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Churchill, Hitler e a guerra desnecessária

Nota da edição:

O artigo a seguir foi retirado de um trecho do livro  Churchill, Hitler e a “Guerra Desnecessária”: Como a Grã-Bretanha perdeu seu império e o Ocidente perdeu o mundo, de Pat Buchanan. As informações trazidas são importantes para que possamos sempre questionar o endeusamento de figuras históricas.

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A Europa, o continente-mãe do Ocidente, está hoje em decadência e morrendo, incapaz de sustentar as taxas de fecundidade necessárias para manter o continente vivo, ou para resistir à conquista estrangeira de uma invasão de imigrantes oriundos do Terceiro Mundo.

O que houve com as nações que, há apenas um século, controlavam o mundo?

Em meu livro Churchill, Hitler and ‘The Unnecessary War’: How Britain Lost Its Empire and the West Lost the World (Churchill, Hitler e a “Guerra Desnecessária”: como a Grã-Bretanha perdeu seu império e o Ocidente perdeu o mundo), argumento que foram os colossais erros de estadistas britânicos, sendo Winston Churchill o principal deles, que transformaram duas guerras europeias em guerras mundiais que ainda se comprovarão as responsáveis pelas feridas mortais do Ocidente.

Como tudo começou

O primeiro erro grotesco começou com uma decisão secreta do Gabinete Nacional britânico, em 1906, de que mandaria o exército britânico cruzar o Canal da Mancha para lutar em qualquer guerra franco-germânica que porventura viesse a ocorrer.  Tivesse o Kaiser sabido de antemão que o Império Britânico lutaria ao lado da França, ele teria tomado ações mais decisivas do que as que de fato tomou para evitar que o continente mergulhasse na guerra em julho de 1914.

Caso a Grã-Bretanha não tivesse declarado guerra à Alemanha em 1914, Canadá, Austrália, África do Sul, Nova Zelândia e Índia não teriam seguido a metrópole.  Tampouco o Japão, aliado da Grã-Bretanha.  Tampouco a Itália, a quem Londres seduziu com propinas secretas, prometendo territórios dos impérios Otomano e de Habsburg. Tampouco teriam os Estados Unidos ido para a guerra caso a Grã-Bretanha tivesse se mantido fora.  A Alemanha teria vencido a guerra, talvez em poucos meses.  Como consequência, não haveria Lênin, nem Stalin, nem Tratado de Versalhes, nem Hitler e nem Holocausto.  O leninismo e o stalinismo jamais teriam triunfado na Rússia e Hitler jamais teria chegado ao poder na Alemanha.

Churchill foi o mais belicoso defensor da entrada da Grã-Bretanha na guerra europeia de 1914.  Mas o fato é que o Kaiser Wilhelm II, neto da Rainha Vitória e sobrinho do Rei Eduardo VII, nunca quis uma guerra com a Grã-Bretanha (em 1910, ele marchou no funeral do Rei Eduardo — utilizando um uniforme de marechal britânico).

A argumentação tradicional em prol da intervenção da Grã-Bretanha é que ela tinha de interromper o militarismo prussiano, “pois as políticas do Kaiser demonstravam que ele queria fazer guerra ao redor de todo o globo”, escreveu Christopher Hitchens, criticando meu livro.

Mas isso é tolice.  Se o Kaiser estivesse procurando alguma guerra, ele certamente já a teria achado.  O fato é que, em 1914, ele já estava no poder havia 25 anos, já estava na meia-idade e jamais havia lutado uma só guerra ou criado uma só batalha.

De Waterloo até a Primeira Guerra Mundial, a Prússia lutou três guerras, todas elas em um período de sete anos, de 1864 a 1871.  Como resultado destas guerras, ela adquiriu dois ducados, Schleswig e Holstein, e duas províncias, Alsácia e Lorena.  Em 1914, a Alemanha não entrava em uma guerra fazia já duas gerações.

Isso parece uma postura de quem quer conquistar o mundo?

Quanto ao belicoso apoio do Kaiser aos Bôeres, sua incitação da Crise de Agadir em 1905, sua construção de uma grande frota, e sua busca por colônias na África, ele estava apenas macaqueando os britânicos, cuja aprovação e amizade ele desesperadamente procurou durante toda a sua vida e a qual sempre lhe foi negada.

Em todas as crises em que o Kaiser se meteu, incluindo seu insensato “cheque em branco” dado à Áustria após assassinos sérvios matarem o herdeiro do trono austríaco, ele ou recuou ou tentou recuar quando a guerra finalmente eclodiu.

Mesmo Churchill, que antes de 1914 acusava o Kaiser de querer “dominar o mundo”, admitiu que “a história deverá … absolver Wilhelm II da acusação de ter tramado e planejado a Primeira Guerra Mundial”.

O Tratado de Versalhes e novas trapalhadas 

Em 1918, após a derrota, a Alemanha aceitou um armistício obedecendo aos Quatorze Pontos de Woodrow Wilson, renunciou às armas e se desfez de sua Frota de Alto-Mar.

Entretanto, uma vez desarmada, a Alemanha não só foi submetida a sanções e bloqueios que geraram fome entre seus cidadãos, como também lhe foi negado o direito de pescar no Mar Báltico.  Além disso, ela viu todas as suas colônias e propriedade privada serem confiscadas por imperialistas britânicos, franceses e japoneses, em explícita violação dos 14 Pontos de Wilson.

O que nos leva ao segundo erro grotesco: o Tratado de Versalhes, o qual adicionou um milhão de milhas quadradas ao Império Britânico ao mesmo tempo em que consignou milhões de alemães, austríacos e húngaros à Bélgica, à França, à Itália, à Servia, à Tchecoslováquia, à Romênia, à Polônia e à Lituânia, violando totalmente o princípio da autodeterminação, os termos do armistício e os 14 Pontos. 

A Alemanha foi fatiada pela metade, desmembrada, desarmada, onerada com uma dívida impagável e forçada, sob a ameaça de novas invasões e bloqueios, a confessar que ela, sozinha, havia sido moralmente responsável pela guerra e por toda a sua devastação — o que é uma mentira, como bem sabem os Aliados.

Onde Hitler nasceu?  Em Versalhes, é claro.

Já em 1920, o próprio Churchill estava exortando a Grã-Bretanha a revisar Versalhes, a trazer a Alemanha para o campo aliado e a intervir na guerra civil russa — contra Lênin e Trotsky.

O terceiro erro grotesco foi a decisão britânica de capitular às exigências americanas em 1921 e dispensar os japoneses, que haviam sido seus fieis aliados por 20 anos.  Tókio se vingou, 20 anos depois, infligindo a maior derrota da história britânica: a entrega de Cingapura e a rendição de um exército de 80.000 soldados britânicos perante um exército japonês que tinha a metade do tamanho.  Churchill corretamente se referiu ao episódio como “o pior desastre e a maior capitulação da história britânica.”

O quarto erro grotesco, o qual Neville Chamberlain rotulou de “o pleno verão da loucura”, foi a decisão, em 1935, de punir a Itália por causa de sua guerra colonial na Etiópia.  Londres rasgou as resoluções da Conferência de Stresa, declaração firmada entre Grã-Bretanha, França e Itália, e que Mussolini havia criado para conter a intenção de rearmamento da Alemanha.  Tal atitude empurrou Mussolini diretamente para os braços de um ditador nazista que ele desprezava.

Em 1936, a França sondou os britânicos para saber se eles apoiariam uma investida para empurrar as tropas alemãs para fora da Renânia, a qual havia sido ocupada por Hitler em violação ao Tratado de Versalhes.  Os britânicos se recusaram.  E Churchill congratulou a França por levar a questão à Liga das Nações, e disse que a solução ideal seria que os nazistas se retirassem voluntariamente da Renânia, mostrando assim para o mundo que Hitler respeitava a santidade dos tratados.

O Acordo de Munique, 1938

Munique, setembro de 1938, foi um desastre.  Mas foi uma consequência direta, se não inevitável, de um Tratado de Versalhes que havia consignado 3,5 milhões de alemães dos Sudetos (alemães da região no norte da Tchecoslováquia que queriam estar sob domínio alemão) ao domínio dos tchecos, contra sua vontade e em violação do princípio da autodeterminação.  

No dia 30 de setembro de 1938, Chamberlain transferiu por assinatura a região dos Sudetos para a Alemanha em vez de lutar para manter 3,5 milhões de alemães sob o domínio tcheco, algo que havia sido imposto a eles pela Conferência de Paz de Paris em clara violação ao princípio da autodeterminação estabelecido por Wilson.

Por que a Grã-Bretanha não protestou e cedeu alegremente todo o território tcheco para Hitler?

