Governo
já tem nas mãos aumento de impostos que podem render R$ 18 bilhões
Joaquim Levy fala em elevar IR sobre ‘rendas
mais altas’; rombo do Orçamento de 2016 é de R$ 30,5 bilhões
A equipe econômica já tem nas mãos aumentos de impostos que
podem render R$ 18 bilhões aos cofres públicos e ajudar a cobrir pouco mais da
metade do rombo do orçamento de 2016, de R$ 30,5 bilhões.
Em Paris, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou ontem
que o aumento do Imposto de Renda — “sobre rendas mais altas”, em suas palavras
— pode fazer parte do pacote para reforçar a arrecadação do governo:
— Pode ser um caminho. Essa é discussão que a gente está
tendo agora e que eu acho que tem que amadurecer o mais rapidamente no
Congresso. A gente tem menos impostos sobre a renda da pessoa física, do que a
maior parte dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
Econômico). É uma coisa para a gente pensar.
Outra:
Joaquim
Levy cede sobre tributação de ricos e propõe ao Planalto taxar herança
“Penso que é muito mais justo o imposto
progressivo sobre grandes fortunas. Haveria um fato gerador anualmente, sem
depender da morte do contribuinte”, disse a senadora Gleisi Hoffmann
(PT-PR), uma das defensoras da tributação dos mais ricos.Já Lindbergh Farias (PT-RJ) gostaria de ver
taxados lucros e dividendos, incluindo remessas ao exterior. O senador diz que
muitos empresários exercem funções executivas em suas companhias, mas, no lugar
de receber salários, são remunerados sob a forma de distribuição de lucros.Técnicos da Fazenda e do Planejamento se
debruçaram nos últimos meses sobre quatro possibilidades. Além de grandes
fortunas, heranças e lucros e dividendos, a equipe econômica estudou também
taxar altas somas doadas em dinheiro, hoje praticamente isentas de impostos.
E outra:
Taxação
sobre lucro líquido é aposta do governo para equilibrar contas públicasPara aumentar a arrecadação e conseguir equilibrar as contas
públicas no final do ano, o governo continua estudando diversas alternativas. A
principal aposta do Palácio do Planalto, no momento, é a taxação sobre o lucro
líquido.De acordo com interlocutores do Planalto, a medida não
seria simplesmente a penalização dos mais ricos. A ideia do governo é criar um mecanismo que obrigue o segmento a
reinvestir as fortunas em projetos no País. Os defensores da proposta afirmam
que o objetivo é fazer que parte desse dinheiro cumpra uma função social.Auxiliares da presidente Dilma Rousseff afirmam que a intenção é mostrar a
disposição do governo em dividir o bolo das classes atingidas pelo ajuste
fiscal. O governo tem sido acusado durante as negociações das medidas
provisórias que alteraram os direitos trabalhistas que estaria poupando o
“andar de cima” em detrimento dos trabalhadores.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que uma quantia muito maior do que os R$ 18 bilhões almejados
por Levy pode ser conseguida pela simples reestruturação do Ministério da
Educação, que torrou
mais de R$ 80 bilhões de reais em 2014. A abolição deste nefasto
ministério, responsável direto pelo emburrecimento sistêmico dos nossos
estudantes, liberaria dinheiro de sobra para a saúde. Outro ministério
cuja abolição liberaria uma boa quantia de recursos é o Ministério das Cidades,
que esbanjou
R$ 19 bilhões no ano passado.
Idiotices como Ministério da Pesca, Ministério da Cultura, Ministério do
Turismo, Ministério do Desenvolvimento Agrário (já um existe um Ministério da
Agricultura), Ministério da Integração Nacional, Secretaria de Assuntos
Estratégicos, Secretaria de Políticas para Mulheres, Secretaria da Promoção da
Igualdade Racial, Secretaria de Comunicação Social, Secretaria de Portos,
Secretaria de Aviação Civil, Secretaria das Relações Institucionais e
Secretaria de Direitos Humanos poderiam ser imediatamente abolidas, e
liberariam muito mais do que R$ 18 bilhões. Veja aqui
o total das despesas de cada ministério.
Uma recente
reportagem da revista IstoÉ mostrou que apenas os custos operacionais dos
39 ministérios de Dilma estão acima de R$ 400 bilhões por ano. Estes ministérios empregam 113 mil
apadrinhados e os salários consomem R$ 214 bilhões.
O senhor Levy está querendo nos dizer que não há espaço para cortar “míseros”
R$ 18 bilhões?
O fato é que nunca houve problema de falta de recursos. Um país cujo
governo federal arrecadou
mais de R$ 2,2 trilhões não tem o direito de dizer que precisa arrancar
mais R$ 18 bilhões dos cidadãos. O que há é excesso de burocratas e de
mordomias. E de incompetência também. Querer tomar ainda mais
dinheiro do cidadão para sustentar essa pouca vergonha é um ato, no mínimo,
imoral, e seus proponentes não deveriam ser agraciados com o mais mínimo
respeito da população. Será que os 92 tributos existentes
no Brasil já não bastam para saciar essa gente?
Só que, para piorar, não
são poucos os brasileiros que acreditam que obrigar os mais ricos a pagar mais
impostos seja uma política “socialmente justa” e “boa para o país”. Com efeito, não seria exagero afirmar que, no
geral, as pessoas ficariam contentes se terceiros pagassem suas contas. E o governo é ótimo em insuflar este
sentimento.
Só
que a encrenca é que há vários problemas inevitáveis gerados por um aumento de
impostos.
Um por todos
O
aspecto mais importante a ser observado é que é impossível isolar os custos de qualquer imposto. No caso dos impostos indiretos — os quais
absolutamente todas as pessoas pagam –, isso é explícito. Mas o que poucos entendem é que isso também é
válido para os impostos diretos, principalmente sobre a renda.
A
maioria das pessoas pensa que cada indivíduo paga, sozinho, seus impostos
diretos. Mas essa crença é demonstravelmente
falsa.
Se,
por exemplo, a alíquota do imposto de renda que incide sobre as rendas mais
altas fosse elevada em 20%, os trabalhadores de renda mais alta reagiriam a
isso negociando um aumento salarial. (Dado que a esquerda quer muita gente
pagando mais imposto, então creio ser correto dizer que ela defende maior
imposto justamente sobre pessoas mais produtivas; caso contrário, seria na
prática impossível elevar impostos permanentemente. Logo, por se tratar
de pessoas produtivas, não é incorreto dizer que elas têm poder de barganha
junto a seus empregadores).
Se
essas pessoas conseguirem um aumento salarial de, por exemplo, 10%, isso
significa que praticamente metade do aumento de 20% da carga tributária foi
repassada aos seus empregadores.
Essa
maior alíquota do imposto de renda reduziu os salários líquidos; o
consequente aumento nos salários elevou os salários brutos.
Neste ponto, a exata divisão do fardo tributário entre empregados e
empregadores vai depender do relativo poder de barganha entre eles no mercado
de trabalho. O que interessa é que os empregados de maior renda irão
repassar uma parte, se não a maior parte, de qualquer aumento em seu imposto de
renda para seus empregadores.
Consequentemente,
estes empregadores irão contratar menos empregados — ou tentarão contratar
oferecendo salários bem menores, algo difícil –, e irão tentar repassar esse
aumento havido nos custos trabalhistas para os consumidores, na forma de preços
maiores. Esse aumento, no entanto, vai depender do relativo poder de
barganha entre o vendedor e seus clientes, bem como do nível de concorrência no
mercado.
Os
empresários irão repassar estes maiores custos aos consumidores até o ponto em
que possam elevar preços sem sofrer uma relativamente grande perda no volume de
vendas. Desta forma, os consumidores que ainda continuarem comprando a
estes preços maiores estarão pagando parte do aumento na carga tributária que
supostamente deveria afetar apenas os “ricos”.
A
direita está errada ao alegar que os mais pobres não pagam imposto de
renda. Além de absolutamente toda a
população pagar os impostos indiretos que estão embutidos nos preços dos bens e
serviços, a classe média e os pobres também acabam pagando parte daquele
aumento do imposto de renda que visava a atacar apenas os ricos. A esquerda, por sua vez, também está errada
ao crer que todo o fardo de uma elevação de impostos pode ser confinada
exclusivamente aos “ricos”. A
classe média e os pobres sempre acabarão pagando por um aumento de impostos
sobre os ricos através dos maiores preços dos bens e serviços.
Qualquer
aumento no imposto de renda da camada mais rica da população — seja o 1% mais
rico ou os 5% mais ricos — irá acabar por elevar os impostos que toda a
população paga indiretamente.
É
possível contra-argumentar dizendo que o repasse para os preços desse aumento
no imposto de renda seria muito pequeno. Talvez apenas uma pequena
porcentagem da elevação do imposto de renda, o qual foi repassado aos
empregadores, seria repassada aos consumidores na forma de preços
maiores. No entanto, caso isso ocorra, o efeito de longo prazo será ainda
pior.
