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O eco-socialismo, o socialismo real e o capitalismo – quem realmente protege o ambiente?

Há mais de vinte anos, a glasnost
e o consequente colapso da URSS explicitaram ao mundo o terrível histórico
ambiental do regime socialista soviético. Durante esses mesmos 20 anos, a
economia da China ultrapassou a dos Estado Unidos como a maior emissora de gases
poluidores.  Ainda assim, continua um
lugar-comum apontar o capitalismo como a maior ameaça ambiental para o nosso
planeta e apontar o socialismo como sua salvação.

Uma contundente manifestação do argumento ambientalista contra o
capitalismo pode ser encontrada na Declaração
Ecossocialista de Belém
, que é resultado de uma conferência realizada em
Paris, em 2007. Esse documento especifica
a seguinte cadeia de causa e efeito: o capitalismo requer lucro, o lucro requer
crescimento econômico e crescimento econômico significa destruição ambiental.
Aqui estão alguns trechos:

A humanidade enfrenta hoje uma escolha
difícil: eco-socialismo ou barbárie… Não precisamos de mais provas da
barbárie do capitalismo, o sistema parasita que explora igualmente a humanidade
e a natureza. Seu único motor é a busca pelo lucro e, portanto, a necessidade
de crescimento constante… A necessidade que o capitalismo tem de buscar o
crescimento existe em todos os níveis, desde uma microempresa até o sistema
como um todo. A fome insaciável das corporações é facilitada pela expansão
imperialista em busca de cada vez mais acesso aos recursos naturais… O
sistema econômico capitalista não tolera limites ao crescimento; a sua
necessidade constante de expansão subverte todos os limites que podem ser impostos…
pois estabelecer limites ao crescimento significaria estabelecer limites à acumulação
de capital — uma opção inaceitável para um sistema predicado na seguinte
regra: crescer ou morrer!

Para ser bem franco, há um ponto de veracidade nesta crítica.  De fato, há pessoas que dizem ser
absolutamente aceitável prospectar e explorar petróleo sem a mais mínima
consideração para com o ambiente ao redor.  Tal postura é um prato cheio para a crítica
eco-socialista.  Claramente, nem o
capitalismo e nem o socialismo possui um monopólio sobre o pecado ambiental ou sobre
a virtude ambiental.  Chegar a um
julgamento ponderado sobre os impactos econômicos relativos desses sistemas
requer duas perguntas:

1) Qual sistema tem sido, na
prática, mais ambientalmente destrutivo: o capitalismo ou socialismo?

2) Qual sistema, o capitalismo ou
o socialismo, é mais receptivo às eventuais mudanças que precisam ser feitas
para se alcançar uma proclamada sustentabilidade ambiental de longo prazo?

Para qualquer indivíduo
minimamente interessado no assunto, e que já se deu ao trabalho de pesquisar, é
algo incontroverso que a mais proeminente experiência socialista do mundo, a
União Soviética, foi a que gerou os mais sérios problemas ambientais.  Em 1972, muitos destes problemas já haviam sido
detalhados por Marshall Goldman em seu livro The
Spoils of Progress: Environmental Pollution in the Soviet Union

A perestroika do início da
década de 1990 e o consequente colapso da União Soviética
tornaram o acesso à informação mais fácil para autores como Murray Feshbach e
Alfred Friendly, Jr., que forneceram um estudo aprofundado a respeito do “ecocídio”
ocorrido na URSS em seu livro Ecocide
in the USSR: Health And Nature Under Siege
Abaixo, uma lista de alguns dos
problemas mais proeminentes apresentados nesta e em outras fontes:

  • A poluição do Lago
    Baikal
    , o mais antigo, o mais profundo e o até então mais limpo corpo de
    água doce do mundo.  A poluição foi
    causada por fábricas de papel e por outras indústrias soviéticas que despejavam
    resíduos não-tratados no lago.
  • O quase desaparecimento do outrora vasto mar de Aral, que secou devido
    ao desvio de sua água para irrigação, deixando para trás um deserto de sal
    envenenado por agroquímicos.
  • O desastre nuclear de Chernobyl em 1986, o pior do mundo, causado não
    apenas por erros de operação, mas também por um projeto negligente que não especificou
    nenhum recipiente de contenção em caso de acidente.  O acidente nuclear que até então era considerado
    o pior do mundo àquela época também havia ocorrido na União Soviética: a
    explosão de um tanque de armazenamento de resíduos sólidos no complexo de armas nucleares de Mayak, em 1957,
    o que dispersou de 50 a 100 toneladas de resíduos altamente radioativos,
    contaminando um imenso território a leste dos Urais.
  • Desastrosos incêndios em regiões de turfas nos arredores de Moscou, um
    legado de projetos soviéticos mal planejados e mal implantados que tinham o
    objetivo de drenar os pântanos locais.
  • Enormes emissões de gases poluentes em decorrência de uma forte dependência
    de carvão e de uma matriz energética muito menos eficiente do que as das economias
    capitalistas.
  • Elevados níveis de poluição do ar nas grandes cidades, causados por
    fábricas próximas a áreas povoadas e que operavam com um mínimo, ou nenhum,
    controle de poluição.
  • Práticas agrícolas e florestais destrutivas, levando a uma erosão
    generalizada e à destruição de habitats.

