha-novembro-em-028-e-25-no-acumulado-do-ano
g1.globo.com/economia/noticia/copom-baixa-juro-basico-para-7-ao-ano-no-10-corte-seguido-menor-desde-1986.ghtml
http://www.valor.com.br/financas/5218895/decisao-do-copom-deve-igualar-selic-e-tjlp-pela-1-vez
Por que o resto do Brasil não pode ser como a Zona Franca de Manaus ?
“Já era passada a hora de esta trágica questão se tornar mainstream e ser abordada abertamente pelos meios de comunicação. Felizmente, está havendo uma maior disseminação da informação e, pela primeira vez, há alguma chance de algo ser efetivamente feito contra esse descalabro.
No entanto, a grande massa dos pagadores de impostos parece ainda não ter se dado conta de que eles, na realidade, são os escravos — e não os mestres — do governo em seus três níveis. A questão é saber até quando permanecerão neste estado de ignorância. As pesquisas eleitorais — a estarem corretas — mostram que eles estão dispostos a aceitar mais desse arranjo.”
Muito difícil mudar alguma coisa enquanto muita gente ainda continuar acreditando e confiando na bíblia estatal que eles chamam de “constituição”, que garante o inchaço da máquina estatal.
A melhor coisa é cada federação se separar de Brasília.
Não é um Bolsonaro ou um Rey que irá mudar isso, se é que eles tenham algum tipo de disposição para fazer isso…
Em termos. Servidor público não tem direito a FGTS. Os da iniciativo privada têm.
Sou funcionário público, municipal, e a despeito de contestar vários argumentos aqui apresentados, reconheço a necessidade de fazermos uma ampla e profunda reforma do Estado nesta parte do funcionalismo, talvez assim a sociedade que hoje reclama tanto veja finalmente onde está o erro dos argumentos, e seus acertos. Seria ótimo para o país, em termos didáticos, igualar o funcionalismo ao serviço privado, tratar a missão do serviço publico como um serviço privado qualquer. É preciso mesmo arrebentar com os mitos e os medos, mas, temo que politico nenhum irá querer mexer nisso, infelizmente; talvez, quando a divida publica chegar a 100% do PIB a gente resolva agir.
[OFF] O que acham dessa notícia aqui?
http://www.tecmundo.com.br/internet/125074-youtuber-condenado-justica-ensinar-piratear-tv-por-assinatura.htm
O sujeito realmente fez algo de errado, além de fazer com que as empresas de TV por assinatura deixem de ganhar dinheiro com algumas pessoas?
"O orçamento nacional deve ser equilibrado. As dívidas devem ser reduzidas, a arrogância das autoridades deve ser moderada e controlada. Os pagamentos a governos estrangeiros devem ser reduzidos se a nação não quiser ir à falência. As pessoas devem, novamente, aprender a trabalhar, em vez de viver por conta pública." ? Marco Túlio Cícero, filósofo Romano
A culpa do estado inchado é dos liberais e anarquistas.
Como a esquerda não teve oposição, eles fizeram uma farra no governo.
Nós precisamos dominar a política, para demitir a maioria dos funcionários públicos.
Privatiza tudo !
(Off)
Como funcionaria no ancapistão a punição para fraudes? Sei que no caso de roubo, o meliante trabalharia até restituir sua vítima; Mas e esse caso?
Fazer considerações é muito fácil. Jogar alguém aos leões; serve para vermos como estamos atrasados, reclamamos não fazemos nada e culpamos uns aos outros. Quanto a ser servidor público acho que deveríamos ter mais controle, mas nenhum e o próprio escritor do artigo não fala dos empresários que lucram absurdos e pagam uma merreca aos seus funcionários com a desculpa da crise, sito os cartéis de postos de gasolinas , quando alguém disse que políticos servem a esses empresários. quero dizer que falta no Brasil é seriedade do mendigo ao ministro do supremo.
Evidentemente, não consegui ler a íntegra dos comentários. Porém alguns tópicos costumam ser “esquecidos” de serem levados em conta nessa comparação entre servidor público e privado.
1- Há funções que não existem na iniciativa privada. Poder judiciário, por exemplo, fiscalização de tributos, diplomacia, segurança pública, dentre tantas outras. Geralmente são funções por onde flui a autoridade do Estado e requerem seleção, treinamento e instrução sem paralelo na iniciativa privada. Por este motivo, esses funcionários não conseguem fluir para a iniciativa privada. Terão que dedicar, literalmente, suas vidas ao setor público e isso requer, digamos, certa compensação.
