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Recursos naturais são apenas matéria bruta, e só viram riqueza se houver liberdade e inteligência

Recentemente, em um jantar com universitários, um
dos alunos me perguntou um economista cuja obra eu recomendaria. Mas não poderia
ser nenhum dos famosos — como Adam Smith, F.A. Hayek, Ludwig von Mises e
Milton Friedman — cujas obras eu sempre recomendo.

Ótima pergunta.

Imediatamente respondi: Julian Simon.

Obviamente, nenhum dos alunos já havia ouvido falar
em Simon. Sendo assim, comecei a falar sobre este extraordinário intelectual
que é injustamente pouco conhecido.

A mais notável contribuição de Julian Simon é a sua demonstração
de que a mente humana é, como ele próprio descreveu, “o recurso
definitivo e supremo
“.

A mente humana é o recurso supremo porque é ela, e
apenas ela, quem cria todos os outros insumos economicamente valiosos que
rotulamos de “recursos”.

Não existem recursos naturais

À primeira vista, esta noção soa um tanto maluca. Afinal,
a mente humana não criou coisas como a madeira ou o minério de ferro ou o petróleo.
Estes materiais foram criados pela natureza; é por isso que eles são chamados
de “recursos naturais”.

Sim, é verdade que a natureza criou estes materiais,
mas a natureza não os transformou em recursos. Esta crucial transformação foi feita
exclusivamente pela criatividade humana, pelo intelecto humano e pelo esforço
humano.

Por exemplo, aquilo que nós humanos chamamos hoje de
minério de ferro são apenas rochas especialmente ricas em óxidos de ferro. Sozinhas,
estas rochas são inúteis. Por si sós, elas permaneceriam no subsolo sem
qualquer utilidade. No entanto, elas se tornaram úteis porque os seres humanos,
primeiro, descobriram que os óxidos de ferro podem ser transformados em substâncias
— ferro e aço — que servem a propósitos humanos; e, segundo, descobriram como
extrair os óxidos das rochas para então manufaturá-los em aço e ferro.

Sem essa criatividade, esse intelecto e esse
esforço, o minério de ferro seria tão importante para as pessoas quanto é para
um porco-espinho.

O mesmíssimo raciocínio se aplica ao petróleo, que nada mais é do que um óleo de pedra inflamável e formado por uma combinação complexa de hidrocarbonetos.

Como explicado aqui:

A
oferta de ferro como um recurso natural economicamente utilizável era
de zero para o povo da Idade da Pedra. O ferro passou a ser um recurso
natural economicamente utilizável somente após terem descoberto alguma
utilidade para ele e após terem percebido que o ferro poderia contribuir para a
vida e bem-estar do homem ao ser forjado em vários objetos. 

A
oferta de ferro economicamente utilizável […] se tornou muito maior quando se
descobriram métodos para separar o ferro de compostos contendo enxofre. 

Quando
este ferro foi separado de elementos como oxigênio e enxofre e recombinado com
outros elementos como cromo e níquel para formar os automóveis, os
eletrodomésticos e as vigas de aço que sustentam prédios e pontes, ele se
tornou muito mais útil e valioso para a vida e bem-estar humano do que o mesmo
ferro soterrado, intocado e inutilizado no subsolo.

O
mesmo é válido para o petróleo e o carvão trazidos para a terra e utilizados
para gerar calor, iluminar casas e fornecer energia para as máquinas e
ferramentas do homem. 

O
mesmo também é válido para todos os elementos químicos
que se transformaram em componentes essenciais de produtos importantes quando
comparados ao que eram esses mesmos elementos quando jaziam inertes no subsolo.

Em suma: um material ser caracterizado como um
recurso é algo que depende inteiramente da genialidade humana.

Este fato é verdadeiro até mesmo para a terra. Ao
longo da maior parte da existência humana, a terra era simplesmente um pedaço de
chão sobre o qual nós, como todas as outras criaturas, pisávamos, sentávamos e dormíamos.
Foi apenas há aproximadamente 10 mil anos que alguns indivíduos criativos descobriram
como cultivar terra para propósitos agrícolas. Foi só então que a terra se
tornou um recurso.

A ideia de Simon é, ao mesmo tempo, simples e
surpreendente. Uma vez que você a compreende, sua veracidade é inegável. Mais ainda:
suas implicações são profundas — por exemplo, ela faz você constatar que a
quantidade de recursos na terra não é fixa.

Os
recursos não estão sendo exauridos

Embora a quantidade de matéria — a quantidade de átomos
— do planeta de fato seja fixa (excetuando-se aquilo que eventualmente seja
trazido por meteoros, asteróides e astronautas), as maneiras como esses
átomos podem ser combinados e recombinados são infinitas
.

Como disse o
professor Paul Romer, da Universidade de Nova York, “A tabela periódica contém aproximadamente cem tipos diferentes de
átomos. Se pegarmos uma receita simples, do tipo que combina apenas dois elementos
— como para formar o aço (ferro e carbono) ou o bronze (cobre e estanho) –,
então há 100 x 99 receitas possíveis para apenas dois elementos. Para receitas
que envolvem quatro elementos, há 100 x 99 x 98 x 97 receitas possíveis, o que
equivale a mais de 94 milhões de combinações […] Para 10 elementos, há mais
receitas possíveis do que segundos vividos desde que o Big Bang criou o
universo.”

Consequentemente, a quantidade de recursos
existentes pode crescer, e de fato cresce, em decorrência da criatividade e do
esforço humano.

