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Países pobres tributam pesadamente importados; países ricos têm suas fronteiras abertas

Pergunta rápida: você seria capaz de fabricar,
sozinho, o computador (ou o tablet ou o smartphone) no qual você está lendo
este artigo?  Você seria capaz de inventar
e fabricar os milhares de componentes necessários para fabricar estes aparelhos?  Se sim, então você é um ser sobre-humano,
dotado de invejáveis habilidades intelectuais, mecânicas e engenheiras.

Ainda assim, vale dizer que o ato de, literalmente,
construir um computador (ou tablet ou smartphone) absolutamente do nada, sem
utilizar um único componente “importado” — seja de outro país, seja do outro
lado da rua –, seria um trágico desperdício de tempo.  Tal ato, muito provavelmente, exigiria de você
vários anos de sua vida (se não todos), e, ao final, você teria construído algo
tão tosco, desajeitado e de baixíssimo desempenho, que seria uma piada em relação
a esta rápida, bonita e infinitamente mais capaz máquina que você está
utilizando agora.

Você teria se esforçado imensamente, teria perdido
anos da sua vida, e, ao final, não teria criado nada de útil.  Não teria criado valor para ninguém.

[N. do E.: Uma ilustração prática desta
profundamente importante constatação é a deste homem que resolveu
fabricar, do zero, um simples sanduíche
.  Ele plantou
o trigo para fazer o pão, retirou o sal da água do mar, ordenhou uma
vaca para fazer o queijo e a manteiga, matou uma galinha para retirar
o filé de frango, fez o próprio picles e teve até de extrair o mel do favo. 
Além de demorado, o processo custou cerca de US$ 1.500 dólares. (E, a julgar
pela reação dele próprio, a qualidade do produto final foi medíocre).]

O fato de você estar utilizando este computador (ou tablet
ou smartphone) significa, muito claramente, que você é um ardoroso defensor do livre comércio, ainda que você vocalmente
não se manifeste desta maneira.  Sua vida
sem o livre comércio seria horrivelmente desoladora.  Porém, graças à divisão do trabalho, que
agora ocorre em escala global, você têm à sua disposição toda a abundância do
mundo a preços continuamente em queda (a menos, é claro, que seu governo
atrapalhe esse processo desvalorizando continuamente sua moeda e impondo
tarifas de importação crescentes).

Há não mais do que 10 anos, o computador (ou tablet
ou smartphone) no qual você está lendo este artigo seria classificado como um
supercomputador (muito provavelmente seu modelo de tablet ou smartphone nem
existia ainda), e seu preço certamente estaria na casa dos milhões de dólares.  Mas graças ao livre comércio, à divisão global
do trabalho, e à interação de mercado entre os produtores especializados, é bem
provável que o preço da sua atual máquina não ultrapasse os 200 dólares.

O
único propósito

Pouco importa se o produto foi fabricado na cidade vizinha
ou do outro lado do mundo: as importações são o único propósito de acordarmos
cedo para ir trabalhar, produzir e ganhar dinheiro.  Você produz para poder consumir produtos bons
e baratos.  E aquele produtor que
fornecer o bem pode morar tanto na cidade vizinha ou no Vietnã. 
Ao comprar produtos dele, você está importando.

Importações também são um sinal claro de
riqueza.  Na prática, trocamos produtos
ou serviços por outros produtos ou serviços (o dinheiro sendo apenas um meio de
troca), de modo que, quanto mais produzimos, mais podemos importar. 

Por tudo isso, políticos que agem como se importações
fossem deletérias para a economia e tentam restringi-las com tarifas de importação,
cotas, ou desvalorizações cambiais estão, na prática, dizendo que devemos
trabalhar e produzir, mas não podemos consumir. 
Com efeito, eles querem que consumamos apenas os bens produzidos por
aqueles que moram dentro das mesmas linhas imaginárias que nós, algo que,
economicamente, não faz o mais mínimo sentido. 
(Isso, é claro, na teoria; na prática, eles simplesmente recebem
dinheiro do lobby da indústria nacional, que quer manter uma reserva de
mercado, blindada da concorrência dos produtos estrangeiros).

Importações são um
claro indicador da riqueza e pujança de uma nação.  Países ricos possuem altos volumes de importação;
é exatamente nas economias pobres que as importações são baixas ou
inexistentes.

