Após meio século de adesão ao marxismo
revolucionário, o estado cubano, por razões de necessidade e pragmatismo, vem fornecendo indícios de que irá se tornar um estado autoritário mais
tradicional.
Tão logo os irmãos Castro saiam completamente de cena (só falta um
agora), é bastante improvável que o governo cubano adote, de um momento para o
outro, o livre mercado. Como tem sido o caso na China, a elite política encontrará
maneiras de se perpetuar e manter o controle político, ao mesmo tempo em que
continuará abiscoitando para si uma fatia substancial da riqueza produzida pelo
trabalho dos cidadãos do país.
O que é mais provável de acontecer é que ela irá
diminuir um pouco as amarras sobre a economia, simplesmente por reconhecer que
economias mais livres são mais produtivas.
No entanto, não prenda a respiração: não espere que
Cuba se torne um paraíso para a livre iniciativa no futuro próximo.
Mesmo com sua economia se tornando ligeiramente mais
livre, Cuba irá continuar sendo mais pobre que todos os seus vizinhos (com a
exceção talvez do Haiti). E será assim indefinidamente.
Mais ainda: mesmo que Cuba se tornasse a Cingapura do Caribe —
algo extremamente improvável –, o país ainda assim continuaria sendo, por
décadas, muito mais pobre do que a maioria de seus vizinhos latino-americanos.
E seria assim porque, independentemente daquilo que
políticos dizem, as pessoas de um país não podem se tornar mais prósperas
simplesmente porque o governo assim o deseja. Afinal, se a riqueza pudesse ser
produzida por decreto estatal, então os regimes de Cuba e Coreia do Norte —
nenhum dos quais tem de lidar com qualquer oposição política organizada —
teriam transformado suas economias em potências, pois ambos usufruem um poder
praticamente irrestrito para “melhorarem” suas economias.
O problema é que, na vida real, a riqueza só pode
ser construída por meio da poupança, da acumulação de
capital e da divisão do trabalho. Sem dúvida, algumas pessoas podem se beneficiar
da redistribuição de riqueza decretada pelo governo; porém, para que haja
riqueza a ser distribuída, esta tem primeiro de ser
criada. E a riqueza é criada quando pessoas produzem bens e serviços de
valor, e quando elas abdicam
do consumo presente para que possam investir os recursos não-consumidos e,
com isso, tenham a capacidade de ter mais consumo no futuro.
Sim, é fácil falar tudo isso. Muito mais difícil é
fazê-lo. Mas eis o mais frustrante de tudo: mesmo após uma sociedade ter
adotado um arranjo com mercados relativamente mais livres, ela ainda assim
poderá demorar décadas para alcançar a condição de sociedade rica, segundo os padrões
modernos.
Pior: durante esse processo de construção de
riqueza, muitos ideólogos e políticos populistas apontarão para a crescente
discrepância entre países ricos e pobres, e irão culpar o mercado.
O
exemplo da Alemanha Oriental e do Leste Europeu
Embora, na economia e na política, não exista um
arranjo que possamos classificar como “experiência totalmente controlada”,
ainda assim há alguns casos que demonstram, de maneira convincente, como as
revoluções políticas, por si sós, são insuficientes para efetuar uma revolução econômica.
Por exemplo, quase 30 anos após a queda do Muro de
Berlim, aquelas áreas da Alemanha que estiveram submetidas a um regime de
estilo soviético — conhecido por República Democrática da Alemanha — continuam
mais pobres que as outras áreas da Alemanha que não adotaram o socialismo, e que
eram conhecidas como Alemanha Ocidental.
Em 2014, o jornal The Washington Post fez uma reportagem mostrando
como a Alemanha Oriental ainda hoje apresenta níveis menores de renda, taxas de
desemprego mais altas e, em geral, é menos próspera que o lado ocidental alemão.
Esta situação, por sua vez, fez com que essa região oriental da Alemanha sofresse
um êxodo de jovens, muitos dos quais se deslocaram para o oeste do país, à
procura de melhores empregos e maiores salários.
Já a revista Fortune
observou que
“se olharmos algumas estatísticas como renda per capita ou produtividade do
trabalhador, estas também demonstram uma ampla disparidade em termos de
desenvolvimento econômico entre o leste e o oeste da Alemanha.”
Já o periódico econômico Quartz apresentou
um dado complementar: “Hoje, o leste da Alemanha apresenta muitos problemas
estruturais semelhantes aos de países como a Grécia e Espanha, embora em escala
muito menor.”
