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Austeridade, otimismo e a dissolução do estado assistencialista keynesiano

Os
keynesianos e os declaradamente anti-keynesianos se deram as mãos e, atuando em
conjunto, passaram a propagandear um erro intensamente keynesiano: falar sobre a “austeridade” fiscal na Europa como sendo um fato negativo.  Um colunista da revista Forbes se referiu à austeridade como sendo uma espiral mortífera.

A
palavra “austeridade”, que surgiu com a crise da dívida do governo da Grécia
dois anos atrás, tem sido utilizada pela mídia como tendo exclusivamente um
único sentido: reduções nos gastos dos governos nacionais.  A palavra não é utilizada em relação à
economia como um todo.

Mais
do que isto: a palavra tem sido utilizada para explicar as contrações nas economias
da Europa.  Fala-se que as reduções nos
gastos dos governos estão causando a recessão das economias europeias.  Esta explicação é baseada inteiramente nos
modelos keynesianos que dominam os livros-textos.

Mas
há um problema: não houve reduções nos gastos. 
Ao que tudo indica, para a mídia, “austeridade” não significa o mesmo
que significa para uma pessoa normal: cortes severos nos gastos
governamentais.  Ao que tudo indica, “austeridade”
significa não haver absolutamente nenhum corte de gastos.

austerity.jpg

Keynesianos
sempre defendem aumentos nos gastos do governo. 
Este é o âmago do keynesianismo. 
O keynesianismo depende inteiramente de um mantra: “Gastos do governo
curam recessões”.  Todo o resto é
periférico: inflação monetária, tributação crescente e livre comércio.  Estas questões periféricas sempre serão
sacrificadas em prol da suprema premissa econômica: “Gastos do governo curam
recessões.”

É
deste ponto que qualquer análise do keynesianismo deve partir.  Qualquer doutrina econômica, qualquer
política econômica, qualquer solução proposta para a atual crise deve ser
avaliada em termos deste mantra. 
Qualquer coisa que não comece e não termine com este mantra não é
keynesianismo.  Qualquer coisa que o
faça, é keynesianismo.

Qualquer
ideologia pode se declarar triunfante quando até mesmo seus professos críticos
adotam tanto as suas conclusões quanto a sua retórica, e o fazem sem
perceber.  Isto significa que os
promotores desta ideologia obtiveram êxito total em estipular os termos do
debate público.  É muito difícil
substituir uma ideologia ou uma visão de mundo quando seus promotores já
conseguiram estabelecer os termos do debate.

É
algo que pode ser feito, é claro; mas, para fazer isso, os promotores de uma
ideologia rival têm de expor não apenas os erros do atual sistema, como também
a concordância implícita concedida pelos supostos críticos da ideologia
dominante.  Tal postura, é bom deixar
claro, não irá lhe garantir novas amizades entre estes infelizes que creem
estar obtendo vitórias significativas ao argumentarem apenas contra aspectos
periféricos da ideologia inimiga ao mesmo tempo em que aceitam todos os seus
pressupostos centrais e todas as suas receitas políticas.  Eles já foram fisgados.

Um
exemplo recente de um bem-intencionado, porém conceitualmente confuso
anti-keynesiano pode ser conferido em um recente artigo da Forbes.  O título era poderoso: “O
keynesianismo é a nova Peste Negra
“. 
Mas o artigo concluía que a grande tragédia da Europa atual é a
“austeridade”.

Em
teoria, a mídia universalmente define austeridade como cortes nos gastos do
governo.  Eu nunca vi o termo sendo
empregado em qualquer outro sentido. 
Qualquer autor que utilizar esta palavra em algum outro sentido tem de
explicar aos seus leitores o motivo deste novo significado.  Como o artigo da Forbes não ofereceu nenhuma outra distinção ou alternativa,
interpretei o termo ao pé da letra.

Se
a austeridade é a grande perversidade do momento, então a implicação é
inevitável: aumentar os gastos governamentais e abandonar qualquer austeridade
(que nunca houve) é algo positivo.

O mantra austríaco

Os
economistas seguidores da Escola Austríaca também têm um mantra: “Menos
impostos aumentam a liberdade.” 
Liberdade é necessária para o crescimento econômico.

Se
um governo não puder reduzir impostos sem que isso o leve à falência, então ele
tem de cortar gastos caso não queira quebrar.

Os
governos europeus estão todos no caminho da falência.  O do Japão também.  O mesmo vale para o dos EUA.  A solução é cortar impostos e cortar gastos
ainda mais.

“Nada
de mais gastos governamentais.  Menos
gastos governamentais!”

“Nada
de mais déficits orçamentários.  Menos
déficits orçamentários!”

“Nada
de mais impostos.  Menos impostos!”

“Nada
de mais inflação monetária.  Menos
inflação monetária!”

Em
suma: “Deixem o povo livre!”

