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O descalabro gerado pelo governo na economia brasileira – em 25 gráficos

À exceção da Argentina, da Venezuela e dos países
que adotaram o comunismo, é difícil encontrar um país cujo governo seja tão
propenso a destruir a economia como o Brasil.

Um governo excepcionalmente bom (se é que isso é
possível) pode apenas não atrapalhar a economia.  Já um governo
incrivelmente ruim não apenas pode esfacelar uma economia até então estável,
como também pode exacerbar de maneira inacreditável um cenário econômico já
complicado.

E, no quesito ruindade, o governo brasileiro tem se
revelado de uma competência ímpar.

Todas as políticas da Nova Matriz Econômica — que
se baseava em cinco pilares tão sólidos quanto farofa: política fiscal
expansionista, juros baixos, crédito subsidiado pelos bancos estatais, câmbio
desvalorizado e aumento das tarifas de importação para “estimular” a
indústria nacional — já foram detalhadas em ordem cronológica neste artigo, de modo
que elas não serão novamente abordadas aqui. 
O objetivo único deste texto é mostrar o descalabro que este experimento
heterodoxo e ultrakeynesiano nos legou.

Como
arruinar um país

Ainda em setembro de 2010, antes do primeiro turno
das eleições presidenciais, a então candidata Dilma Rousseff já deixava
bem claro a que viria
:

“O
papo de ajuste fiscal é a coisa mais atrasada que tem. Não se faz ajuste fiscal
porque se acha bonito. Faz porque precisa. E eu quero saber: com a inflação sob
controle, com a dívida pública caindo e com a economia crescendo, vou fazer
ajuste para contentar a quem? Quem ganha com isso? O povo não ganha”.

[…]

Não é de hoje que Dilma Rousseff se irrita quando ouve falar em necessidade de
ajuste de longo prazo da estrutura de despesas do governo, para evitar o
crescimento do déficit público […].

Não se pode dizer que ela seja incoerente e que não
cumpra promessas.  Destruir as contas do
governo foi exatamente o que ela fez.

Pedalando
gostosamente as contas públicas e utilizando o Tesouro para ressarcir
as distribuidoras de energia elétrica (as quais tiveram de pagar mais caro no mercado
de energia de curto prazo após o governo ter unilateralmente revogado os
contratos de concessão das empresas de geração e transmissão de energia) e para
garantir, via BNDES e outros bancos estatais, empréstimos
subsidiados
a grandes empresas, a presidente mostrou que, ao contrário do
que dizem seus críticos, ela não fez propaganda enganosa. Prometeu desajuste
fiscal e cumpriu.

O gráfico abaixo mostra a evolução do déficit
nominal do governo (tudo o que o governo gasta, inclusive com juros, além do
que arrecada).

deficit.png

Gráfico 1: evolução do déficit nominal do governo
federal

Além daquele discreto aumento ocorrido a partir de
2014, vale notar que a guinada rumo ao descalabro começou, ainda que
timidamente, no segundo semestre de 2011. 
(O surto ocorrido pontualmente em 2009 se deveu à recessão daquele ano,
que fez com que as receitas do governo caíssem).

É sempre bom ressaltar que os déficits orçamentários
do governo são financiados pela emissão de títulos do Tesouro, os quais são
majoritariamente comprados pelos bancos por meio da criação de
dinheiro

Portanto, os déficits do governo são uma
medida inerentemente inflacionária

O descalabro do gráfico acima já ajuda a entender
por que a inflação de preços no Brasil não cede não obstante a forte recessão
em que estamos.

O que um déficit nominal de R$ 475 bilhões isso
significa em termos de PIB?  Isso:

deficitPIB.png

Gráfico 2: evolução do déficit nominal do governo
federal em porcentagem do PIB

Para se ter uma ideia do
que significa um déficit de 8,5% do PIB, basta dizer que o déficit orçamentário
do “pródigo” governo Obama não passa de
2,5% do PIB
.  E o do governo do Reino
Unido é de “apenas” 5,7%
do PIB
.  Até mesmo os “devassos”
japoneses se contentam com menos: 7,7%
do PIB
.

Quem é pior do que a
gente?  A Venezuela, com
11,5% do PIB
.

O descalabro
orçamentário, obviamente, pressionou a taxa de câmbio:

dolar.png

Gráfico 3: evolução do preço do dólar em reais
desde o início do governo Dilma

De janeiro de 2011 até
hoje, o dólar já encareceu 123,7%.  Ou,
colocando de outra forma, o real já se desvalorizou 55,5% em relação ao
dólar.  (E escabrosamente perante todas
as outras moedas do mundo, inclusive portentos como o guarani paraguaio e o
gourde haitiano
).

Como consequência do
descalabro orçamentário e cambial, os títulos do Tesouro brasileiro já estão
pagando um “seguro contra calote” mais alto do que os títulos da
Rússia.  Este seguro é conhecido pela sigla CDS (Credit Default Swap), e
fica mais caro à medida que cresce o risco de um título.

Brazil-CDS1.png

Gráfico 4: evolução dos Credit
Default Swaps do Brasil (linha preta) e da Rússia (linha vermelha)

Por causa de tudo isso, uma parte dos títulos que o
Tesouro põe a leilão já não está conseguindo ser vendida
, pois os juros
ofertados não são atrativos o bastante.  Consequentemente,
os títulos que sobram são repassados ao Banco Central, que em seguida os
utiliza para fazer operações compromissadas.

O montante de títulos públicos em posse do Banco
Central apenas para fazer operações compromissadas corresponde a 75% da
carteira do BC; em 2005, tal montante não passava de 14%. Segundo Gustavo
Franco, esses títulos representam a dívida “encalhada“,
aquela que o governo simplesmente não consegue rolar no mercado.

titulosBACEN.png

Gráfico
5: evolução dos títulos do Tesouro em posse do Banco Central

E daí?

E daí que, ainda segundo Franco, essa
situação “é pior que a da Grécia; mas como a Grécia não tem um Banco Central
autônomo, seu governo não tem esse privilégio de poder repassar ao seu Banco
Central os títulos não-vendidos”.

O fato é que há títulos do governo sendo rejeitados
às taxas de juros vigentes. 

Isso explica por que, mesmo com juros aparentemente
altos, o real não se valoriza perante as moedas estrangeiras.  Os investidores estrangeiros simplesmente
ainda não se sentiram atraídos a comprar reais para aplicar em títulos.

Em paralelo a tudo isso, os bancos estatais — Banco
do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES — seguem descontrolados,
jogando dinheiro na economia (por meio da modalidade “crédito direcionado“) a
juros quase sempre
abaixo da própria taxa SELIC
.