Este fato, por sua vez, significa que tão logo nós
humanos tivermos incentivos suficientes para exercitar nossa criatividade, e
tivermos garantido o direito de usufruirmos os ganhos oriundos de nossas criações,
é certo que jamais iremos ficar sem recursos, tampouco vivenciaremos qualquer
exaurimento significativo de recursos.

Esta previsão feita por Julian Simon, corroborada
pela ciência econômica e comprovada pela própria matemática contradiz
completamente não apenas o senso comum popular, como também as
opiniões de vários cientistas
, que afirmam que os recursos naturais são finitos
e estão acabando.

Só que tanto a opinião popular quanto a profissional
cometem o erro de pressupor que os recursos são criados pela natureza. E dado
que a natureza de fato não está criando mais petróleo, magnésio, bauxita e
outros recursos “naturais” na terra e nos oceanos, então é certo (segundo eles)
que estamos exaurindo nossas ofertas de recursos à medida que os utilizamos
diariamente.

Este raciocínio leva à conclusão de que a única maneira
de evitar que fiquemos sem recursos é reduzindo a taxa de crescimento econômico
ou, talvez, até mesmo interromper por completo o crescimento econômico.

No entanto, essa linha de raciocínio e sua conclusão
também são refutadas por um impressionante fato: a oferta global de mercadorias
industriais não caiu durante a nossa atual era industrial; ao contrário, subiu.
E sabemos que este fato é verdadeiro porque os
preços dos produtos industriais, quando ajustados pela inflação, são hoje muito
menores do que eram há dois séculos
. Preços menores são uma poderosa
evidência de que a oferta aumentou em
relação à demanda.

Sendo assim, apesar do enorme crescimento ocorrido
nos últimos dois séculos na demanda por mercadorias industriais (estimuladas
tanto pelo aumento da renda quanto pelo aumento populacional), a queda nos preços
reais das mercadorias industriais sinaliza um colossal aumento em sua oferta.

O
crescimento econômico cria mais recursos

Eis agora uma implicação ainda mais impressionante
da constatação de Simon, e também levando em conta tudo o que já foi dito acima:
o crescimento econômico impede, em
vez de causar, o exaurimento de recursos.

E ele faz isso de duas maneiras.

De um lado, ao nos tornar mais ricos, ele
consequentemente nos fornece mais tempo e recursos para a educação de pessoas
que, no futuro, irão utilizar suas mentes para a tarefa de descobrir maneiras
de produzir mais bens utilizando menos recursos ou descobrir e extrair recursos
de locais até então inacessíveis. Pense, por exemplo, em como o fracking (fraturamento hidráulico)
permite a extração de gás natural e petróleo das rochas.

De outro, o crescimento econômico também impede o
exaurimento de recursos ao ofertar a humanidade com quantidades maiores daquele
recurso supremo: a mente humana. O crescimento econômico nos liberta da
armadilha malthusiana. Ele permite que mais mentes criativas sobrevivam na fase
adulta e então interajam com outras. Esta crescente interação de mentes humanas
é, por si só, criativa, pois, à medida que idéias diferentes competem e
cooperam entre si, novas e melhores idéias são formadas. o economista Matt
Ridley espirituosamente descreveu esse processo como “idéias
fazendo sexo
” — e assim como mais sexo entre seres humanos cria mais
seres humanos, cada um único e singular, mais sexo entre idéias criam mais idéias
únicas e singulares. O ciclo é virtuoso.

Conclusão

O que importa, portanto, não são os limites físicos
do nosso planeta, mas sim a liberdade humana para experimentar e reimaginar o
uso dos recursos naturais que temos à disposição.

E quanto mais mentes humanas houver para criar, experimentar
e colocar em prática a combinação de recursos naturais, maiores serão nossa
riqueza e nosso padrão de vida.

O petróleo e o gás natural, por exemplo, não estão acabando. Restrições políticas à sua exploração é que estão restringindo artificialmente sua oferta.

A prosperidade é produto da razão, da invenção, da
engenhosidade, da criatividade, da inovação, da busca pelo interesse próprio,
da maximização de utilidade, da busca por ganhos comerciais e da busca pelo
lucro. Desde Adam Smith no século XVIII, economistas vivem a explicar como
esses fatores levam a uma maior divisão e especialização da mão-de-obra, o que,
por sua vez, leva à criação de máquinas, ferramentas e tecnologias que, além de
gerarem ganhos de produtividade, permitem a recombinação dos recursos físicos existentes
na terra, o que leva à criação de novos materiais. E isso leva a um aumento
contínuo do nosso padrão de vida.

Para tudo isso ocorrer, no entanto, é necessário haver
liberdade. Não apenas liberdades civis, mas também liberdade para empreender,
para criar, para explorar a natureza e para manter para si os frutos financeiros (lucro) de suas criações. 

Os assim chamados “recursos naturais”, se intocados, são apenas cadáveres geológicos. Para virarem riqueza é necessário haver inteligência e investimentos. 

Em sociedades livres, os seres humanos são um
recurso valioso, pois apenas os humanos são capazes de terem idéias e utilizar
sua energia criativa para converter essas idéias em inovações.

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62 comentários em “Recursos naturais são apenas matéria bruta, e só viram riqueza se houver liberdade e inteligência”

  1. Finalmente alguém falou disso. Não existem recursos naturais. Existem apenas “matérias brutas”. Todos os recursos são criados pelo esforço humano. A matéria bruta sem a inteligência e o trabalho humano jamais pode ser transformada em um recurso.

    Matéria bruta –> Trabalho humano –> Recurso.

  2. Artigo ótimo para ajudar a explicar por que vários países ricos em "recursos naturais" são pobres. De nada adianta ter petróleo, minério e diamantes se não há recursos humanos para transformar esses materiais brutos em riqueza.