A
solução para a recessão europeia não é aumentar os gastos governamentais, e sim
o oposto: reduzir os gastos dos governos. 
E os impostos.  A solução,
portanto, é mais austeridade.

Com
isto em mente, examinemos um artigo que argumenta que a austeridade é a maior
ameaça para a prosperidade da Europa.

Uma espiral mortífera?

O
artigo começa com uma análise da política europeia.  Ele afirma que os eleitores estão desalojando
todos os políticos que estão no poder, em todos os países.  Sarkozy foi a oitava baixa ao longo dos
últimos doze meses.  Por que isso está
acontecendo?  Eis a resposta sugerida:

Os eleitores da Espanha, da Grécia, da França etc. entendem
que as elites governamentais empurraram suas economias para espirais
mortíferas, e estão expressando este seu descontentamento nas urnas.

A
questão mais fundamental, no entanto, é esta: por que estas elites empurraram
suas respectivas economias para esta suposta espiral mortífera?  Por que fervorosas elites keynesianas fariam
tal coisa?

Não
sejamos ingênuos.  O Ocidente tem sido
gerido por elites keynesianas, ou por políticos seguidores de ideias
keynesianas, desde 1930 — seis anos antes de Keynes oferecer sua ininteligível
justificativa para as políticas então adotadas pelos políticos, por meio de seu
livro “A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda”.

O
Banco Central Europeu, seguindo ideias keynesianas, empurrou as economias europeias
para um crescimento econômico artificial entre os anos 2001 e 2007.  As economias da periferia da Europa — o
chamado “Club Med” — entraram em uma acentuada expansão econômica.  O mesmo ocorreu com o membro honorário do
Club Med: a Irlanda.  Os valores dos
imóveis na Irlanda quadruplicaram. 
Parecia que tudo iria durar para sempre. 
As elites — principalmente os economistas — não emitiram nenhum
alerta, exceto os economistas seguidores da Escola Austríaca, que, como sempre,
foram sumariamente ignorados como se fossem dinossauros.

E
então veio a fase da contração econômica. 
Tudo o que o Banco Central Europeu havia feito antes de 2007 —
inflacionar –, ele passou a fazer ainda mais agressivamente desde 2008.  Os governos europeus incorreram em déficits
ainda maiores.  Todos eles implementaram
estímulos keynesianos.  Nada
funcionou.  A Europa entrou novamente em
recessão.

No
primeiro semestre de 2010, investidores europeu finalmente se atentaram para o
fato de que a população do Club Med não era capaz de concorrer economicamente
com o resto da Europa.  Tais países
apresentavam seguidos déficits comerciais com o resto da Europa.  Este pessoal calmo e relaxado estava vivendo
de dinheiro tomado emprestado junto ao resto da Europa.  Seus respectivos governos faziam o
mesmo.  Eles não tinham a intenção de
quitar estes empréstimos.

E
por que não?  Porque é isto que o
keynesianismo ensina.  Empréstimos
governamentais não serão pagos.  Nunca.  A dívida governamental irá aumentar
continuamente.  E com ela, a prosperidade.

Dois
anos atrás, o Partido Socialista da Grécia descobriu a real profundidade do
buraco da dívida em que o governo havia se metido.  As taxas de juros então começaram a subir nos
países PIIGS.  Estes governos estavam
encurralados.  Eles não mais poderiam
continuar incorrendo em déficits crescentes, pois o custo dos empréstimos
estava aumentando.

E
foi aí que a realidade do keynesianismo se manifestou: déficits, ao contrário
do que imaginam keynesianos, realmente importam.  Dinheiro não é de graça.  Dívidas devem ser roladas de acordo com os
juros de mercado.  O horror!

E
foi aí que os governos do sul da Europa começaram a “controlar” um pouco mais
os gastos.  Não muito, como se vê no
gráfico acima.  Os déficits continuam em
níveis inauditos: acima de 6% do PIB.

Os
keynesianos rotularam isso de “austeridade”.

Mas
não é austeridade, é claro.  São déficits
orçamentários em escala maciça. 
Austeridade é quando os governos incorrem em superávits orçamentários e
utilizam as receitas em excesso para pagar a dívida nacional.

Não
há austeridade na Europa desde aproximadamente 1914.

O
padrão-ouro vigente de 1815 a 1914 impingia austeridade.  Esta era sua principal função e seu maior
serviço à humanidade.  Ele obrigava os
governos ocidentais a se manterem austeros. 
E isto permitiu o setor privado crescer a taxas aceleradas.

Keynesianos
odeiam o padrão-ouro porque eles acreditam que gastos governamentais crescentes
são o que permitem o aumento dos gastos em consumo; e os gastos em consumo — e
não a poupança — são, para os keynesianos, a base da prosperidade.

O
público, que prefere o consumismo à austeridade de uma poupança, gosta das
políticas do keynesianismo.  Déficits
intermináveis, endividamento sem dor, crescimento ininterrupto: os keynesianos
prometem, e os eleitores acreditam.

