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"Não comemos PIB!", gritam. Estes seis gráficos provam o contrário
Por isso, a criação de riqueza deve ser premiada, e não punida

Vez por outra, a frase "não comemos PIB" aparece nas redes e nos jornais

Apareceu quando o PIB começou a cair no governo Dilma, e reapareceu agora no governo Bolsonaro, quando o PIB subiu acima do esperado

A frase é interessante e merece atenção. 

De fato, literalmente não comemos PIB, também não vestimos PIB, não moramos no PIB e não saímos para dançar no PIB. PIB é uma construção teórica usada por economistas para tentar mensurar o quanto é produzido em uma região.

No PIB estão computadores, relógios, trigo, cortes de cabelos, massas e maçãs. "Quem é tanta coisa acaba por não ser nada", pode dizer algum observador. Entretanto, esse observador estaria sendo injusto. 

Como outras medidas do tipo, o PIB simultaneamente carece e abunda de significados. A frase "não comemos PIB" é literalmente correta e bastante útil para apontar que existem coisas que o PIB não capta bem. Porém, a frase se torna enganosa quando usada para tirar relevância de uma queda ou de um aumento do PIB.

A criação de riqueza é o que interessa

Mensuramos o nível de pobreza de um indivíduo em relação a outro pela quantidade de bens e serviços disponíveis a ele. Uma pessoa será mais pobre que a outra quando possui menos bens e serviços à sua disposição para satisfazer suas necessidades.

Em termos de países, a situação é similar. Quanto mais bens e serviços disponíveis a seus habitantes, melhor será sua condição de vida e menor será o nível de pobreza. 

O padrão de vida de um país é determinado pela abundância de bens e serviços. Quanto maior a quantidade de bens e serviços ofertados, e quanto maior a diversidade dessa oferta, maior será o padrão de vida da população. Quanto maior a oferta de alimentos, quanto maior a variedade de restaurantes e de supermercados, de serviços de saúde e de educação, de bens como vestuário, imóveis, eletrodomésticos, materiais de construção, eletroeletrônicos e livros, de pontos comerciais, de shoppings, de cinemas etc., maior tenderá a ser a qualidade de vida da população. 

Logo no primeiro capítulo do livro Introduction to Modern Economic Growth, Daron Acemoglu, economista merecidamente festejado pelo livro Por que as nações fracassam?, trata de relação entre PIB per capita, que nada mais é do que o PIB dividido pela população, e os níveis de bem-estar de um país. 

Vale ressaltar que, embora possua falhas, o PIB per capita ainda é o melhor indicador para retratar a verdadeira riqueza de um país. Essencialmente, o PIB per capita representa a divisão entre o total de bens e serviços produzidos por uma economia e o total de sua população. O indicador busca apresentar uma mensuração média da riqueza dos indivíduos de cada país.

Consequentemente, quanto maior o PIB per capita, maior a riqueza média de cada indivíduo, e, por definição, menor a sua pobreza.

Uma maneira óbvia de garantir um alto PIB per capita é facilitar  o empreendedorismo — a produção de bens e serviços — de um país. Um país será tanto mais rico quanto mais sua economia produzir em termos per capita. 

Sim, comemos PIB - e também bebemos PIB e o utilizamos de esgoto

Para ilustrar este ponto, Acemoglu apresenta dois gráficos reproduzidos abaixo. 

O primeiro mostra a correlação (que não é causalidade!) entre o logaritmo do PIB per capita e o logaritmo do consumo per capita. Fica clara a relação positiva entre as duas variáveis, ou seja, não comemos PIB, mas, onde o PIB por pessoa é maior, o consumo por pessoa também é maior.

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Gráfico 1: no eixo horizontal, o PIB per capita (em logaritmo); no eixo vertical, o consumo per capita (em logaritmo)

O segundo gráfico mostra a correlação entre PIB per capita e expectativa de vida ao nascer. PIB não é comida nem remédio, mas, onde o PIB per capita é maior, as pessoas tendem a viver mais. 

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Gráfico 2: no eixo horizontal, o PIB per capita (em logaritmo); no eixo vertical, a expectativa de vida

"Isso é óbvio", alguém pode dizer. Correto, mas também deveria ser óbvio que crescimento do PIB é uma boa notícia e queda do PIB é uma notícia ruim.

Estimulado pelo trabalho de Acemoglu, tomei a liberdade de mostrar outras correlações entre o PIB per capita e algumas variáveis que alguém pode considerar relevantes. 

A figura abaixo mostra a correlação entre PIB per capita e o percentual da população com acesso a saneamento básico. 

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Gráfico 3: no eixo horizontal, o PIB per capita (em logaritmo); no eixo vertical, a porcentagem da população atendida por saneamento básico

Além de consumir mais e viver mais, quem vive em locais com PIB per capita maior tem menos problemas de acesso à água tratada. 

Por causa do PIB? Não dá para dizer isso, lembrando que correlação não é causalidade. Mas, se é difícil, talvez impossível, estabelecer empiricamente uma relação de causalidade, não é tão difícil teorizar sobre tal relação – afinal, mesmo em um arranjo em que o saneamento é 100% estatal, mais riqueza criada permite mais tributação e uso de recursos em obras de saneamento.

Mas deixo isso para outra ocasião.

Consumir mais é bom, viver mais é bom, ter acesso a esgoto e água tratada é bom… mas o que vale tudo isso sem "tomar uma"? 

Pensando nisso, fui olhar a correlação entre PIB per capita e consumo de álcool. Deu positiva.

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Gráfico 4: no eixo horizontal, o PIB per capita (em logaritmo); no eixo vertical, o consumo de álcool per capita (em logaritmo)

Pois é. Em última instância, se nada do que foi dito até aqui foi o suficiente para convencer da importância do PIB, talvez saber que onde o PIB per capita é maior se bebe mais irá mudar a opinião de alguns.

Meu conterrâneo Belchior cantou que nada é maravilhoso. Receio que ele esteja certo, mas definitivamente não é em conceitos econômicos que vamos encontrar algo para contradizer o poeta cearense. O PIB também está correlacionado com coisas indesejáveis, como, por exemplo, a poluição. Países com maior PIB per capita emitem mais CO2. 

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Gráfico 5: no eixo horizontal, o PIB per capita (em logaritmo); no eixo vertical, emissão de CO2 per capita (em logaritmo)

Muita gente acredita que isso é motivo para não comemorar aumento de PIB. Por outro lado, poucas pessoas parecem dispostas a migrar para países que emitem pouco CO2. Não sou especialista no assunto, mas creio que sacrificar PIB para preservar meio ambiente é uma estratégia complicada e limitada. 

(O que, aliás, comprova a imensa hipocrisia de ambientalistas de países ricos que exigem que os países mais pobres sacrifiquem seu economia). 

Resta apostar que a chegada de novas tecnologias resolvam o problema e permitam a redução da correlação entre PIB e emissão per capita de CO2.

A última figura retorna à frase que motivou o artigo: não comemos PIB, mas, onde o PIB per capita é maior, o percentual da população subnutrida é menor.

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Gráfico 6: no eixo horizontal, o PIB per capita (em logaritmo); no eixo vertical, a porcentagem da população subnutrida

Para concluir

Além da teoria, a própria empiria comprova a crucial importância do crescimento econômico para que uma população prospere. 

