Voltar

O prefeito está nu

Seguindo as recentes manifestações que começaram como um protesto contra o aumento de 20 centavos na tarifa do ônibus em São Paulo, mas que acabaram sendo um protesto contra tudo que tem revoltado os brasileiros, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad propôs aumentar os impostos da gasolina — que já são mais de 53% — para fazer com que este aumento de arrecadação cubra a diminuição do preço da passagem de ônibus; “o dono de carro de São Paulo subsidiaria o transporte público de sua cidade” é o que pretende seu plano.

É este o pensamento político predominante hoje em dia.

Veja bem o que Haddad está dizendo. Ele deseja algo (“diminuir o preço da passagem de ônibus”), portanto as pessoas deveriam ser forçadas a dar isto a ele. (Em nenhum momento se vislumbra a ideia de como o livre mercado poderia alcançar este resultado pacificamente. Pense em quantos bens de consumo o mercado mesmo obstruído pelo governo tornou universal e acessível mesmo para os mais pobres.)

Se eu ou você reivindicássemos isso em nossas vidas privadas, seríamos considerados bruscos. E se empreendêssemos ações concretas para conseguir estes objetivos, seríamos presos por roubo ou extorsão, merecidamente.

Por que as regras normais e sensatas da moralidade não se aplicam a prefeitos e outros ocupantes de cargos públicos? Obviamente isto é um absurdo. Como pode um subconjunto de seres humanos possuir direitos e poderes que não são possuídos por todos?

Quando éramos crianças, todos nós fomos ensinados a não bater nos outros, não pegar o que é dos outros sem permissão e a não quebrar nossas promessas. Se precisamos da cooperação de outras pessoas, o que se espera é que recorramos a persuasão. O uso da força é proibido. Estes são princípios consistentes que sustentam toda sociedade decente, e espera-se que sigamos estes princípios quando nos tornamos adultos. Na verdade, tanto a lei criminal quanto o direito civil incorporam estes princípios em suas proibições de assassinatos, assaltos, roubos, furtos e quebras de contratos.

Porém, quando um politico defende que se obrigue as pessoas a seguir seus grandes planos, as regras normais são suspensas e substituídas por regras diferentes. No mundo político, pessoas que nunca importunaram ninguém podem ser coagidas a participar de um esquema de um político por nenhum motivo. A única coisa que alegam é que o esquema não iria funcionar se não contasse com a participação de todos.

Bem, desculpem-me, mas esta justificativa não basta.

E o fato de que apenas levantar esta questão soa como algo tão estranho nos mostra o quanto a política está distante da moralidade normal. Numa sociedade educada, simplesmente não se costuma comparar um político com um criminoso comum. Mas pense a respeito. Imagine que Haddad fosse seu vizinho e ele bolasse um plano para uma associação comunitária que fosse prover diversos serviços, incluindo passagem de ônibus com desconto. “Meu plano não irá funcionar a menos que todos participem”, ele diz. Então ele ameaça todos que se recusarem a participar. O que você iria pensar deste homem? Se ele exigisse seu dinheiro sob a mira de um revólver, você chamaria a polícia, não?

Política, força e moralidade

Então porque esta exceção moral para prefeitos? Força agressiva é força agressiva. Será que importa quem aplica a força? O fato é que aquele que se recusa a participar de um programa do governo — previdência social, saúde pública, transporte subsidiado ou gratuito — não importunou ninguém. Ele não coagiu ninguém. Ele simplesmente cuidou da própria vida. Portanto, o governo deveria deixa-lo em paz. O princípio “viva e deixe viver” parecia ser levado mais em conta antigamente. Mas agora parece estar quase que completamente em desuso. Ninguém quer encarar este problema. De onde os funcionários públicos tiram a autoridade para compelir pessoas pacíficas a financiar e participar de seus programas sociais? Alguém poderia responder que a autoridade vem do próprio povo. Mas como? Já vimos que nem eu e nem você temos autoridade para iniciar agressão contra outros. Se nós ainda assim fizermos isso, somos criminosos. Então como todos nós juntos podemos ter tal autoridade? Não podemos.