  3. Então a máxima “todo recurso é escasso” na verdade é uma inverdade?

    (ou devemos substituir a palavra “recurso” por ‘matéria/átomo”?)

  4. Brasileiro com medo

    Uma noticia ao Leandro, aos economistas austríacos, comentaristas e todos os leitores ativos:

    Adolfo Sachsida confirmado no governo:

    http://www.poder360.com.br/economia/adolfo-sachsida-comandara-a-secretaria-de-politica-economica/

    A equipe do Guedes esta muito bem montada, ele ta com bastante liberdade pra trabalhar.

    Quero saber da sinceridade, vocês estão com otimismo ou não? Vamos melhorar ou virar argentina?

    Como vai ser? Queria que vocês dessem um parecer meio de ”profecia” rs rs rs….

    Acho que depois das declarações e de tudo já montado, da pra saber o norte que vamos seguir.

    Abraços

  5. Sobre o fato de os recursos da Terra serem escassos, vamos ver como é essa escassez:

    ESPAÇO

    População mundial: 7 bilhões de habitantes.

    Área do Brasil: 8 milhões de quilômetros quadrados

    Se colocássemos toda a população da Terra no Brasil teríamos uma densidade de: 7 bi / 8,5mikm2 ~= 824 habitantes por km2.

    Só lembrando, 1km2 = 1km x 1km = 1000m x 1000m = 1mi m2 = 100ha, onde 1 ha = 100m x 100m = um campo de futebol.

    Em outras palavras, teríamos uma densidade da ordem de 824 habitantes em 100 campos de futebol, o que dá, arredondando bem pra cima, 9 habitantes por campo de futebol, que não dá nem um time de futebol.

    Comentário: se toda a população da Terra vivesse no Brasil, uma família (ou duas), totalizando 9 pessoas poderia morar em um área do tamanho de um campo de futebol. Isto é uma área que dá pra construir uma casa de 200m2, ter uma boa horta, árvores frutíferas e até umas vaquinhas tudo junto.

    Conclusão: área para se viver e produzir é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito superior ao que conseguimos usar atualmente.

    ENERGIA

    Radiação média solar na Terra: 1KW/m2

    Área de Pernambuco: 98.311 km2 = 98.311 mi m2 = 98,3 bi m2

    Energia solar só em Pernambuco = 98,3,8 bi x 1KW = 98,3 TW (isso mesmo, Tera-Watt).

    Capacidade instalada de geração de energia elétrica (mundo) [segundo anuário estatístico de E.E. 2013] = 5.066,00 GW = 5TW.

    Ou seja, só o que o Sol manda de energia sobre Pernambuco dava pra alimentar quase 20x o consumo diário de energia elétrica do planeta inteiro.

    Conclusão: energia é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito acima da necessidade atual dos 7 bilhões de habitantes. De fato, para sustentar toda a civilização atual, bastaria coletores solares (desses que já existem no mercado e que tem eficiência não maior que 25%), cobrindo uma área do tamanho de Pernambuco para suprir toda a nossa necessidade e, de quebra, a sombra formada ainda ajudaria a reduzir o tal do aquecimento global.

    ÁGUA

    Consumo de 1 norte-americano por dia: 600 litros [Guia do Estudante – Vestibular]

    1 m3 = 1000 litros, logo, o consumo de um norte-americano é de 0,6m3 por dia. Como o dia tem 86400s, temos uma vazão de 0,000006944 m3/s.

    População da Terra: 7 bi * consumo acima = 48.611 m3/s

    Vazão do Rio Amazonas sozinho: 209.000 m3/s

    Comentário: o rio Amazonas sozinho é capaz de suprir uma demanda 4x maior que o mais louco consumo de água que se pode pensar (todos os 7bi consumindo água como um norte-americano). Isso sem falar nos outros grandes rios do planeta e sem levar em conta nenhum dos aquíferos subterrâneos e água em forma de gelo. Ah! e ainda temos 3/4 do planeta na forma de água salgada que, na pior das hipóteses pode ser dessalinizada e, então, usada normalmente.

    Conclusão: água é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito superior a qualquer uma das nossas necessidades

    MINÉRIOS

    A crosta da Terra é uma fina película dura flutuando sobre o manto, de 5km a 70km de espessura [Wikipedia]. Ora, não temos tecnologia para chegar nem aos 5km. Então vamos fazer algo mais realista e considerar a extração mineral somente até 2km.

    Área da África do Sul: 1.221 mil km2

    Volume total de terra: 1.221 mil km2 * 2km = 2.442 km3 = 2,4×10^12 m3

    Densidade média da Terra 5,1 g/cm3 = 5100 Kg/m3

    Massa total de terra a minerar: 12,2 trilhões de toneladas. Para se ter uma ideia: produção de minério de ferro em 2008: 2,1 bilhões de toneladas

    Conclusão: o limite da Terra para a exploração de minérios ainda é muito maior que o consumo atual.

    Comentário: A necessidade de tecnologia, a possibilidade de reciclagem, os custos com a extração, os custos ambientais (custos de oportunidade, pois uma floresta em pé pode ser, em alguns casos, mais vantajoso que o minério sob as raízes das árvores) e vários outros fatores fazem com que alternativas a extração comecem a ser interessantes.

    A minha preferida, no entanto, não está na Terra, mas na possibilidade de minerarmos asteroides no espaço – já temos tecnologia para isso e empresas privadas que em alguns anos a poucas décadas devem começar o serviço (Este caso é emblemático – uma parte do custo de extração é artificialmente criada pelos governos, através regulações na atividade e por causa das questões ambientais; a medida que tais custos aumentam torna-se muito mais vantajoso reciclar ou pegar minério no espaço que retirá-lo da terra).

