Entre os intelectuais, o modismo de sempre é culpar todas as mazelas da
sociedade no mercado. Basta dar uma olhada no conteúdo dos cursos
universitários, nas palavras dos professores, nas publicações acadêmicas e
mesmo nos jornais dos grêmios universitários. Todos eles concordam entre
si nesse quesito.
O desprezo popular pelo mercado é angustiante. Poucas instituições são
tão universalmente vilipendiadas, e talvez poucas instituições sejam tão
universalmente incompreendidas. E essa desinformação é perigosa: os
radicais que protestam tão veementemente contra o funcionamento do livre
mercado raramente percebem que estão defendendo o fim da única instituição que
pode aprimorar o padrão de vida das pessoas.
Parodiando o poeta Robert
Frost, deveríamos primeiro examinar como funciona o paraíso para, só então,
tentarmos mudar o mundo. Em outras palavras, devemos entender como algo realmente
funciona antes de começarmos a falar como ele deveria ser. Cabe a nós,
antes de tudo, definir aquilo sobre o que estamos falando.
Muitas discordâncias têm suas origens na incompreensão e no equívoco. Sendo
assim, vamos definir o “livre mercado”: o site dictionary.com define um
“mercado” como “uma oportunidade de comprar ou vender” e um
“livre mercado” como “um mercado econômico no qual a oferta e a
demanda não são reguladas ou são reguladas com restrições mínimas”.
“Livre mercado” e “capitalismo” são praticamente sinônimos,
e é George Reisman quem define
o capitalismo de maneira eloquente:
O capitalismo é um sistema social
baseado na propriedade privada dos meios de produção. É caracterizado
pela busca do interesse próprio em termos materiais — em um ambiente livre da
iniciação de força física –, e seus alicerces são culturalmente influenciados
pela razão.Baseado em suas fundamentações e em
sua natureza essencial, o capitalismo é mais detalhadamente caracterizado pela
poupança e pela acumulação de capital, pelas trocas voluntárias intermediadas
pelo dinheiro, pelo interesse próprio financeiro e pela busca do lucro, pela
livre concorrência e pela desigualdade econômica, pelo sistema de preços, pelo
progresso econômico, e por uma harmonia da busca pelo interesse próprio
material de todos os indivíduos que dele participam.
Assim, podemos definir o “livre mercado” como um sistema social
baseado na troca voluntária de propriedade.
O livre mercado é simplesmente uma matriz na qual os indivíduos praticam
trocas livres e voluntárias. No
livre mercado, as decisões relativas a (1) o que
produzir, (2) em quais quantidades, (3) utilizando quais métodos e (4) em quais
locais, são tomadas visando satisfazer às mais urgentes demandas dos
consumidores.
As empresas, desde que operando em um ambiente livre de coerção e de
privilégios — ou seja, em um ambiente no qual não há subsídios, não há tarifas
protecionistas e não há barreiras
governamentais à entrada de concorrentes (como ocorre em setores regulados
por agências reguladoras) — descobrem rapidamente o que os consumidores querem
e o que eles não querem — e elas ajustam suas decisões de produção em
conformidade com esses desejos manifestados pelos consumidores.
Portanto, o livre mercado é um termo conciso para um arranjo de trocas que
ocorrem na sociedade. Cada troca acontece como um acordo voluntário entre duas
pessoas ou entre grupos de pessoas. Esses dois indivíduos (ou grupo de pessoas)
trocam dois bens econômicos: serviços ou bens (tangíveis ou intangíveis) e
dinheiro.
Ambas as partes empreendem a troca porque cada parte espera ganhar com ela.
Em toda e qualquer transação comercial, cada lado atribui àquele bem que está
recebendo um valor subjetivo maior do que àquele bem que está dando em
troca. Afinal, se não fosse assim — se você não valorizasse mais aquilo
que está recebendo do que aquilo que está dando em troca –, a transação
simplesmente não ocorreria.
Por exemplo, estou caminhando pela rua com dinheiro no bolso e estou a fim
de um cachorro-quente; já o vendedor de cachorro-quente tem vários cachorros-quentes,
mas está ansioso para conseguir dinheiro. E assim, ao nos encontrarmos, fazemos
um acordo.
Em decorrência deste fato, conclui-se que os indivíduos geram riqueza ao
simplesmente trocarem bens econômicos. Ao fazerem isso, eles estão
recorrendo a um meio (trocas comerciais) para chegar àqueles fins que lhes são
mais valiosos.
Isso é um livre mercado. É esse o
arranjo universalmente vilipendiado dentro da academia.
Moralidade e o papa
O
mercado é um arranjo moral? Esta pergunta,
que é tão frequentemente feita, provavelmente será mais uma vez pronunciada
quando o Papa Francisco visitar os EUA nesta semana.
Uma
coisa é você concluir que o mercado é imoral após você aprender o que realmente é o mercado, como ele realmente
funciona e como seria a nossa vida na ausência dele. Tal conclusão — embora bizarra — ao menos
seria intelectualmente defensável, pois refletiria um juízo de valor informado.
Porém,
a conclusão de que o mercado é imoral tipicamente reflete — como certamente é o caso do papa
Francisco — uma completa ignorância sobre a lógica e a história do mercado
(e, mais ainda, sobre a lógica e história dos governos).
