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Cinco argumentos conservadores em prol da descriminação das drogas

A descriminalização
do porte de drogas – uma política adotada com sucesso em
Portugal
e nos estados americanos de Washington
e Colorado
— que está sendo analisada pelo Supremo Tribunal Federal, costuma ser uma
bandeira da esquerda.

Mas os seus melhores
argumentos vêm do outro lado da política

1. O argumento individualista

Projetos coletivos, sejam eles a cidade sem carros, a
cruzada aos infiéis, a sociedade igualitária ou a sociedade totalmente sóbria,
não devem se sobrepor à liberdade individual. O cidadão tem todo o direito de se
recusar contribuir para um projeto da maioria – pois a liberdade
individual é em si própria o bem público mais valioso.

O próprio Ludwig Von Mises já alertava para o perigo de
conceder ao estado o poder de estipular comportamentos individuais.  Disse ele:

O ópio e a morfina
certamente são drogas nocivas que geram dependência.  No entanto, uma vez
que se admita que é dever do governo proteger o indivíduo contra sua própria
insensatez, nenhuma objeção séria pode ser apresentada contra outras
intromissões estatais à privacidade. 

Ao abrirmos mão do
princípio de que o estado não deve interferir em quaisquer questões
relacionadas ao modo de vida do indivíduo, a inevitável consequência será a
regulamentação e a restrição do comportamento de cada indivíduo aos seus
mínimos detalhes.  

[…]

Ao se abolir a
liberdade de um homem em determinar o seu próprio consumo, todas as outras
liberdades já estão, por definição, abolidas.

[…]

E por que limitar a
benevolente providência do governo apenas à proteção do corpo? Por acaso os
males que um homem pode infligir à sua mente e à sua alma não são mais graves
do que os danos corporais? Por que não impedi-lo de assistir a filmes e a demais
espetáculos de mau gosto?  Por que não impedi-lo de ouvir músicas de baixa
qualidade?  Mais ainda: por que não proibi-lo de ler livros ruins? 
As consequências causadas por ideologias nocivas são, certamente, muito mais
perniciosas, tanto para o indivíduo como para a sociedade, do que as causadas
pelo uso de drogas.

A propensão de nossos
conterrâneos em exigir uma proibição autoritária sempre que veem algo não lhes
agrade, bem como sua solicitude em submeter-se a tais proibições mesmo que o
proibido lhes seja agradável, mostra o quanto ainda permanece profundamente
arraigado neles o espírito de servilismo.  Serão necessários muitos
anos de autodidatismo até que o súdito possa transformar-se em
cidadão.  Um homem livre deve ser capaz de suportar que seu
conterrâneo aja e viva de modo diferente de sua própria concepção de
vida.  Precisa livrar-se do hábito de chamar a polícia sempre que
algo não lhe agrada. 

Aquele que quer
reformar seus conterrâneos deve recorrer à persuasão.  Esta é a única
maneira democrática de se fazer mudanças.  Se um indivíduo não é capaz de
convencer outras pessoas a respeito de suas ideias, então ele deve culpar
apenas a sua própria incapacidade.  Ele não deveria exigir a criação de
uma lei — ou seja, ele não deveria pedir para o estado utilizar suas forças
policiais com o intuito impor a compulsão e a coerção.

Em suma, somos donos do nosso corpo. A soberania do
indivíduo sobre o próprio organismo lhe dá o direito de nele introduzir
quaisquer substâncias (inclui drogas) que desejar.  Se o estado limitar
esta liberdade, ele estará se apossando indevidamente do corpo das pessoas,
violando a mais sacrossanta propriedade privada

O jurista Lysander Spooner distingue vício de crime.
 No primeiro, um homem prejudica apenas a si próprio, ao passo que, no
segundo, ele vitima o próximo.

Usar drogas não agride outrem.  Logo, não pode ser
considerado um crime. Pode levar à ruína pessoal, mas uma pessoa não é
verdadeiramente livre sem a liberdade de errar.

2. O argumento da moralidade

Existem muitos vícios que não devem ser criminalizados.
Impor a lei moral contra esses vícios é função das famílias e das igrejas, não
de políticos.

Conservadores que prezam a supremacia da família deveriam
ter pavor da idéia de entregar a políticos o poder de legislar comportamento.

Não é minimamente racional um conservador autorizar o
governo federal a se intrometer nos hábitos alimentares, alcoólicos ou
tabagistas dos indivíduos.  Com efeito, até o início do século XX
inexistiam leis contra as drogas em praticamente todo o mudo.  Naquela época, todas as
drogas já eram liberadas
. Heroína era vendida nas farmácias da Belle Époque
como antitussígeno alternativo à morfina.  Havia tônicos e analgésicos à
base de cocaína ou ópio, mas o vício era raro.  O terror que conhecemos
hoje resulta da interferência estatal (vide item 4).  

Se as drogas serão para uso médico ou recreativo é algo que
não deve importar a um conservador.  E também não deve importar a um
conservador se o uso de drogas irá aumentar ou diminuir.  Um governo que
tem o poder de proibir substâncias nocivas ou práticas imorais é um governo que
tem o poder de banir qualquer substância e qualquer prática.  Sequer
deveria existir algo como ‘substância controlada’.

Um conservador que preza famílias mais fortes, igrejas mais
sólidas, uma cultura mais vigorosa e uma ordem social mais robusta não pode
terceirizar a políticos e burocratas a função de proibir, regular, restringir
ou controlar o que um indivíduo deseja comer, beber, fumar, absorver, cheirar,
aspirar, inalar, engolir, ingerir ou injetar em seu corpo.

Quando o estado assume o papel de regulador moral, as
instituições que seriam naturalmente responsáveis pela moralidade se
enfraquecem, abrindo mão de suas funções.  O indivíduo se torna menos
zeloso e mais dependente, sem falar no apelo do fruto proibido.  A
inibição moral do consumo de drogas cabe à família, religião, cultura, e não
aos burocratas.

3. O argumento do mercado eficiente

As pessoas têm preocupações legítimas quanto ao que
significaria a descriminalização delas. O consumo aumentaria? Provavelmente sim.
As leis atuais de fato detêm algumas pessoas — portanto, há uma pequena fração
da população que passaria a ter algum problema com as drogas caso a lei saísse
da frente e parasse de impedi-las de experimentar. Isso é inegável.

Sob esse aspecto, as pessoas podem ser enquadradas em quatro
categorias: (1) aquelas que não usariam drogas mesmo que elas fossem legais e
gratuitas; (2) aquelas que podem experimentar um pouco, de maneira limitada,
mas sem jamais ficarem viciadas; (3) aquelas que podem se tornar usuárias
contumazes, mas que também podem ser ajudadas por meio de aconselhamento moral
e educacional; e (4) as viciadas “naturais”.

As categorias um e dois não representam problema social. A
categoria três deve ser o alvo de nossos esforços anti-drogas, bem como de
acompanhamento médico e de ajuda moral. A categoria quatro provavelmente não
pode ser ajudada por nenhum meio humano. (E como as últimas décadas vêm
mostrando, o governo não tem como fazer com que esses indivíduos patéticos se
tornem abstêmios. Mas ele pode muito bem fazer com que esses indivíduos
imponham miséria e sofrimento às pessoas inocentes.)

No entanto, pelo bem do debate, digamos que o número de
viciados se multiplique depois de uma legalização completa. Isso criaria uma
enorme oportunidade de mercado.

De um lado, empreendedores concorreriam entre si para produzir produtos com
menor teor — foi o que aconteceu depois da liberação do álcool, nos Estados
Unidos.  Pelo mesmo motivo que um Black
Label é bem mais seguro do que qualquer bebida destilada clandestinamente, as
drogas legalizadas serão menos letais que as drogas do mercado negro (vide as
causas do surgimento da
metanfetamina cristal
).

O mercado inevitavelmente impõe qualidade aos produtos.

Do outro, médicos, bioquímicos e farmacêuticos investiriam
bilhões em pesquisa para ganhar dinheiro curando viciados. Já há diversas
iniciativas assim.

Por exemplo, o médico brasileiro André Waismann, radicado em
Israel, descobriu
um método de menos de uma semana para reduzir o vício em opiáceos (heroína e
morfina)
.

O combate ao vício de cigarros já está estabelecido, à base
de antidepressivos e adesivos de nicotina. 
Eu um mundo no qual o consumo de drogas é livre, haveria muito mais
dinheiro para inovações como essa. Em pouco tempo, resolveríamos a dependência
como se ela fosse uma gastrite — comprando um remédio de R$ 8,90 na farmácia.

No que mais, em um mercado livre e desregulamentado os
competidores desenvolveriam drogas recreativas e medicinais cada vez mais
seguras, disputariam certificados de qualidade de empresas privadas e estariam
sujeitos a processos judiciais em caso de fraude ou defeito.  Estes selos
privados teriam credibilidade porque estariam concorrendo no mercado e
dependendo de sua reputação para sobreviver.  Uma vida perdida por conta
de um produto mal-testado pode significar sua falência. 

