O tema da desigualdade econômica vem dominando
praticamente todos os debates políticos. O problema é que, enquanto sobram
polêmicas e emotividades, faltam clareza e racionalidade.
O principal exemplo da falta de clareza e
racionalidade pode ser visto naquelas pessoas que dizem querer “eliminar a
pobreza e a desigualdade”. Quase que sem exceção, há uma confusão entre pobreza
e desigualdade
Isso é um grande erro. Vamos pensar mais
detidamente.
Eliminar a pobreza é algo obviamente bom. E,
felizmente, isso já está acontecendo em escala global. O Banco Mundial
recentemente relatou que as amenidades básicas para se ter uma vida digna estão
disponíveis para os mais pobres do planeta em um volume jamais visto em toda a
história da humanidade. E por uma grande margem. Em 1820, aproximadamente 95% da
população mundial vivia na pobreza, com uma estimativa de que 85% vivia na
pobreza “abjeta”. Em 2015, menos de 10% da
humanidade continua
a viver em tais circunstâncias.
Xangai,
um local dominado pela miséria até há pouco tempo, hoje se parece com as
cidades mais modernas dos EUA, como Houston. A renda real da Índia está
dobrando a cada 10 anos. A África Subsaariana finalmente está crescendo. Mesmo nos países ricos,
os pobres de hoje vivem muito melhor do que viviam os pobres da década de 1970,
tendo mais facilidade de acesso a comida, a serviços de saúde e até mesmo a
amenidades, como ar-condicionado.
Temos
de dar continuidade a esse serviço até terminá-lo. Mas será que realmente
iremos ajudar os pobres se continuarmos nos concentrando obsessivamente na
desigualdade?
Anthony Trollope, o grande escritor
inglês da era vitoriana, deu uma resposta em seu clássico “Phineas Finn“, de 1867.
Sua heroína progressista dizia que “tornar homens e mulheres iguais” era “a
essência da nossa teoria política”. Não, retrucou seu amigo radical e mais
visionário: “Igualdade é uma palavra feia, e apavora”. Uma pessoa boa deveria, disse
ele, em vez de almejar a igualdade, “ajudar a elevar aqueles que estão abaixo
dela”.
Concentre-se
em eliminar a pobreza, e toda a riqueza será automaticamente distribuída.
O
crescimento econômico vem alcançando exatamente isso desde 1800. A igualdade
nas questões mais importantes vem aumentando continuamente, por meio da
ascensão dos mais miseráveis do planeta. O enriquecimento dos pobres — por
meio de sua maior facilidade de acesso a itens essenciais — importa muito mais
no contexto geral da humanidade do que o fato de os mais ricos estarem
adquirindo mais Rolexes ou lanchas.
O
que realmente importa em termos éticos é se os pobres têm um teto sob o qual
dormir, o suficiente para comer, a oportunidade de ler, acesso a saneamento
básico e um tratamento igual por parte da polícia e dos tribunais (estes três
últimos, monopólios estatais). Restringir a violência policial sobre os pobres
inocentes é infinitamente mais importante do que querer equalizar a posse de
Rolexes.
O
filósofo Harry Frankfurt, da Universidade de Princeton, coloca da seguinte
maneira: “A igualdade econômica não é, em si mesma, de grande importância moral”.
Em vez disso, deveríamos criar um arranjo que permitisse aos pobres ascenderem
a um nível em que possam viver plenamente suas vidas humanas.
Outro
eminente filósofo, John Rawls, de Harvard, articulou aquilo que chamou de O
Princípio da Diferença: se o empreendedorismo de uma pessoa rica melhorar a
vida do mais pobre, então a maior renda deste empreendedor está justificada.
É
verdade que aquelas conspícuas ostentações de riqueza são vulgares e
irritantes. Mas elas não são algo que devem suscitar a criação de políticas
públicas.
A
pobreza nunca é algo positivo. Já as diferenças, principalmente as diferenças econômicas,
frequentemente são. É por haver diferenças econômicas que há transações comerciais.
