Com a ascensão do populismo nos países desenvolvidos,
a globalização econômica caiu em descrédito. Cada vez mais pessoas estão rejeitando
a globalização com o argumento de que ela não apenas é injusta como também
representa a fonte de todos os males — sendo inclusive a fonte de crises econômicas
e imigrações em massa.
Esse tipo de condenação generalizada e abrangente da
globalização, porém, apresenta dois erros graves: ela não só é factualmente
errada — a globalização econômica comprovadamente aumentou o padrão de vida
da população mundial — como também é conceitualmente
errada.
Existe o globalismo
e existe a globalização. O globalismo
é um conceito político. Já a globalização
é um conceito econômico.
Globalização
econômica
A globalização econômica significa “divisão do
trabalho em nível mundial”.
A população de cada país se especializa naquilo em
que é boa, adquirindo assim uma vantagem comparativa em relação às outras: faço
aquilo em que sou melhor que os outros e vendo para eles; e compro dos outros
aquilo que eles fazem melhor do que eu. Todas essas transações econômicas devem
ser feitas o mais livremente possível, sem a intervenção de governos na forma
de tarifas protecionistas e de outras barreiras alfandegárias. (Veja aqui um exemplo
prático).
A consequência deste arranjo foi, é e sempre será um
aumento no padrão de vida de todos os envolvidos.
Hoje, nenhum país é capaz de viver em autarquia,
produzindo absolutamente tudo de que sua população necessita para viver
decentemente. Caso um país realmente tentasse produzir tudo o que consome, isso
não apenas seria um monumental desperdício de recursos escassos, como também levaria
a custos de produção e, consequentemente, preços exorbitantes, afetando
drasticamente o padrão de vida da população.
Pense em uma simples camisa. Fabricada na Malásia
utilizando máquinas feitas na Alemanha, algodão proveniente da Índia, forros de
colarinho do Brasil, e tecido de Portugal, em seguida sendo vendida no varejo
em Sidney, em Montreal e em várias cidades dos países em desenvolvimento (ao
menos naqueles que são mais abertos ao comércio exterior), a camisa típica da
atualidade é o produto dos esforços de diversas pessoas ao redor do mundo.
E, notavelmente, o custo de uma camisa típica é equivalente aos
rendimentos de apenas umas poucas horas de trabalho de um cidadão comum do
mundo industrializado.
Obviamente, o que é verdadeiro para uma camisa vale
também para incontáveis produtos disponíveis à venda nos países capitalistas
modernos.
Como é possível que, atualmente, um trabalhador
comum seja capaz de adquirir facilmente uma ampla variedade de bens e serviços,
cuja produção requer os esforços coordenados de milhões de trabalhadores? A
resposta é que cada um desses trabalhadores faz parte de um mercado tão vasto e
abrangente, que faz com que seja vantajoso para muitos empreendedores e
investidores ao redor do mundo organizarem operações de produção altamente
especializadas, as quais são lucrativas somente porque o mercado para seus
produtos é de escala global.
Esta especialização tanto do trabalho quanto da
produção, ao longo de diferentes setores industriais ao redor do mundo, é
exatamente o fenômeno da globalização econômica.
(Recentemente, um homem resolveu fabricar, do zero,
um simples sanduíche. Ele plantou o trigo para fazer o pão, retirou o sal da
água do mar, ordenhou uma vaca para fazer o queijo e a manteiga, matou uma
galinha para retirar o filé de frango, fez o próprio picles e teve até de
extrair o mel do favo. Seis meses e US$ 1.500 depois, o sanduíche ficou pronto.
E, a julgar pela reação
dele próprio, a qualidade do produto final foi medíocre).
O fato é que, hoje, nenhum país produz apenas para
satisfazer suas próprias necessidades, mas também para atender a produtores e
consumidores de outros países. E cada país se especializa naquilo que sabe
fazer melhor.
A globalização econômica, com o livre comércio sendo
seu componente natural, aumenta a produtividade de todos os envolvidos. E,
consequentemente, aumenta também o padrão de vida de todos. Sem a globalização econômica,
a pobreza neste planeta não teria sido reduzida com a intensidade em que
foi nas últimas décadas.
