Voltar

As devastadoras e atômicas sanções lançadas pelo Ocidente contra a economia russa

Desta vez, Vladimir Putin conseguiu a façanha de unir o mundo em oposição. Mas suas propensões autoritárias e expansionistas não são supresa para quem acompanha sua trajetória. 

Já em sua primeira campanha eleitoral, em 2000, Putin foi questionado por uma jornalista como era ser um candidato ex-agente da KGB. Respondeu com sorriso malicioso: “Não existe tal coisa como um ‘ex-agente da KGB'”.

Sua primeira grande crise ocorreu quando 42 terroristas chechenos tomaram 850 reféns em um teatro de Moscou. As forças especiais russas chefiadas por Putin (as Spetsnaz) empregaram agentes químicos, que mataram 39 sequestradores e 130 reféns, incluindo 9 estrangeiros.

Em 2003, fechou a última emissora independente de TV e tornou ilegal que a mídia comente sobre eleições. Em 2004, passou a nomear os governadores. Em 2005, afirmou que o colapso da União Soviética foi “o maior desastre geopolítico do século”. Eliminou inimigos políticos, muitos alegadamente com veneno, coagiu e aliciou os oligarcas e colocou as principais empresas russas sob sua órbita.

Ao menos desde 2008 Putin já vociferava que, caso a Ucrânia aderisse à Otan, anexaria a Ucrânia do Leste e a península da Crimeia. O Ocidente ignorou e preferiu pagar para ver. Naquele ano, Ron Paul votou ‘não’ à proposta do governo Bush de expandir a OTAN alertando que “a expansão da OTAN poderá envolver os Estados Unidos militarmente em conflitos que não são de interesse nacional”.

As seguidas trapalhadas de política externa dos EUA e da OTAN não justificam a anexação da Crimeia em 2014, território ucraniano desde 1954. Putin violou a soberania da Ucrânia e zombou do Direito Internacional ao empenhar soldados sem insígnias. De lá para cá, as hostilidades entre as partes se acentuaram e Putin optou pela agressão aberta.

É de se imaginar, porém, se Putin realmente vislumbrou a potência e a extensão da reação internacional, que simplesmente desconectou a Rússia do resto do mundo por intermédio de uma “bomba atômica financeira” e a tornou pária instantaneamente.

Já se imaginavam sanções a indivíduos, até agora implementadas contra cerca de 700 oligarcas, empresários e membros do círculo de poder, que tiveram seus bens congelados na Europa e nos EUA.

Mas as sanções financeiras contra toda a economia russa foram devastadoras.

Um curto resumo

Até o momento, eis um sucinto resumo destas sanções.

* A comunidade internacional desconectou vários bancos russos do Swift, uma rede de facilitação de transferências financeiras, composta por 11 mil bancos. Embora a medida tecnicamente não impeça que a Rússia efetue transações internacionais, a sanção torna estas transações muito mais custosas, trabalhosas e demoradas.

* Adicionalmente, vários bancos russos também sofreram sanções. O Sberbank, que é maior banco russo, teve da anunciar sua saída do mercado europeu. Suas ações caíram 99% na bolsa de Londres (confira o gráfico). O banco está sendo liquidado na Áustria. Na Croácia e na Eslovênia, está repassando a carteira para quem se dispuser a comprar. Na República Checa, precisa aparecer com um depósito bilionário até o fim do dia ou será liquidado. Para completar, o banco está sofrendo uma corrida bancária da parte de seus clientes. Não tem como durar.

* A British Petroleum, maior investidora estrangeira na Russia, anunciou sua saída do país ao se desfazer da participação de 20% na estatal Rosneft.

* A Shell também desfez sua parceria coma a Gazprom.

* A Equinor, maior companhia de energia da Noruega, também está saindo do país.

* E a Exxon também se juntou ao grupo.

* GM, Ford, Volvo, Daimler Truck, Renault e BMW informaram que interromperam exportações para a Rússia, bem como parcerias com empresas locais.

* Boeing e Airbus suspenderam suas operações no país. A Boeing não irá mandar peças de manutenção.

* A Apple também parou de vender seus produtos no e para o país.

* Visa, Mastercard e Amex bloquearam seus sistemas e estão impedindo os bancos russos de utilizarem suas redes. Na prática, ninguém mais pode utilizar cartão de crédito na Rússia.

* Todos os produtos da Nike estão indisponíveis no país.

