A Câmara dos Deputados deve votar nesta quarta-feira, 22, o Projeto de Lei 4302/1998, que amplia a terceirização para todos os tipos de atividade. A medida prevê que a contratação terceirizada possa ocorrer sem restrições, inclusive na administração pública.
Por que a
terceirização é importante
Para entender por que a terceirização é importante, é
necessário apenas reconhecer seus benefícios históricos: a terceirização está
intrinsecamente ligada à divisão do trabalho, que foi o que permitiu às
sociedades modernas crescer, se desenvolver e elevar o padrão de vida de seus
habitantes.
Se hoje um cidadão pobre em geral tem muito mais condições
de vida do que uma pessoa comum da idade média, isso se deve em grande parte ao
fato de que as atividades produtivas foram sendo gradativamente desagregadas e
passaram a ser cada vez mais realizadas separadamente por aqueles que mais se
especializaram em sua execução.
Se hoje você não tem de costurar sua própria
roupa, criar e plantar o que come, construir seu próprio meio de transporte, e
assim por diante, é porque tais atividades foram terceirizadas, isto é,
passaram a ser feitas por outras pessoas que foram se especializando nelas, aumentando
assim a produtividade geral da sociedade e elevando sua renda e qualidade de
vida.
Com o tempo, não apenas as atividades se diversificaram,
como também as especialidades aumentaram, o que acarretou em uma maior
qualidade e variedade de produtos. O iPhone que você usa, o Nike no seu pé, seu
notebook, seu carro — todos esses produtos se beneficiam muito da
terceirização para chegar ao seu alcance. E você não reclama disso. Você usa e
acha bem legal ter tudo isso disponível hoje. Mas raramente buscamos
compreender por que isso é possível.
Sim: divisão do trabalho, terceirização.
A terceirização, portanto, é um meio de se buscar maior
eficiência produtiva. Essa maior eficiência permite que as empresas possam ser
bem sucedidas e continuem a oferecer empregos, além de também elevarem a
produtividade da mão-de-obra. E isso,
por sua vez, é um dos fatores-chave para elevar os rendimentos do trabalhador.
Quem está mais familiarizado com os dados da economia
brasileira sabe, por exemplo, que um dos problemas crônicos do nosso país é a baixa
produtividade da mão-de-obra. Garantir a liberdade para novos arranjos
produtivos mais flexíveis, por meio da terceirização, é uma maneira de alcançar
o aumento da produtividade que tanto nos faz falta.
Mais ainda: garantir a liberdade de tais arranjos nada mais
é do que garantir a liberdade de livre associação entre as partes; é garantir
que acordos mutuamente consensuais possam ser realizados. E derrubar uma
restrição a acordos voluntários é, por si só, benéfico. Sociedades mais justas,
mais ricas e desenvolvidas são sociedades mais livres.
Adicionalmente, vale ressaltar que o PL potencialmente irá
beneficiar aqueles trabalhadores mais vulneráveis, que querem ofertar sua
mão-de-obra mas que não conseguem emprego por causa das rígidas legislações
trabalhistas e da obrigatoriedade dos vínculos empregatícios, imposições essas
que encarecem artificialmente o preço de sua mão-de-obra.
Talvez (ênfase no “talvez”) o PL seja ruim pra você que tem
um emprego estabelecido e a proteção de sindicatos. Mas o que sindicatos fazem — sobretudo
quanto maior for seu poder — é elevar salários à força, criando barreiras à
entrada de novos trabalhadores cuja produtividade é baixa (isto é, os menos
favorecidos) e não vale o piso salarial estabelecido.
Ou seja: prejudicam os mais vulneráveis em favor de um
grupo seleto, poderoso e protegido. Prejudicam os mais vulneráveis em detrimento
dos mais abastados.
A livre associação de indivíduos em sindicatos pode ser
benéfica na luta por direitos livremente acordados, mas o sindicalismo
compulsório é uma afronta a essa liberdade. Sindicatos que buscam controle
monopolístico sobre a força de trabalho, muitas vezes impedindo indivíduos de
trabalhar de acordo com seus próprio termos, são nocivos. Contornar esse poder
significa permitir que mais indivíduos possam sair do desemprego.
Se o PL for capaz de reduzir tal poder dos sindicatos — e
as manifestações
contrárias destes indicam que de fato ele é
–, então ele é muito bem-vindo.
Algumas respostas às
críticas
Passando da defesa da causa para trazer algumas respostas
às críticas, comecemos pelos argumentos mais recorrentes: os de que a
terceirização irá gerar precarização da mão-de-obra e redução salarial.
Alega-se que a terceirização fatalmente reduzirá salários e
colocará os trabalhadores em piores condições de trabalho, sujeitos a mais
acidentes etc.
Esses argumentos geralmente utilizam estatísticas
levantadas por alguma fonte interessada no assunto. O mais famoso até o momento é o documento da
CUT intitulado “Terceirização
e Desenvolvimento: uma conta que não fecha“. Tal documento foi repercutido
estrondosamente pela Folha,
pela Carta
Capital e pelo Estadão. O problema é que tal documento é
intelectualmente grosseiro. Ignorando o fato de ser uma parte interessada e focando
apenas no conteúdo, resolvi ler o documento.
Logo de cara já é possível
encontrar erros crassos do ponto de vista estatístico, que
invalidam toda a análise, mas que, não obstante, permanecem sendo
usados e replicados por aí afora. Dado que é compreensível que nem todo mundo saiba de estatística
o suficiente para perceber tais erros, considero um dever revelá-los.
E o erro grosseiro e fundamental do documento consiste em fazer comparativos
simples de médias, ignorando todo o resto. Só que nenhuma
comparação de médias faz sentido se não estivermos comparando os comparáveis. E
garantir que isso seja feito não é exatamente simples na maioria dos casos.
Para fazer uma comparação adequada seria necessário estabelecer diversos
controles, levando em consideração fatores como as características dos
indivíduos e, sobretudo nesse caso, as características dos postos de trabalho.
Não
se pode comparar, por exemplo, o salário e a exposição à riscos do executivo da
empresa com o faxineiro terceirizado. Mas é basicamente isso que os criadores
do documento fizeram. Não é necessário me alongar sobre isso, a não ser na
necessidade de fazer uma séria ressalva: todas — enfatizo: todas — as estatísticas
comparativas brasileiras que encontrei sobre o assunto não são cientificamente
adequadas, caindo em erros crassos como esses. Ainda assim, praticamente toda
crítica à terceirização usa esses números para provar seu ponto, sem saber que
na verdade eles não provam nada.
Outro argumento comumente utilizado é a antiga e surrada
variação da teoria
marxista da exploração: a terceirização seria apenas a busca das empresas
por mais lucros à custa dos trabalhadores; empresas estão apenas interessadas
em contratar trabalhadores por salários de miséria etc.
Conquanto seja verdade que as empresas estão obviamente
interessadas em reduzir custos — e, em um ambiente concorrencial, tem
necessariamente de ser assim –, e que uma fonte dos custos sejam os salários,
a questão a ser respondida é: por que elas não deveriam tentar reduzir seus
custos?