Já a China, a outra grande economia socialista do
mundo, também tem a sua longa lista de pecados ambientais. Em grande parte devido ao uso intensivo de
carvão, o país assumiu recentemente a liderança mundial nas emissões de gases causadores
de efeito estufa, apesar de ter uma economia cujo tamanho absoluto é metade da
economia dos Estados Unidos.  Em termos de
qualidade do ar, a China tem 16 das 20 cidades mais poluídas do mundo.  A poluição da água é um desastre nacional
generalizado. A liderança chinesa na produção de metais raros foi alcançada em
grande parte devido à mineração ilegal, o que causou uma intensa poluição gerada
por metais pesados e um consequente desastre na saúde pública local.  Uma crescente porcentagem de poluentes, do mercúrio
à fuligem, que estão sendo observados na costa oeste dos Estados Unidos tem
suas origens na China.

Para dar um crédito aos eco-socialistas, documentos como a Declaração de
Belém fazem ao menos algumas críticas tímidas àquilo que eles chamam de
socialismo “produtivista” — isto é, o socialismo voltado para a produção de
bens.  Ao inventarem este conceito, os eco-socialistas
definitivamente estão em busca de algum objetivo, embora talvez não exatamente
aquele que eles imaginam.

O adjetivo “produtivista”, quando aplicado à
economia, parece querer caracterizar uma economia que se concentra na
maximização da produção sem levar em consideração os custos dos insumos.  Quando digo “custos dos insumos”, refiro-me
àquilo que os economistas chamam de ‘custo de oportunidade’, ou seja, custos mensurados
em termos do valor de todos os usos alternativos que poderiam ser dados a estes
mesmos recursos. O custo de oportunidade
da produção industrial inclui tanto os custos do esgotamento de recursos não-renováveis (a perda de oportunidades de se usar os mesmos recursos para outros propósitos
no futuro) quanto os custos externos (por exemplo, as oportunidades perdidas de
se usar ou usufruir bens danificados pela poluição).

O fato é que as empresas buscam o lucro, e elas tendem a ir atrás de toda
e qualquer oportunidades de lucro. Aplaudimos
quando empresários aumentam seus lucros ao melhorarem seus produtos ou quando
reduzem seus custos de produção e, consequentemente, seus preços.  No entanto, os lucros também podem ser elevados
por meio de lobby junto ao governo com o intuito de restringir as atividades
dos concorrentes, ou por meio de lobby para a aprovação de leis que permitem a uma
empresa transferir parte de seus custos de produção a terceiros, como ocorre
nos casos de empresas que conseguem autorização governamental para poluir
lagos, rios e até mesmo o ar.  Ayn Rand
tinha uma definição precisa para os lucros oriundos destas medidas: espoliação. Poluidores são espoliadores.

Voltemos então para a crítica eco-socialista.  O que se está realmente criticando não é o
capitalismo em si, mas sim o “produtivismo”.  Logo, a pergunta que devemos fazer é: qual
sistema, capitalismo ou socialismo, é mais suscetível a tentações produtivistas?
Creio não haver dúvidas de que a resposta é o socialismo, muito embora o
arranjo corporativista acima descrito também mereça ser acusado.

A primeira razão pela qual o socialismo é mais
propenso a desenvolver tendências produtivistas prejudiciais ao ambiente é que
os incentivos econômicos não funcionam sob uma economia socialista.  Em uma sociedade genuinamente capitalista, em
que há respeito à propriedade privada, não apenas as empresas poluidoras têm de
pagar por eventuais danos à propriedade privada de terceiros, como também as
externalidades são plenamente incorporadas aos preços de mercado.  Se o preço da gasolina na bomba refletir integralmente
os custos de oportunidade da poluição e o esgotamento de recursos, então os
motoristas, independentemente da sensibilidade ambiental de cada um deles,
serão forçados a pensar sobre a possibilidade de dirigir menos ou até mesmo de
comprar um veículo mais eficiente.

O mesmo princípio se aplica a usuários de energia
industrial, sejam eles fabricantes de plásticos, agricultores, ou usinas
nucleares.  Não é meu intuito subestimar
a dificuldade de estipular leis que protejam devidamente os direitos de
propriedade.  Porém, quando se usa o
sistema de preços para combater a poluição, a medida parece funcionar.  Por exemplo, durante a década de 1990 e início
de 2000, um sistema de licenças negociáveis foi implantado nos EUA com o
intuito de derrubar as emissões de dióxido de enxofre de usinas de energia à base carvão.  O resultado foi a redução pela metade na
intensidade de chuva ácida na costa leste do país.

