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O que a medicina soviética nos ensina

Nota da edição:

Yuri Maltsev foi um economista austríaco que nasceu originalmente na União Soviética. Esse artigo traz tanto a experiência pessoal do autor quantos dados de outros países sobre os impactos negativos da saúde estatal, mostrando o erro na frase vazia “saúde pública, gratuita e de qualidade” repetida por militantes estatistas. O artigo também é importante dado a aproximação da data do aniversário de 6 anos dos lockdowns e da pandemia de COVID, período no qual governantes propuseram medidas autoritárias que destruíram a liberdade e a vida de milhões de pessoas.


Em 1918, a União Soviética se tornou o primeiro país a prometer saúde pública universal “do berço ao túmulo”, a qual seria alcançada por meio da completa socialização da medicina. O “direito à saúde” se tornou um “direito constitucional” dos cidadãos soviéticos.

As proclamadas vantagens deste sistema seriam a “redução dos custos” e a eliminação dos “desperdícios” gerados por “paralelismos e duplicações desnecessárias” — isto é, pela concorrência.

Tal sistema teve várias décadas para funcionar e apresentar resultados, mas a apatia generalizada e a baixa qualidade dos serviços paralisaram o sistema de saúde. No auge do experimento socialista, as instituições de saúde na Rússia estavam pelo menos cem anos atrasadas em relação ao nível médio das americanas. Mais do que isso, a imundície, os maus odores, os gatos sujos vagando pelos corredores, a equipe médica constantemente embriagada, e a falta de sabão e de vários outros produtos de limpeza contribuíram para a sensação generalizada de desesperança e frustração que paralisou o sistema. De acordo com estimativas oficiais russas, 78% de todas as vítimas de AIDS na Rússia contraíram o vírus em hospitais públicos, através de agulhas infectadas ou de sangue contaminado.

A irresponsabilidade, expressa pelo ditado popular russo “Eles fingem que nos pagam e nós fingimos que trabalhamos”, resultou em uma qualidade de serviços pavorosa, corrupção generalizada, e perdas de vidas em escala pandêmica. Um amigo meu, hoje famoso neurocirurgião na Rússia, recebia um salário mensal de 150 rublos — um terço do salário médio de um motorista de ônibus.

Se quisessem receber um mínimo de atenção de médicos e enfermeiros, os pacientes tinham de pagar propinas. Eu mesmo testemunhei o caso de um paciente “não pagante” que morreu tentando chegar ao banheiro no final de um longo corredor, após uma cirurgia cerebral. Anestesia geralmente “não estava disponível” em casos de abortos ou de pequenas cirurgias de ouvido, nariz, garganta ou pele. O medicamento era utilizado como um poderoso meio de extorsão por burocratas (que também eram médicos) inescrupulosos.

Para melhorar as estatísticas relativas ao número de óbitos dentro do sistema, pacientes eram rotineiramente empurrados porta afora antes de darem o último suspiro, o que fazia com que seus cadáveres não entrassem nas estatísticas oficiais de mortos em decorrência da baixa qualidade dos serviços médicos.

Tendo sido eu um representante (deputado) na região de Moscou entre 1987 e 1989, recebi muitas reclamações sobre negligências criminosas, subornos recebidos por apparatchiks encarregados da saúde, equipes de ambulância completamente embriagadas, e intoxicações alimentares em hospitais e creches. Lembro-me do caso de uma menina de 14 anos do meu distrito que morreu em decorrência de uma nefrite aguda em um hospital de Moscou. Ela morreu porque um médico decidiu que era melhor economizar “preciosos” filmes de raios X (que eram importados pelos soviéticos para serem usados como moeda forte) do que rever seu diagnóstico inicial. Caso o raio X fosse feito, ele teria desmentido o diagnóstico inicial de dor neuropática.

Em vez disso, ele tratou a adolescente com compressas quentes, o que a matou quase que instantaneamente. Não havia assistência jurídica para os pais e avós da jovem. Por definição, um sistema estatal universal de saúde não pode permitir esse tipo de assistência jurídica. Os avós da garota não suportaram a perda e morreram em seis meses. O médico não recebeu sequer uma advertência oficial.