* As principais empresas mundiais de transporte marítimo de carga suspenderam todo o transporte de contêineres para a Rússia. Maersk, MSC, Hapag Lloyd, Ocean Network Express não transportam mais nada para o país.

* EUA, Canadá e União Europeia fecharam seu espaço aéreo para companhias aéreas russas. Russos precisam recorrer a aviões da Turkish Airlines (a Turquia não boicotou a Rússia). O Canadá também fechou seus portos para navios russos.

* A Rússia, portanto, está isolada economicamente, pelo ar e pelo mar. Trata-se de um colapso total no comércio internacional do país. Na prática, o país voltou a viver em uma situação de autarquia, e podendo utilizar apenas dinheiro de papel (Apple Pay e Google Pay também pararam de funcionar).

A mãe de todas as sanções

Porém, a ‘sanção atômica’ visando a fechar as torneiras da guerra e desestabilizar a Rússia financeiramente foi o congelamento das gigantescas reservas internacionais (US$ 630 bilhões) do Banco Central russo.

Quem acompanha este Instituto sabe que não existe isso de dólares (ou euro) “entrarem em um país”. Dólares eletrônicos nunca saem dos EUA. Assim como euros eletrônicos nunca saem da Europa. Dólares, no formato de dígito eletrônicos, só ficam depositados em bancos americanos. E euros eletrônicos só ficam depositados em bancos europeus (o mesmo, obviamente, vale para franco suíço, libra esterlina e iene japonês: todos estes ficam apenas no sistema bancários de seus respectivos países). 

Logo, quando um Banco Central estrangeiro (seja da Rússia ou mesmo do Brasil) quer utilizar os dólares (ou euros) de suas reservas internacionais, eles inevitavelmente têm de recorrer a bancos americanos (ou europeus). Isso foi explicado em detalhes aqui.

Igualmente, Bancos Centrais estrangeiros também detêm títulos do governo americano e dos governos europeus. Estes títulos ficam custodiados em seus respectivos países. Se estes governos se recusarem a convertê-los para suas respectivas moedas quando demandados por uma instituição estrangeira, nada feito. 

Sendo assim, da noite para o dia, o Banco Central russo perdeu acesso aos US$ 630 bilhões que possuía em suas reservas internacionais (a título de comparação, as reservas internacionais do Banco Central do Brasil são de “apenas” US$ 360 bilhões). Com a instituição sem acesso às suas reservas, ela perdeu totalmente sua capacidade de vender dólares e euros para estabilizar o rublo.

Como consequência desta medida, e em conjunto com todas as demais sanções anunciadas, houve uma brutal especulação baixista contra o rublo, que derreteu.

O gráfico baixo mostra a evolução da taxa de câmbio rublo/dólar.

USDRUB.png

Gráfico 1: evolução da taxa de câmbio rublo/dólar

Ao fim do ano passado, eram necessários 70 rublos para se comprar um dólar. Agora são necessários 106 rublos, um encarecimento de mais de 50%.

Isso obrigou o Banco Central russo a disparar a taxa básica de juros para 20%, em uma tentativa de tentar conter a desvalorização.

O Banco Central russo pode vender ouro em sua posse (o ouro, de fato, está nos cofres da instituição), mas só para portadores de rublo. Já ajuda bastante, inclusive para secar a base monetária, mas o efeito sobre o câmbio demorará mais que a venda direta de dólares.

O objetivo dos EUA e da União Europeia era exatamente este: derreter o rublo.

Um derretimento semelhante (porém menos intenso), aliás, aconteceu ao fim de 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia e o país sofreu sanções da União Europeia (as quais nem de perto se comparam às atuais). Naquela ocasião, o rublo se esfacelou. O dólar saltou de 33 rublos para quase 80 rublos em um ano e meio (vide o gráfico 1). A inflação de preços encostou em 18%. A taxa básica de juros subiu de 4,75% para 17% em poucos meses. E o PIB caiu 4% (em momento de expansão mundial).

Naquela ocasião, Putin conseguiu se segurar. Será um pouco mais difícil bancar essa agora.

Os contra-ataques

Como medidas de contra-ataque, o governo russo impôs controle de capital e proibiu estrangeiros de venderem ativos russos. O intuito é afetar diretamente investidores da União Europeia e dos EUA, cujos fundos investem em ativos russos.

A consequência mais direta é que estrangeiros em posse de ativos russos não mais podem vender estes ativos em troca de rublos para então conversar os rublos em dólares. E isso está dando algum suporte ao rublo. O rublo estaria muito pior não fosse isso.

