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O estado é cúmplice dos 50 mil homicídios que ocorrem anualmente no Brasil


quase 20 anos impera no Brasil a ideologia infundada de que a criminalidade e a
violência são fruto da desigualdade social e da pobreza. Como se todo pobre
fosse impelido ao crime, enquanto os abonados — embora malvados capitalistas
— se distanciassem dos atos criminais.

Os
adeptos desse pensamento apenas se esquecem, propositalmente ou não, de que
cometer um crime é e sempre será uma escolha
individual e consciente
, independente da classe social.

A diferença entre ricos e pobres é que os primeiros, quando decidem cometer
crimes, escolhem o estelionato, as falcatruas, a corrupção, a gestão
fraudulenta, as licitações forjadas, e não raramente acabam na política. Os
pobres, por pura falta de outros instrumentos ou acessos, “metem o canhão na
cintura” e vão para a rua assaltar.

Todos eles, porém, são criminosos e caberia ao poder público, ao “deus-estado”,
fazer valer a lei e puni-los indistintamente, na proporção de seus delitos.
Sabemos, todavia, que isso não acontece nem para pobres, muito menos para os
ricos, ainda mais se estes fizerem parte da estrutura do status quo.

Consequentemente,
a ideia da determinação do meio social vai, comodamente, sendo aceita,
favorecendo, pela falta de combate, a expansão vertiginosa da violência
criminal. A sociedade, em seus mais diversos segmentos, parece apática, sem
esboçar reação.

A segurança privada, embora seja o setor que mais se beneficia financeiramente
do caos que se instala no Brasil, não tem autorização para efetivamente
contribuir para a segurança dos cidadãos de forma mais geral, não podendo tomar
o espaço abandonado pelo poder público. O próprio “deus-Estado”, que tudo sabe
e vê, já cuidou de eliminar o risco de concorrência ao seu temerário monopólio
da força.

Prova
disso é que, no Plano
Nacional de Direitos Humanos
(PNDH3), emitido pelo governo federal, há a
previsão para que toda a segurança privada armada seja banida do Brasil. Melhor
não fazer muito barulho.

O cidadão, coitado, se viu, nos últimos anos, convidado a entregar suas armas e
sua vida às mãos ineptas do estado, por meio das campanhas de recolhimento de
armas. Chamado à urna, disse não ao desarmamento, com o que esperava estar
garantindo o direito de possuir legalmente uma arma para sua defesa. Mais uma
vez foi traído: seu voto foi feito de papel higiênico e, de novo, o estado
disse “eu não deixo você ter uma arma, isso é para a sua própria segurança”,
mesmo que o caminho para a segurança seja ir preso ou morrer, com a leniência
oficial, nas mãos de um facínora qualquer.

Arma não mata

O
pressuposto fundamental do pacifismo desarmamentista é nobre na medida em que é
estúpido: busca erradicar uma parcela considerável da violência desarmando o
cidadão comum por meio da força coercitiva de estado. É nobre por pretender a
paz entre os homens, e estúpido por não compreender que a arma de fogo não
passa de um agente instrumental da violência e não a causa. Arma não
mata. 

A consequência imediata desse excesso de nobreza e estupidez é que, no final
das contas, a violência sempre é quitada com suor e sangue do cidadão comum
(quem busca levar a vida do modo mais razoável possível dentro do espírito das
leis). O homem comum não saca uma arma com a intenção de matar seus desafetos e
muito menos faz “um corre” em vista de suas conquistas. A arma de fogo é, por
natureza, moralmente neutra. Afinal, quem mata é o homem.

Na realidade, os únicos beneficiados com políticas de desarmamento são o estado
e quem vive à margem das leis: políticos e bandidos. A sociedade civil sempre
foi esmagada por essas duas forças: a força motora de crescimento do poder do
estado, inversamente proporcional ao enfraquecimento do poder dos indivíduos; e
a força desestabilizadora do poder de criminosos, inversamente proporcional à
estabilidade moral e jurídica que rege as relações entre os homens. 

O poder do estado e o poder dos criminosos comungam de uma mesma natureza
parasitária e opressora: o estado detém o monopólio do uso da força e, por
isso, da arma de fogo. O criminoso está pouco se lixando para quem detém a
legitimidade do monopólio da violência — pra quem já vive à margem da lei, não
faz o menor sentido a determinação de uma lei de desarmamento. 