Porém,
o dia do acerto de contas chegou em 2010. 
O dinheiro gratuito ficou caro.  A
festa não acabou, mas alguns dos convidados foram mandados de volta pra casa,
onde se juntaram aos jovens adultos que estão sentados no sofá assistindo à
televisão, pois não há empregos.

O
público se sente traído.  Os eleitores,
milhões deles, acreditaram no sonho keynesiano. 
Políticos prometeram realizar a façanha de transformar pedras em pães.  Os eleitores aplaudiram.

Mas
os tempos mudaram, nos diz o artigo.

Infelizmente para a Europa e para o mundo atual, não há, em
todo o continente, candidatos ou partidos em prol do crescimento econômico para
oferecer um alívio dos programas de austeridade que estão reduzindo suas
economias a pó.  Sem ter ninguém em quem
votar, tudo o que o eleitorado europeu tem podido fazer é votar contra.  Eles passaram a explicitar seus protestos
derrotando os políticos atualmente no poder.

Os
políticos que estavam no poder fizeram promessas excessivas.  Eles há muito vinham dizendo para o
eleitorado que déficits não importavam. 
Déficits não importavam enquanto os bancos do resto da Europa
continuassem emprestando para os PIIGS a taxas de juros de alemãs, cuja população
é bem mais frugal.  E então veio a
realidade.

A Europa como um todo está em recessão; Grécia, Espanha e
Portugal estão em
depressão.  O que as
pessoas devem fazer se os chefs
econômicos tanto à esquerda quanto à direita estão oferecendo o mesmo e venenoso
menu de “austeridade”?

Orçamentos
equilibrados continuam sendo apenas uma miragem.  Cortes de gastos excessivamente tímidos, que
confessadamente têm o objetivo extremamente modesto de reduzir os déficits para
altos 3% do PIB em incríveis dez anos, são hoje tidos como “venenoso menu de
austeridade”.  Colocando em uma
terminologia mais familiar, há um excesso de pedras e pouquíssimos pães.  Os eleitores não irão tolerar isso.

A
razão por que não há chefs econômicos promovendo o crescimento é simples: alguém
tem de financiar o crescimento dos gastos do governo.  Quem fará isso?  Quem confia nos PIIGS?

Quanto
mais alto os eleitores protestam contra a austeridade, menor será o número de
emprestadores — no caso, investidores dispostos a emprestas a taxas abaixo de
10%.

Peste!

O
artigo, no final, chega ao seu objetivo.

Então, o que aconteceu na Europa?  A resposta curta é “peste”.  A Peste Negra do século XIV foi causada pela Yersinia pestis bacterium, que foi
disseminada por ratos.  A peste atual é
resultado do keynesianismo, que está sendo difundido pelos economistas dos
departamentos das principais universidades do mundo e também do The New York
Times.  Infelizmente, ao contrário da Yersinia pestis, o keynesianismo é imune a antibióticos.

Como
o artigo define keynesianismo? 
Erroneamente.  Ele diz que
keynesianos defendem aumento de impostos e cortes de gastos.

Austeridade, como está sendo atualmente praticada na
Europa, baseia-se na crença keynesiana de que aumentos de impostos e cortes de
gastos do governo possuem o mesmo efeito sobre os déficits do governo e sobre a
economia.  Com efeito, as mais virulentas
cepas do keynesianismo fazem as pessoas acreditar que aumentar a alíquota
máxima do imposto de renda e aumentar os gastos governamentais pode realmente
estimular o PIB, pois “os ricos” possuem uma “propensão marginal para poupar”
mais alta do que os beneficiados por repasses governamentais.

François
Hollande, o vencedor das eleições presidenciais da França, é um
keynesiano.  Ele acredita que elevar a alíquota
máxima do imposto de renda da França para 75% ao mesmo tempo em que contrata
mais 60.000 professores sindicalizados irá melhorar as coisas.

Como
assim?  O que o um político
declaradamente socialista tem a ver com o keynesianismo?  Keynesianismo é aquilo que Paul Krugman
defende: mais gastos e mais déficits, tudo em conjunto com uma grande expansão
monetária feita pelo Banco Central para poder financiar esta expansão.

Qual
político ou economista keynesiano já se pronunciou abertamente a favor de cortes
de gastos, ou seja, austeridade? 
Economistas austríacos já.  Ron
Paul já.  É por isso que os austríacos e
Ron Paul são marginalizados pela mídia keynesiana, que os considera
excêntricos.

Para um político cuja mente está infectada de
keynesianismo, faz todo o sentido tentar reduzir um déficit orçamentário por
meio de uma combinação de aumento de impostos e cortes de gastos, com o
equilíbrio entre os dois sendo determinado por alguma combinação entre
considerações políticas e “equidade”.


muitos políticos na Europa que impuseram mais tributos sobre os ricos.  Os eleitores sempre os encorajaram a fazer
isso, e adoravam quando isso era feito. 
Os eleitores hoje estão injuriados com os “cortes” de gastos.  Cortes de gastos reduzem o fluxo de fundos
para burocratas do governo e para os clientes do estado.  É por isso que os sindicatos gregos fazem
baderna.