Já sob o socialismo, os incentivos econômicos para se
combater a poluição não funcionam.  Sim, estou
bem a par de que há uma construção teórica chamada de “socialismo de
mercado”.  Sob este sistema hipotético,
defendido por escritores do século XX como Oskar Lange e Abba Lerner, os
gerentes das empresas de propriedade coletiva orientariam sua produção não segundo
os reais preços de mercado, definidos pela oferta e demanda, mas sim de acordo
com “preços-sombra“,
que são estipulados pelos planejadores do governo a um nível que supostamente é
igual ao custo de oportunidade.

Em teoria, não haveria nenhum motivo para que os
preços-sombra não pudessem incluir ajustes apropriados para os impactos
ambientais.  Não é o escopo deste artigo
recapitular todo o debate sobre o socialismo de mercado aqui.  O conceito já foi amplamente considerado impraticável
e, até onde se sabe, não possui defensores vivos.  [O IMB possui um livro a
respeito deste tema
].
Creio que Ludwig von Mises já finalizou a questão
ao afirmar que um sistema de mercado real está para o socialismo de mercado
assim como uma ferrovia real está para um menino brincando com trenzinhos.  Logo, deixemos o imaginativo cenário do socialismo
de mercado de lado e olhemos para o socialismo no mundo real.

Na União Soviética, como explicou Marshall Goldman, tanto a lei quanto a
ideologia previam um nível de proteção ambiental.  Ao menos em algum pequeno grau, essa proteção
foi sustentada por sanções econômicas contra os poluidores.  O problema, no entanto, era que os gestores das
indústrias não apenas eram insensíveis a incentivos econômicos para a proteção
do meio ambiente, como também eram insensíveis a todo e qualquer tipo de
incentivo econômico.  O sistema soviético
não apenas incentivava a depredação ambiental, como também era esbanjador e
gerava desperdícios em todos os sentidos possíveis.  Ele desperdiçava trabalho, capital, energia,
recursos naturais, cimento, aço, carvão, tratores, fertilizantes, madeira, água
— desperdiçava tudo.  Por quê? Porque não havia busca pelo lucro.

O segundo motivo pelo qual o socialismo tende a ser mais “produtivista”
do que um genuíno capitalismo está relacionado às atitudes sociais que surgem
quando não há direitos de propriedade.  Onde
há direitos de propriedade bem definidos, sempre haverá um proprietário que
resistirá à transgressão, seja ela feita por pessoas a pé ou por produtos
químicos nocivos jogados no ar.  Sim, é
verdade que o sistema judiciário não funciona perfeitamente.  Muitas vezes, os proprietários não conseguem proteger
adequadamente os seus direitos.  Mas os
direitos existem.  Se não estão sendo
impingidos, isso é culpa do estado, que detém o monopólio do sistema
judiciário.  Adicionalmente, quando a
noção de propriedade privada se torna generalizada, ocorrendo até mesmo sobre minúsculos
pedaços de terra, o respeito aos direitos de propriedade de terceiros também se
torna difuso — embora, infelizmente, não de forma universal.

O terceiro motivo que faz o socialismo ser mais produtivista do que o capitalismo
advém da economia política.  E isso ocorre
de uma forma curiosa: mesmo quando a propriedade privada acaba fornecendo uma base
de poder político para vários grupos de interesse, a situação tende a se
equilibrar.  Por exemplo, quando os
sindicatos dos mineradores dos Apalaches e os proprietários das minas de carvão
se juntaram para fazer lobby contra as restrições sobre emissões de dióxido de
enxofre, o que prejudicava o ambiente, os produtores de carvão de baixo teor de
enxofre dos estados do oeste americano também pressionaram no sentido oposto,
chegando-se assim a algum equilíbrio.

Além disso, entidades ambientais podem utilizar os mecanismos de
propriedade privada para proteger habitats críticos.  Veja ótimos exemplos práticos aqui e aqui.  Por fim, a propriedade privada dos meios de
comunicação pode sustentar uma voz independente para mídias alternativas, que
podem então divulgar suas causas ambientais.  Até os eco-socialistas desfrutam da proteção
da propriedade privada em seus sites e suas conferências.

Já em um sistema socialista, os produtores detêm o total controle das alavancas
do poder político.  Afinal, na condição
de empresas estatais, eles não são apenas meros lobistas; eles são parte integrante
da estrutura do governo.  Por exemplo, Marshall
Goldman observou que houve protestos na União Soviética quando as fábricas de
papel começaram a lançar seus resíduos no lago Baikal.  No entanto, os próprios manifestantes eram
membros do governo, e normalmente era uma instituição do governo que brigava
com outra — por exemplo, o Instituto Limnológico da Academia de Ciências entrava
em conflito com o Ministério da Madeira, Papel e Carpintaria.   

Todo o sistema de incentivos da economia soviética, desde o Politburo
até o gerente de uma fábrica local, estava focado em apenas uma coisa: alcançar
as inatingíveis metas de produção do Plano Quinquenal.  O ambiente sempre era a vítima.

