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Os 10 pecados capitais da política econômica do governo Dilma

O
brilhante economista Thomas
Sowell
certa vez disse
que:

A primeira lição da economia é a da
escassez: nunca há uma quantidade suficiente de alguma coisa de modo a
satisfazer todos que a desejam. 

Já a primeira lei da política é ignorar a
primeira lição da economia.

A
política econômica do governo tem insistido em ignorar as leis econômicas. Mas
as leis econômicas não têm ideologia. E, assim como a lei da gravidade, as
leis econômicas agem inexoravelmente sobre todas as pessoas (e governos
também!).

Vejamos
os dez pecados capitais da política econômica do governo Dilma.

1.
Inflação

A
definição clássica de inflação é ‘aumento na quantidade de dinheiro na
economia’.  O que causa esse aumento da
quantidade de dinheiro na economia é a expansão do crédito feita pelo sistema
bancário, que pratica reservas fracionárias, e pelo Banco Central, que protege
e dá sustentação a este sistema. (Mais detalhes aqui). 

Aumento
de preços, portanto, é uma mera consequência da inflação.  A desvalorização da moeda é a consequência dessa
política de inflação.

Os pobres são sempre os
mais prejudicados
.

Não
é culpa da China nem da falta (ou excesso) de chuvas. Tampouco são o tomate ou
o chuchu os grandes vilões da inflação. Por meio do Banco Central, somente o
governo pode imprimir moeda. A leniência com a perda de poder de compra do real
está cada vez pior. O centro da meta da inflação já não é perseguido há alguns
anos, e não há perspectiva de atingi-lo rapidamente. O IPCA
dos últimos 12 meses está em 6,75%.

2.
Bancos Públicos

Fazendo
ressurgir os velhos problemas das décadas perdidas, hoje os bancos públicos são
responsáveis por mais da metade de todo o estoque de crédito no país. E como a
expansão creditícia é essencialmente uma forma de criar moeda, Banco do Brasil,
Caixa Econômica Federal e BNDES são hoje grandes motores da inflação
brasileira.

Veja
todos os detalhes aqui.

3.
Controle de preços

Se
controlar os preços funcionasse, o Plano Cruzado teria sido
um sucesso
.

O
preço da energia elétrica é controlado, o preço do petróleo está
artificialmente represado, as tarifas de transporte público são determinadas
por vontade política, o preço do crédito (taxa de juros) é manipulado etc.

E
apesar disso tudo, o IPCA está acima do teto. Alguém acredita que esse índice
realmente reflete o aumento
do custo de vida da classe trabalhadora
?

Controlar
preços é receita para o
desastre
.

4.
Maquiagem das contas públicas

Qual
o déficit orçamentário do governo? Com ou sem os dividendos do BNDES? Com ou
sem os restos a pagar? A dívida líquida desce, mas a dívida
bruta só sobe
? Qual importa?

Transparência
não é o forte deste governo. E as contas públicas estão cada
vez menos inteligíveis
. Querem esconder os sintomas, mas a doença permanece
intocada. O quadro fiscal está cada
vez mais preocupante
, e maquiar o problema só piora a situação.

5.
Estatais

Esse
item mereceria uma lista própria, pois a quantidade de estatais sendo usadas
para condução da política do governo é infindável.

Seja
a Petrobras tabelando preços do petróleo em território nacional, seja a Eletrobras destruindo seu próprio caixa ao reduzir as tarifas de maneira populista, seja o BNDES
direcionando crédito subsidiado aos campeões nacionais
eleitos pelo governo
, o uso político de empresas importantes à economia
nacional é temerário.


vimos esse filme antes. E nos custou muito caro. Os prejuízos começam a
avolumar-se. Em algum momento a conta irá chegar e, como sempre, quem paga são
os mais pobres, com juros e correção monetária.

6.
Falta de Investimentos

Uma
economia só cresce de forma sustentável com aumento de produtividade. E para
isso é preciso poupança e investimentos, duas
varáveis que despencaram no governo Dilma
.

Especialmente
no setor privado, falta
confiança e regras claras para poder investir
. O enorme programa
de concessões
está sendo
um fracasso
. As excelentes oportunidades na área de infraestrutura
permanecem sem serem aproveitadas. E não é por falta de apetite dos
investidores (domésticos e internacionais).

Com
infraestrutura precária, o custo Brasil inviabiliza diversos investimentos.

7.
Hiperatividade e microgerenciamento da economia

Alguém
se lembra quantos pacotes de estímulos foram lançados pelo Ministro Mantega nos
últimos anos?  Nada
menos do que trinta
!