O
livre mercado é um arranjo profundamente moral, pois, quando comparado a todas
as suas alternativas factíveis, somente ele
1)
é guiado por escolhas voluntárias e não por decretos;
2)
concentra os custos e os benefícios de cada escolha o mais restritamente possível
no indivíduo que fez tal escolha;
3)
permite uma grande diversidade de escolhas e de estilos de vida;
4)
cria uma prosperidade em massa; o livre mercado eleva o padrão de vida dos
pobres de uma maneira muito mais intensa do que eleva o padrão de vida dos
ricos (veja a teoria aqui
e alguns exemplos práticos aqui, aqui e aqui);
5)
faz com que, na pior das hipóteses, adversidades econômicas extremas não se
transformem em morte por inanição, mas sim em dificuldades financeiras, algo
muito menos severo (perder seu emprego, por mais agonizante que seja, é muito
melhor do que perder a sua vida e a vida de seus filhos);
6)
permite mobilidade social, fazendo com que um pobre possa ascender de classe,
podendo inclusive se tornar rico. A riqueza
dinástica, embora ainda exista nos mercados, é muito menos comum do que supõem as
pessoas desinformadas em termos históricos (riquezas dinásticas eram a regra antes do surgimento do
capitalismo), e mesmo tal riqueza sempre está exposta às forças da destruição
criativa [N. do E.: prova disso é que todos os bilionários que apareceram no
primeiro ranking da revista Forbes, em 1987, não mais estão lá hoje];
7)
reúne centenas de milhões de estranhos ao redor do mundo, das mais diferentes
culturas e religiões, e os permite interagir, cooperar e produzir de maneira
voluntária e pacífica.
Esse
último ponto foi brilhantemente ilustrado pelo ensaio “Eu, o lápis”, escrito
por Leonard Read. Veja a versão em
vídeo:
Recentemente,
o designer britânico Thomas Thwaites tentou construir uma torradeira do zero,
tendo ele próprio de escavar o minério de ferro para fabricar o aço e derivar o
plástico do petróleo. Neste
vídeo, ele narra até onde conseguiu chegar.
Enquanto
isso, um
típico trabalhador britânico consegue, com apenas 21 minutos de trabalho, ganhar o suficiente para comprar uma
torradeira muito mais sofisticada do que aquela que o senhor Thwaites levou
nove meses para fabricar.
Outra ilustração
perfeita dessa profundamente importante constatação é a deste homem que
resolveu fabricar, também do zero, um simples sanduíche. Ele plantou o trigo para fazer o pão, retirou o sal da água do mar,
ordenhou uma vaca para fazer o queijo e
a manteiga, matou uma galinha para retirar o filé de frango, fez o próprio
picles e teve até de extrair o mel do favo.
Além de
demorado, o processo custou cerca de US$ 1.500 dólares. (E, a julgar pela reação
dele próprio, a qualidade do produto final foi medíocre).
Nesse sentido,
a produção e a distribuição das próprias encíclicas nas quais Francisco critica
o capitalismo são façanhas capitalistas.
Para serem
produzidas, elas requerem os esforços integrados de plantadores de árvores e de
madeireiros (talvez na Alemanha), de trabalhadores das fábricas de papeis (talvez
na Eslovênia), de produtores de tinta (talvez no Canadá), e de impressoras
(talvez na Itália).
E cada um
desses fornecedores depende de inúmeros veículos para transporte (talvez construídos
no Japão), de investidores (talvez em Nova York), de seguradoras (talvez em Londres),
e de criadores de hardware (talvez na China) e de software (talvez em Seattle).
O capitalismo fornece até mesmo os meios e os instrumentos para se
criticá-lo.
Conclusão
Uma grande maravilha do capitalismo é a maneira como ele consegue fazer
uma contínua integração dos esforços de bilhões de indivíduos de todo o mundo,
transformando-os em uma economia global unificada. Nesse arranjo, cada pessoa — tanto na condição
de produtor quanto de consumidor — não apenas é mais livre do que estaria sob qualquer
outro sistema econômico, como também ela pode escolher como quer participar.
Esse processo é pacífico, estupendamente produtivo, e não requer nenhum
decreto expedido por um comitê centralizado comandado por burocratas
truculentos.
Muitos professores, intelectuais, políticos, palpiteiros, padres,
pastores e papas gritam e pregam sobre assuntos a respeito dos quais são profundamente
ignorantes. Em vez de agir assim, eles
deveriam ter uma mente mais aberta para perceber o grande sistema de cooperação
social que é a economia de mercado global.
Caso façam isso, eles perceberão essa maravilhosa e voluntária cooperação
de centenas de milhões de estrangeiros, que estão trabalhando pacífica e produtivamente,
e cuja produção enriquece enormemente a vida de terceiros.
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Leia também:
O papa Francisco e o populismo econômico
A encíclica “Laudato Si´”: bem intencionada, mas economicamente insensata
O papa Francisco, a desigualdade de renda, a pobreza e o capitalismo
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Donald Boudreaux foi presidente da Foudation for Economic Education, leciona economia
na George Mason University e é o autor do livro Hypocrites
and Half-Wits.
Art
Carden é professor-assistente de economia e finanças no
Rhode Island College em Memphis, Tenessee, além de ser membro adjunto do Independent Institute, localizado. Seus papers
podem ser encontrados na sua página no Social Science Research Network.
Papa sudamericano, só podia dar nisso. Por baixo daquela batina branca esconde-se um uniforme vermelho, revolucionário, esquerdista, bajulador de comunistas. Um sujeito que pretende transformar a Igreja em algo pop, politicamente correto e globalista. Lamentável. (no aspecto econômico é um beócio metido do mais alto grau). Oxalá as forças espirituais o derrubem.