Nada surpreendentemente, burocratas do estado e membros do Partido Comunista, ainda em 1921 (três anos após a socialização da saúde feita por Lênin), perceberam que o sistema de saúde igualitário era bom apenas para os interesses pessoais dos fornecedores, administradores e responsáveis pelos racionamentos — e nunca para os cidadãos usuários do sistema.

Consequentemente, como em todos os países de saúde socializada, um sistema de dois níveis foi criado: um para a plebe e outro, com um nível de serviço completamente diferente, para os burocratas e seus assistentes intelectuais. Na União Soviética, era algo bastante comum que, enquanto operários e camponeses morriam nos hospitais públicos, os remédios e equipamentos que poderiam salvar suas vidas estivessem ociosos nos hospitais da nomenklatura.

No final do experimento socialista, o índice oficial de mortalidade infantil da Rússia era 2,5 vezes maior do que o dos Estados Unidos e cinco vezes maior que o do Japão. O índice de 24,5 mortos por 1.000 nascidos vivos foi recentemente questionado por vários deputados do parlamento russo, que alegam ser na verdade sete vezes maior que o americano. Isso faria o índice de mortalidade na Rússia ser de 55, comparado a um índice de 8,1 mortos por 1.000 nascidos vivos nos Estados Unidos.

Dito isso, devo deixar bem claro que os Estados Unidos possuem um dos maiores índices de mortalidade entre o mundo industrializado apenas porque contabilizam todas as crianças mortas, inclusive bebês prematuros, que é quando a maior parte das fatalidades ocorre.

A maioria dos países não contabiliza mortes de prematuros. Alguns países não contabilizam nenhuma morte ocorrida nas primeiras 72 horas de vida. Outros nem sequer contabilizam qualquer morte ocorrida nas primeiras duas semanas de vida. Em Cuba, que se gaba de apresentar um índice de mortalidade muito baixo, as crianças são registradas somente após vários meses de vida, o que faz com que todas as mortes de crianças ocorridas nos primeiros meses de vida fiquem de fora das estatísticas oficiais.

Nas áreas rurais do Caracalpaquistão, de Sakha, da Chechênia, da Calmúquia e da Inguchétia, a mortalidade infantil chega quase a 100 por 1.000 nascidos vivos, colocando essas regiões no mesmo nível de Angola, Chade e Bangladesh. Dezenas de milhares de crianças morrem de gripe todos os anos, e a proporção de crianças morrendo de pneumonia e tuberculose segue crescendo. O raquitismo, doença causada por falta de vitamina D, e ausente no resto do mundo moderno, segue impavidamente matando muitos jovens.

Danos uterinos já estão alastrados graças aos 7,3 abortos que uma mulher russa efetua durante sua idade fértil, em média.  Levando-se em conta que muitas mulheres não efetuam aborto algum, a média de 7,3 significa que há muitas mulheres fazendo 12 ou mais abortos durante sua vida.

Ainda hoje, de acordo com o Comitê Estatístico do Estado, a expectativa média de vida do homem russo é de menos de 59 anos — 58 anos e 11 meses — enquanto a expectativa média de vida da mulher russa é de 72 anos. A média combinada é de 65 anos e três meses.[1] Em comparação, a média de vida do homem nos Estados Unidos é de 73 anos, e a da mulher é de 79 anos. Nos Estados Unidos, a expectativa média de vida de toda a população atingiu um recorde inédito de 77,5 anos, contra apenas 49,2 anos há apenas um século. A expectativa de vida da população russa no nascimento é 12 anos menor.[2]

Após 70 anos de socialismo, 57% de todos os hospitais russos não possuíam água quente encanada, e 36% dos hospitais localizados em áreas rurais da Rússia não contavam com água encanada ou rede de esgoto de qualquer tipo. Não é extraordinário como aquele governo socialista, enquanto desenvolvia armas sofisticadas e participava da corrida espacial, ignorava completamente as necessidades mais básicas de sobrevivência de seus cidadãos?