2- Comparar a média do funcionalismo público com a média do funcionalismo privado chega a ser sintoma de má fé. Como se pode comparar um setor onde os trabalhadores só são admitidos por concurso há quase trinta anos (desde a constituição de 1988) com outro setor que emprega, por exemplo, operadores de caixa que não dominam as quatro operações?
O servidor público contribui sobre a totalidade de seus proventos para a seguridade social e não sobre um limite como ocorre no setor privado, além de o fazer por um período mínimo superior ao do servidor privado.
O servidor público não tem direito a FGTS, pois tem estabilidade. A mesma estabilidade que o algema a sua função, dificultando que ele procure outra oportunidade melhor de colocação profissional.
Toda a sociedade espera ser atendida com excelência pelo servidor público, porém o que parece é que esta mesma sociedade parece não reconhecer que deve remunerar excelência com a excelência proporcional ao serviço exigido.
Há diversos outros aspectos a serem analisados, mas o espaço não permite e nem é o adequado para uma análise mais aprofundada.
Espero ter contribuído para a reflexão sobre o assunto.
O incrível é que o salário mínimo é R$965,00 e a primeira faixa de imposto de renda é R$1.903,98 – ou seja, quem recebe mísero 1,98 salário mínimo (nem chega a 2) já pode ter que pagar IR, além de todos os “direitos” trabalhistas que já achatam o salário.
E a média salarial do brasileiro é de R$2480,00 – com “direito” a IR!
Por isso há tanto americano querendo trabalhar no Brasil, mesmo que ilegalmente.
Funcionário de empresa ganha em média R$ 2.480 no País; Setor público é quem melhor remunera os profissionais; companhias oferecem piores salários
Trabalhador brasileiro já ganha menos do que um chinês, aponta estudo
* * *
O problema do funcionalismo não esta apenas no salário. É claro que esta casta que tem seu estatuto como parte da constituição federal ” deita e rola”. O simples fato de q um policial q não gosta de vc poder multa-lo por qq motivo no transito sem q tenha q provar absolutamente nada da ação por ele executada, é um exemplo disso. E porque ele pode fazer isso? Porque entre outras coisas funcionário público tem ” fé pública”. Note bem: não sou absolutamente contra a existência de policiais. Contra a existência de policia civil e militar sim. Elas deveriam ser uma só, mas isso é outra história.
Então continuamos assim: O Brasil é um pais com três castas principais: a dos políticos, a dos funcionários públicos e a do resto da população que paga os dois primeiros.
Qual a maneira de mudar isso?
Para começar, tendo uma constituição republicana q valerá igualmente para toda nação.
Qualquer tipo de cargo público devera ser escrito em leis ordinárias e não na constituição q devera ser uma carta de garantia dos direitos individuais de todos.
A real carga tributária brasileira é 34% ou 46%?
Um dos melhores artigos que já li sobre funcionários públicos.
A real é que o funcionalismo existe majoritariamente somente para distribuir privilégios.
O autor do texto pegou carona em uma ideologia barata e tornou-se totalmente parcial. Sou Encarregado de Pessoal de um Órgão Federal em que a média salarial anual gira em torno de R$ 52.000,00 (isso incluindo o Décimo Terceiro e ainda tomando por base o salário de quem está em fim de carreira). E isso é espelho de uma pequena parte, pois é daí para baixo, sendo óbvio que há salários maiores que representam uma parcela muito baixa.
O autor faltou citar que o Servidor Público não faz jus ao FGTS, horas extras, PIS, PL, ETC; e que ainda ao contrário do que dizem, o servidor público NÃO É ESTÁVEL, pois somos regidos por legislação especifica e não seguindo os ditames da Lei É RUA SEM CHORORÔ.
Ainda não possuímos dados de 2017, porém em 2016 a aplicação de punições expulsivas resultou na demissão 550 agentes públicos por envolvimento em atividades contrárias à Lei nº 8.112/1990 (Estatuto do Servidor Público Federal). Esse número refere-se apenas aos Servidores Federais, não se levando em consideração os servidores Estaduais e Municipais. Então não falem mais em estabilidade.
