Voltar

O legado humanitário de Dilma – seu governo foi um destruidor de mitos que atormentam a humanidade

O governo Dilma Rousseff está morto.  Porém, como ele ainda não foi enterrado, é de
bom tom fazer um merecido panegírico ao cadáver insepulto.

Sim, há elogios a serem feitos. 

Se, de um lado, o governo Dilma foi assombrosamente
eficiente em destruir a economia brasileira, de outro, ele também apresentou
uma surpreendente eficácia em destruir praticamente todos os mitos rotineiramente
propagandeados por economistas keynesianos e desenvolvimentistas como verdades incontestáveis.

Tão logo seja sepultado o governo Dilma, keynesianos
e desenvolvimentistas terão de caprichar na retórica e no poder de persuasão para
conseguir ludibriar pessoas que agora já estão vacinadas contra seus engodos.

Eis os cinco grandes mitos keynesianos e
desenvolvimentistas que foram aniquilados pelo governo Dilma.

Primeiro
mito: um pouquinho mais de leniência com a inflação gera mais crescimento
econômico

Esse passou a ser o mantra desde que Guido Mantega
substituiu Antônio Palocci no Ministério da Fazenda em março de 2006.

Segundo os petistas da ala mais radical, Palocci e
sua equipe econômica tinham uma “preocupação
neurótica
” com a inflação — o que exigia um orçamento mais equilibrado e
taxas de juros mais altas –, e isso atrapalhava o crescimento econômico. 

Consequentemente, se uma inflação um pouco mais alta
— leia-se: acima da meta de 4,50% ao ano — fosse tolerada, o crescimento
econômico seria robusto.

Esse lema foi levado ao paroxismo durante o governo
Dilma.  A inflação de preços não apenas
jamais fechou qualquer ano dentro da meta de 4,50%, como também, e para piorar,
se manteve frequentemente acima de 6,50%, que é o teto da meta.

ipca.png

Gráfico
1: IPCA acumulado em 12 meses durante o governo Dilma (a partir de 2011).  Na maior parte do tempo, acima de 6,50%, que
é o teto da meta

Observe no gráfico que, a partir do início de 2013,
6% torna-se o piso não-oficial da carestia.

Como consequência dessa leniência para com a
inflação, os investimentos produtivos (Formação Bruta de Capital Fixo) entram
em contração justamente a partir do segundo trimestre de 2013 — ano em que, vale
lembrar, a taxa SELIC teve o menor valor da sua história — e desabam a partir
de 2014:

fbcf.png

Gráfico
2: evolução da formação bruta de capital fixo. Os investimentos estão em
contração desde o segundo trimestre de 2013

É fácil entender por que a inflação — ao contrário
do que pregam os desenvolvimentistas — inibe os investimentos produtivos.

Quando um empreendedor faz um investimento voltado para
o longo prazo, o mínimo que ele tem de saber é como será o poder de compra da
moeda no futuro. Sem isso, se ele não tem ideia de quanto valerá a moeda lá no
futuro, ele não consegue estimar quais serão são custos e suas receitas.  Consequentemente, não conseguirá nem sequer
estimar se terá lucro ou prejuízo. 

Planejar para o longo prazo tendo em mente uma
inflação futura de 3% ao ano é totalmente diferente de planejar tendo em mente
uma inflação futura de 10% ao ano.  Os
tipos de investimentos que são lucrativos em cada um desses cenários são
totalmente distintos.

Se você prevê uma inflação continuamente alta no
futuro, então você irá se concentrar em projetos de curto prazo; projetos que
visam ao futuro mais imediato.  Você não irá fabricar máquinas e
equipamentos; não irá ampliar suas instalações industriais.  Você irá se dedicar a fabricar pirulitos e
chicletes, que dão retorno mais imediato. 
Com inflação em alta, fazer investimento de longo prazo torna-se
extremamente arriscado. 

No mais, nesse cenário, a maior preocupação de
investidores e empreendedores passa a ser a de se proteger da perda do poder de
compra da moeda.  Torna-se mais sensato
dedicar mais tempo especulando no mercado financeiro e comprando títulos do
governo indexados pela inflação. 
Consequentemente, os investimentos caem.

E aí o crescimento econômico vai junto.

brazil-gdp-growth-annual.png

Gráfico
3: evolução do PIB (trimestre sobre o mesmo trimestre do ano anterior).  Estamos em contração crescente desde o
segundo trimestre de 2014.

O governo Dilma, portanto, de maneira cirúrgica, exterminou
empiricamente o mito de que mais inflação gera mais crescimento econômico.

Segundo
mito: mais gastos governamentais geram mais crescimento econômico

Este mito é um complemento ao primeiro.  Enquanto Guido Mantega acreditava na inflação
como impulsionadora do crescimento, Dilma era ela própria a apóstola dos gastos
estatais como condutores da economia.

Segundo
ela
, “despesa corrente é vida” e qualquer tentativa de limitar o
crescimento dos gastos do governo é uma ideia “rudimentar”.

E assim ela o fez.

Quando Dilma assumiu o governo, os gastos mensais do governo federal eram de
aproximadamente R$ 60 bilhões.  Em
novembro do ano passado, já estavam em R$ 100 bilhões, um aumento de módicos
66%.

gastos.png

Gráfico
4: evolução das despesas mensais do governo, excluindo juros (aquela disparada
em dezembro de 2015 foi a quitação da dívida das pedaladas fiscais; e a
de setembro de 2010 foram as despesas com o Censo).

Para quem acredita na tese de que uma elevação nos
gastos do governo aciona o multiplicador keynesiano,
que então aditiva o crescimento econômico, um aumento de 66% deveria ter feito
a economia bombar.  Mas ela, ao
contrário, brochou.

E a explicação também é simples. 

Em primeiro lugar, se o governo está gastando cada
vez mais, isso significa que sua burocracia, suas regulamentações e seu quadro
de funcionários estão inchando.  O peso
da burocracia estatal
está aumentando.  E isso, por definição, leva a
uma redução da participação do setor
privado na economia. 