    RESUMO DA PROSA: os recursos físicos da Terra são limitados, portanto, escassos. No entanto, as quantidades que a Terra dispõe são tão grandes que ainda estamos muito aquém do que ela pode nos fornecer. Se usarmos de inteligência e técnicas corretas, nunca chegaremos nem perto desses limites. De fato, o maior limite hoje está justamente no recurso mais necessário para poder explorar os demais recursos naturais: falta gente, principalmente os inteligentes e criativos.

    Abraços

  6. Tae o problema do brasil. É um lugar que predominantemente so se extrai o que se possue, mas nso tem criatividade pra criar recurso. É exploratório, nao agregador.

  7. Esse artigo me lembrou os jogos de RTS, tais como o Age of Mythology. O Dawn of Discovery dá aula de Economia (outro nome para ANNO 1404): você é um planejador central e fornece comida e afins para uma determinada população. Quanto maior a população, mais difícil fica para fornecer todos os serviços. Tentar ser uma autarquia e fornecer tudo sem importar, só é possível em ilhas maiores. Você tem que se endividar para se financiar e expandir cada vez mais. Guerras são extremamente caras e se sustentam com dívidas. Muito malandra essa Ubisoft. Pena que o jogo é muito pesado.

    Leandro, o que você achou desse vídeo do Marcos Lisboa? Concorda com ele de que o setor agropecuário brasileiro é um dos menos subsidiados do mundo? Eu fico imaginando como ele seria se fosse o mais subsidiado, porque já são dezenas e dezenas de bilhões em subsídios.

  8. A água é o que? O petróleo é o que? O ferro é o que? O ouro é o que? O diamante é o que? O Nióbio é o que? O Grafeno é o que? Vai dizer que foram criados pelo homem? Existem coisas que foram criadas por Deus para o uso humano.

    Existe um ditado: “nada se cria, tudo se transforma”. Então o que o homem faz é isso: ele pega os produtos da natureza e os transforma com o trabalho.

  9. Tentem refutar o meu comentário, sem ofensas, estou aberto a um bom diálogo.

    Por que não sou anarcocapitalista e por que anarcocapitalistas não deveriam ser a favor do comércio de toda e qualquer substancia.

    Se você considerar que algumas drogas, especialmente as sintéticas, foram criadas e usadas com propósitos militares, de dominação e geram um tipo muito mais grave e até mesmo irreversível de escravidão, perceberá que algumas substâncias podem ferir o próprio principio da não agressão. Os negros da Africa eram escravizados por grilhões, mas quando você escraviza quimicamente um corpo e aprisiona sua mente a uma atividade bestializada, solapando até mesmo sua sanidade, este é um tipo de escravidão muito pior. Devemos lembrar que o mercado não pode se organizar através da liberdade por que a liberdade NÃO É UM PRINCIPIO ORGANIZADOR da sociedade. As Leis não podem ser outra coisa se não restrições e normas que podem mediam conflitos. Quando a própria liberdade de comércio avilta contra a dignidade dos seres humanos e se coloca acima das virtudes, essa liberdade de comércio não merece respeito de forma alguma.

    A defesa do livre mercado só faz sentido quando este próprio não destrói aquilo que o sustenta. Por exemplo: Se você é a favor da “liberdade de mercado”, mas é a favor da venda de crianças, então você está se contradizendo. Devemos lembrar também que Leis, normas e regras são criadas visando ações efetivas tendo em mente consequências eminentes. Se eu coloco uma regra de que você não pode pular de um prédio de 15 andares eu não estou apenas restringindo sua liberdade, mas também estou visando suas eminentes consequências. Alguém que pula de um prédio acreditando que tem o direito de escolher se vive, esquece que suas ações podem gerar conflitos e consequências a terceiros, pois ela pode atingir alguém lá embaixo. Um sujeito que acredita estar exercendo da sua “liberdade” ao usar certos tipos de drogas sintéticas, esquece-se que ele próprio ao perder seu senso da realidade e comprometer sua capacidade de julgamento estará aceitando o risco eminente de causar danos a terceiros. Leis não fazem sentido se elas abrangerem apenas e tão somente as ações efetivas e não as consequências eminentes. A exemplo disso é a legitima defesa, que abrange não apenas a agressão efetiva, mas também a agressão eminente. O problema de alguns libertários é que ao focarem sua tese no principio da não agressão eles se esquecem da agressão eminente, ou seja, aquelas ações que certamente causaram uma agressão a terceiros (causa e efeito).

    Respondida a primeira questão, nos voltemos a outra: Por que não sou anarcocapitalista ou libertário? Comecemos já pelo fato de que um cristão não pode acreditar que é dono integral de si mesmo ou de um território. Sua propriedade sobre algo só pode ser parcial, pois o Dono integral e total de tudo é Deus. Vejamos por exemplo uma posição da Igreja Presbiteriana do Brasil em seu site:

    "Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam." – Sl 24.1

    Deus é o criador e dono de todas as coisas. Nós nunca tivemos nada, não temos nada, nem teremos nada. Não trouxemos nada para este mundo nem nada dele levaremos. Somos apenas mordomos de Deus, administradores de bens alheios. A terra, o mar, os rios, os astros, as riquezas minerais, os animais que voam, correm e rastejam são de Deus. Os peixes que percorrem as sendas dos mares e dos rios são de Deus.

