As
pessoas respondem a incentivos. Todos
nós sabemos disso, e essa é a base para a grande maioria das decisões de
política econômica. Os seguidores da
escola behaviorista, por
exemplo, defendem que o governo adote políticas que “incentivem” e “estimulem”
as pessoas a se comportarem como o governo gostaria que elas se comportassem em
vez de criar mais leis estatais.
A
diferença é ilusória, mas há casos em que realmente há grandes diferenças. Por exemplo, as pessoas realmente acham
preferível o governo aumentar os impostos sobre o fumo e a bebida — para
desestimular o consumo dessas substâncias — em vez de proibir diretamente o
uso delas.
Os
incentivos também se aplicam ao comportamento eleitoral, e os políticos sabem
perfeitamente disso. As pessoas sempre votarão
naqueles candidatos que elas julgam ser os que mais efetivamente irão atender
aos seus interesses. É por isso que os
políticos sempre se esforçam para dizer exatamente aquilo que esse eleitorado
quer ouvir e sempre fazem promessas que uma simples aritmética orçamental
comprova não serem minimamente exequíveis.
No
entanto, em todo esse fenômeno há um fator nada trivial: esse comportamento
leva à perpetuação de políticas que tentam alinhar os interesses do eleitor
médio à agenda do partido político que está no poder.
O
exemplo mais engenhoso e explícito disso é a maneira como a esquerda tenta
criar uma dependência em relação aos programas do governo.
Dado
que a mentalidade esquerdista exige cada vez mais controle governamental, então
a solução passa a ser clara: criar programas que façam com que uma maioria se
beneficie financeiramente à custa de uma minoria. Isso levará à criação de um bloco eleitoral
que jamais votará a favor de um partido que defenda a redução do estado.
E
não se está aqui falando apenas do assistencialismo aos mais pobres. Há também os vários tipos de assistencialismo
aos ricos, um filão que a esquerda ao redor do mundo descobriu ser extremamente
rentável em termos eleitorais.
Um
bom exemplo de assistencialismo para os ricos ocorre quando grupos de interesse
— organizações empresariais e sindicais — fazem lobby junto ao governo com o
intuito de aprovar leis e regulamentações que os favoreçam, seja na forma de
subsídios diretos (tanto para empresários quanto para sindicatos), seja na
forma de maiores tarifas de importação ou na forma de regulações que favoreçam
as empresas estabelecidas e que dificultem a entrada de novas empresas no
mercado.
Esses
grupos se aglomeram em torno do governo como moscas ao redor de uma lata de
lixo. Eles assaltam o Tesouro e manipulam o aparato regulatório
governamental em benefício próprio. E os políticos, quase sem exceção, se
mostram excepcionalmente contentes em ser parceiros dessa gente, pois assim
garantem reeleições, mais dinheiro e mais poder.
Os
grupos de interesse de maior êxito recebem polpudos e óbvios benefícios do
governo, ao passo que o custo fica escondido e disperso por toda a economia. Eles dependem fortemente da intervenção
governamental, pois uma ligeira mudança nas regulamentações pode significar a
diferença entre o sucesso e bancarrota total.
Acima de tudo, eles possuem a suprema capacidade de revestir suas depredações
em um manto de preocupação pelo bem-estar geral.
Já
o assistencialismo governamental aos mais pobres é mais conhecido por todos e
seu funcionamento é bem mais simples e direto.
Mas há efeitos que são desconhecidos pela maioria. Os gastos assistencialistas só vêm crescendo
desde a década de 1980, e tudo em nome da ajuda aos pobres. Mas o
dinheiro, em grande parte, não vai para os pobres, que ficam com as migalhas,
mas sim para aqueles grupos de interesse poderosos o suficiente para subornar e
fazer lobby a favor da redistribuição. O dinheiro real vai é para os
“pobristas” — os reais defensores da pobreza –, para os
consultores, para as empreiteiras que constroem as moradias populares, para os
funcionários de hospitais públicos, e principalmente para os próprios membros
da burocracia que coordena todo o esquema.
Os
pobres são maldosa e intencionalmente transformados em uma subclasse perpétua,
dependente do governo, para que alguns parasitas possam viver confortavelmente
bem à custa de todo o resto da sociedade. Graças ao estado
assistencialista, praticamente não há mais uma genuína mobilidade social.
Os degraus mais baixos da escada foram retirados em nome da compaixão.