E a explicação é
lógica: quanto mais aberta é a economia de um país, quanto mais livres são seus
cidadãos para adquirir bens importados, maior é o poder de compra de seus salários.  Por quê? 
Porque os indivíduos que formam a economia de um país recebem um salário
em troca de sua mão-de-obra; sendo assim, se as fronteiras do país são abertas
para os bens e serviços produzidos em todos os pontos do globo — ou seja, o
governo não proíbe, restringe ou tributa importações –, então, por definição,
o poder de compra dos salários desses indivíduos alcança sua máxima capacidade.

Se as fronteiras do
território dentro do qual você vive estão completamente abertas para todos os
bens e serviços produzidos mundialmente, então você está na privilegiada
situação de ter os indivíduos mais talentosos do mundo trabalhando e produzindo
para atender às suas demandas.  Mais ainda: esses indivíduos talentosos
estão concorrendo acirradamente entre eles para fornecer a você as melhores
ofertas.

Nesse cenário, qualquer
empresa nacional que eventualmente seja dominante em um determinado setor do
mercado irá gradualmente perder seus lucros monopolistas graças à chegada de
novos entrantes.  Não há como haver monopólio
ou oligopólio se a concorrência é livre para vir de qualquer ponto do planeta

Fronteiras abertas ao comércio naturalmente aceleram o processo por meio do
qual o maior número possível de produtores globalmente talentosos se esforça
vigorosamente para nos servir aos preços mais baixos possíveis.

Já se as fronteiras são
fechadas, você vive em um estado de autarquia, podendo consumir apenas aquilo
que você produz.  Suas opções são drasticamente
reduzidas.  Os preços são maiores.  A indústria é ineficiente, pois não precisa
se preocupar com a concorrência de estrangeiros.  A população nacional se torna refém do
baronato industrial nacional, que tem seus lucros garantidos sem a
contrapartida de uma prestação decente de serviços.  Por isso o padrão de vida em países de
economia fechada é tão baixo.

Mas
o principal argumento é outro

Veja, por exemplo, a pujança
da Suíça, dos EUA, da Alemanha e dos países asiáticos que se abriram ao
comércio (como Hong Kong, Cingapura, Taiwan etc.): a população desses países
usufrui o privilégio de ter as pessoas mais talentosas ao redor do mundo concorrendo
entre si para produzir e ofertar a ela produtos a preços baixos.  Países que são abertos ao comércio
internacional têm todos os produtores mundiais ávidos para lhes fornecer bens e
serviços de qualidade e a preços baixos. 
Qual a melhor maneira de se aumentar o padrão de vida senão por meio da
oferta abundante de bens e serviços a preços baixos?

Mas mesmo esta ampla
variedade de bens e serviços que aumentam o poder de compra dos salários destas
populações ainda não diz tudo sobre a real maravilha do livre comércio.  O que faz com que o livre comércio seja uma inquestionável
maravilha é o fato de que ele maximiza a possibilidade de que nós, como indivíduos
atuantes na economia, possamos nos dedicar exatamente ao tipo de trabalho que mais
estimula nossos talentos individuais.

Óbvio: se nós podemos
simplesmente importar aquilo que não somos bons em produzir, então somos livres
para concentrar nossos esforços justamente naquelas áreas em que somos
realmente bons.

Nos países que restringem o livre comércio, as
pessoas são praticamente proibidas de utilizar os frutos do seu trabalho para
adquirir aqueles bens e serviços que são mais bem produzidos por estrangeiros.  Sendo assim, tais pessoas acabam sendo
obrigadas a desempenhar várias atividades nas quais não têm nenhuma
habilidade.  Uma pessoa boa em informática, por exemplo, acaba tendo de
trabalhar como operário em uma siderurgia, pois seu governo restringe a
importação de aço, que poderia ser adquirido mais barato de estrangeiros.  Engenheiros acabam virando operários de
fábricas

Estando isoladas da divisão mundial do trabalho,
tais pessoas trabalham apenas para sobreviver, e não para desenvolver seus
talentos.  Elas não podem trabalhar naquilo em que realmente são boas,
pois a restrição ao livre comércio obriga os cidadãos a fazerem de tudo,
inclusive aquilo de que não entendem.  Elas
passam suas vidas sendo obrigadas a desempenhar várias atividades que não são
do seu domínio.

