Você
já observou a existência de um padrão ao lidar com qualquer aspecto do governo
em praticamente qualquer nível? Sim,
todos nós já. Sempre há uma mesma
mentalidade em cena. A seguir, a minha tentativa
de enquadrá-la e identificar suas principais características.
A
experiência nos mostra que, se algo tem tudo para dar totalmente errado, fazer
você perder tempo, aborrecê-lo, atacar sua dignidade e, no fim, se comprovar
totalmente inútil e ineficiente em realizar o que havia sido proposto, então há
uma ótima chance de esse algo envolver o governo.
A
sociedade que está fora do âmbito estatal possui forças corretivas em constante
funcionamento. As coisas não são perfeitas,
é claro, mas ela geralmente sempre está se esforçando para aprimorar. Porém, com o estado, tudo parece estar encravado
em um padrão de fracasso total. Ao
lidarmos com serviços estatais, o que vemos é incapacidade e incompetência em
todos os níveis. Na melhor das
hipóteses, o governo faz coisas ignaras; na pior, faz coisas indescritivelmente
horríveis.
Apenas
pense nas coisas que você tem de tolerar resignadamente quando lida com
operações estatais, seja nas repartições públicas, seja nos aeroportos, seja
com os Correios, seja com a Polícia Federal, seja com a Alfândega, seja com o
DETRAN, seja com a Receita Federal.
Pense também nas estultícias que você tem de tolerar para cumprir todos
os ditames impostos pelos ministérios do Trabalho, da Saúde, dos Transportes e
da Cultura, para não mencionar em todo o inferno gerado pelas leis e
regulamentações impostas pelas agências reguladoras, cuja única função é tolher
a livre iniciativa dos cidadãos e restringir o mercado em prol de poucas
empresas favorecidas, sempre em detrimento de nós consumidores.
Eis
a questão. A característica distintiva
do estado é a sua arrogância, a presunção de estar sempre no controle de tudo,
e a maneira como ele utiliza a força para exercer esse controle. Porém, este não é todo o problema com o
estatismo. Tal característica leva a
várias outras feições que fazem parte daquilo que podemos chamar de ‘maneira
estatista de pensar’. Tudo se resume a
um estilo de comportamento permitido pelo poder absoluto, o que significa a
total ausência de qualquer restrição ou de medidas corretivas.
O
mercado e a ordem voluntária possuem embutidos em si estruturas que impedem que
os vícios e a inerente estupidez humana dominem o sistema. O mesmo não é válido para o governo. O governo constrói ao redor de si várias
muralhas protetoras que proíbem o ingresso de medidas que manteriam ideias
totalitárias e estúpidas totalmente acuadas.
Portanto,
quais são as características desta maneira estatista de pensar, a qual parece
ser generalizada nas instituições governamentais? Baseando-me em minhas influências habituais
(Nock, Mises, Rothbard, Hayek), vejamos como você também pode pensar como se
fosse o estado.
1. Presuma
que todas as coisas importantes e valiosas já são conhecidas. Isso inclui os objetivos e as maneiras de se
atingir este objetivo. O estado apenas
pressupõe que a sociedade deveria funcionar de uma certa maneira e então
imagina um formato predeterminado para ela.
E ele sabe disso com absoluta certeza.
Não há nenhum processo, nenhum desenrolar que gere resultados inesperados. O estado está tão certo de qual deve ser a meta
a ser alcançada pela ordem social, que ele nunca tem de explicar ou justificar
sua percepção.
Ele
sabe a correta distribuição de renda entre as classes, o número exato de
empresas que cada área da economia deve ter, o tamanho que cada uma pode ter, o
preço correto de cada bem e serviço, o que você pode ingerir, o que é justo e o
que é injusto. Ele sabe quando a
economia está crescendo muito e quando está crescendo pouco. Ele sabe quais indústrias devem receber
subsídios, quais devem ser protegidas para sempre e quais devem estar sujeitas
à concorrência. Ele sabe o que é bom
para você e o que não é.
Como
não há incertezas na mente estatista, não há por que se esforçar, buscar
descobertas ou ter imaginação, coisas que só se revelam ao longo do tempo por
meio de processos de tentativa e erro.
Não há necessidade de escutar, aprender e se adaptar. O estado jamais duvida possuir os meios para
se alcançar tais objetivos. Apenas
desejá-los já basta para que eles ocorram.