Por trás desta crítica, há vários preconceitos.
Em primeiro lugar, a ideia de que custos menores para
empresas é algo ruim. Além do fato de que custos baixos permitem maior acúmulo de capital — o que possibilita mais investimentos e mais contratações –, falta explicar como que custos de contratação menores
podem ser ruins para pessoas à procura de emprego.
Em segundo lugar, tal crítica parte do princípio de que um
empreendedor optar voluntariamente por um modelo que reduz seus custos é algo
moralmente repreensível.
Em terceiro lugar, tal crítica parte do princípio de que um
arranjo de custos altos poderia ser mantido sem qualquer resultado negativo
para as empresas, independentemente do cenário econômico. Ora, isso não existe no mundo real. Ou o empreendedor mantém o mesmo quadro de
funcionários a um custo menor; ou ele mantém os salários altos, mas reduz o
quadro de funcionários.
O que várias pessoas simplesmente não aceitam é que, no Brasil, a terceirização
foi justamente o oxigênio inventado para que várias empresas pudessem se manter
vivas em meio à asfixiante legislação tributária e trabalhista. Ou elas terceirizavam ou quebravam. A terceirização não foi um mero capricho de
empresários ou uma conspiração maquiavélica para empobrecer a classe operária.
Foi simplesmente uma saída para se manterem vivos.
Adicionalmente, muitas pessoas tratam o tema como se, da
noite para o dia, todas as empresas fossem trocar seus empregados por
terceirizados. Só que há uma lógica de
mercado que explica por que, em muitos casos (talvez na maioria dos casos), não
faz sentido econômico uma empresa terceirizar sua atividade-fim: tal
terceirização implicaria, por definição, que a empresa contratada para realizar
tal atividade possui a capacidade de realizar exatamente o negócio da
contratante, e, portanto, poderia ela própria operar em tal ramo.
Só que, ironicamente, isso tende a ser menos verdade em
setores em que não há livre entrada
de novas empresas, isto é, naqueles setores mais regulados pelo governo. Nestes setores — por exemplo, empresas
telefônicas –, justamente por estarem blindados da concorrência e por serem protegidos por agências
reguladoras, a qualidade das atividades-fim tende a ser baixa, de modo que
sua terceirização — que também não exigirá muita qualidade — se torna
perfeitamente viável.
Ou seja: talvez a terceirização de atividades-fim se dê de
maneira mais intensa em setores muito regulados ou controlados pelo governo.
Portanto, se você eventualmente perder seu emprego em uma atividade-fim para um
trabalhador terceirizado, tenha o cuidado de observar se, por trás disso, não
está justamente o fato de que você trabalhava em um setor protegido das leis de
mercado pela mão visível do governo.
Os descontentes
É evidente que o coro dos descontentes com os argumentos
expostos acredite que tudo não passa de um mero festival de achismos, e que,
assim como o documento da CUT, não há respaldo factual para tais afirmações.
Já antecipando isso, eis uma lista de trabalhos científicos
que abordam o tema e fornecem um suporte adicional ao
debate. Como esperado, é possível
encontrar vários trabalhos que dão amparo aos argumentos acima, como o fato de
que a terceirização promove maior especialização e um incremento na capacidade
de inovação das empresas[1]
[2],
e que, ainda que o que irá acontecer com os salários não seja exatamente certo[3],
a terceirização pode sim causar um incremento nos mesmos [4]
[5].
Também é possível observar que a terceirização não está
necessariamente relacionada ao aumento do desemprego como alguns acreditam[6],
e que nem sempre ela traz aumento de lucros para a empresa[7].
Além disso, é necessário ter sempre em mente o conflito
entre efeitos pontuais e de curto prazo e os impactos mais amplos e de longo
prazo. É perfeitamente compreensível que algumas pessoas fiquem insatisfeitas
porque talvez seus postos de trabalho possam ser substituídos por postos
terceirizados, ou porque talvez seus salários sejam reduzidos. Mais difícil é essas pessoas reconhecerem que quaisquer alterações
abrangentes do tecido social — como a promulgação ou revogação de uma lei, ou
o surgimento de uma nova tecnologia — naturalmente irão afetar os indivíduos e
grupos de maneiras e intensidades diferentes.
Tais alterações potencialmente afetarão grupos de interesse
que, acreditando estarem sendo ameaçados pela mudança, farão resistência à
mesma, julgando que — e tentando vender a ideia de que — sua posição busca o
bem comum, quando na verdade estão pouco interessados nos efeitos mais amplos.
Mais ainda: buscarão usar do poder do estado para impor a
manutenção de sua estabilidade em detrimento do restante da população.
Um exemplo: os sindicatos dos datilógrafos e dos
trabalhadores de fábricas de máquinas de escrever poderiam ficar bastante
descontentes com o surgimento dos computadores e fariam de tudo para, por meio
do estado, impedir a difusão dessa nova tecnologia. Naturalmente, eles estariam
interessados apenas em seus benefícios de curto prazo, ignorando os benefícios
evidentes e disseminados por toda a sociedade que seriam cada vez mais visíveis
com o passar dos anos.
É natural que nos indignemos contra o que talvez nos
prejudique diretamente, e é muito mais fácil ver e atacar aquilo que pode
retirar nosso emprego amanhã. Entretanto,
raramente reconhecemos aquilo que fez com que obtivéssemos um emprego em
primeiro lugar. Caímos frequentemente em
um raciocínio de dois pesos e duas medidas, do tipo “se consegui um emprego foi
por mérito meu; se perdi o emprego foi por culpa da empresa”.
É necessário reconhecer que, por maiores que sejam nossas
habilidades, não teremos empregos se as empresas não os ofertarem ou se essas
habilidades não forem demandadas pelo mercado.
E existem inúmeras condições necessárias para que isso
aconteça, mas que podem ser resumidas na necessidade de garantir um ambiente
que incentive a livre iniciativa e a concorrência.
Conclusão
A questão é simples: quanto maior a liberdade de contrato, melhor para o competente que quer fornecer sua mão-de-obra e pior para o encostado que quer a segurança dos vínculos empregatícios.
Se tal liberdade de contrato será ruim para alguns? Certamente. Sempre há quem perde (os mais incompetentes) quando alguma forma de protecionismo é abolida. E sempre há quem ganha (normalmente, os mais competentes).
O empregado competente não será substituído por um terceirizado incompetente e inexperiente. Quem acredita que isso irá acontecer está, na prática, dizendo que empreendedores são ingênuos e gostam de tomar prejuízos (nada é mais prejudicial do que um funcionário ruim).
Funcionário que gera valor não é dispensado — por mais caro que ele seja — em troca de funcionário ruim e inexperiente. O real temor gerado por essa lei é que haverá bons profissionais querendo ofertar seus serviços sem vínculos empregatícios, e isso representará um risco para os ruins que usufruem esses vínculos.
No mais, vale ressaltar o óbvio: permitir a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Por tudo isso, é imperativo diminuir as amarras que sufocam os negócios no
Brasil. Somos um dos piores
países em termos de ambientes de negócio graças ao emaranhado burocrático e
ao excesso de espoliação estatal. Nesse
cenário, o PL 4302 pode ser um passo ainda muito pequeno, mas é um primeiro
passo para tentar melhorar a situação.
