Husain Haqqani foi
embaixador do Paquistão nos EUA entre 2008 e 2011. Atualmente, ele é membro do Hudson Institute,
em Washington. Eis um trecho de um artigo
seu na imprensa britânica:
A
interpretação fundamentalista do Islã não é um pensamento comum para a maioria
dos muçulmanos, especialmente em épocas mais recentes. No entanto, tal interpretação está claramente
conduzindo a agenda política em países muçulmanos. E nem todos os muçulmanos modernos estão
dispostos a confrontar as crenças anti-ocidentais e anti-semitas que alimentam
a narrativa islâmica. Os islâmicos
radicais estão dominando o discurso dentro do mundo muçulmano assassinando os
leigos e obrigando vários deles a deixar seus respectivos países.Com
mais de 1,4 bilhão de muçulmanos ao redor do globo, o inchaço dos jihadistas
fundamentalistas é um sério problema. Se
apenas 1% dos muçulmanos de todo o mundo aceitar essa versão intransigente da
ideologia, e se apenas 10% deste 1% (ou seja, 0,1%) decidir se comprometer com
essa agenda radical, ainda assim teremos um milhão de muçulmanos radicais
decididos a servir de recrutas para grupos como al-Qaeda, ISIS e qualquer que
seja o próximo.Somente
uma campanha ideológica conjunta contra essa versão medieval da ideologia
islâmica, como a campanha que foi feita para desacreditar e conter o comunismo,
poderia reverter essa tendência.
Quem, exatamente, irá conduzir essa campanha
ideológica? Certamente não serão os
líderes políticos do Ocidente. Também
não serão os líderes políticos da Arábia Saudita. Quem irá financiá-la? Quem irá ensiná-la? Onde ela será ensinada? Principalmente: por que esse 0,1% do islã irá
prestar qualquer atenção a estas instruções?
Se a propaganda vier do Ocidente, ela será imediatamente rejeitada, pois
será vista como doutrinação dos infiéis.
Quando há um milhão de pessoas que são potenciais
recrutas radicais — dentre os quais há mulheres –, não se está falando de um
movimento político pequeno e marginal.
Se estas pessoas estiverem sendo financiadas, e dado que elas não têm
medo de morrer, então não há virtualmente nada que as democracias ocidentais
possam fazer para se defender. Os
governos não conseguem nem sequer conter o fluxo de armas que abastecem esses
grupos. Eles podem até tentar, mas, ao
simplesmente tentarem, irão aumentar enormemente os custos de se defender
contra terroristas.
No que mais, terroristas não obedecem a leis sobre
porte de armas. Terroristas não são
muito adeptos do desarmamento. Os
terroristas que massacraram quase
100 pessoas na casa de shows Bataclan, em Paris, tinham Kalashnikovs (arma
russa popularmente conhecida como AK-47).
Obviamente, eles não conseguiram aquelas Kalashnikovs em uma loja de
penhor em Paris.
Segundo relatos dos sobreviventes, os terroristas
armados calmamente
recarregaram suas armas várias vezes, sem serem molestados. E, após cada tiro, enfiavam
facas no estômago das vítimas para se certificar de que estavam
mortas. Em nenhum momento se preocuparam
com a hipótese de haver alguém armado dentro da casa de shows. Uma única pessoa com
uma pequena .45 poderia ter mudado a história.
O presidente da França pode dizer que isso é um ato
de guerra, e ele pode ordenar ataques aéreos sobre o ISIS, mas isso não irá
solucionar o problema domesticamente. Os
guetos muçulmanos de Paris são impenetráveis.
Há distritos em Paris em que nem a própria polícia entra à noite.
Eis o fato aterrador: quando indivíduos estão
dispostos a morrer em uma missão suicida, não há essencialmente nada que as
polícias e as operações militares do Ocidente possam fazer para proteger o
público.
Isso significa que o público terá de se proteger por
conta própria. Os políticos da Europa
preferem ver seus cidadãos desprotegidos a permitir que eles possam portar
armas. Os políticos têm muito mais medo
de ver cidadãos europeus armados para se defender de terroristas muçulmanos do
que dos próprios terroristas muçulmanos.
O mesmo raciocínio também é válido para o presidente americano. No entanto, a sorte dos americanos é que o
Congresso pensa diferente.
