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Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados

Em seu livro “O
Caminho da Servidão
“, escrito ainda em 1944, Friedrich Hayek explicou que,
quanto maiores e mais reguladores se tornassem os governos, maiores e mais
poderosas seriam as grandes corporações.

Para Hayek, quanto maior se tornasse o governo,
quanto mais subsídios e protecionismos ele praticasse, mais dominantes seriam
as grandes empresas e menos prósperas seriam as pequenas e médias empresas.

A economia seria cada vez mais dominada por grandes
empresas quanto mais poderoso, protecionista e regulador se tornasse o governo.

Vale enfatizar que Hayek explicou e previu tudo isso
em uma época em que havia pouquíssimas corporações.

O
problema

Em primeiro lugar, ser bem-sucedido em um ambiente
concorrencial é um feito que não traz nenhuma garantia de continuidade. Se uma
determinada empresa começa a apresentar altas taxas de lucro em um determinado
mercado, a notícia rapidamente se espalha e, consequentemente, vários outros
empreendedores ávidos por estes altos lucros irão adentrar este mercado para tentar se apossar de uma fatia destes lucros.

Ato contínuo, a única maneira de esta empresa
pioneira tentar manter sua fatia de mercado é ou reduzindo preços ou melhorando
a qualidade de seus bens e serviços. Dado que nem sempre é possível introduzir melhorias
na qualidade em um espaço de tempo tão pequeno — a entrada da concorrência
sempre é rápida –, a opção inicial é pela redução de preços.

Mas, para se reduzir preços, é necessário reduzir
custos: caso contrário, as margens de lucro ficam apertadas.

Se a empresa for eventualmente bem-sucedida em
cortar custos, ela conseguirá manter sua margem de lucro. Só que essa margem
de lucro continuamente alta servirá para atrair ainda mais empresas para este
mercado, aumentando ainda mais a concorrência.

Inevitavelmente, em algum momento essa nova concorrência
eliminará de novo os altos lucros, forçando a empresa pioneira a recomeçar todo
o processo.

Sob este arranjo de livre concorrência, no qual o
governo não concede subsídios, não impõe tarifas protecionistas para proteger
determinadas indústrias, e não garante reservas de mercado por meio de agências
reguladoras, apenas aqueles empresários competentes — aqueles que souberem
antecipar corretamente as variadas e variáveis demandas dos consumidores, e que
forem capazes de investir adequadamente seu capital de modo alcançar este
objetivo — é que irão se dar bem.

O livre mercado, portanto, é um arranjo bastante
incerto, hostil e variável, no qual poucos empresários podem se sentir
permanentemente confortáveis. 

Desnecessário dizer que tal arranjo é ótimo para os
consumidores, mas é uma dor de cabeça para empreendedores. Muito mais tranquilo
seria simplesmente abolir todo este processo concorrencial.

E é aí que entra o governo.

Governo
e grandes empresas: melhores amigos

Tendo em mente a dureza e a falta de sossego geradas
pelo cenário acima descrito, o que você faria se fosse um empresário rico e com
boas conexões políticas? O óbvio: você recorreria ao governo e pediria para que
tal cenário de livre concorrência fosse restringido ao máximo. Você não quer a
falta de sossego da concorrência pesada; você quer a tranquilidade da reserva
de mercado.

Por isso, sejamos diretos: o que a grande maioria
dos empresários realmente deseja é que o estado lhes proteja desta “concorrência
selvagem” e lhes assegure uma reserva de mercado e uma fatia garantida de lucro, a qual lhes permita
desfrutar a vida sem dores de cabeça e sem constantes preocupações acerca de
como melhorar seus serviços aos consumidores. 

E qual a maneira de o estado fazer isso? Concedendo subsídios (ou empréstimos subsidiados com
os impostos da população
) que deem vantagem de mercado para estas grandes
empresas, tarifas
protecionistas
 que protejam estes empresários da concorrência de
importados, e agências
reguladoras
 que cartelizem o mercado e dificultem a entrada de novos
concorrentes.

