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Lugares comuns que substituem o raciocínio crítico

Se
algum dia criarem um concurso para aquelas palavras que se passam por
pensamento profundo e crítico, “diversidade” e “pluralidade” facilmente iriam
para a final e teriam um embate duríssimo.

A
beleza destas duas palavras mágicas e encantadoras é que você não necessita de
nenhuma nódoa de evidência empírica e nem de nenhum processo de encadeamento lógico para recitar rapsódias sobre os supostos benefícios da diversidade e do
pluralismo.  A própria ideia de querer
testar estes belos termos em relação a algo tão feio quanto a realidade é em si
vista como um ato sórdido.

Diversidade
e pluralidade são termos que, justamente por englobarem de tudo, dispensam seus
promovedores de explicar especificamente o que defendem.  Há diversidade e pluralidade de gênero, de
cor, de preferências sexuais, de renda, de inteligência, de etnia etc.  Sendo assim, perguntar se aquelas instituições
que promovem a diversidade 24 horas por dia e sete dias por semanas apresentam
melhores resultados do que as instituições que não dão a mínima para estes
“pré-requisitos” fará apenas com que você seja visto como um reacionário
insensível, malicioso, racista, misógino e homofóbico. 

Citar
evidências empíricas que mostram que aquelas localidades obcecadas com
pluralidade e diversidade geram relações ruins entre as pessoas forçadas a
conviver sob o mesmo ambiente é se arriscar a ser rotulado e
marginalizado.  O livre pensamento e a liberdade
de expressão não são livres.

A
moda agora ao redor do mundo é afirmar que os governos devem promover a
diversidade e a pluralidade — o que na prática significa que alguns grupos
organizados têm mais direitos do que outros, o que por sua vez significa a
abolição da ideia de “igualdade perante a lei”.

Neste
cenário, algumas perguntas se fazem necessárias.  Como é possível que um país racialmente
homogêneo como o Japão consiga apresentar uma educação de alta qualidade sem
ter de recorrer ao essencial ingrediente da diversidade e do pluralismo, uma
necessidade “premente” segundo os sociólogos da atualidade?

Inversamente,
por que a Índia, uma das mais plurais e diversas nações da terra, apresenta um
histórico de intolerância e de violência letal entre seus diversos grupos de
pessoas pior do que aquele observado no sul dos EUA durante a vigência da
segregação racial?

O
simples ato de fazer tais perguntas já é garantia de ser acusado de recorrer a
táticas desonestas e de possuir motivações torpes demais para serem
dignificadas com uma resposta.  Não que
os genuínos defensores da pluralidade tenham alguma resposta, é claro.

Dentre
os candidatos que disputam a segunda colocação no torneio dos lugares comuns
que tornam o pensamento algo obsoleto está o termo “socialmente excluído” e
todas as suas variáveis.

Pessoas
que não se encaixam nos pré-requisitos básicos exigidos por determinados
objetivos e funções, desde admissão em uma universidade a um empréstimo
bancário, passando por empregos em cargos que exigem diversas habilidades, são
tidas como pessoas socialmente excluídas cuja ascensão social lhes foi “negada
pela sociedade”.  Donde surgem as
desculpas de que tais pessoas estão moralmente eximidas de seguirem uma vida
pautada pelas mesmas regras aplicáveis ao restante da população — como, por
exemplo, não recorrerem à criminalidade.

Tanto
o ‘pluralismo’ quanto a ‘exclusão social’ devem ser corrigidos por políticas
públicas, como por exemplo as cotas. 
Segundo os teóricos, tais políticas equalizariam as “oportunidades de
acesso”.  O problema é que os defensores
dessa tese sempre refugam quando instados a explicar por que uma igual
oportunidade de acesso seria sinônimo de igual probabilidade de sucesso.


um exemplo interessante disso na própria política.  Peguemos um estado americano conhecido
mundialmente: a Califórnia.  Trata-se de
um estado majoritariamente progressista. 
Neste estado, eleitores conservadores e eleitores progressistas têm
exatamente a mesma oportunidade de votar. 
No entanto, as chances de um candidato conservador ser eleito na Califórnia
são muito menores do que as chances de um candidato progressista.  Será que os progressistas defenderiam cotas e
uma lei de “igual oportunidade de acesso” para políticos conservadores na
Califórnia?

