A chance do processo de impeachment avançar piorou com a “golpeada”
dada pelo Supremo. Paradoxalmente, no entanto, a chance de a presidente cair em
até 18 meses aumentou.
Um governante só pode se sustentar no poder com o apoio de
uma maioria qualificada que o defenda e que contenha os ânimos da população contra
as mazelas sociais, como desemprego e inflação. Esta maioria qualificada é
formada pelas elites empresarial, intelectual, burocrática, midiática,
religiosa, militar e outras.
Estas elites, quando perdem poder ou recursos, especialmente
em benefício da elite que toca o regime, tendem a reagir.
O apoio que a presidente tinha até o último ano do primeiro
mandato era considerável. Desde então, a deterioração caminha a passos largos.
Muitos dos que a apoiavam vocalmente agora estão quietos. E muitos dos que
estavam quietos estão agora vocalizando sua insatisfação com as políticas do
governo e com a presidente.
O processo de deterioração do apoio pelas elites não cessará
pela eventual interrupção do processo de impeachment no Congresso.
Prevejo que a ‘sorte’ ficará contra a presidente nos
próximos 18 meses. É como o que ocorre quando há uma pessoa com quem você
trabalha e com a qual você não se dá. Parece que todos os dias a pessoa comete
um novo erro. Os fatos conspiram contra a pessoa.
Portanto, fatos novos serão amplificados e a interpretação dada
pela mídia e pelas redes sociais será usualmente a de atribuir cada vez mais
culpa, corretamente, às políticas públicas dos últimos 5 anos.
O fim deste processo não é difícil de prever.
Quanto otimismo, Hélio. Não se esqueça que se trata de uma terrorista que fará de tudo para ficar lá. Com ou sem impeachment.
Infelizmente não posso concordar com a análise. O empresariado no Brasil não gosta de brigar com a caneta de Brasília. Se ficar claro que Dilma não cai, irão tentar adaptar-se à nova conjuntura.
Não é difícil mas pode ser doloroso para população que paga impostos e todo esse teatro.
Acho que a “sorte” está contra o Brasil nos ultimos 13 anos, infelizmente.
O que?? 18 meses e tempo demais!Em qq pais mais ou menos serio ela ja teria caido ha muito tempo. Este cinismo so existe em Ditaduras nazi-comunistas. O correto seria a Camara ignorar a decisao politico-partidaria do STF. Declarar sua independencia para decidir sobre o tema, impedir a interferencia do Judiario em assuntos de sua competencia. A presidente foi eleita pelo Povo e somente o Povo atravez de seus representantes pode retirar seu mandato. O Senado nao representa o Povo, mas sim
Os estados federados. Somente a Camara pode decretar o impeachment, conforme ocorreu no caso Collor. Nada de casuismos e de chicanas juridicas para proteger este governo corrupto que nao representa mais o Povo deste pais. Cabe a Camara defender a vontade do Povo conforme determina a Constituicao.
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Em tese, sim. Porém, se o processo não passar, não haverá outra maneira de iniciar o Impeachment. Só se houver fato novo, um crime que ela cometa novamente, ou que seja descoberto, o que não acho que irá acontecer.
O Nelson Barbosa irá adotar medidas que irão melhorar os dados em 2016, como aumentar impostos para diminuir o déficit, aumento do individamento, empréstimos com FMI talvez. Essas medidas só irão provocar nova e acentuada crise fiscal daqui a dois anos.
Espero estar eu errado.
Infelizmente não tenho o mesmo otimismo do Hélio, esse desgoverno permanece sagaz, mesmo depois te tantas evidencias de corrupção em todos os sentidos possíveis e inimagináveis.
Quando assisto ao vivo uma desmoralização de um processo político pelo STF! que ao meu ver já são cartas marcadas, quando Toffoli e Lewandowski se confrontaram tive a certeza das manobras.
Sou brasileiro 52 anos, nos anos 80 era militar do Exército e torcia muito pela democracia plena
da minha pátria, e lembro bem quando Tancredo Neves foi eleito Presidente do Brasil! mesmo sendo por voto indireto, o voto livre estava muito próximo.
Para ser sucinto são 30 anos de esperança de um cidadão pelo Brasil melhor e independente de partidos e pessoas de interesses próprios, essas oligarquias criminosas que se perpetuam no nosso
país. Conheço muitas pessoas que amam o estado, mesmo se dizendo livre, independente.
Helio,
No texto diz:
"Um governante só pode se sustentar no poder com o apoio de uma maioria qualificada que o defenda e que contenha os ânimos da população contra as mazelas sociais, como desemprego e inflação. Esta maioria qualificada é formada pelas elites empresarial, intelectual, burocrática, midiática, religiosa, militar e outras.
Estas elites, quando perdem poder ou recursos, especialmente em benefício da elite que toca o regime, tendem a reagir."
Em relação ao apoio ao qual você se refere, acredito que não seja prestado pelas elites acima (uma ínfima parte dela pode ate ser); mas sim, quem anda segurando a ponta são os movimentos sociais, sindicatos, imigrantes desempregados, além dos militantes disfarçados atrás de uma infinidade de profissões. E esses não tem nada de qualificado; muito pelo contrário, em nada se comparam a intelectuais.
Observe que o governo corta tudo, tributa tudo, aumenta tudo, carteliza quase tudo, mas não mexe nos ditos "benefícios sociais", pois sabe que ali está a base de sua sustentação, ainda que já fragilizada e comprometida em virtude do contexto economico geral.
O governo atual não quer e não irá resolver a situação econômica. Não é o objetivo. O lance é mais estado. E se o objetivo é dilatar e controlar o estado, nada mais eficiente do que causar um certo coeficiente de caos e instabilidade para reafirmar seu poder perante os súditos.
"Prevejo que a ‘sorte’ ficará contra a presidente nos próximos 18 meses. É como o que ocorre quando há uma pessoa com quem você trabalha e com a qual você não se dá. Parece que todos os dias a pessoa comete um novo erro. Os fatos conspiram contra a pessoa."
O Olavo de Carvalho, em uma podcast com o Bruno, disse algo parecido com "instabilidade economica pode derrubar governo em primeiro mundo. Mas em países totalitários, socialistas, isso apenas reafirma sua condição." O dito “quanto pior, melhor“, é o ideal nesse caso.
Dividir para controlar: já dizia Sun Tzu no seu livro "A Arte da Guerra".