Nota do Editor:
O dólar bateu R$5,70.
Em um forte rally, o dólar saltou da casa dos R$5,10 em meados de maio para o elevado patamar atual. E há quem defenda que tem espaço para mais desvalorização do real.
O rally coincide com as falas assustadoras do presidente Lula – apesar da pronta reação do governo em apontar a alta como “especulação” ou como “culpa do Banco Central”, uma vez que o presidente do Bacen ainda é Roberto Campos Neto.
Em 2015, Fernando Ulrich escreveu um artigo neste site, discutindo a então marca recorde do dólar a R$4 e questionando a possibilidade de chegar aos R$6. No artigo, Ulrich trata da teoria da paridade do poder de compra e levanta pontos que são novamente atuais, dada a situação econômica e política do país.
Confira.
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Pronto. Dobramos a meta. O dólar ultrapassou a marca de R$ 4, quebrando mais um recorde no Plano Real – a maior marca de toda a história da moeda brasileira –, outro feito nada invejável do atual governo.
Para muitos economistas, câmbio a R$ 4 já uma realidade difícil de mudar. Os prognósticos variam apenas na intensidade com que o dólar irá subir nos próximos meses.
Há pouco mais de um mês escrevi um artigo para analisar se o dólar estava caro ou barato e até onde poderia ir. A conclusão então é a mesma que segue: o real já está bem subvalorizado, bem abaixo do que seria o seu valor justo, ou correto, de acordo com a teoria da paridade de poder de compra. O preço de “equilíbrio” do dólar estaria situado ao redor de R$ 3,15.
Como cheguei a essa conclusão? Utilizando a taxa de câmbio real (TCR), a qual considera a variação do poder de compra das duas moedas — real e dólar, calculados pelos índices de preços ao consumidor de cada país (IPCA e CPI) –, podemos aferir qual seria o valor justo para o câmbio. Isso não significa afirmar que o dólar a R$ 4,13 esteja errado. O preço praticado pelo mercado neste momento é esse e ponto.
O que a análise da TCR evidencia é o quão descolado dos fundamentos está o câmbio. Em outras palavras, levando em conta apenas a variação da depreciação relativa entre duas moedas — a velha teoria da paridade de poder de compra –, um dólar acima de R$ 3,15 não pode ser explicado apenas pelos fundamentos, há outras forças em jogo levando o câmbio para longe do que seria razoável.
Atualizado o gráfico da taxa de câmbio “correta” com os dados de julho e agosto, vemos que o dólar de equilíbrio subiu de R$ 3,11, em junho, para R$ 3,15.
E como evoluiu a própria TCR calculada pelo Banco Central (Bacen)?
Ao fim de junho, a TCR estava em 99,8; mas após a subida incansável do dólar, o índice fechou o mês de agosto em 111,61, apontando um desalinhamento considerável em relação ao valor justo — quanto mais distante de 100, mais em “desequilíbrio” estaria a taxa de câmbio.
E assumindo que a cotação da moeda americana permanecerá no nível atual por mais alguns dias, ao fim de setembro a TCR indicará um descolamento ainda mais proeminente.
De fato, o câmbio atingiu a marca histórica de R$ 4, superando a cotação alcançada lá no final de 2002 quando o dólar quase chegou nesse patamar. Mas o câmbio a R$ 4 em 2015 é comparável ao câmbio a R$ 4 em 2002? Para responder essa pergunta, analisemos novamente o gráfico da TCR.
A maior marca registrada pelo índice foi de 206,11 em outubro de 2002, mês das eleições presidenciais quando o câmbio disparou para cerca de R$ 4. Era o auge da turbulência dos mercados, fruto do temor de um futuro governo de esquerda ansioso para avacalhar com o Plano Real e minar os fundamentos da economia.
Hoje, porém, o dólar sendo negociado a R$ 4 não levará a TCR para 206. Considerando que em agosto o índice alcançou 111, quando o câmbio estava ainda ao redor de R$ 3,50, a TCR atualmente deve situar-se entre 120 e 130.