Mais burocratas, mais burocracia e mais regulamentações
não são exatamente estimulantes ao crescimento econômico. Com mais burocracia e
com mais regulamentações onerosas, há menos facilidade para o
empreendedorismo e, consequentemente, menos geração de riqueza.

Isso, por si só, é totalmente contrário à ideia de
estimular o crescimento econômico.

Em segundo lugar, governo que gasta cada vez mais,
acaba gastando mais do que recolhe em tributos. 
Isso implica déficits orçamentários crescentes e endividamento acelerado. 

brazil-government-budget.png

Gráfico 5: evolução do déficit
orçamentário nominal do governo federal em porcentagem do PIB. Dilma elevou o
déficit de 2,4% do PIB para 10,4%.

brazil-government-debt.png

Gráfico
6: evolução da dívida brutal do governo federal.  Quando Dilma assumiu a dívida bruta era de R$
2 trilhões.  Hoje está em R$ 4 trilhões.
(Aumento de 100%)

brazil-government-debt-to-gdp.png

Gráfico
7: evolução da dívida bruta do governo em relação ao PIB. Dilma a elevou de
51,77% para 66,23% do PIB

Esse total descontrole da dívida levou a uma fuga
dos investidores
estrangeiros (receosos de o governo dar o calote), à perda
dos três graus de
investimentos
concedidos pelas agências de classificação de risco, e a uma forte desvalorização
cambial
, o que ajudou a acelerar a aceleração da inflação de preços.

Compare os gráficos 4, 5, 6 e 7 com o gráfico
3. 

E aí, o aumento dos gastos do governo ajudou no
crescimento econômico?

Outro mito que Dilma destroçou.

Terceiro
mito: déficits orçamentários ajudam a sair de recessões

Esse é um corolário do segundo mito.  Há keynesianos e desenvolvimentistas que até aceitam
orçamento equilibrado e gastos mais restritos durante períodos de crescimento
econômico; porém, quando há recessão, aí não tem conversa: gastos e déficits
devem ser elevados para aditivar a demanda agregada e com isso tirar a economia
da recessão.

Tudo o que foi dito acima sobre os gastos do governo
se aplica ipsis litteris também a
este mito.  Mas alguns adendos sobre os
déficits são necessários.

Em primeiro lugar, vale enfatizar que os déficits
orçamentários do governo são financiados pela emissão de títulos do Tesouro, os
quais são majoritariamente comprados pelos bancos por meio da criação de
dinheiro
. Déficits são, portanto, uma medida inerentemente inflacionária.  E inflação de preços, como já comprovado, não
estimula economia.

Adicionalmente, quando o governo pega dinheiro emprestado
para financiar seus déficits, sobra menos crédito disponível para financiar
empreendimentos produtivos.  As pessoas e
empresas preferem comprar títulos no Tesouro Direto a comprar debêntures de
empresas.  Com menos crédito disponível,
há menos investimentos produtivos.  E menos investimentos produtivos não
ajudam na recuperação da economia.

Por fim, um aumento dos déficits e do endividamento significa
que o governo muito provavelmente aumentará impostos no futuro. Contas
desarranjadas não duram por muito tempo.  Se o orçamento do governo está uma bagunça, o empreendedor sabe que o ajuste futuro muito provavelmente será via aumento de impostos. Sempre chega o momento do
rearranjo.  

Empresas planejam a longo prazo. Investimentos
produtivos são investimentos de longo prazo. Aumentos de impostos geram
custos adicionais no longo prazo e alteram totalmente o cenário no qual as
empresas inicialmente basearam seus planos de investimentos.  Como investir quando não se sabe nem como
serão os impostos no futuro? 

Elementos como previsibilidade, facilidade de
empreender e custo tributário são cruciais.  Mudanças abruptas que afetam
a previsibilidade, que elevam a complexidade, que geram mais incertezas, e que
aumentam o custo da tributação alteram todo o planejamento das empresas e
inibem seus investimentos.

Déficits, portanto, geram inflação, reduzem o crédito
disponível para investimentos produtivos, e geram incertezas e
imprevisibilidades quanto ao ambiente empreendedorial futuro. Carestia, crédito
sugado pelo governo, e possibilidade de aumentos de impostos são custos que
alteram todo o planejamento das empresas.

Nesse cenário, é quase impossível empreender,
investir e gerar empregos de qualidade. 

Como isso pode ser bom para uma recuperação
econômica?

O gráfico abaixo mostra a evolução (ou regressão) da
confiança dos empresários do setor industrial, que é justamente o que planeja a
mais longo prazo.

brazil-business-confidence.png

Gráfico
8: evolução do índice de confiança do empresário do setor industrial

Se não está fácil para o grande industrial, imagine
então para o pequeno empresário.  Eis a
evolução do seu índice de confiança.

brazil-small-business-sentiment.png

  Gráfico 9: evolução do índice de confiança
do pequeno empresário

Com todas essas façanhas, como podem dizer que
déficits ajudam a sair de recessão?

Mais um mito que Dilma chacinou.

Quarto
mito: mais inflação ajuda a combater o desemprego

Este talvez seja o mito favorito. 

Durante as eleições, Dilma afirmou que “não
combateria a inflação à custa do emprego”, pois levar
a inflação para a meta de 4,50% aumentaria o desemprego
.  Na mente dela, mais inflação diminui o
desemprego, e menos inflação aumenta o desemprego.

Dilma não queria nem mais inflação e nem mais
desemprego.  Produziu ambos.

Os gráficos falam por si.

ipca2.png

Gráfico
10: IPCA acumulado em 12 meses a partir de 2012

desemprego.png

Gráfico
11: evolução da taxa de desemprego mensurada pela PNAD. (Os dados disponíveis começam
apenas em 2012)

Após todas as explicações anteriores, creio não haver
qualquer motivo remanescente para crer que a inflação, que inibe investimentos
produtivos e afeta o crescimento, possa gerar empregos.

