Você trabalha em uma empresa e repentinamente é
demitido. De primeira, você fica aborrecido. Em vários casos, fica até mesmo
revoltado. Mas como você deveria agir?
O ideal seria que você apenas seguisse em frente,
com a cabeça erguida, procurando um novo emprego e uma forma de continuar
subindo na vida. Você olharia para trás e diria: “Quer saber? Essa demissão
foi, na realidade, uma coisa boa”.
Possível? Totalmente.
A verdade é que ser demitido é uma das melhores
coisas que pode acontecer a você, desde que você saiba enxergar tudo da maneira
certa. Não há por que considerar o evento como o fim do mundo. Pode ser o
início de coisas verdadeiramente positivas.
Sim, tudo isso soa como um surrado clichê, mas realmente é verdade. Ser
demitido é algo que não apenas irá inspirar você a alcançar novos graus de
excelência, como também pode lhe ensinar lições importantes sobre os malefícios
de se tornar excessivamente apegado a uma empresa ou mesmo a um roteiro único e
pré-definido para a sua carreira.
Eis uma rápida história envolvendo um indivíduo que
eu demiti. Após avisá-lo de sua demissão, ele se revoltou e se comportou muito
mal, como algumas pessoas tendem a fazer. Isso é compreensível. Só que ele tinha talento. Isso
era perceptível. Ele simplesmente não havia conseguido se adaptar ao emprego,
principalmente porque aquele era o primeiro emprego de verdade que ele havia
conseguido.
Alguns meses depois, recebi um telefonema de uma
pessoa interessada em contratá-lo. Fui franco e sincero: sim, eu o havia
demitido, mas com motivos. “Entretanto”, prossegui, “imagino que isso tenha
servido como um grande sinal de alerta para ele. Ele tem talento, e, como
consequência, você terá agora um empregado dedicado e disposto a realmente
trabalhar, e bem mais motivado. Eu fiz a parte difícil. Você colherá os benefícios.”
Em resposta aos meus comentários, essa empresa o
contratou. E, como eu já imaginava, esse indivíduo se tornou extremamente bem
sucedido neste novo emprego. Ter sido demitido foi ótimo par ele. Do meu ponto
de vista, foi essencial. Hoje, ele pode olhar para trás e dizer: foi uma ótima
experiência.
O
trabalho assalariado é uma via de mão dupla
O segredo para se entender tudo isso é analisar a
natureza de um contrato de trabalho. Trata-se de um acordo baseado na
expectativa de uma cooperação mútua, a qual melhora a situação tanto do
empregador quanto do empregado. Caso não houvesse escassez no mundo, o
empregador iria preferir não contratar ninguém e fazer tudo sozinho. Isso não
apenas lhe pouparia recursos, como também, em todo caso, a maioria dos
empregadores imagina poder fazer um trabalho melhor do que qualquer pessoa que
venham a contratar. Eles apenas contratam porque sabem que não podem fazer tudo
sozinhos.
A própria existência de empresas que empregam mais
pessoas do que o número de proprietários é um fenômeno oriundo da necessidade
de se dividir o trabalho. A teoria da divisão do trabalho e das vantagens
comparativas mostra que, mesmo que o patrão seja o melhor contador, faxineiro,
comerciante, desenvolvedor de página de website e especialista em marketing em
todo o mundo, ele estará em melhor situação caso se especialize em apenas uma
área, e entregue as outras tarefas para outras pessoas, mesmo que estas pessoas
não sejam tão boas quanto ele nestas tarefas.
Cada empregador, portanto, considera cada decisão de
contratação uma combinação entre temor (“não quero desperdiçar dinheiro!”) e
alívio (“finalmente poderei me concentrar em algo aqui!”).
O empregado não está fazendo nenhum favor ao seu
patrão ao meramente trabalhar ali. Já o patrão não deve ser visto como um
generoso distribuidor de fundos, muito menos alguém sob uma obrigação moral de
fazer redistribuição de renda. O empregado está ali porque a natureza do mundo
e a escassez de tempo e recursos o tornam necessário.
Para que todo este arranjo funcione bem e
pacificamente, é necessário haver benefícios mútuos. Sempre.
A separação é fácil
Quando este benefício mútuo deixa de existir, passa
a ser do interesse de ambos os lados desfazer a relação. O empregado, que
deixou de ser útil para aquele patrão, estará livre para ir à procura de
melhores e mais agradáveis oportunidades. Já o patrão poderá parar de pagar a
esse empregado, que estava lhe oferecendo serviços que ele não mais acredita
serem benéficos para a empresa.
Ser demitido significa apenas que o empregador tomou
a iniciativa de parar de continuar financiando a relação. É claro que um dos
lados ou ambos os lados podem estar errados, mas toda e qualquer decisão humana
é especulativa; só agimos tendo por base as informações que temos (as quais são
imperfeitas). Mas a verdadeira questão é: por que você continuaria em um jantar
no qual você não é bem-vindo? Por que você continuaria em uma casa na qual não
é querido? O mesmo é válido para um contrato de trabalho. Se você não é querido
ali, você deve pedir para sair e, de imediato, se considerar em melhor situação
por causa disso. Sem processos trabalhistas, sem reclamações, sem fofocas, sem
rancor, sem amargura, sem atos de vingança. Apenas uma separação limpa e
amigável.