Porque a Grã-Bretanha não tinha nenhuma aliança com Praga, e Chamberlain “não dava a mínima” para quem controlaria os Sudetos.  Adicionalmente, a Grã-Bretanha não tinha um exército para mandar para a região, não tinha divisões para mandar para a França, não tinha Spitfires, não tinha o apoio dos EUA ou de suas colônias, e não tinha aliados, exceto a França, a qual havia sido alertada que, caso houvesse guerra, os EUA não entregariam os aviões que a França havia comprado.

A neutralidade dos EUA proibia tal ato.

Em seus encontros com Chamberlain, Hitler havia alertado que a Polônia e a Hungria também reivindicariam terras antigas que haviam sido entregues aos tchecos pela Conferência de Paz de Paris em 1919.

Ato contínuo, após o Acordo de Munique, Varsóvia anexou uma área da cidade de Teschen (Cieszyn, em polonês), rica em carvão, na qual viviam dezenas de milhares de poloneses.  A Hungria, após a Arbitragem de Viena de 2 de novembro de 1938, recuperou terras na Eslováquia e na Rutênia, onde os húngaros eram a maioria e que havia estado sob o controle de Budapeste até 1919.

Nem a Grã-Bretanha e nem a França ofereceram resistência a estas revisões de fronteiras.

Em março de 1939, a Tchecoslováquia começou a se esfacelar.

No dia 10 de março, para esmagar uma revolta eslovaca que buscava sua independência, o presidente tcheco Emil Hacha removeu o primeiro-ministro eslovaco Monsenhor Josef Tiso, ocupou Bratislava e estabeleceu um regime pró-Praga.

No dia 11 de março, Tiso foi a Viena e pediu ajuda a Berlim.

No dia 13 de março, Tiso se encontrou com Hitler.  O Führer exortou Tiso a declarar independência imediatamente, pois, caso não o fizesse, a Alemanha não iria interferir no processo de reanexação da Eslováquia pela Hungria.  Budapeste estava movendo suas tropas para a fronteira.

No dia 14 de março, a Eslováquia declarou sua independência.  A Rutênia fez o mesmo logo em seguida, dissolvendo o que restava da Tchecoslováquia.

Miklós Horthy, regente da Hungria, foi informado por Hitler que ele poderia reanexar a Rutênia, mas tinha de se manter longe da Eslováquia.  Ato contínuo, Horthy ocupou a Rutênia.

Emil Hacha pediu uma reunião com Hitler para tentar conseguir a mesma garantia de independência que a Eslováquia havia conseguido.  Mas Hitler ameaçou Hacha, obrigando-o a transformar o que restou da Tchecoslováquia em um protetorado da Alemanha.

Assim, seis meses após Munique, os alemães da Tchecoslováquia estavam onde queriam estar, sob domínio alemão.  Os poloneses estavam sob domínio polonês.  Os húngaros estavam sob domínio húngaro.  E os eslovacos, sob domínio eslovaco em sua nova nação.

Porém, 500.000 rutenos estavam novamente sob o domínio de Budapeste, e 7 milhões de tchecos estavam de novo sob domínio alemão — desta vez sob Berlim, e não Viena.

O nacionalismo étnico havia destruído a Tchecoslováquia, assim como havia feito com o Império Habsburgo.  No entanto, nenhum interesse britânico vital estava em perigo.

E embora Hitler, em vez da força, houvesse utilizado apenas de uma brutal diplomacia bismarckiana, Chamberlain havia sido humilhado.  O troféu de sua carreira, o acordo de Munique, era agora motivo de escárnio.

Mas Munique ainda não havia sido o pior dos erros.

Danzig e a garantia à Polônia

Feito de bobo por Hitler, aviltado por seus colegas de Parlamento, incitado por Lord Halifax (Líder da Casa dos Lordes), e enfrentando uma moção de censura, em 31 de março de 1939, Chamberlein cometeu o maior erro da história diplomática da Grã-Bretanha: ele concedeu uma não solicitada garantia de guerra aos coronéis poloneses, membros de um regime neofascista, que haviam acabado de anexar uma parte da Tchecoslováquia — no que contaram com a ajuda de Hitler.

Tendo agora o apoio explícito do Império Britânico — o qual havia garantido que socorreria a Polônia caso a Alemanha atacasse –, e sentindo-se encorajada, Varsóvia passou a se recusar a sequer discutir a devolução de Danzig para a Alemanha.  Danzig (hoje Gdansk) era uma cidade portuária no mar Báltico, sendo que 95% de sua população era formada por alemães.  Até mesmo Chamberlain e vários líderes britânicos achavam que ela deveria ser devolvida à Alemanha.

Hitler não queria uma guerra com a Polônia.  Quisesse ele de fato uma guerra, ele teria exigido a devolução de todo o Corredor Polonês retirado da Alemanha em 1919.  Ele queria Danzig de volta, e queria também ter a Polônia como aliada em seu Pacto Anti-Comintern.  Ele chegou até a aludir à cessão de um território eslovaco para a Polônia, como forma de compensação.  Hitler também não queria guerra com uma Grã-Bretanha que ele admirava e que sempre havia visto como uma aliada natural.

Ele também não queria guerra com a França, caso contrário ele teria exigido a devolução da Alsácia.

Mas Hitler estava em uma posição vulnerável por causa de Danzig e não podia recuar.

Repetidamente, Hitler tentou negociar Danzig.  E repetidamente, os poloneses o repeliram.  Vendo que os Aliados estavam cortejando Josef Stalin, Hitler decidiu fazer um acordo com os abominados bolcheviques e resolver a questão da Polônia à força.

Embora a Grã-Bretanha houvesse prometido ajuda à Polônia, ela nunca de fato teve planos de ajudá-la, nunca teve a intenção de ajudá-la e não faria nada para ajudá-la.  Prometeram aos poloneses uma ajuda militar que não poderiam cumprir — Churchill mais tarde viria a entregar metade da nação para Stalin e a outra metade para os fantoches de Stalin –, e essa promessa solapou a determinação dos poloneses em resistir a Hitler, garantindo assim sua aniquilação. 

No dia 1º de setembro de 1939, o exército alemão cruzou a fronteira polonesa, com seus panzers.  No dia 3 de setembro, mesmo sem nenhuma condição, a Grã-Bretanha e um aflito Neville Chamberlain declararam guerra à Alemanha em defesa da Polônia.

Começou assim a mais horrenda guerra da história, a qual iria levar a Grã-Bretanha à falência e acabar com seu império.  Seis anos depois, 50 milhões de cristãos e judeus haviam sucumbido.  A Grã-Bretanha estava quebrada e falida, e a Alemanha, só ruínas e fumaça.  A Europa havia servido de cenário para o mais aniquilador combate já vivenciado pelo homem, e os civis sofreram horrores ainda piores do que os soldados. 

E em maio de 1945, o Exército Vermelho ocupou todas as grandes capitais da Europa Central: Praga, Berlim, Viena, Budapeste.  Cem milhões de cristãos ficaram sob o domínio da mais bárbara tirania da história: o regime bolchevique comandado pelo maior terrorista de todos, Josef Stalin.

Consequências para a Polônia

Quais foram as consequências para a Polônia de ter confiado na Grã-Bretanha?

Crucificação em cruz nazi-soviética, o massacre de Katyn (22 mil prisioneiros poloneses assassinados em uma floresta), Treblinka e Auschwitz, aniquilação do Exército Nacional, milhões de bravos poloneses mortos, e meio século de terror bolchevique.

E como Churchill honrou o compromisso da Grã-Bretanha com a Polônia?

Em suas viagens a Moscou, Churchill intimidou o primeiro-ministro polonês a ceder para Stalin aquela metade do seu país que Stalin havia conseguido por meio de seu pacto satânico com Hitler (Pacto Molotov-Ribbentrop), e aquiesceu às demandas de Stalin pela anexação das repúblicas bálticas e o subsequente domínio bolchevique de uma dúzia de nações do Leste Europeu e da Europa Central.

Cinquenta milhões de mortos depois, qual foi o resultado?  Stalin — cujo número de vítimas em 1º de setembro de 1939 já era 1.000 vezes maior que as de Hitler — não apenas ocupou a Polônia, pela qual a Grã-Bretanha foi à guerra, mas também toda a Europa cristã que ia até o rio Elba.

Um pacto Hitler-Stalin, seis anos de guerra com milhões de mortos, a Europa em ruínas, o Império Britânico esfacelado, 10 nações europeias sob o jugo bárbaro de Stalin e meio século de Guerra Fria.  Caso não tivesse havido a garantia britânica à Polônia, poderia não ter havido uma guerra, uma invasão nazista da Europa Ocidental e um Holocausto.

Churchill estava certo quando disse a Franklin Delano Roosevelt, em dezembro de 1941, que tudo havia sido uma “Guerra Desnecessária”; e estava certo de novo, em 1948, quando escreveu que, com Stalin, o mundo agora enfrentava “perigos ainda piores” do que com Hitler.