Se a economia cresce mais, isso significa que mais bens e serviços estão sendo produzidos. Consequentemente, maior será a qualidade de vida da população. Maior crescimento econômico também significa aumento da renda da população, o que por sua vez permite mais importações de produtos de alta qualidade, reforçando assim todo o ciclo virtuoso.

A solução para a pobreza, portanto, está em facilitar ao máximo o crescimento econômico. E, para que isso ocorra, o óbvio tem de ser feito: desburocratizar, desregulamentar, reduzir impostos (o que implica reduzir gastos do governo), facilitar o empreendedorismo e ter uma moeda forte.

O objetivo aqui não é contestar a frase de que "não comemos PIB", mas contextualizar a importância do crescimento do PIB e como um maior PIB per capita está correlacionado com algumas características desejáveis de uma sociedade. 

Nunca é demais lembrar que, como também está registrado no livro de crescimento do Acemoglu, o processo de aumento do PIB per capita, embora geralmente bom para o bem-estar, cria perdedores e ganhadores – daí, talvez, as resistências.

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autor

Roberto Ellery
é professor de economia da Universidade de Brasília (UnB), articulista do Instituto Liberal, e participa de debates sobre as formas de alterar o atual quadro de baixa taxa de investimento agregado no país e os efeitos de longo prazo das políticas de investimento.

  • Estado máximo, cidadão mínimo.  28/06/2021 18:24
    É triste constatar que nenhum veículo grande aborde a economia desta maneira. Todos, quase sem exceção, apontam o império das bananas como um país já "riquíssimo", "altamente privilegiado" de "cultura ímpar" e "abençoado". Isso faz com que muitos simplesmente vivam de caneca na mão pedindo por distribuição dessa riqueza apregoada como já pronta e embalada para consumo.
  • Arthur  28/06/2021 18:40
    Tributar uns para repassar a outros e deixar todos ricos, além de ser uma total impossibilidade lógica, é algo que só é possível em uma economia estática e simplificada, formada por pessoas imunes a incentivos e punições.

    No mundo real, formado por economias complexas recheadas de fatores dinâmicos, dizer que a tributação seguida da redistribuição resolve os problemas é um "raciocínio" que não tem nenhuma validade.

    Se o governo começar a punir a riqueza, os incentivos para criá-la serão bastante reduzidos, e consequentemente todos estarão mais pobres. É impossível acabar com a pobreza por meio da redistribuição de renda. Redistribuir a riqueza de modo equânime levaria ao colapso de toda a economia.
  • Introvertido  28/06/2021 19:21
    "Isso faz com que muitos simplesmente vivam de caneca na mão pedindo por distribuição dessa riqueza apregoada como já pronta e embalada para consumo."

    Essa falácia, aliás, é impressionante, se todos os ricos fossem espoliados, quem iria produzir os produtos?

    Dai surge á idéia falaciosa de que apenas á tal dá "Mais-valia" deve ser espoliada, mas os gênios aparentemente não perceberam que o salário e á quantidade dá mão-de-obra são todas deduzidas do lucro, e não vice-versa, e que às maquinas industriais foram todas compradas pelo patrão, e não pelos empregados.

    Se o universo fosse tão simples assim, então qualquer um conseguiria se tornar seu próprio patrão, porém necessita de capital primeiro, e só em razão á capital às maquinas serão produzidas e vendidas, só em razão á capital investimentos acontecerão, e assim produções serão elevadas.

    Á mão de obra existe apenas em função ao lucro, pessoas são contratadas apenas por aquele que têm capital para investimentos e para pagar seus salários, sendo este também o único á sofrer o risco constante de o negócio não dar certo, e toda á sua capital ser perdida devido ao investimento falho.

    Espoliar empreendedores significa diminuir á alocação sensata de recursos escassos, e também punir o empresário por tentar investir. Se um empresário não tem mais lucro, ele então não terá mais como investir e muito menos expandir seu negócio. Não conseguirão comprar mais máquinas e muito menos contratar, e dificilmente conseguirão atender á crescente demanda dos consumidores, só os sortudos amigos do rei, beneficiados pelas benesses do Estado, conseguirão expandir seus negócios, em razão dá espoliação do resto dos empreendedores.
  • Gustavo  29/06/2021 02:42
    O enfoque na desigualdade serve apenas para enriquecer os próprios redistributivistas. É como diz o provérbio: "Muitos dos interessados na distribuição do bolo querem sobretudo o controle da faca".
  • Herbert Lopes da Silva Filho  02/07/2021 14:45
    Frase interessantíssima!
    Vou colocar nos perfis de algumas redes sociais.
  • Introvertido  02/07/2021 19:33
    Esse é um provérbio extremamente antigo e famoso, curioso que nunca tenha ouvido falar.
  • Introvertido  28/06/2021 18:51
    O autor só esqueceu de citar ás diferenças entre o crescimento do PIB impulsionado artificialmente pelos gastos de um governo, o crescimento impulsionado genuinamente pela iniciativa privada, e o crescimento impulsionado artificialmente pelo consumismo, causado devido a maior expansão da oferta de crédito fácil, mas ainda é um bom artigo, criado aparentemente para ser digerivel á leigos.

    Hoje em dia, pelo menos uns 40% do PIB é artificial, formado pela gastança governamental.
  • Atento  28/06/2021 19:13
    Está aqui, nestes dois parágrafos (e nos hyperlinks contidos neles):

    Vale ressaltar que, embora possua falhas, o PIB per capita ainda é o melhor indicador para retratar a verdadeira riqueza de um país. Essencialmente, o PIB per capita representa a divisão entre o total de bens e serviços produzidos por uma economia e o total de sua população. O indicador busca apresentar uma mensuração média da riqueza dos indivíduos de cada país.

    […]

    Como outras medidas do tipo, o PIB simultaneamente carece e abunda de significados. A frase "não comemos PIB" é literalmente correta e bastante útil para apontar que existem coisas que o PIB não capta bem. Porém, a frase se torna enganosa quando usada para tirar relevância de uma queda ou de um aumento do PIB.
  • Alfredo  28/06/2021 19:14
    Olhar apenas o crescimento do PIB é enganoso exatamente por causa da questão demográfica. De nada adianta o PIB crescer 5% se a população estiver crescendo 10%. Igualmente, um crescimento do PIB de 2% é excelente se a população estiver estagnada.

    Há anos venho dizendo que o "estrondoso" crescimento do PIB brasileiro na década de 70 se deveu muito mais a fatores demográficos (além do forte crescimento populacional, houve a entrada da mulher no mercado de trabalho) do que a alguma política econômica.

    Aliás, a própria década de 80 (a década perdida) também apresentou números robustos para o PIB. Pudera: a população brasileira cresceu forte naquela época, e a mulher entrou com ainda mais força no mercado de trabalho. O crescimento do PIB veio como que por gravidade.

    Atualmente, é muito irrealista querer que o Brasil cresça 5% ao ano durante a próxima década. Não com a nossa demografia. Também é irreal querer que qualquer país europeu cresça mais de 2% ao ano. Não com a demografia deles.

    Por isso o PIB per capita é o único indicador que deve ser olhado - se for para ser olhado.
  • Tiago  28/06/2021 19:26
    E mesmo o PIB per capita por si só não mostra o quanto aquela economia está melhorando (ou piorando) a vida das pessoas.

