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A sociedade não precisa de dirigentes

Desde que existem, os governos sempre se ocuparam basicamente de uma atividade: encontrar novas maneiras de intervir nas relações humanas, inventando novas formas de gerenciar a sociedade e suas interações sociais e econômicas. Quando não estão fazendo isso, as legislaturas se ocupam de tentar reformar os sistemas que eles próprios criaram no passado.

Apenas pense na saúde pública, na educação pública, em toda a fraude criada pela Previdência Social, na injustiça da tributação, na infindável incapacidade de gerenciar a moeda e as finanças públicas, na maneira como o governo emperra a economia ao tornar o empreendedorismo proibitivo, além de todas as outras áreas da sociedade e da economia em que o governo se arvora a responsabilidade de gerir, e responda: por que tais áreas são uma bagunça?

Políticas públicas devem ser abolidas

Alguns liberais creem que a liberdade que desejam pode ser imposta da mesma forma que os sistemas socialistas antigos eram impostos sobre as sociedades. A ideia é a de que caso sejam eleitos um Congresso e um presidente iniciados na teoria libertária, eles poderiam corrigir tudo o que está errado em um piscar de olhos. Assim, seria necessário apenas eleger políticos versados na Escola de Chicago e um presidente treinado nos méritos dos incentivos de mercado, e tudo começaria a se resolver.

Porém, infelizmente, não é simples assim. Mais ainda: se de fato fossemos capazes de fazer isso, estaríamos apenas substituindo uma forma de planejamento central por outra. A genuína liberdade não advém de uma dada forma de gerenciamento governamental. A genuína liberdade significa ausência de gerenciamento governamental. 

Todas as reformas em todas as áreas da política, da economia e da sociedade deveriam se dar em apenas uma direção: mais liberdade para os indivíduos e menos poder para o governo.  Indivíduos devem exercer seu direito de usufruir a maior liberdade possível, e o governo, o dever de exercer o menor poder possível.

Sim, essa é a posição que qualifica um indivíduo como libertário. Porém, essa palavra não possui o poder explanatório que já teve em outros tempos. Há uma tendência de ver o libertarianismo como uma espécie de política pública, ou apenas mais um emaranhado de propostas políticas, que enfatiza a importância da livre iniciativa e das liberdades pessoais em oposição à arregimentação burocrática.

Essa perspectiva, porém, é totalmente errada, e possui perigosas consequências. Imagine se Moisés houvesse procurado conselhos de burocratas governamentais e especialistas em políticas públicas quando estava em busca de meios para libertar o povo judeu da escravidão egípcia. Eles teriam lhe dito que marchar até o Faraó para pedir a ele que “liberte o meu povo” seria uma atitude altamente imprudente e inútil. A mídia não iria gostar e ele estaria exigindo muita coisa muito rapidamente. O que os israelitas deveriam fazer seria utilizar o sistema judicial. Fora isso, o governo deveria conceder-lhes incentivos de mercado, mais escolhas por meio de vouchers e subsídios, e uma maior participação na estrutura de regulamentações impostas pelo Faraó. Ademais, senhor Moisés, criticar o sistema é antipatriótico e extremista.

Em vez disso, Moisés adotou uma posição de princípios, e exigiu que seu povo fosse imediatamente libertado da opressão de todos os controles políticos — uma completa separação entre governo e a vida dos israelitas. Esse é o meu tipo de libertarianismo. O libertarianismo não é uma agenda política detalhando um melhor método de governança. Antes, trata-se da moderna incorporação de uma visão radical e singular que está acima de todas as ideologias políticas existentes.

O libertarianismo não propõe nenhum plano para reorganizar o governo; ele requer que planos desse tipo sejam abandonados. Ele não propõe que incentivos de mercado sejam empregados na formulação de políticas públicas; ele deseja uma sociedade na qual não haja políticas públicas no sentido em que tal termo é normalmente conhecido.

O verdadeiro liberalismo

Se essa ideia soa radical e até mesmo maluca hoje, ela era comum entre os pensadores dos séculos XVII e XVIII, dentre eles John Locke e Thomas Jefferson. A marca distintiva dessa teoria política é a de que a liberdade é um direito natural. Ela antecede a política e antecede o estado.  O direito natural à liberdade não precisa ser concedido ou ganhado ou outorgado. Ele deve apenas ser reconhecido como um fato. É algo que existe naturalmente na ausência de um esforço sistemático para aboli-lo. O papel do governo não é nem o de conceder direitos, nem o de oferecer a eles algum tipo de permissão para existir, mas simplesmente se restringir de violá-los.

A tradição liberal do século XVIII em diante percebeu que era o governo a entidade que praticava os mais sistemáticos esforços para roubar as pessoas de seus direitos naturais — o direito à vida, à liberdade e à propriedade –, e é por isso que um estado deve existir apenas se tiver a expressa permissão de todos os membros de uma sociedade, estando limitado a realizar apenas aquelas tarefas que toda a população julgar essenciais. Era com relação a essa agenda que todo o movimento liberal estava comprometido.

Os liberais não estavam lutando para que certos direitos fossem dados ou impostos sobre as pessoas. Não se tratava de uma forma positiva de liberdade, a ser imposta sobre a sociedade.  Tratava-se de algo não positivo, mas sim negativo, no sentido de que delineava aquilo que não deveria ser feito. Os liberais queriam acabar com a opressão, arrebentar os grilhões, livrar-se do jugo do estado, libertar as pessoas. O objetivo era acabar com o domínio do estado e iniciar uma governança feita pelas pessoas, as quais eram as únicas que deveriam controlar suas associações privadas e voluntárias. A sociedade não precisa de qualquer tipo de gerenciamento social. A sociedade se mantém coesa não pelo estado, mas sim pelas ações diárias e cooperativas de seus membros.

A nação não precisa de um ditador, nem de um presidente, e nem de atos de boa vontade para impor as bênçãos da liberdade. Essas bênçãos advêm da própria liberdade em si, a qual, como escreveu Benjamin Tucker, é a mãe da ordem, e não sua filha. 

Um bom exemplo do princípio da auto-organização — isto é, a capacidade das pessoas de se organizarem voluntariamente por meio do comércio e do respeito mútuo — pode ser visto nas modernas organizações tecnológicas. A internet é amplamente uma rede que se organiza sozinha, sem nenhum gerenciamento. As comunidades comerciais que se formaram na rede [Amazon, eBay, Mercado Livre etc.] já são maiores e mais vastas do que muitas nações já o foram. São comunidades formadas por indivíduos que se organizam voluntariamente e autonomamente, interagindo sob regras, fiscalizações e imposições amplamente privados. As inovações disponíveis em nossa era são tão espantosas que vivemos em uma época considerada revolucionária. E é verdade.

A vida moderna se tornou tão imbuída dessas pequenas esferas de administração — esferas de administração nascidas da liberdade –, que ela se assemelha em muitos aspectos a comunidades sociais anárquicas. Todas as grandes instituições de nossa época — desde grandes e inovadoras empresas tecnológicas, passando por redes varejistas até enormes organizações benevolentes internacionais — são organizadas na base do voluntarismo e do comércio. Elas não foram criadas pelo estado e não são gerenciadas em suas operações diárias pelo estado.

Um louvor à anarquia ordenada

Isso nos transmite uma lição e um modelo a ser seguido. Por que não permitir que esse bem sucedido modelo de liberdade e ordem seja a base de toda a sociedade? Por que não expandir tudo aquilo que funciona e eliminar tudo aquilo que não funciona? Tudo o que precisaria ser feito seria remover o governo do cenário.

Nem é preciso ressaltar que tal ideia não é amplamente aceita. Qualquer indivíduo que habita os quadros da burocracia estatal, de qualquer país, acredita que é o governo quem, de alguma forma, mantém a sociedade coesa, quem a faz funcionar, quem inspira grandeza, quem torna a sociedade justa e pacífica, e quem permite a liberdade e a prosperidade decretando e implantando toda uma cornucópia de leis e políticas.