Por que a Grã-Bretanha fez isso?

Afinal, por que a Grã-Bretanha concederia uma não solicitada garantia de guerra para uma junta de coronéis poloneses, dando a eles o poder de arrastar os britânicos para uma segunda guerra contra a nação mais poderosa da Europa?

Havia sido uma atitude sábia declarar uma guerra mundial contra a nação mais forte da Europa apenas por causa de uma cidade, Danzig, cuja reivindicação pela Alemanha era, segundo o próprio primeiro-ministro britânico, justa?  Danzig valia uma guerra?  Ao contrário dos 7 milhões de cidadãos de Hong Kong que foram entregues pelos britânicos a Pequim contra sua vontade, os cidadãos de Danzig estavam clamando para voltar para a Alemanha.

A resposta comumente dada a essa pergunta é: a garantia de guerra não tinha nada a ver com Danzig, e tampouco com a Polônia.  Tudo fazia parte do imperativo moral e estratégico de “parar Hitler” após ele ter demonstrado, ao rasgar o pacto de Munique (junto com toda a Tchecoslováquia), que estava determinado a conquistar o mundo.  E esta besta nazista não poderia ter essa liberdade.

Se isso for verdade, é um ponto justo.  Afinal, os americanos estavam preparados para usar bombas atômicas para manter o Exército Vermelho longe do Canal da Mancha.  Porém, onde está a evidência de que Adolf Hitler, cujas vítimas em março de 1939 eram apenas uma fração das do general Pinochet, ou das de Fidel Castro, estava determinado a conquistar o mundo? 

Após o Acordo de Munique em 1938, a Tchecoslováquia de fato se esfacelou e se desintegrou, como relatado no início deste texto.  Por mais repugnante que tenha sido tal acontecimento, a pergunta persiste: como é que esta dissolução da Tchecoslováquia manifesta um ímpeto hitlerista de conquistar o mundo?

A típica resposta é: se a Grã-Bretanha não tivesse dado a garantia de guerra, e se ela não tivesse de fato ido à guerra, após a desintegração da Tchecoslováquia seria a vez da Polônia, e depois da Rússia, depois da França, depois da Grã-Bretanha, e então dos Estados Unidos.

E todos nós estaríamos falando alemão hoje.

Mas será mesmo?

Hitler realmente queria uma Guerra?

Se Hitler estava determinado a conquistar o mundo — Grã-Bretanha, África, Oriente Médio, Estados Unidos, América do Sul, Índia, Ásia, Austrália –, então por que ele gastou três anos construindo aquela enormemente cara Linha Siegfried para isolar a Alemanha e protegê-la contra um ataque França?  Por que ele começou a guerra sem ter embarcações de superfície, sem ter transportes para as tropas e tendo apenas 29 submarinos?  Como você conquista o mundo tendo apenas uma marinha incapaz de sair do Mar Báltico?

Se Hitler queria o mundo, por que ele não construiu bombardeiros estratégicos?  Por que ele se contentou apenas com Dorniers e Heinkels de dois motores que não tinham autonomia nem para chegar à Grã-Bretanha partindo da Alemanha?

Por que ele deixou o exército britânico chegar até Dunquerque [porto no norte da França]?

Por que ele ofereceu um acordo de paz aos britânicos duas vezes: a primeira, após a Polônia ter sido dominada; a segunda, após a invasão da França e a Batalha de Dunquerque?

Por que, quando invadiu Paris, Hitler não exigiu que lhe entregassem a frota francesa, dado que os Aliados haviam exigido e confiscado a frota do Kaiser em 1918?  Por que ele não exigiu as bases controladas pelos franceses na Síria, de onde ele poderia atacar Suez?  Por que ele implorou a Benito Mussolini para que este não atacasse a Grécia?

Porque Hitler queria acabar com a guerra em 1940, quase dois anos após os pelotões terem começado a se movimentar.

Hitler nunca quis uma guerra contra a Polônia, mas sim uma aliança com ela, como a que ele tinha com a Espanha de Francisco Franco, a Itália de Mussolini, a Hungria de Miklos Horthy e a Eslováquia de Monsenhor Josef Tiso.

Antes de a Grã-Bretanha declarar guerra contra ele, Hitler jamais havia exigido a devolução de nenhum terreno alemão perdido para o Ocidente em decorrência de Versalhes.  Schleswig havia sido dado para a Dinamarca em 1919, Eupen e Malmedy para a Bélgica, e Alsácia e Lorena para a França.  Por que ele não exigiu estes terrenos de volta?  Porque ele estava em busca de uma aliança, ou ao menos de uma amizade com a Grã-Bretanha, e sabia que qualquer medida contra a França significaria guerra contra a Grã-Bretanha.

Com efeito, por que ele iria querer guerra se, em 1939, ele estava cercado de vizinhos aliados, amigáveis ou neutros, exceto a França?  E ele já havia descartado a Alsácia, pois reconquistar a Alsácia significaria guerra com a França, e isso, por sua vez, significaria guerra com a Grã-Bretanha, cujo império ele admirava e a quem ele sempre buscou como aliada.

Em março de 1939, Hitler nem sequer fazia fronteira com a Rússia.  Como poderia ele, portanto, invadir a Rússia?

Holocausto e invasão da Rússia

Que Hitler era um furioso antissemita é algo inegável.  “Mein Kampf” está impregnado de antissemitismo.  As Leis de Nuremberg confirmam isso.  Porém, durante os seis anos anteriores à Grã-Bretanha ter declarado guerra, não houve nenhum Holocausto, e nos dois anos após o início da guerra, também não houve Holocausto.

Foi só no início de 1942, quando ocorreu a Conferência de Wannsee, que a Solução Final foi discutida.

Tal conferência só foi convocada após o avanço de Hitler na Rússia ter sido interrompido, ele ter declarado guerra aos EUA e ter percebido que o seu fim era inevitável.  Foi só então que começou o Holocausto.

E por que Hitler invadiu a Rússia?  Em meu livro, repito pelo menos dez vezes a citação de Hitler na qual ele afirma que apenas derrotando a Rússia é que ele poderia convencer a Grã-Bretanha de que ela não seria capaz de vencê-lo e que, com isso, a guerra deveria ser finalizada.

Christopher Hitchens ridicularizou esta ideia, invocando a surrada teoria da loucura de Hitler:

Poderia haver melhor definição de desequilíbrio mental e megalomania do que o exemplo de um ditador que rejeita os conselhos de seus próprios generais e decide invadir a Rússia no inverno?

Meu caro Christopher, Hitler invadiu a Rússia no dia 22 de junho.

O Holocausto não foi uma das causas da guerra, mas sim uma de suas consequências.  Não houvesse guerra, não haveria holocausto.

A Grã-Bretanha foi à guerra contra a Alemanha para salvar a Polônia.  Mas ela não salvou a Polônia.  Ela apenas perdeu seu império.  E Josef Stalin, cujo número de vítimas excedia as de Hitler em mais de mil vezes ainda em setembro de 1939, e que havia se juntado a Hitler no estupro da Polônia, terminou tiranizando não apenas toda a Polônia, como também todas as nações cristãs que iam dos Urais até o Elba.

Conclusão

Churchill foi o indispensável líder de guerra que conseguiu se segurar até o momento em que Hitler cometeu seus dois erros fatais: invadir a Rússia e declarar guerra aos EUA.  Ele foi também o principal responsável pela derrocada da Grã-Bretanha, de maior império desde Roma até uma ilha dependente dos EUA. 

A respeito do caráter do regime bolchevista em 1919 e do regime nazista em 1933, ele estava certo.  A respeito do rearmamento britânico, ele também estava certo.  Mas Churchill também se mostrou, com muita frequência, desastrosamente errado.

Ele conduziu o Ocidente a uma descida à sua própria barbárie ao impor sanções e bloqueios à Alemanha em 1914, o que gerou inúmeras mortes por inanição, e lançou ataques aéreos contra cidades abertas em 1940.  Ambas as políticas dizimaram centenas de milhares de mulheres e crianças.

Ele foi também o responsável pelas maiores trapalhadas militares britânicas em duas guerras: o desastre de Dardanelos, em 1915, e o fiasco norueguês de 1940, o qual derrubou Chamberlain e elevou o próprio Churchill ao poder.

Embora tenha criticado duramente Chamberlain por este ter adotado uma posição conciliadora em relação a Hitler, o próprio apaziguamento de Churchill em relação a Stalin durou muito mais tempo e se revelou muito mais grave e custoso, fazendo com que as causas pelas quais a Grã-Bretanha havia sacrificado seu império — a liberdade da Polônia e o impedimento de que uma força hostil dominasse a Europa — tenham sido totalmente em vão.