Se
os empregadores tiverem de arcar com uma elevação marginal dos custos
trabalhistas sem uma correspondente elevação marginal de sua receita, suas margens
de lucro diminuirão. Redução nos lucros significa menos
investimentos. E menos investimentos inibem um maior crescimento
econômico. Um menor crescimento econômico significa menores aumentos nos
salários e na renda de toda a população. Os efeitos dos impostos sobre o
crescimento econômico, portanto, são bem mais indiretos do que se imagina.
Primeira
conclusão: ao menos alguma porcentagem dos impostos que foram aumentados sobre
os ricos serão repassados a todos os consumidores — e isso prejudicará majoritariamente
os mais pobres. Qualquer aumento de
impostos sobre um grupo acabará sendo compartilhado por todos. E não há nada que as autoridades estatais
possam fazer quanto a isso. Os
indivíduos de mais alta renda irão arcar com apenas uma fatia do aumento
ocorrido em suas alíquotas. E essa
importante constatação quase nunca é reconhecida. E é dessa maneira que um imposto sobre um se
transforma em um imposto sobre todos.
Tributar lucros – uma medida asinina
Para
uma economia enriquecer e melhorar o padrão de vida de sua população, ela tem
de produzir bens e serviços de qualidade. Quanto maior a abundância
desses bens e serviços de qualidade, menor o preço deles e maior a qualidade de
vida da população. O nível de riqueza de um país é proporcional à
quantidade e à variedade de bens disponíveis em sua economia.
Porém,
para que eles sejam produzidos, é necessário haver capital.
Capital, no caso, refere-se aos ativos físicos das empresas
e indústrias. Capital são as instalações, os maquinários, as ferramentas,
os estoques e os equipamentos de escritório de uma fábrica ou de uma empresa
qualquer. Ou seja, capital é tudo aquilo que auxilia um modo de produção
Quanto
maior a quantidade desse capital, maior será a intensidade, a abundância e a
qualidade dos produtos criados. Portanto, para uma economia crescer e
melhorar o padrão de vida das pessoas, ela precisa ser intensiva em
capital.
Já
impostos sobre o lucro das empresas afetam diretamente esse processo de formação
de capital. Os lucros são exatamente o que
possibilitam as empresas a fazer novos investimentos, a adquirir mais maquinários, a expandir suas instalações e, com isso, aprimorar sua
capacidade produtiva. Outro “efeito colateral” dos lucros é que são eles que possibilitam a contratação de novos empregados ou até mesmo a concessão de
aumentos salariais.
Ou seja, são os lucros que permitem que as empresas façam novos investimentos, intensifiquem seu capital produtivo, contratem mais pessoas e paguem maiores salários.
Tributar lucros significa
fazer com que capacidade futura de investimento das empresas seja seriamente
afetada, o que significa menor produção, menor oferta de bens e serviços no
futuro, e menos contratação de mão-de-obra.
Ainda
há quem acredite que os lucros das empresas são integralmente utilizados pelos
capitalistas para seu consumo próprio. Isso
é de uma ignorância atroz. Se os lucros
realmente fossem utilizados pelos empreendedores para consumir “produtos e
serviços em benefício próprio”, então simplesmente não haveria mais
empresa nenhuma.
Lucros
necessariamente têm de ser reinvestidos na empresa, seja na forma de reposição
de estoques, seja na forma de expansão dos negócios, seja na forma de
contratação de novos trabalhadores, ou até mesmo na forma de aumentos
salariais. Se os lucros fossem consumidos em produtos e serviços, as empresas
simplesmente não seriam capazes nem de repor seus estoques. A padaria da
esquina não teria nem como comprar farinha para fazer mais pão.
Por
tudo isso, impostos sobre o lucro representam a medida mais destrutiva para a
formação de capital, algo que seria ainda mais prejudicial para os mais pobres
no longo prazo.
O
dinheiro dos ricos e das empresas não está parado dentro de uma gaveta.
Em nosso atual sistema monetário e financeiro, todo o dinheiro está
inevitavelmente em algum depósito bancário. Não importa se o rico comprou
ações, papeis, títulos, CDBs, aplicou em fundos de investimento ou em fundos de
ações: no final, este dinheiro caiu em alguma conta bancária, e será emprestado
pelos bancos para financiar investimentos. Portanto, se a preocupação é
dar um direcionamento útil ao dinheiro dos ricos, não há por que se preocupar.
Se
o governo tributar esse dinheiro, fará apenas que o dinheiro que antes estava
investido em coisas produtivas seja direcionado para o mero consumismo do
governo, ficando sob os caprichos de seus burocratas, obstruindo a formação de
capital. Por isso, impostos que recaem sobre a produção, sobre a renda
dos mais ricos e sobre o lucro são um enorme obstáculo à formação de capital.
É deste dinheiro que vem a poupança necessária para os investimentos
produtivos. Aumentar impostos sobre este dinheiro será ainda mais
prejudicial para os mais pobres no longo prazo, pois se trata de uma medida
extremamente destrutiva para a formação de capital, impedindo o consequente
aumento da oferta de bens e serviços na economia, que é justamente o que
beneficia os mais pobres.
A fuga
Um terceiro problema com um aumento de impostos sobre as rendas mais altas, sobre
as fortunas e sobre os lucros é que algumas pessoas irão simplesmente deixar de pagar esses
impostos.
Gerard
Depardieu abandonou a França para não ser obrigado a pagar a nova alíquota
de 75% instituída pelo governo socialista.
E, dois anos após anunciar
a nova alíquota, o governo francês se viu obrigado
a revogá-la, pois o aumento da arrecadação foi ínfimo (a alíquota afetava
apenas mil pessoas e proporcionava somente 250 milhões de euros a mais de
arrecadação. Para se ter uma ideia, 250 milhões de euros não representam
nem 0,4% do déficit fiscal do governo espanhol de 2013, e não chegam nem a
0,05% de todo o gasto público da Espanha, que é um país mais pobre).
O
que ocorreu com Gerard Depardieu não foi o primeiro e nem será o último caso de
um auto-imposto exílio tributário. Nas
décadas de 1960 e 1970, o parlamento britânico elevou os impostos incidentes
sobre os britânicos mais ricos. A
alíquota máxima sobre o imposto de renda foi elevada para 83%. O governo britânico também elevou os impostos
sobre ganhos de capital em 15%. Qual foi
o resultado?
Ringo
Starr e Roger Moore se mudaram para Mônaco. David Bowie se mudou para a Suíça. Os Rolling Stones começaram a perambular pelo
mundo em busca de paraísos fiscais. Phil
Collins, Michael Caine, Pink Floyd, Led Zeppelin, Freddy Mercury, Sting,
Frederick Forsyth e Sean Connery deixaram o Reino Unido, pelo menos
temporariamente, como exilados fiscais.
Apenas
o principado de Mônaco abriga milhares de exilados fiscais britânicos. Nos EUA, vários
americanos começaram a renunciar à cidadania americana para evitar impostos.
Trata-se
de uma constatação empírica o fato de que as pessoas com os maiores potenciais
de ganhos — ou seja, as mais produtivas e que geram mais valor — são
também as mais propensas a se mudarem.
Como
bem explicou Thomas
Sowell:
No mundo real, só é possível confiscar a riqueza que já existe em um dado momento.
Não é possível confiscar a riqueza futura; e é menos provável que essa riqueza
futura seja produzida quando as pessoas se derem conta de que ela também será
confiscada.Na indústria, no comércio e nos
serviços, as pessoas também não são objetos inertes. Os industriais, por
exemplo, e ao contrário dos agricultores, não estão amarrados ao solo de
nenhum país. Os financistas são ainda menos amarrados à sua terra,
especialmente hoje, quando vastas somas de dinheiro podem ser enviadas
eletronicamente, a um simples toque no computador, a qualquer parte do mundo.Aqueles que sabem que serão o alvo
preferencial dos futuros confiscos podem imaginar o que está por vir e,
consequentemente, agir de acordo — normalmente, enviando seu dinheiro para o
exterior ou simplesmente saindo do país.
E
conclui:
Entre os ativos mais valiosos de qualquer
país estão o conhecimento, as habilidades práticas e a experiência produtiva —
aquilo que os economistas chamam de “capital humano”.Quando pessoas bem-sucedidas e com um grande
capital humano deixam o país — seja voluntariamente, seja por causa de
governos hostis ou por causa de multidões bárbaras que foram intelectualmente
excitadas por demagogos que exploram a inveja –, haverá um estrago duradouro
na economia desse país.As políticas confiscatórias de Fidel
Castro fizeram com que vários cubanos bem-sucedidos fugissem para
a Flórida, vários deles deixando grande parte da sua riqueza física para
trás. Mesmo refugiados e completamente destituídos, eles cresceram e
voltaram a prosperar na Flórida, tornando-se uma das comunidades mais ricas
daquele estado. Já a riqueza que eles deixaram para trás
em Cuba não impediu que as pessoas de lá se tornassem indigentes no
governo de Fidel. A riqueza duradoura que os refugiados levaram
consigo era o seu capital humano. A riqueza material que ficou para trás
foi consumida e não foi replicada.