Sua onisciência é acompanhada da onipotência.
É
por isso que não há arrogância no mundo igual à arrogância estatal. Por outro lado, qualquer indivíduo ou
instituição também pode adotar este lamentável hábito mental: administradores,
pais, familiares, clérigos, profissionais liberais e trabalhadores
assalariados. No entanto, fora do estado
e das muralhas de proteção que ele constrói ao redor de si, a realidade sempre
revida e pune. A realidade é incerteza,
mudança, surpresa, inovação, adaptação.
Os mercados dão vida a estas forças, ao passo que o estado, de forma
absoluta e por total necessidade, as esmaga.
2. Presuma
que o caminho para a vitória deve ser pavimentado pela coerção. Esta característica da mentalidade estatista
é explícita em todo e qualquer grande programa estatal de alcance
nacional. Discordar é ser a favor do
atraso. Desnecessário dizer que nunca há
nada de errado com os planos e políticas estatais. A única coisa que pode afetá-los e atrapalhar
os resultados são aqueles indivíduos e empresas insolentes que se atrevem a não
mostrar o devido respeito aos planos dos burocratas e à inquestionável
autoridade destes. Sendo assim, só há
uma forma de fazer com que todos ajam da maneira esperada: mostrando aos
inferiores quem é que manda.
Todas
as agências e ministérios estatais pensam assim. Sem exceção.
A coisa vale tanto para a economia quanto para hábitos pessoais. Se algo é ruim, como utilizar drogas ou
beber, então a solução parece óbvia: aumentar as penalidades para os infratores. Nenhuma punição jamais será excessiva. Quanto mais dura for a punição, maior será o
desestímulo aos novos infratores — ou assim crê o estado. Da mesma maneira, nunca haverá autoritarismo
o bastante, nunca haverá um suficiente número de burocratas encarregados de
fazer as pessoas obedecerem ao estado.
Se o governo determina que as empresas devem contratar indivíduos de
determinadas características, ou que elas não podem demitir sob certas
circunstâncias, as punições para os dissidentes devem ser severas.
Mas
será que este caminho pode gerar consequências inesperadas? Podem estas imposições fazer com que os
problemas piorem e criem reações adversas, revoltas e mercados negros? Será que a aspereza pode acabar estimulando
mais pessoas a se juntarem às fileiras dos rebeldes, desestimulando assim a
manutenção das leis? Na maneira
estatista de pensar, nada disso é possível.
Leis e regulamentações são a voz dos deuses, ponto. E o deus estatal nunca está errado. Certamente, este deus nunca, sob hipótese
alguma, admite qualquer erro.
3. Presuma que todas as discordâncias ao
governo equivalem a “torcer contra o país” e ser antipatriótico. Este ponto advém diretamente dos dois
acima. Dado que você sabe de tudo e sabe
que absolutamente tudo é possível por meio da força e da coerção, então resta
óbvio que, caso alguém ouse questionar ou — pior ainda — criticar suas
políticas, tal pessoa só pode ser uma inimiga do estado, do progresso e dos
desvalidos.
Você
é contra políticas industriais? Então
você é um inimigo do bem-estar da nação.
Você é contra medidas autoritárias que visam exclusivamente à
“segurança” da população? Então você
claramente é um encrenqueiro que quer apenas chamar a atenção e desafiar as
autoridades legítimas.
Você
tem dúvidas quanto à eficácia das políticas de confisco e subsequente
redistribuição da riqueza alheia? Acha
que políticas de interação forçada, como quotas, podem gerar consequências
adversas? Então é óbvio que você faz
parte do problema e não da solução.
Na
mentalidade estatista, existem somente dois modelos possíveis de cidadãos bons
e decentes: o servo e o bajulador. Se
você não se enquadra em nenhuma destas duas categorias, então você ou é um
rebelde que deve ficar sob estrita vigilância ou é um traidor que tem de ser esmagado
pelas forças justas e apaziguadoras do estado.
Para
o estado, existe apenas um caminho a ser seguido. Para ele, todas as coisas funcionam bem
porque apenas uma vontade prepondera sobre todos os humanos. Com efeito, é exatamente assim que pensa
qualquer pessoa que raciocina como o estado.