    Se o PIB per capita de um país cresce 1%, isso quer dizer que a renda média dentro daquele país cresceu 1%. Porém se a população cresceu, sei lá, 5% devido à imigração, e esses imigrantes tinham uma renda per capita metade da que passaram a ter tão logo se mudaram para o novo país, então esse salto de 100% na renda dessas pessoas deveria ser contabilizado também, se quisermos falar em progresso proporcionado por essa economia. A renda que os imigrantes tinham antes de vir para o território deveria ser contabilizada.

    Acredito que se fosse possível medir dessa forma, Hong Kong teria um dos desempenhos mais impressionantes.
  • Introvertido  28/06/2021 19:38
    "Se o PIB per capita de um país cresce 1%, isso quer dizer que a renda média dentro daquele país cresceu 1%. Porém se a população cresceu, sei lá, 5% devido à imigração, e esses imigrantes tinham uma renda per capita metade da que passaram a ter tão logo se mudaram para o novo país, então esse salto de 100% na renda dessas pessoas deveria ser contabilizado também"

    Sua implicação não tem nenhuma lógica técnica, se a população aumentou, este será contabilizado no per capita, já que se é contabilizado á renda/produção por pessoa. Se á população cresceu 5%, e estes 5% forem mais pobres que o resto, provavelmente o PIB per capita irá cair, á não ser que á renda média do resto tenha crescido em um ritmo altíssimo, que ultrapasse matematicamente á queda que os novos migrantes iriam causar.
  • Tiago  28/06/2021 19:44
    Releia de novo. Agora, com mais calma. Eu disse que o PIB per capita aumentou 1%, o que significa, por definição, que o cálculo já considera o aumento de 5% na população.

    Sabendo disso, leia novamente o que escrevi acima.
  • Introvertido  28/06/2021 20:01
    "Releia de novo. Agora, com mais calma. Eu disse que o PIB per capita aumentou 1%, o que significa, por definição, que o cálculo já considera o aumento de 5% na população"

    Li com toda á calma que o mundo pôde me fornecer, e não pude não notar á palavra "Porém" que você soltou logo depois dá primeira frase, algo que denota um outro cenário que implica outra idéia, e eu considerei isto quando fiz meu comentário. Aliás, se ambas supostamente faziam parte do mesmo cenário, então seu comentário passa á fazer zero sentido, considerando que o crescimento de 1% já contabilizou esses novos migrantes mais ricos que á população local.

    E irei falar de outro assunto, agora que você já tentou me puxar na orelha, o PIB contabiliza apenas á produção do país, não á renda, sua implicação passa á fazer menos sentido ainda quando você tenta implicar uma falha de adição de um componente que nunca nem sequer foi planejado á ser alocado em tal estatística. PIB não é um medidor de toda riqueza, mas sim um medidor de produção, às pessoas só o consideram assim por pura consideração.

    Mesmo se todos os bilionários do Estado Unidos se mudasem para á Venezuela, o PIB de lá não cresceria um centavo, á não ser que esses Bilionários conseguissem implementar á mesma taxa de produção que suas empresas causam no EUA na Venezuela, mas ai você já estaria implicando que eles iriam conseguir automaticamente fazer isso apartir do momento em que entrassem na Venezuela.
  • Introvertido  28/06/2021 22:31
    Percebi que não fui muito bem claro no meu último comentário ao Tiago, fiz parecer que o PIB é realmente útil para alguma coisa.

    Vamos ser claros: PIB não mensura á produção genuína e muito menos á renda, PIB mensura apenas á base monetária gasta na economia com bens finais - incluindo os gastos do governo -, e que distorce, bizarramente, o fenômeno das importações, que é marcado como um elemento que subtrai, e o fenômeno das exportações, que é marcado como um elemento que adiciona na equação.

    Ou seja, é uma estatística claramente feita com cunho keynesiano, se os setores exportadores exportarem tudo para á fora, á economia estará, segundo o PIB, bombando, mas se importarem tudo, á economia estará, segundo o PIB, enfraquecida.

    Já o PIB per capita é mais bizarro ainda, confunde-se gastos público-privados com renda média, tornando essa estatística ainda mais errônea. Á única utilidade dela é dividir o PIB com á população, já que o PIB utiliza apenas termos absolutos para sua contabilização, mas em troca cria á ilusão de que ela mensura alguma coisa á mais.

    Sei que é melhor do que nada, mas essa estatística é excessivamente utilizada de forma erronea pela mídia, não só isso, como também são financiadas pelo dinheiro dos pagadores de impostos, revertendo assim qualquer valor que ela possa criar, apesar de suas graves falhas.
  • Breno  28/06/2021 19:16
    O PIB per capita é muito maior na Austrália do que na Índia. Mas existe mais desigualdade social na Austrália do que na Índia.

    Qual situação é melhor?
  • Sued  28/06/2021 19:21
    O instituto poderia fazer um artigo sobre a Austrália. É o 'Brasil' que deu certo.
  • Introvertido  28/06/2021 19:22
    Enquanto às pessoas não conseguirem separar "Desigualdade" de "pobreza", não haverá debate.
  • Régis  28/06/2021 19:26
    Exato.
  • Bolsodilma cirolulaguedes  28/06/2021 19:47
    Austrália é melhor. São desiguais porque uns são muito mais produtivos que outros. Impossível ficar todos iguais.
    As tentativas de equalizar é que produzem a pobreza: isso não faz os pobres fazerem o que lhes está faltando, que é produzir. E, enquanto não produzir, eles serão sempre pobres.
  • Daniel  28/06/2021 20:14
    Não é nada surpreendente que os intervencionistas insistam em ressaltar a desigualdade como o maior problema de todos, em vez de abordarem a pobreza absoluta e maneiras de permitir um maior crescimento de classe média.

    O debate sobre pobreza e desigualdade se tornou uma desculpa para novas intervenções, e não um meio para debater como continuar o processo de enriquecimento das pessoas. Intervencionistas não querem que os pobres sejam menos pobres; querem apenas que os ricos sejam menos ricos. Para o burocrata, o objetivo é manter o aparato estatal plenamente operante, e não torná-lo desnecessário.

    O intervencionismo assume que a desigualdade é um efeito negativo, e não uma consequência natural da prosperidade. Aliás, alguma desigualdade sempre será positiva. Se meus colegas de trabalho são mais bem-sucedidos do que eu, isso será um incentivo para eu me aprimorar. Somente quando há uma desigualdade gerada pelo sucesso é que as sociedades progridem, e o bem-estar de todos aumenta.

    Não há maior desigualdade e injustiça do que o igualitarismo, o qual elimina os incentivos para o aprimoramento próprio. O igualitarismo, longe de reduzir a pobreza, acaba por intensificá-la.
  • anônimo  28/06/2021 20:35
    Mesmo a pobreza é um conceito totalmente relativo. Pobreza em Bangladesh, Sudão ou Etiópia é totalmente diferente de pobreza nos EUA. E até mesmo no Brasil. Aliás, dentro da mesma cultura o conceito de pobreza muda.

    No EUA, um "pobre" tem TV de tela plana, saneamento básico, acesso pleno à rede esgoto, recebe food stamps e subsídios pra moradia, e tem pelo menos um iPhone 5.

    Nos países africanos, uma pessoa realmente pobre não sabe se estará viva amanhã.