A razão por que você foi demitido importa? Não muito. O próprio empregador nem sempre sabe o
motivo. Ele
apenas sabe que, do ponto de vista dele, a relação não mais está funcionando. E
ele está em seu perfeito direito de terminá-la.
De novo: por que você iria querer continuar
trabalhando para alguém que não mais lhe quer?
Por
que eu fui demitido
Agora, deixe-me lhe contar sobre a vez em que eu fui
demitido.
Eu trabalhava em uma loja que vendia ternos feitos
sob medida. Fui considerado pela gerência o melhor vendedor da loja. Mas eu
raramente me encontrava pessoalmente com meu empregador.
Durante uma temporada de natal, o patrão disse a
todos os vendedores que, dali em diante, todos os pedidos de alteração nas
medidas das roupas só poderiam ser prometidos para três semanas após a data da
venda (quem fazia o trabalho de alfaiate era o próprio patrão).
Considerei aquele alongamento vergonhoso. Não era
necessário tanto tempo.
Como era de se esperar, menos de uma hora depois, um
cliente adentrou a loja e disse que compraria sete ternos caríssimos, mas com
uma condição: todas as alterações teriam de estar prontas em, no máximo, uma
semana.
Era de se esperar que eu fosse correndo até o padrão
e o avisasse. Ele teria dito que não, tenho certeza.
Logo, eu não fiz isso. Apenas fui adiante e prometi
ao cliente que as roupas estariam prontas em uma semana. Ao fim do expediente
daquele dia, meu patrão descobriu os recibos, ficou enfurecido, jogou todos os
sete ternos em cima de mim e exigiu saber “quem irá fazer as alterações neles?”
E então eu disse: “Eu irei”. E imediatamente fui
para a máquina de costura e comecei a trabalhar. Quando eram 9 da noite, eu já
havia terminado todos os ternos. Imediatamente, levei todo o trabalho completo
para o patrão e disse que eu mesmo entregaria os ternos pessoalmente ao cliente
na manhã do dia seguinte.
Meu patrão, então, disse: “Ótimo.” E completou: “Quando
você terminar da fazer isso, não mais precisarei dos seus serviços.”
Justo ou injusto?
Ele estava certo
ou errado?
De um lado, ele estava errado ao imaginar que me
demitir seria bom para seus negócios. Mas ele estava certo ao não aprovar o
comportamento de um empregado desobediente.
Eis uma dica: se há uma atitude que irá seguramente
fazer de você uma pessoa não mais desejada por um empregador, essa atitude é a
insubordinação.
Mesmo de um ponto de vista puramente comercial, meu
patrão precisava de uma equipe que seguisse suas ordens, fossem elas corretas
ou erradas. Veja bem: esse não era meu estilo, mas era exatamente o estilo
daquela loja. Por que eu me senti no direito de alterar todo o padrão de um
empreendimento no qual eu não havia investido capital nenhum?
Após alguns dias, eu já havia conseguido um novo
emprego. Acabei virando gerente em outra loja de roupas, diretamente
concorrente à do meu antigo padrão. Dali em diante, minha loja superou a dele
em todas as temporadas seguintes.
Ser demitido não significa que todo o seu tempo dedicado
àquela empresa foi desperdiçado. Durante o período em que você trabalhou lá,
tanto você quanto seu empregador se beneficiaram de alguma forma. Uma alteração
nas condições não revoga essa realidade. O empregador ganhou um trabalhador. E
você ganhou uma valiosa experiência — e uma das mais valiosas e necessárias
experiências é o choque de ser demitido.
Em alguns casos, ser demitido é a melhor maneira de
progredir. Todos nós precisamos de estímulos e de aprimoramentos. Vivenciar a
experiência de uma rejeição direta é um pungente lembrete deste fato, e pode nos
fornecer um grande ímpeto a uma mudança.
Além de frustrado, você pode se sentir enraivecido e
até mesmo tomado pelo ódio. Você pode amaldiçoar seu patrão. É provável que
queira processá-lo (esta sempre tende a ser a primeira reação de todo mundo).
No entanto, o que você realmente deve fazer é algo
completamente contra-intuitivo. Respire fundo e diga aquilo que você realmente
não está a fim de dizer. Você tem de agradecer ao seu patrão por ele ter tido
confiança em você e por ter lhe dado a oportunidade de trabalhar lá. E você tem
de dizer isso da forma mais sincera possível. E quando, no futuro, você por
acaso se encontrar com seu ex-patrão em um supermercado ou em algum evento
esportivo, você deve tratá-lo com enorme dignidade, como se ele fosse um velho
amigo, e agradecê-lo novamente por tudo.
Se você fizer isso, pode acontecer de, no futuro —
e, com efeito, isso quase sempre irá acontecer –, esta pessoa estar na posição
de recomendar você para um emprego. A probabilidade de ele lhe recomendar e
dizer coisas positivas a seu respeito será muito maior se você agir assim. Com
efeito, ele poderá ficar tão positivamente impressionado com sua grandeza de
espírito e magnanimidade, que poderá até lhe oferecer seu emprego de volta. E
você pode, muito educadamente, recusar a oferta.