Já em países que usufruem o livre comércio, as
pessoas, justamente por poderem adquirir bens e serviços fornecidos por
estrangeiros que são melhores no suprimento destes, podem se concentrar naquilo
em que realmente são boas. Seus cidadãos possuem uma miríade de opções de
trabalho: eles podem ser financistas, instrutores de ioga, artistas, cineastas,
chefs, contadores e empreendedores do ramo de tecnologia.  Tão rica e com
tamanha liberdade de comércio é a economia, que todos têm opções

Em países de economia aberta, o lazer é um dado da
realidade.  As pessoas, ao não terem de perder tempo trabalhando naquilo
em que não são boas, podem dedicar boa mais tempo a passatempos de luxo. 
Quantas pessoas podem se dar ao luxo de se divertir luxuosamente em países como
Myanmar, Zimbábue e Venezuela?

Isso nos leva à conclusão de que uma economia aberta
é o caminho mais fácil para o aumento do padrão de vida.  Qual o sentido de laborar arduamente para
fabricar algo em que você não é bom, se você pode simplesmente adquiri-lo, a preços
baixos, de quem realmente é bom em fabricá-lo?

Ao contrário do que afirmam os protecionistas, os americanos,
os suíços, os alemães, os cingapurianos, os honcongueses não são ricos apesar
de serem abertos ao comércio estrangeiro; ao contrário, sua abertura ao
comércio estrangeiro é a fonte essencial de sua espantosa riqueza.  Como as tarifas de importação destes países são,
em geral, muito baixas, seus cidadãos são cada vez mais capazes de se dedicar
àquelas profissões que dão vazão ao seu real talento.

Conclusão

Importações são a bênção que nos liberta de termos
de trabalhar naquilo que odiamos.  Imagine,
de novo, ser forçado a construir o computador (ou o tablet ou o smartphone) no
qual você está lendo este artigo.  O simples
ato de ter de fazer isso já empobreceria você.

Uma economia é simplesmente uma coleção de indivíduos,
e cada indivíduo está em melhor situação econômica quando pode se especializar
naquilo que faz melhor e, em decorrência disso, pode importar, ao menor preço possível,
os bens de que necessita.

É a isso que se resume o livre comércio.  Sem ele, sua vida seria uma tragédia.

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Leia também:

A
abertura comercial é imprescindível para o crescimento econômico – e isso não é
folclore

Dez
argumentos econômicos – e um ético – em prol do livre comércio

Quem
realmente ganha com a obstrução do livre comércio?

Se
você é contra o livre comércio, você tem medo da abundância e da prosperidade

Defender
o protecionismo é defender a escassez – defender o livre comércio é defender a
abundância

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92 comentários em “Países pobres tributam pesadamente importados; países ricos têm suas fronteiras abertas”

  1. O autor defendendo os Americanos, que impoem pesadas tarifas de importação ao suco de laranja brasileiro, o que acaba me prejudicando!? Nossa, que legal, os EUA são justos demais, que exemplo para falar mal do Brasil aqui! SQN!

  2. Dissidente Brasileiro

    Ótimo artigo. Tirando a parte do supercomputador, o resto é excelente.

    Malditos canalhas da Receita que taxam tudo comprado pela Internet em 60% (fora o ICMS), se não fosse por vocês, minha geek life seria bem melhor. 🙁

  3. Argumentos excelentes, mas politicamente tal medida é inviável no Brasil. Isso iria contra os interesses dos barões da FIESP e da CNI que financiam campanhas. Outro problema é que inicialmente geraria desemprego e politicos tem horror a isso. Além disso tem a luta contra a globalização e o ufanismo brasileiro estupido.

  4. “Tenho uma dúvida, se todos os países abrissem 100% suas economias pro mercado mundial, seria possível todos enriquecerem?”.

    Sim, todos enriqueceriam com isso.

  5. Amigos, saiu artigo na Revista Piauí de que o Brasil poderá declarar moratória em sua dívida num futuro próximo. Alguém aqui vislumbra essa possibilidade?

    Abraços

  6. Economia fechada resulta em acomodação do setor produtivo que não sofre pressão de concorrentes. É um golpe letal na inovação e no aumento da produtividade, fatores essenciais na geração de riqueza.

  7. Pergunta bobinha: o que aconteceria se o brasil adotasse o dólar como moeda corrente e adotasse a paridade de 1 por 1 e não abrisse mão disso eternamente?

  8. Seja ser engraçado, as vezes recebemos produtos em casa que a tributação seja ser o mesmo valor do produto, em alguns casos compro la fora pelo simples fato que no Brasil as coisas são tributadas tão fortemente que até chegar nas minhas mãos já estão custando 3 vezes o valor original. Simplesmente não temos opção ou pagamos imposto abusivos ou pagamos.