    Os seres visíveis e invisíveis são de Deus. As galáxias com suas estrelas colossais são de Deus. Os homens de todas as raças e culturas são de Deus. O ouro e a prata pertencem a Deus. Não há um centímetro do universo que não seja dele. Tudo é de Deus. Ele é o criador e o preservador. Ele é quem a todos dá vida, respiração e tudo o mais. Deus é transcendente e também imanente. Está além do universo e não depende dele, mas também está presente no universo e o sustenta.

    Deus é o governador do universo. Ele criou leis e as controla. Ele intervém na criação quando quer, onde quer, como quer e sempre para o louvor da sua glória. Ele está assentado num alto e sublime trono e rege os destinos da história conforme o conselho da sua vontade. Porque dele, por meio dele e para ele são todas as coisas. A ele, pois, seja a glória, agora e pelos séculos eternos."

    Você se espantaria em descobrir que a posição de várias outras Igrejas cristãs não é muito diferente desta. Portanto ser anarcocapitalista ou libertário parece incompatível com a posição de várias Igrejas. Você também não ficará surpreso se descobrir que vários dos adeptos do libertarianismo são ateus, inclusive várias das figuras de média e alta importância para o pensamento libertário. A questão que não quer calar é: Então como você, ainda sim, defende o conceito de propriedade privada? Não estaria eu em algum tipo de contradição?

    Primeiramente, para termos de comparação, devemos lembrar que o posicionamento de alguns libertários é de que propriedade é algo escasso e se dá na ação sobre algo de forma a adicionar algum valor e que, também, você precisa sinalizar que aquilo é sua propriedade de uma maneira “socialmente inteligível”. Já de cara você entende o motivo de libertários serem contra a propriedade intelectual, que em teoria não é um bem escasso – coisa da qual também é questionável, mas que eu não abordarei hoje. O problema é que se você aplicar essa logica a realidade atual, você chegará a conclusão de que, primeiro, se diferentes povos e civilizações sinalizam socialmente de forma diferente, bastaria apenas que alguém não reconhece sua forma de sinalização para poder tomar sua propriedade sob a alegação de que não estava sinalizado apropriadamente. Segundo que o fato de você adicionar valor sobre algo não lhe torna seu, pois a receptação de produtos roubados foge a esta regra. Alguém pode muito roubar uma propriedade de alguém, adicionar valor a aquilo e revender. Sendo assim, não basta adicionar valor a algo, você primeiro precisaria ter adquirido aquilo de forma legítima. Neste caso, como deveríamos agir por exemplo no caso do Brasil? A republica foi instituída a partir de um golpe de Estado e se você adquiriu propriedades da União você não passa de um receptador miserável de propriedades da família Real. Complicado, não é mesmo? Como resolver isso tudo?

    Eu estou cada vez mais convicto de que a propriedade só pode ser uma característica de autoria. Em outras palavras: Se você agiu sobre algo você tem a autoridade parcial sobre aquilo na medida da proporção que você agiu para gerar aquilo. Isso explica por exemplo a autoridade parcial dos pais sobre os filhos. Você agiu para que aquela criança nascesse, mas também outra pessoa agiu e nenhum dos dois poderia ter agido se vida não fosse criada por Deus. Nessa relação de homem e mulher não está no alcance de nenhum dos dois, por exemplo, a possibilidade de que nascesse um cavalo ou um ornitorrinco. Não foi você que definiu o fato de que da relação sexual de um homem e uma mulher só pode nascer uma criança humana. O que não acontece em outras situações em que você sozinho cria diferentes formas a partir de uma peça de barro. Então a escravidão está errada por que ninguém além de Deus tem autoridade integral sobre outra vida, mas os libertários também estão errados quando afirmam que os pais não tem autoridade parcial na ação dos filhos. Alguns meses atrás eu vi na internet um anarcocapitalista argumentando de que uma criança deve ter o direito de sair de casa quando ela quiser sair de casa e quando sinalizar que deseja faze-lo. Restringir o direito de ir e vir da criança é uma violação no PNA – continua a explicar o garoto. Obviamente que o rapaz em questão não deve ter filhos e nunca teve de trazer o moleque ou fedelha aos prantos para dentro de casa para o seu próprio bem ou também não simpatiza nenhum pouco com a situação de pais em que os filhos pequenos fogem de casa. Crianças não têm capacidade de discernir sobre tudo aquilo que lhes fará mal e portanto a autoridade que os pais têm sobre uma criança é também uma responsabilidade.

    Isso não é tudo e também não é “só isso”. Devemos lembrar que libertários consideram que a ética e a moral são apenas formas de mediar conflitos que se desenvolveram como forma de organização social decorrente da evolução humana. O problema é que se Deus não existe, e se a ética e a moral são apenas questão de opinião que variam de sociedade para sociedade e não existe um ser superior para dizer aquilo que é certo e errado, não existe um ponto referencial, não existe também razões para eu acreditar que a forma de um nazista organizar sua sociedade seja pior ou melhor do que a brasileira, a americana, a inglesa ou qualquer outra. Sinceramente espero que as pessoas não absorvam isso, pois as ações dos nazistas foram objetivamente más, e os justos não deveriam permitir que isso se repita passivamente. Se a moral é relativa e não existem verdades absolutas o próprio PNA(principio da não agressão) não pode ser moralmente superior do que a aplicação da Lei do mais forte – que os animais usam.

  10. “Tentem refutar o meu comentário, sem ofensas, estou aberto a um bom diáldiálogo

    Ta bem.

