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Bitcoin: o nascimento do dinheiro (Parte 1)

Frequentemente sou perguntado a respeito do Bitcoin. Há futuro para uma moeda digital? A rede é confiável? Os governos não tentarão proibi-la? Seu preço subirá? A moeda já pode ser considerada uma bolha? Enfim, as perguntas são infindáveis. E, dadas as recentes aparições na mídia e a alta volatilidade no preço da moeda digital, simplesmente não posso mais ignorar essa inovação. O experimento Bitcoin merece um tratamento minucioso e cuidadoso.

Este artigo talvez seja um pouco mais longo do que os artigos anteriores, mas pela riqueza do tema e da quantidade de tópicos a tratar, arrisco afirmar que valerá a pena lê-lo na íntegra. Além disso, ele será publicado em partes, evitando que a leitura fique muito pesada. Mas antes de prosseguirmos, deixo aqui apenas uma conclusão, da qual espero que você se sinta convencido ao final da leitura: o projeto Bitcoin é revolucionário, sem precedentes e tem o potencial de mudar o mundo de uma forma jamais vista.

O que é Bitcoin

Na última vez em que fui perguntado sobre o tema — cerca de um mês atrás –, respondi exatamente da mesma forma que nas outras vezes: “Conheço muito pouco de Bitcoin, mas, pelo pouco que conheço, afirmo que não me parece um sistema monetário seguro. Acho que cedo ou tarde algum hacker pode infiltrar-se nele e perturbá-lo, alterar os saldos das carteiras, criar bitcoins para si mesmo, etc.”. Dito isso, ofereço agora um conselho: quando não se sabe o suficiente sobre um assunto, é melhor permanecer em eterno silêncio ou simplesmente responder “não sei” do que oferecer opiniões que beiram a assunção da mais clara ignorância. Não posso voltar no tempo e reprimir o Fernando de um mês atrás. Posso, no entanto, buscar minha redenção oferecendo uma análise mais fundamentada, sob a perspectiva de um estudioso (e entusiasta) de teoria monetária e bancária.

Mas, afinal, o que é o Bitcoin[1]? O que é uma moeda digital? Detlev Schlichter explica que:

O Bitcoin é um dinheiro intangível criado na internet.  É um software.  O Bitcoin pode ser imaginado como sendo uma commodity criptográfica.  Trata-se de uma moeda criada digitalmente, completamente descentralizada, que existe somente no ciberespaço.  Ela é produzida e gerida pelos computadores conectados à rede mundial, os quais formam a rede Bitcoin.  Trata-se de um sistema de pagamento peer-to-peer que permite que as transações sejam assinadas digitalmente.  O Bitcoin não possui um emissor centralizado e não há nenhuma autoridade central controlando o processo.

De acordo com seus criadores, a base monetária se expande de maneira limitada e controlada, sendo programada no software do Bitcoin.  Porém, tal expansão é totalmente previsível e conhecida antecipadamente pelo público usuário, o que significa que tal inflação não pode ser manipulada para alterar a distribuição de renda entre os usuários.  A todo e qualquer momento, qualquer usuário pode saber não apenas quantos bitcoins ele possui, como também quantos bitcoins existem no total.  Ainda de acordo com os criadores, somente 21 milhões de unidades de dinheiro podem ser criadas [até o ano de 2140], o que significa que, após certo ponto, a quantidade de dinheiro torna-se fixa.

Honestamente, quando iniciei minha pesquisa e estudo da moeda digital não esperava nada muito surpreendente. Mas no decorrer das leituras, o entendimento, as descobertas, as implicações e o potencial do projeto fizeram-me adotar uma postura, no mínimo, mais humilde. De soberba indiferença, passei pelos estágios de incredulidade à incompreensão. Do conhecimento veio a estupefação e o fascínio. Não tardou muito para o fascínio tornar-se admiração, com uma boa dose de entusiasmo e otimismo. E digo isso analisando o fenômeno por distintos prismas: i) como economista e estudioso de teoria monetária e bancária; ii) como investidor e empresário; e iii) como amante das liberdades individuais.