Esses são os benefícios mais diretos e mais fáceis de
serem percebidos. Mas há também aquelas regulamentações que, à primeira vista,
parecem ir contra os interesses das grandes empresas, mas que, na realidade, são
grandes aliadas. 

Por exemplo, os impostos. Mesmo uma carga tributária
alta ou um código tributário confuso e complexo podem ser do interesse dos
grandes empresários: ambos não apenas impedem que novas empresas surjam e
cresçam, como ainda representam um grande custo para as pequenas empresas já
existentes. Ao passo que as grandes empresas, recheadas de contadores e
tributaristas, conseguem navegar com facilidade pelos labirintos do emaranhado
tributário, as pequenas empresas, que têm uma folha de pagamento menor e não podem
se dar ao luxo de contratar contadores experientes e caros, dificilmente sobreviverão
a esta etapa. Seguidas vezes cairão na “malha fina” da Receita e serão chamadas
de “sonegadoras criminosas”.

Até mesmo as regulamentações sanitárias servem para
criar reservas de mercado: ao passo que sai barato aplicar regras da Vigilância
Sanitária para mais uma cozinha padronizada de McDonald’s, as mesmas exigências
são proibitivas para uma pequena lanchonete ou um food truck.

Ou, como recentemente ocorreu
no Brasil
, ao passo que imposições do Ministério da Agricultura podem ser
proibitivas para pequenos produtores rurais e pequenas empresas do ramo, as
grandes e poderosas podem simplesmente subornar os fiscais.

Com efeito, a
própria imposição governamental de padrões de qualidade uniformes representa
uma forma de cartelização do mercado: tal imposição dispensa as empresas de concorrer
entre si em relação à qualidade. E quando os padrões de qualidade exigidos são artificialmente
elevados, os concorrentes de menor capacidade e de preço mais baixo perdem
lugar no mercado.

Por fim, e não menos
importante: quanto maior uma empresa se torna, mais ineficiente ela tende a ser.
Se uma empresa cresce além de seu ponto ótimo, seus custos unitários de
produção tendem a subir. Consequentemente, esta empresa estará abrindo as
portas para potenciais concorrentes invadirem seu território, produzirem a
custos mais baixos e, com isso, reduzirem esta empresa novamente ao seu tamanho
ótimo.

Por isso, em um mercado
genuinamente livre e concorrencial, as chances de existirem várias grandes
empresas são extremamente baixas. Ironicamente, as grandes empresas fracassariam
pelos mesmos motivos por que estados grandes fracassam: além de sua burocracia
se tornar grande demais, torna-se impossível gerenciar uma mega-corporação
desde uma localização central.

A capacidade das grandes
empresas de explorar as economias de escala é limitada em um livre mercado: ao
ultrapassar certo ponto, os benefícios do tamanho (por exemplo, menores custos
de transação) são sobrepujados pelas deseconomias de escala (ineficiências
e maiores custos de produção).

A única instituição que
pode impedir que isso ocorra é, obviamente, o estado, que pode proporcionar a
esta empresa a possibilidade de socialização desses custos ao blindá-la contra
a concorrência: por exemplo, intervindo no mercado e estabelecendo impostos, exigências
ambientais, exigências para licenciamento e para capitalização, e outros fardos
regulatórios que exercem um impacto desproporcional sobre novas empresas, bem
mais pobres quando comparadas a empresas ricas e já estabelecidas. 

Além de, obviamente, garantir as reservas de mercado desta empresa por meio de fartos subsídios ou empréstimos subsidiados por impostos.

Não
se deixe enganar pelas aparências

Quando o assunto é regulamentação, as grandes sempre
estarão do lado do governo. E sempre terão a mais bela das intenções: garantir
a qualidade do serviço e a segurança do consumidor. Elas sabem que o custo
extra, se existir, será compensado com o mercado cada vez mais padronizado e
centralizado em suas mãos.