Já está óbvio para qualquer americano que possui uma
arma que a Europa já perdeu sua fibra. Já
está claro para os americanos que os cidadãos europeus foram tornados
simplesmente incapazes de se defender contra terroristas. Políticos europeus podem falar o quanto
quiserem sobre estarem em guerra; todos sabem que eles não irão conduzir uma
guerra contra terroristas muçulmanos.
Eles irão, isso sim, continuar conduzindo uma guerra contra a
possibilidade de seus cidadãos se armarem.
Essa é uma guerra na qual os governos europeus estão envolvidos há um
século.
Terroristas muçulmanos constrangem políticos
europeus porque terroristas armados com Kalashnikovs demonstram claramente a
ineficácia das leis desarmamentistas para os terroristas. Os atentados de Paris também deixaram claro
que as leis desarmamentistas foram muito eficazes entre os cidadãos
europeus. Eles estão totalmente
indefesos; já os terroristas não. Os
terroristas estão no controle, pois eles conseguem obter Kalashnikovs e também
estão dispostos a morrer por sua causa. Esses
dois fatores colocam os terroristas no controle da agenda.
Mas não é assim que Obama irá ver a situação. E não é assim que François Hollande entenderá
a situação. Também não é assim que
Angela Merkel irá interpretar tudo. Mas
aqueles que entendem de armas entendem perfeitamente até que ponto os
terroristas estão em vantagem e ganharam uma espécie de carta branca.
[N. do E.: recentemente, no Texas, um bandido
invadiu uma igreja. O
pastor, que estava armado, atirou nele. O bandido ficou ferido e, enquanto
aguardava a polícia e os paramédico, o pastor orou ao lado do baleado.
Também no Texas, houve um concurso de caricaturas do profeta Maomé. Dois
homens do Isis, fortemente armados, tentaram invadir o local. Foram mortos. Nenhum inocente morreu.
Em Ohio, um homem
portando uma arma evitou uma chacina. Várias vítimas foram salvas,
incluindo uma criança de um ano. Ninguém
morreu e o maluco foi preso.]
Em Israel, terroristas podem utilizar facas para assassinar
suas vítimas. Eles
estão utilizando facas, mas isso não recebe a mesma publicidade que
chacinas. Houve um que utilizou um machado, e foi prontamente morto por um
cidadão armado.
O Ocidente agora tem de tentar pegar o tigre pelo
rabo. A jaula está aberta e o tigre já
está fugindo. No entanto, esse problema
é muito maior na Europa do que nos EUA.
Caso esse problema chegue aos EUA, a reforma não ocorrerá nas mentes dos
terroristas. Ela ocorrerá nas mentes dos
americanos, principalmente dos mais progressistas que moram nas grandes
cidades, os quais finalmente terão de decidir se já não é chegada a hora de
portar uma arma. Isso será uma ótima
notícia para a liberdade, e péssima notícia para o governo.
Intervenções externas
A França não foi escolhida aleatoriamente. Há um longo histórico de intervenções do
governo francês — ainda mais violentas que as do governo americano — na
Síria, no Líbano, no norte da África, e em demais localidades muçulmanas.
Uma recente
reportagem da The Atlantic
forneceu um ótimo resumo das intervenções do governo francês na África e no
Oriente Médio nos últimos anos. Desde
setembro de 2014, por exemplo, o governo francês já praticou 200 bombardeios
aéreos no Oriente Médio. A
Síria tem sido um alvo preferencial.
Somente o mais ingênuo dos observadores poderia
afirmar que estes bombardeios, bem como outras operações militares, não
afetaram a população civil e não causaram mortes de inocentes, mulheres e
crianças. O governo francês vem
bombardeando, matando e mutilando africanos e cidadãos do Oriente Médio há
décadas.
E não nos esqueçamos de que o governo francês estava
na vanguarda
da guerra da Otan contra o governo da Líbia em 2011, intervenção esta que
foi parte de um esforço dos poderes colonizadores europeus para readquirir o controle de
uma região que estava ficando sob influência chinesa.