A presença benevolente do estado paternalista enfraquece a fibra moral da
sociedade civil; a ação criminosa atua justamente nesse enfraquecimento. O
problema da violência não diz respeito à quantidade de armas de fogo circulando
na sociedade civil, mas à quantidade de parasitas que mimetiza a ação do poder
soberano do estado. Como já demonstrava Santo Agostinho, a diferença entre um
chefe de estado e um chefe de quadrilha está no tamanho e não na
natureza. 

Contudo, a discussão de fundo sobre o desarmamento pode ser resumida nos
seguintes termos: o controle estatal de armas de fogo aumentará ou diminuirá o
número de mortes por armas de fogo e, consequentemente, os números da
violência? 

Jornalistas
do britânico The Guardian foram aos
fatos e os apresentaram
de maneira sintética e inteligente
, levantando um quadro factual da
momentosa questão da posse de armas por cidadãos honestos x criminalidade
violenta em todo mundo.

Clique
no link acima e você verá que:

1)
Os EUA possuem a maior taxa de posse de armas do mundo — uma média de 88 armas
para cada 100 pessoas.  Isso deixa o país
disparado no primeiro lugar, uma vez que o segundo colocado, o Iêmen, possui
uma taxa significativamente menor: 54,8 armas para 100 pessoas.

2)
No entanto, os EUA nem de longe possuem a maior taxa de homicídios por arma de
fogo.  Esse prêmio vai para Honduras (6,2
armas para cada 100 pessoas), El Salvador (5,8 armas para cada 100 pessoas) e
Jamaica (8,1 armas para cada 100 pessoas). 
Com efeito, os EUA estão na 28ª posição no ranking de homicídios por
arma de fogo, com uma taxa de 2,97 homicídios para cada 100 mil pessoas.

3)
Já o Brasil é o país em que mais se mata em termos absolutos e é um dos que
possui a maior taxa de homicídios por arma de fogo.  Por outro lado, no ranking da taxa de posse
de armas de fogo, o país está na 75º posição, e há apenas 8 armas para cada 100
pessoas.

4)
Ao contrário do que muitos acreditam, a população dos países europeus é muito
bem armada, como comprovam os números de Áustria, Alemanha, França, Suíça,
Suécia e Noruega, todos com uma média superior a 30 armas por cada 100 pessoas. (O que significa que essas populações são 4 vezes mais bem armadas que os brasileiros).  A Finlândia é a mais bem armada de todas, com
mais de 45 armas para cada 100 pessoas. Já Portugal, Espanha, Itália e
Inglaterra ficam bem para trás (mas, ainda assim, sua população é mais armada que a brasileira).

5) As principais vítimas do desarmamento são as mulheres. Nos EUA, a cada ano, aproximadamente 200.000 mulheres nos EUA utilizam armas de fogo para se proteger de crimes sexuais. Por outro lado, no Reino Unido, onde a posse de armas é severamente restrita, há aproximadamente 125% mais vítimas de estupro por 100.000 pessoas a cada ano do que os EUA.

Pacifistas
acreditam, a despeito dos fatos, na nobreza da alma humana e postulam o
seguinte princípio (uma espécie de filho bastardo do determinismo cientificista):
menos armas, menos violência; mais armas, mais violência. Por outro lado, o
homem atento aos fatos sabe que a realidade humana não funciona bem assim: quem
escolhe matar é o homem; e a violência é, em última instância, derivada da
tentação de subjugar o outro, portanto, derivada de péssimas escolhas humanas.
Arma nunca escolhe matar. 

A verdade é o que princípio determinista do conto de fadas dos pacifistas —
“menos armas, menos violência; mais armas, mais violência” — não faz o menor
sentido em um mundo de homens reais. Se de repente todas as armas de fogo
desaparecessem da face da Terra, inventaríamos outros meios para atacar,
roubar, matar e, na mesma proporção, nos defender. 

Leis nunca impedirão loucos, terroristas ou
criminosos.

Em 2009, um radical islâmico abriu fogo na base militar de Fort Hood, no
Texas, matando 12 militares. Só cessou o ataque quando soldados armados o
balearam.

Em 2010, um homem com problemas psicológicos invadiu uma escola primária da
China e, usando uma faca, matou pelo menos 7 crianças e uma professora. Foi
embora e se matou em
casa. Naquele ano ataques semelhantes vitimaram mais de 150
crianças e adultos.