O exercício interessante a fazer, então, é: se tivéssemos hoje o mesmo descolamento entre câmbio vigente e câmbio correto lá de 2002, qual seria o dólar atualmente? Dito de forma mais direta, se a TCR fosse hoje 206,11, o mesmo patamar de outubro de 2002, qual seria o dólar implícito hoje? Nada menos que R$ 6,50!
Essa é a resposta da pergunta feita anteriormente: o dólar a R$ 4 em 2002 equivale a um dólar ao redor de R$ 6,50 hoje.
Isso quer dizer que em 2002 o descolamento do câmbio de mercado do seu valor justo foi uma absurdidade, o que comprova o quanto o mercado desconfiava de um futuro governo petista no poder.
A pergunta que ninguém sabe responder é: será que o dólar passa de R$ 5? Será que passa de R$ 6?
No artigo anterior, concluí dizendo que: “Em 2002, as contas estavam ajustadas internamente, mas um tanto vulneráveis no front externo. Ao contrário daquele ano, hoje o desajuste está nas contas internas. Mas de forma semelhante àquele ano, o câmbio virou novamente um termômetro da desgovernança política brasileira”.
De fato, a rápida subida do termômetro do dólar reflete rigorosamente o que ocorreu desde então. Em menos de 30 dias o governo Dilma Rousseff fez lambança atrás de lambança — como o orçamento com déficit primário enviado ao congresso, algo inédito na história contemporânea do país –, levando o mercado a questionar cada vez mais a saúde fiscal do governo e a reduzir as projeções de crescimento econômico e, de quebra, antecipando o rebaixamento da classificação de risco do país pela agência Standard &Poors.
Confesso ter subestimado a capacidade do governo de desgovernar em tão pouco tempo. A aptidão desse time para aprofundar ainda mais a crise política e econômica é ímpar. Isso o mercado não perdoa, e o câmbio é o reflexo direto do caos institucional e econômico que vivemos.
A situação atual é semelhante à de 2002? Em parte sim, pois há uma enorme incerteza quanto aos rumos políticos, cujos desdobramentos afetarão diretamente a economia brasileira. Mas há diferenças importantes também.
Naquela época, as contas externas estavam bastante vulneráveis, hoje não estão. Mas em 2002, a economia real não estava tão bagunçada quanto hoje está. Não estávamos diante da forte recessão que hoje bate à porta de todos os cidadãos.
A alta do dólar de 2002 deveu-se a uma crise de confiança clara e bastante pontual. A correção daquela conjuntura não era uma tarefa hercúlea. Bastava o governo Lula sinalizar ao mercado que manteria a política econômica longe das heterodoxias propostas pela ala radical do Partido dos Trabalhadores e a confiança retornaria para acalmar o câmbio. Foi justamente o que aconteceu. Felizmente.
Hoje estamos em uma situação muito mais complexa, pois o quadro político é mais imprevisível que o de 2002, e os ajustes necessários para reconduzir a economia ao crescimento são muito mais profundos. Por isso tudo esta já é a pior crise da história do Plano Real com alta probabilidade de agravar-se ainda mais.
Pode o dólar chegar a R$ 6? Sinceramente, pode. É claro que pode. É provável? Teimarei mais uma vez em afirmar que não. A verdade é que na atual conjuntura, qualquer previsão é especulação pura. Wild guessing.
Mas em vez de prever se o câmbio superará R$ 5 ou R$ 6, a resposta mais precisa, talvez, seja afirmar que o dólar dificilmente volta para R$ 3 tão cedo — se é que voltará algum dia. Ao que tudo indica, dificilmente baixará de R$ 4.
A prosperidade ilusória da última década acabou. Estamos de volta à realidade.
Mas, em caso de dúvida, compre dólar.
*Este artigo foi originalmente publicado em 23 de setembro de 2015.


“Mas, em caso de dúvida, compre dólar.“
Ué, mas e o ouro e os BitCoins, Fernando? 😀
A pergunta que me faço é sobre até quando ficaremos com inflação de preços elevada e crescente. Se a inflação de preços permanecer muito alta o TCR é corrigido via IPCA e não via câmbio.