Já que estão fazendo comparativos, deveriam comparar por exemplo o salário de um Oficial General que leva quase 30 anos de carreira para chegar ao seu posto, e que para dirigir uma Organização Militar recebe em torno de R$ 15.000,00 com o de um Executivo de uma grande empresa, que recebe várias vezes mais do que isso???
E antes que eu me esqueça, os concursos estão aí… É só estudar para passar.
Sabem o que é muito engraçado?
A Folha e os demais jornais da esquerda isentona SEMPRE foram a favor de altos salários para parasitas públicos. Mas na véspera da condenação do Lula, misteriosamente, começaram a fazer matérias mostrando as mordomias absurdas dos parasitas do Estado.
www1.folha.uol.com.br/poder/2018/02/moro-tem-imovel-em-curitiba-mas-recebe-auxilio-moradia.shtml
A esquerda está repetindo a mesma indignação que a direita sempre mostrou, mas com um atraso de 40 anos.
E lembrando, isso é tudo por conta da condenação do Lula. Só estão atacando o Judiciário por raiva da condenação do Lula. Tiveram 10 anos para fazer isso e nunca fizeram, ao contrário, sempre foram a favor dessas regalias de marajás para os parasitas públicos.
Estabilidade ou blindagem?, por Ana Carla Abrão.
Olha que maravilha:
A legislação eleitoral assegura aos servidores públicos um benefício atrativo para quem pretende ser candidato: o direito a quase dois meses de licença remunerada para fazer campanha sem trabalhar.
A reportagem diz que "em vez de usar o direito ao afastamento para disputar um mandato, muitos aproveitam a garantia para tirar a chamada 'licença branca’".
Ou seja, se candidatam sem fazer campanha, apenas para garantir 55 dias de folga.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2018/06/04/interna_cidadesdf,685872/servidores-publicos-licenca-remunerada-campanha.shtml
A estabilidade garante ao servidor o direito a uma opinião nesse país de cultura patrimonialista. Se vocês acham que a Petrobras ou os Correios são cabides de emprego, então não conhecem o serviço de uma prefeitura. É simplesmente assombroso como até analfabetos são nomeados a cargos de confiança, pelo menos os efetivos passam por exames físicos, concurso e demonstram estarem quites com obrigações legais e eleitorais. Terceirizados e contratados idem, não tem um que não seja eleitor. Fico imaginando se houvesse justiça municipal com cargo de juiz comissionado tal qual os EUA, como o Brasil não estaria hoje.
de fato, todo cargo público teria que apenas ser ocupado por quem fosse indicado por quem tinha sido eleito. Nada mais justo do que quem trabalhasse para eleger o cara depois pudesse ser nomear para o cargo que fosse, quem ajudou elegesse esse. Desse jeito, pro exemplo, não faltaria médico em posto algum, pois não faltaria cabo eleitoral que não quisesse tal cargo.
Artigo impecável!
Em reunião na SEFAZ de Alagoas ano passado (salvo engano), o próprio secretário da fazenda indicou que a economia do Estado consiste em 30% de iniciativa privada e 70% de governo. É algo realmente surrealista, esquizofrênico até. Uma total inversão da pirâmide, lembra aqueles quadros com relógios derretendo e escadas que se sobe pra descer e se desce quando sobe, Salvador Dali, etc.
Isso eterniza a dependência crônica que tem as unidades da federação do governo federal e transforma a administração estadual em fantoche do governo federal centralizador. Faz-se necessário uma reforma constitucional liberal que dê autonomia às UFs, que permita o enxugamento do Estado e que acabe com o privilégio dos tais ‘funças’, conforme a terminologia empregada nos comentários acima. Tal reforma contudo é utopia no Brasil e ainda o será por muitos anos a fio, até que finalmente toda a estrutura desabe catastroficamente por seu próprio peso. Aí veremos se poderemos erguer algo melhor assentado em alicerce mais sólido, fundeado sobre a liberdade individual e o empreendedorismo privado, com interferência mínima do Estado. Quem sabe um dia teremos pois uma política realmente capitalista, ao invés desse pseudo-capitalismo de compadrio, forjado através da amalgama de interesses de setores privados apadrinhados, sindicados e políticos oportunistas (pleonasmo?).
Ainda paira sobre nós o risco de ‘o Brasil tornar-se obsoleto antes de chegar ao desenvolvimento’, conforme profetizado brilhantemente por certo estadista francês.