Não deixa de ser curioso, portanto, observar que ele siga sendo venerado como uma das mais admiradas personalidades do século XX — um feito e tanto, principalmente quando se constata que a carreira de Churchill coincide com o colapso do Império Britânico e a subsequente redução de seu status de preeminência mundial ao de potência de terceira categoria.

A guerra era inevitável?  Não.  Nenhuma guerra é inevitável até o momento em que ela de fato começa.  A guerra foi necessária?  Com a palavra, o próprio Churchill, relatando uma conversa com Roosevelt após Pearl Harbor.

Certo dia, o presidente Roosevelt me disse que ele estava publicamente pedindo sugestões sobre como a guerra deveria ser rotulada.  Eu disse imediatamente: “A Guerra Desnecessária”.  Nunca houve uma guerra mais fácil de ser interrompida do que aquela que simplesmente destruiu o que restava do mundo.

O Império Britânico lutou, sangrou e morreu, e de quebra tornou o Leste Europeu e a Europa Central um ambiente seguro para a expansão do stalinismo.  Não é de se surpreender que Winston Churchill aparentasse tamanha melancolia quando estava mais velho.  Como T.S. Eliot observou, “A humanidade simplesmente não consegue suportar um excesso de realidade.”

Churchill foi um grande homem — à custa da grandeza do seu país.

 

*Este artigo foi originalmente publicado em 31 de janeiro de 2012.

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Nota: as visões expressas no artigo não são necessariamente aquelas do Instituto Mises Brasil.

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154 comentários em “Churchill, Hitler e a guerra desnecessária”

  1. obrigado por republicarem o artigo [3]

    Tenho o costume de copiar os artigos para o Word e ler por lá. Quando terminei de ler esse, eu entrei no site e vi que já não estava mais disponível. “Negativo! Esse ficará salvo!”. Salvei o arquivo do Word e fiquei com esse artigo comigo.

    Achei interessante esse artigo. Claro que a Alemanha desempenha o principal papel na Guerra, mas é interessante ver o inicio da guerra por outro ângulo.

  2. Antes de atacarem e dizer que o Libertarianismo é irreal e tem uma política externa utópica, levem em conta que Pat Buchanan não é Libertário, ele é um conservador da “Old Right”, que hoje é conhecido pelo nome “Paleoconservatism” e se opõem ao crescimento do estado e políticas militaristas, ambas advogadas pelo Neoconservadorismo.

  3. José Ricardo das Chagas Monteiro

    Saudações, novas informações que precisam ser devidamente confrotadas, interessante que não há historiadores interessados na montagem do quadro antes da guerra, as vezes é possível sentir a necessidade de ratificar o holocausto, a guerra.
    Uma coisa está clara, o livro é imperdível.
    Bom artigo.

  4. Já li inúmeros artigos ou livros que falam sobre conflitos entre nações e suas consequências, mas o que eu percebo que eles, os autores, omitem a palavra COMUNISMO quando assim o cabe. Será que querem esconder alguma coisa? Diferente quando se refere ao grande "mal" da humanidade, o CAPITALISMO, esse nós podemos achar livros e artigos falando abertamente. No referido artigo a meu ver caberia muito bem falar abertamente sobre o sistema que matou milhões de pessoas, o COMUNISMO, liderados por Stalin e Lênin. Por que falar abertamente? Infelizmente ainda temos pessoas que acham que o sistema COMUNISTA é uma maravilha. Prova disso são sindicalistas, universitários entre outros que empinam bandeiras COMUNISTAS. Fora isso é um ótimo artigo.

  5. Já havia me pronunciado ser contra a retirada deste artigo.

    Mesmo tendo feito o questinamento  “o que este nazista está fazendo no Mises Brasil?”, que imagino ter sido o motivo pela censura inicial, acho que deveria ter sido mantido após ter sido publicado.

    Da mesma maneira, acho que voltando o artigo, com ele deveriam voltar os comentários feitos na oportunidade.

    Não tendo sido o caso, tento reproduzir o que comentei à época, com alguns complementos.

    Disse que o Pat Buchanan desconsiderou o mal implícito naquelas mentes, que o Império Germânico (o III Reich) era um objetivo claro e, finalmente, que ele, Pat, fazia um olhar blasé ao tratar do Holocausto.

    Da mesma forma que ele culpa Lincoln pela guerra civil americana, comparando-o inclusive ao Kadafi, e não à escravatura reinante no Sul dos EUA, ele culpa os aliados e as vítimas da segregação, pelo militarismo e expancionismo alemão, numa total inversão de valores.

    Agora, porque o Mises traz este artigo até nós? 

    Acredito que a necessidade de defender o não-intervencionismo e o pacifismo motivou esta publicação.

    Acredito que o Instituto se equivocou quando, ao invés de defender que em caso de guerra contra a tirania, mesmo uma das mais cruéis de todas, a nazista, os exércitos devem ser compostos por voluntários e o seu financiamento deve ser feito por doações ou títulos privados que não possam se comunicar com o tesouro público.

    Tratar este assunto por este ângulo me parece muito mais honesto e efetivo do que simplesmente distorcer os fatos ou propor uma visão díspar da realidade.

    Se não foi este o propósito da publicação, peço que expliquem.

  6. “Quanto à intenção do artigo, é dupla: primeiro, desmistificar um pouco toda a idolatria que fazem a Churchill — o homem que entregou a Polônia a Stalin e a Hitler, e, a que tudo indica, é vivamente aplaudido por isso”.

    Acho que você está confundindo com Chamberlain…Churchill desde o início não quis nenhum acordo com Hitler. Foi claro: “Hitler tem que ser contido”. É interessante também citar a posição do “santo” Ludwig von Mises durante esse período, quase sempre “esquecida” por seus asseclas: apoiou vivamente a fascista Frente Patriótica de Engelbert Dolfuss na Áustria.

  7. Leandro, quem postou, e me disse pessoalmente, que o artigo feria os princípios que norteavam a editoria deste instituto foi o Hélio Beltrão. Depois, justificou a retirada por problemas técnicos, sem detalhá-los.

    Não disse que Churchill é meu ídolo, sequer o mencionei no post.

    Disse que Hitler tinha intenção de expandir seu território e instaurar um regime tirânico e assassino.

    Penso que o Holocausto aconteceria de qualquer maneira, dado o forte antissemitismo de Hitler e a implícita maldade de sua índole.

    Disse que há guerras que são necessárias como retaliação contra as tiranias.

    E disse ser contra o recrutamento obrigatório e o uso de verbas públicas.

    Passados 60 anos ainda há gente que diz não ter ocorrido o Holocausto.

    Cada um pode pintar o alvo em torno da flexa para dizer que acertou na mosca.

    Neste caso, acho que o instituto errou no meio para chegar a nobres fins.

    Leia melhor o que eu escrevi e verás que reagiste agressivamente à toa.

    Fizeste uma guerra de palavras desnecessária.

  8. O nazismo não foi a direita ideal, mas a direita possível diante da agitação revolucionária em meio a qual a Alemanha estava mergulhada. Foi a saída que o grande capital encontrou frente a ameaça de perda do status quo. A grande burguesia apoiou moral e financeiramente o nazismo.

  9. Marco Aurelio Agarie

    Prezado Leandro\r
    \r
    Há uma interessante e nada desprezível versão para esta II Guerra e escrita em um artigo escrito pelo jornalista Olavo de Carvalho na Folha de São Paulo e intitulado “A grandeza de Josef Stálin”: http://www.olavodecarvalho.org/semana/031218fsp.htm.\r
    \r
    Talvez a II Guerra seja uma matéria muito mais complexa do que aparenta, para se aceitar uma assertiva de forma peremptória para as verdadeiras motivações, dos verdadeiros culpados e, como no caso deste texto, da necessidade ou não de sua ocorrência.\r
    \r
    Cada autor, ao sabor de suas preferências ideológicas, pessoais, educacionais e culturais pode mostrar e até demonstrar sua versão dos fatos. É bem possível que tenhamos dificuldades incontornáveis para se chegar a uma versão conclusiva, definitiva e incontestável logicamente do que aconteceu na II Guerra. Portanto as discussões podem se arrastar ad infinitum e contraproducentemente.

  10. “Foi só no início de 1942, quando ocorreu a Conferência de Wannsee, que a Solução Final foi discutida”

    Os Einsatzgruppen – Mobile Killing Units (en.wikipedia.org/wiki/Einsatzgruppen), um grupo paramilitar que operava atrás das linha de invasão, desde cedo não fez outra coisa senão fuzilar na sua grande maioria judeus.

    Estes pelotões de fuzilamento cobraram a vida a 1.000.000 de judeus antes da Solução Final. Aliás um famoso vídeo deste grupo em operação pode ser visto aqui ( http://www.youtube.com/watch?v=ParxL_mmi-Y ). Trata-se de execuções em massa levadas acabo em Liepaja, Letónia em agosto de 1941. Também são tristemente famosas as fotos do massacre na praia de Skedes, também perto da mesma cidade Liepaja, onde se fuzilaram crianças e mulheres tendo sido fotografadas no antes e após o fuzilamento. Estas execuções são uma pequena amostra do que sucedeu nos territórios ocupados entre 1939 e 1941.