Reduz
imposto daqui, sobe acolá, concede subsídios ao setor agrícola, remove isenções
do setor XPTO, altera alíquota do IPI temporariamente de forma permanente,
estimula a linha branca, desestimula a linha preta, determina a taxa de retorno
dos investidores das concessões de infraestrutura, aumenta as tarifas de
importação para “estimular” a indústria nacional etc.

É
pacote demais e arbitrariedade demais. Como diz o velho ditado: muito ajuda
quem não atrapalha. Neste ponto, menos é mais.

8.
Crescimento econômico, incerteza e desconfiança

Todos
esses pontos geram o pior sentimento possível na economia: a insegurança.

A
incerteza sobre o que o governo fará amanhã paralisa os empresários. A
incerteza sobre novas políticas gera desconfiança nos investidores
internacionais.

A economia patina e os
trabalhadores começam a sentir insegurança com relação a sua própria
estabilidade de emprego e, consequentemente, adiam compras mais relevantes.

Nesse
cenário, crescimento econômico é milagre.

9.
Errar é humano, botar a culpa nos outros mais ainda

Aos
olhos da equipe econômica, se há alguma patologia na economia brasileira, a culpa é externa.

Ora
é a crise financeira, ora é o desaquecimento chinês, ora é a safra agrícola mundial,
ora é a política do Federal Reserve, ora são os preços das commodities etc.


é passada a hora de olhar para o próprio umbigo.

guido.jpg10.
Equipe econômica

Dilma
acha que entende de economia, Alexandre Tombini obedece, Guido Mantega é
keynesiano e Arno Augustin é marxista.  Deste
pecado, decorrem todos os outros.

Adicione
uma boa dose de corrupção e uma grande pitada de burocracia e os males da
política econômica do governo se tornam ainda piores.

É
preciso mudar.  Mudar já.  Mas quem está no comando não concorda com esse
diagnóstico.  Desconhecem ou ignoram a
doença.  Quem está no comando não quer
mudar a fórmula, apenas alterar a dose.  Remédio
errado e na dose errada.

No
curto prazo, para tentar curar o paciente, só nos resta tentar mudar quem está no
comando.

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116 comentários em “Os 10 pecados capitais da política econômica do governo Dilma”

  1. Simplesmente fantástico!
    Correto, certeiro, objetivo, conciso e didático.

    Se eu aconselhasse apenas um artigo para ser lido antes das eleições, certamente seria esse (pelo menos até agora).

  2. Mudar quem está no comando agora é trocar seis por meia dúzia. Os eleitores de dilma, que não são poucos, continuarão achando, caso ela perca a eleição, que os estragos foram causados pelos tucanos se estes assumirem o controle e os petralhas através do lula voltarão mais tarde “triunfantes”. Prefiro deixar a coisa degringolar.

  3. E a lista só cresce. A cada dia que passa eu tomo um susto com as notícias.

    Mais uma vez estamos em um beco sem saída. Por conta disso também penso que seria melhor deixar a coisa explodir de vez. Mas aí me vem a imagem da Venezuela na cabeça. Eu não quero viver na Venezuela!! Se quisesse já teria me mudado pra lá.

  4. Concordo com o Daniel Costa. Fernando Ulrich ou outro articulista do IMB poderiam nos fazer o favor de demonstrar como o novo governante vai fazer para curar essa herança maldita do Petismo de forma indolor,do contrário veremos a volta destes incompetentes(OBS:Nada pessoal) em 2018.

  5. @Daniel costa 13/10/2014 14:47:18

    Mudar quem está no comando agora é trocar seis por meia dúzia. Os eleitores de dilma, que não são poucos, continuarão achando, caso ela perca a eleição, que os estragos foram causados pelos tucanos se estes assumirem o controle e os petralhas através do lula voltarão mais tarde “triunfantes”. Prefiro deixar a coisa degringolar.

    E qual a utilidade disso? Deixar a coisa degringolar nos deixa um passo mais próximo da revolução bolivariana e é isso que os esquerdopatas querem.

    Eu não sei o que esperar do Aécio… mas da Dilma eu sei o que esperar. Infelizmente fomos reduzidos a isso: pensar somente para os próximos 4 anos. Se vier São Lula em 2018, que venha… Até por que, com mais 4 anos de presidANTA, São Lula 2018 é uma certeza maior ainda.