O nascimento do dinheiro…

Quem já se aprofundou um pouco em teoria monetária conhece o famoso teorema da regressão de Ludwig Von Mises. Segundo esse teorema, é impossível qualquer tipo de dinheiro surgir já sendo um imediato meio de troca; um bem só pode alcançar o status de meio de troca se, antes de ser utilizado como dinheiro, ele já tiver obtido algum valor como mercadoria. Qualquer que seja a moeda, ela precisa antes ter tido algum uso como mercadoria, para só então passar a funcionar como dinheiro.

Essa é a teoria. Esse é o teorema. No caso do ouro e da prata, sabemos que foram escolhidos pela humanidade como o dinheiro por excelência ao longo de centenas de anos por meio de milhões de intercâmbios no mercado. Mas seria impossível datar precisamente quando o ouro surgiu como mercadoria, quando passou a ser utilizado como meio de troca e quando preponderou como a mercadoria mais “vendável” (marketable), tornando-se por fim, o meio de troca universalmente aceito, ou, simplesmente, dinheiro.

No caso de Bitcoin, temos a data exata: a moeda digital nasceu no dia 3 de janeiro de 2009. Alguns meses depois, passou a ser consumida, ou adquirida, não para ser usada como meio de troca — afinal de contas, pouquíssimos indivíduos sequer conheciam o Bitcoin –, mas sim para satisfazer alguma necessidade individual. E é totalmente irrelevante identificarmos com precisão qual necessidade ou objetivo levou os primeiros compradores de Bitcoin a trocar alguns dólares por uma unidade bitcoin (1 BTC). “No caso de objetos intangíveis, como o Bitcoin”, afirma Konrad S. Graf em um espetacular artigo sobre a natureza do Bitcoin, “a demanda para o consumo direto é determinada por valores primariamente psicológicos ou sociológicos”. Como o geek que quer ostentar as maravilhas de uma criptografia, ou o sujeito que compra bitcoins como forma de protesto ao status quo.

O que importa não é o porquê, mas sim o fato de que houve demanda real e bitcoins foram adquiridos e preços foram formados na busca por essa “mercadoria” (dígitos eletrônicos no ciberespaço). Nesse sentido, o nascimento do Bitcoin em nada contraria o teorema da regressão de Mises.

Mas e quando o Bitcoin virou meio de troca? A primeira transação de que se tem notícia se deu em Maio 2010 quando ‘laszlo’  trocou uma pizza por 10.000 BTC — em retrospecto pode ter sido a pizza mais cara do mundo (10 mil BTC = 1,2 milhão de dólares, cotação de 19/04/13). Poderíamos dizer que bitcoins ainda não eram um meio de troca geralmente aceito, portanto, isso foi, em realidade, um escambo. Pode ser que sim. Mas é uma mera tecnicalidade desimportante. O fato é que, desde então, bitcoins passaram a funcionar como meio de troca, de acordo com o seu objetivo basilar.

A verdade é que estamos testemunhando em “tempo real” o nascimento de um dinheiro. Como um economista, isso me parece fantástico. Estudar a teoria é fundamental. Mas vivenciá-la na prática é impagável. Ser um especialista na Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos é de suma importância. Mas presenciar uma bolha imobiliária sendo formada, assistir ao seu estouro e a todas as consequências reais e palpáveis é uma lição que não se esquece jamais.

Mas voltando à moeda digital, poderíamos já considerar o Bitcoin como dinheiro? Em sua tese de mestrado, Peter Surda afirma que não, Bitcoin ainda não é dinheiro. Tornar-se-á algum dia. Mas ainda não o é. Seguindo a definição da Escola Austríaca de Economia, “Bitcoin não é um meio de troca universalmente aceito”, afirma Surda. Mas se não é dinheiro, então o que é? Seria um “meio de troca secundário” (Mises) ou um quase-dinheiro (Rothbard).