O
keynesianismo tradicional clama por mais gastos, mais endividamento e — caso
os investidores privados exijam juros mais altos — mais expansão monetária
feita pelo Banco Central para comprar mais títulos da dívida do governo.  O artigo espertamente rejeita esta
monetização.  Mas não clama por um
padrão-ouro.  Em vez disso, defende o
euro.  Por isso, o artigo sofre de uma
ilusão: imaginar que o euro não é somente mais um veículo inflacionário;
imaginar que ele seja superior a dracmas geridos por keynesianos.

A
hierarquia política keynesiana impôs o euro sobre os eleitores em 1999.  Os porta-vozes das elites vêm condenando a
saída da Grécia da zona do euro.  Os
tecnocratas gregos, que não foram eleitos pelo povo, assim como os tecnocratas
de todo o resto da Europa, ou são ex-empregados do Goldman Sachs ou serão futuros
empregados dele.  Eles estão agora sendo
desalojados pelo eleitorado.  Os
eleitores são populistas e socialistas. 
Eles são simpatizantes da elite keynesiana apenas durante a fase
expansionista do estado assistencialista. 
Quando a conta chega, eles passam a defender emissão monetária feita
individualmente pelos governos nacionais, tributação dos ricos, sindicalismo e
aumentos nos gastos governamentais.

Conclusão

O
keynesianismo está em uma espiral de morte. 
Na mesma situação está o socialismo populista.  E o mesmo ocorre com o sistema monetário
fiduciário, de características fascistas (corporativistas).  Todos estão em espirais mortíferas porque
todos rejeitam esta premissa: “Impostos menores aumentam a liberdade”.

A
liberdade irá vencer.  Esta é uma
afirmação escatológica, eu sei.  Uma das
maneiras como ela irá prevalecer é por meio da falência da ordem social
keynesiana, que defende mais impostos, mais regulamentações, mais déficits,
mais inflação.

Para
haver austeridade genuína, o governo tem de entrar em dieta: seus gastos devem
ser genuinamente cortados.

É
isso o que o eleitorado europeu não quer. 
Mas é isso o que ele vai receber.

“Nada
de menos austeridade.  Mais austeridade!”

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49 comentários em “Austeridade, otimismo e a dissolução do estado assistencialista keynesiano”

  1. Gostei do artigo. Aliás, costumo gostar do que Gary North escreve justamente porque ele não “pega leve”, não escreve com meias palavras. É direto e dá nomes aos bois. Isso é bom. Só achei que ele foi otimista demais na conclusão. Sim, a liberdade irá vencer. O problema é que são justamente os keynesianos e socialistas que se apreveitam dos ciclos econômicos e colocam a culpa das crises no livre mercado – ou pelo menos no que eles acreditam ser o livre mercado. Eles são os culpados, mas é através das mentiras, inversões, com ajuda da mídia, que eles conseguem mais poder ao estado. O povo precisa conhecer a EA com urgência. Se não conhecerem a verdadeira ciência econômica, vão apoiar cada vez mais as idéias estatistas, e a espiral de morte pode não ter fim.

  2. Eu to adorando essa crise, porque ela pode finalmente mostrar a total falencia do keynesianismo, e a culpa disso não é só do governo, que usa políticas erradas, mas é do povo também que defende essas políticas falhas.

  3. Eu conheci o Keynesianismo através do mises.org.br. Confesso que, nos primeiros artigos que explicavam o que esta vertente da economia defendia, não acreditei que existiam pessoas que defendiam uma idéia tão absurda. Imaginei que o mises.org estava distorcendo as idéias deles. Até que comecei a ler artigos de Keynesianos como o Paul Krugman, e percebi que o monstro é mais feio do que eu pensava. \r
    \r
    Frequentemente, estes “economistas” recorrem a eufemismos, cálculos complicados, associações entre entidades sem nenhuma relação, transformando a economia em algo abstrato e intangível à pessoa comum, que prefere deixar tudo nas mãos dos especialistas. A EA, por outro lado, simplifica as coisas, mostrando a causa real dos problemas, estabelecendo relações de causa e consequência, e apresentando soluções que não desafiam as leis fundamentais da lógica.\r
    \r
    No fundo, o Keynesianismo não passa de politicagem transvestida de economia.

  4. Aviso: livre tradução minha. Acho que a notícia abaixo é um importante marco. Os austríacos já sabiam há muito tempo que é completamente impossível para a Grécia chegar sequer a começar a pagar a conta, mesmo com os “haircuts” (os calotes parciais, na prática).