Durante a Guerra Fria, muitos oponentes do socialismo apontaram a Alemanha como o exemplo perfeito de como o socialismo ao estilo
soviético destruía a prosperidade econômica. A piada era recorrente: se o
socialismo não funcionou nem na Alemanha, como querer que ele funcione em
qualquer outro lugar?
Mas isso foi naqueles tempos. Hoje, aquele regime da
Alemanha Oriental já não existe mais e a Alemanha é, em termos relativos, uma
das economias mais pró-mercado do mundo. O leste alemão tem exatamente o mesmo
governo que o oeste alemão. Então, por que o leste ainda continua mais pobre
que os seus vizinhos do oeste?
A resposta jaz no fato de que, ainda que os sistemas
político e legal sejam os mesmos, o leste ainda sofre as consequências das
décadas que passou destruindo seu capital sob o domínio soviético.
Consequentemente, o leste está décadas atrasado, em relação ao oeste, em termos
de acumulação de capital e aumento da produtividade do trabalho.
Esse exemplo alemão oferece a mais cristalina das
comparações porque, antes da Segunda Guerra Mundial, os alemães do leste e do
oeste não só tinham sistemas políticos similares, como também eram semelhantes
tanto étnica quanto culturalmente. Assim, comparar o desempenho de ambos
durante a Guerra Fria, sob dois regimes distintos, fornece uma quase
“experiência controlada”.
Mas podemos também expandir a análise para além dos
alemães que estão a leste. Vamos à Polônia. Por que a Polônia, com sua longa
tradição de governos parlamentares e descentralizados, e sua histórica
orientação ocidental, ainda é relativamente pobre em relação ao resto da Europa
Ocidental?
O mesmo pode ser dito sobre República Tcheca. Sua principal
cidade, Praga, já chegou a ser a segunda mais importante do Império Austríaco, tendo
sido também o centro da riqueza e da cultura européias. Os checos, assim como
os poloneses e alemães orientais, nunca recuperaram o seu lugar relativo em
termos de riqueza na Europa.
Parte da explicação para tudo isso está no fato de
que o legado de um sistema político abandonado pode permanecer vivo durante
décadas, mesmo após o regime ter mudado. Como explicado neste artigo, no
contexto dos regimes sul-americanos:
Mudanças
institucionais definem o destino de um país apenas no longo prazo. Elas
não definem sua prosperidade no curto prazo. […] Por exemplo, quando a China
abriu parte de sua economia para os mercados internacionais, o país começou a
crescer economicamente. Hoje, estamos vendo os efeitos destas décadas de
relativa liberalização econômica. É verdade que várias áreas da China
ainda sofrem uma ausência de liberdades significativas, mas o país seria muito
diferente hoje caso houvesse se recusado a mudar suas instituições décadas
atrás.
Claramente, o fato de os países do velho Bloco
Oriental terem adotado uma maior liberalização de suas economias os permitiu
uma maior prosperidade econômica. no entanto, isso, por si só, não basta para elevá-los
ao mesmo nível de riqueza daqueles outros países que nunca foram submetidos aos
efeitos destruidores de décadas de socialismo.
Coreia:
um exemplo extremo, mas relevante
Tudo isso ficará ainda mais óbvio se e quando o
regime da Coreia do Norte se esfacelar. Quando isso ocorrer, o mais provável é
que ele seja integrado à Coreia do Sul. E aí, então, teremos um país cujas
regiões do norte, apesar de uma etnia idêntica e de uma história extremamente
semelhante, serão muito mais pobres que as regiões do sul.
Alguns alemães do oeste, até hoje, se ressentem de
todos os impostos que já foram retirados deles e direcionados para o leste do
país, para ajudar na integração. Mas isso irá se tornar absolutamente insignificante
quando comparado a toda a riqueza que os pagadores de impostos do sul da Coreia
terão de direcionar para o norte após uma reunificação. Como a BBC observou:
Os rendimentos na Coreia do Sul são de 10
a 20 vezes mais elevados que na Coreia do Norte — uma diferença muito mais ampla
do que aquela entre o leste e o oeste da Alemanha. Isso significa que, se ocorresse
uma reunificação, o solavanco econômico seria muito maior.Mesmo hoje, os norte-coreanos que conseguiram
desertar já descobriam que suas capacidades e qualificações estão muito aquém
das exigências típicas na Coreia do Sul. Médicos que desertaram da Coreia do
Norte frequentemente são reprovados nos exames médicos básicos da Coreia do
Sul. Tudo isso indica que os esforços e dinheiro necessários para a
reunificação seriam astronômicos em comparação a tudo o que ocorreu na
Alemanha.