Para
a esquerda, no entanto, o projeto de poder sempre foi o mais essencial. E o raciocínio é bem simples: se ambos os
assistencialismos acima descritos alcançarem 51% da população — ou seja, se
51% da população (empresários, sindicalistas e os muito pobres) se tornar
financeiramente dependente de programas do governo –, então a esquerda poderá
se perpetuar no poder.
Realmente,
se os beneficiados por esse assistencialismo votarem de modo a recompensar o
partido político que criou essas benesses, então tal raciocínio será totalmente
válido.
Há
alguma maneira de reverter essa tendência?
É possível.
O
assistencialismo para os ricos é mais fácil de ser combatido. Uma simples, porém clara e explícita,
exposição sobre seu funcionamento já seria o suficiente para fazer com que ele
gerasse repulsa no eleitor médio. Basta
apenas surgir um grupo organizado e influente o bastante para difundir essa
mensagem. Já o assistencialismo para os
pobres é mais complicado.
Mas
ele também pode ser revertido.
O
segredo é que, embora a esquerda compreenda muito bem o papel dos incentivos em
suas políticas, ela ainda tem uma visão de mundo um tanto cientificista: ela se
concentra muito nos números, e se esquece dos custos psíquicos, os quais são
bem menos tangíveis, mas que têm um peso enorme nas decisões individuais.
As
pessoas agem por todos os tipos de motivos; elas não são guiadas apenas pelo
dinheiro. As pessoas têm valores e
princípios. Para um libertário de
princípios, por exemplo, a necessidade de pegar dinheiro do governo traria um
enorme custo psíquico, muito maior do que o próprio valor do dinheiro em si.
Sim, há poucas pessoas no mundo com esse mesmo valor
ético, mas todas as pessoas têm seu próprio senso de ética pessoal, cuja
violação lhes causaria pelo menos algum tormento. Não deve ser nada controverso afirmar que o
número de pessoas que têm grande prazer em viver à custa de terceiros é menor do
que muitos imaginam. E, embora as
circunstâncias possam forçar as pessoas a receber assistencialismo do governo,
nem todas as que participam disso o fazem com júbilo. Não levar em conta esses tipos de custo
psíquico no cálculo eleitoral é ignorar uma grande fonte de incentivos
extra-monetários.
Também
ignoradas na análise da esquerda estão as preferência temporais. Uma pessoa pode facilmente estar disposta a
trocar um benefício de curto prazo por um benefício de longo prazo, desde que o
benefício de longo prazo seja suficientemente grande para compensar o fato de
que ele vem mais tarde em vez de agora.
Para o beneficiado, políticas assistencialistas garantem um determinado
nível básico de renda por toda a sua vida, mas quase não oferecem oportunidades
para que ele aprimore sua própria situação e possa enriquecer no futuro. Para muitas pessoas, o desejo de se libertar
da dependência estatal pode ser tão poderoso quanto o incentivo para manter a
atual e limitada renda assistencial.
O
objetivo de tudo isso foi o de apenas injetar um pouco de otimismo em uma até
então lúgubre situação de crescente dependência estatal. Embora o aumento no número de dependentes do
estado (pobres e ricos) seja desanimador, e embora isso ajude na perpetuação do
partido que está no poder, essa tendência não necessariamente tem de ser
permanente.
Incentivos
financeiros importam, mas as ideias ainda são mais poderosas.
Participaram
desse artigo:
Lew Rockwell, chairman e CEO do Ludwig von
Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.
Leandro
Roque, editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.
Logan
Albright, escritor e economista.
É um longo trabalho convencer a população da abominação das bolsas-rico.
É extremamente comum ver cidadãos PEDINDO para serem mais saqueados em nome de supostos benefícios sem o menor sentido.
Eles acreditam que se os frutos de seu trabalho não forem pilhados para o subsídio de uns poucos agricultores e executivos em geral, magnatas, morreremos de fome sem comida e bens nas prateleiras do supermercado.
Eles acreditam que se puderem comercializar com pessoas fora da linha imaginária do território do Brasil sem serem extorquidos, molestados e gerenciados por fiscais do estado, iremos regredir à era das cavernas na indústria e todos ficaremos desempregados.
E por aí vai. É a coisa mais comum do mundo ver cidadão implorando para ser mais explorado.
As bolsas-rico têm a assistência intelectual de uma retórica que convence o cidadão pouco informado de que aquilo é um baita investimento para uma maior prosperidade do país.
As bolsas-pobre têm a assistência intelectual de idiotas da esquerda polindo a auréola angelical sobre a própria cabeça por acreditarem que agem em puro benefício dos desfavorecidos.