Estas infindáveis intervenções militares não apenas
não deixaram os EUA e a Europa mais seguros, como ainda geraram as famosas
consequências não-premeditadas: a população cristã destes países bombardeados,
que até então vivia relativamente segura e protegida pelos governos seculares
do Iraque, da Síria e da Líbia, hoje está sendo massacrada e expulsa por
fundamentalistas islâmicos, fazendo com que o
cristianismo esteja à beira da extinção no Oriente Médio.
Várias das armas enviadas pelos EUA, pela França e
por demais aliados para os “rebeldes moderados” que tentavam derrubar o governo
de Assad foram parar nas mãos dos jihadistas que hoje compõem o ISIS. Os grupos moderados se juntaram às facções
radicais, levando consigo suas armas e seu treinamento, ambos fornecido pelo
governo americano. Outros grupos
moderados foram ou capturados ou mortos, com suas armas (fornecidas por EUA e
França) sendo confiscadas pelos radicais.
Consequentemente, as facções mais radicais se tornaram mais bem
equipadas e mais bem treinadas, e ocasionalmente são atacadas por aviões de
seus ex-mentores.
Conclusão
As políticas de intervenção externa para fazer
“mudanças de regime” apenas pioraram a situação. É incrivelmente tola a ideia de que governos
podem enviar armamento pesado para “os moderados” do Oriente Médio e acreditar
que este equipamento não irá cair nas mãos de radicais.
Mais bombardeios não irão resolver o problema do
Oriente Médio.
Eis uma alternativa: o Ocidente deveria se
concentrar no comércio e nas relações amigáveis, parar de enviar armas para a
região, abolir todas as políticas de “mudança de regime” e manipulações afins,
respeitar a soberania nacional alheia, e manter uma forte defesa dentro das
fronteiras nacionais.
As fracassadas políticas do passado devem ser
rejeitadas, antes que seja tarde demais.
Se os governos ocidentais tirarem suas tropas dos países
islâmicos, e pararem de bombardeá-los, isso já seria uma mudança positiva. O problema é que políticos adoram a noção de
construir impérios.
A violência nunca acaba. Ela só se intensifica.
Os suíços é que sempre estiveram corretos. Sua população é extremamente armada e seu
governo não pratica intervenções e bombardeios externos. Não houve nenhum ataque terrorista na Suíça.
_____________________________
Ryan
McMaken, editor do
Mises Institute americano.
Gary
North, ex-membro adjunto do Mises Institute, é o autor de
vários livros sobre economia, ética e história.
Ron
Paul, médico e ex-congressista republicano do Texas. Foi
candidato à presidente dos Estados Unidos em 1988 pelo partido libertário e
candidato à nomeação para as eleições presidenciais de 2008 e 2012 pelo partido
republicano.
É autor de diversos livros sobre a Escola Austríaca
de economia e a filosofia política libertária como Mises e a Escola
Austríaca: uma visão pessoal, Definindo a liberdade, O Fim do Fed – por
que acabar com o Banco Central (2009), The Case for Gold (1982), The
Revolution: A Manifesto (2008), Pillars of Prosperity (2008)
e A Foreign Policy of Freedom(2007).
O doutor Paul foi um dos fundadores do Ludwig von
Mises Institute, em 1982, e no ano de 2013 fundou o Ron Paul Institute for Peace and Prosperity e
o The Ron Paul Channel.
O primeiro crime ocorrido na França é o desarmamento. Aliás, crime esse espalhado por quase toda Europa com seus pseudos-especialistas em questões de segurança (normalmente socialistas nervosinhos). E o pior, agora contam com a ajuda “burra” de Obama.
Como disse um dos autores, sorte que o congresso pensa diferente. Espero em 2016 ver os republicanos no poder. Trump ou Carson, independente, qualquer um deles vai ter uma política de segurança interna e externa infinitamente melhor que qualquer democrata.
Mais um ótimo argumento para a liberação. Para quem se preocupa com crianças em casa, vi recentemente um cadeado de gatilho eletronico que é liberado em 1 segundo +/- através da impressão digital.
Mudando de assunto, aguardo um artigo do Mises sobre o desastre em Mariana. As pessoas já estão culpando o capitalismo para variar.
Leandro, como mineiro e “vizinho” de Mariana você tem que escrever algo sobre. Coloque os pingos nos i’s.
Vocês conhecem a história de Charl van Wyk?