Por fim, vale ressaltar que todo e qualquer indivíduo
é, em si mesmo, um defensor árduo da globalização econômica, mesmo que ele não saiba
disso. As pessoas acordam cedo e vão trabalhar exatamente para ganhar dinheiro
e, com isso, poderem consumir o que quiserem. As pessoas trabalham e produzem
para poder consumir produtos bons e baratos, independentemente de sua procedência.
Eles podem ser oriundos de qualquer parte do mundo; o que interessa é que sejam
bons e baratos. Isso é globalização econômica.
Impor obstáculos a esse consumo — isto é,
restringir a globalização econômica — significa restringir a maneira como as
pessoas trabalhadoras podem usufruir os frutos do seu trabalho. No mínimo, isso
é imoral e anti-humano.
Globalismo
Logo de início, é fácil ver que o globalismo — que também
pode ser chamado de globalização política
— não tem absolutamente nada a ver com a globalização econômica.
Globalização econômica significa livre comércio e
livre mercado. Trata-se de um arranjo que não apenas não necessita da intervenção de governos e burocratas, como
funciona muito melhor sem eles. Indo mais além, trata-se de um arranjo que
surge naturalmente quando não há políticos
e burocratas impondo obstáculos às transações humanas.
Já o globalismo é o exato oposto: trata-se de um
arranjo que só existe por causa de políticos
e burocratas. Seria impossível haver globalismo se não houvesse políticos e
burocratas.
O globalismo é uma política internacionalista,
implantada por burocratas, que vê o mundo inteiro como uma esfera propícia para
sua influência política. O objetivo do globalismo é determinar, dirigir e controlar
todas as relações entre os cidadãos de vários continentes por meio de intervenções
e decretos autoritários.
Eis o argumento central do globalismo: lidar com os
problemas cada vez mais complexos deste mundo — que vão desde crises econômicas
até a proteção do ambiente — requer um processo centralizado de tomada de decisões, em nível mundial. Consequentemente,
leis sociais e regulamentações econômicas devem ser “harmonizadas” ao redor do
mundo por um corpo burocrático supranacional, com a imposição de legislações
sociais uniformes e políticas específicas para cada setor da economia de cada
país.
O estado-nação — na condição de representante
soberano do povo — se tornou obsoleto e deve ser substituído por um poder político
transnacional, globalmente ativo e imune aos desejos do povo.
Obviamente, a filosofia por trás dessa mentalidade é
puramente socialista-coletivista.
Representa também o pilar da União Europeia (UE). Em
última instância, o objetivo da UE é criar um super-estado europeu, no qual as nações-estado
da Europa irão se dissolver como cubos de açúcar em uma xícara quente de chá. Foi majoritariamente disso
que os britânicos quiseram fugir.
Ao menos para o futuro próximo, este sonho
burocrático chegou ao fim. O desejo de impor uma uniformidade afundou em meio a
uma dura e difícil realidade política e econômica. A UE está passando por mudanças
radicais — culminando com a decisão dos britânicos de sair dela — e pode até
mesmo entrar em colapso dependendo dos resultados eleitorais em alguns
importantes países europeus (França,
Holanda, Alemanha e possivelmente Itália) neste ano de 2017.
Com Donald Trump na presidência americana não há mais
qualquer apoio intelectual dos EUA ao projeto de unificação européia. A mudança
de poder e de direção em Washington diminuiu o poder de influência dos
globalistas — o que permite alguma esperança de que a futura política externa
americana seja menos agressiva em termos militares. Trump — ao contrário de
seus antecessores — ao menos não parece querer impingir uma nova ordem
mundial.
Por outro lado, os defensores da globalização econômica
têm motivos para estar preocupados. O governo Trump vem ameaçando utilizar
medidas protecionistas — majoritariamente na forma de tarifas de importação —
para supostamente estimular
o emprego e a produção nos EUA, mesmo com toda a teoria e realidade econômicas
demonstrando que o
efeito será o oposto.
Tamanha interferência na globalização econômica, o
que representaria um retrocesso no tempo, não apenas seria um ataque à
prosperidade, como também pode se degenerar em conflitos políticos, reacendendo
antigas rixas e contendas. Não
precisaria ser assim.
