A falácia da vidraça quebrada,
popularizada por Frédéric Bastiat, continua sendo a metáfora perfeita para
mostrar as consequências daquilo que se vê e daquilo que não se vê.
Resumidamente, se um moleque quebra uma vidraça de
uma padaria, obrigando seu proprietário a incorrer em gastos para trocar a
vidraça, um economista keynesiano diria que tal ato de vandalismo foi bom para
a economia, pois, ao ser obrigado a gastar dinheiro com uma vidraça nova, o
padeiro não apenas irá estimular o mercado de vidros, como também irá estimular
toda a economia.
O vidraceiro terá mais dinheiro para gastar com seus
fornecedores, e os fornecedores terão agora mais dinheiro para gastar com
outros setores da economia. Toda a economia sairá ganhando. A
vidraça quebrada proporcionou dinheiro e emprego em várias áreas.
Porém, há as consequências que não são vistas. O padeiro ficará com menos dinheiro, fazendo com que ele deixe de comprar um
terno. Se antes ele teria a vidraça e o terno (ou o equivalente em
dinheiro), agora ele terá apenas a vidraça. O alfaiate deixou de ganhar
dinheiro. Os fornecedores do alfaiate deixaram de ganhar dinheiro.
Igualmente, os fornecedores de insumos para a
padaria — plantadores de trigo, criadores de fermento, cultivadores de leite
etc. — também deixarão de ganhar dinheiro, pois a padaria teve de
economizar para trocar a vidraça.
O que o vidraceiro ganhou, o alfaiate, todo o setor
de tecidos e todo o setor de fornecedores perderam. Estes não poderão
gastar este dinheiro com outros setores da economia. Sendo assim, não
houve nenhuma criação líquida de emprego.
Em suma, se a vidraça não houvesse sido quebrada, o
proprietário da padaria poderia ter gasto seu dinheiro para melhorar sua
situação em vez de meramente restaurá-la. Isto é o que não é visto.
O economista que só vê as consequências imediatas da
vidraça quebrada, e que não é capaz de visualizar as consequências que não são
imediatamente perceptíveis, não é um economista completo.
Nos últimos anos, várias pessoas — ao menos em
alguns círculos — se tornaram mais familiarizadas com essa ‘falácia da vidraça
quebrada’, e passaram a perceber que a política macroeconômica keynesiana não
passa de uma ‘falácia da vidraça quebrada’ em ampla escala.
Mas talvez ainda mais importante do que a ‘falácia
da vidraça quebrada’ seja aquilo que poderíamos chamar de falácia da ‘perna não-quebrada’.
A perna não-quebrada
Trata-se da presunção que fundamenta todos os tipos
de intervenção estatal no mercado, tanto em termos macroeconômicos quanto
microeconômicos: a de que os participantes do mercado são perfeitamente capazes
de agir mais produtivamente, mas não o estão fazendo por causa de várias
“falhas de mercado”.
E isso requer uma intervenção estatal para
estimular as coisas e deixar os empreendedores mais produtivos.
Qual a principal falácia deste raciocínio?
Ele
ignora completamente as inúmeras maneiras com que as próprias intrusões do
estado sobre o sistema econômico “quebram as pernas” dos
empreendedores privados ao distorcer os preços — por meio da manipulação dos
juros, do controle de preços das tarifas de eletricidade e dos combustíveis, da
imposição de tarifas protecionistas para proteger um determinado setor ao mesmo
tempo em que encarece os bens de capital importados por outros setores — e ao
conceder subsídios aos seus empresários favoritos.
Essas “políticas governamentais” geram
incertezas, penalizam as ações produtivas e subsidiam as ações destrutivas,
pois punem quem quer empreender para atender aos genuínos desejos dos
consumidores e subsidiam quem quer empreender para atender aos caprichos dos
burocratas do estado.
Suponha que o governo invente uma política
industrial — tanto por meio de tarifas protecionistas quanto pela concessão de
subsídios diretos (via bancos estatais) — com o intuito de estimular a
produção das indústrias. Há um problema: ele não é capaz de fazer
isso de modo neutro. Ele terá de gastar com setores específicos.
Consequentemente, aqueles primeiros a receber o dinheiro irão gastá-lo também
de maneira mais direcionada. Adicionalmente, o governo terá de
“manter sua trajetória”, sinalizando com clareza quais são seus
planos durante um determinado período de tempo, o qual tem de corresponder aos
horizontes de planejamento dos agentes econômicos.
O próprio Keynes reconheceu que isso é
impossível. Como consequência, ele defendia um consistente e persistente
controle do governo sobre a maior parte dos investimentos (na prática, o governo deveria estatizar os investimentos). A ideia era
que a confiança aumentaria em decorrência da certeza criada pelo fato de os
empreendedores saberem qual seria o nível dos gastos, em que eles seriam
investidos e com qual duração.
Mas não vivemos no mundo que Keynes sonhou por dois
motivos: (1) não se pode confiar que o governo irá manter políticas
consistentes de longo prazo e (2) Keynes não aceitava que, durante uma expansão
econômica induzida pelo governo, os recursos pudessem ser sistematicamente mal
alocados e que os gastos governamentais irão privilegiar apenas alguns poucos e
prejudicar todo o resto.
No nosso mundo, os empreendedores têm de lidar com
inúmeras incertezas ao mesmo tempo:
1. Como o sistema político irá de fato alocar os
recursos do estímulo econômico? E por qual período de tempo?