O ponto aqui é que não há absolutamente nada de
produtivo no ressentimento e no ódio. Tais sentimentos não farão de você uma
pessoa melhor e mais produtiva. Odiar seu ex-patrão faz tanto sentido quanto
odiar aquela padaria da qual você costumava comprar leite. Antes, você via aquela transação como benéfica para você.
Hoje, não mais. Grande coisa.
A
maioria dos trabalhadores tem uma dívida
Se isso facilita as coisas, vale relembrar que você quase
que certamente custou mais à empresa do que de fato contribuiu para ela. [N. do
E.: no caso do Brasil, em que um trabalhador custa ao seu
patrão o dobro do seu salário bruto, isso é ainda mais certo.]
Lembro-me de já ter tido como colega de trabalho um
néscio que se recusou a organizar os estoques no fundo da sala. “Com o salário
que ganho não irei fazer isso”, dizia ele. E a verdade é que ele ganhava muito
mais do que gerava de valor (a propósito, ele foi demitido na mesma semana em que
fez isso).
Patrões frequentemente pagam salários antecipando uma
determinada produtividade futura do empregado. Ao fazerem isso, esperam estar
fazendo algum tipo de investimento para o futuro. Será somente mais tarde que você,
como empregado, irá se tornar produtivo o bastante para ser valioso para ele. Quando
isso ocorrer, ele irá aumentar seu salário, antecipando uma maior produtividade
futura.
Portanto, de certa maneira, todos estamos em dívida
para com nosso patrão.
A pior coisa que pode acontecer a um país é ter uma população
que parta do princípio que todos os empregos devem ser vitalícios. Na Europa,
isto é já é assim. Em um livre mercado, as pessoas mudariam de empregos sem
nenhum empecilho. Empregadores iriam livremente contratar e demitir, testando aquelas
pessoas mais aptas à vaga de trabalho oferecida. E os empregados fariam
exatamente o mesmo com seus patrões. Desta maneira, a probabilidade de satisfação
seria muito maior, e os locais de trabalho seriam mais alegres e menos
contenciosos. No entanto, não
há livre mercado nesta área.
O
direito de demitir e de sair
Nada é mais absurdo do que tentar restringir o
direito de demitir. Acordos voluntários valem para ambos os lados. O empregado
pode pedir para sair, e o empregador pode demitir. Qualquer outro arranjo, como
um que restringe um dos lados, representa um ato de coerção que diminui o
bem-estar de ambos os lados.
De maneira mais realista, pense em adolescentes e
suas primeiras experiências de trabalho. A maioria será demitida de pelo menos
um emprego — ou de vários — em seus primeiros anos no mercado de trabalho. Ser
demitido nos relembra de nossas obrigações, da natureza contratual do trabalho,
e da necessidade de haver consentimento, acordo e voluntariedade em todas as relações
sociais. O ato de ser demitido ressalta a existência da liberdade de associação,
a qual é a chave para a paz social e o pilar do crescimento econômico. Faça a
sua parte e saiba recebê-la também.
E o que fazer ao ser demitido? Absorva tudo o que você
aprendeu e siga adiante. Seja ainda mais impressionante em seu próximo emprego.
Agindo assim, a probabilidade de você se dar bem será muito maior. E aí você sempre
poderá olhar para trás e dizer com um sorriso no rosto: olha só o que aqueles
caras estão perdendo!
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Leia também:
Alguns conselhos aos jovens que estão desempregados
Como sempre, excelente artigo! Apenas uma observação: “Por que eu me senti no direito de alterar todo o padrão de um empreendimento no qual eu não havia investido capital NENHUM?” não deveria ser ALGUM?
No mais, perfeito.
Um conselho aos mais jovens: se você começar a trabalhar com ou sem carteira assinada, por exemplo aos 18 anos, faça um favor a si mesmo e fique durante 5 anos juntando seu salário. Isso mesmo, fique 60 meses ou mais juntando o máximo de dinheiro independentemente do tamanho do seu salário, mesmo que seja abaixo do mesmo e se for acima melhor ainda. E só depois disso passe a desfrutar dele e mesmo assim economizando até aposentar por conta própria 10% do seu salário.
Posso afirmar que com esse colchão de liquidez formado nestes 5 primeiros anos sendo peão, arrimo de família ou não, ficar desempregado ao longo da vida não será drama nenhum, pelo contrário serão anos sabáticos e a sensação de liberdade e tranquilidade financeira mesmo sendo pobre ninguém tirará de você…
Ah, se eu pudesse voltar a minha mocidade! Minha realidade hoje seria outra, apesar de que ainda posso mudá-la, mas quando se começa jovem as coisas são melhores e mais fáceis.
Reflitam garotada!!!
2042 – Anarcocapitalismo
Parte3 – Como você é Belo!