4. O argumento da
livre iniciativa

Atender à demanda do consumidor voluntário produzindo e
vendendo algo que não causa danos a terceiros não é uma agressão.  É isso
que um vendedor de drogas faz.

Afirmar que um comerciante de ecstasy está agredindo uma
pessoa que voluntariamente lhe procura e pede o fornecimento de seu produto faz
tanto sentido quanto afirmar que a AmBev agride alcoólatras.  

Impedir o livre comércio de drogas, por outro lado, gera
guerras e leva à chacina de inocentes. Os mercados proibidos ou fortemente
regulamentados são infestados de ofertantes inescrupulosos e violentos.

Empiricamente, já deveria estar mais do que óbvio que a
violência anda de mãos dadas com os mercados que sofrem de ampla proibição
estatal.  Traficantes de drogas não são (completamente) imprudentes; eles
operam pelo dinheiro.  Para compensar o alto risco de se operar em um
mercado que foi proibido pelo estado, os retornos monetários do comércio de
drogas têm de ser astronômicos.  Por isso, o benefício de se ganhar uma
fatia de mercado no comércio de drogas é enorme.  Cada novo cliente pode
significar um lucro extra de milhares de dólares por mês. 

Consequentemente, para os traficantes, faz sentido ficar
rondando portas de escola, vendendo seus produtos para adolescentes, ou até
mesmo dando amostras grátis para novatos.  Ao passo que você nunca vê
representantes da Kellogg’s vendendo caixas avulsas de Sucrilhos para as
crianças, pois o cliente adicional não compensa o custo, para um traficante tal
estratégia faz perfeito sentido.  Conquistar novos clientes, nem que seja
apenas um, é algo muito mais valioso e lucrativo para quem opera nas indústrias
proibidas do que para quem opera no setor livre. 

É por isso que matar um rival — e com isso ganhar acesso a
seus clientes — é muito mais lucrativo nos setores proibidos.  As
disputas territoriais de gangues rivais que ocorrem atualmente nas grandes
cidades são decorrência da proibição das drogas.  Essas disputas não
ocorrem, como pensam alguns, porque o comércio de cocaína seja algo
intrinsecamente “louco” ou “insensato”.

A repressão estatal elimina os produtores comuns, fazendo os
preços dispararem. O aumento do potencial de lucro atrai pessoas com
habilidades criminosas e dispostas a tudo para ampliar sua fatia de mercado.
 

Quando o estado ameaça prender os produtores de um
determinado bem, ele acaba alterando os incentivos de mercado, de modo que a
violência passa a ser muito mais lucrativa para essa indústria. 
Consequentemente, aquelas pessoas que têm predisposição para ser assassinas
cruéis ganham um incentivo adicional com a política de ilegalidade de certos
mercados, o que permite que elas prosperem e se tornem muito ricas em uma
sociedade cujas leis antidrogas são rigorosas. 

A indústria impedida é então dominada por quadrilhas, e a
inevitável consequência são os conflitos armados entre os concorrentes.  A
criminalidade vai se alastrando por toda a sociedade. 

Logo, as leis antidrogas acabam por fazer com que sociopatas
possam ganhar milhões por ano vendendo drogas — sendo que com esse dinheiro ele
agora poderá comprar armas automáticas, contratar capangas, subornar policiais
e se tornar o rei das ruas.

Com a Lei Seca (1920 — 1933), quando a produção e a venda de
bebida alcoólica foram banidas nos EUA, homicídios dispararam.  Em 1929, a
máfia de Al Capone metralhou
homens do concorrente Bugs Moran
em uma disputa por mercados de álcool em
Chicago.  Hoje, é inimaginável que a Budweiser mande explodir a
Heineken.  Por outro lado, vemos a brutalidade dos narcocartéis no México,
onde há 8 mil homicídios
anuais
ligados à guerra contra as drogas.

5. O argumento politicamente incorreto

Proibir as drogas é nivelar por baixo: restringir a
liberdade dos bravos e fortes, que saberiam se controlar e ter uma relação
saudável com as substâncias alucinógenas, em nome dos impotentes que se
tornariam viciados.

Uma sociedade pode ser caridosa com os fracos, mas não deve
se guiar por eles. Proibir as drogas em nome de potenciais viciados é cultuar a
mediocridade. Isso não é postura de um conservador.

_____________________________________________

Autores:

Leandro
Narloch
, jornalista e autor do Guia
Politicamente Incorreto da História do Brasil
, e do Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, além de
ser co-autor, junto com o jornalista Duda Teixeira, do Guia
Politicamente Incorreto da América Latina
, todos na lista dos livros mais
vendidos do país desde que foram lançados.

Paulo
Kogos
, anarcocapitalista anti-político. Estuda
administração no Insper e escreve para o blog Livre & Liberdade e no seu blog pessoal.

Laurence Vance, acadêmico associado ao Mises
Institute, escritor freelancer, professor adjunto de contabilidade da Pensacola
Junior College, em Pensacola, Flórida, e autor dos livros Social Insecurity, The War on Drugs is a War on Freedom, King James, His Bible, and Its
Translators
 e
War, Empire, and the Military:
Essays on the Follies of War and U.S. Foreign Policy
.

Lew Rockwell, chairman e CEO do Ludwig von
Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.

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246 comentários em “Cinco argumentos conservadores em prol da descriminação das drogas”

  1. Sou contra, mas os argumentos são bastante plausíveis, principalmente o último. Minha principal crítica em relação à descriminalização da maconha é que com a droga liberada, a fiscalização intensa diminuiria e ficaria mais fácil trazer armas pesadas para dentro do Brasil, aumentando ainda mais o poder de fogo do tráfico e das facções criminosas como o PCC.

  2. Tô lendo isso mesmo ? Não, só li o título do artigo já que, como conservador, e ter lido ‘Nossa Cultura… ou o que restou dela’ do conservador inglês Theodore Dalrymple, tô achando que vocês, liberais, estão pregando uma peça em quem passa por aqui já que a onda do momento é conservadora.
    Página 295, ‘Não legalizem as drogas’. Leiam. Não me venham com o joguinho que descriminalizar é diferente de liberalizar, por favor.

    veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/cai-o-ultimo-argumento-dos-maconheiros-droga-e-mais-prejudicial-do-que-alcool-e-tabaco-sim/

    Só a maconha… só a maconha…

    Mais ? O republicano Rudolph Giuliani. Considerado, por muitos novaiorquinos, o melhor prefeito que a cidade já teve e que foi duro com a prostituição e as drogas e , óbvio, a desordem. Na entrevista à HSM, revista de educação executiva, ele vem com essa na capa: “Segurança vem antes de tudo, até de educação". Segurança = Ordem ! Ordem e liberdade é coisa nossa, conservadora. Onde entram as drogas ?

    O próprio Ludwig Von Mises deve estar se revirando no túmulo… Mas, rapaziada, lerei. Vocês são inteligentes e vale a leitura. Tomara que o moderador( estranho isso para liberais…) aprove. E ainda tem código ! Ual…

  3. O sujeito que é que contra as drogas, pensa que criminalizar é acabar com as drogas, quando, na verdade, criminalizar é apenas jogar vendedores para ilegalidades, vendedores esses que não deixarão de existir pelo simples fato de haver demanda por drogas.

    Logo, tem que explica para o sujeito de cabeça de fraca que é contra as drogas, que criminalizar apenas enriquecerá aqueles que atuam na marginalidade e não acabará com os meios de um usuário adquirir drogas.

  4. É muito genérico os argumentos dos que defendem a liberdade total para tudo e todos. Eu entendo que a responsabilidade vem antes de qualquer coisa, incluindo a nossa própria liberdade.

    Eu pergunto aos que concordam com a liberalização das drogas: você teria confiança em contratar um(a) drogado(a) para trabalhar em sua empresa/indústria ou em sua casa? Ficaria feliz e tranquilo em ver sua filha ou filho se relacionando com um grupo de jovens maconheiros? Se casaria com um(a) drogado(a)? Teria coragem de voar em um avião, sabendo que o piloto é um drogado? Confiaria sua saúde a um médico ou dentista drogado?

    Creio que tudo tem limites, inclusive a liberdade.