2. Em qual direção (em que área) irão gastar aqueles
que aumentaram suas rendas em decorrência da política de estímulos do governo?
3. Qual será o padrão sustentável de gastos,
poupança e investimento que irá surgir quando as políticas de estímulo
governamental diminuírem (e elas terão de diminuir em um dado momento uma
hora)?
Investidores não investem no abstrato ou no
agregado; eles investem em áreas específicas. Os estímulos
governamentais, da forma como são praticados, aumentam as dificuldades de
coordenação com que os empreendedores lidam. Eles agora, em vez de se
concentrar na satisfação das demandas dos consumidores, terão de adivinhar o
comportamento de burocratas e agentes políticos, os quais não reagem
às condições de oferta e demanda no mercado.
O que o Ministro da Fazenda irá inventar
depois? Quais as novas condições que o presidente ou o congresso irão
impor às empresas? Toda essa incerteza é misturada às tentativas de se
descobrir novos equilíbrios de mercado que sejam compatíveis com as preferências
dos consumidores. Nesse cenário, os preços tendem a se comportar de
maneira errática, transmitindo informações totalmente incorretas sobre
oportunidades de lucro.
O resultado é que a economia fica estagnada, os
investimentos realmente demandados pelos consumidores não ocorrem, e apenas as
empresas com capital político se sustentam.
Simplesmente transmitir a certeza de que o governo
estará estimulando alguma coisa por algum período indefinido de tempo não irá
corrigir o problema fundamental. Há todo um problema de coordenação, o
qual não é percebido pelo economista menos treinado, que só consegue analisar
aquilo que se vê.
A economia é um pouco mais complexa do que imaginam
A economia de mercado não é, nem de longe, tão
simples e ordeira quanto os defensores de políticas intervencionistas
acreditam. O mercado é uma emaranhada rede de relações econômicas; é um
processo caracterizado por várias forças coordenadoras e
descoordenadoras.
Vivemos em uma sociedade acossada pela escassez,
e é esse processo de coordenação feito pelo mercado que irá auxiliar o
indivíduo a decidir como alocar corretamente os recursos necessários para se
obter os fins desejados.
É por isso que o crescimento econômico, ou a criação
de riqueza, não pode ocorrer em função do investimento induzido pelo
estado. O vago termo “investimento” deve ser incorporado a este
mundo de escassez, preferências e coordenação.
Quando as políticas de estímulo do governo são
integradas a essa realidade mais ampla do processo de mercado, torna-se claro
que a questão toda envolve variáveis muito além da simplista noção de
incentivos, subsídios e produção. Tudo deixa de ser apenas uma questão
que envolve uma relação direta entre investimento e criação de riqueza, e passa
a ser sobre se o governo pode ou não participar de maneira eficaz no processo
de coordenação do mercado.
Após invadir a ordem econômica como um elefante em
uma loja de porcelana e causar estragos tangíveis, os burocratas, os políticos
e seus defensores recorrem então à desfaçatez de culpar
as “falhas de mercado” pela bagunça que eles próprios criaram — o
que cria espaço para ainda mais intervenções para corrigir os efeitos nefastos
das intervenções anteriores.
No que dependesse exclusivamente dos mecanismos de
correção embutidos em um sistema de mercado genuinamente livre, baseado no
sistema de preços e no mecanismo de lucros e prejuízos, os empreendedores e
consumidores não errariam de forma sistemática em seus esforços multifacetados
para coordenar suas próprias atividades econômicas — a menos, é claro, que o
estado interviesse desbragadamente, quebrando suas pernas e estropiando o
funcionamento do sistema de preços.
Análises econômicas e estratégias políticas que
desconsiderem esta realidade estão se baseando em pilares falaciosos e não
devem ser levadas a sério.
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Leia
também:
Dizer que a solução para uma economia estagnada é “estimular a demanda” é um atentado à lógica
Estímulos governamentais
empobrecem a economia
Usando a linguagem que eles entendem:
Aumenta G e estimula C que o Y cai!
Cabe para a industria da construção civil. Vivemos isso com o estimulo ao setor da habitação. Estamos no momento de ajustes das consequências da intervenção estatal.
Excelente artigo, um dos melhores que já li, muito simples e objetivo, diz de forma direta. Expressa vários pensadores da escola austríaca de economia sobre o intervencionismo governamental na economia.
Esse ponto é um daqueles em que temos que bater recorrentemente, e a respeito do qual devem-se tomar atitudes, seja no sentido de popularizar a sadia noção de que intervenção estatal e “estímulos” à economia são deletérios, seja no de pressionar os governantes a se absterem de adotar tais medidas.
Esse tipo de noção deveria ser reforçado na mídia nacional. Hoje vemos o Temer ser pressionado por setores da sociedade que são organizados e não querem o bem do Brasil, para que ele tome medidas de estímulo, dando a aparência de estar fazendo alguma coisa com resultado. . A esquerda pressiona por essa agenda nociva, pois sabe que isto apenas prejudicará o país. Se Temer – que aliás não é de Direita, em especial de uma Direita Liberal – não promover os estímulos, os esquerdistas alegarão que ele nada fez pela economia e que seu governo se caracterizou pela presença de crise econômica (como se a esquerda não fosse a responsável óbvia pela crise, em que deixou o país durante e após tantos anos de governo). Dirão que ele é o culpado da crise e que foi ineficaz em resolvê-la. E irão usar isso para pressionar por uma crise social, através de sua militância organizada e paga com dinheiro público e dinheiro fruto de desvios. Mais uma vez, colocarão a culpa de tudo no atual presidente. E caso cheguem ao poder roubarão para si, em seus discursos, os frutos de uma eventual melhora da economia.