Para atacar e até mesmo aniquilar o globalismo não é
necessário atacar e fazer retroceder a globalização econômica.
A globalização é Steve Jobs, Jeff Bezos e Michael
Dell; o globalismo é George Soros, o CFR, a Comissão Trilateral, os Rockefeller,
os Rothschilds e a ONU.
Conclusão
Ao passo que o globalismo representa o autoritarismo
e a centralização do poder político em escala mundial, a globalização econômica
— que nada mais é do que a divisão do trabalho e o livre comércio —
representa a descentralização e a liberdade, promovendo uma produtiva e, ainda
mais importante, pacífica cooperação além fronteiras.
A restrição à globalização econômica — ou seja, o
protecionismo — nada mais é do que o medo dos incapazes perante a inteligência
e as habilidades alheias. Tal postura, além de moralmente condenável, por ser
covarde, é também extremamente perigosa. Como já alertava Bastiat, se, em vez
de nos permitirmos os benefícios da livre concorrência e do livre comércio,
começarmos a atuar incisivamente para impedir o progresso de outras nações, não
deveríamos nos surpreender caso boa parte daquela inteligência e habilidade que
combatemos por meio de tarifas e restrições de importações acabe se voltando
contra nós no futuro, produzindo armas para guerras em vez de mais e melhores
bens de consumo que eles querem e podem produzir, e os quais nós queremos
voluntariamente consumir.
Como também disse Bastiat, quando bens param de
cruzar fronteiras, os exércitos o fazem.
Por isso é de extrema importância preservarmos a globalização
econômica.
No atual cenário político e econômico nacional e mundial, essa discussão (ou melhor, esclarecimento) é de suprema importância.
E tem um pessoal meio Tãn-Tãn que se diz pró-globalização mas defende com unhas e dentes o protecionismo… Vai entender
O termo globalização foi muito usado nos anos 90, mais como uma tentativa da esquerda de se apossar dele. Pode-se entender como uma integração mundial. Mas na verdade não é o melhor termo para entendermos o que acontece hoje.
O que ocorre é um movimento que em nada tem a ver com a integração natural entre os povos causado pela redução das distâncias que foi promovida pela tecnologia (transportes e comunicações). O que existe é o movimento globalista que nada mais é do que a revolução comunista mundial de Lênin. Após a queda da URSS em 90, a esquerda percebeu (não que seja uma percepção da realidade que o comunismo é impossível) que só seria possível o comunismo se manter a nível mundial. Então o globalismo vai sim cada vez mais colocar entraves e regulamentações.
Como o próprio instituto Mises já falou em outros artigos, é sempre melhor uma nação menor do que a grande. É melhor então admitir que existir países, mesmo com seus entraves, é melhor do que um governo mundial criando entraves.
Aí é que está a diferença entre a esquerda e a direita.
Resumindo:
Globalização: integração natural dos povos em nível mundial
Globalismo: movimento de esquerda na direção de um governo mundial
Donald Trump é um defensor da “globalização” na visão do autor? “A restrição à globalização econômica — ou seja, o protecionismo — nada mais é do que o medo dos incapazes perante a inteligência e as habilidades alheias. Tal postura, além de moralmente condenável, por ser covarde, é também extremamente perigosa”, isso não é exatamente o discurso de Trump? Como a vitória dele pode ter sido boa para acabar com o “globalismo” e preservar a “globalização”?
Eu queria comentar a respeito da versão brasileira do texto original e dizer que é sensacional. A versão original é muito rasa e sem nenhum link.
E por fim a frase final fez muito mais sentido ao texto: “Como também disse Bastiat, quando bens param de cruzar fronteiras, os exércitos o fazem.”
Parabéns instituto MISES Brasil, encontro muito mais qualidade aqui que nos MISES de USA e Canada.
Muito esclarecedor o artigo
Ler isso me deu câncer.
veja.abril.com.br/economia/saiba-quem-ganha-e-quem-perde-com-o-dolar-em-queda/#
Excelente artigo. Claro, direto e explosivo para burocratas e políticos. São, por excelência, a parte retrógrada das mudanças e inovações no mundo. Enquanto empresas trabalham para desvendar o futuro, burocratas e políticos trabalham para atrasar ou até sabotar o desenvolvimento da ciência e tecnologia. Continuam sendo sanguessugas e parasitas das riquezas das nações.