Excelente a parte que esclarece como os sindicados manipulam toda a política do Estado a usufruto próprio, em detrimento dos contribuintes.
Isso mesmo Nicolas Lemour,penso exatamente o mesmo. O Brasil é alguma coisa hoje gracas a Collor e Fhc,sem eles ainda hoje teriamos so computadores 286,corcel 2 2018,linha telefonica de fio discada com fila para pegar uma de 10 anos e altissima inflacao. E chora mais petezada da estatal.
Caro Guilherme Moreira, seu artigo é bem interessante.
Só não encontrei uma “bibliografia” com a fonte dos dados que abordou.
Gostaria que confirmasse:
documents.worldbank.org/curated/pt/884871511196609355/Volume-I-síntese
http://www.worldbank.org/pt/country/brazil/publication/brazil-expenditure-review-report
http://www.worldbank.org/pt/news/press-release/2017/11/21/brazil-new-world-bank-report-analyzes-efficiency-equality-public-expenditure
Grato.
PS: O assunto também gerou discussões interessantes.
Gostaria que fossem informada as fontes dos dados apresentados no Estudo.
Os Ministros do Judiciário NÃO SÃO FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS !!!
Eu sou funcionário público. Prestei concurso e fui aprovado por meu mérito e conhecimento.
Não posso exercer nenhuma outra atividade remunerada e, se me aposentar ou for exonerado, não receberei nenhum Fundo de Garantia.
É necessário acabar com essa campanha contra o funcionário público da carreira… 🙁
Poderia enumerar vários adjetivos para este artigo, mas vou ficar só no raso e irresponsável.
Meu caro, o que você apresenta não traduz a minha realidade, sou funcionária e minha remuneração não é extraordinária.
Gostaria de saber uma coisa, quem “mama” mais: os 3 poderes, os funcionários públicos ou os militares?
Minha jóia, vc preferiu não ouvir um bom conselho a ir estudar, não foi isso?
Preferiu gastar a juventude pegando as mina, sendo o bichão… e foi deixando o tempo passar… agora deve tá olhando pra trás e achando que não dá mais…
Pois eu tenho uma dica para você:AINDA DÁ TEMPO, VÁ ESTUDAR. VENHA FAZER PARTE DESTA PRIVILEGIADA CASTA QUE SÃO OS SERVIDORES PÚBLICOS. Esse ano de 2019 estará repleto de oportunidades. Ou fique aí lamentando em forma de texto de pesquisa.
Os argumentos sistêmicos estão corretos. Os benefícios podem ser excessivos.
Mas os incentivos individuais levaram muita gente a fazer concurso, e os melhores passaram. Estar supostamente certo com o ‘argumento moral’ de que o funcionário público é mal não enche a barriga de ninguém. É igual a crítica do rent-seking: está certa, mas se você não vai fazer, não vai faltar quem o faça em seu lugar. É preciso mudar o sistema de incentivos, e não atacar as pessoas que estão lá. Por isso, a frase: ‘don’t hate the player, hate the game’. Se fazer concurso for o caminho mais curto para ter uma vida digna, é óbvio que as pessoas vão fazer. E os incapazes de passar vão ficar chupando o dedo e fazendo artigo. E não adianta tentar reduzir os salários nominalmente depois que já passaram: não é necessário segurança jurídica e respeito aos contratos, algo que a iniciativa privada tanto preza?
E quem foi inteligente investiu o excedente, e quando o governo mudar e privilegiar mais o setor privado, vão receber mais com a valorização do mercado acionário, aumento dos dividendos, etc. e não vão ver nenhum artigo do IMB criticando os ganhos e rendas do capital.
“E o descalabro se manifesta desde o início: ao passo que um advogado recém-formado é contratado por cerca de R$ 3.100 no setor privado, se ele fizer concurso para o Poder Executivo começará já com um salário de R$ 18.283. Nos poderes Legislativo e Judiciário, os salários de advogados que estão começando são ainda mais altos: cerca de R$ 30 mil por mês.”
Dados completamente errôneos! Acabei de me formar em uma universidade pública de ponta e sabe qnto o mercedo quer me pagar no início de carreira? R$ 1.500!! Isso mesmo, com faculdade e OAB nas costas terei que receber o mesmo que uma secretaria por uns 3 anos até mudar de categoria. Moro no interior, mas no Rio de Janeiro e São Paulo a situação é bem semelhante para quem tem parentes na área. Eu mesmo querendo advogar,terei que fazer concurso para conseguir ter minha independência sem passar fome. É por isso que os concursos públicos estão inflados. A única coisa que o livre mercado fez pela minha profissão é lotar o páis de cursos de Direito de péssima qualidade e saturar o mercado.