Acreditar que inflação estimula o emprego é o
equivalente a dizer: “Puxa, ano que vem meu custo de vida estará 10% maior.  Exatamente por isso vou contratar uma
faxineira, uma cozinheira, um motorista e um professor particular para meus
filhos”.

Tem lógica?

Dilma, nossa heroína, colocou esse mito para
hibernar.

Quinto
mito: desvalorização cambial estimula as indústrias e impulsiona exportações

De todos, este é o mais espetacularmente refutado
pela prática.  As evidências empíricas são
tão explicitamente contrárias a ele, que é realmente espantoso ainda ver
economistas que acreditam nesta falácia.

Segundo os desenvolvimentistas, uma desvalorização cambial
gera dois efeitos benéficos para a economia: ela encarece os preços dos bens
estrangeiros, o que reduz suas importações e diminui a concorrência sobre a
indústria nacional; e faz com que os bens nacionais fiquem mais baratos para os
estrangeiros, o que aumentaria as exportações.

Como efeito colateral, as importações mais caras
fariam com que a população nacional passasse a consumir mais produtos
produzidos nacionalmente, o que aumentaria duplamente as vendas das indústrias
nacionais.

A teoria acaba aí. 
Agora vem a prática para desmoralizá-la.

Em primeiro lugar, os efeitos de uma desvalorização não
podem ser completamente isolados do resto da economia.  Uma moeda desvalorizada significa, por definição, uma moeda que perdeu
poder de compra.  E uma moeda com menos
poder de compra significa preços mais altos e renda menor para a
população.  E renda menor significa que a
demanda por bens de consumo diminui.  E isso,
também por definição, irá afetar todo o setor industrial e atacadista. 
Afeta toda a cadeia produtiva, que entra em contração e gera o efeito contrário
ao imaginado pelos desenvolvimentistas.

Portanto, uma moeda desvalorizada não pode, ao contrário
do que afirmam os desenvolvimentistas, estimular o consumo interno e
impulsionar as indústrias nacionais.

Mas há outra encrenca.

No mundo globalizado em que vivemos, vários
exportadores são também grandes importadores.  Para fabricar,
com qualidade, seus bens exportáveis, eles têm de importar máquinas
e matérias-primas de várias partes do mundo.  E elas também têm de comprar,
continuamente, peças de reposição. 

Se a desvalorização da moeda fizer com que os custos
de produção aumentem — e irão aumentar –, então o exportador não mais terá
nenhuma vantagem competitiva no mercado internacional.

Portanto, uma desvalorização afeta a demanda interna
pelos bens industriais e afeta também os custos de produção da indústria. 
Difícil imaginar uma combinação pior.

Como exemplo, a própria indústria automobilística veio
a público admitir que a desvalorização cambial — ao contrário do que pregam os
economistas desenvolvimentistas — não apenas está encarecendo a
produção, como também está gerando incertezas para o setor
.

A seguir, a evolução do câmbio, das exportações e da
produção industrial durante os últimos 13 anos:

brazil-currency (1).png

Gráfico
12: evolução do preço do dólar em reais desde janeiro de 2003

exportações.png

Gráfico
13: evolução das exportações

indicadores de producao.png

Gráfico
14: evolução da produção da Indústria de Transformação (linha vermelha), da Indústria
de Bens de Capital (linha azul), e da Indústria de Bens de Consumo Duráveis
(linha verde)

Como mostra a empiria — que apenas comprova a
teoria –, a desindustrialização no Brasil chegou ao auge justamente no período
em que a moeda mais se desvalorizou
A desindustrialização está
ocorrendo é justamente agora, quando temos uma moeda fraca,
inflação alta e, para completar, as maiores
tarifas protecionistas da história do real

Exatamente ao contrário do que defendem os
economistas desenvolvimentistas, é justamente quando o câmbio está se
apreciando (como ocorreu de 2003 a 2008, e de 2010 a 2011) que as exportações aumentam
e a indústria se expande.  E é justamente quando o câmbio se desvaloriza
(2009, e 2012 em diante), que as exportações caem e a indústria encolhe.

Neste mito em específico, a dupla Dilma e Lula nos
forneceu uma aula completa.

Conclusão

Aumento de gastos, aumento da inflação, aumento dos déficits
e desvalorização do câmbio.  Tudo isso
feito simultaneamente.  E gerando contração
dos investimentos, disparada do desemprego, desindustrialização, queda das exportações, recessão e encolhimento de todos
os setores da economia.  Exatamente o
contrário do que os desenvolvimentistas falaram que iria ocorrer.

Mas não deixe seu fígado afetar seu
discernimento.  Embora seja, disparada, a
pior presidente da história do real, não podemos negar a Dilma o estupendo mérito
de ter destruído cinco mitos que tantos infortúnios trouxeram à
humanidade.  Se cuidarmos bem de seu
legado, novas desgraças econômicas poderão ser evitadas.

Por esse serviço homérico, e por esse inestimável legado
à humanidade, Dilma merece louvores.

Obrigado, querida.

Últimos Artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

183 comentários em “O legado humanitário de Dilma – seu governo foi um destruidor de mitos que atormentam a humanidade”

  1. Abaixo do gráfico 8 há uma palavra faltando na frase com “Se não está fácil para o grande industrial”. Não quis dizer “Se não está fácil para o grande setor industrial?”.

  2. Realmente vivemos uma grande ilusão na última década. As conquistas sociais começaram a se desfazer no início de 2015.
    Pensavámos que estavamos decolando,mas na realidade estavamos indo de cabeça ao encontro de um muro.
    O Brasil cresceu não em função de aumento de produtividade. O Brasil cresceu carregado pela alta demanda da China e de uma economia mundial em expansão.
    Neste período poderíamos ter realizado as reformas estruturais, no entanto, ficamos passivos em berço esplêndido. Perdemos uma grande oportunidade.
    Os últimos 13 anos de governo Petista deixou o Brasil como terra arrasada.
    Crescemos 0,1% em 2014. Em 2015, houve um decréscimo de 3,7%. A previsão para 2016 é de -3,8 a -6% dependendo de como sairemos do nó político.
    O Brasil está falido. O rombo do orçamento é imenso. As empresas estão fechando. A única opção que existe é aumentar a carga de imposto que é uma das maiores do mundo.