Se não houver um ditador, a sociedade certamente entrará em colapso, e o
caos e a brutalidade reinarão supremos.
O
estado é incapaz de conceber uma verdade sobre a sociedade, aquela que a velha
tradição liberal revelou: a sociedade funciona exatamente porque ela não pode
ser governada por uma vontade suprema. É
o conhecimento descentralizado, disperso entre vários indivíduos, o que cria a
ordem no mundo. É a multiplicidade de
planos, todos coordenados por meio de instituições, o que cria esta organizada
ordem social que possibilita a existência da civilização, e que a permite se
desenvolver e progredir de maneiras sempre inesperadas. A sociedade não precisa de
dirigentes.
4. Presuma que o mundo material vale mais
do que ideias. De novo, isso advém
dos três pontos acima. A característica
distintiva do estado é o seu controle sobre a propriedade física. Ele controla todo o espaço dentro daquelas linhas
do mapa chamadas de fronteira. Dentro
deste espaço, o estado e seus homens armados confiscam a riqueza de seus
súditos. Dentro deste espaço, a vontade
do estado deve reinar suprema, sempre com a devida punição aos dissidentes.
Seu
amor às questões físicas é tão intenso, que em todas as cidades o estado
constrói enormes e imponentes prédios para seus burocratas, além de imponentes
monumentos que glorificam a si próprio.
Ele se refestela em teorias que giram primordialmente em torno de coisas
físicas.
Ele
depende da propaganda e da manipulação cultural, mas tais empreitadas nem
sempre são bem-sucedidas. O estado não
pode controlar as mentes humanas. Estas
são e sempre serão exclusivamente nossas.
Até mesmo em campos de concentração os prisioneiros são livres para
pensar o que quiserem. Todos nós somos,
se assim o desejarmos. Sempre. É por isso que o estado odeia a mente humana
e tudo o que ela produz. A mente humana
e todo o mundo das ideias estão, em última instância, fora do seu alcance.
Ainda
mais incrível é o fato de que todo o mundo físico construído pelo homem começou
com ideias. Da mesma maneira, as ideias
que hoje seguimos são o presságio do mundo de amanhã. E é exatamente por isso que a maneira
estatista de pensar se sente apavorada ao se defrontar com indivíduos de ideias
próprias, indivíduos livres, indivíduos que não fazem concessão aos modismos
politicamente corretos em voga. E é por causa desse pavor que
o estado não consegue pensar visando ao longo prazo.
5. Oponha-se a toda e qualquer mudança não
autorizada de planos. Isto é
consequência dos quatro pontos acima. A
meta a ser alcançada pela ordem social já é sabida pelo estado. Ela pode ser alcançada pela imposição e pela
supressão de dissidentes e pela destruição de ideias novas. A mentalidade estatista não admite
surpresas. Portanto, o melhor a se fazer
é se certificar de que não ocorra nenhuma mudança que não esteja prevista no
modelo.
Pensar
como o estado, portanto, significa deleitar-se no conteúdo de tudo aquilo que
foi imposto no passado e que continua existindo até hoje. Se algo sempre foi uma lei, então é
inquestionável que continue sendo uma lei.
Se algo sempre foi impingido à força, então deve continuar sendo assim
para sempre. Sempre olhe para trás e
mantenha toda a sua estrutura arcaica (ou uma versão mítica dela), e nunca para
frente, imaginando como as coisas poderiam ser.
O estado ama a sua própria história: seus líderes, suas guerras, suas
lendas e suas imposições.
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| Leis estatais |
Esta
propensão para o atraso é algo profundamente arraigado no estado. O grosso de suas leis e regulamentações
diariamente impingidas à sociedade nada tem a ver com os atuais políticos
(contrariamente ao que prometem as eleições).
Elas datam de décadas ou até mesmo séculos atrás. Leis não desaparecem dos livros. Elas apenas recebem acréscimos e vão se
acumulando, como aqueles anéis no tronco de uma árvore. Reforçar o que já existe e colocar
esparadrapos no que é necessário é muito mais importante para o estado do que
admitir e reverter seus erros do passado.