Tal pensamento advém diretamente do antigo mundo dos faraós e imperadores romanos, em que os direitos de uma pessoa eram definidos e ditados pelo estado, o qual era visto como a expressão orgânica das vontades da comunidade, incorporadas na sua classe de líderes. Não havia fronteiras claras entre indivíduos e a sociedade, o estado e a religião. Todos eram vistos como parte da mesma unidade orgânica; daquela mesma coisa amorfa chamada ordem civil.

E foi justamente essa visão que passou a ser rejeitada pelo ideário cristão que afirmava que o estado não era o senhor da alma do indivíduo — a qual possui valor infinito –, e não podia se pretender o dono da consciência de todos. Mil anos depois, começamos a ver esse princípio sendo expandido. O estado já não era mais visto como o senhor nem da propriedade e nem da vida dos indivíduos. Quinhentos anos mais tarde, vimos o nascimento da ciência econômica e a descoberta dos princípios do comércio — através da obra dos escolásticos espanhóis e portugueses –, além da miraculosa constatação de que as leis econômicas funcionam independentemente do governo.

Tão logo a cultura ideológica começou a absorver a lição do quão desnecessário era o estado para o funcionamento da sociedade — uma lição que claramente, e atualmente mais do que nunca, deve ser reaprendida a cada geração –, a revolução liberal não mais podia ser contida. Déspotas caíram, o livre comércio reinou e as sociedades cresceram e se tornaram mais ricas, pacíficas e livres.

É natural que as pessoas que trabalham no governo e para o governo imaginem que, sem seus esforços, haveria a total calamidade. Porém, essa atitude é onipresente na política atual. Praticamente todos os lados do debate político querem utilizar o governo para impor sua visão de como a sociedade deve funcionar.

Governos não podem ser refreados

A pergunta é constante: qual emenda constitucional eu defenderia para pôr em prática a agenda misesiana? Você defenderia uma lei que proibisse impostos de serem aumentados acima de um certo nível? Uma lei impondo o livre comércio? Uma lei garantindo a liberdade de contratos?

No entanto, a resposta seria uma outra pergunta: por que deveríamos crer que novas leis e emendas funcionariam? O problema com leis e emendas é que elas pressupõem, paradoxalmente, um governo grande e poderoso o suficiente para implantá-las e fiscalizá-las. Mais ainda: um governo que está mais interessado no bem dos indivíduos do que em seu próprio bem. Afinal, leis e emendas nada mais são do que um mandato para o governo intervir, e não uma restrição sobre sua capacidade de intervir. Por que acreditar que “desta vez vai funcionar para o bem”?

Não necessitamos que o governo faça mais coisas, mas sim menos, cada vez menos, até o ponto em que a genuína liberdade possa triunfar. A única coisa positiva que um governo pode fazer é definhar permanentemente até finalmente deixar que a sociedade prospere, cresça e se desenvolva por conta própria. 

Ou seja, um governo não deve e nem pode impor a liberdade; ao contrário, ele deve apenas permitir que a liberdade continue existindo, cresça e se torne cada vez mais robusta perante todas as tentativas de transgressão e usurpação despóticas. Tal ideia, prevalecente no passado, encontra-se hoje totalmente perdida, e, como resultado, todos estão completamente confusos quanto ao papel do estado, o qual passou a ser visto por muitos como possuidor do toque de Midas, a única entidade capaz de impor e garantir a liberdade e o bem-estar de todos.

Esquecida, portanto, ficou a ideia de que a liberdade não deve ser imposta, mas sim apenas ter sua ocorrência permitida, sendo desenvolvida naturalmente desde o âmago da sociedade.

O fato é que, hoje, as pessoas nutrem um profundo temor quanto às consequências de apenas deixar as coisas correrem por si sós — laissez faire, na antiga frase francesa. A esquerda diz que, sob a genuína liberdade, as crianças, os idosos e os pobres sofreriam abusos, negligências, discriminação e privações. Já a direita diz que as pessoas cairiam no abismo da imoralidade, permitindo que movimentos revolucionários dominassem a sociedade. Economistas dizem que o colapso financeiro seria inevitável (mas não explicam por que ele de fato foi inevitável sob a tutela do estado); ambientalistas afirmam que haveria uma nova era de insuportáveis mudanças climáticas, ao passo que especialistas em políticas públicas de todos os tipos evocam falhas de mercado de todos os tipos, tamanhos e formas.

Sim, várias pessoas continuam utilizando a retórica da liberdade. Políticos e legisladores aplaudem o termo e juram fidelidade à ideia. Porém, quantos hoje de fato acreditam nesse essencial postulado da antiga revolução liberal, de que a sociedade pode se gerenciar a si própria, sem um planejamento central, com seus éditos e regulações? Muito poucos. Em vez da liberdade, as pessoas acreditam em burocracia, bancos centrais, sanções, guerras, regulamentações, ditames, limitações, ordens, contenção de crise, “medidas macroprudenciais” e, principalmente, no financiamento de tudo isso por meio de impostos, endividamento e criação de dinheiro.

O governo sempre cresce

Ludwig von Mises já havia observado:

Há uma tendência inerente a todo poder governamental em não reconhecer empecilhos às suas operações e em ampliar a esfera de seu domínio o máximo possível.  Controlar tudo, não deixar espaço para que nada aconteça espontaneamente fora do âmbito de interferência das autoridades — essa é a meta perseguida incansavelmente por todos os governantes.

O problema que ele identificou era como limitar o estado uma vez que ele começasse a se envolver com algo. Assim que você permite que o estado comece a gerenciar um aspecto da economia e da sociedade, você cria as condições que irão, no fim, fazer com que ele controle todo aquele setor. Dado que a tendência do governo é se expandir, é melhor nunca permitir que ele adquira uma participação majoritária na vida econômica e cultural da sociedade.

Uma objeção a essa tese é a de que medidas que impõem uma forma de liberdade pelo menos nos levam à direção correta. É verdade que mesmo um sistema parcialmente livre é melhor do que um completamente socialista. Entretanto, o problema é que vitórias parciais sempre são instáveis. Elas facilmente, e quase sempre, retrocedem ao completo estatismo, como comprovam todos os setores da economia que foram ‘privatizados’ e passaram a ser controlados por agências reguladoras.

A liberdade não pode ser imposta

A esquerda acredita que, ao restringir a liberdade de associação nos mercados de trabalho, ela está protegendo a liberdade dos marginalizados, ajudando-os a obter empregos. Porém, essa suposta liberdade é adquirida à custa de terceiros. O empregador não mais possui o direito de contratar e demitir. Como resultado, a liberdade de contrato passa a valer para apenas uma das partes envolvidas. O empregado é livre para aceitar as propostas do empregador e de sair do emprego quando quiser, mas o empregador não é livre para contratar de acordo com seus próprios termos e para demitir quando achar necessário.

O mesmo se aplica para uma ampla gama de atividades essenciais às nossas vidas. Na educação, dizem que o estado deve impor o ensino compulsório a todas as crianças, caso contrário seus pais serão negligentes. Apenas o estado pode garantir que nenhuma criança seja deixada para trás. A única divergência passa a ser os meios empregados: vamos utilizar sindicatos e burocracias defendidas pela esquerda, ou os incentivos de mercado e o sistema de vouchers defendidos pela direita. Não quero aqui entrar em um debate sobre qual meio é o melhor, mas apenas chamar a atenção para a realidade de que ambas as medidas são formas de planejamento que solapam a liberdade das famílias de gerenciar suas próprias vidas.

O catastrófico erro da esquerda foi o de subestimar o poder do livre mercado em gerar prosperidade para as massas. Porém, tão perigoso quanto é o erro que a direita comete ao imaginar que o mercado pode ser utilizado a seu bel-prazer para fazer gerenciamentos sociais e morais, como se o governo pudesse manusear uma série de alavancas para tal fim. Se um lado quer criar burocracias maiores e melhores, o outro prefere terceirizar serviços governamentais ou colocar empresas privadas na folha de pagamento do governo, tentando domar o mercado e canalizar seu poder para o ‘bem comum’.

A primeira visão nega o poder da liberdade, mas a segunda é tão perigosa quanto, pois vê a liberdade puramente em termos instrumentais, como se ela fosse algo a ser orientada em prol da visão que um seleto grupo de pessoas considera ser do interesse nacional ou da moralidade geral.