  6. Parabéns ao Mises Brasil pelo artigo pragmático. Tenho ficado entediado com os artigos de cunho filosófico em tempo de eleição, quando o futuro do país está para ser decidido… A mudança ocorre aos poucos, amigos. Não adianta vir com um discurso radical.

  7. Sempre ouço de esquerdistas que o neoliberalismo é que quebrou o país, no entanto, se pegarmos as 10 diretrizes neoliberais do consenso de washington, praticamente nenhum delas foi colocada em prática totalmente, e muitas nem parcialmente. Gostaria de ver um texto do mises tratanto desse assunto: sobre como nosso governo foi socialista/keynesianista e, de forma alguma, neoliberal (diretrizes do consenso de washington). Um texto bem elaborado sobre esse assunto seria uma ótima arma para contrapor esses tipos de argumentos que os esquerdistas ouvem em palestras da Chaui e saem papagaiando por aí.

    O mises já me dar várias ferramentas para perceber que o consenso de washington nunca foi totalmente aplicado, e, desde que o PT entrou, é menos ainda. No entanto, um texto feito por um estudioso da EA com certeza traria mais argumentos sólidos e dados.

    Fica minha sugestão. Obrigado

  8. Típico Filósofo

    A política econômica desenvolvimentista é um enorme sucesso, caro sr. Ulrich. É lamentável, data venia, que o senhor não venha se informando através do programa de publicidade oficial do estado; esse que não compartilha dos interesses golpistas da grande mídia (que não produz nada à nação além de insegurança do empresariado e muito bem faria se fosse calada) e da fome neoliberal dos opositores (que também fariam um favor ao melhor interesse dos trabalhadores se tivessem suas manifestações ocultadas).

    O problema é o parecer contrário. Esse sim que está criando insegurança contra a economia verdadeiramente democrática que temos através de seus textos maliciosos. O Brasil está há anos atrasado neste aspecto: sucessos econômicos como o argentino (veja os preços baixíssimos estancados em seus mercados oficiais, superiores a 1º mundo) e o venezuelano (idem; fez tamanho sucesso que a própria CIA teve de financiar milhões de manifestantes em todos os cantos do país para protestarem contra a falta de papel higiênico – necessidade repugnante criada e imposta pelo grande capital).

    Confessar-me-ei ao admitir que se estivesse no poder, estaria erguendo esforços para censurar todos os artigos que estivessem sabotando e se opondo ao plano econômico vigente: todas as denúncias e críticas, data venia, criam os próprios problemas que ‘denunciam’.

  9. regina célia carvalho junqueira

    Brilhante, Fernando! Precisamos mudar rapidamente o modelo que aí está, que acabou com o Brasil. E há desinformados que acham que é intriga da oposição pra ganhar a eleição!

  10. Excelente artigo, Fernando. Eu diria mais: impecável!

    Sobre a mudança: pelo menos o Aécio com o Armínio Fraga parece ser muito melhor. Parece que eles entendem pelo menos o que está errado.

  11. Bem, o trabalho do autor em apontar os 10 pecados capitais da política econômica do governo Dilma foi excelente. E por isso merece todos os agradecimentos e aplausos.

    Porém, ele não disse quais seriam as práticas necessárias para a economia brasileira andar na linha, e assim encontrar os caminhos do bem e da prosperidade. (E caro Fernando, este sim se constitui em um grande pecado, pois deixar a nós leitores sem essa resposta é absolutamente imperdoável)

    Resta a nós apenas especular sobre quais são as virtudes necessárias para remediar o nosso “enfermo”. Então vamos ao laboratório:

    1. Pureza da Moeda (para a inflação): Isso significa a total abstenção de emissão da moeda fiduciária. Só começando por essa medida radical, já se resolve um dos principais problemas de uma economia, que é a inflação da moeda -já que é ela quem destrói o poder de compra da população. E para garantir uma maior proteção dessa candura monetária, o Banco Cen seria abolido, e para efeitos de facilidade da comercialização, poderia ser adotado padrão ouro-puro (ou quem sabe futuramente, usado o bitcoin);

    2. Temperança (para os bancos estatais): Estando a economia completamente livre da inflação, e os bancos sendo obrigados a operar com 100% de reservas, a expansão do crédito só ocorre se for acompanhada pelo aumento da poupança. Portanto, é bom que a partir de agora todos os bancos, principalmente os bancos estatais, assumam posturas mais comedidas e se controlem na hora de fazerem seus empréstimos e investimentos;