Em tal cenário, todos os mesmos problemas
encontrados na Alemanha seriam enormemente multiplicados na Coreia. Jovens
trabalhadores debandariam em multidões para o sul em busca de trabalho e
educação. O norte passaria a ser uma terra de pensionistas empobrecidos vivendo
exclusivamente de benefícios sociais pagos pelos trabalhadores do sul.
Somente depois de várias décadas é que o capital
começaria a se mover para norte. Na melhor das hipóteses, a Coreia do Norte
passaria a ser caracterizada como um estado fronteiriço cuja economia se baseia
na extração de recursos naturais, e cuja mão-de-obra tem de ser importada de
outras partes do país, ou mesmo do estrangeiro.
É claro que todo este processo poderia ser acelerado
por meio de transferências forçadas de riqueza e capital pagos pelos habitantes
do sul, mas isso obviamente implicaria um enorme custo para os sul-coreanos.
A
reação política
Mas mesmo sendo auto-evidente que um arranjo de
mercado traz maior riqueza e prosperidade, caso tais mudanças ocorram na Coreia
e em Cuba, isso causará uma grande reação política, assim como aconteceu, em
certa medida, no Leste Europeu. Os males sociais presentes nestes países recém
‘ocidentalizados’ serão atribuídos ao “capitalismo excessivo” tão logo os
trabalhadores começarem a migrar para onde o capital está, deixando para trás
uma economia esfacelada nas antigas áreas socialistas.
Dado que a riqueza não irá surgir magicamente em
todos os cantos do país ao mesmo tempo, uma pobreza significativa persistirá em
muitas áreas, sendo que, desta vez, em vez de ser atribuída a fictícios
burgueses reacionários (como sempre ocorreu no socialismo), será atribuída ao
capitalismo em geral, cuja presença factual tornará o argumento ainda mais
convincente.
A pobreza relativa das antigas áreas socialistas vai
perdurar, apesar dos imensos ganhos em termos de padrão de vida. Os
capitalistas serão culpados também por estas desigualdades. Como escreveu
Andrei Lankov em relação ao contexto coreano:
A
riqueza e a pobreza são, essencialmente, categorias relativas. Não há dúvida de
que, nos primeiros anos após a unificação, o operário e o catador de arroz da
Coreia do Norte irão comparar sua nova vida com aquela que tinham sob o jugo da
família Kim — com tais comparações revelando-se decisivamente em prol do novo
sistema.No
entanto, será uma questão de tempo, talvez até mesmo de poucos anos, até o foco
passar a ser o Sul atual. Os norte-coreanos começarão a comparar as suas posses
não com a situação de antes da unificação, mas sim com a Coreia do Sul atual, e
estas comparações não serão nada favoráveis ou estimulantes.
Em outras palavras, antes os norte-coreanos se
preocupavam apenas em conseguir se manter vivos sob o regime comunista; agora,
a nova preocupação será tentar estar à altura do vizinho debaixo, o que não será
possível. Com isso, uma inevitável nostalgia daqueles tempos mais ‘simples’ irá
se manifestar, e o capitalismo será o culpado, mais uma vez, pela persistente desigualdade.
Todas as lições sobre o que realmente impediu a riqueza dos norte-coreanos serão
rapidamente esquecidas.
É provável que algo semelhante aconteça em Cuba. Mesmo
que Cuba liberalize sua economia gradualmente (em termos econômicos
e não políticos), o país ainda assim continuará bem mais pobre que os Estados
Unidos. E também mais pobre que Brasil, México, Chile e todos os países
latino-americanos banhados pelo Pacífico, que estão adotando sistemas econômicos
mais baseados no mercado.
Frustrados pela visível desigualdade e desiludidos
com a perspectiva de se tornarem tão ricos quanto, os cubanos exigirão “mudança”.
Só que em vez de liberalizarem ainda mais sua economia, poderão seguir o
caminho da Venezuela, procurando uma solução apressada que pode muito bem se transformar
em um ciclo de perpetuação da miséria.
Excelente resumo.
São necessárias gerações para ir da pobreza à riqueza (e não o tipo de riqueza chinesa). É necessário ter um população com preparo, capacidade intelectual, capital acumulado e, acima de tudo, uma certa mentalidade cultural.