Tal formulação implica a concessão de que cabe ao estado — seus governantes e intelectuais apoiadores — decidir como, quando e onde a liberdade deve ser permitida. Mais ainda: implica que o propósito da liberdade, da propriedade privada e do próprio mercado é permitir um melhor gerenciamento da sociedade, ou seja, permitir que o regime opere com mais eficiência.

Murray Rothbard já havia observado, ainda na década de 1950, que os economistas, mesmo aqueles pró-mercado, haviam se tornado “peritos em organizar eficientemente o estado”. Eles haviam se especializado em ensinar os planejadores centrais a empregar incentivos de mercado para fazer com que o governo funcionasse melhor. Essa visão hoje já se disseminou e passou a ser dominante entre todos os economistas, principalmente aqueles que seguem a Escola de Chicago. 

É essa mesma visão que aparece em algumas propostas liberais, como a “privatização da Previdência Social” (que se resume à aquisição compulsória de ações por meio de corretoras favoritas do governo), vouchers escolares, mercados de crédito de carbono, e outras medidas “mercadológicas”. Eles não cortam os grilhões e nem acabam com o jugo; eles simplesmente forjam o aço com materiais diferentes e afrouxam um pouco o jugo para torná-lo mais confortável.

(Em particular, medidas como “privatização” da Previdência, vouchers escolares e vouchers para a saúde poderiam acabar tornando o atual sistema ainda menos livre, pois gerariam novos gastos apenas para cobrir novas despesas necessárias para fornecer voucher e contas previdenciárias privadas.)

Há vários outros exemplos atuais dessas ideias maléficas. Nos atuais círculos políticos, utiliza-se a palavra ‘privatização’ não para denotar uma completa retirada do governo de um determinado aspecto da vida social e econômica, mas meramente para denotar uma terceirização de atividades estatistas para algumas empresas privadas com boas conexões políticas. 

O pior erro que os defensores da livre iniciativa podem cometer é vender nossas ideias como meios mais eficientes para se obter os fins desejados pelo estado. Em vários países ao redor do mundo, a ideia de capitalismo está desacreditada não porque já foi tentada e fracassou, mas simplesmente porque um falso modelo de capitalismo foi imposto pelas autoridades. Isso não quer dizer que tais países vejam o socialismo como uma alternativa, mas há neles uma procura em vão por uma mítica terceira via.

Não é necessário o governo fazer muito para distorcer completamente o mercado: basta um controle de preços em alguma área, um subsídio para um derrotado à custa de um vencedor, uma limitação ou restrição ou um favor especial. Todas essas medidas podem criar enormes problemas que acabam desacreditando o capitalismo por completo.

A única solução é abdicar

Qual seria a atitude correta a ser tomada por especialistas em políticas públicas e analistas do governo? A única coisa que o governo pode fazer bem feito (além de destruir a economia): não fazer nada. O papel apropriado para o governo seria simplesmente o de se retirar da sociedade, da cultura, da economia e de toda a política internacional. Deixe que tudo se governe por si só. O resultado não será um mundo perfeito, mas ao menos será um mundo que não poderá ser piorado pela intervenção do estado.

O livre mercado não é um arranjo que se resume a gerar lucros, produtividade e eficiência. O livre mercado não é apenas para gerar inovações e concorrência. O livre mercado diz respeito ao direito de indivíduos de tomarem decisões autônomas e de fazerem contratos voluntários, de buscarem uma vida que preencha seus sonhos, mesmo que tais sonhos não sejam aqueles aprovados pelos seus senhores governamentais.

Portanto, que ninguém se iluda com a crença de que é possível ter ambos; que liberdade e despotismo possam conviver pacificamente lado a lado, com o primeiro sendo imposto pelo último. Fazer uma transição do estatismo para a liberdade significa uma completa revolução na economia e na vida política, saindo de um sistema em que o estado e seus grupos de interesse dominam, para um sistema em que o poder estatal não tenha função alguma.

A liberdade não é uma política pública; ela não é um plano. Ela é o fim da própria política.  Quem quiser tê-la terá de agir menos como gerenciadores de burocracias e mais como Moisés.

 

*Este artigo foi originalmente publicado em 17 de maio de 2017.

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Nota: as visões expressas no artigo não são necessariamente aquelas do Instituto Mises Brasil.

 

Continue a leitura:

O estado na saúde – a arrogância fatal do socialismo

Um retrato da saúde brasileira – um desabafo de dois médicos

Injustiças e penitência social

A educação estatal – e como ela seria em um livre mercado

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243 comentários em “A sociedade não precisa de dirigentes”

  1. Bernardo Santoro

    Esse texto é uma inspiração para mim e para outros que buscam fundar um partido libertário: nosso objetivo não pode ser nunca “melhorar o Estado”, mas sim desmantelá-lo.

  2. Exemplo do “dirigismo”:\r
    \r
    Petropolis (RJ), foi no passado um dos grandes polos texteis do pais. Havia varias fabricas por aqui. Por razoes diversas, essas fabricas foram fechando ou mudando, e hoje existem varios (mais de uma dezena, se nao me engano) imensos galpoes desocupados no centro da cidade e arredores.\r
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    Essa semana, um politico decidiu propor (com os aplausos de sempre) que um desses galpoes, numa zona residencial, fosse convertido em “centro de atendimento ao turista”.\r
    \r
    O fato de se tratar de uma zona residencial e afastada de onde os turistas costumam ir nao eh problema. O objetivo nao eh so atender os turistas, eh tambem “desenvolver a regiao”.\r
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    Essa eh a melhor forma de desenvolver a regiao? So o politico sabe. Nao seria melhor que o galpao fosse demolido para que se construissem residencias, ou lojas, ou escritorios? Para o politico, nao. Afinal, trata-se de um predio “que conta a historia da cidade, e deve ser preservado”.\r
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    De fato, alguns desses galpoes sao tombados como patrimonio historico e cultural. O tombamento transforma qualquer imovel em um baita mico preto. Eh uma das razoes para esses predios permanecerem desocupados. Ninguem quer comprar um imovel e depois nao conseguir usar porque algum burocrata do Iphan decide que qualquer alteracao seria prejudicial ao patrimoni.\r
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    Mas nada disso incomoda o politico. Provavelmente, para ele, os imoveis localizados na regiao mais nobre da cidade, estao desocupados porque os proprietarios sao gananciosos que querem fazer especulacao imobiliaria…

  3. Renan do Carmo Marques Ramos

    Pelo amor de Deus, o melhor artigo que eu ja li em minha vida, Lew Rockwell é foda D+!

    Dos atuais, eu fico entre o Hans e o Lew.

  4. Aí vem chumbo grosso (e com nossa grana)…
    “O Centro irá primordialmente proteger as redes militares e governamentais, e também pode contribuir para proteger as infraestruturas de informação como um todo”.

    Pra bom entendedor…

  5. Frederico Cosentino

    “…a liberdade é um direito natural. Ela antecede a política e antecede o estado. O direito natural à liberdade não precisa ser concedido ou ganhado ou outorgado. Ele deve apenas ser reconhecido como um fato.”

    Sensacional!!!!!!!!!!!!

  6. Isso é Budismo puro. ao que pareçe o Lew tem investido para se pareçer com messiânicos, bem naquele estilo Mahatma Ghandi, “desobediência civil”, haha

  7. Muito bom artigo, especialmente no que tange à dificuldade de num passe-de-mágica tornar o povo livre. O mal é sempre exaltado para justificar os deuses celestial e mundano. Leviathan convence demonstrando que o homem no estado natural é egoísta, e até matador, quando ele mesmo, o Leviathan, é que é o lobo do homem. Porém, como na dúvida ninguém ultrapassa, as gentes sempre preferiram a propalada segurança, em troca da liberdade. Assim é que o pessoal tem que ser seduzido aos poucos mesmo, e a melhor forma de se começar parece ser aquela adotada pelos EUA, mas logo esquecida pelo Eua. A difusão de poder, nas esferas política e econômica, em lugar da sua concentração nas mãos de agentes governamentais reduziria enormemente as oportunidades para adquirir-se o hábito do comando, de onde tende a originar-se o desejo de exercer a tirania. A autonomia, para estados, distritos e organizações, diminui as ocasiões para que os governos sejam chamados a tomar decisões que não lhes dizem respeito, assuntos alheios.

