Voltar

Governo brasileiro proíbe a premiação pelo mérito

Enrico
de Paoli é um jovem e talentoso brasileiro que acabou de ser agraciado
com o prêmio Grammy americano
, concedido aos melhores do mundo na arte de
gravação musical.

Se
para nós brasileiros isso é motivo de orgulho, para o governo é apenas mais uma
oportunidade de punir o mérito individual e confiscar a riqueza alheia para
distribuí-la entres seus burocratas e toda a sua base de apoio.

Veja
a foto abaixo e observe bem o que está em destaque:

É
isso mesmo.  O troféu recebido por Enrico
só pode entrar no Brasil mediante o pagamento de um pedágio (que aqui adquire o
eufemismo de Imposto de Importação e ICMS) para o governo.  Os parasitas simplesmente atribuíram um valor
qualquer para o prêmio e, em cima deste valor, acrescentaram o imposto de
importação e o ICMS, o qual incide em cascata.  Note
que o valor pago em tributos equivale a nada menos que 88,6% do “valor
imaginário” do prêmio.

Neste monumento à estupidez, é difícil escolher o que é
pior:

1) O governo rotular de “importação” o simples ato de
entrar no país com um prêmio recebido no exterior;

2) O governo estipular arbitrariamente um valor monetário
para este prêmio e daí sair acrescentando impostos sobre este valor.

3) O governo proibir um indivíduo de possuir o seu troféu
— só pode mantê-lo consigo caso pague o pedágio; se não pagar, o troféu é
confiscado pela Receita Federal.

Que
direito esta gente parasitária julga ter para decidir se um indivíduo pode
manter consigo um objeto inanimado conquistado por mérito?  Será que nem
mesmo o reconhecimento internacional o brasileiro pode usufruir sem ser tungado
por impostos (quase 90%) pelo governo?

Estatistas
podem retrucar dizendo “Ah, mas o valor foi tão pequeno… Estão chorando à
toa”.  Novamente, recai-se no relativismo
moral de considerar que o que importa não é o ato em si, mas apenas o valor do
roubo.

Tal
raciocínio, aliás, nos leva a um caminho surpreendente.  Por exemplo, e se o prêmio fosse algo de
valor monetário monumental, o qual o premiado tivesse a intenção de doar a
instituições de caridade?  Qual seria o
incentivo para ele “importar” esse prêmio para o Brasil e pagar 90% do seu
valor para o governo?  Ele estaria, na
prática, pagando ao governo para fazer uma caridade.  Consequentemente, é razoável imaginar que tal
prática não ocorreria, dado o custo de impostos com o qual o benfeitor teria de arcar. 

Ademais,
não faz nenhum sentido limitarmos esta revolta unicamente a este caso.  Remédios, por exemplo, são muito mais
importantes do que um Grammy (que nos desculpe o Enrico).  Por que ninguém se exaspera com o fato de
alguns remédios essenciais terem sua importação banida pela ANVISA (como
aconteceu com nosso leitor Luis Almeida, que teve sua propriedade roubada
na Alfândega), ao passo que sobre outros igualmente essenciais recaem impostos
de importação insanos?  Da mesma maneira,
por que um sujeito não pode trazer equipamentos eletrônicos sem ter de prestar
uma “contribuição compulsória” para os burocratas?  Por que não se pode trazer um uísque sem ser
financeiramente punido por isso?

A
realidade é que este caso é apenas mais um rotineiro exemplo prático da
aplicação de apenas dois impostos dentre todos os 86 que existem no Brasil.  Tais impostos são tão “justos e defensáveis”
quanto qualquer outro.  Não faz sentido
algum argumentar que um indivíduo possa trazer sem impostos remédios do
exterior para sua mãe doente, mas, em seguida, argumentar ser justo que pague
tributos sobre produtos eletrônicos trazidos para seu filho.  Da mesma
maneira, não faz sentido se exasperar quando um indivíduo talentoso pague
tributos sobre a estátua de um gramofone, mas julgar lícito e correto que ele
pague impostos sobre uma garrafa de uísque. (Utilizar argumentos protecionistas da
época do mercantilismo para justificar impostos sobre importação não faz sentido
econômico nem moral).