Tão
arraigada é esta ideia que, leis recém-criadas, caso tenham um prazo de
validade, já vêm com uma cláusula que explicita as condições para seu futuro
prolongamento, e esta cláusula normalmente é adicionada apenas para comprar
votos. E, praticamente sem exceção, quando a data da expiração chega, a lei a
renovada. Quando, por algum milagre, uma
política ruim, que nunca sequer deveria ter sido criada, é abolida, trata-se de
um evento grandioso. Os súditos
comemoram o fim de algo cuja criação não teria sido tolerada por nenhum ser
realmente livre. Pense na significância
épica do fim da escravidão ou da lei seca.
Estas são exceções que apenas confirmam a regra.
Esta
última feição do pensamento estatista é a mais mortal para a civilização. Mudanças são a fonte da vida e do
desenvolvimento de uma sociedade. Com o
tempo, surgem novas pessoas, novas ideias, novos gostos, novas preferências,
novos estilos de vida, novas tecnologias.
A humanidade tem uma propensão a querer aprimoramentos, e isso requer
jogar fora tudo o que é antigo, ruim e que não presta. Já o estado utiliza todo o seu poder para
sustentar e reforçar o passado, e, para isso, invoca uma batalha diária contra
o progresso.
Se
você de fato compreende as características acima citadas, então você de maneira
alguma se surpreende com todos os aborrecimentos, frustrações e chateações
impostas diariamente por reguladores, burocratas e políticos. O estado possui um distúrbio de
personalidade, distúrbio este oriundo de seu status monopolista e de suas
táticas coercitivas. Este distúrbio não
é exclusivo do estado. Você
provavelmente reconhece ao menos alguns destes traços em algumas pessoas que
você conhece. Você pode até mesmo
reconhecê-los em você próprio.
É
ótimo atacar e criticar burocratas, mas também há alguns motivos para termos
pena deles, bem como de todas as pessoas cujas vidas dependem da máquina
estatal. A diferença entre nós e o
estado é que, quando estes distúrbios de personalidade surgem, nós somos
capazes de mudá-los, e temos todos os incentivos para fazermos isso. Já o estado, por sua vez, não apenas os
mantém como também os incorpora em definitivo, mesmo depois de eles já terem se
tornado completamente irrelevantes para qualquer coisa que seja importante.
E
assim termina a lição sobre como pensar como o estado. Trata-se de uma receita garantida para ser um
completo fracassado na vida.

Vou dar um exemplo da burrice burocratica governamental: ha alguns anos eu tirei minha carteira de motorista no exterior. Apesar de ter feito isso em um pais super-desenvolvido, com leis bem rigidas, etc., o governo brasileiro nao reconhece aquela carteira e entao eu tenho que fazer o processo todo de novo, com o Detran do Rio de Janeiro.\r
\r
Entao eu sigo os passos: \r
\r
1) eu pago uma taxa no banco. Ou seja, eu ainda nao recebi nenhum servico, mas ja vou gastar dinheiro. So tem um banco autorizado a receber esse pagamento – eu nao posso ir no banco da esquina, tenho que ir no outro que fica mais longe. Se eu perder o comprovante de pagamento, tenho que pedir uma segunda via – so posso imaginar que o banco nao avise ao Detran que eu paguei a taxa, apesar de eu ter me identificado com nome e CPF na hora de fazer o pagamento;\r
\r
2) Eu agendo um horario no Detran para o Detran conferir minha documentacao e fazer meu cadastro. Obviamente, eu so posso fazer isso em pessoa, e o Detran so funciona em horario comercial – como eu trabalho bem longe do centro, eu perco 3 horas de trabalho. Legal: um dos documentos que o Detran confere eh a minha identidade: que foi emitida pelo proprio Detran! Depois eu tenho que comprovar que eu moro na cidade – para que? Eu nao sei. So posso imaginar que seja para evitar que as pessoas saiam cacando o Detran “mais facil de passar na prova” – ou seja, o Detran me impoe uma burocracia para remediar sua propria incapacidade de manter um padrao identico de servico em suas agencias. Finalmente, eu tenho que deixar impressoes digitais, fazer uma assinatura digitallizada e tirar uma foto – sendo que tudo isso o Detran ja havia coletado, ha menos de dois anos, quando eu fui tirar minha carteira de identidade!\r
\r
3) Eu recebo do Detran um papel (que eles me advertem: nao pode ser perdido!!!) indicando o nome de uma clinica para a qual devo ligar para agendar o exame medico. Eu ligo para a clinica. Nao posso fazer o agendamento por telefone. So em pessoa. Como eu trabalho longe, etc., mais 3 horas perdidas – para agendar o exame! Depois, serao mais 3 horas perdidas para fazer o exame.\r
\r
Depois, vamos ver o que vai acontecer, mas estou desconfiado que nao vai ficar mais facil…\r
\r
Eu so posso imaginar que essa burocracia toda exista para manter um monte de empregados desnecessarios… e para atormentar a vida das pessoas.\r
\r
(nem vou entrar na discussao de que o estado nao deveria ter nenhum poder de decidir se eu posso ou nao dirigir, porque isso ja eh outra historia…)
Augusto, você ainda não viu nada…
Moro em Curitiba e, pelo que já ouvi falar, o Detran daqui é um dos piores do Brasil. Após toda a burocracia para tirar foto, passar digital, taxa disso, taxa daquilo, cheguei ao fatídico momento de marcar o "exame psicotécnico". O funcionário encarregado dessa tarefa me informa que eu posso decidir a hora OU a clínica em que seria feito o tal teste… mas não os dois.