O belo é o esplendor da ordem. – Aristóteles
23 de Março de 2042. Pedro, acorda! Pedro, Acorda! Pedro, acorda e percebe em sua volta o resto de bebida alcoólica e drogas jogados pelo chão. A madrugada foi intensa; jogos, sexo simulado, drogas sensitivas. Ele utilizou mais a droga sensitiva chamada "sex", está droga simula os prazeres de um sexo real de maneira quase perfeita; o cérebro entra em transe instantâneo e todos fetiches sexuais podem ser feitos sem nenhuma consequência a outros. Nesta madrugada, Pedro tomou três destas pílulas. O desprezo de Pedro por seres humanos aumenta cada vez mais, pois à cada nova pílula, o ser humano é dessacralizado.
Já passa do meio dia e meia, e Pedro lembra-se de sua mãe e de seu filho que foi abortado, ele tenta imaginar a beleza de uma criança, mas logo sente raiva de tudo, pois a beleza traz um sentido de ordem e razão à vida. Neste sentido podemos dizer que Pedro é sortudo, pois ele foi um dos poucos a não associar a beleza de um bebê com a vontade de fazer sexo.
Faz mais de 10 anos que Pedro não tem ordem de espírito, e a cada nova denúncia do belo, faz ele querer destruí-lo.
A cada novo pensamento sobre o bebê, a raiva aumenta, é preciso fugir, está na hora de colocar o óculos de realidade virtual e começar a jogar "Lobs" – Jogo de MMOrpg – onde Pedro entra em um mundo fantástico de cores e sons. O mais impressionante deste jogo é a aplicação sensitiva nasal; funciona mais ou menos como as pílulas sensitivas, onde acontecem pequenas aplicações químicas diretamente no nariz, basta respirar que o efeito acontece. Pedro pode sentir o ar puro do Amazonas, como também pode sentir os efeitos de drogas legalizadas como o crack. Pedro consumiu uma pequena dose de crack para relaxar, agora é necessário pagar pelo consumo: Pedro ficará durante 15 minutos assistindo comerciais com apelo sexual. Como a ordem e razão poderia existir no mundo do consumo? È preciso que todos estejam rebaixados.
Foi assim que desde o começo do século 21, começou a ser santificado o kitsch. O que é Kitsch? È o tipo de arte sem nenhuma mensagem própria, no qual todos efeitos são copiados e todas emoções, falsificadas. No princípio, o Kitsch existia apenas na fotografia e cinema, com a expansão dos meios de comunicação e posteriormente a realidade virtual, tudo tornou-se uma cópia da cópia que afirmava odiar o passado. O kitsh foi importante neste processo, porque ajudou a acabar com o Cristianismo no mundo. Numa época em que a fé estava em declínio; a arte era o único testemunho da verdade eterna, porém os homens mataram a arte porque queriam a revolução.
Muitos libertários do começo do século 21, pensavam que era possível associar liberdade com capitalismo. Eles esqueceram que o fundamento de uma empresa está na revolução; simplesmente todos empresários diziam-se os mais revolucionários de sua época, e de revolução em revolução chegamos à data: 23 de Março de 2028.
-Espera! Hoje é dia 23 de março de 2042? Pensou, Pedro.
-Sim! È aquela mesma data em que um bilhão de pessoas cometeram suicídio coletivo no mundo inteiro.
Pedro, refere-se à data 23 de Março de 2028; nesta data cerca de um bilhão de pessoas na internet, decidiram jogar um jogo revolucionário, chamado "Baleia roxa", que consiste em uma maneira de cometer suicido com apoio de outra pessoa. O grande empresário por trás deste jogo, afirmava que estava na hora de revolucionar a nossa relação com a morte e dor. Ele criou todo um escopo legal para que o processo ocorra de uma forma voluntária, onde ambos os lados assinaram um contrato. O jogo acabou tendo grande adesão nas redes sociais, com campanhas que afirmavam: "apoiar suicídio é amor". Este empresário teve uma percepção de oferta e demanda do espírito humano, ele percebeu que todos no fundo queriam cometer suicídio, foi necessário apenas vender uma idéia ruim, com uma estética bela; os homens no fundo já ansiavam por isso, eles precisavam apenas de uma confirmação da beleza. Houve apenas uma manipulação da liberdade estética.
Pedro Logo acessa o Goobit Search em busca do app baleia roxa filiados. Desde à data 23 de Março de 2028, o jogo baleia roxa tornou-se uma instituição que procura promover o suicídio coletivo no mundo. Eles são financiados com doações voluntárias através do Bitcoin. O novo app permite que você possa assumir o papel de assassino particular, mas dizem que a palavra assassino soava muito forte, por esse motivo utilizam a palavra: "voluntários do amor". A prática de matar o próximo pode ser feita a distância: Onde a alma livre toma uma pílula e do outro lado do mundo o voluntário do amor aperta um botão que libera o efeito do veneno, em questão de segundos a pessoa morre. Existe também a prática presente: o voluntário do amor, utiliza o revólver programático de ondas, este revólver envía ondas microagressivas para o crânio da vítima, estas ondas gera um curto circuito controlado no cérebro e a pessoa morre.
Pedro, descobre que sua vizinha de condomínio quer morrer. O app permite que o voluntário do amor e a alma livre possam se conhecer pessoalmente antes do grande ato. Pedro toma coragem e resolve visitar sua alma livre. ele aperta a campainha:
tindon.
-Quem é você?
-Eu sou pedro, seu voluntário do amor.
-entre!