  9. Engraçado como o esquerdista não completa o pensamento, olha só:

    pensamento estatista
    “se o governo abrir o país às importações, como quer o articulista, então os importados vão entrar com tudo (leia-se produtos mais baratos) e falir a indústria nacional”

    completando o pensamento
    “hora, se os produtos importados vão ficar mais baratos para o consumidor final, porque eles não ficariam mais baratos também para a indústria? Ora, se os produtos ficarem mais baratos, a indústria vai comprar mais barato os insumos, os computadores etc., e poderá produzir então produtos mais baratos, podendo, então ou aumentar a sua margem de lucro, ou vender mais produtos. Logo, abir as importações é bom para a indústria. Em um prazo mais longo, se torna mais vantajoso produzir aqui, o que significa que, paradoxalmente, um lugar que libera importações tende a ser, no longo prazo, um lugar com forte capacidade de exportação.”

  10. Pergunta bobinha: o que aconteceria se o brasil adotasse o dólar como moeda corrente e adotasse a paridade de 1 por 1 e não abrisse mão disso eternamente?

  11. Prq paises avançados iriam tributar importados se eles só importam materia prima pra produzir bens para a exportação? É obvio que paises ricos nao precisam taxar importados. Ja paises subdesenvolvidos precisam proteger os empregos na sua industria nacional e sem taxações as empresas nacionais nao suportariam a concorrência mesmo pq as empresas mais fortes praticam dumping.

  12. Essa notícia é espetacular. Quando há uma falha de mercado, quem se beneficia é o consumidor.

    Frete de contêiner da China é mais barato que motoboy de SP para Campinas

    O valor do frete marítimo de contêineres entre a Ásia e o Brasil está até 85% mais baixo que o de 2014. É o menor da história da navegação entre os país, segundo o maior operador de navios no país, a Maersk.

    O preço de US$ 75 dólares apurado pela Folha junto a operadores portuários para trazer um contêiner de 40 pés de Hong Kong para o porto de Santos (SP), o maior do Brasil, […] é mais baixo que enviar por Sedex, serviço de entrega do Correios, uma caixa cúbica de 60 centímetros, com três quilos dentro, de São Paulo a Brasília (R$ 337, segundo o site da empresa).

    O preço baixo é gerado por uma distorção no mercado. As companhias de navegação aumentaram a capacidade dos navios que fazem linhas entre a Ásia e com o Mercosul, apostando no aumento do fluxo de comércio entre as duas regiões, registrado a partir da década passada. Mas a brusca queda de demanda nos países do bloco sulamericano por importados gerou uma gigantesca ociosidade nos navios, levando à redução drástica dos preços.

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/02/1741053-frete-de-conteiner-da-china-e-mais-barato-que-motoboy-de-sp-para-campinas.shtml

  13. A questão principal são as cadeias produtivas. Isso é muito mais importante do que importar alguma coisa pronta.

    O aço estava sendo importado em grande quantidade. Com esse dólar alto, o preço do aço deve disparar. Provavelmente, o Jorge Gerdal vai se dar bem e agradecer aos amigos do PT.

    Sempre tem interesses dentros do governo.

  14. A coisa mais engraçada é ver os economistas de fachada reclamando dos preços baixos das commodities. Isso é bizarro !

    Não é possível que algum consumidor reclame de excesso de oferta. Quanto mais barata forem as commodities, mais pessoas serão beneficiadas.

    Como alguém pode reclamar que está pagando muito pouco por alguma coisa ?

  15. O protecionismo tem que ser entendido do ponto de vista político. Do ponto de vista do liberalismo ingênuo (que presume, por postulado, que a paz e boa-fé são o estado natural da humanidade, em outras palavras, que o problema da política não precisa ser resolvido) é claro que o comércio livre irrestrito é sempre superior.

    No ponto de vista político, começam a surgir questões como “o que impede o país vizinho de envenenar a comida que vende para mim”, “o que eu faço se minha economia ficar criticamente dependente de um produto importado e o meu vizinho ameaçar um embargo para fazer exigências”, “que indústrias eu posso terceirizar sem ser prejudicado se amanhã meu vizinho entrar em guerra contra mim” são mais relevantes.

    Se quisermos resolver esse tipo de questão só com livre-mercado seremos forçados a entrar em mecanismos hipotéticos como os inventados pelos anarco-capitalistas: seguro-contra-guerra, seguro-contra-embargo, etc.