Nada disso acontece da noite para o dia. Quem hoje vive em uma economia destruída pelo estado tem apenas uma certeza: jamais alcançarão o nível de prosperidade ocidental.
Se começarem agora, pode ser que seus netos alcancem.
Esse artigo me lembrou daquela sabedoria popular sobre o que acontece quando você solta na floresta animais que até então viviam em cativeiro.
Nos zoológicos, sempre pedem para não dar comida para os animais, especialmente esquilos. Eles precisam manter vivos seus instintos para a caça e a coleta, senão morrem. Em vez de estar ajudando os esquilos, você os está prejudicando porque quando você não mais estiver por perto para dar comida eles morrerão.
Acho que com cachorro é a mesma coisa.
Essa fez meu dia:
“Cálculo econômico não precisa necessariamente de preço para ser feito.” – Marxista de internet.
Mas um investimento externo maciço não poderia acelerar o processo, tal como ocorreu com a Coreia do Sul após receber capital Japonês?
Gostei deste artigo, foi muito lúcido.
Sou um admirador anônimo do trabalho prestado pelo instituto Mises. Leio frequentemente os artigos a alguns anos.
Nos últimos artigos do Mises Brasil, as seções de comentários pregam uma quase “mágica” que ocorreria no Brasil caso este adotasse o livre mercado (o que seria um sonho meu se ocorresse em meu tempo de vida).
Porém, o Brasil quase que inteiro infelizmente não possui a cultura de valorização do trabalho duro (planejado de modo inteligente é claro), acredito que este é uma das razões de o brasileiro adorar o estado. Ainda é o meio mais aceitável de aumentar seu bem estar à base da produção de terceiros.
Acredito que se o Brasil adotasse o livre mercado não nos tornaríamos nem perto de uma Hong Kong, Cingapura ou mesmo EUA pelos próximos 100 anos em virtude do tempo perdido em acumulação de capital. Devido a isto o brasileiro fatalmente “se cansaria” da caminhada e retornaria aos Sarney’s, Lula’s e FHC’s tão conhecidos renovando assim o ciclo de pobreza.
Apenas parando de focar no outro e aprimorando (físico, mental e espiritualmente) a si mesmo o brasileiro poderia sonhar em algum dia ser o país que deseja. Infelizmente não vejo esse empenho em vasta parcela da população, o que nos leva a ser eternamente o país do futuro. Afinal, os políticos atuais não vieram de fora… nasceram do próprio povo brasileiro.
Grato por todo o conhecimento proporcionado por este site.
Att.
ótimo texto
A Unica solução viável seria a Coreia do Norte liberalizar, desburocratizar etc …deixar o Laissez Faire operar por uns 20 ou trinta anos – consequentemente elevando o padrão de vida dos norte-coreanos e deixar que a ideia de marcado entre e se faça presente na cultura. Acredito que isso possa atenuar crises sociais e ressentimentos de ambos os lados. Uma reunificação só será, não digo possível, mas sim pensável apenas depois disso.
Ou seja, a guerra no campo econômico é besteira, os marxistas perderam ela há décadas, a cultura é o mais importante de tudo, as pessoas precisam ser “vacinadas” contra as ideologias marxistas, olha aí o Olavão de Carvalho novamente.
Apesar que o Brasil não está tão melhor assim que Cuba. Continua sendo um país fascista, travado por uma bíblia estatal (constituição) e que ainda tem resquícios dos estatistas de Portugal que odeiam o mercado.
Quando estava em uma situação pouco melhor, na segunda metade da década de 90, vem lá o mesmo governo e estraga tudo, vem outros dois gênios.
Aí quando um outro parasita entra e que, mesmo que queira liberalizar, vai ter que aturar outros parasitas da câmara e senado. É mais fácil destruir a economia do que reavivá-la. E, nesse ponto, o Brasil regrediu muitas décadas… Não existe solução melhor que secessão ou sair do país.
Intervencionismo é igual uma droga.
Um governo socialista é pior do que qualquer catástrofe natural.
A herança maldita do socialismo também perverte a cultura do país por muito tempo .
Será que a Coreia do Sul vai aceitar a anexação da Coria do Norte? Ou vai prestar ajuda, mas manter-se econômica e politicamente separada?
Quer dizer que demoraremos décadas para nos recuperar dos 13 anos de PT? E isso apenas se tivermos aprendido a lição?
* * *
Leandro, o que você poderia dizer sobre a Crise das Tesouras?