Ao passo que os leigos vêem o aparato regulatório e
todas as regulamentações como sinônimo de restrição ao poder das grandes
empresas, a realidade é que tais regulamentações são as maiores aliadas das
grandes empresas contra eventuais ameaças de concorrência trazida pelas
pequenas empresas.

E essa relação de simbiose traz benefícios mútuos:
ao ajudar a criar grandes empresas, o governo alcança seu objetivo. Como?

Um governo inchado e intruso sempre almejou a um
objetivo supremo: controlar a economia e as pessoas. Estando o mercado dominado
por grandes empresas — que se mantêm graças ao governo –, políticos e
burocratas precisam apenas lidar com os grandes empresários, por meio de
acordos escusos, para alcançar seu sonho do controle e do planejamento central.

Se o mercado fosse dominado por milhões de pequenas
empresas independentes, seria praticamente impossível políticos e burocratas
exercerem tanto controle sobre o mercado. É impossível efetivamente regular e
controlar milhões de pequenas empresas geridas localmente. Qualquer tipo de
controle ou planejamento central seria impossível em uma economia repleta de
pequenas empresas gerenciadas por indivíduos ou famílias.

Já com uma economia cada vez mais cartelizada sob o
comando do estado, o controle efetivo da economia depende de negociações com apenas
um punhado de megaempresários. Por isso, social-democratas adoram uma economia
formada por grandes empresas, sendo seus maiores
fomentadores
.

Um dos maiores mitos — para não dizer “a maior falácia”
— do debate econômico é a ideia de que, se o governo for eliminado ou for substantivamente
reduzido, as grandes empresas “tomariam o controle” e “governariam o mundo”. A realidade
é exatamente oposta: sem um governo para fornecer proteções e privilégios às
grandes empresas, estas simplesmente não existiriam. Existindo, seriam poucas.

Conclusão

Uma economia repleta de grandes empresas que dominam
vários setores da economia é um arranjo 100% criado pelo governo. Sem todos os
direitos especiais, subsídios, protecionismos e privilégios concedidos pelo
governo a grandes empresas amigas do regime, pequenas empresas teriam muito
mais liberdade e facilidade para surgir e entrar em qualquer mercado.

Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis,
oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados
pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, alimentício, elétrico,
televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.). Quem cria cartéis,
oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações
financeiras, é exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem
barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja
por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via
obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas
empresas surjam e cresçam.

O livre mercado não apenas não é pró-grandes empresas, como, ao contrário, é a maior — e única
— ameaça à proliferação e manutenção de grandes empresas.

Por si só, não há nada de errado com grandes
empresas. O problema é que, no arranjo econômico atual, as grandes empresas são
produto direto de subsídios, protecionismos e vários outros benefícios criados
pelo governo, inclusive impostos e regulamentações (que facilitam o domínio dos
grandes ao punir os pequenos).

Empresas grandes e já estabelecidas têm mais
capacidade e mais recursos para atender regulações minuciosas e onerosas. Empresas
pequenas, que querem entrar naquele mercado mas que ainda não possuem muitos
recursos financeiros, não têm essa capacidade. 

Empresas grandes podem contratar lobistas (ou podem
simplesmente subornar políticos) para elaborar padrões de regulação que elas já
atendem ou que podem facilmente atender, mas que são impossíveis de serem
atendidos por empresas pequenas e recém-criadas. 

Empresas grandes podem subornar fiscais e
burocratas. Empresas pequenas não têm essa capacidade financeira.

Empresas grandes têm acesso fácil a subsídios e a empréstimos subsidiados com o dinheiro de impostos. E não apenas porque têm mais capacidade de quitar esses empréstimos, como também porque o benefício auferido por elas é mais facilmente perceptível aos olhos da população, o que pode se traduzir em maior popularidade para os governantes.