    E, curiosamente, é com o primeiro tipo de pobre (o americano) que os progressistas se preocupam, dizendo que os ricos devem ser tributados mais pra ajudá-lo. Já como enriquecer o africano, ah, isso é totalmente secundário. Afinal, o pobre urbano é eleitor; o africano não.
  • Felipe  28/06/2021 22:06
    Além disso tudo, o pobre americano (ou mesmo um imigrante) tem um carro automático com ar-condicionado, ar-condicionado residencial (mais da metade das residências americanas possui ar-condicionado central, ou seja, que atinge vários cômodos ao mesmo tempo), máquina de lavar louças e de secar roupas e máquina de cortar grama a gasolina.

    Classe média então, é invejável o padrão de vida. É humilhação comparar.

    PS: Morei lá.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  29/06/2021 01:20
    Exatamente. Classe média americana é nível do pessoal que vive em bairros como Pinheiros ou Barra da Tijuca por aqui.
  • Felipe  29/06/2021 01:36
    Devo supor de que seja ainda superior. Os bairros de classe média são particularmente lindos, dotados de casas com arquiteturas de décadas atrás, contrastando com a modernidade dos carros (ou utilitários) nas garagens.

    Veja esse relato do Leandro sobre sua viagem para Portugal (detalhe, de muitos anos atrás):

    "Recentemente, passei uns dias na Europa. Portugal, Áustria, Itália e Suíça. Vou tirar Suíça e Áustria da equação porque sei que muitos irão protestar qualquer comparação destes países ao Brasil. Vou me concentrar apenas em Portugal. As notícias que chegam aqui é de que o país está à beira da catástrofe e que, em comparação, o Brasil é um paraíso. Puro sensacionalismo. Um trabalhador português, por causa de sua moeda forte, possui, por todos os motivos citados acima, um padrão de vida invejável para a classe média brasileira. Ele tem acesso a produtos importados a preços baixos de todos os países do mundo. Fartura de oferta é o que não lhe falta. Acessórios que, para os brasileiros são de luxo, para um português são corriqueiros. Questões culturais e morais à parte, um acesso mais fácil e mais barato a serviços e bens de consumo é justamente o que define o padrão de vida de uma sociedade.

    Os carros que circulam corriqueiramente em Lisboa — oriundos majoritariamente da Alemanha, da França e da Itália — podem ser vistos apenas nos bairros mais chiques de São Paulo. Um carro popular europeu possui como itens de série apetrechos que no Brasil são opcionais caríssimos. No bairro do Chiado, você encontra comércio mais diversificado, mais elegante, mais vibrante e (muito) mais barato do que na Oscar Freire. Fui à FNAC de Lisboa à procura do iPhone 5. 'Desculpe, mas está esgotado em todo o país. A próxima leva chega semana que vem.' No Brasil, o iPhone 5 não se esgotou. Ele simplesmente não chegou. A rede El Corte Inglés, com oito andares de comércio de todos os tipos, faz qualquer shopping brasileiro parecer uma coleção de lojinhas de bairro (mas com preços que fariam um suíço repensar seu conceito de riqueza).

    Um país como o Brasil, que possui reduzida oferta de bens estrangeiros e preços estratosféricos, realmente está em melhor situação do que um país em situação contrária? Se o Brasil fosse realmente invejável e a Europa estivesse realmente tão mal, não seriam os brasileiros que estariam invadindo Lisboa à procura de bens de consumo, mas sim o contrário."


    Se Portugal, Espanha e Grécia estivessem com suas moedas anteriores, hoje estariam em uma situação bem pior. A Grécia talvez estivesse pior do que a Argentina.

    Talvez o Brasil estivesse melhor se ainda fosse colônia de Portugal. Aí teríamos pelo menos o Euro e tarifas de importação baixas...
  • 4lex5andro  29/06/2021 17:35
    Só perguntar se a Guiana francesa quer se separar de Paris.
    Se nas ilhas Falkland há protestos pra que as ilhas voltem para o domínio argentino.
    Ou se o Uruguai tem qualquer movimento em prol do retorno aos domínios do Brasil...

    Pelo contrário, em Porto Rico, por exemplo, a maioria dos nativos lá votaram a favor de aquele pequeno país ser incorporado como o 51 estado norte-americano, só não o fez, por quê Washington não se decidiu.

    Enfim...

    O mundo já foi definido em 1945.
    Desde então, para o Brasil e resto do hemisfério sul (Aus/NZ são parte do UK, não contam), é só contenção de danos.
  • Felipe  28/06/2021 20:12
    Não gosto muito do PIB (sou entusiasta do PPR proposto por Rothbard), todavia, é o que tem. E mesmo utilizando esses dados criados pelo próprio governo, os austríacos ainda conseguem apontar tendências (até mesmo quando abordando o caso da China, onde os dados do PIB possuem uma acurácia ainda menor).
  • Bolsodilma cirolulaguedes  28/06/2021 22:02
    próximos passos do dólar pra semana
    mercado espera os dados do desemprego no eua
  • Minarco  29/06/2021 01:20
    Todos os anos baixo a planilha do heritage.org, que mede o grau de liberdade de cada país. Faço a correlação do PIB per capita dos países com o ranking de liberdade. A correlação é de mais de 60%. Isso é enorme! É a prova de que é a liberdade que leva à prosperidade.
  • Centro Moderado Elegante  29/06/2021 12:23
    To vendo um pessoal ai falando que desigualdade é bom e que sem desigualdade não há crescimento. QUe a Índia tem mais desigualdade que a Austrália etc.

    Um famoso filósofo dizia que a perfeição está na exata medida das coisas. O mesmo vale aqui!

    Um pouco de desigualdade é bom, sim! Mas a desigualdade a nível brasileiro é obsceno e indesejável!

    E mais, desigualdade não implica baixo crescimento. Razão pela qual não devemos dizer que temos que preferir entre um ou outro país que é mais ou mens rico e desigualdade. Acreditem, pode-se ter o dois. Quem criou esse falso trade-off?

    Finalizando: Esse assunto de "pessoas não comem PIB" voltou à tona agora. Se perguntaram por quê? Voltou porque tivemos crescimento de PIB e aumento da pobreza e insegurança alimentar. Na contramão do que diz o artigo.

    Saudações cordiais
  • Gustavo  29/06/2021 13:18
    "Um pouco de desigualdade é bom, sim! Mas a desigualdade a nível brasileiro é obsceno e indesejável!"

    A desigualdade brasileira deve-se inteiramente às ações do estado:

    Cinco medidas do governo que aumentam a concentração de renda

    A tragédia da inflação brasileira - e se tivéssemos ouvido Mises?

    "Sem o estado, quem cuidará dos pobres?"

    E o que os gênios prescrevem como solução? Mais estado.

    Ou seja, deve-se dar ainda mais poder para aquele agente que causou todo o estrago.

    "E mais, desigualdade não implica baixo crescimento."

    Opa, concordo plenamente. Agora vá dizer isso para a esquerda, que vive dizendo que um dos motivos de se tributar e redistribuir é que tal redução da desigualdade será boa para a economia.

    "Finalizando: Esse assunto de "pessoas não comem PIB" voltou à tona agora. Se perguntaram por quê? Voltou porque tivemos crescimento de PIB e aumento da pobreza e insegurança alimentar. Na contramão do que diz o artigo."

    Não entendi. O que o artigo diz que vai na contramão disso? Não houve crescimento do PIB per capita no Brasil, e a pobreza e a insegurança alimentar aumentaram porque prefeitos e governadores compulsoriamente proibiram o povo de trabalhar e auferir renda.

    Não é necessário ser nenhum gênio diferenciado para entender que quando políticos proíbem o povo de trabalhar e auferir renda, isso resulta em aumento da pobreza. Até porque tal medida é a essência da política aplicada nos países socialistas.