A retórica pró-estímulo infelizmente é ecoada pela mídia nacional, o que põe o governante sob maior pressão.
Caso Temer promova os estímulos, agradará aos economistas mainstream, keynesianos. Mas isso resultará em uma crise futura mais profunda. Os estímulos iludirão a massa da população no curto prazo, mas os esquerdistas irão colocar nele a culpa da crise futura, onde eles – caso assumam o poder novamente – encontrarão ambiente favorável para impor os seus próprios estímulos à economia, o que aprofundará o ambiente de desordem e concentração de renda que tanto os beneficia e aos objetivos estratégicos de aprofundamento de seu poder. Esse cenário favorece a venda de facilidades, pois os estímulos sempre beneficiam a alguns em detrimento de outros. E a crise que se segue cria dificuldades, permitindo-se que haja mais “facilidades” para vender.
Considerando-se que o brasileiro parece mais acordado do que nunca – ainda que continue meio sonolento – e que o cenário é propício à austeridade, deveríamos aproveitá-lo para insistir na divulgações de verdades econômicas que previnam a adoção destas medidas nocivas.
Para Temer é muito mais cômodo adotar medidas de estímulo, porém isso é nocivo para todos. Caso o presidente se sentisse pressionado – ou talvez ao menos estimulado – a conter-se e não adotar essas medidas isso poderia ser suficiente pois todos sabem que hoje cortar gastos é necessário e fazer certas reformas.
Uma campanha de divulgação para setores de mídia e para as massas, a fim de que fiquem claras as reais conseqüências dos estímulos e sua nocividade, mudando a retórica geral viria a calhar. Isso colocaria pressão sobre o governante no sentido certo.
Levantar a bandeira pró-austeridade e anti-estímulos numa tal campanha, juntamente com as bandeiras de maior desburocratização e menos impostos, que são medidas populares e seriam um bom gancho para se fortalecer as primeiras exigências, talvez fosse o suficiente para dar ao governo o espaço para não tomar a atitude destrutiva de “estimular” a economia.
Artigo perfeito!
Pena que quase ninguém entende isso.
Pergunta off topic:
A quem puder responda-me, por favor:
Qual o país com menos ministérios no mundo?!
Muito obrigado desde já!
Queria saber o que vocês tem a me dizer sobre o acidente da lamia do chapecoense…
Mais uma vez o LUCRO e a GANANCIA tirando vidas, o cara arriscava sempre andar com o combustivel na risca só pra lucrar mais…
Eai não precisa de regulamentação também?
Não venha me dizer que o chapecoense tinha responsabilidade de ver isso, porque era só o que faltava, todo mundo agora tem que manjar de aviação?
E meus avós quando viajam de avião, tem que ser o risco que ta correndo? Se eles nem tem condições de dirigir….
Vocês tem que saber que há limites pra tudo, não da pra ser assim sem limite. Ai acontece esse tipo de coisa ai, o mesmo vale pra qualquer transporte, imagine uma companhia de transporte(onibus), resolve andar com os freios atéeee o final pra tentar lucrar o máximo, ai certa vez em uma ocasião os freios são exigidos no limite, e ai?
E agora as famílias, quem vai indenizar? O cara morreu e não tem nada… eai?
Legal neh, se houvesse uma regulamentação que obrigasse mais segurança e plano de voos seguros, isso não teria acontecido, quem mandou dar a liberdade de voar com combustivel justo assim….
Pior ainda é que agora ninguém vai receber nada, falta uma regulamentação ai pra não deixar esses zé ninguém ter companhia área….
E vocês ai defendendo isso, po acordar pra realidade é muito difícil?
Quero ver a resposta de vocês, vou voltar aqui em breve pra ver.
Meio off topic, mas quando o mises brasil irá lançar um novo livro? Um livro novo do Hoppe ou Rothbard cairia muito bem, até a vide editorial lançou 2 livros do mises nos últimos meses, repito, dois livros do mises.
Existe algum país que colocou as ideias keynesianas por mais de 20 anos sem interrompê-las?
O governo sempre vai intervir nos interesses das pessoas.
A tragédia seria maior se alguém quebrasse uma janela de um prédio do governo.
Essa “desindustrialização” americana foi causada pelo imposto de renda.
No ranking de tributação sobre a renda das empresas, o Estados Unidos é o único país desenvolvido que possui alta carga tributária para PJ. As importações ocorrem por causa da tributação da renda das grandes empresas americanas.
Por mais que pequenas empresas paguem poucos impostos, são as grandes empresas que produzem metais, energia, insumos, etc. A tributação das grandes empresas afetam toda a economia.
Você escreveu:
“O que o vidraceiro ganhou, o alfaiate, todo o setor de tecidos e todo o setor de fornecedores perderam. Estes não poderão gastar este dinheiro com outros setores da economia. Sendo assim, não houve nenhuma criação líquida de emprego.
Em suma, se a vidraça não houvesse sido quebrada, o proprietário da padaria poderia ter gasto seu dinheiro para melhorar sua situação em vez de meramente restaurá-la. Isto é o que não é visto.”