Por fim, vale enfatizar que a propriedade privada é uma condição necessária
para a proteção do ambiente, mas não é uma condição suficiente. A lamentável história
ambiental da Rússia pós-soviética é um exemplo característico.  A Rússia, em teoria, já não mais é socialista,
mas sim uma economia corporativista, na qual o estado está em conluio com as
grandes empresas.  Há propriedade
privada, mas a economia não é genuinamente de livre mercado.  Essa variante mercantilista que substituiu o
socialismo não é menos “produtivista” que o próprio socialismo.  A sociedade civil e as instituições são fracas.  Ao contrário do que ocorria no socialismo,
hoje não são mais os participantes de piqueniques casuais os responsáveis pela
derrubada de árvores e destruição das mudas do cinturão verde de Moscou, mas sim
os oligarcas multimilionários que, com a autorização do governo, se apropriam
de faixas inteiras de habitats protegidos para construir suas suntuosas casas
de campo (as dachas).

O petróleo comanda, e se faz vista grossa para os derramamentos que
ocorrem em terra ou no mar.  A British
Petroleum, que foi fustigada pela imprensa ocidental em decorrência do episódio do Golfo do México,
está se preparando para explorar petróleo entre os icebergs à deriva ao longo
da costa norte da Rússia.  Os tigres
siberianos são alvos constantes de tiros disparados do helicóptero de algum
oligarca ou ministro do governo que decidiu praticar “esporte” no fim de
semana.

Quer realmente proteger o ambiente? 
Uma genuína economia de mercado — na qual os direitos de propriedade
são respeitados, os transgressores são devidamente punidos, o governo não
determina vencedores e perdedores e há um sistema de preços livres estimulando
a alocação de recursos do modo mais eficiente possível — é um arranjo
incomparável e até hoje insuperável.

Tradução de Pedro Borges Griese

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61 comentários em “O eco-socialismo, o socialismo real e o capitalismo – quem realmente protege o ambiente?”

  1. Terça-feira, 10 de setembro de 2013. Abro o “Facebook” e me deparo com esse Artigo no “IMB”. É difícil encontrar palavras, até mesmo em “élfico” ou “entês”, para descrever minha admiração por mais esse Excelente texto do “IMB” (pra variar, né?)! Belíssimo trabalho do sr. Edwin Dolan! Parabéns a ele e ao “IMB”! Foi justamente a “questão” Ambiental que me fez distanciar da “esquerda marxiana” (na juventude, o “esquerdismo” é praticamente irresistível! Principalmente para os mais fracos, como eu!). Foi por conta dessa “questão” que eu comecei a buscar críticas contra o “onipotente” marxismo, o “ópio dos intelectuais”! Texto Brilhante, Magnífico!

  2. O artigo explicou bem como um sistema socialista é ruim para o meio ambiente, mas acredito que não tenha explicado bem por que numa economia de livre mercado ele seria preservado. Digo isso porque sinto falta de argumentos nesse sentido para apresentar às pessoas quando tento explicar pra elas como seria num capitalismo verdadeiro. Apesar das evidências de que em países mais capitalistas o meio ambiente é mais preservado, é fácil argumentar que isso acontece por causa dos grupos de pressão existentes nesses países e não naqueles.

    O engraçado é que atualmente a maioria das pessoas defende um arranjo arraigado no socialismo, e essa mesma maioria não só não se dá conta disso, como concorda que o socialismo é uma merda. Então, dizer pra elas que no socialismo foi muito pior, não serve ao propósito, que é esclarecer por que o capitalismo é mais eficiente também na proteção do meio ambiente.

    De todo modo, foi um bom artigo.

    Abraços.

  3. O capitalismo mal tem interesse em financiar pesquisas de interesse nacional como descobrir o motivo do tucano de asa escura ter uma pinta amarela nas costas, financiar a boa música nacional voltada ao fortalecimento da consciência social e garantir financeiramente a integração sócio-cultural de grupos discriminados como magistrados, estudantes e pardos(Principais vítimas das armas de fogo, por isso, essas devem ser proibidas).

    Um capitalista zelaria por um bosque ou fonte fluvial por seu interesse de lucro: Garantir a exploração da mais-valia no longo prazo tanto da mão-de-obra como dos recursos naturais. A proteção ambiental é um compromisso social, não privado. Por isso, deve ser executada pelo sacerdócio de fazê-lo e à bem da comunidade. Ou seja, é compromisso do Estado devido à sua função social de garantidor da justiça social contra o mercado e a injustiça do sistema das trocas voluntárias.

    Além disso, o homem não possui mais direito sobre a natureza que as formigas, baratas e bactérias: Logo, a propriedade em qualquer lugar que não a parte mais árida do deserto do Saara ou a área mais fria do polo norte é naturalmente ilegítima.

    Abaixo à exclusão social das plantas, animais e microrganismos!

  4. Os maiores desastres ambientais da História aconteceram nos países socialistas: o assoreamento do Mar de Aral e a usina de Chernobyl e a destruição atômica da Ilha de Nova Zemlya.

  5. Não há na China o velho socialismo a moda soviética. Concluo após ler o texto que a China também não possui um sistema economico “socialista de mercado”. Qual sistema economico opeara na China então e qual relação disso com as questões ambientais?