Por fim, regulações fazem com que o estado, por meio de suas
licenças, conceda respeitabilidade a empresas escroques e impeça que
empreendedores sérios e genuinamente competentes possam servir livremente os
consumidores. Regulações impedem a formação de uma genuinamente boa
reputação comercial, aquela que só se consegue por meio das preferências
voluntariamente demonstrada por consumidores no livre mercado. 

Regulações, em suma, são a mais insidiosa maneira de
se abolir a livre iniciativa, de garantir uma iniciativa privada ineficiente,
de impedir a proliferação de pequenas empresas, e de inundar o mercado com
empresas grandes, ineficientes e insensíveis às demandas dos consumidores.

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Leituras complementares:

Por que o BNDES deve ser abolido

A “Carne Fraca” pergunta: quem regula os reguladores?

Precisamos falar sobre o “capitalismo de quadrilhas”

O estado agigantado gerou o estado oculto, que é quem realmente governa o país

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Juan Ramón Rallo, diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.

Leandro Roque, o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

Joel Pinheiro da Fonseca, mestre em filosofia pela USP e economista pelo Insper.

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78 comentários em “Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados”

  1. Concordo com a linha de raciocínio do artigo, porém creio que o governo é tão incompetente não teria capacidade para planejar tudo isso. O que quero dizer é que se hoje as coisas estão orquestradas desta forma, é digamos um mero acaso, ou seja, isso simplesmente aconteceu e não foi planejado. Lógico que aconteceu porque pouco a pouco foram implementadas ações que visavam um pouco deste “todo”.

    De qualquer forma isso não faz diferença, mas só queria expor minha opinião de que este “arranjo” não foi um dia, lá atras planejado, mas sim ocorreu de forma natural.

  2. Excelente, só faltou citar o oligopólio do transporte terrestre. O primeiro que a social-democracia ataca, infernizando a vida do trânsito para forçar o uso dos ônibus. Ficam indiferentes ao uso de motos por exemplo, pois quanto mais perigoso esse veículo melhor. Nunca fazem nenhum tipo de engenharia de trânsito pra transformar em seguro o uso de motos pois isso é ameaça ao oligopólio que gera impostos a cada locomoção das pessoas !

  3. Há um piso — ou uma barreira — financeiro-burocrático pra se empreender no Brasil. Só os pequenos que operam em um mercado livre, sem privilégios e proteções, que o sentem.

  4. Muita regulamentação com corrupção mostrou que é muito ruim. Mas sem regulamentação as empresas continuariam fazendo este mesmo problema com a carne e como poderia vender mais barato forçaria todas a fazerem o mesmo esquema para competir. A Regulamentação tem que ser justa e igual para todas. Ninguem venderia carne estragada se não desse mais lucro. A carne estragada nada mais é que a carne que seria jogada fora(Prejuízo). Mas que disfarçada continua a dar lucro.

  5. O texto deixou de mencionar um aspecto fundamental do caso. O governo federal, através de fundos de pensão , da Caixa Econômica Federal e do BNDES participações, tem participação no controle acionário da JBS Friboi (26% do capital controlador) e da BRF Foods (23% do capital controlador). Logo, o governo federal, além do caráter regulador, também pode influir sobre decisões operacionais e corporativas das duas empresas.

  6. Como hoppe sempre fala: ”o rico é rico por um motivo… ”. É uma grande ilusão achar que um sistema feito para beneficiar as massas as custas aristocracia (democracia) não seria pervertido pela própria elite intelectual.

    Esses empresários são as pessoas mais inteligentes da sociedade, são as pessoas com maior QI, eles se utilizam da ignorância e ”ganância burra”(como diria bastiat) da população que pede para o Estado apontar armas para essas empresas para garantir o ”bem comum”, eles simplesmente viram essa arma para seus concorrentes o que cria seus privilégios.