Qualquer
tentativa do governo de jogar o fardo tributário exclusivamente sobre os ricos
fará apenas com que cada vez mais ricos deixem o país. E fará com que os mais pobres, que trabalhavam para estes ricos, fiquem desempregados. Os Rolling Stones podem se mudar para onde quiserem; já os técnicos de som e as pessoas que trabalhavam nos estúdios da banda permanecem no país original, e agora sem trabalho.
Em
nenhum país ocidental os ricos arcam exclusivamente com os impostos; quem
realmente fica com o grande fardo é a classe média. Não há, em nenhuma
sociedade, um número grande o bastante de ricos que possam custear sozinhos os
gigantescos gastos efetuados pelos estados assistencialistas ocidentais. É
ingenuidade crer que as pessoas mais ricas irão simplesmente quedar inertes e
aceitar pagar alíquotas mais altas.
Gastos do governo
O
quarto problema com o aumento de impostos é que isso simplesmente gera uma
reedição Lei de
Parkinson: o professor Cyril Northcote Parkinson afirmou que, em uma
burocracia estatal, “os gastos sobem de encontro à receita.”
E,
com efeito, sempre que o governo eleva impostos, ele concomitantemente eleva
seus gastos correntes. Os gastos do governo sempre sobem junto com o
aumento das receitas. E isso é uma empiria observada ao redor do
mundo. Veja o gráfico para o Brasil (valores nominais mensais):
Fonte: Banco Central
O
gasto público sempre cresce concomitantemente à receita, como mostra o gráfico
acima. Não há nenhum motivo para crer
que “desta vez será diferente”, e que um aumento dos impostos sobre os ricos
será efetivo em cobrir o rombo nas contas públicas.
No
que mais, dado que a base do financiamento do gasto público é a tributação —
que, como explicado acima, recai sobre as classes médias e sobre os mais
pobres –, todo aumento de impostos inevitavelmente se traduz em mais benesses
para políticos e burocratas, sem nenhum benefício líquido para o povo, que agora
estará com menos dinheiro no bolso. Não há absolutamente nenhum motivo
para crer que um aumento de impostos sobre os ricos será direcionado
exclusivamente para o fim anunciado, qualquer que seja ele.
E
vale repetir: não há, em nenhuma sociedade, um número grande o bastante de
ricos que possam custear sozinhos os gigantescos gastos efetuados pelos estados
assistencialistas ocidentais. É ingenuidade crer que as pessoas mais
ricas irão simplesmente quedar inertes e aceitar pagar alíquotas mais altas.
O
governo federal vem notoriamente desperdiçando dinheiro tanto em corrupção
quanto em programas ineficientes que só servem para beneficiar determinados
grupos de interesse. Por que alguma
classe social deveria pagar mais impostos apenas para que os funcionários do
estado continuem esbanjando dinheiro como se não houvesse amanhã?
O
desperdício de dinheiro público jamais deveria ser tolerado por uma sociedade
minimamente civilizada. No Brasil, o desperdício
já chegou a níveis calamitosos.
Propostas para elevar impostos sobre indivíduos ricos equivalem, na mais
educada das hipóteses, “a rearranjar as espreguiçadeiras do Titanic”.
Conclusão
Os
quatro problemas supracitados gerados pelo aumento de impostos têm pelo menos
duas implicações importantes:
Primeiro:
todo e qualquer esforço para “fazer os ricos contribuir com sua fatia justa” é
fútil. Para os ricos, não apenas é fácil
compartilhar suas alíquotas de impostos com terceiros, como eles também podem
simplesmente evadir esses impostos.
Algumas pessoas querem se auto-iludir dizendo que impostos podem ser
utilizados para alcançar uma quimérica “justiça social”. Só que a realidade é que é impossível saber
antecipadamente quem realmente arcará com o novo fardo tributário e como isso
ocorrerá; sabemos apenas que os mercados sabem como compartilhar fardos de
acordo com seus relativos poderes de barganha.
O
conceito de justiça social é, por si só, algo indefinido e arbitrário. No
entanto, mesmo se todos nós de alguma forma concordássemos com uma ideia de
redistribuição “socialmente justa”, simplesmente não haveria como
estruturar a carga tributária (ou os gastos do governo) de maneira a alcançar
este objetivo. A imposição de novos impostos altera preços e salários de
maneiras impossíveis de serem previstas e difíceis de serem mensuradas mesmo
após o fato já consumado. Tentativas de
“fazer os ricos pagarem sua fatia justa” irão apenas aumentar o fardo
tributário mutuamente compartilhado por todos, por meio de uma maior tributação
indireta e oculta.
Segundo,
tentativas de resolver os problemas fiscais do governo por meio de aumento de
imposto são fúteis. A carga tributária
no Brasil não é baixa; os gastos é que são altos demais. A única solução realista para o problema
fiscal é obrigar o governo a cortar na própria carne, abolindo ministérios,
secretarias, autarquias, agências reguladoras, deputados e senadores. E, no mínimo, congelando os salários de funcionários
públicos.
O
crescimento econômico que possibilitado por esse corte de gastos seria espantoso.
____________________________
Autores:
Leandro Roque, editor e tradutor do site do Instituto Mises Brasil.
D.W. MacKenzie, professor assistente no Carroll College, em Montana, EUA.

Não acredito nesse imposto em nosso pais. Não existe clima político (e econômico, menor ainda – já pensou uma evasão de divisas?)
Propôr e acreditar nesse imposto é crer na revogação na lei da gravidade.
Espero que o Levy ainda entenda alguma coisa de lógica básica. Não precisa nem ser economista pra saber disso.
Gostaria de algum argumento jurídico (art. 153 VII) ou econômico (Thomas Piketti, Webber) e não suposições levianas. A economia deve servir à sociedade e não a sociedade à economia.
A estarrecedora cobiça fiscal dos senadores somente se iguala à sua ignorância econômica.
Cá está um excelente exame prático de tudo que é defendido no artigo utilizando a realidade dos EUA: (recomendo com ênfase)
(Off-Topic)
Perdão por repetir, mas traduzi 3 artigos do Mises Institute e os enviei a [email protected] pois o formulário de contato não está operante. Gostaria de saber se foram recebidos ou se enviei corretamente os textos.
Como governos não se contentam com pouco, já não bastasse furtar parte da riqueza presente também querem furtar parte da riqueza futura. E assim continuemos com pessoas que deveriam nos governar mas que no cerne somente nós mesmos podemos nos governar. Esta lógica ainda não foi superada pelo “caos da ordem pública” seja lá o que isso signifique.
Bom texto. É verdade que aumentos de impostos não vão melhorar em nada e, claramente, só vão piorar as coisas afugentando os investimentos. Mas tem uma coisa que o texto errou ao dizer que “A direita está errada ao alegar que os mais pobres não pagam imposto de renda.”
Tomando a realidade do Brasil, praticamente não existe direita e não existe homogeneidade para saber o que “a direita diz”. E sabendo o que significa direita em termos canônicos, também não se pode dizer que este pensamento é de direita. É uma afirmativa sem base nenhuma de alguém que não conhece economia (ou talvez conheça apenas Keynes). Eu que me considero um direitista não afirmaria isto e teria uma grande desconfiança de alguém que se dissesse direita e afirmasse isto.
Fora esta, o texto é ótimo.
Um gráfico que vale mais do que mil palavras!
Alguem sabe em que site/programa foi elaborado este gráfico?
Texto com timing excelente!
Obridado!
Pessoal, viram este artigo da BBC? Daria um ótimo artigo aqui no Mises, não?
‘Cidades da liberdade’, com impostos e governo mínimos, pipocam no Texas
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/04/150410_texas_cidades_imposto_pai
Um cirurgião Francês que 1 milhão de euros ao ano paga 750.000 em imposto é isso?
Amigo, acredito que há um equívoco no seu artigo.
Antes de começar os argumentos, gostaria de reforçar que não sou a favor do governo atual (para não parecer que estou defendendo).
Quando você começa o artigo, fala sobre impostos sobre herança, sobre doações e lucros e dividendos. Após isso, começa um discurso sobre imposto de renda generalizado.
27,5% sobre a renda já é um valor absurdo. Quase 1/3 do seu suor é engolido pelo governo somente nesse imposto.
Porém herança, por exemplo, não pode ser considerada uma fonte de renda igual ao salário. Ela não tem o intuito de manter uma pessoa (apesar de muitos fazerem isso).
O governo estará certíssimo em tributar o “acúmulo de riquezas”. Todo cidadão tem que trabalhar a vida inteira para se sustentar, se você quer ser privilegiado por conta do suor que seus antecessores derramaram, pois bem, pague por isso!
Se você quer ter duas mansões, um iate, dez carros de luxo e outras coisas não necessárias, pois bem, pague por isso!
Não é necessário proibir ninguém de ter nada, mas se buscamos uma política social justa, o cidadão que quiser ter muito além do que é necessário, pague mais por isso!
Brasileiro gosta de “ostentar” com tudo, dessa forma, quando falam em tributação sobre acúmulo de riquezas, a galera vai a loucura.