Não sei se procede, mas ouvi que o Tesouro Nacional não tem conseguido se financiar (daí as taxas de juros crescentes, acima da SELIC) e o BACEN estaria financiando diretamente o Tesouro Nacional. Se for verdade, inflação e IPCA presionados.
Sds,
Desculpe a ignorância, mas como você derreferencia o índice da TCR? Como você gera a linha vermelha do primeiro gráfico desse artigo, transformando índice em valor?
Tipo o universo, não há limites!
O foguete já foi disparado no final de 2010. Vamos ver até onde chegará.
Sigamos o conselho do Fernando: comprar dolar. Mesmo que diminua o valor um dia, mas é muito mais seguro que ficar com onças na mão, que mais parecem “gatinhos”. Ou ratos. Quem sabe, baratas?
Compradores do Aliexpress (maioria povão), Ebay, Amazon… e aí, estão satisfeitos com a economia? Digo isso aos que veneravam a politica economica, sem saber a merd* que diziam…
Fernando,
Pelo jeito, o governo não vai demorar criar notas de R$ 200,00, R$ 500,00, R$ 1.000,00.
Antigamente, nem caixas eletrônicos tinham notas de R$ 100,00. Atualmente, até pivete anda com uma no bolso.
E é melhor mudar essa foto da nota de R$ 5,00. Deixe uma de R$ 10,00 no jeito, porque não demora chegar.
Pergunta de um leigo no assunto:
“em caso de dúvida, compre dólar”
Qual o melhor jeito de se fazer isso? Óbvio, não é simplesmente ir até uma casa de câmbio e comprar dólar turismo, guardar no colchão e vender daqui x meses… então como?
Antes do plano real, eu ainda é criança na época, e não cheguei a perceber ou entender as consequências diretas da moeda desvalorizada.
Por isso me veio a duvida, como era viver antes do plano Real? Como alguém conseguia manter um negócio naquelas condições.
Bom texto!
Considerando que o dólar caiu bem logo no início do real e ficou por ali uns 4 anos, não seria aquela ali 95-99 um valor mais “correto” do ponto de vista do poder de compra?
Como o Brasil viveu anos descontrolado, creio que o tempo para a paridade do poder de compra ser mais real deve ter demorado um pouco, pois a confiança q o plano era sério, depois de tantos fracassos, demorou a chegar, não?
Considerando aquele valor em 96 como sendo o valor “correto”, quanto deveria seria o dólar hoje?
Alguém explica isso, por favor:
oglobo.globo.com/economia/dolar-igual-bolso-diferente-apos-13-anos-17587057
Nada mais difícil do que especular valor de câmbio.
Eu não diria que é wild guess não, eu diria que é muito, mas muito provável que o real continue desvalorizado por meses.
O Brasil hoje em dia não conta com otimismo por parte de nenhum agente ou investidor internacional. É visto como uma grande decepção na verdade. Enquanto na década de 2000 era tudo uma maravilha (no sentido de ser mais fácil fazer o mercado acreditar em promessas), hoje em dia não temos mais a mesma chance e voto de confiança. Soma-se a isso o fato de o país continuar terrível para se fazer negócios em virtude da burocracia e dos entraves de sempre.
Ainda que se troque o governo, a situação é grave.
Enquanto o tesouro não parar de emitir dinheiro fajuto para cobrir esse déficit brutal, a moeda não vai parar de se desvalorizar.
Sem reformas a frente, o Dólar a 6, 7, 8… não vai ser nenhuma novidade.
Fernando, vc acha que isto tudo seria uma política cambial dirigida, conforme esta análise?:
noticias.r7.com/jornal-da-record-news/videos/?idmedia=56034ae90cf23012770d5908
É uma análise sombria….é como se aproveitassem essa recessão para entubar mais ainda no povo. O resultado será uma recessão prolongada (pois, quem investe em máquinas importadas com esse câmbio?!) e fatalmente calote de dívidas de estatais via emissão de mais moeda.