  7. A esmagadora maioria das grandes empresas no Brasil está tão acostumada a privilégios e protecionismos que, se encararem de frente uma verdadeira concorrência, quebram em um ano.

    Como se dizia “antigamente”: Quem não tem competência não se estabelece.

  8. José Ricardo das C.Monteiro

    Está mais do que na hora para fazermos a experiência com (ou dos) metacapitalistas, ou seja, dar um fim às regulamentações estatais, e deixar que os metacapitalistas exerçam seus sonhados monopólios, lá se vão mais uns dois séculos de novas para um acerto. Bem, como diz, Theodore Darymple: essa é a vida, dois passos à frente, um passo a trás – ou é ao contrário?

  9. Minha arma, Minha vida

    A economia do Brasil é como um filho com uma doença degenerativa.

    As pessoas sabem que ela vai morrer, mas elas não podem abandoná-la.

    Isso não tem cura !

    O governo é professor de corrupção. A cultura do crime já foi instaurada. A cultura da expropriação e do confisco já foi implantada.

    Esse país parece um monte de escravos que se entregaram à escravidão do governo. O país parece uma senzala com escravos tomando chibatadas dos políticos, e não fazem nada para enfrentar os marginais.

    O povo se entregou à escravidão do governo, dos políticos e dos alunos criminosos do governo.

  10. Off Topic:

    Alguém já chegou a ler a critica que Nicolai Bukharin fez a Bohm Bawerk? Eu só consegui achar respostas austriacas bem curtas ou indiretas a ela. Essa critica é usada por comunistas até hoje pra supostamente refutar o valor subjetivo. Gostaria de alguma opinião sobre ela.

  11. Muito boa matéria, sou muito simpático a teoria do livre mercado sem agencias reguladoras e com estado mínimo. Mas, preciso de exemplos práticos onde essas teorias funcionam de fato

  12. Boa Tarde.

    A pouco tempo comecei a ter contato com a Escola Austriaca de Economia, pois comecei a operar em bolsa e resolvi expandir meus conhecimentos. Tenho uma dúvida: não foram mercados pouco regulados que permitirão o surgimento de grandes monopólios como os de Rockefeller, Carnegie e Vanderbilts nos EUA? Um mercado totalmente livre não resultaria em empresas deste nível? Ainda mais no Brasil com sua acentuada desigualdade.

  13. Felipe Lange Souza Borges dos Santos

    Eu que não sou da área de informática, fico estupefato do quão dinâmico e concorrencial que é o mercado de tecnologia da informação. Todo ano tem novidade. É claro que um ladrão sanguessuga de algum cargo estatal deve estar pensando nesse momento em como meter a mão.

  14. Muito bom artigo, com argumentações muito boas e sólidas.

    Aproveitando o assunto: gostaria de saber, como desfaz as grandes corporações que continuam há muito tempo no mercado e acabam por por em cheque a idéia de que grandes empresas não se sustentam. Até mesmo as norte-americanas, onde a ideal de livre mercado impera vemos isso. A quase secular Boeing detém muito o mercado aeronáutico por muito tempo, a General Motors, a antiga Chrysler que agora é Fiat-Chrysler. Esta última demonstra de fato que a ideia de livre mercado onde grandes empresas morrem não funciona. Sem falar na Volkswagem que comprou a BMW. As grandes fusões que tornam cada vez maiores as empresas. A Basf que comprou a Monsanto.

    A pergunta é: como desfazer? E porque elas prosperam?

  15. Felipe Lange S. B. S.

    “A Nissan anuncia as versões e preços do Kicks nacional, fabricado em Resende, RJ, que substitui o modelo importado do México. Agora são três opções: S com transmissão manual, ao preço de R$ 70.500; SV com a automática de variação contínua (CVT), por valor não informado; e SL CVT, a R$ 94.900. No modelo mexicano as versões eram SV Limited (R$ 84.900) e SL (R$ 90 mil), ambas com CVT.”