Muito bom o artigo. Mas bem que poderiam ao menos citar o Flávio Morgenstern, pessoa que primeiramente comentou, discerniu, dissecou, enfim, explicou os termos aqui no Brasil. E olha que eu acompanho praticamente todos esses canais liberais, libertarios, etc.
Texto bastante reflexivo , super esclarecedor, mais não deixa de nos causar insegurança na atual situação do país.Pode a qualquer momento renascer rixas desnecessárias.
O que dizer da estatal PETRONAS?
A maior patricionadora da Mercedes AMG na F1!!!
A empresa foi parar na forbes, como a lista das maiores empresas do mundo.
Ela possue TODAS as reservas de petroleo e gas da malasia!!
E sobre isso vocês não falam porque?
Aerolines argentina é top tb, quem já voou sabe disso..
Não que eu ache que tudo deve ser estatal… Mas algumas coisas do orgulho nacional e que preserve o nosso patrimonio de forma estrategica, ai sim deve ser estatal….
É uma excelente forma de diferenciar os dois conceitos.
Mas o ambiente global está aí, e a ‘divisão do trabalho em nível mundial’ não pode mais se sustentar apoiada apenas em vantagens comparativas (como os recursos naturais) ou mesmo em vantagens competitivas (como a mão de obra barata). O Marcos Troyjo é que fala muito sobre isso, sobre como países ou regiões estão desenvolvendo novas “vocações” que antes não lhes eram naturais. Como por exemplo a China, que está deixando de ser o “país da loja do R$1,99”, e se tornando um país intensivo em tecnologia. O mundo mudou, e os países precisam se adaptar a isso…
Abraços!
Olá,
obrigada pelo artigo.
No texto que sobre o autor, acho que ele é especialista em metais “preciosos”, não?
Obrigada.
Muito bom artigo!
Texto muito distinto entre globalismo e globalização. Parabéns!
Engraçado que eu procurava a tradução em português de A Lei, de Bastiat, sem ao menos saber que o Mises Brasil existia por si como plataforma informativa. Vivo nos EUA há 17 anos e depois que li The Law, entrei em procura frenética por uma cópia em português, numa busca incessante em tentar levantar discussões em meu meio familiar e também entre colegas sobre esses assuntos, que até então eu só encontrava material em língua inglesa e pouca coisa traduzida.
Obrigada pela tradução e pela disponibilização gratuita da cópia de A Lei em Português, juntamente com o excelente trabalho dos artigos no site! E me perdoem qualquer erro em português…
Ótimo texto.
Um dos assuntos mais relevantes e dabatidos da atualidade totalmente ignorado pela grande mídia do Brasil. Dó de quem assina esses jornais tradicionais.
Excelente artigo!
Essa história de Globalistas (com todos os significados que dao a essa palavra) querendo controlar o mundo em associação a esquerda, para acabar com os valores nacionais e conservadores e instituir um governo mundial, me cheira a paranóia, oriunda dessas Teorias da Conspiração ridículas encontradas na internet, coisa de artigos da Breitbart ou de videos do Olavo, ou de outro profeta do apocalipse digital qualquer.
De quem falarão mais?
Da Maçonaria? Dos Judeus? Dos Reptilianos?
Serão todos Satanistas?
Será que adoram uma cabeça de bode?
Francamente…
As vezes me sinto dentro daquele romance de Umberto Eco chamado “O Pêndulo de Foucault”.
A internet criou a era da paranóia coletiva digital.
Senhor tende piedade!
Fiquei maravilhada ao ler esse post, foi muito esclarecedor. Meu desejo é que esses “metidos a cientistas politicos” parassem de blah ,bla, bla nas redes sociais, repetindo o que eles ouvem, copiando e colando, viessem pesquisar mais e se informar a respeito de certos assuntos importantes como esse.
Globalização é um processo socioeconômico natural e espontâneo que é tanto consequência quanto causa da liberdade econômica e dos avanços tecnológicos.