O episódio ocorreu em 25 de julho de 1993, quando terroristas atacaram e mataram 11 pessoas e feriram 24 outras numa igreja na África do Sul, foi registrado no livro "Shooting Back: The Right and Duty of Self-Defense" [Revidando fogo: o direito e o dever de se defender].
Posteriormente, a polícia lhe disse que os terroristas confessaram que o plano deles era matar todos na igreja, possivelmente 1.000 pessoas ou mais, e a reação armada de Van Wyk foi considerada responsável por salvar muitas vidas naquele dia.
Contudo, por meio de seu ministério Frontline Fellowship, Van Wyk vem trabalhando em regiões que poderiam ser chamadas de áreas africanas "devastadas pela guerra". O único problema é que no Congo, por exemplo, ninguém pode revidar e ninguém pode portar arma, como ocorreu quando ele estava armado durante o massacre na igreja evangélica St. James, podendo impedir um derramamento de sangue maior. Em vez de chamar esses lugares de "zonas devastadas pela guerra", Van Wyk afirma que eles deveriam ser simplesmente chamados de "zonas de assassinato".
Van Wyk faz um alerta acerca da situação triste das igrejas no Congo que ele viu, uma nação onde os criminosos carregam armas, mas as pessoas não têm nenhum direito de portar um revólver. Depois de entrevistar uma mulher cuja vila foi estuprada e aterrorizada por rebeldes armados e ficar sabendo de um pastor que foi enterrado vivo, sem que sua congregação nada pudesse fazer para se defender, Van Wyk escreveu uma carta ao editor no Congo:
"Seria muito difícil assassinos armados efetuarem tal tirania se as pessoas da localidade estivessem armadas e pudessem se defender", escreveu Van Wyk. "Esse tipo de chacina só pode ocorrer em lugares em que os cidadãos não têm acesso a armas".
OK
Quer dizer então que os atentados em Paris foram uma retaliação às “atrocidades” cometidas pela França no Oriente Médio?
Entendi.
Botem o Canadá nesta conta, pois com o governo do PM Justin Trudeau , e com maioria no Parlamento, o Canadá vai investir em
– Mais multiculturalismo
– Mais assistencialismo
– Muito menos cidadãos com armas.
Não fiquem surpresos se rolar um novo atentado ao que aconteceu em Ottawa.
Ih, lá vem esse papo armamentista…
Quando vcs vão entender que arma só trás violência? Se o governo francês espalhasse avisos de que não pode portar armas, eu duvido que isso ocorreria. Nada como um bom e velho cartaz de ”proibido entrar portando arma de fogo” para evitar transtornos.
Ademais, a excelente polícia estatal esta aí(quase onipresente) para isso.
Vou dizer uma coisa: sou militar e aqui dentro da caserna eu fico defendendo a revogação do Estatuto do Desarmamento com mais dois amigos. Uns ficam em silencio e outros sao contras. Acredito que exista uma ignorância a respeito do assunto no meu meio. Estou num curso com oficiais superiores (120 pessoas) e ninguém sabia quem era Mises, Hayek, Carl Menger, etc..
Em todos os debates geopolíticos, fico sozinho falando da Escola Austríaca. Venho falando de Mises desde o inicio do ano, mas pelo menos termino o curso até feliz de pelo menos eles já saberem que Mises existiu. Fiquei com a alcunha de Militar Liberal. Fiquei feliz por isso,
Sou a favor de uma FAAs enxuta e moderna exclusivamente para defesa do território. Apenas isso.
O argumento mais usado é que a nossa sociedade é subdesenvolvida ou o país é grande e não podem ser aplicadas pensamentos austríacos no Brasil. Pura desonestidade intelectual.
As Vezes penso que alguns tem medo da liberdade e do onus de se responsabilizar pelos seus atos.
ABS a todos!!
A conclusão desse texto é infantil, pra dizer o mínimo.
Essa geopolítica é ditada pelos interesses dos setores petrolífero e armamentista ligados aos governos nacionais. Como fator adicional de complicação, há ainda a questão do estado de israel. e misturado a tudo isso, o clash dos grandes blocos de poder.
Se existem forças imperialistas hoje em dia, elas se identificam no eurasianismo russo (uma espécie de neocomunismo), na china comunista e no bloco islâmico, e não nas nações ocidentais (cada vez menos soberanas, pela influência das organizações globalistas supranacionais, outra força importante no jogo da política internacional).