N. do E.: este artigo foi originalmente publicado em abril de 2015. Àquela época, estava em votação o PL 4330, que atualmente está travado no Senado.
Leia também:
Cinco motivos para defender a liberdade de se terceirizar o trabalho
___________________________
Leandro Roque contribuiu para este artigo.
__________________________
[1] http://sloanreview.mit.edu/article/strategic-outsourcing-leveraging-knowledge-capabilities/
[2] http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1465-7295.2010.00299.x/abstract?deniedAccessCustomisedMessage=&userIsAuthenticated=false
[3] http://link.springer.com/article/10.1007/s12122-997-1019-2#page-1
[4] http://link.springer.com/article/10.1007/BF02707324#page-2
[5] http://link.springer.com/article/10.1007/s10290-009-0009-2#page-1
[6] http://economicpolicy.oxfordjournals.org/content/20/42/308
[7]
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1465-7295.2010.00299.x/abstract?deniedAccessCustomisedMessage=&userIsAuthenticated=false
Ainda estou incomodado com o fato de tantos liberais estarem comemorando novas leis que regem o mercado de trabalho.
O frentista é um exemplo de como a proteção de uma classe trabalhadora pode prejudicar toda a população.
O proprietário do posto de gasolina 24 horas é obrigado a manter vários frentista, divididos em turnos e muitas vezes ociosos na maior parte do tempo, só para garantir o direito ultrapassado deles trabalharem.
Caso o mercado fosse livre, as próprias pessoas poderiam abastecer seus veículos. Isso provocaria uma redução enorme no preço do combustível, beneficiando a todos assim como ocorre nos EUA.
Mas o povão aqui gosta de pagar caro pela gasosa mesmo.
O insight de que as terceirizações ruins ocorrem justamente nos setores protegidos e regulados pelo governo foi perfeito. E é isso mesmo que a gente já observa hoje, como no caso das telefônicas, bancos e TV a cabo.
Uma das críticas à terceirização afirma que os trabalhadores terceirizados são muito mais frequentemente vítimas de acidentes de trabalho.
Outra diz que é comum o atraso de salários, não pagamento de férias ou décimo aos terceirizados.
Como rebater tais críticas?
Sou a favor da terceirização, mas muitos advogados trabalhistas, inclusive os ministros do TST, são contra a terceirização. Isso se deve pelo fato da terceirização ser ruim, ou por que os advogados vão deixar de receber dinheiro com a aprovação dessa lei?
Tirando a questão das atividades-fim – que eu penso que vai muito além de questões regulatórias – os argumentos são válidos… Terceirização das atividades fim sem qualquer critério implica que 100% das atividades podem ser terceirizadas, excluindo-se qualquer vínculo trabalhista à PJ… O que não significa que os trabalhadores serão contratados por uma empresa de prestação de serviços… mas, como acontece muito – mesmo sendo irregular e fruto de muitos processos trabalhistas – os trabalhadores serão pressionados a criar uma PJ para poder exercer a atividade… mesmo que mantidas a pessoalidade, continuidade, onerosidade e subordinação, caracterizadoras do vínculo empregatício…
Eu tenho mais dúvida do que certezas, porém entre uma das certezas é que pode ficar pior se nada for feito para flexibilizar esse monstrengo que é a CLT, encaro isso como fato. Também acho que com o nível de corrupção que existe no estado brasileiro e se essa lei permitisse, ou permitir as estatais terceirizar as atividades fins, ai sim a coisa descambaria leve e solta e a rodo como o diabo gosta. Essas são algumas das minhas certeza, e porque as tenho, é porque as ações ou comportamentos dos agentes econômicos comportam se segundo as regras, seja para cumpri-los ou para burla-los. O ideal seria que não tivesse regra nenhuma e tudo dependesse apenas o livre mercado num regime de livre concorrência, porem como isso não ocorrera e o monopólio e o controle do governo sobre as atividades econômicas continuaram então um processo desse de terceirização poderá produzir não só efeitos positivos do ponto de vista de muitos trabalhadores, como também pode dar para trás para muitos outros.
É muita gente querendo proteger os pobres, ainda vai faltar pobres e animais para serem protegidos.
Existe uma burocracia tão grande no Brasil para contratar e demitir empregados que é um situação maluca. Se não houvesse tanta burocracia para a relação de empresas e empregados todos estariam melhor.
São impostos, taxas, contribuições e muito mais, um sistema “S” que retira valores das empresas, impostos sindicais e o maldito IRRF sobre os salários.
O brasileiro trabalha 40% do ano para pagar impostos, isso precisa diminuir e rápido, as pessoas teriam mais dinheiro e mais liberdade.
E sobre a possibilidade do setor público terceirizar, isso é bom ou ruim?
O pior é que quem é contra a terceirização está na verdade, terceirizando a violência, pois é incapaz de ir por conta própria a um empresário ou gestor e proibi-lo de fazer isso, recorrendo à máfia estatal para fazer seu serviço sujo e apontar uma arma na cabeça de todo o mundo e impedir o que não seria nada mais do que uma simples troca voluntária.
A quantidade de ataques à essa lei mostra que muitos brasileiros são incapazes de recusarem uma oferta de emprego de uma empresa terceirizadora e querem que o estado proíba eles próprios de fazerem isso.
Ou julgam que os outros são incapazes de recusarem tal oferta (que eles consideram ruim) e querem proteger os outros usando a força do estado para impedir os outros de celebrarem contratos livremente.
Ou é um idiota que depende do estado para impedir ele próprio de fazer burrada ou um ditador que quer julgar saber o que é melhor para os outros.
Não há outra opção.
Eu não entendo o porque da insistência deste site e de muitos liberais utilizarem apenas como defesa das propostas em pró-mercado o método custo x beneficio? Por que não usam mais do jus naturalismo?
Ou mesclem utilitarismo com jus naturalismo, o que seria na minha opinião o mais prudente.
Quem é que discordaria se o artigo defendesse o direito de alguém de poder negociar livremente com outra pessoa?
Agora fica vindo com esse discurso de maior eficiência e tal, só que esquecem que esse método só serve para quem já é familiarizado com a economia.
Não adianta tentar nada: O Brasil já está condenado.
Se a CLT fosse bom negócio, juízes e senadores teriam seus trabalhos por ela regulados.
Terceirização de fato contribui para o gerar mais emprego, contudo existe alguns pontos que, principalmente em se tratando de Brasil, o tiro pode sair pela culatra.
Trabalho num banco público e fico impressionado com os salários dos terceirizados, muito baixo, não da pra entender, no caso da limpeza, como aceitam aquele serviço ao invés de trabalhar em casa de família que paga muito acima.
Mas o que me incomoda é que o sujeito entra numa empresa, daqui um ano essa empresa quebra ou perde o contrato e o funcionário muda pra outra empresa que nem conhece(ao menos não perdeu o emprego) que muda as regras, atrasa pagamentos, e pior, tira as férias dos coitados ja que começa um novo contrato. Tem segurança la que há 5 anos não tira férias por causa disso. A situação só piora pq cada vez mais o banco, para cortar custos, contrata empresa piores que, além de funcionários ruins acabam quebrando rápido.