Similarmente,
todas as pessoas podem tentar adentrar uma universidade, pedir um empréstimo
bancário ou disputar um determinado emprego. 
Se todas essas solicitações forem julgadas pelos mesmos critérios, então
todos tiveram uma igual oportunidade de acesso. 
Se aquele sujeito com pouquíssimas qualificações intelectuais não
conseguiu o emprego na multinacional ou o ingresso em uma universidade, ou se
um sujeito de histórico creditício duvidoso não conseguiu o empréstimo
bancário, isso não significa que lhe foi negada a mesma oportunidade de
acesso.  Simplesmente nunca houve uma
igual probabilidade de sucesso.

A
‘diversidade’ e a ‘exclusão social’ geram um terceiro lugar comum:
‘redistribuição de renda’ — ou, sua variável próxima, ‘justiça social’.

Aparentemente,
todas as pessoas têm direito a receber uma “fatia justa” da prosperidade da
sociedade, não importa se elas trabalharam 16 horas por dia para ajudar a criar
essa prosperidade ou se não fizeram nada mais do que viver na mendicância ou
recorrer ao crime.  No final, tudo indica
que devemos alguma coisa a estas pessoas pelo simples fato de elas nos
agraciarem com sua existência.  Tudo
indica que elas “têm o direito” de viver à custa dos pagadores de impostos,
mesmo que sintamos que poderíamos viver muito bem sem elas.

No
outro extremo da escala da renda, os ricos supostamente devem pagar sua “fatia
justa” em altos impostos.  Mas para
nenhum dos dois extremos da escala da renda há uma definição concreta do que é
uma “fatia justa”.  Há um determinado
número ou uma proporção exata?  Nunca se
soube.  ‘Justiça social’ e
‘redistribuição de renda’ são apenas sinônimos políticos para “mais poder
arbitrário para o governo”, cuidadosamente adornado por uma retórica
sonoramente moralista. 

A
intelligentsia vem há décadas promovendo a ideia de que não deve haver nenhum
estigma em se aceitar auxílios do governo. 
Viver à custa dos pagadores de impostos é retratado como um “direito”,
ou, mais ponderadamente, como parte de um “contrato social”.

É
claro que você não se lembra de ter assinado qualquer contrato desse tipo, mas
tal lugar comum soa poético e pomposo. 
Ademais, e isso é o que interessa, ele rende muitos votos entre os
ingênuos, e este é exatamente o objetivo de políticos que defendem
assistencialismo.

Por
fim, “acessível” é outro termo popular que substitui toda e qualquer
necessidade de pensamento crítico.  Dizer
que todo mundo tem direito a “moradia acessível” é bem diferente de dizer que
todo e qualquer indivíduo deve poder decidir qual tipo de casa quer ter.

Programas
governamentais que distribuem “moradias a preços acessíveis” nada mais são do
que programas que dão a algumas pessoas o poder de não apenas decidir qual
imóvel elas querem ter como também o de obrigar outras pessoas — os pagadores
de impostos, os donos dos imóveis etc. — a absorver uma fatia do custo desta
decisão, uma decisão da qual elas nunca foram convidadas a participar.

E,
ainda assim, a crença de que pessoas que preferem que as decisões econômicas
sejam feitas voluntariamente por indivíduos no mercado não são tão compassivas
quanto aquelas pessoas que preferem que tais decisões sejam tomadas
coletivamente por políticos nunca é vista como uma crença que deveria ser
comprovada por fatos.

Mas,
por outro lado, isso não é algo recente. 
A crença na compaixão superior dos políticos é um fenômeno mundial que
data ainda do século XVIII.  E, em todas
as épocas e em todos os locais, nunca houve nenhum esforço genuíno dos
progressistas para verificarem se esta pressuposição crucial é sustentada por
fatos.

A
realidade econômica, no entanto, é que o governo fazer, por meio de decretos, com que várias coisas sejam mais “acessíveis” de modo algum aumenta a quantidade de
riqueza na sociedade.  Colocar o governo
para redistribuir propriedade e determinar seu “valor justo” não faz com que a
sociedade seja mais rica do que seria caso os preços dos imóveis fossem
“proibitivos”.  Ao contrário: tais
políticas, que nada mais são do que controles de preços e redistribuição de
propriedade, reduzem os incentivos para se produzir.