É por causa das diferenças econômicas que nova-iorquinos transacionam bens com
californianos e com chineses de Xangai; e que brasileiros transacionam entre si
(do norte ao sul) e com alemães e com argentinos. E é por isso que todos os ataques políticos ao
livre comércio são ignaros, para não dizer infantis. As diferenças explicam
por que interagimos e por que celebramos a diversidade — ou ao menos deveríamos.
Uma
objeção prática a esse enfoque obsessivo dado à igualdade econômica é que é simplesmente
impossível de alcançá-la — não é uma sociedade grande e não de uma maneira
justa, sensata e pacífica. Dividir uma pizza entre amigos é algo que pode ser
feito de maneira equitativa, com certeza. Mas igualdade além desse básico, e
além de direitos humanos, é impossível de ser alcançada em uma econômica dinâmica
e baseada na divisão do trabalho.
Restringir
o sucesso de quem alcançou êxito por meio do livre mercado — isto é, sendo
bem-sucedido em atender as demandas e desejos dos consumidores —
inevitavelmente requer o uso do confisco e da violência. Mais: é necessário saber
exatamente quem terá de ser atacado. Acreditar que pode haver um governo —
inevitavelmente formado por pessoas com interesses próprios — capaz de fazer
essa redistribuição de maneira ética é totalmente ingênuo.
Dado que as pessoas são naturalmente desiguais em
quesitos como inteligência, herança genética, ambição, ambiente familiar,
disposição para o trabalho, capacidade empreendedorial e, acima de tudo, nas
escolhas que fazem, elas jamais serão economicamente iguais. Logo, a
igualdade econômica só poderá ser alcançada se for imposta pela força, pelo
confisco e pela violência.
Portanto, não basta apenas dizer que “igualdade
econômica imposta pela força é um objetivo inerentemente imoral e cruel.”
É necessário dizer que a igualdade econômica é um objetivo inerentemente imoral
e cruel porque só pode alcançado por meio da coerção, do confisco e da violência. Não
há outra maneira.
Outro problema é que, quando você decepa as maiores
plantas, você reduz o tamanho da colheita. Por isso, é necessário permitir que
haja discrepâncias de renda, pois são estas discrepâncias que equilibram a
economia: se os ganhos de uma determinada profissão são extremamente altos,
isso indica que há uma escassez de mão-de-obra qualificada para aquela profissão.
Tal indicador, consequentemente, envia um sinal para todos os indivíduos da
economia, mostrando que aquela profissão extremamente rentável está em pequena
oferta, o que significa que mais mão-de-obra deve ser direcionada para ela.
Se um cirurgião cerebral ganhasse o mesmo tanto que
um taxista, não haveria um número suficiente de cirurgiões. E haveria um
excesso de taxistas.
Uma alternativa seria criar um comitê central formado
por planejadores genuinamente sagazes com o poder de forçar as pessoas certas
para os empregos certos. Mas tal solução, assim como a igualdade forçada, seria
necessariamente violenta. E mágica. Só que tal mágica já foi tentada várias
vezes, como na Rússia de
Stalin e na China de Mao.
A mágica descambou em chacinas
e centenas de milhões de mortos.
Muitos de nós ainda carregamos um pouco de
socialismo em nossos sentimentos, nem que seja porque crescemos em um ambiente
familiar amoroso, no qual a mãe era a planejadora central. Compartilhar as
coisas funciona muito bem dentro de uma casa formada por uma família amorosa. Mas não é assim que adultos
conseguem as coisas em uma sociedade desenvolvida. Adultos livres só conseguem
o que querem se trabalharem e produzirem bens e serviços para outras pessoas. Em
troca dessa produção recebem um salário. E é com esse salário que irão,
voluntariamente, adquirir o que querem.
No mundo real, longe das fantasias adolescentes, ninguém
consegue o que quer simplesmente dividindo todo o maná da natureza em um jogo
de soma zero.
