Nota da edição:
O artigo a seguir é a terceira parte do ensaio Repensando Churchill do historiador libertário Ralph Raico. No texto, existe uma crítica contundente que desmistifica Winston Churchill, retratando-o não como um herói, mas como um político oportunista viciado em guerras.
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Primeira Guerra Mundial
Em 1911, Churchill tornou-se Primeiro Lorde do Almirantado e, então, estava verdadeiramente em seu habitat natural. Naturalmente, rapidamente se alinhou aos partidários da guerra e, durante as crises que se seguiram, ajudou a inflamar o clima belicista. Quando a crise final chegou, no verão de 1914, Churchill foi o único membro do gabinete a apoiar a guerra desde o início, com toda a sua energia habitual. Asquith, seu próprio Primeiro-Ministro, escreveu a seu respeito: “Winston muito belicoso e exigindo mobilização imediata…. Winston, que está totalmente em clima de guerra, anseia por um combate naval nas primeiras horas da manhã que resulte no afundamento do Goeben. Tudo isso me enche de tristeza”1.
Na tarde de 28 de julho, três dias antes da invasão alemã da Bélgica, ele mobilizou a Home Fleet britânica, a maior concentração de poder naval na história do mundo até então. Como escreveu Sidney Fay, Churchill ordenou que:
“A frota deveria avançar durante a noite em alta velocidade e sem luzes através do Estreito de Dover, de Portland até sua base de combate em Scapa Flow. Temendo submeter essa ordem ao gabinete, receoso de que pudesse ser considerada uma ação provocativa capaz de prejudicar as chances de paz, o Sr. Churchill informou apenas o Sr. Asquith, que prontamente deu sua aprovação”2.
Não é de admirar que, quando a guerra com a Alemanha eclodiu, Churchill, em contraste até mesmo com outros líderes partidários da guerra, estivesse sorridente, tomado por um “entusiasmo radiante”3.
Desde o início das hostilidades, Churchill, como chefe do Almirantado, teve papel fundamental no estabelecimento do bloqueio de fome contra a Alemanha. Esse foi provavelmente o instrumento mais eficaz utilizado por qualquer um dos lados em todo o conflito. O único problema era que, segundo a interpretação do direito internacional adotada por todos — exceto pela Grã-Bretanha —, ele era ilegal. O bloqueio não era “de proximidade”, mas dependia da dispersão de minas, e muitos dos bens considerados contrabando — por exemplo, alimentos destinados a civis — jamais haviam sido classificados dessa forma antes4. No entanto, ao longo de toda a sua carreira, o direito internacional e as convenções pelas quais os homens tentaram limitar os horrores da guerra nada significaram para Churchill. Como um historiador alemão comentou francamente, Churchill estava disposto a quebrar as regras sempre que a própria existência de seu país estivesse em jogo e “para ele esse era, com muita frequência, o caso”5.
O bloqueio de fome teve algumas consequências bastante desagradáveis. Cerca de 750.000 civis alemães sucumbiram à fome e a doenças causadas pela desnutrição. O efeito sobre aqueles que sobreviveram foi, talvez, igualmente assustador à sua maneira. Um historiador do bloqueio concluiu: “a juventude vitimada [da Primeira Guerra Mundial] viria a se tornar a mais radical adepta do nacional-socialismo”6. Também foram complicações decorrentes do bloqueio britânico que acabaram por fornecer o pretexto para a decisão de Wilson de entrar na guerra em 1917.
Ainda não está claro se Churchill de fato organizou o afundamento do Lusitania em 7 de maio de 19157. Uma semana antes do desastre, ele escreveu a Walter Runciman, presidente do Ministério do Comércio, afirmando que era “da maior importância atrair a navegação neutra para nossa costa, na esperança, sobretudo, de envolver os Estados Unidos em um conflito com a Alemanha”8. Muitas pessoas bem posicionadas na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos acreditavam que o afundamento do Lusitania pelos alemães levaria os Estados Unidos a entrarem na guerra.