Pedro logo percebe que a estética do apartamento dela, não é muito diferente do quarto bagunçado dele. Não existe estabilidade estética, o quarto parece um grande lixão onde absolutamente tudo está jogado pelos cantos. o que aconteceu com os seres humanos? Pensou pedro. O que aconteceu comigo? Pensou pedro.
-E por que você decidiu ser voluntário do amor? Perguntou ela.
-Porque eu nunca vi ninguém morrer pessoalmente. deve ser radical! posso gravar e colocar no youtube? talvez eu consiga algumas doações em bitcoin.
-Mas é claro que pode! quem sabe eu fico famosa.
Obviamente, Pedro não queria dizer estas palavras, ele estava apenas seguindo por instinto a liturgia do mundo moderno. Se ele agisse diferente, talvez ele não seria cool, e talvez a vítima feminista, não aceitasse que seja ele o voluntário do amor no dia de hoje.
Por alguns segundos, ela consome crack na frente de Pedro.
-Por que você não toma a pirula do crack em vez de consumir no cachimbo?
-Não importa, eu vou morrer de qualquer jeito. Deixe-me ser livre.
Pedro não consegue parar de olhar para os olhos dela, enquanto consome crack. È como se os olhos denunciassem o que ele não é capaz de ver. Ele lembra-se daquele quadro com olhos e bocas, aquele quadro que fazia parte do cenário de um filme pornografico, durante todo filme ele não parava de olhar para aquele quadro, como é mesmo o nome?
-O Triunfo de Vênus!
-O que?
-È o que sinto quando consumo Crack. È como se eu fizesse parte do quadro: O Triunfo de Vênus. – Respondeu ela.
-Você é doida eim mulher. heuehueheu. Quando você morrer vou fazer montagem com seu rosto neste quadro que você fala. Vou colocar no twitter só de zoa.
O Triunfo de Vênus de 1740 revela os olhos e bocas do ano de 2042; O rosto que todos eles ostentavam é o mesmo – nem poderia dizer que rosto é, e sim uma mistura que não revela individualidade – os olhos voltavam-se para coisas, mas só havia coisas irrelevantes na imagem, alma nenhuma emana delas, nada questiona, nada inquieta: Tudo está tranquilo demais em criaturas que são abstratas demais para tomar posse da vida. Todos são consumidores tranquilos, onde o único convite que a estética revela é o convite ao nosso apetite sexual. Este quadro resume o Anarcocapitalismo.
-Então, está tudo certo para o grande ato hoje? Perguntou ela.
Pedro percebeu pelo tom de voz, que ela implorava para não viver mais.
-Está tudo certo sim. Nos vemos no plano libertar.
Plano Libertar
Plano libertar é um ambiente organizado pelo instituto baleia roxa, onde acontecem os atos de suicídio controlado. Pedro já está posicionado em um salinha onde todas paredes contém telas de led, nessas telas são transmitidas imagens bonitas da natureza, do céu, e músicas aconchegantes. Foi recomendado a Pedro que ele não falasse com ela e que não transmitisse sentimentos antes de apertar o Gatilho. – Não olhe para os olhos dela. Não olhe de jeito Nenhum!
Com seu revólver programático de ondas na mão, ele está de frente para ela. È só apontar o gatilho e ela será livre, assim como mostra as imagens da tela de Led; a liberdade está a um click.
Ele não consegue parar de olhar para os olhos dela. Por algum motivo ele sente vontade de chorar, uma vontade infinita de chorar, se pudesse choraria durante à vida toda. Ele apertou o Gatilho.
Pedro tornou-se o rei do mundo, mas escravo de sí mesmo.
A alma anseia por Deus mas não consegue encontrar. Toda culpa que durante décadas foi escondida atrás de palavras e imagens, revela-se segundos depois de um ato real. Pedro tem a percepção que o inferno não é um lugar para onde se vai, mas um estado de consciência permanente, infinito.
Os olhos não param de chorar, finalmente eles ganharam vida. Pedro aponta o revólver para própria cabeça e diz: " Das Profundezas clamo a ti, senhor!
Fim.
The Triumph of Venus: https://www.google.com/culturalinstitute/beta/asset/-/CwF1yz3e9bRtYg?hl=en
Das Profundezas clamo a ti senhor! – Salmo 130;1
Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
“Se isso facilita as coisas, vale relembrar que você quase que certamente custou mais à empresa do que de fato contribuiu para ela. [N. do E.: no caso do Brasil, em que um trabalhador custa ao seu patrão o dobro do seu salário bruto, isso é ainda mais certo.]”
Falso
Primeiro porque o gasto com encargos não é arcado totalmente pelo empregador, mas parte pelo empregado, porque ganha um salário menor e parte é repassado nos preços.
Se o empregado custa mais do que produz, ele está dando prejuízo, e aí ocorrem duas coisas possíveis, ou ele vai ser demitido ou a empresa vai ficar trabalhando com prejuízo e com o tempo vai falir.
Excelente artigo!
Leandro,
Algum dia rola um artigo sobre o Milagre Econômico da Itália no pós-guerra?
