Donald Trump colocou a esquerda mundial em uma
encruzilhada.
De um lado, ela despreza o presidente-eleito por
suas tiradas provocadoras e politicamente incorretas, por seu repúdio à livre imigração
e por suas propostas de reduzir impostos e desregulamentar alguns setores
(nada, porém, foi especificado por Trump).
No entanto, quando o assunto é comércio
internacional, não há ninguém mais protecionista que o novo presidente
americano. Neste quesito, os sindicatos, o socialista Bernie Sanders e Trump se dão as mãos.
Em artigo
publicado pelo The Wall Street Journal,
a colunista Mary
Anastasia O’Grady resumiu a situação: “O senhor Trump é tão delirante em
temas comerciais, que faz com que Hillary Clinton e os democratas comecem a
parecer sensatos”.
A mais recente novidade surgiu ainda antes de Trump
assumir a presidência: a Ford
decidiu cancelar um projeto de investimento de US$ 1,6 bilhão na cidade
mexicana de San Luis de Potosí. Após o cancelamento, a Ford anunciou que irá
investir US$ 700 milhões em uma fábrica em Michigan, emblema da indústria
automotiva americana e sede do primeiro documentário de Michael Moore (Roger e Eu), que narrava as
dificuldades de uma cidade de Michigan (Flint) após a GM ter fechado ali a sua
fábrica e se mudado para o México.
Esta mudança de atitude nos programas de
investimento da empresa está diretamente relacionada às promessas de campanha
de Trump, que afirmou que aquelas empresas americanas que abrirem fábricas no
México e que tentarem vender seus produtos nos EUA serão punidas com pesadas tarifas
de importação sobre seus produtos.
Ou seja, se a Ford, visando a manter seus custos de produção
baixos, optasse por abrir uma fábrica no México, ela perderia completamente
esse benefício da redução de custos tão logo ela fosse vender os carros para os
EUA, pois o país subiria acentuadamente as tarifas de importação.
O economista libertário Robert Wenzel disse
que, ao fazer esse tipo de ameaças a empresas, Trump em nada se distingue
de um presidente de uma república bananeira.
Já Michael Moore, um dos mais ferozes críticos de
Trump, deve estar festejando esta ameaça de Trump à Ford. Com efeito, graças a ela,
agora haverá alguns empregos a mais em Michigan e as empresas pensarão duas
vezes antes de se mudarem para o México (onde, consequentemente, empregos e salários
cairão).
E é exatamente esta a leitura superficial que está
sendo feita desta medida trumpista: o México perderá investimentos, os EUA ganharão
investimentos, e sendo Trump americano ele está correto em defender os
interesses de seu país. “Lamentamos muito, hermanos
mexicanos, mas nosso presidente quer que nós americanos vivamos melhor. Sendo assim,
vocês têm que perder para que nossos trabalhadores consigam emprego.”
Entretanto, a realidade é um tanto distinta. Em economia,
nada é tão simplesmente direto. Sim, é evidente que o México será o mais
prejudicado. Mas também os americanos — em termos da população geral — não serão
beneficiados com isso. Ao contrário até.
Empresas
devem ser livres para decidir onde produzir
O efeito sobre o México é muito fácil de ser visto. Se
mediante ameaças diretas ou indiretas, as empresas americanas reduzem seus
investimentos no México, o país de 122 milhões de habitantes será prejudicado
ao ter uma menor demanda por sua mão-de-obra. Com menos empresas concorrendo
entre si para contratar mexicanos, os salários não subirão. Poderão até cair.
O volume de investimento estrangeiro direto dos EUA
no México foi de US$ 108 bilhões em 2014, o que faz dos EUA o principal
investidor estrangeiro no México. Se esse montante for reduzido, o México terá
de fazer muito mais esforços para atrair investimentos de outros países caso
queira manter o crescimento de sua economia.
Por outro lado, o analista que se concentrar
exclusivamente no estado americano de Michigan, terá a impressão de que tudo é
um mar de rosas. Afinal, a Ford, em vez de levar seus investimentos a países estrangeiros,
aplicará US$ 700 milhões de capital em solo americano. Previsivelmente, este
gasto gerará demanda por matérias-primas e mão-de-obra, e fará aumentar a produção
naquele estado.
Ótima notícia para Michael Moore, mas não tão boa
para o resto dos americanos.