    Sobre a Solução Final, é aliás, devido a este processo de limpeza étnica por fuzilamento ser considerado moroso e desmoralizador para as tropas que Himmler e Heydrich decidiram enveredar por métodos mais industriais para limpeza étnica.

  11. Estará na minha próxima remessa da Amazon, sem dúvida.
    Porém…
    1- o autor, pelo menos neste resumo, parece ignorar a ideologia e o conceito do Lebensraum, que é o faz parte dos objetivos do nazismo. O Grande Reich Alemão é bem descrito no Mein Kampf, e iria da Renânia aos Montes Urais. Hitler queria guerra.
    2- Hitler oferecia paz aos britânicos porque quanto menos inimigos, melhor! Não era seu objetivo conquistar uma ilhota lotada de ingleses, mas sim as planícies da Ucrânia e os vizinhos de cultura e biotipo alemães.
    3- o conceito de que Churchill “entrega” a Polônia a Stálin deve ser visto com ressalvas. Os soviéticos implantaram o comunismo em todos (ou quase todos) os territórios que ocupavam no final da guerra. Em Yalta, em 1945, a causa polonesa já estava perdida. Ou alguém acha que o monstrengo bolchevique iria entregar para o ocidente a Polônia caso fosse solicitado?
    4- em relação aos comentários, não há, sinceramente, “outro ângulo” ou “nova versão” no resumo. O ineditismo, talvez, fique por conta de se atribuir como causas principais do fim do Império Britânico às ações do governo Churchill. Talvez.
    Abraços

  12. Para todos que tem um interesse mais profundo na história recomenda os podcasts de Ralph Raico sobre a história da liberdade. Tem acesso no Instituto Mises USA (www.mises.org) e no iTunes. São dez lições se me lembro corretamente, cada um um “eye-opener” ou talvez mais adequado para serem podcasts “ear-opener” ou, talvez ainde mais certa, as palastres de Ralph são um “mind-opener”. Na serie de Ralph Raico tem também uma lição dedicada à Churchill – que começou a sua obra destrutiva bem antes que onde Buchanan começa, já na primeiro guerra mundial e durante os anos 20 Churchill fez uma importante contribuição para a depressão mundial. Não posso imaginar um outro cara onde a imagem pública é tão falsa comparada com a realidade (documentada) histórica.

  13. Vamos ver se entendi direito o que se comentou… O partido era o mesmo partido socialista, mas deixou de ser socialista por que Hitler mudou o nome (?) e por que matou comunistas (?).
    Se matar comunistas indica que alguém é de direita então teremos que chamar Stalin de ultra direita, já que ele foi especialista em matar (entre muitos milhões) os seus adversários comunistas.

  14. Muito bom terem republicado o artigo. Depois de tanto filme americano e as bobagens que se ensina nas aulas de história, não é surpresa que não se possa debater objetivamente a IIGM. É uma pena. Há muito para se aprender ali, principalmente sobre os atuais regimes social-democratas.

  15. Pessoalmente li o artigo e não vi nenhum absurdo escrito ali. Realmente houve uma sucessão de erros dos dirigentes britânicos antes e durante a guerra. Porém deve ser muito difícil acertar sempre quanto a decisões tão relevantes.
    Mas ainda assim, acho que a ideologia nazista era demente e cruel – eugenia etc etc

  16. O Kaiser Wilhelm II foi um dos que mais fez para tentar evitar a grande guerra, inclusive dizendo para o seu primo, o Czar Nicolau, que uma guerra entre Alemanha e Rússia seria o fim de seus impérios. O matemático britânico Bertrand Russel criticou publicamente a Grã-Bretanha de manter tratados obscuros e secretos com a França e a Bélgica e de se precipitar à guerra apenas porque a Alemanha já era a potência dominante da Europa

  17. Absurdo!

    Hitler, de fato, demonstrando seu desinteresse em uma futura guerra entre a Alemanha e a Inglaterra, propôs um tratado de paz entre os dois países. Porém, tal proposta incluía a exigência de que todas as leis de segregação aplicadas na Alemanha contra os judeus fossem adotadas em territorio britânico. Estariam os ingleses realmente iniciando uma guerra desnecessaria ao negar esse acordo?

    Poderia a Inglaterra ter insistido em um outro acordo?
    Sem duvida, loucos devem ser respondidos conforme sua loucura.

    Todo o revanchismo pela derrota da Alemanha na primeira guerra e pela imposição do tratado de Versalhes pelos países vitoriosos é claramente expressado por Hitler em seu Mien Kampf.

  18. Aconselho-vos a todos, depois de ler a ignorância que possuem sobre o O Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (em alemão: Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei – NSDAP)conhecido como partido nazi a biografia de Hitler que Ian Kershaw escreveu.

    terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3757061-EI6782,00.html

  19. jose carlos zanforlin

    Prezado Leandro:\r
    \r
    (A lâmina de sua espada está particularmente afiada hoje)\r
    \r
    Aquele artigo de que lhe falei, já o terminei e o estou revendo. Trata do poder do Banco Central de emitir moeda e que expressa a contradição entre o § 1º e o § 2º do art. 164 da Constituição, e da delegação legislativa(a meu ver indevida) do poder concedido pelo constituinte ao Congresso Nacional ao Poder Executivo (Banco Central).\r
    A quase totalidade das citações provêm deste IMB, e especificamente de artigos de sua autoria.\r
    \r
    Nota: a análise é principalmente jurídica, mas o direito não pode ficar cego à matéria que pretende regular, por isso, minha incursão na seara da economia (com apoio na equipe IMB).\r
    Como fazer para chegar o artigo ao seu conhecimento?\r
    Saudações.\r
    jcz

  20. Ponto pacífico: Churchill foi um criminoso de guerra, não muito diferente de Hitler e Stalin.\r
    \r
    Hitler nunca quis uma guerra com a Inglaterra ou a França. Mas recebeu um ultimato, atacou primeiro e com competência, venceu seus adversários e ocupou parte da França. \r
    \r
    Mas seu objetivo principal era a URSS. Em “Main Kempf” já preconizava que a Alemanha precisava de mais espaço (Lebensraum), que seria buscado no leste.\r
    \r
    Para tanto precisava da Inglaterra neutra, e procurou fazer sua parte:\r
    \r
    1) Deixou o derrotado exército inglês sair de Dunquerque em 1040 e retornar para a ilha;\r
    \r
    2) Mandou seu ministro Rudolf Hess para a Inglaterra, em um vôo solitário, um mês antes do ataque à URSS, com um pedido especial de neutralidade inglesa, para seu projeto de invasão no leste.\r
    \r
    Mas nada disso funcionou. Churchill teve a guerra que queria, e no final acabou “vencedor”, às custas da perda do Império e do declínio irreversível da Inglaterra.\r
    \r
    Uma certeza: Tanto Churchill, quanto Hitler e Stalin, eram muito fracos na arte de dialogar.

  21. Roberto Rachewsky

    Ter que ler este último comentário (Emilio 16/6/2012 8:32:32) em meu email numa manhã de sábado é dose.

    Bom isto é resultado de vivermos em terras mais livres do que aquelas que Hitler dominou.

    Obrigado Winston Churchill e todos os que pereceram para conter o mal e permitir que os meninos ai possam dizer o que bem entendem.

  22. Tentativa chanhestra de revisionismo, cheia de erros factuais e má-intencionada ao tentar aliviar a barra de Hitler. Nada surpreendente vindo de Pat Buchanan – um notório anti-semita que já tentou negar o Holocausto e quando desafiado por George Will a provar suas alegações na TV fracassou em responder. A Liga Anti-Difamação americana (que luta contra o anti-semitismo)já o classificou como um “fanático impenitente”.

    A verdade é que Hitler criou um exército de 5 milhões de homens, 5 mil tanques, 10 mil aviões, centenas de submarinos e encouraçados (desrespeitando o Tratado de Versalhes) porque queria guerra a todo custo. Ora, porque iria criar um colossal exército, depois de uma vitória acachapante contra a Polônia, para de repente dizer: “Não quero mais guerra”? É uma ingenuidade atroz!!! E o pretexto da invasão da Polônia foi o falso incidente de fronteira em Gleiwitz, quando nazistas vestidos com uniformes poloneses atacaram um posto de fronteira, dando a desculpa ideal para a invasão. Em seu livro “Mein Kampf” Hitler já delineava seu férreo desejo de liquidar com a União Soviética e massacrar os eslavos, a quem considerava “seres inferiores”, isso sem falar nos judeus e ciganos, que eram milhões na Europa oriental. O objetivo principal e inalienável de Hitler desde o começo sempre foi a guerra, como uma forma de se vingar das humilhações de 1918, e isso está contido em todo o seu livro desde o começo!