Em 2011, um maluco ingressou em uma escola em Realengo, Rio de Janeiro, e matou
12 alunos. Só cessou o ataque ao ser baleado pro um policial militar.

Em 2012, um homem mascarado, vestindo roupa camuflada, abriu fogo em um
shopping de Portland, nos Estados Unidos. Duas pessoas e o próprio atirador
morreram.

No dia 16 de setembro de 2013, um homem invadiu uma base militar em Washington,
EUA, e matou pelo menos 12 pessoas antes de ser morto pela polícia.

Dos cinco casos citados, os episódios de maior carnificina foram exatamente nos
locais que, nos EUA, são chamados de “gun free zones”, ou seja, onde ninguém
pode entrar ou permanecer armado. Para deixar claro, embora pareça e seja um
contra-senso, áreas militares também não permitem que soldados e servidores
entrem ou permaneçam armados em suas dependências.

O local onde o louco assassino teve menor êxito foi no shopping de Portand,
onde clientes podem entrar armados. E foi exatamente um desses clientes, um
homem que passeava com um amigo e o filho, que sacou sua arma e enfrentou o
celerado, que, diante da reação, covardemente correu para dentro de uma loja e
se matou.

No mesmo sentido, um outro exemplo: o massacre de Aurora (EUA), em que um homem
invadiu uma sala de cinema e matou 12 pessoas. O que se divulgou das
investigações deixou claro que ele escolheu um cinema em que, por política da
empresa proprietária, não se permitia porte de armas em suas salas. Relatórios
da investigação também apontaram que ele identificou cinemas muito mais
próximos de sua casa e, até mesmo, salas com mais espectadores ainda; mas ele
escolheu exatamente o local em que tinha a maior chance de êxito em seu plano
macabro.

Em
qualquer tragédia é realçado o fato de que um criminoso usou armas de fogo,
porém é omitido o que teria ocorrido caso algum cidadão estivesse de posse de
sua arma de fogo. Haveria reação e seguramente o criminoso seria abatido

Cesare Beccaria, em seu livro “Dos Delitos e Das Penas”, de 1764, já deixa
clara ineficácia de certas leis. Escreve ele:

“Podem considerar-se igualmente como
contrárias ao fim de utilidade as leis que proíbem o porte de armas, pois só
desarmam o cidadão pacífico, ao passo que deixam o ferro nas mãos do celerado,
bastante acostumado a violar as convenções mais sagradas para respeitar as que
são apenas arbitrárias.




Tais leis só servem para multiplicar os assassínios, entregam o cidadão sem
defesa aos golpes do celerado, que fere com mais audácia um homem desarmado;
favorecem o bandido que ataca, em detrimento do homem honesto que é atacado.

O que precisa ser entendido é que leis não impedem loucos, criminosos ou
terroristas. Só acabam por lhes dar salvo-conduto, a certeza de que suas
vítimas estão indefesas. Assim, eles marcham para os massacres com a
tranquilidade de um lobo que ataca um rebanho sem qualquer preocupação, diante
da inexistência do cão pastor.

Conclusão

Nem
toda sociedade quer ter uma arma.  Se
somente 20% da população civil estivesse armada, alguns casos de criminalidade
poderiam ter sido evitados.  Um caso que
vem à mente é o do estuprador
do coletivo no Rio de Janeiro
, que rendeu o motorista e estuprou uma
passageira.   Nesse mesmo coletivo, havia 10 pessoas que
ficaram atônitas no fundo do ônibus, passivamente assistindo a toda aquela cena
de terror.  Se ao menos um passageiro estivesse
armado, a história teria sido bem diferente.

Ainda
hoje ninguém explicou se o pessoal dos direitos humanos, bem como as pessoas
que defendem o desarmamento, deram suporte para aquela cidadã que hoje amarga o
terror em sua mente, sem amparo algum.  Já
o “bandidinho” armado foi protegido como que com honras de estado. Desencontro
total de valores.

Por
isso afirmo que não há, realmente, muito o que esperar. E, além de afirmar,
faço aqui uma acusação: o estado é cúmplice! Cúmplice de cada homicídio, de
cada estupro, de cada roubo e de cada furto que ocorre hoje no Brasil.

Em
que me pauto para afirmar isso? Ora, quem tem o instrumental de repressão e clama
para si o monopólio da segurança pública, ao não tomar as medidas necessárias
para impedir todo e qualquer tipo de crime, é cúmplice — no mínimo, por
omissão.