O gráfico abaixo mostra a expansão do crédito
ocorrida no Brasil desde a criação do real. A linha azul mostra o total de
crédito concedido pelos bancos privados (Itaú, Bradesco, Santander, HSBC,
Citibank e outros pequenos).  A linha vermelha mostra o total de crédito
concedido pelos bancos estatais (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal,
BNDES, Banco do Nordeste e outros bancos públicos estaduais, como Banrisul,
BRB, Banco da Amazônia, Banestes).

creditos.png

Gráfico
6: evolução do crédito concedido pelos bancos estatais (linha vermelha) e
privados (linha azul)

Na prática, o gráfico acima mostra a quantidade de
dinheiro que os bancos (privados e estatais) jogaram na economia.

Além de comprovar que o crédito no Brasil já se
encontra efetivamente estatizado — pois o volume de crédito fornecido pelos
bancos estatais ultrapassou em muito o volume de crédito fornecido pelos bancos
privados –, o gráfico acima também mostra que os bancos estatais — em conjunto com a desvalorização cambial e o
desequilíbrio orçamentário do governo — são os principais propulsores da
carestia que estamos vivenciando no Brasil. 

De 2009 até hoje, eles sozinhos já jogaram mais de
R$ 1,3 trilhão na economia brasileira.  Nesse mesmo período, os bancos
privados jogaram “apenas” R$ 600 bilhões.

Adicionalmente, dado que os bancos estatais são
obrigados pelo governo a fornecer empréstimos subsidiados pelo Tesouro (a juros
bem abaixo da SELIC; foi daí que vieram as “pedaladas“)
para alguns setores escolhidos pelo governo — sendo os principais o setor
imobiliário (para aquisição de imóveis), o setor rural, o setor exportador e os
barões do setor industrial –, a política de juros do Banco Central não afeta
aquela linha vermelha.  Ela afeta apenas a linha azul. 

Ou seja, a política de juros do Banco Central atua
apenas sobre o crédito livre, que é quase todo fornecido pelos bancos
privados.  Quanto mais a SELIC sobe, mais o crédito dos bancos privados é
asfixiado, mais a renda nominal fica estagnada e maior é o grau de estatização
do crédito.  Isso significa que o combate à carestia via simples aumento
da SELIC não funcionará enquanto os bancos estatais estiverem sob comando da
Fazenda. 

Essa conjunção de esbórnia fiscal, desvalorização
cambial e expansão do crédito estatal não podia gerar outra coisa que não uma
acentuada inflação de preços.  A maior
desde 2003.

ipca.png

Gráfico
7: evolução do IPCA acumulado em 12 meses

Dentre os itens que mais encareceram, destaque para
a energia elétrica.

Após o populismo tarifário ocorrido no final de
2012, o qual desestimulou as geradoras e transmissores, e endividou as
distribuidoras, acabou-se
com os repasses do Tesouro
às distribuidoras.  As tarifas encareceram
80% em algumas cidades

energiaeletrica.png

Gráfico
8: variação mensal (com uma média móvel de 12 meses) dos preços da energia
elétrica

Paralelamente, a Petrobras decidiu que já era hora
de recompor seu caixa (dizimado tanto pela corrupção quanto pela política de
vender gasolina a preços menores que os custos de importação), e o preço
da gasolina disparou
nas bombas.

gasolina.png

Gráfico
9: variação mensal (com uma média móvel de 12 meses) dos preços da gasolina

Para combater esse surto inflacionário, o Banco Central
sobe os juros, mas com gradualismo e parcimônia. 

Em vez de seguir os exemplos históricos bem
sucedidos — como os dos EUA
e do Canadá
da década de 1980, da Nova
Zelândia
da década de 1990, e do próprio Brasil
em 2003 –, que é subir os juros de uma só vez e em grande escala — o que ao
menos geraria um choque de expectativas –, o BC opta por adotar o gradualismo,
subindo os juros de maneira lenta e parcimoniosa, com aumentos tímidos de 0,5
ponto percentual por reunião, fazendo com que não haja nenhuma alteração nas
expectativas dos agentes formadores de preço.

brazil-interest-rate.png

Gráfico
10: evolução da taxa básica de juros

O atual processo de subida lenta e gradual dos juros — que fez com que os
juros praticamente dobrassem em dois anos e meio — foi o suficiente pra gerar
uma recessão mas ainda não foi o suficiente pra debelar a carestia.  Para se debelar carestia com juros, a subida
nos juros tem de ser forte e de uma vez só. 

Ao se fazer isso, ao dar essa pancada forte nos juros, consegue-se, no mínimo, alterar as
expectativas das pessoas em relação à inflação futura.  Os formadores de preços — dentistas,
advogados, indústria, comércio — ao verem essa ação vigorosa do Banco Central,
são afetados por ela, incorporam essa expectativa de que a inflação será controlada
e, consequentemente, param de reajustar seus preços baseando-se nessas
expectativas.

Mas como isso não ocorreu, tanto as expectativas
para a inflação futura quanto os juros de longo prazo — como os juros dos títulos
de 10 anos do governo — só fizeram subir.

inflacao.png

Gráfico
11: expectativas para a inflação

brazil-government-bond-yield.png

Gráfico
12: evolução da taxa de juros dos títulos de 10 anos do governo

Os juros dos títulos de 10 anos sobem porque as
expectativas para a inflação futura seguem
em contínuo aumento
.

Se os juros dos títulos de 10 anos só fazem crescer,
isso significa que o crédito para investimentos de longo prazo também só encarece.

Como consequência, os investimentos e a formação bruta
de capital fixo despencaram e voltaram a níveis de 2009.

pibtrimestral.png

Gráfico
13: evolução da Formação Bruta de Capital Fixo

Mais especificamente, os investimentos se contraem
há sete trimestres
.

Esse encarecimento do crédito tem o efeito óbvio de restringir
a concessão de crédito
, o que afeta o crescimento da
renda nominal
.

Com a renda nominal contida, a queda nos
investimentos e o contínuo aumento nos preços (gerados pelo desequilíbrio orçamentário,
pela desvalorização cambial e pela expansão do crédito dos bancos estatais),
era inevitável que a renda real das
pessoas caísse.

rendareal.png

Gráfico
14: evolução da renda média real dos trabalhadores do setor privado com
carteira assinada (linha vermelha) e sem carteira assinada (linha azul).

A renda real dos trabalhadores com carteira assinada
retorna aos níveis de 2012.  Já a dos
trabalhadores sem carteira assinada retorna a níveis de 2010.

A carestia generalizada em conjunto com a disparada dos
combustíveis e da conta de luz obriga empresas, estabelecimentos comerciais e
ofertantes de serviços a repassar esses custos aos seus preços.  Como
consequência, vendem
menos e a receita cai
.

O gráfico a seguir mostra a evolução do índice do
volume de vendas do varejo.

varejo.png

Gráfico
15: evolução do índice do volume de vendas no varejo

O varejo, que até então crescia anualmente, recuou
aos níveis de 2012.

Se o varejo vende menos, todo o setor industrial
produz menos. Se as vendas das Casas Bahia diminuem e os estoques se acumulam,
a primeira medida será a de diminuir a
encomenda de novos estoques.  Se há geladeiras, fogões, televisões
e móveis se acumulando nos armazéns das lojas, então a encomenda de novos
estoques será suspensa.