    Você está meio perdido aqui.
  • Centro Moderado Elegante  29/06/2021 15:32
    Claro que é culpa do Estado!
    É quem cria aqui no Brasil um paraíso fiscal pros super ricos. É ele quem taxa pouco ou quase nada herança e dividendos, AO CONTRÁRIO de todos os países do mundo.

    Vejamos como ocorre nos EUA:
    " Durante o ano, a XPTO teve um lucro operacional líquido de US $ 100.000. Pagou o imposto federal dos EUA sobre essa renda no valor de 21%, sobrando um saldo de US $ 79.000. Qualquer retorno de capital para o acionista de até US $ 79.000 será considerado um dividendo distribuído, tributado no valor adicional de US $ 23.700, deixando um valor líquido de US $ 55.300."

    Ou seja, de 100 que a empresa ganhou o acionista nos EUA só 55. No Brasil isso é de obscenos 66.
    Quem diria. Tio Sam taxando pesado os lucros. Dúvida?
    www.lgoadv.com/tributacao-de-dividendos-de-uma-corporacao-nos-eua/

    Não vou nem citar o imposto sobre a herança pra não humilhar mais


    E só atualizando o nosso amigo com a realidade
    O Pib do Brasil cresceu no primeiro trimestre de 2021 mas a pobreza também cresceu.
    A pobreza crescer foi culpa do governo. Mas também foi culpa do governo a economia crescer?

    Logo se houve aumento da pobreza mesmo que tenha havido aumento do PIB, isso mostra que de fato crescimento não necessariamente implica mais dignidade a população.
    Mas tem gente que prefere a desigualdade alta, talvez porque ganhe com isso. Mas só talvez
  • Gustavo  29/06/2021 16:49
    "Durante o ano, a XPTO teve um lucro operacional líquido de US $ 100.000. Pagou o imposto federal dos EUA sobre essa renda no valor de 21%, sobrando um saldo de US $ 79.000."

    Até aqui, correto.

    "Qualquer retorno de capital para o acionista de até US $ 79.000 será considerado um dividendo distribuído, tributado no valor adicional de US $ 23.700, deixando um valor líquido de US $ 55.300."

    Errado. E muito. Por esse seu cálculo, a alíquota é de 30%. Só que a tributação de dividendos não é de 30% nos EUA.

    A alíquota máxima é de 20%, mas esta só se aplica para valores acima de US$ 441 mil. Para valores até US$ 80 mil é isento (married, filling jointly).

    www.nerdwallet.com/blog/taxes/dividend-tax-rate/

    "Ou seja, de 100 que a empresa ganhou o acionista nos EUA só 55."

    Errado de novo, é claro. O cara continua recebendo 79.

    "No Brasil isso é de obscenos 66."

    Correto. Aqui, ele é tributado em 34%, o que mais do que compensa a ausência da tributação de dividendos. (Começou a entender?).

    Ou seja, nos EUA, o cara fica com 79. Aqui, com 66.

    Pare, respire, e volta só depois.

    "E só atualizando o nosso amigo com a realidade. O Pib do Brasil cresceu no primeiro trimestre de 2021 mas a pobreza também cresceu. A pobreza crescer foi culpa do governo."

    Sim. Como explicado acima, prefeituras e governos estaduais proibiram o povo de trabalhar e auferir renda. Realmente, isso não é uma ciência astronáutica. Mesmo você não terá dificuldades para entender.

    "Mas também foi culpa do governo a economia crescer?"

    Nenhuma economia cresce por causa de governos. Todas as economias crescem apesar de governo. Sendo uma instituição que apenas tributa e imprime, não há como, por definição, governos criarem crescimento econômico. Eles podem apenas passar a atrapalhar menos.

    Qual a sua dúvida?

    "Logo se houve aumento da pobreza mesmo que tenha havido aumento do PIB, isso mostra que de fato crescimento não necessariamente implica mais dignidade a população."

    Se o PIB per capita não cresce, realmente não há mágica. Agora, só não entendi bem seu ponto: estaria você dizendo que crescimento econômico seria algo totalmente inócuo, pouco importando se o PIB sobe 10% ou cai 50%?

    Você tem alguma monografia sobre isso? Gostaria muito de ver. Seria algo realmente inaudito. Um grande "breakthrough" na ciência econômica. Significaria que esse tempo toda quem está fazendo o certo é a Venezuela…
  • Introvertido  29/06/2021 17:27
    Esse tal "Centro Moderado Elegante" possuí argumentos idênticos ao do Ciro Gomes, me pergunto se é algum discípulo dele se esgueirando por aqui...
  • 4lex5andro  29/06/2021 17:47
    Clube da prudência e sofisticação.
  • Marques  29/06/2021 17:38
    Dividendos pagos por ações nunca foram tributados em mais de 20% nos EUA. E o cara é isento até 40 mil dólares, o que equivale a 200 mil reais.

    Mas isso, obviamente, é devidamente ocultado pelos defensores do estado, que falam apenas da alíquota máxima (20%), como se ele fosse aplicada sobre cada dólar de dividendo — quando ela, na prática, só vale para ganhos acima de 434 mil dólares (2,17 milhões de reais).

    Esse tal "Centro Moderado Elegante" é o tipo de cara que serve só pra tumultuar. Joga informações sabidamente falsas — mas recorre a links (desconhecidos) para dar aquele ar de seriedade — apenas para tentar sustentar uma narrativa e gerar confusão. A moderação deveria respeitar mais a própria propriedade privada e expulsar arruaceiros, que só servem para danificar o ambiente.
  • Bolsodilma cirolulaguedes  29/06/2021 17:49
    Claro que a culpa é do estado. Imagino que ninguém aqui discorda. Só que ao contrário do que você diz , a culpa é dele por "tributar demais". Toda tributação retira dinheiro das pessoas, o qual elas poderiam estar consumindo ou investindo, fazendo a economia crescer ao mesmo tempo em que, ao auferirem renda originada do próprio trabalho, estariam se distanciando da pobreza.

    E você diz o quê? Que o estado está tributando pouco, e que ele deve cobrar mais imposto: imposto sobre dividendos, imposto sobre fortuna, sobre herança etc. Só porque alguns ganham mais não quer dizer que devam pagar mais. Eles ganham mais porque são mais produtivos e abastecem a sociedade. Eles não devem ser punidos por isso. E o assistencialista que não faz nada que tem que ser cortado de seu assistencialismo, dado que ele não merece uma parte da renda dos outros, pois não produz nem sequer uma parte dela.

    E não adianta dizer que todos os outros países tributam isso. Problema deles. Essa tributação é errada e não deveríamos copiar essas aberrações.
  • Vladimir  29/06/2021 18:02
    "E não adianta dizer que todos os outros países tributam isso. Problema deles. Essa tributação é errada e não deveríamos copiar essas aberrações."

    É impressionante como até mesmo aqui essa falsa equivalência prospera.

    Para começar, o Brasil já tem 92 tributos. Os outros países não chegam a 20. A tributação de dividendos significaria apenas a criação de mais um tributo, o que nos afastaria ainda mais dos outros países.

    Mas tem mais.

    O Brasil, de maneira geral, cobra dois impostos sobre os lucros: o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido — os quais cobram, respectivamente, 25% e 9%, totalizando assim 34%.