    Quando ocorreu a Conferência de Munique em que parecia que o problema dos Sudetos estaria resolvido, Hitler em seu refúgio nos Alpes, gritava histérico: “Eles tiraram a minha guerra”! conforme relato de A. Rhiess, um dos ajudantes de Hitler.

    Todos os que conviveram com Hitler (Rudolph Hess, Seys-Inquart, Albert Speer) são unânimes: o nazismo foi concebido desde o início para a guerra e pela guerra.

    Pat Buchanan não é historiador e era uma criança na época. Que subsídios possui para seu revisonismo canhestro? Nenhum! É apenas a tentativa de diminuição de danos de um fanático!!!

    E lembrem-se de que Mises (que era judeu) fugiu da Áustria por causa dos nazistas!

  23. E apenas o seu primeiro parágrafo já é a mais explícita tentativa canhestra de “revisionismo”, cheio de acusações vazias e mal-intencionadas, sem nenhuma prova de nada. Vai ter de se esforçar mais.

  24. Já estudei bastante sobre o tema e tenho que concordar com o autor do artigo de que inexistem provas de que Hitler desejava iniciar uma guerra. Os dois argumentos que sustentam tal tese são óbvios: a inexistência de um poder bélico na Alemanha antes do início da guerra e as várias tentativas diplomáticas de Hitler de evitá-la.
    Este fato é tão reconhecido por historiadores que eles têm que recorrer aos escritos de Hitler para sustentar tal tese. Os escritos usados são o Mein Kempf e Hitler Me Disse (por HERMANN RAUSCHNING, 1933-1934).

  25. Roberto Rachewsky

    Pat Buchanan pintou o alvo em torno da flecha. Usou, como tinta, o sangue dos que defenderam a liberdade contra a tirania extrema e dos que foram dizimados por ela.

    Tem tantos “Se” no texto dele, que parece mais com um fluxograma de análise administrativa, do que um sério ensaio sobre a história.

    Em realidade, parece mais uma pura provocação do que um ensaio sério.

    A defesa do pacifismo e da liberdade dispensa estratagemas deste tipo.

  26. “Toda a ação humana visa ao próprio interesse individual — inclusive a caridade. Quem faz caridade, por exemplo, o faz porque se sente bem ao fazê-lo.”

    Isso é o que você vê, você reduziu o ser humano à isso porque se enxerga assim. E reflete isso de maneira geral para justificar suas teorias de ações individuais. Somente um subversivo mesmo para inverter e transformar a caridade num ato egoísta. Visar um bem maior jamais será egoísmo.

    O egoísmo é sempre destrutivo. Se alguém faz uma “caridade” por egoísmo (que não é caridade), ele faz para ficar alardeando por aí e mesmo assim nunca faz grandes esforços, sempre usa o que tem de sobra, então caímos no simples comércio e propaganda. O egoísta não consegue se satisfazer com o bem do próximo. Ele precisa ver os outros na merda, puxar o tapete, e se vingar dos outros para se sentir bem. A superioridade dele baseia-se na necessidade alheia e tendo a disponibilidade de ajudar mas negando conscientemente. O cume da escala moral do egoísta é sempre ele mesmo, enquanto que no indivíduo caridoso o cume está acima dele, muitas vezes você precisa se esforçar para fazer caridade. Exige uma obediência interior. Ou vai me dizer que você nunca fez uma gentileza na vida, por sentir dentro de si a agonia alheia e uma auto-cobrança, mesmo não sofrendo-a? (e muitas vezes perdendo com isso ainda). Chega à ser algo paradoxal….

    A característica elementar da caridade e do altruísmo é exatamente um exercício de anulação de si, uma morte do seu Eu. O seu ego é justamente surrado na hora de pôr o ato em prática. Esta ação visa o seu bem mas não é o que você sente na hora de agir. A primeira sensação é exatamente à de incômodo, de que não precisava fazer isso pois você é mais importante do que os outros. É um bem “azedo”, portanto, muito pouco egoísta. Ele serve é justamente para treinar seu desapego, curar o seu egoísmo.

    Você está confundindo egoísmo com consciência individual necessária e com sacrifício, inclusive. Parece o argumento dos esquerdistas que atacam a caridade dos santos, alegando que eles abriam mão de muitas coisas, e até se colocavam à morte por puro interesse – prisão moral mudou de nome (claro, estes sábios medievais são a prova cabal de que uma caridade não precisa ser imposta à força por um sistema. É a refutação certeira da teoria de Marx que dizia que “a natureza do homem é determinada pelas condições econômicas”… É nada! Você pode ser altruísta mesmo numa realidade bastante severa).

  27. “Auto-sacrifício é tão imoral quanto o é sacrificar os outros.”

    Por que o auto-sacrifício é imoral? O que você me diz de santos medievais como o Giovanni di Pietro di Bernardone (conhecido como São Francisco de Assis), filho de uma família de comeciantes ricos, que renunciou tudo o que tinha para dar aos pobres. É imoral? Pelo contrário. Este caso mostra que uma pessoa caridosa não é egoísta, pois como eu disse, a escala moral do egoísta é sempre si mesmo, é sempre o seu Ego (o próprio nome já diz: EGOismo), enquanto que o altruísmo é exatamente um exercício de anulação de si, é praticar a Morte do Ego. O seu ego é justamente surrado na hora de pôr a ação caritativa em prática. Foi o que São Fracisco de Assis fez.

  28. Mas por que o auto-sacrifício é imoral? Se não está prejudicando ninguém, não vejo problema. Pelo contrário. Eu não concordo com essa teoria da Ayn Rand.

  29. Creio que o autor errou a mão, gravemente.

    Ele parte de algo reconhecido por todos (A Alemanha foi tratada muito injustamente após a Primeira Guerra) e associa o então jovem Churchil a esse erro, como se ele sozinho fosse o culpado. Os graves erros de três nações, EUA, Inglaterra, e França, são quase que inteiramente debitados na conta de um único parlamentar britânico. Logo, ele é o culpado por todo o rancor alemão, pela desgraça econômica daquele país e pela ascenção de Hitler.

    O autor continua descrevendo a Segunda Guerra como algo perfeitamente evitável. A tomada da Holanda, Bélgica e França não teriam acontecido se Churchil fosse mais amistoso? Os poderes divinatórios do autor são espantosos…

    Finalmente, a “solução final”, o genocídio dos judeus, é retirado dos ombros dos alemães, e depositado nos ombros de Churchil. Hovesse ele sido mais razoável, e nada disso aconteceria…

    Escolha o homem contra o qual dirigirá os ataques, e depois escolha fatos convenientes à tese. Esqueça todo o resto. Assim, qualquer um poderia ser atacado.

    PS: Meu desejo não é impugnar toda e qualquer crítica a Churchil. Mas o autor perdeu a mão, e isso é evidente.

  30. Devo esclarecer meu pensamento a respeito de alguns pontos.

    O autor conclui, do fato do holocausto ter oficialmente começado 2 anos após o início da guerra, que ele não teria acontecido se a Inlgaterra em particular não tivesse declarado guerra à Alemanha.

    Vejamos se isso é verdade. Hitler já havia deixado bem claro que a sua intenção era “livrar” a Alemanha, e a própria Europa da presença judaica. Sobre essa intenção, não resta dúvida alguma. E tão logo a Polonia foi invadida, a matança de judeus começou, embora de forma ainda canhestra. Note, que os Alemães nunca expulsavam os judeus, sempre os impediam de ir embora.

    O que foi decidido em Wannsee, não foi SE os judeus deveriam ser eliminados como povo, de toda a face da Europa. O que foi decidido foi o método. Chegaram à conclusão de que teriam de agir com pressa, e a única solução rápida seria a matança industrial. Dizem que durante algum tempo os alemães pesquisaram a possibilidade de forçar pelo menos um grande número de judeus a se estabelecer na Terra Santa. Seus aliados árabes, influenciados pelo ódio do Mufti de Jerusalém, recusaram.

    Note que os judeus já eram tratados como gado, sofriam privações incríveis, eram assassinados por qualquer motivo (ou apenas por estarem fracos), estavam em condições que levariam inevitavelmente à morte uma grande parcela deles. Apenas isso não seria rápido o suficiente. Eu chamaria isso de “solução turca”. Não de tiros, apenas piore as condições até o ponto em que quase todos morram “naturalmente”. Foi assim que os turcos mataram a maior parte dos armênios. Hitler chegou a expressar como essa façanha turca lhe mostrava que poderia agir da mesma forma, sem medo de condenações (porque os turcos nunca forma condenados por isso).

    Assim, a solução final é a industrialização do que já estava em curso.