Mas tem algo que você não comentou: se o vidraceiro ganhou, logo ele tem dinheiro para, digamos por exemplo, comprar um terno. O vidraceiro comprando um terno com o dinheiro ganho do padeiro, o alfaiate, todo o setor de tecidos e todo o setor de fornecedores ganham.
Ou seja, o dinheiro mudou de mãos mas continuou a movimentar a economia.
O cara acha que menos regulamentação iria melhorar, já não basta ver que falta mais regulamentação?
Quantas vidas não foram salvas com as basicas regulamentações?
”Exatamente por causa da legislação estatal, só se pode fretar aeronaves de empresas do país sede ou do país de destino. Não houvesse essa legislação, qualquer empresa decente de qualquer país do mundo poderia fornecer seu avião”
Isso, ai vem um cara de fora com o da LaMia, todo quebrado, entra no país sem nenhum controle, cai com o avião e fica por isso mesmo…
Vem um zé ninguém ai com um único avião e morre, ainda fica sem indenizar ninguém….
Vem um cara la do oriente sem nenhum registro, oferece o serviço fazendo essa cagada(mais lucro e mais lucro) cai e ai fica por isso mesmo. Vai cobrar alguém como?
Tem que ter controle da onde vem ou da onde sai o avião SIM! Alem do mais, a LAMIA iria oferecer o seu serviço mesmo que essa lei não existisse, a merda taria feita de qualquer jeito, a diferença é que mais casos com o da LaMia existiriam…
”Mas piora: a empresa cujo avião foi fretado, de origem venezuelana, estava falida por causa da situação econômica daquele país socialista.”
O cara tinha mudado de sede, não minta! Mantenha honestidade intelectual, ele mal operava na venezuela.
Até porque uma companhia falida pode existir em qualquer país, vocês não tem vergonha e querem por a culpa no socialismo? Eu sei que o socialismo não funciona e etc.. Mas não seja picareta não…
Qualquer país pode ter uma companhia como a LaMia…
”Isso poderia ser evitado? Sim. Como? Com a desestatização do setor aéreo e com o uso de seguradoras: ”
Ok, privatiza o setor. Mas que tenha agencias reguladoras fortes atuando pra regular a area e evitar que esse tipo de coisa aconteça. Não defendo estatismo não…
E as seguradoras já existem, iae? Não fazem milagre, e porque não regulamentação e as seguradoras privadas?
Alem do mais, a LaMia não tinha seguradora e ai? Nem me venha fala de responsabilidade individual pq eu ja respondi no primeiro comentário.
”Quem irá punir os reguladores? Aliás, quem regula os reguladores? ”
Os consumidores regulam o mercado e as agencias reguladoras também, ao mesmo tempo os consumidores regulam os reguladores exigindo deles as minimas regras de segurança para proteger contra suposta ganancia excessiva que ponha em risco a segurança alheia.
“Os neoliberais não têm a menor condição de promover o desenvolvimento econômico do Brasil. Nunca fizeram isso. Criam crises financeiras sempre, por defenderem altos déficits em conta corrente, que eles dizem que é poupança externa, mas é mais consumo e endividamento, até que o País quebra. Isso aconteceu com FHC muito claramente, a crise de 1998 é desse tipo”
O que vocês tem a dizer sobre esse comentário do Bresser ?
Ainda não sei como economistas brasileiros possuem coragem de se afirmarem keynesianos.
O Brasil é a prova viva irrefutável de que uma economia toda regulamentada e de “Estado empreendedor” (desenvolvimentista) não funciona.
Caríssimo Leandro,
Agradeço-lhe pelas fantásticas lições transmitidas por você neste site. Certamente você provê as melhores análises econômicas do Brasil, quiçá do mundo. Não poderia deixar de insistir que seu conhecimento um dia seja registrado em livros.
Tenho uma dúvida e gostaria de sua opinião:
Você crê que há margens para ataques especulativos contra o yuan? A China está tentando manter um fix acima das reservas que possui?
Independente de ataque especulativo, se ocorrer uma desvalorização do yuan, qual você diria que seria o impacto sobre a economia chinesa, estadunidense e brasileira?
Grande abraço!
Diego
Alguém me explique o conceito de termos macroeconômicos e microeconômicos.
Eu ainda não consigo compreender esses dois termos.
E ainda tem gente que vai votar no Ciro Gomes em 2018, vejam a entrevista dele no infomoney, ele teve a indecência de dizer que a crise de 2008 é culpa do liberalismo.
Tem um desenho antigo do Gaguinho e do Patolino (se não me engano), no qual Gaguinho se hospeda no hotel do Patolino, mas reclama de um rato;
Patolino cobra uma taxa para mandar um gato espantar o rato,
depois outra taxa para mandar um cachorro espantar o gato,
depois outra taxa para mandar um leão espantar o cachorro,
depois outra taxa para mandar um elefante espantar o leão,
depois outra taxa para mandar um rato espantar o elefante
e tudo recomeça.
* * *
Para o país ser rico, precisamos de concreto, lajes, vigas, cimento, azuleijos, pisos, etc. Ou seja, é impossível um país ser rico sem obras.
Com essas restrições às importações, a inflação sobe e o juros também sobem. Juros subindo significa dinheiro nos bancos e poucas obras.
Sem o livre mercado, seremos meros produtores de geladeiras, roupas, utensílios, bugigangas, tranqueiras, etc.
Esse protecionismo é nefasto.
Extinção do BNDES.