A inflação, que nestes últimos 2 meses parece contida por uma depressão, deve voltar com mais força…
Poderia comentar esse maquiavelismo ou é teoria da conspiração isso tudo?
Não acredito que o Fed suba os juros tão cedo. Eles determinaram que a inflação mínima pra isso seria de 2%, mas está em 0,2%. Muitas pessoas fora do mercado, baixos salários, muita gente mamando na teta do governo.
Duvido eles mexerem nos juros em ano eleitoral.
Fernando, parabéns por mais um excelente artigo!
Abraço!
Agora acabou: Tombini vai dirigir o Brasil pro buraco de taxi.
exame.abril.com.br/economia/noticias/reservas-podem-e-devem-ser-utilizadas-diz-tombini
“Reservas podem e devem ser utilizadas.”
O que vai acontecer:
Senhor Tombinho vai fixar um câmbio artificial se o dólar continuar a encarecer 1 real em cada bimestre. Até os grandes economistas que quebraram o Brasil quatro vezes vão confessar que o câmbio passou dos limites porque houve uma desvalorização cambial anacrônica ao cenário internacional (?) ou alguma palhaçada assim.
(2) – Por um tempo, os brasileiros vão voltar a comprar dólares como se fosse carne em mercado do Sarney. Tudo amparado por câmbio artificial. O governo vai ver o ajuste artificial do câmbio como prova de algum aumento da confiança dos gringos nas contas do governo e voltará a gastar, em especial para aumentar a mamata do BNDES.
(3) – As reservas internacionais vão acabar e haverá um cenário de inflação extrema da base monetária combinada na qual o câmbio de verdade está em 15 reais. O governo vai passar a restringir a compra dos dólares do BACEN. Se ele não tem esse direito porque o BACEN é autarquia, vai passar a ter. Com as atividades compromissadas, tá muito claro que o governo está pouco se… para as regras e a Era Mantega prova que o Tombinho não tem personalidade alguma e só faz o que a Fazenda manda fazer.
(4) – Viramos a Argentina sem controle de preços.
(5) – Viramos a Argentina com controle de preços.
(6) – O presidente começa a matar gente arbitrariamente.
(7) – Viramos a Venezuela.
Só o esquema da Petrobras já é o maior assalto de todos os tempos, fora o resto, PMDB troca o impeachment por ministérios, pedaladas, uma farsa de um ajuste onde continuam aumentando gastos e impostos, país quebrado, Foro de São Paulo…e pra completar resolvem enterrar a Lava Jato.
Dólar a 4 tá de graça, deveria bater logo 13.
Enquanto isso o México saiu da lama entrando no NAFTA, “explorado” pelos imperialistas, e nós estamos aqui afundando com esse lixo do Mercosul e esses bandidos do Foro.
Só resta o fundo cambial.
Essa sensação de que o buraco é mais fundo me mata um pouco por dentro, se eu ficar desatento…
Agradeço as dicas, Ulrich!
“A alta do dólar de 2002 deveu-se a uma crise de confiança clara e bastante pontual. A correção daquela conjuntura não era uma tarefa hercúlea. Bastava o governo Lula sinalizar ao mercado que manteria a política econômica longe das heterodoxias propostas pela ala radical do Partido dos Trabalhadores e a confiança retornaria para acalmar o câmbio. Foi justamente o que aconteceu. Felizmente.”
“Felizmente.”
Será que o autor do texto sabe que a construção do Socialismo passa por uma “época de Capitalismo” (abertura de mercados e atração de investimentos) em que o partidão se preocupa em tempo integral em centralizar todo o aparato do poder político nas mãos? Lênin com a Nova Política Econômica que o diga. Lênin com a NEP foi mais liberal do que os próprios Czares.
Olha, eu entendo a lógica da TCR.
Mas não é um erro olhar o IPCA para trás?
É claro que segundo a lógica o dólar também reflete o diferencial de inflação futura, implicito nas NTNBs.