Caros:
É muito pior do que isso! No Brasil há várias situações em que o empregador é proibido de demitir:
a) em época pré-dissídio – que pode se estender enquanto não se chegar a um acordo de aumento.
b) 12 ou 24 meses antes do empregado ter direito a se aposentar.
c) 12 meses depois do empregado ser afastado por acidente de trabalho, mesmo que esse acidente seja um acidente de trânsito no seu deslocamento para / do trabalho, e mesmo que ele se encontre plenamente recuperado.
d) gestação: desde a presumida data de concepção até 5 meses depois do parto. Isso vale mesmo em contratos de experiência.
e) em negociação coletiva da categoria, entre os sindicatos patronal e dos empregados. As grandes empresas que representam todo o setor, sempre negociam cláusulas que só elas podem cumprir, afogando os pequenos empresários.
f) durante greves.
g) Funcionários eleitos para a Cipa.
É óbvio que:
1) Muitos empregados usam esta estabilidade para “deitar e rolar” em cima dos patrões.
2) Estas restrições incitam a fraude dos empregados contra os patrões. Estou com medo de ser demitida? É só ficar grávida! Ou cortar propositalmente o dedo mindinho. Está tendo corte na minha empresa? É só fingir um acidente e arranjar um atestado de 15 dias. Vai haver demissões? Vamos fazer uma greve!
3) Os empresários já põem tudo isso na conta. Para um sujeito ter um salário de X, e receber líquido 3/4 de X, ele custa diretamente 2 X. Mas para o empregador a conta só fecha se o empregado agregar pelo menos 3 X, pois ele tem que fazer reservas financeiras para os casos em que o empregado ficará recebendo sem produzir e sem poder ser demitido. E é necessário fazer reserva também para os processos trabalhistas.
4) Os empregadores vão contratar mulheres em idade fértil somente mediante um “desconto”.
Conclusões:
Toda essa pseudo-proteção dada aos empregados sai – pelo menos em grande parte – dos bolsos deles mesmos.
Inúmeros empreendimentos são inviáveis devido a esses custos agregados da mão de obra.
Os dois fatores acima prejudicam a atividade econômica de forma geral, deixando a todos mais pobres.
[]s
E se o patrão demite o empregado porque ele está incapacitado de produzir, em outras palavras, demite o empregado porque ele (o empregado) sofreu um acidente e não pode trabalhar por um tempo?
Eu vejo muitas coisas injustas no mercado de trabalho, vejo pessoas trabalhando sem terem condições de trabalhar, com o braço engessado, doentes (até com febre) com medo da demissão….
Emprego em inglês, job, uma sigla para Just Over Broke, quase falido.
O texto é interessante, mas não faz parte da realidade do Brasil.
Aqui nós somos sobreviventes. Nós não somos trabalhadores.
Esse discurso de americano liberal é fácil.
Eu quero ver se eles fazem esse discurso, num país que o governo faz de tudo para regulamentar, tributar, controlar e extorquir as empresas e trabalhadores.
Um pedreiro americano ganha mais do que engenheiro no Brasil. Assim é fácil dizer que uma demissão não tem problema.
Isso faz algum sentido?
Bom dia a todos, excelente artigo como sempre!
Porem gostaria de deixar ressalvas.
Fui empregado por muito tempo inclusive de multinacionais e sou empreendedor a algum tempo, portanto tenho bagagem para falar.
Vamos lá então:
Os tributos são altos sim, porem, isso não quer dizer que eu funcionário recebo mais do vale, discordo disso pois trabalhava em uma empresa que sempre aumentava meu salário de acordo com o que eu já havia apresentado previamente, porem na mesma empresa, isso começou a mudar, eles começaram a nos promover e aumentar o salário posteriormente, onde isto acabou em curto prazo aumentou os lucros porem com o tempo isso chegou ao final, onde começaram as demissões para aumentar o lucro, e a estoria é sempre a mesma ( rent seeking ).
No entanto hoje como empreendedor vejo que nos junto aos colaboradores devemos chegar a um consenso, pois com o modelo de “democracia” onde tributos e impostos nos são esbulhados temos que mudar isso pois quando falamos do livre mercado não podemos comparar o Brasil com países onde o modelo de livre mercado é real.
Resumindo, se pagarmos menos encargos ao governo e aumentarmos os salários de forma correta sempre pelo que já foi mostrado não pelo que o funcionário está prometendo que vai realizar não realiza e as vezes a empresa não pode nem demiti-lo pois vai pagar ainda mais encargos, enfim gostaria que alguém refuta se minha lógica.
Nós estamos pagando até conta de cemitério público.
São bolsas eternas fornecidas pelo governo.
CLT / carteira de trabalho = muito para quem emprega e paga, e pouco para quem recebe.
Fuja o quanto puder dessa armadilha.
Sendo possível prefira empreender, abra sua própria empresa de prestação de serviço.
Algumas vantagens:
1- num contrato entre você e o contratante as regras são definidas sem a interferência do Estado;
2- possibilidade de ter mais de uma fonte de renda;
3- ampliação do conhecimento de mercado;
4- diversidade de atuação;
5- network.
“Ser demitido … também pode lhe ensinar lições importantes sobre os malefícios de se tornar excessivamente apegado a uma empresa ou mesmo a um roteiro único e pré-definido para a sua carreira.”