Isso mesmo: o agendamento de exames no Detran/PR se baseia no Princípio da Incerteza de Heisenberg.
Como aqui a coisa também tem que ser feita em horário comercial, decidi arriscar e marcar o exame o mais cedo que pudesse (7:30 da manhã), para tentar perder o mínimo possível de horas úteis do meu dia (bem que o Detran podia me indenizar por elas…). Adivinhem só? Me mandam para uma clínica do outro lado da cidade, a mais ou menos uma hora de carro daqui – sendo que, obviamente, carro era algo de que eu não dispunha no momento… (pra que é que eu estava fazendo o teste mesmo?)
Parte do exame consistia em uma redação, com tema determinado (leia-se: inventado na hora) pelo "psicólogo" que estava fiscalizando a prova. Calhou-me ter que produzir um texto intitulado "As piores coisas que já fiz". Como já estava completamente puto da cara por ter que atravessar a cidade de ônibus e pela demora burocrática da tal clínica, resolvi trollar de vez o negócio e escrever que, aos 12 anos, peguei escondido o carro do meu pai para brincar de Carmageddon com velhinhas saindo da igreja.
Sim, passei.
Na minha opinião, um artigo definitivo pra se acabar com o mito de “basta votar nas pessoas certas que tudo melhora”. Tucker gênio.
Legal meu nome sendo citado por aqui.
Pra complementar, em São Paulo, o que se diz nos corredores do mercado negro é que com R$ 1500,00 em dinheiro à vista (mais sua foto) sua CNH chega no seu endereço em uma semana. Pelo menos há uma opção. O problema é o estado criar leis e dificuldades que forçam os funcionários e os cidadãos e se tornarem criminosos ao tentarem superar as armadilhas da ineficiência estatal.
Você estão achando ruim? Venham ver como é no Rio Grande do Sul. CNH AB por menos de 1700 reais nem em sonho. Uma semana de aulas teóricas, mais uma de aulas práticas e você tem o direito a fazer o teste para ter a carteira provisória por um ano. Adivinha o que acontece se você rodar? Paga pra fazer de novo!
E se perder a carteira provisória: se ralou! Paga tudo de novo!
Tucker gênio. [2]
Detran???! Quais foram as adaptações ao se passar do inglês para o português?
Alguém teria algum artigo sobre administração dos sistemas de trânsito na conjuntura liberal?
Ando fazendo uma pesquisa e apenas encontrei o “Houston, a lenda do urbanismo de mercado”.
Hoje entao eu fui agendar o exame no Centro Clinico. Perdendo 3 horas de trabalho nessa brincadeira.\r
\r
Chego la, me perguntam idade e endereco, conferem minha identidade… Legal. A atendente (ou agora devemos dizer atendenta?) me diz, “Tem vaga no dia 1 de agosto, as 10h”.\r
\r
E eu respondo: “Olha, pode ser qualquer dia, pode ate ser depois, mas eu preciso que seja no ultimo horario.”\r
\r
Ela: “Nao tem outro horario, so tem esse horario. Eh sempre as 10h, porque eh feito em grupo. Leva quatro horas, de 10h as 14h”.\r
\r
Eu: “Mas… o exame medico eh feito em grupo??”\r
\r
Ela: “A gente forma um grupo. So nesse horario. Se nao puder ser nesse dia, vai ser outro dia, mas no mesmo horario”\r
\r
Eu: “Antes de 1 de agosto nao tem outro grupo?”\r
\r
Ela: “Nao, so 1 de agosto”\r
\r
Eu: … :-(\r
\r
(e eu aposto que, se o medico faltar, eles simplesmente vao mandar a gente voltar outro dia no mesmo horario)
Não Luis Almeida, vc está equivocado.