Mas os libertários podem continuar desejando um mundo ideal de centenas de suiças, sem problema. ou melhor, até o dia em que o avanço russo ou chinês ou muçulmano fizer dos suiços adubo pras vacas pastarem.
Quanto à ineficácia grosseira da política de desarmamento, concordo em gênero, número e grau. Agora, quanto à total não intervenção, tenho lá minhas dúvidas.
A Suíça é, sim, o modelo mais ideal de todos, com a população civil armada e treinada e política de absoluta neutralidade nas relações internacionais, o que o artigo prega aos EUA em sua conclusão. Acontece que os EUA há muito fizeram uma escolha geopolítica e, ao trilhá-la, também há muito passaram de um ponto hipotético de não retorno. E essa escolha foi a de ser a Roma moderna.
Receio que se os EUA não mais intervierem, assumir uma política externa à suíça e abdicarem de ser Roma, quem quer que sempre quis ser Roma no lugar dos EUA assumirá esse papel. Desnecessário lembrar que as alternativas aos EUA para o papel de Roma nunca foram, não são e provavelmente não serão aprazíveis. Com todos os problemas que possam ter, ainda bem para todo mundo que preza pela civilização ocidental que são os EUA a exercer a função de Roma.
Enfim, nessa circunstância, os EUA seriam – geopolítica, mas não necessariamente fisicamente falando – destruídos e assumiria seu lugar muito provavelmente a Rússia do ex-KGB Putin. É isso o que se quer?
Seja como for, a mera sugestão de não intervenção é melhor do que o “status quo”, que obviamente não funciona. Se a não intervenção pregada pelo artigo funcionar, a solução, a meu ver, seria o outro extremo, ou seja, a total intervenção. Armar “moderados” para derrubar os regimes dos “radicais” só deu e só tem dado m. nas últimas sete décadas. Se se decidir intervir, somente completas reconquistas e recolonizações, transformando o Oriente Médio praticamente inteiro em um, política e juridicamente falando, grande Porto Rico, estabelecendo regimes com chefia de governo democraticamente eleita de acordo com as leis locais e chefia de estado americana e garantidores de plena liberdade individual, politica e econômica aos seus cidadãos.
É o que eu penso.
“Também no Texas, houve um concurso em que pessoas atiravam em desenhos do profeta Maomé. Dois homens do Isis, fortemente armados, tentaram invadir o local. Foram mortos. Nenhum inocente morreu.”
Neste caso foi a Polícia que impediu a chacina. Não fosse a polícia teria ocorrido em Dallas o mesmo que ocorreu em Paris…
Olá Pessoal!
Prezados, não posso concordar com esse argumento que mais armas geram menos violência e nem ao menos neste caso. Infelizmente neste caso, eles iriam dar um jeito. Vejam bem; armas servem muito bem para reações, porém com preparo. De nada serve ter uma arma em casa, se você não tiver um bom alarme; do contrário, o meliante irá roubar inclusive a sua arma. Portanto, se é necessário armar uma população, essa população tem de ser bem treinada (e periodicamente) e ter alarme e loca seguro para guardar armas. Do contrário, vamos ter pessoas usando armas apenas para cometer o ilícito.
abraço
Uma campanha ideológica proveniente do ocidente com a intenção de reverter a tendência do radicalismo muçulmano provavelmente seria refutada no Oriente Médio e dificilmente encontraríamos grupos dispostos a financiá-la…este foi um tópico e questão apresentado no artigo.
Sugiro uma alternativa – e se os aviões sobrevoando o Oriente Médio ao invés de bombardeios, espalhaçem simples revistas eróticas…que para nós ocidentais é um produto bem comum (para muitos é prolixo), inofensivo, consome quem quer e não mataria ninguém comparado a uma arma aérea. De custo irrisório frente às armas que se tem utilizado e seria uma contra-ideologia magnífica para a estupidez do fundamentalismo islâmico!
Antes do tolo jovem islâmico ser recrutado para ter sua mentalidade insuflada de lixo sanguinário, que tal uma arejada na sua visão de mundo!?
Tive o interesse de ler alguma coisa sobre a religião muçulmana, e tive a oportunidade de morar um ano na França, onde também convivi com muitos muçulmanos. Portanto, vou colocar uma visão deste "choque de civilizações".