É possível gostar de trabalhar onde está empregado atualmente sem ficar apegado (emocionalmente fixado) a este emprego. Mas desapego NÃO significa apatia, desinteresse, indiferença, etc. Equilíbrio e bom senso, sempre!
O bom é ser como um jogador de futebol que (idealmente) é contratado pelo time A e treina e joga com plena dedicação, mas sem fanatismo; e caso mude depois para o time B, faça exatamente o mesmo por ele, mesmo quando jogarem contra o time A.
* * *
Eu, que sou “mão de vaca” economizei bastante.
Em Dezembro de 2015 viajei para a Alemanha, de férias.
Em Maio de 2016, tomei uma demissão e fui para o Japão (até rimou), voltei do Japão, fiquei um mês no Brasil e como não arrumei outro emprego nesse tempo, fui para a China, voltei da China e abri o meu próprio negócio (Maio de 2017). Sendo que quando voltei da China, pensei: para onde eu vou agora ?. (eu sou um sujeito que só vou para lugares onde eu falo, pelo menos, o básico do idioma local)
Minha família me criticou pelo tamanho esbanjamento de dinheiro, sendo que a maioria deles quando é demitido, não tem dinheiro para ir na pizzaria da esquina tomar um chopp e comer uma pizza.
E tem uns “funças” na minha família que, mesmo com a tal estabilidade de emprego, não tem dinheiro pra nada, mesmo ganhando muito bem.
Só algumas perguntinhas: Quando o Jeffrey Tucker foi demitido, ele (Tucker) tinha aluguel pra pagar? Ele tinha filho para sustentar? Quanto tempo demorou para ele conseguir outro emprego? É muito fácil dizer que “é bom ser demitido” se o indivíduo não tem nenhum compromisso, nenhum gasto obrigatório. Se o cara tem que pagar aluguel, se o cara vive sozinha e tem que comprar comida e/ou tem filhos pra sustentar, ele não pode ficar muito tempo desempregado. Eu noto que as pessoas são demitidas e não conseguem outro emprego facilmente. O que o Instituto Mises propõe para estas pessoas? Deixar um pai de família sem auxílio?
“Ah, agora sim você mostrou a cara. O que você realmente quer é dizer que um salário mínimo tem de ser o suficiente para sustentar uma família.”
A Doutrina Social da Igreja diz exatamente isso. Leia a definição de salário justo nas encíclicas Rerum Novarum do Papa Leão XIII e Quadragesimo Anno do Papa Pio XI.
“Se você ganha $ 150 por mês, você não tem condição de formar uma família. Se você ganha pouco, você não deve formar uma família. Isso é o básico do básico. Responsabilidade individual acima de tudo. É isso o que as religiões realmente ensinam, e não esta sua versão deturpada.
Primeiro você se qualifique e passe a ganhar salários maiores; depois, só depois, comece a pensar em formar família. “
O problema é que se todo o mundo pensar assim, apenas ricos terão filhos e a população vai começar a declinar (como ocorre na Europa). Imagine todo o mundo só passando a ter filhos a partir dos 40 anos, quando já for um “profissional qualificado”.
Olha, eu sei que o Instituto Mises não é um instituto de auto-ajuda ou coisa do tipo. Mas que conselho vocês dariam para este cara, por exemplo?
“Ola confrades, antes de mais nada devo dizer q esse texto vai relatar um drama pessoal q estou vivendo, vou buscar de forma alguma ser vitimista nunca fui disso mas estou passando serias dificuldades e gostaria de conselhos e dicas de vcs, tenho 23 anos
É o seguinte, eu trabalhei como estagiario por 1 ano e fui efetivado ganhando bem, essa efetivação durou 1 ano e 2 meses e em Julho do ano passado fiquei desempregado pois eles alegaram corte de funcionario disseram q já tinham funcionario demais e eu corri atras mas não tive direito ao seguro desemprego alegaram q meu tempo de estagio não contava, a Dilma aumentou para 1 ano e 6 meses o tempo minimo pra poder pegar o seguro e antes era 1 ano somente, eu só recebi os dias trabalhados naquele mês e o FGTS q ajudou muito, confesso que nos 4 primeiros meses eu não estava tão preocupado
estou a exatos 11 meses procurando emprego que nem louco, eu estava morando de aluguel sozinho e a vida encaminhando e já fazendo faculdade q eu tive q trancar faltando pouco pra terminar , eu ganhava bem o suficiente pra me alimentar, pagar o aluguel, conta de agua, luz, internet, guardar uma grana, fazer academia e pagar a faculdade e fui despejado e voltei com o rabinho entre as pernas de volta pra casa de mamãe e papai recentemente, eu tinha me planejado bem antes de sair de casa mas não contava q ficaria desempregado meu setor parecia bem estavel ja fazia uma pequena economia desde os tempos de estagio mas essa economia+FGTS+O dinheiro dos dias trabalhados so durou 6 meses, eu não ficava la vendo muito noticiario, me falavam que o pais tava em crise mas eu nem dava bola ou achava q era algo q passaria logo, os outros 3 meses eu me mantive graças ao maldito cheque especial e agora estou devendo pro banco um pouco mais do que usei por causa do juros e parece q ta aumentando mais a cada dia a divida, já perdi as contas do tanto de entrevista que eu fiz, não creio que eu esteja indo mal nas entrevistas, antes da crise eu fazia varias entrevistas e a maioria me ligava a um ponto que eu podia escolher em qual eu iria