Aprofundando:
não faz sentido nenhum se exasperar com qualquer tipo de imposto sobre
importações (mesmo com essa ridícula “importação” de troféus), mas defender
impostos sobre qualquer outro bem adquirido dentro do Brasil.  Tributar troféus é tão moralmente defensável
quanto tributar comida, habitação, saúde, roupas, automóveis, materiais
escolares. 

Enrico
foi apenas mais uma vítima dos burocratas das alfândegas brasileiras que
abordam milhares de pessoas todos os dias nos aeroportos, portos e postos de
fronteiras do território brasileiro, invadindo nossas privacidades, nos
obrigando a mostrar o que carregamos em nossas bagagens, e extorquindo nosso
dinheiro mediante ameaça de confiscarem nossas propriedades — às vezes, além
de confiscarem nossa propriedade, chegam a confiscar até mesmo a nossa própria
pessoa, sequestrando-nos e colocando-nos em prisões. 

No
vídeo abaixo podemos ver o modus operandi
destes agentes aduaneiros.  Eles
encontram algo na bagagem de um senhor, mas não sabem o que é.  O agente acessa a internet e acha um produto
similar.  Ato contínuo, conclui que o
senhor não declarou o valor correto, e unilateralmente decide estipular um
valor que este senhor deve pegar caso queira continuar com sua mercadoria.

Nada
diferente do caso do valor exigido de Enrico para que ele pudesse continuar com
sua estatueta de um gramofone dourado.  O
governo foi apenas coerente: extorque a tudo e a todos.

Portanto,
analisando aqueles 3 itens acima, após essas considerações, concluímos
que: 

1) Para o governo, trazer um troféu recebido do
exterior é uma “importação” como outra qualquer, pois se trata de um bem
pessoal atravessando as fronteiras do país. 
Logo, para os burocratas, é correto tributar também esta importação.

2) Os valores de todos os impostos são estipulados
arbitrariamente e unilateralmente pelo governo — e não tem como ser diferente,
pois todo e qualquer valor que seja estipulado pelo governo será
inevitavelmente arbitrário, já que o real valor de algo só pode ser conhecido mediante
uma troca voluntária no mercado.

3) Consentir com a existência de qualquer imposto é
consentir com a ideia de que o governo é o dono não somente de todos os bens como também dos frutos do trabalho de todas as
pessoas que estejam sob seus domínios.

No
final, não faz sentido algum defender a tributação de absolutamente nada.  Por que você tem de transferir parte de sua
propriedade para burocratas?  Se você
defende impostos, não reclame quando algum parente morrer porque não conseguiu
um remédio bom a preço baixo ou porque não conseguiu tratamento de qualidade a
preços acessíveis.  É indefensável pedir
impostos apenas sobre os bens que “os outros” consomem.

Últimos Artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

108 comentários em “Governo brasileiro proíbe a premiação pelo mérito”

  1. Bando de vagabundo!\r
    \r
    Dá nojo dessa gente. Enquanto a maioria dos mortais passa o dia suando para conseguir algo de valor, essa “raça” passa o dia sentado sugando a sangue dos outros!!\r
    \r
    Abraços e muito bom colocar (também) artigos do dia-a-dia (alias, poderia ter um tópico só para casos que acontecem no dia-a-dia dos leitores. Garanto sucesso de postagens).\r
    \r
    Abraços.\r
    \r

  2. Esta ação que é praticada pelo ESTADO se analisada racionalmente não passa de um ROUBO como outro qualquer, com a diferença entre o agente que pratica a ação, este “legalizado”.infelizmente grande parte dos individuos continuam a consentir com toda essa espoliação.aceitam o estado como uma condição natural a sua existência.

  3. O vídeo é incrível. O agente simplesmente faz uma pesquisa na Internet, acha um produto que se parece com o original e pronto, não aceita argumentos. Esse é o Brasil com seu povo estatista, tarado por leis e regulamentos. A solução, para alguns, é… criar mais uns regulamentos para regulamentar a atividade de quem já está regulamentando alguma coisa.

