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Jim Rogers sobre o ouro e a agricultura mundial

Jim Rogers é famoso não apenas por sua presciência em relação ao colapso econômico global e ao boom das commodities, mas também, principalmente, por seu histórico como investidor.  Fundador, ao lado de George Soros, do hedge fund Quantum Fund, Rogers obteve miraculosos 4.200% de retorno durante um período de 10 anos, ao passo que a S&P 500, nesse mesmo período, obteve apenas 47%.

Em outubro de 2012, o lendário gestor fez uma previsão a respeito dos preços do ouro que deixou vários entusiastas do metal balançando negativamente a cabeça, descrentes.  Embora Rogers tenha admitido que ele não iria de modo algum vender nenhum de seus ativos metálicos, ele previu uma consolidação e uma correção de curto prazo nestes mercados.


Prevendo este declínio de curto prazo, Rogers alertou que o ouro já vinha subindo ininterruptamente há doze anos consecutivos, uma tendência sem paralelos.  Isso foi no ano passado.


Na semana passada, sua previsão se concretizou, e o ouro e a prata sofreram um enorme baque.  Como resultado, o preço do ouro está hoje aproximadamente 30% menor em relação ao ápice atingido em agosto de 2011.


De acordo com Rogers, os preços do ouro podem cair ainda mais.



Continuo tendo ouro em minha carteira, não vendi um só grama do metal e comprarei ainda mais sempre que o preço cair.  O ouro subiu durante 12 anos seguidos, sem que houvesse um único ano que tenha sido pior que o anterior.  Isso é extremamente atípico; desconheço qualquer outro ativo na história que possua esse histórico.  Pode ser que haja, mas eu desconheço.


Durante esses 12 anos, o ouro teve somente uma correção de 30%.  Há algo de errado aí.  O ouro estava excessivamente na moda, estava forte demais e cheio de seguidores entusiasmados.  Por isso está tendo essa forte correção agora, algo que considero normal.  E espero que essa correção continue, de modo que ela possa dar uma sacudida naquelas pessoas — aventureiros, modistas e desinformados — que não deveriam estar no mercado de ouro.  Quando o mercado se livrar destas pessoas, o ouro atingirá um piso, e então voltará a subir.


Não sei qual será esse valor mínimo, pode ser uma queda de 40%, de 50% ou até mesmo de 60%.  Ou pode ser que já tenhamos atingido o nível mínimo.  Esse tipo de correção é normal, não é nada atípico.  Aliás, eu saúdo esse tipo de correção.


A minha previsão é que o ouro não apenas voltará a subir, como também subirá bastante nas próximas décadas, chegando a valores bem mais altos que os de agosto de 2011.  Mas tal processo não ocorrerá — e nem poderá ocorrer — sem que haja correções normais.  


Rogers citou quatro forças essenciais que geraram a acentuada redução no preço do ouro vista na semana passada:



1) A Índia elevou sua tarifa de importação de ouro de 4% para 6%, o que restringiu a demanda por ouro naquele que hoje é o maior mercado mundial do metal.


2) Analistas técnicos e estudiosos das tendências dos preços vinham afirmando repetidamente que os preços do ouro cairiam.


3) Muitos proprietários da moeda digital Bitcoin também possuíam ouro.  O colapso do Bitcoin ao longo das duas últimas semanas desencadeou uma venda de ouro por parte dessas pessoas.


4) A exigência da Alemanha para que o Chipre vendesse parte de seu ouro para arrecadar euros — e com isso aliviar preocupações geradas pela dívida do país — ajudou a intensificar a queda nos preços do metal.


Naturalmente, Rogers pode se regozijar com o momento.  Sua previsão foi certeira.


Mas é a segunda parte da sua recomendação de outubro que merece atenção, muito embora ela não tenha recebido tanto alarde quanto a previsão do ouro.  Ao mesmo tempo em que ele alertava sobre o ouro e a prata, ele também dizia que havia uma enorme oportunidade na agricultura e nos mercados de soft commodities, como café, cacau, açúcar, milho, trigo, soja e frutas. 


Para qualquer um que esteja prestando atenção, o setor agrícola permanece sendo uma área primordial em um mundo cujos fundamentos mais óbvios apontam para sérios problemas no horizonte no que concerne à oferta de alimentos.