A empresa Teleperformance me aprovou no processo seletivo logo quando fiquei desempregado recorri em uma entrevista nessa empresa e o salario até q estava razoavel para telemarketing, 1300 reais, era menos do que eu ganhava e não tinha nada haver com minha area mas eu tinha feito uns calculos nas minhas economias q daria pra eu me manter cortando algumas coisas, só de aluguel eu pagava 500 reais aqui em São Paulo, cortando uma coisa aqui e la daria e eu tb poderia manter o curso na faculdade e caso eu tivesse urgencia daria pra eu pegar a grana poupada ou o FGTS, fiz exame admissional, entreguei a copia dos documentos e a empresa disse q me ligaria quando o treinamento começasse, 3 meses depois e nada e sempre q eu ligava eles diziam q era pra eu aguardar q estavam esperando definir o dia do treinamento, até q teve um dia q eles ligaram dizendo q a vaga foi cancelada para eu voltar la e pegar a copia dos meus documentos ou fazer novo processo seletivo, fiquei frustrado vejam a pagina dessa empresa no facebook teleperformance são varios os casos como o meu
Eu cortei gastos, cancelei internet, deixei academia pra la, passei a comprar menos comida possivel mas mesmo comprando menos comida continua caro do mesmo jeito, mas demorei a trancar a faculdade, fiz de tudo pra não voltar pra casa dos meus pais até bico eu procurei eu tinha vergonha de voltar tinha certo orgulho e amava minha independencia, passei a raramente colocar credito no celular e quando colocava era pra poder ficar em sites como vagas.com entregando curriculos na internet e responder alguem aqui e acola, eu distribui muito curriculo, fiz varias entrevistas, muitas mesmo, tinha algumas q exigiam experiencias e absurdos por uma merreca, fui em uma entrevista que exigia inglês fluente para oferecer um salario de 1100 reais, sério isso?
Hoje eu me pergunto como meu dinheiro de FGTS e economias foram embora tão rapido e eu mal vi
fiz pequenos bicos que apareceram raramente, eu divulguei na internet as coisas q eu sei fazer de eletrica, edições de video e até criaria beats de musica originais, mas apareceu pouquissimos trabalhos mas cheguei a ganhar cerca de 340 reais o que deu um pouco de alivio mas nem isso anda aparecendo mais
Hoje estou aqui na casa deles, meus pais foram trabalhar, minha irmã pequena na escola, uma divida aumentando, desempregado e agora o banco vive me ligando e dizem q se eu não negociar com eles os juros vão continuar aumentando, q ironia eu era disciplinado com dinheiro até pois eu conseguia guarda-lo e eu aqui hj ferrado e desempregado, continuo entregando curriculos na internet mas não vejo retorno, se eu morasse em outra cidade ou não tivesse como voltar pra casa de alguem eu estaria morando na rua agora estou me sentindo inutil pela primeira vez na vida, parece que todos esses anos foram em vão, sinto que nunca conquistei nada na vida, até o tempo na faculdade foi em vão pois tranquei o curso e sabe-se la quando vou poder voltar, não era o curso que eu amava ou sonhava fazer, mas era o curso q eu ja tinha gastado uma boa grana investindo e faltava pouco pra me formar, mas ficou insustentavel continuar pagando, meus pais já tem os leões deles pra matar e dividas, e eu por ser maior de idade e ter sido independente por tanto tempo não tenho coragem de pedir um centavo pra eles
Se eu soubesse que morar sozinho seria inviavel logo após ficar desempregado e soubesse q a teleperformance iria me enganar e tivesse deixado essa ideia de independencia de lado quando fiquei desempregado, eu já teria voltado pra casa dos meus pais poderia estar terminando a faculdade e não paradão na casa deles e eu ainda estaria com o FGTS, minha ultima esperança é o FGTS de inativos q ainda não caiu
Vcs tem algum conselho pra mim? as minhas burradas estão feitas mas é triste eu que sempre estive acustumado a trabalhar e ter uma vida ativa agora desempregado e o pior sem poder dar seguimento a faculdade sem a independencia q eu gostava de ter, ficar o dia inteiro no computador aqui na casa dos meus pais é simplesmente deprimente, ainda bem que eu não namoro e nem me casei ou nem engravidei nenhuma namorada minha se não eu estaria totalmente na merda”
E felizmente este cara não tem filho. Poderia ser pior.
Que conselho vocês dariam a ele? Lá no fórum, o aconselharam a fazer concurso público e virar funça.
De fato, o ressentimento nunca é produtivo. Entretanto, é uma ideia muito linda a do patrão reconhecendo a riqueza de espírito do ex-empregado e até mesmo oferecendo seu emprego de volta e/ou dizendo coisas positivas sobre ele. Mas a realidade não é bem assim: tem muito patrão fdp que só quer ferrar o funcionário, e nunca reconhece suas qualidades. Conheço gente assim.