  6. Advogado reúne toda a legislação tributária do Brasil e publica livro de 6 toneladas

    charlezine.com.br/legislacao-tributaria-brasil-vira-livro-de-6-toneladas/

  7. Agora o aquecimento global mudou de nome para mudança climática. Pela Embrapa o Brasil vai se aquecer até 6°C antes do final do séc. XXI e somente um transatlântico de verbas públicas poderá aliviar os efeitos de tal desastre. Descobriram até que no nordeste a agricultura produtiva será impraticável em várias localidades. Euclides da Cunha se revira na tumba. E no vale do Itajaí/SC as enchentes serão frequentes. Hermann Blumenau já escrevera carta ao imperador em 1855 reclamando das cheias no vale do Itajaí. Mas é pra fingir que é novidade.

  8. Depois que o IPCC foi rechaçado na Europa e nos EUA como uma das maiores falácias da historia cientifica, adivinhem o que surgiu aqui em terra brasilis? Ahh.. Não sabem ? O PBMC! O painel climático brasileiro a versão tupiniquim do painel europeu, claro, o iriam fazer com computadores de milhões dr dólares, com pesquisadores etc? Ora temos a Dilma que teria o maior prazer entre os abana rabos em criar um ministério do pra isso!

    m.g1.globo.com/natureza/noticia/2013/09/relatorio-diz-que-mudanca-do-clima-pode-afetar-alimento-e-energia-no-pais.html

    Esse relatório assim que foi divulgado na segunda feira, já saiu (pelo que eu vi) na Globo e na Bandnews a cada 20 minutos tudo pode mudar pra pior eh claro!

    E vcs sabem o que pode ser feito?

    Nada minha gente vamos continuar como o malandro agulha

  9. Caro Jeferson, gostei de sua maneira de se expressar de forma literária leve mas coerente. Inspiradora sua classificação quanto aos artigos que faço questão de repetí-los abaixo:

    “Eu classificaria os artigos que são publicados aqui em 3 categorias: os rápidos (como este), que abordam alguns pontos sobre um determinado assunto, os moderados, que são mais completos (geralmente bem mais completos), sem contudo se aprofundar muito nas questões abordadas, e os profundos, que abordam de maneira muito completa e detalhada algum assunto; sendo boa parte desses capítulos ou trechos de livros.”

    Genial.

    Em tempo.
    Sorte que li seu comentário antes de topar com o “típico todo mundo admira”, pois a proximidade provoca interferências cerebrais danosas.

    Fui!

  10. Bom artigo, mas, por exemplo se alguem vem dizer sobre o caso de Fukishima no Japao. Esse disaster e considerado pior que o Chernobyl. Ate agora a contaminacao de radiacao nao foi resolvido la. Nesta momento esta entrando nas costas do Pacifico e praticamente contaminaram os peixes. E esta agora ameacado de contaminar o aquifero que o popoulacao de Tokyo e outras cidades depende pra sua agua. Somente estou perguntando para entender como isso ia applicar nessea artigo. Nao estou dizendo que sou contra, mas, so queria uma analysis sobre o caso de Fukishima. Como ia ser uma resposta neste caso.

    Obrigado pelas informacoes.

  11. Aproveitando, estava lendo num consultório a Edição 322, da Superinteressante, um artigo intitulado: “Corrigir o grande erro da economia”, autoria de Denis Russo Burgierman. Segundo ele o que ocorre no mercado não é lucro, mas roubo, pois os preços não levam em consideração as externalidades negativas. Ele cita o exemplo de uma árvore numa floresta “pública”. Que o “valor ambiental” dela não tem preço(??) e que a externalidade negativa em razão dos danos causados ao meio ambiente, faz com que apenas o valor da madeira seja levado em consideração e não a externalidade. Também cita o exemplo dos carros, afirmando que numa cidade grande os veículos andam numa velocidade média abaixo do que andavam as carroças a cavalo. Aí ele chega a conclusão que o sistema tributário deveria ser reformado para incluir essas externalidades no preço dos bens (e ainda critica Adam Smith por não ter levado isso em consideração)! Eu creio que é mais ou menos isso que ele afirma, pq não tenho a edição aqui comigo.

    Bem, a primeira vista, tenho já algumas rasas conclusões:

    1 – O autor, obviamente, parte do pressuposto da necessidade de organização estatal, bem como a legitima o roubo como justificativa para externalidades duvidosas.

    2 – Os padrões em que essas externalidades são verificadas são bastante questionáveis, bem como o fetiche ambiental claramente espalhado pela revista. Por mais que a teoria do aquecimento global já tenha sido derrubada no meio científico, continuam insistindo na emissão de CO2 como forma de limitar a venda de carros.

    3 – Novamente o autor volta para o pressuposto de que o estado pode ser onisciente e onipotente, corrigindo qualquer fator ambiental ou econômico. Tb imagina que os governantes serão iluminados e dotados de algum poder especial para calcular alguma externalidade.