    3. Fé (para o controle de preços): Supondo-se que o governo queira garantir produtos a preços acessíveis a todos, é preciso explicá-lo que as coisas nunca funcionaram bem dessa forma. Escassez é um fenõmeno inevitável. E qualquer tentativa de controle de preços resultará em consequências desastrosas. É preciso acreditar no livre mercado, que está atento às carências e necessidades das pessoas e da sociedade, e sempre se dispõe a satisfazê-las;

    4. Humildade (para a maquiagem nas contas públicas): É preciso muita coragem para reconhecer as próprias limitações, falhas, quando as coisas não estão indo bem e também saber colocar as coisas com transparência. E para que a situação fiscal se mostre como ela está de verdade, fazer maquiagem das contas públicas deve ser considerada uma atividade inútil e vaidosa, que deve ser totalmente evitada;

    5. Sensatez (para as estatais): Será um grande bem para a economia o dia em que todas as estatais forem privatizadas. Mas enquanto esse dia não chega, o governo já ajuda bastante se não ficar usando-as de maneira leviana em benefício próprio;

    6. Providência Sustentável (para a falta de investimentos): Que investir em empreendimentos e em infra-estrutura é importante, isso todo governo deve saber. Por isso torna-se indispensável tomar medidas que tenham esse propósito, mas que principalmente tenham segurança e sustentabilidade. Ou seja, que os investimentos antes passem por um controle de gastos e por um aumento da poupança;

    7. Confiança (para a hiperatividade e microgerenciamento da economia): Para o bem estar e tranquilidade do prórprio governo, é fundamental que ele evite ao máximo ficar intervendo, querer ajudar e tentar “aquecer” a economia. Em outras palavras, que ele aprenda a deixar que os problemas aconteçam e delegar ao mercado a responsabilidade de resolvê-los;

    8. Inflexibilidade (para a incerteza e desconfiança): O mundo por si só já é um lugar de incerteza e desconfiança, principalmente quando o assunto é crescimento econômico. E a solução para isso pede que o governo adote regras rígidas e assuma uma postura mais austera, visando oferecer segurança a empresários e investidores;

    9. Responsabilidade (para o culpar os outros): O não entendimento e cumprimento dessa virtude representa uma antítese ao que é um governo. Ora, pois se a principal razão da existência de tal autoridade é justamente exercer controle, como pode ela não assumir-se como culpada das coisas e colocar-se como vítima do mundo;

    10. …

    Esse último (a décima virtude) eu passo, não consegui encontrar uma resposta adequada. Qualquer coisa a gente coloca um Beltrão na presidência, um Roque na Fazenda e um Ulrich no Tesouro. Mas fica em aberto à sugestões, bem como as anteriores para mudança ou melhoria. Qualquer solução para impedir o país de cair na perdição, como já aconteceu com alguns de seus colegas sul-americanos, é válida e será muito bem vinda.

    Grande abraço

  12. Quantas soluções para o brasil!!!
    Votem no AECIO. Ele vai salvar o Brasil.
    Ele ja deve ter lido este artigo agora.
    Claro que ele teve que deixar os outros afazeres dele
    de lado.
    O que acho que vai ser o forte dele é continuar
    a pagar um salario que pagava ao servidor publico.
    É claro que esta medida é só pra estimular o pessoal
    a se movimentar. Pra dar uma chacoalhada no pessoal.
    Afinal quem quiser que vá pra escola austriaca.

  13. Parabenizo o Fernando Ulrich pela elucidação desses pontos que perfazem nossa política econômica, e claro, pelo curso intensivo de economia, pois pra mim que sou leigo tem um valor cultural grandiosíssimo! Não questiono os pontos, nem tão pouco os viés de entendimento, lí alguns comentários e vejo algumas contestações, mas não me aventuro a escolher um lado e entrar no embate. Minha pergunta é essencialmente política, até por advento do momento: Como a equipe econômica de um eventual governo de Aécio, já sinalizada como a mesma de FHC, faria para solucionar essas questões elencadas? E por que deixaram o Brasil chegar aquele ponto no final do governo tucano, onde o Brasil era ridicularizado no cenário exterior; com quase 2000 mi pontos de risco Brasil; com o dólar beirando os 4,00 reais; com inflação há quase 12%;..e sem o mínimo de moral junto a OMC para equiparar as alíquotas de impostos? além de uma reserva cambial pífia? Sei que vcs classe média-alta perderam, pois visivelmente as classes baixas ganharam, portanto fica difícil acreditar que melhorarão alguma coisa. Acabei de ver o debate da Band, e sinceramente o Aécio é uma criança bem-intencionada e só! Se não fosse essa mídia a seu favor levaria um banho até da Dilma que tem uma dislexia terrível em formular uma pergunta. Particularmente, estamos num mato sem cachorro!!