  16. Desculpem-me se minha pergunta é idiota (não entendo nada de economia, estou tentando aprender, rs).

    Vamos supor que, devido à abertura das importações, os insumos adquiridos por uma fábrica nacional tenham um custo menor; sendo assim, o custo final para o consumidor será também menor, o que melhoraria as vendas. Mas será que o aumento nas vendas compensaria alguma diminuição da margem de lucro da fábrica, levando-se em conta que os salários dos funcionários de tal fábrica não sofressem diminuição? Ou a margem de lucro continuaria a mesma justamente por causa dos insumos mais baratos, mesmo com a redução do preço final? No caso da diminuição da margem de lucro, isso não se refletiria no salário dos empregados gerando queda no poder aquisitivo?
    Mais uma questão: Se por acaso uma determinada fábrica começar a vender seus produtos no Brasil a um preço abaixo do custo para conquistar mercado e quebrar os concorrentes, subindo os preços após algum tempo, como o WalMart faz nos EUA quando abre uma filial em alguma cidade, seria essa prática válida, mesmo que o consumidor fosse beneficiado?

    Agradeço a atenção, e a cada dia que passa aumenta a minha admiração pelo IMB.

  17. Parabéns pelo excelente artigo. Minha humilde opinião que no final é o brasileiro que sofre com as altas tributações e cada vez mais nosso poder de compra diminui.

    continue compartilhando seus pensamentos, gostei muito do texto.

  18. A Venezuela vai quebrar de vez e sem volta. O Maduro desvalorizou a moeda em 35% na semana passada. Ele também está aumentando o salário mínimo em 30%. Sem contar o estado de excessão declarado sem apoio do congresso.

    Agora a Venezuela vai matar o povo de fome. O Maduro tomou mais medidas inflacionárias no país com mais inflação no mundo.

    É por isso que a esquerda não merece respeito e precisa ser combatida sem misericórdia.

    O comunismo da Venezuela só vai acabar quando houver guerra.

  19. Leandro, lendo o seu artigo, Obama o terror dos Keneysianos:
    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=470

    -Na época o desemprego estava em 10% no EUA, hoje esta em 5%, essa taxa pode durar muito tempo? -O BC não pode elevar as taxas de juros como antes e esta com bilhões em caixa, grandes empresas podem se aproveitar dessa situação e ficar rolando a dívida por décadas como os governos fazem?

  20. O Brasil não abre sua fronteiras ao livre comércio internacional porque isso não significa só a concorrência entre industrias mas principalmente entre governos. Na verdade o protecionismo não é direcionado às industrias nacionais, ou aos trabalhadores, mas ao próprio governo. O governo na verdade está se protegendo quanto a sua atual forma de governar. As industrias nacionais não conseguem competir com as internacionais porque têm que pagar pesados impostos e taxas burocráticas para sustentar o atual sistema. Se os impostos de importação fossem zerados, todas as industrias nacionais iriam falir porque não teriam como competir com empresas que tivesses governos mais eficientes. Desta forma, a única forma de abrir o livre comercio internacional no Brasil sem desencadear uma quebradeira geral é o governo se tornar mais eficiente, com menos impostos e menos burocracia; isso permitiria a competitividade das empresas nacionais após a abertura. Pressupondo isso, iremos chegar a conclusão que o governo não está preocupado com o bem estar dos seus cidadãos, mas em escravizá-los; se fecha ao mercado internacional para não competir com outros governos e poder continuar a viver no luxo pela exploração de seus cidadãos que trabalham mais e usufruem menos porque parte de sua riqueza é confiscada. Resumindo, o Brasil não se abre para o comércio internacional porque o governo não quer abrir mão de explorar seu povo.

  21. Sou contra o protecionismo, mas liberar de vez também,
    Seguindo a sua lógica, é pedir pra todo brasileiro virar plantador de cana, café etc…

    Acho válido um certo protecionismo, por um determinado período, mas o problema, é que aqui, quando se tem a proteção, todos se acomodam e vendem somente para a dona Maria e o seu João(reserva de mercado).
    Não existe um setor de pesquisa e desenvolvimento por parte do setor privado brasileiro(se tem, deve ser pequeno, e também desconheço). Daí já se tira muita coisa…

    O protecionismo mais injusto que existe, é o protecionismo sobre produtos que não produzimos, além de encarecer e muitas das vezes inviabilizar processos que dependem do insumo, não temos a quem recorrer no mercado interno, ou quando temos, é de péssima qualidade devido a ‘fatia de mercado’…

  22. Felipe Lange S. B. S.

    “Já se as fronteiras são fechadas, você vive em um estado de autarquia, podendo consumir apenas aquilo que você produz. Suas opções são drasticamente reduzidas. Os preços são maiores. A indústria é ineficiente, pois não precisa se preocupar com a concorrência de estrangeiros. A população nacional se torna refém do baronato industrial nacional, que tem seus lucros garantidos sem a contrapartida de uma prestação decente de serviços. Por isso o padrão de vida em países de economia fechada é tão baixo.”