Para facilitar o raciocínio, peguemos uma indústria
americana famosa por produzir seus bens na China e revendê-los nos EUA: a
indústria de celulares (smartphones).
Exatamente por terem transferido toda a produção para
a China, onde os custos de produção são baixos, os celulares nos EUA custam
apenas poucas centenas de dólares, e não milhares de dólares. Consequentemente,
ao poderem vender celulares a preços baixos nos EUA, essas empresas conseguem
atrair mais consumidores e, consequentemente, mais receitas. Esses preços baixos
permitem que as pessoas tenham mais dinheiro para investir e gastar em outras áreas
da economia.
Simultaneamente, os empregos que se perderam nos EUA
com a transferência da manufatura de smartphones para a China são mais do que
compensados pelo aumento dos empregos nos setores de pesquisa e
desenvolvimento, varejo, comércio, serviços gerais ao consumidor, reparos e
consertos, e todo e qualquer outro trabalho relacionado ao setor de tecnologia.
Em uma economia rica e moderna, o maior criador de
empregos modernos é o setor de serviços e não o setor industrial. Se os EUA tivessem
de fabricar seus próprios smartphones e tablets em Los Angeles, utilizando
trabalhadores americanos (como quer Trump), muita mão-de-obra qualificada seria
direcionada para as linhas de montagem. Consequentemente, haveria menos mão-de-obra
qualificada disponível para preencher os empregos criativos (e de alta remuneração)
que surgiram no Vale do Silício.
Quanto às tarifas de importação, é exatamente por estas
serem baixas nos EUA, que as empresas americanas podem importar, de forma
barata, peças, componentes e matérias-primas do exterior, o que permite que
elas consigam ter baixos custos de produção e, consequentemente, possam
investir esse dinheiro poupado contratando mão-de-obra qualificada e fornecendo
empregos a altos salários no país.
Se uma empresa fabricante de aparelhos
eletrodomésticos tivesse de fabricar localmente todos os seus parafusos,
roscas, porcas, arruelas, argolas, fios etc., seus custos de produção aumentariam
e, consequentemente, os preços de seus produtos finais. Com preços maiores, a
demanda por seus produtos seria menor. Com consumidores comprando menos,
haveria menos empregos disponíveis nessa empresa.
Já ao importarem tudo isso da China, essas empresas
podem contratar mais americanos a salários maiores do que seriam caso essa
empresa tivesse de fabricar todas as suas peças.
Portanto, ao querer banir a liberdade de as empresas
decidirem onde querem fabricar, e ao ameaçar com tarifas de importação, Trump
está colocando todo esse virtuoso arranjo em risco.
Voltando à Ford, quando a empresa decidiu
inicialmente investir no México para abrir sua fábrica ali, ela o fez
exatamente para melhorar a rentabilidade da empresa, reduzindo custos e, com
isso, podendo vender carros mais baratos aos próprios americanos, que assim
teriam mais dinheiro para investir e gastar em outros setores da economia.
E se há algo de que tanto os EUA quanto qualquer
outro país do mundo necessitam acima de tudo são empresas lucrativas.
Conclusão
Fabricar produtos nacionalmente não é algo
inerentemente bom ou ruim. Há vantagens e desvantagens em se produzir no
exterior. O melhor indicador sobre onde um determinado produto deve ser
produzido deve estar a cargo da análise econômica feita pela própria empresa
interessada. Dependendo de cada situação, pode ser mais vantajoso fabricar no próprio
país ou fabricar tudo no exterior.
Porém, quando tarifas de importação são aplicadas
pelo governo, isso distorce todos os sinais enviados pelo sistema de preços,
afetando inteiramente o comércio.
No final, o raciocínio é: se empresas americanas
decidirem permanecer nos EUA porque esperam redução de impostos e desregulamentação,
isso é bom. Se decidirem ficar porque esperam protecionismo, isso é ruim.
A Ford claramente queria construir no México. Voltou
atrás porque foi ameaçada pelo futuro governo. Isso não é decisão de mercado,
mas sim imposição política.
Mas há também uma reviravolta curiosa: a própria
Ford pode acabar se beneficiando caso
o governo Trump aumente as tarifas de importação sobre os carros estrangeiros,
garantindo assim uma reserva de mercado para as montadoras americanas. Caso isso
ocorra, seus maiores custos de produção poderão tranquilamente ser repassados
ao consumidor, de forma integral, pois não mais haverá concorrência externa.