Adicionalmente, a Rússia anunciou um calote no pagamento de seus bonds (títulos emitidos em moeda estrangeira) para estrangeiros. Nem tinha como ser diferente.

Agora, já entrando na economia real, a Rússia suspendeu a venda da fertilizantes para o mundo, inclusive para o Brasil. Rússia, Ucrânia e Bielorrússia são os maiores fornecedores. A encrenca é que a Lituânia fechou as fronteiras e, com isso, impediu acesso ao corredor logístico. 

Já os preços do trigo e do milho dispararam. A Rússia é o quarto maior produtor de trigo do mundo e o maior exportador. A Ucrânia é o sétimo maior produtor e está entre os quatro maiores em embarques. Juntos, os dois países respondem por cerca de 30% das exportações mundiais de trigo. E ambos os países são grandes exportadores de milho para a China.

E tornaram-se também grandes exportadores de óleo de soja.

Eis a evolução dos preços do trigo, do milho e da soja, em dólares:

Wheat.png

Gráfico 2: evolução do preço do trigo, em dólares

Corn.png

Gráfico 3: evolução do preço do milho, em dólares

Captura de Tela 2022-03-02 a`s 14.53.23.png

Gráfico 4: evolução do preço da soja, em dólares

E, obviamente, o mais impactado de tudo foi o petróleo. A Rússia é o terceiro maior produtor de petróleo do mundo e o maior exportador de gás. Com o comércio fechado para o país, e com as sanções, o barril do tipo Brent saltou de 80 dólares no início deste ano para 111 dólares.

Brent.png

Gráfico 5: evolução do preço do barril de petróleo do tipo Brent, em dólares

Por ora, alimentos e energia ficarão ainda mais caros para o resto do mudo.

Outro grande risco está no sistema bancário mundial. 

Ao se desplugar a Rússia financeiramente, materializa-se o grave risco de contágio de bancos e empresas estrangeiras, que podem sofrer atrasos de pagamentos e calotes. E evaporam-se os mais de US$ 300 bilhões que a Rússia disponibiliza ao sistema financeiro no overnight, que será um choque nos bancos do Ocidente.

Para concluir

O Kremlin afirmou que “as sanções são problemáticas, mas a Rússia tem o potencial de neutralizá-las”. Pouco provável. 

Ao que tudo indica, as sanções só serão revertidas se Putin se retirar da Ucrânia. Ou então renunciar. Mas as chances desta última são ínfimas. 

O povo russo será o mais afetado pelo impasse. Com a economia esfacelada, os riscos da reação de Putin – no limite, a continuidade da escalada bélica – são enormes. A sanção atômica financeira pode ser percebida pelos russos como uma renúncia das tradicionais e ensaiadas regras de “escalada gradual”, tornando-se um ato de guerra análogo ao bloqueio total do comércio e do sistema bancário.

A Rússia, vale repetir, está neste momento isolada do comércio por ar e mar, vivendo em autarquia e utilizando apenas papel-moeda físico. E com uma perspectiva de hiperinflação e acentuado empobrecimento.

As reações do chefe de estado perante esta situação são completamente imprevisíveis, principalmente quando se sabe que ele tem acesso a quase 6 mil ogivas nucleares.

Últimos Artigos

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

172 comentários em “As devastadoras e atômicas sanções lançadas pelo Ocidente contra a economia russa”

  1. Para conter o contágio dos bancos americanos e europeus, o Fed e o BCE terão de inflacionar comprando ativos destes bancos. Mas eles não têm mais como fazer isso impunemente porque a pressão inflacionária já está no teto (hoje mesmo saiu a inflação da zona do euro, recorde) e já anunciaram aumento de juros.

    Ou seja, eles terão de subir juros mas terão também de fazer mais Quantitative Easing para os bancos.

    Sou sou eu que acho que o Brasil é um dos mais blindados e mais bem posicionados em tudo isso?

  2. Uma informação recente é que na Europa e nos EUA, traders não estão comprando petróleo russo por não conseguirem bancos que avalizem a compra e nem seguradoras. E os operadores que têm esses recursos não estão comprando por “objeção de consciência”.

    Ou seja, mesmo com a Rússia podendo vender petróleo, muitos se recusam a comprar.

  3. A Exxon, ao sair da Rússia, está deixando U$ 4 bilhões em ativos. A decisão fará com que a Exxon deixe de gerenciar grandes instalações de produção de petróleo e gás natural na Ilha Sakhalin e coloca em dúvida o destino de uma instalação de gás natural liquefeito.