Leia também:

Vinte fatos que comprovam
que a posse de armas deixa uma população mais segura
 

Desarmamento e genocídios 

Como o porte irrestrito de
armas garantiu a liberdade dos suíços
 

O direito de portar armas é
um direito humano essencial

Armas e liberdade


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73 comentários em “O estado é cúmplice dos 50 mil homicídios que ocorrem anualmente no Brasil”

  1. Prezados,

    Se alguém puder indicar referências de como o cidadão de bem conquista seu porte de arma, seria bem proveitoso. Coisa de passo a passo. Eu tinha um link, mas o tiraram do ar. Explicações legais, preço de armas. Orçamento completo com burocracia e instrumental. Acho que muita gente aqui teria interesse.

    Obrigado.

  2. Enquanto nós pensantes do povo preocupamos com a pobreza e a miséria que assola o mundo, este site visa propagandear objetos que só servem para matar seres humanos, uma medida que seria um mero retrocesso aos tempos da barbárie.

    O texto começa já induzindo o leitor ao erro quando diz que o crime é uma questão de livre arbítrio, um argumento que só serve para alimentar os racistas e fascistas deste mundo, que apenas jogam todo o problema do capitalismo na tal "falta de caráter" do pobre. Seria falta de caráter quando um jovem da periferia entra no mundo do crime porque não consegue emprego? Seria falta de caráter quando uma criança, que não teve acesso à escola, entra no tráfico? É claro que não.

    Esses jovens não tiveram escolha, foram jogados ao crime pelo próprio sistema que apenas valoriza bens materiais, que transforma seres humanos em meros instrumentos braçais ou escravos da produção capitalista. A tal liberdade que os defensores do capital propagam é uma liberdade falsa, pois a verdadeira liberdade só poderá se alcançado através da reforma no sistema educacional, como ensinou o nosso querido Paulo Freire.

    E também pouco me importa as estatísticas do artigo, uma velha tática burguesa a serviço das indústrias de armas que utilizam de mecanismos da matemática para criar e distorcer fatos sobre a realidade. Pergunto ao liberal, qual o propósito da arma se não matar? Como poderemos permitir que seres humanos, criaturas emocionalmente instáveis, possam ter acesso a este objeto tão perigoso e destrutivo?

    Se quisermos construir uma sociedade justa e harmoniosa é essencial combatemos o porte de arma, permitindo apenas aos grandes homens esse acesso. E novamente, pouco me importa que o povo queira ter acesso ao porte de arma, pois o povo muitas vezes vota contra si mesmo, iludidos pela propaganda massiva das indústrias de armas. Se quiseres uma solução ao crime precisamos começar com uma reforma educacional já, pois só fornecendo as ideias corretas para que o individuo adquira a consciência do seu meio é que poderemos acabar com a criminalidade.

  3. Político a favor de desarmamento deveria substituir seu aparato armado de segurança pessoal por um bilhete em suas costas onde esteja escrito, “THIS IS A GUN FREE ZONE”, a fim de praticar bem o quê prega. Ponto final.

  4. Eurivaldo Alcântara

    As estatísticas reforçam cada vez mais a ideia que o desarmamento civil torna as pessoas vulneráveis àqueles que decidem se armar em detrimento da lei, ou seja, enquanto uns obedecem as leis de desarmamento, outros a ignoram e promovem o terror. Uma pena que no Brasil os ditos ‘intelectuais’ mascaram a realidade e os dados.

  5. Rogerio Basztabin

    Já me salvei de assaltos mais de uma vez graças ao tempo que se podia ter porte de arma. Sou e sempre serei à favor do porte de armas…. É um direito de todo cidadão. Já que o governo não consegue nos defender, por que não tirarmos porte consciente com preparo, treinamento e tudo mais como era feito?

    Infelizmente as leis estão defendendo bandidos e criminosos e ferrando com o cidadão de bem. Ladrões deitam e rolam as nossas custas…. Há uns tempos atrás me ameaçaram na rua e me defendi com as próprias mãos… Não deu 15 minutos e a polícia queria me levar preso, defendendo quem me ameaçou… ai veio uma explicação lógica (vinda de outro policial) Se prendêssemos o meliante não daria em nada.. agora prender o cidadão de bem com posses e tudo mais rola processo e lucro para o estado. Revoltante….. MST com facões não mão pela rua e armas de fogo pode…..