Como mostra o gráfico, mais claro impossível!
Também costumam falar em noticiários sobre como sonegadores de impostos são terríveis para a sociedade porque eles fazem outras pessoas terem que pagar mais impostos para cobrir a sonegação.
Que se os sonegadores pagassem, daria para reduzir o imposto de todo mundo. Pff hahahaha.
É necessário muita ingenuidade ou síndrome de Estocolmo para não perceber que se os sonegadores pagassem, o governo iria simplesmente passar a consumir esse dinheiro adicional e o resto da população continuaria pagando a mesma coisa. Ambos sujeitos a mais e mais aumentos futuros.
E Estado um ”gordo” que fica esperando os alimento.
IMPOSTO = ROUBO. Não importa se é R$ 0,01 ou R$ 1000000,00, é ROUBO do mesmo modo. Imposto sobre ricos ou pobres é ROUBO. O “estado” brasileiro é, simplesmente, um ladrão. Se isso é ser “bom”, então ele é. Mas, para mim, não passa de um ladrãozinho vagabundo e covarde, pois precisa fazer “leis” para “justificar” seu roubo e se proteger da resistência do povo, ao contrário dos ladrões comuns, que precisam “suar” para conseguir roubar. LADRÕES: o seu destino é a morte. Cedo ou tarde.
Uma Lei dessas, não precisaria nem ser cogitada, é uma das leis que deveria entrar para o hall de “o que não deve ser criado”.
Os exemplos do texto por si só provam isso.
A classe média e o micro empresário e o pobre, é quem sofre mais.
Uma pena que o pobre, só enxerga o que ‘supostamente’ vem de graça.
O texto diz a realidade!
Dinheiro não brota, e ninguém, por mais rico/pobre que seja, não rasga dinheiro.
O custo de qualquer imposto sempre vai ser repassado/dividido.
Na pratica: “Quem pode mais, chora menos”…
Esse ministrozinho L. é um M*.
Cada vez que anuncia aumento fiscal sorri.
Sorri para as câmeras e posa pra foto. Vagabundo, mal caráter.
E a mídia insiste em mostrar o quanto ele é “capitalista”, e o quanto a postura dele é “oposta” à do governo. A mídia dá pra entender: ela não entende bulhufas. Mas ele, bancando de liberal? Você é um M*, ministrozinho. Mal caráter e vagabundo.
O colega Lopes aqui escreve algo que considero verdadeiro em parte (vejam acima):
“A estarrecedora cobiça fiscal dos senadores somente se iguala à sua ignorância econômica.”
Ocorre que o caso da “cobiça fiscal” não é, ao meu modo de ver, fruto da ignorância dos agentes públicos. Pelo contrário, no caso do atual ministrozinho, ele sabe bem o que faz: aumenta impostos e sorri. Ele goza, literalmente, do contribuinte brasileiro. Ele não age mal por ignorância, ele age mal porque é vagabundo e um baita de um mal caráter, tomado pelos inocentes por “liberal”.
A má ação que tem como princípio a ignorância é, em certa medida, senão perdoável, compreensível. Já a má ação calculada é premeditada, digna de somente de repúdio.
“Não os perdoe, Pai, eles sabem muito bem o que fazem.”
O objetivo da esquerda, qualquer esquerda é provar que a riqueza está mal distribuída, e que ela, a esquerda é a única capaz de distribuir corretamente a riqueza. Com isso convence as pessoas a lhe dar o poder, para cumprir a promessa que não será cumprida.
Chegando ao poder, como a riqueza não é distribuída como prometido, inicia o ciclo de dizer que a precisa de mais riqueza para distribuir, aumenta impostos.
Nem assim distribui, ai coloca a culpa em alguém: a direita, o capitalismo, os USA…
Eu queria que a esquerda mostrasse um único exemplo de um país que tenha saído do pobreza e se tornado rico e entre as medidas adotadas estava a taxação de grandes fortunas para redistribuir esse dinheiro para os pobres. Será que eles atenderão o meu pedido?
Como eu disse semanas atrás, esse Joaquim Levy é mais um político vagabundo e parasita, que nada fez para melhorar o panorama econômico, como cortar gastos públicos (em salário de funcionário público e político, é algo sagrado e intocável), e reduzir impostos.
Pelo contrário, os aumentos de impostos estão sendo constantes, o real continua uma moeda desastrosa e fraca, enfim, nada mudou com ele. Ainda não chegou ao nível do palhaço do Mantega.
Taxar heranças é nada mais que uma medida psicopática, para condenar o capital acumulado com o esforço das pessoas, que quando têm filhos, querem dar uma vida melhor a eles, do que os próprios pais. Uma forma de roubar dinheiro e de no fim, você consumidor, vai bancar essa megalomania dos estatistas.
O Brasil vai demorar ainda para virar um país com prosperidade.
No ano de 2014 foram arrecadados cerca de 1.8 trilhão de reais em impostos.
Vamos calcular o tamanho das riquezas do Governo(seja federal,estadual,municipal).
Além da arrecadação de impostos,os Governos tem ainda todo patrimônio de empresas estatais,bancos,imoveis,etc,etc.
Alguém já somou o tamanho da riqueza nas mãos do Governo. Quantos trilhões de reais vale essa riqueza ? Com certeza são trilhões de reais nas mãos dos governos federal,estaduais e municipais.
Logo o maior rico do país é justamente o governo,deixando os demais a milhares de quilômetros de distancia.
Agora querem aumentar os impostos para os outros “ricos” de condição quase infinitamente pior. Se não abrimos os olhos só vai sobrar um rico: O Governo !
Melhor dizendo os que comandam o Governo.
O Governo é tão absurdamente rico que se dá o luxo de gastar dinheiro em coisas tremendamente fúteis. Veja a lista :
1_ GASTOS COM CARNAVAL
compromissoconsciente.blogspot.com.br/2011/03/voce-sabe-de-onde-vem-o-dinheiro-que.html
2_ GASTOS COM O MOVIMENTO GAY
noticias.gospelprime.com.br/julio-severo-denuncia-movimento-gay/
teoriadaconspiracao.org/discussion/3494/governo-do-pt-financia-parada-gay-com-dinheiro-suado-do-trabalhador/p1
3_ GASTO COM A PROMOÇÃO DE ABORTO
https://padrepauloricardo.org/episodios/o-governo-federal-e-as-organizacoes-que-trabalham-para-legalizacao-do-aborto
4- GASTO COM O MST (para invadir fazendas)
www1.folha.uol.com.br/poder/2014/02/1418087-governo-vai-continuar-a-patrocinar-eventos-do-mst-diz-carvalho.shtml
5_ GASTO COM ONGs
http://www.escandalodomensalao.com.br/cap13.php
Em 5 anos, Lula repassou R$ 12,6 bilhões para
ONGs. Dinheiro para amigos, mal fiscalizado
6_ GASTO COM CUBA .
http://www.mudamais.com/divulgue-verdade/dinheiro-para-cuba-nao-o-bndes-financia-empresas-brasileiras-e-nao-paises
7_ GASTO COM MÍDIA AMIGA
A lista é muito grande. Quem quiser pode continuar com a lista.
Você que é rico pelo amor de Deus não dê mais dinheiro para este Governo através de mais um imposto. Você merece o inferno se fazer isto. Falo sério.
Artigo excelente. Vai direto para a categoria “tops”.
É inútil porque se o governo vai frescar com ele, o cara fica de saco cheio e vai embora. Pros ricos, o anarco capitalismo já existe.
Então quem luta por anarco capitalismo está na verdade pensando em nosotros, míseros mortais.
E a ”falida” Petrobrás subiu mais 5% hoje na bovespa. 50% de ganho de valor desde abril. A ponta compradora foi fortemente liderada por investidores internacionais de longo prazo.
Parece que as alegações de que ”a empresa está quebrada!”, ”insustentável!” não devem ser levadas muito a sério, principalmente vindo de quem vem…
50% de ganho de valor desde abril. A ponta compradora foi fortemente liderada por investidores internacionais de longo prazo.
Agradeço ao Instituto por levantar essa bola (novamente). A cúpula financeira/monetária está cogitando seriamente a ideia de aumentar significativamente a tributação sobre as fortunas e os ricos.
É até irônico, nós (ou falo apenas por mim?), meros mortais, defendendo os ricos. Estes têm os meios para divulgar à população, mas não o fazem. Preferem continuar ganhando dinheiro, e se esquecem do longo prazo (a não ser os que estão em conluio com o Estado, e não precisam se preocupar).
Abraço
Imposto sobre herança (ainda mais com altas alíquotas) é a coisa mais ridícula que possa existir.
Imagina, vc de classe média compra um imóvel e depois que morrer tem que deixar tudo ou boa parte para o governo (com a retorica de “tudo pelo social?”) e não deixa para o seu filho, isso é terrível.
Mesmo que digam que tal imposto seja apenas para grandes heranças milionárias, qual ricaço vai querer constituir ativos dentro do pais sabendo que um dia vai ser tomado por vigaristas do estado ?