  4. Tenho uma duvida, voo nacional não passa pela alfandega, correto?\r
    \r
    Por exemplo, eu vou para o Rio Grande do Sul, passo no Uruguai com varias mercadorias, vou até Porto Alegre de carro e pego um avião para Curitiba…\r
    Nessa situação eu correria o risco de ter a mercadoria confiscada?\r
    \r
    Abraço

  5. Um leitor enfezado manda-nos uma mensagem bem malcriado reclamando que o título está distorcido. Será mesmo? Se o Enrico se recusar a pagar os impostos sobre seu Grammy, ele simplesmente não poderá trazê-lo para o Brasil. Se ele quiser o Grammy, terá de pagar uma propina para o governo. Ou seja: ele pode até ter o seu Grammy, mas para isso terá de fazer o caixinha do governo. O Grammy, portanto, é do governo; porém, mediante uma propinazinha, o governo concede ao Enrico o “privilégio” de ter o seu prêmio.

    Se esse leitor não enxerga essa distorção, então não há mais solução para o caso dele.

  6. PRÊMIO RECEBIDO EM COMPETIÇÕES ESPORTIVAS

    179 — Os valores das gratificações, prêmios, participações etc., pagos a atleta profissional, em decorrência dos resultados obtidos em competições esportivas, são tributáveis?

    Sim. Os valores pagos pelo empregador a título de luvas, prêmios, bichos, direito de arena, publicidade em camisas etc., em retribuição pelo contrato de serviços profissionais, por vitórias, empates, títulos e troféus conquistados, possuem caráter remuneratório e, como tal, são considerados rendimentos do trabalho assalariado e devem compor, juntamente com os salários pagos ou creditados em cada mês, a base de cálculo para apurar a renda mensal sujeita à incidência na fonte e na declaração de ajuste.

    (Instrução Normativa SRF nº 15, de 6 de fevereiro de 2001, art. 2º; Lei nº 6.354, de 2 de setembro de 1976)

  7. É impressionante como as coisas funcionam aqui no Brasil…

    Se o premio tivesse sindo enviado pelos correios ele não teria pago nada – de acordo com o regime de importação, remessas via correio, de pessoa física para pessoa física, no valor declarado até US$ 50.00 (cinquenta dólares americanos) está isento do II.

    Esse é o nosso Brasil…

  8. Conde de Samanducaia

    convenhamos, um artista não pode ser diferente de um trabalhador que vai a miami fazer compras. Ora ora.. vão dizer, mas são coisas muito diferentes, digo, um objeto de arte ou que a represente como mérito, e uma mera câmera fotográfica e tal, por exemplo.\r
    mas a que classe devemos então colocar os artistas? pertencem eles a uma classe superior? bom, para efeito de obrigações e deveres, são iguais a todos.\r
    Ainda mais em um mundo com tantos “artistas”. Já foi dito acima, estão fazendo tempestade.\r
    Se fosse na minha alfândega, faria o mesmo. E não tem o que discutir rapaz, fazer o quê num povo que vota na corja do PT. A maioria desses artistas adoram uma coisa meio esquerdista… multicultural… descontrucionista.. e por aí vai. Então continuem votando neste governo maledidto que está criando aos poucos um socialismo neste país.\r
    Voltando ao caso do rapaz, é ridículo sua postura, então ele acha que porque faz algum tipo de arte ele deva ter favorecimentos? devia é se sentir grato, pois é milhares de pessoas que trabalham duro… dormem mal… comem mal… não têm tempo pra arte nem nada. São estes trabalhadores que cortam a cana que movimentam seu carro pró-ambiente… ou colhem o café onde vc toma numa daquelas poltronas da starbucks… falando de coisas que eles sequer fazem idéia lá nos cantões do sul de minas.\r

  9. (…)então ele acha que porque faz algum tipo de arte ele deva ter favorecimentos?(…)
    Putz, se for falar em não entender o ponto do texto, você foi campeão, Conde.

  10. Pércio Lopes Neto

    Mais um absurdo do sistema econômico vigente no mundo.

    olhardigital.uol.com.br/negocios/digital_news/noticias/google-e-multado-em-us-660-mil-por-oferecer-google-maps-gratuitamente
    Google é multado em US$ 660 mil por oferecer Google Maps gratuitamente
    Empresa francesa entrou com ação judicial alegando que Google se beneficia da sua “posição dominante no mercado” ao oferecer mapas de graça

    Talvez eu esteja enviando pela segunda vez o mesmo comentário, mas é que o navegador avisou sobre um erro e não sei se foi enviado.