  14. Leandro, ou demais colegas mais esclarecidos do que eu.
    .
    Mises insiste na teoria dos malinvestments. Beleza, muita gente critica essa teoria, por que seria supor q os empresários nunca aprenderiam com os mesmo erros. Então eu pensei aqui que, como a moeda não tem nenhum lastro, após um movimento de inflação, a relação monetária entre os bens não será a mesma que antes, uma vez que os ativos não movem na mesma velocidade em uma inflação. Em um padrão ouro, a relação se mantém, sem lastro, essa relação será outra totalmente diferente. Eu me pergunto, será que não é esse o verdadeiro motivo da Recessão, o fato de que os empresários jamais conseguiriam saber o valor relativo futuros dos bens, seja de produção, seja de consumo? Sem saber isso, é impossível determinar se um investimento trará resultados positivos ou negativos.
    .
    Isso é suposição minha. Faz sentido essa minha questão? Isso já aparece em algum autor/teoria? Como nunca li isso, talvez eu esteja falando de algo que já foi discutido. Agradeço se alguém puder me ajudar com essa questão.

  15. Leandro – ou mais alguém que saiba – poderia me tirar uma dúvida? Sou novo na área da Escola Austríaca, acompanho a alguns poucos meses este grandioso espaço de estudos, acabei de ler o livro O Fim do Fed de Ron Paul e, com este artigo, ardeu-me uma dúvida: Pelo que compreendi, a moeda fiduciária, sem lastro nenhum, ocasiona a liberdade de o Estado poder imprimir a rodo e criar escriturariamente dinheiro. Certo. Ao longo do tempo, além da inflação, isso ocasiona má alocação nos recursos. Tem-se dinheiro e títulos podres a correr no mercado, com pessoas e empresas endividando-se. Em um determinado ponto do tempo há a o estouro da bolha, isto é, literalmente, a revelação da essência desse crédito: sem valor nenhum. Para amenizar as consequências, como ocorre na Europa e nos EUA, os governos sustentam essa fraude, resgatando banqueiros e grandes empresários com dinheiro público. A observação e questionamento lamentável é: O governo, com esse método, não pode sustentar esse processo perpetuamente? Minha dúvida especificamente é: Existe alguma esperança, para nós, de um dia o governo não ter mais essa possibilidade de resgate-imoral? Dias desses li do economista Luis Stuhlberger algo mais ou menos assim: “(…) que a próxima crise será a pior de todas – como uma espécie de “apocalipse” -, porque, segundo ele, a crise estará no próprio papel-moeda e não haverá quem poderá resgatar alguém. Como se daria esse cenário? Desde já, muito agradecido pela atenção!

  16. Apesar de todas as barbeiragens econômicas e crimes, essa mulher vai ser reeleita pelo que parece. E como a tendência é o desempenho da economia ser cada vez pior, a saída do PT será recorrer a inflação e ao autoritarismo para se manter no poder. O Brasil de amanhã e a Venezuela de hoje.

  17. Boa tarde.

    Primeiramente gostaria de informar que não sou economista e sim um leigo nessa área.

    A partir desse ponto, pergunto ao autor a aos comentadores que concordam com o ponto de vista exposto no artigo: no que concerne à expansão do crédito e endividamentos dela decorrentes, a criação de uma política de educação financeira (ou fortalecimento, se ela já existir) não seria uma alternativa viável de médio prazo para reduzir a inflação proveniente dessa oferta de recursos financeiros? Pergunto por acreditar que se as pessoas receberem uma melhor instrução nesse sentido – mostrar as consequências em larga escala de endividamentos supérfluos e o caminho para não apenas evitar empréstimos mas também empregar melhor o dinheiro que possui (inclusive poupando parte dele) – contribuiria para reduzir a demanda por tais créditos, apesar do aumento de sua oferta pelos bancos (públicos ou privados), das propagandas, etc.

    Para finalizar, saliento que é apenas uma pergunta, não uma discordância. Se puderem responder ficarei agradecido. Obrigado desde já.