Falando de um país eminentemente capitalista eu pergundo:
Qual o salário ideial para cada profissão?
Qual o salário merecido?
O profissional do setor público, ganha bém ou é o setor privado que paga mal?
A verdade é que não existe parâmetros, controles,referências, planos de cargos e salários justos.
Notícia fresquinha: diferença entre salários público e privado é recorde
O elevado nível de desemprego ampliou a diferença entre os salários médios dos empregados nos setores público e privado no país. Enquanto estes vêm sofrendo com o corte de vagas formais, aqueles conseguiram obter ganhos reais mesmo em meio à crise.
De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica), desde que o Brasil entrou oficialmente em recessão, no segundo trimestre de 2014, o rendimento médio do setor privado ficou estagnado, enquanto o do setor público teve ganho real de 10%.
No primeiro trimestre de 2019, o rendimento médio dos empregados no setor público chegou a R$ 3.706, enquanto trabalhadores do setor privado ganharam, em média, R$ 1.960. É a maior diferença desde o início da série da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, em 2012.
Para especialistas, a maior diferença é fruto do aumento da informalidade no mercado de trabalho, que afeta apenas trabalhadores do setor privado, enquanto os trabalhadores do setor público estão protegidos por estabilidade. (…)
www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/05/na-crise-so-salario-de-servidor-cresce-e-distancia-para-setor-privado-e-recorde.shtml
Fim da farra (e da mamata):
Não haverá concursos públicos por um tempo, diz Guedes
Governo pretende investir na digitalização de processos e na diminuição da burocracia para reduzir número de funcionários, segundo o ministro
O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou nesta terça-feira, 4, que o governo optou por não promover concursos públicos por um tempo. Segundo Guedes, cerca de 40% do funcionalismo federal atual deve aposentar-se em até cinco anos, o que possibilitará ao governo enxugar a máquina pública sem demitir.
"Nos últimos anos, houve excesso de contratações. Os salários subiram ferozmente", declarou o ministro, que foi convocado pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados para debater os impactos econômicos e financeiros da aprovação da proposta de reforma da Previdência.
De acordo com Guedes, o governo pretende investir na digitalização de processos e na diminuição da burocracia para manter os serviços públicos com menos funcionários. "Nas nossas contas, 40% dos funcionários públicos devem se aposentar nos próximos cinco anos. Não precisa demitir. Basta desacelerar as entradas que esse excesso vai embora naturalmente. Vamos ficar sem contratar por um tempo e vamos informatizar", disse.
O ministro destacou algumas medidas tomadas recentemente para desburocratizar os serviços públicos, como a simplificação da abertura de empresas. Guedes acrescentou que a metodologia será estendida a outros serviços, mas não deu mais detalhes.
O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020 não prevê a realização de concursos públicos. Neste mês, entrou em vigor a nova regra para os pedidos de concursos públicos. Os pedidos dos órgãos públicos para realização de concursos terão a análise centralizada no Ministério da Economia, que pretende conceder autorizações apenas em casos excepcionais.
veja.abril.com.br/economia/nao-havera-concursos-publicos-por-um-tempo-diz-guedes/
Guedes diz que concursos públicos serão suspensos nos próximos anos
Concordo em relação ao Legislativo e ao Judiciário.
Mas não em relação ao Executivo.
O servidor público não tem FGTS, não tem plano de saúde, não tem estrutura de aperfeiçoamento.
Por óbvio o concurso público seleciona muito bem os melhores candidatos em cada área.
Um advogado para passar no concurso é um advogado de alto nível e ganha menos, bem menos do que se estivesse no setor privado, entre outros inúmeros exemplos.
Usar o servidor público para bode expiatório é antigo e não contribui com nada.
Essas estatísticas só mostram que os números, quando bem torturados, confessam qualquer coisa.
m.extra.globo.com/casos-de-policia/papo-federal/os-servidores-publicos-nao-sao-viloes-21516950.html?utm_source=WhatsApp&utm_medium=Social&utm_campaign=compartilhar
É simples, o prédio se tornou muito alto, a fundação não resistirá, vai despencar tudo, sindicato não produz riqueza, funcionalismo não produz riqueza, sentença judicial não produz riqueza, podem roubar, abusar, desviar, corromper, pois no final tudo voltará para as mãos de quem de fato merece e trabalha, não tenho dúvidas.