    Responder

  • Caro PESCADOR, concordo com tudo que você disse, exceto com seu grau de pessimismo. Sou muito mais pessimista que você. Políticas keynesianistas sempre gerarão crises cada vez mais severas, levando os eleitores(sempre lépidos em alegarem inocência e culparem os políticos pelos descalabros) a clamarem por mais estado, o que fatalmente provocará novas crises…Como dizia o saudoso Paulo Francis, a maioria das pessoas não percebe a realidade melhor do que um gato.

  • Caros amigos,

    Não sou economista, nem estudioso no assunto.

    Tenho acompanhado o Mises todas as semanas desde o ano passado e tenho aprendido muito aqui. Aliás, tenho aplicado os princípios que tenho aqui aprendido nas minhas finanças pessoais e na gestão do meu patrimônio.

    Gostaria de saber qual a opinião de vocês, bem mais entendidos no assunto do que eu, sobre qual deve ser a postura do indivíduo com mentalidade “austríaca” dentro de um ambiente dominado e conduzido pelo keynesianismo?

    Todos meus amigos do trabalho falam em pegar empréstimo para comprar imóvel, carro, etc…? Todos falam de juros “baixos” e em aumentar o consumo, comprar, endividar-se…

    Se eu não visitasse a página do Mises eu me sentiria um ET.
    Em síntese, qual deve ser a postura financeira de um austríaco num mundo keynesiano?

  • " [Hollande] acredita que elevar a alíquota máxima do imposto de renda da França para 75% ao mesmo tempo em que contrata mais 60.000 professores sindicalizados irá melhorar as coisas." Esse político é mais louco do que eu pensava.

  • mauricio barbosa

    O IMB é um show de idéias e racionalidade,enquanto a academia é o verdadeiro dinossauro,viva a liberdade pois o mundo numca será perfeito mas a liberdade esta não precisa ser perfeita mas desfrutada continue assim IMB cada dia melhor e mais esclarecerdora e eu sei do que estou falando,pois já passei pela academia e perdi meu tempo por causa desta porcaria de teoria que é o keynesianismo.

  • Leandro, desculpe a pergunta , sei que você não está aqui pra isso, mas em que devemos investir no momento? Obrigado e meus parabéns , acompanho o site há um ano aproximadamente e isso foi realmente fez muita diferença pra mim. Abraço.

  • Creio que Keynes queria atirar o mundo no precipício. Para quê ? Para que seu sonho pudesse ser realizado : uma moeda de papel global. Menos liberdade e mais tirania! Teoria da conspiração, é verdade. Mas, poderíamos pensar diferente ? É difícil para uma pessoa comum e normal acreditar em maluquices keynesianas. Porém, parece que muitos economistas acreditam ! É relativamente simples fazer com que uma idiotice passe a ser considerada como sendo uma grande sabedoria : ensine tal idiotice nas escolas, inclusive e principalmente nas universidades !

    Acerca dessa teoria da conspiração, alguém poderia tecer mais comentários ?

  • Leiam a notícia abaixo:

    Edição do dia 09/02/2012

    10/02/2012 00h05 – Atualizado em 10/02/2012 00h29
    Grécia aceita pacote de contenção em troca de financiamento da dívida
    Devem ser demitidos 15 mil funcionários públicos em 2012 e 150 mil até 2015. O salário mínimo e parte das aposentadorias devem ser reduzidos.

    Marcos Uchôa

    A Grécia cedeu às pressões dos grandes países europeus e aceitou um violento pacote de contenção de gastos, em troca de financiamento da dívida. O pacote e o sacrifício dos gregos são considerados essenciais para salvar a zona do euro na Europa.

    Os ministros de Finanças da União Europeia se reuniram esta noite e vão examinar o acordo.
    Para receber mais 130 bilhões de euros, o governo grego e os três partidos que o apoiam tinham que aceitar medidas de ajuste da economia.

    Demitir 15 mil funcionários públicos em 2012 e 150 mil até 2015. Diminuir o salário mínimo em 22% e cortar também parte das aposentadorias. Se isso tudo já era suficientemente ruim, novos dados da economia trouxeram mais pessimismo.

    O desemprego agora atinge quase 21% dos gregos, e a produção industrial do país diminuiu 11,3% em dezembro. Sem crescimento, sem desenvolvimento e com nenhuma perspectiva de sair do buraco no horizonte, não é surpresa que nas ruas haja tanta gente protestando.

    Os próximos dois dias serão de greve e manifestações para pressionar o parlamento grego, que tem que ratificar o acordo no domingo.

    O apresentador de um dos programas de rádio mais populares da Grécia disse: “Nós estamos falidos, mas para não dizerem que nós estamos falidos, estão dando dinheiro em condições tão punitivas que nós agora vamos ficar ainda mais falidos.”