  11. Parabéns pelo texto,

    Mais um artigo muito bom. Sobre aquele papo de funça vagabundo…

    Já li aqui que uma das funções do Estado (ou a única justificável) é garantir a propriedade privada. Concordo, mas para o desempenho desta função ele não deve ter um efetivo? Logo ele precisaria de funcionário público, logo de imposto para mantê-lo?

    Há alguma falha nessa lógica?

  12. Lógico que não concordo com a tributação sobre o troféu, mas também não vejo absolutamente nenhuma surpresa nisso. A tributação sobre o lucro da empresa, e o imposto de renda sobre pessoa física, não são também uma forma de tributar o mérito pessoal? Os próprios encargos trabalhistas não são também uma maneira de coibir a premiação por mérito, visto que o valor gasto como o funcionário é praticamente o dobro do que este recebe em dinheiro vivo da empresa? Ou mesmo que eu vá para o exterior e compre um iphone 4s pela metade do valor que eu compraria no Brasil, este iphone também não é uma espécie de premiação por mérito, visto que, mesmo com toda a carga tributária, com os altos preços de um setor aéreo altamentente regulamentado e sucateado, e a inflação que come o poder de compra do meu salário, eu consegui juntar dinheiro suficiente para um empreendimento destes? Perguntas retóricas.

  13. É revoltante ver esse video da reportagem da discovery. Funcionários do governo cometendo um verdadeiro roubo institucionalizado. “pague 12 mil dólares ou não devolvo seu celular”. A última delegada dando lição de moral porque aquelas pessoas cometeram o grave crime de tentar viajar pra outro país. Não é a toa que ninguém levou a sério aquela gigante baboseira que ela falou.
    É trágico ver o estado moral que se encontra a humanidade.

  14. Nessa historia de servidor publico ético, lembrei me daqui do Rio de Janeiro. está uma onda de paralisia de servidores públicos, em destaque os bombeiros e policiais. Querem aumento porem os militares vivem em hierarquia, se aumentar os salários dos “pracinha” terão que aumentar o salário de todos os superiores, o que é inviável. Fantástico é quando os funcionários pagos para proteger a propriedade se pintam de marxista. Curioso é que esse ato entre militares é crime, além de poder ser demitido correm risco de serem processados e presos ou multado como a Maquina Burocrática gosta. Mas o Alto Comando(de burocratas mandões) está apoiando a “‘insurgência”, seria um tentativa de aumentar o gordo salário? Não duvido nada.

    O grande problema dos PMs são os traficantes, alegam os “sindicatos militares”. Traficantes são na verdade comerciantes perseguidos pelo governo e as máfias. O Governo cobra impostos para proteger a propriedade mas opta pelo contrário, depredar e matá os proprietários. Outros são as máfias, grupos ilícitos, são os reais criminosos, tomam propriedade dos comerciantes para um Estado Paralelo(intimamente ligada as FARCs) tributam os comerciantes para força-los a trabalhar mais, regulam o que devem vender e por quanto vendem – Seriam economistas formados pela Escola keynesiana? – Não tenho medo de dizer que os grandes problemas dos PMs é o estado, oficial ou paralelo.

    Talvez a solução não seja aumentar o salário a estimular o bom trabalho e diminuir a corrupção dentro da corporação, mas sim, parar de regular os comerciantes, e combater quem regula, tanto o governo e as máfia. As máfia que pões fuzil na mão de crianças e o estado que pões “soldados bem treinados” para matar as crianças, conhecidas no linguajar popular como “semente do mal”.

  15. José Fernando, pagar imposto em algo gratuito?

    Então, o que você sugere? Que foi feito o certo (criando um valor para algo gratuito apenas para cobrar impostos)? Ou então, verificar para descobrir quando foi gasto para criar o prêmio e cobrar impostos em cima desse valor, mesmo ele sendo entregue de forma gratuita para o músico brasileiro?

    Então, se a lei manda, é porque DE FATO é correto? Fale isso para alguém que vive numa ditadura a lá Coreia do Norte, Cuba, Venezuela ou em algum país atrasado africano.

    A Receita Federal está fazendo o trabalho dela, arrecadando conforme a lei?

    Ok, em países em que a censura rola solta, as agências competentes para isso também estão fazendo o seu trabalho, censurando conforme a lei.
    Já ouviu falar em mortes em campos de concentração? Quem realizou as mortes estava fazendo o seu trabalho, torturando conforme manda o figurino.