Os direitos do todo não podem ser maiores que a soma dos direitos de suas partes. Frédéric Bastiat escreveu em A lei,

Se cada homem tem o direito de defender — até mesmo pela força — sua pessoa, sua liberdade e sua propriedade, então os demais homens têm o direito de se concertarem, de se entenderem e de organizarem uma força comum para proteger constantemente esse direito.
O direito coletivo tem, pois, seu princípio, sua razão de ser, sua legitimidade, no direito individual. E a força comum, racionalmente, não pode ter outra finalidade, outra missão que não a de proteger as forças isoladas que ela substitui.
Assim, da mesma forma que a força de um indivíduo não pode, legitimamente, atentar contra a pessoa, a liberdade, a propriedade de outro indivíduo, pela mesma razão a força comum não pode ser legitimamente usada para destruir a pessoa, a liberdade, a propriedade dos indivíduos ou dos grupos.

Ninguém conseguiu até hoje refutar o argumento de Bastiat. Não existe refutação para isso. Além disso, este princípio é uma ideia que forjou a liberdade norte-americana, e, consequentemente, do resto do mundo. Foi o que Thomas Jefferson quis dizer quando escreveu que “todos os homens são criados iguais” na Declaração da Independência americana. Com certeza ele não quis dizer que as pessoas são iguais em inteligência, talento, disposição, ambição, força física etc. E ele não poderia querer dizer simplesmente que eles deveriam ser iguais perante a lei, porque seria muito primário; podemos imaginar uma sociedade em que a lei trate todos muito mal, porém, igualmente mal. Mesmo a igualdade de liberdade não representa o que Jefferson quis dizer, porque existiram sociedades em que praticamente todos possuíam uma pequena e igual porção de liberdade.

Não precisa haver nenhuma dúvida sobre o que Jefferson quis dizer. Roderick Long nos lembra que Jefferson pegou emprestado a filosofia da Declaração de John Locke, o qual era bastante claro sobre o que ele queria dizer por igualdade. Em seu Segundo Tratado sobre o Governo, Locke diz que igualdade é um estado

onde a reciprocidade determina todo o poder e toda a jurisdição, ninguém tendo mais que os outros; evidentemente, seres criados da mesma espécie e da mesma condição, que, desde seu nascimento, desfrutam juntos de todas as vantagens comuns da natureza e do uso das mesmas faculdades, devem ainda ser iguais entre si, sem subordinação ou sujeição. . . .[ênfases inseridas]

Locke prossegue para elaborar o que Long chama de “igualdade de autoridade”:

[S]endo todos iguais e independentes, ninguém deve lesar o outro em sua vida, sua saúde, sua liberdade ou seus bens. . . . Dotados de faculdades similares, dividindo tudo em uma única comunidade da natureza, não se pode conceber que exista entre nós uma “hierarquia” que nos autorizaria a nos destruir uns aos outros, como se tivéssemos sido feitos para servir de instrumento às necessidades uns dos outros, da mesma maneira que as ordens inferiores da criação são destinadas a servir de instrumento às nossas.

lei.jpgPortanto, se Fernando Haddad, cidadão privado, não pode legitimamente forçar você e eu a pagar pela passagem de ônibus de outra pessoa quando compramos gasolina para nós, o prefeito Fernando Haddad também não pode — mesmo se 99,99% das pessoas apoiasse a ideia. A moralidade não é apropriadamente determinada pela regra da maioria.

As pessoas permitiram que suas liberdades fossem retiradas porque não conseguiram seguir o senso comum e a lógica simples. Negligenciaram o fato de que políticos não podem ter nenhum poder que indivíduos privados não possuam. Engoliram a propaganda de que todas as pessoas foram criadas iguais, mas que algumas são mais iguais que outras. O povo se tornou os súditos que tinham medo de contar ao Rei que ele estava sem roupa com receio de serem considerados estúpidos. E os políticos têm toda a intenção de nos explorar desta mesma forma.

Onde está o corajoso garoto que gritou que o Rei estava nu?