  8. Eu não conhecia muito bem, mas ultimamente tenho me identificado completamente com este pensamento.
    Porém, tenho uma dúvida quanto a sociedade sem a existência de um governo.
    Como as pessoas pobres, que não tem como pagar por saúde e educação, ficariam? Falo isso porque imagino que não existiriam mais escolas, universidades e hospitais públicos.
    Como pessoas sem dinheiro teriam acesso a essas necessidades?

  9. 10 fortes motivos pelos quais a intervenção estatal é necessária:

    1. Por definição. Uma sociedade sem coerção será sempre direcionada para que indivíduos coloquem suas prioridades acima da dos outros. O egoísmo é letal, destrói todas as relações humanas e qualquer tentativa de criar uma civilização. Pelo egoísmo, o homem apenas visará o lucro e tal atitude reduzirá a qualidade do serviço, os salários dos trabalhadores e o tornará menos acessível aos mais pobres. Por que? Gastos – Ganhos = Lucro. |||

    2. Porque o Estado existe pela promoção da Igualdade e esta deve ser sua sacra-função. Vide Rawls. Sem justiça social e sem caridade, os pobres ficarão sob a mira do mercado. A África é um exemplo do que ocorre quando o estado não protege a população carente. Impostos são bons para o pobre porque ele recebe muito mais do que é arrecadado que o rico. Lutar contra os mesmos demonstra claramente puro conflito de classes. Sem impostos, nunca haverá educação pública de qualidade; sem educação pública de qualidade, jamais haverá igualdade e progresso ao proletariado e o poder da burguesia ficará consolidado. Entendem o conflito de classes agora?

    3. Porque a caridade não compensa as incontáveis necessidades humanas. Citando o maior pensador brasileiro que já existiu(Paulo Freire): “Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade.” Justiça Social é NECESSÁRIA. Vá à Europa, por exemplo, pagar 10 euros por um atendimento médico é ótimo. Qualquer indivíduo que disser o contrário estará tendo pouca compaixão(Lembrem-se, somos TODOS seres humanos e por isso precisamos proteger uns aos outros) ou simplesmente não sendo pragmático. O sistema de saúde completamente privado seria terrível, em especial para o proletariado. A maior demonstração de amor do estado é forçar quem não ama a fazê-lo em prol do bem comum, um conceito inconcebível ao mercado. Assista ao filme “Sicko”, de Michael Moore(Um burguês que não esqueceu dos mais necessitados).

    4. Porque indivíduos diferentes não se uniriam. A única forma de eliminar o preconceito é através de um sistema de cotas implementado na sociedade e a criminalização da discriminação. Para isso, é preciso coerção estatal. A Dilma sendo presidente, por exemplo, é um sucesso feito completamente pelo sistema de cotas implantado na política. Justificando: Eu disse acima que a meta do estado é a igualdade.

    5. Para proteger indivíduos incapazes de fazer o mesmo. Em países como Reino Unido e URSS, por exemplo, coube ao estado proteger órfãos e os mesmo fizeram um excelente trabalho. Pessoas abandonadas, presidiários, sem-teto, drogadas, etc; também precisam da proteção estatal. Mesmo Mises reconhece que o sistema presidiário não pode ser gerido pelo mercado.

    6. Por causa da criança. A criança não pode ficar a mercê da doutrinação promovida pelos pais. O futuro é importante demais para ser delegado à família. Uma forma ideal de preparar as novas gerações seria isolá-las em um local de liberdade e aprendizado. Paulo Freire apoiaria, pois não basta você ensinar algo na escola e a sociedade desvirtuar o ensinamento, transformando-o em mais consumismo. Pais são incapazes de dizer “Não” a seus filhos sem sofrer e, infelizmente, a propaganda infantil induz as crianças ao consumismo; o que causa enorme dor e sentimento de inferioridade a todos. Alguns sistemas de educação da história foram extremamente eficientes, vide o da China de Mao, o soviético e o nazista. Apesar de último ter sido utilizado para promover o amor às causas da burguesia alemã, todos guiaram os estudantes a lutar pelo bem comum.

    7. O mercado não se sustenta por si só, gera crises e violência. Vide as guerras mais sangrentas da história, ambas causadas visando matéria prima e mercado consumidor. Sim, o estado recrutou e guiou as tropas a destruir e matar, mas tudo foi feito por desejo e controle da burguesia capitalista. Sem falar da colonização da África, feita por empresários com metralhadoras eliminando os nativos indefesos. Para as crises, basta lembrar que a pior crise da história(A de ’29) foi causada pelo liberalismo econômico assim como a crise de ’70. Para mais, recomendo o brilhantíssimo manifesto da UNICAMP contra o fim do Welfare State europeu.

    8. Legislação trabalhista. Em uma sociedade onde o egoísmo é institucionalizado, os patrões, capitalistas gananciosos da burguesia, JAMAIS teriam perdão com seus empregados. Salário mínimo e encargos trabalhistas são a única forma de proteger os pobres contra os burgueses. Por favor, todos sabemos que a ganância do patrão é a única variável que determinaria o salário.
    (Reconheço os esforços de alguns autores burgueses do instituto, em especial o senhor George Reisman, em combaterem encargos sociais. Reconheço também que muitos daqueles que participam desta comunidade pertencem à burguesia e defendem os interesses de sua classe, entretanto, peço que tenham compaixão com os mais pobres e leiam o seguinte artigo:
    http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=2&id_noticia=159736)

    9. Regulação e Obsolescência. O mercado é simplesmente incapaz de executar auto-regulação. Se não fosse o estado, estaríamos consumindo substâncias cancerígenas 24h por dia sem saber. Seria uma tragédia inimaginável à saúde humana. O mesmo vale para o fast-food. As cadeias de restaurantes de comida processada nunca colocariam placas nutritivas se não fosse pela regulação do FDA. Se não fossem as agências reguladoras estatais, lâmpadas com oxigênio dentro estariam sendo vendidas feitas para quebrar. Ou seja, o sempre tão produtivo sistema capitalista estaria gerando desperdício de recursos, consumindo espaço p/ o lixo e o dinheiro dos consumidos(Não são eles quem deveriam estar sendo beneficiados?). É óbvio que não é responsabilidade do consumidor o uso de seu próprio dinheiro. Se não fosse o estado, empresas enormes sufocariam as menores e fariam com que consumidores comprassem produtos inferiores por maior preço. Discorda? Como competirá com a propaganda? Indivíduos pobres são manipulados pelas mesmas para consumir e é exatamente por isso que o estado precisa utilizar a coerção para protegê-los de si mesmos! A qualidade um produto é irrelevante para seu sucesso.
    Assista ao filme: Criança, A Alma do Negócio.

    10. Desenvolvimento científico e investimentos estatais. Se o padrão de vida moderno é melhor que o do início do século XIX, foi por causa da ciência e não do mercado. Se não fosse o Estado, o homem jamais teria ido à Lua. Quantas invenções obtidas pela expedição precisam ser listadas para sabermos que o investimento estatal em ciência é mais que necessário ao nosso bem-estar? Se o estado não tivesse gastado bilhões para estudar a Lua, o mercado não o teria feito e o GPS nunca teria sido criado. O mesmo vale para o aumento populacional na região Centro-Oeste: Sem Brasília, não teria havido migração. Grande depressão é outro exemplo, se não fosse o gasto estatal movimentando a economia e criando empregos, a burguesia teria seguido a entesourar sua riqueza. Uma sociedade de mercado, após tudo dito, é meramente um mundo de desperdício, escassez desnecessária e desigualdade inigualável(Pois apenas a coerção estatal poderia lutar pela justiça social).

    =====================================================================================
    Este comentário dedico em especial ao senhor Leandro Roque. Data máxima venia, o reconheço como acadêmico, entretanto, pertencemos a vertentes de pensamentos diferentes pois ele representa a burguesia e eu; o proletariado. Ele defende a capacidade dos mais pobres de decidir baseado em seus próprios valores e eu defendo que o estado deve protegê-los pois os mesmos são incapazes de resistir à propaganda consumista do capitalismo.