Em definitivo, o roteiro protecionista é sempre o
mesmo, em todo e qualquer país: há uma classe privilegiada que ganha com o
protecionismo (sindicatos e empresas isoladas da concorrência externa) e uma
classe que se torna majoritariamente empobrecida, pois agora pagará mais caro
por tudo. Nos EUA isso não
será diferente.
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Iván Carrino é analista econômico da Fundación Libertad y Progreso na Argentina e possui mestrado em Economia
Austríaca pela Universidad Rey Juan Carlos, de Madri.
John Sulzer é articulista do The Liberty Conservative.
Faltou um ponto, a qualidade.
Vai acontecer oq acontece aqui, empresas protegidas do mercado externo podendo fazer carros meia boca pq os importados “não podem entrar”. O consumidor vai ter que pagar caro por algo ruim, e se ele tiver boas condições financeiras ele compra um importado de qualidade com presos surreais.
Não importa se é pra direita ou esquerda, estadista é tudo igual por dentro.
Não compreendo tantas críticas ao Trump, ele foi eleito pra fazer isso, em momento algum da campanha ele escondeu suas intenções protecionistas, só atendeu a uma legítima demanda da população, candidatos idiotas com idéias idiotas.
Essas críticas deveriam era estar sobre as costas dos idiotizados eleitores americanos querendo que um emprego bom de salário excelente lhes caia do céu, ao sistema democrático que premia os piores e aos pró livre mercado, que falham em passar sua mensagem na sociedade.
Eis meu pé para trás sobre o Big Don. Por mais que considere o mantenimento da demografia americana atual como um pré-requisito para a liberdade (os imigrantes nos EUA não são famosos por sua rejeição pelo gasto governamental e apoio pelo império da lei, responsabilidade individual e direitos de propriedade), será justamente a classe média americana (os eleitores dele) quem serão prejudicados por sua política tarifária. Se os americanos ainda vivem em conforto apesar do esforço hercúleo do FED em destruir o país, é por causa da importação de produtos baratos do exterior e pela inovação tecnológica (fruto da competição). Uma tarifa impossibilitará o primeiro e desestimulará o segundo no médio e longo prazo.
Obrigado pelo artigo.
Dei um pulinho lá no Facebook para ver como as tietes do Trump estão reagindo a este artigo. Como previsto (pois já aconteceu com todos os outros artigos que este instituto já publicou sobre o Trump), todas elas menstruaram.
A base do capitalismo é o respeito ao patrimônio alheio.
Não é o protecionismo, os subsídios, ou o assistêncialismo, que sustentam o capitalismo.
Pelo contrário, essas coisas são feitas desrespeitanto a primeira regra do capitalismo.
Por isso, muitos países são livres. Esses países possuem pessoas que respeitam o patrimônio alheio, e que respeitam os indivíduos. Foi isso que criou riqueza nesses países.
Esses expropriadores, confiscadores e protecionistas estão destruindo a base moral que sustenta o capitalismo.
O resultado disso tudo é um estado fiscalizador, que considera todo mundo como bandidos.
Tudo que os governos estão fazendo, possui a intenção de implodir o respeito emtre as pessoas, e destruir a base do capitalismo.
Isso me lembra um professor de geografia no pré-vestibular lá pelos idos dos anos 90: “Fecha tudo! Nós temos tudo que precisamos aqui dentro mesmo!” E eu na minha desconfiança “temos mesmo? meu tio teve q trazer um computador lá de fora…”
“Empresas devem ser livres para decidir onde produzir. Portanto, ao querer banir a liberdade de as empresas decidirem onde querem fabricar, e ao ameaçar com tarifas de importação, Trump está colocando todo esse virtuoso arranjo em risco”.
Sinto muito, mas este “virtuoso” arranjo nunca existiu. Estas empresas em 2008, quando entraram em crise devido a concorrência e a má gestão, imploraram socorro ao governo americano, recebendo 17,4 bilhões de dólares em ajuda.
A grande verdade é que as empresas quando estão lucrando pedem liberdade para investirem e tomarem as suas próprias decisões, mas quando estão em crise são as primeiras a pedirem ajuda ao governo, via medidas protecionista, fiscal etc.