Preocupação nos mercados agrícolas globais


Com efeito, Rogers tem sido o exército de um homem só em sua cruzada para alertar sobre a deterioração do estado do setor agrícola.  Segundo ele, a idade média dos agricultores ao redor do mundo está em níveis historicamente altos, e não se vê pessoas jovens entrando nessa indústria. 




A idade média do agricultor americano é de 58 anos.  No Japão é de 66 anos.  Há mais gente estudando relações públicas do que agronomia.  Os velhos estão morrendo ou se aposentando, e os jovens estão estudando outras coisas.  Há cada vez menos capital e menos recursos humanos sendo direcionados para o setor agrícola.  O futuro aponta para uma restrição na oferta.


A teoria básica de Rogers é bem simples: a demanda por alimentos está muito maior do que a oferta de alimentos, os agricultores continuam se aposentando ao redor do mundo, há mais agricultores saindo do que entrando no mercado, e os estoques globais de ração estão em níveis historicamente baixos.  Tudo isso aponta para preços mais altos no futuro.


Acrescente a este cenário as prolongadas preocupações quanto à seca paralisante ocorrida na última safra americana e uma potencial escassez de comida no futuro, e você entenderá por que o milho foi o ativo que apresentou um dos maiores desempenhos no segundo semestre de 2012, algo que provavelmente continuará assim por boa parte desta década.


E não são apenas investidores que estão apontando os motivos para um encarecimento dos alimentos no futuro.  De acordo com a ONU, a população mundial, que hoje é de 7 bilhões, chegará a quase 9 bilhões em 2040.


O verdadeiro propulsor da demanda por alimentos advém dos crescentes salários globais e do fato de que a classe média se expandirá em três bilhões de pessoas, o que significa um crescimento exponencial na demanda por alimentos.


De acordo com estimativas da ONU, o mundo necessitará de um aumento de 50% na produção de alimentos, de um aumento de 45% na produção de energia, e de um aumento de 30% na oferta de água.  Mas ao passo que esses problemas podem assustar o cidadão comum, tais preocupações sempre foram aliviadas pela resiliência e incomparável capacidade do setor agrícola em inovar para se adequar a novos desafios.


E há várias outras maneiras de ganhar dinheiro com estas tendências do que apenas comprando terras.  Não é apenas a produção de grãos que oferece aos investidores uma oportunidade de ganhar dinheiro com terras.  O setor agrícola é altamente consolidado com várias empresas especializadas que dão ênfase à inovação tecnológica a fim de suprir a crescente demanda por alimentos.


Com a demanda por carne em alta, a indústria de nutrição animal tende a ser um bom investimento.  Empresas com especialidade em nutrição animal desempenharão um papel essencial em atender o florescente mercado asiático, onde uma transição no padrão alimentar e uma crescente classe média estão gerando uma explosão na demanda por suínos e outros produtos à base de carne.


Mais da metade dos suínos de todo o mundo — aproximadamente 476 milhões — estão na China, e a produção de suínos é hoje algo tão dominante na dieta chinesa, que o governo chinês criou uma reserva estratégica de suínos junto às suas reservas estratégicas de petróleo e grãos.


À medida que a demanda mundial por alimentos tiver seu crescimento puxado pelas economias emergentes — principalmente Brasil e China –, o preço das commodities agrícolas só tem um caminho a seguir: para cima.


Não, você não pode comer ouro.  Mas você pode investir em agricultura e auferir grandes lucros à medida que a demanda ultrapassar a oferta nos mercados agrícolas globais.


 


Reportagem do site Money Morning


 

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54 comentários em “Jim Rogers sobre o ouro e a agricultura mundial”

  1. Leandro, esta informação de que há 476 milhões de suínos no mundo está certa? Já li que porco é a carne mais consumida no mundo, mas sei que só no Brasil há 220 milhões de bovinos. Há tão poucos porcos no mundo?!

  2. Há tempos ele vem falando essa tese. Acho que faz sentido. Porém, há sempre o risco de a tecnologia surpreender, como sempre, e aumentar ainda mais a produtividade por homem no campo.