  31. O autor também conclui, das afirmações de Hitler, que este não invadiria a URSS se a Inglaterra não houvesse declarado guerra.

    Em primeiro lugar, a guerra começou com um acordo secreto entre Alemanha e URSS, que dividia toda a Europa Oriental enre esses dois países. Então, a escravidão da Europa Oriental já era assunto decidido.

    Não houvesse a Inglaterra declarado guerra, não haveria guerra entre URSS e Alemanha? Vejamos as opiniões expressas tanto por Stalin como por Hitler. Stalin dizia que a Alemanha seria o navio quebra-gelo que abriria o caminho para que a URSS dominasse a Europa. Hitler dizia que os eslavos nasceram para serem escravos de gente superior a eles (quem seriam?) e que a Alemanha precisava de “espaço vital” proporcionado pelas vastas estensões do leste…

    Como dois bandidos que dividem o butim, cada um já havia decidido destruir o outro, e ficar com tudo para sí. A entrada da Inglaterra apenas apressou o que já era plano, tando de um quanto de outro. Se Hitler se sentia tão seguro a ponto de invadir a URSS apenas para se mostrar para os ingleses, não o faria simplesmente para aumentar seu império?

  32. “Ambas as políticas dizimaram centenas de milhares de mulheres e crianças.”

    A morte de mulheres é uma tragédia, a morte de homens é apenas uma estatística.

    Misandria.

    * * *

  33. Esqueceram de algo que levou a Inglaterra a guerra: a influência dos judeus sionistas, que queriam o fim da Alemanha nazista e declararam guerra a ela em 1936. O Nazismo foi um mal, mas seguido por outro mal: Stalin.

  34. Os crimes dos militares do Eixo, é fartamente divulgado pela Mídia, através de filmes, documentários, revistas, livros de historia, gostaria de saber, por que, os crimes de guerra, praticados, pelos Aliados ficam sempre MINIMIZADOS na Mídia, se fala muito pouco, vamos concluir pelo raciocínio que a Mídia ou parte da imprensa está sobre forte influencia de americanos e judeus sionistas, devemos ser justos, honestos e corretos. Os aliados praticaram Crimes de guerras diabólicos, um pequeno exemplo, o exercito vermelho quando invadiu a Alemanha, muitas mulheres alemãs foram violentadas, estrupadas na rua e depois foram degoladas, por soldados sovieticos, até MENINAS alemãs foram estrupadas covardemente e mortas, e ninguem fala nada, a Midia se cala, soldados americanos e ingleses também praticaram crimes terriveis, violentaram, estruparam muitas mulheres alemãs e italianas, e tudo fica na escuridão e no silencio, existe relatos que Meninas alemãs de 8 anos foram estrupadas, isso é simplesmente diabolico, e não vemos nenhum filme para aborda tais crimes, isso mostra que a midia esta sobre controle oculto. A historia é sempre contada pelos Vencedores, eles vão sempre diabolizar os vencidos e santificar os vencedores. O estrupo de mulheres alemãs era tão grande, que se praticava estrupos COLETIVOS, isso é nojento. Fora os casos de tortura e fuzilamentos.
    Veja um resumo dos crimes de guerra dos Aliados.
    Os principais crimes de guerra praticados pelos Aliados, teriam sido os seguintes:
    • De acordo com Mitcham e von Stauffenberg,2 a unidade do exército canadense, "The Loyal Edmonton Regiment", teria assassinado prisioneiros de guerra alemães.
    • Tropas franco-marroquinas, conhecidas como "Goumiers", teriam cometido estupros e outros crimes de guerra, às proximidades de Monte Cassino.
    • Massacre de Treuenbritzen: execução em massa, pelos soviéticos, de mais de 1000 civis alemães na cidade de Treuenbritzen, em abril de 1945.
    • Massacre de Katyn: execução, pelos soviéticos, de prisioneiros poloneses (oficiais e soldados), em 1940, no ano seguinte à Invasão Soviética da Polónia.
    • Estupros em massa de mulheres alemãs pelo Exército Vermelho.
    • Bombardeamento de Dresden: Segundo o historiador e revisionista alemão, Jörg Friedrich, a decisão de Winston Churchill de bombardear Dresden e outras cidades alemãs, entre janeiro e maio de 1945 (quando a guerra já estava definida), foi um crime de guerra.
    • Sob as ordens do general George Kenney, da Força Aérea dos Estados Unidos, os norte-americanos teriam assassinado sobreviventes japoneses dos navios afundados: Nachi, Kumano, Yamato e Yahagi.
    • Massacre de Canicattí: assassinato de civis italianos por oficiais americanos.
    • Massacre de Biscari: assassinato de prisioneiros do eixo na Guerra da Sicília.
    • Massacre de Dachau: assassinato de guardas do Campo de concentração de Dachau, capturados pelos soldados norte-americanos. Cerca de 35 alemães da divisão SS-Totenkopfverbände foram mortos enquanto se rendiam. Além disso, os americanos teriam entregue armas aos prisioneiros do campo que, segundo testemunhas, torturaram e mataram outros 40 soldados alemães.
    • Segundo um estudo publicado pelo pesquisador britânico, Bob Lilly, cerca de 14 mil mulheres foram estupradas por soldados ingleses e norte-americanos.
    • Prisioneiros alemães na Noruega teriam sido obrigados a limpar campos minados. Quando a "limpeza" terminou, 392 estavam feridos e 275 morreram.
    • Tratamento desumano de prisioneiros alemães em campos de concentração nos Estados Unidos. Segundo estatísticas governamentais, 3.000 morreram de fome e desidratação.
    • Massacre e genocídio das populações civis de Hiroshima e Nagasaki, atingidas por bombas atômicas lançadas pelos EUA.
    A polêmica em torno dos crimes de guerra aliados reacendeu-se, em 2007, com a publicação do livro "After the Reich", de Giles MacDonough.1
    E tudo fica na escuridão ou a escuridão controla tudo???

  35. Não sei quanto tempo tem esse artigo mas acabei de ler o livro e achei sensacional. Uma visão totalmente diferenter do senso comum a respeito de Churchill. Desde que li Memórias da Segunda Guerra via ele como um herói, um salvador da Europa e do mundo contra o fascismo. Lendo o livro de Buchanan me deparei com um estadista completamente diferente, altamente belicoso, que realemente entregou o Leste Europeu para um fascínora maior que Hitler. Em todo caso, não podemos tomar opiniões como verdade. Não podemos criticar somente Churchill quando Chamberlain assinou o Tratado de Munique. Não podemos colocar toda a culpa em Winston quando Versailles foi assinado e criou todo o cenário para a Segunda Guerra. Concordo que Hirler não queria uma guerra contra a Inglaterra. Concordo que a garantia à Polônia trouxe a Inglattera a uma encruzilhada que a levou à gueerra. Mas pior que tudo isso foi ter que se aliar ao maior de todos os carrascos da humanidade para poder ter o exército vermelho a seu lado, e todas as consequências que até hoje vemos da ascensão da URSS.

  36. Por uma grata surpresa, achei o livro pra vender na universidade e o comprei. Li e reli mais de 5 vezes e garanto: foi a melhor aula de história que já tive na vida.

    Apenas discordo em um comentário do Leandro, onde ene afirma que o livro faz, entre outras coisas, “desmistificar um pouco toda a idolatria que fazem a Churchill”. O livro não desmistifica um pouco, desmistifica TOTALMENTE. Depois de ler é praticamente impossível não chamar Churchill ou os demais lordes ingleses de burros.

    O caso de Churchill ainda é pior porque uma das poucas coisas visionárias que ele fez – prever o mal que o bolchevismo representaria para qualquer civilização ainda na década de 1920 – é totalmente ignorado por ele próprio ao fazer a aliança com a URSS. Os elogios do primeiro-ministro inglês a Stalin são tão efusivos que não seria difícil imaginar Churchill como uma dama apaixonada que idealiza o “príncipe encantado” no ditador russo. A coisa não para por aí: burrice, covardia e dissimulação por parte de franceses e ingleses imperaram em todo o pré-guerra, foi uma série de ações erradas que levou um país a perder seu império (Inglaterra) e um regime sanguinário a dominar e escravizar metade de um continente (URSS).

    Recomendo a leitura integral para todos.

  37. é engraçado a inconsistencia de alguns comentarios por aqui

    acusam o churchill de “entregar” o leste europeu, mas advogam pelo pacifismo

    soluçao ao entreguismo era a guerra entao?

  38. Estou estarrecido com o que acabei de ler no presente artigo.

    A começar pela introdução que cita “invasão a Europa de imigrantes estrangeiros oriundos do terceiro mundo”.

    Declaração notadamente pequeno-burguesa, elitista e preconceituosa.

    Típica daqueles que defendem o total afastamento do Estado da economia, que consideram justiça social “coisa de comunista” e que justificam a situação dos mais pobres como subproduto inevitável da meritocracia.