  18. Tenho uma dúvida sobre inflação: O efeito de o governo pegar dinheiro emprestado e injetar na economia é o mesmo que o de o governo imprimir, certo? Se não, qual a diferença? (Sei q o dinheiro emprestado seria retirado dps, mas falo do efeito imediato)

  19. Estava fazendo uma pesquisa sobre as teorias do valor e na página do Wikipédia (sim, eu sei) sobre a teoria do valor-trabalho eles falam sobre a teoria do valor subjetivo em um parágrafo:

    “Os economistas da Escola Austríaca, como Carl Menger e Ludwig von Mises criticam a teoria do valor-trabalho, dizendo que o valor seria atribuído conforme a utilidade e raridade do bem ou serviço em questão. Sendo o trabalho considerado por estes um serviço, este, segundo a escola, se trataria de um bem valorável e negociável. Como se sabe, o valor inclui todos esses fatores, tanto o trabalho e a matéria-prima utilizados, como a utilidade que o objeto tem, uma coisa não implica em nulidade da outra, apenas se complementam.”

    Comentem por favor. Aliás, alguém poderia me passar algum bom texto sobre a teoria do valor-trabalho? Ele realmente considera a utilidade?

  20. Fernando, agora são 23:21 do dia 26/10/2014.

    Estou com o site de divulgação do TSE aberto e vejo os seguintes números da eleição presidencial:

    Apuradas 99,99% das urnas (428.889 urnas) para um eleitorado de 142.822.046, temos:

    a) 142.819.480 votos apurados;
    b) 30.137.165 abstenções;
    c) 112.682.315 comparecimentos;
    d) 112.682.315 Votos, dos quais,
    e) 1.921.812 votos em branco e,
    f) 5.219.592 votos nulos;
    g) 105.540.911 votos válidos.
    h) 37.278.569 abstenções + votos em branco e votos nulos!!!

    37,27 milhões de eleitores não endossaram o que está aí. Para mim, esse número mostra que começa-se a formar no país uma massa crítica para mudanças mais significativas. O que você pensa disso?

  21. Tao Han Hsui eu pensei exatamente isso.
    Fazendo uma conta rapida,apenas com o que a midia apresenta,eu calculei uns 25% de ausentes e pessoas que votaram nulo e branco.Conheci umas 4 pessoas que me falaram que não votam a um bom tempo,e agora eu estou ai para engrossar as estatisticas. Fiquei triste com a derrota do Aecio,mais me consolei porque apos ver o debate e perceber que ele e a dilma são iguais,quase fui votar na dilma para afundar o barco de vez,mais fiz melhor,nem fui votar e não me arrependo.

  22. Emerson Luis, um Psicologo

    Antes do pecado (ação) vem o pensamento.

    E depois dele vêm as consequências.

    O pensamento é keynesiano, marxista, intervencionista, etc.

    Daí provêm as ações e resultados.

    * * *

  23. Almir dos Santos Guimarães

    Peço aos amigos que não entre no jogo dos sulistas preconceituosos de querer atribuir aos nordestinos, a maioria de votos a Dilma Rousseff apenas por um programa de proteção social como o Bolsa Família. São inúmeros programas e conquistas desses governos que nos beneficiaram. Digo isso pq trabalhei nas comunidades mais pobres da minha cidade, e num tempo de estiagem O QUAL ESTAMOS PASSANDO,teríamos sem dúvidas milhares de pedintes esfomeados nas portas perguntando se “Sobrô cumê”; pois, graças a esse tão criticado bolsa família, essa vergonha q nos tornava indigente não temos mais. Associa-se a essa outras que ajudam a distribuir a renda, como os Seguros Defesos aos pescadores; Seguro Safra aos agricultores; Brasil Carinhoso, Pronaf, linhas de créditos para os MEI, como os dos bancos, principalmente Banco do Nordeste; além de muitos outros como o FIES; E claro, programas habitacionais que fizeram com que o Pedreiro deixasse de ser uma sub-profissão, além de aquecer visivelmente a economia. Também temos as grandes máquinas caríssimas do PAC 2 q o governo envia as cidades para trabalhar nas zonas rurais, afora as ambulâncias, ônibus para os estudantes e o tão presente SAMU; e as inúmeras ESCOLAS TÉCNICAS, etc. Vão dizer, é obrigação do governo!, claro, os impostos são para isso, só estou lembrando, SÓ DE LEVE,que não é apenas bolsa família.

  24. Depois de rever toda a história e também todas decisões pelo governo Dilma, ficou evidente que o resultado neste atual momento não será melhor para o país, mas a propagação de uma administração não equilibrada e forjada na corrupção não tem vez nesse país.

  25. O quinteto Sarney, Collor, FHC, Lula e Dilma afundaram o país tudo isso começando com crápula do Sarney portanto como punição deveriam perder os bens e serem presos.

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