Excelente texto. O que está descrito nele é exatamente o que ocorre.
Acho que está invertido o parágrafo…
Por exemplo, mesmo 25 anos após a queda do Muro de Berlim, aquelas áreas da Alemanha que estiveram submetidas a um regime de estilo soviético — conhecido por República Democrática da Alemanha — continuam mais pobres que as outras áreas da Alemanha que não adotaram o comunismo, e que eram conhecidas como Alemanha Ocidental.
O problema no Brasil está longe de ser econômico, que bom seria se fosse apenas isso.
O Brasil é o país onde mais se mata no mundo, que apresenta os piores índices na qualidade do ensino, que tem a CF mais socialista do planeta e que está culturalmente falido.
Tudo isso é resultado de 50 anos de hegemonia esquerdista que culminou com a chegada ao poder de uma elite podre, desonesta, criminosa e doente.
O caos econômico em que estamos é consequência deste estado de coisas que citei e não a causa.
Resumindo, não deixem que esquerdizem seu país, pois não tem conserto.
perdão pessoal, in off: alguém poderia resumir o que está acontecendo com Viracopos e por que a Esquerda não está fazendo barulho ?
Grato.
Depoimento de uma CUBANA. [https://www.facebook.com/zoemartinezoficial/videos/553608134981686/]
Assim mesmo, se for adotada uma liberdade extrema, é possível alcançar o desenvolvimento em apenas duas gerações.
Vou falar de novo de Emirados Árabes, um país que está completando 46 anos neste 2017. Adotando liberdade extrema, o país antes formado por beduínos e pescadores alcançou resultados econômicos que fazem Europa corar de vergonha. Assim como Cingapura e Hong Kong.
É preciso resiliência dos libertários e atuação no front cultural para lembrar os conterrâneos de que está havendo crescimento e de que qualquer agrura momentânea é resultado das intervenções governamentais anteriores.
Caros colegas, tenho uma dúvida.
Eleições em 2018, quem mais se aproxima do ideal de livre mercado como candidato para presidência na opinião dos vossos colegas?
Abraços.
“Somente depois de várias décadas é que o capital começaria a se mover para norte. Na melhor das hipóteses, a Coreia do Norte passaria a ser caracterizada como um estado fronteiriço cuja economia se baseia na extração de recursos naturais, e cuja mão-de-obra tem de ser importada de outras partes do país, ou mesmo do estrangeiro.”
Esse capital não poderia se mover antes se não houvesse um salário mínimo no país quando no momento da reunificação?
Porque com a reintegração do país, o norte do país teria um salário menor do que o sul e por isso o capital se moveria instantaneamente para o norte do país em busca de custos operacionais e obrigações trabalhistas mais baixos.
Sempre vou me lembrar desse vídeo.
Se o sul coreano tiver real consciência disso tudo, vai mais é querer que a reunificação aconteça no dia de São Nunca. Pagar uma conta deste tamanho não vai ser fácil. Será necessário muitas décadas, ou seja, que duas gerações de norte-coreanos morram para que a nova consiga absorver a mudança. Mesmo assim, não há garantia nenhuma que vão conseguir. O socialismo foi e é um dos maiores erros da história humana. Quanto estrago…
Pessoal, porque São Paulo é mais prospero, concentra mais renda e tem os melhores índices do Brasil?
Tanto capital quanto o estado, todos tem saneamento, a renda média é quase o dobro da nacional e todas as grandes empresas se concentram lá.
Afinal, a união sempre foi centralizadora e impôs tudo aos estados, não entendo porque essa disparidade de São Paulo com o resto do Brasil.
É como se são paulo fosse a Argentina isolada dentro do Brasil.
peço licença para defender a região Sul, afirmando que esta detém semelhante característica com o Estado de São Paulo. A despeito de alguns políticos mequetrefes, a população local é também trabalhadora, dado que imigrantes também lhe compuseram. Sinto particular alegria em descender desses que ajudaram a construir a região Sul. Desejo profudnamente que o Sul se torne um novo país e que São Paulo faça o mesmo, embora ficasse contente caso os paulistas desejassem juntar-se a nós. São povos admiráveis dentro do Brasil.
Já estou imaginando. Logo.logo vai sair um artigo do Mises. “O que está acontecendo na Bolívia” rsrs
Hayek já apontava para a dificuldade de gerar empregos após o fim da inflação. Isso já mostrava como seria difícil corrigir o Brasil.
