Você
sabe qual foi ou qual é o experimento socialista mais longevo da história do
mundo? Você sabe qual foi o sucesso
deste experimento?
Se
alguém lhe pedisse para defender a ideia de que o socialismo fracassou, qual
exemplo você forneceria?
Onde
o formato moderno de socialismo começou?
Nos
Estados Unidos.
É
isso mesmo: na “terra da liberdade”.
Mais especificamente, nas reservas indígenas, sob o comando da Agência de
Questões Indígenas, subordinada ao Ministério
do Interior.
As
reservas indígenas foram inventadas com o intuito de controlar combatentes
adultos. Elas tinham como objetivo
manter a população nativa pobre e impotente.
O
sistema funcionou? Pode ter certeza.
O
experimento tem se mostrado um fracasso?
Muito pelo contrário, tem sido um sucesso total.
Quando
foi a última vez que se ouviu a respeito de alguma insurreição dos índios
americanos?
Eles
são pobres? Os mais pobres dos EUA.
Eles
recebem auxílios do governo americano? É
claro que sim.
No
ano passado, o Ministério da Agricultura dos EUA destinou US$21 milhões para subsidiar
eletricidade para os moradores daquelas reservas indígenas cujas casas são as
mais isoladas de empregos e oportunidades de trabalho. Você
pode ler mais a respeito aqui. Como
toda e qualquer medida assistencialista, esta é apenas mais uma para mantê-los
continuamente pobres. Eletricidade
tribal significa impotência tribal.
As
tribos são dependentes. Elas
permanecerão dependentes. O programa foi
criado exatamente para este objetivo.
Por
alguma razão, os livros-textos de economia não oferecem sequer uma página
relatando a corrupção, a burocratização e a pobreza multigeracional criadas por
este socialismo tribal. Temos aqui uma
série de exemplos de laboratórios sociais gerenciados pelo governo. Quão exitosos eles têm se mostrado? Onde estão as reservas que de maneira
sistemática tiraram pessoas da pobreza?
A
próxima será a primeira.
O paraíso dos trabalhadores
A
União Soviética foi o paraíso socialista dos trabalhadores de 1917 a 1991. Como resultado direto deste experimento, pelo
menos 30 milhões de russos morreram. Os
números verdadeiros podem ser o dobro desta cifra. Já o experimento chinês foi mais curto: de
1949 a 1978. Talvez 60 milhões de
chineses tenham morrido. Há quem fale em 100 milhões.
O
sistema foi incapaz de fornecer os bens prometidos. Não consigo imaginar um tópico mais
apropriado para se discutir em uma aula de economia do que o fracasso do
socialismo. O mesmo é válido para um
curso sobre a história do mundo moderno.
Qualquer curso decente de ciência política deveria cobrir este fracasso
em detalhes.
Mas
isso não ocorre, é claro. Nenhum curso
menciona o mais fundamental desafio já proposto à teoria econômica socialista,
o ensaio de Ludwig von Mises, escrito em 1920, O cálculo econômico sob o
socialismo. E por que não? Porque a maioria dos cientistas sociais,
economistas e historiadores nunca ouviu falar desta obra. Entre aqueles com mais de 50 anos de idade,
os poucos que já ouviram a respeito ouviram da boca de algum defensor do
socialismo ou de algum entusiasta keynesiano, que apenas repetiu o que havia
aprendido na sua pós-graduação: que tal ensaio havia sido totalmente refutado
por Oskar Lange em 1936.
Mas
o que eles nunca dizem é que, quando Lange, um devoto comunista, voltou à sua
Polônia natal em 1947 para atuar no alto escalão da burocracia estatal, o
governo comunista não pediu para que ele implementasse sua grande teoria do
“socialismo de mercado”. Com efeito,
nenhum país socialista jamais implementou sua teoria.
Durante
50 anos, poucos livros-textos de economia mencionavam Mises. E, quando o faziam, era apenas para dizer que
ele havia sido totalmente refutado por Lange.
Os acadêmicos do establishment simplesmente jogaram Mises no buraco
orwelliano da memória.
No
dia 10 de setembro de 1990, o multimilionário escritor, economista e socialista
Robert Heilbroner publicou um artigo na revista The New Yorker intitulado “Após
o Comunismo“. A URSS já estava em avançado
processo de colapso. Neste artigo,
Heilbroner recontou a história da refutação de Mises. Ele relata que, na pós-graduação, ele e seus
pares foram ensinados que Lange havia refutado Mises. Porém, agora, ele anunciava: “Mises estava certo”. No entanto, em seu best-seller, The
Worldly Philosophers, um livro-texto sobre a história do
pensamento econômico, ele em momento algum cita o nome de Mises.
Os fracassos visíveis
O
fracasso universal do socialismo do século XX começou já nos primeiros
meses após a tomada da Rússia por Lênin.
A produção caiu acentuadamente.
Ato contínuo, ele foi forçado a implementar um reforma marginalmente
capitalista em 1920, a Nova
Política Econômica (NEP). Ela salvou
o regime do colapso. A NEP foi abolida
por Stalin.
Durante
as décadas seguintes, Stalin se entregou ao corriqueiro hábito de assassinar
pessoas. A estimativa mínima é de 20
milhões de mortos. Tal prática era
peremptoriamente negada por quase toda a intelligentsia
do Ocidente. Foi somente em 1960 que
Robert Conquest publicou seu monumental livro O
Grande Terror — Os Expurgos de Stalin.
Sua estimativa atual: algo em torno de 30 milhões. O livro foi escarnecido à época. O verbete da Wikipédia
sobre o livro é bem acurado.
Publicado
durante a Guerra do Vietnã e durante um surto de marxismo revolucionário nas
universidades ocidentais e nos círculos intelectuais, O Grande Terror foi agraciado com uma recepção extremamente hostil.