Ato contínuo, os fornecedores das Casas Bahia — o
setor atacadista — reduzirão suas encomendas para as indústrias.  E as
indústrias, por sua vez, reduzirão sua produção. 

As indústrias de bens de consumo duráveis, por
exemplo, retrocederam sua produção (para igual período do ano) aos níveis de
2004.

industria.png

Gráfico
16: evolução dos indicadores de produção das indústrias de bens de consumo
duráveis

Já as indústrias de transformação retrocederam sua produção
(para igual período do ano) aos níveis de 2005.

indtransf.png

Gráfico
17: evolução dos indicadores de produção das indústrias de transformação

O próprio consumo de energia elétrica pelas
indústrias retrocedeu aos níveis de 2007.

consumoenergiaindustria.png

Gráfico
18: consumo de energia elétrica das indústrias brasileiras

A venda de caminhões pelas concessionárias dá uma
boa dimensão da retração econômica do país. 
Com economia em contração, há menos vendas.  Com menos vendas, há menos produção.  Com menos produção, há menos demanda por
transporte de matérias-primas, equipamentos e peças de reposição.

caminhoes.png

Gráfico
19: vendas de caminhões ao mês

Igualmente, tanto a produção quanto as vendas de automóveis
desabam.

automoveisvendas.png

Gráfico
20: vendas mensais de automóveis pelas concessionárias

automoveisproducao.png

Gráfico
21: produção mensal de automóveis nas montadoras

Tudo isso inevitavelmente se traduziu em aumento do
desemprego.

O número de pessoas empregadas no setor privado, nas
seis regiões metropolitanas mensuradas pelo IBGE, retrocedeu aos níveis de
2011.

empregos.png

Gráfico
22: números de pessoas (em milhares) empregadas no setor privado nas 6 regiões
metropolitanas pesquisadas pelo IBGE

Como consequência de todo esse cenário, e pela total
falta de perspectiva de melhora para o futuro, a confiança dos empresários do
setor industrial e dos empresários do setor de serviços é a pior de suas
respectivas séries históricas.

confiancaindustria.png

Gráfico
23: evolução do índice de confiança do empresário industrial

confiancaservicos.png

Gráfico
24: evolução do índice de confiança do setor de serviços (série histórica começa
em junho de 2008)

Já o índice de confiança do consumidor voltou aos níveis
de setembro de 2001, quando do atentado terrorista ao World Trade Center.

confiancaconsumidor.png

Gráfico
25: evolução do índice de confiança do consumidor

Conclusão

Em termos de descalabros econômicos criados por um
governo, e excetuando-se os regimes comunistas e bolivarianos, você consegue
pensar em algum outro governo tão desastroso quanto o atual governo brasileiro?

Vale repetir o que já foi dito em outro artigo: poucos
países minimamente sérios vivenciam, de forma tão explícita e tão rotineira
quanto o Brasil, as consequências das intervenções estatais em suas economias. Exatamente
por isso, não deixa de ser curioso que, justamente o país em que os resultados
nefastos das intervenções do governo na economia são os mais visíveis, é também
aquele que possui uma das populações que mais adoram o estado.

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207 comentários em “O descalabro gerado pelo governo na economia brasileira – em 25 gráficos”

  1. É possível que o BC aumente a SELIC ou ele está pressionado politicamente e pode ocorrer até de baixá-la?
    Estou torcendo para que aumentem a SELIC pois eu gosto de ver meus rendimentos no Tesouro Direto sempre crescendo

  2. Rodrigo Pereira Herrmann

    Muito bom!

    E o déficit já caminha pra os 10,0% pib!

    Gosto da ênfase no aspecto inflacionário do déficit público (“inerentemente inflacionário“), que tanto a imprensa quanto o próprio Bacen parecem não compreender:

    Déficit = emissão de dívida = bancos girando essa dívida junto ao bacen (e vice-versa) = criação de moeda/base monetária = inflação (em última instância).

    daí a conclusão de que a inflação permanecerá alta (apesar de o bacen jurar que não), assim como os juros e a penúria fiscal.

  3. Imagino o caos generalizado que teremos se o maluco do Ciro Gomes, ou o larápio do Aécio, ou então a desmiolada da Marina vençam a eleição para presidente em 2018?

    O jeito é esperar (pelo visto sentado) que o Partido Novo ganhe corpo na política nacional, para que, de fato, os ideais libertários comecem a mudar a mentalidade dos brasileiros, que ainda tanto desejam (miopemente) as “benesses” do estado.

  4. Exemplo a não ser seguido por país nenhum do mundo. Um país tão rico em termos de riquezas naturais em geral, mas demonstrando uma pobreza monumental na política e em muitos dos humanos que habitam essa aldeia.

  5. Típico Universitário

    Querido economista,

    se você não faz parte da solução, faz parte do problema. Se o problema precisa ser exterminado e você é parte dele, sabe o que acontecerá. Mas não vou ameaçar ninguém porque a classe ultra-conservadora brasileira quer reconhecer terrorismo para ferir os movimentos sociais que agem em defesa da população.
    Mas aqui vai uma dica:

    O Problema: Maior conspiração midiática da história deste país arquitetada pelo PSDB para derrubar o PT tanto dentro da política como adiante da opinião pública e do capital internacional ao exacerbar o legado econômico catastrófico do governo FHC.
    A Solução: Façamos como a Argentina. Silenciamento humanizatório (conhecido pelos coxinhas como “censura”) da mídia e dos analistas golpistas em prol da democracia. Retaliação massiva a indicadores econômicos de fora do estado.

    Veja como funcionou para os hermanos oficialmente e não-oficialmente. Tá aí para qualquer cancanista de câmbio valorizado ver.

  6. Leandro, o gráfico 8 apresenta um salto de preços (devido à MP579), no entanto a legenda diz que é uma média móvel de 12 meses, deve estar errado. Se fosse o caso não apresentaria este salto, e sim uma descida gradual, e também seria a subida.

    Detalhes à parte, é legal ver como uma brincadeirinha de baixar preços no grito cobra seu preço. Este gráfico é icônico.

  7. Leandro, parabéns pelo artigo, realmente muito interessante. Lendo o mesmo, não pude deixar de notar que sugere-se que para conter a inflação é necessário dar um tapa na selic, ou seja, subir radicalmente a respectiva taxa. No entanto, lembro-me de ter lido neste sitio, o artigo http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1574 (entre outros), onde é comentado que o governo é incapaz de controlar a inflação apenas atuando na taxa básica de juros, por uma série de outros motivos. Dito isso, não estaria este artigo em contradição com artigos anteriormente aqui postados? Gostaria que essa questão me fosse esclarecida. Desde já obrigado…

  8. Bonito,muito bonito,essa figura caricata desse evo morales só vive ameaçando os paises vizinhos ao dizer que se os esquerdistas perderem o pau vai quebrar é mais um ridículo esquerdista ditador.Esse sujeito se diz democrático,pobre america latina com esses esquerdopatas no poder estamos fud…

  9. Leandro,

    Se você quisesse ter uma ideia do futuro da economia de um país e pudesse ter acesso a apenas 2 ou 3 indicadores, quais eles seriam? Deficit e crescimento do PIB?