Nada
do que aqui foi dito é uma ciência obscura e inacessível.  Porém, se você é do tipo que jamais se põe a
pensar criticamente e se contenta com a mera repetição de lugares comuns, então não
importa se você é um gênio ou um deficiente mental.  Palavras fáceis que impedem as pessoas de
pensar criticamente reduzem até mesmo o mais reconhecido gênio ao nível de um completo
idiota.

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68 comentários em “Lugares comuns que substituem o raciocínio crítico”

  1. Absurdo. Confesso que nunca antes fora eu tão chocado por um artigo aqui publicado. Sendo negro, não apenas Thomas Sowell abandona a causa de povo mundial tão massacrado pela elite burguesa que hoje controla o capital internacional como abraça apaixonadamente o conservadorismo alienado que afugenta uma odiosa e indiferente classe média pós-moderna.

    Data venia, tal artigo apenas incita à indiferença da desigualdade capitalista como defende o individualismo hoje alimentado pela exploração de inúmeros. Sowell é claramente agente da propagação do ideário reacionário. Absurda sua militância em defesa das genes que se alimentam da pobreza do povo negro há séculos.

  2. Uma das grandes habilidades de enganadores de toda espécie é prometer o “intangível” no futuro em troca de algo “tangível” no presente a lhes ser dado. O exemplo clássico eh o mau líder que exige hora extra (tangivel)em troca de uma “considereção” ou ” bom conceito” no futuro.

    Esse pensamento nascido no meio da Administração de pessoas é o mesmo usado pelos progressistas e sua “intelligentsia” citados po Sowell. Eles exigem leis que os favoreçam, cotas, impostos, redistribuição de renda, beneficios sociais, enfim, toda a sorte de coisas tangíveis, e , em troca, a sociedade desfrutará de “justiça social, igualdade”, enfim, vários bens intagíveis e, dessa forma, não comprováveis.

    Assim, como não precisam demonstrar resultados, se gabam de nunca estarem errados. Até hoje ouvimos dizer que Cuba é um país justo, com educação e saúde para todos, quando na verdade todas as prostitutas são universitárias (ou todas as universitárias são prostitutas), e os remédios faltam igualmente para todos, exceto pros governantes e seus apaniguados.

  3. Quem defende cotas se coloca em uma posição de ser superior, seja de raça ou de riqueza. Muitos defensores de cotas raciais são brancos que acham que tem que ficar defendendo os outros, supostamente inferiores. Nunca se fala em distribuição de felicidade, e esse deveria ser o parâmetro (para quem insiste em ajudar os outros por ajudar).

  4. Se é pra defender a diversidade e pluralidade façamos como na Suíça, onde os cantões são livres para tributarem mais ou menos e fornecerem mais ou menos ajuda estatal. Dessa forma haverá a diversidade e pluralidade tão defendida, haverá lugar pra todos e ninguém vai precisar ficar brigando com ninguém.

  5. Camarada Friedman

    O Sowell é foda, esse texto me lembra dessa ridícula notícia:

    Comissão proíbe patrão de checar "nome sujo" de candidato a emprego

    congressoemfoco.uol.com.br/noticias/comissao-proibe-patrao-de-checar-nome-sujo-de-candidato-a-emprego/

    [i]O texto aprovado na comissão, de autoria do deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), considera a consulta a banco de dados e cadastros de proteção ao crédito de candidatos a emprego crimes de discriminação no trabalho, e prevê pena de detenção de 1 a 2 anos, além de multa.

    Nesse país se vc for menor de idade vc pode estuprar uma mulher na frente de 8 pessoas em um ônibus e passar 1 em um centro de reeducação para sub-humanos vivendo a custa de imposto… Agora, se vc discriminar um candidato de emprego com base nas ações passadas do mesmo = vc fica 2 anos na cadeia.

    São essas notícias que fazem os Timothy “McVeigh”s da vida aparecerem por ae.

  6. Falando em “socialmente excluidos” :

    consciencia.blog.br/2013/05/como-a-sede-de-vinganca-so-atrapalha-no-tratamento-da-violencia-urbana.html

    Este texto é tão patetico e vitimista (a culpa é da classe media ve se pode) e se ultiliza de tantos lugares comuns, que acabei desistindo de argumentar nos comentarios depois de digitar 2 linhas. Deem uma olhada voces, serao regados com uma chuva de lugares comuns, mas a melhor de todas na minha opinião foi “politicas socio-educativas” heuaheuaheuaheuahhuuu

  7. Lembrei-me agora de um reitor de uma universidade na california, negro, que chegou à conclusão de que as cotas raciais haviam sido um fracasso.