Privatização de 100% das estatais, sejam elas municipais, estaduais ou federais.
Extinção do imposto sindical.
Extinção da CLT e da justiça do trabalho.
Extinção de todos os ministérios.
Revogação do Estatuto do desarmamento (respeito ao referendo).
alguém acredita que veremos isso acontecer um dia no Brasil ?
A energia Brasileira é privada e é um Lixo, a CPFL é um exemplo….
A previdência Chilena é privada e maioria dos aposentados la não tem aposentadoria:
https://luizmuller.com/2017/01/25/o-fracasso-do-sistema-chileno-de-previdencia-o-que-espera-o-brasileiro-se-for-aprovada-a-reforma-da-previdencia/
A NASA é estatal e é um orgulho….
A saúde americana é uma vergonha e sempre foi, a saúde pública canadense é melhor e atende a todos os necessitados enquanto nos EUA quem não tem grana morre.
Até concordo com vocês em certos aspectos, não gosto de PT, PSDB e afins… Mas gosto do assistencialismo nordíco, pra min aquele modelo de estado é perfeito. Liberdade de mercado e um estado provedor. Uma mistura que da certo.
Sobre minhas afirmações, o que vocês tem a dizer?
Tenho a dizer que já li tanto estes clichês na internet que me dá até sono….
A energia no Brasil tem de privada o que a Dilma tem de intelectual e o FHC tem de direita: nada.
Dê metade da verba da NASA para uma empresa privada de verdade, e vc vai ver o que é poder se orgulhar.
Me diga quantos canadenses vão procurar assistência médica nos EUA e quantos norte-americanos vão procurar assistência médica no Canadá.
Eu também adoro o assistencialismo, nórdico ou não, desde que sejam os outros que paguem.
Vou deixar a previdência chilena para alguém com mais paciência que eu.
Muito bom!
O que vocês têm a dizer sobre a teoria Kaleckiana?
É tudo uma questão de ponto de vista…
VEJAM…
Joãozinho pode ou não ter sua vida controlada pelos pais.
Há quem diga que Joãozinho saiba se virar sozinho e que a interferência dos pais é sempre um problema, há também quem diga que Joãozinho é muito novo, e precisa dos cuidados dos pais.
Joãozinho pode achar uma afronta que pessoas estejam decidindo por ele, ou Joãozinho pode até achar bom que haja essa intervenção.
Se Joãozinho sozinho no mundo, morrer…os defensores da liberdade dirão que isso é um processo normal, pessoas morrem o tempo inteiro, ele morreu porque talvez não tenha sido esperto o suficiente pra se manter vivo.
Mas se Joãozinho for mal cuidado pelos pais e morrer também, os defensores da liberdade colocarão a culpa nos pais. A questão é… existe salvação pra Joãozinho ?
Me parece que os defensores de “ideias” talvez não estejam realmente preocupado com o destino de Joãozinho…eles querem que Joãozinho se estrepe, pra que no final possam dizer : “Ta vendo…eu tava certo sobre o que deveria acontecer com Joãozinho”…
Leandro,
eu li os artigos do Instituto sobre a Argentina, mas ficou uma dúvida. A Argentina voltou a crescer de 2003 a 2009, claro que “crescer” entre aspas, porque estava retomando o que perdeu no colapso anterior. Mas porque houve essa recuperação? a Argentina continuou estatista e controladora, não? até mais que nas condições anteriores não? Achei os artigos incríveis, mas ficou me faltando essa informação.
Desde já, agradeço a paciência com perguntas ignorantes! kk
Sabiam que há pessoas tirando segundas e terceiras casas no Minha Casa Minha Vida com o propósito exclusivo de alugar? Assim sendo, o dinheiro é subtraído da economia múltiplas vezes, na forma de imposto, na forma de corrupção e na forma de aluguel. Não existe economia que sobreviva assim e não há povo que cresça.
Pessoal, um questionamento a teoria libertária sobre a tragédia dos Comuns.
Ok, legal, recursos escassos + propriedade privada = sistema de preços e = uso racional do recurso.
Concordo em plenamente e de fato é uma verdade
MAS, e recursos comuns tais como a camada de ozônio ou as populações globais de peixes, seriam extremamente difíceis ou impossíveis de privatiza-los..
Como fica um recurso escasso dessa tipo em que transforma-lo em propriedade privada, é uma tarefa impossível?
Certos recursos são impossíveis de operar com sistema de preços, como eu apontei acima.
Não é?
Pessoal me ajudem a responder esse argumento de um amigo meu.
Não existe espantalho do capitalismo, muitas pessoas querem viver um modelo de capitalismo fantasioso, onde tudo é perfeitinho e segue as regrinhas magicas de mercado e tudo por um passe de magica da certo, quando na verdade o capitalismo que não querem ver é o capitalismo na pratica, só olhem o mundo e pensem… O capitalismo que vocês acham ser o “certo” não existe ou existiu em parte alguma na face da Terra. ACORDEM!!!
Me fala 1 exemplo de nação capitalista que se desenvolveu sem ajuda do estado? NÃO existe até hoje! Até as nações que pregam o livre mercado ou elas usam (e fingem não usar), ou já usaram seus estados para promover desenvolvimento, procura só 1 exemplo de nação capitalista que se desenvolveu sem qualquer tipo de estado, Coreia do sul, Taiwan, japão, Eua,, países nórdicos com seus estados enormes que promovem livre mercado (olha ai né kk), até mesmo a cidade de Hon kong que só é livre mercado dentro da cidade, fora dela o estado subsidia, investe etc.