    Abraço!

  10. A pobreza foi culpa do PT…será mesmo? Não! a pobreza é culpa do capital.

    Havendo essa visão superficial, não filosofica, dos fatos. Qualquer um, em um primeiro momento, Poderia afirmar, que a culpa de todo o mal e pobreza, Gira em torno de politica keynesianas, ou culpa do PT, ou do socialismo.

    Mas a verdade, é que o verdadeiro mal, está oculto, e só aparece para os olhos atentos de quem tem conhecimento filosófico e econômico do ponto de vista socialista. O verdadeiro mal, é o capitalismo, junto com seu dinheiro, junto com as industria internacionais, junto com sua alienação na busca por demandas desnecessárias.

    Todos problemas do mundo, está em torno do Dinheiro, do excesso gerado pela busca irrestrita de capital. O egoismo gerado pelo capitalismo, gera este mal, em essência, Ele aliena, Ele cria demandas desnecessárias.

    Isso cria um novo homem, um Eu capitalista, que não pensa mais em termos de sociedade, de compaixão pelo outro, de esforço próprio muscular e intelectual, mas sim em termos de estética e riqueza irrestrita.

    A ideia de quem um homem, deve trabalhar para seu sustento, foi totalmente subvertida pelo capital, no fundo, todos nós socialistas sabemos que esse não é um problema do PT, ou de qualquer politico, esse é um problema do capitalismo.

    ———
    Nenhum leandro da vida poderá refutar isso, pois não é capaz de pensar em termos filosóficos morais.

  11. E o pior que depois vão vir falar que não adianta deixar juros altos porque isso não segura a inflação e desestimula a produção. Mas ninguém comenta a verdadeira farra que está sendo feita pelos Bancos Públicos.

    Acho difícil a Dilma realmente resolver mudar tudo e fazer um verdeiro ajuste, ela vai ficar nesse jogo de cena (que aliás populistas adoram), para depois criticar o ajuste e dizer que ele não funciona. Isso até o momento que todos perderem a paciência com ela e resolverem tirar ela do poder.

    Dúvida que essa maluca consiga terminar o mandato.

  12. Leandro,

    Inicialmente, parabéns por outro excelente artigo. É desolador ver como este atual governo destruiu tão rapidamente a economia.

    Uma dúvida: você disse, pouco antes do gráfico 6 (crédito dos bancos estatais e privados) que a expansão de crédito dos bancos estatais continua “firme e forte”. Não houve sequer uma diminuição no ritmo (é o que o gráfico sugere)?

    Abraço!

  13. Mesmo se o governo empurrar com a barriga reformas mais profundas, dois anos de forte recessão (2015 e 2016) já seriam suficientes para corrigir as distorções e extinguir os investimentos errôneos?

  14. Leandro,qual seria um sistema tributário menos pior,na visão da escola austríaca ?Seria impostos regressivos(como os impostos de Thatcher),para não atrapalhar o processo de acumulação de capital e,consequentemente,os investimentos?

  15. Vinicius disse: “Bolsa-família é, do ponto de vista de programas de Estado, é o melhor mesmo. É dar dinheiro direto ao cidadão, assumindo que, como governo, eles não tem a competência de ficar cuidando de distribuir comida.”

    Ok, essa é a sua opinião (e a do partido novo), opinião de quem acha legítimo que o Estado, sob coerção, retire a renda (fruto do trabalho) de determinadas pessoas para dar para outras pessoas. É a opinião de quem confere legitimidade ao estado assistencialista.
    A minha opinião é contrária: eu acho que essa transferência forçada de renda viola o direito de propriedade e a liberdade individual. É algo imoral e economicamente deletério (como qualquer “programa de Estado”).

    Vinicius disse: “E, do ponto de vista de objetivos, se ele falar que vai extinguir o bolsa-família no dia 1º de janeiro, melhor nem se candidatar. Mesmo que ele o vá fazer, se ele disser isso é o mesmo que assinar o atestado de morte no Brasil. Não temos cultura o suficiente pra isso e, para poder termos a cultura pra isso, vamos precisar ir gradualmente.”

    Bom, quem acha que o bolsa-família é o “melhor programa de Estado” (como é o seu caso) nem precisaria fazer essa consideração “do ponto de vista de objetivos”.
    Como dito, a minha opinião é a de que toda e qualquer transferência forçada de renda viola o direito de propriedade e a liberdade individual, e eu não “modulo” essa minha opinião conforme a “cultura” do país.
    Seja como for, o que eu havia feito foi mostrar – sem emitir juízo de valor – que o libertarianismo não é a filosofia subjacente ao partido novo, e os seus comentários corroboram isso.

    Vinicius disse: “Não queira soluções mágicas e imediatas, elas não existem. Temos que dar passos em direção à solução, soluções mágicas na canetada só existem nas propagadas do governo (de qualquer governo).”

    Quem falou em “querer soluções mágicas e imediatas” aqui, amigo? Conforme eu disse no comentário anterior, eu simplesmente disse que o libertarianismo não é a filosofia subjacente ao partido novo. Apenas isso. Em momento nenhum eu falei sobre solução a ser adotada, seja ela mágica ou ‘não-mágica’, seja imediata ou mediata/gradual.
    De todo modo, os “passos em direção à solução”, sugerido por você, incluem a defesa do estado assistencialista, algo que estou em completo e frontal desacordo.

  16. Amarílio Adolfo da Silva de Souza

    Como todos sabem, o Brasil está no buraco e não sairá tão cedo. Não adianta querer pôr a culpa em alguém que não seja o próprio povo brasileiro: na economia não existe a segunda chance e, mesmo que houvesse, o Brasil a desperdiçaria. As perdas econômicas do Brasil de 2002 até hoje são IRRECUPERÁVEIS. Mesmo que haja uma “recuperação”, não há como voltar no tempo. Perdeu-se tempo, dinheiro e vidas! Por nada!

  17. Leandro, aumentar ainda mais os juros não elevará a dívida pública (que já está elevada) a um patamar perigoso? Porque o aumento dos juros vai onerar o Estado em muitos bilhões. Isso não vai complicar ainda mais as finanças do país?

  18. Sou da grandiosa Escola de Campinas e me orgulho disso

    Nunca vi tanta tara por austeridade assim…

    Se a burguesia e os grandes banqueiros que controlam o capital financeiro não fossem tão sedentos por lucro, a classe trabalhadora poderia desfrutar de dinheiro mais barato e a demanda agregada seria estimulada de forma com que o fluxo circular permaneceria constante. Mas nããão, preferem manter seus spreads a níveis absurdos solapado sob discurso de uma eventual armadilha de liquidez. Mas graças ao nosso saudoso Dr. Mantega, não estamos vivenciando uma recessão de fato(o que se passa hoje não é nada mais do que pura choradeira da midia golpista e da burguesia reacionária que não vai pra Miami).