O mais recente estudioso do tema é Patrick Beesly, cujo Room 40 é uma história da Inteligência Naval britânica na Primeira Guerra Mundial. O relato cuidadoso de Beesly é ainda mais convincente por ir contra a inclinação das suas próprias crenças pessoais. Ele aponta que o Almirantado britânico estava ciente de que o Comando de U-boats alemão havia informado aos capitães de submarinos em alto-mar sobre as partidas do Lusitania, e que o submarino responsável pelo afundamento de dois navios nos dias anteriores estava presente nas proximidades de Queenstown, na costa sul da Irlanda, no trajeto que o Lusitania deveria seguir. Não há registro sobrevivente de qualquer aviso específico ao Lusitania. Nenhum destroyer de escolta foi enviado para acompanhar o navio até o porto, nem qualquer um dos destroyers prontamente disponíveis recebeu instruções para procurar o submarino. De fato, “nenhuma medida eficaz foi tomada para proteger o Lusitania”. Beesly conclui:
“a menos e até que novas informações venham à tona, sou relutantemente levado à conclusão de que houve uma conspiração deliberada para colocar o Lusitania em risco, na esperança de que até mesmo um ataque fracassado contra ele levasse os Estados Unidos a entrarem na guerra. Tal conspiração não poderia ter sido executada sem a permissão e aprovação expressas de Winston Churchill”9.
De todo modo, o que é certo é que as políticas de Churchill tornaram o afundamento altamente provável. O Lusitania era um transatlântico de passageiros carregado com munições de guerra; Churchill havia dado ordens aos capitães de navios mercantes, incluindo transatlânticos, para atacarem submarinos alemães caso os encontrassem, e os alemães estavam cientes disso. E, como o próprio Churchill enfatizou em suas memórias da Primeira Guerra Mundial, envolver países neutros em hostilidades contra o inimigo era uma parte crucial da guerra: “Há muitos tipos de manobras na guerra, algumas das quais ocorrem apenas no campo de batalha(…). A manobra que traz um aliado para o campo é tão útil quanto aquela que vence uma grande batalha”10.
Em meio ao conflito sangrento, Churchill era a personificação da energia, a fonte de uma ideia audaciosa após a outra. Às vezes, suas intuições davam certo — ele foi o principal defensor do uso do tanque na Primeira Guerra Mundial —, outras vezes não, como em Gallipoli. A notoriedade desse desastre, que manchou seu nome por anos, levou ao seu afastamento temporário do gabinete em 191511. Sua reação foi típica: a um visitante, disse, apontando para os mapas na parede: “É para isso que eu vivo (…) Sim, minha vida acabou no que diz respeito a tudo que me importa — conduzir a guerra, derrotar os alemães”12.
Nos anos seguintes, Churchill foi sendo transferido de um cargo ministerial para outro. Como Ministro da Guerra — sobre Churchill nessa posição pode-se dizer o que o historiador revisionista Charles Tansill disse de Henry Stimson como Secretário da Guerra: ninguém jamais mereceu tanto esse título — Churchill promoveu uma cruzada para esmagar o bolchevismo na Rússia. Como Secretário das Colônias, mostrou-se disposto a envolver a Grã-Bretanha em uma guerra contra a Turquia por causa do incidente de Chanak, mas o enviado britânico à Turquia não transmitiu o ultimato de Churchill e, ao final, prevaleceram posições mais moderadas13.
Em 1924, Churchill retornou aos Conservadores e foi nomeado Chanceler do Tesouro. Seu pai, no mesmo cargo, ficou conhecido por ter se confundido com as casas decimais: o que eram “aqueles malditos pontinhos”? O ato mais famoso de Winston foi restabelecer o padrão-ouro na Grã-Bretanha na irrealista paridade pré-guerra, prejudicando severamente o comércio de exportação e arruinando a boa reputação do ouro, como foi apontado por Murray N. Rothbard14. Dificilmente alguém hoje discordaria do julgamento de A.J.P. Taylor: Churchill “não compreendia os argumentos econômicos de um lado ou de outro. O que o movia era, mais uma vez, uma devoção à grandeza britânica. A libra voltaria a ‘enfrentar o dólar de igual para igual’; os dias da Rainha Vitória seriam restaurados”15.