    Deve ser por causa desse tipo de analise fria e imparcial que ele é um homem bem-sucedido.

  8. Eu tenho uma opinião sobre essa pluralidade.

    As pessoas deveriam ter a opção de escolher se querem benefícios sociais. Como hoje seria muito fácil consultar se alguém é cliente do governo, até um serviço de políciamento poderia ser escolhido pelo cidadão. Se alguém não quer nada do governo, não precisaria pagar impostos diretos ou indiretos quando vendem sua mercadoria.

    Essa pluralidade não seria contra empresas estatais, porque teremos nosso direito de competir com elas sem pagar impostos. Essa pluralidade transformaria o governo em uma cooperativa, onde quem quer participar pode escolher por livre iniciativa.

    A liberdade plena deveria permitir que pessoas escolham ter um governo. Um liberal deve ter muito cuidado com proibições, até mesmo quando pessoas querem se unir para ser governadas. Pelo outro lado, Defender a sua liberdade para não ser governado é um direito da liberdade de cada um.

    Claro que seria difícil interligar um mundo anarco-capitalista com um mundo estatal. A convivência com as leis do governo estatal seria muito complicada, mas tenho certeza que a maioria das leis não teriam influência sobre os liberais. Isso já seria um grande avanço, mesmo não sendo um mundo ideal para ambos os lados. Mesmo não sendo ideal, a situação seria muito melhor do que hoje.

    Essa minha idéia poderia ser facilmente aceita por muitos liberais, mas seria atacada fortemente por socialistas, pois eles gostam mesmo é de escravizar e sugar o dinheiro alheio. Já os que querem um estado razoável e sem excessos, eles poderiam facilmente aceitar essa proposta de interligação de um mundo liberal com um social.

  9. Os artigos do Sowell são como jóias, só que escritas.

    Já fazem alguns anos em que ele foi traduzido e apresentado no site, e eu nunca consigo esquecê-lo, é demais!

  10. Caros amigos do IMB,

    Primeiramente, me desculpem se o comentário abaixo não estiver no local adequado.

    Sou leitor do site desde 2010, sou muito grato pelo rico material compartilhado, porém tenho certa dificuldade em me aprofundar e discutir as “idéias livres” (libertárias, liberais, conservadoras e etc.) com as pessoas que convivo. As vezes, sinto que apenas a leitura não é suficiente, pois falta ambiente para discussão e aprimoramento dos conceitos.

    Logo, gostaria de propor a idéia do IMB oferecer um curso (aos sábados, por exemplo. Uma vez que a maioria – se não a totalidade – de nós não é sustentada por verbas estatais) para discutir e desenvolver mais o “pensamento livre” no Brasil e também discutir as idéias esquerdistas/marxistas em geral, afim de refutá-las. Poderiam ser cursos presenciais abertos ao debate e também com divulgação por Skype ou Hangout para tentar atingir a maior cobertura territorial possível.

    O objetivo seria promover mais o rico pensamento divulgado pelo site e desenvolver os interessados, criando um “batalhão” de pessoas com grande base de conhecimento para divulgar nossos ideais de maneira mais ampla.

    Poderiam também ser estabelecidas parcerias com outros institutos (Millenium e Liberal por exemplo) com ideais parecidos.

    Aos amigos do site, que compartilhem da minha sugestão, peço que comentem abaixo.

    Obs.: Caso já exista algo parecido, por favor, me desculpem e me indiquem;