Em termos aritméticos, expropriar os ricos e
redistribuir para os pobres não irá elevar os pobres permanentemente. No máximo,
irá elevar seu padrão de vida apenas temporariamente, e por pouco tempo. Tão
logo essa riqueza distribuída for consumida, os pobres voltarão à estaca zero. Consequentemente,
novas rodadas de confisco e redistribuição terão de ser efetuadas. Mas quem serão
os próximos expropriados? Não é de se imaginar que os ricos que estão sendo
expropriados ficarão inertes, esperando novas rodadas de expropriação. Em uma
sociedade livre, eles podem se mudar para Hong Kong, Cingapura, Suíça, Irlanda
ou para as Ilhas Cayman.
Por isso, a redistribuição funciona apenas na
primeira rodada. E por pouco tempo. Se cada centavo dos 20% mais ricos fossem
confiscados e redistribuídos aos 80% restantes, os extremamente pobres ficariam
apenas 25% mais ricos. E se apenas o super-ricos fossem espoliados, os mais
pobres receberiam ainda menos.
Sendo assim, a redistribuição de renda visando a
uma igualdade econômica é uma fantasia adolescente que não sobrevive ao mais básico
teste de lógica aritmética.
Como bem explicou Ludwig von
Mises:
A maioria das pessoas que exige a maior igualdade
possível de rendas não percebe que o objetivo que elas desejam só pode ser
alcançado pelo sacrifício de outros objetivos.Elas imaginam que a soma de todas as rendas
permanecerá inalterada e que tudo o que elas precisam fazer é apenas distribuir
a renda de maneira mais uniforme do que a distribuição feita pela ordem social
baseada na propriedade privada.Os ricos abdicarão de toda a quantia auferida que
estiver acima da renda média da sociedade, e os pobres receberão tanto quanto
necessário para compensar a diferença e elevar sua renda até a média. Mas
a renda média, imaginam eles, permanecerá inalterada.É preciso entender claramente que tal ideia
baseia-se em um grave erro.[…] Não importa qual seja a maneira que se
conjeture a equalização da renda: tal medida levará, sempre e necessariamente,
a uma redução extremamente
considerável da renda nacional total e, consequentemente, da renda média.Quando se compreende isto, a questão assume uma
complexidade bem distinta: agora temos de decidir se somos a favor de uma
distribuição equânime de renda a uma renda média mais baixa, ou se somos a
favor da desigualdade de renda a uma renda média mais alta.A decisão irá depender essencialmente, é claro, de
quão alta será a redução estimada na renda média causada pela alteração na
distribuição social da renda. Se concluirmos que a renda média será mais
baixa do que aquela que é hoje recebida pelos mais pobres, nossa atitude
provavelmente será bem distinta da atitude da maioria dos socialistas sentimentais.Se aceitarmos o que já foi demonstrado sobre o quão
baixa tende a ser a produtividade sob o socialismo, e especialmente a alegação
de que o cálculo
econômico sob o socialismo é impossível, então este argumento do socialismo
ético também desmorona.
O que realmente soluciona o problema da pobreza em
definitivo é o crescimento econômico gerado por transações econômicas voluntárias,
e não a caridade compulsória ou voluntária. Na Coreia do Sul, o crescimento econômico
aumentou a renda dos mais pobres em um fator de 30 vezes a renda real que
auferiam em 1953.
O que é que realmente devemos defender: uma extração
dos ricos feita de uma só vez (que, além de melhorar a vida dos pobres apenas
temporariamente, serve apenas para saciar os sentimentos da inveja e da raiva),
ou uma sociedade economicamente livre, na qual os pobres ascendem a passos
gigantescos?
É melhor nos concentramos diretamente naquela
igualdade que realmente queremos e podemos alcançar, que é a igualdade da
dignidade e a igualdade perante a lei. A igualdade liberal — em contraposição à
igualdade socialista do confisco e da redistribuição forçada — é a única que
elimina os piores aspectos da pobreza. Isso foi feito espetacularmente na
Grã-Bretanha, em Hong
Kong, em Cingapura
e em Botsuana.
Sim, é necessário fazer muito mais. A saber: mais
crescimento, que depende de mais investimentos e de mais capacidade humana, o
que requer uma proliferação de engenheiros. Mais engenheiros e menos advogados
e filósofos. Isso irá enriquecer
a todos nós.