    Claro, estão fazendo isso para salvar os bancos e outros países europeus, mas, desse jeito, como a Grécia vai sobreviver?, perguntou. "A Grécia está cortando tanto, e encolhendo tanto, que, sem crescimento, não se imagina como ela vai ter condições de pagar todos esses empréstimos no futuro".

    g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2012/02/grecia-aceita-pacote-de-contencao-em-troca-de-financiamento-da-divida.html

  • E os economistas continuam a repetir aos operários: Trabalhem para aumentar a fortuna social! E, no entanto, um economista, Destutt de Tracy, responde-lhes: nas nações pobres que o povo está à sua vontade; é nas nações ricas que de um modo geral ele é pobre.

    E o seu discípulo Cherbuliez continua:

    “Os próprios trabalhadores, ao cooperarem na acumulação dos capitais produtivos, contribuem para o acontecimento que, mais tarde ou mais cedo, os deve privar de uma parte do seu salário.”

    Mas, ensurdecidos e tornados idiotas pelos seus próprios berros, os economistas continuam a responder: Trabalhem, trabalhem sempre para criarem o vosso bem-estar! E, em nome da bondade cristã, um padre da Igreja Anglicana, o reverendo Townshend, prega: “Trabalhem, trabalhem noite e dia! Ao trabalharem, fazem crescer a vossa miséria e a vossa miséria dispensa-nos de vos impor o trabalho pela força da lei. A imposição legal do trabalho exige demasiado esforço, demasiada violência e faz demasiado estardalhaço; a fome, pelo contrário, não só é uma pressão calma, silenciosa, incessante, como também o móbil mais natural do trabalho e da indústria, ela provoca também os mais poderosos esforços.”

    Trabalhem, trabalhem, proletários, para aumentar a fortuna social e as vossas misérias individuais, trabalhem, trabalhem, para que, tornando-vos mais pobres, tenham mais razão para trabalhar e para serem miseráveis. Eis a lei inexorável da produção capitalista.

    Porque, ao prestarem atenção às insidiosas palavras dos economistas, os proletários se entregaram de corpo e alma ao vício do trabalho, precipitam toda a sociedade numa destas crises de superprodução que convulsionam o organismo social. Então, porque há superabundância de mercadorias e penúria de compradores, as oficinas encerram e a fome fustiga as populações operárias com o seu chicote com mil loros. Os proletários, embrutecidos pelo dogma do trabalho, não compreendem que é o supertrabalho que infligiram a si próprios durante o tempo da pretensa prosperidade a causa da sua miséria presente, em vez de correrem ao celeiro de trigo e de gritarem: “Temos fome e queremos comer!… Sim, não temos nem uma moeda, mas, pobres como estamos, fomos nós quem ceifou o trigo e vindimou a uva… ” – Em vez de cercarem os armazéns do Sr. Bonnet de Jujureux, o inventor dos conventos industriais, e de clamar: “Sr. Bonnet, aqui estão as vossas operárias ovalistas (1), moulineuses (2), fiandeiras, tecedeiras, elas tremem de frio nos seus tecidos de algodão passajados de modo a condoer os olhos de um judeu e, no entanto, foram elas que fiaram e teceram os vestidos de seda das cocotes de toda a cristandade. As desgraçadas, trabalhando treze horas por dia, não tinham tempo de pensar na “toilette”, agora, elas estão desempregadas e podem ostentar um grande luxo com as sedas que trabalharam. Mal perderam os dentes de leite, dedicaram-se à sua fortuna e viveram na abstinência; agora, elas têm tempos de lazer e querem gozar um pouco dos frutos do seu trabalho. Vamos, Sr. Bonnet, entregue as suas sedas, o Sr. Harmel fornecerá as suas musselinas, o Sr. Pouyer-Quertier os seus paninhos, o Sr. Pinet as suas botinas para os seus queridos pezinhos frios e húmidos… Vestidas dos pés à cabeça, dar-vos-á prazer contemplá-las. Vamos, nada de hesitações o Sr. é amigo da humanidade, não é verdade? E cristão ainda por cima! Ponha à disposição das suas operárias a fortuna que estas lhe construíram com a carne da sua carne. – É amigo do comércio? – Facilite a circulação das mercadorias; eis consumido-res acabados de encontrar; abra-lhes créditos ilimitados. É obrigado a fazê-lo a negociantes que não conhece de parte nenhuma, que não lhe deram nada, nem sequer um copo de água. As suas operarias pagarão como puderem: se, no dia do vencimento, elas fogem e deixam protestar a letra, leva-las-á à falência e, se elas não tiverem nada para penhorar, exigirá que elas lhe paguem em orações: elas enviá-lo-ão ao paraíso, melhor do que os seus sacos negros com o nariz cheio de tabaco.”

    Em vez de se aproveitarem dos momentos de crise para uma distribuição geral de produtos e uma manifestação universal de alegria, os operários, morrendo à fome, vão bater com a cabeça contra as portas da oficina. Com rostos pálidos e macilentos, corpos emagrecidos, discursos lamentáveis, assaltam os fabricantes: “Bom Sr. Chagot, excelente Sr. Schneider, dêem-nos trabalho, não é a fome, mas a paixão do trabalho que nos atormenta!” E esses miseráveis, que mal têm forças para se manterem de pé, vendem doze e catorze horas de trabalho duas vezes mais barato do que quando tinham trabalho durante um certo tempo. E os filantropos da indústria continuam a aproveitar as crises de desemprego para fabricarem mais barato.

