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Dica aos jovens: sejam ambiciosos e parem de perder tempo com o sistema educacional convencional

Aproveitando férias com a família, depois de um dia de muita diversão, comecei uma aula com meus filhos (13 e 15 anos) sobre mercado digital, o potencial da internet e o oceano de oportunidades que este novo mundo apresenta.

Logo após a aula, eles me fizeram uma pergunta:

Pai, diante do que você acabou de apresentar, por que as pessoas saem de casa, passam um tempão no trânsito para chegar a um escritório para trabalhar 10 horas por dia, para em seguida voltarem para casa num enorme engarrafamento em troca de um salário geralmente baixo?

Minha resposta não poderia ser mais simples e direta:

Porque a escola não ensina para elas o que estou ensinando agora para vocês. Ao contrário, a escola ensinou para elas que todos precisam e dependem de um salário para sobreviver e, por isso, muitos se sujeitam a esse estilo de vida.

Outro dia, um conhecido me fez essa pergunta:

Flávio, eu não paro em nenhum emprego. Que conselho você me dá?

Respondi:

Quem disse que você precisa de um emprego fixo? Abra sua mente para um novo mundo e liberte-se deste mundinho comum que o sistema insiste em lhe enfiar goela abaixo.

E, todas as vezes que falo sobre isso, alguém me pergunta:

Mas, Flávio, se todo mundo pensar assim, não vai ter mais gente para trabalhar nas empresas…

Sempre respondo:

Jamais todos vão pensar assim, pois nem todos terão a coragem de sair do fluxo da boiada. Lá, a maioria se sente ilusoriamente mais segura.

Para começar, fique longe do sistema educacional convencional

Aparentemente, as pessoas ainda não se deram conta de como o sistema de ensino convencional, cujo currículo é totalmente comandado pelo governo via Ministério da Educação, condicionou as grandes massas à inércia intelectual. Quando não estão doutrinando idéias revolucionárias de inspiração claramente marxista, apenas ensinam que o ápice da sua aspiração deve ser ou um concurso público ou um emprego de carteira assinada.

A maioria segue esse fluxo sem questionar. Vivem desse jeito porque seus pais viveram assim e seus avós também. Por terem se acostumado ao cativeiro, imaginam-se brutalmente inseguras fora dele. A ideia de voarem com suas próprias asas e de caçarem sua própria comida literalmente as aterroriza. Sentem-se com medo de ficarem sem o alpiste e a água no copinho que consomem diariamente dentro de sua gaiola. 

Sim, a escola e a faculdade — ou seja, todo esse sistema de ensino retrógrado — estão formatadas para formar empregados, e não para criar empreendedores. E isso naquelas instituições consideradas de excelência. Nas instituições públicas há a prevalência do fator político voltado para o controle das massas, que usa a prerrogativa do currículo ministrado pelo governo para doutrinar politicamente jovens dizendo se tratar de “causas sociais”.

Resultado desse show de horrores: de um lado, um amontoado de jovens desperdiçando seu grande potencial fazendo concursos públicos (para então viver sugando os impostos dos mais pobres); de outro, mais um amontoado de jovens sem nenhuma experiência prática disputando a tapa as vagas de emprego no mercado de trabalho, o que exerce uma pressão para baixo no valor dos salários.

Consequentemente, por não terem experiência prática e por causa da enorme oferta de mão-de-obra, aqueles que conseguem a vaga de emprego recebem salários baixos. E reclamam.

O que eles aparentemente não entendem é que você não ganha um salário de acordo com sua pessoa ou carisma, mas sim de acordo com sua capacidade de gerar valor. Acima de tudo, de acordo com sua raridade. Um bom professor é muito importante, mas o Messi é mais raro e, por isso, é disputado por muitos clubes; e, como consequência desse leilão, ganha muito mais.

E fazer-se raro é sempre uma consequência de ter a coragem de sair voando de sua gaiola. Dentro dela, você vale muito menos. Você é apenas mais um na multidão de escravos modernos que têm um estilo diferente dos escravos de antigamente. Esses, antes da carta de alforria, tinham até moradia e comida pagos pelo seu dono. Hoje, os escravos modernos se endividam junto aos bancos do governo para passar os próximos 30 anos pagando por um apartamento, entram no rotativo do cartão de crédito até para fazer compras no supermercado, pagam uma quantia obscena de impostos, pensam que a CLT é um benefício que lhes dá alguma segurança, pagam contribuição sindical para sustentar pelegos controlados por partidos políticos, acreditam que as escolas e hospitais públicos são de graça, e acham normais as mordomias dos donos da corte.

Ao final da vida, sem poupança acumulada, enfrentam a triste fila do INSS para receber uma aposentadoria gerenciada pelo governo — que, a cada ano, aumenta o prazo mínimo para receber o benefício e diminui o reajuste.

O máximo que lhes é permitido é ir para o trabalho resmungando na segunda-feira ou depois de um feriado.

É algum pecado ser empregado? Claro que não. Eu mesmo tenho milhares deles. É um enorme desperdício, isso sim, você acreditar que não tem alternativas e, consequentemente, pautar sua vida pela lavagem cerebral pela qual passou dentro do sistema de ensino.

O que eu faria se tivesse 18 anos

Recentemente, alguém me perguntou: “Flávio, se você tivesse minha idade (18 anos), com seu conhecimento e experiência, o que você faria?

Respondi:

1. Para começar, jamais teria um emprego de carteira assinada.

2. Jamais me envolveria com pirâmides que prometem ganhos fáceis.

3. Venderia algum produto. Qualquer um: picolé, bala, bombom, relógio, pão etc. Escolheria o produto com o qual mais me identifico e estudaria tudo sobre ele.

4. Em uma segunda fase, depois de conquistar um pouquinho de capital, criaria modelos recorrentes de venda desse produto, tipo um serviço de entrega de pães todas as manhãs para os consumidores associados. Eu me dedicaria a vender esse plano. Tudo sem muito capital, mas que me permitisse começar pequeno e sonhar grande e com escala.

5. Viveria com não mais do que 50% do que ganhasse para ampliar meu capital de giro.

6. Estudaria, com grande afinco, todas as fases do processo a fim de começar a fabricar meu próprio produto, e investiria em minha própria marca.

7. Ampliaria meu mix de produtos.

8. Criaria canais de distribuição alternativos. Por exemplo, franquias, online, venda direta, B2B etc.

9. No auge da companhia, venderia para um fundo, banco ou concorrente, embolsando uma enorme liquidez.

10. Com 5% do capital conquistado, começaria tudo de novo e investiria os 95% em investimentos conservadores.

Os problemas mais frequentes

1. O sistema de ensino convencional não prepara para nada isso.

2. A sociedade discrimina os que começam esse tipo de jornada, mas bajula os que chegam ao final dela.

3. As pessoas têm medo de sair do quadrado.

4. Você raramente terá apoio se disser que não quer mais seguir a boiada — isto é, fazer faculdade para conseguir um diploma.

5. Capital é bom, mas é possível conquistá-lo vendendo.

6. Pessoas convencionais têm preconceito com vendas.

7. Muitos, ao conquistarem seu primeiro sucesso, querem logo comprar um carro zero como sinal de status. Em vez de ampliarem seu capital de giro, ampliam suas dívidas.

8. Outros ficam apegados ao negócio que criaram e, assim, perdem o timing para vendê-lo.

9. Lucro não é pecado e sonhar não é para alienados.

10. Você irá atrair interesseiros. Saiba distinguir quem é quem nesse jogo.

Teoria e prática

Muitos desavisados, quando leem isso, pensam que é tudo apenas blá-blá-blá teórico, e imediatamente disparam: “Falar é fácil, mas a prática não é tão simples assim”.