Com isso a diferença entre as taxas mercado x TCR não seria menor?
Isso aqui é sério?
Dólar igual, bolso diferente após 13 anos
Pessoal mas e agora? Com o Tombini tentando controlar o câmbio com esses leilões e até mesmo usando as reservas. O Dólar continua subindo mesmo? Minha impressão é que eles vão tentar controlar agora pra que o dólar não passe a casa dos R$4 enquanto puderem.
Continua subindo o dolar?
Falando em Venezuela…
Escassez faz sumir absorventes femininos na Venezuela. Mulheres são obrigadas a usar “toalhas higiênicas socialistas”.
O fim do braziul será o escárnio perante as outras nações e também sua completa ruína, e isso não terá volta. É a maldição de todas as ex-colônias ibéricas, e este país desde o começo já sinalizou para o completo fracasso. O brazilêro é um dos povos mais burros, inúteis, vagabundos e bandidos que já existiram na face da terra, e o pouco que esta joça foi para frente deve-se principalmente aos italianos, japoneses e americanos que aportaram em SP e aos alemães, franceses, holandeses que desembarcaram principalmente no Sul, caso contrário isto aqui seria uma Nigéria continental com o PIB da Eritréia, essa é a verdade.
No mais o Anônimo aí em cima já disse tudo. Seja sábio e aceite o bom conselho dele, é a minha sugestão.
Fernando e Hélio, há alguma pretensão em ressuscitar o “O Ponto Base”?
Pergunta ao povo brasileiro: É bom sofrer tanto assim?
A preocupação da oposição golpista e da mídia vendida é, apenas isso e nada mais que isso, de tratar do dólar turismo. Só os golpistas paraguaios gastaram 1,4 BILHÕES de dólares no exterior. Estão revoltados que vão ter que conhecer o Brasil ao invés da Disney!
Xô, seus antipatriotas! Deixem a Dilma governar em paz! o Brasil é para todos e não só de uns poucos.
Relatório de inflação – set/2015
http://www.bcb.gov.br/htms/relinf/direita.asp?idioma=P&ano=2015&acaoAno=ABRIR&mes=09&acaoMes=ABRIR
Sr. Fernando Ulrich, parabéns por mais um excelente artigo. Só uma pergunta: por que você utilizou a taxa de câmbio real (TCR) ao invés da taxa de câmbio real efetiva (TCRE)? Pois pelo que li no metadados do Banco Central, a análise realizada no cálculo da TCRE é mais aprimorada do que a TCR já que pondera a participação dos países parceiros do Brasil. Se puder me responder… Quero estender esse seu estudo em planilha de excel.
Aí Leandro, esse link já apareceu 2 vezes no meu facebook, com a pessoa que postou obviamente defendendo a Dilma, dizendo que o governo não é culpado.
O cidadão que postou agora ainda escreveu antes: ”Aos que acreditam na auto-regulação do mercado: leiam!”
Poderia comentar?
m.economia.estadao.com.br/noticias/geral,cotacao-do-real-sofreu-manipulacao-em-esquema-global,1691803
Bom, tudo isso é consequência das próprias classes mandantes do próprio Brasil. Em vez de chicotear a base social, a fim de todos nos movermos – teoria da pirâmide social – está tirando seu cavalinho daqui e pondo lá fora. Quando todos tiram o seu da reta, sobra para todo mundo.
Se o pobre continuar querendo ser pobre, sem pensar em estudar, em criar uma carreira, de evoluir, o que temos é uma estagnação na produção intelectual. Dessa forma, passamos a consumir produtos e serviços de alta e média tecnologia dos estrangeiros. E em longo prazo, temos retrocesso no padrão de vida.
E para nos humilhar ainda mais, nossos próprios produtores agrícolas e pecuários, nos surram exportando tudo que podem, deixando o resto dos alimentos para nós. Tecnologias para se protegerem de condições naturais existem, eles é que não querem usar. Foi mais fácil queimar café (anos 30) do que baixar o preço.