    A priori foram essas conclusões a que cheguei, mas gostaria de opiniões sobre o assunto.

  12. O problema é que há duas correntes aqui, os defensores de um estado mínimo e os defensores do anarco-capitalismo. Considerar uma terra selvagem uma propriedade privada é impossível para a maioria dos defensores do anarco-capitalistas, pois ninguém haveria trabalho nela. Logo, como a terra selvagem seria algo como terra de ninguém, a conclusão lógica é que em um sistema anarco-capitalista não haveria preservação de terras selvagens, pelo menos não haveria incentivo do mercado algum para isto.

    Todos os sucessos de parques selvagens privados, como o caso citado no artigo http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1361 , só existem porque eles estão atrelados a uma lei ambiental e um compromisso legal do dono em preservar aquele ambiente. Dentro destas circunstâncias, é óbvio que um parque privado terá mais sucesso do que um parque do governo (que por definição é ineficiente). Caso não houvessem tais leis e este tipo de regulação, o fim da terra caberia apenas ao dono (que neste caso seria dono de terras selvagens sem compromisso ambiental com elas, ou seja, se tornou dono de uma terra que nunca foi trabalhada a troco de nada) e ao mercado, e duvido que o mercado recompense a visitação de terras selvagens mais do que caçadores, agricultores e quaisquer outros que pretendam utilizar as terras para uma atividade produtiva o fariam.

    Sendo assim, eu acredito que para que haja preservação ambiental de terras selvagens da forma como a maioria das pessoas apreciam, seria necessário um estado e regulação ambiental. Mas concordo que o estado é incapaz de cuidar por si só das terras, sendo interessante a privatização ou concessão das terras. Além disso, mesmo em terras que não são selvagens, acho difícil de apenas o mercado sozinho zelar pelo meio ambiente, isso só seria possível considerando em que todo os consumidores fossem educados e também tivessem acesso instantâneo a respeito do produto que estavam comprando (uma ilusão equivalente a do estado bonzinho dos socialistas). Não estou com isto defendendo os absurdos que alguns ambientalistas defendem (como regulação da emissão de CO2 por exemplo), mas apenas o mínimo: preservação da qualidade de ar (de forma que possa ser respirados por seres humanos, e não para evitar um suposto aquecimento global), preservação da água potável, preservação da terra selvagem, preservação de espécies ameaçadas.

  13. Eu tinha lido os dois artigos. Primeiro, o exemplo que ele citou na África do Sul e nos EUA, muito bom exemplo de reservas naturais privadas. O ponto é que elas obedecem leis ambientais e tem o estado como regulador, em nenhum dos dois países o dono da reserva pode destruir as terras. Ou seja, você está citando argumentos contrários a sua tese.

    Sua ignorância é tamanha ao citar: “Ué, e daí? Ao se criar uma reserva ecológica em uma área selvagem, a terra foi trabalhada. Acabou.”. Isso mostra que você não leu Rothbard ou parece que nunca foi numa reserva ambiental, ou os dois. Uma reserva ambiental geralmente consiste de uma terra cercada, vigiada, com algumas casinhas. Se você seguir a definição de propriedade privada do Rothbard, apenas a terra ACIMA da cerca e das casas seriam propriedade privada. O resto não teria dono. Falar que toda terra cercada é propriedade de quem a cercou é o argumento do “descobridor”, um absurdo que usam até hoje para demarcar reservas indígenas no Brasil.

    De qualquer forma, não haveria como reinvindicar uma terra que não foi inteiramente trabalhada sem um estado. Seria como vc chegar em Fernando de Noronha e querer construir uma casa, e os locais não permitirem pq falaram que são donos de toda a ilha.

    Você claramente não sabe do que está falando…

  14. Tá, eu escrevi errado, eram as terras as quais as casas e a cerca estivessem acima. Dava para entender tanto pelas citações quanto pelo exemplo.

    E não, não é claro que é assim somente pq nunca houve (nem haverá) anarco-capitalismo, pois eu não exigi que houvessem apenas estados e sim leis ambientais, pq nem todos os estados tem preoucupações fortes ambientais, nem agora muito menos no passado. E engraçado que desconheço sequer uma reserva ambiental privada antes de leis ambientais, mas exemplos de despreoucupação ambiental é o que você mais acha, mesmo em terras privadas. As pessoas já apreciavam a natureza a milênios, nem por isso houve qualquer preoucupação ambiental até algumas décadas atrás, e só passou pro campo prático através de imposição governamental. Só em conto de fadas as pessoas iriam respeitar o meio ambiente sem leis para isso.

  15. PS: Não estou nem entrando no mérito do certo ou do errado, visto que alguém pode falar que como ninguém tem direito legítimo por terras trabalhadas, então não deveria haver reservas ambientais. Isso é um argumento justo, porem contrário a tese de que haveria uma maior preoucupação ambiental em uma sociedade anarco-capitalista.