    Quanto ao papo de elite, bem, não é aqui que você encontra pessoas defendendo que os mais pobres devem pagar mais caro por causa de burocracia, impostos e inflação. Muito pelo contrário, o livre-mercado pode ajudar a melhorar a vida dos mais necessitados (assim como da sociedade como um todo). Mas ele é impedido de fazer isso.

    Aliás, você encontra uns perdidos comentando a favor de mais regulamentações, mais impostos (mais ainda), quanto a esses falta um pouco de leitura.

  16. O troféu foi importado pelo correio, por isso o imposto de importação de 60%.

    Se fosse trazido como bagagem pelo ganhador, não haveria imposto, ele levaria para casa contente e feliz.

    Tendo sido trazido pelo correio, como podemos saber sequer que é a verdadeira ou uma réplica?

    De qualquer forma, trazido pelo correio é, sim, uma importação como qualquer outra. Ou então podemos começar a argumentar que qualquer coisa pode ter sido um prêmio, ou a disfarçar qualquer compra de prêmio. E o valor cobrado foi, sim, bem baixo.

  17. Me desculpe, mas tem um ponto bastante curioso neste artigo. Trata-se de produto de origem estrangeira personalíssimo, não haverá revenda, é pessoal e intransferível. E como já é bastante cediço, dado a tal condição (uso pessoal), estão isentos de tributos. Aliás, compras até U$$ 500,00 dólares, igualmente. Onde está o erro?

  18. Com razão, não existe garantia de que não haverá a revenda, mas essa não parece ser a idéia primária de quem traz um bem como um trófeu de honras ao mérito por dado resultado. Pois se formos pensar que é possível vendermos tudo ou quase tudo, até mesmo uma prótese colocada no fêmur deverá ser tributada. E essa não é a referência, ao contrário, os bens de uso pessoal não são tributados, relógio no pulso, pertences eletrônicos fora de caixa e com aparente uso, entre tantos outros, dependendo muito da avaliação do agente fiscal, que se diga, poderá ser questionada judicialmente. E não podemos partir de uma exceção, ou de um caso isolado, para formarmos a regra. Os bens de uso pessoal não são tributados, mas são bens de valor diminuto. Daí a pretender trazer uma Ferrari, são alguns milhares de quinhentos a mais.

  19. Desculpe Alexandre, não se trata de fundamento moral, mas legal. A lei determina que os bens de uso pessoal não sejam tributados. E é a mesma lei que confere ao agente fiscal o “poder discricionário” para formar seu convencimento sobre dada situação. Veja, a decisão do fiscal é questionável em âmbito judicial. O poder discricionário é o poder de que é dotado o agente público para decidir entre uma e outra coisa quando a lei não lhe dê clareza suficiente. O poder discricionário é comumente designado por oportunidade e conveniência (quando oportuno e conviniente, opto por tal coisa). Mas tal poder não se baseia na mera vontade do agente, pois ele sempre será discricionário vinculado, vinculado às leis, aos princípios, enfim, ao ordenamento. Ou seja, o fato demonstrado, pode ter ocorrido, mas por erro do agente, a questão seria, portanto, discutí-la por via judicial. Isso é lei, não é fundamento moral.