Esse papa…
Muitos professores, intelectuais, políticos, palpiteiros, padres, pastores e papas gritam e pregam sobre assuntos a respeito dos quais são profundamente ignorantes. Em vez de agir assim, eles deveriam ter uma mente mais aberta para perceber o grande sistema de cooperação social que é a economia de mercado global.
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Então porque economistas da Unicamp, que supostamente deveriam saber sobre o funcionamento do livre mercado. São os primeiros a ir contra o livre mercado, a fazer julgamentos de valor, A pedir por uma economia controlada pelo governo.
No começo gostei muito do Francisco, pois trazia ideias liberais, novas, e poderia fazer a Igreja dar um passo a frente com sua humildade.
Mas ele tem me decepcionado muito na sua forma de fazer política.
Ir a Cuba e sentar com Fidel sem nunca questionar a pobreza da ilha frente a toda riqueza do “ex-presidente”, ou mesmo não questionar e aceitar o presente do Evo Morales, que foi um gigantesco insulto a Igreja Católica, são exemplos de atitudes que me entristecem com o Papa, que fecha os olhos as mazelas que estes governos fazem ao seu povo.
Em pleno século XXI ainda culpam o mercado por tudo.
O incrível disso tudo é que a teoria econômica moderna tem suas origens na escolástica, cujo maior expoente foi São Tomás de Aquino. Tom Woods afirma isso em seu livro “Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental”, e a escola austríaca bebeu dessa fonte.
Se os gigantes da escolástica não condenaram o livre mercado, então para mim basta. A propósito, o último papa que invocou o dogma da infalibilidade foi Pio XII. Fora desse dogma os papas não estão isentos de falar besteiras!
Muito boa sua analogia, parabéns pelo excelente artigo meu amigo!!
“Mas ele tem me decepcionado muito na sua forma de fazer política.“
Aí está a questão: fazer política.
Às vezes faço essa pergunta: Deveria, um líder religioso, se envolver em questões políticas? Se sim, até que ponto a religião e a política se permitem relacionar? Se não, por que vivem ligados tão intimamente?
“Outra ilustração perfeita dessa profundamente importante constatação é a deste homem que resolveu fabricar, também do zero, um simples sanduíche.”.
Na verdade não foi do zero, ele usou muitas ferramentas e tecnologias disponíveis graças ao livre mercado. Apenas as matérias primas foram fabricadas do zero.
Pra ser realmente “do zero” mesmo ele teria que ir pro meio da vida selvagem, em uma floresta, por exemplo, totalmente PELADO, sem qualquer ferramenta, e sair de lá com um sanduíche. Isso seria fazer algo totalmente sem usar os produtos do livre mercado.
Nessa situação o mais difícil não seria fazer um reles sanduíche, seria sobreviver.
Conversa que eu ouvi esses dias entre dois “esquerdistas convictos” (daqueles que defendem tudo que nossa presidente faz, que têm certeza que o câmbio como está “é ótimo pois ajuda nas exportações” e todas as outras frases prontas já conhecidas):
Esquerdinha 1: Ah, eu não compro mais essas cervejas de supermercado, são muito ruins!
Esquerdinha 2: Eu também não, além de ruins, são caras!
(vejam só, o livre mercado em pleno funcionamento – ninguém é obrigado a consumir algo que não queira)
E1: Eu tenho comprado de um amigo meu, trabalhava no Itaú, que comprou equipamento para fazer em casa e vende por litro
(que absurdo… um capitalista acumulou capital, investiu, arriscou e agora está lucrando)
E2: Um primo meu estava fazendo, mas o pessoal não estava gostando.. então ele fez um curso e viu que precisava mudar o processo onde ele filtrava a água.. depois que mudou, ficou muito boa.. ele tem uma produção pequena, faz uns 50 litros por mês
(o tal primo recebeu o retorno do mercado e, óbvio, mudou o processo para não perder o investimento)
E1: Esse cara que eu conheço estava vendendo tanta cerveja feita em casa que não conseguia mais acompanhar os pedidos, pois os amigos estavam divulgando e começou a crescer demais. Ele até alugou um galpão e fez um comércio, chamou alguns conhecidos para entrarem como sócios, largaram os empregos no banco e tudo mais
(absurdo dos absurdos, existem mais pessoas dispostas a tentar ganhar algum dinheiro – nesse caso, à custa da bebedeira dos outros)
E2: Sério? Então, é isso que eu tava pensando em fazer, meu primo já me indicou uns cursos de como preparar e tal
(mais importante do que um diploma, é o conhecimento que a pessoa possui)
E1: Seria uma boa, mas nem adianta, eles se f… a ANVISA foi lá e fechou o lugar, eles estão vendendo todo o equipamento
(adivinha quem apareceu? O nosso querido estado, defensor dos interesses comuns, aquele que sabe, melhor do que as próprias pessoas, o que é bom para elas)
E2: Mas como assim? Não era uma loja pequena?
E1: Era, mas eles falaram que a informação do fiscal foi que a própria Ambev estava indo atrás destes produtores e denunciando
(não dá pra saber se isso – a Ambev denunciando – é verdade, mas qualquer semelhança com tantos outros esquemas entre Grandes Empresas e Governo não é mera coincidência)
E2: Nossa, mas e os caras que tinham largado os empregos?
E1: Estão procurando algo, mas não encontram nada, nenhuma empresa está contratando… depois falam que o desemprego é culpa do governo
E2(em tom jocoso): Pois é, vamos pra rua pedir impeachment! Ahahaha
E1: Ahahahaha
(essa foi só para fechar com chave de ouro)
O Brasil depois de livrar-se dessa praga que é o PT e seus congêneres, o próximo passo tem de ser um choque de capitalismo. Não será infelizmente processo fácil e rápido. Para que seja mais célere precisamos da imprensa. Todos aqui sabem a força da ideologia e militância em escolas e universidades. Em casa procuro explicar aos menus filhos a maravilhosa engrenagem do capitalismo.