    No entanto, das 20 maiores economias do mundo, somente Brasil e França taxam as empresas em mais 30% dos lucros. As empresas no Brasil pagam em média aproximadamente 40% a mais do que no restante do planeta e 50% em relação à OCDE.

    Isso explica por que há uma isenção na taxação de dividendos no Brasil: o governo brasileiro optou por tributar na pessoa jurídica e não na física.

    Todo o imposto já foi pago pela pessoa jurídica.

    Ou seja, o governo optou por IRPJ e CSLL altos e isenção de distribuição de lucros e dividendos. Na maior parte do mundo, o IRPJ é muito menor (CSLL nem existe) e há taxação quando os lucros são distribuídos na forma de dividendos.
    Toda e qualquer análise sobre tributação de dividendos deve ser feita em conjunto com o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e CSLL. Por isso mesmo, não faz nenhum sentido tributar os dividendos se não houver redução no IRPJ e na CSLL.

    Implantar a tributação de dividendos iria apenas aumentar ainda mais aquela que já é a quarta maior carga do mundo (e a segunda entre os vinte mais ricos).

    Por fim, sobre heranças: sim, nos EUA, há uma alíquota de 40% sobre a herança, mas ela só incide para valores acima de US$ 11,20 milhões
    Mais ainda: na prática, há apenas 2.000 pessoas que pagam esse imposto
    Se o argumento é o de que um imposto que incide sobre apenas duas mil pessoas é o responsável por bancar todo um país, boa sorte.

    Mas isso ainda é o de menos. É perfeitamente possível e legal evitar esse imposto: basta você criar uma fundação em seu nome. Não é à toa que milionários americanos são conhecidos por criar fundações em seus nomes, para as quais transferem toda a sua herança e então nomeiam familiares para gerenciarem tais fundações. Isso faz com que a herança, por mais bilionária que seja, se torne 100% isenta.

    Mas, obviamente, você não encontra nada sobre isso na imprensa militante. Ela simplesmente dá a entender que, nos EUA, há uma alíquota 40% que incide sobre todos os cidadãos, e que esta é uma das causas da prosperidade do país.
  • Felipe  29/06/2021 18:54
    Interessante essa brecha nos EUA. Aqui no Brasil há a brecha da "pejotização"... engraçado que até o pessoal da Globo, que é favorável à CLT, atua como PJ (o que é legal, diga-se de passagem). Quem não se lembra do Bolsonaro falando isso na entrevista no JN, antes de sua eleição, em 2018?

    Recentemente o PSOL estava recrutando gente como MEI.

    São as brechas que deixam a economia respirar.



  • Felipe  29/06/2021 21:13
    Detalhe que recentemente até a França reduziu o imposto de renda de pessoa jurídica (e pretendem continuar nos próximos anos), iniciado em 2017 no governo Macron. O estranho é que, apesar disso, eles aumentaram a alíquota máxima do imposto de renda de pessoa física.
  • Bolsodilma cirolulaguedes  29/06/2021 14:28
    dólar a 4.97 reecas agora

    o mercado está esperando dados de emprego dos EUA(quinta feira) e IBGE(quarta feira) no brasil.


    No plano econômico, a semana deve ser marcada por dados do emprego, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Na quarta-feira (30) o IBGE deve divulgar a PNAD Contínua, que deve trazer um novo panorama do emprego para o país.

    Apesar dos dados do PIB e outros indicadores apontarem que a economia brasileira caminha para uma retomada mais intensa das atividades, o desemprego ainda é um desafio. Na última leitura, o IBGE registrou 14 milhões de desempregados, aproximadamente 14,7% da população.

    Na terra do Tio Sam
    Mas outra taxa de desemprego deve estar no radar dos investidores brasileiros e do mundo. A partir de quinta-feira (1º) devem ser divulgados dados referentes ao emprego nos Estados Unidos, com os pedidos de auxílio desemprego no mesmo dia e o relatório de empregos (payroll) na sexta-feira (02).

    Até lá, os dirigentes do Federal Reserve devem fazer uma série de discursos ao longo da semana e reiterar o compromisso da instituição financeira em manter a taxa de desemprego baixa. Essas ações estão diretamente ligadas à política monetária do Fed, que incluem alterar a taxa de juros e retirar estímulos da economia.

    O Fed já anunciou que deve manter seus planos de retirada de estímulos e aumento da taxa de juros em 2023, mas outros líderes da instituição deram sinais de que o BC americano começou a debater uma alteração desse plano antes da hora.

  • Introvertido  29/06/2021 15:00
    Sério que até os investidores caem nessa ladainha dá taxa de desemprego? Ainda mais em uma época onde os governos estão redistribuindo diversas benesses para às populações? Diria que essa estatística é pior até que o PIB.
  • Bolsodilma cirolulaguedes  29/06/2021 16:31
    Eles caem, né? Não é todo mundo que desconta a manipulação dos dados. Mas mesmo assim, sem a manipulação, a realidade da produtividade por pessoa, o número de produtivos reais, o número referente ao assistencialismo indica ao mercado um número de oferta de bens e serviços, que em relação à moeda circulante, permite ao mercado precificar o valor da moeda. Servindo de parâmetro, o mercado antevê onde colocar os pés.
  • Trader  29/06/2021 15:27
    R$ 4,93 agora. Com juro em ascensão, dificilmente a moeda se desvaloriza.

    Algo que é tão simples foi inacreditavelmente ignorado ano passado, e todos os efeitos agora estão sendo vivenciados. Só resta ao BC ter de correr atrás do fogo. Terá de subir a Selic bem mais do que teria caso não tivesse embarcado na aventura heterodoxa de 2020.

    Não há mágica e nem atalhos na economia.
  • Introvertido  29/06/2021 15:32
    Exato, se eu fosse o Bolsonaro, já iria ir conversar com o Campos Neto para convence-lo á dar uma pancada nos juros lá para os dois digitos. É a reeleição dele que está em jogo agora
  • 4lex5andro  29/06/2021 17:53
    Então é só subir a Selic mais e mais.
    Foi feito pelo Copom/BCBR em março, ao lado de Washington lá ter se movimentado em sentido de aumentar impostos.

    Nesse trimestre deu certo, o dólar, de quase 6,00 BRL está em menos de 5 BRL hoje.

    Porém...
    Se fosse tão simples o BCBR já não o teria feito, mais e mais aumentos da selic?
    Isso por outro lado, além de arrefecer o (necessário) aumento real do consumo... também, impacta nos papéis que o governo terá de remunerar ou no pagamento dos juros da dívida atrelada ao tesouro???????

    Só questionando mais para aprender mesmo.

    Esperando pelas respostas e comentários construtivos.
  • Leandro  29/06/2021 18:42
    "Se fosse tão simples o BCBR já não o teria feito, mais e mais aumentos da selic?"

    Ele não o fez exclusivamente por causa disso aqui:

    www.mises.org.br/article/3302/a-atual-carestia-dos-alimentos-e-consequencia-de-uma-cega-devocao-ao-sistema-de-metas-de-inflacao-

    E é absolutamente inconcebível que ele não tenha previsto a lambança que estava fazendo. Todo mundo aqui neste site cantou a bola. E isso ainda antes da pandemia:

    www.mises.org.br/article/3223/aviso-ao-ciro-guedes-uma-moeda-desvalorizada-e-um-ataque-direto-ao-padrao-de-vida-da-populacao

    "Isso por outro lado, além de arrefecer o (necessário) aumento real do consumo... também, impacta nos papéis que o governo terá de remunerar ou no pagamento dos juros da dívida atrelada ao tesouro???????"