Desafio os defensores do livre mercado. “só 1 exemplo de nação capitalista que se desenvolveu sem ajuda de algum estado.”
O Hitler assumiu o poder sem disparar um tiro.
Nós estamos vivendo uma época pré-nazista.
Não confudam nazismo com holocausto e racismo.
Apesar de haver algumas coisas parecidas com o nazismo alemão, o ódio aos americanos, empresários, direitistas, liberais e conservadores, não é muito diferente do ódio aos judeus. Eu não vejo muita diferença entre o ódio da esquerda atual e o ódio dos nazistas alemães.
Se essa turma esquerdista fosse comunista, eles já teriam entrado em guerrilas.
Acreditem, estamos no pré-nazismo.
O Desenvolvimentismo, quando feito com sensatez, ajuda a desenvolver um país atrasado mais rapidamente. Coréia do Sul e Japão são os melhores, e talvez únicos, exemplos.
Lógico que isso irá gerar distorções no futuro, mas se souberem parar a tempo, não terão recessões e crises sérias.
Mas as políticas expansionistas keynesianas somente destroem as finanças de um país.
E o Brasil é mestre em continuamente praticar ambas. E aliado a uma economia engessada pela Burocracia parasita, explica o nosso atraso.
g1.globo.com/economia/noticia/2019/09/12/em-novo-livro-thomas-piketty-propoe-superar-o-hipercapitalismo.ghtml
“O Partido Comunista ainda está no poder na China…
A história é diferente na China, mas você tem o desastre maoista, da revolução cultural… Existe o papel dominante do Partido Comunista, mas também há uma negativa a superar a desigualdade gerada pela propriedade privada. A China, como a Rússia, não tem imposto sobre a herança. O caso de Hong Kong é inédito porque é o único país do mundo que se tornou mais desigual depois de se tornar comunista. Existia um imposto sobre a herança que foi eliminado após a devolução para a China”
QUE
O que foi o Milagre Econômico Grego? O que causou? Por que terminou?
o subsidio gera mais gastos, que gera mais inflação, que gera mais congelamento, intervenção, o que gera aumentos nos valores dos subsidios, o que gera mais aumento da inflação, o que gera mais intervenção e congelamentos , o que gera a mais aumentos nos subsidios, gerando mais inflação e acada volta num efeito bola de neve os tres vao aumentando expomencialmente.
as pessoas so reparam na inflação galopante quando ta alta e esquecem do tripe, que tem que ter suas penas quebradas ao mesmo tempo pra frear a bola de neve.
O IMB deveria escrever um artigo respondendo por que até agora a economia brasileira não respondeu ao choque de ortodoxia liberal do Guedes. Será preciso um pouco de intervenção estatal? Será necessário o estado entrar puxando a demanda, fazer investimento público?
Não esquecendo que subsídio gera ineficiência, pois estando protegidos da concorrência eles não mais se esforçam e assim desse modo advém todos os efeitos colaterais relatados.
Essa liberação antecipada do FGTS não seria um estímulo ao consumo em detrimento à produção?
Leandro, por que países que tem uma expansão creditícia mais intensa tendem a perder suas reservas de ouro?
Lição básica de Economia para os Austríacos:
Nosso desejos e necessidades são infinitos, mas nossos recursos (tempo, dinheiro, energia, capital…) são finitos, por isso é necessário fazer escolhas, priorizar umas coisas em detrimento a outras.
Foi exatamente o que a ilustração da vidraça mostrou. Se ela não estivesse quebrada, o alfaiate e toda sua cadeia de produção ia ganhar ia ganhar dinheiro, mas e vidraceiro?
Vamos fazer uma ilustração mais atual: Você tem 10 mil reais. e pode escolher entre investir em um carro ou num apartamento. O setor renunciado, seja construção civil ou autonomístico ia perder dinheiro com isso.
“Se ela não estivesse quebrada, o alfaiate e toda sua cadeia de produção ia ganhar ia ganhar dinheiro, mas e o vidraceiro?”
Como dito, o vidraceiro continuaria com seu trabalho, mas com um detalhe importante, não precisaria aumentar o preço do serviço, ocasionada pelo aumento repentino de trabalho, assim, não correria o risco de perder clientes fiéis, o que poderia ser prejudicial ao seu negócio, pois o conserto da vidraça é apenas um evento inesperado e sem continuidade. Ou seja, o vidraceiro pode ter um baita prejuízo com essa eventualidade, o mesmo exemplo pode ser aplicado quando se coloca dinheiro na economia artificialmente.
Algumas obras financiadas com dinheiro público por meio de impressão de moeda incentivaram o surgimento de várias empresas, pequenos comércios, restaurantes, padaria, mas com o término da obra, todos faliram, pois o empreendimento sequer deveria ter sido feito e apenas iludiu alguns empreendedores de que a região prosperaria e que não entendem as consequências das ações do governo.
“Se ela não estivesse quebrada, o alfaiate e toda sua cadeia de produção ia ganhar ia ganhar dinheiro, mas e o vidraceiro?”
Como dito, o vidraceiro continuaria com seu trabalho, mas com um detalhe importante, não precisaria aumentar o preço do serviço, ocasionada pelo aumento repentino de trabalho, assim, não correria o risco de perder clientes fiéis, o que poderia ser prejudicial ao seu negócio, pois o conserto da vidraça é apenas um evento inesperado e sem continuidade. Ou seja, o vidraceiro pode ter um baita prejuízo com essa eventualidade, o mesmo exemplo pode ser aplicado quando se coloca dinheiro na economia artificialmente.