A pavorosa qualidade de serviços não é uma característica exclusiva da “brutal” Rússia ou de outras nações do Leste Europeu: ela é resultado direto do monopólio governamental sobre a saúde e pode acontecer em qualquer país. Na “civilizada” Inglaterra, por exemplo, a fila de espera para cirurgias é de aproximadamente 800.000 pessoas, em uma população de 55 milhões. Não há equipamentos de última geração na maior parte dos hospitais britânicos. Na Inglaterra, apenas 10% dos gastos em saúde advêm de fontes privadas.

A Grã-Bretanha foi pioneira no desenvolvimento de tecnologia para diálise renal, mas, mesmo assim, o país possui uma das menores taxas de diálise no mundo. A Brookings Institution (não exatamente uma defensora do livre mercado) constatou que, a cada ano, 7.000 britânicos necessitando de próteses de quadril, entre 4.000 e 20.000 necessitando de cirurgias de pontes de safena, e algo entre 10.000 e 15.000 necessitando de quimioterapia para câncer, têm atendimento médico negado pelo estado.

Discriminação por idade é particularmente evidente em qualquer sistema de saúde gerido pelo estado ou fortemente regulado. Na Rússia, pacientes com mais de 60 anos são considerados parasitas inúteis, e aqueles com mais de 70 têm até os mais básicos tratamentos de saúde negados.

No Reino Unido, no tratamento de falência renal crônica, aqueles com 55 anos de idade têm o tratamento negado em 35% dos centros de diálise. Para os paciente de 65 anos ou mais, 45% têm o tratamento negado, ao passo que pacientes de 75 anos raramente recebem qualquer tipo de assistência médica nesses centros.

No Canadá, para “melhor” gerenciar o acesso a tratamentos médicos, o governo divide a população em três faixas etárias: abaixo de 45 anos, entre 45 e 65, e acima de 65 anos. Nem é preciso dizer que o primeiro grupo, que pode ser chamado de “pagadores ativos de impostos”, recebe tratamento prioritário.

Defensores da medicina socializada, principalmente nos Estados Unidos, utilizam táticas soviéticas de propaganda para alcançar seus objetivos. Michael Moore é um dos mais importantes e eficazes propagandistas socialistas na América. Em seu filme Sicko [no Brasil, S. O. S. Saúde], ele compara de forma desfavorável e injusta o atendimento a pacientes idosos sofrendo de doenças complexas e incuráveis nos Estados Unidos ao atendimento rotineiro a mulheres jovens em trabalho de parto na França e no Canadá. Houvesse ele feito ao contrário — ou seja, comparar o tratamento a mulheres jovens tendo bebês nos EUA ao tratamento a pacientes idosos com doenças complexas e incuráveis em sistemas de saúde socializados –, o filme seria igual, exceto pelo fato de que, nos EUA, o sistema de saúde pareceria ideal, ao passo que no Reino Unido, na França e no Canadá pareceria primitivo e selvagem.

Neste momento, nos Estados Unidos, os cidadãos estão sendo doutrinados a aceitar a discriminação dos idosos no sistema de saúde. Ezekiel Emanuel é diretor do Departamento de Bioética Clínica no Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos e um dos arquitetos do plano de reforma da saúde do Presidente Obama.  Ezekiel Emanuel escreveu que os serviços de saúde não devem ser garantidos a

“indivíduos que estão irreversivelmente impedidos de ser ou de se tornar cidadãos ativos. Um exemplo óbvio é não garantir serviços de saúde a pacientes sofrendo de demência”.[3]

Outro perturbador artigo, coescrito por Emanuel, apareceu no periódico médico The Lancet, em janeiro de 2009. Os autores escrevem que