    Esse é o Brasil. País onde não se pode importar livremente nem dos outros países do Mercusul, de modo que fiquemos totalmente refém das corporações parasitárias que fazem lobby sempre que quiserem. Não existe nenhum governo corajoso o suficiente para abrir o mercado às importações.

  23. “Quantas pessoas podem se dar ao luxo de se divertir luxuosamente em países como Myanmar, Zimbábue e Venezuela?”

    Quantas exatamente não sei dizer. Mas tenho certeza de que são relativamente poucas e de alguma forma ligadas ao governo. Viva a igualdade “uns mais iguais do que os outros”!

    * * *

  24. Muito se fala sobre importação, exportação, taxas abusivas, reserva de mercado e tal.
    Já fui chamada de alienada, mas não estou nem aí.
    Enquanto as pessoas estiverem interessadas, apenas em poder, pelo poder, não acredito que o mundo tenha jeito.
    O único sujeito que se diz comunista e quer viver num país comunista, é o governante, pois ele se beneficia da pobreza do povo. (isso faz com que ele não seja comunista, apenas opressor, se realmente fosse, viveria na mesma miséria da sua população).
    Quando um produto é feito num país e exportado pela metade do preço praticado nesse país, aí tem coisa muito errada.
    Novamente acho que o problema são as pessoas, e não adianta dizer que é “culpa do governo”. Mentira, é culpa das pessoas.
    Qualquer político, antes de ser eleito pela primeira vez, é uma pessoa do povo, apenas encontrou uma ótima forma de manipular e levar algum tipo de vantagem sobre outras pessoas.
    Então, se você perguntar para a maioria das pessoas que você conhece e não estão na política:
    O que você faria se estivesse lá?
    Provavelmente a resposta seria:
    Eu iria roubar também, se eles fazem isso, por que eu não poderia?
    Está aí a mentalidade, que faz esse mundo, principalmente o Brasil (digo isso porque moro aqui, lá fora, talvez seja igual ou diferente, não sei) ser o que é.
    Mentalidade aproveitadora.
    E quem é que elege esse sujeito?
    Outra pessoa que acredita que vai se beneficiar das ações dessa mentalidade que foi eleita.
    E vamos trabalhar porque é o único jeito de viver dignamente.

  25. Diversas vezes fui taxada em importar kits de maquiagem, coisa pouca, preço baixo, e mesmo
    assim me taxaram, o Brasil precisa mesmo evoluir nessa questão.

  26. Dois anos após a publicação dessa matéria um dos

    destaques na mídia é a taxação à importação de aço e alumínio por parte dos EUA. Eu que já não entendia nada fiquei mais confuso!

  27. Área de livre comércio é um acordo comercial feito entre países, cuja principal intenção é aumentar as relações comerciais entre eles, através da eliminação de tarifas e quotas na importação e exportação de bens e serviços.

    A Área de Livre comércio é considerada uma das fases intermediárias para a formação de um bloco econômico.

    Vale ressaltar que ela não é uma união aduaneira, pois não ocorre uma política comercial comum entre os países, nem mesmo o estabelecimento de tarifas externas válidas para todos.

    Estes acordos são regidos pela OMC (Organização Mundial do Comércio) ou por acordos firmados entre os próprios países membros.

    Objetivos principais:

    – Eliminar a cobrança de taxas, tarifas e impostos nas relações comerciais (exportação e importação) entre os países membros. Estas vantagens podem ser aplicadas a todos ou alguns produtos e serviços.

    – Aumentar o comércio de bens e serviços entre os países participantes da união.

    – Possibilitar, futuramente, a formação de um mercado comum, também chamado de bloco econômico.

    Exemplos:

    – Mercosul

    – Aliança do Pacífico

    – Tratado de Livre Comércio da América do Norte.

    – Área de Livre Comércio entre Peru e Estados Unidos.

    – ALCA (ainda não implementada)

    Você sabia?

    – Uma das primeiras áreas de livre comércio da história surgiu em 1860. Chamado de Tratado Franco-Britânico de Livre Comércio foi estabelecido entre França e Reino Unido.

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