  3. Parabéns equipe IMB (Leandro) pelo artigo…oportunamente bem vindo!
    Adiciono uma sugestão para ajudar a ‘enterrar’ de vez este fracassado governo, para que complementem alguns bons e novos (sei que tem outros) artigos que explanem de maneira bem minuciosa como a corrupção gira suas engrenagens dentro do Estado.
    O brasileiro se indigna diante de matérias na mídia sobre a corrupçao política e fica com aquela idéia de que se deve combater e perseguir o político ‘fulano de tal’ por ter embolsado valores a mais do que seu ganho estabelecido…e daí (este brasileiro) vai às compras numa loja ou supermercado procurando e exigindo produtos com classificação do INMETRO, ou seja, pouca ou nenhuma noção tem de todo o arranjo de “capitalismo de Estado” que há por trás das tantas agências reguladoras, que é exatamente onde a corrupção aje.
    E precisamos combater também a ideia de que a polícia federal é uma entidade ‘fora do Estado’, que está aí para ‘punir e vigiar’ e trazer ordem e segurança!

  4. Mais um artigo sensacional! Leandro é a cereja do bolo desse site! Parabéns mesmo!

    E o que dizer do Henrique Meirelles na fazenda? O que acham? Piorar a situação eu acho difícil.

  5. “Embora seja, disparada, a pior presidente da história do real, não podemos negar a Dilma o estupendo mérito de ter destruído cinco mitos que tantos infortúnios trouxeram à humanidade”.
    Por isso, Leandro, sugiro traduzir este seu artigo para o inglês e espanhol e disponibilisá-lo tanto no mises.org quanto no miseshispano.org, de modo a termos esta sua análise disponível a um público cada vez mais abrangente e as pessoas possam, de fato, com os erros dos outros, entender que a escola austríaca não existe para brincar com a vida dos outros.
    Mais uma vez, valeu!

  6. Apesar de concordar com a teoria usada aqui, eu vejo problemas em usar termos como “empirismo” para reforçar os pontos levantados. Não existe dados empíricos em economia. Para que pudessemos falar em empirismo em economia, teríamos que ter uma forma de replicar o objeto de estudo (no caso, um país ou o mundo inteiro) para observar os diferentes resultados de cada política.

  7. Renato Arcon Gaio

    Outro legado que o terrível governo da Dilma deixou pra mim, foi conhecer o instituto Mises Brasil e a lógica libertária e me fez desacreditar da ideia de que o governo é algo benéfico na vida de todos, ou seja, abriu meus olhos para a realidade cruel que vivemos de escravidão diária, além de ajudar no aprendizado no conhecimento imensurável sobre a correta economia, tudo graças ao autores de artigos postados diariamente aqui.

    Continue com o bom trabalho que a cada dia que passa mais pessoas aceitam a verdade e o estado perde seu poder sobre as pessoas.

    Parabéns Leandro, Fernando e outros autores pelos brilhantes artigos.

    Abraços

  8. Allisson Paulineli

    O governo Dilma foi o que de melhor aconteceu ao liberalismo/libertarianismo. Fica difícil justificar a existência desse estado gigantesco agora.

  9. Alexandra Moraes

    O governo Dilma destruiu o mito da esquerda. Destruiu o Brasil. Estamos destruidos e sem rumo. Nossa situação é falimentar. Empresas fechano e população sem emprego. Vivemos o pior dos mundos. Acredito que o Brasil nunca viveu uma crise desta proporção.
    O nó é bastante complexo para desatar. Levaremos um bom tempo.

  10. Anderson d'Almeida

    Infelizmente, “muito disso ficará por isso…”

    Se as pessoas aprendessem com a história, ok, teríamos avanços significativos na civilização; porém, nem sempre se aprende com o passado (ou presente, como em nosso caso). Sempre haverá os que dizem: “Desta vez será diferente, é que antes deturparam isso ou aquilo, ou não souberam fazer direito…”

    O que tem de economista repetindo lorotas não é brincadeira. E eu o falo por experiência pessoal(tenho professor de economia keynesiano).

    Esperem, depois de uns anos aparecerá um governo estatista, e ele apelará com os meios intervencionistas, e os justificará com espantalhos e distorções históricas.

    Infelizmente, nunca se teve tantas demandas estatais como em nossos tempos…

  11. Parabéns a Dilma pelo belíssimo trabalho,e ao Leandro pela belíssima análise.Keynesianismo nunca mais!Salve Adam Smith!Salve Mises!Salve Milton Friedman!

  12. Faz todo o sentido o raciocínio de que juros altos, déficit crescente do governo e a insegurança jurídica/empreendedorial estimulam as pessoas a comprar títulos da dívida pública, especular no Mercado financeiro entre outros mecanismos para ganhar dinheiro de forma não produtiva.
    Eu mesmo tenho mais de 90% do meu dinheiro em títulos públicos. Pensei sim em empreender, mas realmente pesou muito o medo de arriscar – pois custo do capital é alto (muitos imobilizados que teria que comprar são precificados em dólar), o imposto é alto (com muita dificuldade você escapa do fisco), e também o Mercado de trabalho está arrefecido, comprometendo a demanda.
    Portanto, potenciais empreendedores preferirão o retorno certo dos títulos públicos a arriscarem-se a empreender.

  13. Economista da UNICAMP

    E o gráfico do superávit de US$ 5,8 bi na balança comercial? E o gráfico do fantástico aumento das nossas robustas divisas internacionais, que transmitem confiança e boa imagem do nosso BC para o exterior? Há legados muito positivos no governo da Dilma que não podemos deixar de lado…

    No mais, nós da UNICAMP e desenvolvimentistas em geral já cansamos de falar que se as medidas não surtiram efeito, é porque as mesmas não foram adotadas com a intensidade necessária. Explico:

    – Malgrado a acentuada desvalorização do câmbio, não é possível esperar seus benefícios pois o mesmo ainda não adentrou na faixa que nós chamamos de ”competitivo”(que o IE da UNICAMP, após girar vários modelos econométricos, estima ser por volta de uns R$ 5)

    – Taxa de juros idem. Como nossas empresas podem ser competitivas tendo que arcar com 14,25% a.a???