  6. João Domingues Maia

    Um ladrão só entra em sua casa porque sabe que você não tem uma arma para se defender. Invadiram o sítio de um amigo que fica a quilometros do posto policial mais próximo e fizeram a mudança. O cachorro ficou latindo e ele nada pode fazer antes que os dois bandidos entrassem. Tivesse armas, entregava uma ao caseiro, outra ao filho, outra ao genro e tinham posto os bandidos para correr. Vá morar em uma fazenda e aguarde os ladrões de gado. No Brasil, pequenas cidades são invadidas por ladrões de caixas eletrônicos, mas experimenta invadir uma cidadezinha do interior dos EUA: dezenas de fuzis vão aparecer nas janelas das casas.

  7. Perfeito! No Brasil, o governo só quer que as armas fiquem sob o poder de suas milícias e traficantes, visto que até a polícia encontra dificuldade de exercer o seu papel… Sempre que há mortes em virtude de troca de tiros entre policiais e bandidos, a culpa sempre é da polícia! A solução que eles querem é deixar a população a cada dia mais refém…

  8. De acordo com esse respeitadíssimo site esquerdista, Honduras, um dos lugares que mais se mata no mundo, é ”um país violento e armado até os dentes”.
    Ai você vai pesquisar a taxa de armas per capita (que é a que importa), e descobre que lá existem 6.2 armas por 100 habitantes. Ou seja, um país 15 vezes menos armado do que os EUA, onde a taxa é de 90 armas por 100 habitantes.

    http://www.vermelho.org.br/noticia/120131-7

  9. Henrique Zucatelli

    Mesmo antes de conhecer a fundo a liberdade proposta por Mises, sempre fui a favor do cidadão portar sua arma, seja branca ou de fogo, pelo pressuposto óbvio que é o agente que comete o crime, não o objeto utilizado.

    Não fosse assim, e se levássemos ao pé da letra esse status quo que tentam legitimar, olha o que teríamos que proibir:

    – A compra e porte de facas, facões ou qualquer instrumento cortante, pois boa parte dos homicídios são cometidos com o uso dos mesmos.

    – O cidadão ter ou dirigir qualquer tipo de veículo, pois o ladrão que rouba foge normalmente de carro, moto, e muitas vezes de caminhão. Outro motivo seria que diversas mortes são provocadas por atropelamentos.

    – A compra ou porte de telefones celulares, pois são o principal meio de comunicação dos criminosos, dentro e fora das penitenciárias.

    – Torcer para o Corinthians ou Flamengo, pois 99% dos criminosos torcem e/ou pertencem a torcidas organizadas desses clubes.

    Bom, essa lista por mais absurda que possa parecer, vai aumentar infinitamente, pois praticamente todos os instrumentos de defesa, locomoção e comunicação utilizados pelo cidadão é utilizado igualmente pelo criminoso. Logo, a lógica perversa utilizada pode qualquer dia desses tomar proporções bem compatíveis com o que descrevo por cima. Os políticos do Brasil não tem limites quando se trata de fazer m…

  10. Bom texto, mas o início é tão absurdo que tive vontade de fechar a aba do artigo assim que o li.

    “Há quase 20 anos impera no Brasil a ideologia infundada de que a criminalidade e a violência são fruto da desigualdade social e da pobreza.”

    Achar que desigualdade social não condiciona criminalidade é, no mínimo, ingenuidade. Criminalidade não é condicionada pela pobreza, mas pela desigualdade social não há dúvidas de que é, sim.

    jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-relacao-entre-desigualdade-e-criminalidade

    Aí, continuando o texto,vem a seguinte passagem:

    “A diferença entre ricos e pobres é que os primeiros, quando decidem cometer crimes, escolhem o estelionato, as falcatruas, a corrupção, a gestão fraudulenta, as licitações forjadas, e não raramente acabam na política. Os pobres, por pura falta de outros instrumentos ou acessos, “metem o canhão na cintura” e vão para a rua assaltar.”

    Ok. São poucos aqueles que tem acesso à possibilidade de praticar estelionato, gestão fraudenta, licitações forjadas etc. Segundo a tese dos autores, por quais vias o bandido da classe média, que não tem acesso à possibilidade de estelionato etc., cometeria crimes? Seria pela via dos pobres, que vão pra rua assaltar? Então a taxa de presos de classe média é a mesma da de presos pobres, certo? É óbvio que não.

    institutoavantebrasil.com.br/perfil-dos-presos-no-brasil-em-2012/

    Não consegui achar a relação entre as classes sociais dos presos. Mas esse dado aqui é bem esclarecedor:

    “O nível de escolaridade entre a maioria dos presos, em 2012, era o Ensino Fundamental Incompleto (50,5%)”

    Pra que a população carcerária fosse homogênea entre as classes, metade das pessoas da classe média no Brasil teriam que ter o fundamental incompleto. Alguém aí conhece um classe média que tenha mais de 18 e não tenha o fundamental completo? Eu não conheço um.