  5. É a moralidade que guia as relações entre as pessoas, não a legalidade. Isso que muitos conservadores não entendem. Frequentemente eles chamam os anarquistas de utópicos por isso, por não conseguirem vislumbrar uma sociedade sem leis centralizadas. Eles confundem a moralidade com a legalidade. A moral existe sempre, ainda que não exista governo. A moral é composta de comportamentos e costumes historicamente quase que universalmente aceitos como bons ou ruins e que permitem a interação relativamente pacífica entre pessoas.
    Roubar é imoral desde sempre não porque alguém escreveu isso em um papel, e sim porque é um comportamento condenado desde o início da civilização. Matar ídem. A moralidade precede a legalidade. E infelizmente nos dias de hoje a própria legalidade é, frequentemente, imoral. É essa a crítica do anarcocapitalista ao próprio Estado (como pode uma instituição imoral fingir legislar sobre a moral?).
    É irrelevante a discussão sobre a legalização ou não do mercado para qualquer tipo de substância pois ele vai existir com ou sem leis, visto que a demanda existe. Leis nesse sentido apenas aumentam o preço do produto ao criarem um mercado negro e tornam a vida do viciado dependente da substância pior ainda, uma vez que além de viciado ele vai se tornar cada vez mais pobre pois vai ter que pagar muito mais caro para consumir o que consome. É a abordagem mais estúpida possível, na medida em que entrega ao poder coercitivo estatal o papel de combater algo que deveria ser combatido somente na esfera moral.

  6. prezado kardico você é a perfeita caricatura de um neocon(socialista enrustido),a verdadeira postura conservadora sobre drogas,é exactamente o que está no artigo,são funções que cabem à família,às igreja e demais instituições sociais,agora se você defende jogar uma pessoa na prisão somente porque ela consumiu uma substância “ilícita” então você é no mínimo um ser desprazível.

  7. Um assunto complexo. Existem escolhas individuais que afetam muito o próximo. Pais, filhos, cônjuges… de viciados sofrem muito.
    Das drogas licitas (tabaco e cigarro) e ilicitas (maconha, cocaina, crack..), apenas os usuarios de tabaco conheço pessoas que estao perto dos 80 anos e usam desde sua juventude e nao tem problemas.

  8. Rodrigo Pereira Herrmann

    Claro, vamos liberar o crack, a heroína, o ecstasy, as metanfetaminas e todas drogas sintéticas potentes de última geração. Certamente o mercado iria provê-las cada vez mais puras e baratas. Azar da legião de farrapos humanos que sucumbissem ao vício, das crianças expostas indiscriminadamente e das famílias despedaçadas.

    Essa é a típica ideia de quem ignora o fato de que o real tem uma estrutura.

  9. Liberar drogas em um país como esse talvez seja o golpe final pra isso aqui acabar de vez. Mesmo em países de 1 mundo isso só trouxe aumento da violência, do tráfico e da degradação, a ponto da própria população exigir mudanças nas leis. Se bastasse legalizar pra acabar com o crime, o contrabando de cigarro e de inúmeros produtos não movimentaria bilhões anualmente.
    Ah se tudo se resumisse a um simples consumo recreativo de marijuana, com cada um plantando os seus pezinhos… qualquer um sabe que o buraco é muito mais embaixo e que esse é um caminho sem volta, se legalizarem, não vai ter como voltar atrás depois.
    E ainda por cima querem decidir isso no meio de uma crise dessa, misturada com a possibilidade de um impeachment. Falar em uma guerra perdida que nunca existiu aqui, basta ver o controle que existe nas fronteiras. Isso só pode ser piada.
    A coisa é tão absurda que fica a critério de um juiz decidir se é trafico ou consumo.
    Mas tudo bem, façam o jogo da esquerda, das FARC e do Foro de SP, doidos pra faturarem como nunca, terem mais clientes do que nunca e agora tudo dentro da lei.

  10. Excelente artigo. Pena que os leitores do merdiasemmascara não têm honestidade intelectual e nem senso de moralidade suficiente para entender os argumentos apresentados.

  11. Henrique Zucatelli

    Normalmente quem acredita na repressão as drogas não sabe o que é a noite.

    Em qualquer balada, da mais simples a mais requintada, o uso de drogas leves e pesadas é praticamente impossível de se coibir, principalmente as “ocultas”, como LSD, Ecstasy e Cocaína.

    Portanto, somando todos esses brilhantes argumentos ao mais óbvio, digo que é impossível coibir alguém de fazer algo, dada a possibilidade de se fazer, por mais caro que seja.

    Se a droga existe, alguém no mundo vai utiliza-la. Indo ao extremo: pessoas com comportamento suicida não tomam veneno? Por isso então teríamos de coibir a venda de veneno, ou exigir um laudo emitido por psiquiatra para compra (risos).

    O uso de drogas somente altera o estado psíquico do ser, e punições devem ser focadas na condução de veículos, uso de maquinário e exercício de funções que possam causar dano ao semelhante, nada mais do que isso.

  12. “Eu pergunto aos que concordam com a liberalização das drogas: você teria confiança em contratar um(a) drogado(a) para trabalhar em sua empresa/indústria ou em sua casa? Ficaria feliz e tranquilo em ver sua filha ou filho se relacionando com um grupo de jovens maconheiros? Se casaria com um(a) drogado(a)? Teria coragem de voar em um avião, sabendo que o piloto é um drogado? Confiaria sua saúde a um médico ou dentista drogado? “

    Você desviou o foco do assunto em questão. O autor enfatiza que isso seria uma questão moral deixada a cargo das famílias, igrejas, e eu colocaria tambem as empresas que fariam através de exames clinicos a seleção dos empregados. Nesse caso, como voce citou, um piloto de avião dificilmente seria contratado. Para refletir: qual certeza que o medico, professor, advogado que lhe atende é livre de qualquer vício?

    Nao tenho ainda uma posição sobre o assunto. Li o excelente livro ” Nossa Cultura ou que restou dela” – e confesso que este artigo aqui me fez voltar na incerteza da liberação ou nao das drogas.

  13. Aposto que já tem um artigo na CF que permite uma “interpretação libertária” (ou seria conservadora?) para que as pessoas possam usar drogas livremente.

  14. Eu achei excelente o artigo, mas gostaria apresentar a posição do padre
    Paulo Ricardo, que eu acredito que represente a posição da igreja. Veja este video: https://www.youtube.com/watch?v=manCaG2BYYk

    Ele apresenta três argumentos no campo da Ètica, politica e direito.
    Sim é pecado usar maconha, segundo a igreja.
    Inclusive ele fala sobre lei contra o álcool. Então sim, conservadores são contra a discriminação das drogas.

  15. Conservador Reacionário

    Implorar para o governo proibir as drogas é coisa de progressista frouxo.

    Sempre haverá derrotados que recorrerão às drogas. Esses fracassados irão usar drogas de um jeito ou de outro. E irão morrer de qualquer jeito. Facilitar o acesso desses perdedores às drogas irá apenas tornar o processo mais expediente.

    Ademais, nunca entendi a tara de alguns pseudoconservadores com a proibição. Quando as drogas eram legais, ainda no início do século, as famílias eram mais fortes e mais unidas, e a religião era mais presente. A proibição é uma prática totalmente recente na história humana — ou seja, é uma prática progressista. A proibição fez com que as famílias relaxassem e entregassem a segurança de seus filhos para o estado. Deu no que deu: uma geração de zumbis imbecis. E tem conservador aplaudindo.

    A única posição conservadora e reacionária coerente é a total liberação das drogas. Não apenas porque sua proibição foi uma política progressista, como também pelo fato de que a liberação irá despachar mais rapidamente todos os derrotados da sociedade. Isso irá liberar recursos escassos e tornará a economia mais próspera.

    A maneira correta de resolver a situação é esta: os governos devem legalizar o uso de propriedades privadas para que este lixo humano (drogados) se drogasse até a morte. Aí não haveria nenhum problema de conflito de interesses. Não haveria praças, parques e demais locais públicos sendo tomados por zumbis. É assim que tem de ser.

    Feito isso, este lixo humano terá de se virar para encontrar alguma propriedade privada na qual se drogar — ressaltando que, atualmente, as drogas são proibidas mas o lixo humano ocupa impunemente a propriedade pública para fazer suas nojentices. Conhecem a Cracolândia?

  16. Discordo do primeiro argumento

    Um viciado em drogas normalmente coloca em risco a integridade física de sua família, seja vendendo coisas dentro de casa, seja colocando-os em risco por conta de dívidas com traficantes, etc, logo não é algo que diz respeito apenas a seu próprio corpo.

    Sem contar que quando o meliante virar um zumbi, é mais um que vai ser socorrido pelo papai Estado com o MEU dinheiro

    Por isso, sou contra
    Não tenho obrigação de financiar o tratamento de viciados

  17. Excelente artigo. Só não é conservador. Aliás, é conservador na exata medida do conhecimento dos libertários sobre o conservadorismo.