Esses sequer entendem o processo de formação e popularização da riqueza e é comum creditarem ao governo todos os frutos da prosperidade de um período.
É um longo trabalho…
As pessoas não entendem mesmo, o que o assistencialismo realmente significa… Não passa do uso dos impostos para propaganda estatal e promoção do estatismo, tratando-as como coitadas incapazes de mudar suas condições de vida por meios próprios. É triste, mas é muito difícil que liberais, libertários e conservadores caonsigam combater isso, já que tentamos conquistar a razão das pessoas, mas os progressistas conquistam as emoções.
Mudando de assunto, é uma lástima que o não tenha vencido na Escócia e uma lástima maior ainda saber que a maioria dos votos contra a secessão vieram da capital. Se o país deixa-se a Grã-Bretanha, poderia ao menos usar a Irlanda como modelo econômico a princípio. Realmente agora eu me convenci totalmente que o século XXI será mais um século de superestados, assim como o anterior. Não há dúvidas que a situação só vai piorar nos próximos anos e décadas, antes que mainstream progressista caia, e duvido que mesmo a provável implosão chinesa futura, seja o suficiente para mudar esse quadro. Só espero que a racionalidade volte a economia algum dia.
Contracontrole neles!
Nem todo político tem consciência do que faz, muitos também respondem a estímulos tanto quanto a massa.
Considero os políticos bem intencionados tão perigosos quanto os mal.
Estadistas e burocratas alimentam a fantasia de participarem de um bem maior, dessa forma racionalizam todos os absurdos que cometem.
Gostaria que assim fosse. Mas, antes de quebrar os pobres financeiramente, a esquerda os quebra mentalmente.
Eu sempre via o sertanejo dos rincões nordestinos como um forte mas era mera ilusão minha. É desses rincões que veem a turba da bolsa família. Nesse sistema perverso, eles recebem para não trabalhar e não se tornar concorrência aos poderosos sindicatos do sul/sudeste.
Comerás o pão com o suor do seu rosto deixou, há tempo, de ser um norte moral para a sociedade.
"You never change things by fighting the existing reality. To change something, build a new model that makes the existing model obsolete."
~ R. Buckminster Fuller
#Bitcoin
Oi galera, não tenho muita coisa a comentar sobre o artigo, fora que é muito bom. Gostaria mesmo de dividir a minha perplexidade causada por uma candidata ao senado aqui no Ceará. A mulher, que é professora da UECE simplesmente, em uma sabatina, defendeu com todas as letras uma revolução armada “dos modos de produção”. Leiam e ………
Fonte: Jornal “O povo” – 16/09/2014
A candidata do PSTU ao Senado, Raquel Dias, defendeu a luta armada como método de transformação social e disse que o partido está se preparando para a revolução com armas. Raquel foi sabatinada ontem na TV O POVO. "Como a gente vive em um Estado opressor e o armamento é uma ação contra o próprio Estado, não posso dizer como estamos nos preparando", respondeu.
Raquel, que é professora da Universidade Estadual do Ceará (Uece), também defendeu a extinção do Senado, traçou diferenças entre o PSTU e grupos como o Crítica Radical e disse que, se eleita, aportará emendas parlamentares na área de educação. Confira os principais momentos.
Fim do Senado
Raquel Dias concorre a uma vaga no Senado, mas disse ser a favor da extinção da Casa e defendeu a implementação de um sistema legislativo unicameral. "O Estado, com todas as suas instituições democráticas ou coercitivas, tem o caráter de classe, são instituições que ajudam na manutenção do status quo", afirmou. Ela disse que, se eleita, utilizará o espaço para "fazer a denúncia" e, ao mesmo tempo, dialogar com a população. Questionada se não seria contraditório admitir funções importantes da Casa e, ao mesmo tempo, pregar sua extinção, Raquel ponderou que a proposta do fim do Senado é "apenas pano de fundo", e não uma bandeira prioritária. "Mas queremos, sim, uma transformação radical da sociedade que inclui o fim de certas instituições", afirmou.
Equilíbrio
Confrontada com o fato de a representação no Senado permitir equilíbrio entre estados ricos e pobres, a candidata do PSTU disse discordar da premissa de que o Ceará seja pobre. "Não consideramos o Ceará um estado pobre. O Ceará é o maior exportador de frutas tropicais, teve crescimento de PIB acima da média nacional. Isso é uma discussão abstrata. Um parlamentar eleito para o PSTU irá defender propostas relacionadas com a vida do trabalhador. Essa disputa entre estados não faz parte da lógica que defendemos", apontou.