    Aqui no Brasil, acho que estamos muito lonte da escassez de mão de obra. Porém, gostaria de apostar na tese dele, mas acho que há poucas empresas honestas e eficientes na bolsa. Predominam os frigoríficos e as empresas de álcool/açucar. O que acham?

  3. “O verdadeiro propulsor da demanda por alimentos advém dos crescentes salários globais e do fato de que a classe média se expandirá em três bilhões de pessoas, o que significa um crescimento exponencial na demanda por alimentos.”

    Uma oferta de alimentos adequada me parece pressuposto para que alguém saia da pobreza. É uma condição. Não entendo como três bilhões de pessoas famintas formariam uma classe média; – e se não há como alimentá-las dignamente, então como assumir que eles ingressarão na classe média?

    Já esse problema de agricultores estarem velhos e se aposentando acho meio estranho. “Vejam, ninguém está percebendo, mas a produção vai morrendo aos poucos com isso”, ele sugere. Quer dizer que o infalível sinal do mercado – o preço – não ligaria o alerta e o mundo seria surpreendido da noite pro dia pela escassez? Que, com o aumento da população, ninguém veria na tendência de alta dos preços oportunidades de negócio? O que estarão fazendo os empreendedores? Se arriscando na bolsa ou em mercados menos promissores? Não creio.

    Se esse é o caso, então estariam certos aqueles que pedissem por intervenção e regulação por parte dos governos, para garantir a produção de alimentos no mundo.

    A ameaça real que vejo é os governos atrapalharem a produção através de leis de preservação ambiental exageradas.

  4. E é exatamente a isso que me referi:

    “Claro que é provavelmente existira um ‘gap’ entre a percepção dos preços mais elevados, o início dos investimentos e o resultado destes investimentos, o que fará os preços dos alimentos dispararem por um certo período.”

    Concordo.

  5. Claro que minha sugestão era uma ironia, uma provocação.

    “O infalível sinal de mercado, os preços, irá se manifestar. Porém, ao contrario do que você dá a entender, produção e mão-de-obra agrícola não surgem do dia para a noite, ao sabor da variação de preços.”

    Mas entendo que a variação de preços – me refiro apenas àquela que será causada pela escassez – também não pode acontecer da noite pro dia. A variação de preços na tua ênfase é aquela oscilação de curto e médio prazo, devido a secas, etc. Não é a isso que me refiro. Da tua frase se infere que a produção e a mão-de-obra agrícola não surgem de uma hora pra outra, mas um desequilíbrio estrutural na oferta de alimentos sim? Então o sistema de preços não funciona bem nesse mercado?

    A ameaça real que vejo é a obstrução dos governos chegar ao ponto de impossibilitar o equilíbrio entre oferta e demanda, mas não aumento da população ou da classe média. A isso o mercado se adapta, sempre o fez.

    “Por que estariam na agricultura agora se, neste momento, ela é um péssimo negócio (com secas e regulamentações ambientalistas)?”

    Apesar dos transtornos impostos pelo governo, esse péssimo negócio bateu recorde de produção de grãos no Brasil em 2013 ao invés de encolher. Que alguém se mantenha ou ingresse nesse setor da economia só pode ser explicado pelos preços. Talvez seja arriscado empreender ali atualmente, mas na medida em que a necessidade começar a fazer o preço dos alimentos subir a margem de lucro começará a compensar novos investimentos.

  6. Leandro, o que acha da fala de Warren Buffet nesse artigo?

    Ele diz:

    "(O ouro) é cavado nas terras da África, ou em outro lugar. Então nós o derretemos, cavamos outro buraco, os enterramos novamente e pagamos uma pessoa para ficar em volta guardando-o. Não tem nenhuma utilidade. Qualquer um assistindo de Marte estaria coçando a cabeça".

  7. Óbvio que eu sou um ninguém para discordar do Jim Rogers… mas acho que ele viajou no que ele disse ai quanto aos fazendeiros.

    Fico perguntando quanto do que comemos é feita por agricultores de meia idade, ao invés de grandes corporações. No Brasil ao menos, eis a Sadia, JBS, Marfrig e muitas outras que eu com certeza não conheço de arroz, milho, feijão, etc… que estão muito além dessa do tiozinho se aposentando.