A hostilidade direcionada a Conquest por causa de seus
relatos sobre os expurgos foi intensificada por mais dois fatores. O primeiro foi que ele se recusou a aceitar a
versão apresentada pelo líder soviético Nikita Khrushchev, e apoiada por
vários esquerdistas do Ocidente, de que Stalin e seus expurgos foram apenas
uma “aberração”, um desvio dos ideais da Revolução, e
totalmente contrários aos princípios do leninismo. Conquest, por sua
vez, argumentou que o stalinismo era uma “consequência natural”
do sistema político totalitário criado por Lênin, embora
reconhecesse que foram os traços característicos da personalidade de Stalin que
haviam causado os horrores específicos do final da década de 1930. Sobre
isso, Neal Ascherson observou: “Àquela altura, todos nós
concordávamos que Stalin era um sujeito muito perverso e extremamente
diabólico, mas ainda assim queríamos acreditar em Lênin; e Conquest disse
que Lênin era tão mau quanto Stalin, e Stalin estava simplesmente levando
adiante o programa de Lênin”.
O segundo fator foi a ácida crítica de Conquest aos
intelectuais ocidentais, os quais ele dizia sofrerem de cegueira ideológica
quanto às realidades da União Soviética tanto durante a década de 1930
quanto, em alguns casos, até mesmo ainda durante a década de 1960.
Personalidades da intelectualidade e da cultura da esquerda, como Sidney e Beatrice Webb, George
Bernard Shaw, Jean-Paul Sartre, Walter Duranty, Sir Bernard
Pares, Harold Laski, D.N. Pritt, Theodore Dreiser e Romain
Rolland foram acusados de estúpidos a serviço de Stalin e apologistas de
seu regime totalitário devido a vários comentários que fizeram negando,
desculpando ou justificando vários aspectos dos expurgos.
A
esquerda ainda odeia o livro, e continua até hoje tentando dizer que ele
exagerou nos números e nos relatos.
E
então veio o Livro Negro
do Comunismo (1999), que coloca em 85 milhões a estimativa mínima de
cidadãos executados pelos comunistas, deixando claro que cifras como 100
milhões ou mais são as mais prováveis. O
livro foi escrito por esquerdistas franceses e publicado pela Harvard University Press, de modo que
ele não pôde simplesmente ser repudiado como sendo apenas mais um panfleto
direitista.
A
esquerda até hoje tenta ignorá-lo.
O blefe dos cegos
A
resposta da academia tem sido, até hoje, a de considerar todo o experimento soviético
como algo que foi meramente mal orientado, algo que se desencaminhou, e não
como algo inerentemente diabólico. O
custo em termos de vidas humanas raramente é mencionado. Antes de 1991, era algo ainda mais raramente
mencionado. Antes de Arquipélago Gulag
(1973), de Solzhenitsyn, era considerado uma imperdoável falta de etiqueta um
acadêmico fazer mais do que apenas mencionar muito discretamente e só de
passagem toda a carnificina, devendo limitar qualquer crítica apenas aos
expurgos do Partido Comunista comandados por Stalin no final da década de 1930,
e praticamente quase nunca mencionar que a fome em massa havia sido adotada
como uma política pública. “Ucrânia? Nunca ouvi falar.” “Kulaks?
O que são kulaks?”
A
situação decrépita de todas as economias socialistas, do início ao fim, não é
mencionada. Acima de tudo, não há nenhuma
referência aos críticos do Ocidente que alertaram que estas economias eram vilarejos Potemkins em
grande escala — cidades falsas criadas pelo governo para ludibriar os leais e
românticos esquerdistas que iam à URSS ver o futuro. E eles voltavam para seus países com relatos
entusiásticos e incandescentes.
Há
um livro sobre estas ingênuas e crédulas almas, que foram totalmente
trapaceadas: Political
Pilgrims: Travels of Western Intellectuals to the Soviet Union, China, and
Cuba, 1928-1978 de Paul Hollander. Foi publicado pela Oxford University Press em 1981. Foi ignorado pela intelligentsia por uma década.
A
melhor descrição que já li sobre estas pessoas foi fornecida por Malcolm
Muggeridge, que trabalhou no início da década de 1930 como repórter do The Guardian em Moscou. Tudo o que ele escrevia era
censurado antes de ser enviado para a Inglaterra. E ele sabia disso. Ele não podia relatar a verdade, e o The Guardian não publicaria caso ele
relatasse. Eis um trecho do volume 1 de
sua autobiografia, Chronicles
of Wasted Time.