O texto foi levemente adaptado apenas substituindo o nome do político (Hillary Clinton) e a intervenção (saúde pública).

Últimos Artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

129 comentários em “O prefeito está nu”

  1. A extensão da liberdade é fascinante. Creio que a liberdade consiste em uma pausa para que possamos diferenciar sonho de delírio.

    Atenciosamente,

    (a) – Samir Jorge.

  2. A idolatria em torno da figura mítica da autoridade conduz a este tipo de paradoxo decorrente de privilégios outorgados a função de autoridade. A Federação brasileira é a fonte de todos os males. Um problema local deve ser resolvido localmente.

    Atenciosamente,

    (a) – Samir Jorge.

  3. Eu achei o Haddad bem esperto, isso sim.

    Apesar de sua extensa carreira acadêmica de cunho Marxista, ao estar na posição de prefeito viu que estando lá o buraco é mais embaixo e que os direitos de uns nada mais é que obrigações nas costas dos outros.

    Haddad foi esperto por propor o fim da posição de cobrador de ônibus (que de acordo com o mesmo faria a passagem cair em 12 centavos) e a cobrança dos usuários de automóveis.

    Usou bem a lógica marxista de conflito de classes: está jogando os usuários de carros contra aqueles que usam transporte público. E atraindo a simpatia da classe média culpada que não quer que os cobradores percam o emprego.

    E no final das contas, os R$0.20 não serão repassados e os mesmos sairão do nosso bolso de uma forma ou de outra.

    E todos acharão isso lindo.

  4. Creio que o aumento da gasolina é um absurdo tão grande quanto o subsídio às empresas de ônibus, se as empresas não suportam as despesas sozinhas que deem espaço às outras para possibilitar o livre mercado e assim consequentemente aumentar o conforto dos ônibus. Mas, assim não dá, né Sr. Haddad? Como pressionar uma pluralidade de empresas?

    Preparem-se pois o aumento da gasolina virá com ou sem desconto da tarifa dos ônibus. Isso se não vier um marqueteiro dos infernos e sugerir ao prefeito que aumente o valor do licenciamento veicular para destiná-lo às incompetentes empresas de transporte público fundamentado no velho pensamento (conforme já exposto por Vitor Souza) de que quem é proprietário de carro é quem deve pagar mais, o povo, coitadinho, deve ganhar bolsa família, bolsa eletrodoméstico e pular a catraca… tudo financiado por quem tem propriedade. Absurdo? Hum… preparem-se!

  5. No caso atual, nem acredito que a analogia com o rei está muito correta, já que é a turba que está no comando. Ao invés de súditos, a sociedade se vê brincando de quem grita mais leva. É um concurso para ver quem faz mais barulho, quem cria mais problemas. Sequestrar bens públicos virou um ato democrático.

    Esse cáos passa a impressão de que é o “povo” que está no comando, é o “povo” que força o político a agir. Povo, essa figura mística que caiu como uma luva para personalizar os grupos de pressão. Ao invés de escancarar que só querem mais para si próprios, que querem que outros sejam roubados para lhes favorecer, se travestem de defensores do bem comum, de pessoas desinteressadas lutando por mais direitos.

    Sinceramente… é de ficar estarrecido com o nível de idiotização coletiva em que vivemos. E não tem nada apontando para um futuro melhor. Muito pelo contrário.

  6. Getulio Malveira

    “É este o pensamento político predominante hoje em dia.”

    E é por isso que nenhum liberal deveria apoiar essas manifestações. Não apenas porque o estado vai reagir com mais estatização, mas também porque os próprios manifestantes exigem isso.

  7. Como um militante organizador do movimento em SP, manifesto-me contra a iniciativa reacionária do autor de depredar as bases da nossa aglomeração. Entretanto, primeiro, gostaria de relatar o quão pasmo fico frente ao pavor burguês quando o gigante desperta para a criação de uma nação mais justa: Põem-se a invocar direitos aleatórios e manipuláveis de ética que lhes protegem ao ignorar nossa constituição, documento final de 250 anos de filosofia, jurismo e todo tipo de estudos sociais.