    Em suma, nossas empresas não bombaram porque não tiveram câmbio e nem crédito barato para isso. Recomendo assistir a participação do Bresser no Roda Viva especial da crise econômica.

    Ahh, vale lembrar que a Dilma está de mãos atadas em relação aos déficits por causa da antiquada lei de responsabilidade fiscal(o ápice da ortodoxia. Como podem estipular barreiras para o gastos do governo???). Mantega e Ausgustin tiveram que fazer toda uma engenharia contábil para poder fechar as contas sem aprofundar a recessão.

    Que venha o Temer com, pelo menos, o Serra na fazenda, porque aturar Meirelles de novo é dose…

  14. Uma análise muito equilibrada e sensata da realidade do governo Dilma. É preciso lembrar também que os governos petista incluindo Lula, surfaram uma onda de liquidez jamais vista, com a farra dos títulos americanos. As taxas de juros caíram praticamente em todo mundo. Tivemos os preços das commodities agrícolas no seu auge. Bastou os ventos soprarem contrários e a maré baixar para ver que estávamos nadando pelados. Perdemos uma chance de ouro em fazer as tais REFORMAS ESTRUTURANTES, necessárias e urgentes para dar rumo e previsão de onde queremos chegar. Sem elas, nem um governo consegue manter crescimento efetivo e duradouro. Gastar mais do que se arrecada, serve como lição para o governo e para o cidadão, uma hora a conta não fecha, e pior, justamente quando mais se precisa de recursos. Precisamos resgatar a CONFIANÇA, fundamental em qualquer relacionamento, pois sem ela nada se consegue.

  15. O Governo Dilma conseguiu o feito de ser um dos piores da república, só perdendo para o governo de Floriano Peixoto, conhecido por transformar o período de “governo” dele como a “república da espada”.
    Mas apesar dos pesares, além de acabar com as mentiras do keynesianismo, o governo de Dilma colaborou para que:
    – Aumentasse a descrença das pessoas com os governos
    – Aumentasse a antipatia com os soças e demais seguidores.
    – Aumentasse a aceitação de que Imposto é Roubo
    – Aumentasse o número de monarquistas, liberais e libertários e o que foi derivado disto tudo(palestras, livros, sites e movimentos e diretórios a várias regiões)

    Uma pena que ela vá sair este ano.
    Ela poderia ficar até o final, e ajudar a implodir de vez o estatismo bananense.

  16. O governo Lulo-petista quebrou o Brasil. O legado negativo será sentido até as próximas gerações. Nunca vi um governo tão nefasto. Acabou com o país.

  17. Com o Brasil quebrado do jeito que está, empresas fechando as portas ainda encontramos algumas coisas que funcionam. Lift X é um delas, e surgiu de um oportunidade na crise!!!!

  18. Leandro, sob o risco de me tornar repetitivo, parabéns mais uma vez pelo enésimo artigo irretocável.

    Me restou apenas uma dúvida de tudo isso.

    Você afirma no artigo que os déficits governamentais causam o enxugamento do crédito para as empresas privadas.

    Isso é bastante lógico quando estamos analisando do ponto de vista de pessoas físicas e instituições não-bancárias, que financiam essas empresas por meio de debêntures e que, devido à alta dos juros provocada pelo déficit, preferem aplicar em tesouro direto com risco soberano.

    Entretanto, no meu entendimento, isso seria inválido se fôssemos analisar do ponto de vista de instituições bancárias.

    Conforme há muito já aprendi aqui neste mesmo site, os déficits governamentais produzem os seguintes efeitos:

    1. O Tesouro precisa emitir títulos da dívida para cobrir o rombo
    2. Os títulos são comprados pelos grandes bancos nacionais no mercado primário.
    3. Entretanto, essa compra enxuga liquidez do sistema como um todo, o que tende a forçar a SELIC para cima.
    4. Eis que entra em ação o “salvador” Bacen para recomprar esses títulos e devolver a liquidez ao sistema.

    Nesse processo, o dinheiro que o banco concedeu ao governo foi criado a partir do nada e, por isso, trata-se de um processo inerentemente inflacionário.

    Dado que todo o crédito extra que os bancos cedem ao governo é gerado via expansão monetária, não seria válido afirmar que tal crédito não “compete” com o crédito feito ao setor privado?

    No fim das contas, os balanços dos bancos e do Bacen foram inflados, mas a injeção monetária do Bacen garante a manutenção dos índices de liquidez dos bancos, que seguem podendo emprestar o mesmo montante em dinheiro para o setor privado.

    Ou seja, déficits governamentais não “secam” a disponibilidade de empréstimos bancários para o setor privado.

    Faz sentido esse raciocínio, ou me perdi em alguma parte?

    Obrigado.

  19. Infelizmente a lição não será aprendida,como nunca foi, e vão colocar a culpa na crise internacional e dizer que não aceitam cortes de gastos por que querem “tirar direitos garantidos da população”.

  20. Auxiliar de metralhadora

    Olá!

    Ver aquele gráfico do IBGE sendo usado no artigo é de doer a vista!

    A taxa real de desemprego (como bem sabemos) é quase 5 vezes maior que o enunciado pelo IBGE.

    Muito obrigado pelo artigo Leandro!

    Tudo de bom!

  21. Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política…e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos “fantasmas”. O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é [email protected]

  22. Prezados, agradeço vivamente as manifestações elogiosas de todos. Não responderei uma por uma porque, se o fizesse, praticamente duplicaria o número de comentários aqui, poluindo desnecessariamente a seção.

    Grande abraço a todos e minhas mais profundas considerações.