O fato de que estes recentes atentados em Paris terem sido cometidos por jovens belgas e franceses, de pais de origem árabe, é sintomático. Todos sabemos das dificuldades de inserção destes jovens nas sociedades europeias, onde as tradições históricas, familiares e culturais são muito fortes. Mesmo tendo uma qualidade de vida muito superior a de seus ascendentes em seus países de origem (que estes jovens não conheceram), a insatisfação inerente aos jovens, inflada por um discurso político hegemônico contra as "injustiças sociais", estimula um sentimento de revolta e ressentimento. Imagine um jovem de origem árabe, convivendo com as belíssimas e cultas jovens francesas, mas sem poder sequer dirigir-lhes a palavra? Lembro que na França a prostituição é expressamente proibida, e um jovem pobre e feio tem pouquíssimas oportunidades de atuação sexual (principalmente um muçulmano).
A imprensa brasileira noticiou estes dias o caso de um jovem belga, filho de mãe brasileira, que morreu na Síria em atividades junto ao Estado Islâmico. A mãe relatou que após uma depressão por insucesso como jogador de futebol, o jovem converteu-se ao islamismo, sendo cooptado por correntes radicais.
Este é o caldo de cultura perfeito para o extremismo. Jovens saudáveis mas insatisfeitos e ressentidos, com sua sexualidade reprimida, vivendo em guetos praticamente isentos de autoridade policial, com as autoridades políticas repetindo o discurso contra a "discriminação" e a "injustiça social" (contra os quais estas mesmas autoridades nadam podem fazer), recebendo uma doutrinação ideológica religiosa de que estão lutando "em nome de Deus".
Simplesmente não há solução. A França e outros países da Europa terão que conviver com isto nas próximas décadas. E tentar reduzir os danos colaterais.
O provável cenário? A vitória da extrema direita nas próximas eleições.
A informação sobre Garland está errada. O concurso não tinha nada a ver sobre atirar nos desenhos do Maomé. Era um concurso promovido pela American Freedom Defense Initiative (AFDI), que oferecia US$ 10.000,00 para autor da melhor caricatura de Maomé.
Ninguém nunca comenta o que France fez no Continente Africano, porque será?
Terroristas islâmicos matam 147 pessoas em universidade no Quênia.Os atiradores foram de quarto em quarto perguntando quem era cristão. A polícia cercou o campus e matou os quatro terroristas depois de 15 horas.Terroristas islâmicos invadiram uma universidade no Quênia, país da África Oriental, e assassinaram 147 pessoas, depois de perguntar entre as vítimas quais eram cristãs.
O ataque foi em Garissa, a 150 quilômetros da Somália, de onde vieram os terroristas do Al-Shabaab, um grupo extremista islâmico ligado a Al-Qaeda, e que já fez vários ataques no Quênia.
Eles entraram na universidade atirando. Foram de quarto em quarto, perguntando quem era muçulmano e cristão e executaram os cristãos.Policiais e soldados cercaram o campus e depois de 15 horas conseguiram matar os quatro terroristas. Pelo menos 80 pessoas ficaram feridas.
Autoridades ofereceram uma recompensa de 215 mil dólares por informações de Mohamed Mohamud, que é acusado de ser o mentor do ataque.
Até onde eu sei, poucas religiões proibiam o suicidio. O cristianismo não proibia. Foi Santo Agostinho q enquadrou em Não matarás. Era pura questão de preferência temporal e juros prospectivos. Entre da cabo da sua vida , como agindo em prol de um bem da coletividade, e ganhar o paraíso eterno, melhor se suicidar-se. Bom trade-off! Só que santo Agostinho arrumou este absurdo. Acho que está faltando um pouco disso.
Ninguém lembrou que há poucos meses alguns cidadãos americanos de férias na França evitaram um ataque terrorista dentro de um trem. Detalhe… na porrada, contra uma AK-47!
edition.cnn.com/2015/08/22/europe/france-train-shooting-heroes/
Pq no Yemen tem muita atividade terrorista? O Yemen é o 3º país com mais armas per capta no mundo (apenas EUA e Sérvia tem mais armas per capta do que o Yemen). Dizem que no Yemen não é difícil ver gente portando metralhadoras. No entanto, tem muita atividade terrorista no Yemen, grupos terroristas como a AQAP (Al Qaeda da Península Arábica)… Por que os terroristas não temem a população armada do Yemen? Pq a população armada do Yemen não mete bala nos terroristas?