    O povo, ao adentrar as ruas, dividiu as águas: Quem lhes opõe(Reacionários) está a apoiar o estado. A manifestação dos homens em meio democrático é inquestionável e incriticável: trata-se do mandato divino filosófico manifestando-se em profecia de três décadas de idade. A juventude fora desperta ao estado de exploração na qual vive frente ao lucro das concessionárias(Absurdo cobrar por um serviço prestado tão essencial) e ao roubo da burguesia paulista.

    Não invoquemos livros de direitos arbitrários, manipuláveis e que apenas convém à sua classe. Olhemos a constituição: Antagônica e objetiva em seus clamos. Trata-se do aglomerado da experiência social humana.

    Não eram apenas 0,20 centavos? Por que tanta reação em ajudar quem possui o legítimo direito sobre tudo aquilo que fora auferido por vós através da exploração. Não se preocupe: O individualismo já matara a educação e a saúde. Não existe almoço grátis, porém aquilo que Haddad pede que seja pago por vós é meramente uma fração ínfima de tudo que devem ao povo(Manifestantes). Não é baderna, é reorganização de nossos direitos.

    Recado do filósofo Paulo Ghiraldelli a vós:

    http://www.youtube.com/watch?v=T93kg9q3_AA (Vejam o que vocês fizeram ao olho direito dele. Absurdo que um indivíduo agrida um policial e receba reação tão violenta)

  8. Eu acredito que muitos desses manifestantes estão se rebelando contra o autoristarismo do nosso governo. Que vive nos imponto aumento de impostos, entre outras coisas, sem a nossa aprovação. Esse é o sentimento, porém ainda não está claro na cabeça das pessoas. As ideias de livre mercado e de propriedade precisa chegar a todos.

  9. Arthur, não acredito que as pessoas estão comemorando a idéia de que quem deve pagar o aumento é o automóvel. Existem duas manifestações, a inicial dos favoraveis ao passe livre e a contra a corrupção e autoritarismo. Essa última não terminará mesmo que abaixem a tarifa ou transforme o transporte publico em gratuito.

  10. Perfeito!!!!
    S U P R E M O ! ! ! !

    “Obviamente isto é um absurdo. Como pode um subconjunto de seres humanos possuir direitos e poderes que não são possuídos por todos?

    Quando éramos crianças, todos nós fomos ensinados a não bater nos outros, não pegar o que é dos outros sem permissão e a não quebrar nossas promessas. Se precisamos da cooperação de outras pessoas, o que se espera é que recorramos a persuasão. O uso da força é proibido. Estes são princípios consistentes que sustentam toda sociedade decente, e espera-se que sigamos estes princípios quando nos tornamos adultos.”

    Esse trecho é a perfeição. É o jeito certo com as palavras certas que alcançam até o mais distraido e sonolento dos mortais.

    ISSO É O QUE TEM QUE SER REPETIDO INSISTENTEMENTE. As palavras usadas, o modo sintético de questionar ETICAMENTE uma questão …ESTA PERFEITO!!!

    Não são teorias econômicas, simples ou complexas, que alcançam a massa tonta, sedenta de valorização no meio, no grupo a que pertencem ou almejam pertencer. A atração por pertencer a um grupo corporativo é A MÃE do SUCESSO de TODAS as IDEOLOGIAS.
    O homem massa, sobretudo, em sua baixa racionalidade e animalesca emotividade se tomba a apelos morais muito mais que a apelos tecnicos. A ambição por valorização no grupo (exibição de comportamento moral-diferente da ética objetiva) o torna refém de aparencias moralóides propagandeadas. Assim o integrante do grupo se adapta à moral mais propagandeada como o comportamento certo que une o grupo. Como não há divulgação de reflexões éticas em contrario à moral propagandeada, por mais que arbitrária e injusta a moral exibidqa como consensual será a moral adotada.