Bem, nos últimos 20 anos, fundei uma dezena de empresas. Comecei minha vida vendendo relógios do Paraguai e, em seguida, vendi curso de inglês. Hoje, vendo empresas. Não, não é nada simples, mas de uma coisa eu tenho a certeza: se eu tivesse 18 anos de idade com o conhecimento que tenho hoje, certamente não seguiria a boiada nem o modelinho convencional para o qual a grande multidão é diariamente treinada dentro das escolas e universidades.

Se a mim for dado o privilégio de viver por mais algumas décadas, eis o que gostaria que meus olhos testemunhassem:

a) que meus filhos, como eu, nunca tenham uma carteira de trabalho assinada;

b) que eles nunca dependam de governo e que voem com suas próprias asas, sem medo e sem serem tolhidos pelo sistema de ensino (quanto a isso, eles já colocam a escola em seu devido lugar: pouca ou nenhuma significância em sua educação).

Como minha esfera de influência direta são apenas meus filhos, minhas pretensões se restringem apenas a eles.

Quanto a você, não aceite nada menos que o seu potencial possa lhe dar. E faça por merecer. Não se permita ser doutrinado por ambiciosos lobos vestidos de cordeiro, seja nas redes sociais, nas escolas e universidades, ou nos palanques da vida.

Viva seu sonho e coloque-o em prática, ainda que tenha de lidar com os medíocres de plantão que pensam que voar é para pássaros alienados que seguem modismos. Modismo mesmo é seguir a manada e viver de alpiste pelo resto da vida.

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*Este artigo foi originalmente publicado em 22 de maio de 2022.

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195 comentários em “Dica aos jovens: sejam ambiciosos e parem de perder tempo com o sistema educacional convencional”

  1. Patricia Barcelos

    Fantástico o texto! Obrigado por me ajudar a revisar meus conceitos e mais do que isso acreditar que não estamos loucos quando decidimos fazer o que a maioria não faz.

  2. Kaynnã Rodrigues

    Tenho 23 e já fundei minha escola de cursos profissionalizantes livres, busco estudar desde contabilidade a psicologia, é desafiador empreender!

  3. Minha contribuição com o artigo:

    Se eu pudesse voltar a ter 18 anos, investiria em conhecimento, em experiências e novas vivências nacionais e internacionais. Investiria em falar pelo menos 3 idiomas, em cultura universal, em subsídios para estruturar bem minha plataforma humana!

    Depois, sim, com visão de muita coisa, focaria no meu real PROPÓSITO!

    Vou ilustrar:

    No maravilhoso "O Livro da Bruxa", Roberto Lopes conta a história do executivo que decidiu tirar uma semana de férias numa vila de pescadores.

    O executivo gostava do mar e desejava sossego. Então, alugou uma modesta cabana numa vila de pescadores e partiu para lá com seu carro abarrotado de mantimentos.

    Uma semana sem fazer nada, longe do estresse diário, sem celular nem televisão, apenas vivendo no paraíso.

    No primeiro dia, ele acordou bem cedo, pegou sua esteira, seu guarda-sol, passou protetor solar e foi à praia. Ainda estava arrumando suas coisas na areia quando viu seu vizinho pela primeira vez. Era um pescador local. Tinha a pele bronzeada, uma aparência saudável e, apesar dos cabelos branco, um corpo jovial. O pescador colocou uma canoa na água, remou até passar a formação das ondas e jogou a rede. Ao puxá-la, vieram uns cinco ou seis peixes. Ele escolheu dois e devolveu os outros ao mar. Voltou com o barco, guardou os peixes e passou o resto do dia passeando pela praia.

    No dia seguinte a mesma cena se repetiu. Curioso com a atitude de seu vizinho, o executivo não resistiu e abordou o pescador quando ele retornava da pescaria:

    – Desculpe-me a intromissão, mas por que você joga a maioria dos peixes que pesca de volta ao mar?

    – É porque eu só preciso de dois, um para o almoço e outro para o jantar – respondeu o pescador.

    O executivo ficou inconformado com tamanha ignorância.

    – Você está fazendo errado. Deve trazer todos, assim poderá vendê-los – recomendou.

    – Para quê? – perguntou o pescador, surpreso.

    – Porque com o dinheiro da venda você poderá comprar rede melhor e pegar ainda mais peixes.

    – E o que eu faria com mais peixes?

    – Ora essa! Vendendo mais peixes você poderá comprar um barco maior e pescar ainda mais peixes… Com o dinheiro da venda destes poderá comprar outro barco e contratar pessoas. Seus barcos poderão fazer pesca em alto-mar, e assim você ganhará mais e mais dinheiro.

    – É mesmo?

    – Claro! E quando você tiver bastante dinheiro não precisará mais trabalhar. Já pensou? Se quiser, poderá ficar na praia o dia todo sem fazer nada – exclamou o executivo.

    O pescador coçou a cabeça sem entender, olhou para o homem à sua frente e disse:

    – Pois é, mas isso eu já faço pescando só dois peixes por dia…

    A ideia não é sugerir que você se conforme com o que tem, muito menos sugerir acomodação (longe disso!!!), mas talvez as coisas sejam muito mais simples do que imaginamos…

    E saber calibrar nossos PROPÓSITOS talvez seja o que perseguimos a vida inteira, muitas vezes sem saber o que estamos procurando…

  4. O modelo educacional precisa evoluir e muito.

    Mais liberdade de escolha e alinhamento com a curiosidade individual deveriam ser itens básicos nos guias de educação.

    Existem algumas iniciativas nesse sentido, posso até citar uma bem próxima, a YggBoard, que permite às pessoas definirem seus caminhos de desenvolvimento com base em habilidades que gostariam de desenvolver.

    A internet seria o caminho mais óbvio para a oferta de conhecimento não estruturado, mas ainda é muito visível como algumas pessoas preferem se sujeitar ao tradicional, pelo medo e ainda pela falta de referências de caminhos alternativos.

    Ao mesmo tempo, imagino que essas referências já estejam sendo criadas, só precisam de tempo para se firmarem no mercado.

  5. O modelo educacional atual está perfeito, filhos de políticos são instruídos para serem políticos, filho dos ricos são instruídos para tocar negócios, os filhos da classe média são instruídos para pagar a conta e os filhos dos pobres são instruídos para serem classe média.

    É por isso que empreender e obter lucro precisa ser difícil e pesadamente taxado, se for mais fácil mais bois escaparão dessa boiada e vão colapsar o mundo como ele deve ser com cada um em seu devido lugar.

  6. Um belo choque no cérebro. Segui a carreira até aqui do “jeitinho ensinado” pela "sociedade", mas acho que boa parte do processo deu errado porque:

    1- Nunca achei que a escola me formasse para algo que eu realmente quisesse ser, daí sempre li além, fui atrás de cursos diferentes, de vídeos e experiências fora do meio acadêmico.

    2- Sempre fui a que causava a polêmica da sala em meu curso por achar que em minha faculdade de Administração tinhamos excelentes matérias para administrar qualquer negócio, menos o nosso próprio (?!).

    3- Formei feliz por ter feito o curso que eu queria mas com uma sensação gigantesca de que eu aprenderia bem mais se tivesse seguido um caminho mais livre, afinal, as coisas mais importantes que sei hoje aprendi foi fora do modelo convencional.