Para os jornalistas estrangeiros que residiam em Moscou, a
chegada de ilustres visitantes era também uma ocasião de gala, mas por uma
razão diferente. Eles nos propiciavam
nosso melhor — praticamente nosso único — momento de alívio cômico. Por exemplo, ouvir [George Bernard] Shaw,
acompanhado de Lady Astor (que havia sido fotografada cortando o cabelo de
Shaw), declarar que estava encantado por descobrir, em meio a um banquete
fornecido pelo Partido Comunista, que não havia escassez de comida na URSS, era
algo de imbatível efeito humorístico. Ou
ouvir [Harold] Laski cantar glórias à nova Constituição Soviética de Stalin.Jamais me esquecerei destes visitantes, e jamais deixarei
de me assombrar com eles; de como eles discursavam pomposamente sobre as
maravilhas do regime, de como eles iluminavam continuamente nossa escuridão,
guiando, aconselhando e nos instruindo; em algumas ocasiões, momentaneamente
confusos e envergonhados; mas sempre prontos para se reerguer, colocar seus
capacetes de papelão, montar em seus Rocinantes, e sair galopando
mundo afora em novas incursões em nome dos pobres e oprimidos.Eles são inquestionavelmente uma das maravilhas de nossa
época, e irei guardar para sempre na memória, com grande estima, o espetáculo
que era vê-los viajando com radiante otimismo até as regiões famintas do país,
vagueando em bandos alegres por cidades esquálidas e sobrepovoadas, ouvindo com
inabalável fé as insensatezes balbuciadas por guias cuidadosamente treinados e
doutrinados, repetindo, assim como crianças de colégio repetem a tabuada, as
falsas estatísticas e os estúpidos slogans que eram incessantemente entoados
para eles.Eis ali, pensava eu ao ver estas celebridades, um ardoroso
burocrata de alguma repartição local da Liga das Nações, eis ali um devoto
Quaker que já havia tomado chá com Gandhi, eis ali um feroz crítico das
exigências de comprovação de renda para se tornar apto a receber programas
assistenciais do governo, eis ali um ferrenho defensor da liberdade de
expressão e dos direitos humanos, eis ali um indômito combatente da crueldade contra
animais; eis ali meritórios e cicatrizados veteranos de centenas de batalhas em
prol da verdade, da liberdade e da justiça — todos, todos eles cantando
glórias a Stalin e à sua Ditadura do Proletariado. Era como se uma sociedade vegetariana se
manifestasse apaixonadamente em defesa do canibalismo, ou como se Hitler
houvesse sido indicado postumamente para o Prêmio Nobel da Paz.
Este
fenômeno não acabou junto com a década de 1930.
Ele perdurou até o último suspiro da farsa econômica criada pelos
soviéticos. A falência intelectual e
moral dos líderes intelectuais do Ocidente, algo que vinha sendo encoberto pela
própria durabilidade do regime soviético, foi finalmente exposta em 1991,
quando houve o reconhecimento mundial de que os regimes marxistas não apenas
haviam falido economicamente, como também eram tiranias que o Ocidente havia
aceitado como sendo uma alternativa válida para o capitalismo.
Não
há exemplo melhor deste auto-engano intelectual do que o de Paul Samuelson,
professor de economia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), o
primeiro americano a ganhar o Prêmio Nobel de economia (1970), ex-colunista da
revista Newsweek, e autor daquele que
é, de longe, o mais influente livro-texto
de economia do mundo pós-guerra (1948 — presente): pelo menos 3 milhões de
cópias vendidas em 31 idiomas distintos.
Ele escreveu na edição de 1989 de seu livro-texto: “A economia soviética
é a prova cabal de que, contrariamente àquilo em que muitos céticos haviam
prematuramente acreditado, uma economia planificada socialista pode não apenas
funcionar, como também prosperar.”
Foi
o economista Mark Skousen quem encontrou esta pérola. E ele também descobriu esta outra, ainda mais
condenatória.
O experimento soviético
Em
sua autobiografia, Felix Somary recorda uma discussão que ele havia tido com o
economista Joseph Schumpeter e com o sociólogo Max Weber em 1918. Schumpeter foi um economista nascido na
Áustria mas que não era da Escola Austríaca de economia. Mais tarde, ele viria a escrever a mais
influente monografia sobre a história do pensamento econômico. Já Weber foi o mais prestigioso cientista
social acadêmico do mundo até morrer em 1920.
Naquela
ocasião, Schumpeter havia expressado alegria em relação à Revolução Russa. A URSS seria o primeiro exemplo prático de
socialismo. Weber, por sua vez, alertou
que o experimento geraria uma miséria incalculável. Schumpeter retrucou dizendo que “Pode ser que
sim, mas seria um bom laboratório.” E Weber
respondeu: “Um laboratório entulhado de cadáveres humanos!”. E Schumpeter retrucou: “Exatamente igual a
qualquer sala de aula de anatomia”.[1]
Schumpeter
era um monstro em termos morais. Não
vamos medir as palavras. Ele foi um
homem altamente sofisticado, mas, no fundo, um monstro moral. Qualquer pessoa que menospreze a morte de
milhões de pessoas desta forma é um monstro moral. Weber saiu extremamente irritado da sala. Não o culpo.
Weber
morreu em 1920. Foi neste ano que Mises
lançou seu ensaio, O
cálculo econômico sob o socialismo.
Weber o mencionou em uma nota de rodapé em sua obra-prima, publicada
postumamente como Economia
e Sociedade (página 107 na versão original). Weber compreendeu sua importância tão logo
leu este ensaio. Já os economistas
acadêmicos, não. Até hoje, há poucas
referências a esta obra de Mises.
Mises
explicou analiticamente por que o sistema socialista é irracional: não há um
mercado para os bens de capital. Sendo
assim, é impossível saber quanto cada coisa deveria custar. Ele disse que um sistema socialista
inevitavelmente se degeneraria em uma dessas duas alternativas: ou ele iria abandonar
seu compromisso com um planejamento total ou ele fracassaria por completo. Mises nunca foi perdoado por esta falta de
etiqueta. Ele estava certo, e os
intelectuais, errados. As sociedades socialistas
entraram em colapso, com a exceção da Coréia do Norte e de Cuba. Pior ainda, ele se mostrou correto em termos
de simples teoria de mercado, algo que qualquer pessoa inteligente podia
entender. Exceto, aparentemente, os
intelectuais do Ocidente. E este seu
ensaio é um testemunho para os intelectuais do Ocidente: “Não há pessoas mais
cegas do que aquelas que se recusam a enxergar.”
A prova do pudim
Mises
acreditava que a real prova do pudim está em sua fórmula. Se a pessoa que faz o pudim acrescentar sal
em vez de açúcar, ele não será doce.