Além daquele argumento estupido que herança é contraria a meritocracia, tipico de esquerdistas. Quantas pessoas recebem grandes fortunas de herança e perde tudo ou perde uma enorme parte pq não souberam administrar ??? se a pessoa que recebeu a herança consumir toda a riqueza que ganhou e não multiplica-la não vai conseguir repassar para seu próximo herdeiro, ou seja, apenas os competentes conseguem passar de geração para geração sua riquezas, o que não é algo tão simples como pensam os esquerdistas.
Quero saber se a luciana genro, não vai querer herdar uma mansão do seu papai em POA, para repassar para os ditos “movimentos sociais”.
Se qualquer eventual imposto sobre herança passar no Brasil, o mais provável é o país se torne o país da doação em vida. Esperar a morte que nada, faço a divisão dos possíveis bens em vida aos meus filhos após me aposentar e deu. Antes disso, deixo tudo com laranjas, devidamente pagos com um percentual bem menor que a alíquota do imposto.
ABraços
Qual a opinião de vocês sobre a auditoria da dívida pública?
Os super-ricos podem facilmente evadir-se de tributações.
Quem paga o pato são aqueles que, com enorme custo pessoal, conseguiram acumular algum patrimônio através do seu trabalho e não têm muito como escapar das consequências diretas e indiretas de maiores taxações.
O objetivo da esquerda de fato é tornar todos iguais – igualmente pobres; exceto a cúpula do Partido, é claro.
* * *
”Não adianta achar que deixar de pagar imposto é eficiência. Não é”
”Nossa proposta de governo não pressupõe nenhum aumento na carga tributária” – Glorioso Ministro da Fazenda Joaquim Levy, agora na Globo News.
É impressionante como esse levy já virou petista até no discurso, além de mentir descaradamente ao dizer que nesse governo, eles não estão interessados em aumentar impostos. E a CIDE que voltou a incidir no preço da gasolina e fez o preço disparar? É um canalha mentiroso mesmo.
Olá,
Só discordo dessa frase: “(Dado que a esquerda quer muita gente pagando mais imposto, então creio ser correto dizer que ela defende maior imposto justamente sobre pessoas mais produtivas; caso contrário, seria na prática impossível elevar impostos permanentemente. Logo, por se tratar de pessoas produtivas, não é incorreto dizer que elas têm poder de barganha junto a seus empregadores).”
Explico-me: no Brasil a classe média tem um poder de barganha bem pequeno em relação aos empregadores. Como o país tem baixa produtividade do trabalho, na média, não há muito poder de barganha. Agora estamos falando de uma fatia que “ganha bem”. O mais provável, na realidade brasileira, é que esta faixa da população passasse a consumir menos, uma vez que o governo tungou uma parte do salário. Resultado, a economia toda irá sofrer, justamente porque estamos falando da população que de fato consome neste país (consome algo além de comida e transporte). Logo, os lucros dos empresários vão baixar e eles vão ter que demitir. O governo vai arrecadar menos porque vai aumentar a quantidade de pessoas “necessitadas” ou encostadas no seguro-desemprego e a receita, ao contrário do que se tinha em mente, vai cair (e isso logo depois de aumentar e aumentar os gastos concomitantemente, o que o artigo já mostrou). Esse processo vai continuar até alcançar um equilíbrio e, no final, teremos menos gente consumindo, mais desemprego, menos crescimento, ou seja, vai turbinar o que já está ruim por aí.
Abraços
A conta dessa manobra é muito simples: Fuga de capital > Fechamento de negócios > Desemprego em massa > Aumento da escassez > Miséria.
O mais interessante é que depois a culpa continuará sendo do capitalismo opressor, pois quem realizou a fuga de capital só queria o lucro próprio e não o social.
Bravo. Só quem é empreendedor entende.
Uma reportagem do InfoMoney diz que:
“O que se verifica é que a sociedade vota mal porquanto é politicamente mal informada e pouco educada. A sedução do proselitismo político é fácil, e a sociedade deita inocentemente na armadilha que os políticos lhe preparam.”
http://www.infomoney.com.br/mercados/na-real/noticia/4085882/brasil-queda-livre
Pois eu digo que nada mais justo que o ônus das “reformas” do governo atual seja arcado majoritariamente pelas classes mais baixas. Foram elas que referendaram os três últimos governos e foram elas que reelegeram maciçamente o atual governo. Sendo assim, por uma questão básica de justiça, são elas que devem suportar as consequências das políticas adotadas pelo governo que elas próprias elegeram reiteradamente. Qualquer outro arranjo que não seja esse configuraria, isso sim, injustiça.
Esta tudo muito estranho essa “crise” brasileira. Não sei se essa pauta é desespero ou estratégia politica. Acho que a questão do poder de barganha dos mais ricos é o ponto chave, e considerando que aqui no brasil os mais ricos normalmente estão ligados a negócios com o governo, isso ai tende a aumentar ainda mais a concentração de renda. Enquanto o estado fornece educação técnica e auxilio sobrevivência para os cidadães economicamente mais podres, ele fecha grandes contratos com algumas poucas empresas. O grande concentrador de renda é o próprio governo, ele vai tirar um pouco, para dar mais. Do ponto de vista financeiro é uma estratégia ruim, mas vamos supor que estão no desespero, acho que a pauta deveria ser direcionada para outro rumo, como legalização de drogas ou então dar uma cutucada no pessoal do FED oferecendo um valor para comprar ele, quem sabe eles não dão uma contra proposta…
Na cabeça de pessoas medianamente inteligentes é perfeitamente compreensível a lógica do texto. Agora me explique; isso é genuína estupidez ou estratégia do governo? Se estupidez, então poderemos articular para derrubá-los. Mas isso não está ocorrendo. Devem ser menos estúpidos do que imaginamos. Então é estratégia. Se for, qual o objetivo?
Olá,
“Na cabeça de pessoas medianamente inteligentes é perfeitamente compreensível a lógica do texto.”
Pode ser, mas a maioria das pessoas medianamente inteligentes no Brasil passou a maior parte da infância e da fase adulta sob uma doutrinação alienante marxista, e hoje ainda é inundado por influências de uma mídia pra lá de vendida ao governo que somente alimenta uma lógica torta.
“isso é genuína estupidez ou estratégia do governo?”
As duas coisas. Alguns no governo, em particular muitos deputados, senadores e a presidente creem realmente que agindo assim vão estar “beneficiando o povo”. Incompetência pura e massa de manobra, idiota úteis. Os demais, alguns deputadores, alguns senadores, e boa parte da turma do segundo escalão, sabem o que irá acontecer, mas isso é bom para eles, porque o governo vai “enriquecer” no curto prazo e eles sempre dão um jeito pra permanecer no governo mesmo na eventual queda do partido de plantão. E ainda há uma outra coisa, eles já estão buscando os bodes expiatórios para a crise e a solução para eles sempre será +governo, o que é bom para eles. Estratégia pura.
Isso aí é teatro do PT !
Os impostos indiretos ainda estão altos e são pagos pelos pobres. O governo continua com bolsa empresário no BNDES. O governo faz ajuste fiscal, mesmo tendo 360 bilhões em reservas internacionais. A inflação prejudica mais os pobres, mas o governo continua deixando o dólar subir.
Com esses 360 bilhões de dólares em reservas internacionais, seria possível pagar todas as dívidas e o dólar baixo iria segurar a inflação. Ou seja, é teatro pra enganar os pobres. O governo deixou o dólar subir, para ajudar os amigos de campanha. Já ouvimos várias vezes que tem empresário indo pra Brasília pedir para deixar o dólar subir.
Eu ainda continuo acreditando na liberdade. Nós temos o direito de receber nosso salário como achamos melhor e em qualquer moeda. Se o real está bichado, nós temos o direito de receber em dólar, em Euro, em pães, em motos, em carros, ou seja lá qual for o nosso interesse.
Prezados:
Sou leitor habitual dos artigos do site.
Esse em particular esse me deixou com uma dúvida.
O texto afirma: “Lucros necessariamente têm de ser reinvestidos na empresa, seja na forma de reposição de estoques …”.
Entendo que quando se vende um produto já está embutido no preço de venda o custo do produto, custos indiretos e custos de comercialização, portanto ao vendê-lo automaticamente o empresário possui capital para repor o estoque desse produto vendido.
Pelo acima exposto o lucro não é para reposição de estoque.
Antecipadamente grato pela resposta,
Rogério Vianna.
O curioso sobre esses artistas que deixaram a inglaterra para não pagar impostos é que muitos deles são esquerdistas. Mas na quando a esquerda tá no poder e precisa aumentar os impostos para colocar em pratica seu projeto de governos, eles são os primeiros a abandonar o país para não pagar impostos.
Tá aí o ajuste fiscal, esse maldito crédito direcionado que é um dos principais responsáveis pela inflação.
Governo anuncia liberação de R$ 28,9 bilhões para agricultura familiar
Quem sabe um dia as pessoas entendam que o objetivo único do Estado e seus burocratas
é salvar a própria pele – quando suas intervenções desastrosas causarem crises, e queda na aprovação, não espere prudência, porque isso é extremamente impopular.