  16. Mais um artigo interessante, trazendo uma maneira diferente de abordagem sobre a questao ambiental. De fato, passei a algum tempo atrás na republica tcheca e lá era comum utilizar na epoca Comunista festilizantes altamente prejudicais ao meio-ambiente.
    No meu ponto de vista quem é predador nao é o sistema capitalista, mas a natureza humana em buscar conforto e otimizacao de seu tempo e trabalho acaba impondo mudancas no ambiente aonde vive.
    A questao é que o capitalismo livre esta ligado a demanda e oferta de recursos. Se há diminuicao (ou projecao de reducao) da oferta de suprimentos, é natural procurar uma alternativa para se manter no mercado.

  17. Vocês conseguem imaginar uma fila humana em cima de um telhado de uma central nuclear tentando apagar o núcleo do reator com…. baldes de água? Pois é, os russos conseguiram está façanha… “tecnológica” em Chernobyl.

  18. Olá!
    Sou leitor assíduo dos artigos do Mises há mais de 6 meses. Eu gosto dos assuntos relacionados a liberdade de todos os setores da sociedade tratados aqui. Sou leigo, e a cada dia leio mais textos para tentar defender-me dos argumentos, que hoje percebo, ridículos de muitos políticos e burocratas do nosso país que vemos em todas as mídias diariamente. Mas, confesso que em alguns artigos, apesar de muito bons, quase desisto da leitura pela quantidade de termos técnicos envolvidos ou palavras rebuscadas que me fazem ter que voltar 2 ou 3 vezes ao início da frase para entender o sentido da ideia, e com isso perdendo boa parte da compreensão do contexto. Eu publico constantemente cada artigo que leio em minha página no facebook mas, fico pensando comigo mesmo, como pessoas que cresceram sendo emburrecidas pelo hábito de babarem em frente a uma televisão, mal conseguem ler 2 livros no ano ou adoram ver o Faustão no domingo, vão se sentir motivadas a ler alguns artigos deste site que as enriqueceriam tanto como pessoas, e as tornariam mais atuantes na sociedade, ou menos prejudiciais a ela. Do que adianta ficarmos nós, pessoas que amam e conhecem o que realmente é a liberdade, discutindo dentro do nosso mundo, sobre as maravilhas do livre mercado, sendo que quem ajuda a destruir o que defendemos, mesmo sem saber, não entende boa parte do que é explanado (explicadinho) aqui. Nem todos usam o mesmo lado do cérebro com mesma intensidade, por isso nem todos habituam-se as mesmas coisas, ou atraem-se pelos mesmo assuntos com tanta facilidade, e criar uma barreira comunicativa não ajuda em nada. Eu não sou muito inteligente, por isso não entendo tudo que leio aqui na primeira vez, mas volto a ler, pois sou curioso e esforçado, mas tenho medo de que as pessoas que quero atingir ao espalhar estes artigos na redes sociais não tenham as mesmas características que eu.

  19. Malthus, não discordo de você e já vi esses tipos de comentários aqui, sobre a facilidade de leitura dos textos. Mas, não acredito que as pessoas que são inimigas deste site, como você citou, sejam o tipo de indivíduo que quis referir-me no comentário acima. Esses inimigos, provavelmente apoiam-se em outra base ideológica que fora construída com a leitura de livros e muitos artigos que, consequentemente lhes propiciaram uma forma sustentada de pensar, permitindo-as ser contra os conteúdos deste site, uma vez que são boas entendedoras do que leem, já que lhes é comum. São pessoas já introduzidas nos assuntos sociais de forma mais aprofundada, não importa o lado em que estão, ao contrário do tipo de ser humano que vive em completa alienação, seja por preguiça, contexto social em que está inserida, manipulação por parte dos que a praticam, falta de atrativos dentro de seu nível intelectual para mudar, etc.
    Veja o Governo com seus Slogans fáceis de gravar, com suas mentiras sendo repetidas pela maioria, pois são disseminadas de forma simples, mesmo que sem base, mas de forma simples. Depois chegam os intelectuais, querendo explicar de forma rebuscada o que o Governo está fazendo com seu povo, é claro que a maioria acostumada a “verdade mastigada” nem vai ligar.
    Infelizmente, enquanto essas pessoas alienadas, grande maioria, não entenderem o que realmente é o Governo e todo seu aparato, nós continuaremos a ter cretinos liderando este país, pois quem escolhe seus representantes é o povo, por meio do voto.