Acho que o que o Corsario90 quis dizer é que falta um doutrinador dentro do islã que pregue que o suicídio não é lícito, e quem se suicida não vai para o paraíso.
Se essa fosse a crença no islamismo (assim como é no cristianismo), não haveria homens bomba, nem uma multidão de loucos ávidos por virar mártir.
Dizer que nem todo islâmico é terrorista significa o quê? Absolutamente nada! Dizer que os terroristas não são islâmicos, "se fingem de islâmicos", significa o quê? Que além de mentirosa e ridícula, essa é uma opção covarde e equivocada. Não se vai evitar nada de ruim desse modo, uma vez que a omissão favorece a expansão do islã em toda parte. Hoje, com as informações que dispomos relativas ao comportamento humano, podemos concluir que as atitudes mais ou menos agressivas acabam dependendo muito da índole do indivíduo. A maioria da espécie humana parece tender a boa índole. O problema é que a minoria má é grande demais. Quando o indivíduo se sente liberado à barbárie, não só pela falta da educação, mas principalmente por causa dela ou pela sua cultura religiosa, são os atos dessa minoria altamente numerosa que vão deixar todos em perigo.
Nesse caso, o ego coletivo pode ser comparado, argumenta o historiador Arnol J. Toynbee, ao poderoso e mitológico monstro bíblico Leviatã. Este poder coletivo a mercê das paixões subconscientes escapa à censura pessoal que freia os baixos impulsos do ego. A má conduta, que seria condenada sem hesitação, no entanto, quando o indivíduo transita do singular para o plural, ainda mais sob a instigação de clérigos exaltados amparados por um livro sagrado (Alcorão), encontra a responsabilidade individual em recesso.
Então, estes, chegam às barbaridades sem culpa alguma, e aqueles que não têm tal inclinação a flor da pele não os condenam Sabem que seus irmãos de crença agiram em cumprimento do livro imutável que orienta a todos. Portanto, ideologicamente devem apoiá-los. Mesmo que essa maioria se sinta constrangida e prejudicada nos seus interesses nas sociedades ocidentais que as abrigam, se veem moralmente contidas. São as sociedades ocidentais que reclamam dos excessos dos seus e não as delas. O Alcorão pode incitar a violência? Dizem que não. Então vejamos alguns versículos de algumas das suas suras.
Sura 2,193 “E combatei-os até terminar a perseguição e prevalecer a religião de Allah".
Sura 3, 85 "Quem quer que almeje (impingir) outra religião, que não o islã, (aquela) jamais será aceita e, no outro mundo, essa pessoa contar-se-á entre os desventurados."
Sura 5:33 – “O castigo, para aqueles que lutam contra Deus e contra o Seu Mensageiro e semeiam a corrupção na terra, é que sejam mortos, ou crucificados, ou lhes seja decepada a mão e o pé opostos, ou banidos. Tal será, para eles, um aviltamento nesse mundo e, no outro, sofrerão um severo castigo”.
Sura 8:12 “E quando o teu Senhor revelou aos anjos: Estou convosco; firmeza, pois aos fiés! Logo infundirei o terror nos corações dos incrédulos; decapitai-os e decepai-lhes os dedos!”
Sura 8:13 “Isso, porque contrariaram Deus e o Seu Mensageiro; que Deus é severíssimo no castigo”.
Sura 7, 4 “Quantas cidade temos destruído! Nosso castigo tomou-os (a seus habitantes) de surpresa, enquanto dormiam, à noite, ou faziam a sesta”.
Sura 8, 60 “Mobilizai tudo quanto dispuserdes, em armas e cavalaria, para intimidar, com isso, o inimigo de Deus e vosso, e se intimidares ainda outros que não conheceis, mas que Deus bem conhece. Tudo quanto investirdes na causa de Deus, ser-vos á retribuído e não sereis defraudados”.