Já desisti muitas vezes de acreditar no Brasil. Sempre se renova em mim uma expectativa. Certamente é o amor que tenho por esta terra. Espero que a massa tenha aprendido com mais uma lição amarga a nunca dar ouvidos ao populismo. Voltamos 20 anos na economia. Estamos no mesmo patamar do começo do plano real. Nossas conquistas estão virando poeira.
Eu sou cristão protestante, respeito os católicos que são leitores do Mises.
Mas é inadmissível essa interferência papal, os líderes “bonzinhos” socialistas, acabam se aproveitando da imagem do papa para anunciar suas loucuras comunistas, é como se a autoridade desse um aval para suas mazelas.
Se vocês querem saber porque o PAPA começou a fazer estes discursos anticapitalistas e condenar o Mercado, Leiam o Livro O Grande Conflito de Ellen White(CASA Publicadora Brasileira). O Livro é religioso sim, mas confesso que agora em 2015 comecei a ver coerência no que a escritora falecida em 1915 escreveu. A união Estado-Igreja ou EUA-Vaticano cada vez mais forte para dominar o mundo. Achava meio impossível acontecer, mas agora depois de conhecer os libertários que me apresentaram a tirania do Estado mais a leitura que fiz há 10 anos atrás do Grande Conflito, tudo se encaixa perfeitamente. Ou seja, perderemos a nossa liberdade em breve. Recomendo a leitura. O livro tem bastante história também, não apenas religião.
Marxismo é o ópio dos intelectuais.
ÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ… DO BRAZIUL!!! BRAZIULLLL!!!
Parabéns povo brazilêro, vocês mereceram esta conquista:
http://www.infomoney.com.br/mercados/cambio/noticia/4298746/dolar-pode-chegar-2015-crise-politica-intensificar-diz-societe
Mas esperem até a Fitch e a Moody’s rebaixarem a nota do bananão, o que deve acontecer dentro em breve. Aí o céu será o limite…
Excelentíssimo artigo. Esse papa é um ignorante que falar coisas incrivelmente burras.
O Livre Mercado é a única opção para a raça humana.
Até o Papa agora é um anticapitalista. Não sei nem se dar para qualificar ele e outros como socialistas pois muitos não defendem esse sistema, apenas criticam o capitalismo.
Outro dia estava conversando com um amigo sobre política e ele, logo após perceber que eu estava defendendo o livre mercado, se posicionou, sem pensar duas vezes, como defensor da esquerda.
Aparentemente não existe nada de errado em defender a tal da “justiça social”. O problema é que essas pessoas têm, como citado no texto, “uma completa ignorância sobre a lógica e a história do mercado(e, mais ainda, sobre a lógica e história dos governos)”.
O pior, é que além da ignorância, acreditam em uma série de mitos que repetem automaticamente ao ouvirem a palavra capitalismo. E mais grave ainda, é que a grande mídia, artistas, professores e agora o líder da maior religião do mundo confirma tudo isso que eles deveriam desmascarar.
Para quem tem dúvidas sobre as cores deste papa:
Papa apela aos cubanos que vivam a "revolução com ternura".
Acho que é um erro defender a justiça social. Pois os que defendem estão subtendendo a ideia de força que a justiça social induz. Para fazer a justiça social deve-se tomar um bem ou serviço de A e entregar ao individuo B. Só por isto já fere o principio da não agressão fundamental aos libertários. Os católicos pregam o desprendimento dos bens materiais, ma muitas vezes revelam sua intolerância na pratica, como exemplo colocam grades na Catedral da Sé impedindo que os moradores de rua pernoitem nos arredores da Catedral. Mas além de tudo a igreja é uma instituição rica.
Esse papa é o Lula de mozeta vermelha.
Sou ateu, anticristão, antiteísta, neossecularista, anti-protestante, anti-papado, anti-patriarcado, anti-aiatolado e aí por diante. Mas este papa faria maravilhas vestindo o anel do pescador que seria de João Paulo II: imagine-o beijando as botas dos guerreiros do povo como Mao e Stálin e pregando a tolerância pelas gentes que destroem igrejas e salvam os fiéis ao proibir suas reuniões.
Ele deixa os coxinhas nervosos e para mim, já está fazendo trabalho divino. kkkkkkkkkkkk
Nem ligo que ele fala mais sobre política que religião.
Só queria que ele se confessasse vigário de Marx. Que mal tem vender dois milênios de tradição por um pouco de mídia politicamente correta? Garanto que os coxinhas até largariam as panelas e subiriam em bicicletas por um minutinho na televisão. kkkkkkkkkkkkkkkk
Nunca será.
Concordo com vocês quanto à preferência do papa por opiniões esquerdistas. A exemplo do comentarista Eduardo Oest Moreira, católico como eu, estava empolgada com a chegada do novo Papa, que proferiu alguns discursos inspiradores à iniciativa individual.
Porém, alguns anos depois, vejo que não deixa de negar sua afeição pela intervenção estatal e pela perpetuação da Teologia da Libertação, que não tem absolutamente nada de libertadora. O “presentinho” de Fidel ao Papa foi o cúmulo para mim: um livro de…Frei Betto!
Ora, mas por que colocar no título ‘sanduíche de presunto’ — sendo que nem é disso o recheio do alimento apresentado no vídeo?