Parabéns Gilberto.
senhores! tudo nesta vida são escolhas,
parafraseando o patrono deste site.
quem escolheu viver nesta sociedade oligárquica e cartelizada?
E vocês achando que essa casta iria ao menos tentar fazer um mísero esforço…
Servidores públicos se mobilizam contra possibilidade de corte de salário
economia.estadao.com.br/noticias/geral,servidores-publicos-se-mobilizam-contra-possibilidade-de-corte-de-salario,70003253561
Funças propõem, em vez de corte nos seus salários, uma tributação de módicos 5% sobre, atenção!, as “médias fortunas”. Médias fortunas sendo estrategicamente quem ganha um pouco mais do que o teto que eles ganham.
Uma lindeza moral sem fim.
Com todo respeito ao texto em comento, concordo em algumas partes, mas não podemos colocar toda categoria (funcionários públicos, servidores públicos, agentes públicos, militares – nesse caso podendo ser os federais ou estaduais, seja lá a definição que se queira usar) de forma igualitária, creio que seria injusta a análise de forma equânime. Sou policial militar no Rio de Janeiro, sei muito bem que até a análise de forma igual em âmbito estadual já é injusta, quanto mais em relação a todos Estados da Federação.
Há um contexto imenso a ser levado em consideração. Sou policial militar e vou tecer comentários sobre a categoria q pertenço.
PM trabalha réveillon, natal, carnaval, eleições, copa do mundo, olimpíadas etc. Enfim, toda vez que se fala em feriado ou evento, nossas folgas são suspensas, enquanto TODO o resto do funcionalismo está de férias, folga ou recesso. Fez sol, serviço extra de praia, dentre outros;
PM via de regra NÃO pode escolher mês que quer tirar férias. Vc faz uma lista tríplice e o comando que escolhe pra Vc, nem sempre são dentro desses, bem como, muitos após seus 30 anos de serviço, agora 35, acumulam em sua maioria uma dezena de férias não gozadas em seu decurso de tempo trabalhado, leva-se em conta o que é melhor para o ESTADO; Para esclarecer, os 30 anos de serviço atual, equivalem em média a 43/45 anos do trabalhador da iniciativa privada.
PM não pode ter pessoa jurídica, ou seja, nosso regime é de dedicação exclusiva e tempo integral. TEMOS QUE ESTAR A DISPOSIÇÃO DO ESTADO O TEMPO TODO E SÓ PODEMOS SER PM; TODO O RESTO DO FUNCIONALISMO PODE FAZER O QUE QUISER NA SUA FOLGA, NÓS NÃO;
PM não tem direito a sindicalização e greve;
PM não recebe hora extra, ÚNICO funcionário público que não recebe e olha que não são poucos os serviços escalados de forma extraordinária, 144 horas semanais???? Vai bem além disso;
PM não recebe periculosidade, nem insalubridade, mas Oficiais de Justiça recebem. E somos nós que os escoltamos qdo vão intimar os outros em locais insalubres e perigosos. Incoerente né?!;
PM não recebe adicional noturno, e trabalhamos 50% do nosso tempo à noite. Mas TODOS os outros funcionários recebem;
O PM perde sua vida social por 30 /35 anos. E não estamos falando só de 30 /35anos, mas sim dos 30/35 anos de sua juventude e maior vida ativa;
Você não pode se dar o luxo de frequentar o lugar que quer e tão pouco ser identificado como policial, sob pena de condenação imediata a morte, por aqueles que muitos dizem ser vítimas da sociedade;
Se frequentar lugar, é perigoso, imagina morar, na sua grande maioria PM mora em favela sobre risco constante de ser identificado e morto, como aconteceu recentemente com um PM em Itaboraí/RJ, ISSO ACONTECE TODA HORA.
O Policial no Brasil é um herói todos os dias. Desvalorizado e sem apoio da população e do governo, ele acorda todos os dias para defender o cidadão de bem. Salários baixos, equipamento defasado, defeituoso e, quando em condição boa, ineficaz no combate ao crime organizado que assola o país.