Até então, Churchill já estava envolvido na política havia 30 anos, sem muito a apresentar além de certa notoriedade. Sua grande reivindicação à fama na mitologia moderna começa com sua postura dura contra Hitler na década de 1930. Mas é importante perceber que Churchill também manteve uma postura dura em relação à Alemanha de Weimar. Ele denunciou todos os apelos pelo desarmamento aliado, mesmo antes de Hitler chegar ao poder16. Como outros líderes aliados, Churchill vivia uma fantasia prolongada: a de que a Alemanha aceitaria indefinidamente aquilo que considerava as correntes de Versalhes. No fim, aquilo que Grã-Bretanha e França se recusaram a conceder a uma Alemanha democrática, foram obrigadas a conceder a Hitler. Além disso, se muitos não se deram ao trabalho de ouvir quando Churchill vociferava sobre a ameaça alemã iminente, tinham bons motivos. Ele já havia tentado incitar histeria muitas vezes antes: por uma cruzada contra a Rússia bolchevique, durante a Greve Geral de 1926, sobre os supostos perigos mortais da independência da Índia, na crise da abdicação. Por que dar atenção aos seus delírios mais recentes?17
Churchill havia sido um forte defensor do sionismo praticamente desde o início, sustentando que o sionismo desviaria os judeus europeus da revolução social para uma parceria com o imperialismo europeu no mundo árabe18. Agora, em 1936, ele estabeleceu vínculos com o grupo informal de pressão londrino conhecido como The Focus, cujo objetivo era abrir os olhos do público britânico para a grande ameaça, a Alemanha nazista. “A maior parte de seu financiamento vinha de judeus britânicos ricos, como Sir Robert Mond (diretor de várias empresas químicas) e Sir Robert Waley-Cohn, diretor-gerente da Shell, tendo este último contribuído com 50 mil libras”. O The Focus seria útil para ampliar a rede de contatos de Churchill e para impulsionar sua entrada no gabinete19.
Embora fosse deputado conservador, Churchill passou a criticar duramente os governos conservadores, primeiro o de Baldwin e depois o de Chamberlain, por sua suposta cegueira diante da ameaça nazista. Ele exagerou enormemente a extensão do rearmamento alemão, por mais significativo que este fosse, e distorceu seu propósito ao insistir na produção alemã de bombardeiros pesados. Isso nunca foi uma prioridade alemã, e as afirmações de Churchill tinham como objetivo demonstrar um suposto plano alemão de atacar a Grã-Bretanha, algo que nunca esteve entre as intenções de Hitler. Nesse período, Churchill promoveu intensamente a Grande Aliança20, que incluiria Grã-Bretanha, França, Rússia, Polônia e Tchecoslováquia. Como os poloneses, tendo quase sido conquistados pelo Exército Vermelho em 1920, rejeitavam qualquer coalizão com a União Soviética, e como o único acesso dos soviéticos à Alemanha se dava através da Polônia, o plano de Churchill era inviável.
Ironicamente — considerando que isso se tornaria um dos pilares de sua fama futura — sua insistência alarmista sobre o perigo alemão foi mais uma posição da qual Churchill recuou. No outono de 1937, ele declarou:
“Há três ou quatro anos eu mesmo fui um alarmista estridente (…). Apesar dos riscos inerentes a qualquer previsão, declaro minha convicção de que uma grande guerra não é iminente, e ainda acredito que há uma boa chance de que nenhuma grande guerra ocorra durante o período que estivermos vivos (…). Não vou fingir que, se tivesse de escolher entre o comunismo e o nazismo, eu escolheria o comunismo”21.