Naquela época tanto os democratas como os republicanos defenderam a medida em prol da preservação dos empregos nos EUA, ou seja, os mesmos motivos que Trump defende hoje, não é?
Desde que as empresas estrangeiras sejam incentivadas a construírem fábricas nos EUA e concorram uns contra outros, os preços não necessariamente subirão.
Enfim, é preciso analisar as medidas contra o México num contexto maior, a questão vai além do tratado de livre comércio entre os dois países. É preciso lembrar que um dos objetivos deste tratado era incentivar a geração de empregos no México e consequentemente encorajar os mexicanos a não imigrarem para os EUA, o que seria benéfico para os próprios americanos, no entanto, não é o que aconteceu.
O México continua sendo o principal corredor de entrada de imigrantes ilegais da America Latina para os EUA, milhares de hondurenhos, venezuelanos, salvadorenhos, brasileiros etc usam este país para cruzarem a fronteira ( além de ser a principal rota de drogas). É por isso que Trump quer renegociar este tratado, ele quer que o México também faça o seu próprio controle de imigração, ele quer que os mexicanos assumam as suas responsabilidades. Na visão dele, imigração ilegal, oferta de empregos e renda estão relacionados entre si.
Não é à toa que Trump fala também em contruir um muro na fronteira e expulsar os imigrantes ilegais. Oras, você não vê Trump criticando o Canada da mesma forma que o México, apesar deste país pertencer ao ALCA.
Protectionism Will Make America Poor, Not Great
https://fee.org/articles/protectionism-will-make-america-poor-not-great/
Os americanos, financiaram durante 30 anos a ditadura Chinesa, em troca de eletrônicos, roupas e bugigangas mais baratas. A ditadura chinesa financiou os governos Bushs/Bobobama que gastaram o dinheiro em guerras, softwares espiões,politicagens sociais, bolhas, juros e financiamento de empresas/bancos amigas. Dívida, diminuição da liberdade individual e uma ditadura (China) que financia outras ditaduras(Venezuela) demorou mais a conta chegou para os EUA!
Se um governo aumenta a carga tributária e expulsa suas empresas para o país vizinho, isso não é liberalismo econômico.
Obviamente, se o aumento de carga tributária está resultando em diminuição da arrecadação é porque a tributação está sendo usada para fins políticos de enfraquecimento de uma economia e alocação artificial das empresas no México.
Se o mesmo governo resolve aumentar o imposto sobre importações do país vizinho, isso também não é liberalismo econômico.
Mas é uma excelente resposta política na mesma moeda. Do ponto-de-vista da economia americana, claro que esse novo “protecionismo” é vantajoso e realmente é uma proteção para a economia.
Apesar de todo esse discurso protecionista do Trump eu votaria nele, porque apesar de economicamente ele ter essa visão protecionista ele de alguma maneira se opõe de maneira direta ao establishment e a todos esses esquerdistas e “intelectuais” que tentam impor a ditadura do “politicamente correto”.
Entre o Establishment e o Trump eu vou de Trump mesmo, apesar dos pesares.
Em 11/08/2016 o Mises Institute americano escreveu o seguinte artigo: Mises Would Not Support Trump.
Lá eles já previam tudo.
Link: https://mises.org/blog/mises-would-not-support-trump
Os americanos tributaram a renda, e agora ficam chorando, porque as empresas foram embora ?
É claro que a tributação excessiva da renda iria aumentar as importações.
http://www.tradingeconomics.com/united-states/indicators
The Sales Tax Rate in the United States stands at 0 percent. Sales Tax Rate in the United States averaged 0.00 percent from 2013 until 2016, reaching an all time high of 0.00 percent in 2014 and a record low of 0.00 percent in 2014.
The Corporate Tax Ratein the United States stands at 38.90 percent. Corporate Tax Rate in the United States averaged 39.21 percent from 2000 until 2016, reaching an all time high of 39.30 percent in 2001 and a record low of 38.90 percent in 2016.
The Personal Income Tax Rate in the United States stands at 39.60 percent. Personal Income Tax Rate in the United States averaged 36.42 percent from 2004 until 2016, reaching an all time high of 39.60 percent in 2013 and a record low of 35.00 percent in 2005.
Trump nem assumiu ainda e já está fazendo mais pelos EUA do que o Obama…
Enquanto um governador PTralha mandou a Ford embora do estado aonde eu moro, Trump cumprir sua promessa de campanha de reindustrializar as regiões desindustrializadas.