Eu te pergunto: Você sairia de casa sabendo que existe 1 chance em 100 de tomar um tiro? Embarcaria em um avião que tem a mesma probabilidade de sofrer um acidente de carro? O policial do Rio de Janeiro vai trabalhar diariamente com essas mesmas probabilidades. Em 2016 foram mais de 600 policiais baleados, 150 fatalmente. No Afeganistão, foram 14 mortes de soldados americanos, um número mais de 10 vezes menor.
Em zonas de guerra envolvendo os Estados Unidos, o número de fatalidades caiu de 22% (Segunda Guerra Mundial) para 9% nas guerras do Afeganistão e Iraque em casos de ferimentos que apresentavam um risco de morte. No Rio de janeiro esse número é superior ao da Segunda Guerra, 25%.
Em 23 anos, entre 1994 e 2016, a PMERJ teve 3.234 mortos e 14.452 feridos, por causas não naturais, totalizando 17.686 baixas, considerando um efetivo de 90.000 homens que serviram na Corporação, foi mais arriscado estar na PMERJ nos últimos 23 anos do que servindo na FEB ou nas forças armadas norte-americanas em qualquer guerra do século XX, incluindo as I e II Guerras Mundiais. Como exemplos extremos, a chance de ser ferido aqui foi mais de setecentos e sessenta e cinco vezes (765,07) superior a de estando na Guerra do Golfo Pérsico (Kuwait), e a de ser morto foi mais de três vezes (3,77) a de estando na Guerra da Coréia, e três vezes (3,67) a de ter servido na Guerra do Vietnã.
Para a Organização Mundial da Saúde a atividade policial é a segunda mais prejudicial à saúde do mundo, perdendo apenas para mineradores de minas de carvão, isso porque se avalia a atividade em um contexto mundial, imagine-se se levar em conta a atividade policial somente no Estado do Rio de Janeiro, com certeza estará em primeiro lugar.
Ser PM no Rio, nos últimos 30 anos, é mais perigoso do que ter servido no exército dos EUA em todas as guerras, quando não morre, é ferido e com certeza já testemunhou inúmeras vezes colegas serem feridos ou mortos, imaginem o impacto psicológico.
Qual profissão no mundo que num universo de 45 mil integrantes ocorre um ferimento/acidente em decorrência do serviço por dia e uma morte a cada três dias? Qual profissão no mundo em que há uma grande possibilidade de você testemunhar a morte em serviço de um companheiro ao seu lado, isso em 30 anos se não ocorrer com um PM no Rio certamente ele verá algum companheiro ser ferido e alguns testemunham isso mais do que uma dezena de vezes. Dependendo do Batalhão que você servir, testemunhará mais de uma vez em um ano, bem mais.
A taxa de homicídios por 100 mil habitantes na PM no Rio chega a ser de 200, podendo ser superior a este número em alguns anos, isso quer dizer que o risco de morrer pelo simples fato de ser PM pode ser até 10 vezes superior ao de qualquer pessoa. Nos casos de latrocínio pode chegar a 100 vezes essa superioridade.
Quantas vezes um trabalhador comum vai ao cemitério por ano velar e enterrar o corpo de companheiros de serviço mortos em decorrência de sua atividade, o PM em um ano faz isso em número superior a que qualquer trabalhador faz em uma vida inteira.
A grande maioria sai do serviço doente, sobretudo com problemas de coluna pelo peso do armamento/ equipamento e hipertensão pelo stress contínuo, tendo consequentemente uma reduzida expectativa de vida após se aposentar;
Temos de muito longe os maiores índices de suicídio e depressão entre todos os funcionários públicos;
Expectativa de vida? Na ativa não chega aos 43 anos, inativos não passa dos 62, existem vários exemplos de reuniões de turma que, tendo os componentes uma média de 60 anos, nem 10% dos integrantes estão vivos. Já foi comprovado por diversas instituições que a expectativa de vida dos policiais chega a ser 15 anos menor do que o restante da população em geral.
O pior q, até pouco tempo, isso era uma particularidade do Rio, hoje tem Estados do Brasil em situação igual ou pior.
Então tudo isso tem que ser levado em consideração quando se fala de algum “privilégio” a funcionários públicos sem levar em conta a categoria a que pertençam.