  20. Olá, boa tarde a todos,
    Adorei as piadas, tem umas de muito mau gosto, no meu ponto de vista, mas algumas merecem até premio. Premio esse que será tributado de uma maneira ou de outra (importado ou nacional) por se trata de MERCADORIA (vcs estão esquecendo que quem faz o troféu comercializa, vende para quem vai premiar o outro).
    Gostaria só de dizer que nos casos acima não houve, e nem pode haver, nenhuma interferência na propriedade do bem. O tributo nâo tem carater punitivo, a punição (monetária) se aplica por meio de multa. Caso o dono do bem não regularizar a importação do objeto, este será considerado abandonado. O abandono sim é a recusa ao bem e ai se perde a propriedade.
    Na verdade existe muita coisa para se falar sobre esse tema “Tributos”, não é a toa que os advogados tributaristas são os mais requisitados ultimamente. Mas acho importante que vcs saibam que se entrarem no país com 1 garrafa de uisque não serão abordados por ninguém da receita, a não ser que a garrafa tenha mais do que 12 litros de bebida. No Brasil, assim como em qualquer outro país, existem regras e limites de importação, ou vcs acham que a laranja que chega nos EUA entra lá com o preço que a gente paga na feira?
    Quanto aos “funça” o que tenho a dizer é que acho muito difícil acreditar que os mais de 1 milhão de funcionários públicos federias (estou citando só os federais pq é o dado que eu tenho) estão jogando truco neste momento ou até mesmo lendo esse site. Acho que tem gente aproveitadora como em todo lugar. Quem nunca Trabalhou com alguém que não fazia nada, só puxava o saco do chefe ou tinha as costas quentes e não é mandado embora. A questão é vc quando essa pessoa estava do seu lado vc falou alguma coisa pro seu chefe ou vc achou melhor fazer a política de boa vizinhança e segurar seu emprego? Quando a questão é o funcionalismo público é bem fácil cair no senso comum e desatualizado, digasse de passagem, de dizer que são todos vagabundos. Desafio qualquer um de vcs a entrar em qualquer carreira pública. A dedicação necessária para passar em um concurso é muito além do que qualquer um de vcs teve para passar na faculdade. E não se esqueçam eles estão trabalhando para vcs, estão trabalhando em função da coletividade.
    Imaginem só, os produtos que vem da China não se incidissem impostos? Sabe quantos pessoas iriam trabalhar na Zona Franca de Manaus montando TV, por exemplo?
    A resposta é zero, porque o produto chinês chegaria aqui custando a metade do preço do nacional, e muitos vão dizer que é por causa do imposto que é cobrado para se produzir aqui. Mentira, usei a Zona Franca de Manaus de propósito, pois existe isenção de impostos. No Brasil a Legislação trabalista é uma das mais protecionistas do mundo. É por isso que os produtos são tão caros aqui, o empregador não quer arcar com nada dos custos de quem trabalha para ele, do mesmo jeito que alguns de vcs não estão querendo arcar com os custos de quem trabalha para vcs (os “funças”).
    Quando vcs for mal tratado em algum orgão público reclame e exija o tratamento adequado, pois ao contrário do que o senso comum pensa existe várias punições contra os servidores públicos que não cumprem com sua função, inclusive a demissão.
    Imoral é disseminar uma informação tão cheia preconceitos e valores pessoais retorcidos, sem relação com a realidade dos fatos ao invés de formar uma opinião justa e fundada em necessidade coletivas. O premio não deve ser discutido aqui como uma questão moral, bem porque o troféu é “só” o símbolo. O premiado não deixou de ser o melhor pq a receita tributou a entrada do símbolo no país. Ele continua sendo o melhor e merece todos os aplausos.
    PARABENS ENRICO de PAOLI

  21. Absurdo também o que acontece no final do vídeo. Alguns rapazes tentaram entrar nos EUA e foram proibidos. Que mundo é esse onde as pessoas não ter liberdade para ir e vir e simplesmente não podem entrar em determinado território?\r
    \r
    Os funcionários públicos da imigração americana são uns vagabundos.

  22. COMO VOU CONSEGUIR SER EDUCADO, EQUILIBRADO, SENSATO COM ESSE BANDO DE URUBU EM BRASILIA, QUE A UNICA COISA QUE SABEM FAZER É ARRANCAR O COURO DO BRASILEIRO.

    ATE QUANDO O BRASIL VAI SER DOS ESTRANGEIROS E NAO DOS BRASILEIROS, ATE QUANDO UM PAIS COMO O NOSSO EM QUE O PIB É DE 95% PRODUÇAO E VAI FICAR SE VENDENDO A ESSE POLITICOS QUE NAO VALEM O QUE COMEM, OS NOSSOS CIENTISTAS PRECISAM IR EMBORA POR QUE ESSE ANIMAIS AQUI NAO INVESTEM EM NOSSA MAO DE OBRA E INTELIGENCIA QUE O BRASILEIRO TEM E MUITO.