    FOI ASSIM QUE A ESCRAVIDÃO FOI ACEITA MORALMENTE. Desta forma assimilada como justificável e natural, apesar de uma reflexão ética condena-la. Foram os questionamentos éticos insistentemente repetidos pelos ABOLICIONISTAS que conseguiram esclarecer à massa fazendo tal reflexão assimilável em oposição ao alegado “direito” de escravizar em nome de um bjetivo pretensamente justificador, que fazia da alegada necessidade a legalização moral da escravidão (fins justificando meios). A idéia de ética como um ideal de justiça objetivo tem apelo à razão e não valoriza sentimentalismos (sob a idéia de ética objetiva a honestidade valoriza muitissimo acima da bondade, na moral subjetiva a bondade é a suprema valorização e em nome dela tudo se permite moralmente). É certo que a divulgação insistente de reflexões éticas em oposição ao arbítrio moral sentimentalóide, irá demonstrar a superioridade moral e efetiva justiça da ética objetiva sobre preconizações morais arbitrárias.

    Foi assim que o “direito” dos REIS de reinarem arbitrários sobre os SÚDITOS foi combatido e superado. Ninguém mais é capaz de defender o “direito” de reis absolutistas sobre a população. Por mais que emocionalismos ideológicos tentassem justificar o “direito” da realeza.

    Esse questionamento que destaquei do texto é absolutamente perfeito como reflexão ética e NÃO HÁ QUEM POSSA MORALMENTE JUSTIFICA-LO. Pois que fala primorosamente à razão e ainda atinge, DISPERTANDO, o sentimento de dignidade humana. ESTE É O VERDADEIRO APELO À VERDADEIRA IGUALDADE ENTRE INDIVÍDUOS e não o fraudulento e impossivel apelo a uma fantasiosa igualdade material. Mesmo Nietzsche destacou que “NÃO EXISTEM DOIS TERRENOS IGUAIS” e mesmo como promover divisões ante o crescimento a população. É certo que pela própria natureza terá que existir a desigualdade material e com ela um critério para que tal DESIGUALDADE SEJA JUSTA, independentemente de arbítrios de “príncipes” ou autoridades. Pois que tal pretensamente se pretenderia justificar apenas no argumento hobbesiano que não legitima a força como fonte da justiça mas apenas como um apelo ao arbitrio como uma pratica solucionadora do problema de “todos contra todos”, desprezando a consciência da ética, ou mesmo moral, como freio aos instintos e3 desejos individuais. O apelo de Hobbes despreza a idéia de moral e sobretudo a idéia de ética nas relações, preconizando o arbítrio da autoridade como solução prática imposta pela força maior. Claro que como Rousseau percebeu, o forte não poderá ser sempre o mais forte se não fizer de sua força um direito e da obediência um dever. Assim, o “principe” será a organização e não indivíduos. Eis a formula maquiavélica de moralizar o Poder estatal.

    Contudo, essa moral pretensamente salvadora, que legaliza com a pretensão de legitimar o Poder do “principe” pode ser contestada e desmoralizada por reflexões éticas …COMO ESTA QUE DESTAQUEI DO EXCELENTE TEXTO.

  11. FANTÁSTICO:

    “Por que as regras normais e sensatas da moralidade não se aplicam a prefeitos e outros ocupantes de cargos públicos? Obviamente isto é um absurdo. Como pode um subconjunto de seres humanos possuir direitos e poderes que não são possuídos por todos?”

    Que isso se espalhe e chegue a todos???
    Será impossível justificar tal absurdo, tal aberração de tamanha injustiça. Não há argumentos capazes de sequer arranhar tal questão ética que deveria ser também moral.

    Sintético e absolutamente perfeito o questionamento.

    ESSA É A IGUALDADE QUE SE DEVERIA EXIGIR, A IGUALDADE ENTRE OS INDIVÍDUOS E NÃO ENTRE OS BENS DOS INDIVIDUOS. Afinal, é impossível tal igualdade, sendo exdigida apenas por fantasiadores que ambicionam-se desiguais através da força (oq mais tem é socialista milionário ou nababos “comunistas” assim tornados por defenderem tal safada ideologia).

    Não há igualdade em Cuba, nem na coréia do norte e jamais houve ou haverá em paises ditos “comunistas” embora socialistas. O “comunismo” é a cenoura pendurada na ponta da vara amarrada no pescoço do jumento.