    Se as crises industriais se seguem aos períodos de supertrabalho tão fatalmente como a noite se segue ao dia, arrastando atrás de si o desemprego forçado, e a miséria sem saída, também levam à bancarrota inexorável. Enquanto o fabricante tem crédito, solta a rédea à raiva do trabalho, faz empréstimos, volta a fazer empréstimos para fornecer matéria-prima aos operários. Tem de se produzir, sem refletir que o mercado se obstrui e que, se as mercadorias não chegarem a serem vendidas, as suas ordens de pagamento acabarão por se vencer. Encurralado, vai implorar ao Judeu, lança-se a seus pés, oferece-lhe o seu sangue, a sua honra. “Um bocadinho de ouro ser-lhe-ia mais útil, responde o Rothschild, tem 20 000 pares de meias em armazém, valem vinte soldos, compro-lhas por quatro soldos.” Obtidas as meias, o Judeu vende-as a seis e a oito soldos e embolsa as bulicosas moedas de cem soldos que não devem nada a ninguém: mas o fabricante recuou para melhor saltar. Chega finalmente o degelo e os armazéns despejam-se; lança-se então tanta mercadoria pelas janelas que não se sabe como é que elas entraram pela porta. É em centenas de milhões que se cifra o valor das mercadorias destruídas: no século passado, queimavam-nas ou lançavam-nas à água (3).

    Mas antes de chegar a esta conclusão, os fabricantes percorreram o mundo à procura de colocação para as mercadorias que se amontoavam; forçam o seu governo a anexar Congos, a apoderar-se de Tonquim, a demolir com fogo dos canhões as muralhas da China, para aí darem saída aos seus tecidos de algodão. Nos séculos passados, era um duelo de morte entre a França e a Inglaterra para saber quem teria o privilégio exclusivo de vender na América e nas Indias. Milhares de homens jovens e vigorosos purpurearam os mares com o seu sangue durante as guerras coloniais dos séculos XV, XVI e XVII.

    Os capitais abundam como as mercadorias. Os financeiros já não sabem onde colocá-los; vão então para as nações felizes que passeiam ao sol a fumar cigarros pôr caminhos de ferro, construir fábricas e importar a maldição do trabalho. E esta exportação de capitais franceses termina uma bela manhã em complicações diplomáticas: no Egito, a França, a Inglaterra e a Alemanha estavam prestes a agarrar-se pelos cabelos para saber quais os usurários que seriam pagos em primeiro lugar; em guerras no México para onde são enviados os soldados franceses exercerem a profissão de oficial de diligências para encobrir más dívidas (4).

    (1) Ovaliste: operário que torna as sedas ovais.
    (2) Moulineur: operário que fia e torce mecanicamente Os fios de seda crua.
    (3) No congresso industrial realizado em Berlim em 21 de Janeiro de 1879, avaliava-se em 568 milhares de francos o prejuízo que a indústria de ferro tinha sofrido na Alemanha durante a última crise.
    (4) La Justice, do Sr. Clemenceau, na sua parte financeira, dizia a 6 de Abril de 1880: “Ouvimos defender a opinião de que, à excepção da Prússia, os milhares da guerra de 1870 foram igualmente perdidos pela França, e isto sob a forma de empréstimos periódica mente emitidos para o equilíbrio dos orçamentos estrangeiros; esta é também a nossa opinião.” Avalia-se em cinco mil milhões o prejuízo dos capitais ingleses nos empréstimos às Repúblicas da América do Sul. Os trabalhadores franceses não só produziram os cinco mil milhões pagos ao Sr. Bismarck, como continuam a servir os juros da indenização de guerra aos Oluvier, aos Girardin, aos Bazaine e outros portadores de títulos de rendimento que originaram a guerra e a derrota. No entanto, resta-lhes um prêmio de consolação: esses milhões não ocasionarão guerra de recuperação.

  • Sempre ouvi falar muito de Lord Keynes, especialmente nas matérias que tratavam sobre a Crise de 29, mas nunca soube direito o que ele propunha. Realmente, é desesperador vc imaginar há tantas pessoas em cargos vitais que acreditam num negócio tão descabido assim, e é mais desesperador vc imaginar que boa parte dessas pessoas controla o sistema financeiro global.

    Eu sempre achei que fosse óbvio pra qualquer um a idéia de que é necessário poupar para poder consumir, mesmo pq se vc consumir loucamente e se endividar horrores pra isso, é óbvio que vc estará simplesmente comprometendo sua possivel (pq nunca se sabe o que irá acontecer) renda futura.