Podia ter escrito apenas ‘sanduíche’, e deixar a sensação sobre o que tem como recheio de tal alimento ao gosto e à deliberação do leitor. Assim como foi mo caso do ‘lápis’, que não discriminou se era lápis de escrever, ou de colorir, ou de olho, ou de marceneiro,…
O Amigo Editor sempre chega tão perto da perfeição, mas aí faz vai lá alguma coisinha para não atingir tal grau. Mas enfim, o importante é que chegou muito perto e o artigo é excelente.
Um forte abraço.
Amigos, como sabemos que a desvalorização do real gera carestia, o que acham da previsão de inflação de apenas pouco mais de 5% para 2016 com toda essa valorização do dólar?
Aliás, é possível fazer uma relação entre o quanto o câmbio se desvaloriza e o quanto os preços internos sobem? Digo isso pois o dólar já subiu quase 50% e a inflação está em “apenas” 9%, sendo que boa parte dela decorre de preços que foram represados nos setores de combustível e de energia e esses reajustes não se devem totalmente, portanto, à desvalorização cambial.
Abraços.
Conforme a fonte, no trecho abaixo, o hermano é contra o avanço tecnológico, pois o mesmo diminui a oferta de mão-de-obra no planeta.
128. Somos chamados ao trabalho desde a nossa criação. Não se deve procurar que o progresso tecnológico substitua cada vez mais o trabalho humano: procedendo assim, a humanidade prejudicar-se-ia a si mesma. O trabalho é uma necessidade, faz parte do sentido da vida nesta terra, é caminho de maturação, desenvolvimento humano e realização pessoal. Neste sentido, ajudar os pobres com o dinheiro deve ser sempre um remédio provisório para enfrentar emergências. O verdadeiro objectivo deveria ser sempre consentir-lhes uma vida digna através do trabalho. Mas a orientação da economia favoreceu um tipo de progresso tecnológico cuja finalidade é reduzir os custos de produção com base na diminuição dos postos de trabalho, que são substituídos por máquinas. É mais um exemplo de como a acção do homem se pode voltar contra si mesmo. A diminuição dos postos de trabalho «tem também um impacto negativo no plano económico com a progressiva corrosão do "capital social", isto é, daquele conjunto de relações de confiança, de credibilidade, de respeito das regras, indispensável em qualquer convivência civil».[104] Em suma, «os custos humanos são sempre também custos económicos, e as disfunções económicas acarretam sempre também custos humanos».[105]Renunciar a investir nas pessoas para se obter maior receita imediata é um péssimo negócio para a sociedade.
129. Para se conseguir continuar a dar emprego, é indispensável promover uma economia que favoreça a diversificação produtiva e a criatividade empresarial. Por exemplo, há uma grande variedade de sistemas alimentares rurais de pequena escala que continuam a alimentar a maior parte da população mundial, utilizando uma porção reduzida de terreno e de água e produzindo menos resíduos, quer em pequenas parcelas agrícolas e hortas, quer na caça e recolha de produtos silvestres, quer na pesca artesanal. As economias de larga escala, especialmente no sector agrícola, acabam por forçar os pequenos agricultores a vender as suas terras ou a abandonar as suas culturas tradicionais. As tentativas feitas por alguns deles no sentido de desenvolverem outras formas de produção, mais diversificadas, resultam inúteis por causa da dificuldade de ter acesso aos mercados regionais e globais, ou porque a infra-estrutura de venda e transporte está ao serviço das grandes empresas. As autoridades têm o direito e a responsabilidade de adoptar medidas de apoio claro e firme aos pequenos produtores e à diversificação da produção. Às vezes, para que haja uma liberdade económica da qual todos realmente beneficiem, pode ser necessário pôr limites àqueles que detêm maiores recursos e poder financeiro. A simples proclamação da liberdade económica, enquanto as condições reais impedem que muitos possam efectivamente ter acesso a ela e, ao mesmo tempo, se reduz o acesso ao trabalho, torna-se um discurso contraditório que desonra a política. A actividade empresarial, que é uma nobre vocação orientada para produzir riqueza e melhorar o mundo para todos, pode ser uma maneira muito fecunda de promover a região onde instala os seus empreendimentos, sobretudo se pensa que a criação de postos de trabalho é parte imprescindível do seu serviço ao bem comum.
O fato é que a mão-de-obra que é eliminada é justamente aquela que não se qualificou suficientemente para garantir um padrão de vida que a pessoa deseja, e acaba colocando a culpa nos outros pela sua incapacidade. E depois se contradiz, afirmando que “há de promover uma economia que favoreça a diversificação produtiva e a criatividade empresarial. Ou seja, o primeiro impede o segundo, pois não há criatividade empresarial que dê retorno positivo se ele não puder utilizar de meios tecnológicos como forma de aprimorar seu produto/serviço, reduzir custos e obter preços competitivos. Imagine se conseguirá satisfazer a seus clientes…..