Morei nos EUA 10anos e para tirar a “drivers licence” é muuuito fácil.
A burocracia não se compara nem de longe com o DETRAN no Brasil.
Lá é fácil e rápido.
Falando em Detran, precisei renovar a minha CNH porque fazia cinco anos desde a última renovação. A justificativa para tal procedimento, além da arrecadação de taxas — é claro –, é que o estado precisa se certificar de que o motorista está com as vistas em dia. Logo me pergunto: por que cinco anos e não dois ou dez? Vai saber. Só sei que tive de fazer o exame. Burocratas estatais não devem se perguntar por que os indivíduos preocupam-se com o exame de vista para outros fins que não sejam dirigir. Vai ver que não estudamos, trabalhamos, praticamos esportes, essas coisas que exigem de qualquer uma visão acurada. Só vamos nos preocupar em ir ao oftalmologista para cumprir as obrigações impostas pela legislação…
Exame feito na clínica indicada pelo Detran, dirijo-me a uma empresa que tira fotos 3×4 e vou para a delegacia. Lá chegando, sou informado de que o Detran não aceita fotos 3×4 cuja cor da camisa seja igual à da parede. Motivo? Vai saber. Resultado? Tive de tirar novas fotos. Tudo isso em horário de expediente, porque o Detran da minha cidade não funciona no horário de almoço.
Mas essa história não começou aqui.
Entre maio e setembro do ano passado, o Detran estava de greve e, por isso, não pude fazer a renovação da minha carteira. Como precisei viajar, fui com a carteira vencida e tive a infelicidade de ser parado em uma blitz na rodovia. O policial-burocrata quis saber do fato que a minha renovação da CNH não havia sido feita devido à greve dos funcionários do Detran? Não. Ele mesmo aceitou um exame de vista que eu andava na carteira para demonstrar que estava com a visão em dia? Também não. Desfecho da incompetência estatal: multa para o meu bolso e carro apreendido.
Muito bom o artigo. Só do final onde diz que tudo o que é antigo, é ruim, e tudo o que é novo é bom. E foi exatamente o Estado que destruiu os valores tradicionais antigos… Eu diria que o Estado muda o que é bom, e conserva o que é ruim…
“Isso mesmo: o agendamento de exames no Detran/PR se baseia no Princípio da Incerteza de Heisenberg.”
Curti também.
Pessoal, aproveitando o papo sobre Detran:
Em virtude da enorme burocracia que envolve a renovação da CNH, eu nunca tive tempo em fazê-lo, minha Carteira venceu e 2010. A questão é que rolou um viral na internet, dizendo que o Contran havia aprovado “na calada da noite” uma norma que determinava o cancelamento da CNH caso ela não fosse renovada em 30 dias após o vencimento, isso é verdade? Quer dizer então que eu não posso mais simplesmente comprar o laudo médico e refazer o exame de aptidão para renovar minha CNH, terei que refazer todo o processo novamente??
OBS: Eu li uma coluna de um certo blogueiro, em que ele afirmava que esse viral era falso, enfim, essa informação do cancelamento da CNH não renovada após 30 dias é verdadeiro?
Devemos deixar claro uma coisa em relação ao Estado, embora o temos como ente abstrato, e abstratamente dele falamos, temos que ter cristalino que ele possui uma identidade que o torna personalíssimo, qual seja, “Estado é quem nele está”. Portanto, o Estado são eles que o tripulam e manipulam, e isto é identificá-lo(s). A pertinência desta identificação ajuda esclarecer quem lhe escraviza, fazendo perceber que somos escravos do Estado por sermos escravos de pessoas certas e determinadas, “as que são Estado por nele estarem, concursados ou eletivos.” Não há lei que dele brota que não tenha saído da mente de um ser individualizado. Eles são o Estado. Desta forma identificado, poderemos lidar/combater melhor pessoas que fazem o Estado. Acaso o diretor do Ciretram/Detran não é Estado? O diretor do DNIT não é? o professor universitário não é?
todos eles são o Estado. Lembrando, “Estado é quem nele está.”