  23. Aproveitando o tópico, recomendo essa espetacular — porém profundamente triste — matéria do Profissão Repórter sobre a depressão econômica do Brasil, as indústrias falidas (o câmbio desvalorizado não ia ajudar?), o varejo falido (a inflação não iria ajudar?), e todos os desempregados (os déficits do governo não iriam ajudar?).

    globoplay.globo.com/v/4986126/

    A capacidade do governo de destruir a economia jamais deve ser subestimada.

  24. Leandro Roque mitando… para variar!
    É uma pena que metade da população brasileira não consiga interpretar uma simples frase, quiçá um artigo como esse.
    Abç,
    AHR

  25. O grande legado do governo nos últimos 13 anos: um país falido, 10 milhões de desempregados, empresas fechando, hospitais sem médicos, aposentados sem receber suas aposentadorias, contas públicas estouradas, a maior corrupção da história, uma presiDENTA que não sabe falar, etc,,etc..etc..

  26. mauricio barbosa

    Pobre Paulista

    Não subestime a possibilidade de LULA ser eleito em 2018,afinal os pobres votam com o estomago ao invés de raciocinar,portanto ah sim amplas chance de ele levar essa e avançar com a agenda esquerdista pró-bolivariana e ai estaremos lascados…

  27. Sem dúvida o Lula (se não for preso) pode ser eleito em 2.018 por pura ignorância de quem vota. Não conseguiram enxergar o que foi feito no Brasil nos últimos anos. Vão imaginar que com ele tudo irá melhorar.

  28. Vou profetizar o que vai acontecer: vai vir um governo que vai arrumar as contas num prazo maior e será demonizado como fizeram com o FHC. Depois o populismo voltará novamente. E por que digo isso? Não só pelo poder da esquerda, mas porque a população quer mais serviços públicos, crédito subsidiado, programas assistencialistas e por aí vai. As pessoas não entenderam que o governo causou isso tudo, pois querem outro que não seja a Dilma, pois acham que ela quem foi culpada e outro resolverá. As pessoas não querem diminuição do Estado e corte de gastos públicos. Só o fato de estarem ofendidos de roubarem “nossa” Petrobras, já revela nosso futuro. Não aprendemos com a década de 80 me não aprenderemos agora. O Marx acertou quando disse que a história se repete como tragédia, e o que disse se aplica muito bem no Brasil.

  29. Alexandra Moraes

    O grande legado HUMANITÁRIO do governo Dilma: mais de 10 milhões de desempregados, milhares de empresários falindo com as suas vidas destruídas. Belo legado!!!

  30. Contra o impeachment venho me posicionando atualmente:
    terracoeconomico.com.br/e-preciso-antes-de-tudo-ter-estrategia

    O artigo já tem uns 2 anos, mas fica atual se trocar a conclusão pela posição de tentar salvar o que resta da economia presente, removendo o PT do governo, vai destruir completamente a economia futura quando nas próxima eleições psicopatas vendendo o céu via gastos públicos vencerem.
    Para o nível de deturpação da realidade que nossa população está, vamos ter que visitar momentos econômicos horríveis como Polônia e Romênia da década de 80 ou mesmo Venezuela atualmente.
    Para daí sim a população decidir a gestão econômica que quer.

  31. Pergunto com sinceridade: se os dados são tão claros (óbvios), porque essa divergência entre o teóricos da economia? Todas as outras ciências, quando confrontadas com evidências indiscutíveis, se moldam à isso, mudam a teoria, revisam seus conceitos.

    Se a avaliação feita nesse artigo traduz a realidade econômica, porque não há consenso? Porque desenvolvimentistas, kenesyanos e outros, não aderem à esse pensamento? Afinal me parece apenas questão de pesquisar alguns dados e conferir se eles representam os fundamentos teóricos. Nada demais.

    Ou não?

    Físicos não relutam em descartar teorias por outras melhores. Newton ainda é respeitado apesar de boa parte de sua teoria ter sido descartada. O que acontece com os badejos economistas? Por que não vemos a Escola Austríaca liderando os currículos dos cursos de economia?

    Muito bom texto Leandro, parabéns.

  32. Ótimo: “Quanto mais o keynesianismo fracassa, mais ele é ressuscitado sob novas promessas de prosperidade”. Inúmeras ações econômicas calcadas em Keynes fracassaram em todo mundo. Apesar disso, o Keynesianismo ressurge fortificado com a promessa de salvação da lavoura. É incrível a deturpação de visão.

  33. Leandro, o que você diz sobre a teoria daqueles que mostram, historicamente, o processo de “financeirização dos preços” (juros e câmbio)?; falo de Tavares, Belluzzo e Ricardo Carneiro. Não uma opinião sobre os autores, mas sobre a financeirização dos preços em si.

  34. Conclamo a divulgarem o blog que criamos: Carta Aberta a Michel Temer, estamos explicando as principais mudanças que ele precisa realizar para o país se reerguer e se tornar um lugar com qualidade para se viver. Cada dia estamos ampliando com mais temas. Lógico que não queremos tirar a audiência do site (nem temos condições intelectuais para isso!), até porque o nosso espaço é apenas para compilar ideias de reformas, sem qualquer competição! Abs!
    Acessem e divulguem a Temer! Vamos discutir o BRASIL! cartaabertaamicheltemer.blogspot.com.br/
    Divulguem e vamos debater!

  35. Olá, Leandro.
    Eu estava lendo sobre um post seu a respeito do sistema bancário brasileiro e fiquei estupefato com tamanho conhecimento. Como o artigo era de 2012 imaginei que você não fosse responder um comentário feito lá, então aqui estou.

    É um pergunta OFF Topic. Eu queria saber como voce adquiriu, exatamente, tanto conhecimento? Foi por conta da faculdade, fez economia? Mestrado, leituras a parte, não sei…

    Vou começar a faculdade de economia em federal no meio do ano e estou um tanto receoso a obsessão deles por intervencionismo. Mas, de qualquer forma, eu gostaria apenas saber mesmo da onde vem tanta fonte de informações.