    Não é tão simples assim.

    Entre os títulos públicos, há o Tesouro Selic, os prefixados (LTNs), o Tesouro IPCA (NTN-B Principal), os prefixados com juros semestrais, e o Tesouro IPCA com juros semestrais.

    Apenas o primeiro (Tesouro Selic) é diretamente afetado pela Selic. Selic cai, a rentabilidade diária passa a crescer mais devagar. Selic sobe, rentabilidade diária passa a crescer mais rápido.

    Só que, atualmente, apenas uma parcela de toda a dívida brasileira está em Tesouro Selic (algo entre 20 e 25%). Esta é a fatia que é afetada diretamente por alterações na Selic.

    Todo o restante da dívida não é diretamente afetada por alterações na Selic. Mas pode, sim, sofrer alterações indiretas.

    Acompanhe o raciocínio.

    1) Tudo dando certo — ênfase nesta premissa —, uma redução da Selic reduz a velocidade com que a dívida cresce. Atenção: reduz o ritmo de aumento da dívida. E um aumento acelera o ritmo do aumento da dívida.

    2) No entanto, repetindo, dado que apenas algo entre 20 e 25% da dívida está diretamente atrelada à Selic (via títulos Tesouro Selic), esta é a fatia da dívida que será diretamente afetada (para cima ou para baixo).

    3) Agora, porém, vem a encrenca: se a redução da Selic for estabanada, de modo que o mercado passe a precificar maior inflação de preços à frente, daí tudo se inverte: esse aumento das expectativas inflacionárias irá elevar os juros de longo prazo tanto dos títulos prefixados quanto dos títulos atrelados ao IPCA. Foi isso o que aconteceu no segundo semestre de 2020 até abril de 2021.

    4) Um aumento nos juros dos prefixados fará com que o governo tenha de pagar juros maiores lá na frente, quando os títulos vencerem. Falando em termos mais práticos, um aumento dos juros longos faz com que o governo, para um mesmo volume tomado emprestado hoje, tenha de pagar mais na data do vencimento.

    5) Igualmente, se a Selic baixa elevar o IPCA (fazendo como que o IPCA seja maior por causa dessa redução da Selic), os títulos atrelados ao IPCA também terão de pagar mais quando vencerem. A dívida aumenta.

    6) Ou seja, dado que grande parte da dívida pública está em títulos atrelados ao IPCA (que pagam inflação mais uma parte prefixada), se a Selic baixa elevar as expectativas de inflação, as taxas prefixadas aumentam, e as despesas com a dívida aumentam. E vice-versa.

    7) Há também, como dito, títulos que pagam juros semestrais, tanto prefixados quanto atrelados à inflação. Os prefixados pagam 5% por semestre. Sempre. Os atrelados à inflação pagam o IPCA do período (semestre) mais 2,95%. Ou seja, também não podem ser automaticamente reduzidos por uma redução na Selic. Mas são afetados pelo IPCA e pelos juros longos.

    8) No final, apenas os títulos realmente atrelados à Selic são influenciados diretamente pela Selic. No caso, não é que eles passam a pagar menos. O que ocorre é que as despesas com eles passam a aumentar a uma taxa menor. E só. E mesmo assim, é necessário sopesar os efeitos acima para ver se compensa. Na situação atual, claramente não compensou.


    Portanto, e para resumir tudo: apenas se a redução da Selic não afetar as expectativas inflacionárias de longo prazo, não levar a uma elevação dos juros longos e não aumentar o IPCA para cima do previsto — de modo que toda a curva de juros caia —, aí sim pode-se dizer que a redução da Selic "melhorou o perfil da dívida".

    Inversamente, se um aumento da Selic reduzir as expectativas inflacionárias de longo prazo, os juros longos podem cair, o que, além de melhorar o perfil da dívida, pode acabar até mesmo estimulando empréstimos (pois os juros longos, que são o que definem os juros dos empréstimos para pessoas físicas e empresas, caiu).

    Enfim, como tudo em economia, há várias variáveis em jogo. E elas devem ser analisadas por completo.

    Nem sempre um aumento da Selic é recessivo ou restritivo ao crédito ou mesmo ruim para o perfil da dívida do governo. E nem sempre uma redução da Selic é boa para a dívida ou para a expansão do crédito.
  • Felipe  29/06/2021 19:05
    Esse conceito que você apresentou para os títulos governamentais brasileiros seria aplicável aos títulos do governo americano (treasuries) e europeu? Hoje já há vários países que apresentam taxas de juros de longo prazo negativas, como exemplo a Alemanha (por volta de - 0,17 %). Então, na prática, caso eu emprestar euros para alguém fazer uma obra de infraestrutura, então na prática eu estaria pagando para emprestar e a pessoa que toma o crédito estaria sendo paga para se endividar?
  • Trader  29/06/2021 21:46
    Sim, mas vale apenas para títulos do governo. Bancos, obviamente, não pagam para emprestar. Se os juros estiverem muito baixos, eles simplesmente restringem os empréstimos e passam a emprestar apenas para clientes ultra top.

    Este fenômeno dos juros negativos foi abordado aqui:

    É bizarro, mas faz sentido: na Europa, investidores estão pagando para emprestar dinheiro ao governo
  • Felipe  29/06/2021 19:13
    Leandro, falando de títulos, o que você acha dessa medida de lançar títulos em dólares pelo governo brasileiro?
  • Leandro  29/06/2021 21:49
    Tal medida é antiga e corriqueira. Como bem ressaltou a matéria, um dos objetivos desta nova emissão é arrecadar dólares para quitar outros títulos vincendos (ou que estavam sendo resgatados).

    A medida também serve para atrair dólares e reduzir a pressão no câmbio.

    Dado que a dívida externa é muito baixa, e em última instância o BC está entupido de dólares, nada contra a medida.
  • Paulo  29/06/2021 19:19
    Um aumento da selic não ser recessivo ou restritivo ao crédito é pelo mesmo fenômeno das expectativas de inflação futura?
  • Leandro  29/06/2021 21:50
    Correto.
  • 4lex5andro  29/06/2021 19:42
    Entendido.
    Seguindo seu argumento e os links que indicou.
    Grato pela explicação Leandr0.
    Valeu.
  • Introvertido  29/06/2021 16:00
    O que é esse tal global 2050? Pelo nome parece ser alguma agenda governamental.
  • Bolsodilma cirolulaguedes  29/06/2021 21:38
    O Global são títulos de trinta anos. Lembre-se que o governo se financia emitindo títulos. Ele nunca deixa de emitir, pois não paga a dívida, só faz outra pra pagar a anterior.
  • WMZ  29/06/2021 21:06
    O artigo está falando de PIB, então, eu vou perguntar:

    O capital financeiro (ou capital fictício) entra na conta do PIB? Quando um banco embolsa os juros ou quando os BaCens criam dinheiro do nada para recomprar os títulos dos bancos, o dinheiro envolvido entra na conta do PIB?

    Sabemos que é muito difícil para a economia produzir coisas materiais. É muito difícil produzir uma usina de energia, uma fábrica de roupas, uma safra de algodão, água tratada, minérios, trabalho humano etc

    Sabemos que é muito fácil criar "dinheiro do nada" que, depois, se concentra nas mãos dos bancos.