Sem falar na corrupção que deve rolar nas licitações.
Defendo a terceirização, mas se pegasse minha área eu tava perdido e acho que jogava a toalha. Meu trabalho é extremamente estressante, lido com publico e metas impossíveis de cumprir, há épocas que devida demanda de problemas e dificuldade de fechar negócios, o banco te coloca uma pressão e ameaças assustadoras ao passo que te exige uma ética impraticável comercialmente. Ou seja, mesmo com um histórico de bons resultados basta uma temporada ruim que o banco quer te jogar fora mas devida a dificuldade ele acaba tolerando. Se o serviço é terceirizado ele não pensa duas vezes em te chutar e colocar outros na função “pra dar uma ventilada” até achar o tal “talento”.
É complicado, vejo o trabalho como um meio pra minha vida e não um fim, hoje no banco, mesmo com garantias e direitos acima da média, ninguém consegue manter cargos de gerente de contas ou níveis acima e ter vida social normal. A maioria dorme a base de remédios, a tensão é constante de todos os lados, qualquer erro pode acabar com sua carreira. É como vc ser cozinheiro e garçom ao mesmo tempo e ter que agradar o máximo a todos.
Agora, imagina se entrasse a terceirização aí? O banco passaria a exigir que vc fosse o melhor cozinheiro,melhor garçom e acrescentaria um “pole dance” pra agregar mais valor ao serviço prestados aos nobres consumidores.
Tem que existir um equilíbrio, mercado livre demais é ditadura do consumidor, consumidor é um ente psicopata que não sente remorso,não ta nem aí, ele quer o melhor, mais barato e o mais rápido possível, caso contrário abre uma ouvidoria contra vc por mal atendimento, venda casada, vai no procom, etc.
É um pacotão de “bondades” com um pedacinho de “maldade”.
A PL é muito boa. Mais direitos para os trabalhadores, pode-se melhorar a eficiência do trabalho, e tudo mais. Ótimo !
O único problema é a terceirização da atividade-fim. E a razão é bem simples:
Os terceiros receberão participação nos lucros ? Não ? Ta ai um motivo um fator importantíssimo que vai mais a favor do empregador.
Ou seja, você mesmo exercendo a mesma atividade da atividade-fim estará ganhando menos e possivelmente com menos beneficios.
Provavelmente se você trabalha em uma empresa que gera bastante lucro, vocês devem “demandar” melhores planos médicos, melhores beneficios, participacao nos lucros, etc… Agora com a atividade-fim terceira possível, vc acha que tera os mesmos beneficios de antes ? Talvez até tenha algum dia, mas ficaram muito dependentes dos sindicatos. Eles terao um poder bem grande “sobre” o trabalho.
E por, talvez ter uma injusta, percepção de que muitas vezes os sindicatos não estão fazendo coisas a favor do empregado e sim para o empregador, isso é muito ruim (Interesses politicos talvez).
Como diminui os salários ?
Bom, se uma empresa for terceirizar *qualquer* setor, provavelmente o faria se for pagar menos. Não iriam mandar embora e terceirizar se forem pagar mais para o terceiro. Ou seja, só será aplicada se o terceiro já for receber menos.
Isso é a primeira parte, com isso a média salarial também cairá, então, mesmo que você seja super qualificado, as chances do seu salário cair por causa que a média caiu é muito grande.
De novo, por questões de custo, pode-se optar por pagar menos por um trabalho de menos qualidade, fazendo a média cair ainda mais afetando toda a profissão.
1- as empresas vão pagar menos “pelas pessoas” com uma qualidade de serviço nivelado por baixo
2- as empresas vão pagar menos “pelas pessoas” com uma qualidade igual ou até melhor
O que é certeza que vão pagar menos, como já disse antes, senão não terceirizariam.
É só tirar a parte da atividade-fim. O resto tem seu mérito.
Regularizamos a situação do terceirizado que ocorre atualmente, e mais para frente vejamos o caso da atividade-fim. Um passo de cada vez…
Existe alguma base para explicar a redução de salarios que a terceirização supostamente geraria? O artigo traz alguns dados contrariando, mas e do ponto de vista aprioristico? Entendo que a partir do momento que voce usa um terceiro como intermediador, a tendencia é que ele fique com uma fatia do seu salario para te arrumar o emprego, algo como um cafetão.Também entendo que muitos trabalhadores podem dispensar o serviço da terceira e negociar diretamente. Como a relação direta entre o trabalhador e o empresário contratante é extremamente regulada e a terceira da uma aliviada nisso, nao faz sentido que o empresário comece a optar mais pelo serviço da terceirizada e isso cause uma pressão baixista nos salários? O que não diminuiria os custos do empresário com o custo do serviço,mas diminuiria em relação ao custo do trabalhador como um todo? Me parece que uma relação permanece altamente regulada enquanto outra a regulação diminui um pouco, o que levaria a maioria dos empresarios a recorrer a terceirização. Não estou dizendo que isso levaria a uma diminuição da qualidade, pois se isso ocorresse o empresário seria punido pelos consumidores, mas me parece que isso levaria a uma diminuição nos salarios dos trabalhadores. Estando essa analise correta, a vantagem para a produção de bens e serviços é obvia, levando a um enriquecimento do pais como um todo, porem, em um primeiro momento, me parece que os trabalhadores teriam seus salarios diminuidos, além de ficarem praticamente refens de ofertar o serviço por terceirizadas. No longo prazo, entendo que essa mudança beneficie a todos, com maior criação de empregos, riqueza e renda. Está correto o raciocínio?
As soluções mais simples são as mais desprezadas, quase sempre. Em se tratando de Brasil essa é uma regra de ouro da classe politica em primeiro lugar, e de resto por todos os segmentos da sociedade. A nossa cultura é calcada numa mentalidade estatista em que o estado é que deve estimular o crescimento econômico, dai as leis trabalhistas que temos. Então, estão fazendo mais uma daquelas titicas que apenas vai engrossar o já gigante dinossauro da CLT. Como diz o ditado, o apressado come cru, então o brasileiro vai continuar a comer cru, como sempre, e ficar mais perdido do que cachorro em tempos de mudanças.
Se o país quiser avançar, se o brasileiro quiser avançar, muda a CLT, parem de remendar panos novos em tapete velho que está todo rasgado, isso só aumenta a confusão e dá combustível para os que sabem aproveitar da situação, e no fim todos perdem. Não adianta ficar com esse jogo de gato e rato, é as esquerdas de um lado querendo se dar bem com os trabalhadores, e os liberais pensando que medidas isoladas e graduais vá resolver os problemas de todos.