“ao contrário da alocação [de recursos de saúde] baseada em sexo ou raça, a alocação baseada em idade não é discriminação odiosa; cada pessoa passa por diferentes fases da vida, em vez de se manter em uma única idade. Mesmo que pessoas com 25 anos tenham prioridade sobre pessoas com 65 anos, todos que têm 65 anos hoje já tiveram 25 algum dia. Tratar pessoas com 65 anos de idade de modo diferente por causa de estereótipos ou mentiras seria discriminatório; tratá-las diferentemente porque elas já tiveram mais anos de vida não é”.[4]

Toda medicina socializada inevitavelmente cria uma burocracia governamental maciça — igual às das escolas públicas, e com a mesma qualidade — e, no final, impõe controles de preços que inevitavelmente causarão escassez e baixa qualidade de serviços. Os recursos são racionados não com base em preços, que inexistem em um sistema estatizado, mas sim com base em considerações políticas, corrupção ou nepotismo. A saúde torna-se totalmente gerenciada por burocratas estatais.  Ela passa a funcionar como os Correios.

Em um sistema de saúde socializado, só é possível economizar custos pressionando-se os fornecedores ou recusando atendimento aos doentes — não há outra forma de economizar. Os mesmos argumentos foram utilizados para defender a cultura de algodão no sul dos Estados Unidos antes da Guerra Civil. A escravidão certamente “reduzia os custos” de mão-de-obra, “eliminava o desperdício” da negociação de salários, e evitava “paralelismos e duplicações desnecessárias”.

Uma das causas dos altos custos médicos nos Estados Unidos está no fato de que os profissionais de saúde de lá têm os mais altos níveis de remuneração do mundo. Outra causa dos altos custos do sistema de saúde americano é a existência de regulamentações governamentais sobre o setor, as quais impedem que a concorrência diminua os custos. Regulamentos como os certificates of need [literalmente ‘certificados de necessidade’, documentos emitidos por agências reguladoras estatais e exigidos para a construção de novos hospitais. Foram criados com o objetivo de se evitar o excesso de hospitais em determinada região], licenciamentos, e outras restrições à disponibilidade dos serviços de saúde impedem a concorrência e, consequentemente, resultam em maiores preços e menor oferta de serviços.

Sistemas socializados de medicina nunca elevaram o padrão geral de saúde ou de qualidade de vida em lugar algum. Na verdade, tanto a lógica analítica como as evidências empíricas apontam para a direção oposta. Mas o lúgubre fracasso da medicina socializada em elevar a saúde e a longevidade da população jamais afetou o charme que ela exerce sobre políticos, burocratas e seus assistentes intelectuais, todos em constante e insaciável busca por poder absoluto e controle total.

A maioria dos países escravizados pelo império soviético abandonou seu sistema totalmente estatal e recorreu à privatização, assegurando a necessária concorrência no sistema de saúde.  Outros países, inclusive várias social-democracias europeias, pretendem privatizar o sistema de saúde no longo prazo e descentralizar a fiscalização médica. A propriedade privada de hospitais e de outras unidades de saúde é vista como um fator determinante e crítico para um sistema novo, mais eficiente e mais humano.

Recomendações de leitura:

Como Mises explicaria a realidade do SUS?

 O estado na saúde – a arrogância fatal do socialismo


[1]Russian Life Expectancy on Downward Trend” (St. Petersburg Times, 17 de janeiro de 2003).

[2] CRS Report for Congress: “Life Expectancy in the United States.” Atualizado em 16 de agosto de 2006, Laura B. Shrestha, Order Code RL32792.

[3] Foster Friess, “Can You Believe Denying Health Care to People with Dementia Is Being Considered?” (14 de julho de 2009). Ver também Ezekiel J. Emanuel, “Where Civic Republicanism and Deliberative Democracy Meet” (The Hastings Center Report, vol. 26, no. 6).

[4] Govind Persad, Alan Wertheimer, and Ezekiel J. Emanuel, “Principles for Allocation of Scarce Medical Interventions” (The Lancet, vol. 373, issue 9661).

 

Tradução de Rodrigo Makarios

 

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66 comentários em “O que a medicina soviética nos ensina”

  1. Cândido Leonel Teixeira Rezende

    “Em um sistema de saúde socializado, só é possível economizar custos pressionando-se os fornecedores ou recusando atendimento aos doentes — não há outra forma de economizar.”