Apesar de todo o palavrório sobre a “clarividência” de Churchill durante a década de 1930 ao se opor aos “apaziguadores”, no fim das contas a política do governo Chamberlain — rearmar o mais rapidamente possível, enquanto testava as chances de paz com a Alemanha — era mais realista do que a de Churchill.
A mitologia comum está tão distante da verdade histórica que até mesmo um ardente simpatizante de Churchill, Gordon Craig, sente-se obrigado a escrever:
“Já passou há muito tempo o período em que era possível ver o prolongado debate sobre a política externa britânica na década de 1930 como uma luta entre Churchill, um anjo de luz, combatendo as hesitações de homens incapazes e fracos em posições de poder. Hoje é razoavelmente conhecido que Churchill frequentemente estava mal informado, que suas afirmações sobre a força alemã eram exageradas e suas propostas impraticáveis, e que sua ênfase no poder aéreo era equivocada”22.
Além disso, como um historiador britânico observou recentemente: “Para que conste, vale lembrar que, na década de 1930, Churchill não se opôs à política de apaziguamento em relação nem à Itália nem ao Japão”23. Também vale lembrar que foram os governos britânicos anteriores a Churchill que forneceram os meios com os quais ele foi capaz de vencer a Batalha da Grã-Bretanha. Clive Ponting observou:
“os governos de Baldwin e Chamberlain (…) haviam garantido que a Grã-Bretanha fosse o primeiro país do mundo a implantar um sistema plenamente integrado de defesa aérea, baseado na detecção por radar de aeronaves inimigas e no controle terrestre dos caças (…) a contribuição de Churchill havia sido desprezar o radar quando estava na oposição na década de 1930”24
Este artigo foi originalmente publicado no Mises Institute.
Recomendações de leitura:
Churchill, Hitler e a guerra desnecessária
Repensando Churchill: Churchill como um ícone e Oportunismo e Retórica
Repensando Churchill: Churchill e o “novo liberalismo”
- Herbert Henry Asquith, Memories and Reflections 1852–1927 (London: Cassell, 1928), 2, pp. 7, 21.
↩︎ - Sidney Fay, Origins of the World War, 2nd. rev. ed. (New York: Free Press, [1930] 1966), p. 495. ↩︎
- Lady Violet Asquith, cited in Hart, “The Military Strategist,” p. 182.
↩︎ - C. Paul Vincent, The Politics of Hunger: The Allied Blockade of Germany, 1915–1919 (Athens: Ohio University Press, 1985); veja também Ralph Raico, “The Politics of Hunger: A Review,” Review of Austrian Economics 3 (1988): 253–59.
↩︎ - Aigner, Winston Churchill (1874–1965), pp. 63–64. ↩︎
- Vincent, Politics of Hunger, p. 162. Veja também Peter Loewenberg, “The Psychohistorical Origins of the Nazi Youth Cohort,” American Historical Review 76, no. 5 (December 1971): 1457–1502.
↩︎ - Ver Colin Simpson, The Lusitania (Londres: Penguin, [1972] 1983), que defende a culpa de Churchill; e Thomas A. Bailey e Paul B. Ryan, The Lusitania Disaster: An Episode in Modern Warfare and Diplomacy (Nova York: Free Press, 1975), que tentam ilibá-lo. Ver também Hitchens, Blood, Class, and Nostalgia, pp. 189–90.
↩︎ - Patrick Beesly, Room 40: British Naval Intelligence 1914–18 (San Diego: Harcourt, Brace, Jovanovich, 1982), p. 90.
↩︎ - Ibid., p. 122. Ênfase no original. ↩︎
- Winston Churchill, The World Crisis (New York: Scribner’s, 1931), p. 300. ↩︎
- Sobre a campanha dos Dardanelos, cf. Taylor, “The Statesman”, pp. 21–22: “Assim que Churchill abraçou a ideia, exagerou tanto a facilidade com que ela poderia ser levada a cabo quanto as recompensas que traria. Não houve nenhuma investigação sobre os meios disponíveis. Churchill simplesmente presumiu que os navios de guerra poderiam forçar a passagem pelo estreito sem ajuda. Quando isso falhou, ele presumiu que havia um exército poderoso disponível para Gallipoli e presumiu também que essa península inóspita não apresentava obstáculos militares formidáveis. Além disso, ele presumiu também que a queda de Constantinopla infligiria um golpe mortal à Alemanha. Todas essas suposições estavam erradas”.