    Precisamos de mais estímulos estatais. Se os banqueiros não concordarem com uma política mais flexível, podemos usar os nossos bancos(notoriamente solventes) para injetar liquidez na economia e voltarmos a crescer.

    Vocês aqui do Mises precisam ler mais obras de grandes economistas como Keynes ou Marx, ou até mesmo acompanhar os contemporâneos como Bernanke, Mantega, Alan Greenspan, Tim Geithner, Paul Krugman ao invés de pseudo-filosofos como Peter Schiff, Jesús Huerta de Soto e por aí vai.

  19. (tentei postar mais cedo mas não sei se foi, se tive repetido pode apagar)
    Leandro, você acredita que o Brasil ser encontra numa situação que alguns economistas do mainstream estao chamando de dominância fiscal?

  20. Refugiado do socialismo

    O país vai quebrar se alguém soltar um peido do BC.

    As soluções podem ser simples, mas não têm homem no governo para resolver. Alí só tem populista canalha.

    Para mim está claro que a intensão é quebrar o país. Eles detonaram as mais empreiteiras do país, ferraram com a economia, detonaram as estatais, roubaram bilhões, etc.

    Amigos de assassinos cubanos e comunistas sanguinários são terroristas. Será que ninguém percebe que são terroristas no governo ?

    No final, como fazia Vladimir Lenin, eles irão comprar as cordas dos empresários para depois enforcá-los.

  21. O governo teve que aumentar os juros, porque os títulos do tesouro estão apodrecendo. Eles não conseguem fazer a rolagem da dívida.

    A melhor opção seria o ajuste fiscal e valorização da moeda. A dívida pública é a maior despeza do governo. Não iremos resolver um problema da inflação, aumentando o maior problema. Isso é bizarro!

    Eu faria bem diferente. Como todos os países ricos possuem taxas de juros baixas e moeda valorizada, eu faria a mesma coisa. Moeda valoriza e juros baixo só traz estabilidade para a economia. Não posso ser contra um modelo que está funcionando em vários países.

    Subir juros sem valorizar a moeda, só vai trazer recessão, mais dívidas e a inflação vai reduzir muito pouco.

    Não precisamos fazer uma dolarização, mas o dólar precisa cair para menos de 2 reais. A poupança foi reduzida a pó, porque a inflação está tornando a poupança um investimento que dá prejuízo. Quase todos os investimentos estão perdendo para a inflação. Não adianta aumentar os juros dos investimentos, precisamos reduzir a inflação. Os juros já estão altos, mas perdem para a inflação. O problema é a inflação e não é a taxa de juros.

    Esse ajuste fiscal do governo é como se fosse um aumento de juros para 100%, porque a inflação está em 70%. Bizarro esse negócio !

    Um país onde a inflação ganha da caderneta de poupança, possui grandes possibilidades de colapso financeiro.

    Enfim, estou aguardando o Tombini injetar 1 bilhão de dólares por dia no mercado de câmbio e reduzir a selic.Isso vai resolver o problema.

  22. Refugiado do socialismo

    Os Titãs da escola austríaca são imbatíveis na área econômica . É por isso que eu estou sempre lendo os artigos do IMB.

    Não quero tentar empurrar o Joaquim Levy para fora do movimento liberal, mas ele não é um Titã da EA e nem de Chicago.

    Joaquim Levy decepcionou ! Levy virou um burocrata do governo fiscalista.

  23. [OFF topic]

    Leandro, o que você pensa da ideia do Amoedo de dar as ações da Petrobrás ao povo brasileiro?
    O que acontece quando simplesmente se dá boa parte das ações de uma empresa, sem cobrar nada?
    A empresa perderia boa parte de seu valor de mercado?
    Estou vendo muitas pessoas defendendo esta ideia, que parece absurda.
    Talvez esse seja um bom tema para um próximo artigo.

    Abraços

  24. Li o artigo, Leandro. Sim, é a mesma coisa que o Amoedo falou.
    Entretanto, não parece uma solução a ser tomada a sério… Não sei se estou errando, mas:

    1 – A ideia de abrir o capital de uma empresa é obter dinheiro para reaplicação.
    2 – A Petrobrás não é totalmente pública, o acionista majoritário é a União. E as únicas ações que o Amoedo poderia teoricamente distribuir são essas. Ele não pode obrigar os investidores privados a venderem suas ações.

    Então, haveria desonestidade para com os investidores privados. Ao fazer essa manobra de dar, sem cobrar nada, boa parte da empresa, cairá sua market cap, seu valor de mercado.
    Cada pessoa vai estar administrando uma quantia insignificante, parece provável que por isso seriam todas vendidas logo para investidores profissionais (por que eu manteria, vou chutar 8 reais rendendo nada em uma corretora, pagando taxas de corretagem e outras ainda?).
    No meio disso você perdeu o dinheiro das ações que a União detinha.
    Dá-las equivale a uma distribuição de renda pura e simple, pois alguém que nunca gerou muito valor, ou que tem uma contribuição minoritária em impostos, receberá uma ação de presente.
    E haveria um problema ético, há uma parcela da população não desprezível que não sabe ler ou cuidar de ações.
    Sob esses aspectos, esta ideia não parece muito razoável. Privatizar a empresa vendendo tudo para quem quiser comprar parece mais razoável.

  25. Excelente artigo, Leandro. Você é um dos caras que mais me inspiraram a cursar Economia, aprendo bastante a cada artigo seu, muito obrigado!

  26. Luiz Antonio Soares

    Parabéns pela forma simples e objetiva de mostrar como um plano de poder e não de governo arrebentaram este país.
    A nossa sorte é que as três tentativas feitas pelo PT de implementar a Lei da Mordaça(Regulamentação dos Meios de Comunicação)estas não passaram no congresso.
    At,
    Luiz Antonio

  27. Amigos, não podemos nos esquecer que déficits públicos bem empregados levam ao aumento da riqueza no setor privado. Vide o Minha Casa Minha Vida. O aumento dos valores dos imóveis não aumentou o patrimônio das famílias? Sem o MCMV essas mesmas famílias não teriam um patrimônio menor?

    Abraços.

  28. Leandro ou quem saiba a resposta, gostaria que me tirassem uma dúvida. Quando o Banco Central quer aumentar a taxa de juros ele simplesmente para de realizar operações no mercado aberto comprando títulos públicos (que injetariam liquidez no sistema bancário)? Ou ele continua realizando essas operações, mas dessa vez no sentido inverso, ou seja vendendo títulos públicos para os bancos (que retiraria liquidez do sistema bancário)?