    É interessante notar que isso fica subentendido pra qualquer pessoa, mas elas insistem em dizer que existe pouco investimento por parte do governo em relação à saúde.

  2. Outra causa não mencionada para os altos custos nos EUA é o simples fato de colocar o Estado como comprador e financiador. Um fornecedor que precisa vender para pessoas físicas precisa praticar preços razoáveis. Não há nenhum sentido em cobrar um valor que pessoas não podem pagar.\r
    \r
    Quando o governo entra na jogada, ele diz: pode deixar que eu ajudo a pagar. Isso, obviamente, joga os preços para cima. Vira uma guerra entre fornecedores para se colocar na lista de “compras subsidiadas” e elimina a necessidade de modernização e barateamento. \r

  3. LIVIO LUIZ SOARES DE OLIVEIRA

    Excelente artigo. No caso do Brasil, houve um certo presidente que, se referindo ao SUS, disse estar beirando a perfeição. Ele, obviamente, sabia que isso não era verdade. Mas, onde demagogia, charlatanismo e populismo se misturam, a verdade é expulsa.

  4. Estamos cada vez mais perto do socialismo pleno, não duvido nada que em coisa de 20 anos, grande parte dos países do mundo será oficialmente socialista,

  5. Tudo dentro do Socialismo é proposital, isso é ja era esperado e é exatamente o que todo socialista quer da sociedade: a pobreza extrema, a corrupção e sujeira espalhada por todos os cantos.

    O Socialismo é uma doença mental.

  6. Eu falo com vários colegas que pelo que ele se propõe o SUS funciona muito bem.\r
    O povo quer atendimento de Einstein e Sírio Libanes de graça. \r
    Um agravante que nínguem fala: Enquanto a gestão do sistema de saúde estiver a cargo de médicos a categoria vai continuar a trabalhar muito pouco.

  7. Algumas dúvidas me surgiram em relação a aplicação do liberalismo econômico e a completa ausência de intervenção e desregulamentação estatal na economia. Não há dúvidas de que o sistema liberal é o mais indicado para o desenvolvimento da área econômica, os diversos artigos expostos aqui site comprova o fato com maestria, e refuta quaisquer teorias de que o socialismo proporciona uma melhor qualidade de vida pra população em geral. Agora, proponho-lhes a solucionar o seguite problema: como ficaria a questão ambiental na região amazônica, já que empresas de diversos setores exploram as riquezas minerais, madeira, entre outros recursos, se aproveitam do espaço para cultivar seus negócios agropecuários e agrònomos, esses empresários estão somente em busca do luvro não estão ?? Não vejo outra solução para questão a não ser a implantação de leis proibindo as práticas, para isso é necessário ao menos uma regulamentação na área por parte do estado, estou enganado ?? Que soluções a escola austríaca teria para resolver os problemas citados ??

  8. Dizem que as melhorias na Saúde, Saneamento e outros elevam a expectativa de vida do Brasileiro, não é mesmo, este pensamento é o que diz o governo quando precisa fazer com que a população de menor poder aquisitivo pague a conta, aumentando a idade para aposentadoria, mas quando olhamos para um plano de saúde particular, observamos o contrário, quanto mais velho a pessoa, mais caro será sua dívida com a medicina, não existe o ganho na expectativa de vida.

  9. Os esquerdistas geralmente argumentam que a medicina em Cuba é excelente. \r
    Eu tendo a duvidar disso mas não tenho informações suficientes pra julgar.\r
    Alguém tem mais informações sobre o assunto?\r
    \r
    abraços