    E, como conclusão, apenas diria que poderia resumir todo o texto supra-escrito com a seguinte frase: O motivo pelo qual uma sociedade libertária é indesejável é meramente devido à busca pelo lucro ser o cerne de toda a estrutura social, em detrimento da compaixão pelo sofrimento humano. E isso, como dizia o melhor professor que já tive, Antônio Cândido(Repito seu nome pois ele sofreu críticas da última vez por ele ter fundado um partido para lutar pelos mais pobres, o PT), é uma brutalidade.

  10. Leandro gostaria que sugerisse aos seus colegas do Mises dos EUA que elaborassem algum artigo bem pormenorizado sobre a propaganda de governo socialista difundida pelo cineasta (estadunidense) Michael Moore, mais especificamente no seu último documentário Sicko, que trata da questão Empresas de planos de saúde versus Assistência socialista à saúde.
    O cineasta na elaboração do documentário faz todo um apelo comovente das vítimas das empresas de planos de saúde e ressalta as maravilhas daqueles (franceses, ingleses, cubanos) atendidos por um sistema de saúde governamental.
    Assim seria interessante que algum dos autores da Escola Austríaca trouxessem nos um artigo para desmistificar estas ‘armadilhas comoventes’, apontar o que está errado na visão do cineasta afim de que aqueles que viram o documentário possam ter outros pontos de vista.
    Desde já obrigado!

  11. Srs do IMB-Br.

    Recentemente o Sr. Obama aprovou uma lei que afastaria o abismo fiscal, como ficou conhecido aqui pela imprensa ele atrvés de uma promulgação de um alei irá afastar o perigo do “abismo fiscal”.

    Como pode ser possível isso? O IMB pretende publicar um artigo sobre?

    Att

  12. Nope.
    Isso ae Locke já abordava a uns 500 anos. Tire os controles mínimos de uma sociedade e voltaríamos à selva.

    Nunca ouviram falar da frase: “O preço da liberdade é a eterna vigilância”? (acho que o autor desta frase é o Thomas Jefferson).

    O autor cita Moisés, mas a sociedade hebraica, havia dirigentes. O próprio Moisés foi um dirigente. No tempo dos Juízes, os juízes eram os dirigentes.

    E o autor peca ao dizer que A liberdade não é uma política pública; ela não é um plano. Ela é o fim da própria política. Nope. A liberdade é o meio, e não o fim. Isso que estes libertários tem que entender

  13. “Assim, seria necessário apenas eleger políticos versados na Escola de Chicago e um presidente treinado nos méritos dos incentivos de mercado, e tudo começaria a se resolver.”

    Esse trecho me fez lembrar do recente livro do Arnold Schwarzenegger. Ele sempre foi muito influenciado pelo Milton Friedman e, quando assumiu o Estado da California, quis acabar com vários benefícios dos funcionários públicos. O resultado foi uma mega campanha contra o seu governo, patrocinado pelos sindicatos, principalmente dos professores.

    Na primeira tentativa, não conseguiu acabar com nenhuma lei que tinha em mente. Depois de um tempo deixou de ser radical e teve que agir conforme a pressão desses grupos. É triste, mas foi o que aconteceu.

    Ao contrário do autor do texto, eu penso que uma coisa não exclui a outra. Ter libertários eleitos em bons cargos facilitaria e muito a ação daqueles que estão fora do poder. Uma mão ajuda a outra.

  14. Os pontos levantados pelo “Um filósofo” só demonstram o quanto socialistas pensam que o povo é retardado. Acho impressionante como se julgam capazes de gerir/orientar a vida de OUTRA PESSOA, achando que seu padrão moral ou o que quer que seja deve ser enfiado goela abaixo de todos.

    1. Por definição. Uma sociedade sem coerção será sempre direcionada para que indivíduos coloquem suas prioridades acima da dos outros. O egoísmo é letal, destrói todas as relações humanas e qualquer tentativa de criar uma civilização. Pelo egoísmo, o homem apenas visará o lucro e tal atitude reduzirá a qualidade do serviço, os salários dos trabalhadores e o tornará menos acessível aos mais pobres. Por que? Gastos – Ganhos = Lucro. |||

    1. Por definição DE QUEM MEU CAMARADA? QUEM DISSE ISSO? Onde isso foi testado? Onde você viu isso? Tenha dó… todo mundo é egoísta sim, sempre que uma situação Eu x Você se apresentar, “EU” ganha. E daí?

    Um homem que visa o lucro, como você diz, no mercado, vai obtê-lo oferecendo produtos e serviços de qualidade, a um preço percebido pelos consumidores como aceitável e dando suporte pós-venda. Não se esqueça que o tal homem TEM CONCORRENTES.

    Sabe o que é REALMENTE EGOÍSTA? Um grupo de pessoas dominar o Estado e impor seu padrão moral para a população.

    2. O Sr não poderia estar mais enganado/iludido! É muito simples dizer que todas as mazelas da África são culpa do capitalismo. O Sr por acaso já viu o tipo de governo que existe naquelas bandas? Apesar de toda a ajuda mundial, continuam todos na merda. toma aí tua caridade.

    3. Amigo, se fosse o caso, não existiriam ONGs / OSCIPs. Seu argumento morre só com isso, obrigado. Vá a Cuba, por exemplo! Onde todos tem acesso igual a serviços porcamente prestados. Se nivelar por baixo é a sua…

    4. Isso só pode ser uma espécie de piada. Se as pessoas tivessem um mínimo de conhecimento do idioma que usam, perceberiam que o sistema de cotas é RACISMO PURO. E indivíduos diferentes não se unem em prol de um bem comum? Sério? Saia da sua caverna, meu camarada, todos trabalhamos juntos o tempo todo.

    5. Equiparar a URSS com UK só pode ser uma piada de mal gosto, me recuso a comentar esta insanidade.

    6. Então os pais são obrigados a aceitar a doutrina do Estado pelo bem da criança? O futuro é importante demais? O futuro de cada um é INDIVIDUAL. Mais uma linha e você iria dizer que o Estado deve criar cotas de profissões…usar a China de exemplo é o que eu chamaria de “adding insult to the injury”.

    7. Sim!!!! Por isso mesmo todas as guerras até hoje foram estimuladas pelo “livre mercado.” SÓ QUE NÃO. Você pode dizer que foi por interesse ou ganancia, mas DO ESTADO, não do padeiro da esquina ou do dono da agência de publicidade.

    8. Sim! E eles teriam que ir procurar empregados aonde exatamente?

    9. É, o mercado é formado por gente burra, pois todos os espertos estão mamando no governo.

    10. Me desculpe, mas quando foi que a ciência foi estatizada?

    A moral socialista pode ser resumida da seguinte forma: Achamos todos vocês retardados, que não tem capacidade de decidir o que é melhor para você e seus filhos, por isso vamos controlar suas vidas.

  15. OFF TOPIC: Acho que a Escola Austríaca de Economia está começando a fazer barulho ao redor do mundo! Quem souber inglês e tiver interesse, veja esse artigo do Economic Times da Índia: economictimes.indiatimes.com/news/international-business/austrian-school-of-economic-thought-gaining-influence-as-nations-tackle-debt/articleshow/17803329.cms

  16. este artigo do Lew Rockwell é ridículo

    uma sociedade precisa de um político pra ser o dirigente
    precisamos de um filho da p*** sociopata para ser o fuhrer, o ducce, o grande camarada ou seja la q outra merda de titulo!

    sem um dirigente forte teremos pobres metidos a rico, que nao enxergam seu devido lugar como peões
    teremos ricos gerando empregos e reinvestindo ao invés de contribuir pros esforços de guerra na busca pelo espaço vital

    sem dirigentes teremos um exército voltado pra autodefesa composto por voluntários elitizados e nao as grandes massas de recrutas, incluindo crianças, que marcharão para a morte em nome da nossa grande nação

    sem dirigentes teremos uma moeda forte que nao pode ser falsificada, e desse jeito nunca poderíamos financiar nossas gloriosas guerras, nossos gloriosos monumentos públicos e nem ajudar nossos aliados a ter privilégios! o povo vai ficar rico demais e ameaçar o poder do ducce!

    e educação entao??? vcs querem um povo educado e especializado que questione o poder político??? precisamos de um camarada que doutrine as crianças pra q elas continuem a amar o Estado!

    precisamos de dirigentes!