A carga tributaria continua alta, e é isso que importa mudar, enquanto isso não for mudado de verdade a coisa vai apenas ficar mascarada, meia boca, e por ai…
Não precisa fazer outra lei, basta mudar os parâmetros da CLT, mudar certas regras. Basta permitir que qualquer empresa possa contratar diretamente a mão de obra temporária com mais prazo de tempo de contrato com possíveis prorrogações, basta permitir na CLT a existência e a figura de empresas que prestam serviços para outras empresas (como terceiros), mas que fique sob as mesmas responsabilidades trabalhistas das demais, etc. A ideia que está por disso é muito simples, é que é caro demitir devido as multas, devido aos encargos, etc, acabou com isso, acabou o problema. Empresa que dá calote em empregado é coisa de justiça ou de politica, pessoas que abrem empresas e fecham para dar calote é caso de politica, não interessa o tamanha da empresa, quem lesa alguém é caso de politica (justiça). Existe o ministério de trabalho para fiscalizar e executar esse tipo de coisas.
Para os agentes econômicos o que interessa é que existe mão de obra competente para isso ou aquilo, e a empresa que cumpre com suas obrigações.
Os asiáticos em geral são inteligentes, disciplinados e trabalhadores, isso vem de uma cultura milenar. Basta o governo parar de atrapalhar pra eles mostrarem seu potencial.
Totalmente o contrário do povo brasileiro.
Terceirização? Se eu for empregador, sim, obrigado. Se eu for funcionário, não, obrigado!
Grande artigo, vejam este video que sobre a lei da terceirização: https://www.youtube.com/watch?v=E8m7cxXrFT4
Hoje a grande realidade é que o Contrato de Trabalho é um Contrato de Adesão.
“Precisamos de x funcionários, pagamos R$ x”.
E isto é culpa da própria CLT, que proíbe “discriminar o funcionário”.
É como exigir que eu pague o mesmo preço na Coca-Cola e numa Baré. Então o que ocorre? Pagarei o preço de Baré nas duas, afinal, há muito mais pessoas que vagas.
Como isso protege o trabalhador?
Outra: “Não vamos reformar a CLT para proteger os trabalhadores”. Quais? Há sim, os 47% que tem a carteira assinada. Os demais, que pena, não tem condições de assinar e nem mesmo contribuir para a Previdência.
Este projeto de terceirização é apenas uma tentativa de contorno da CLT e, principalmente, dos Acordo Coletivos de Trabalho, criadores de pisos salariais desproporcionais.
Afinal, quem vai bancar o custo político de reformar a CLT? Só se for para nunca mais ser eleito por este “povo-gado” que temos!
Entrevista com uma juíza trabalhista contrária ao PL 4330/2004.
Eu falo em causa própria trabalho na área de tecnologia da informação gasto em media por ano em torno de 6 mil reis em especializações.
Que em média um curso de certificação CISCO custa 3 mil reais 5 dias de curso meu salário é de 2 mil sou terceirizado.
Em suma já trabalhei orgânico em outra empresa na qual o meu salário era de 3 mil reais a 2 anos atrás.
Em fim a terceirização na área de TI foi uma verdadeira porcaria, custo atual de minha atualizações na área já beira facilmente 40 mil entre certificações e cursos de aperfeiçoamento, em novas tecnologias você acham que 2 mil reais e justo!
Fora que você sendo terceirizado não existe estabilidade exemplo muito comum que já vi acontecer em minha área, a empresa que foi contratada entrou em desacordo com a contratante quem perdeu o emprego foi o funcionário por incompetência da empresa que ofereceu a mão de obra terceirizada.
Que não cumpria prazos de entrega de equipamentos para realização do serviço a ser prestado e o funcionário de mãos atadas perdeu seu emprego. Em fim a empresa que fornecia a mão de obra foi desfeito o contrato e o funcionário que exercia a função de manter os equipamentos funcionando perdeu seu posto de trabalho para um outro empregado terceirizado.
Não por incompetência ou imprudência do funcionário que prestava o serviço mas por culpa de sua empregadora que não cumpria os prazos.
Pois, é: se não fosse tanto controle estatal, a terceirização seria desnecessária.
Não vemos muitos trabalhadores do relativamente liberal EUA tentando fugir para o intervencionista México ou vir trabalhar no paternal Brasil com suas leis trabalhistas.
* * *
Infelizmente quem hoje é efetivo de uma empresa que tem em seu quadro de funcionários terceiros, obviamente é contra esse projeto de lei, por outro lado quem é terceiro nesta mesma empresa ( “assim como eu sou” ) é completamente a favor.
Entendam: Tenho até mais deveres que um efetivo, porém tenho menor direito, resumindo… A minha carga horária é a mesma do efetivo, as tarefas são as mesmas, porém se precisar de alguma coisa a mais, colocam para o terceiro ( tipo estagiário ). A empresa disponibiliza transporte para os seus funcionários, que para o terceiro cobra-se três vezes mais do efetivo. Trabalho hoje com pessoas que ganham cinco vezes a mais do que eu ( para fazer a mesma coisa, sendo as vezes até menos ). Os efetivos recebem uma participação de lucros que gira em torno de R$ 15.000,00 onde a minha terceirizada me paga com muita briga R$ 1.500,00 ( será que o meu serviço não gera lucros para a empresa que presto serviço ? ). O efetivo tem praticamente dois aumentos de salários por ano e o terceiro só o dissidio.
Essa é a realidade de 12.500.000 pessoas no país.
O que as pessoas que são contra a esse projeto de lei esperam desses 12.500.000 ?
Como disse no começo… cada um só olha pro seu lado !!!
Muito dos pontos citados com relação a ineficiência da terceirização, deve-se ao fato de ela ainda ser vista com maus olhos, possuir concorrência tímida e não possuir incentivo.
Com a efetivação do PL, a terceirização deve se expandir e profissionalizar para poder lidar com a concorrência. As empresas terceirizadas ruins tendem a dar espaço para as boas, pois trata-se de um mercado de livre concorrência.
No final quem tem a ganhar é o país como um todo.
Com o aumento do número de empresas, maior a dificuldade de esquemas em licitações públicas.
Argumentos que se valem de corrupção/exploração não são válidos, já que devem ser tratados como crime que são. Se souber, denuncie!
O que não pode é ficar restringindo a facilidade dos empreendedores de contratar e dos funcionários de serem contratados com leis e burocracias. Isso é uma afronta ao nosso progresso e a nossa competitividade em escala global!
Às vezes fico impressionado com a capacidade do povo brasileiro de distorcer as coisas e não perceber o que se está à frente do próprio nariz. Esta lei é uma afronta a classe trabalhadora como um todo. A legislação trabalhista para estes trabalhadores terceirizados realmente tem de ser revista, para que não se baseie em uma súmula antiquada e pouco abrangente, mas não da forma como está sendo proposta. Vcs realmente acreditam que esta lei irá beneficiar os trabalhadores? Vejam o que aconteceu no México, onde uma lei semelhante foi sancionada com a promessa de inúmeros benefícios aos trabalhadores e a economia como um todo e vejam o que aconteceu.
Os empresários exploradores que irão maximizar ainda mais seus lucros sem manter vínculo com seus trabalhadores e os futuros donos de empresas terceirizadas que vão surgir aos montes agradecem o apoio de vcs!