Parodiando os heróis de nossa adolescência, Marx e
Engels: trabalhadores de todos os países, uni-vos! Vocês não têm nada a perder,
exceto a estagnação. Exijam um crescimento econômico gerado por transações econômicas
voluntárias em um arcabouço econômico livre.
Alguns ousam chamar esse arranjo de capitalismo.
Na verdade, uma sociedade em que não existisse estado para impor a igualdade, pelo menos no Brasil, seria bem mais igualitária, uma vez que mais da metade da alta é constituída de funcionários públicos. Isso fora os corporativistas e grandes empresários que só estão onde estão por causa da ausência de concorrência gerada pelas regulações estatais.
As pessoas simplesmente não entendem que impor coisas, além de imoral, é ineficaz, não funciona, não adianta, isso só dá mais jus a expressão “o mundo é dos espertos” — que, no caso, são os sanguessugas engravatados.
O grande desafio de uma sociedade não deveria ser combater a desigualdade, mas sim a pobreza em si. Isso, de cara, pode chocar, mas não existe outro caminho. Vejamos:
a) Se pode ter todo o mundo vivendo igualmente na pindaíba ou se ter diferenças brutais com a base vivendo dignamente. Se é que, mesmo em regimes autoproclamados igualitários, sempre um estamento burocrático virou a elite econômica de um país ou mesmo passou a exercer uma simbiose com setores eleitos (via protecionismo, cartorialismo, empréstimos subsidiados… ).
b) Diferenças surgem até mesmo entre irmãos criados sob o mesmo teto. Pessoas têm aptidões, talentos e aspirações diversas. Passando-se do micro para o macro, existem povos mais empreendedores do que outros, assim como há os mais poupadores, os mais ‘estudiosos’, os mais legalistas etc. Escolhas diferentes produzem resultados diversos.
c) Com efeito, existem países paupérrimos mais igualitários do que as nações mais ricas da Terra, se levarmos em conta o tal do Coeficiente GINI.
d) Se for para se tentar reparar injustiças históricas “na marra”, então teríamos que adentrar em discussões acerca das guerras indígenas pré-colombianas; teríamos que identificar também que povos africanos subjugaram povos vizinhos ou mesmo averiguar que povos europeus dominaram outros europeus. A coisa se complica muito mais ainda entre povos miscigenados*. A questão que se impõe é o que se pode fazer para reduzir a pobreza daqui para frente. Há, portanto, dois caminhos que podem ser trilhados (com suas gradações – o diabo vive entre elas):
d.1) O primeiro é liberar e potencializar a capacidade empreendedora de um povo, dar um choque de liberalismo, ficando o Estado nos cuidados de prover uma boa educação, de manter as relações jurídicas protegidas e, na proporção do grau de prosperidade, de algum sistema de proteção contra o desamparo (tudo ao lado das funções clássicas, como segurança, defesa e diplomacia). Isso permite que um país evolua de forma consistente e que os mais pobres vivam com dignidade e perspectiva de melhora (mas diferenças sempre haverá). Normalmente países que percorrem essa trilha, DEPOIS QUE ENRIQUECEM, passam a ter lá seus programas sociais mais generosos e restrições ambientais. É daqui que nasce o mito do “socialismo” escandinavo.
d.2) O segundo meio é o que visa acabar com a desigualdade tirando dos ‘ricos’. Seus métodos são mais do que previsíveis e podem até produzir bons efeitos no curto prazo. É a via chavista. Com desapropriações, tabelamentos, tributação escorchante, confiscos, nacionalizações, controles e mais controles. Não precisa ser exímio conhecedor dos fatos para lembrar que logo a economia de um país se atrasa ou colapsa, mas com líderes demagogos sendo alçados à condição de Deus.