Seguindo esse script, sem o avanço tecnológico, certamente não veríamos esse defensor da involução econômica e tecnológica circulando de papamovel, a bordo de um puro Mercedes-Benz. Bom, o preço desse regalo? Depende da marca!
kkkkkkkkkkkkkkkkkk esses liberaloides achando que mercado é moral kkkkkkkkkkkkk o mercado não é moral, é a lei da selva, é a lei do mais forte kkkkkkkkkkkkkkk o capitalismo oprime as massas, por isso precisamos do estado para mandar na economia kkkkkkkkkkkkk
Ha dois mil anos, a Igreja convive com a pobreza sem conseguir extingui-la. Quanto mais pobre a sociedade, mais forte a Igreja; quanto mais rica e safisticada, menos influente ela eh. Como os partidos socialistas, a Igreja precisa da pobreza para ser mais influente. Ja o Capitalismo se torna mais forte quanto mais rica a sociedade. O capitalism, em pouco mais de 200 anos, conseguia tirar povos inteiros da pobreza. Neste ponto, o Capitalismo incomoda e adversa a Igreja. Vai-lhe diminuindo o rebanho mais fiel. Um dia desses, conversei com a filha de um amigo. Ela disse que queria ser assistente social para poder ajudar os pobres. Fiz-lhe ver que se ela lutasse para ficar rica ajudaria muito mais. No processo de enriquecimento ela enriqueceria muitos. Mostrei-lhe o exemplo de grandes capitalistas. Disse-lhe que Bill Gates, alem de espalhar riqueza para ficar rico, se dava ao luxo de ter doado, somente em dez anos, mais de quarenta bilhoes de dolares.
O Papa é um palpiteiro chegado a uns lugares comuns caros à esquerda. Nesse aspecto, parece mais com os brasileiros do que com os argentinos.
No Evangelho de Mateus cap; 15 e vers.1-19 traz uma narrativa que trata de um ritual judaico sobre o que é que puro e o que é impuro. No texto, Jesus indica claramente aquilo que torna o homem impuro; isto é, a fonte disso está no próprio homem: "Porque do coração vêm os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, roubos, mentiras e calúnias". Numa interpretação livre do texto, pode-se notar que Jesus não coloca a culpa das barbaridades ou da pobreza na estrutura da sociedade da época, que estava sob a égide do império romano. Pelo contrário, Jesus indica a fonte e enumera ainda os males que daí procedem. Pensar que ao mudar a estrutura da sociedade (de capitalismo para socialismo) bastaria para termos o paraíso aqui na terra, não passa de puro engodo marxista. Pois, se algum indivíduo pratica tais barbaridade elencadas por Jesus no Evangelho numa sociedade que tem estrutura capitalista, é no mínimo duvidoso que mudando a estrutura da mesma, passando para socialista, ele irá mudar de comportamento. Talvez numa sociedade socialista o comportamento desse indivíduo seria até mesmo negado, ou melhor, sequer existiria. Uma vez que esse indivíduo não seria culpado de nada por suas mazelas, que mal há em assassinar, roubar, mentir, caluniar, adulterar? Numa tradução livre que se diz popularmente na Espanha "Não passa nada homem!"; seria um verdadeiro Vale Tudo e ninguém Vale Nada.
Pio XI também declarou que “ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista” (Encíclica Quadragesimo Anno).
Isso não significa que a Igreja aprove o capitalismo, sem restrição ou condenação, como se fosse uma escolha excelente. A Igreja sempre fez crítica ao capitalismo.
Não existe dilema entre socialismo e capitalismo, como se fôssemos obrigados a escolher ente esses dois sistemas econômicos, considerando um ótimo, e o outro péssimo. O capitalismo é ruim. O socialismo é péssimo.
Na realidade, o capitalismo é pai do socialismo e do comunismo, assim como a democracia liberal é mãe da tirania comunista.
Tudo isso requer uma explicação um tanto mais longa.
No crepúsculo da Idade Média, por se ter colocado o bem estar na vida terrena acima da salvação da alma, por se ter colocado o Reino da Terra acima do Reino dos Céus, começou-se a buscar, antes de qualquer coisa, a riqueza material. Esse desejo, aliado ao Absolutismo Monárquico, levou os Reis a favorecerem um novo sistema econômico, que foi o Mercantilismo, o precursor do Capitalismo atual, uma espécie de Capitalismo embrionário.
O Mercantilismo colocou o fim do homem no ouro. O capitalismo é filho do mercantilismo e da Reforma protestante, especialmente de Calvino, como foi demonstrado por estudiosos do tema.
Não é preciso dizer — vários autores o salientaram, como, por exemplo Max Weber (Ética Protestante e Capitalismo) –a relação profunda entre a Teologia protestante, particularmente a calvinista, e a busca de lucro acima de tudo. A “santificação” calvinista pelo trabalho, ia colocar o dinheiro como sinal da salvação, o êxito econômico como sinal de eleição divina. Como se o homem tivesse sido criado para trabalhar e não para servir a Deus em tudo o que faz.
Foi do Mercantilismo que nasceu o sistema capitalista, triunfante com a Revolução Francesa e com a chamada Revolução Industrial. E com o fim de toda ordem feudal, na Revolução Francesa, os antigos artesãos perderam seus meios de defesa, quando a Revolução extinguiu o seu feudo econômico, as Corporações, que eram bem diversas dos atuais sindicatos. O artesão foi transformado em operário, em proletário.
A Revolução Francesa instituiu o reino do Número, isto é o da Quantidade. Foi o fim da Qualidade artesanal, e o triunfo da produção em quantidade, de onde vai nascer a produção em série. A Revolução Francesa instaurou o regime liberal na política e o capitalismo na economia
O capitalismo é o liberalismo na economia. Portanto, assim como o liberalismo político gera o comunismo, assim o capitalismo gera o socialismo na economia.
Para o capitalismo, “time is money”. Traduzindo isso, dever-se-ia melhor dizer que, para o capitalismo, “life is money”. A vida, não o tempo, é dinheiro.
Com o capitalismo, vive-se para ter dinheiro.