    O Kicks foi nacionalizado.

    Lembrei daquele seu comentário sobre, Leandro, de quando você falou que não é surpresa do carro depois de ser nacionalizado ficar mais caro que quando era importado (eu cheguei a procurá-lo e não encontrei). Vale lembrar que antes o carro chegava por cotas de importação, diminuindo a oferta. Teoricamente, a nacionalização aumentaria a oferta e diminuiria o preço? Como você explicaria?

  16. Bruno Feliciano

    Pessoal, como ser contra o aborto e ser a favor do comercio de bebês?

    Porque assim, o conflito do direito de propriedade é igual nos dois casos. Pensa bem…

    E sobre clonar seres humanos? Há alguma infração em liberdade ou propriedade?

    Abraços

  17. Carlos Guilherme

    Ótimo texto, mas faço uma observação…

    Sem Agências Reguladoras, em que pese os problemas já citados em relação a ela neste mesmo artigo, teremos “espertinhos” vendendo refrigerantes com cocaína na fórmula, como método de alavancar as vendas.

    Acho importante sim defender um mercado mais aberto e menos protetivo. Mas vamos com calma… não esqueça que no caso da “carne brasileira”, quem denunciou a própria gestão da agência reguladora que ele trabalhava como corrupta, foi um dos próprios funcionários dela.

  18. Mercado perfeito é utopia. Sempre existirão imperfeições nos mercados, mas existe uma tendência assíntota à linha da normalidade, desde que não haja interferência estatal.

  19. “empreendedores ávidos por estes altos lucros irão adentrar este mercado para roubar ”

    Como sempre estes empresários querendo roubar – poderia dizer algum socialista desavisado. Achei a expressão ruim, apesar de que nós sabemos que não é roubar no sentido criminoso da palavra.

  20. Ex-microempresario

    Coisas que a gente aprende lendo os comentários deste site:

    Existem três tipos de pessoa no planeta: Os empresários, que são cruéis, mesquinhos, gananciosos, só pensam em lucro e são desprovidos de qualquer senso de moral e decência; Os trabalhadores, que são honestos, humildes, dedicados, mas são completamente incapazes de saber o que é melhor para eles mesmos; e os Funcionários do Governo, que são infinitamente inteligentes, têm o dom da presciência, são honestos e incorruptíveis, não tem interesses pessoais e dedicam sua vida a proteger o segundo grupo de ser assado como churrasco pelo primeiro.

    Um adendo: a mudança de uma função para outra transforma imediatamente a pessoa em um membro do novo grupo com todas as características inerentes a este. Então, se vc mostrar que existem muitos empresários (por definição, maus, cruéis, blá blá blá) dentro do Governo, isso é irrelevante: o Governo só faz o bem, sempre acerta e sempre sabe o que é melhor e mais justo para todos – absolutamente todos.

  21. Para dar suporte a ideia desse artigo, os mercados mais liberais deveriam possuir mais concorrência, correto? Me parede que isso não acontece, por exemplo nos EUA, a tendência parece ser os maiores irem engolindo os menores. Confesso que estou especulando, não pesquisei pra afirmar isso sem dúvida, por isso, pergunto: É isso mesmo ou o contrário?? A segunda dúvida que tenho é sobre um efeito ruim que parece acompanhar o liberalismo: se não há regulamentação e a concorrência é ferrenha, necessitará sempre existir um lugar miserável no mundo para produzir com mão de obra de baixíssimo custo nossas roupas e outros artigos que ainda precisam do trabalho manual. Como é a visão de vocês com relação a isso? Não é necessária regulação dos estado para proteger essas pessoas? Acredito que todos pensem em viver num mundo onde não haja sofrimento e miséria e, portando, esses pontos seriam importantes. Agradeço, desde já, os esclarecimentos.