  7. O problema é que no Brasil empreender é sinônimo de sofrer, e, se mesmo assim você decidir empreender e obtiver sucesso, logo surgirá uma enxurrada de invejosos te criticando (em vez de tentar aprender algo) e de quebra você será rotulado de vários adjetivos que a esquerda parasitária adora:

    – coxinha

    – extremista de direita

    – burguês capitalista

    – conservador retrógado

    – xenófobo

    – sexista

    – machista

    – misógino

    – fascista

    – nazista

    – supremacista racial

    – caucasiano-greco-romano

    – militarista

    – opressor

    – egoísta

    – olavete

    – bolsominion

    – babaca preconceituoso

    – reaça desgraçado

    – fanático religioso

    – homofóbico

    – racista

  8. Com todo respeito ao autor, mas parece que li uma resenha do livro Pai Rico Pai Pobre.

    É indiscutível a importância dos empreendedores para o sucesso de uma sociedade, eu particularmente já sonhei muitas vezes em empreender, no passado.

    Mas de fato eu ODEIO vender, já apreendi que convecer pessoas a adquirir um produto ou serviço está bem longe de ser uma qualidade minha.

    Sou uma pessoa analítica, gosto de dados e de trabalhos introspectivos, prefiro passar horas sozinho na frente de uma computador do que apresentando um produto.

    E esta é a beleza do capitalismo, eu não preciso comercializar produtos para viver, e quem gosta de vendas não precisa se obrigar a ficar sentado na frente de um computador como eu.

    O capitalismo permite que eu troque as minhas horas sentado na frente de uma tela por dinheiro. Eu fico aqui desenvolvendo produtos que é o que sei fazer melhor. Enquanto isto, alguem que não entende de desenvolvimento vai lá para rua, vender o que eu crio de uma forma muito mais eficiente do que se eu estivesse vendendo.

    Nem muito ao norte e nem muito ao sul, uma sociedade liberal deve ter lugar para todos os tipos de pessoas, e é isto que quero ensinar para os meus filhos (quado os tiver).

    Eles não cairão no conto do almoço gratis, saberão que não existe serviço público gratuíto, que precisarão aprender o mínimo necessário de economina para administrar as próprias finanças e criar a seu fundo de previdência individual.

    Não confundir previdência inidividual com fundos de previdência privada. Acredito que cada pessoa deve acumular e administrar diretamente o seu capital. Faço isto e invisto parte do meu capital sabe onde? Na bolsa, onde existem empresas criadas por pessoas que sabem empreender melhor que eu.

    Se eu tivesse 18 anos novamente, faria tudo exatamente como fiz, aprendi uma profissão alheia ao ataque ideológico dentro das universidades (pelo menos até o momento), fiz intercâmbio, aprendi outra lingua, outras culturas, aprendi sobre economia. E usei tudo que aprendi para tirar o melhor possível da minha carreira.

    Não mudaria nem o fato de ter estudado para concurso público, serviu para aprender mais sobre como funciona as cabeças dos agentes públicos e como o governo é ineficiente. Mas disto só não me arrependo porque não passei no concurso que queria, porque neste caso seria mais um infeliz sanguessuga preso no sistema, rs.

  9. Sei bem o que é aprender por conta própria fora do sistema educacional. Eu terminei o segundo grau e não fiz faculdade. Comecei a aprender a programar com 15 anos de idade em um 286, hoje tenho 39. Infelizmente nunca consegui passar de sênior, perdi a conta da quantidade de boas oportunidades que eu perdi porque não tinha o diploma, mesmo que hoje na empresa em que eu trabalho eu seja o que mais tem conhecimento na área de TI, não somente de domínio de tecnologias antigas como também as tecnologias novas. Mas o que manda nesse país é o papel enrolado.

    Hoje sei que só terei sucesso de verdade sendo empresário e estou concentrando todos os meus esforços para este fim.

  10. João Victor Marques

    Muito bom o artigo, quando cheguei em casa já abri logo o mises.org (eu ví esse artigo quando estava na escola rsrs). Eu tenho 13 anos e tenho essa dificuldade de vender algo, por mais “simples” que seja, por exemplo, eu penso em estudar anos de física quântica e engenharia da computação, para quando for considerado “competente” eu possa empreender. De fato atualmente não há a possibilidade de eu empreender em algo tão complexo. O principal aprendizado foi justamente o “vender um produto qualquer”. Bem, eu sou de uma família comum que foi doutrinada e não me apoia nesse sentido de empreender (eles preferem que eu me prepare, justamente, para concursos públicos), não estou reclamando dos meus pais como ambiente social, agora no quesito “sonhar grande”, não tenho NINGUÉM que possa me auxiliar pessoalmente. Obrigado pelo artigo.

  11. Pastor Flávio Augusto e a epidemia de inovação

    Talvez um dos homens que melhor represente a "Epidemia de inovação" seja o Pastor Flávio Augusto. Esse "pastor da iniciativa privada" prega nas redes sociais e pelo Brasil inteiro uma maneira de ser e agir que visa somente o mundo corporativo; como se o capitalismo fosse uma grande religião que nunca pode parar; só que, detalhe, ele está trazendo essa insatisfação para dentro do homem moderno, para dentro da alma humana.

    Vivemos uma grande epidemia de inovação onde as pessoas buscam a todo momento "se reinventar". Como se a alma humana fosse uma startup competindo com outras startups em um mercado infinito que nunca pode parar de competir. Lembre-se que isso, antigamente, era restrito somente às empresas e a certos indivíduos conhecidos como tarados por trabalho, psicopatas sociais, e hoje se tornou a coisa mais normal do mundo. Como qualquer outra startup, as exigências são infinitas: Saber falar no mínimo 3 línguas; Saúde física e mental perfeita; Beleza estética; domínio financeiro e matemático; domínio pleno da língua pátria, etc. Isso acaba criando uma distopia onde todo mundo está em constante competição; só que ninguém aguenta mais, mas ninguém pode parar de competir.

    Uma Escola para o homem "perfeito"

    Mas não basta o Pastor ensinar o modo como você deve viver. Ele quer que seu filho seja uma réplica desse homem corporativo desenhado a dedo. Esse homem que não pode chorar ou se entregar ao fracasso, que não pode sentir o gosto do tédio ou dor. Esse homem que está constantemente insatisfeito consigo mesmo. Neste novo mundo, seu filho será uma máquina perfeita que sabe calcular, falar, comer, beber, respirar. A consequência óbvia dessa constante inovação será o fim da religião e dos valores culturais de uma nação. É impossível inovar sem destruir o passado; tudo começa no homem.

    Consequências

    Essa distopia criada pelo Pastor Flávio Augusto já está trazendo consequências terríveis para sociedade. Se é necessário ser perfeito nesta distopia, essa mesma perfeição acaba produzindo níveis de mal estar. Porque, de fato, lembremo-nos, somos seres humanos cheios de falhas e erros. Nesta busca pela perfeição, obviamente, muitos irão ficar para trás, só que ainda sim, a pressão social irá continuar; a consequência é um esgotamento da nossa capacidade intelectual e afetiva. Cria-se uma tristeza por não conseguir atender as demandas infinitas da sociedade ou de pessoas como o Pastor Flávio Augusto; diante disso, nossos jovens tornam-se instáveis e pessoas depressivas.

    As pessoas estão cheias de obsessões, estão precisando tomar remédios e usar drogas para aguentar viver. Você não está percebendo isso? Isso está evidente! As taxas de suicídios não param de aumentar no Brasil e no mundo[1]. Tudo isso é consequência de um sistema que obriga o sujeito a competir sem descansar por um minuto sequer. Como se ele fosse uma commodity em busca do "melhor investimento". Isso acaba completamente com a natureza humana. É como se houvesse uma constante insatisfação existencial como imperativo para inovação.

    Em um mundo assim a pessoa nunca vai ter paz. O que sobra é o suicídio.

    [1] taxa de suicidios no mundo: apps.who.int/gho/data/node.sdg.3-4-viz-2?lang=en

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.