    E há alguma relação dessas operações com o tamanho do aumento da selic? Ou seja, se o governo quiser dar um “choque” na taxa de juros ele passa a realizar operações de venda de títulos para os bancos, ao passo que se ele quiser sumir “um pouquinho” ele só para de continuar comprando títulos para continuar injetando liquidez no sistema?

  29. Leandro,

    Grato pelos detalhes deste assunto, de forma esclarecedora.

    Pergunto-lhe se o cenário mencionado em http://www.infomoney.com.br/mercados/na-real/noticia/4398738/para-joaquim-levy-com-carinho é realmente possível, principalmente para o destaque, abaixo:


    Agora, o Ministro Joaquim Levy será apeado da esplanada do Ministério porque, segundo a
    “turma de Lula”, “ele não dá futuro”. Sinceramente, o argumento poderia até ter fundamento,
    mas está claro que a coisa tem outro e mais profundo fundamento.

    Levy está sendo vítima da ausência de acordo político mínimo que possa fazer o equivalente
    benefício mínimo pelo país. O Congresso não vai sair do lugar enquanto não souber qual é o
    horizonte de poder, não propriamente o econômico, relacionado ao interesse público. Assim,
    “sentou em cima das reformas e das medidas fiscais” e está negociando o espaço possível
    nos pactos de exercício do poder futuro. Lula et caterva é uma dessas fontes. O ex-presidente sabe que a sua ex-pupila Dilma Rousseff precisa ser materialmente expulsa do
    poder, mesmo que formalmente permaneça lá até 2018. Para isso, já retirou os principais
    nacos de poder da mão da presidente eleita pelo voto popular há apenas um ano e entregou
    para a sua turma, aquela que pode estar com ele em 2018. Agora Lula vai pegar o último
    esteio na mão de Dilma: a economia. Levy vai junto.

    O paradoxo é que a presidente há de conviver provavelmente com Henrique Meirelles a
    quem ela detesta. O banqueiro fará provavelmente o que Levy faria. Não teremos
    propriamente novidades. Esta estória de “reativação do consumo e do crédito” é “papo para
    político dormir”. Meirelles provavelmente vai adotar um aumento de tributos, enquadrar
    alguns gastos públicos e pavimentar o caminho para que a taxa de inflação caia mais à
    frente. A aposta de Meirelles, um ex-deputado federal que não assumiu o mandato para
    assumir o BC no primeiro mandato de Lula, é que a estabilização da economia possibilitará
    que ele consolide a sua carreira política. É ambicioso e sabe frequentar os corredores do
    poder econômico e também do poder político. A cadeira que já foi de Lula e hoje é de Dilma
    é a que o futuro ministro da Fazenda mais quer. Não tenhamos dúvidas disso.

    Já é possível perceber certos ‘movimentos’ para reativar o consumo e o crédito.

    Só que isto poderia injetar gasolina, nesta fogueira ?

    Quais poderiam ser as consequências, a curto, médio e longo prazos ?

    Há indícios históricos de algo parecido ?

    A criação de dinheiro ‘do nada’ pelos bancos públicos não seria o mesmo que ocorreu na Argentina (através da impressão de moeda), em 2001 ?

    Favor comentar.

    Grato desde já.

  30. Olá!

    O CDS (Credit Default Swap, gráfico 4) está indicado em quê? Às vezes acontece de jogarem os números no gráfico e não colocarem em que estão expressos. E isso não é muito uma pergunta. É mais um toque para nas próximas ocasiões se estar mais atento e informar quando preciso, para facilitar o trabalho do leitor.

    Mas gostei bastante do artigo, que está ótimo. Ficou muito interessante ver todos esses gráficos assim juntos. Sei que são fundamentais, mas eu não era muito fã de dados e estatísticas — porque existem dados para tudo no mundo e satisfazendo a qualquer preferência, o que é muito engraçado —, mas isso está começando a mudar. Agora imagine só um gestor de uma empresa apresentando esses gráficos como indicadores do seu desempenho. Pior que isso, imagine que esse era exatamente o “plano de negócios”.

    Abraços!

  31. No Brasil o governo é enorme e nada funciona porque políticos podem colocar qualquer um em cargos comissionados por indicação política para executar suas ordens. O mais triste é que quanto mais indicados corruptos um político tem, mais dinheiro ele ganha de caixa dois de campanha e maior a chance dele se reeleger. O resultado é um estado pesado, incompetente, interventor e corrupto onde os piores políticos sempre se reelegem. Se acabarmos com os cargos por indicação política acabamos com este ciclo vicioso. Entenda porque isso é tão importante lendo o texto do link: https://secure.avaaz.org/po/petition/Poder_legislativo_federal_FIM_DOS_CARGOS_POR_INDICACAO_POLITICA/share/?new

  32. Sem entrar no mérito da discussão, gostaria apenas de alertar ao autor do estudo, sobre uma questão de metodologia: cuidado com a “flexibilização” das datas selecionadas para cada análise, pois uma data diferente para cada gráfico pode parecer que se buscou uma “imagem” específica, a demonstrar uma tendência qualquer, de subida ou de queda…

  33. “É sempre bom ressaltar que os déficits orçamentários do governo são financiados pela emissão de títulos do Tesouro, os quais são majoritariamente comprados pelos bancos por meio da criação de dinheiro.

    Portanto, os déficits do governo são uma medida inerentemente inflacionária.”

    Leandro, uma dúvida aqui.

    Esse trecho parte do pressuposto que toda (ou grande parte) desse novo dinheiro criado entrará na economia através de empréstimos, correto? Do contrário, teríamos apenas um aumento da base monetária, sem aumento no M1, o que não gera necessariamente inflação.

    Nesse contexto, afirmar que os déficits governamentais são inerentemente inflacionários não seria um erro? Um exemplo disso seria a situação atual dos EUA, onde temos 2,5% de déficit nominal e a inflação continuamente baixa, visto que os bancos estão sentados em cima das reservas.

    Detalhe: alguns malucos andam inclusive fazendo alarde sobre os “perigos da deflação”. Jim Rickards diz que os EUA são como uma esponja, absorvendo toda a deflação do mundo — por que isso é ruim? Juro que não entendi.

    Com juros na ordem dos 16% e risco zero, não é melhor para os bancos só manterem esses títulos em carteira e não correrem o risco da inadimplência?

    É claro que temos os bancos estatais e aí a lógica e o bom senso não fazem parte da gestão dos mesmos.

    É possível saber qual a porcentagem dos títulos que são vendidos pelo Bacen vai para bancos públicos e qual porcentagem vai para os privados?

  34. Obrigado Leandro!

    Uma última dúvida: caso a China, que tem uma grande quantidade destes titulos, por algum motivo resolver direcionar sua produção para seu mercado interno deixando de adquirir boa parte desses títulos, isto por si só poderia causar uma recessão na economia americana?

  35. Leandro, ainda vem tempestade pela frente, hein?
    O Brasil vai ser rebaixado na classificacao de risco, não é?
    Mais fuga de capitais, mais depreciação cambial…
    Alguem arriscaria dizer quando e quanto?