Viva Trump e fodam-se os comunas chineses!
Acho que ninguém aqui está falando que o Trump é santo e vai salvar a economia e gerar empregos e etc. Apenas que o Trump tinha o mérito de não ser a Hillary, essa sim seria um verdadeiro desastre para os EUA, e quem sabe para o mundo.
Mas em que pese o Trump ter sido um empresário de sucesso, digno de inspiração, ainda que ele seja inimigo declarado da esquerda, ele foi eleito, tornou-se um político e merece todo nosso desprezo por isso, tal qual todo e qualquer político.
Assisti debates e entevista de Trump e sua acessoria. Em nenhum momento ouvi algo que se assemelhe a protecionismo. Ele tem falado em smart commerce, tratar os países na mesma moeda e que os usa são tratados. Por exemplo, as empreiteiras de obra do Brasil podem operar nos usa (a Odebrecht fazia grandes obras aqui), enquanto o mercado de serviços do brasil é fechado às empresas americanas. Neste caso, a empresa construtora de qualquer país quer permita empresa americana também operar nele verá suas empresas operarem aqui. Ele é contra acordos multilaterais em que sejam jogados no mesmo saco países de realidades as mais distintas. Ele quer focar em acordos bilaterais em que os signatários poderaão operar nas duas mãos de direção. Ele fala em penalizar país, como a China, que manipula a moeda, etc. Em resumo, as empresas e o mercado americanos continuarão a sofrer a concorrência internacional dos países que pratiquem o livre mercado nos dois sentidos.
“Em definitivo, o roteiro protecionista é sempre o mesmo, em todo e qualquer país: há uma classe privilegiada que ganha com o protecionismo (sindicatos e empresas isoladas da concorrência externa) e uma classe que se torna majoritariamente empobrecida, pois agora pagará mais caro por tudo. Nos EUA isso não será diferente.”
Banania do Norte!
Trump será considerado, após os seus dois mandatos, o melhor Presidente dos EUA, transformando-o no maior país do mundo.
A culpa da desindustrialização nesses países não é apenas um movimento natural de redução de custos, como presume o artigo, mas sim de uma conjuntura nefasta de aumento de custos tributários + aumento na regulamentação + barreiras protecionistas.
Se Trump fizer o que pretende, com a já altíssima carga tributária e regulamentação para o setor industrial, vamos ver uma mega crise em no máximo 6 anos.
Explico melhor o que vejo, tendo como exemplo o Brasil.
Em Lula 1 vimos o dólar derreter e com isso o real ter uma valorização substancial, barateando o importado. Aparentemente essa concorrência é considerada pelos industriais como desleal, porém em uma economia livre de moeda forte, todo tipo de importado fica mais barato, inclusive equipamentos e matéria prima . Caso estivéssemos em uma economia livre, o choque inicial seria impactante, porém seguiria um movimento de equalização de custos com o produtor estrangeiro.
Sendo mais técnico, darei um exemplo básico na indústria plástica de embalagens brasileira x chinesa.
Ambas utilizam polietileno como matéria prima, e como equipamento principal termo injetoras. Na matriz de custos desse produto, 50% é matéria prima, 20% é energia elétrica, e o restante fica entre amortização do equipamento, mão de obra, instalação etc.
Ou seja: em uma economia livre, basta o produtor nacional (se ainda interessado em concorrer) importar a mesma matéria prima que o concorrente estrangeiro utiliza, e o mesmo com equipamento (se necessário). Os custos ficam equalizados e pode-se concorrer tranquilamente. Porém não foi isso que aconteceu aqui.
Ao passo que o dólar derreteu e os importados chegaram, o lobby da FIESP, ABIMAQ, sindicatos e outras entidades foi tão forte que várias barreiras anti dumping foram erguidas, dificultando a importação de máquinas, equipamentos e matéria prima, anulando totalmente qualquer tentativa de concorrência. A premissa dessas guildas era de que iriam proteger as indústrias e os empregos do país, porém hoje vemos o que aconteceu. Nunca tivemos um período de desindustrialização tão aguda, ZERO investimentos produtivos de porte, e os próprios arquitetos desse movimento protecionista estão caindo como moscas, vítimas de seus próprios erros.