Por outro lado, Graf levanta um ponto interessante: “Se dinheiro é definido como meio de troca universalmente aceito, então temos que qualificar o universalmente”. Porque, se dissermos que dinheiro é o meio de troca “mais” universalmente aceito, “então certamente não chamaríamos Bitcoin de dinheiro”, conclui Graf, adicionando que “tampouco chamaríamos Pesos Mexicanos de dinheiro dentro dos Estados Unidos”. Entramos em uma área cinzenta, sem dúvida, mas há mérito no seu ponto. Graf concede que a única razão — ainda que passível de debate — para não chamar Bitcoin de dinheiro ainda, reside no fato de que, “aparentemente, muitos usuários ainda enxergam os bitcoins através da lente da taxa de câmbio em relação às suas moedas locais”.

Em contrapartida, Frank Shostak afirma que Bitcoin “não é uma nova forma de dinheiro que substitui formas antigas, mas na verdade uma nova forma de empregar dinheiro existente em transações. Uma vez que Bitcoin não é dinheiro de verdade, mas meramente uma nova forma diferente de empregar a moeda fiduciária existente, ele não pode substituí-la”.

Contrariando Shostak, Bitcoin é um novo meio de troca, sim, ainda que não universalmente aceito. Ele é o que Mises classifica como dinheiro commodity. Mas não no sentido material como normalmente se entende, e sim no sentido de “dinheiro coisa” ou “dinheiro de fato” — exatamente nos termos de sua obra prima original em alemão, Theorie des Geldes und Umlaufsmittel (The Theory of Money and Credit). Dinheiro commodity em alemão é “Sachgeld” (sach=coisa, geld=dinheiro). Logo, como brilhantemente elucida Graf, “uma unidade bitcoin é o próprio meio de troca, é o dinheiro”.

Já Nikolay Gertchev oferece uma crítica sob uma ótica distinta, alegando que “não podemos ter um dinheiro que dependa de outra tecnologia (internet)… Bitcoins jamais atingiriam o nível de universalidade e flexibilidade que o dinheiro material permite por natureza. Portanto, no livre mercado, dinheiro commodity, e presumivelmente ouro e prata, ainda tem uma vantagem comparativa”. Será que Gertchev tem razão?

No próximo artigo trataremos dessa questão, buscando descobrir se o Bitcoin tem potencial para ser um meio de troca inclusive melhor que o ouro ou o papel-moeda fiduciário.

Leia aqui a segunda parte da série Bitcoin.

Artigo originalmente publicado em O Ponto Base



[1] Não faz parte do escopo desse artigo fazer uma descrição profunda e detalhada da tecnologia e da linguagem de programação do projeto Bitcoin. Ademais, encorajo aqueles que estão lendo sobre Bitcoin pela primeira vez que parem, assistam a alguns vídeos ou leiam artigos sobre o tema e retornem após deter um mínimo de conhecimento sobre Bitcoin. Indicações de leitura logo abaixo. Estou longe de ser especialista em linguagem de programação e na tecnologia que viabiliza esse projeto.

Material introdutório ao Bitcoin:

Bitcoin Brasil 

Artigos no Instituto Mises Brasil

Vídeo do Dâniel Fraga que explica como adquirir bitcoins

Maiores informações técnicas sobre Bitcoin:

Bitcoin Wiki

Bitcoin.org

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101 comentários em “Bitcoin: o nascimento do dinheiro (Parte 1)”

  1. Espero que o Bitcoin se beneficie com avanço dos pagamentos via smartphone.

    É difícil prever quando as grandes empresas vão começar a aceitá-lo.

  2. Quanto à crítica de Nikolay Gertchev, acredito que o Bitcoin é tão digital quanto o dinheiro que temos nas nossas contas bancárias hoje em dia, só que com uma vantagem, O Bitcoin não provocará bolhas enquanto qualquer usuário puder saber quantos bitcoins existem no total, e por cada unidade de bitcoin ser criptografada ele se torna mais seguro que um papel impresso ou que um mero digito no banco, pois nenhuma das modalidades tem lastro real.