  4. Excelente resumo, como de costume. E eu acho que é um erro não deixar uma porta aberta para seu oponente. Como diz o ditado sobre estratégia, sempre deixe ao menos uma saída para um rival encurralado.

    Se o cara perde tudo e fica sem mais nada a perder, ele perde a cabeça. E aí as warheads podem entrar em ação.

  5. investidorcauteloso

    A Rússia não poderia adotar o padrão ouro para evitar o colapso da economia russa no curto prazo?

    Afinal o país tem uma das maiores produções de ouro do mundo e reservas…

    Outra pergunta, a Rússia por décadas adota austeridade financeira e tem superávits constantes, se ela adotar o padrão ouro e suspender o pagamento da dívida para estrangeiros em tese se resolve a economia interna. Uma vez que ela não gasta mais do que arrecada. Ou estou errando em algum conceito?

    Porque como ela tem superavits primários , ela não deixaria de pagar funcionários públicos, militares e manter os serviços da população.

    Seria diferente do caso de uma crise assim aqui no Brasil,Argentina,Grécia até mesmo EUA e China que tem déficits primários décadas seguidas

    Acredito que a unica soluçao dela é abandonar a moeda fiduciária e partir pro padrão ouro…

  6. Hecatombe atômica ou queda da ditadura putiniana? Enfim os cenários são preocupantes, mas Deus está no comando e nos livrará do pior.

  7. E mais inflação, é possível? A midia ja esta vendendo a narrativa de que o aumento da inflação GENERALIZADA virá da guerra. E ai eu pergunto, sem aumento de base monetária, como terá inflação? Não é o aumento da oferta de dinheiro que aumenta os preços?

  8. Pessoal, O Leandro uma vez explicou que aumento na energia e combustíveis não aumenta o IPCA, aonde esta essa explicação porfavor?

  9. Seria uma ótima oportunidade para o Brasil diversificar os parceiros comerciais e trazer indústria de fertilizantes para cá. Não no sentido de “substituição de importações”, mas sim de tirar barreiras governamentais. Algum engenheiro agrônomo pode me explicar: com um país tão grande e que é exportador majoritário de matérias-primas da agropecuária, por que há pouca produção doméstica de fertilizantes?

    O mesmo pode ser dito do petróleo.

    Nos EUA já tem petroleira retomando produção em áreas que estavam abandonadas, já que o petróleo caro tornou os investimentos lucrativos de novo.

    E parabéns ao real, que está conseguindo aguentar toda essa turbulência e com o DXY em disparada.

  10. Claus von Stauffenberg

    Como eu comentei em outro lugar: se as sanções perduraram, e o Putin não renunciar, quanto tempo até os membros do alto escalão do governo criarem uma “Operação Valquíria”?

  11. Felizmente vejo muitos libertários criticando a invasão russa na Ucrânia, mas infelizmente vejo poucos criticando essas sanções que, em sua maior parte, prejudicam inocentes que não tem nada a ver com o que está acontecendo, inclusive no Ocidente. Não só russos estão sofrendo as consequências, nós aqui já estamos vendo uma disparada nos preços das commodities que resultará em ainda mais carestia.

    E esse tipo de argumento de “ah, mas ai os russos pressionam para tirar o ditador” é aquele tipo de argumento maquiavélico que nenhum libertário de verdade deve aderir.

  12. Como vocês avaliam a diplomacia no governo Bolsonaro?

    Interessante que entre os esquerdistas na América Latina com relação a condenar as invasões russas, nem todos pensam da mesma forma. Daniel Ortega, Nicolás Maduro e Miguel Díaz-Canel apoiam abertamente o governo russo, ao passo que esquerdistas como Pedro Castillo e Andrés Manuel López Obrador condenaram a invasão. Já o Luís Arce não se posicionou, embora o ministério das relações exteriores do país tenha se manifestado e afirmado que olha com preocupação os conflitos na Ucrânia.

  13. É assustador o poder que o Império Americano e a União Europeia possuí. É como diz o artigo, parecia uma bomba atômica de ordem econômica. É muito poder econômico centralizado em apenas duas organizações. Isso é quase uma nova ordem mundial.

  14. Estupendo, trabalhoso este Artigo do Mises! Parabens!

    Pessoal,

    Afeganistão: queda da URSSS

    Ukrania: queda de Putin

    O poder político atrai bajuladores, aduladores, carreiristas e aproveitadores.