    Sem somar ganhos de produtividade e novos arranjos empresariais, vacinas e etc.

  8. [Off-Topic]
    Lula escreverá para o New York Times:

    tnonline.com.br/noticias/politica/4,183689,23,04,lula-vai-ser-colunista-mensal-do-new-york-times.shtml

    Então, Leandro, será que agora o Paul Krugman terá um competidor digno na quantidade de besteiras ditas?

  9. Helio Angelo Junior

    O ilustre pernambucano Josué de Castro, foi um influente médico, nutrólogo, professor, geógrafo, cientista social, político, escritor, ativista brasileiro que dedicou sua vida ao combate à fome.
    Aos 20 anos formou-se em Medicina.
    Partindo de sua experiência pessoal no Nordeste brasileiro, publicou uma extensa obra que inclui: Geografia da fome, Geopolítica da fome, Sete palmos de terra e um caixão, Homens e caranguejos. Exerceu a Presidência do Conselho Executivo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), e foi também Embaixador brasileiro junto à ONU.
    À partir de 1932, lança uma série de livros sobre a fome, sendo ignorado por muitos intelectuais até os dias de hoje, porém ao ler o artigo, vejo que o ilustre conterrâneo estava correto em suas afirmações. O agricultor se aposenta e não há reposição de mão de obra nessa área, enquanto isso, a população só aumenta, como dizia Josué, a população aumenta à níveis geométricos, enquanto que os alimentos aumentam a níveis aritmétricos. Até agora, Josué foi ignorado, pois o gráfico de linhas da equação geométrica ainda não ultrapassou o de alimentos, quando isso acontecer, aí sim, dirão: “Josué de Castro estava certo, já havia falado e provado isso em 1932”. O problema que vejo na questão, é a de sempre e que já foi extensivamente comentado no site, a intervenção do Estado na Economia, prejudicando-a.
    Morei por vários anos no Estado do Paraná e fiquei surpreso com a fartura de alimentos baratos à mesa paranaense, a lógica deles é a seguinte: “Alimentar a população com tudo o que o Estado do Paraná pode prover e depois exportar o excedente”. Os agricultores são reunidos em cooperativas e assim aumentam o seu lucro, estimulando a atividade.
    A superpopulação foi também explicada por Josué de Castro, no livro geopolítica da fome em 1951, onde demonstrou os vários fatores biológicos, geográficos, culturais e políticos pelos quais a fome gera a superpopulação.
    Nos resta apenas estudar o passado, para não cometer os erros do passado no presente!!!

  10. Falar em segurança alimentar, produção agropecuária e FOME, sem considerar a origem e a evolução da agricultura – Vale do Tigre, Egito, França, Portugal e, claro, China; é, no mínimo, primário.
    O Agribusiness, neófito capitalista, gerado no pós-guerra e sob a égide da globalização, não tinha, tampouco desenvolveu, o "gene" do altruísmo em seu DNA. Ao tentar fazê-lo através da manipulação genética, ou melhor, econômica, dando-lhe uma aparência "humanizada", os economistas, brookers e CEO's, criaram uma entidade sem identidade própria.
    Hoje, na maioria dos debates internacionais que defendem a "segurança alimentar", o Agribusiness é visto como um dragão prestes à insurgir-se contra seus criadores.
    Ora, as commodities nunca tiveram a função de garantir a segurança alimentar, seu papel é capitalizar e financiar o complexo agropecuário, além de garantir-lhe um lugar cativo na administração do Capital.
    O equivoco deve ter sido tentar transformar todos os camponeses do mundo, em empresários agrícolas, prometendo-os uma migalha do "bolo".
    Em 2015, aniversário de 30 anos da Perestróica, além de algumas centenas de milhares de bilionários e milionários, o que temos a comemorar são a falência das milenares Grécia. Portugal, Espanha, Egito e Bulgária. E, mais preocupante, a extinção das sociedades rurais (camponesas, tradicionais, turísticas e as auto-sustentáveis) na Europa, China, Japão, Rússia, Polônia, EUA, CA, e, no Brasil.
    Convencido de que produzir alimentos é um DOM, e commodities uma OPÇÃO, além de corroborar com a posição de Rogers, temo que o futuro seja bem mais sombrio.