  12. “E fazer-se raro é sempre uma consequência de ter a coragem de sair voando de sua gaiola. Dentro dela, você vale muito menos. Você é apenas mais um na multidão de escravos modernos que têm um estilo diferente dos escravos de antigamente. Esses, antes da carta de alforria, tinham até moradia e comida pagos pelo seu dono. Hoje, os escravos modernos se endividam junto aos bancos do governo para passar os próximos 30 anos pagando por um apartamento, entram no rotativo do cartão de crédito até para fazer compras no supermercado, pagam uma quantia obscena de impostos, pensam que a CLT é um benefício que lhes dá alguma segurança, pagam contribuição sindical para sustentar pelegos controlados por partidos políticos, acreditam que as escolas e hospitais públicos são de graça, e acham normais as mordomias dos donos da corte.”

    Não gosto desse termo “escravo moderno” porque já me lembra o pessoal da esquerda que usa de falácias marxistas (me lembrou também a conversa furada de “escravidão do salário”) para de alguma forma tratar as pessoas como se fossem todas coitadinhas (pelo menos discordo disso relacionado com o fato da pessoa ter a vida de um assalariado comum). Agora, se é para falar de escravidão moderna eu posso falar disso. Cada pessoa tem seu papel na sociedade: tem aquelas que preferem o comodismo e então adotam o caminho tradicional (há sempre os custos e os benefícios de ser assalariado, o mesmo para empreender, cada qual com um custo e um benefício diferente, o que dependerá do cálculo econômico individual de cada pessoa com cada perfil) e outras não (esta a minoria da minoria). Penso que, quando ele se referiu ao “sistema”, ele esteja falando do sistema estatal, que é o que gera a grande maioria dos problemas atuais hoje.

    2. A sociedade discrimina os que começam esse tipo de jornada, mas bajula os que chegam ao final dela.

    Não exatamente. Não faltam pessoas invejosas que defendem que o governo roube mais os ricos.

    Não precisa nem seguir esses conselhos. É mais fácil sair do Brasil mesmo. É interessante começar um empreendimento, até vir um fiscal ou algum ladrão do estado roubar tudo que você tem (ou talvez te sequestrar). Aí fica na informalidade mesmo. Ou cometer autoimolação, o que alguns empreendedores fizeram no Egito após terem seus bens confiscados e serem multados pelo estado.

    Gostaria de estar mais a fundo neste mundo de empreendedorismo, mas agora está fora da realidade. Ou eu sigo o caminho da família ou eu talvez fique no olho da rua. E eu não sou da área de TI.

    Aos que conseguem prosperar nesse cenário horrorizante que é o brasileiro, meus parabéns.

  13. Nenhum rapaz “pobre da periferia” teria conseguido um cheque especial de 20 mil reais em 1995… pra quem não sabe, isso era equivalente a 200 salários mínimos na época, hoje isso seria equivalente a 187 mil reais. Não duvido que ele tenha conseguido os 20 mil, nem que tenha morado em um bairro da periferia, mas duvido que ele fosse “pobre” na época em que conseguiu. Existem famílias com dinheiro em todos os bairros da cidade e o banco, no mínimo, não achou que iria perder esse dinheiro. E ele possuía analistas de risco de crédito que investigavam a família dos indivíduos antes de aceitar um valor deste tamanho.

    É fácil empreender quando se tem berço esplêndido.

  14. Adorei todos os comentários, pela diversidade de ideias, dando oportunidade a quem tem discernimento de buscar seu próprio caminho sem se dobrar a um ou a outro, ser livre pra fazer o que quiser. Parabéns ao provocador e a todos os provocados. Da minha parte gosto de atuar dos dois lados, no empreendedorismo e como empregado ou funcionário público, pois as experiências me dão oportunidades e me enriquecem, e desta forma posso contribuir com as duas partes, pensando num mundo melhor pra mim, meus filhos e todos que vierem. Hoje estou na universidade trabalhando com EAD (ensino a distância) como bolsista da CEPES ganhando aquém do que desejaria, mas vivendo esta experiência tive a ideia e oportunidade de abrir minha própria escola de EAD (www.munamundi.com.br), na qual sou empreendedor com as experiências que adquiri na faculdade. Aceito cursos de pós-graduados e com vivência prática para colocar a venda na nossa plataforma, sejam bem-vindos!

  15. Típico Filósofo

    Data venia, jamais em minha vida li tamanho absurdo.

    Sou pós-doutor em filosofia, bacharel em sociologia, mestre em antropologia e intelectual de mérito inegável. A parede do meu escritório é tingida das descrições de minhas conquistas acadêmicas. Sou acadêmico da mais alta estirpe: conhecido de radialistas, deputados, cátedras de universidades federais e nome ecoado nos círculos progressistas nos EUA e na Europa.

    Conheci a vida na universidade: a erva da terra que alimentou minha criatividade, o almoço subsidiado que me manteve forte por 20 anos, meu primeiro amor (o marxismo) e minha primeira desilusão (a URSS). Aprendi tanto.

    Hoje quando me sento para dirigir o Uber (graças ao livre-mercado, o Estado não me paga), choro ao tocar no volante. Penso no desperdício que só Egeu entenderia que é ter um Hércules da Justiça Social vendendo frutas no mercado ao invés de livrar os estábulos da mancha anarco-neoliberal fascista reacionária leandro-roquista.

    São tempos taciturnos.

  16. É muito fácil falar isso quando se empreende em um setor não-regulado. Agora tente fazer isso no setor financeiro, médico, segurança, etc. Onde na maioria das vezes se exige um curso superior e milhares de certificações estatais, caso contrário você é multado e até preso.

  17. Veja o ranking das pessoas que mais inspiram os jovens da geração Z (nascidos a partir da década de 90):

    Steve Jobs (8%)

    Jorge Paulo Lemann (5%)

    Silvio Santos (4%)

    Barack Obama (3%)

    Jesus Cristo (3%)

    Bill Gates (3%)

    Flávio Augusto da Silva (3%)

    Elon Musk (2%)

    Mark Zuckeberg (2%)

    A pesquisa foi feita em abril e maio deste ano e teve a participação de 4.093 candidatos a programas de estágio e trainee e 310 representantes de RH de empresas de diversos setores e portes.

    Muitos parabéns ao Flávio por estar neste seleto grupo.

    g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/steve-jobs-e-jorge-paulo-lemann-estao-entre-os-que-mais-inspiram-a-carreira-dos-jovens-diz-pesquisa.ghtml

  18. Também já tive várias empresas.

    A conclusão é que tem que ser louco para investir no Brasil.

    Impostos, Sindicatos, Justiça do trabalho, inadimplencia etc.

    O pior é que quando o faturamento cresce os impostos também aumentam, a única vantagem é que no Brasil existe muita gente sem noção que paga o olho da cara por meus serviços, na realidade é porque a concorrencia faz um serviço tão porco e depois sobra para mim consertar.

    O Brasil é o país mais empreendedor do mundo porém nem metade dos negócios sobrevivem ao primeiro ano e 90% morre em menos de 5 anos.

  19. Concordo com o autor. Sou professor de história e de teologia. Já tenho um bom tempo de caminhada no ensino escolar. Posso atestar que a escola não surgiu para desenvolvimento da inovação, criatividade e o empreendedorismo. Ela serve para doutrinação, coerção e controle social. Por isso, os bons resultados dos colégios militares. Eles sintetizam bem a função da escola. E por isso também que a escola pública é ruim. Como o esquerdismo e as novas propostas pedagógicas quebraram a espinha dorsal da disciplina e da coerção, a escola ruiu.

    Acredito que este sistema escolar deveria ser optativo. Quem quiser deveria ser encaminhado para ele. Tem gente que se satisfaz com ele… Prefere o lugar comum, vive sem ambição e não quer a inovação. O problema é tentar enquadrar todos no sistema.