Porque o Dólar está aumentando? Porque a demanda interna de capital está caindo, e a necessidade de importação está cada vez maior. Se o aumento se devesse pura e simplesmente porque o cenário político e “econômico” está ruim, seria apenas uma oscilação, e o preço iria voltar à normalidade em pouco tempo. Há quanto tempo que o Dólar vem subindo mesmo?
Mas não é o que vai acontecer (a volta a normalidade). O Dólar vai crescer muito até a metade do ano que vêm, e vai passar de R$ 10,00. Não porque o mercado financeiro vai deixar de comprar ou não Dólar, mas porque o mercado de importação e exportação irá gerar uma demanda crescente por Dólar.
Como eu disse certa vez no IMB, todos os países tem necessidades de importação e exportação de todas as classes de produtos, mas o que diferencia a saúde do saldo e dos balanços internacionais é a consciência política, econômica e histórica de cada um desses itens, por parte de todos os agentes, sejam eles operadores ou não de comércio ou financiamento exterior.
Conclusão: até o meio do ano que vem, estaremos em um padrão entre Argentina e Venezuela.
Se o sujeito estudar um pouquinho esse negócio de moeda ele corre o risco de ficar rico… kkk
http://www.oantagonista.com/posts/fitch-vai-rebaixar-o-brasil
mais pressão vendedora. dá pra se empanturrar de ações de empresas brasileiras com um punhado de dólares. os gringos agradecem. a questão é se isso valerá alguma coisa no futuro.
Vou comprar meus bitcoins
Henrique Zucatelli,
você pode citar as fontes dos seus estudos sobre o cobre e a celulose?
Em caso de decidir em investir nesses ativos, como fazer para tal?
De 2011 para cá pude verificar que o cobre já caiu para menos da metade do valor, porque acredita que voltará a subir?
Conto com a sua ajuda meu caro, ta dureza trabalhar muito para juntar dinheiro e ver o governo destruir o valor da nossa moeda.
Seria bom também investir em Libra esterlina ? já que ela está valendo em média 6,10 reais ?
Com relação ao cenário nacional, está apenas acontecendo o que foi programado ainda em 1991 pelo FORO DE SP. Marginais orquestrados pelo ditador Fidel Lixo Castro pra implantar o socialismo, comunismo na América Latina. A facção criminosa petista ( aliada ao psdb principalmente pelo Pacto de Princeton ) foram apenas os meios pra que o plano fosse posto em prática.
Pena que esse tipo de informação não passa e nunca será veiculado na mídia. O que já é algo premeditado também, obviamente pois essa também está comprada. Viva o circo e a alien ação de um povo que pensa que Pt e Psdb são inimigos ou que pensa que ainda exista algum oposição aos marginais da classe política, nesse resto de país. Mas ruim mesmo era no regime militar né mesmo ? ahh esqueci, “”ditamole””. Bando de canalhas psicopatas essa raça comunista que infestou as Américas.
Leandro/Ulrich
https://www.facebook.com/tancredonevesdoalem/videos/1153054564723830/
Vcs poderiam fazer uma analise desse vídeo dizendo que a desvalorização do real se trata puramente de uma politica do governo.
“Recessão antecipa a crise na Previdência: o rombo previsto é de R$ 125 bi
…O déficit previsto para daqui a 15 anos vai ocorrer em 2016…”
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2015/09/27/internas_economia,500291/recessao-antecipa-a-crise-na-previdencia-o-rombo-previsto-e-de-r-125-bi.shtml
Não sei se é o lugar mais apropriado para eu fazer esta pergunta, que é um tanto neófita (pois é, eu não sei NADA de economia), mas aí vai: Como é este negócio de SWAP? O BC VENDE dólares ao mercado interno?
Boa tarde Fernando.
Discordo do cambio justo de 1×1 de 1994 como base para o valor justo do cambio. Esse câmbio acabou com o saldo da balança comercial brasileira, que precisa ser positivo para compensar o eterno deficit da balança de serviços. Não ha como eternamente sermos financiados pela entrada de recursos pela conta financeira, para comprar titulos do governo, ações e investimentos diretos.