  17. Eu não sei qual foi melhor: o artigo ou os comentários.

    Farei minha pequena contribuição: como explicar que todas as culturas têm um dirigente? Um líder ou algo do tipo? Os índios têm o pajé. Os hebreus tiveram os juízes, e acima de tudo, a Deus (o único “Estado” onisciente, onipotente, onipresente).

    Outra coisa: nas regiões onde as pessoas têm uma tendência à desordem generalizada (guerras tribais, etc…vide Somália, Afeganistão), a inexistência de um Estado pode ser MELHOR do que um Estado opressor além do fato de cada um ter liberdade individual? Pois nesse caso troca-se a “paz” (mantida a punho de aço) pela liberdade (que, nessas regiões, vem acompanhada de infindavel caos).

    Estou sendo o advogado do diabo para colocar minhas crenças à prova, e assim vencer em debates posteriores.

    PS: alguem aqui está viciado nesse site? Eu tenho uns 20 artigos pra ler daqui, e tá difícil conciliar…mas é DEMAIS!

  18. Desculpem a ignorância, mas como uma nação pode-se tornar independente do Estado hoje em dia, sem que uma estrangeira venha e assuma o controle, colonizando-a?

    Ou mesmo, supondo que as pessoas que habitem esse território 100% livre não sofram com invasões de outros Estados, como vencerão barreiras alfandegárias que ainda existem em todos os países? O comércio internacional para estas pessoas não ficaria comprometido?

    Há outros questionamentos, como a unidade monetária dessa região livre, a unicidade jurídica, etc, mas principalmente, a principal questão que deve ser levantada é:

    – De fato, o Estado gera privação de liberdade dos indivíduos, isso é inegável, é consenso, porém, na ausência dele, como garantir que um grupo de pessoas imponha, à força, ainda mais restrições às liberdades individuais?

    – Não seria, portanto, uma República Democrática, um meio pelo qual as pessoas, livremente optam por abrir mão de parte de sua liberdade, para não correr o risco de perdê-la por inteiro?

  19. Lúcia de Oliveira Pereira

    Não tive paciência de ler tudo. Sou dona de casa, estou assustada porque ouço falar que os manifestos nas ruas, estão sendo acompanhados por facistas que se mascaram e fazem vandalismos. Espero sinceramente que facismo não passe nem perto disso porque continuar a viver num país pacífico e abençoado.
    Por outro lado, estou preocupadíssima com o futuro deste país, não por mim, mas pelos filhos e netos. A educação está o caos. Meu neto tem onze anos e comete erros estonteantes. O professor verifica o caderno, assina e ignora os erros.
    O meu plano de saúde está beirando os R$ 800,00 mensais, tenho um neto dependente nesse plano e quando precisamos de pediatra em emergência, acabamos indo parar em PS municipal.
    Sou funcionária pública federal aposentada e no meu contra-cheque, vem um desconto do Imposto de Renda, maior do que o meu aluguel. Mas quando peço uma simulação para financiamento de casa própria, não me encaixo nos planos mais acessíveis, por causa da renda mensal BRUTA.
    E por ai vamos……

  20. “Desculpem a ignorância, mas como uma nação pode-se tornar independente do Estado hoje em dia, sem que uma estrangeira venha e assuma o controle, colonizando-a?”

    1° qual seria o interesse de um estado estrangeiro em colonizar uma região libertária?Afinal, tudo o que quiser comerciar com ela poderia fazê-lo, sem protecionismo de nenhum tipo.

    R: Não sejamos ingênuos pois seriam vários os interesses, desde a mera expansão de um império como demonstrativo de poder, superioridade e influência, como roubo de matéria prima, pois afinal de contas é muito mais barato escravizar e dominar um povo para que ele trabalhe para o estado do que negociar com ele( não que isso seja necessariamente verdade, mas um tirano certamente pensaria assim). E não se esqueçamos que é da natureza humana, cobiçar o poder e o domínio, parece que o Sr. esqueceu da existência de personalidades como a de Gengis Khan e Alexandre o Grande.

    2°De qualquer forma, libertarianismo não significa que não se olha para sua segurança, muito pelo contrário. O que impede que uma cidade possa ter uns caças stealth, submarinos etc.?

    R: Milton Friedman e F. A Hayek são excelentes autores, mas um autor que poucos libertários ou anarco-capitalista leram (e que ao meu ver é um erro fatal) é Sun Tzu.

    E quem não ler e seguir os ensinamentos da “A Arte da Guerra” inevitavelmente irá fracassar!

    E para este general Chinês ter caças stealths e submarinos é inútil se não houver a doutrina de emprego e alguém que os utilize da maneira adequada, e ai é de vital importância a existência de um corpo armado e organizado com hierarquia e poder, com um comando bem definido e um líder inteligente e perspicaz e para que tudo isso exista e possa ser mobilizado e financiado é necessário a figura do Estado. Mas você vem e me diz que seria possível contratar um exercito particular como a BlackWater para defender a cidade, mas neste caso seria necessário que fossem cobrados taxas e impostos para manter esta força pois é impossível que só um ou alguns poucos consigam pagar, e mesmo que através da contribuição voluntaria fosse possível pagar, que garantia você teria que essa força não se venderia por um preço maior oferecido pelo inimigo?

    A defesa de uma nação é impraticável sem a existência do Estado! Pois somente ele é capaz de criar e manter um exército, mobilizar um grupo de pessoas que se dediquem com exclusividade para a manutenção e segurança de um país ! Pois se não fosse o estado obrigar o cidadão a se alistar dar uma arma e um motivo para morrer (patriotismo) quem iria para a frente de batalha? Quem se dedicaria a tratar dos assuntos de Inteligência? Mercenários ? Não eu passo….

  21. Caro André eu já havia lido ambos os artigos, onde um deles muito interessante, diga-se de passagem, rebate a crítica sobre o surgimento de crises INTERNAS, rebeliões e desordem recorrentes da ausência de um Estado, segurança jurídica privada entre outras coisas e o outro mais simplista que equipara os argumentos escravistas e estadistas.
    Porém nenhum dos dois rebate satisfatoriamente meus argumentos quanto a AGRESSÃO MILITAR ESTRANGEIRA a um povo sem estado.
    Entenda as lições da “Arte da Guerra” e você vencera, ignore-as e lutara na escuridão.
    Sun Tzu

    O conhecimento do Senhor a respeito de tática, estratégia, inteligência, guerra e o real sentido da obra do General chinês se mostrou limitado. Pois a guerra não é apenas ação de estado, ela é na verdade é o MEIO pelo qual se atinge um objetivo político.E tão pouco significa um soldadinho atirando no outro, pois muitas vezes o campo de batalha ocorre nos campos ideológicos, filosóficos, financeiros etc… e nestes casos como nos combates militares, não se vence com força ou quantidade numérica, mas sim com inteligência, com estratégia!

    E por ignorar Sun Tzu e a verdadeira definição de guerra o anarcocapitalismo e o liberalismo estão na sombra e fadados ao fracasso e o esquecimento caso não modifiquem seu modus-operandi e por consequente o estadismo cresce a cada dia mais. E este é preço que se paga por ignorar o fato de que todos os dias estamos lutando e batalhando seja por uma vida melhor, para um concurso público, para atrair mais clientes na empresa, ou para defender o liberalismo!
    O liberalismo luta para mostrar que é superior a ideologia Keynesiana, por exemplo, mas não sabe como guerrear por este objetivo, não sabe como atingir este objetivo, "porque guerra é coisa do estado mauvadu" e como consequência dessa cega arrogância os liberais hoje são punidos a serem a minoria pouco influente!
    A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar.
    Sun Tzu

    Sun Tzu não defendia a guerra, mas sim a paz, pois a guerra extingue os recursos da nação e traz sofrimento e destruição ao povo, e ele afirma que se deve conquistar um objetivo (seja ele qualquer que seja) utilizando o menor numero possível de recursos e pessoal, e preferencialmente sem derramar sangue.
    Sabe por que hoje a América Latina é dominada pela esquerda? Porque a KGB na maior parte de seu tempo, seguindo o que escrevi logo acima, não utilizava de espiões para roubar arquivos secretos dos EUA e coisas do tipo, mas sim trabalhavam na subversão ideológica de outra nações, como disse muitas vezes guiados pelas estratégias deste Chinês cuja obra mudou por diversas vezes o rumo do mundo e continuará influenciando mais do que qualquer obra liberal.
    E por isso, o socialismo, populismo, fascismo, totalitarismo e tantos outros "ismos" de cunho estadistas conquistaram mais espaço que a liberdade, não porque são ideologias melhores que o liberalismo ,muito pelo contrario, mas porque seus seguidores e lideres foram muito mais perspicazes e inteligentes em convencer que suas ideologias são melhores!