  3. Imagino que em futuros artigos será tratado disso, mas acredito que é só questão de tempo até o governo proíbir os bitcoins, se a moeda se tornar popular. Além da já existente lei de curso forçado do Real, o governo poderia alegar, por exemplo, que os bitcoins são usados para transações criminosas, como para negociar material de pedofilia, e com base nisso proibir a prática (Da mesma forma como tem feito com as armas de fogo). Ainda que não seja possível rastrear transações P2P envolvendo bitcoins, o governo poderia impor sanções pesadas sobre qualquer empresa legalmente constituída que passe a aceitar bitcoins em transações, ou mesmo confiscar os produtos que tenham sido negociados via bitcoins e enviados pelos correios. Em último caso, poderiam até mesmo criminalizar a simples posse de bitcoins.

    Não podemos esquecer que a moeda fiduciária de curso forçado é um dos instrumentos mais importantes do estado. É pouquíssimo provável que os políticos e burocratas abram mão disso sem lutar.

  4. Uma dúvida sincera: o que aconteceria se o governo federal simplesmente proibisse as transações com bitcoins?

    Não é difícil imaginar que o sucesso do bitcoin seria visto pelos cabeças-de-bagre (do PT ou do PSDB, tanto faz) como uma ameaça ao Estado.

    Aí, seja com base na “função social da propriedade” (art. 5º inc. XXIII da CF) ou por qualquer outra fundamentação (“faço porque posso”), eles poderiam simplesmente proibir ou até criminalizar o uso de bitcoins (enquadrando as transações em bitcoins como, por exemplo, lavagem de dinheiro: o que dá penas de prisão altíssimas).

    Se fizessem isso, o que ocorreria com o mercado?

    E, supondo que haja uma saída caso a medida do governo brasileiro fosse isolada, o que aconteceria se também os EUA, a União Européia, o Japão e até a China seguissem a onda de criminalizar o bitcoin?

    Com base no que vocês conhecem da imbecilidade dos governos (especialmente do NOSSO governo), vocês enxergam esse risco como real?

    Será que o sucesso do bitcoin pode selar o seu fracasso?

  5. Se ele quer dizer que o teorema da regressão está errado, isso é até aceitável,afinal se está errado ou não o tempo vai provar, agora falar que bitcoins tinham alguma utilidade antes dos primeiros serem vendidos, é chamar todo mundo de burro.

  6. ‘O que importa não é o porquê, mas sim o fato de que houve demanda real por bitcoins’

    Quem foi que disse? Entender o porquê é importante sim, e não só pro bitcoin mas pra tudo no mundo.

  7. Caro Pedro Ivo:

    Interessante seria deixar o estado e sua “insaciável gula extorsiva” de fora dessas transações. Já poder excluir o BTC do âmbito de manipulação dos “shadow money lenders” (futurefastforward.com/) seria um grande passo;se o estado puder ser afastado de obter “sua parte” nessas transações, seu tamanho diminuiria, certamente. Maa, primeiro deixemos o BTC evoluir e o Ulrich concluir seu artigo…

  8. Continuo com a visão que o bitcoin é uma esquema de pirâmide, pois não existe uso geral do bitcoin como mercadoria, que é o ponto do teorema da regressão.

    Mas, cada um faz com seu dinheiro o que quiser, e existem peixes maiores pra fritar. Boa sorte pra quem quiser investir no bitcoin.

  9. O que impede usarem a mesma tecnologia e lançarem uma nova moeda do tipo Bitcoin ?
    Porque isso não foi feito ? Ou porque ninguem fala disso ?
    E se uma grande empresa (Google ?) resolver lançar sua moeda digital ?

  10. É a tecnologia resistindo à coerção antilibertária do governo, diminuindo o roubo que o governo aplica extorquindo ao produto do trabalho do individuo, que só pertence a este individuo.