  12. Pra falar bem a verdade, as mobilizações demonstram um sucesso absoluto do modelo de educação governamental. A população age como gado pedindo por mais controle, por mais esmolas. As pessoas pedem por mais impostos, por mais tutela.

    E todos fazem isso estufando o peito, orgulhosos de estarem defendendo o país, mudando a sociedade. Ficam cegos sobre o que estão pedindo. É uma sociedade de adolescentes, incapazes de enxergar um palmo à frente do nariz.

    É surpreendente o grau de controle psicológico que pode se desenvolver em uma população tão grande e diversa.

    O único mérito que vejo no Estado de Direito é a órdem que se impoe no processo político, nos limites que podem ser criados à ação governamental. É frágil, mas pelo menos limita um pouco os danos que o governo pode fazer. É justamente essa órdem que a turba quer atropelar, querem fazer uma política de gritaria e bancadaria, de imposição na marra, de ignorar limites.

    Bem vindo ao século XXI!

  13. O direito NATURAL de uns não implica em obrigação (obriga ação) de outros, mas sim exige a proibição (proibe ação) alheia em relação a estes uns.

    Apenas a fraudulenta idéia de DIREITOS POSITIVO implicará em obrigação alheia. Assim é por ser o canalhamente criado “direito positivo” na verdade uma concessão de uns a outros, concessão esta IMPOSTA por quem detém o Poder.

    DIREITO de viajar não implica em obrigação alheia de custear a viagem de todos que possuem tal direito natural. O Direito natural à vida não implica em obrigação alheia em de manter todas as vidas (isso é uma aberração).
    OU SEJA:
    O direito de ir e vir, de viajar consiste em PROIBIR que se atue para impedir a concretização deste DIREITO NATURAL do indivíduo capaz de realiza-lo através de suas PRÓPRIAS POTENCIALIDADES. Bem como o direito natural a vida não impõe obrigação alguma a ninguém, mas SIM PROIBE A AÇÃO CONTRA A VIDA DE QUALQUER INDIVÍDUO INOCENTE. Que não deu inicio a nenhuma agressão ao direito natural de qualquer outro.

    Essa afirmação de que o direito de uns implica em obrigação de outros é fajuta, falha ao estar anuindo com a idéia do fraudulento “direito positivo”. …que não é direito, mas apenas a manifestação de vontade subjetiva de uns em relação a outros. É errado anuir com a idéia de “direito positivo” quando deveria apenas ser nominado de “VONTADE POSITIVA”. O uso da palavra direito é APENAS MANIPULAÇ´~AO EM FAVOR DA CONFUSÃO, tal como ocorreu (difundiu-se safadamente) com a idéia de IGUALDADE ENTRE OS HOMENS manipulada politicamente para igualdade ENTRE OS BENS DOS HOMENS.

    COm estas manipuylações semanticas a politica dissemina a confusão, o mal entendimento e dificuldade nos debates por se debater em linguagem diferente, dada a deturpação de palavras e significados disseminados pela estratégica militância politica para através da deturpação semantica atingir seu objetivo em meio ao desentendimento das questões pelo uso fraudulento das palavras.

  14. A manipulação semantica e das palavras consegue que se chame os funcionários do governo ou mesmo as tropas do governo de “SERVIDORES PÚBLICOS” …Não são servidos públicos e sim servidos pelo publico. Quem serve é quem esta sujeito a escolha alheia para remunerar-se, quem IMPÕE sua remuneração, queira-se ou não o seu serviço, não é um servidos, pois nem mesmo necessita servir para ser servido.

    Assim, o chamado “servidor público” é aquele que não necessitar ter serventia alguma à queles que são forçados a remunera-lo. Um absurdo, mas repetido ateé aqui em comentários e artigos. É a força da manipulação semantica, a manipulação das palavras.

    Qualquer empresário ou assalariado privado é um servidor do público. Porém os tais “servidores públicos” que efetivamente SERVEM-SE da sociedade, SÃO EFETIVAMENTE SERVIDORES DO GOVERNO ou EMPREGADOS DO GOVERNO.