  22. João, até onde eu sei não há um estudo libertário ou anárquico específico sobre agressão externa a um território livre(sou novo nesse papo de liberalismo), mas quem sabe o André possa lhe responder melhor.

    Sr. André talvez tenhas razão quando disse que eu teria misturado alhos com bugalhos, mas porque talvez não tenha me expressado corretamente.

    João, sua dúvida é a mesma que a minha e de muitas outras pessoas e acredito que não haja reposta satisfatória que possa ser dada pelo anarco-capitalismo e o liberalismo a tal questão.

    Mas enfim, vamos supor o seguinte – em 1937 a URSS torna-se uma nação, ou melhor território sem governo, nasce ali uma sociedade ordeira e totalmente livre e pacífica com perfeito funcionamento liberal, e como não há mais estado a KGB, assim como o exército vermelho, deixa de existir por consequente ninguém fica sabendo das pretensões de invasão Nazista.

    Empresas como a Uralvagonzavod, (responsável pela criação do T-34, segundo melhor MBT da SGM e parte do sucesso da mãe Russia), e a Yakolev fabricante de aeronaves de caça, deixam de operar ou são vendidas para outras nações (Alemães) já que seu principal cliente (governo) não mais existe. As Forças Armada são dissolvidas e os soldados vão dedicar-se a outros ofícios. Porém alguns poucos cidadãos livres estão preocupados com Defesa e um grupo ainda menor tem condições financeiras para banca-la (o resto do povo, rico ou não, acredita ser desnecessário gastar dinheiro com isso pois já vivem em paz e não acreditam que alguém lhes ataque) e estas poucas pessoas pagam para uma empresa cuidar da defesa desse território, mas como seus recurso são limitados e os gastos militares são grandes, esta empresa acaba por possuir poucos homens e armas, e assim esta parca defesa se volta preferencialmente para os homens que lhe pagam, e os demais cidadãos pacíficos são abandonados a própra sorte.

    Junho de 1941, Adolf Hitler da inicio a operação militar cujo objetivo é tomar todo o leste europeu para ter em mãos os complexos industriais e as fontes de petróleo para suprir os exércitos posicionados na frente oriental e no norte da África. Cidades inteiras são destruídas, milhares são mortos ou capturados,e a empresa que cuidava da segurança, juntamente com grupos de resistência armada civil oferecem poucas dificuldades e logo são eliminados sem maiores dificuldades pelo grande poderio alemão e sua Blitzkrieg. E temendo os quase 5 milhões de soldados nazi bem equipados e alimentados, milhares de blindados,aeronaves, navios,submarinos etc. os demais territórios ainda livres com temor de sofrerem represálias logo se entregam e se tornam parte do Reich, e o Kremlin que ficara por tempo desativado volta a ativa, mas agora uma bandeira vermelha com uma suástica no centro que tremula em seu topo.

    Eis minha humilde suposição a respeito de um ataque alemão a um “território livre soviético”.
    ===================================================================================
    Sabe porque Stalin venceu a guerra no mundo fatico? Porque conseguiu MOBILIZAR E ORGANIZAR um exercito tão grande e forte quanto as Forças Armadas alemãs, exercito este que sofreu milhões de baixas e que muitas vezes lutou desarmado, sem comida e com soldados que não faziam ideia do significado de remuneração, obrigados a lutar sob pena de morte( que militar privado lutaria em tais condições???) mas que heroicamente conseguiram segurar as tropas de Hitler em Leningrado e Stalingrado até o inverno, onde eles puderam contra-atacar e marchar gloriosamente até Berlim. A URSS colocou quem podia nas fabricas e no exercito, e aqueles que permaneciam no campo produziam alimentos para as tropas.E no mesmo período nos EUA o governo americano aumentou os impostos para financiar a guerra, institui o alistamento militar obrigatório, criou indústrias e agencias de defesa, comprou milhões de toneladas de armas num período curtíssimo de tempo.

    Vejam que sem o poder de mobilização, organização e financiamento estatal, os esforços de guerra responsáveis pela vitória na 2° GM destas duas superpotencias seria IMPOSSÍVEL.

    Ninguém em mundo livre teria tal poder!E mesmo que um território liberal conseguisse algo parecido, ele não teria o mesmo alcance. Por que ? Primeiro, nacionalismo, patriotismo o sentimento de união nacional não existiriam então todos estariam no geral preocupados apenas com sigo e sua família ou no máximo com a comunidade em que vive, por isso a segurança ficaria restrita apenas aqueles que a pagam por ela e por isso seria limitada. Segundo, vejam o exemplo do Brasil, a população aqui não se interessa por defesa e acredita ser difícil ocorrer uma guerra, por isso poucos iriam contribuir ou pagar por defesa, gastariam apenas com defesa pessoal e ponto. Terceiro, exercito privado luta por dinheiro $$$ se esses soldados souberem que a morte é certa ou que o outro lado paga mais, adeus defesa.Quarto, um mundo livre não coagiria ninguém a lutar e nem produzir armas o que é bom em tempos de paz, mas como conseguir homens e recurso em tão pouco tempo em um momento de agressão externa? Quinto “guerra por definição é ação de estado” então se um estado ataca uma nação livre o que é então? Que diabos essa nação livre faz numa situação assim? Sexto o que impediria um governo estrangeiro comprar as principais empresas inclusive as de defesa de uma nação livre antes de atacar? O que impediria uma nação estrangeira comprar o setor de uma economia livre com fins maliciosos??????????

    André gostei de você, pois aparenta ser inteligente e aprendi muito com o senhor, mas gosto de discutir e debater e por isso eu lhe proponho um desafio, não me mande artigos como “respostas prontas a tudo”, pois cada caso um caso e cada um pede uma solução diferente e especifica, e se o senhor for capaz rebata cada crítica, uma a uma que listei acima de maneira simples objetiva e de fácil compreensão, pois vejo que não sou o único a ter as mesmas dúvidas…

  23. André devido a problemas com minha internet acabei postando o comentário anterior sem ver sua resposta ao João.

    “O fato é que os que negam a viabilidade de um território libertário não veem uma coisa muito simples: se há mercado, haverá quem pague. Se segurança, interna ou externa for algo efetivamente necessária para um grupo libertário, ele irá bancar isso. Em outras palavras, não é preciso efetivamente um governo para prover segurança, percebe?”

    Faz sentido, já que muitos estados, principalmente o Brasil é incapaz de prover uma defesa nacional decente. Mas quanto ao mercado mesmo que ele exista acredito que serão poucos os que possam pagar, ao menos a ponto de se equipararem ao investimento do estado na área de defesa. Por exemplo o custo de desenvolvimento do F-35 (aeronave de caça de quinta geração americano) custou meio trilhão de dólares, e cada unidade custara 150mi.

    “Outra coisa: equipamentos militares são sim muito lucrativos, principalmente se você olha o aspecto global que isso toma.”

    Porque invadir para tomar? Não é mais fácil outras nações comprarem estas fabricas de armas e negarem o acesso aos seus produtos ao estado liberal quando isto for conveniente?

    E quanto a liderança? Como, que tipo, em que esfera, e qual seria o poder e o limite de sua atuação em um território liberal?