  18. O título do artigo cria um certo tipo de confusão. Os conservadores diferem-se dos liberais em aspectos muito importantes: o principal deles é que o conservador preocupa-se com o passado e com o futuro. Ou seja, o conservador busca manter e respeitar todo o trabalho exercido pelos antepassados e procura deixar um legado útil e justo para os seus descendentes. Baseados nessa característica, jamais abraçariam ideias sem avaliar o impacto futuro.
    O que ocorre hoje no Brasil é uma busca pela descriminalização do porte de certa quantidade de substâncias ilícitas. Mas os debates deixam de anunciar que essas substâncias seriam obtidas das mãos dos traficantes, pois não ocorrerá a legalização da atividade desenvolvida por eles. O resultado, facilmente presumível, será a ampliação das relações de comércio ilegal e o aumento do poder exercido pelos bandidos.
    No Rio de Janeiro o poder dos traficantes aumentou consideravelmente após o entendimentos jurídicos terem considerado os usuários como vítimas.
    No caso brasileiro, liberar o porte de certa quantidade de entorpecentes não passa de uma medida de retrocesso social, porquanto transfere os custos a terceiros, sejam contemporâneos ou descendentes, visto que o viciado, mesmo tento optado pelo vício, é sempre considerado um doente que será custeado pelos demais.

  19. Liberdade para usar a droga que quiser, pra escolher a identidade de gênero, … blá blá blá!

    Tudo isso se assemelha muito à retórica esquerdista e subversiva que têm como objetivo imediato desestruturar cada vez mais nossa sociedade, para que sejamos mais facilmente subjugados pelo estado.

    A vocês que se denominam liberais, eu proponho uma mudança no foco dessa militância.

    Proponho que vocês, antes de defenderem a descriminalização de toda essa merda, defendam sim O FIM DOS GASTOS PÚBLICOS EM AÇÕES DE: recuperação de viciados; atendimento do SUS para doenças originadas pelo tabagismo e alcoolismo; distribuição de preservativos… etc.

    Se vocês querem permitir que seus filhos estraguem sua saúde usando drogas, então façam! Vocês não precisam de lei descriminalizando isso.

    Agora, saibam que, os únicos responsáveis pela recuperação dos dependentes que existem na sua casa SÃO VOCÊS!

    PORQUE SACANAGEM MAIOR QUE PROIBIR O USO DE DROGAS, É QUERER QUE OS OUTROS COMPARTILHEM DO CUSTO DE RECUPERAR O SEU FILHO DEPENDENTE (através dos impostos cobrados e mau gastos nas ações do governo).

    Quer perder sua saúde exagerando no alcoolimo e tabagismo? Ótimo! Faça isso!
    Só não venha exigir que um governo lhe proporcione tratamento às doenças relacionadas a isso! Pois isso é custeado pelos impostos que eu pago!

    Então, antes usar o argumento libertário para descriminalizar o uso das drogas, seria muito mais honroso defender o fim dos gastos públicos vinculados às consequências do uso dessas substâncias.

    Eu não deveria ser obrigado a pagar pela sua escolha destrutiva!

  20. Inacreditável. É estarrecedor ver que décadas depois de sucessivas derrotas na “Guerra às drogas” alguns ditos conservadores continuam levantando a bandeira progressista do controle de drogas pelo estado.

    Antigamente havia fibra e moral na luta contra o consumo drogas, a família e a igreja eram presentes na educação e recuperação de pessoas que aceitavam largar seus vícios. Campanhas e cartilhas eram criadas para incentivar o não uso de entorpecentes, prender e encarcerar usuários e comerciantes estava fora de questão.

    Então vieram os progressistas. Não satisfeitos em deixar para o estado o controle da economia, resolveram delegar a ele a tarefa de controlar o que consumimos (maconha, heroína, álcool, cigarro, leite puro) e o que fazemos (jogos de azar, casamento, armas).

    O que o ditos conservadores fizeram? Agitaram com passeatas, debates, programas a rádio, cartazes, cartilhas, leis, eleições, etc. Nunca o progressismo esteve tão unido com o conservadorismo. Como bem disse Ron Paul: os conservadores falharam em diminuir o tamanho do estado.

    E pensar que tal filosofia outrora defendia com afinco as leis naturais e a propriedade privada. Hoje, os conservadores (melhor, neoconservadores) sequer parecem conhecer tais conceitos, limitam-se a subterfúgios como “há uma boa razão para estar proibido”, “se está na lei, devemos seguir”, “é papel do governo regular tais questões, senão vira bagunça”, entre outras estultices.

    Para complementar, fica aqui algo para testar a coerência destes conservadores.

    Escassez faz criminosos trocarem tráfico de drogas pelo de alimentos na Venezuela.

  21. Eu tenho sérias dúvidas se daria certo isto.
    Creio que realmente ocorreria uma redução da criminalidade, desde que acabasse o tráfico ilegal, ou seja, a venda teria que ser legalizada. Mas existem ressalvas, caso as drogas fossem descriminalizadas e pudessem ser vendidas legalmente, os traficantes atuais deixariam de ser criminosos? Porque apenas vender drogas não foi o único crime que eles cometeram.
    Outras questões.

    Uma empresa produtora de drogas poderia comprar a matéria prima de traficantes da Colômbia(leia-se FARC), por exemplo?

    Sendo mais alto o preço de venda, muitos produtores agrícolas optariam por trocar o plantio de alimentos por drogas. Acho possível. Isso não teria um impacto ruim?

    Como evitar que um motorista dirigisse sobre o efeito de drogas? E tem muitas drogas que não fáceis de detectar sem um exame de sangue, como o alcohol.

    Hoje a nossa sociedade está muito fragilizada psicologicamente e moralmente. Acredito que o aumento no consumo de drogas seria muito maior do que os liberacionistas crêem. E as drogas são diferentes do alcohol, elas causam muito mais dependência química. Será que isso daria bons resultados mesmo?

  22. Nenhum desses argumentos foca no ponto principal.
    O que os libertários ainda não entenderam é que pra convencer as massas disso, de liberar geral todas as drogas, primeiro as massas tem que entender que num mundo livre ninguém ia ser obrigado a conviver com drogados.
    Eu não gosto de drogas nem de drogados, ninguém vai apoiar o liberou geral sabendo que vai ter que conviver com lixo humano drogado típico.

  23. EXCELENTE ARTIGO! Finalmente um artigo para exibir a conclusão coerente dos princípios libertários, onde não faz o menor sentido o estado decidir que substâncias o indivíduo deve ou não utilizar. Sempre tipo problemas com agendas e movimentos ditos liberais e livertarios, mas com uma postura totalmente estatista com relação a liberdades individuais como a questão das drogas. É a velha hipocrisia e incoerência de querer o estado mínimo no controle da economia (o que é ótimo) mas máximo na imposição de moralidade. Parabéns pelo artigo.

  24. Henrique Zucatelli

    Bla bla bla… esses pseudo liberais precisam sair das fraldas antes de se livrar do papai Estado que controla tudo.

    Mudando de assunto, Gigante Leandro, o IMB poderia fazer um artigo sobre o bloco K?

    A maioria dos empresários não sabe, mas em 01/01/2016 o comunismo vai ser realmente fato aqui.

    O Bloco K, em suma, é o comunismo bolivariano implantado na sua mais perigosa vertente: o controle total do livre mercado. É um instrumento obrigatório que transgride todas as leis de segredo industrial e defesa do patrimônio.

    Esse recurso nefasto, sancionado pela Dilma Vermelha, obriga todas as empresas que estão fora do Simples a declarar todo seu processo produtivo, todos os seus fornecedores, o quanto se paga, quando comprou, o quanto tem de estoque, e a quanto vende, inclusive as perdas no processo.

    Qualquer pisadinha na bola e eles encaram como sonegação. É o controle total, a amarra comunista sobre quem se aventura a sobreviver de outra maneira, que não seja as custas de esmola estatal.

    Detalhe: Este sistema macabro foi montado exclusivamente para INDÚSTRIAS e grandes atacadistas, sendo que varejistas estão na mira para 2017.

    Estou muito preocupado com isso, e não obstante a opinião do IMB, acho que seria plausível um parecer técnico sobre a constitucionalidade desse instrumento.

  25. Senhores,

    Um dos pilares sagrados do libertarianismo é o PRINCÍPIO DA NÃO-AGRESSÃO. A partir dele, é óbvio concluir que o uso de substâncias que causam redução de destreza, discernimento e dependência química devem ser obrigatoriamente limitados em certas situações. Afinal, dirigir, trabalhar etc. sob os efeitos dessas substâncias é colocar em alto risco de perda a saude e/ou a propriedade de um inocente. Se cabe a um Estado ou a instituições privadas proibir e coibir, pra mim tanto faz, pois será uma limitação geral de qualquer forma. Em tempo, prefiro que não seja o Estado.

    O direito de um inocente não ser agredido deve sempre ser um ponto de partida para as outras liberdades.