O alto poder do real, que fez com que as viagens ao exterior ficassem baratas,e os produtos estrangeiros baratos, como se o real fosse uma moeda forte e fossemos um pais rico, não condiz com nossa realidade.
Paises pobres precisam exportar como compensar o deficit na balança de serviços. Com certeza, durante o ~boom~ das comodities o valor do câmbio justo se alterou, pois aumentou em muito nossas exportações. Mas esse valor de 3,15 que vc chegou não traz equilibrio para nossa balança de pagamento, principalmente com a que do preços do minerio de ferro e soja de um ano para ca.
Att.
marcio
1-Se a balança comercial e a balança de serviços são negativas, ~cetaris paribus~ a taxa de cämbio se desvalorizara para corrigir o desiquilíbrio. Para que isso não ocorra e necessário uma grande entrada de dólares pela conta financeira, para aplicar principalmente em títulos do governo, a uma taxa de juros alta. Isso só foi possível porque a divida publica no incio do governo FHC era de 20% do PIB. No longo prazo taxas de juros muito mais altas ceteris paribus o investimento e tornam a divida publica insustentável, mesmo com superavit primário de 2 % do PIB como ocorreu com FHC e Lula. A divida disparou da mesma maneira.
2- Os americanos emitem dólares, para eles a logica eh diferente. NO EQ que o BC americano ainda realiza, o que fazem eh não para de emitir moeda. Se nosso deficit fosse em reais, provavelmente esse tipo de problemas existiria.
3- O brasil eh um pais pobre. A riqueza dos países se mede pela renda per capita, desenvolvimento social, infra estrutura. O Brasil era a oitava economia do mundo porque o cambio estava sobrevalorizado devido as altas taxas de juros internas. Esse valor e medido em dólares. Hoje não devemos nem estar entre as 10 maiores economia do mundo. E provavelmente a renda per capita da China já eh maior do que a nossa. A China , segunda maior economia do mundo, ainda não e considerada rica. Talvez em alguns anos sua renda per capita chegue no patamar dos países ricos. Por paridade do poder de compra já e a maior economia do mundo. O cambio e intencionalmente desvalorizado para incentivar exportações, por isso, em dólares, a economia americana e maior.
4- Precisamos de investimentos diretos estrangeiros, mas não a entrada de dólares para aplicar em títulos do governo com isenção de IR. Isso não e investimento na concepção correta da palavra. Financiam os deficit do conta corrente da BP, mas deveriam ser considerados empréstimos, não investimentos. Impede que o dólar suba no curto prazo, como ocorreu. Mas não resolvem os problemas do balanço de pagamento no longo prazo.
5- Na minha opinião não existe uma taxa correta. O cambio deveria ser livre, sem taxas de juros fora dos padrões internacionais que provocasse a valorização superficial do Real. Países que fixaram taxas de cambio valorizadas, como Brasil e Argentina, para combater a inflação não tiveram bons resultados no longa prazo. Países asiáticos, que fizeram o contrario, tiveram. No longa prazo, a justa deve equilibrar o balanco de pagamentos.
6- O boom das commodities tem relação com o dólar fraco, mas não e explicado apenas por isso. Sem o aumento da demanda chinesa, o valor não atingiria os valores que atingiu. A desvalorização do Real foi muito maior que no restante do mundo, estando também ligados a problemas internos e de expectativas.
1- Correto. Sem uma alta taxa de juros interna, que valoriza o cambio de maneira artificial, como ocorreu, apesar de esse juros altos não estar sendo suficiente no momento. Por isso não concordo que a taxa de 1×1 em 1994 ou 3,15 em maio de 2015 seja a correta pela paridade do poder de compra. Mesmo porque essa paridade não depende só da inflação. Depende também do preço das commodities, crescimento interno, expectativas. Como exemplo cito a desvalorização da moeda russa e canadense, devido ao baixa do preço do petróleo.