  20. Tenho procurado ler os artigos do site desde 2013, e começo agora a ver que realmente a questão ambiental não está sendo tratada da maneira correta, principalmente depois que li que cientistas estão preocupados com o impacto ambiental da atual exploração de Marte, um planeta que não tem nada vivo.
    A abordagem em relação ao que foi feito pelos países socialistas e os pelos capitalistas mostra que a adoção do capitalismo mais uma vez mostra-se a melhor. E mesmo que se afirme que os capitalistas também destruíram o meio ambiente, pode-se observar atualmente que há um mudança de paradigma em relação ao passado. Como exemplo, basta ver que as cidades americanas parecem ser muito mais arborizadas que as brasileiras. Um outro exemplo que vi recentemente: a preservação de regiões ricas em minérios nas montanhas do Colorado foram protegidas já no começo do século XX porque viram que a destruição do ambiente natural iria prejudicar o abastecimento de água em estados como Novo México e Texas. Ou seja, não foi por idealismo, e sim porque iria prejudicar a economia (no caso, pessoas, cidades e fazendas sem água).
    Acredito que a preservação do patrimônio ambiental é de extrema importância para economia, mesmo que em um primeiro momento a derrubada de uma floresta, por exemplo, possa trazer benefícios econômicos imediatos com a madeira. A preservação ambiental deve ser vista como um desafio, e não como um impedimento para o desenvolvimento. Na minha opinião:
    – diminuir os níveis de emissão de gases não significa combater o efeito estufa, e sim procurar maneiras mais eficientes de se produzir.
    – fabricar carros menos poluentes não é uma exigência ambiental, e sim dos nossos pulmões (por causa do ar mais limpo) e por causa dos nossos bolsos (por causa do menor consumo de combustível).
    – ter um planeta com recursos limitados não deve impedir o aumento do consumo, e sim procurar outros planetas para se explorar. Esse exemplo me deixa com muita raiva dos nossos ilustríssimos governantes mundiais, que privaram a humanidade da exploração espacial efetiva (e sua consequente evolução tecnológica) em troca de guerras e manutenção de “interesses estatais”.

  21. Enquanto isso, os gringos pedem pelo socialismo na marcha pelo clima:

    spotniks.com/vilao-era-aquecimento-global-mas-luta-da-marcha-pelo-clima-foi-outra-fim-do-capitalismo/

  22. Edmilson Gomes Barreto Júnior

    Na verdade, todos os sistemas existentes falharam e continuarão falhando, pois a proteção do meio ambiente perpassa pelas as vontades individuais. Como muito discutido nesse site o desenvolvimento econômico é proveniente da inovação e por consequência a geração e acumulação de bens de capital.

    Hoje ainda temos uma certa “disponibilidade” dos recursos de matéria-prima (ex.Minério de ferro), porém se avaliarmos a cadeia produtiva veremos que o processo de reciclagem é quase 0 em territórios brasileiros. O que é mais barato, todo o processo de extração ou a reutilização de um bem que já não gera mais lucro (ex. carro velho) e transforma-lo em outros bens gerando outros bens? Não tenho dúvida da resposta.

    Disser que o capitalismo/(neo)liberalismo é melhor para o meio ambiente chega a causar náuseas, assim como vejo extremistas que dizem que a solução é o controle pelo estado ou o socialismo/comunismo ou qualquer outra ideologia parecida, isso é outro absurdo sem tamanho.

    Até concordo que algumas empresas da iniciativa privada promovem de certa forma alguma proteção/reparação aos danos causados ao meio ambiente, porém sempre por imposições de algum órgão governamental ou pelos apelos sociais e de mercado dependendo da situação.

  23. Amarilio Adolfo da Silva de Souza

    A propaganda socialista só engana os mais desavisados. A natureza existe para servir ao homem. E a História mostra que os regimes socialistas foram os que mais agrediram a natureza, pois não tinham incentivos econômicos para melhorar suas técnicas de exploração do meio ambiente. Por que um “fazendeiro socialista” iria querer aprender técnicas que não só aumentasse seus “lucros” como preservasse o meio ambiente. Ora, não era permitido a ele se apossar de seus próprios “lucros”. O Capitalismo Puro é o único sistema econômico capaz de auto-aperfeiçoamento. Isso por que busca o LUCRO e o investe em melhorias constantes. Quanto mais LUCRO MAIS PROGRESSO!

  24. Não ficou claro para mim como o sistema de preços resolveria a questão ambiental atualmente. No artigo é afirmado que “[…] como também as externalidades são plenamente incorporadas aos preços de mercado. Se o preço da gasolina na bomba refletir integralmente os custos de oportunidade da poluição e o esgotamento de recursos, então os motoristas, independentemente da sensibilidade ambiental de cada um deles, serão forçados a pensar sobre a possibilidade de dirigir menos ou até mesmo de comprar um veículo mais eficiente.”

    Alguém poderia citar mais exemplos ou tentar explicar para mim de uma forma mais clara? Obrigado.

  25. Ninguém menciona as muitas benfeitorias que a iniciativa privada, muitas vezes de multinacionais demonizadas realizam no Brasil. Como a Coca-Cola, símbolo do capitalismo explorador, em parceria com a Fundação S.O.S. Mata Atlântica e TNC (The
    Nature Conservancy), plantou 265 hectares com cerca de 1.800 mudas nativas
    por hectares, na Bacia do Rio Piraí (SP) e no Guandu (RJ), com a melhoria
    de 100% da qualidade da água nos pontos monitorados pelo projeto Água nas
    Florestas.

    Fonte: Material didático UniCesumar/PR

    Sou gestor ambiental e afirmo que não tem preço o que foi feito apenas no citado acima. E não foi o único, nem a única empresa.

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