  26. Na moral só li blablabla.

    Convido um desses homens a ir na cracolândia, ter um minuto de conversa com os noias e depois ir conversar com suas famílias e verem que existe muita gente com educação e informações mais do que necessárias para nunca entrar nessa vida.

    Fazer oque afinal, um erro, uma fumaça pro alto e estará condenado a ser um zombie.

    Acho que esse sera o grande mal da humanidade, quando a prosperidade plena for alcançada.

  27. Excelente artigo.

    A única questão que levanto sobre a liberalização do uso de drogas é que ela deve ser precedida por 2 ações:
    1) responsabilização de fato
    2) eliminação do sistema público de saúde

    Precisa haver responsabilização de quem se drogar e fizer m… com os outros porque perdeu a noção das coisas, especialmente no caso dos derivados da coca: são estimulantes, deixam a pessoa agressiva. Pode parecer óbvio, mas aqui no nosso ambiente não é responsabilizado sequer quem comete crimes sóbrio…

    Sobre o segundo ponto, viciados oneram sistemas de saúde coletivistas. Deve haver o direito de uma seguradora de saúde cancelar a assistencia a quem não tem responsabilidade. Alguns vícios são particularmente difíceis de sair, como os em derivados do ópio, e em crack.

    Então, no atual estado de coisas, sugiro que a coisa seja feita por etapas.

    Neste primeiro momento, defendo sem ressalvas a liberalização da maconha e dos inalantes.

    Ah, Leandro, Marinho, gostaria de sugerir um artigo sobre a Mediação, no Direito.

  28. O Artigo quase nós convence de que o melhor caminho é a legalização.
    Porem, vivo no estado de Washington a 4 anos e durante esse tempo houve a eleição para aprovar a legalização da maconha. Alguns fatos sobre isso.
    – O consumo não é permitido em lugares públicos.
    – A venda só é permitida em locais específicos.
    – A condução de veículos sob o efeito de drogas pode ser punida (DUI)
    – A liberação não diminuiu a venda clandestina, devido ao imposto cobrado da legal.
    – Os problemas de saúde decorrentes ao uso de drogas e de inteira responsabilidade do consumidor e não do estado.
    – Crimes cometidos sob a influência de drogas podem aumentar as penas.
    Mais algumas outras coisas que não vem ao caso.
    Por isso, este problema não é tão simples assim.

  29. Que argumentos são esses?! Conservadores?! Nunca!
    Simplesmente, cuidar de um dependente químico é muito gasto. Logo, os pobres não tem e não terão acesso. Como a maioria da população é pobre, vai se ter, como já tem, um grande gasto de dinheiro público com uma pessoa que sabia que droga vicia e mata. Argumentos liberais apenas!

  30. O mais interessante é ver Conservadores falando que proibição é coisa de “Progressistas” e Progressitas falando que a proibição é coisa de “Conservadores” 🙂

  31. Sou favorável a liberação das drogas. Entendo que se for quebrado o monopólio dos produtores ilegais, que hoje é garantido pelo estado haveria um enfraquecimento do crime organizado.
    Agora o ponto levantado pelo Fernando Gomes não foi contra argumentado por ninguém: A descriminalização do porte e a manutenção do monopólio (traficantes) irá fortalecer o crime organizado, não ?

  32. Para todas as pessoas que são contra o que diz esse artigo, digo que vocês estão certos.. Afinal, hoje ninguém consome drogas de nenhum tipo, não existe tráfico, ninguém é assassinado por esse motivo, não há viciados, não existem famílias desestruturadas, nenhuma criança está nessa vida. Vivemos no mundo perfeito idealizado pelo Estado que controla de forma 100% eficiente o mercado negro de entorpecentes, impedindo que tudo isso citado anteriormente aconteça no Brasil.

    Inclusive, acho que vocês deveriam pedir novas leis de opressão contra as drogas, e incluam o álcool por favor, já que nos EUA a violência diminuiu né, na época em que foi proibido.(https://en.wikipedia.org/wiki/Prohibition_in_the_United_States#Organized_crime)

  33. Eu concordo que o argumento de que todo o indivíduo deve ser livre para usar o que bem entender, desde que não prejudique outrem. Este tem que ser o principal motivo para, quem sabe, se liberar o consumo de drogas, não essa estória de que vai acabar com o tráfico, que não haverá mais brigas de facções, que, em minha opinião, é fantasia, conversa para convencer inocentes. Não sejamos utópicos, os cigarros e as bebidas “do paraguai”, por exemplo, existem de montão em qualquer camelô ou barzinhos da cidade. E, quanto a isso, o que faremos? proibiremos a entrada desses produtos? Se impedirmos, não seria algo antiliberal, afinal as drogas não são produzidas só aqui, não é?

    Nessa conversa toda o que eu sempre peço é sinceridade e que um partidário da liberação simplesmente diga: “é meu direito usar o que eu quiser” e não “ah, é bom, porque vai enfraquecer os tráficos, vão morrer menos inocentes”, esta não é uma fórmula mágica.

  34. Boa tarde,
    Primeiramente parabéns aos autores do artigo, pois nunca havia lido um compilado de argumentos tão robustos e convincentes.
    Somente discorrerei sobre dois pontos:

    1) Concordo com o 1º argumento (Individualista) no que tange ao livre arbítrio que o indivíduo tem para fazer o que quiser com seu corpo, mas se para tal compra uma droga sabendo que é produto de crime (num país onde produção e comércio são ilegais) tem que sofrer as devidas punições sim. Seguindo a mesma linha de raciocínio não seria crime usufruir de outros produtos/serviços de origem criminosa.

    2) Outro ponto que o artigo poderia explorar é o que farão os traficantes/criminosos que ficarão "desempregados" numa país que libere produção, comércio e consumo de drogas. Talvez alguns iriam atrás de atividades legais, mas acredito que a prática do crime é inerente a algumas pessoas… Sou a favor da liberação (com algumas restrições), mas é muito importante tentar antecipar para onde migrarão esses meliantes e tomar as devidas medidas preventivas.

    Abç,
    André

  35. Perfeito, ótimo texto! Mas ainda tenho uma dúvida. Antibioticos tb não deveriam ser controlados? O uso de antibioticos sem a devida necessidade pode criar bacterias super resistentes que irão infectar outras pessoas. Então, o uso de antibioticos de maneira errada fere o pacto de não agressão, não? Se fere o pacto, não deveria ser uma substância controlada?

  36. e o Governo nesse caso? porque no minha concepção acho que as drogas comprovadas que fazem mal a saúde, e sendo usado de escolha do usuário como foi dito no artigo, deveriam ser negado o atendimento no sistema público de saúde, visto que o indivíduo está ingerindo veneno propositalmente, então quer usar? ótimo, mas perde o direito ao sistema público de saúde.
    e como falaram acima acho justo permitir que o empregador pela lei faça testes desde que ache que o drogado não rende o suficiente como um “Normal”.

  37. Se no Brasil de hoje tem maluco que sai na rua para aplaudir um bando de corruPTos no poder, imagine se ainda fosse liberado o uso de drogas. Esses loucos iriam fumar todas e ainda pedir um auxílio-dependente-químico.

  38. Para os que querem manter mais esta regulamentação na vida privada do indivíduo, vocês também devem ser a favor desta medida que proíbe sal na mesa dos restaurantes, né?

    g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2015/08/regulamentacao-de-lei-que-proibe-sal-em-mesas-no-es-e-publicada.html

    Afinal, não sou capaz de controlar o uso do sal, preciso de uma entidade, de um pastor, para me guiar, pois não tenho controle sobre mim mesmo, né?

    Ah sim.. esqueci que as drogas caem no campo da MORALIDADE. E como um amigo ali em cima comentou, parece que vocês são a favor de um estado máximo quando se trata de questões morais.

    O uso da droga como indivíduo é errado? Afeta quem mesmo? Ah é.. só o indivíduo… AH! MAS ELE VAI VIRAR UM VICIADO, LADRÃO, ASSASSINO E AÍ VAI COMEÇAR A ME AFETAR!

    Deve-se punir o ladrão, não o cara que compra um pé de cabra. Deve-se punir o assassino, não o cara que possui uma arma. Deve-se punir o atropelador, não o cara que usa o carro.

    Pune-se pelo que te afeta, e não pelo que pode te afetar. Tenham isso em mente quando se lida com questões que a moralidade impera.

  39. No site www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/230800-porque-ja-nao-dao.shtml e na FSP de hoje tem escrito:

    “Ruy Castro

    Porque já não dão

    RIO DE JANEIRO – O STF está julgando a liberação do porte de maconha para uso próprio. A favor da medida estão, como sempre, cantores, jornalistas, sociólogos, advogados, surfistas e ex-presidentes que, durante seus governos, nunca tiveram uma política sobre drogas em termos de esclarecimento, prevenção e cura –entre os quais, FHC. Mas o que pensam a respeito os profissionais da saúde, como os médicos e os psiquiatras?