Globalismo é um processo politico-econômico artificial e dirigido por burocratas buscando ampliar ao máximo a abrangência e profundidade do seu controle sobre as pessoas.
* * *
Só tenho uma palavra…Espetacular!!!…Parabéns pelo artigo…
Jobs e Bezos também são (eram) notados globalistas.
Protecionismo Mercantil é meramente uma ferramenta, não é bom nem mal, apenas bem usado ou mal usado. Eu acho que livre-comércio é algo que deve ser usado num contexto apropriado. Por exemplo, bloquear a China é correto porque a China é um país trapaceiro que faz de tudo para tornar seus produtos baratos até o ponto do ridiculo, roubando industrias de outros países. Por exemplo, a desvalorização ridicula da moeda deles que levou à uma guerra cambial, recentemente.
O artigo é bom em termos conceituais, mas erra demais nos dois exemplos que cita para descrever os últimos acontecimentos no mundo. Primeiro em sugerir que Trump representa uma espécie de globalização econômica. Trump é um protecionista em termos econômicos e um intervencionista em termos de política externa. Está muito longe de ser um exemplo do pensamento liberal. Outro ponto é sobre o Brexit. O voto popular para a Inglaterra sair da EU não foi tão racional quanto o texto tenta sugerir. O povo contra o globalismo da União Europeia. Nada disso! A questão com os imigrantes teve um peso muito maior do que o desejo dos britânicos em aderir às ideias de autonomia econômica e do livre mercado. Aliás, a grande maioria dos britânicos conservadores é mais a favor do protecionismo estatal do que do livre mercado. E este pensamento que estava adormecido e não era vocalizado, acabou reaparecendo com o Brexit. Morando na Inglaterra por mais de 3 anos eu afirmo que as pessoas aqui têm mais medo da competição e das ideias liberais do que se imagina. Logo, os dois exemplos usados no texto não indicam uma reação adversa e racional ao globalismo. Longe disso!
Dois fatos e uma conclusão.
(1) Sabendo que o homem, em estado de natureza, tende a buscar por algum poder (perceptivelmente quando ele é subjugado pelo poder de outro) e (2) o fato de que o estado existe (a personificação e organização de um poder constituído e instituído), pode-se facilmente afirmar que, numa sociedade descentralizada, certamente alguém vai querer controlar o que não é dominado, portando subjugar o outro.
Por que não tomar os políticos e burocratas como uma dado, uma vez que sempre existiram, em vez de pregar ideologias?
Este artigo está bem construído e é esclarecedor… mas onde diz :
“Por outro lado, os defensores da globalização econômica têm motivos para estar preocupados. O governo Trump vem ameaçando utilizar medidas protecionistas — majoritariamente na forma de tarifas de importação — para supostamente estimular o emprego e a produção nos EUA, mesmo com toda a teoria e realidade econômicas demonstrando que o efeito será o oposto.
Tamanha interferência na globalização econômica, o que representaria um retrocesso no tempo, não apenas seria um ataque à prosperidade, como também pode se degenerar em conflitos políticos, reacendendo antigas rixas e contendas. Não precisaria ser assim.”
Diz que não precisaria de ser assim … mas não expressa qual seria a outra opção ao referido protecionismo !
Trump está a utilizar um recurso temporário (protecionismo)… unicamente como ferramenta para desmontar o jogo viciado já instalado do Globalismo político-económico!
A China beneficiou durante 30 anos de um protecionismo Politico-Global … e assim só outro protecionismo temporário pode desconjuntar o Globalismo.
Nunca se deve atirar um balde de água na direção dos livros de uma biblioteca … mas a água na direção dos livros é necessária e imperiosa se os livros estiverem em chamas !
Edgar,
Na minha primeira intervenção eu não faço qualquer referência, nem uma única vez ao caso especifico do “AÇO” , se Roberto entendeu pegar nesse especifico pormenor … é porque ele quis observar a árvore sem olhar para a floresta !
Trump está a utilizar o método do enfermeiro … primeiro dá um primeiro tabefe (aço) na bunda do paciente (Globalismo) e só depois enfia a agulha … e assim obtém a pretendida descontração dos músculos do paciente !