    A manipulação das palavras, da semantica, é a melhor arma dos defensores do Poder.

  15. Senhores,

    Eu fui no protesto, não gritei, não participei, só observei..

    vi um solo fértil para propagar ideias libertárias.

    Percebi que a maioria das pessoas no protesto não tem instrução política nenhuma e estão querendo ‘aprender mais’, estão procurando filmes, livros etc. Estão querendo seguir algo.

    Percebi que a revolta contra corrupção é maior que o ‘passe livre’ em si. Existe repulsa contra o estado também.

    Sou novo aqui, eu acho que vocês poderiam aproveitar essa deixa, criar material, publicar frases no facebook etc.

    A liberdade, a coerência, a razão estão do nosso lado e não é difícil perceber isso.

  16. Amarílio Adolfo da Silva de Souza

    A solução é simples: basta o povo não aceitar mais a dominação do governo(DE QUALQUER UM)e extingui-lo. Isso implica em que cada um cuide de sua própria vida e negócios, respeitando os demais e sendo respeitado por eles.

  17. O problema é que se gosta de falar assuntos da moda e tocar em questões pontuais, pouca importância se dando a principios rígidos.

    A filosofia estóica foi abafada pela ideologia que surgiu como nova politica junto com o Império Romano. Assim, através de primeiramente da propaganda de uma nova moral de cunho coletivista em oposição à moral estóica e seus principios rígidos. Da mesma forma o socialismo,um tanto ascético e coletivista também, simplesmente valeu-se da mesma metodologia politica (coletivismo e o assistencialismo como obrigação moral e direito do necessitado) do império romano para construir um novo feudalismo; onde a sociedade é hierarquizada e submetida ao arbitrio das autoridades estatais hierarquizadas.
    O socialismo implantado e em pouco tempo os cargos da alta hierarquia serão herança também. tal qual ocorreu co o feudalismo. Aquile título que concedia o arbitrio do senhor feudal sobre os habitantes de seu feudo logo tornou o feudo uma propriedade do senhor. Assim também cargos serão herdados num sistema socialista já seguro de sua manutenção. Isso pode ser facilmente percebido no que ocorre em Cuba e Coréia do Norte. A tendencia natural do socialismo e sua sociedade hierarquizada e submetida ao arbitrio das autoridades em conluio “governocrático” é a transmissão hereditária dos postos de privilégio no governo (Estado). O Estado é uma sociedade anônima ou nem tanto. Seus integrantes tem claro que lhes é de direito explorar a população ao governo submetida.

    …mas ai é muito melhor ficar apenas falando dos fatos da moda e não esquentar a cabeça com reflexões complicadas, ou nem tanto. Aliar-se a algazarra, ao frenesi politiqueiro, é mais saboroso do que formular idéias através de principios axiomáticos inquestionáveis senão através de apelos sentimentalóides a uma moral coletivista e ascética fundada apenas no alegado voluntarismo sentimental que valoriza a moral pelo interesse em tal.

    O problema é moral! …enquanto essa moral piegas e sentimentalóide assumir ares de o arbítrio do bem ou mais corretamente a moral que produz a “justissa social” em confronto com a justiça, nada mudará.

    É da má natureza humana o desejo de PEDIR PARA CONSEGUIR. Através da manipulação desta funesta tendencia humana as ideologias prosperam e tornam seus líderes e agregados em privilegiados senhores sobre populações. Isso só vai mudar com uma mudança da reflexão moral, em busca de uma ética objetiva, justiça objetiva sem influencia de pieguismos e sentimentalismos moralóides que produzem um emaranhado de arbitrariedades morais sem coerência alguma.

    O pedir para conseguir é a velha estratégia insuflada na massa, posto que tal é da natureza humana e somente combatido pela razão.

    Antes pedia-se aos deuses. A eles e oferecia sacrificios de vidas, incluso até humanas, em suplicas de boa colheita, chuva, curas, vitórias e etc.. Agora pede-se ao estado, ao poder politico. Nada mudou e estamos novamente Á ESPERA DOS BARBAROS!!!!