Confisco
O programa do PSTU defende que empresas que "boicotam" a economia do País merecem ter os bens confiscados. Questionada sobre que circunstâncias se encaixariam no conceito de "boicote", Raquel citou a corrupção como exemplo. Outra forma de boicote à economia nacional são empresas que recebem isenções do governo e não devolve compensações. A candidata foi lembrada de que, no Ceará, várias empresas são beneficiadas com isenção fiscal. Quais seriam? "Eu não poderia citar sem ter embasamento sobre cada uma", disse, apontando as áreas de transporte público, construção civil e calçadista. Mesmo sob insistência, Raquel não citou nomes. "Se não entraríamos numa discussão jurídica", justificou.
Radicalismo
Raquel admitiu que o PSTU é uma sigla radical, mas negou que o radicalismo implique falta de diálogo. "Não queremos ficar isolados, pelo contrário. Raquel foi perguntada sobre por que o PSTU não abandona o sistema partidário – e, assim, abre mão de benefícios como o fundo partidário – tal como fizeram integrantes do grupo Crítica Radical. "Somos absolutamente diferentes dos companheiros do Crítica Radical. Se nós sairmos da luta política, como fez o Crítica, não vamos atingir nosso objetivo, que é pegar o trabalhador para nossa causa. O Crítica diz para o trabalhador não trabalhar, mas sem trabalhar ele não come", analisou.
Arrogância?
Raquel foi perguntada se não seria arrogante afirmar que sua candidatura é a "única de esquerda" do estado, no que ela respondeu: "Temos quatro candidaturas ao Senado: a do maior empresário do estado, de um partido de direita e burguês, Tasso Jereissati (PSDB). A do Mauro Filho (Pros), apoiado pelo governador Cid Gomes, que é uma oligarquia que enfrenta as questões do trabalhadores como caso de policia. E a Geovana Cartaxo (PSB), que abraçou o projeto do PSB, que até ontem era o do governador", lembrou. "Com a configuração atual, portanto, não é arrogante, é coerente", argumentou.
Renegado
Perguntada sobre por que, a cada eleição, a classe trabalhadora "renega" o PSTU ao eleger candidatos de outros partidos, a candidata ao Senado Raquel Dias afirmou que a sigla disputa em "clara desvantagem" com legendas com as quais o proletariado também se identifica, como o PT. "Nós estamos fazendo uma disputa com um dos maiores aparatos que são o PT e a CUT. Estamos numa situação claramente de desvantagem. Outro elemento é o da ideologia, difundida pelos órgãos de comunicação de massa e instituições a exemplo das escolas", avaliou.
Luta armada
Lembrada sobre os atos violentos que marcaram parte das manifestações a partir de junho de 2013 e perguntada se a luta armada não estaria "fora de moda", Raquel disse pensar o oposto: "Achamos que estamos na moda. A luta armada está na moda". A candidata defendeu esse método revolucionário. "Achamos que não. Achamos que para que os trabalhadores tome o poder em suas mãos, o controle sobre sua própria vida, é necessário uma revolução armada", afirmou. Perguntada se o PSTU está se preparando para essa revolução, Raquel disse que sim, mas não revelou detalhes. "Estamos nos preparando, sim, só não vou dizer como. Como a gente vive num Estado opressor, mas que se apresenta como democrático, e o armamento é uma ação contra o próprio Estado, não posso dizer como estamos nos preparando", afirmou. Raquel foi perguntada se o PSTU estaria formando milícias, no que ela tangenciou: "Nós defendemos uma revolução e, na história da humanidade, todas as revoluções foram armadas. (…)Nossas milícias são organizadas em cursos de formação, leitura de livros, desenvolvimento da consciência de classe", disse.
Salário
Raquel Dias está licenciada do cargo de professora na Uece e confirmou que permanece recebendo salário durante o afastamento para as eleições. "É justo, é um direito. Eu preciso comer, sem comer eu morro. Antes de se ser candidata eu sou um ser humano, eu sou mãe, tenho dois filhos, tenho três gatos. Eu poderia abdicar do meu salário se o Grupo de Comunicação O POVO me pagasse para que eu pudesse fazer a publicidade do PSTU", propôs.