  36. Esses economistas do governo são bizarros. Eu nunca vi gente tão despreparada. Parece que a intenção é quebrar tudo.

    Os canalhas gastam 400 bilhões em juros, sendo que seria melhorar gastar a maior parte desse dinheiro em swaps cambiais.

    Seria melhor ficar comprando dólares e vendendo pelo mesmo valor, para manter a estabilidade do real. Isso sim combate a inflação.

    O câmbio tem impacto muito maior na inflação do que os juros. Enquando o governo gasta 400 bilhões com juros do tesouro, mais os subsídios do BNDES, seria melhor baixar logo esses juros e manter o real valorizado.

    É só ver os países ricos. Todos têm a moeda valorizada e juros baixos. O problema deles foram as dívidas públicas e não as moedas valorizadas.

    O legado da Dilma é a esmola e a crise.

  37. Leandro Roque,

    Para fazer o Currency Board, o BC só precisa ficar comprando dólares, para depois vender à R$1,00 ? Na prática, parece ser isso o que acontece.

    Só vai ser diferente, se o dólar ficar mais desvalorizado do que o real. Nesse caso, o BC vai comprar dólares por alguns centavos, para depois vender à R$1,00.

    Isso seria o paraíso, porque os juros seriam usados apenas para controlar endividamento e não teria nenhuam relação com inflação.

    O erro do Gustavo Franco foi exagerar na dose. Ele segurou o dólar baixo e subiu os juros para 30%. Aí, travou tudo…

  38. Criamos um blog, chamado Carta Aberta a Michel Temer, que sugiro para debate.
    Um dos temas tratados:
    “Fim de repasses de valores a ONGs ou associações de quaisquer finalidades. Motivo: toda associação privada deve ser realizada livremente e o Estado não pode financiar quaisquer movimentos. Apenas as pessoas privadas, devem patrocinar associações e organizações de quaisquer espécies: o setor público jamais deve repassar valores dos pagadores de impostos para tais setores sociais.” cartaabertaamicheltemer.blogspot.com.br/?m=1

  39. Bom Dia !

    Muito Obrigado!

    Sou Administrador de Empresas FGV/SP …………… e nunca havia lido um Estudo tão técnico, profundo e didático!

    Estou divulgando por todos os meios disponíveis!

    Desnecessário dizer, tornei-me um fã deste site e vou acompanhá-lo.

    Grato!

    Celso Chini

  40. Belo legado humanitário da Dilma: 11 milhões de desempregados, empresários com suas vidas arrasadas, programas sociais sendo reduzidos, aposentados sem receber aposentadoria, etc…etc…etc… Grande legado humanitário.

  41. A Dilma é a píor presidente da história do Brasil. No entanto, ela tem o mérito de acabar com mitos que são nefastos para qualquer país:Aumento de gastos, aumento da inflação, aumento dos déficits e desvalorização do câmbio. A Dilma conseguiu por em prática simultaneamente estes mitos e conseguiu enterrá-los para o bem da humanidade pois geraram 11 milhões de desempregados, disparada da inflação, contração dos investimentos, empresas de comércio e serviço fechando as portas, desindustrialização, queda das exportações, recessão e encolhimento de todos os setores da economia.

  42. Não deveria ser tão difícil para uma mente mediana entender que o gasto público não tem e não terá a mesma DILIGÊNCIA que o gasto privado. Isto serve para refutar ideias Keynesianas muito aplicadas e replicadas especialmente em países que adotam o regime socialista e que resultam em mais gasolina para apagar incêndio.

  43. Bruno Aragão Nunes

    Olá Leandro!!

    Na realidade o que você fez…não foi um artigo…e sim…uma palestra…daquelas…que deixa a todos atônitos.

    Foi você que produziu os gráficos 13 e 14??? Se sim… qual o programa?
    Se não…
    Onde que você os conseguiu?

    Abraço!!!

  44. Leandro, infelizmente os desenvolvimentistas e socialistas não desistirão.

    Quanto mais fracassos, mais esses caras ganham mais prestígios no mundo acadêmico.

  45. Olá Leandro.Vou apenas tratar o quinto mito e você poderá aplicar a ideia na análise dos outros mitos. Vou começar com uma pergunta: Quando o câmbio valoriza, a exportação aumenta, ou quando a exportação aumenta, o câmbio valoriza? O câmbio desvalorizado torna o mercado externo mais atrativo do que o mercado interno, fazendo os produtores preferirem exportar do que vender no mercado interno. Também faz o setor exportador querer produzir mais, DESDE QUE OS INVESTIMENTOS NECESSÁRIOS NÃO SOFRAM INFLUÊNCIA DO DÓLAR CARO. E é um movimento simultâneo como se pode ver comparando os dois gráficos. Com relação ao fomento da indústria nacional, não adianta nada um câmbio desvalorizado e um juros alto. Não haverá investimento e haverá inflação, ou seja, haverá estagflação. É importante cautela na interpretação dos números, e atenção para se considerar todas as variáveis quando se vai tirar alguma conclusão.

  46. VOTE NO PARTIDO NOVO

    “Menina ‘defende’ capitalismo em questão de prova, leva nota zero e mãe questiona: ‘Escola sem partido?’

    Leia mais: extra.globo.com/noticias/viral/menina-defende-capitalismo-em-questao-de-prova-leva-nota-zero-mae-questiona-escola-sem-partido-19380565.html#ixzz49nRogWsS”

    Vamos agir moçada! Vamos agir!!! Vamos pelo menos enviar emails aos congressistas para aprovarem a lei contra a doutrinação nas escolas! AO MENOS ISSO PRECISAMOS FAZER! É UM AVANÇO SIM NA CAUSA LIBERTÁRIA!

  47. Outro fator é que, com o elevado endividamento e a consequente depressiação da reputação do Brasil nas agências classificadoraa de risco de crédito, o Banco central terá de aumentar a taxa Selic para aumentar a remuneração ,e,dessa maneira,tentar compensar a elevada classificação de risco, na tentativa atrair investidores. Com a taxa básica de juros na economia elevada as outras taxas de juros também se elevam, diminuindo o crédito no mercado, e, assim, diminuído também os investimentos e consumo, máximas Keynesianas para o desenvolvimento econômico.