Renato afirmou que Trump ao impor tarifas ao aço importado está simplesmente a penalizar as empresas dos USA que assim terão de pagar mais pela matéria prima … Renato está a esquecer um pequeno pormenor … Trump com o dito preço do aço mais elevado, vaí obrigar as empresas a expandir a vertente das siderurgias de reciclagem de quantidades colossais de aço existente já nos USA e abandonado até aqui porque não era rentável , reciclar !
Já não é novidade para ninguém no Ocidente que nos últimos 30 anos tem havido uma Agenda Global politico-económico com um roteiro bem definido !
Na Europa a Sra. Merkel impôs a todos os países União Europeia ordens de conduta financeira, económica e politica … de forma a que as opções de cada um dos países ficassem reféns de Dívidas Públicas Impagáveis Colossais … todos os políticos alinharam nesse plano para obterem como pagamento pelo “Serviço Prestado” um final aconchegante nos poderosos núcleos financeiros/bancários que dirigem toda a Agenda do Globalismo Mundial.
O método utilizado é simples :
Os políticos de cada país induzem por todos os meios uma desvalorização “fabricada” nas empresas geradoras de riqueza …dizendo depois ao povo que a melhor solução é vender … justificando então que assim será melhor para aliviar os custos do Estado … olhem por exemplo para este caso: http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2018/03/09/internas_economia,942943/petrobras-vai-transferir-p-71-para-a-china.shtml
Estas situações está a passar-se em todo o Ocidente … se isto não é uma forma de novo “Imperialismo Global” o que será Imperialismo Planeado ?
Já sei … é preciso que seja assim para dominar o povo e impor-lhes um projeto de pensamento único sem oportunidade que esse povo não tenha oportunidade de escolha diferente … Cristo Rei ! Isso é uma merda de uma ditadura … que a maioria não quer !
Trump a favor da globalização economica? Ele é totalmente contra a ela e teve um discurso totalmente contra na sua campanha foi assim que ele ganhou as eleições . O Artigo tem informações erradas.
Nao vejo problema nenhum na globalização ou no globalismo se com globalismo você estiver falando dos investimentos de Soros em projetos de igualdade de gênero, por exemplo, ou em ideias de proteção do ambiente. O dinheiro é dele é ele faz o que quiser. Especialmente neste caso apoio globalismo se for disso que você está falando. Mas eu acredito que a implicância de vocês com o Soros tem a ver com aumento do poder do Estado, é claro! Sempre é este o problema! E no caso das olavetes tem a ver com uma suposta conspiração comunista, iluminati, maçonica, sei lá. ?? E porque eles sentem nostalgia da idade média.
(…)
Eis o argumento central do globalismo: lidar com os problemas cada vez mais complexos deste mundo — que vão desde crises econômicas até a proteção do ambiente — requer um processo centralizado de tomada de decisões, em nível mundial. Consequentemente, leis sociais e regulamentações econômicas devem ser “harmonizadas” ao redor do mundo por um corpo burocrático supranacional, com a imposição de legislações sociais uniformes e políticas específicas para cada setor da economia de cada país.
O estado-nação — na condição de representante soberano do povo — se tornou obsoleto e deve ser substituído por um poder político transnacional, globalmente ativo e imune aos desejos do povo.”
(…)
A solução islandesa para a crise foi o oposto do globalismo. Então o globalismo, neste caso, foi ruim.
Como um país liberal, com política de Estado reduzido, pode se defender do globalismo?
Entendi o texto do alemão bom , rs. Gostaria de colocar um ponto aqui para reflexão . A referencia ao protecionismo a priori pode ser escalada como barreira mas se perceberem talvez a manobra seja justamente para frear momentaneamente os países que estão seguindo a cartilha do Globalismo e com isso ganhando patamares econômicos vantajosos , onde dominam e tem seu crescimento econômico aliado a mesma cartilha por terem sido como exemplos do mesmo movimento globalismo .e quando o Presidente Trump momentaneamente tenta se resguardar sua economia , oferecendo chances tanto á seu país majoritariamente e as outras nações que desejam também crescerem sem seguir ditames de regulações mundiais . Depois de terem esse acerto e começarem a crescer sem estarem associadas aos ditames de cartilha do Globalismo , daí outras nações poderão entender que ha futuro também em estar fora das mesmas cartilhas e darão lucro também na Globalização . Penso que os países que atualmente fincam em protecionismos é somente um fincar em melhores dias , falei besteira ?