Algumas obras financiadas com dinheiro público por meio de impressão de moeda incentivaram o surgimento de várias empresas, pequenos comércios, restaurantes, padaria, mas com o término da obra, todos faliram, pois o empreendimento sequer deveria ter sido feito e apenas iludiu alguns empreendedores de que a região prosperaria e que não entendem as consequências das ações do governo.
“se esse ciclo de “quebra vidraça, conserta vidraça, quebra vidraça, conserta vidraça,….” continuasse ad infinitum, a sociedade estaria estagnada, pois tudo que se cria é destruído logo depois”
Mas é exatamente isso que os Keynesianos defendem e acham que é vantajoso!
e a economia brasileira estagnada há 50 anos , devido ao gov quebrar todas as vidraças dos produtivos
O que dizer que o facebook tem monopolio é a prova da falha do liberalismo?
O cara tem 3 aplicativos monstruosos de tamanho, uso e popularidade. Ele se quiser manipula tudo, não é poder de mais para um cara só?
Nesta atual disparada dos preços de combustíveis, tanto derivados de petróleo quanto de fontes renováveis, SE o Estado no intuito de desestimular o uso de transportes à base de combustíveis, baixasse uma lei que deliberasse a cerca de todas as vias urbanas do país restringissem um espaço exclusivo para bicicletas de deslocarem; e no caso de vias com mais de uma faixa no mesmo sentido que um faixa inteira fosse reservado para este fim. Se isto fosse possível, eu pergunto, segundo a visão do IMB, haveria aí alguma incorreção aí do ponto de vista intervenção e da gestão?
O Real vem sendo destruído desde os governos do PT e agora no governo atual o ministro da economia e o presidente do BC manipularam o câmbio para interesses próprios e grupos amigos lucrarem sendo que essa prática está empobrecendo aqueles que não conseguem se proteger com aplicações, desempregados devido a moeda desvalorizada não conseguem comprar comida e estão comendo lixo. Se o congresso nacional for sério essa dupla tem que ser punida severamente pela lei com exoneração imediata e confisco de bens!
Parabéns pela brilhante análise.
Um acontecimento realmente marcante no mundo das ciências econômicas está ocorrendo agora. Os efeitos da saída do Reino Unido da União Europeia finalmente começaram a ser sentidos. Mas há algo estranho nisso. Só é possível encontrar reportagens sobre a falta de combustível a partir do dia 27 de setembro, antes desse dia não se encontra menção sobre este assunto em nenhum noticiário. O que está nebuloso é como isso tudo começou de uma hora para outra justamente agora afinal nada mudou em agosto ou julho, tudo estava normal. Caso alguém que entenda melhor do assunto disponibilize uma cronologia mais detalhada seria interessante. Está havendo censura na imprensa britânica e essas informações são liberadas só quando a situação está realmente preocupante?
Olá! Quando eu falava sobre o livre mercado, algumas pessoas refutavam dizendo que os países desenvolvidos não ficaram ricos com livre mercado, e sim explorando suas colônias (por exemplo, de Portugal ter ficado rico com o ouro do Brasil).
Eu sei que isso é um argumento furado, mas existe alguma verdade nisso? Ou, se de fato houve exploração, onde entra a questão de eles ficarem ricos com o livre mercado?
Se alguma pessoa levantasse essa questão, qual seria a resposta mais adequada. Confesso que eu não saberia como responder. Desde já, agradeço a ajuda de vocês.
Olá Alexandre
“Nesta atual disparada dos preços de combustíveis, tanto derivados de petróleo quanto de fontes renováveis, SE o Estado no intuito de desestimular o uso de transportes à base de combustíveis, baixasse uma lei que deliberasse a cerca de todas as vias urbanas do país restringissem um espaço exclusivo para bicicletas de deslocarem; e no caso de vias com mais de uma faixa no mesmo sentido que um faixa inteira fosse reservado para este fim. Se isto fosse possível, eu pergunto, segundo a visão do IMB, haveria aí alguma incorreção aí do ponto de vista intervenção e da gestão?”
Penso que não. O governo existe, enquanto proposta, justamente para permitir que as pessoas vivam com mais qualidade. Tudo o que o governo fizer neste sentido, é legítimo. Tudo que fizer em sentido oposto, está errado. Simples assim.
O grande questionamento que se faz mundo afora a cerca do Estado, aliás, dos governos, é que os eles não estão a atuar pelo bem estar das pessoas mas apenas pelo seu próprio bem-estar e de seus parceiros.
Obviamente um governo sério, cada vez mais raro, preocupado em fazer coisas que melhorem a vida das pessoas, tem legitimidade e autenticidade, e suas ações de governança não podem ser confundidas com intervenções que gerem recessões.
Acompanhei sua discussão com os demais colegas e o que posso dizer a cerca de um estímulo à ciclovias impactarem na redução do preço dos combustíveis?
Fiz uma pesquisa rápida no internet e não encontrei nenhum estudo ou artigo que avaliasse esta questão. Então eu não saberia dizer se, por exemplo, numa avenida expressa que passassem 100 mil carros por dia, se eventualmente fosse ali construída uma ciclovia, se este tráfego passasse a ser de 90 mil ou 80 mil carros por dia com esta diferença migrando para as bicicletas, se, mediante tal mudança, e isto fosse um fenômeno nacional, se isto reduziria o preço da gasolina e do álcool.