  48. JOAO PIZYSIEZNIG FILHO

    Sobre o terceiro mito.
    “os déficits orçamentários do governo são financiados pela emissão de títulos do Tesouro, os quais são majoritariamente comprados pelos bancos por meio da criação de dinheiro. Déficits são, portanto, uma medida inerentemente inflacionária”

    Inflação ocorre por um excesso de demanda em relação a capacidade produtiva – não há bens para satisfazer a demanda.
    Só que, quando uma economia está em recessão, está ocorrendo justamente o contrário: há uma escassez de demanda em relação à capacidade produtiva. Neste caso, o aumento de demanda gerado por aumento de gastos do governo apenas faz a capacidade produtiva sair da ociosidade. Até que o PIB Potencial (um conceito austríaco) seja atingido. Só a partir daí pode ocorrer inflação.
    Portanto a afirmação de que em qualquer circunstância aumento de gastos do governo gera inflação está simplesmente errada. Nas recessões isso não ocorre.
    A observação empírica dos dias atuais mostra a inflação cedendo apesar da política expansionista do Henrique Meirelles.

  49. Leandro, de que forma o aumento da oferta monetária pressiona os preços para cima? Qual o “gatilho” que força os empreendedores a aumentarem os preços?

  50. Mas pelo que a gente lê no artigo, o segundo mito (mais gastos governamentais geram mais crescimento econômico) ainda não foi necessariamente aniquilado.

    Principalmente porque muitos dos adeptos do keynesianismo, em primeiro lugar, defendem sim que o governo tem que gastar, mas ressaltam a distinção de que tem que ser para financiar mais as despesas de capital (investimento público) do que as despesas correntes (pagamento de funcionários, juros da dívida, educação, saúde, aposentadorias, etc.).

    E, em certas perspectivas, há inclusive quem veja o governo Dilma como em alguns momentos como tendo dado sinais de ser contracionista (por exemplo, quando em 2011 deu o menor aumento real para o salário mínimo) e também como um governo que em parte tentou transferir a responsabilidade do investimento para o setor privado (por exemplo, com as desonerações em folha de pagamento e com a promoção de parcerias público-privadas). Isso sem contar os aumentos de juros, que já é motivo suficiente para a Dilma não ser muito bem vista entre os keynesianos.

    Mas o artigo é ótimo.

  51. Essa notícia praticamente passou despercebida em meio a todo o agito de hoje, mas merece destaque: no último trimestre, a taxa de câmbio se apreciou (ou seja, o real se valorizou perante o dólar) e, surpresa!, a indústria apresentou crescimento na produção, o primeiro crescimento em 5 trimestres.

    g1.globo.com/economia/noticia/2016/08/industria-cresce-apos-5-trimestres-mas-segue-longe-do-patamar-pre-crise.html

    Mais ainda: desde março — exatamente quando o real começou a se valorizar fortemente — a produção industrial só aumenta (vide gráfico no link acima).

    Alguém ainda defende desvalorização cambial como forma de estimular indústria?

  52. Aprendiz Austríaco

    Olá Leandro ou qualquer pessoa que consiga me esclarecer sobre tais dúvidas, parabéns por esse maravilhoso artigo, estava estudando alguns livro aqui do site quando me deparei com 2 duvidas, desculpe se esse não é o local para tal pergunta, mas lá vai 2 citações que não ficaram completamente claras pra mim

    Primeira dúvida:

    “Desta maneira, quanto maior for a poupança, ou seja, quanto mais bens presentes se vendam e ofereçam, em igualdade de circunstâncias, mais baixo será o seu preço em termos de bens futuros e, portanto, mais reduzida será a taxa de juro; isto indicará aos empresários que existe uma maior disponibilidade de bens presentes para aumentar a duração e complexidade das etapas do processo produtivo tornando-as, passe a redundância, mais produtivas. Pelo contrário, quanto menor for a poupança, ou seja, em igualdade de circunstâncias, quanto menos dispostos estejam os agentes econômicos a renunciar ao consumo imediato de bens presentes, mais alta será a taxa de juro de mercado. Portanto, uma taxa de juro de mercado alta indica que a poupança é escassa em termos relativos, e isso é um sinal imprescindível que os empresários terão de levar em consideração, para não alargar indevidamente as diferentes etapas do processo produtivo, gerando descoordenações ou desajustamentos muito perigosos para o desenvolvimento sustentável, são e harmonioso da sociedade.”

    Poderia formular um exemplo baseado na nossa realidade com essa citação para eu checar se estou raciocinando certo?

    Segunda dúvida:

    “Böhm-Bawerk reagiu energicamente contra a doutrina de Marshall, respondendo ao economista inglês que este em última instância ignorava que o custo é também um valor subjetivo (ou seja, uma apreciação subjetiva dos fins aos quais se renuncia ao agir de determinada forma), e que os custos monetários não eram senão os preços de mercado dos fatores de produção que em última instância estavam determinados também pelas avaliações de utilidade referentes a todos os bens de consumo alternativos que se poderiam produzir com eles, pelo que era inquestionável que não apenas uma, mas ambas as partes da famosa tesoura de Alfred Marshall tinham a sua base em considerações subjetivas de utilidade “

    Poderia formular um exemplo baseado na nossa realidade com essa citação para eu checar se estou raciocinando certo?

  53. Artigo espetacular.

    É justificável cair na lábia do Lixo Gomes quando o ciclo econômico ainda não se fechou e o governo anterior foi de um social-democrata que desejava modernizar o país fazendo reformas neoliberais.

    Mas com o colapso do país nas mãos de dois intervencionistas é difícil ainda cair na lábia do coroné nordestino.

  54. Deve realmente ser difícil permanecer um desenvolvimentista/intervencionista/keynesiano ao olhar para o Brasil.

    Qual período da história da república brasileira não teve as políticas defendidas pelo mainstream econômico moderno?

Rolar para cima