Contradições
O PSTU de Raquel tem como um dos aliados o Psol, sigla que, em estados como Alagoas, tem recebida apoio de siglas consideradas "direitistas" e "burguesas" pelo grupo, como o PSDB. Sobre essa situação, Raquel disse que nesse e em outros casos, o PSTU se posicionou publicamente de forma contrária. "Temos outro caso, como em Iguatu, onde soltamos uma carta pública porque há um candidato lá que tem relações com partidos burgueses tradicionais", afirmou. "Já fizemos o debate público e somos absolutamente contra. Não temos problema em fazer a crítica fraterna", alegou.
A culpa de tudo é das pessoas que elegem esses senhores.
Lendo alguns comentários aqui, me ocorreu uma dúvida. É só impressão minha, ou a maioria dos libertários tem aversão total ao trabalho em equipe?
Olá pessoal, adoro este site parabéns!
Por favor alguém tem como indicar um texto sobre as “consequências” do fim do petrodólar.
O que pode realmente acontecer além disso?
odespertarnews.blogspot.com.br/2014/09/tendencias-globais.html
Achei este texto http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1673
e no final dos comentários o Leandro disse que naquela circunstância a China não tinha
interesse em se desfazer do dólar por causa das suas reservas, U$$3 trilhões.
Obrigado pessoal!
“… Assim espero ter mostrado a senhora que, estudando, as pessoas deixam de ser esquerda, e não o contrário.
Que não somos liberais e/ou conservadores por sermos malvados, e sim por sabermos algo que vocês não sabem.”
– Carta aberta a Luciana Genro – Flavio Morgensten – Istituto Liberal
Olá!!!
A abordagem deste artigo, também serve como uma ‘luz’ a minha dissertação de mestrado, cujo assunto é: A Arábia Saudita na Primavera Árabe, cuja finalidade é explicar o por que na Arábia Saudita logo nos primeiros movimentos (internos) anti-sunitas conseguiram ser reprimidos, sob a abordagem econômica também falarei nele, mas o foco será geo-político.
É claro que no caso da Arábia Saudita há outros fatores, como a cultura religiosa, e auxílio externo, mas sobre a economia é bem esclarecedor, visto que lá vigora um Estado Rentista e assim sendo, tal monarquia controla sua população através de programas sociais (leia-se bolsas).
Alguém poderia me dizer se existe alguns artigos ou livros do Instituto Mises que falem do Estado Rentista, visto que até hoje não achei nenhum, além disso sou iniciante em assuntos econômicos.
Achei nas pesquisas em que tenho realizado na internet um livro muito citado academicamente em economia do oriente médio que é ‘The Rentier State’ de autoria de Hazem Beblawi. Por isso acredito que uma abordagem da Escola Austríaca seria melhor a ser usada com base na dissertação de mestrado, caso o autor seja intervencionista.
Desde já agradeço a quem puder me aconselhar.
Alguém precisa dizer para essa gente que eles não precisam se armar e sair matando os outros para atingirem o objetivo DELES. Também não precisam perder tempo e se irritarem com práticas burguesas como se candidatarem ao parlamento ou ao executivo. É só seguirem o exemplo dos “kibutzin”. Aqueles judeus (que eles tanto odeiam) que sonhando com o socialismo real e total, partiram de vários lugares (principalmente da URSS) e comprando terras se estabeleceram no oriente médio antes mesmo da existência do Estado de Israel e lá construiram seus assentamentos (kibutz) e passaram a trabalhar e viver conforme suas utopias sem azucrinar a vida de quem não estava de acordo com eles. Se quiserem ter uma ideia de como a coisa funciona é só comprar o livro de Amoz Oz, “Entre Amigos” (custa baratinho) ou o de Simon Sebag Montefiore, “Jerusalém, a biografia” e já terão uma boa ideia de como organizar as coisas. Eles, judeus, tiveram de comprar as terras, aqui nem precisa, o governo esquerdista dá a terra. Dessa forma terão realizado seus sonhos comunistas de igualdade e fraternidade, de cada um para cada um conforme suas possibilidades e necessidades e sem atormentar os que não desejam viver dessa maneira. Se algum líder desses quiser dar um pulinho lá em Israel e ver “in loco” como a coisa funciona eu pago a passagem com todo o prazer.
‘Os seguidores da escola behaviorista, por exemplo, defendem que o governo adote políticas que “incentivem” e “estimulem” as pessoas a se comportarem como o governo gostaria que elas se comportassem em vez de criar mais leis estatais. ‘
Essa parte foi uma grande falha do artigo, mesmo com um ou outro erro do Skinner quanto à política, um behaviorista pode ser tão liberal quanto qualquer libertário, não sei de onde tiraram essa generalização, você pode ser behaviorista e não defender engenharia social nenhuma, basta ter princípios morais
Psicologia só é ciência por causa do behaviorismo.