    E, como os leitores habituais deste espaço virtual sabem, o estado prefere e premia este sistema. E pune quem não aceita a escolarização obrigatória. E no Brasil, pior do que não oferecer educação, é oferecer o tipo de ensino que temos.

    Existe espaço para o ensino não-convencional, mas o preço pago é alto. Em Brasilia, e acho que em outras capitais deve ter algo semelhante, existem escolas que não seguem os ditames do méqui. Colégios que adotam currículos internacionais, como o Liceu Francês e o Colégio Americano Internacional. Os pais sabem que seus filhos não poderão estudar em faculdades no Brasil,mas investem neste tipo de ensino. Por isso, a clientela desse tipo de educação é formada por estrangeiros residentes no Brasil ou de pessoas que já moraram no exterior. Mesmo padecendo do pecado de representarem um sistema escolar, são muito melhores do que o nosso.

    A permissão da educação domiciliar seria um sofro de ar fresco para muitos. Teríamos espaço para a inovação e para a criatividade. Uma sociedade livre da educação escolar compulsória seria muito mais próspera.

    Este sistema que temos atualmente não vai melhorar. Não é mais dinheiro ou melhores professores. Ele sempre vai resultar em fracasso, ou melhor, seu sucesso é o nosso fracasso.

  20. O governo disse que contruiria estradas de alta qualidade, bem sinalizadas, sem buracos. Não aconteceu. Depois, disse que criaria um sistema de previdência social, em que as pessoas ganhariam muito mais do que depositariam. O contrário ocorreu. Informou a criação de leis trabalhistas, para defender os “direitos dos trabalhadores”, como o salário mínimo. Desemprego alto foi o que se sucedeu. Gloriosamente anunciou a contrução de hospitais e escolas para cuidar da população e formar a futura geração. A única coisa que aprendi foi a ter um plano de saúde privado e que nada se aprende em escolas.

    Quando ele chegou, todo alegre, e comunicou a criação de universidades e faculdades, todas de ponta, todos regulados pelo MEC, eu disse: “Não vou cair nessa denovo”.

    Existe muita pressão na decisão de fazer faculdade, mas a partir do momento em que se percebe a falta de conhecimento que ronda o meio acadêmico, a falta de disposição para trabalhar, é possível tornar essa escolha muito mais fácil.

    Quer aprender sobre negócios? Pague 75 reais por mês no meusucesso.com (ideia do Flávio) e aprenda o que você nunca viria em graduação nenhuma.

    Se quiser diploma, faça uma faculdade online regulamentada pelo MEC (muitas tem 3 anos de duração). Para adquirir conhecimento, utilize plataformas online, como o edX, em que é possível receber certificação de grandes empresas, como a Microsoft e o Google.

  21. O sujeito faz uma faculdade, por exemplo, de engenharia por 5 anos e abre uma empresa pra vender cosméticos produzidos na China. Desperdício completo de tempo e talento. Esse é mais um exemplo do tipo de empreendedorismo defendido aqui, onde não se agrega conhecimento tecnológico. Inovação para nós é apenas mais uma funcionalidade no produto ou uma caixinha diferente, nunca é um novo algoritmo baseado em uma novo modelo matemático, nunca é um novo circuito integrado com maior capacidade ou inteligência.

    Nossa realidade é que não temos uma cultura tecnológica. Apenas uma cultura de vendas, que agora ao invés de ser uma mesa e um telefone é uma mesa e um computador ligado à internet.

    O que realmente vai nos tirar dessa vala da ignorância é estudar e se dedicar a uma determinada área. É entrar em uma universidade pública e extrair dela o que há de melhor, da sua excelência. É dedicar-se incondicionalmente ao aprender durante esse curto período. Envolver-se em atividades de pesquisa (iniciação científica), dedicar-se às disciplinas, especialmente as disciplinas técnicas, envolver-se nas atividades estudantis de formação de gestão, empresas júnior, etc. Sem esquecer que o importante é a formação técnica para a área onde está se formando.

    Aí sim, talvez um dia, teremos empreendedores de fato e certamente teremos vários Ellon Musks contribuindo efetivamente para o avanço da sociedade.

  22. Eu tenho 20 anos e agora que fui “despertar” para ser um empreendedor.

    Faço estágio ( faculdade pública), então guardo esse pouco dinheiro (uns 3k guardados com 0 contas a pagar) que ganho para poder investir alguma coisa ou fundar uma empresa.

    Sempre penso em maneiras de como ganhar uns trocados a mais e não depender de um emprego.

    Essa vida de acordar às 7hrs, e chegar em casa as 19~20hrs pra ganhar uma mixaria e ainda aguentar superiores FDPS não é pra min não.

    Pior coisa pra min é ver meu tempo, meu esforço indo para outra pessoa…

  23. Muito bom o texto. Realmente inspirador para quem está do “outro lado da força”: alguém que busca conhecimento desde muito cedo e que carrega um currículo vastíssimo, mas que tem dificuldade de encontrar emprego.

    Ter paixão pelo conhecimento, pelos livros, pelos grandes feitos da humanidade realmente não é úteis. Estudar o passado e as criações do homem, sem propósito utilitarista apenas leva o indivíduo a “meias verdades” do mundo e para um caminho que não terá fim, pois nunca se chegará à verdade pelas ciências, muito menos as humanas. O máximo que acontecerá será a repetição de um ciclo dialógico sem fim que criará a oposição e o conflito ideológico que pouco tem a ver com a realidade.

    Por outro lado, empreender, apesar das dificuldades, é motivador. Há um resultado material para o sucesso e para o esforço e isso pode, por sua vez, gerar mais sucesso e mais dinheiro. Assim, em uma sociedade que privilegia o útil e o funcional, nada mais correto do que criar aquilo que as pessoas querem. Com isso haverá retorno dos esforços, haverá recompensas financeiras, sociais e, pasmem, emocionais. O homem se sentirá pleno por chegar ao topo da cadeia dos homens e baterá com orgulho no peito para dizer ao filho “eu consegui e você pode fazer o mesmo”.

    Nunca ficou tão claro para mim que o homem é filho de seu tempo e que seguir um caminho diferente disso é bobagem.

    Nosso tempo pede “vendedores”, pede “utilidade”, e pede “sucesso”. Sigamos nessa luta, filhos do capital, e mostraremos ao mundo que as cabeças dos reis não rolaram à toa!

  24. Joao felipe cardoso

    Eu sou totamente contra esse sistema. A escola é a mesma há 100 anos, algo precisa ser mudado. E falo isso para meus colegas de classe há um bom tempo, porém eles preferem “seguir o fluxo” e dizer coisas como ” é importante pra entrar na faculdade”, e a que mais me toca:” isso permite uma segurança”. Após ler o seu texto, minha angústia com essa malvadeza que vivencio todo dia cresceu muito, e meu desejo de empreender ainda mais. O que vcs acham dessa suposta segurança? É possivel tê-la mesmo tendo “fracassado” como empreendedor?

    Obrigado desde já

  25. Pérsio Sandir DOliveira

    Excelente artigo!

    Infelizmente, a Universidade brasileira forma EMPREGADOS. Não EMPREENDEDORES.

    Parabéns por este importante espaço de debate .

  26. creio que a questão da busca pelo lendário bom emprego tem muito a ver com o medo do desconhecido, a rotina por pior que seja ainda é segura, não precisar encarar o novo e não precisa arcar com decisões tomadas tenham elas boas ou más consequencias e por este motivo também que as pessoas confiam tanto no Estado, por pior que seja, acham que estão seguras com o leviatã e que sem ele seria pior.

  27. Benjamin Cartwright

    Prezados colegas,

    É notório o estrago que o Paulo Freire fez e continua fazendo na educação brasileira.

    Pergunto a vocês:

    1) Quem seria, na opinião austríaca e conservadora, o patrono da educação brasileira?