  22. Ex-microempresario

    Complementando um ponto:

    “A segunda dúvida que tenho é sobre um efeito ruim que parece acompanhar o liberalismo: se não há regulamentação e a concorrência é ferrenha, necessitará sempre existir um lugar miserável no mundo para produzir com mão de obra de baixíssimo custo nossas roupas e outros artigos que ainda precisam do trabalho manual. Como é a visão de vocês com relação a isso?”

    Não é “necessário”. Existe, sempre existiu e sempre existirá a tendência de alguns produtores em procurar mão-de-obra mais barata em outro lugar, lembrando que o salário não é o único fator: lembre-se de produtividade, logística, infra-estrutura, etc. Não existe uma linha separando “lugar miserável” de “lugar não-miserável”, há consumidores para todos os tipos de produtos.

    Existem carros fabricados na China e na Índia, que tem salários e custo de produção baixos, mas isso não impede muitas pessoas de comprarem Mercedes e BMW, que são fabricados com mão-de-obra alemã, provavelmente uma das mais caras do mundo.

  23. ARNALDO MIGUEL MOURA

    Excelente reportagem, muito bom o conteúdo, precisamos reduzir a burocracia para a sobrevivência das pequenas empresas que geram milhares de empregos.

  24. Andrey delcidio

    Concordo plenamente com o texto

    Enquanto isso, muitos trabalhadores por aí, trabalham 7 meses e tentam serem mandados embora pra poder ficar outros 5 fazendo bico e recebendo seguro desemprego, assim fica dificil mesmo esperar que algo saia daqui.

  25. é esse pessoal que fica esperando a [url=fgts.pro.br/cnd-inss-como-emitir-como-funciona/]certidao inss[url] pra aposentar, país maldito!

  26. A maioria (ou a totalidade) das pessoas sinceras que criticam o capitalismo de livre mercado não compreende o que de fato é o liberalismo.

    Com frequência acusam o capitalismo de causar aquilo que na verdade ele soluciona (ou solucionaria) e defendem como solução para determinados problemas o que na realidade é uma das suas principais causas: a intervenção estatal.

    * * *

  27. A maioria (ou a totalidade) das pessoas sinceras que criticam o capitalismo de livre mercado não compreende o que de fato é o liberalismo.

    Com frequência acusam o capitalismo de causar aquilo que na verdade ele soluciona (ou solucionaria) e defendem como solução para determinados problemas o que na realidade é uma das suas principais causas: a intervenção estatal.

    * * *

  28. O seguro desemprego é uma vantagem dado pelo o Governo que visa permitir estabilidade e garantia de renda temporária a todo empregado que foram desligados das suas atividades funcionais trabalhista sem justa causa.

    https://empregadorweb.com/2017/08/quem-tem-direito-ao-seguro-desemprego/

    O valor disponibilizado para esta vantagem varia de acordo com a faixa salarial do funcionário, que pode atingir em até cinco parcela dependendo da situação, no entanto nem sequer todos os trabalhadores estão habilitados para conseguir essa vantagem. Para entender quem possui direito ao Seguro Desemprego, confira abaixo nosso passo a passo com todas as informações sobre essa vantagem.

    Saiba mais em https://empregadorweb.com

  29. Werner Schumacher

    Quando estudei economia nos anos 70, estava na moda o planejamento econômico e na cadeira de Programação e Planejamento Econômico, bati de frente com o professor, com doutorado no CEPAL, o meu apoio foi O Caminho da Servidão, do Hayek, pois livros em defesa do capitalismo quase não existiam. Porto Alegre chegou a ter uma livraria especializada em socialismo. A aula era eu e o professor, infelizmente pra 3a aula ele não voltou mais, morreu de embolia pulmonar.

  30. andre rolmes de souza

    olha sinceramente o povo hoje nao quer trabalhar

    voce contrata a pessoa e ela so quer passar o dia nocelular e mais nada

    Quem vai empreender num país desses?

    investir nisso?

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