    À luz desses dados, fica óbvio que a maioria dos presos são pobres fudidos, então a crença de que desigualdade social gera violência não é nem um pouco infundada, pelo contrário: a descrença nesse fato é que é.

  11. Amarílio Adolfo da Silva de Souza

    Concordo em tudo. O “estado” brasileiro é uma besta desgovernada. Ou melhor, “governada” por bestas desgovernadas e estúpidas.

  12. Eu sempre me orgulhei de nunca ter dado um tiro em minha vida (com 51 anos). Mas minha porção “bicho grilo” hoje se rende a mais uma evidência da realidade humana: a restrição ao porte de armas estimula a audácia dos marginais. O direito de possuir uma arma de fogo em sua propriedade, residencial ou comercial, é um dos pressupostos da liberdade individual e do direito à defesa da propriedade. Novamente neste tópico fomos derrotados pela “hegemonia cultural” das esquerdas no Brasil.

  13. Felipe Lange Souza B. S.

    Muito bom artigo Bene Barbosa!

    E eu digo-lhe: o estado não só é um cúmplice do crime, como ele em si é praticante do crime, com seus políticos e burocratas psicopatas que desprezam a vida humana.

  14. morei 3 meses em Israel, em lugar nenhum do Brasil me senti tão seguro quanto lá, cercado por pessoas armadas. O “cara” tem que ser no mínimo estúpido (ou um terrorista que passou por lavagem cerebral] para tentar fazer alguma coisa em um ambiente destes, onde as pessoas de bem estão armadas e treinadas para bem utilizá-las.

  15. Os artigos de Bene Barbosa,são sempre pontuais.Acrescento um breve adendo: 1)A verdadeira estatística de assassinatos no Brasil ultrapsssa os 90 mil/ano.Ocorre que
    a estatística padrão registra a morte da vítima /ou agressor no momento do crime.Muitas vezes a morte se dá alguns dias após,não havendo assim a relação direta com o caso.
    2) Países como a Suiça,a população mais armada do mundo (armas/habitantes),tem índices baixíssimos de criminalidade.Lá,um(a) jovem de 15 anos é treinado para manusear uma arma com extrema habilidade e estrutura emocional adequada,para ptoteger a si,a sua família e a sociedade.3)Como referência de site sobre a fraude do desarmamento e a importância das armas para defesa pessoal,indico Armaria: http://www.aramria.com.br
    São vários artigos (alguns do próprio Bene Barbosa,salvo engano)que expõem com argumentos inquestionáveis o direito e a importância de se ter uma arma.