    Obrigado,

    Igor

  11. Moralidade no raciocino

    Olá prezado leitor esta parte (“Aparentemente, todas as pessoas têm direito a receber uma “fatia justa” da prosperidade da sociedade, não importa se elas trabalharam 16 horas por dia para ajudar a criar essa prosperidade ou se não fizeram nada mais do que viver na mendicância ou recorrer ao crime. No final, tudo indica que devemos alguma coisa a estas pessoas pelo simples fato de elas nos agraciarem com sua existência. Tudo indica que elas “têm o direito” de viver à custa dos pagadores de impostos, mesmo que sintamos que poderíamos viver muito bem sem elas.”) do artigo revela o desprezo do autor por uma sociedade treinada e apta no contexto mundial, não no estilo de países comunistas ou socialista, mas ele faz uma colocação irônica de cunho fascista pois acredita que os privilegiados à custa da exploração social quando os indivíduos não estão engajados na teia social devem morrer, o que o torna um misantropo dos jardins da elite que joga suas pedras irracionais em quem passa.
    A ironia demonstrada no texto (“os ricos supostamente devem pagar sua “fatia justa” em altos impostos.”) mostra que o autor não entende a estrutura social criada através dos tempos. Eu indicaria a boa leitura da história humana e ainda da história econômica da humanidade e que busca-se um padrão para então entender e esclarecer na sua mente o porquê de os ricos terem que pagar altos tributos e o porquê do Estado mínimo no quesito financeiro deve ser executado com exatidão. A Aristocracia dever ser grande, mas não onerosa como é aqui no Brasil, o custo do estado como um todo não deveria passar de 40% do orçamento. Em terras tupiniquins o investimento não passa de 17% do orçamento o resto e pagamento de acionistas da dívida pública e custo do funcionalismo e dos políticos. Uma vergonha com nome e sobrenome… Elite Aristocrática e burocrática. Também vi outra colocação que é perturbadora (“Há um determinado número ou uma proporção exata? Nunca se soube. ") pois é, não foi feito um estudo multidisciplinar sobre o assunto, quando houver um estudo haverá números para elucidando o problema, esse número existe e não é pouco.

  12. Infelizmente, uma das causas da expansão dessas esquerdices são os tais “cursos de humanas”.

    Eu sempre perguntei para meus colegas: pra que serve a maioria dos cursos “de humanas”? Pra nada, somente para implantar as esquerdices na mente dos universitários, que infelizmente serão os “pensadores” das próximas gerações. Cursos geralmente feito pelas pessoas menos capazes ou por jovenzinhos mimados que tem todo conforto familiar mas, em vez de reconhecer os méritos dos pais, preferem se sentir culpadinhos pela “falta de humanidade de seus pais” e se tornarem os justiceirinhos sociais politicamente corretos.

    Olha o que está sendo feito no Japão e poderia ser feito no Brasil:

    https://www.timeshighereducation.co.uk/news/social-sciences-and-humanities-faculties-close-japan-after-ministerial-decree

    Observem que praticamente nenhuma profissão de nível superior de humanas existiria se não fosse a imposição estatal. Um exemplo é o tal do assistente social, um mero preenchedor de formulários que qualquer um poderia preencher com um mínimo de treinamento. Notem que são os cursos preferidos das ditas minorias: mulheres, negros, homossexuais, etc.

  13. Sowell, mais uma, vez sensacional. O que constato,para aqueles que pensam que o socialismo/comunismo morreu, ele está mais vivo do que nunca, sob a égide do estado, impondo sua democracia, mesmo nos Eua….E criam as maneiras diferentes de impor as falácias deste sistema crimonos. Rothschilds, rockfeller, sempre foram socialistas….qual o motivo de existir o estado do bem estar social?? Muito vantajoso punir aqueles que procuram trabalhar através de imposto e sustentar um bando de sanguessugas que os mantém.Discriminar sempre!!!

  14. Muito interessante a forma como o Sowell inicia seu texto, falando sobre palavras que de tão gastas e subutilizadas se desconectaram de sua natureza semântica – no fundo a retórica esquerdista vive disso, de confundir o discurso público ao transformar palavras – de ferramentas de uso comum para se orientar no mundo real, em meros gatilhos emocionais. Desta forma, termos como “justiça”, “igualdade”, “diversidade”, “desigualdade” atingem o interlocutor diretamente no campo das emoções, e o fortalecimento desse mecanismo pela repetição incessante culmina em um automatismo semi-animalesco, onde a linguagem perdeu completamente o seu significado e a sua função original – as palavras não servem mais pra comunicar de maneira ordenada dados da realidade, mas apenas para estimular determinadas emoções.
    Para quem se interessa sobre isso, recomendo expressamente este artigo :Outro dia eu visitei a casa do Gregório Duvivier que fala sobre o papel da literatura e da destruição da linguagem no processo de degradação moral empreendido pela esquerda – eu sei que é uma tortura ler um artigo(e bem longo) sobre esse lixo desse Gregório Duvivier, mas o texto acaba sendo sobre todos esses progressistas e o seu papel na promoção da confusão mental e na fixação dos lugares-comuns que o Sowell cita no artigo.