    “Por que não sou anarcocapitalista e por que anarcocapitalistas não deveriam ser a favor do comércio de toda e qualquer substancia.”

    toda e qualquer substancia inacreditavel…

    “Se você considerar que algumas drogas, especialmente as sintéticas, foram criadas e usadas com propósitos militares, de dominação e geram um tipo muito mais grave e até mesmo irreversível de escravidão, perceberá que algumas substâncias podem ferir o próprio principio da não agressão. Os negros da Africa eram escravizados por grilhões, mas quando você escraviza quimicamente um corpo e aprisiona sua mente a uma atividade bestializada, solapando até mesmo sua sanidade, este é um tipo de escravidão muito pior.”

    É a primeira vez que eu vejo alguem usar esse argumento. Geralmente neocons vem aqui e dizem que se liberassem as drogas os traficantes mandariam em tudo. Quanto a esse lançe de escravmerc, apesar de viciadas elas ainda tem a faculdade mental.

    “Devemos lembrar que o mercado não pode se organizar através da liberdade por que a liberdade NÃO É UM PRINCIPIO ORGANIZADOR da sociedade. ”

    Qual ancap disse isso? Defendemos somente a propriedade. Qualquer ato que viole a propriedade de alguem deve ser punido. Se alguem cheira cocaina e nao faz mal a ninguem, por voçe quer que o estado o prenda.

    “As Leis não podem ser outra coisa se não restrições e normas que podem mediam conflitos. Quando a própria liberdade de comércio avilta contra a dignidade dos seres humanos e se coloca acima das virtudes, essa liberdade de comércio não merece respeito de forma alguma.”

    Essas palavras… Provavelmente um nandete. Tanta besteira voçe escreveu que fica difiçil saber por onde começar.

    Que tipo de virtude é essa? Colocar uma mae na cadeia por que importou uma droga nao regulada pela anvisa? Voçe realmente acha que um pedaço de papel dizendo que as pessoas nao devem usar drogas sera respeitado? É muita ingenuidade. Conheço um cara que vende maconha. Ele acabou de se aliar com a policia. Os defensores da lei… Se houvesse liberdade de mercado isso jamais aconteçeria.

    “A defesa do livre mercado só faz sentido quando este próprio não destrói aquilo que o sustenta. Por exemplo: Se você é a favor da “liberdade de mercado”, mas é a favor da venda de crianças, então você está se contradizendo.”

    Espantalho. Voçe acha que os ancaps sao pessoas sem nenhum tipo de moral,etica. Completamnete depravados que so querem ver o circo pegar fogo.

    “Devemos lembrar também que Leis, normas e regras são criadas visando ações efetivas tendo em mente consequências eminentes.”

    Os politicos que criam leis, sao santos e videntes. Eles claramente criam ‘Leis, normas e regras’ visando o bem comum. Se nao fosse por eles viveriamos no total escambo

    “Se eu coloco uma regra de que você não pode pular de um prédio de 15 andares eu não estou apenas restringindo sua liberdade, mas também estou visando suas eminentes consequências.”

    Acho que voçe esta no site errado. Voçe deve falar isso para crianças. Se voçe disse isso para algum adulto recomende para ele um psiquiatra.

    “Alguém que pula de um prédio acreditando que tem o direito de escolher se vive, esquece que suas ações podem gerar conflitos e consequências a terceiros, pois ela pode atingir alguém lá embaixo.”

    Tem toda razao. Por isso mesmo ja envieu um projeto que proibe pessoas de pular de predios. Alias voçe nem se preocupou com a pessoa em si. So com as consequencias para terceiros

    “Um sujeito que acredita estar exercendo da sua ‘liberdade’ ao usar certos tipos de drogas sintéticas, esquece-se que ele próprio ao perder seu senso da realidade e comprometer sua capacidade de julgamento estará aceitando o risco eminente de causar danos a terceiros.”

    Voçe obviamente sabe o que é melhor para ele. Me mostre estudos q provem tudo isso. E se ele causar danos aterceiros e ele de fato de arcar com as consequencias

    “Leis não fazem sentido se elas abrangerem apenas e tão somente as ações efetivas e não as consequências eminentes.”

    What?

    “A exemplo disso é a legitima defesa, que abrange não apenas a agressão efetiva, mas também a agressão eminente. O problema de alguns libertários é que ao focarem sua tese no principio da não agressão eles se esquecem da agressão eminente, ou seja, aquelas ações que certamente causaram uma agressão a terceiros (causa e efeito).”

    Que?

    “Respondida a primeira questão, nos voltemos a outra: Por que não sou anarcocapitalista ou libertário? Comecemos já pelo fato de que um cristão não pode acreditar que é dono integral de si mesmo ou de um território. Sua propriedade sobre algo só pode ser parcial, pois o Dono integral e total de tudo é Deus. Vejamos por exemplo uma posição da Igreja Presbiteriana do Brasil em seu site:

    ‘Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam.’ – Sl 24.1

    Deus é o criador e dono de todas as coisas. Nós nunca tivemos nada, não temos nada, nem teremos nada. Não trouxemos nada para este mundo nem nada dele levaremos. Somos apenas mordomos de Deus, administradores de bens alheios. A terra, o mar, os rios, os astros, as riquezas minerais, os animais que voam, correm e rastejam são de Deus. Os peixes que percorrem as sendas dos mares e dos rios são de Deus.

    Os seres visíveis e invisíveis são de Deus. As galáxias com suas estrelas colossais são de Deus. Os homens de todas as raças e culturas são de Deus. O ouro e a prata pertencem a Deus. Não há um centímetro do universo que não seja dele. Tudo é de Deus. Ele é o criador e o preservador. Ele é quem a todos dá vida, respiração e tudo o mais. Deus é transcendente e também imanente. Está além do universo e não depende dele, mas também está presente no universo e o sustenta.