    A entrevista da dra. Ana Cecilia Marques, presidente da Abead (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas), à Folha (“População não entende liberação de droga para uso próprio, diz psiquiatra”, 21/8), responde a essa pergunta. Merece ser acessada e lida na íntegra. Mas aqui vão alguns de seus principais pontos.

    “A população não entenderá que a liberação é só para uso pessoal. Pensará que liberou geral. * Nos países que aplicaram essa flexibilização, houve aumento de consumo entre adolescentes, de dependência da cannabis e da facilidade para consumir outras drogas. * Fala-se do porte individual, mas onde cada um vai comprar? De empresas que plantem, colham e fabriquem o cigarro. Ou seja, vai-se criar uma indústria da maconha, como a do álcool. * Quem dita a política do álcool no Brasil? A Ambev. Quem ditará a política da droga? A indústria da droga.

    “Onde está escrito que a droga é um problema individual, que não afeta terceiros? * A maconha não é um simples produto. É uma droga psicotrópica, que atinge o córtex pré-frontal, que controla a autonomia. O usuário não controla a quantidade que usa nem os seus atos e muito menos as consequências, que não atingem só a ele.

    “As pessoas vão usar mais, vão pirar mais e não haverá leitos ou serviço de saúde que deem conta dos quadros de intoxicação e dependência –porque, hoje, já não dão.”

  40. Gosto de ler os materiais do IMB, alias esse texto está ótimo. Ficaria ainda melhor se a palavra infringir (transgredir) – aparentemente aplicada erroneamente – fosse trocada pela palavra infligir (aplicar pena, castigo, punição)

    abs
    Auro

  41. Bem vejamos. Atualmente consumo e comercialização de entorpecentes são proibidos. Ao que tudo indica o STF irá dizer que o consumo próprio deixa de ser crime, mas o comércio continua proibido. Ou seja um casal que plante sua própria maconha em casa não mais será posto em cana, mas não poderá vende-la para ninguém, embora seja impossível impedir. Então, do ponto de vista libertário, basta descriminalizar o uso, ou deverá também ser legalizado o comércio?
    Porque uma coisa é defender o uso pessoal de substâncias polêmicas como o gluten ou gorduras trans, outra coisa é legalizar sua comercialização e produção. Ou seja dar conhecimento ao Estado que esses produtos estão sendo transacionados, e portanto, sujeitos a regulamentação, controle e taxação.
    Então: É pra liberar geral ou não é?

  42. Eu me considero conservador e sou a favor da legalização de todas as drogas, mas sou completamente contra a legalização do aborto e contra o reconhecimento legal do Estado do “casamento” gay (mas não vejo nenhum problema em gays viverem juntos e adotarem crianças).

  43. Quem diz que alcool e crack estao no mesmo patamar, que o impacto na saude e no cerebro e’ igual, quer soterrar a verdade para ganhar o debate. Estou acompanhando um caso de viciado em crack, filho de amigos meus. O raciocinio dominante nesse debate e’ que se os pais derem boa educacao os filhos nao usarao a droga. Neste caso que venho acompanhando, trata-se de dois rapazes de tiveram educacao e orientacao moral iguais; ambos bebiam, como costuma acontecer com os jovens. Entretanto,a despeito de terem vias correlatas, um se tornou juiz, o outro, viciado em crack. O viciado em crack comecou a agredir violetamente os dos filinhos e a mulher. Coisa de cortar o curacao. Apos liquidar tudo que tinha em casa, apos mulher e filhos terem sido obrigados a passer a viver na casa dos avos maternos, que estao fazendo esforco ingente para lhes garantir uma vida minima com recursos escassos, o viciado esta praticamente preso numa “clinica especializada”. Toda uma familia esta destruida, todos os parentes estao vivendo imensas angustias.Liberem o crack em nome da liberdade individual e verao no que o Brasil vai se transformer. Em tempo: o irmao que e’ juiz continua bebendo, como fazia antes, normalmente nos fins de semana, e tem se revelado um juiz primoroso. Acredito que, como eu, muitos tem conhecimento de tragedias como essa.

  44. Maconha é uma planta. É muito diferente drogas químicas.

    O homem quer proibir uma planta. Isso não faz sentido.

    Já as drogas manipuladas quimicamente, é uma coisa que podemos ter dúvidas.

    Acho difícil ter liberação das drogas. Esse país vive de utopias e idealismo. A realidade é apenas um detalhe nesse país.

  45. Levantar discussões desse tipo na atual situação só promove o movimento esquerdista e facilita ainda mais para eles, divide a sociedade (a favor e contra tal lei, se devia ou não devia ter outra lei).

    Na verdade estamos discutindo leis, e isso é tudo que políticos oportunistas querem.

    Acabar com essa falsa expectativa que o estado cria nos cidadãos, eu acho que é o que qualquer pessoa esclarecida quer e é essa mentira que tem que ser combatida.

  46. Uma ideia interessante, seria proibir o comercio de alimentos.
    Assim os criminosos de hoje poderiam diminuir seus crimes reais, de roubos e agressões e passariam mais tempo no tráfico de alimentos que certamente seria muito lucrativo.
    Fazemos assim então, tornamos atividades não violentas em crimes, assim os criminosos irão atuar nesse novo nicho e menos em crimes reais, isso é fato.
    Você é a favor dessa proposta então?

  47. Aristóteles Duarte Ribeiro

    Não foi analisado o argumento de que quem usa drogas ficará viciado e praticará crimes mais graves como roubo, assassinatos e furtos para conseguir dinheiro e manter o vício.

  48. Tem algum neurologista aqui pra confirmar a tese nº 5?

    “que saberiam se controlar e ter uma relação saudável com as substâncias alucinógenas”

    Que eu saiba isto não é possível com cocaína, crack e afins.

    Mas se tiver um neurologista aqui, uma opinião sobre isso seria muito bem-vinda.

  49. "Projetos coletivos, sejam eles a cidade sem carros, a cruzada aos infiéis, a sociedade igualitária ou a sociedade totalmente sóbria, não devem se sobrepor à liberdade individual. O cidadão tem todo o direito de se recusar contribuir para um projeto da maioria – pois a liberdade individual é em si própria o bem público mais valioso."

    Rotineiramente vemos argumentos que enfatizam a liberdade com sendo maior que a verdade. A "liberdade" entendida neste artigo como livre-arbítrio deve ser sempre subjugada a Verdade. Estamos vivendo numa sociedade de só fala de liberdade e acaba cada vez mais escrava dos próprios vícios ou se esquece que maior que a liberdade é a Verdade. Permitir e promover um ato tão danoso ao ser humano, a seus familiares e em conseqüência a sociedade é um ato contra a Verdade, desta forma também contra a própria liberdade do ser humano.

    "Aquele que quer reformar seus conterrâneos deve recorrer à persuasão. Esta é a única maneira democrática de se fazer mudanças"

    Então se eu conseguir persuadir a todos de uma mentira então assim estarei promovendo a Liberdade? Além do mais, é ingênuo achar que somente através da persuasão corrigimos erros. Dentro de um debate não basta apenas o conhecimento ou a retórica para conseguir convencer alguém; é necessário também a virtude de quem está errado, de reconhecer que se deve mudar. Além domais os parágrafos citados enfatizam muito o livre-arbítrio e não fala nada da Verdade, correndo o risco de enfatizar normas jurídicas do tipo Thesis (“decisão deliberada”). Observem que a sociedade já identificou o uso da droga como algo que danifica a sociedade, caso o governo deixe de puni-la será um a ação deliberada não refletindo o pensamento das pessoas que trabalham e moram neste País.

    Cito agora o professor UBIRATAN JORGE IORIO, em seu livro "Economia e Liberdade".

    Ao afirmar que alguém é livre, o liberalismo entende como tal que ele pode escolher seus próprios objetivos, bem como os meios a serem utilizados para a concretização desses objetivos, que ele não é compelido a agir de uma forma que não escolheria voluntariamente, ou, ainda, que ele não é impedido de agir, por imposição de outrem.
    Evidentemente, a delimitação de sua área de atuação deve ser realizada por um conjunto de normas gerais de justa conduta, isto é, de leis, cujo objetivo maior deve ser o de servir como salvaguarda da própria liberdade.
    Como a liberdade sem responsabilidade geraria anarquia, com a conseqüente agressão aos direitos individuais, torna-se necessária a existência de um sistema de normas de justa conduta.

    … Fréderic Bastiat, “quando a lei e a força mantêm um homem dentro da justiça, não lhe impõem nada mais do que uma simples negação. Não lhe impõem senão a obstrução de prejudicar outrem. Não violam sua personalidade, sua liberdade, nem sua propriedade. Somente salvaguardam a personalidade, a liberdade e a propriedade dos demais. Mantêm-se na defensiva pura e defendem a igualdade de direitos para todos”(15).