Eu realmente não saberia responder isto. E realmente também não sei se alguém saberá te responder.
Agora, eu observei que em análise na Europa se constatou que os cidadãos que tem carro e bicicleta consomem mais no comércio quando eles saem de bicicleta que quando eles saem de carro. E realmente é algo fácil de entender. Ciclistas são clientes potenciais que passam em baixa velocidade podendo observar o seu entorno, e não exigem grandes áreas de estacionamento, podendo facilmente parar em frente a uma vitrine, entrar numa loja, conhecer um serviço e adquiri-lo. Uma pesquisa do “Sebrai” australiano chegou à conclusão que pequenos comércios próximos a ciclovias vendiam mais se fizessem vagas de estacionamento para bicicletas ao invés de carros.
Observei também que nas grandes cidades do Brasil hoje, já se utiliza mais bicicleta que taxis para pequenos e moderados trajetos. Ou seja, é uma modalidade de transporte que não se pode negligenciar. Como você falou, tem também a questão da eletrificação que pode e certamente abrirá um novo campo de desenvolvimento de produtos nesta área que demandarão por espaços próprios. Investir em ciclovias, em ultima análise é criar condições para um mercado de desenvolvimento que está por vir.
Neste cenário temos ainda a Política Nacional de Mobilidade Urbana, que tem força de Lei Federal, e tem como uma de suas diretrizes a "prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados", determinando que o uso de bicicletas deve ter prioridade sobre o uso do automóvel. A construção de ciclovias cumpre, também, uma das diretrizes dessa Lei, que determina ainda a "dedicação de espaço exclusivo nas vias públicas para os serviços de transporte público coletivo e modos de transporte não motorizados"
Como ciclista de final de semana (apenas por questão de saúde), que divide espaço com carros nas ruas da minha cidade, devo dizer que algumas questões relacionadas a isso deveriam ser de domínio do senso comum:
1. A maior parte das cidade do Brasil ainda está estacionada no século passado em relação à mobilidade.
2. Negar o desenvolvimento sustentável – onde o uso da bicicleta como alternativa de transporte se inclui – é manter um conceito ultrapassado e já abandonado nas cidades mais desenvolvidas do mundo.
3. É fato que mais pessoas não usam bicicleta no dia a dia pela falta de segurança, que passa necessariamente pela ausência de infraestrutura.
4. Existe lobby de grupos de transporte (ônibus e metrô) junto aos governos, para levar as pessoas pobres para as periferias de modo que elas dependam de seus serviços. Este pessol definitivamente não simpatiza com a ideia de ciclovias. Porque será?
5. No que tange ao transporte, as pessoas tem direito de escolha. O individuo pode ter carro, moto e bicicleta. E ele escolhe qual usar de acordo com as suas premissas individuais. Choveu, vai de carro. Ta sol, é perto, vai de bicicleta. Vai a pé.
6. Deslocamento de bicicleta é mais seguro que deslocamento de carro uma vez que a energia cinética envolvida é significamente menor.
7. Ciclovia aumenta a integração e convivência entre a comunidade. Espaços impossíveis de serem ocupados por condutores de automóveis quando ocupados por ciclistas deixam de ser espaços ociosos. Espaços ociosos, pouco frequentados e abandonados pelo poder público e pelos cidadãos têm maior índice de serem ocupados pela criminalidade.
8. Onde no mundo se faz ciclovia ela é utilizada seja para o trabalho ou diversão. Nunca fica ociosa. [Pesquisas indicam que existe um contingente elevado de pessoas que alegam que so usariam a bicicleta a partir da proteção oferecida por áreas segregadas. Este número chegou a 47% dos jovens entrevistados.]
9. No mundo hoje a principal causa de morte é a cardiovascular. E a principal arma é contra é a atividade física. Qual impacto uma política de construção de ciclovias teria? Não sei. Mas não seria pouco.
10. Ganha-se tempo. Em sao paulo algumas avenidas não passam de 7km/hora no horário de pico. Uma bicicleta anda-se facilmente aos 30 km/hora.
11. Economiza-se dinheiro.
12. Melhora a qualidade do ar, pois simplesmente não polui.
Resumindo
O Brasil e a economia de fato não podem andar sobre uma bicicleta como algum debatedor disse. Contudo este fato não anula que pessoas possam andar de bicicleta para laser e trabalho mediantes duas possibilidades. Não se trata de impor, mas de ofertar novas perspectivas.
Abraços a todos.
Curva de juros futuros subindo e títulos do governo aumentando a taxa de rentabilidade, parecece que já é o efeito do governo comunista batendo à porta.
Olha o tema do enem, isso aqui ja era. E a midia toda aplaudindo, cara me embrulha o estomago, olha esse domingo.
Pelo amor de deus, democratas venceram ainda nos EUA novamente, o mundo ja era. Alguém aqui vai sair do país?
Sinceramente, estou completamente preocupado, tenho apenas 27 anos e sinto que vou ter que viver minha vida baseada na ameaça do socialismo. O que pensam em fazer?
Alguém pode me dizer qual a posição desses comunistas que só sabem estatizar empresas e interferir na economia e no livre mercado?
Alguém pode ensinar pra esses selvagens que o capitalismo é a melhor forma de prosperar?
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