Hoje posso dizer com propriedade que a saúde industrial de um país em um período de 10 anos é o termômetro de liberdade econômica mais exato que qualquer economista pode utilizar. E embaso minha tese nas economias mais avançadas do mundo, todas industrializadas: moeda forte, livre comércio, mercado de trabalho desregulado e respeito a propriedade privada.
O empresário quer lucro, e vendo lucro no produtor de outra parte do mundo em seu país, também vai querer produzir e concorrer. Por isso, em um ambiente ideal de livre comércio, todos podem ter a premissa de produzir, e é isso que faz países como a Suíça, mesmo tendo os custos com mão de obra e imóveis altíssimos ter um parque industrial de dar inveja a qualquer nação.
Há algo mais natural e óbvio que isso?
Mas isso também pode ser uma oportunidade para o mexicano produzir os seus próprios carros.
Essa dependência que países subdesenvolvidos têm dos desenvolvidos é palhaçada.
Produzir um carro não é algo desconhecido como era antes das revolução industrial, mas, mesmo assim, países como o Brasil ficam dependentes das multinacionais; os caras vão embora na crise e o povo fica choramingando porque fica tudo caro.
Claro que o governo tem que dar liberdade para as pessoas produzirem tudo livremente dentro do território nacional e é isso que eu vejo que tem que ser cobrado do governo: liberdade para que cada país produza os seus próprios bens de consumo. Isso seria a independência definitiva.
Tudo bem. Só que os recursos escassos não é uma constante: um hora pode haver abundância de mão de obra no território nacional, em outra pode haver mão de obra em outro país. Se fosse uma constante todo país seria um feudo produzindo apenas o que é sua especialidade.
Após Alemanha desafiar EUA a construir carros melhores, BMW “atropela” Trump
O vice-chanceler da Alemanha, Sigmar Gabriel, deu uma reposta pouco educada e um tanto polêmica às declarações do futuro presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Construam carros melhores”, disse ao jornal Bild, após o republicano “reclamar” que há muito mais carros alemães nos Estados Unidos que veículos norte-americanos na Alemanha.
Gabriel, que também é ministro da economia, afirmou ainda que a indústria automotiva norte-americana é “pior, mais fraca e mais cara”, segundo o portal CNBC.
As declarações de Gabriel são uma reação às ameaças do republicano de impor taxas de importação de 35% às montadoras alemãs que estabelecerem fábricas no México para exportar veículos para os Estados Unidos.
BMW
As ameaças, no entanto, não foram suficientes para intimidar uma das maiores e mais famosas fabricantes de veículos do mundo, a alemã BMW. Nesta segunda-feira (16), o executivo da companhia Peter Schwarzenbauer confirmou em uma conferência em Munique que a empresa seguirá com os planos de abrir uma fábrica em San Luis Potosí, no México, em 2019.
A nova planta construirá o BMW Série 3, com a produção destinada ao mercado mundial. A fábrica seria um complemento das instalações de produção da Série 3 existentes na Alemanha e na China.
http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/6022632/apos-alemanha-desafiar-eua-construir-carros-melhores-bmw-atropela-trump
Trump diz que baixará o imposto corporativo para 15%. Creio que esteja na direção certa.
Olá, Leandro!
Você considera acuradas as informações neste artigo: http://www.acting-man.com/?p=48077 ?
Obrigado!
Abraços!
Como rebater logicamente o argumento estatista que a inflação não é causada pelo aumento da oferta monetária e sim pela ganancia do capitalista em aumentar o preço e que isso reflete no ipca logo é o causador da inflação.
Vá lá Trump!Mostre-se fiel ao seu discurso e enfraqueça o dólar,pois isso ajudará o Temer a expandir o crédito sem causar inflação,exatamente como aconteceu no governo Lula,quando o Bush nos ajudou com um dólar fraco causado por suas guerras irresponsáveis.O pessoal do IMB disse que aquele cenário não iria se repetir, mas prove que eles estavam errados!Faça reviver o cenário do governo Lula!Acabamos de aprovar a PEC do teto dos gastos e isso garante equilíbrio nas contas públicas,diferente do que acontecia nos governos petistas.Se possível,obrigue o Brasil a importar mais coisas aí dos EUA,pois isso beneficiará o consumidor brasileiro que terá mais produtos de qualidade à disposição.Se possível também barre alguns produtos brasileiros,pois isso fará com que esses produtos fiquem aqui no Brasil,aumentando a oferta e diminuindo preços.O Brasil tem balança comercial superavitária e ao contrário do que você pensa,isso prejudica e muito o povo brasileiro.Ajude-nos a sair desse atoleiro em que a Dilma nos colocou,Donald Trump.