Penso o mesmo que voce. Porem,ele tem que reduzir o estatismo no Eua,assistencialismo que e maior que o bolsa escola do Brasil. Reduzir impostos. Porem,percebo que nesse vespeiro ninguem quer mexer,nem democratas nem republicanos.
É impossível dissociar globalismo de globalização, ainda que se diga que ambos são opostos; pois como se pode, ao mesmo tempo, procurar unificar o governo mundial através de manipulações políticas, sem criar uma dependência econômica mundial ?
Não se enganem, uma coisa claramente esta ligada a outra, além do que, se uma nova ordem mundial nao controlar as ações individuais humanas, certamente, as empresas o farão, como já o fazem em proporções pequenas e de forma indireta.
Jeff Bezos é globalista tb.
Gostei do texto. O autor só se equivocou em sua previsão, quando diz que a política protecionista do Trump acarretaria efeito contrário ao que ele esperava, que era justamente o de expandir a economia e aumentar a oferta de emprego. Pois bem, a economia dos EUA tem batido recordes de crescimento, e a oferta de empregos e a maior das últimas cinco décadas.
Como explicar isso? Estou mesmo fazendo uma pergunta, pois não sou economista.
Essa elite globalista, multiculturalista, pro-islamica, anti-outras religiões, anti-branca vai destruir a cultura ocidental. Paises do leste e do sudeste são os atuais defensores da cultura ocidental contra turcos e islamicos.
As teorias são bonitas, mas na prática falta equilíbrio nas relações entre os povos, e com o advento do capitalismo de Estado as teorias deveriam ser outras, pois o desarranjo está armado.
Ótima matéria. Parabéns! Compartilho 1000 vezes.
Ótima análise! Não conhecia o site, parabéns pelo conteúdo!
Esse é um ótimo artigo. O problema é que muitos verão o globalismo apenas como outra teoria da conspiração, afinal os mesmos que falam sobre um governo único mundial muitas vezes associam com questões religiosas, como que o Anticristo será o líder desse governo mundial, que Jesus está voltando, que é uma profecia bíblica, etc. Não sou ateu, mas associar religião com política, fé com razão faz com que sua teoria seja desacreditada, principalmente por quem não segue sua religião, pois muitos dizem que entre os Illuminati (antiga sociedade do Iluminismo da Baviera apontada pelos conspiracionistas como sendo os globalistas atuais) estão o papa e os muçulmanos, o que faz isso apenas soar como uma forma de proselitismo religioso. Além disso, muita gente que fala nesse governo mundial também diz outras teorias da conspiração, como a que a Terra é plana (inclusive há terraplanistas que dizem que os Illuminati querem que você acredite que a Terra é redonda), que o HAARP causa mudanças no clima e até no comportamento das pessoas, etc. Ou seja, esses conspiracionistas estão fazendo justamente um serviço para os globalistas, fazendo com que as pessoas discordem da sua existência.
Globalismo é a teoria política mais totalitária existente, mais do que o próprio Comunismo. Ela é tão aberrativa que sabe de sua natureza parasitária e auto-destrutiva e por isso mesmo não admite que existam países rebeldes às regras impostas pelos senhores iluminados da ONU.