Uma vez, conversando com um amigo disse: ” Cara! Já pensou uma espécie de Margareth Tatcher no Brasil?” Não duraria mês na presidência. O cerne da política brasileira que é uma profissão (vide a família Roriz no DF) é o assistencialismo barato. Coisas básicas como leite e pão,moradia, e até acreditem.. dentadura! Eu tenho esperanças de viver em um páis um dia mais liberal, com menos impostos, menos assistencialismo e mais iniciativa privada, mais pequenas emédias empresas, mais empreendimentos. Uma pena que esteja tão longe de isso acontecer.
Mudar a forma de pensamento das pessoas não é fácil. Leva tempo porque este fato só pode ocorrer mediante processo de educação, de colocar as ideias em locais que possibilitem sua apreciação, reflexão e, num segundo momento, em ação. Há 1 ano atrás eu não conhecia o Mises Brasil. Hoje conheço, leio semanalmente os artigos aqui expostos e comento com os que estão à minha volta. E com o passar do tempo tem sido comum encontrar gente que conheça as ideias libertárias aqui expostas. Apenas assim para vencer o pensamento vigente, atrelado ao ‘coitadismo’, numa espécie de mentalidade ‘católica’ do estado de dar as coisas e sub-valorização da meritocracia.
Eu sou muito grato pelo IMB, se não fosse por ele eu ia ser como um manipulado da Fox News achando que o capitalismo precisa de guerras ou de banco central, ou achando que crises como a de 2008 foram criadas pelo livre mercado
MAS, esse artigo foi muito wishfull thinking. Acho que os autores não conhecem direito a cabeça do povo brasileiro. Tem um vídeo no youtube que mostra bem isso e que é um clássico…
Incentivos financeiros importam, mas as ideias ainda são mais poderosas…. contudo, para os 51% da população (empresários, sindicalistas e os muito pobres) o mais poderoso são os incentivos financeiros, logo, o resultado.
As diversas maneiras atraves das quais o governo aumenta a preferencia temporal das pessoas (inflação, incerteza de regime, direito de bandido, democratização da economia através de terror regulatório) contribuem para que haja uma perversão moral da sociedade. Os individuos passam então a valorizar mais os incentivos monetários de curto prazo do que os incentivos não-monetários ou os monetários de longo prazo.
Some-se a isso a doutrinação nas escolas e teremos tbm a perda do pudor que de outra forma inibira a população de querer viver como parasitas.
O governo pensou em tudo isso…
ABOLISH THE STATE
Texto excelente.
Poucos compreendem que essas bolsas perpetuam a pobreza.
É uma longa guerra por corações e mentes.
* * *
Acredito que no 18º parágrafo o termo “cientificista” é usado de forma incorreta. A visão cientificista em sua essência não ignora os custos psicológicos e as causas e resultados empíricos da vida no geral, esses são considerados juntos com os dados científicos precisos. Talvez os autores queiram ter dito “positivista”, que até faz sentido pro texto no geral.
Sim, a guerra dar o peixe ou ensinar a pescar?!! Melhor do que dar o peixe ou ensinar a pescar é ensinar a pensar isso sim. Pensar em querer ter uma vida com produto do seu trabalho, princípios com esse são coisas do passado, infelizmente, pois hoje tudo é levar vantagem, seja ela qual for, e receber bolsas ajudas e não labutar é considerado vantagem, uma ideia errada e triste que vemos.
Olá à todos! Um dia desses ouvi falar de uma proposta para combater o uso eleitoral do assistencialismo estatal, pelo partido no poder!A ideia é criar uma lei que elimine o direito de votar para as pessoas que recebem qualquer tipo de benefício financeiro estatal direto ou indireto. Exemplos: Aqueles que recebem o bolsa-família, os que recebem Pro une, os empresários que recebem algum tipo de incentivo fiscal, os funcionários públicos em cargos de confiança, etc. Isso criaria um mecanismo natural de controle do assistencialismo, à moda da economia de mercado! Comentem!
Bom dia a todos!
Lendo este texto um ano após de sua publicação ele me pareceu meio profético, pois
toda essa questão de lobby eleitoral denunciada de fato aconteceu com a questão da lava jato, sera que o Juiz Sergio Moto leu este texto?
Sucesso a todos!
Um dos melhores artigos que li. Parabéns!