    Deus é o governador do universo. Ele criou leis e as controla. Ele intervém na criação quando quer, onde quer, como quer e sempre para o louvor da sua glória. Ele está assentado num alto e sublime trono e rege os destinos da história conforme o conselho da sua vontade. Porque dele, por meio dele e para ele são todas as coisas. A ele, pois, seja a glória, agora e pelos séculos eternos.a

    Você se espantaria em descobrir que a posição de várias outras Igrejas cristãs não é muito diferente desta. Portanto ser anarcocapitalista ou libertário parece incompatível com a posição de várias Igrejas. Você também não ficará surpreso se descobrir que vários dos adeptos do libertarianismo são ateus, inclusive várias das figuras de média e alta importância para o pensamento libertário. A questão que não quer calar é: Então como você, ainda sim, defende o conceito de propriedade privada? Não estaria eu em algum tipo de contradição?

    Primeiramente, para termos de comparação, devemos lembrar que o posicionamento de alguns libertários é de que propriedade é algo escasso e se dá na ação sobre algo de forma a adicionar algum valor e que, também, você precisa sinalizar que aquilo é sua propriedade de uma maneira “socialmente inteligível”. Já de cara você entende o motivo de libertários serem contra a propriedade intelectual, que em teoria não é um bem escasso – coisa da qual também é questionável, mas que eu não abordarei hoje. O problema é que se você aplicar essa logica a realidade atual, você chegará a conclusão de que, primeiro, se diferentes povos e civilizações sinalizam socialmente de forma diferente, bastaria apenas que alguém não reconhece sua forma de sinalização para poder tomar sua propriedade sob a alegação de que não estava sinalizado apropriadamente. Segundo que o fato de você adicionar valor sobre algo não lhe torna seu, pois a receptação de produtos roubados foge a esta regra. Alguém pode muito roubar uma propriedade de alguém, adicionar valor a aquilo e revender. Sendo assim, não basta adicionar valor a algo, você primeiro precisaria ter adquirido aquilo de forma legítima. Neste caso, como deveríamos agir por exemplo no caso do Brasil? A republica foi instituída a partir de um golpe de Estado e se você adquiriu propriedades da União você não passa de um receptador miserável de propriedades da família Real. Complicado, não é mesmo? Como resolver isso tudo?

    Eu estou cada vez mais convicto de que a propriedade só pode ser uma característica de autoria. Em outras palavras: Se você agiu sobre algo você tem a autoridade parcial sobre aquilo na medida da proporção que você agiu para gerar aquilo. Isso explica por exemplo a autoridade parcial dos pais sobre os filhos. Você agiu para que aquela criança nascesse, mas também outra pessoa agiu e nenhum dos dois poderia ter agido se vida não fosse criada por Deus. Nessa relação de homem e mulher não está no alcance de nenhum dos dois, por exemplo, a possibilidade de que nascesse um cavalo ou um ornitorrinco. Não foi você que definiu o fato de que da relação sexual de um homem e uma mulher só pode nascer uma criança humana. O que não acontece em outras situações em que você sozinho cria diferentes formas a partir de uma peça de barro. Então a escravidão está errada por que ninguém além de Deus tem autoridade integral sobre outra vida, mas os libertários também estão errados quando afirmam que os pais não tem autoridade parcial na ação dos filhos. Alguns meses atrás eu vi na internet um anarcocapitalista argumentando de que uma criança deve ter o direito de sair de casa quando ela quiser sair de casa e quando sinalizar que deseja faze-lo. Restringir o direito de ir e vir da criança é uma violação no PNA – continua a explicar o garoto. Obviamente que o rapaz em questão não deve ter filhos e nunca teve de trazer o moleque ou fedelha aos prantos para dentro de casa para o seu próprio bem ou também não simpatiza nenhum pouco com a situação de pais em que os filhos pequenos fogem de casa. Crianças não têm capacidade de discernir sobre tudo aquilo que lhes fará mal e portanto a autoridade que os pais têm sobre uma criança é também uma responsabilidade.

    Isso não é tudo e também não é “só isso”. Devemos lembrar que libertários consideram que a ética e a moral são apenas formas de mediar conflitos que se desenvolveram como forma de organização social decorrente da evolução humana. O problema é que se Deus não existe, e se a ética e a moral são apenas questão de opinião que variam de sociedade para sociedade e não existe um ser superior para dizer aquilo que é certo e errado, não existe um ponto referencial, não existe também razões para eu acreditar que a forma de um nazista organizar sua sociedade seja pior ou melhor do que a brasileira, a americana, a inglesa ou qualquer outra. Sinceramente espero que as pessoas não absorvam isso, pois as ações dos nazistas foram objetivamente más, e os justos não deveriam permitir que isso se repita passivamente. Se a moral é relativa e não existem verdades absolutas o próprio PNA(principio da não agressão) não pode ser moralmente superior dod”

    Perdi meu tempo ja que voçe deconheçe totalmente a Escola austriaca e se posiciona contra a propriedade

    Faça o seguinte: ha 2000 artigos aqui leia eles e enteda o porque de ser ancap. Voçe vem discordar de algo que nem sabe.

  11. Apesar de concordar com grande parte do texto, quanto ao uso de recursos naturais, acho que o autor incorreu numa interpretação equivocada quanto ao termo RECURSO NATURAL.