O Uber terceiriza os serviços de motoristas de táxi. Pela lógica desses que estão aqui gemendo contra a terceirização, dizendo que ela precária tudo, era para o motoristas do Uber estarem se rebelando e querendo ter os mesmos direitos dos taxistas.
No entanto, o que vemos é justamente o contrário: taxistas protestando contra o Uber. E nenhum motorista do Uber querendo virar taxista.
Como os críticos da terceirização respondem a esta?
Apenas uma pergunta: Quantos dos ilustres defensores da terceirização já trabalharam como terceiros?
Eu trabalho há 35 anos, sendo 20 anos como terceirizado, sou um profissional especializado de nível superior e posso dizer que para o trabalhador a terceirização é uma grande roubada. Quem ganha com a terceirização é o Capital, que inventou este projeto porque o Estado não baixa os altos impostos cobrados sobre a remuneração do Trabalho e então resolveu que, com a terceirização os custos do Trabalho diminuirão, o que é verdade mas o trabalhador perderá direitos (férias, 13 salário, FGTS, salário-desemprego, auxílio-alimentação, treinamento, só para ficar nos direitos mais conhecidos) e a sua renda diminuirá.
Acredito muito no Capitalismo como uma forma de alocar os recursos de forma eficiente da Sociedade, mas não concordo que o Trabalhador tenha que pagar pela ineficiência do Estado.
Mais uma vez pergunto: Quem dos ilustre defensores da terceirização já trabalhou como terceiro? Se é que já trabalharam na vida.
Minha carreira profissional começou graças a terceirização, sem nenhum experiência fui contrato para trabalhar em um banco, mas como terceiro (uma forma que a empresa encontrou para fugir do sindicato).
Com o tempo e devido a enorme quantidade de processos que vinha levando de ex-funcionários, a empresa aboliu essa política, claro que foi ótimo para quem estava lá dentro, mas péssimo para quem está iniciando.
Na verdade a métrica da terceirização (maravilhosa) que está para acontecer tem uma regra oculta que vai (graças a Deus) acabar com a CLT, que é basicamente a proibição de dono de PJ abrir processo trabalhista.
Funcionará mais ou menos assim:
1- Empresa só contrata funcionário PJ através de contrato comercial de prestação de serviços.
2- Funcionário demitido, o contrato é encerrado, e se houver multa é paga.
3- Caso o funcionário acreditar que foi lesado, será obrigado a demandar na vara cível, e não mais na trabalhista.
Para os funcionários que já estão na CLT, eu acho que não compensa passar eles para a PJ, principalmente os antigos, pois o custo com a rescisão é alto. Pelo eu não vou migrar os que estão aqui para PJ, mas os novos vai ser no novo modelo.
Não vejo a hora.
Eu sou liberal e normalmente concordo com os textos do Mises. Neste caso tenho algumas restrições. No Brasil as leis econômicas não funcionam. As vendas caem e os preços seguem subindo! O que queremos é que a terceirização traga o efeito deste artigo. Na prática teremos uma interposta pessoa (empresa terceirizada) que contrata a mão de obra e fornece ao seu cliente. Essa empresa tem que ter lucro! Ela não pode repassar o seu lucro para o seu cliente, pois elevaria os custos dele. Na composição dos custos desta empresa estão os mesmos custos de contratação, salariais, etc, independente se direto ou terceirizado (INSS, FGTS, férias, 13º, uniforme, epi, etc) Então quem “paga o pato” são seus funcionários, mal treinados, mal remunerados, etc. Compare o caixa de um banco privado com um caixa de uma agência lotérica. Veja o funcionário do banco e aquela pessoa terceirizada que vende produtos dentro da agência ( o sonho dele é se tornar bancário).É isso que vai acontecer. Teremos funcionários de 1ª categoria e outros de 3ª categoria. Sem grandes ganhos econômicos para aquele que terceiriza, no máximo os custos de cálculos de folha e alguns controles.
Antes de pensar em terceirização temos que diminuir os custos de contratação, e eliminar a CLT. Essa medida sim tratia grandes resultados.
Pessoal, encontrei um site brasileiro no mínimo muito contraditório, baseado em Gramsci “Grasmci e o Brasil.” Curioso e esperando encontrar pensamentos fabianos nos artigos, me deparo, em um destes artigos, com algumas colocações “pró-mercado”, que me deixaram ATÔNITO. Seria nesse site http://www.acessa.com/gramsci/?page=visualizar&id=1969
Neste artigo o autor insiste na idéia que o estado deve deixar a economia andar livremente! Olhem esse trecho: “(…) o socialismo deve conviver e respeitar o mercado como o espaço de negociação de bens e serviços entre produtores e consumidores, cujo equilíbrio depende da igualdade de oportunidades dos cidadãos; O mercado sinaliza para alocação eficiente de recursos, evitando, portanto, a ineficiência, o compadrio e a corrupção de empresas estatais.”
É no minimo hilário esses comunistas tentando se apropriar de idéias completamente laisse faire!?!?
Mas como tudo neles é confuso e contraditório, logo adiante o autor sinaliza: “O mercado não é justo, mas a concorrência entre produtores e vendedores orienta para a alocação mais eficiente de recursos e para a inovação. Ao Estado cabe impedir o uso de poder de monopólio no mercado, criar o ambiente favorável à inovação e ao investimento e orientar as decisões dos empreendedores na direção do desenvolvimento.”
É dificil para eles entenderem que é justamente o ESTADO que promove compadrios e oligopólios!! Eles entendem que o ESTADO fiscaliza isso e evita que empresários malvados se unam contra o povo!… Ai meu deus do ceu alguem ajude esses caras….
Apesar dos pontos positivos, estão querendo passar essa lei para fornecer mão de obra para orgãos públicos. É a forma mais fácil de roubar dinheiro público. Licitações são um poço sem fim de corrupção, e com isso, vai ficar bem mais fácil roubar. Vai explodir ainda mais a corrupção no país.
Não adianta fazer ”reforma mais ou menos”, tem que mudar ou acabar com a CLT, achar uma saída por meio de tercerização vai incrementar os desvios de dinheiro publico no país
Sobre o projeto da terceirizaçào, leiam este trecho de uma notícia do site da Câmara:
A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) criticou a posição do vice-presidente executivo da Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse), Ermínio Alves de Lima Neto, contrária ao que seria um “excesso” na ação dos fiscais do trabalho. "Hoje estou vendo que o Estado é um monstro, um fantasma que deve ser afastado. Não venham colocar o Estado como um monstro quando ele dá subsídio para o setor produtivo avançar", disse.
Mais estatismo diretamente no link da notícia: www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/TRABALHO-E-PREVIDENCIA/526721-DEPUTADOS-DIZEM-QUE,-SE-TERCEIRIZACAO-PASSAR,-REFORMA-TRABALHISTA-SERA-INOCUA.html
Olá pessoal!
Os fatos são:
– Essa legislação nova aprovada.
– O projeto antigo (que estava no senado que não é o mesmo. Editor, ajuste isso por gentileza, o projeto do Senado é bem mais restritivo)
– Contratos antigos em andamento
– O justiça do trabalho e o ministério público do trabalho JÁ SINALIZARAM que na ponta deles vai ter restrições.