  16. Infelizmente, pode ser que 50% da definição deste tema esteja correta em relação à escolha sobre cometer ou não crime.
    Vejamos um fato ocorrido em 1980, quando patrulhava em São Paulo, numa noite de junho, com uma volante da Polícia da Aeronáutica (naqueles tempos haviam patrulhas constantes da PA, PE e SP da Marinha nas capitais de Estado).
    De repente um sujeito correndo e outro atrás gritando “pega ladrão”.
    Embora não fosse competência jurisdicional da PA, por força do dever capturamos o que fugia e o segundo chegou logo atrás.
    Ao ouvirmos o que perseguia o “ladrão”, ele disse que o tal “ladrão” pediu a ele uma ajuda de qualquer valor para comprar remédio para seu bebê que estava muito doente e ele, como “bom cidadão” mandou o outro trabalhar (-Vai trabalhar vagabundo… Foram essas as palavras).
    Bom o tal ladrão então pegou a carteira do outro e saiu a correr, sendo perseguido.
    Passamos então a ouvir o “Ladrão” que disse o seguinte:
    – Senhores, eu não sou ladrão (tirou a Carteira de Trabalho do bolso e mostrou), eu trabalhava na Volkswagen, mas os caras do Sindicato dos Metalúrgicos fizeram uma greve lá e fui mandado embora junto com uma porção de gente, e não consigo arrumar trabalho.
    Continuou dizendo:
    – Tenho um bebê de 8 meses que tem hidrocefalia (doença que junta água no crânio), e precisa de remédio urgente, mas custa 80 cruzeiros e não tenho, então pedi esmola o dia inteiro, mas me chamaram de vagabundo e outras coisas. Até que desesperado, quando fui xingado por esse Senhor ai, eu resolvi que poderia pegar a carteira dele e comprar o remédio para meu filho e depois eu iria atrás dele e devolveria tudo, pagaria qualquer prejuízo, mas agora os Senhores me pegaram e serei preso e meu filho vai morrer.
    Nós da Patrulha, eu era o Sargento, conversamos e resolvemos então conversar com a “vitima” que decidiu deixar pra lá e ainda doou 5 cruzeiros, nós fizemos uma vaquinha e pegamos a receita do remédio e fomos até uma farmácia e compramos o medicamento.
    Então avisamos o “ladrão” que iríamos até a casa dele, na periferia de São Paulo (Parque Santa Madalena uma favela, hoje “comunidade”)e se fosse mentira iríamos prende-lo como terrorista. Ele aceitou e fomos.
    Era verdade, e o bebê estava em estado mais grave ainda. Ajudamos a socorrer levando para um PS e pedindo atendi mento. Aquele bebê, segundo soubemos mais tarde foi salvo.
    Fica aqui a pergunta:

    – Que escolha teve esse trabalhador desempregado com seu filho as beiras da morte e precisando do remédio?

    Já que os autores do postado são “Doutores”, sábios, e parece que tem a solução e a ciência para todos os problemas, são verdadeiros “especialistas” em comportamento humano, por favor me respondam, qual a escolha teria esse pobre desempregado naquele dia?
    E se nós ao invés de ouvi-lo o tivéssemos levado para uma Delegacia e ele fosse preso, o filhinho dele teria morrido e ele sairia da prisão com que mentalidade?
    respondam Senhores experts!!!!
    Digam qual a escolha de gente assim?

  17. Está tudo certo, porém seria mais cauteloso em dizer que a intenção das pessoas que defendem o desarmamento é nobre. Boa parte da nossa “intelligentsia” desarmamentista – e nela constam atores, músicos, certos professores e políticos -, se não possuem armas de fogo, protegem suas casas com muros altos e reforçados com cercas elétricas, carro blindado e em muitos casos seguranças fortemente armados. Esse povo na realidade sabe o que funciona e que o discurso deles é falso, o que realmente querem é nos escravizar.

  18. Já que teve gente esquerdando aqui nos comentários e usando aquele surrado clichê de que o vagabundo entra pro crime porque ”não teve oportunidade” ou ”passa fome”, vale a pena uma indagação: se a esquerda afirma que aumentar a pena, endurecer as leis e mandar pra cadeia não resolve, por que então eles pedem a criminalização da homofobia? Alguém poderia explicar racionalmente isso?

  19. Uma pequeníssima porcentagem das pessoas pobres torna-se criminosa.

    E a maioria destes, para não dizer todos, o faz por ganância e outros defeitos.

    Por outro lado, a maioria das vítimas de criminosos é pobre.

    Os esquerdistas dizem-se defensores dos pobres. Porém, eles defendem apenas os pobres que agem errado e prejudicam aqueles que agem corretamente. Para justificar o comportamento dos criminosos, eles insultam a maioria honesta e trabalhadora dos pobres.

    * * *

  20. Vídeo no qual a apresentadora Maria Beltrão (irmã do presidente do IMB), ao ver que a maioria dos assinantes tinha opinião contrária a sua e dos demais iluminados do programa quanto ao porte de armas de fogo na rua, finge que a enquete era sobre o uso das ditas armas exclusivamente em casa. Uma vergonha.

  21. Além das importantíssimas informações sobre os 5 casos citados (o fato de assassinos preferirem gun-free zones e o fato de que, agindo em um local onde haja cidadãos armados, estes podem acabar com a farra rapidinho), seria interessante averiguar quantas das armas utilizadas pelos criminosos nos respectivos ataques eram “legais”. Desarmamentistas adoram citar especificamente certos massacres (que são exceção, e não a regra, diga-se) e estatísticas sobre mortes por armas de fogo, mas nunca citam que a esmagadora maioria são cometidos justamente por armas ilegais – ou seja, imunes à qualquer sanha desarmamentista.

Rolar para cima