Creio que Trump fara a economia dos EUA crescer em torno de 3-4% ao ano a partir de 2019, a um curto prazo, pode chegar a 5%, neste ano pode chegar a mais de 2%, e reduzir o desemprego a 4%, podendo chegar a 3%. Pra ele baixar impostos para a agropecuária, extrativismo e indústria produzirem seus produtos em território americano ele terá que reduzir a máquina do governo, pra isto tem Obamacare e outras imundícies sociais pra corta, além dos super gastos das forças armadas, mais só isto não basta, terá que atacar o FED para lidar com a super dívida com a impressão de dólares, o que criará inflações de de 2-3% ao ano. Talvez com tanto cortes realizados em alguns dias, o governo termine em levíssimo superavit. Reduzir impostos nem sempre quer dizer baixar as receitas, às vezes aumenta as receitas, principalmente se Trump reduzir os impostos sobre renda e propriedades, e manter os sobre o consumo, as pessoas vão consumir mais e as empresas investirem mais. Também pode privatizar escolas, universidades e hospitais federais, além das agências reguladoras e imóveis e terrenos. Creio que ele não fechará o EUA, ele deve está fazendo somente ameaças, cortando impostos dos que produz nos EUA e mantendo a tarifa para quem produz fora. Isso não afetará negativamente a curto e médio prazo os States, durante o seu mandato e reeleição.
Prezado Leandro,no artigo 2190,intitulado”O que realmente permitiu o grande crescimento econômico brasileiro da última década”,
você escreveu o seguinte:”Tal cenário de bonança pode se repetir? Poder, pode. Caso o próximo presidente dos EUA seja um belicista que enfie o país em novas aventuras militares, ou seja um trapalhão econômico que invente novas heterodoxias, é bem possível. Mas é bom não contar com isso”.Quer dizer, você alertou que não deveríamos contar com isso,mas eis aí um trapalhão econômico que está inventando novas heterodoxias,e que fará reviver aquele cenário.Ainda no artigo 2190 você explica que o dólar fraco ajudou a causar o boom das commodities,assim podemos esperar um novo boom em breve,afinal além de não ter papas no língua, o Trump sempre faz o que diz,assim é certo que o dólar vai ficar fraco.Minha única preocupação é que o Maduro pode ser beneficiado na Venezuela,pois as eleições por lá vai ser só em 2019.No mais, sugiro aos leitores a releitura do artigo 2190,pois não se trata de teoria, mas de empiria pura,e nos diz mais ou menos o que podemos esperar nos próximos anos.
Preciso saber se essas empresas norte-americanas tratam os chineses como as fábricas de Jeans os tratam e se são responsávéis pelos níveis intoleráveis de poluição da China.
O Trump vai desglobalizar o mundo.
Trump é um empreendedor, um negociador. Suas afirmações de aparência protecionista podem significar (pelo menos em parte):
“O meu antecessor aceitou acordos que são prejudiciais para o meu país e eu quero renegociá-las.
Se a renegociação não acontecer, eu vou tomar certas medidas com as quais eu sei que o meu próprio país vai ser prejudicado, mas os países de vocês vão ser mais ainda e nós temos muito mais capacidade de suportar esses prejuízos.
Preferimos sofrer esses prejuízos a continuar com esses acordos do jeito que estão, caso não renegociem. Cada um dos seus países precisa mais dos EUA do que os EUA precisa dele especificamente.
Então decidam o que vocês preferem, renegociação com benefício mútuo ou protecionismo com prejuízo mútuo.”
* * *
Dois anos depois e me divirto lendo agora o artigo e os comentários dos “pitaqueiros, adivinhos e profetas”. Os EUA nunca estiveram tão bem, obrigado. O nível de desemprego baixou mais da metade, taxas e impostos caindo e, pasmem, até o lixo americano está mais “rico” (pelo menos é o que alguns catadores comentam aqui na vizinhança). Tenho certeza que Trump seria reeleito facilmente pois o americano vê claramente a diferença em relação ao governo Obama.