  10. Patrick de Lima Lopes

    Na Alemanha, as pessoas são OBRIGADAS pelo estado a comprarem planos de saúde.
    Indo a um hospital público lá, logo veremos que uma construção grande, escura, vazia e muito rápida.
    (Sei que o estado não possui o direito de forçar o consumidor a comprar qualquer tipo de produto.)
    Eu gostaria de lançar um questionamento que eu tenho toda certeza que é inválido, porém gostaria de saber suas opiniões:
    Em um sistema, o estado cria uma lei do tipo “Obamacare”, que força os trabalhadores a terem planos de saúde. Naturalmente, um plano de saúde X paga pouco ao serviço médico e o doutor(a) possui todo o direito de NEGAR receber um cliente que utiliza o plano de saúde X. Em reação à pouca aceitação dada ao plano de saúde X, o cliente decide trocá-lo por um plano de saúde Y devido ao fato deste receber uma aceitação maior pelos médicos.
    Sabendo que o mercado de planos de saúde está bombando neste sistema, o cliente do plano de saúde Y poderá encontrar-se com vários outros planos de saúde(W,Z,V,M,N…)que competem entre si buscando preços menores ao cliente e pagamentos maiores aos médicos.
    Sei que meu raciocínio está incorreto, porém isto não traria melhores recompensas aos médicos(Devido ao pagamento maior), aos clientes(Devido ao preço menor do plano) e às empresas(Devido à expansão rápida do mercado consumidor)?
    Obs: Sei que o sistema acima não é nada democrático e é no mínimo tirânico.

  11. Dalton C. Rocha

    O problema é que até para americano, a saúde tava custando muito caro. Tem o livro escrito po Lee Yacoca, que tem quase trinta anos de escrito, em que ele, chairman da Chrysler revelou que a despesa número um da Chrysler era com fornecedor de serviços da saúde para os empregados daquela empresa, não com aço ou algum fornecedor específico de autopeças. Lee Yacoca escreveu no livro dele:”Os fornecedores de serviços de saúde estão acabando conosco”. Tinha pedicuro ganhando US$30 mil por mês da Chrysler; isto é mais que físico formado no MIT ganha. Em termos per capita, os Estados Unidos gastam mais do dobro com saúde, que os japoneses, mas vivem menos que eles.
    Obama quer melhorar as coisas, inclusive para as empresas.
    Que o digam a GM, Ford a Chrysler. Foram todas à matroca, pelos gastos com saúde.
    *********************
    Qunato à Amazônia, ecologia é eugenia pintada de verde. Eugenia ou ecologia são fraudes, racismo e preconceitos.

  12. Sr. Julio dos Santos: Um sujeito, neste mesmo site escreveu as palavras abaixo copiadas:
    “Leandro 28/6/2012 14:22:42

    O sistema americano é bem mais intervencionista que o brasileiro. Aqui, você ao menos tem a opção de comprar ou não um plano de saúde, e você pode escolher de qual empresa comprar. Adicionalmente, nenhum patrão tem a obrigação de fornecer plano de saúde para seus empregados. E, o que é mais importante, aqui no Brasil você ainda consegue, com plano de saúde, consultas médicas privadas decentes.

    Nos EUA, além de os patrões serem obrigados a pagar os planos de saúde de seus empregados, são eles, os patrões, que decidem de qual empresa comprar. O empregado usuário não tem voz. Uma consulta médica lá — e eu sei disso por experiência própria — é uma porcaria. O médico lhe atende em pé e não passa mais do que dois minutos com você.

    Agora com a aprovação do Obamacare, absolutamente todas as pessoas são obrigadas a comprar planos de saúde. Quem não comprar, será multado. Maravilhas da terra da liberdade, não?

    Não bastasse tudo isso, uma seguradora de um estado não pode fornecer seus serviços em outros estados. Logo, a concorrência interestadual é proibida. Tudo isso em um ambiente em que o setor médico é fortemente cartelizado pelas entidades de classe.

    Ou seja, há um mercado de seguros-saúde extremamente regulado, uma oferta limitada de serviços de saúde e uma demanda crescente por esses serviços. O que isso acarretou? Discrepâncias inimagináveis. Para um simples exame de sangue, por exemplo, chega-se a cobrar 600 dólares! Como são as seguradoras que pagam, os usuários não estavam nem aí. Da mesma forma, era comum as pessoas utilizarem seu seguro-saúde para pagar coisas triviais, como engessamento de braço e até mesmo injeções contra a gripe (que podiam ser vendidas no Wal-Mart por meros 20 dólares). Coisas que podiam perfeitamente ser bancadas à parte, passaram a ser pagas pelas seguradoras.