    RECURSO NATURAL é qualquer material ou substância que ocorre na natureza e QUE PODE SER UTILIZADO para um ganho econômico. Por exemplo, um recurso mineral que começa a ser utilizado de uma jazida descoberta e mapeada é definido como RESERVA somente após o mesmo ter sua utilização econômica e tecnologicamente viabilizada. Antes disto é apenas um recurso.

    Ou seja, recurso natural PODE SER USADO, mas NÃO NECESSARIAMENTE ESTÁ SENDO USADO no momento, por questões econômicas ou tecnológicas.

    E graças à inventividade humana, qualquer recurso que começa a ficar escasso e, portanto, começa a encarecer, acaba alavancando pesquisas para sua substituição ou descobertas de novas jazidas.

    Exemplo 1: o aumento do custo do petróleo nos anos 1970 alavancou as pesquisas de petróleos em águas cada vez mais profundas, mantendo suas reservas sempre relativamente estáveis, apesar do consumo sempre crescente.

    Exemplo 2: O vermelho sempre foi uma cor da nobreza na Bacia do Mediterrâneo, pois os tecidos vermelhos o eram assim por serem tingidos por uma tintura obtida de polvos, portanto muito cara. Com a descoberta do Brasil, pelos portugueses, esta tintura começou a ser obtida pelo pau-brasil. Tanto que foi tornada monopólio da Corte Portuguesa. Pois bem, quando um químico inventou a anilina, a tintura vermelha tornou-se barata, o que inviabilizou o uso do pau-brasil como fonte de tintura vermelha.

    Definições de recursos naturais:

    1) Oxford Dictionary – en.oxforddictionaries.com/definition/us/natural_resources

    Materials or substances occurring in nature which CAN BE EXPLOITED FOR ECONOMIC GAIN.

    Materials or substances such as minerals, forests, water, and fertile land that occur in nature AND CAN BE USED FOR ECONOMIC GAIN.

    http://www.oed.com/view/Entry/125333?redirectedFrom=natural+resources#eid35412885

    natural resources n. those materials or substances of a place which can be used to sustain life or for economic exploitation; also in extended use.

    2) Merriam Webster Dictionary http://www.merriam-webster.com/dictionary/natural%20resources

    Natural resources plural : industrial materials and capacities (such as mineral deposits and waterpower) supplied by nature

    3) Definição de recursos petrolíferos no Petroleum Resources Management System:

    The term RESOURCES as used herein is intended to encompass all quantities of Petroleum NATURALLY OCCURRING WITHIN THE EARTH'S CRUST, DISCOVERED AND UNDISCOVERED (recoverable and unrecoverable), plus those quantities already produced. Further, it includes all types of Petroleum whether currently considered Conventional or Unconventional.

    http://www.spe.org/industry/docs/Petroleum-Resources-Management-System.pdf?ecid=O~E~~~B2B~Listed@ASX~~201711~4D17FF62DA924A448FCAEF04CEC4541A~

    Ou seja, recurso natural é qualquer substância existente na natureza QUE PODE SER "TRANSFORMADO EXCLUSIVAMENTE PELA CRIATIVIDADE HUMANA, PELO INTELECTO HUMANO E PELO ESFORÇO HUMANO."

  12. Sobre a redução do IPI, achei essa interessante coluna. Esse cálculo que eles fizeram foi certo?

    É ótima a redução do IPI, embora eu ache que isso tivesse de ter sido feito lá em 2019. Só pela ZFM estar reclamando, já é uma prova de que estamos no caminho certo.

    Todavia, tratando-se de Brasil e dos lobbies mercantilistas de sempre, essas coisas não duram muito. Logo eles aumentam de novo.

    Comparando com a redução do IPI feita no governo Dilma, qual das duas é a melhor?

    A nossa moeda tem se comportado como franco suíço nesses últimos meses: mesmo com o DXY em subida, o nosso câmbio reage pouco e ainda pode até se valorizar. Vamos torcer para ninguém do governo começar a falar besteiras sobre dólar.

  13. Conclusão que se pode tirar desse artigo:

    O Brasil é um país pobre, a América Latina é pobre, a África é paupérrima, etc…

    De fato o Robson Crusoé, sozinho em sua ilha isolada, não teria ficado um centavo mais rico se encontrasse lá uma mina de ouro, jazidas imensas de petróleo e gás natural, diamantes, terras raras, o nióbio,(“u nossu nióbio cara, que esses gringo tá robandu..”), etc…

  14. Vanner Ferreira da Silva

    Muito bom mesmo esse artigo. Mais uma vez o mises Brasil me surpreendendo e agregando para mim, parabéns a todos os envolvidos!!!

  15. Pessoal, uma dúvida: qual é a importância dos juros no pagamento de dívidas, especificamente, no Serasa e no SPC? E, por exemplo, quais seriam as consequências práticas caso o governo obrigasse o Serasa e o SPC a renegociar dívidas utilizando juros menores que o usual?

  16. Grande verdade! Os chamados recursos naturais são limitados, mas estão disponíveis para utilização. De fato, eles não têm utilidade debaixo da terra, ou onde quer que estejam, sem a interação e inventividade humanas. O nosso problema é a dificuldade em produzir bens e utilidades com os recursos disponíveis. Água é um bom exemplo. Existe muita água no planeta. Alguns lugares mais, outros menos. E o ciclo da água promove a reciclagem infinita desse recurso. O difícil é levar água tratada à torneira das casas. Isso exige grande esforço de captação, armazenamento, tratamento e transporte, o que precisa de grandes quantidades de energia e instalação de infraestrutura que atenda à demanda. Precisamos repensar os conceitos de sustentabilidade para que não nos tornemos reféns de ideias restritivas e insuperáveis.

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