    O poder total do Putin é “top”! É um latão de Lixo: só dá vermes, moscas, ratos, baratas, gambás e urubus. Não tem como dar certo!

    Se o lixão do Stalin deu certo durante um tempo foi pq lutou contra outro lixão, o Hitler. Quando lutou contra a Finlandia foi um fracasso.

    Também não dá para confiar no Ocidente. Fizeram guerra contra Hitler em razão da invasão da Polonia. Acabaram entregando a Polonia, toda a Europa Oriental e parte da Alemanha para o Stalin. E ainda mentiram: “ganhamos a Guerra!”.

    Abraços

  15. Pessoal,

    Problema logístico? Isto tinha Hitler a milhares de Km de Moscou ou Stalingrado. Sem estradas asfaltadas e as poucas (as vezes única) vias férreas bloqueadas.

    Karkhiv, a segunda maior cidade da Ucrânia fica a 40 km da divisa da Federação Russa. Como podem ter problemas logísticos por tanto tempo? Tem coisa errada aí! Todo mundo engolindo esta história!

    Algo mais grave está acontecendo!

    Abraços

  16. Helio Beltrão e Antonny Geller,

    Toda hora entrava aqui esperando algo de Vcs. Li os artigos passados correlacionados. No meio tempo (com os nomes errados, vai…) Al jazhera, CBS, Fox News, Sky news Australia, Wion, Gravitas (Índia) BBC… etc, etc…The economist…sei lá…

    Vcs deram um banho em todos eles somados. ! Trabalho de leão! Parabéns e muitíssimo obrigado!

    Em tempo: E p/ as almas perversas que podem pensar que só estou bajulando….. é que estou sem grana p/ contribuir com o Instituto, a consciência (ou o que resta dela ) me manda ao menos agradecer.

    Abraços

  17. Sem querer desanimá-los, mas já o fazendo, eis o gráfico da evolução dos contratos de gasolina em dólares.

    ibb.co/QnL2tvB

    Não vou postar em reais porque realmente não quero acabar com o dia dos senhores…

  18. David Ferreira Diniz

    De alguma forma essa saída do mercado russo pelo ocidente beneficia a China???? Que talvez possa ocupar pelo menos em parte esse espaço???

  19. Walterson Almeida

    Acho que a análise está um pouco simplista, focando apenas no poder das sanções. Acham que o Putin não se preparou para isto? E o apoio da China, pode ser desprezado? Lembremos que a China é um grande importador de petróleo e alto demandante de energia, como mostram os enormes oleodutos e gasodutos Rússia-China. Em matéria de tecnologia, a China consegue suprir as necessidades da Rússia e, pra finalizar, os dois países estão empenhados em acabar com a hegemonia do dólar.

    Na verdade, as sanções podem vir a ser um tiro no pé. Hoje são os europeus que financiam o esforço de guerra de Putin.

  20. O Brasil tem um sistema financeiro arcaico mesmo. Um ataque hacker simples derruba os caras.

    Quando é que vão privatizar o Itaú? O povo não aguenta mais tanta ineficiência estatal

  21. Porque devemos deixar empresas privadas minerar a nossa riqueza? Não seria mais sensato deixar estatais minerar e assim usar o dinheiro do recurso para bancar investimentos publicos que são feitos com impostos? Pensem, ai podiamos reduzir bem os impostos e utilizar só o lucro das estatais pra bancar o estado.

    Me parece que a empresa privada vem aqui, extrai nossa riqueza, lucra e manda tudo pra fora. O que ganhamos com isso?

    Qual a vantagem de se ter mineradoras privadas (muitas estrangeiras) no nosso país?

    Obrigado

  22. nem industria farmaceutica, nem governadores e prefeitos

    o cara que acabou com a fraudemia se chama vladimir putin

    pra imprensa necroterio o apocalipse agora é atomico , ninguem mais lembra de tosse ou nariz escorrendo …

    concordo totalmente quando disseram que o biroliro ganhou oportunidade de mostrar a realidade do pais ate as eleiçoes

    contanto que nao fique arrumando briga desnecessaria e cedendo a provocaçoes de adversarios diretos

    de quebra deveria mandar todo o nosso estoque de cachaça pros russos

  23. Indice dxy indo a 98.500

    Mesmo assim o real ta comportado, a 5.06

    E juros futuros subindo.

    Leandro, tem condicoes do dolar estabilizar aqui a 5.00?