Você nem precisa experimentá-lo para saber disso. Mas os acadêmicos estão oficialmente
comprometidos a aceitar apenas coisas empíricas. Eles creem que uma teoria tem de ser
confirmada por testes estatísticos. Mas
os testes ocorreram durante décadas. As
economias socialistas fracassavam seguidamente, mas divulgavam estatísticas
falsificadas. E todos sabiam disso. Mas, mesmo assim, os intelectuais do Ocidente
insistiam na crença de que o ideal socialista era moralmente sólido. Eles insistiam que os resultados iriam, no
final, provar que a teoria estava certa.
Nikita
Kruschev ficou famoso por haver dito isso a Nixon no famoso “debate da cozinha“, em
1959. Ele era um burocrata que havia
sobrevivido aos expurgos de Stalin por ter supervisionado o massacre de dezenas
de milhares de pessoas na Ucrânia. Ele
disse a Nixon: “Vamos enterrar vocês.”
Ele estava errado.
Estudantes
universitários não são ensinados nem sobre a teoria do socialismo nem sobre a
magnitude de seus fracassos. Nem
economicamente nem demograficamente. Na
era pré-1991, tal postura era mais fácil de ser mantida do que hoje. A intelligentsia hoje já admite que o
capitalismo é mais produtivo que o socialismo.
Sendo assim, a tática agora é dizer que o capitalismo é moralmente
deficiente. Pior, que ele ignora a
ecologia. Foi exatamente esta a estratégia recomendada
por Heilbroner em seu artigo de 1990.
Ele disse que os socialistas teriam de mudar de tática, parando de
acusar o capitalismo de ineficiência e desperdício, e passar a acusá-lo de
destruição ambiental.
Conclusão
A
natureza abrangente do fracasso do socialismo não é ensinada nos livros-textos
universitários. O tópico é atenuado e
minimizado sempre que possível. Era mais
fácil impor sanções contra qualquer um que se atrevesse a escrever em jornais
acadêmicos ou na imprensa antes de 1991.
Deng
Xiaoping anunciou sua
versão da Nova Política Econômica de Lênin em 1978. Mas isso, na época, não ganhou muita
publicidade.
Em
1991, a fortaleza soviética desmoronou.
Gorbachev presidiu o último suspiro do regime em 1991. Ele recebeu da revista Time o título de “Personalidade da Década” em 1990. Em 1991, ele se tornou um ex-ditador
desempregado. O socialismo fracassou —
totalmente. Mas a intelligentsia ainda se recusa a aceitar a filosofia social de
livre mercado de Mises, o homem que previu todas as falhas do socialismo e que
forneceu todos os argumentos em prol de sua condenação universal.
É
exatamente por isso que é uma boa ideia sempre prever o fracasso de políticas
econômicas ruins em qualquer análise que se faça sobre elas. Poder dizer “Eu avisei que isso iria ocorrer,
e também expliquei por quê” é uma postura superior e mais respeitável do que
apenas dizer “Eu avisei”.
[1] Felix
Somary, The
Raven of Zurich (New York: St. Martin’s, 1986), p. 121.
Meu Deus, o modelo de Lange é mais ridículo do que eu imaginei. A coisa, pelo que eu entendi, funciona assim:
1) Uma entidade central toma as decisões a respeito do que precisa ser produzido, quem deve produzir, como deve produzir, por quanto tempo deve produzir e por qual preço deve vender.
2) O resultado dessa patacoada é óbvio: nada vai funcionar direito, serão produzidas coisas que ninguém quer e não serão produzidas coisas que todos querem, os preços estarão totalmente distorcidos.
3) A solução é… é…. adivinhem… TCHARAM! Tentativa e erro! O grande governo, maravilhoso e sempre preocupado com o social, vai encontrar maneiras de calcular se a produção está atendendo às demandas das pessoas e do próprio estado e fazer adaptações.
4) Se essas adaptações não funcionarem, o governo vai usar seu setor de estatísticas para determinar o que é preciso fazer na próxima vez.
5) Quando isso também não funcionar, o governo vai culpar os produtores pelos problemas e reprimir os protestos violentamente. Afinal, o estado é bom, o estado está aí para nos ajudar, o estado é democrático e não devemos ficar questionando o estado. Afinal, não aprendemos que o problema não é pagar muitos impostos, mas sim “não receber serviços de qualidade”?
6) As pessoas começam a sofrer com a falta de itens básicos. Mas não há problema, porque “ninguém passa fome”. Isso porque, como somos cachorros domesticados e não humanos, não precisamos nos preocupar com nada além de comer e dormir. Os intelectuais de esquerda defenderão o país e dirão que tudo está indo bem. Não importa que o país esteja ruindo e ficando cada vez mais pobre enquanto os grandes líderes estejam vivendo muito felizes as benesses do capitalismo.
7) O governo culpa o imperialismo, o Mickey Mouse e os burgueses pela crise. A coisa só piora a partir daqui.
Ok, os itens 5,6 e 7 são meus, mas sinceramente, é isso o que chamam de refutação ao problema do cálculo econômico?
Simplesmente magestral esse artigo. Devia ser distribuído entre todos os alunos dos cursos de humanas desse país.
Gostei do artigo. Só não achei muito consistente o argumento da “morte de milhões de pessoas” como consequência do “experimento soviético”, uma vez que muitos outros milhões de pessoas morreram como consequência direta ou indireta da exploração do trabalho por anos a fio (sem quaisquer direitos garantidos), de “missões civilizatórias” que, sabemos, trataram-se de invasões colonialistas (principalmente a África, no século XX), sem falar nas inúmeras guerras em que se meteu o Ocidente em nome da democracia liberal capitalista.