  15. Encontrei uma definição bem acurada do que vivemos atualmente. Ineptocracia. Com o link para o artigo completo à respeito.

    Ineptocracy: A government system where the least capable to govern are elected by the least capable of producing, and where the members of society least likely to sustain themselves or succeed, are rewarded with goods and services paid for by the diminishing number of producers.

    Ineptocracia: Um sistema de governo onde os menos capazes de governar são eleitos pelos menos capazes de produzir, e onde os membros da sociedade com menos possibilidades de auto-sustento ou obtenção de resultados, são agraciados com bens e serviços pagos por um número decrescente de produtores.

    http://www.centralamericadata.com/en/article/home/Mutation_and_Death_of_Democracy

  16. Já disse Lênin:

    "Usaremos o idiota útil na linha de frente. Iniciaremos o ódio entre as classes. Destruiremos a sua base moral a família e a espiritualidade. Comerão as migalhas que caírem de nossas mesas. Nossa minoria organizada irá sempre derrotar a maioria desorganizada".

    Texto de Vladimir Lênin publicado no Jornal "Hoje em Dia", de 27 de junho de 2014,pg.03

  17. Os esquerdistas amam debater intenções em vez de resultados, confundir metas com métodos e se apresentarem como monopolistas da virtude.

    * * *

  18. CLAUDINEI PEREIRA

    Artigo excelente e pródigo em provocações ao proselitismo de esquerda. Pena que a eficácia dessas ideias seja entenebrecida pela apropriação populista da democracia por parte da simbiose entre “povo dependente e políticos aproveitadores”. Em outras palavras, o que seria bom para a sociedade tem seu espaço tomado pelo que é conveniente.

  19. Eduardo R., Rio

    Professor Thomas Sowell conta que foi educado pelos fatos

    Acaba de sair nos Estados Unidos uma biografia do professor Thomas Sowell. Coincide com seu 90º aniversário e é pedestre, mas conta uma grande vida.

    Sowell nasceu numa casa que não tinha água encanada nem eletricidade e foi criado por uma tia-avó no Harlem de Nova York. Ralou na pobreza e alistou-se no Corpo de Fuzileiros. Na juventude não podia sentar-se em mesas de brancos nos restaurantes e foi marxista. Diplomou-se por Harvard aos 28 anos e dez anos depois doutorou-se pela Universidade de Chicago, debaixo das asas dos economistas Milton Friedman e George Stigler. Ambos recomendaram-no para uma bolsa de estudos argumentando que ele era socialista, “porém muito esperto para continuar assim por muito tempo”.

    Na mosca. Sowell tornou-se uma espécie de Cão da Terceira Hora do conservadorismo político e econômico. Contesta a eficácia das políticas afirmativas, das cotas aos estímulos à diversidade. A seu juízo, a eleição de Joe Biden pode vir a representar o início da decadência do Império Americano.

    A migração de Sowell teve duas vertentes. Numa esteve o respeito aos números: “Quando você percebe a importância dos fatos, o jogo é outro”. Noutra, ficou longe do poder. Não é à toa que a biografia chama-se “Maverick”, algo como “dissidente”, numa tradução neutra, ou “porra-louca”, em versão maligna. Afinal, um negro saído da pobreza não deveria ser conservador, muito menos intransigente.

    Milton Friedman teve a coragem de dizer que “a palavra ‘gênio’ tem sido tão esbanjada que perdeu o sentido, mas eu acho que Tom Sowell está perto de ser um deles”.

    Com 36 livros publicados e centenas de artigos, Sowell celebrizou-se pela clareza de seus raciocínios. Um exemplo, tirado da sua análise do colapso das economias do finado mundo socialista: “O sistema tinha um problema inerente de conhecimento. Em poucas palavras: quem tinha poder não tinha conhecimento e quem tinha conhecimento não tinha poder”.

    Esse diagnóstico vale para o meio onde Paulo Guedes se meteu.

    Elio Gaspari

    Jornalista, autor de cinco volumes sobre a história do regime militar, entre eles “A Ditadura Encurralada”.

    www1.folha.uol.com.br/colunas/eliogaspari/2021/06/professor-thomas-sowell-conta-que-foi-educado-pelos-fatos.shtml

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