    Continuando …

    “Em suma, somos donos do nosso corpo.”

    Não somos donos do nosso corpo, nós “SOMOS corpo e Alma”. Este argumento implica em dizer que somos objetos e podemos comercializar desde crianças, jovens até idosos, podemos nos ferir sem atingir a nossa dignidade de seres humanos.

    “em um mercado livre e desregulamentado os competidores desenvolveriam drogas recreativas e medicinais cada vez mais seguras”

    todos sabemos que a maioria das pessoas iniciam pelas drogas menos potentes só que quando o organismo não reage mais a ela a contento o individuo busca drogas mais poderosas. Drogas recreativas!!! Não se brinca com veneno! Não podemos nos tornar uma sociedade hedonista que busca somente o prazer, acredito que o trabalho dos Austríacos é no sentido contrário em que a pessoa seja levada a maior responsabilidade perante a vida. Como podemos nos dizer Austríacos e defender algo que fere a liberdade individual do um ser humano (Quantos dependentes querem deixar o vício mas estão escravos dele e não conseguem sair).

    "O jurista Lysander Spooner distingue vício de crime. No primeiro, um homem prejudica apenas a si próprio, ao passo que, no segundo, ele vitima o próximo.
    Usar drogas não agride outrem. Logo, não pode ser considerado um crime."

    O vício atinge as famílias e por consequência a sociedade. Basta ver o sofrimento das crianças filhas de pais viciados, o sofrimento de dos pais, irmãos, amigos; isto é fato! basta participar uma única vez de um encontro da Pastoral da sobriedade da Igreja Católica esta afirmação se esvai. Desta forma já que o uso da droga promove a agressão ao próximo e a sociedade ela deve ser considerada crime e punível através da legislação penal.

  50. Tenho a impressão que muitas vezes os argumentos acerca da descriminalização das drogas ficam centrados nos aspectos econômicos e legais (liberdade do indivíduo). Analisando o homem como formador do Estado e sendo este constituído pela tríade povo, território e lei (soberania), existe um princípio que norteia a formação de normas legais que limitam o consumo de drogas.
    Este princípio é que o homem como elemento partícipe do Estado precisa ser limitado pela lei para garantir o próprio Estado em si. Tal princípio também pode ser confundido como a moral e espiritualidade do homem. Portanto quando e lei permite apenas o consumo do tabaco e do álcool a intenção é ir além da arrecadação de impostos, é cercear a degeneração física do sujeito.
    Considerando a sanidade do indivíduo que posteriormente constituirá uma família como algo essencial para termos uma país decente, não existe, no meu entendimento, argumento aceitável para a descriminalização do uso de mais drogas. Não importa se o argumento é econômico, legal, liberal ou conservador, enfraquecer o homem fisicamente é torná-lo espiritualmente inerte.

  51. Lamentavelmente os “Diversos autores”, ignoram a diferença entre Conservadores e Liberais. Troque, no título, Conservadores Por Liberais e o texto fica pertinente a realidade. Mas estas idéias são longe de serem conservadoras.

  52. O LIVRE ARBITRIO E AS DROGAS : Voce exerce o livrio arbitrio para decidir se usa ou nao a droga, concordo. Mas, depois de viciado,ja nao lhe resta livrio arbitrio. Voce se tornou escravo de uma decisao errada. Drogas e crimes sao problemas de consequencias pessoais e sociais tao graves que nao podem ser deixados simplesmente no campo da decisao pessoal. Usar so de persuasao nao basta. Assim como a policia nao conseguira parar o criminso recitando artigos do codigo penal, o viciado em crack e outras drogas pesadas nao abandonara o vicio se alguem lhe ler um artigo cientifico sobre a letalidade da droga que o escravizou.

  53. Qualquer que for o argumento a favor não supera os infinitos malefícios a TERCEIROS, ignorando-se o consumidor, as consequências são muito graves que sem contar em problemas familiares normais, chega a roubos, sofrimentos vários e assassinatos!

    Perdi inúmeros amigos por causa das drogas, tenho um primo que ainda está vivo, mas só passa em casa dos familiares, inclusive a minha com seus comparsas para assaltar, tudo devido a influência da droga.

    Não há argumento a favor que justifique.

    A família e a sociedade precisam de proteção.

  54. Sou conservador e achei o artigo ótimo, a questão foi exposta com bastante tato. Eu pessoalmente confesso que não veria problemas, porém, eu iria impor duas condições para tal, creio que libertários concordariam comigo:
    1) Desestatização completa da venda de armas e de segurança em geral
    2) Fim da saúde estatal.

    Muitos libertários puxam a orelha de conservadores por serem a favor da liberdade econômica em algumas coisas mas contra em outras. Mas acho que os libertários deveriam ver o lado dos conservadores também: se é moralmente errado querer proibir indivíduos de utilizarem as substâncias que bem entenderem em seu corpo, então também é moralmente errado forçar outras pessoas a terem de subsidiar o tratamento de pessoas inconsequentes. Agora se o estado pode me forçar a subsidiar seu tratamento, então ele também pode te proibir de usar drogas. Bom, essas são minhas condições, e dado que governo nenhum quer abandonar essas duas coisas, creio que a situação prossegue.

  55. Fiquei assustado. Nunca vi essa página infestadada de tantos clamando por intervencao estatal!!!

    To pasmo.

    O artigo nao poderia ser mais claro. É brilhante.

    Alias, se vc é contra a legalizaçao das drogas, tem que ser a favor da campanha do desarmamento.

    Afinal, os argumentos sao EXATAMENTE OS MESMOS para os 2 casos!!!

    “A mentalidade proibicionista:
    Um mundo com mais armas é um mundo pior
    Armas fazem mal
    Mais armas igual a mais mortes
    Muitas tragédias familiares são resultado do uso de armas
    Um pessoa com armas é potencialmente violenta
    Quero ver você dizer isso depois de ter a vida de um filho levada pelas armas
    O sistema de saúde está falido imagina se aumentar a demanda por armas
    Os traficantes de armas vão procurar outros crimes para sobreviver
    O caso do Japão mostra que a proibição às armas funciona
    Imagina o uso de armas no trânsito
    A única função das armas é destrutiva
    Crianças se machucam com o uso de armas
    Repressão e leis mais severas sobre armas diminuem o número de crimes
    Quem gosta de armas é socialmente desajustado
    O que vai achar da professora do seu filho usando armas no intervalo?

    Concorda com isso Sr. deputado da bancada da bala?
    -Não. Tudo falácia.
    -Pois então, e se eu te disser que quem é contra a descriminalização fala do mesmo jeito, mas trocando armas por drogas?”

  56. ONU estima que no mundo temos 200 MM de usuários de drogas ilícitas

    Pelos presídios do planeta temos 10 MM de presos (contando todos os crimes)

    É serio que vcs querem mandar 200 Milhoes de pessoas para a cadeia?

    Pensem 3 segundos. É serio isso?!?!??!?!?!?!? Essa é a soluçao?

    PS. Mesmo na prisao tem droga tá…..

  57. Para os que estão dizendo que temos que proibir as drogas pois elas fazem mal:

    Bacon faz mal. Vc é favor de proibir?

    "Ai, que babaquice. Quer comparar bacon com cocaína, crack, heroína?"

    Quero

    Em 2007, um experimento feito com ratos na Universidade de Bordeaux, na França, mostrou que, quando os bichos podiam escolher entre cocaína intravenosa e um adoçante, 94% preferiram o substituto do açúcar. A conclusão foi a de que a doçura intensa funciona, para os receptores cerebrais, como um estímulo maior do que o da cocaína, de tal forma que, ao chegar ao centro de recompensa cerebral, suprime os mecanismos de autocontrole, levando à dependência
    revista.gq.globo.com/gastronomia/carboidratos-viciam-mais-do-que-cocaina/

    A pesquisa feita pelo Scripps Research Institute, no Estado americano da Flórida, afirma que, assim como o vício em drogas como cocaína, a compulsão por comidas gordurosas – como doces e frituras – é extremamente difícil de ser combatida.(…) O mesmo teste foi realizado com heroína e cocaína, e os ratos responderam da mesma forma.
    http://www.bbc.com/portuguese/ciencia/2010/03/100329_gordura_vicio_dg.shtml

    Vícios nao sao crimes. Daqui a pouco, logo depois de proibir o bacon, vamos encarcerar também os pródigos, pois afinal a má administraçao financeira do lar destrói a família, jogando o fardo para o conjugue e filhos pequenos…………

  58. Senhores, vejam a seguinte notícia:

    www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/08/1672572-escassez-faz-criminosos-trocarem-trafico-de-drogas-pelo-de-alimentos-na-venezuela.shtml

    O problema não são as drogas, e sim a escassez gerada pelo controle governamental, minando a liberdade individual.