    Só uma pergunta: no caso, esse pessoal não pensa que chega uma hora em que será necessário arcar com as responsabilidades das dívidas? Não dá pra ‘rolar’ a dívida eternamente, uma hora há de faltar credores, a reputação fica suja, etc… É impossível aumentar a prosperidade junto com uma dívida crescente! Mesmo que alguma renda surja desse esquema, ela será devorada justamente pelas dívidas. É impossível alguém racional ignorar isso.

  • Na verdade, Keynes nunca defendeu a atual política econômica posta em prática em todo o mundo, as políticas de inflação monetária constante e afrouxamentos fiscais contínuos. Em períodos de prosperidade econômica, Keynes defendeu que o Estado fosse austero. A política de expansões monetárias e deficit’s fiscais foi apenas uma ferramenta que Keynes defendeu para ser utilizada em períodos de recessão econômica, travestidas de “políticas econômicas anti-cíclicas”. A crise dos anos 70 e a ocorrência da estagflação, deveriam ter matado o keynesianismo, mas ao invés disso ela pariu o “Neo” e o “Pós” keynesianismos, estes sim, os verdadeiros autores do mantra onde; “quando o gasto público não resolve, é porque ele não foi o suficiente…”

    Há quem diga que Keynes havia percebido antes de sua prematura morte, que inflacionismo monetário e deficit’s fiscais não são capazes de eliminar recessões e que certamente poderiam até causá-las e terminou por recomendar que esquecessem tudo o que ele havia escrito, agora se isso foi verdade ou não…

    O melhor adjetivo que o colunista da Forbes empregou ao keynesianismo foi o termo “ininteligível”, quem leu a Teoria Geral, percebe que as argumentações de Keynes são ambivalentes. O próprio Samuelson, no prefácio da obra, diz que a Teoria Geral é recheada de contradições, falácias e erros primários próprios de alguém que não tem boas apreensões sobre o tema, ainda assim ele em contradição diz que o livro é genial. A obra, para quem lê, já começa com esta pitoresca declaração de um entusiasta, a de que o livro é uma porcaria, mas é genial…

  • Tem gente que acha o conceito de duplipensar de Orwell muito absurdo e radical para realmente acontecer. Mas aí está um exemplo claro de duplipensamento. Agir com responsabilidade (não gastar mais do se arrecada) é irresponsabilidade. E liberdade é escravidão.

  • Leandro,\r
    \r
    No 1º gráfico, qual o percentual destes gastos que são para o pagamento da dívida?\r
    \r
    Esses valores estão corrigidos por algum índice de inflação de preços?\r
    \r
    Qual foi a inflação (monetária) do euro no período?\r
    \r
    Obrigado antecipadamente.

  • As ideias aqui apresentadas parecem razoáveis.
    O que não entendo é:
    Existe algum país que aplique essa austeridade de fato no presente? Qual? Se não existe, por que?
    Existe algum exemplo histórico de forte austeridade que tenha levado a um maior desempenho econômico? [rejeito a época pré 1914 como base de comparação]
    Qual seria o impacto social de uma austeridade acentuada? [obviamente os ricos seriam pouco afetados, mas o que dizer da maioria da população, e principalmente dos mais carentes?]

  • Recentemente, assisti a uma palestra em que era dito que o gasto público em investimentos em infraestrutura, por exemplo, era muito pequeno no Brasil, gerando atrasos e custos.

    Por que o setor privado, supostamente, não investe em infraestrutura? Quais são as barreiras que impossibilitam esses investimentos?

    Um palestrante disse que nos EUA gastos com problemas de infraestrutura são pequenos no preço final de um produto, muito menores do que aqui. Lá, o setor privado esteve envolvido para investir em infraestrutura, não?

  • Viena, 20 jun (Lusa) — O governador do Banco Central Austríaco (OeNB) alertou contra as políticas de austeridade demasiado drásticas, estabelecendo um paralelismo com a Alemanha dos anos 1930 e o advento do nazismo, indicou hoje o OeNB, confirmando informações da imprensa.

    "A concentração exclusiva na austeridade (nos anos 1920 e 1930) conduziu a um desemprego em massa, a um colapso dos sistemas democráticos e, no final, à catástrofe do nazismo", declarou na segunda-feira Ewald Nowotny, também membro do conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE), segundo declarações citadas na terça-feira pela agência Dow Jones e confirmadas por um porta-voz do OeNB.

    Nowotny, que falava em Viena na abertura de um "workshop" conjunto do OeNB e do "European Money and Finance Forum" (SUERF), fez o alerta numa altura em que a União Europeia tenta combater a crise da dívida através de severas medidas de austeridade nos países mais afetados.

    Partido Aurora Dourada:
    'Estamos no rumo da Alemanha dos anos 30', diz historiador grego

  • Será que alguem pode editar esse artigo?
    pt.wikipedia.org/wiki/Austeridade
    Nunca vi um artigo da Wikipedia tão mal-escrito, parcial e mal-intencionado.

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