________________
*No Brasil, ainda tem aquela lenga-lenga esquerdista de “mesma-elite-de-500-anos”. Ora, grandes fortunas do passado se perderam nas mãos de herdeiros perdulários ou relapsos, brigas de família, golpes e arrivismo; chegaram por aqui, de metade do sec. XIX em diante, levas de migrantes japoneses, alemães, italianos, libaneses, bem como novas ondas de portugueses que nada tinham a ver com os que por aqui já estavam. Em grande parte, especialmente no Centro-Sul do Brasil, é essa a elite do Brasil de hoje.
Isso não quer dizer que o Brasil não tenha velhos vícios de natureza anti-liberal que condenam o lucro e o mérito, já que o senso comum por aqui é que todos podem viver sob as asas do Estado, desde os pobres com suas bolsas, quotas e pensões; passando pela classe média concurseira, até os ricos, beneficiados pelo protecionismo, cartorialismo, empréstimos de BNDES e regulações feitas sob encomenda
Igualdade de renda é o que querem todos os invejosos. Pois morrem de inveja de quem tem algo a mais, seja inteligência, bondade, beleza, ou até recursos materiais mesmo.
Daí pra não dar na vista que morrem de inveja, ao invés de dizerem que querem destruir as pessoas melhores que eles em alguma coisa, usam essa desculpa de que querem igualdade. Pois querem que todos que são melhores sejam rebaixados ao seu nível.
Só não falam de igualdade dos outros atributos, como inteligência e bondade, pois não são “transferíveis”. Mas se fossem…
Enquanto a elite intelectual atual não entender a diferença entre leis naturais e comportamento propositado, todos os governos do mundo irão continuar categoricamente a ignorar a livre iniciativa e o progresso individual do homem, tanto econômico como social.
Me chamem de louco, mas eu não compro nada de grandes corporações. Não encontrou outra maneira melhor de beneficiar o meu próprio país consumindo e beneficiando produtores do nosso país!Há porem, muitas marcas internacionais que, apesar de produzir no brasil, não deixa de ser estrangeira.
Me pergunto, como as pessoas podem defender marcas de países que provocam guerra e espionagem? Como ninguém pensa em estar promovendo o socialismo ditador e escravista chinês a preços e produtos baratos!
Desculpe amigo, com esse pensamento egoísta você construiu uma favela em sua cidade. Defendo o capitalismo,mas dou muito valor a quem trabalha de maneira honesta para levar comida a sua mesa. Quando você diz q o mundo é do mais forte imagino um troglodita das cavernas sem senso de humanidade e respeito. O seu mundo é o Brasil, onde vive. E comparar pessoas trabalhadoras a desigualdades de âmbito egoísta e imoral a estupradores é muita demagogia para mim.
Conscientize-se, comece a pensar em pequenas empresas, empresas heroínas e resistentes a oligopólios massacrantes. Ainda espero que as pessoas comece a ver a importância da igualdade, do trabalho.
Promova o consumo economicamente consciente e estará fazendo um bem muito maior. Notei uma certa crítica indireta ao assistencialismo do governo, saiba que isso de certa maneira traria uma circulação maior de dinheiro, aumentaria o consumo e erradicaria a pobreza. Mas como isso aconteceria, se o dinheiro fica com as grandes empresas ou vão para fora.
O Brasil precisa de consciência, na hora de comprar, de comprar e, principalmente de admirar e dar bola para quem pisa em cima de nossas cabeças.
Vale lembrar Rothbard:
O igualitarismo é uma revolta contra a natureza:
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1206
Por que Botsuana?
Muito bom o artigo, vocês conseguem aqui no Mises, elucidar muitos pontos que são apontados como soluções por populistas, quando na verdade geram problemas. Queria ter essa capacidade para quando tento explicar essas questões para os amigos que tenho que ainda estão imbuídos com esse tipo danoso de pensamento. Parabéns.
Afinal de contas,por que esses esquerdistas não desistem do socialismo?Será que é vergonha de admitirem que estão errados?Será inveja dos ricos que certamente existirão no capitalismo, junto com os pobres?O que é melhor: comer hambúrgueres e coca-cola no McDonald’s,enquanto os ricos comem caviar,OU viver de ração junto com cubanos e norte-coreanos?É claro que eles preferem todos vivendo de ração!Bando de invejosos!