Talvez fosse essa a intenção do artigo, mas ele é claramente unilateral e, por isso, não-científico. Não se propõe a analisar o “experimento socialista” de modo imparcial. Como pode o artigo chamar Schumpeter de “monstro moral” porque este era entusiasmado com a possibilidade de uma economia socialista viável, apesar das vítimas humanas e nem ao menos citar um número aproximado das vítimas das Guerras da Coreia e do Vietnã, das ditaduras na América do Sul que não sofreram intervenção, apesar do rechaço à democracia?
Enfim, como disse, esse talvez fosse o intento do artigo, ser propagandístico e não analítico. Se for esso o caso, o texto está muito bem escrito.
Artigo maravilhoso!
Vou mandar para todos meus amigos esquerdistas hahaha…
Leandro, entendi sua réplica e agradeço. No entanto, quero que você pense, com uma visão panorâmica, nos séculos XIX e XX, sendo que, neste último, o capitalismo alcançou seu auge, no que diz respeito à produção e distribuição. Tal marca histórica não foi possível (poderia ter sido?)sem o estado. As grandes companhias de comércio do século XIX que atuaram na África e na Ásia foram precedidas pelas armas de uma estado forte; as inúmeras guerras do século XX não foram provocadas apenas por estados famintos por poder. O que quero dizer é que, nos exemplos que dei, a iniciativa privada esteve associada ao estado na conjuntura de maior pujança que o sistema capitalista experimentou. Nesse sentido, o estado, com o sistema jurídico em seu poder, foi quem garantiu um desenvolvimento minimamente estável ao capitalismo.
Minhas considerações ao artigo foram nessa direção: os estados socialistas são acusados, por conta do socialismo, de genocídio, enquanto os estados capitalistas, que como disse, franquearam grande parte do lucro e da expansão de suas empresas nacionais, não são citados.
Confesso que preciso estudar e refletir mais, mas meus comentários são motivados por um anseio de discussão clara, sincera e construtiva, por isso, aguardo resposta.
obrigado, grande abraço.
Leandro, eu não culpo o capitalismo por tudo. Aliás, sou a favor da propriedade privada e da livre-iniciativa.
Com relação ao “mercantilismo em escala global”, penso que, nesse sentido, os historiadores estão certos quando acusam a maioria dos cientistas sociais e economistas de anacronismo. O Mercantilismo é um conceito que se refere a um fenômeno histórico, portanto, datado e com características particulares, algumas delas não observáveis nos estados atualmente, por exemplo, o metalismo. A intervenção estatal na economia, embora exista, atualmente, não se dá nos moldes arbitrários e com a mesma intensidade como nos séculos XV e XVI. Assim, hoje em dia, não se pode falar em “estados mercantilistas”. É necessário formular um conceito que abarque as especificidades do fenômeno no nosso tempo.
Agora, no sentido em que ia meu comentário acima, apesar de haver mais de uma modalidade de capitalismo, existe uma essência que subjaz a todas, o lucro, dentre outros elementos desse sistema.
Destaco o que motivou meu primeiro comentário: o artigo critica a violência dos estados socialistas. Ora, se o problema são todos os estados e não apenas os socialistas, como disse, o artigo se posiciona de forma unilateral.
Até mais.
(pseudo)intelectuais vem e vão, só Mises é eterno!
Caro Leandro mas tem gente que gosta de complicar o debate tentando achar brecha para esconder seus instintos autoritários,tais pessoas também confundem autoridade com autoritarismo e se preocupam com preciosismos linguisticos e hermenêuticos(ciência da interpretação)com o objetivo de confundir e irritar a todos,arranjem argumentos mais sólidos.
O texto ele é ótimo porque levanta as duas questões mais importantes do século XX.
Primeiro: A falência completa e total do socialismo, em todas as suas modalidades e em todos os países.
Segundo: A adesão fanática da intelectualidade ocidental ao socialismo.
O socialismo nada mais é que violência institucionalizada, fome, miséria e tirania. Mas a elite intelectual e política do ocidente acha que o socialismo é uma beleza.
O engraçado é que os intelectuais socialistas ocidentais não vivem como falam o socialismo. São ricos e desfrutam de todos os produtos e serviços fornecidos pelo capitalismo. Farsantes!
A obra de Ludwig Von Mises que refuta o socialismo, sem apelar para a ideologia, é jogada na clandestinidade do mundo cultural ocidental de uma forma grotesta e covarde.
Estou muito feliz e satisfeito de ler um texto como este porque mostra que existe pessoas de bem no mundo que conseguem ver a verdade no meio de tantas mentiras.
Texto para imprimir, plastificar e ter sempre a vista para consulta-lo sempre.
Longa vida a equipe do IMB.
Liberdade sempre! Respeito a propriedade privada sempre!
Abraços
O nosso país caminha firme para um sistema totalitário/socialista. Este governo petista
tem todas as caracteristicas de socialista.
Quer controlar tudo, imprensa, televisão, igrejas, um governo que não suporta oposição nenhuma. Para lembrar no Brasil morrem 50 mil pessoas ano vitimas de homicidios. Mas quando mata alguma pessoa ligada a movimento sem terra, isso se torna noticia de todos os jornais. Como dizia Stálin 1 milhão de mortes é estatistica, uma morte é uma tragédia.
Parabéns por ser mais um a escrever um texto partindo do princípio que URSS é o máximo de um modelo socialista. Agora tente escrever sobre, entre teoria e prática, o êxito do capitalismo. Escreva sobre as 30 milhões de pessoas que morrem de fome por ano, segundo a ONU (olha, um número confrontante). Escreva também sobre como uma política neoliberal soluciona miséria e violência.
Um abraço
Mais um texto soberbo do Gary North.
Acho interessante ler os comentários desse pessoal de esquerda. Eles não sabem a diferença entre capitalismo de estado e livre mercado (que é o sistema defendido aqui no site). \r
Será por falta de conhecimentos ou de honestidade?