Politicamente, esse triunfo do número vai significar o governo da maioria, que se aufere pela contagem de votos, e pelo sufrágio universal, isto é, pelo sistema democrático liberal, que muito pouco tem a ver com a democracia, tal como a entende a Igreja Católica.
Economicamente, a instituição do número como supremo valor, não só vai causar a Revolução Industrial e a produção em série, como significará a busca do lucro acima de tudo.
E, do mesmo modo que o sistema liberal separou a Igreja do Estado, pela Liberdade de Religião, assim também se separou a Economia da Moral: desde que se obtivesse lucro, pouco importava, para o Capitalismo, triunfante com a Revolução Francesa, que meios eram usados. Dai, nasceu a tendência a reduzir, o quanto possível, o salário dos que trabalhavam, e a fazer produção de objetos em série, pouco importando a decadência de sua qualidade. Importava só o lucro, e o quanto antes. Dai a velocidade das coisas modernas: velocidade de produção (Taylorismo), velocidade de consumo, velocidade de uso.
Disto resultando a velocidade da vida atual, e a idéia dela decorrente de que tudo tem que mudar sempre.
Assim nasceu a Moda. Assim nasceu o macaco de Darwin. Pois o Darwinismo, muitos o demonstraram, é uma aplicação do pensamento liberal e capitalista na biologia: a livre concorrência entre as espécies, como se fez a livre concorrência entre os produtores. Hitler despontava já do darwinismo, imaginando a criminosa “livre concorrência” das raças, com os fornos assassinos de Auschwitz. Que agiam visando a produção de crimes em série. Em linha de… destruição criminosa em massa.
Portanto, esse foi, e é, o principal ponto negativo do Capitalismo, que a Igreja sempre condenou: a separação entre Economia e Moral, que foi uma conseqüência da separação entre Igreja e Estado.
Um segundo ponto negativo do Capitalismo — que a Igreja sempre condenou também — foi a Livre Concorrência Absoluta na Economia. Assim como na Democracia Liberal, nascida da Revolução Francesa, se deu a liberdade religiosa completa, acabando-se com a distinção entre verdade e mentira, assim como se deu livre concorrência ao erro e à verdade, assim também, na Economia, se dava a livre concorrência absoluta, com o falso raciocínio de que sempre venceria o melhor produto.
Ora, a livre concorrência entre a verdade e a mentira só pode favorecer a mentira, porque a mentira não traz obrigações, enquanto a verdade traz duros deveres.
Assim também, a livre concorrência absoluta vai favorecer o produto que dá mais lucro ao fabricante, isto é, o de pior qualidade. Prova é a difusão de bebidas de certo refrigerante americano, e de alimentos fast food, bebida e comidas tipicamente capitalistas, de produção em massa, e de baixo valor. Até na Itália, hoje, desgraçadamente, há quem misture refrigerantes ao vinho, e soja com azeite…
A livre concorrência absoluta vai fazer triunfar não o melhor produtor, mas sim aquele que tem mais dinheiro, aquele que tiver supremacia no número, na propaganda, na quantidade. A livre concorrência absoluta, junto com o amoralismo do Capitalismo, vão fazer triunfar o grande produtor, o grande comerciante, que vai eliminando todos os concorrentes menores. O Super Mercado devora o empório do seu Manoel da esquina. A livre concorrência absoluta, separada da Moral, a longo prazo, extingue toda a concorrência e cria os grandes trusts e os grandes monopólios. A Livre Concorrência Absoluta concentra todo o poder econômico nas mãos de alguns apenas, e assim prepara o socialismo, que concentra tudo nas mãos do Estado. Portanto, os dois pontos negativos do capitalismo são:
1) a separação entre Economia e Moral;
2) a Livre Concorrência Absoluta,
Esses dois erros na economia, ambos, foram frutos amargos e péssimos da Liberdade de Religião, como foram, a seguir, as duas causas econômicas do Socialismo. Nova York preparou Leningrado. Wall Street financiou o Stalinismo e o Nazismo, as duas mais importantes formas de socialismo do século XX. Roosevelt deu o triunfo a Stalin, em 1945. E o Concílio Vaticano II, favorecendo a Liberdade de Religião, favoreceu a expansão do Castrismo, através da Conferência de Medellin. Dai, a Teologia da Libertação nascer especialmente alimentada pelos textos do Vaticano II.
Se o Capitalismo tem esses dois pontos negativos, ele manteve, entretanto, dois pontos positivos:
1) ele continuou a admitir o direito de propriedade particular, que é um direito natural, direito que a Igreja sempre defendeu;
2) o capitalismo permite a livre iniciativa. Cada um trabalha no que quer, onde quer, quanto quiser.
Muitos pensam, erradamente, que o capitalismo se opõe ao comunismo.
Isso só é verdade em parte, porque o comunismo leva ao extremo o que deseja o capitalismo: a igualdade social e econômica. Repito: o capitalismo é o pai do comunismo. A oposição entre eles é apenas de grau, mas a doença, os princípios deles, são os mesmos.
O Socialismo, nascido dos erros do Capitalismo, vai atacar exatamente os dois pontos positivos que ainda restam no Capitalismo.
O Socialismo vai combater:
1) o direito de propriedade particular, o que faz do socialismo um sistema anti natural, essencialmente mau;
2) vai combater também a livre iniciativa, ao fazer do Estado o controlador da economia, e, do operário, apenas uma peça do sistema econômico.
Esses dois erros essenciais do Socialismo é que vão gerar a ditadura do partido comunista, porque o socialismo é o HIV da AIDS comunista.