  18. Vejam o que esse capitalismo sem escrúpulos fez com o Brasil! Imagine, que ideia ilógica, livre concorrência no setor de transportes somente facilitaria formação de cartéis e preços mais altos. Precisamos de mais intervenções. Vejam, por exemplo, essa proposta maluca do Feliciano e aquilo que a mídia sabiamente rotulou como cura gay! É um absurdo deixar o profissional livre, o CFP tem toda razão em limitar a atuação dos psicólogos, mesmo quando o paciente quer algo diferente! Tdo bem que o projeto não usa o termo cura ou algo semelhante, mas a norma do CFP tem que se manter hígida, liberdade apenas atrasará nosso país!

  19. Dúvida:

    E se o governo forçar as empresas de transporte a diminuir o preço e não subsidiar os prejuízos? Isso não forçaria o empresario a diminuir os custos e não beneficiaria os consumidores?

  20. Para que a emperrada máquina desta economia volte a funcionar, temos que tirar a engrenagem velha e enferrujada que se autodenomina Estado, e substituí-la, o mais breve possível, pela dinâmica e inoxidável engrenagem do livre mercado. Anon,SSXXI

  21. As manifestações de agora estão relacionadas com o boato e tumulto sobre o fim do bolsa-família, pois ambos são sintomas de uma mesma conjuntura.

    Em um país no qual cada vez mais grupos de pessoas têm cada vez mais direitos especiais, os custos precisam sair de algum lugar e a conta torna-se cada vez maior e mais inadiável. Para fornecer tantos benefícios, o governo gasta mais do que arrecada e por isso aumenta os impostos e imprime mais dinheiro sem lastro, prejudicando o fluxo econômico e provocando a inflação.

    Irresponsabilidade gera irresponsabilidade e um dia as consequências fatalmente chegam. Stephen Covey ensinou que sistemas artificiais são regidos por leis humanas que podem ser burladas, mas sistemas naturais são regidos por leis naturais inescapáveis. É simplesmente insustentável.

    Uma dessas leis naturais é que todo sistema em que a saída é continuamente maior do que a entrada sofre déficit e ruma para o esgotamento e até para o colapso.

    * * *

    Para vocês se divertirem:

    “Protestos pelo Brasil abrem brecha para que Copa custe mais do que os R$ 33 bi estimados”

    www1.folha.uol.com.br/esporte/folhanacopa/2013/06/1297975-protestos-pelo-brasil-abrem-brecha-para-que-copa-custe-mais-do-que-os-r-33-bi-estimados.shtml

    * * *

  22. Parabéns pelo artigo e pela escolha do autor. Espero que mais textos de Richman, Long, Hess e Rothbard (do início de carreira) possam ser publicados aqui.

  23. Eu queria q vocês comentassem, com dados, o argumento de q o transporte público depende de subsídio do governo para que funcione. Acho difícil de acreditar nisso mas não tenho dados estatísticos para corroborar. Obrigado

  24. Renato Tambellini

    Ele não vai aumentar os preços da gasolina, vai usar a “voz das ruas” para criar o pedágio urbano com o mínimo de desgaste político. O PT já está preparando isso a anos, o tal Plano Nacional de Mobilidade Urbana aprovado pela Dilma (Lei 12.587/12 – Leia o Art. 22 inciso III) foi citado no pronunciamento de hoje (minuto 5) como uma das prioridades com o objetivo de privilegiar o transporte coletivo.

  25. Causa-me estranheza o autor perguntar de onde vem a autoridade do prefeito em aumentar o imposto da gasolina para subsidiar o transporte coletivo. Vem da eleição! Ele foi eleito para administrar a cidade. Haviam outros canditados, mas, a maioria da população votou nele. Isso lhe dá a autoridade. Agora se ele é um bom administrador ou não é outra pergunta.Também poderia se perguntar por que pagar subsidios, pois os ônibus andam lotados e a R$ 3,00 por cabeça, o lucro já está garantido para as empresas de transporte.

Rolar para cima