Mas também poderiam dizer, não está satisfeito, busca outro emprego, vai a luta, vai buscar a iniciativa privada. Imagina se todos pensassem assim. Muitos ingressam no serviço público (policiais, bombeiros, médicos, enfermeiros e outros) por amor a profissão, eu mesmo já sou a terceira geração na família. Nem todos ganham salários astronômicos, no Rio se não fizer um bico, vai passar por muitas situações desagradáveis, morar em favela, deparar-se por diversas vezes com marginais q prendeu, até pq nossa legislação é ridícula, 80% dos presos são reincidentes, já foram conduzidos a delegacia; menos de 5% dos homicidas são identificados e +/- 0,2% dos roubos, ou seja, retrabalho.
Tudo que foi falado, não é achismo, tem diversos livros, artigos e trabalhos científicos sobre o assunto, em sua imensa maioria por instituições externas, universidades e outros. Falo assim da categoria a que pertenço, creio q cada uma tenha tbm suas devidas peculiaridades.
Me desculpem o desabafo, mas achei o artigo muito superficial e injusto para diversas categorias e agentes, indiretamente, pessoas e até mesmo heróis, vide agora o enfrentamento ao corona vírus que está vitimando inúmeros agentes públicos da área da saúde, com números absolutos já maiores do que países como China, Itália, Espanha e EUA.
É engraçado como a mídia nunca fala o quanto o Brasil gasta com funcionalismo público, só falam que o Brasil possui pouco funcionalismo público em relação à outros países desenvolvidos. É lógico, se fizessem a comparação desses dois aspectos, provariam por A + B que o funcionalismo público no Brasil é uma verdadeira casta privilegiada.
Não sou favorável ao agigantamento do estado e inchaço do estado.
Mas a questão que sempre coloco,é que má gestão, ineficiência, corrupção etc, não se restringem à esfera pública. Esses problemas tb atingem as empresas, da mesma forma que atingem o setor público.
Meu irmão é gerente de produção numa empresa e vive tendo que mandar funcionários embora por desvios de estoques, furto peças, etc
É só olhar nos Reclame Aqui e ver o quanto que a má gestão, lentidão e falhas do setor privado ficam escancaradas.
Não consigo enxergar o mundo tão brilhante, inovador, dinâmico, ágil, etc. etc, etc que muitos enxergam no mundo privado.
Fora isso, muitos não sabem, mas há programas de gestão desempenho no setor público. Vários orgãos adotam indicadores de desempenho no controle de atividades, na identificação de problemas e na medição a satisfação dos serviços prestados à população.
Que lindo, Paulo Guedes defendendo aumento do teto salarial de funcionário publico.
g1.globo.com/politica/noticia/2020/09/09/guedes-defende-aumento-do-teto-salarial-do-funcionalismo-publico-para-valorizar-a-meritocracia.ghtml?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=g1
O pior de tudo é que o Guedes ta sujando a imagem do liberalismo de um jeito inimaginável. O homem simplesmente abandonou tudo o que aprendeu em Chicago.
Brasil perder para a França realmente é coisa de profissional.
Tecnicamente, os funcionários estatais e seus sindicatos representariam qual o percentual de eleitores?
Os funcionários da alta casta seriam os únicos com poder político e totalmente imunes a medidas de austeridade? Vamos pegar por exemplo o Rio de Janeiro. Anos atrás o estado quebrou, o resultado é que tiveram de parcelar salários e cortar benefícios do baixo funcionalismo. Pelo que eu saiba, deputados e funcionários do Judiciário não foram atingidos.
A Grécia fez fortes medidas de austeridade, mas eu não sei se esses ajustes atingiram também os altos funcionários governamentais. A UE impôs várias condições para o governo grego receber socorro. O governo federal daqui não poderia impor condições para socorrer os estados, exigindo alguma contrapartida em medidas de austeridade?
“Economia recebe sindicatos, mas negociação salarial não avança”
Os caras querem um reajuste de 20 %.
O Brasil precisa domar o poder dos sindicatos.
Ou a gente terá que fazer como na Grécia, onde não há banco central e o governo tem que desesperadamente cortar salários e demitir funcionários para receber socorro externo.
Vale lembrar o seguinte: quem que gera essa defasagem salarial é o próprio governo, onde o seu banco central garante a expansão monetária, causando desvalorização na moeda. Inclusive parte dessa expansão monetária é para financiar o funcionalismo, o mesmo funcionalismo que reclama da defasagem salarial criada pelo próprio banco central. É um verdadeiro moto-perpétuo.