    2) Quais são os pontos positivos e negativos sobre Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro?

  28. Excelente artigo! Identifico-me com tudo que foi mencionado, apenas não tenho um produto físico, empregados, fornecedores e clientes.

    Utilizo apenas a internet, comprando ou vendendo futuros e derivativos no mercado de capitais norte-americano como fonte de renda para pagar pelo meu estilo de vida. Dá até para financiar o estudo, alimentação, gastos com saúde e vestuário de 3 crianças tailandesas. Considero esse o meu melhor investimento pois vai impactar muitas vidas, por muitas décadas, a partir dessas 3 crianças.

    Compro e vendo esses instrumentos financeiros e não preciso ser vendedor nato, uso apenas a grande liquidez do mercado de capitais americano, utilizando uma plataforma de negociação digital.Não vivo nos EUA mas em Portugal, embora tenha nascido no Rio de Janeiro.

    Há pelo menos 10 anos que não preciso de emprego ou do INSS para viver. Tenho um capital aplicado em renda fixa para a minha “aposentadoria” (grande parte em obrigações de empresas americanas, os chamados “corporate bonds”). Também ensino as minhas filhas as técnicas que aprendi ou desenvolvi para que elas também não precisem viver no quadrado.

    Envio meu comentário não para me gabar mas apenas como mais um testemunho de que os conselhos encontrados no artigo acima podem ser implementados, tendo cada um que descobrir as suas próprias qualidades para aproveitá-las num negócio próprio.

  29. Pesadelo da Anvisa

    Eu sou vendedor na deep web (obviamente não posso dar detalhes), hoje ganho mais que qualquer auditor fiscal e eu trabalho apenas poucas horas por semana. Isto começou quando larguei a faculdade, sem isto jamais teria tido tempo e disposição para fazer o que faço hoje.

  30. Só os ensinos técnico profissionalizante e militar tem alguns méritos na formação [o primeiro por agregar valor, competência ao aluno e o segundo por incentivar valores éticos e morais] do estudante.

    Não são melhores pelas amarras do MEC e não por acaso são praticamente uma ilha dentro do universo do ensino estatal deste país.

  31. Tenho 16 anos, estou no terceiro ano do Ensino Médio e sempre quis ser um professor da área de exatas, mas gostaria de evitar ao máximo trabalhar para o Estado ou algo do tipo. Gostaria de empreender como professor particular ou investir em algum lugar para ter o meu próprio cursinho.

    Infelizmente, normalmente quando falo isso para alguém ela logo diz que é uma péssima ideia e que eu deveria trabalhar em algum setor público para ganhar mais dinheiro.

    O meu pensamento está errado?

    OBS.: Ótimo artigo!

  32. Richard Gladstone de Jouvenel

    Excelente artigo.

    Admiro a trajetória do Flávio, nossa trajetória inicial é relativamente parecida, com pais remediados e morando na periferia. Guardo seu exemplo e de outros empreendedores que admiro, e só. Eles ensinam pelo exemplo.

    E os colegas citaram muito o livro “Pai Rico, Pai Pobre”. Aprendi muito com ele, mas o livro que mais me ajudou foi “Os Segredos da mente milionária”, de T. Harv Eker…vale a leitura.

  33. Sensacional!! tenho 22 anos e penso exatamente assim há muitas dificuldades no caminho, acredito que o caminho convencional dificilmente vai te trazer os mesmos benefícios,claro há suas dificuldades porem vai de potencial e disposição faça você mesmo nunca gostei do pouco que recebo e muito menos da minha rotina mas há uma pressão para seguirmos esse caminho, basta usar a criatividade e correr atrás.

  34. Também não tenho habilidades de venda e minha mentalidade empreendedora é praticamente zero. Se eu pudesse dizer algo para eu mesmo quando eu tinha 18 anos seria: “Não tenha as doenças que eu tive, ops, para aí, são genéticas, é… se fodeu!”

    Ah, seria melhor não dizer nada…

  35. Na Teoria, tudo é lindo, fácil!

    Ainda mais quando se tem 20 e poucos anos.

    Na prática, no dia a dia, nas contas para pagar, o mercado para fazer, a boa internet, os bons restaurantes, os lugares maravilhosos para se conhecer…

    O bom e velho, se possível"garantido" emprego, é que te proporciona tudo isso!

    Na real, é o dinheiro garantido que você pode contar que gira o mundo e a vida!

    O resto, é ilusão de jovens!

  36. Muito bom o artigo. Eu só acrescentaria o conhecimento sobre o dinheiro, como administrar e investir. No item “viveria com não mais do que 50% do que ganhasse para ampliar meu capital de giro” os outros 50% poderia ser dividido entre ampliar o capital de giro e investir em ativos que geram renda passiva como dividendos de ações, alugués de fundos imobiliários e titulos públicos com cupons.

  37. Bruno Feliciano

    Desiste IMB, não tem jeito. JOVEM É UMA MERDA

    A maior cagada da civilização ocidental foi da voto pra menor de 30 anos.

    Eu tenho 23 e sou uma rara exceção, os caras não sabem nem o que tão fazendo, só repetem as coisas sem entender o que ta falando, se informa por manchete jornalistica….

    No fim é Socialista

    E digo mais, eu tenho mais fé na juventude Brasileira do que na Americana, os jovens europeus e americanos são na maioria esmagadora SOCIALISTAS!!

    Aqui pelo menos vejo menos jovens assim, inclusive vários votaram no Bolsonaro.

    Desistem, jovens são imbecis de mais pra entender as coisas.

  38. Recentemente fui aprovado em uma seleção de mestrado em uma universidade pública de “renome”. Durante seis meses fui bombardeado com:

    Visões simplórias de como a economia funciona;

    Ideologias coletivistas, mas todas partindo da mãezona-barbuda (Marx);

    “Falhas de Mercado” e uma outra pérola pueril: a dos “monopólios naturais”.

    Modelo Keynes-Kalecki, que não presta para, literalmente, NADA.

    Toneladas e toneladas de estatística. Ainda que, segundo o próprio professor da matéria, todo mundo usa porque é o que se aceita em publicações científicas. Não que, necessariamente, boa ciência sairá daí. O professor de estatística era, por incrível que pareça, o mais sério e humilde do curso, sabia muito das limitações da linguagem que usava e estava plenamente ciente dos abusos que oferece aos menos criteriosos. Ou alunos de mestrado.

    Uma absurda intolerância por qualquer argumentação que vá contra o cerne da ideologia reinante na universidade que – surpresa! – é claramente coletivista. Mencionar Mises ou Rothbard era motivo de riso e chacota. Não que conseguissem refutá-los. Mas como a manada acadêmica não aceita o que está fora do rebanho, sentia que estava me preparando para escalar o Everest toda vez que os mencionava.

    Resultado: saí depois do primeiro semestre. Ter um canudo de mestre em que o meio é todo permeado por idiotizados e intolerantes é apenas a certificação de que você faz parte da mesma manada. Ou um grande “Mestre” – em nada. Melhor usar o tempo jogando truco do que ficar naquela fossa sanitária.

  39. É triste isso viu… De vez em quando me pego pensando “Daqui 10 a 20 anos os economistas serão esses, o que será desse país? Com economista liberal que temos hoje já está difícil, imagina quando não tiver mais!?

    País não produz mais pensadores, não há cientistas de qualidade, e agora está caminhando pra não ter economistas também.

    Alguém consegue ver um futuro nisso? Única coisa que enxergo é a emigração como único caminho.