Da mentalidade capitalista se originou, como aborto monstruoso, o marxismo, ensinando que se a vida é para ter riquezas, “o homem é um animal que trabalha”, na estúpida definição de homem, feita por Engels, definição que, muitos anos atrás, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, dirigida então por um católico esquerdista e socialistóide, impôs — graças sempre à liberdade de pensamento e de consciência — aos professores de História de todos os colégios do Estado.
E se os homens são animais que trabalham — as formigas, já que elas são animais que trabalham — as formigas seriam então humanas? Os homens poderiam então ser tratados como animais de carga?
Da mesma forma que o capitalismo normalmente gera o socialismo, a democracia liberal gera a ditadura socialista e comunista. Porque, se todos são iguais e todos tem que ter as mesmas oportunidades, como se explica que uns sejam mais ricos que os outros? E se na democracia liberal deve haver livre concorrência política, nas eleições, essa livre concorrência política é impedida pela propaganda maciça dos candidatos mais ricos, propaganda que afoga os candidatos mais pobres. Nas eleições capitalistas vence quem tem mais propaganda, isto é, quem tem mais dinheiro. Por isso, na democracia liberal, normalmente vencem os mais ricos. No liberalismo, político ou é rico, ou vai ficar rico.
Se a democracia liberal quer fazer a igualdade política, só se conseguirá essa igualdade política, fazendo-se a igualdade econômica: do liberalismo nasce o comunismo. Foi o que se constatou já na Revolução Francesa, quando os “enrajés” de Hébert e Chaumette defenderam a igualdade econômica e social, para que fosse realmente possível a igualdade política. E o desejo de igualdade a todo custo, levou ao Terror. A Igualdade guilhotinou a Liberdade.
Como você vê, não se trata de escolher entre Capitalismo e Socialismo. Nem se trata de escolher entre Liberalismo e Comunismo. Um é causa do outro, do mesmo modo como a gripe causa a pneumonia, como o câncer de pele — um carcinoma não cuidado — poderá causar um câncer interno. Nenhum câncer é bom. Entre dois males, entretanto, havendo que escolher, deve-se escolher o mal menor, aquele que dê mais possibilidade de cura, o mal que permite ainda a existência de uma certa ordem e de um certo bem.
Assim, entre a democracia liberal e a tirania comunista, é preferível a democracia liberal, como menos má. O que não significa a aprovação de seus erros profundos, como o ideal igualitário, a liberdade de religião, a idéia de que o poder vem do povo, e etc. Do mesmo modo, entre Socialismo e Capitalismo, é preferível o Capitalismo, porque permite ainda que se tenha propriedade particular, e que se tenha liberdade econômica. Sem esquecer os males profundos do capitalismo que vão gerar o câncer mais profundo do socialismo.
É o que explica que tantos “milionários” capitalistas e tantos “”burgueses” abastados apóiem o comunismo.
Veja como sempre os Estados Unidos apoiaram, desde o princípio, “os grandes acontecimentos que se deram na Rússia”, em 1917, como disse um presidente capitalista dos “States”… Repare a política seguida por Roosevelt, na Segunda Guerra Mundial…
Aqui no Brasil, temos um senador infeliz que tem um nome de família milionária, e — na medida em que ele pensa — é marxistóide. E sua ex esposa, idem…
O liberalismo econômico mantém ainda alguns valores que o socialismo vai destruir, como o direito à propriedade particular, que, como explica Leão XIII, é um direito natural, e o direito natural à livre iniciativa, cada um trabalhando no que quiser, como quiser e quanto quiser. Por isso, no capitalismo, a Igreja aprova o reconhecimento do direito natural a ter propriedade particular, assim como o direito de livre iniciativa, contra o coletivismo e o dirigismo socialista.
Entretanto, a Igreja condena, e sempre condenou, no capitalismo, a separação entre economia e moral, típico principio liberal, como condena também a livre concorrência absoluta e sem freio, que, de fato, acaba com a própria concorrência, criando monopólios preparadores da socialização da economia.
JÁ CONFERIU OS SINIFICADOS DOS TERMOS NA “NOVILINGUA DO pt”?
Assim como DEMOCRACIA quer dizer PARTIDO, “JUSTIÇA SOCIAL” sob a ótica dos comunistas, na NOVILINGUA DO PT, é um eufemismo, camufladmente significa TIRAR DOS POBRES E DOAR AOS RICAÇOS SOCIOS DO PARTIDO, provocando o IGUALITARISMO DA MISERIA PARA TODOS, menos para os donos do partido, evidentemente e seus cupinchas.
Confiram os ex da URSS, Cuba, Coreia do Norte etc!
[off]
Não deixem de assistir a este vídeo: discurso do premiê Netanyahu na ONU.
https://youtu.be/J2I9s-B0W7A
A coisa se complicou muito na região. Não bastasse a questão do Irã, agora o Putinho (encurralado pela recessão econômica da mãe Rússia) decidiu peitar os EUA e abrir o confronto com os opositores do regime de Assad (é uma bomba midiática no EI, e uma dúzia nos insurgentes).
[fim do off]
“…os radicais que protestam tão veementemente contra o funcionamento do livre mercado raramente percebem que estão defendendo o fim da única instituição que pode aprimorar o padrão de vida das pessoas.“
Às vezes é difícil saber quem são os piores, os radicais majoritários que não entendem isso ou aqueles minoritários que entendem e continuam protestando.
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Muitos responsabilizam o capitalismo pelo consumismo, mas o livre mercado é baseado primariamente na poupança e não no consumo, muito menos no consumismo; quem estimula o consumismo é o governo, de diversas formas.
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