    JA NEM VOTANDO TO MAIS E ESSE ANO MUITA GENTE INTELIGENTE TB VAI DEIXAR DE VOTAR UMA HORA ALGO VAI MUDAR ISSO SO NAO SEI SE SERA PRA MELHOR EU DEZISTI. FUIIIIIIIIIIIII

  23. Na boa eu tenho mais o que fazer do que ficar me preocupando com marmanjo que não consegue arcar com as próprias obrigações. Faça a sua parte em vez de ficar chorando.
    Cade a representação de vcs no Congresso Nacional, não vejo ninguém que represente vcs lá. Então nem votar vcs sabem!!!!
    Quanto ao sr. Luís, toma vergonha e vai trabalhar. Pq vc é um dos que faz a fama ruim dos “funça”. Se vc não trabalha p/ coletividade não coloque todo mundo no seu saco. Vc não vai ser mártir, vc énão tem idoneidade moral p/ estar onde esta. Se vc não fosse covarde vc se identificaria, mas vc sabe que não vai fazer isso pq as suas declarações poderiam te tirar do seu emprego e te impedir de assumir outros cargos públicos. Tomara que na sua repartição alguém se indigne com sues comentários e o denuncie.
    Se os honestos se acovardarem, os sujos tomam conta.

  24. Guiga, você nos brinda com humor involuntário e, ao mesmo tempo, nos dá exemplos quase perfeitos do “pensamento” do brasileiro, especialmente do que se imagina como sendo “estudado”:

    Minha humilde opnião é que um Estado sem lei é um Estado fadado a baderna e a desigualdade.

    Sua ignorância fica óbvia aqui. Você pode dizer “ah, o libertarianismo é uma utopia, uma viagem na maionese, uma pira, etc etc”. Tudo isso ao menos faz algum sentido. O que não faz sentido é você confundir anarquia com anormia.

    Se no Brasil os brasileiros cumprissem nossas determinações legais esse tipo de discussão teria outro nível, mas o que percebo é que quem mais tem condições de entender e cumprir as leis é quem mais luta contra elas.

    O brasileiro assume uma lógica circular curiosa: algo é bom porque está na lei, e está na lei porque é bom. Lembre-se que um guarda em um campo de concentração na Alemanha nazista também só estava seguindo “determinações legais”

    Na verdade quem não faz sua parte não tem nem o direito de reclamar. Se é que vcs acreditam em direito tb, pq estou achando que vcs não acreditam em nada.

    Que tal você deixar de ser o típico brasileiro mentalmente preguiçoso, fazer um pouco de esforço e ler os textos deste site? Caramba, há artigos inteiros a respeito de leis em sociedades libertárias.

    Só pra complementar Fernando o protecionismo pode ser da época do mercantilismo mesmo, mas, além de não ser crime, surgiu exatamente para proteger.

    1) “além de não ser crime”: novamente a lógica circular, não é crime, logo, tudo bem! Por que está tudo bem? Ora, porque não é crime!
    2) Proteger quem?

    Se vc não acredita que se proteger é importante realmente não entendo como vc pode defender as empresas privadas que são a maior instituição protecionista da mundo.

    Você, implicitamente, admite que o protecionismo serve para proteger algumas empresas privadas bem conectadas no governo. Por algum motivo que eu não entendo, você tira do estado a responsabilidade por isso, como se fosse sempre culpa da “instituição” chamada “empresas privadas”.

    Conhecer nossas leis e saber por exemplo que o “funça” pode ser demitido por vc sim, e não acreditar em bobagem do tipo – “empresa privada não tem corrupção e as coisas funcionam” – só como exemplo as crises financeiras que afetam um monte de gente e recorrem aos Estados para se salvarem, entre outros.

    Funças podem ser demitidos, em casos muito extremos. Eles nunca são demitidos por incompetência. Faça-me o favor de não ter a cara de pau de falar que isso acontece.

    Pq não divulgar nesse site, qual foi a importancia dos bancos na crise de 2008, esse é um dado importante para entender como uma crise financeira acontece e poder se previnir para que não aconteça de novo. E muitas outras informações.

    Ah, o ignorante militante… Já houve dezenas de artigos a respeito disso. Basta que você tenha um pingo de vontade de ler. Exemplo: A enrascada criada pelo Fed para si próprio.

  25. O energúmeno podia ter pago esses trocados e ter ficado quieto com sua estatueta, mas quer usar o fato das autoridades administrativas exigirem o cumprimento da Lei para ter mais promoção! \r
    \r
    TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI, até este músico obscuro! (provavelmente homossexual)

Rolar para cima