Sura 8, 72 “Os fiéis que migraram e sacrificaram seus bens e pessoas pala causa de Deus, assim como aqueles que os amparam e os secundaram, são protetores uns aos outros. Quanto aos fiéis que não migraram, não vos tocará protegê-los, até que o façam. Mas se vos pedirem socorro, em nome da religião, estareis obrigados a prestá-lo, salvo se for contra povos com quem tenhais um tratado; sabeis que Deus bem vê tudo quanto fazeis”.
Sura 8, 74 “Quanto aos fiéis que migraram e combateram pela causa de Deus, assim como aqueles que os ampararam e os secundaram – estes são os verdadeiros fiéis – obterão indulgência e magnífico sustento”.
Sura 9, 14 “Combatei-os! Deus os castigará, por intermédio de vossas mãos, aviltá-los-á e vos fará prevalecer sobre eles, e curará os corações de alguns fiéis”.
Sura 8, 60 “Mobilizai tudo quanto dispuserdes, em armas e cavalaria, para intimidar, com isso, o inimigo de Deus e vosso, e se intimidares ainda outros que não conheceis, mas que Deus bem conhece. Tudo quanto investirdes na causa de Deus, ser-vos á retribuído e não sereis defraudados”.
Sura 8, 72 “Os fiéis que migraram e sacrificaram seus bens e pessoas pala causa de Deus, assim como aqueles que os amparam e os secundaram, são protetores uns aos outros. Quanto aos fiéis que não migraram, não vos tocará protegê-los, até que o façam. Mas se vos pedirem socorro, em nome da religião, estareis obrigados a prestá-lo, salvo se for contra povos com quem tenhais um tratado; sabeis que Deus bem vê tudo quanto fazeis”.
Sura 8, 74 “Quanto aos fiéis que migraram e combateram pela causa de Deus, assim como aqueles que os ampararam e os secundaram – estes são os verdadeiros fiéis – obterão indulgência e magnífico sustento”.
Sura 9, 14 “Combatei-os! Deus os castigará, por intermédio de vossas mãos, aviltá-los-á e vos fará prevalecer sobre eles, e curará os corações de alguns fiéis”.
Sura 9, 111 “Deus cobrará dos fiéis o sacrifício de seus bens e pessoas, em troca do Paraíso. Combaterão pela causa de Deus, matarão e serão mortos. É uma promessa infalível que está registrada na Torá, no Evangelho e no Alcorão. E quem é mais fiel a sua promessa do que Deus? Regozijai-vos, pois, a troca que haveis feito com Ele. Tal é o magnífico benefício”.
Qualquer semelhança não é mera coincidência. O Alcorão incentiva ou não a violência? Fica difícil alegar inocência do islamismo quando ele mesmo depõe contra si.
Mostrar menos
welfare state + multiculturalismo + feminismo = autodestruição da Europa
* * *
Mas a França não bombardeia civis. A França é um país de pessoas boas.
“Estas infindáveis intervenções militares não apenas não deixaram os EUA e a Europa mais seguros, como ainda geraram as famosas consequências não-premeditadas: a população cristã destes países bombardeados, que até então vivia relativamente segura e protegida pelos governos seculares do Iraque, da Síria e da Líbia, hoje está sendo massacrada e expulsa por fundamentalistas islâmicos, fazendo com que o cristianismo esteja à beira da extinção no Oriente Médio.”
Iraque e Líbia já se meteram em instabilidade. Gaddafi e Hussein eram imprestáveis, mas pelo menos havia alguma estabilidade. Agora colocaram coisas piores e, na Líbia, explodiu a criminalidade. A única coisa que melhorou no Iraque foi a política monetária. De resto, viraram uma zorra. Isso só seria resolvido com separatismo. A Iugoslávia se resolveu dessa forma.
Os neocons (tanto democratas quanto republicanos) devem estar “p da vida” com o fim de novas invasões de países pelo governo americano.
Sei que esse artigo é um pouco antigo, mas já tem alguns hyperlinks que estão quebrados.
Não é que eles (os governos ocidentais) estavam preocupados com democracia e direitos humanos, e sim por interesses que a gente não sabe. Quando teve a votação do novo Código Florestal e a bancada ruralista promoveu algumas mudanças, teve ONG e órgão estrangeiro reclamando. Isso é tão velho quanto a existência do primeiro estado.
Até explodir a Primeira Guerra Mundial, a questão do Oriente Médio estava muito mais sossegada do que hoje.