Não curto demonizar eternamente , pessoas e instituições mas sabemos que a Midia Ninja caiu anteriormente na cantada e deixou -se enamorar pelas instituições e Ongs de George Soros, recebendo doações do mesmo cerca de milhoes , saiu até nos jornais Midia Ninja recebeu US$ 80.000 , o que eles disseram não ser dinheiro capitalista mas globalista , mesmo sabendo que George Soros é o maior financista do mundo e nos tempos atuais o que me intriga é se eles apenas recebem a grana sem conhecimento de causa , pois em outros relatos já transcreveram que F.h.C , também recebia ajuda de George Soros mas será que hoje possuem real entendimento do que estão apoiando ? Porque quando o Jobs era vivo , sempre teve o vanguardismo tecnológico aliado a verdadeira filantrópica progressista causa humanitária , assim sendo a Maça- Apple Macintosh era real mas hoje após sua morte não sei se a mesma empresa atua somente em prol da mesma forma que Jobs antevia ou se entregaram ao Globalismo político de tantos , diferente da Globalização positiva que Jobs unia na Apple Macintosh , alguém poderia me dizer como está hoje a Apple Macintosh ? Porque em video do youtube , diz que a mesma está anti globalismo e sempre a favor da globalização , confere ? mas será verdade ou apenas um comodo salvar mercados ? http://www.youtube.com/watch?v=613KWgPiRSU
Sou contra o globalismo, mas queria entender porque todos acusam a UE de globalista mas não acusa os EUA, porque caso você, leitor, não saiba, os EUA não é um país, é uma união de Estados-Nações.
Sim Ruan por isso mesmo nos estados federativos dos EUA , existem os que trabalham a favor do sistema político Globalismo , lá também estão como Democratas e os Republicamos em sua grande maioria anti Globalismo , liderados por Trump . Infelizmente no mundo todo estamos inseridos , entre os que travestidos de socialistas como Glenn Greenwald diretor do site The Intercept mas tendo anteriormente trabalhado como advogado ate para nazistas , por isso o mesmo jornalista Glenn se refere ao Edward Snowden como icone pois divulgou ao mundo a pratica condenável de coleta de dados e espionagem feita pelos Eua mas tambem ensinou a pratica dos mesmos meios para se manter vivo na Russia à outros , pois estagiou no mesmo Programa .Hoje o sistema globalismo se maquia de socialistas , democratas , liberais, anarquistas ,conservadores , direitas e esquerdas radicais para somente se contrapor e manipular a seu favor as direções de Nações tão comprometidas também com a própria corrupção interna . Sendo assim , Glenn Greenwald é apenas um infiltrado agente do globalismo para interferir e manipular a situação vigente do Brasil e eu interesse principal é invalidar toda a Operação Lava Jato pois a mesma não se resume somente ao caso do ex Presidente Lula mas há tantas outras descobertas e já condenadas .
http://www.youtube.com/watch?v=YYoIy_0Wulc&fbclid=IwAR3jcc1F8HG3F2P6e2eZnP_Zrq-wgihSEMB-gbJ5UFyRoZGCYZ6m7IsfT84
Globalização diz respeito à quebra de barreiras econômicas e culturais entre as nações, enquanto globalismo tem a ver com a tentativa de se construir um governo mundial pela eliminação das barreiras sociais e políticas, ou seja, uma pessoa (ou um grupo de pessoas) governaria todo o planeta com representantes em cada país, estado e cidade. Os globalistas defendem a ideia de que o mundo seria melhor administrado, teria menos problemas e as pessoas teriam melhores condições de vida, caso as barreiras políticas, religiosas, econômicas, culturais, políticas e sociais não existissem. Segundo os religiosos isto ainda acontecerá é esse governante será uma personalidade conhecida como “Anticristo” e que, quando isto acontecer, haverá uma imposição para que todas as pessoas pertençam à mesma religião e recebam “um sinal, ou código, ou nome ou um número”, seja digital, na mão ou na testa (em forma de chip), para que tenham acesso aos produtos e serviços públicos e econômicos nessa Nova Ordem Mundial de tal forma que só será possível alguém comprar ou vender alguma coisa se tiver esse dispositivo. Independentemente dessa visão religiosa sobre o fato, não é difícil alguém perceber que, com o avanço da tecnologia, estamos caminhando para algo muito parecido.
A opção é clara: ser explorador, parasita estatal ou explorado ou ser livre e enfrentar a dura realidade do mercado.
Muito bom o texto.
Apenas gostaria de saber se o constante déficit comercial dos Estados Unidos com a China levaria futuramente a um grande problema para os americanos no sentido de a China ter uma reserva em dólares extremamente grande, com a China sendo dona de boa parte das empresas americanas. Isso não seria uma ameaça à soberania americana? Qual a solução?