  24. Esse artigo é apenas uma peça de propaganda.

    A começar pelo título.”Devastadoras e atômicas”. Ué, contra a Rússia os embargos são “como bombas atômicas”. Agora, contra Cuba embargada é “por culpa do comunismo”? Intrigante…só que não…incoerência fascistoide.

    A Rússia perdeu 600 bilhões em dólares de suas reservas cambiais.Isso seria um problema se o país estivesse, de fato, isolado do restante do mundo (e sem nenhuma autossuficiência), coisa que não é verdade (China, Venezuela, Irã etc) e nem será no futuro (diversos outros países que entrarão para o lado euroasiático), aliás, é mais problema para o dólar, que perdeu aceitabilidade, do que para rublo que, em breve, poderá ser algo do tipo “yuan-rublo” (talvez, o yuan suportando o rublo da mesma maneira que o dólar suporta o euro).

    De resto, e daí que essas multinacionais sanguessugas irão deixar a Rússia? Será que os capitalistas covardes estão levando no bolso toda infraestrutura que construíram em solo russo? E a coisa será ainda pior na China e na futura República Democrática (e unificada) da Coreia.

    Claro, no curtíssimo prazo, essas ações de Putin são um problema mas não estruturais (como o artigo quer mostrar) e sim conjunturais, os típicos problemas de atrito que aparecem nas mudanças sistemáticas, como esta que está ocorrendo agora: a nova reorganização do sistema-mundo, que será dividido entre Ocidente e Oriente.

    Por exemplo (hipotético): se a Exxon sair da Rússia, é óbvio que os russos que trabalham nas refinarias da Exxon sofrerão com a saída do dinheiro da Exxon que fazia tudo se movimentar. Mas isso quer dizer que o dinheiro vindo da China ou da própria Rússia não pode voltar a movimentar as coisas da mesma maneira que o dinheiro da Exxon fazia antes. Então, esse problema de desemprego do exemplo é apenas conjuntural que pode ser facilmente resolvido, nada estrutural que “decretará o fim da Rússia”.

    Em suma, o autor está julgado a realidade com as suas lentes ideológicas do neoliberalismo, produto histórico da hegemonia ianque. Se ressuscitássemos um ideólogo do feudalismo, ele ficaria espantado se perguntando como que o mundo funciona sem vassalagem, corveia, sem os nobres, sem os castelos e sem as diversas outras coisas que caracterizaram o sistema feudal. Aliás, os próprios (ex-)arautos do livre comércio neoliberal já estão voltando a ser protecionistas, vejo que na academia ianque está na moda ser algo que nós chamamos de “desenvolvimentismo”…mas neste site as ideias são eternas, imutáveis e estáticas.

    Um adendo: imaginem todos esses dólares das reservas e da circulação internacional indo parar, todos, na economia americana, sem um mundo inteiro para “drenar”(como vocês falaram naquele artigo de 2020 contra o Auxílio Emergencial, se não me engano)? A hiperinflação alemã vai parecer brincadeira…(só que não é isso que vai acontecer).

  25. O que faltou ao autor desse texto foi ter a hombridade de dizer que o mundo se uniu para defender uma regime neonazista, sim, Zelensky tem notório envolvimento com grupos neonazistas europeus. Por que vocês não falam sobre isso? Covardia? Ou quem sabe vocês tam o rabo preso com essa gente? Desafio o instituto à publicar este comentário!

  26. Existem Sanções e Sanções, pois os EUA continuam importando petróleo e países europeus importando gás da Rússia. é fazer graça com o … dos outros. Hipocrisia.

    Mais um monstro criado por politicagem americana e europeia.

  27. Jairdeladomelhor q ir p/tras

    Pessoal,

    O Brasil, com proibições para importar similar nacional durante o regime militar. Com as obscenas taxas de importação praticadas atualmente torna-se o único pais do mundo a se auto impor sanções e embargos.

    Abraços

  28. Leandro, o governo russo recentemente caloteou a dívida externa, o que não acontece desde 1918. O que podemos esperar disso?

    Eu não sabia que o calote de 1998 tinha sido na dívida interna. Calotes na dívida interna são muito raros. Teria sido esse o único caso conhecido?

  29. Sabendo-se das sanções contra a economia e governo da Rússia, haveria um meio de eles usarem outra moeda em transações internacionais? Se sim, como funcionaria?

    Nas exportações de países onde o dólar americano não é moeda corrente, comumente o exportador vai receber uma titularidade de conta em dólar. E se, por exemplo, fosse um russo e exportasse para um iraniano? Ou para um indiano? E se fosse o contrário, importando dessas regiões?

Rolar para cima