Nas duas últimas vezes em que A Roda da Fortuna foi o regente do ano, em 1999 e 2008, houve grandes crises financeiras mundiais. Predigo-os que neste ano de 2017 isto ocorrerá novamente.
1999 –> 1 + 9 + 9 + 9 = 28 ; 28 (como não existe Arcano 28, a soma deve ser feita novamente) –> 2+8=10 (o Arcano 10 sou eu, A Roda da Fortuna)
2008 –> 2 + 0 + 0 + 8 = 10 (Arcano 10 novamente)
2017 –> 2 + 0 + 1 + 7 = 10 (Arcano 10)
A Roda da Fortuna vai girar, o sistema financeiro mundial vai desabar…
Nostradamus disse na Centúria 8, Quadra 28:
"Imitações de ouro e prata se tornarão inflacionadas
Após a doce vida foram atiradas na fogueira
Esgotados e conturbados pela dívida pública
Papéis e moedas serão eliminados."
Existe um ponto muito importante, que é o custo da mão de obra.
Quando existe muitas empresas e poucos trabalhadores, os salários dos trabalhadores são mais altos.
Quando existe muitos trabalhadores e poucas empresas, os salários dos trabalhadores são mais baixos.
A liberdade para empreender só pode gerar salários mais altos. Como existe concorrência pela mão de obra, os salários dos funcionários são maiores quando há mais empresas.
Esse é o motivo que leva milhões de pessoas a procurarem países mais liberais.
Quanto menos dificuldade e impostos, mais empresas serão criadas. Principalmente quando o imposto de renda é eliminado, deixando as pessoas com mais capacidade para empreender.
O que leva uma pessoa a tornar-se político é o completo fracasso na vida: financeira, profissional, amorosa, etc. A pessoa falhou em todos os aspectos e quer vingar-se de seus semelhantes por meio de medidas legais e burocráticas, a maioria delas idiotas, como é o caso do código tributário brasileiro, que nos ensina como devemos ser roubados pelo estado, de maneira “correta”.
Passando para dizer que morreu Zygmunt Bauman.
Os membros do IMB estão em prantos?
Uma pergunta: como se espera que os pobres ascendam economicamente sem distribuição de renda e com a possibilidade de pessoas multi-milionárias e bilionárias como é o caso dos Estados Unidos, sendo que pela regra da monopolização do mercado presenta em regimes capitalistas a riqueza de alguns sempre significará que outros vão perder oportunidades, meios de ganho de renda e em algumas vezes morrerão?
Um pouco sobre a espiritualidade no socialismo você pode ver aqui:
carlosliliane64.wixsite.com/magiaeseriados
Alguém, por favor, poderia explicar-me a sentença abaixo? Obrigado 🙂
“É preciso entender claramente que tal ideia baseia-se em um grave erro.[…] Não importa qual seja a maneira que se conjeture a equalização da renda: tal medida levará, sempre e necessariamente, a uma redução extremamente considerável da renda nacional total e, consequentemente, da renda média.
Quando se compreende isto, a questão assume uma complexidade bem distinta: agora temos de decidir se somos a favor de uma distribuição equânime de renda a uma renda média mais baixa, ou se somos a favor da desigualdade de renda a uma renda média mais alta.”
Sim, o que realmente ajudaria os pobres seria melhorar de situação via crescimento da economia, não uma igualdade forçada de soma zero. Mas a esquerda não quer realmente ajudar os pobres (embora seja seu discurso oficial) e sim prejudicar os “ricos” – a “classe média”.
* * *
http://www.youtube.com/watch?v=WCLfai3kWoU
Gasolina só aumentou depois do PPI, porque?
twitter.com/deccache/status/1537911568465162241/photo/1
O que acham disso? Brasil em terceiro!!
http://www.bbc.com/portuguese/geral-61196994
É certo converter dolar pra real? Leandro e Cia, qual a forma correta de comparar o preço da gasolina entre países.