Apenas discordo do final. Nao dá pra determinar se você vai ser um fracassado só porque pensa de forma estatal,
Até porque isso vai contra a lógica da incerteza.. Um amigo meu eh extremamente fascista e legalista, mas está se dando
muito bem com a empresa dele. Um empreendedor exemplar.
Achei esse vídeo muito inerente ao artigo.
Melhor forma de uma mensagem ser assimilada pelo cérebro é utilizando o maior número possível dos sentidos humanos.
http://www.youtube.com/watch?v=Xf0zu3BKegk&feature=share
Excelente (e revoltante) vídeo flgrando o preparo e a educação dos funças do INSS.
Não sei o que é mais apavorante: saber que esses parasitas desqualificados ganham de salário R$7 mil de dinheiro roubado do povo ou saber que há gente que jura que a economia estaria melhor caso burocratas como esses estivessem no comando de tudo.
Imagine ir a um restaurante com atendentes assim? Imagina cada empresa da economia operando como esta repartição pública?
E esse tronco aí é para empalar o povo, né?
Tudo bem, eu já sei quanto o estado é horrivel, é pessimo em tudo e viola nossa liberdade mas há uma perguntas que não consigo resolver:
– Quem irá julga um conflito entre duas parte? exemplo: duas pessoas estão brigando por uma posse, e ai suponhamos que contrate um empresa para julgar o caso certo? Dai uma das parte se nega a aceita o veredito, e ai?
NADA MUDARÁ. Agora, voltem ao trabalho!
09/10/2014 12h55 – Atualizado em 09/10/2014 16h03
Red Bull vai pagar US$ 13 milhões por propaganda enganosa nos EUA
Autor de ação afirma que bebida não tem efeito mencionado no rótulo.
Milhões de consumidores norte-americanos podem ser reembolsados.
Do G1, em São Paulo
A marca de energéticos Red Bull aceitou pagar R$ 13 milhões aos consumidores norte-americanos para encerrar uma ação coletiva por propaganda enganosa.
O acordo pode beneficiar milhões de clientes que compraram o energético nos últimos dez anos. Eles terão direito a ser reembolsados em US$ 10 ou a receber duas latinhas em casa.
A ação coletiva se deve à promessa de aumento de velocidade, desempenho, concentração e reação dos consumidores após a ingestão da bebida. A campanha veiculada na televisão, rádio, internet e mídias sociais garante que “Red Bull dá asas”.
No entanto, o autor da representação contra empresa, Benjamin Careathers, alegou que a fabricante engana os consumidores sobre a superioridade de seus produtos. Careathers afirma também que a bebida não tem mais eficiência que um copo de café, como é informado nas propagandas.
Procurada pelo G1, a Red Bull Brasil ressaltou que a ação se aplica apenas para consumidores norte-americanos.
“A empresa propôs um acordo neste processo para evitar os custos imprevisíveis de uma disputa judicial nos Estados Unidos. O marketing da Red Bull sempre foi divertido, verdadeiro e preciso”, justificou a empresa.
g1.globo.com/economia/midia-e-marketing/noticia/2014/10/red-bull-vai-pagar-us-13-milhoes-por-propaganda-enganosa-nos-eua.html
O texto menciona as dificuldades em se lidar com o DETRAN, a Polícia, a Receita Federal, etc. Concordo com tudo que foi dito sobre a burocracia estatal.
O argumento central do texto é que se esses serviços fossem privados, seriam melhores. Façamos o experimento de analisar como lidam com o cliente alguns serviços privados: operadoras de TV a cabo, de telefonia celular, dos bancos, seguradoras, planos de saúde.
O meu resultado desse experimento é que são serviços também muito ruins, apesar de existir alguma concorrência em todos os setores citados.
Assim sendo, eu chego à conclusão de que o problema dos serviços reside em algum outro lugar além da dicotomia estatal/privado.
O pior é que muitos indivíduos realmente pensam como o Estado, gerando ineficiência e sofrimento para si mesmos e para os outros em suas famílias, empresas e outras organizações.
* * *