2- Em resposta a ( Em tempo: os americanos não sabem o que é um superávit na balança comercial acho que desde a década de 1950. Pela sua lógica, eles devem estar na miséria). Os americanos tem grandes deficit na balança comercial, mas superavit no balanço de serviços. Se o nosso deficit fosse em reais, talvez não tivessemos problemas também.
3- Realmente, a governo permitiu durante um tempo a valorização do yuan, mas o yuan continua desvalorizado, tanto que o PIB chines pela paridade do poder de compra e maior que o americano. Depois de muitos anos de cambio fixo, muito desvalorizado para incentivar as exportações, uma parte por pressão dos EUA, os chineses permitiram alguma valorização do cambio. Sem a intervenção do governo chines o cambio teria valorizado muito rapidamente, prejudicando suas exportações. Grandes superavit comerciais ceteris paribus tendem a valorizar o cambio, mas o governo chines não permitiu que isso ocorresse deixando ele fixo ate aproximadamente 2007 como mostra o gráfico que vc mandou. Quando eles interviram para desvalorizar recentimente, os ocidentais enxergaram problemas na China, devido a necessidade de aumentar as exportações. Cambio desvalorizado e mão de obra barata foi o inicio de muitas economias exportadoras da Asia, ate migrarem para modelos de maior tecnologia, como Coreia e Taiwan. A China ainda esta na transição.
4- Eu não me preocupado, só não acho que o 3,15 esteja correto. O cambio justo depende do conta corrente e da conta financeira do Balanço de Pagamentos.
5- As exportações brasileiras caíram devido a queda nos preços da commodities, em volume ate aumentaram, como exemplo cita a soja e o minério de ferro. Os manufaturados precisam mais tempo para reagir, como as exportações de automóveis, que estão aumentando devagar, mas estão aumentando. O próprio texto fala isso ( as exportações de produtos básicos caíram 19,6%, como reflexo da queda dos preços das commodities. Os embarques de minério de ferro decresceram.) Para os manufaturados os especialistas em exportação falam que isso leva tempo. No caso do açúcar ha um excesso de oferta no mercado internacional, o que leva os usineiros a produzir mais etanol. Se o dólar continuar subindo, isso pode mudar.
revistagloborural.globo.com/Noticias/Agricultura/Cana/noticia/2015/04/queda-de-precos-do-acucar-afeta-lucros-e-perspectiva-de-credito.html
O gráfico que vc postou e do conta corrente, não da balança de serviços. Conta corrente e igual a balanco comercial, mais a balança de serviços mais transferências unilaterais. Se o deficit da balança comercial for maior que o superavit da balança de servicos, contabilizando também transferências unilaterais o resultado do conta corrente do balanco de pagamentos pode ser negativo. Isso não quer dizer que a balança de serviços e negativa.
Faz tempo que não olho o resultado da balança de serviços dos EUA, mas pelo gráfico que vc postou não e possível saber, pois trata-se do conta corrente.
Respeito sua opinião de que em maio desse ano, o valor correto para o cambio seria 3,15, pela paridade do poder de compra. Mas não concordo.
Horrível, o correto seria o real valer o mesmo que o dolar para sempre, por isso precisamos mesmo de uma moeda global para evitar essas trapassas criminosas de desvalorisação proposital do dinheiro.
Governo ladrão, estou tentando juntar dinheiro para sair do país, então vem esses vagabundos e desvalorizam o cambio, agora o bom dinheiro que consegui juntar ao longo de anos não paga nem a passagem em dolar.
Me sinto cada vez mais preso e escravo nesse país de merda.
E essa queda no preço do dólar, se mantém?
Como vocês podem esmiuçar essas duas últimas semanas?
Fechou em 3,75. Cambio é uma coisa muito incerta.
A Dilma precisa cair urgente!
Será que alguém sabe a fonte dos dados desse artigo?
Bacen? IMF? World Bank?
Estou interessado principalmente na TCR…
Nossa, a bola de cristal só deu defeito quando errou a previsão de qual governo responsável por um dólar a 6,00.
Esse artigo não envelheceu muito bem kkkk