Mais um brilhante artigo do Gary North!\r
Mas, lidar com um socialista é mais difícil que isto.\r
Para tal, desenvolvi uma lista para lidar com um socialista:\r
1º Quando ele começar a falar de mais valia, sorria e tente não lembrá-lo que os salários é produto do lucro e não o oposto.\r
2º Quando ele mencionar que Cuba possui o melhor IDH do mundo e que o cubano já nasce com curso superior, sorria e esqueça que a boa vida cubana é como o Loch Ness: Muita gente jura que existe e já viu, mas não existe.\r
3º Quando ele começar a falar da opressora burguesia, sorria e lembre-se de que, afinal, controlar o estado para favorecer os seus negócios e declarar guerra porque seus investimentos no país A estão em risco não faz parte do capitalismo.\r
4º Quando ele começar a falar de países explorados pelo capitalismo, esqueça que na linguagem socialista ser explorado significa estar aberto ao mercado externo. Tente esquecer que o país mais explorado pelas empresas de telecomunicações no continente americano, a Guatemala, possui o mais barato e mais eficiente serviço de telecomunicações no novo mundo.\r
5º Quando ele falar que a ditadura militar foi planejada pela burguesia junto ao exército, esqueça que estatizar a economia e conceder benefícios aos amigos do rei não têm nada a ver com capitalismo.\r
6º Quando ele falar que privatizar as riquezas nacionais é o mal encarnado, esqueça que o consumidor existe e que este não deveria ser obrigado a restringir-se a comprar o lixo nacional.\r
7º Quando ele falar que o protecionismo é certo(contrariando mesmo a Marx) para proteger o emprego dos funcionários da Guaraná Tobi contra a Coca-cola, esqueça que roubar a liberdade e o dinheiro de uma sociedade inteira para favorecer um dono de fábrica e seus funcionários é completamente injusto e autoritário.\r
8º Quando ele falar que Cuba tem a melhor educação pública, a melhor banana, a melhor saúde e a melhor (insira algum serviço público que justifica a existência do estado), apenas sorria e admita o suposto sucesso da experiência cubana.\r
9º Quando ele falar que a URSS apenas falhou porque tinha que criar armas para enfrentar os EUA, esqueça que o verdadeiro fracasso soviético não tinha nada a ver com guerra e sim a inexistência do cálculo econômico racional sob o socialismo.\r
10º Mais importante, quando ele disser que os EUA e a Inglaterra apoiaram todas as ditaduras na América e conspiraram cada segundo da nossa história, sendo eles os culpados da nossa pobreza e não a insistência do nosso governo em saquear a sociedade e sua liberdade, apenas sorria e agradeça por ter reaprendido a pensar.
Ao ler comentários como os do Gabriel, reforço uma “teoria” de minha autoria(ainda não escrevi nada, pelo simples motivo de não estar preparado ainda, ou seja, tenho de estudar muito mais):
Dependendo do tempo e de quão precocemente se teve contato como o marxismo, a pessoa desenvolve o que eu chamo de Síndrome do salvador. Isto significa a dogmatização de uma teoria, no caso do marxismo, é o extremo da dogmatização, maior até que no Cristianismo, lembrando que este, dogmatiza para o Transcendente, ao passo que àquele, dogmatiza para o imanente.
Na prática, os marxistas em geral e seus derivados, acreditam possuir uma moral superior, capaz de ‘salvar’ as outras pessoas da ‘opressão’ capitalista, ao ponto de enxergarem o marxismo como a única teoria correta, isto é, O MARXISMO SE APROPRIA(OU) DA VERDADE, todo o resto é auto-excludente. A MENTE FICA CAUTERIZADA.Não importa que digam aceitar outras teorias; no fundo, acabam recorrendo as teses “irrefutáveis” de Marx. Por exemplo:
Quando se adota a escola de Frankfurt, ou os chamados Revisionistas, ou a Terceira Via de Giddens, dizendo ser estas um complemento do marxismo ou pequenas melhorias, na verdade, estão tentando mascarar as falhas, ou, até mesmo negá-las.TODOS OS QUE ADOTAM MARX COMO REFERÊNCIA(Os que, realmente, entendem o que significa a proposta marxista), QUEREM CONSTRUIR UM NOVO MUNDO, DESTRUINDO O JÁ EXISTENTE.Os que não entendem, são levados pelos ‘cabeças'(Tipo FHC,no caso brasileiro) a enxergarem outra realidade. Isto é tão verdade, que, em meu curso, há colegas que pensam ser o PSDB um partido de “direita”.Tente dizer o contrário.Fui chamado de “louco”, “reaça” e outros apelidos carinhosos.
O problema nesta tentativa alucinada em construir um “outro mundo possível”, é que, não conseguem enxergar a IMPOSSIBILIDADE LÓGICA de tal proposta. Existe uma ESTRUTURA DA REALIDADE(Eric Voegelin), em cima dela se constroem teorias, umas, de acordo com essa Estrutura, outras, em revolta contra ela, mas, é impossível substituir o FUNDAMENTO posto. A Segunda realidade nasce dessa tentativa de negar o mundo existente.
Mesmo com todas essa desgraças que essa ideologia trouxe a sociedade, esse ainda é um sonho sonhado por quem está dormindo para a realidade.
Shalom U’bracha ( Paz e Benção )!!\r
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Esse site me faz aprender muito de econômia. Principalmente os “debates” que rolam nos comentários. Eu desde já compactuo com a escola austriaca. Muito show…
Olá pessoal! Bom dia! Tenho uma dúvida a respeito dos partidos daqui do Brasil, quais são socialistas e quais são capitalistas? Sempre tive essa dúvida…
Nunca fui marxista mas confesso que já me simpatizei muito com o movimento. Até que me deparei com as inúmeras contradições. Nunca vi um marxista pobre. Eles querem que todos reduzam o padrão de consumo e utilizem serviços públicos, sendo que eles gostam mesmo é de aproveitar as benesses que o sistema capitalista proporciona. E quando a gente olha para a história é aí que vemos o verdadeiro desastre: milhões de mortes e um sistema econômico fracassado.