  11. Mercado de Milhas

    É óbvio que contraria o teorema da regressão de Mises.
    Bitcoin é mercadoria ? Nunca foi nem será.

    Essa idéia de Mises é simplesmente um chute histórico. Claro que pode surgir dinheiro do nada. Ainda mais no mundo atual em que a população é fiel aos governos.

    A troca de moedas e corte de zeros já desmentiram essa idéia tola. Antigamente sim, hoje não.

  12. SIM, veja:

    Pedro Ivo 22/04/2013 13:09:24

    Se surgirem softwares de pagamento via smartphone em Bitcoin (ou se já existem) os pagamentos podem ser feitos entre usuarios do Bitcoin. Um médico pode cobrar a consulta em Bitcoin, um serralheiro por um portão, um agricultor por sacas de feijão, o locador aceitaria o aluguel em bitcoins. Daí a empresas grandes aceitarem é um pulinho.

    E o smartphone é só uma das plataformas possíveis. Eu compro livros pela internet, por ex.. Poderia efetuar o pagamento em Bitcoins via email. Ou tantas outras coisas seriam transacionadas com pagamento via email graças ao Bitcoin.

  13. Andre Cavalcante

    Talvez as pessoas ainda não perceberam o quão é original a ideia do bitcoin.

    Quando se fala em software, há duas coisas embutidas: o desenvolvimento do software e o uso do software. O desenvolvimento, em geral, custa muito caro e demora um bom tempo.

    Entretanto, uma vez desenvolvido o software, sua existência física é através de um (ou mais) arquivo(s) executáveis em uma plataforma. Ora, o que faz o software útil é o fato de que o mesmo arquivo pode ser copiado e executado em uma outra máquina. É aí que está o ganho do software: custa muito o desenvolvimento, mas uma vez desenvolvido, se ganha a partir de meras cópias. Também o que os softwares geral em termos de informação: códigos, dados etc., estando em um computador podem ser copiados.

    Como tal, software não é e nunca poderia ser uma commodity, pois não carece de algo essencial no conceito de commodity: escassez.

    Por outro lado, bitcoin foi concebido para ser escasso. Foi o primeiro software que genuinamente criou um conjunto de bits eletrônicos que não podem ser copiados (até podem, mas a rede detecta a fraude).

    E mais, a rede gera e distribui bitcoins de maneira absolutamente previsível e de forma absolutamente distribuída. Isto é, não se tem uma entidade centralizada gerindo a criação e distribuição da moeda. Isto é inédito no mundo (ao menos em nossos tempos de estado moderno).

    E sim, tem potencial de desestabilizar o sistema que aí está. Agora, se vai ou não, é outra questão.

  14. nao entendo muito do tema mas o Gertshev comete uma falha logica…

    o bitcoin depende da internet? sim…

    mas o ouro depende da mineração

    nao vejo pq o fato de uma moeda depender de uma tecnologia pre-existente a desqualifica como dinheiro.
    nao há relação entre uma coisa e outra, deve haver apenas escassez dos recursos usados, divisibilidade, homogeneidade e demanda genuina…

    se eu estiver errado alguem me corrija por favor

  15. Thank you for quoting my master’s thesis, it’s good to see that people all over the world are starting to take Bitcoin seriously and trying to understand it. And your second article where you analyse my thesis in more detail looks like I was successfully able to communicate my ideas.

  16. Empolgante e muito engraçada esta discussão sendo lida hoje. Ah como eu queria ter conhecido este ativo digital em 2013… que será em 2022 caro leitor?

  17. Investidor cauteloso

    Que absurdo intelectual…

    Qualquer um que investiu ao ler esse artigo 10% do patrimônio todo mês está milionário, talvez bilionário…

    Kkkkkkkkkkkk

    Agora se os EUA hipoteticamente voltar ao padrão-ouro com um cripto dólar, reduzir seu orçamento e acabar com o FED, e logicamente com a expansão monetária…

    supostamente o que acontece com o Bitcoin?

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