    E tem mais, no fim das contas, ultimo bastião que deveremos ter será a Suíça, do jeito que vai, até a América irá sucumbir um dia…

  40. Como formar mão-de-obra qualificada se o governo acabar com programas como Pronatec?

    Aqui no Sul, o município de Erechim reduziu em 30% o número de beneficiários do Bolsa Família incentivando a capacitação profissional através do Pronatec (inclusive conheço pessoas que recebiam bolsa-família e não precisaram mais pois se capacitaram pelo Pronatec):

    Reduz o número de beneficiários do Bolsa Família em Erechim

    Beneficiários do Bolsa Família em Erechim:

    2011 – 2.283 famílias

    2012 – 2.428 famílias

    2013 – 2.149 famílias

    2014 – 1.596 famílias

    Até sou a favor de acabar com o Bolsa Família, mas imagine um governo “libertário”, que segue a cartilha do Instituto Mises e acaba com TODOS os programas sociais, inclusive o Pronatec e serviços como assistência social. Como seria a vida destas pessoas? Pagar um curso no SENAC ou no SENAI não é barato. E os empregadores atualmente não querem se dar ao trabalho de ensinar o serviço às pessoas, eles demandam a mão-de-obra já especializada (inclusive exigem experiência). Então, como seria a vida destas pessoas sem um programa do governo, como o Pronatec? Parem pra pensar por 1 minuto.

  41. Depois de ser bombardeado com as verdades nuas e cruas da vida, agente acaba ficando meio depressivo, mas ao mesmo tempo mas esperto e ligado nas condições que acercam, não é fácil suportar a pressão da família, o dever de ter que fazer faculdade ou concurso público, geralmente eu organizo meu dia com entretenimento, e horas produtivas de estudos e aprendizagem, sempre no enfoque de crescer tanto como pessoa como tentar ser alguém que gere valor e renda, no início agente já sabe que vai ser uma merda, começando com bem pouco, com baixa vibe, mirando no objetivo mas sem ter a certeza que vai acontecer exatamente como planejado, incertezas em cima de incertezas sobre o futuro ”ameaçador” que se apróxima.. Realmente eu vejo que o ser humano dentro desse sistema fálido é visto como um escravo msm, e pra sair desse sistema, primeiramente a mudança tem que ocorrer dentro da gente, tem de haver uma mudança de mindset e maneira de agir, começar a tomar as redéas da própria vida e ter confiança o suficente para suportar pressão de idiotas e parentes chatos preocupados e jogando negativismo pra cima sempre que podem, quem começa de baixo se fode muito mas também aprende muito mais do que aqueles que já nascem em ”berço de ouro” os riquinhos e playboys que não entendem e não valorizam nada que realmente importa na vida, Gostei desse site, raramente eu comento, sou mais usuário que observa pois acho que meu comment é só mais um entre outros. :p

  42. Estou na luta para juntar dinheiro e tentar estudar em alguma universidade fora do país: Austrália, Nova Zelândia, Canadá EUA ou Reino Unido.

    Sempre fui apaixonado por ciências da terra, passei numa das melhores universidades federais do país relacionado ao curso(UNIFESP), mas o clima das universidades brasileiras são muito desmotivadores.

    Ninguém está preocupado com nada relacionado ao curso, ninguém lê os livros das matérias, ninguém está antenado nas notícias da área, eu pensei que em uma universidade federal as coisas iriam ser diferentes, pois eu já havia feito um curso em uma Universidade Particular(Anhembi Morumbi) e o nível do ensino e do curso também eram precários.

    A galera está mais preocupada com as farra, quando vão sair pra beber, ficar socando os grupos do whatsapp de memes idiotas que ridicularizam a própria carreira, como falar que ciências da terra é coisa de drogado ou que todo mundo vai sair de lá desempregado.

    Resultado disso é que sai da universidade e estou tomando a leitura de ciências da terra como um hobby.

    É muito triste, você entra no curso com uma expectativa altíssima, pensando em ser referência no setor, ai você entra na universidade e uma cambada de medíocre corta sua vibe por inteiro.

    Sobre estudar em casa, eu tenho uma anal

  43. Um pequeno adendo ao título… ”e parem de sonhar com um cabide no Estado…”

    Que o Brasil privatize mais, enxugue mais ministérios, diminua seus impostos, faça as reformas necessárias e continue avançando no caminho liberal.

  44. O artigo oferece bom esclarecimento. Em muitas organizações, públicas ou privadas, evitam-se indicar pessoas ativas e competentes que queiram concertar as coisas para o bem geral optando-se por pessoas mornas, sem muito empenho, dócil, de intuição fraca, e que não represente uma ameaça para a preservação do poder na mão dos dirigentes interesseiros.Apesar de todo avanço da tecnologia, o bom preparo das novas gerações ainda está descuidado. As crianças devem, desde cedo, entender que sem educação não conseguirão progredir na direção de seres humanos de valor, espiritualmente fortes e responsáveis, benéficos a si mesmos e ao planeta. A prioridade básica para fortalecer as novas gerações e o país está no bom preparo para a vida. Uma nova ética deverá ser alcançada com o reconhecimento das responsabilidades individuais de não causar danos a outros para satisfazer a própria cobiça.

  45. Se houvesse investimento governamental na educação como houve na Coreia do Sul, o Brasil estaria em outra situação. É inegável que o Estado deve intervir nessa área!

  46. Muito bem colocado, lucro não é pecado.

    É um atraso relacionar a busca do lucro

    com valores morais.

    Cada indivíduo busca o que julga correto e necessário.

    Tenho artigos desse tema no meu blog velhaeconomia.blogspot.com

  47. Lucas Turchatto

    Já tive dificuldades em me relacionar com o lucro porque convivi com crenças que abominavam o mesmo, mas ultimamente tenho conhecido leituras e oportunidades de negócios que estão abrindo a minha mente para este novo modo de trabalhar.Hoje já busco produtos que podem acrescentar receitas e agregar para quem os compra…

    Sou grato por essa leitura e pelos comentários que agregaram muito para mim.

  48. Concordo em partes. Ensino convencional é mesmo um atraso em todos os níveis (fundamental, médio, superior…). Os talentos “formados”, na verdade, são incríveis por uma série de fatores, sendo que as escolas podem oferecer ótimos professores (daqueles que transcendem o “ensinar a disciplina”).

    Por outro lado, achei o perspectiva do autor muito radical quanto a carreiras, como se optar pela jornada de funcionário, tão operacional quanto uma pequena engrenagem do Big Ben, fosse assinar não um contrato de trabalho que o permita conduzir a sua vida honesta e satisfatoriamente (nem tudo que julgamos “pouco” é, de fato, pouco; o mesmo vale para o “muito”), mas um atestado de bovino doutrinado.

    Expandir a visão de mundo e entender que estamos em um sistema que nos limita o potencial desde cedo não é algo intrínseco apenas a trabalho. Na verdade, seguindo o raciocínio de não seguir o fluxo, você só busca ser uma engrenagem maior do sistema, pois crescer como empreendedor implica contratar pessoas, as quais a sua voz interior julga “boiada”.

    Do contrário, vender os seus produtos no modo lobo solitário não renderá tanto mais quanto um salário de carteira assinada, pois nenhum pão, sorvete ou software será mais valioso do que existe no mercado global. A regra “muito cacique e pouco índio” não é doutrina marxista, é natureza humana; contribuir para o funcionamento de uma máquina que será usada pelo empreendedor não é condenável, e sim um requisito para a evolução das coisas.

    Relacionando com o Ensino, é errado a escola fabricar mais e mais tijolos para elevar esse muro das lamentações. Concordo. Liberdade implica compreender todas as opções existentes no caminho, seja para escolher seguir alguma, seja para tentar provocar disrupção; por isso, estimular somente o empreendedorismo está longe de ser o adequado. Sou contra a medidas extremas (pelo menos as quais conheço).