É um ciclo interminável de desgraças – que desgosto viver nesse país.
Eu li o artigo e havia ficado em dúvida na questão dos lucros, pois cria que esses seriam de fato o que sobrava “limpo” para o empresário. Mas como já foi respondido acima, faltou levar em conta a inflação…
O liberalismo é incrível!
Se vc encontrou algum furo nele é pq não entendeu direito. hehe
Até que existe algo que presta na mídia: Carlos Aberto Sardenberg:
Contas do governo não fecham e deve haver mais corte de gastos
g1.globo.com/jornal-da-globo/videos/t/edicoes/v/contas-do-governo-nao-fecham-e-deve-haver-mais-corte-de-gastos/4453264/
Alguém aqui é sensato o suficiente para prever em quanto tempo (nessa mesma ordem): nos tornaríamos: 1º Argentina; 2º Venezuela; 3º Bolívia; e 4º Cuba?
Estou muito necessitado em fazer uso da única herança não tributável que meu falecido pai me deixou, a dupla cidadania Européia.
Não quero ver minha família mendigando por causa do fanatismo socialista. Estou desesperado.
Nunca me canso de ler esse artigo. Excelente.
Eu sei que não é o assunto do artigo, mas preciso perguntar isso, acabei de ler “O que o governo fez com nosso dinheiro?” de Murray Rothbard e me ficou uma dúvida, aproveitando o descontentamento com o governo e PT, digamos que num desses protestos alguém subisse num caminhão durante um protesto e demonstrasse que o governo falsifica dinheiro, seria possível ou não provocar uma corrida bancária no Brasil?
Elimine-se os ministérios criados em nome do politicamente correto e que para nada servem a não ser usar os seus “beneficiários” como massa de manobra, e está aí o dinheiro pretendido para o ajuste do sr. Levy.
O "andar de cima" pelo que se vê é de laje forro e não suporta tremendo embrulho, de modo que quem estiver no "andar de baixo" de repente se será sob os escombros.
Off Topic.
Alguma chance desse artigo do Andrew Syrios ser traduzido?
Não acho que é aumentando os impostos que iremos resolver os problemas, está claro que o buraco e muito mais embaixo, antes de aumentar a arrecadação e necessário enxugar um pouco as contas do país.
(Modo ingenuo on) Os socialistas, os governistas, querem o nosso bem (pffff…), querem organizar a economia, só que claramente não têm nenhum preparo para fazê-lo.
Quem mais manja de economia (escola de Manchester e obviamente a Escola Austríaca) considera que é complexo demais, que a ordem espontânea não pode ser dirigida…
(Modo franco) São mesmo é um bando de picaretas que querem nos vampiriziar até a última gota!!
Quase 1 trilhão só referentes a dívida nacional.
Juros e amortizações.
Êêê rentistas..
http://www.portaldatransparencia.gov.br/PortalComprasDiretasOEElementoDespesa.asp?Ano=2014&CodigoOS=25000&CodigoOrgao=25101&CodigoUG=170600
E a tragédia não tem fim. Brasil acaba de perder o grau de investimento.
economia.uol.com.br/noticias/redacao/2015/09/09/agencia-ve-mais-risco-de-calote-e-tira-nota-de-bom-pagador-do-brasil.htm#comentarios
Não Criarás a Prosperidade se desestimulares a poupança.
Não fortaleceras os fracos por enfraqueceres os fortes.
Não ajudaras o assalariado se arruinares aquele que o paga.
Não estimularás a fraternidade humana se alimentares o ódio de classes.
Não ajudarás os pobres se eliminares os ricos.
Não poderás criar estabilidade permanente baseada em dinheiro emprestado.
Não evitarás as dificuldades se gastares mais do que ganhas.
Não Fortalecerás a dignidade e o anonimo se Subtraíres ao homem a iniciativa da liberdade.
Não poderás ajudar os homens de maneira permanente se fizeres por eles aquilo que eles podem e devem fazer por si proprios.
Abraham Lincoln. Estes governos esquerdista-estatistas-marxistas sempre disseram que todas as demandas da sociedade devem ser supridas. Então todos os programas que a esquerda apresenta é bem vindo, apesar da lei da escassez. Aí as despesas no orçamento supera as receitas sempre. O governo busca ajuda na divida pública que cada vez fica maior.Quem gasta sem limite não tem como pagar e perde o credito e acaba na bancarrota.O governo não quer cortar por razões politicas, mas o aumento de imposto não é solução para uma economia com inflação e recessão. A melhor para equilibrar o orçamento é fora Dilma, fora PT. Tenham dó da classe media
O pior são os jornalecos como a Folha já tentando incutir na cabeça dos desavisados que no Brasil “se paga pouco imposto” só porque o IRPF não é tão alto como em outros lugares. Escrevi sobre essa canalhice hoje.
http://www.esquerdabesta.com/geral/o-esforco-da-folha-de-sao-paulo-para-tentar-fazer-o-brasileiro-engolir-que-ele-paga-pouco-imposto-e-preparar-terreno-para-o-aumento-do-irpf/
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2012/07/120722_ricos_evasao_brasil_rp
Será que vai sair mais rico do país?
Ricos brasileiros têm quarta maior fortuna do mundo em paraísos fiscais
Os super-ricos brasileiros detêm o equivalente a um terço do Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas do país em um ano, em contas em paraísos fiscais, livres de tributação. Trata-se da quarta maior quantia do mundo depositada nesta modalidade de conta bancária.
A conclusão que se tira deste artigo é a de que o bem estar econômico geral, um país com uma classe média mais robusta, e os andares de baixo menos rebaixados, depende de uma elite de sórdidos plutocratas que não aceitam perder uma só lamborghini para o fisco. A ganância exacerbada dos capitalistas distribui mais renda que o mais social-democrata dos sociais-democratas. Mas vá lá explicar isso para a Luciana Genro.
Impostos, impostos, mais governo de tudo isso que o Brasil precisa mesmo, mas e aí liberem meu comentário na entrevista do Hans e me respondam uma coisa :
Já que um sociedade anarcocapitalistas/libertária ,não haveria governo nem democracia, me diga, como os políticos não políticos chegariam ao poder, ? Através força ?
Brasil, acelerando rumo ao fundo do poço.
Agora só falta demitirem o idiota do levy pra o desastre bolivariano se tornar irremediável.
Olha a perda do grau de investimento… presente de grego veio com o rebaixamento da nota.
Leandro,
Desculpe desviar do tema do artigo, mas estou com uma dúvida e não sabia o melhor artigo pra perguntar…
Estou fazendo um curso (um MOOC da faculdade de Irvine-CA) sobre Macro, aproveitando o tempo perdido e tentando aprofundar o pouco conhecimento que tenho em Economia junto aos artigos que leio diariamente no IMB.
Falando sobre a crise de 2007 nos EUA, o professor cita a politica Quantitative Easing feita pelo presidente do Fed, Ben Bernanke. Não ficou muito claro pra mim, mas pelo que entendi foi uma ação do governo para compra de títulos de longo prazo para subir os preços destes títulos e em contrapartida abaixar as taxas de juros de longo prazo. A intenção era ter taxas de juros de longo prazo baixas para estimular investimentos de maior prazo?
Se for isso, ao criar dinheiro para a compra destes títulos o governo não incorre em uma política inflacionária? Se sim, não acaba sendo um tiro no pé? O que é mais determinante para o comportamento dos investimentos: juros baixos ou inflação alta?
Além deste ponto, tal ação não geraria desvalorização cambial? Sei que este é um ponto bastante debatido em vários artigos que já li por aqui…principalmente no que tange ao risco de desindustrialização do país.
OBS: Acho os MOOCs uma excelente ferramenta para difundir informação e conhecimento e uma ótima alternativa para quem quer aprender sobre vários temas. Existe algum interesse da equipe do IMB em ingressar nesse mundo? Criar cursos online para divulgar ainda mais as ideias da escola austríaca?
Obrigado,
Abraços
Idiotices como Ministério da Pesca, Ministério da Cultura, Ministério do Turismo, Ministério do Desenvolvimento Agrário (já um existe um Ministério da Agricultura)
Ministério do desenvolvimento agrário é apenas uma desculpa pra repassar dinheiro pro MST
Pergunto: Já que os ricos são “tão culpados da injustiça social”, são detonados pela esquerda, são rotulados de gananciosos, que vivem do trabalho dos outros, se eles pegarem seu patrimonio e forem para outro país, quem sustentará o povo que vive de pires na mão?
Outra: Vejo várias pessoas criticando as grandes e médias empresas, como “exploradoras do mão-de-obra”. Caso essas fechem as portas, quem irá abrigar esses (outrora revoltados) agora desamparados?