  59. Usuário não é bandido

    Como usuário de cannabis há 23 anos posso afirmar que a proibição arruinou a minha vida.

    A proibição da cannabis só serviu para manchar minha vida perante a sociedade e empresários,ser expulso de escola e serviço “por constar artigo 16 “porte de entorpecentes” na ficha policial”, apanhar de policiais,ser roubado por policiais, ser detido varias vezes principalmente saindo das bocas de fumo, ser forçado a passar por tratamentos e fazer eu quase falir de tanto pagar advogados, cestas básicas e algumas propinas a policia para não ser detido.

    Sou totalmente a favor da descriminalização, porém o ideal seria a liberação, pois não adianta apenas descriminalizar se o usuário não pudesse plantar ou adquirir sua droga de um local seguro com uma boa qualidade e as caracteristicas desejadas, tendo que continuar recorrendo ao mercado negro.

    Eu posso afirmar com 90% de certeza que se proibissem o café hoje, amanha o Brasil entraria num caos e em uma guerra civil encabeçada pelos mesmos hipócritas que defendem a proibição de certas drogas.

  60. Usuário não é bandido

    Eu escolhi fumar, porque eu gosto e me sinto bem quando fumo, ninguém tem nada a ver com que eu escolho para minha vida como lazer pessoal. Sou homem, maior de idade com mais de 30 anos e tomo minhas próprias decisões.
    Tive que parar por um tempo por ter ficado com mais um prejuízo financeiro, por causa da maldita proibição, a policia federal queria me prender por tráfico após eles terem sequestrado e violado minhas encomendas nos correios que continham algumas sementes para meu próprio cultivo, com isso tentaram me obrigar a voltar para o mercado negro.
    Estou à algumas semanas sem cannabis e não pretendo continuar assim, estou pensando qual vai ser a forma menos arriscada de conseguir meu tão sonhado momento de lazer.

    “Aquele que botar as mão sobre mim, para me governar, é um usurpador, um tirano. Eu o declaro meu inimigo.” Pierre-Joseph Proudhon

  61. "contribuinte" roubado

    Se voce é a favor da proibicao de uma olhada no que agentes da lei que convivem com a questao diretamente dizem sobre o assunto, e quem sabe com alguma inteligencia voce mude de opiniao.
    [Link=https://www.facebook.com/LEAPBrasil]Agentes da Lei contra a proibicao no facebook[/Link]
    [Link=www.leapbrasil.com.br/] site oficial[/Link]

    Desabafo de uma pessoa normal, um empresario maconheiro que reflete a realidade de muitos brasileiros.
    [Link=www.hempadao.com/en/infumacao/44-hempovao/3492-relato-do-leitor-pede-legalizacao-das-drogas-leia.html] Desabafo de um empresario maconheiro[/Link]

  62. “No entanto, pelo bem do debate, digamos que o número de viciados se multiplique depois de uma legalização completa. Isso criaria uma enorme oportunidade de mercado.”

    No Brasil, onde não há liberdade econômica, essa demanda seria estatizada, já imaginem com quais resultados.

    * * *

  63. LUCAS GONCALVES DE SOUZA

    Amigo, não precisa aceitar o comentário. Só queria saber se o título do texto está correto? Não seria “descriminalização” ao invés de “descriminação”?

    Agradecido.

  64. E como ficaria os fumantes passivos? Aquelas pessoas que não querem fumar, mas são obrigadas passivamente, não é um tipo de agressão? Como resolver?

  65. O problema é que a argumentação contra é abstrata e complexa, ela não tem “gás” pra competir contra um simples “o indivíduo é livre pra usar seu corpo da maneira que quiser”. A coesão social é dada por indivíduos que seguem um conjunto (ou arcabouço) de normas morais e contratos não escritos que são respeitados (fatos sociais, como usar roupas ou não cagar na rua).

    Entorpecentes em geral enfraquecem essa coesão social, pois ela é baseada em contratos racionais e contratos racionais não podem ser ponderados em mentes alteradas da racionalidade.

    Nós poderíamos debater por longas horas sobre Platão, legado de Vênus, Babilônia e decadência ética e moral, mas no fim o que vai ficar impresso no subconsciente coletivo é o chavão e as palavras de ordem “legalize já”, “meu corpo, minhas regras” dentre outros.

    Mas em resumo (que é fácil de ser contestado, pois não é um chavão com um fim em si mesmo): a coesão social se torna mais fraca e uma sociedade moralmente e quimicamente fraca está aberta para a injustiça e ao controle.

  66. WAGNER PESSOA LIMA

    Como a família pode ajudar na prevenção do uso de drogas?

    blog.viversemdroga.com.br/como-a-familia-pode-ajudar-na-prevencao-do-uso-de-drogas/

  67. Os libertários não podem ter direito a propostas de legislação global como esta.

    Porque defendem o fim do estado, a única instituição que existe, precisamente, para instituir legislação global.

    Os libertários querem entregar a soberania aos “proprietários” isto é, aos ricos. Ainda por cima fraccionando-a em milhões de parcelas. Cada proprietário de um bairro ou rua, ou de partes dlas, teria a sua “lei”. Estando totalmente dependente dos caprichos dos ricos locais.

    O que signfica que em diferentes parcelas do mesmo bairro ou rua o consumo de drogas podia ser totalmente livre ou sujeito até a pena de morte, consoante o capricho dos ricaços locais.

  68. Interessante os argumentos mas discordo que o consumo de drogas só faz mal a si mesmo. O individuo drogado comete crimes, tanto para obter grana para comprar mais drogas como pelo estado em que se encontra de ébrio. Outra, ao se drogar e se viciar ele reduz a própria produtividade, afetando o trabalho e a economia do país, quando falta ao serviço. Também, por estar viciado, acaba ficando doente e lotando o sistema de saúde gerando gasto público, ou seja, além de deixar de ser um elemento produtivo para a sociedade ainda gera custos em seu tratamento bancado por todos nós que pagamos impostos, e do imposto não podemos nos livrar já que nos é roubado nas fontes de consumo e renda. Sendo assim, concluo que o consumo de drogas não afeta ou prejudica apenas o individuo consumidor mas toda a sociedade.

  69. Prezados,

    O debate sobre a descriminalização das drogas é importante e oportuno. Talvez pudéssemos comparar os resultados obtidos em outros países, pensei em Holanda, Uruguai e Canadá. Seria possível extrapolar os resultados deles para o Brasil? Na prática, quais seriam as vantagens e as desvantagens desta mudança? Certamente, a política da “guerra às drogas”, liderada pelos EUA, não resolveu o problema. Como a famigerada “lei seca” não resolveu o problema do álcool, uma droga legal que mata MUITO MAIS que as drogas ilegais (cocaína, crack etc.). Mas eu me pergunto se a descriminalizacao, pura e simples, resolve o problema? Nunca usei e nem tive vontade de usar drogas, se um adulto, responsável, quiser ir à um café cannabis e fumar seu baseado o problema é DELE e só dele. Como o bebum que vai ao bar da esquina tomar todas e volta carregado para casa. Mas é interessante especular sobre como essa mudança radical afetaria o crime organizado e as internações de viciados nas clínicas de tratamento.

  70. Gostaria que alguém sanasse duas dúvidas minha!

    1) Se liberamos as drogas, como ficariam os hospitais ? Porque se liberadas, as chances de haver pessoas indo parar nos hospitais por conta delas, é grande! Sendo assim como ficaria ? Devemos deixar os hospitais lotarem de gente por conta disso e foda-se ?

    Lembrando que quero muito entender! Sou recém libertário, e tenho muito a aprender ainda!

    2) Com a liberação, o número de pessoas que usam drogas pode saltar. E como sabemos, pessoas alcoólatras, são mais violentas, tendem a ser mais violentas, pois saem de seu estágio racional! E drogas que dão mais adrenalina podem dar um efeito ainda mais forte! Então, em questão da violência, assim como acontece com o álcool, como isso seria resolvido ?

    Aguardo respostas!

  71. Uma pequena dúvida:

    Dizer que o fato do Estado tentar dissecar o consumo de drogas através da lei, fomenta mais o tráfico, e como consequência gera mais vítimas do que se liberadas, este mesmo raciocínio não seria aplicável no quesito de que se não houvesse lei, o número de homicídios também baixaria?

  72. A liberdade plena exige responsabilidade plena. Se as drogas forem liberadas, a pena de morte deve ser implantada. A maior parte da violência é provocada pelo consumidor sem recursos que rouba e pratica latrocínio para obter recurso para financiar o vício. A simples liberação de cultivo caseiro de maconha para consumo próprio já reduziria drasticamente a violência nas ruas. Mas os defensores da descriminalização das drogas estão mesmo de olho é nos lucros dos futuros negócios de drogas, de armas ou de segurança.

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