Pensando 5 minutos adiante, temos o seguinte cenário:
– Uma insegurança jurídica maior (dado que ninguém vai se atrever a dar um passo adiante);
– Com isso, haverá uma incerteza gerada pelo regime (que o Leandro já explicou aqui inúmeras vezes;
– Uma justiça mais ativista (não precisa de mais comentários);
– Mais processos trabalhistas (que vão inflar ainda mais os 16 bilhões de reais da justiça do trabalho);
Se me permitem gostaria de compartilhar um video sobre porque a reforma da previdência é muito mais simples de ser feita no nosso país do que parece: link
Eu concordo em termos com essa lei, porque, primeiro eu concordo que essa lei vai ser ótima para empresas privadas, pois ela diminuirá os custos do empregados e aumentara a produção via pessoas contratadas mais competentes .
Porém essa lei para empresas publicas pode ser muito perigoso, porque como sabemos, o governo brasileiro é muito corrupto, é lógico que colocarão, (pois já fazem isso) ,via empresas terceirizadas companheiristicas, os cumpades,nas áreas de finanças e de orçamentos, pois agora a lei permite colocar pessoas nas atividades fins, assim sendo pode aumentar e muito a roubalheira que acontece hoje em dia.
E por que a terceirização não deu certo no México?
Desculpa, mas comparar máquina datilográfica com computador é, no mínimo, falsa argumentação. Outra coisa: Empregador não faz vontade de empregado. Quando se abre uma empresa, o que está em jogo é o serviço oferecido e a margem de lucro, isso é mundo real. Ninguém abre empresa para ser salvador do mercado ou para fazer jus à uma “mão invisível” que regulamenta o mesmo ou para que o empregado tenha uma boa qualidade de vida ou para que o consumidor tenha a melhor qualidade do produto ou menor preço dos mesmos (quem lembra da proposta de alimentos transgênicos, que baratearia o consumo ou diminuiria a fome no mundo? rs); abre-se uma empresa para oferecer um serviço com vistas ao lucro, ao retorno do investimento e isso é clássico. Quando se fala de CLT ou Previdência, não é feita a análise sociológica, desmerecendo os trabalhadores ou omitindo a realidade. Essa estória de empregado incompetente ou de patrão “malvadão” é demagogia. Existe empregado insatisfeito e empregador que valoriza sua empresa. Ademais, existem pessoas desonestas, dos dois lados. Sobre a complexidade da terceirização, há um traçado: o salário do terceirizado é menor porque a contratante faz um repasse à terceirizada, que desconta os encargos e paga menos do que o repasse. Só um ex.: eu trabalhei como terceirizado para uma Indústria em que o dono da Indústria era o dono da terceirizada, ou seja, o repasse que ele fazia era para ele mesmo, dando uma desculpa que meu salário era baixo (R$ 700,00 – líquido, quando o piso era R$ 1.000,00 – sendo que o que conta é o salário bruto que era de R$ 1096,00, sem contar que eu não recebia alimentação e não tinha plano odontológico, benefícios que ele disse que a empresa oferecia aos seus empregados, logicamente de forma verbal) porque tinha que pagar à terceirizada, onde o repasse feito à mesma era o dobro do meu salário, ou seja, em vez de ter um funcionário mais empenhado com um aumento, que fosse, de 30%, ele terceirizava e ainda auferia lucro com a minha terceirização, além de reduzir custos – lucro dobrado (rs). Do ponto de vista do trabalhador, vale a análise se a empresa terceirizada trata bem seus funcionários, tem plano de carreira, etc. Sabe quando ouvimos falar das operadoras de telefonia e seu péssimo atendimento? O atendimento é terceirizado, geralmente eles contratam pessoas sem experiência (redução de custo) e o dono da terceirizada é o dono da OI e de vários empreendimentos em que a terceirizada também trabalha, terceirizada chamada CONTAX (que é controlada por uma holding de político).
Trabalho em uma multinacional do ramo petrolífero na área de T.I. Hoje nem tanto, mas cerca de 10 anos atrás trabalhar aqui era o sonho de consumo dos habitantes da área de TI da cidade. Bem, existem três tipos de funcionários aqui: os regulares, os contratados e os funcionários temporários (tempo de contrato de no máximo dois anos). Muitos dos “contractors” sonham, ou melhor, sonhavam tornarem-se funcionários regulares, o que era uma situação excepcional, já que em 10 anos de companhia pouquissimos contractors foram “efetivados”, o desejo é explicado pura e simplesmente porque o salário de fato é muito menor, porque muito menor? pq comparo com meu caso, em algumas conversas com contractors, eu recebia Rs5,000 mensalmente e os contratctors 3,000 ou 3,200, além de não terem direito a participação nos lucros, não participarem do plano de carreira (aqui existe um ranking anual para medir a performance dos trabalhadores, contractors não podem participar desse processo), entre outras coisas das quais eram excluídos. O que ainda não entra na minha cabeça, é acompanhar diariamente contractors que trabalham exatamente na mesma função que a minha, alguns deles com muito mais conhecimento técnico do que eu e ainda sim meu salário ser entre 30% e 40% maior ou ainda no casos deles não terem a perspectiva de uma carreira a longo prazo na companhia. Eu entendo perfeitamente que o país necessita de reformas nas mais diversas áreas, mas me parece que aqui no Brasil essa terceirização pensou muito no empresariado e colocou em risco muitas garantias dos trabalhadores. Espero que eu esteja enganado e isso seja uma boa atitude do governo, mas no mundo que eu vivo aqui diariamente, a vida real dos contratados é bem diferente da minha e eu jamais trocaria com eles. Na minha cabeça, onde nao sou um especialista em economia, não seria melhor ao invés de liberar a terceirização, discutir uma outra maneira , que possa diminuir os custos dos empresários de outra forma, mas preservando os direitos atuais dos trabalhadores ?
Eu sou um exemplo de como ser terceirizado foi muito benéfico financeiramente para mim. Fiz isso por conta própria em 1992 saindo da clt e passando a prestar serviços para vários empregadores desde então.
Nunca houve essa questão de desvalorização da remuneração, muito pelo contrário, no início cheguei a receber o dobro do que recebia como clt e, aos poucos, foi se estabilizando num valor de mercado aceitável tanto para quem paga quanto para quem recebe. Entretanto ainda há uma pedra no meu sapato que me incomoda muito e chama-se governo que, todos os meses, rouba uma parte do que recebo para, supostamente, dar algum benefício social e só vejo milhões de reais do dinheiro público indo para contas privadas no exterior.
blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2017/03/22/camara-pode-terceirizar-risco-da-atividade-economica-dizem-especialistas/
Sabiam? As empresas terceirizadas tem “lista suja” de funcionários que judicializam contra elas? Até de mulher que engravida muito…
Acoplado a isso vêm os contratos de 9 meses, ou seja, as empresas que prestam serviço de terceirização contratarão seus funcionários por 9 meses e depois dispensarão. Não terão mais 13 proporcional e nem direito a férias. Não é tão simples assim como o artigo mostra.