Mais uma: as montadoras automotivas no Brasil (principalmente as 4 mais conhecidas GM, VW, Ford e Fiat) vivem sob pressão de leis e sindicatos na porta da empresa, tentando barganhar em troca de favores. Se cortam o suco do almoço: greve. Se não aumentam salários: greve. Se não cedem com regalias aos “revolucionários defensores dos direitos”: greve. Pergunto: Quem pagará a conta de andar de 1.0 com “opcionais geniais” como tapetes, calotas de roda, pintura no pára-choques, vidro elétrico, porta-copos e bagulhos, se essas empresas “baixarem as portas” e procurarem algum país sério para trabalhar? Por que essas montadoras ainda nao foram embora? Simplesmente porque “montam” nas costas de quem paga 40 mil num 1.0 cor sólida e ainda acha que está “pagando de carro novo”.
Uma fábula de improdutividade
opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,uma-fabula-de–improdutividade,1759423
Tags: espaço aberto, Marcos Mendes, produtividade, o estado de s. paulo
Marcos Mendes
10 Setembro 2015 | 03h 00
João é inteligente e nasceu numa família de classe alta. Estudou em boas escolas e entrou para uma universidade pública, gratuita, no curso de Engenharia. Formado, viu que os melhores salários iniciais de engenheiros estavam em R$ 5 mil. Fez concurso para um cargo de nível médio num tribunal: salário de R$ 9 mil mais gratificações, aposentadoria integral, estabilidade, expediente de seis horas. O contribuinte custeou a formação de um engenheiro e recebeu um arquivador de processos sobrerremunerado. Amanhã João estará em frente ao Congresso, com seus colegas, todos em greve por aumento salarial. Não terá o dia de trabalho descontado nem se sente remotamente ameaçado de demissão.
Pedro não tem muito talento intelectual. Mas sua família pôde pagar uma boa escola, o que lhe garantiu uma vaga num curso não muito concorrido em universidade pública. Carente de habilidades acadêmicas, Pedro não se adaptou e mudou de curso duas vezes, deixando para trás centenas de horas-aula desperdiçadas e duas vagas que poderiam ter sido ocupadas por outros estudantes que jamais terão acesso àquela universidade. Foi fácil desistir dos cursos, pois Pedro nada pagou por eles.
Após oito anos na universidade, Pedro finalmente se formou em Biologia. Sonha em ter um emprego igual ao de João. Entrou num cursinho preparatório para concursos públicos. Lá conheceu centenas de jovens formados em universidades públicas que, em vez de irem para o mercado de trabalho aplicar os seus conhecimentos, estão em sala de aula decorando apostilas para conseguirem um emprego público.
Jorge, o dono do cursinho, é um brilhante advogado que poderia contribuir para a sociedade redigindo contratos empresariais. Mas descobriu que ganha mais dinheiro preparando candidatos ao serviço público.
Um dos professores do cursinho de Jorge é Manuel, que também abandonou sua formação universitária e mudou de ramo. Ao perceber que jamais exercerá a profissão original, ele pediu desfiliação do respectivo conselho profissional.
Mas não consegue, porque Márcia, funcionária daquele conselho, tem como missão criar todo tipo de dificuldade às desfiliações e manter em dia a arrecadação compulsória. Manuel desistiu e vai pagar a contribuição pelo resto de sua vida profissional, ainda que não se beneficie em nada e pouca satisfação seja dada pelo conselho profissional acerca do uso desse dinheiro.
As limitações acadêmicas de Pedro o impedem de ser aprovado em concurso público. Ele vai ser um medíocre professor numa escola de ensino fundamental de segunda linha (pública ou privada), oferecendo ensino de baixa qualidade às novas gerações das famílias que não podem pagar por uma escola melhor. Pedro só conseguiu essa vaga porque há uma reserva de mercado: por lei, as escolas de ensino fundamental só podem contratar professores com diploma de nível superior. Fosse permitido contratar universitários, diversos graduandos em Biologia mais talentosos e motivados que o diplomado Pedro estariam em sala de aula, oferecendo boas aulas às crianças.
Antônio é tão brilhante quanto João. Daria um excelente engenheiro, mas nasceu em família pobre e estudou em escola pública. Teve professores limitados, no padrão de Pedro, e a desorganização administrativa da escola piorava as coisas: muitas vezes não havia professores em sala. Falta com atestado médico não dá demissão.
Antônio até conseguiu passar no vestibular de Engenharia em universidade pública, pelo sistema de cotas, mas sua formação deficiente em Matemática foi uma barreira intransponível. Abandou o curso, deixando mais horas-aula perdidas e mais uma vaga ociosa na conta dos contribuintes.
Antônio, porém, é empreendedor. Não se abalou com o insucesso universitário, aprendeu a consertar eletrônicos por meio de vídeos no YouTube. Montou um pequeno negócio de manutenção de smartphones e computadores. Seu talento poderia torná-lo um grande empresário. Mas para crescer ele precisa transferir sua empresa do regime de tributação Simples para a tributação normal, pagando impostos muito mais altos, porque o governo precisa de muito dinheiro para pagar altos salários, para custear a universidade gratuita que desperdiça vagas e para sustentar escolas públicas que não dão aula, entre outras despesas. Mesmo assim, o governo permanece em déficit e toma empréstimo para se financiar, aumentando a taxa de juros. Com impostos altos e crédito caro, Antônio prefere manter seu negócio pequeno. A grande empresa e seus empregos morreram antes de nascer.
Chico é um líder talentoso. Dirige uma central sindical que congrega os sindicatos dos companheiros do Judiciário e dos professores, entre outras categorias. Chico está em frente ao Congresso Nacional apoiando a greve de Pedro por melhores salários. Faz um discurso contra os neoliberais, que só pensam em cortar gastos públicos e arrochar os trabalhadores. Chico não tem muito do que reclamar (embora, como líder sindical, a sua especialidade seja, justamente, reclamar): além da remuneração paga pelo sindicato (e custeada pelo imposto sindical, cobrado obrigatoriamente dos contribuintes), ele está aposentado pelo INSS desde os 52 anos de idade. Até o fim da sua vida receberá muito mais do que contribuiu para a Previdência.
Nenhum dos personagens acima citados tem comportamento ilegal. Eles jogam o jogo de acordo com as regras que estão postas. O erro está nas regras. Mudá-las requer superar as dificuldades das decisões coletivas. Não mudá-las implica continuar com talentos profissionais e dinheiro público mal alocados, empregos improdutivos, potenciais inexplorados, gasto público excessivo, oportunidades perdidas, incentivos errados. Uma fábula de improdutividade.
*Marcos Mendes tem graduação, mestrado e doutorado em economia, custeados pelos contribuintes, em universidades públicas. Não se anuncia como 'economista', pois não é filiado ao conselho regional de economia e não quer ser processado por isso. É servidor público bem remunerado
Não há nada como o bebum de Garanhuns, “guerreiro do povo brasileiro” exibindo seu notório saber:
www1.folha.uol.com.br/poder/2015/09/1679953-rebaixamento-do-brasil-nao-significa-nada-diz-lula.shtml
Observem as pérolas que jorram da boca deste ser, que com seu português de botequim impecável encanta e deslumbra as massas ignaras, chegando ao ponto de levá-las ao delírio. Quanta sabedoria há em suas palavras, não é à toa que até Obama reconheceu isto e o chamou de “o cara” – só esquecendo de dizer que era de pau.
Gostaria de deixar meu obrigado ao instituto Mises por seus artigos, aos leitores que elevam sempre o nível de debate e em especial ao Leandro Roque, pois apos assistir suas palestras “YouTube” tive o prazer de conhecer melhor o liberalismo.
Em relação ao artigo.
1° As medidadas tomadas pelo governo de aumento de impostos sobre as classes mais ricas, com poder de barganha para repassar destes impostos ao resto da população, não é algo totalmente sabido do governo mas que usa deste método para enganar e aumentar sua base eleitoral?
2° Não seria muita ingenuidade pensar que propostas de partidos de esquerda sejam interpretadas como elas são mostradas, pois acredito que o governo se aproveitaria de qualquer resultado proveniente desta atitude.
No Brasil, nenhum partido político defende redução de gastos públicos e de impostos, e a eliminação de regulamentações. Todos, os da situação e o que se dizem da oposição, são adeptos de ideologias estatizantes. PT, PC do B, PSDB, todos. E todos, na esfera municipal, na estadual, na federal, têm de sustentar burocracias dispendiosas, que oneram os cofres públicos, além de servirem de cabides de emprego para familiares, e amigos, e companheiros de jornada.
A discussão política, no Brasil, é mendaz; os políticos prometem mundos e fundos, e, demagogos – contam-se nos dedos os que não o são -, exploram sentimentos reprováveis do povo, em especial dos desassistidos, mas não apenas deles; alimentam o ódio de classes, a inveja, que grassa, insuflada por discursos populistas. Está gravada na memória – na memória, claro, das pessoas que estudam – o governo de José Sarney. Li, não me recordo onde, que, naquela época, para implementar a política de congelamento de preços, o governo contou com o apoio de 90% da população brasileira. Quais artifícios os governantes, e com o apoio de artistas, intelectuais, acadêmicos, empregaram, e durante quanto tempo, para engabelar tanta gente, que acabou por dar tiros nos próprios pés? O resultado da política de congelamento de preços é sobejamente conhecido: escassez de produtos nas prateleiras dos supermercados, e crise econômica jamais vista na história brasileira até então. E agora, os políticos, com mais cautela, mais, prudência?, não, discrição, mas com a mesma sanha, tão sedentos quanto antes, lançam-se sobre os recursos públicos, e pretendem devorar os brasileiros, sugarem-los até exaurirem-lhes as forças.
Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso houve aumento da carga tributário. E os adversários deles declaravam que ele era um neoliberal. Neoliberal… Ele ampliou o alcance das garras do Estado. Privatizou uma estatal, e outra, por necessidade, e não por convicção ideológica – o livro de cabeceira dele é O Capital -, e criou agências reguladoras, que controlam o mercado, e conservam reservas de mercado para os eleitos do governo.
E os programas sociais, todos eles, são obras de demagogos – distribuição de bolsas, de casas populares, refeições grátis, passagens de ônibus grátis -, e não de políticos compromissados com a liberdade do povo; são de populistas que, alegando proteger o povo e defender os seus direitos, distribuem renda, tirando – como o Robin Hood – dos ricos para dar os pobres, e nos discursos se enaltecem, atribuindo aos ricos maldade intrínseca, exclusiva deles, da classes deles. Mas, evocando o Robin Hood (considerando-se o do desenho da Disney, que é popular), sonegam uma informação: O Robin Hood tirava os sacos repletos de moedas de ouro de um rei inescrupuloso – e não de empresários, artistas, e profissionais liberais -, que explorava o povo, extorquindo-os – e a cobrança de impostos é extorsão -, arremessando-o na mais abjeta miséria. Era o governo, o Estado, o alvo de Robin Hood; e não, repito, empresários, empreendedores, a classe média.
Agora, vem o Joaquim Levy propor, com o seu programa de ajuste fiscal, aumento de impostos, criação de novas alíquotas. Não há pessoa, neste mundo, que não sabe que aumento da acrga tributária produz sonegação, fuga de capitais, redução nos investimentos, e, no caso de cobrança de mais impostos sobre as classes sociais mais ricas, o repasse dos custos aos mais pobres. Os empresários sempre repassam os custos para os produtos, e quem paga mais caro é o consumidor, e os mais pobres despenderão maior parcela do seu salário obtido com sacrifício com os mesmos bens, e terão de fazer economia sem que tenham recursos que possam economizar.
Quando o Brasil se livrará de um governo sugador de recursos públicos? Onde estão os herdeiros do espírito de Joaquim José da Silva Xavier? Somos, nós, brasileiros, tão débeis, tão acomodados, que nos deixamos exploram tão facilmente?
Para encerrar: a imprensa mundial demoniza os paraísos fiscais, apresenta-os como países coniventes com os mais horrendos criminosos: traficantes de drogas, assassinos, traficantes de armas, traficantes de órgãos, de crianças, de mulheres. Que muitos criminosos se escondem nestes países, ninguém o ignora, mas muitos ricaços milionários, bilionários que depositam sua fortuna nestes paraísos estão, mesmo, é a fugir da ferocidade dos governantes, que estão sempre a falar de justiça social, e a alimentar a luta de classes, e a extorquir as pessoas mais competentes, para alimentar o leviatã, que está a devastar o mundo.
Opa Leandro, o que você acha a respeito da equivalência ricardiana?
É observável empiricamente no Brasil?
Que tal, se os políticos dessa terra ganhassem 25% do ganham(pelos seus “preciosos”serviços), o restante poderia ser usados para a “justiça social”, a qual tanto os preocupa.
Resumindo:
Os custos dos impostos se propagam pela sociedade (via aumentos de preços, diminuição de empregos e salários) e assim atingem a todos, inclusive aos mais pobres;
Maiores impostos reduzem o montante disponível para investimentos, diminuindo o vigor econômico e aumentando a pobreza;
Quanto mais os impostos se elevam, mais as pessoas procuram meios de evitá-los. E quanto mais ricas são as pessoas, mais capazes de evadir-se de impostos elas são, mesmo que isso signifique simplesmente mudar-se para outro país levando seu conhecimento;
Ainda que aumentar impostos aumente os recursos do governo, isso apenas fará com que os gastos governamentais aumentem ainda mais. Em um corolário da Lei de Parkinson, os gastos sempre se expandem de modo a consumir todo o orçamento disponível para ele.
Tentar fazer os “ricos” pagarem uma “parcela justa” de modo a obter “justiça social” é fútil, arbitrário, iníquo e prejudica a todos, especialmente aos mais pobres. Em vez de aumentar impostos, o governo deveria cortar seus gastos e diminuir os impostos.
* * *
Desde 1995, não há impostos sobre lucros e dividendos, enquanto nos Estados Unidos paga-se 21,2% e, na França, 38,5%.
Alguém poderia me explicar como é possível, em plena recessão,as receitas do governo federal só terem feito aumentar desde 2014? Parece ir ao contrário do gráfico disponibilizado pelo BC:
http://www.portaldatransparencia.gov.br/receitas/consulta.asp?idHierarquiaOrganizacao=1&idHierarquiaDetalhe=0&idDirecao=1&idHierarquiaOrganizacao0=1&idHierarquiaDetalhe0=0&Exercicio=2015
Poderiam responder a esse vídeo de desigualdade de riqueza nos EUA?? Sei que ele já foi mencionado em um dos textos do Instituto,mas gostaria de uma resposta mais detalhada a ele.
https://www.youtube.com/watch?v=QPKKQnijnsM
E também essa figura respondendo a esse vídeo, falando que os ricos tem que se comprometer e pagar mais, afinal, seria só um pouco para igualar a todos. Que dizer que tudo irá piorar dessa forma é falácia “slippery slope”.
https://www.youtube.com/watch?v=fbj8hTsPEzc&t=17s
acredito numa taxação moderada como já ocorre atualmente por meio da alíquota do IR, até por que como defensor da existência de um Estado (pequeno, mas existente) deve ter meios de se sustentar e sustentar os serviços públicos para isso impostos de toda natureza e para todos são necessários ( só que o Brasil esta indo um pouco longe demais) ancaps que defendem zero Estado vivem num mundo da imaginação que só se sustenta por meio de drogas sintéticas criadas na ignorância de fatos.
Veja nesse trecho o que Meirelles diz sobre taxação sobre grandes fortunas…
Teria o mesmo efeito que foi mencionado ao longo do artigo??
Será que uma tributação mais progressiva poderia gerar fuga de capital, ou algo do tipo?
Se o capital decide sair do Brasil nesse momento ele ainda irá arcar com ainda algumas perdas. A primeira é que se os agentes decidirem se desfazer dos ativos em moeda nacional ao mesmo tempo, o excesso de oferta de ativos fará o preço deles despencar. Pior, após vender os ativos, os agentes têm que fazer a conversão de reais em dólares, e se muitos agentes fazem isso, há forte desvalorização cambial, que demandará mais perdas.
Então ao invés do agente perder somente com impostos, ele perde com a queda nos preços dos seus ativos e com a desvalorização cambial. Ao invés de um só canal de perda, haveria três canais. E, com base na hipótese das finanças comportamentais, os agentes possuem aversão à perda.
Logo, podemos concluir (usando o arcabouço das finanças comportamentais) que a hipótese da fuga de capitais é fragil.
Aumentar o imposto sobre herança, por exemplo, não é fácil de fazer. Por exemplo, em 2004, em uma votação unânime, a Suécia acabou com sua versão do ITCMD, que chegou a ter alíquota de 65% nos anos 1970 (as maiores alíquotas desse tipo de imposto vigoraram em 1950 no Japão e na Coreia do Sul: 90%). Lá, extinguiu-se o imposto porque as brechas limitavam sua base, e os custos administrativos eram altos.
Durante a vigência da alíquota de 65%, as receitas com o tributo foram, em média, de mero 0,1% do PIB. A maior brecha era a isenção na transmissão da propriedade de empresas.
O governo entendia que não deveria taxar a herança de bens produtivos, para não desestimular o crescimento e a perenidade das empresas familiares.
E é com o objetivo de estimular o investimento produtivo que a maior parte dos países ricos tem diminuído ou acabado com impostos sobre herança e sobre lucros e dividendos.
Dez países europeus eliminaram impostos sobre herança nos últimos 20 anos. Em nenhum país da OCDE as receitas com esse imposto passam de 1% do PIB.
A Bélgica é o país que mais arrecada ao taxar herança: 0,7% do PIB. No Japão, cuja alíquota marginal é de 55%, o recolhimento efetivo não ultrapassa 0,4% do PIB, por ano.
Na América Latina, as alíquotas no Equador e no Chile são de 35% e 25%, respectivamente. Mas o total arrecadado não passa de 0,1% da renda nacional.
Rodrigo Zeidan
Professor da New York University Shanghai (China) e da Fundação Dom Cabral. É doutor em economia pela UFRJ.
Íntegra: www1.folha.uol.com.br/colunas/rodrigo-zeidan/2020/11/tributacao-de-renda-e-patrimonio.shtml