O constantino disse que o preço americano x Brasileiro é praticamente igual, alguns dizem que não se converte dolar pra real, outros dizem que sim.
Afinal como saber o qual mais dificil ou o quão mais barato ou caro é algo entre dos países?
Só tome cuidado com o que lê na Internet, já alertei sobre isso no outro artigo, um erro técnico dito, mas que não invalida de forma alguma a análise.
O Brasil tá muito longe de importar totalmente o diesel; um relatório mensal por exemplo não pode ser extrapolado. A empresa tem que fazer manutenções estratégicas em seus ativos, e uma ou mais prolongadas podem momentaneamente levar a um cenário parecido.
Mas tem muita baboseira sendo dita na Internet, não a toa uma matéria do UOL tomou uma resposta de leve da Petrobras.
Tem gente que ainda acredita no seguinte: que o Brasil importa muito petróleo leve para que seja feito o blend com o nosso de característica médio-pesada e ser processado em nossas refinarias que precisariam ser adaptadas para processar um óleo leve. Total inversão da realidade.
A maioria nem sabe como as refinarias foram projetadas e o processo adaptado para que.
A maioria nem sabe da existência do pré-sal e a parcela atual desse óleo na produção e carga de refino, ou acha que produz pouco ou acha que o petróleo produzido de lá é pesado também. Imensa maioria não sabe e nem quer saber quanto se produz, quanto se refina, quanto se consome de derivados nos ciclos Otto, diesel, aviação, lubrificantes, quanto se importa e se exporta desses itens, qual é a capacidade de refino, que existem refinarias e campos privados, mas querem dar pitacos…
Só rindo. Porque esse debate é eterno e os números mudam e isso só tem eficiência no abastecimento de… torcidas e militantes rsrs.
Então como disse isso não invalida as análises feitas aqui.
O que turbinou esse debate são alguns fatores recentes: a divulgação do lucro record e o recente aumento dos preços com a queda do preço do barril.
Como quase ninguém sabe que a produção e a rentabilidade do pré-sal (um óleo leve que possibilita muito maior valor agregado e lucro) está indo muito bem, que a Petrobras tem em curso sua estratégia de desinvestimento de ativos maduros, que a mesma obviamente também investe seu lucro, e o dólar ajudando nas suas exportações, e com o PPI implantado isso turbina mesmo os lucros por hora.
Com isso, nada mais justo do que premiar seus investidores, manter saudável suas dívidas e atrair mais investimentos para que os reinvestimentos sejam feitos independente se ela é estatal ou não, pois se o Brasil quer refinar tudo o que consome então precisa expandir.
Existe algum artigo específico sobre a crise mundial de alimentos que está sendo alertada pela ONU? Estão afirmando que em 2023 pode haver uma catástrofe global no suprimento de alimentos. Isso realmente está para acontecer?
economia.uol.com.br/noticias/efe/2022/06/08/onu-adverte-que-atual-crise-alimentar-podera-ser-uma-catastrofe-em-2023.htm
valorinveste.globo.com/mercados/internacional-e-commodities/noticia/2022/06/24/onu-alerta-que-paises-podem-declarar-crise-de-fome-entre-este-ano-e-2023.ghtml
Falando em crescimento econômico:
“Desemprego cai a 9,4% em abril, menor nível desde outubro de 2015, aponta Ipea”
Isso é ótimo e surpreendente. Bolsonaro, além de estar colhendo os frutos da reforma trabalhista do Temer, ainda auxiliou e trouxe ainda mais reformas para o ambiente de negócios. Quando é que houve reformas aqui no Brasil desse tipo?
Leandro, não sei se você viu, mas o Roberto Campos foi chamado para falar sobre os efeitos das políticas monetárias dos bancos centrais sobre os últimos anos, e então ele mostrou um monte de gráfico, lembrando o Fernando Ulrich.
O interessante é que ele falou uma das consequências das políticas ESG e de que isso contradiz com os altos preços da energia, o que naturalmente empurraria mais investimentos nesses setores.
O que você pensa?
Ainda não ouvi tudo, mas devo terminar em breve.