    O que que eu estou querendo dizer? Existe uma parte "hardware" e outra "software" da economia.
  • Vladimir  29/06/2021 21:53
    Não. O PIB mensura os valores monetários (preços) dos bens e serviços finais vendidos na economia. A este valor total, aplica-se um deflator, e tem-se o PIB real.

    O dinheiro que fica girando nas bolsas, no interbancário e no mercado financeiro como um todo não entra no cálculo do PIB. Apenas quando este dinheiro vaza para a economia e passa adquirir bens e serviços finais é que ele entra no cálculo do PIB.
  • WMZ  29/06/2021 22:32
    Então quando eles falam de desigualdade de renda, ele estão olhando mais para o PIB ou misturam o dinheiro do "capital fictício" (juros, interbancário, financeiro etc)?

    Se for o primeiro, é bem estranho pois vocês mesmos falam que um bilionário tem 1000000 de vezes mais dinheiro do que um assalariado mas não consome 10000000 de vezes mais bens e serviços.

    Se for o segundo, é bem compreensível que haja a desigualdade de renda, afinal, as operações do sistema bancário permitem tal feito.
  • Arthur  30/06/2021 01:39
    Eles geralmente olham o patrimônio total, o que não faz sentido nenhum.

    Estas pessoas genuinamente acreditam que toda a riqueza dos bilionários está na forma de dinheiro "parado nos bancos", apenas esperando ser tributado e redistribuído. 

    Mal sabem elas que a riqueza destes bilionários está majoritariamente na posse de fábricas, instalações industriais, bens de capital, caminhões, tratores e maquinários em geral, e ações — de modo que é impossível confiscar uma fatia desses bens e repassá-los para os mais necessitados.

    A maior parte da riqueza de Jeff Bezos, Elon Musk, de Abílio Diniz, de Sílvio Santos, da família Safra, da família Ermírio de Moraes, não está em uma conta bancária, mas sim no valor de suas empresas e ativos imobilizados.

    A partir daí você já consegue entender por que tudo isso não passa de um delírio.
  • Bolsodilma cirolulaguedes  30/06/2021 13:47
    Desigualdade de renda é um conceito inventado apenas pra fazer propaganda a favor de políticas de equalização. Socialismo puro. Na realidade, algumas pessoas (10 por cento da população) produzem 90 por cento das riquezas. Por causa disso há mais recursos à disposição.

    Mas para um esquerdista, essa pessoa ganha mais porque tem mais renda. Por isso ela prega tomar essa renda e distribuir. O esquerdista nunca vai assumir que a pobreza de um indivíduo é porque este não produz nada. Consequentemente, por colher o que planta, não tem nada. Se ele assumir isso, ele nega toda sua ideologia de que "os ricos tiram dos pobres, portanto vamos tomar deles".
  • Introvertido  29/06/2021 22:55
    "O PIB mensura os valores monetários (preços) dos bens e serviços finais vendidos na economia"

    Eu vi que também são mensurados "o total de investimentos na econômia" no I dá equação C + I + G + X - M. Será que são todos mesmo, ou só é ilustrativo?
  • Guilherme  30/06/2021 01:48
    Sim, mas só os investimentos específicos, voltados para a produção de bens finais.

    Para evitar aquilo que os economistas rotulam de "dupla contagem", o PIB não contabiliza o gasto das empresas com investimentos em bens intermediários.

    Bens intermediários são classificados como aqueles utilizados (e exauridos) na produção de um bem final. Por exemplo, o pão vendido na padaria é um bem final. Equipamentos como as tigelas de mistura e os fornos comprados pelo padeiro e utilizados para fabricar o pão também são considerados bens finais no cálculo do PIB, pois eles não são exauridos no processo de produção. Ou seja, as tigelas de mistura e os fornos são computados como investimentos.

    Em contraste, a farinha, o trigo e outros ingredientes produzidos e incluídos no pão são considerados bens intermediários. Como tais, o dinheiro gasto nestes itens não são incluídos no PIB.

    Similarmente, a transportadora que entregou a farinha para a padaria forneceu aquilo que é considerado um serviço intermediário, de modo que o dinheiro gasto neste transporte também é deixado de fora do PIB.

    A explicação clássica para se evitar a "dupla contagem" dos bens intermediários no PIB é exemplificada pela alegação de que, se a venda de aço fosse acrescentada às vendas da Ford, o aço seria contabilizado duas vezes: uma quando foi vendido para a Ford, e a outra quando a Ford vende o veículo contendo esse aço.

    Há um artigo inteiro sobre o problema de se computar as coisas assim:

    www.mises.org.br/article/3288/eis-o-grande-problema-com-o-pib-ele-mensura-o-trivial-e-ignora-completamente-o-essencial
  • Introvertido  30/06/2021 02:35
    Ora, mas disso tudo eu já sei, eu estava apenas perguntando como é calculado o elemento "Investimentos" dessa equação, elemento esse que eu não faço ideia do que abrange, aparenta estar apenas de enfeite.

    Ao que eu saiba, essa equação não abrange bens e insumos intermediários, e se abranger, será então uma contradição á afirmação "o PIB não contabiliza o gasto das empresas com investimentos em bens intermediários.".
  • Introvertido  30/06/2021 02:50
    Ignore o que eu disse no meu outro comentário, eu reli e captei á parte que eu queria.

    "Equipamentos como as tigelas de mistura e os fornos comprados pelo padeiro e utilizados para fabricar o pão também são considerados bens finais no cálculo do PIB, pois eles não são exauridos no processo de produção. Ou seja, as tigelas de mistura e os fornos são computados como investimentos.

    Em contraste, a farinha, o trigo e outros ingredientes produzidos e incluídos no pão são considerados bens intermediários."

    Os tais "Investimentos" então são apenas os maquinários e utensílios comprados para á produção? Se eu comprei um forno ou um rolo de amassar, por exemplo, será contabilizado no PIB como "Investimento"?
  • Caio  30/06/2021 11:48
    Na verdade o PIB considera parte do dinheiro que está no mercado financeiro, mas só aqui que veio de lucros e juros.
    PIB = lucros+juros+ salários+aluguéis = C+I+G+X-M.
    Ou seja, são identidades contábeis. No final das contas isso tudo aí é igual. Seria a ótica das rendas e a ótica da demanda respectivamente.
    A questão dos bens intermediários você pode interpretar da seguinte forma: em um pão de 1 real tem 0,20 de farinha + 0,3 de salários do padeiro + 0,1 de luz água etc +0,15 de depreciação dos investimentos em ativos fixos realizados até então + 0,25 do lucro do dono da padaria.
    Então quando você olha o "valor adicionado" vc diz que o padeiro adicionou 0,25 a cada pão produzido. É isso.
    Só a questão do investimento é importante saber que quando você fala de "investimentos em bolsa" não tem relação alguma com o PIB
  • Trader  30/06/2021 15:58
    Hoje é tempestade perfeita: formação de PTAX para o mês seguinte, fechamento de cota semestral, índice DXY subindo forte e baderna política.
  • Joao Paulo  30/06/2021 17:21
    Curiosamente, a piada da esquerda - no período pré-pandemia - era falar em pibinho
  • Lucas   02/07/2021 01:02
    Mas, se está tendo inflação, através do aumento de preços , isso não aumentaria o valor nominal do PIB, mas não o valor real que é os produtos produzido.
  • Trader  02/07/2021 13:25
    Aumentaria o valor nominal, sim. Já o valor real vai depender do deflator.


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