Nas escolas e faculdades brasileiras se voce dizer que o Socialismo é um fracasso, voce é perseguido, hostilizado e execrado pelo professor.
Me recordo do 3º ano do ensino médio, há 10 anos atrás, quando um aluno questionou uma professora sobre socialismo, ela simplesmente disse: “foda-se”.
A ditadura de opnião no Brasil está tão forte que algumas pessoas já estão partindo para agressão física. Sei de um caso na UFRJ, onde um pobre e ingenuo rapaz questionou o professor sobre o socialismo. A policia do campus foi chamada, e o rapaz nunca mais retornou.
É uma histeria, uma hipnose coletiva, agressiva e odiosa a ditadura de opniao nas escolas.
Quanto comentário. Mas aí vai o meu: O grande problema do Estado é a corrupção desenfreada. Quanto maior o Estado e seu aparato, maior a roubalheira e o desperdício. A URSS quebrou porque a corrupção lá devia ser astronômica, mesmo se comparado a países da América Latina. Em Cuba, os caras, em nome do tal “socialismo” devem roubar ininterruptamente. Já no caso do capitalismo de compadrio do Ocidente, os banqueiros com suas reservas fracionárias (aprendi esse termo aqui no IMB) também operam uma vasta rede de corrupção, piramidando empréstimos e corrompendo governos e seus bancos centrais. Simples assim.
Caro Zeca, seu comentário veio a calhar.
Sou empregado publico (CLT), o que me torna servidor publico, de uma Companhia Municipal de Transito e Urbanização da cidade onde moro. O problema não é o tamanho do “estado” e sim o calculo economico que não existe ou se tentam utilizá-lo é um tremendo equívoco. Vejo muito desperdicio e má alocação de recursos.
Outro exemplo gritante em minha cidade é sua Companhia Municipal de Telefonia que vive seu inferno astral com troca troca de nomes indicados à presidencia para ver quem morde mais o erário publico e com isso se arruma para as próximas eleições municipais.
Acrescente ainda o cabo de guerra politico com a Companhia Estadual de Energia Elétrica, “dona” de Itaipu, que têm seus representantes lobistas nessa empresa municipal de telefonia.
Enquanto isso ponto para a Oi, Tim, Vivo, Claro, etc…
É uma vergonha!
Por questão de emprego continuo onde estou. Por mim poderiam privatizar tudo. Inclusive “minha empresa”. Não tem coisa pior que ser funcionário de carreira e sofrer ameaça de demissão de uns infelizes que assumem cargo de confiança e passa a nos ditar propósitos equivocados que nos leva a prática de ações econômicas desastradas?
Alguém discorda?
É simplista o meu comentário, mas existe uma falácia da burocracia: Que ela é uma forma racional de administração pública, mas imaginamos o irracional.
Recentemente traduzi, um e-book do Mises que é sobre o assunto BUROCRACIA, mas não era inglês, mas está escrito em TCHECO.
Na minha opinião controle atrapalha a administração seja público ou no privado, na Administração aprendemos que uma das ferramentas básica de um administrador é o controle, mas existe outras formas de administrar que não precisa de controle.
Mas em sociologia das organizações, burocracia é uma organização ou estrutura organizativa caracterizada por regras e procedimentos explícitos e regularizados, divisão de responsabilidades e especialização do trabalho, hierarquia e relações impessoais. Em princípio, o termo pode referir-se a qualquer tipo de organização – empresas privadas, públicas, sociais, com ou sem fins lucrativos.
Popularmente, o termo é também usado com sentido pejorativo, significando uma administração com muitas divisões, regras, controles e procedimentos redundantes e desnecessários ao funcionamento do sistema.
Pessoas que são limitadas, só conseguem enxergar a forma burocrática de administrar, portanto uma das ferramentas do socialismo é a burocracia.
Fonte de pesquisa: http://www.mises.cz/
Alguém já leu o livro “HITLER GANHOU A GUERRA”? O que têm a dizer sobre as ideias deste livro?
Como explicar, então, os exemplos bem sucedidos? Toda vez que falo do fracasso soviético, me jogam na cara o exemplo dos escandinavos, que vivem sob um modelo socialista (educação e saúde estatizadas, estado de bem-estar social, assistencialismo governamental etc.) e são ricos? O que dizer da medicina inglesa? Saúde pública que funciona…
Provavelmente o Sr. North não conhece a Funai…
A questão indígena sempre me deixou com sensação de injustiças cometidas com estes povos.
A começar pela nossa América do Sul, incluindo é claro o Brasil.
No Brasil está em grande discussão a demarcação das Terras indígenas.
Estes povos não teriam direito aos seus quinhões no Brasil, pois os mesmos foram espoliados de suas terras por nossos ancestrais portugueses?
Leandro, um libertário não deveria defender a liberdade dos índios e devolução de suas terras, já que se tratou de uma injustiça? Eles estavam aqui muito antes dos portugueses e espanhóis.
E o caso de Israel na visão de um libertário, como ficaria?
O estado de Israel foi criado após sua diáspora no ano 70dc causada pelos romanos. Pela lógica da propriedade privada os palestinos não foram lesados??
Os EUA possuem sua própria FUNAI!
Reagan estava certo em chamar a URSS de “IMpério do Mal”.
* * *
Aqui no Brasil em 1500, existiam centenas de etnias. Algumas foram miscigenadas pelos cruzamentos com os colonizadores, outras exterminadas por bandeirantes. As etnias que remanesceram emigraram de seus territórios de origem. Como achar uma situação justa para eles?