A previsão é termos mais 1 milhão de desempregados? Isso é muito pouco para mais de 20 milhões que terão seus direitos reduzidos a nada. Acho que é necessária uma flexibilização da CLT, pois realmente os encargos são altos, e, como empresário, sinto isso no bolso. Mas também acho que ter funcionários sem direitos não é a solução. A galera de TI, por exemplo, vai se dar muito mal. Serão contratados somente por projeto, ninguém mais terá estabilidade. Alguns ganham emprego, outros perdem. Minha mulher é publicitária. Na área dela, mais da metade das pessoas perderiam o emprego com essas novas regras. Acha que o camelô da rua vai querer trabalhar pra uma empresa de terceirização, ralar pra ganhar 800 reais no fim do mês, sem férias, sem 13, sem fgts?
Um bom profissional poderá ser substituído por funcionários descartáveis de empresas terceirizadas. Não sou contra a terceirização, mas o pacote que vem com ela. O modo como será aplicada nas atividades fins. Pois em nenhum momento será usada de maneira a se especializar uma função, e, sim, única e exclusivamente para diminuir custo. Não fará com que se contrate mais
O estado cobra pela garantia de segurança que você tem de abrir uma empresa.Entendeu?
Num sistema selvagem de 200 mil anos atrás você não poderia empreender. O estado cobra isso(os valores podem ser discutidos).A dívida com o estado é eterna. O estado vende uma mercadoria cara: a proteção. Se o estado fosse pequeno demais, você teria que pagar às máfias.Entendeu?
Nós devemos ao estado,mesmo imperfeito; a liberdade. Sem o estado não seríamos livres e retrocederíamos à selvageria de 100 mil anos.
Há mais ou menos 11 mil anos, um caçador jovem atrapalhou a caça e ele deveria ser morto. Mas fez-se uma reunião dos líderes(estado) e ele foi perdoado. Entenderam o que é o estado?
Não adianta citar Dinamarca, EUA, Noruega. Lá o estado é também autoritário.
Lanço um desafio a qualquer um aqui:
Fazer uma lista de tópicos contra a terceirização para uma pessoa de meia idade, com família e sem qualificação técnica alguma, cuja carteira não tem uma década assinada. Convença-o de que é um mau negócio.
Pra quem quiser acessar os artigose não sabe como, clique no link do leandro, copie o “doi”ou o link e cole no site sci-hub.cc. Abraços
Mas uma dúvida. Será que as empresas, terceirizando as atividades-fim, diminuindo os custos com pessoal, consequentemente sobrando mais dinheiro em caixa, irão realmente fornecer produtos mais baratos ou serviços de maior qualidade? A PL não deveria de alguma forma forçar as empresas a apresentarem resultados melhores com a redução de custo com a terceirização?
“O iPhone que você usa, o Nike no seu pé, seu notebook, seu carro”
Devo estar bem abaixo da média dos leitores do IMB! Pequeno ajuste para minha faixa:
“O xing-ling que você usa, o Konga no seu pé, seu Compaq 8000c, o ônibus que você usa”
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eu não entendi a charge que ilustra a materia!
A galera de TI, por exemplo, vai se dar muito mal. Serão contratados somente por projeto, ninguém mais terá estabilidade.
Quem é competente não precisa de estabilidade. Quem não é, não merece estabilidade.
Minha mulher é publicitária. Na área dela, mais da metade das pessoas perderiam o emprego com essas novas regras.
Quer dizer que o mercado publicitário hoje emprega mais que o dobro de pessoas que seriam necessárias?
Acha que o camelô da rua vai querer trabalhar pra uma empresa de terceirização, ralar pra ganhar 800 reais no fim do mês, sem férias, sem 13, sem fgts?
Acho que cada um sabe onde aperta seu sapato. Tem quem prefere ser camelô, tem quem tope ralar para ganhar 800 reais, quem só tope ralar por 1500, e por aí vai.
Um bom profissional poderá ser substituído por funcionários descartáveis de empresas terceirizadas.
Tem certeza que vc é empresário? Vc descarta bons funcionários e substitui por qualquer um? Para mim isso é inédito. (A não ser que sua empresa trabalhe para o governo, óbvio)
Ótimo texto.
Prezados,
Tenho um amigo, cuja mãe está defendendo uma tese de doutorado em Valência sobre as leis trabalhistas em países que tiveram influências facistas, comparando Brasil,Itália e Espanha.
Na tese, ela chega à conclusão que as leis trabalhistas desses locais são muito similares e muitas vezes até mais protecionistas que as brasileiras. Com isso como podemos explicar a situação econômica destes países ser melhor que a nossa e os empreendedores terem maior facilidade de trabalhar e gerar empregos?
O que explica o insucesso da terceirização na Russia que os obrigou a revogar a lei que permitia a terceirização no país? Os resultados foram diminuição das condições e salários e não houve a criação de empregos esperada.
Leandro, tenho uma dúvida.
Sabendo que as empresas estatais não precisam operar de forma eficiente para sobreviverem (já que elas o fazem com o dinheiro do contribuinte), existe alguma garantia de que muitas empresas terceirizadas não seriam apenas cabides de emprego para políticos corruptos que atuariam como “empresários”?
Gostaria que me esclarecesse isso, por favor. Ao meu ver, terceirização em setor público altamente regulamentado (como é o nosso caso) seria extremamente suscetível à corrupção e sem nenhuma garantia de melhoria de serviços, uma vez que o financiamento da terceirizada é garantido pelo Estado.
Parabéns, muito bom e útil esse artigo.
Atribuir a evolução da qualidade e variedade dos produtos somente à expansão da terceirização é uma visão muito simplificada, pois desconsidera por exemplo o avanço tecnológico que além de melhorar a qualidade e a oferta de produtos, permite também redução de custos, agilidade na produção e aumento da produtividade. O aumento da eficiência das empresas ao longo do tempo foi calcado principalmente no progresso técnico e nas inovações organizacionais. Também associar o desenvolvimento socioeconômico à expansão de divisão internacional do trabalho é também muito simplista, pois não houve um desenvolvimento de maneira geral, pois os impactos da D.I.T são diferentes dependendo do nível de competitividade dos países e de seu papel na economia mundial. Veja por exemplo os países da AL que ao adotar a especialização sem outras reformas estruturais não conseguiram alcançar o desenvolvimento e ainda tinha que lidar com o problema da deterioração dos termos de troca que criava dificuldades no Balanço de Pagamentos, no Saldo em Conta Corrente e na Dívida Externa o que representava para estes países uma restrição ao desenvolvimento e um aumento da dependência. Por fim, afirmar que a terceirização eleva o nível de renda do trabalhador proporcionalmente ao aumento da produtividade não encontra evidências reais e na verdade o contrário, pois por exemplo, nos EUA, os salários reais estão estagnados há décadas ao passo que a produtividade cresceu expressivamente. Se possível para confirmar seu argumento, traga dados de que a expansão da terceirização gerou aumento de salários de maneira proporcional à produtividade. Ficaria mais convencido se observasse números, gráficos ou uma fundamentação matemática que mostre os ganhos monetários reais para os trabalhadores com a terceirização
Como está a situação da Terceirização no país?