↩︎ - Hughes, Winston Churchill: British Bulldog, p. 78. ↩︎
- James, “Churchill the Politician,” p. 93.
↩︎ - Murray N. Rothbard, America’s Great Depression (Princeton, N.J.: Van Nostrand, 1963), pp. 131–37.
↩︎ - Taylor, “The Statesman,” p. 27.
↩︎ - Aigner, Winston Churchill (1874–1965), pp. 100–3. Em relação à conferência de desarmamento de Genebra de 1931–32, Churchill expressou a mesma posição anti alemã que viria a defender mais tarde: a Alemanha ressurgiria. Aigner considera que isso decorre da filosofia darwinista social de Churchill.
↩︎ - Goronwy Rees, “Churchill in der Revision,” Der Monat, Nr. 207 (Fall 1965): 12.
↩︎ - Por exemplo, no ensaio de Churchill de fevereiro de 1921, “Sionismo versus Bolchevismo”; ver Aigner, Winston Churchill (1874–1965), p. 79. Ver também Oskar K. Rabinowicz, Winston Churchill on Jewish Problems: A Half Century Survey, publicado pelo Congresso Judaico Mundial, Seção Britânica (Londres: Lincolns-Prager, 1956); e N. A. Rose, The Gentile Zionists: A Study in Anglo—Zionist Diplomacy, 1929–1939 (Londres: Cass, 1973). No início, Churchill compartilhava da visão corrente entre muitos direitistas da época, de que o bolchevismo era um fenômeno “judaico”: ele se referia aos líderes vermelhos como “esses conspiradores semitas” e “comissários judeus”. Norman Rose, Churchill: The Unruly Giant, p. 180.
↩︎ - John Charmley, Chamberlain and the Lost Peace (Londres: Hodder and Stoughton, 1989), p. 55. Ver também Irving, Churchill’s War, pp. 54–65, 67–68 e 82–83. O nome completo do grupo era Focus for the Defence of Freedom and Peace. Para uma história, ver Eugen Spier, Focus. A Footnote to the History of the Thirties (Londres: Oswald Wolff, 1963). Em março de 1937, após um almoço com Churchill, Spier chegou à conclusão de que “o destino o havia destinado a se tornar o destruidor do hitlerismo”. (Ibid., p. 112) Em outubro de 1937, um representante do Focus, H. Wickham Steed, visitou o Canadá e os Estados Unidos. Entre aqueles que ele considerou “dispostos a seguir a linha do Focus” estavam Roosevelt, Cordell Hull e Arthur Sulzberger, proprietário do New York Times. Em Nova York, Steed discursou no Conselho de Relações Exteriores. Outros com quem Steed se reuniu incluíram os financistas Bernard Baruch e Felix Warburg. (Ibid., pp. 124–25.) Sobre a Focus, bem como outros fatores que influenciaram a opinião pública britânica em relação à Alemanha na década de 1930, ver Dietrich Aigner, Das Ringen um England. Das deutsch-britische Verhältnis. Die öffentliche Meinung 1933–1939, Tragödie zweier Völker (Munique/Esslingen: Bechtle, 1969). ↩︎
- Aigner, Winston Churchill (1874–1965), p. 105–6; veja também Irving, Churchill’s War, pp. 38–40, 44–45, 78–79.
↩︎ - Hart, “The Military Strategist,” p. 204.
↩︎ - Craig, “Churchill and Germany,” p. 35. ↩︎
- Donald Cameron Watt, “Churchill and Appeasement,” em Churchill, Blake and Louis, eds., p. 214.
↩︎ - Ponting, Churchill, p. 464. ↩︎