    Mas como disse isto é apenas a introdução para o desfile de absurdos que a seguem:

    Uma sequência de suposições (no melhor estilo da seção E se… da revista superinteressante)tratadas como fatos cuja ocorrência seria líquida e certa, apresentando o autor como um patético “Nostradamus de fatos passados”.

    Ora, se muitas vezes já é difícil entendermos fatos históricos em si mesmos, imaginem tentar prever as consequências para se um fato tivesse ocorrido de modo diferente ou simplesmente não existido. Pura divagação.

    Mas, como tudo sempre pode piorar, ainda não se tinha atingido o ápice do devaneio intelectual até ser mencionado o holocausto como uma consequência da segunda guerra.

    Caros amigos, o ódio de Hitler aos judeus era insano e visceral.

    Basta uma rápida folheada pelo seu livro Mein Kampf ou visualizar os seus vários discursos no youtube para tomar ciência de que o extermínio dos judeus era parte intrínseca de seu “programa de governo” e que ele não precisava de uma guerra mundial para o fazê-lo.

    A guerra pode ter acelerado a adoção da “solução final” mas jamais pode ser considerada a sua causa, até porque os judeus eram uma questão interna da Alemanha.

    Debitar na conta da Segunda Guerra a responsabilidade pelo holocausto é minimizar a culpa de Hitler, o maior genocida da era moderna, e atribuir tamanho absurdo ao curso natural dos acontecimentos.

    Por fim, a tentativa envolta de competente retórica de culpar os países aliados pela eclosão da segunda guerra em oposição as várias tentativas “pacificadoras de Hitler” poderá quem sabe num futuro próximo abrir no Vaticano um processo de canonização do Fuhrer alemão.

  39. Prezados senhores, vamos aos fatos:

    – Após a WW1, na Alemanha por muito pouco não eclodiu a revulução socialista ( como havia sido previsto por Marx que a revolução dos trabalhadores aconteceria numa econmia moderna , não na Russia agraria).

    – Ninguem falou da guerra civil Espanhola, onde os nazistas afiavam suas tropas, testavam táticas e se preparavam para a guerra. França e Inglaterra ficaram quietas, enquanto Hitler esmagava os socialistas espanhóis.

    – Quem assistiu ao filme ” O discurso do rei” viu bem a posição da elite inglesa, em meados da decada de 30 quanto a Hitler, ele estava lá para lidar com o problema Stalin.

    – O maior combustivel para a ascensão nazista foi a crash de 1929.

    – As forças por traz do Nacional socialismo eram Porsche, BMW, Hugo Boss, Mercedes-Benz, Krupp . Conheço estes nomes.

    Resumindo, Hitler foi uma cartada da burguesia Europeia para conter o avanço socialista na europa ( o exercito vermelho era o maior do planeta). A aposta saiu de controle e o resto é história.

    Quanto a estatização ocorrida no Brasil na decada de 1970, foi feita para criar a infraestrutura de transporte/ energia/ telecom, que a iniciativa privada nunca foi capaz de fazer.

    Estas empresas estatais foram todas postas a serviço da iniciativa privada , e como premio ( cabide de emprego) para muitos militares que serviram a ditadura e depois seus filhos formados nas universidades publicas que só admitiam ricos. Chamar isso de socialismo é risível.

  40. Tentou, ele nunca quis o ocidente, sempre mirou a URSS. Ganhou a Europa de presente de seus generais, como um avanço inevitável em que ele só atrapalhou.

  41. O artigo comete muitos erros. Talvez o mais grave seja ignorar (propositalmente?) a visão de que Hitler e seus capangas tinham dos judeus. A extrema direita nazista alemã acreditou na própria propaganda em torno de uma suposta e inexistente conspiração judaica internacional – inspirada, entre outras coisas, nos Protocolos dos Sábios de Sião, uma invenção disseminada 40 anos antes pela Okrana,a polícia secreta do Czar e presente no “pensamento” hitlerista. Nessa concepção, a guerra, desde o início, era RACIAL – o inimigo era uma fantasia, o movimento judaico internacional, que, para os nazistas, queria destruir a Alemanha. Churchill, Stalin, Roosevelt eram, para os nazis, apenas instrumentos do judaísmo. Por isso houve o extermínio dos judeus: foi um ato da guerra racista odiosa e insana de Hitler e seus cúmplices contra o “inimigo”. A derrota na Primeira Guerra Mundial deu origem a essa torrente de ódio irracional. Povos frustrados, sofridos, ressentidos são perigosos para a democracia e a Justiça. Por isso é preciso estar alerta contra o fascismo e suas variantes, mesmo disfarçadas por discursos simpáticos.

  42. Na verdade Hitler não tinha nenhum condição de fazer o que dizem que ele faria, ele não pretendia dominar o mundo a não ser que fosse louco. Churchill podia ter feito paz com a Alemanha, mas estava tão avido por briga, inclusive mandou prender o lider alemão que levou uma mensagem de paz. Hoje temos uma Alemanha cheia de eunucos deixando seu pais ser invadido por famintos e esfarrapados. A Europa está se tornando o lixão do resto do mundo. Recebe uma população miseravel que só multiplica gerando mais miseraveis ainda, só aumentando os ainda mais os famintos que já existem. Os europeus pobres ficarão mais pobres disputando as poucas migalhas com os miseraveis que vem de fora. Já pensou uma Europa com numero economicos do terceiro mundo num inverno que costuma acontecer por lá? Vai morrer pra caramba de fome e frio. Esses imigrantes só aumentarão a população pobre que ficará mais pobre ainda. Herança da esquerda(antigos comunidades com nova pele).

  43. Análise perfeita! Já li muito sobre a Segunda Guerra e sempre coloquei esse beberrão ao lado dos demais genocidas que participaram dessa guerra.

    Esperto, diplomático, inteligente e armado com um bom discurso para cada momento. Isso fez a diferença na hora de separarem os lobos dos “cordeiros”. O julgamento da História o levará, certamente, ao mesmo covil onde se encontram os seus inimigos.

  44. República de Curitiba

    Releio este artigo 8 anos depois. Continua atual e muito bem escrito. Mas já revejo algumas posições que tive à época:

    O presente artigo me nutriu uma raiva de Churchill, como se ele fosse o grande responsável pela guerra. Algumas dezenas de leituras durante esses anos e essa raiva passou. Infelizmente o autor perdeu a mão em vários momentos, inclusive quando faz uma relação entre o que Churchill disse “guerra desnecessária” e a insere em um contexto totalmente fora do contexto em que Churchill o disse (Churchill avisava dos riscos do III Reich desde 1933). Além disso, citar o erro em Dardanelos também fora despropositado, como se líderes tivessem que acertar em todos os momentos. O plano de Dardanelos era ótimo no papel, mas complexo demais para ser executado.

    A questão se Hitler queria mesmo uma guerra, mantenho a mesma opinião de quando li o artigo a primeira vez: ainda me parece que não queria. Enretanto, entre as leituras que fiz estava o Mein Kampf e, me desculpem Senhores, o antisemitismo de Hitler era descomunal. Mas aí apenas ficaremos nas hipóteses. Nisso, volto a achar que, mesmo que Hitler não começasse a guerra, Stalin começaria, ou então a guerra começaria devido ao Holocausto, que entendo que aconteceria do mesmo modo.

    Ademais, o autor parece ter sido ignorado alguma vez por algum Churchill e nutre uma raiva do tal que estragou um belíssimo trabalho pré guerra.

    Abraços.

  45. Diego Nogueira Rocco

    Eis a notícia de hoje: ”CHINA X TAIWAN: Colunas de Blindados da China são vistos em Fujian, em frente à Taiwan. Há veículos militares de assalto anfíbio (não se sabe se irão embarcar em navios para um assalto anfibio à ilha ou se estão ali para participar de exercícios militares). Está previsto para hoje a visita de Nancy Pelosi à ilha de Taiwan. Temendo uma invasão à ilha por parte da China, os EUA posicionaram cerca de 4 navios de Guerra na região.”

    A Terceira Guerra Mundial pode literalmente começar hoje.

  46. Como a Russia esta crescendo e porque, se seu comércio internacional foi reduzido? Não é o comércio que enriquece nações?

    Pesquisem o crescimento da Russia deixando muito país ocidental para trás.

  47. Muito do crescimento  da russia nao é real de fato. É so o gov gastando, gerando demanda artificial 

    Os indicadores sao furados. Alias o calculo do “pib ” do keynes é inflado pra parecer que os gastos estatais fazem o pib crescer.  E ele é usado internacionalmente. 

    Quando vejo  noticias  falando que paises cresceram no pib já desconfio. Tem que se analisar varias variaveis pra se ter certeza que um pais cresceu de verdade. 

     

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