Em um pronunciamento a ruralistas a Senadora Katia Abreu do PSDB sugeriu obter imagens de satélites à época da constituição de 1988 e através destas imagens realizar as demarcações.
Porque não oferecer as terras da Amazônia pertencentes a União e outras terras devolutas?
Quero colocar que não concordo com a demarcação arbitrária, da forma como está sendo feita hoje. Acabando com propriedades altamente produtivas e retirando famílias que estavam nestes locais a mais de 100 anos.
Como o artigo citou a questão dos índios americanos, gostaria de saber a opinião dos interlocutores do Instituto Mises sobre esta questão.
Respondendo ao Marktub:
“Por que os índios são merecedores de terras que eles nunca habitaram?”
Os índios habitavam toda a extensão do continente.
Acredito que algumas etnias indígenas até possuíam uma “espécie de demarcação” de território.
Infelizmente naquela época, o trabalho de desenvolvimento que os Jesuítas realizavam com os índios foi duramente perseguido por governantes e alguns bandeirantes. Mas esta é uma outra questão.
Algumas etnias não eram muito afeitas ao ouro e a prata. Eram silvícolas e nômades por este grande território.
Acredito que uma visão libertária neste encontro de civilizações, seria dar a possibilidade de ambos conhecerem suas culturas respeitando o diferente não sobrepujando o outro a força. Quanto a questão das terras e a propriedade, como não podemos voltar no tempo, seria dar a posse de terras e rios nativos dando a eles total autonomia sobre estes territórios. Se quiserem ganhar dinheiro ou não é uma escolha deles.
Veja o exemplo neste link da veja sobre os indígenas americanos.
veja.abril.com.br/250407/p_069.shtml
Só que agora não sei se os dados deste informativo da Veja são verdadeiros. A imagem que pintaram é que os índios estão bem, o que destou deste artigo.
Fantástico artigo. Parabéns ao autor.
Cada vez fico mais fã do IMB.
P.S.: Vejo que é uma lástima que o livre-mercado propicie condições perfeitas para a encubação de monstros desequilibrados que, ao atingirem a “maturidade”, se voltam contra o seu próprio ninho.
Professor ,quando escrevi “Os índios habitavam toda a extensão do continente.”, quis apenas transmitir que as tribos habitavam várias regiões do território. Como também escrevi, muitas etnias eram nômades, não possuíam um lugar fixo definido, visto que não fazia parte da sua cultura se fixar em um lugar definitivamente. Eles não tinham estado para se submeterem.
Não quero gerar polêmicas, apenas como saber como ficaria a situação dos indígenas em uma visão libertária.
Citei o artigo da revista Veja (veja.abril.com.br/250407/p_069.shtml)
, porque mostrou um outro lado dos índios dos EUA. Achei a visão progressista para eles interessante.
O uso incessante de argumentos ad hoc, utilizados por vocês libertários, diminui em muito a força de sua argumentação.
Nunca li um livro sobre economia em minha curta vida, mas sei que, usando o minimo conhecimento de mercado e pura logica, se chega nos ideais do liberalismo como a nossa melhor opção atual. É como se o liberalismo fosse “2+2=3.9999..” (pra não dizer exato) e todos esses outros “ismos” fossem “2+2=5+”. Não consigo entender como as pessoas ainda caem nesses contos — feito obviamente por oportunistas que só almejam o poder — em pleno Seculo XXI.
reason.com/archives/2005/01/21/the-man-who-told-the-truth
Robert Heilbroner:
“Capitalism has been as unmistakable a success as socialism has been a failure. Here is the part that’s hard to swallow. It has been the Friedmans, Hayeks, and von Miseses who have maintained that capitalism would flourish and that socialism would develop incurable ailments. All three have regarded capitalism as the ‘natural’ system of free men; all have maintained that left to its own devices capitalism would achieve material growth more successfully than any other system. From [my samplings] I draw the following discomforting generalization: The farther to the right one looks, the more prescient has been the historical foresight; the farther to the left, the less so”. (Dissent)
ARGUMENTO FALACIOSO Nº1:
Stalin e Mao assassinaram mais de 100 milhões de pessoas.Stalin e Mao eram socialistas.Ora, se Stalin e Mao eram socialistas e mataram mais de 100 milhões de pessoas, então todos os socialistas são assassinos sanguinários e perversos.
Se levarmos a sério essa falácia, poderemos afirmar então que Diocleciano, Átila, Genghis Khan,Leopoldo II da Bélgica e Hitler também foram socialistas, já que assassinaram milhões de pessoas também…
A morte de um homem, uma tragédia; de milhões, apenas estatística. Lênin
“Uma espiã chamada Coco Chanel“. Segundo a edição brasileira do EL PAÍS, “documentos inéditos do ministério de Defesa francês, da Prefeitura de polícia e do Arquivo Nacional da França” corroboram a versão que Coco Chanel era uma espiã a serviço do Nazismo.
Um socialista ao matar um a um capitalista ou outro socialista em tempo de “paz”, é um assassino e vice-versa. Se for em nome de uma revolução ou guerra ou conquista,
é um assassino travestido de herói.
Leandro, qual o impacto dos investimentos estrangeiros durante a NEP? Eles realmente fizeram diferença no processo de recuperação econômica e aumento da produção industrial observado durante os anos 20?
Marx e Sartre eram tão tolos quanto o suposto vidente psíquico Edgar Cayce.
O Correspondente do NY Times, Walter Duranty, ganhador do Pulitzer, negou categoricamente o extermínio por inanição cometido na Ucrânia na década de 30. Outros intelectuais tiveram a mesma atitude de negligência durante a “década vermelha”, expressão de Eugene Lyons.