    Não havia mais a disciplina imposta pelo mercado. Ninguém se preocupava com preços, afinal as seguradoras estavam pagando tudo. A consequência inevitável dessa esbórnia foi o aumento explosivo dos custos dos planos de saúde, exatamente a maior queixa dos americanos.

    (Se a seguradora do seu carro passasse a pagar sua gasolina e todas as suas manutenções de rotina, o que você acha que iria acontecer com preço do seu seguro?)

    Portanto, o butim ficou dividido da seguinte maneira:

    1) As seguradoras auferiram lucros exorbitantes. Afinal, a concorrência era proibida e as regulamentações estatais dificultavam o surgimento de seguradoras de pequeno porte. As grandes dominaram e tiveram a liberdade de jogar seus preços na estratosfera.

    2) Como podiam cobrar os preços que bem entendiam – afinal, as seguradoras pagavam tudo -, os médicos e as associações de profissionais da saúde também faturaram. Como não havia livre concorrência e não havia qualquer disciplina sobre os preços (este vídeo de seis minutos mostra que era impossível um americano pagar à parte por qualquer tipo de consulta), esse cartel medicinal enriqueceu facilmente.

    3) Se as seguradoras e os médicos ganharam em um mercado regulado, então é óbvio que o consumidor médio foi quem saiu perdendo, pois tinha de arcar com preços cada vez maiores por seus seguros.”

  13. Estou tentando convencer uma pessoa da ineficiência da medicina socializada, mas infelizmente não consigo achar dados além do Mises ( ela não aceita os artigos do Mises como fonte –‘)

    Gostaria de saber onde o autor conseguiu os dados sobre o NHS e o sistema canadense. Alguém pode ajudar.

    Aliás, o artigo é ótimo. Claro e eficaz, como sempre.

    Abraços

  14. Sobre o sistema de saúde pública soviético, há também um livro do médico britânico Arthur Newsholme, intitulado “Red Medicine”*, no qual ele discorre sobre a medicina soviética e outros aspectos da vida no país. Ele tinha ido para a URSS em 1932 fazer uma inspeção no sistema de saúde soviético, de modo que sua pesquisa serviu como base para a criação de políticas de saúde pública mais eficientes no ocidente.

    mamayev-kurgan.blogspot.com/2010/10/uniao-sovietica-1932-o-dia-dia-no-pais.html

  15. Tomar a ideologia soviética como modelo de gestão é o mesmo que usar o PT como modelo de ética. Ambos se prevalecem das mesmas ferramentas, como o aparelhamento do estado por exemplo, para subverter a ordem públicas.

    O problema é que esses comunistas esquecem que o dinheiro não é infinito.

  16. Uma forma de recusar o atendimentos aos doentes não seria como o exorbitante preço de convênio proposto no Brasil para os idosos, claro que o plano de saúde não está aí para fazer “boas ações”, porém parece que tenta dificultar a utilização destes que mais precisam de um médico, não seria possível uma fórmula para proporcionar uma saúde digna a estes, como exemplo algum meio de conseguir colocar na cabeça destes que uma vida com visita regular ao médico visando a prevenção de problemas de saúde, bons hábitos e qualidade de vida proporcionará uma velhice mais saudável.

  17. O Socialismo radical levanta muitas questões como todos sabemos e questões sérias que não vêm ao caso denunciar neste espaço.O caso da medicina socialista é um deles.Veja-se a corrupção exaustiva que havia na antiga URSS nesse campo a que o artigo alude.Só não entendo é como dizem tão bem da medicina cubana.Esse é um problema a perceber.

  18. Como o autor conseguiu o dado de que 57% de todos os hospitais russos não possuíam água quente encanada, e 36% dos hospitais localizados em áreas rurais da Rússia nao contavam com agua encanada nem rede de esgoto?

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