    Detalhe: já vivi os dois lados (funcionário x empreendedor), e o primeiro está me trazendo muito mais reconhecimento no mercado. Antevendo o “você não soube vender o seu produto”, a real é que eu soube; vendi às pessoas certas, que são grandes diretores que reconheceram a minha capacidade e, com aporte de uma empresa que movimenta muito dinheiro, puderam me oferecer condições muito melhores do que tive empreendendo.

    Nem todos gostam (tampouco precisam gostar) de vender picolés fabricados a partir de estudos intensos para, talvez um dia, estufar o peito com orgulho empreendedor. Não é a minha visão de liberdade.

  49. Não aprendi nada com o texto (pois já sabia de tudo isso) mas concordo totalmente com o autor, eu mesmo tenho 16 anos e já deixei de dar atenção para as aulas em que eu sempre presenciei desde os 13 anos.

    Sempre achei o ensino, em geral, da 6° série para frente, inúteis e desnecessárias, e sempre procurei fontes alternativas de ensino, atualmente só estudo nessas escolas públicas mesmo pra manter as aparências.

    Meu projeto no momento é começar á produzir pão, biscoitos e outras guloseimas para mercados, tenho bastante experiência nessa área, vou começar a empreender com meu irmão, quê é maior de idade, e eu também tenho como exemplo minha tia, quê é dona de uma fábrica com mais de 200 empregados.

    Também tenho um dinheiro financiado por um familiar meu, pretendo direcionar uns 50% pra servir como capital para esse micro-empreendimento e os outros 50% para outros investimentos.

    Estudar com á escola austríaca me ajudou á ter rumo também, não sei se pretendo ser economista no futuro, mas aprender microeconomia também é bem útil.

  50. “9. No auge da companhia, venderia para um fundo, banco ou concorrente, embolsando uma enorme liquidez.”

    E que se foda a concorrência e, em última instância, que se foda o consumidor, que com menos concorrência vai ter que lidar com produtos e serviços sendo vendidos a preços cada vez maiores.

  51. ALEXANDRE JOSE ALMEIDA DA SILVA

    Geralmente eu sempre gosto de comentar alguma coisa nos artigos, ora agregando algo que eu senti que faltou, ora apontando algo que eu não achei tão certo para pentelhar mesmo… Mas, no que tange a este artigo eu so tenho que dar os parabens e dizer que eu concordo com tudo e que tive a oportunidade de ver um pensamento que eu ja tinha em parte e de forma desorganizada, sintetizado em suas palavras de forma tão organizada e inteligível. Parabéns. Parabéns. Parabéns e obrigado.

  52. Eu sou um que tentei fugir da boiada.

    Não digo que fiz sucesso nem que falhei, vou levando minh vida com alguns empreendimentos e ralando muito ainda. Já esperava estar num estágio em que as coisas rodassem sozinhas.

    Vi muita gente cair no meio do caminho e poucas de fato decolarem, o que me deixa as vezes orgulhoso e as vezes receoso.

    Por isso eu digo ao meu filho o contrário. Estude muito e vise um emprego com carteira assinada ou um concurso não vai te deixar rico nem pobre mas pelo menos é uma certa segurança. Hoje não estou rico nem pobre também, mas o que ralei não tá no gibi.

  53. Ronald "Ronnie" McCrea

    Texto duríssimo de autoria de Maurício Mühlmann Erthal, lido durante uma colação de grau do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre/RS.

    Leia e reflita.

    “Se alguém ainda tinha alguma dúvida, o ranking do Pisa provou de uma vez por todas que a tal “pátria educadora”, que encheu péssimas universidades com péssimos alunos formados por péssimos professores, era apenas um embuste.

    Distribuir diplomas a pessoas de baixa inteligência, nenhum talento, estúpidas, cotistas etc, é como marcar a ferro o traseiro de bois e vacas que estão indo para o abate. Neste caso justificável.

    Na nossa cultura deformada pelo “coitadismo”, ou para falar mais academicamente, pelo “ethos-igualitarist a moderno”, teimamos em achar que a Universidade é para todos.

    Nunca foi e nunca será .

    Essa é uma das maiores mentiras da modernidade.

    A decadência da civilização se iniciou com a universalização do ensino, com a troca da formação espiritual e intelectual puras, “ars gratia artis”, no sentido aristotélico, pelo adestramento meramente utilitarista para fins de sobrevivência.

    Universidade é para uma elite intelectual. É para quem realmente tem talentos, gosta de estudar e tem uma inteligência privilegiada. Sua prioridade é produzir conhecimento e não formar mão de obra … e, muito menos ainda, formar militantes revolucionários que pretenderão implantar no País regimes ultrapassados e falidos, como o comunismo para proveito de poucos, por exemplo.

    Para formar profissionais e mão de obra, existe o ensino profissionalizante e técnico .

    As oportunidades que devem ser oferecidas a todos, é a de uma boa formação de base onde, por meio da meritocracia, serão revelados aqueles mais capazes de ir para a Universidade e, lá, PRODUZIREM CONHECIMENTO.

    Transformar todo mundo em universitário apenas para não ferir a autoestima do jovem maconheiro que usa piercing no nariz e alargador na orelha, é algo completamente estúpido !

    Tudo que os governos do PT conseguiram, foi queimar centenas e centenas de bilhões de reais, para produzir o pior, o mais idiota, o mais ignorante, o mais analfabeto, e por consequência, o mais mimado, alienado e arrogante aluno do mundo !

    Nivelaram todo mundo por baixo, destruíram qualquer possibilidade de formar uma verdadeira elite intelectual para o País. São mais de duas décadas jogadas inteiramente no lixo ! Trocaram a meritocracia (de alunos e professores) pela “universalização”, pela “política de cotas” e pela “ideologização”.

    Nunca reconhecendo que as pessoas são essencialmente diferentes, umas mais inteligentes, mais capazes, mais interessadas e mais esforçadas que as outras. E tentam enfiar, goela abaixo de todos, o maldito igualitarismo que sempre favorecerá o vulgar, o grosseiro e o ignorante. Sempre nivelará por baixo, rebaixará a tudo e a todos, e produzirá os piores resultados.

    Reúna vários alunos inteligentes e todos se tornarão mais inteligentes ainda.

    Cerquem um gênio de medíocres e vulgares, e testemunhará sua lenta e gradual decadência .

    Numa era em que a humanidade enfrenta a sua mais radical transformação tecnológica, a civilização cibernética põe em cheque toda a cultura humanista, havendo uma mudança profunda de quase todos os paradigmas científicos, sociais e econômicos. Nanotecnologia, microbiologia, projeto genoma, matriz energética, 5G e 6G, Internet das coisas etc.

    Nós gastamos trilhões em 20 anos para produzir uma geração "Nem-Nem" de mimados, estúpidos, deprimidos, feminilizados ou masculinizados, vazios, idiotas e arrogantes, que votam num PT, num PSOL e morrem de medo de se tornar adultos.

    Uma legião de falsos graduados sem possibilidade de emprego, endividados com o FIES, caminhando para a meia idade, morando com os pais e frequentando a marcha da maconha porque precisam urgentemente se alienar e legalizar seu suicídio.”

    _Maurício Mühlmann Erthal_

  54. O sistema educacional tradicional te forma somente pra ser empregado de outra pessoa, a nao questionar o estado e como é tomado pelo esquerdismo, pra formar pessoas com mentalidade comunista.
    Ele nao ensina que adquirir bens de capital, de modo a aumentar o valor que vc gera a sociedade e que te deixa rico.

  55. Depois do perrengue que foi eu conseguir me formar na minha área, eu fiquei ainda mais favorável à privatização de todas as instituições de todos os níveis de ensino, além de fechar o MEC, CNPQ, CAPES e companhia, deixando tudo para o setor privado.

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