Ao contrário do brasileiro o Oriental também é mais pragmático e pensa mais a longo prazo e entende bem como consertar os problemas.
Também tem os milagres econômicos do Japão e Alemanha mesmo destruído por anos de estatismo.
A Alemanha por causa do Nazismo já entendia bem o que era um certo perfeccionismo ou seja tinha disciplina. O Japão também entendia, mas investiu na melhoria de sua gestão e produção no pós guerra.
Ao contrário porém de qualquer regime autoritário comum, o comunismo é o único que incentiva a indisciplina.
Apesar de toda a suas exigências, é basicamente um mundo sem regras, aonde os trabalhadores ao atender a necessidade dos líderes são incentivados a produzir cada vez menos. Sem risco de perder emprego ou ser cobrado por improdutividade. Afinal a produtividade é sem efeito.
Apesar de não ser comunista, a AL incentiva a produtividade e a meritocracia como menos ênfase do que regimes comunistas.
Na União Soviética um trabalhador era mais exigido.
A solução seria lutar não pelo liberalismo, mas por um espaço, uma espécie de Honk Kong no Brasil. Aonde refugiaria pessoas correndo da CLT, impostos e direitos.
Até nisso os Chineses são mais espertos que nós e já perceberam isso.
Estava vendo a queda da selic Brasileira, e apesar de ter um fator natural nisso, (queda do crédito direcionado, e uma redução do deficit fiscal), essa queda continua, talvez indo a 4%, não pode gerar um efeito de desestimulo ao crédito devido ao risco de emprestar no Brasil?
Os juros caem, mas ainda não ocorreu retomada dos depósitos à vista(aparentemente, os emprestimos ao setor privado seguem baixos);
Pessoal,
Excelente artigo. Talvez a única dúvida que me restou é se podemos realmente comparar as duas Alemanhas. A Alemanha do leste, majoritáriamente a antiga Prússia, foi militarmente e políticamente a base da Alemanha reunificada. Alguém já disse: ” A Prússia era um acampamento militar elevado a gategoria de Estado”. Que eu saiba, esta região, dominado pela aristocracia agrária dos “Junkers”, economicamente, sempre foi inferior. A Bavaria, por exemplo, me consta , sempre foi economicamente mais dinâmica que a Prússi., Posso estar enganado. Aguardo correção dos colegas!
Qual seria o sertor do mercado MAIS regulado pelo estado brasileiro e o MENOS regulado?
Pessoal, tenho certeza que vão gostar do conteúdo do meu canal: O CAOS NA ÁFRICA DO SUL FOI PLANEJADO: http://www.youtube.com/watch?v=2FNEc5zDbb4&t=179s
Vietnã é uma exceção.
[Off-topic]
O que vocês acham do MBL?
1) São liberais mesmo? Defendem as pautas liberais? Seguem a Escola de Chicago?
2) E as constantes acusações de corrupção e intereferência na PF do governo Bolsonaro? Fazem sentido?
Pq Haiti e demais capitalistas são piores que CUba?
dollinnho a 5.23
http://www.google.com.br/amp/s/www.moneytimes.com.br/dolar-abre-com-forte-alta-ante-real-em-meio-a-aversao-ao-risco/amp/?espv=1
Acho interessante essas postagens históricas que o Henrique Meirelles faz em seu Instagram. Hoje ele fez uma se referindo a como o Brasil reagiu à crise de 2008.
O Brasil não sofreu muito com a crise internacional de 2008 simplesmente porque o governo deixou os salários e demais preços da economia caírem, ao mesmo tempo em que o BCB elevou os juros (embora em pouca coisa, de 11,25 para 13,75 %). Não fosse os bancos estatais, o IPCA nessa época teria sido muito menor (eis os dados de 01/01/2007 a 01/01/2011).
Ele também publicou uma coluna, falando da importância de se desburocratizar e melhorar o ambiente de negócios.
“Economia projeta volta de investimentos mais rápida do que em outras crises”
O que vocês acham da análise feita pela Secretaria no documento, onde consta de que agora o crescimento será mais por setor privado do que era na época petista?
Chama a atenção o início do documento:
“São políticas pelo lado da oferta que aumentam o produto potencial da economia. O principal motor do crescimento econômico é o investimento, pois ele amplia a capacidade produtiva do país, aumentando, portanto, o consumo e a renda futuros.”
Viram o “pelo lado da oferta”? Estariam eles lendo os artigos aqui do IMB, falando da economia supply-side? Preocupa ainda a questão do Pronampe…