    E sobre o dólar, permanece aquele nó, explicado em artigo recente?

  36. Olha o que apareceu agora na meu facebook postado pelo Eduardo Bolsonaro:


    Eduardo Bolsonaro
    6 h ·
    ESTADO MÍNIMO + ECONOMIA LIBERAL = SUCESSO
    Costumo dizer sobre a revogação do estatuto do desarmamento que não precisamos reinventar a roda mas sim seguir modelos internacionais que dão certo. A área econômica também não foge a essa regra. Restringir ou priorizar o mercado apenas a países ideologicamente alinhados com a esquerda (Foro de São Paulo) é fadar a economia a uma eterna crise. Temos que instalar aqui uma cultura de livre mercado, como Hong Kong e Coréia do Sul. ”

    Deu até uma animada! Resta saber se prática ele irá defender tudo isso mesmo…

  37. Amigo desenvolvimentista

    Saudades de quando o mundo contava com banqueiros centrais de respeito, tais como Greenspan, Bernanke, Mantega, Jean-Claude Trichet…

  38. “É sempre bom ressaltar que os déficits orçamentários do governo são financiados pela emissão de títulos do Tesouro, os quais são majoritariamente comprados pelos bancos por meio da criação de dinheiro. “

    Como os bancos criam dinheiro se eles não são o Banco Central, isto é, não detem o monopolio da criação de dinheiro?

  39. Calma gente, a Dilma já está resolvendo tudo www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/11/1707758-governo-estuda-aumento-de-imposto-para-proteger-aco-brasileiro.shtml

  40. José Luiz Dias Filho

    Permita-me uma ressalva: estado não necessariamente se confunde ou é sinônimo de governo. Na minha interpretação o estado brasileiro ainda é mais forte que o governo… Um Governo forte seria aquele que mexe, digo, interfere pouco na economia e quando mexe, ou, interfere, é com muita expertise. O governo brasileiro interfere demais e de forma desastrosa. Portanto, o governo brasileiro é extremamente fraco e puxa para baixo a força do estado.

  41. Leandro, só de ser anunciado que existe uma chance de haver impeachment, o real já deu uma leve valorizada hoje. Você acha que ele vai se valorizar ainda mais nos próximos dias com a chance de dilma sair da presidência?

  42. Leandro, saiu a notícia que a inflação acumulada de 12 meses chegou a 10%.

    A pergunta é: esse valor é em decorrência da expansão de crédito realizada pelos bancos públicos (que foi o motor dos bons resultados obtidos até 2013) ou os bancos públicos AINDA estão expandindo o crédito descontroladamente, a exemplo do período pós crise 2008 ?

  43. Boa tarde, Leandro.

    Gostaria de saber onde posso obter essa informação atualizada (link) relativa a quantidade de moeda na economia e a quantidade de moeda em posse do Banco Central?

    Mais uma dúvida: os recursos destinados ao pagamento da Dívida Pública previstos anualmente no Orçamento são pagos em moeda? Ou são transformados em novos títulos públicos?

  44. O site Trading Economics mostra os dados revisados do PIB de 2014. Nos dados revisados é mostrado que houve uma recessão de -0,7% em 2014. Mas, na maioria das notícias da mídia, é dito incorretamente que houve um crescimento de 0,1% em 2014.

    cdn.tradingeconomics.com/charts/brazil-gdp-growth-annual.png?s=bzgdyoypct&v=201601121702m

    cdn.tradingeconomics.com/charts/brazil-gdp-growth.png?s=bzgdqoqpct&v=201601121702m

    Isso é um absurdo, não pode ser feito pouco caso com uma informação tão importante assim. Não podemos deixar de imputar publicamente a culpa por 3 anos* de recessão ao governo PT. Não houve nenhuma grande notícia na mídia ou algum artigo do IMB que acusasse que houve uma recessão de -0,7% em 2014.

    Não consegui achar no site do IBGE estes dados revisados, mas tenho certeza que existem. Acredito que foram divulgados timidamente para evitar algum tipo de constrangimento ao governo. Peço encarecidamente a equipe do IMB que procure esta revisão no site do IBGE e a use, se for oportuno, para criticar o governo nos próximos artigos sobre a economia brasileira.

    Existem várias notícias de março de 2015 falando sobre essa revisão da metologia do PIB.

    *Os dois anos anteriores (2014, 2015) e muito provavelmente este.

  45. aí Leandro, dá uma olha na pérola

    por curiosidade: esse seria o tipo de imprensa que você classifica como ”mainstream” ? Aquela que não defende explicitamente coisas como o socialismo, mas que de vez em quando lança uns artigos como esse ?

    economia.uol.com.br/noticias/redacao/2016/02/11/voce-sabia-que-inflacao-muito-baixa-pode-ser-tao-ruim-quanto-a-alta.htm

  46. Bom dia, Leandro,


    Instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Fazenda esperam que o déficit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) termine este ano em R$ 70,751 bilhões ante os R$ 68,23 bilhões divulgados em janeiro.

    A projeção consta da terceira edição da pesquisa Prisma Fiscal [goo.gl/CUNYJJ] , elaborada pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, com base em informações de 30 instituições financeiras. O estudo foi divulgado hoje, em Brasília.

    Para 2017, a estimativa de déficit passou de R$ 30,87 bilhões para R$ 42 bilhões. O resultado está bem distante da meta para este ano, que é de superávit primário, receitas maiores que despesas, excluídos gastos com juros, de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) ou R$ 24 bilhões.

    Estive observando alguns comentários sobre como um PIB que se tornaria impagável pudesse ser quitado, via hiperinflação.

    Poderia realmente ser o caso de uma medida ‘desesperada’ do governo utilizar a impressão de dinheiro, para pagar a dívida crescente, em Reais ?

    No aguardo.

  47. Não vejo como burrice dos políticos o que esta acontecendo na Venezuela e no Brasil, mas antes como um projeto de poder desses partidecos que tentam destruir a tal sociedade Burguesa e implantar uma ditadura estilo China/Cuba, pensar que esses caras estão preocupados com suas aposentadorias é muito otimismo! Os Bolivarianos destruíram a pouca economia de mercado que existia na Venezuela,censuraram a imprensa, aparelharam o estado,forças armadas, acabaram com a moeda,confiscaram empresas, se tinha uma coisa que esses caras não pensavam era nas suas aposentadorias. Os 600 Deputados/Senadores brasileiros só pensam nos seus esquemas, reeleição,festas,amantes, Miami,Europa,Luxo e aumentar a dívida/impostos sobre o setor produtivo, assim como a elite Venezuelana pensava antes do surgimento do Louco do Chávez e no nosso caso do PT.