  11. ok, independente da quantidade de agricultores diminuindo temos um grande fato:

    – Pessoas querem viver melhor, comer melhor e ter mais conforto ao redor do mundo

    a primeira coisa geralmente que acontece quando se aumenta a renda é comer melhor

    (sei minha esposa preferiria uma bolsa melhor mas a maioria não pensa assim) rs rs

    – O número de terras com produtivas é limitado, algumas somente se tornaram produtizas

    com pesados investimentos (o que seria possível se os preços subirem, algumas nem com isso)

    – Não basta ter terra, vc tem que ter sementes boas, agua, energia (eletrica e diesel)

    dito isso, penso que as oportunidades de investimento estariam em

    – Empresas de agronegocio (excluo aqui as de etanol)
    – Alimentos processados
    – Fertilizantes e seus insumos
    – pretoleo e energia

    o que os colegas ddo fórum acham dessa tese ?

  12. Dezio Ricardo Legno

    O Malthusianismo nunca desapareceu.
    Todas a comodities, não somente os alimentos, fazem parte dessas declarações de que a quantidade produzida não será suciente e a escassez elevará seus preços (outras catástrofes poderão ocorrer segundo eles).
    Sucede que Malthus não contava com as revoluções tecnológicas.
    Lembram-se das previsões catastróficas dos anos 70/80 sobre o fim do petróleo já em 2020 ?
    O que aconteceu foi justamente o contrário. As resevas de hidrocarbonetos estão é aumentando. Vide o shale gas nos USA. E foi a tecnologia de ponta que permitiu essa virada.
    O mesmo acontecerá com os alimentos. Engenharia genética, adubos mais baratos e eficientes, produção em estufas sem a necessidade de grandes extensões de terra, equipamentos de manejo robotizados e assim por diante.
    Previsões essas, creio eu, menos fantasiosas que a do Jim Rogers.
    O ouro provavelmente é escasso e finito no planeta. Porém os outros ítens dependem da ação humana.

    Creio que como especulador, quando declara alguma coisa certamente está pensando em sua carteira.

    Prever o futuro é f… .

  13. Ouro barato é ouro de tolo? Há quem diga dizendo que o Fed esculhambou o mercado de ouro, posto que está adotando a prática de “reservas fracionárias de ouro”, ou seja lá como se denomine isto, acabando com a última moeda confiável.

    Dado que, se de fato o Fed está manipulando o preço do ouro, e, visto que conserva em seus cofres toneladas de ouro de muitos outros países (Brasil incluso, se não me engano), comprar ouro não físico, e simplesmente uma cartela do banco dizendo que você possui determinda quantia de ouro depositada no banco, seria basicamente comprar um título ou adquirir uma moeda que pode estar sendo totalmente desvalorizada (ouro de tolo?).

    Sabendo desta prezepada, muitos investidores estariam exigindo o ouro físico, de verdade, e, por este, estaria sendo cobrado um ágio (preço real, mais caro).

    Além disto, tem banco europeu dando calote em investidor, visto que aparentemente não possuem a quantidade de ouro que dizem possuir.

    Sendo assim, há que se ver se Rogers, do artigo acima, está propagandeando um investimento furado, dado que ele não apontou em seus motivos para a diminuição do preço do ouro algo que evidentemente deve estar careca de saber: que este ouro, mais barato, é falso – é ouro de tolo.

    Este assunto pode e deve render um artigo do IMB, dado que se este site é totalmente contrário ao sistema bancário de reservas fracionárias, o que dizer de sistema de reservas fracionárias de ouro? Será alguma piada que escutei ou isto pode proceder?

  14. Não sei se esse é o artigo mais indicado para perguntar: algum dos leitores investe/aplica no mercado de prata? Qual seria a diferença entre um e outro? Tenho lido que há possibilidade da prata física sofrer grande elevação de valor no futuro.

  15. Leandro, você tem ideia se essa fraude toda das reservas fracionadas algum dia vai dar numa grande crise? e se der, todos iriam para o ouro certo? e o ouro se valorizaria certo? entao agora no presente é interessante eu comprar muito ouro? espero a resposta…

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