  48. Ah, entendi.

    Se essa ida à PF já fez o dólar cair pra 3,70, pelo bem dos nossos bolsos, devemos torcer logo pelo anúncio da prisão perpétua? rsrs

  49. Leandro,

    Além da questão do crescimento da dívida pública no Brasil, reparei na questão formulada no site O Antagonista (www.oantagonista.com/posts/e-se-as-grandes-ermpresas-quebrarem) e achei importante compartilhar:


    Qual soma sairia dos cofres públicos para resgatar uma Petrobras, um BNDES ou uma Caixa ? E os Estados, que já atrasam o pagamento dos servidores ? Alguns bancos e gestoras de recursos começaram a fazer as contas de quanto custaria ao Brasil se grandes empresas começarem a quebrar. Segundo cálculos do FMI, no Brasil, os chamados passivos contingentes custam, em média, 8,3% do PIB.

    Enquanto os políticos ficam discutindo se Lula aceita ou não ser ministro, assuntos importantes como a dívida pública, a dívida da Patrobrás, a situação precária da saúde pública e demais itens importantes (do ponto de vista administrativo) ficam relegados, como se não tivessem importância…

    Att

  50. Leandro,

    Vem aí o FED.BR ?


    Para baixar dívida, governo propõe que BC receba depósitos de bancos

    Esses depósitos seriam remunerados pela autoridade monetária.

    Com isso, Tesouro Nacional não precisaria mais emitir títulos públicos

    Ao deixar que os bancos possam fazer depósitos no Banco Central ­ que serão remunerados a uma taxa próxima da Selic, atualmente em 14,25% ao ano, o governo poderia limitar a emissão de títulos títulos, feita justamente com o objetivo de controlar a inflação.

    Se todos os títulos públicos emitidos com essa finalidade fossem retirados do mercado, a dívida bruta do governo cairia dos atuais 66% para 50% do PIB. Entretanto, o ministro disse que não é essa a ideia.

    Segundo ele, o recebimento de depósitos de bancos já é utilizado nos Estados Unidos e na Europa, por meio do Federal Reserve (BC dos Estados Unidos) e via Banco Central Europeu (BCE).

    “Isso não é jabuticaba. Já ocorre na Europa e Estados Unidos. Há depósitos voluntários remunerados no BC”, afirmou Barbosa.

    Como as normas brasileiras atualmente não autorizam o BC brasileiro a receber estes depósitos, estas operações de “enxugamento” da liquidez (retirar reais da economia para impedir pressões inflacionárias) podem ser feitas somente com a emissão de títulos públicos, o que pressiona a dívida bruta do governo.

    Com a possibilidade de que o BC possa receber estes depósitos dos bancos, haverá uma queda no endividamento público.

    Fonte: g1.globo.com/economia/noticia/2016/03/para-baixar-divida-governo-propoe-que-bc-receba-depositos-de-bancos.html

    Att

  51. Leandro,

    Para conhecimento:

    “…

    IM: Quando você fala em uma hiperinflação no longo prazo, qual é o horizonte de tempo que
    estamos falando. Seriam 10 anos, 20 anos?

    RV: É difícil precisar. Eu fiz a projeção para 2040 e vou ficar com ela. Se até lá não for feito nada, a hiperinflação vai ter que vir para corroer os gastos. Tudo vai depender do que ocorrer neste curto e médio prazos. A forma como a hiperinflação se materializa é o governo emitir moeda cada vez mais e uma desvalorização da taxa de câmbio cada vez mais forte pressionando a inflação.

    O que ninguém fala é que o governo emitiu moeda para financiar as “pedaladas fiscais”. E aí é o que? Uns R$ 70 bilhões? Na hora em que isso é transmitido, vira um processo em que as
    expectativas começam a influenciar a reação das variáveis e vão exigindo um tratamento de ajuste cada vez mais duro para compensar o pessimismo com a economia.

    O ex-­ministro [da Fazenda, Joaquim] Levy não quis colocar papéis do Tesouro para financiar as
    pedaladas, talvez isso seja até um dos motivos para a sua saída tão precipitada. O governo sacou na conta única junto ao Banco Central. O BC colocou papel de curtíssimo prazo à Selic com o compromisso de recompra. É a mesma coisa de moeda remunerada para enxugar a liquidez e esse desembolso de conta única acontecer. O Tesouro não quis ir a mercado para tentar captar os bilhões das "pedaladas" com prazo longo. Imagina a reação que haveria nos mercados no dia seguinte. Que tipo de juros os investidores iriam exigir? Aí começam a aparecer as armadilhas. Não deviam ter feito as "pedaladas" se não queriam que isso acontecesse depois. Daí saem as notícias de explosão do gasto público e você está com a hiperinflação na sua porta.

    Fonte: http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/4827707/deixar-governo-como-esta-convite-hiperinflacao-diz-secretario-planejamento

    Eu gostaria de saber como o governo pagou a dívida no final de 2015, ‘tão rápido’…

    Att

  52. Leandro,

    > De fato, e modéstia à parte, ninguém falou que o governo emitiu dinheiro para financiar as pedaladas. Acho que eu fui o único

    Grato por comentar. Parabéns pelo artigo, explicando as pedaladas…

    Mas, como e quando seria possível saber sobre esta emissão de dinheiro ?

    Isto não deveria aparecer, em algum lugar (além do ‘surgimento’ de dígitos) ?

    Favor comentar, quando possível…

    Att

  53. Os últimos 13 anos de governo Petista deixou o Brasil como terra arrasada.
    Crescemos 0,1% em 2014. Em 2015, houve um decréscimo de 3,7%. A previsão para 2016 é de -3,8 a -6% dependendo de como sairemos do nó político.
    O Brasil está falido. O rombo do orçamento é imenso. As empresas estão fechando. A única opção que existe é aumentar a carga de imposto que é uma das maiores do mundo.
    Triste. Muito triste.

  54. Boa tarde, Leandro,



    O diagnóstico para a crise econômica brasileira não é um consenso entre os economistas do país. Embora a maioria dos especialistas aponte para um problema estrutural nas contas públicas e uma incompatibilidade entre o Orçamento e a Constituição de 1988, há quem veja no balanço patrimonial das empresas o verdadeiro embrião do processo que levou o país a um de seus momentos mais delicados das últimas décadas.

    Gostaria que pudesse comentar o conteúdo deste link (www.infomoney.com.br/mercados/noticia/5608808/governo-discute-remedio-para-crise-errada-diz-economista), assim que lhe for possível.

    Grato.

  55. Leandro, você pode fazer um artigo bem completo sobre o problema dos juros subsidiados para a Economia?

    Eu percebi que essa questão de juros subsidiados é uma das últimas coisas que a Esquerda está se apoiando para defender um Estado planejador.

  56. Entre início de 2007 e início de 2009, percebi que as tarifas de energia elétrica sofreram deflação de preços (gráfico 8). Por que isso ocorreu, já que esse setor, por ser rigidamente controlado pelo estado, sempre reajusta as tarifas para cima? Hidrelétricas ficaram com reservatórios cheios?

    No que difere esse controle de preços nas tarifas de energia dos controles de preços por exemplo, no governo Sarney?

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