    E por ultimo o que impediria estrangeiros de comprar segmentos de um setor da economia liberal, para influenciarem a economia a seu bel prazer?

  24. Tiago Ramos da Silva

    Eu discordo das ideias desse artigo, pelo mesmo motivo que eu discordo da filosofia anarquista e da filosofia comunista, isto é, pela sua total inviabilidade e infactibilidade.

    Há muitas formas de começar e de exibir meu argumento, mas já adianto minha conclusão: a relação atual das nações entre si, quando criaram a ONU e seus órgãos, mostra claramente que as pessoas precisam de uma orientação macro, um governo.

    Do mesmo modo que o autor defende a extinção do estado, isso já aconteceu na história da humanidade muitas vezes. Por exemplo, na queda do Império Romano. Era como se um Estado forte se extinguisse. O que surgiu no lugar? Tribos, feudos, reinos, até surgirem os Estados modernos. Cada grupo particular tinha suas regras. Por questões de segurança, para evitar que mais fortes aniquilassem os mais fracos, associações e alianças eram feitas. Fim.

    Começo meu argumento com o que está registrado no livro de Juízes, capítulo 21, versículo 25: “Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos”. Pois é, conhecemos bem a história do mundo que já se organizou em tribos!

    Antes do surgimento do conceito de Estado-Nação (algo que ocorreu durante alguns milhares de anos na história da humanidade), as famílias se organizavam em tribos. Tribos essas que tinham um ou mais líderes, que detinham poder coercitivo nas suas decisões finais.

    Nas empresas privadas, assim como nas tribos primitivas, é impensável haver acumulação de riquezas sem liderança, sem ordem, sem “cada coisa no seu lugar, cada lugar com a sua coisa”. Na multiplicidade de donos, no conflito de interesses particulares, alguém tomará a primazia, a decisão, de forma coercitiva, de forma violenta. Por isso que as formas monocráticas de governo eram bem vistas, porque sua gerência é mais fácil e mais eficiente. Um lugar com muitos donos não é eficiente nem produtivo! Quando digo dono, não quero dizer “acionista” ou pessoa que pode votar, mas alguém que detenha a palavra final, nem que esse alguém seja o presidente que cumpra as ordens de um conselho.

    Pode ser diferente disso? Penso que não. Por exemplo, se a força humana de trabalho numa tribo-empresa acumula suprimentos no verão para poder passar o inverno com folga, é impensável admitir que alguns de seus membros (ociosos ou não) desperdicem recursos. O conceito de penalidade torna-se necessariamente óbvio (é possível ver isso em filmes infantis, como ‘Vida de inseto’ da Disney Pixar); as mais brandas são o ostracismo ou a expulsão da tribo; as mais severas são a prisão e a morte. Desse mesmo modo, uma empresa bem sucedida precisa de um líder, de alguém que dê a direção e tenha a palavra final.

    A sociedade sem estado se organizaria em “tribos” particulares. Cada grupo se organizaria de alguma forma. Algumas tribos poderiam ser democráticas, outras seriam autocráticas, e outras poderiam adotar o próprio anarquismo. Onde naturalmente as pessoas se acumulariam? Certamente, num primeiro momento, nas tribos onde elas se sentissem seguras, que pudesse protegê-las contra os vândalos, ladrões e assassinos, nem que – para isso – elas precisassem abrir mão de suas liberdades individuais e se sujeitassem a um poder governante. Mas não é assim que funciona o mundo? O mundo é constituído por mega tribos-nações que se organizam de diferentes formas.

    Esse é o raciocínio que entendo o mundo moderno: as pessoas inevitavelmente precisariam criar instituições para as quais delegassem poderes para GERIR e POLICIAR necessidades essenciais. Isso é até mais eficiente. É teoricamente mais barato pagar um sistema de segurança comum do que cada um pagar sua própria segurança.

    Os exemplos das tribos-nações mostram isso. Imaginemos cada país como uma grande “tribo” com sua forma particular de governar. Alguns são democráticos, alguns são tirânicos, alguns sequer têm governos (são anárquicos).

    1) Ao longo dos últimos 20 séculos, pudemos ver exatamente como funcionaria uma sociedade “sem estado”. Ela seria dominada por uma sociedade mais organizada. O Império Romano dominou o mundo, até entrar em colapso pela sua ineficiência, pela incapacidade de gerir as ambições e as corrupções dos seus membros.

    2) Do colapso do Estado-Império Romano, vamos para as tribos, para os senhores feudais, para os reinos, até o surgimento das nações modernas. O caminho é natural e irreversível!

    3) Os particulares (senhores feudais) têm poder supremo sobre suas propriedades. Os servos ali trabalhavam pelo sustento que tinham para si e para sua família. Os senhores feudais se reuniam entre si e instituem um reino, para normatizar, regular e fiscalizar a economia local, a segurança comum, e pacificar a invasão de um feudo em outro com um poder maior, central.

    4) Criadas as Nações, nas relações internacionais (a interação das tribos umas com as outras), igualmente chegou-se à conclusão de que seria necessário criar instituições globais que pudessem supervisionar as ações de cada tribo (a ONU, por exemplo, e suas entidades como OMC, OMS etc)

    Sempre que alguém quiser implantar o anarquismo, sempre se chegará à inevitável necessidade do Estado. Por que esse caminho é natural, contínuo e cíclico?

    Duas grandes guerras mundiais provaram que, sem uma aliança mundial, tribos sempre quererão invadir e dominar outras tribos.

    Paradoxalmente, a paz só se estabeleceu pelas armas. Armas poderosas que, nas mãos certas, geraram o equilíbrio dos poderes no mundo. Equilíbrio esse que é mantido justamente por normas internacionais que, para se manterem ativas, precisam de entidades internacionais, como o Conselho de Segurança da ONU.

    Finalmente, faço uma última comparação.
    O Estado Brasileiro é uma federação de autoridade centrífuga. O poder central conceceu alguma autoridade aos Estados membros.
    O Estado Americano é uma federação de autoridade centrípeta: os Estados membros concederam alguma autoridade ao poder central.
    Em ambos os casos, o pacto federativo constituinte impede a separação dos Estados membros da Federação.
    Ora, se um Estado membro, como o Rio de Janeiro no Brasil, ou a Califórnia na América, decidir sair da Federação para fundar sua própria tribo, ele não poderá, sob pena de intervenção federal, ou guerra civil.

    Do mesmo modo, a Anarquia, assim como o Comunismo, é uma utopia, é uma religião sem Deus. No Brasil, se a União (como é chamada o conjunto dos Estados da Federação), abdicasse de sua existência como Estado-Nação, cada Estado membro se tornaria uma Nação. Se igualmente os Estados deixassem de existir, os Municípios seriam as Nações. Quando não houvesse mais entidade nacional alguma, pois todas foram extintas, essa “Ilha de Vera Cruz” seria uma “terra-de-ninguém”, “terra dos índios”, a ser colonizada e invadida pelas Nações estrangeiras.

  25. O artigo só peca de forma inocente na maneira de como iremos conseguir acabar com o Estado.

    Só iremos acabar com o Estado se elegermos políticos libertários, mesmo libertários não concordando com eleições, para “””gerenciar””” o Estado e cada vez mais ir diminuindo o Estado por dentro até que, em um certo ponto, o Estado não tenha mais poder para impor as vontades dos burocratas contra a totalidade da população.

    Se nós libertários não lutarmos a Guerra Política, iremos continuar sendo dominados por quem é esperto, canalha e se interessa por política.

    De resto está perfeito.

  26. Luiz Gabriel Correia

    Gostaria primeiramente de agradecer à equipe do Mises Brasil, que tem me esclarecido dia após dia com seus artigos, sou um fã assíduo e estou cada vez mais entendendo as consequências nocivas do intervencionismo estatal. Tenho uma dúvida a respeito do Libertarianismo. O filósofo Olavo de Carvalho diz em uma de suas gravações, e eu concordo com ele, que a liberdade não pode ser considerada um princípio, pois ela é paradoxal por si mesma. Quero dizer, às vezes, ao escolher aquilo que me convém, acabo ameaçando a tranquilidade do meu próximo. Isso é uma questão muito delicada. Uma vez instaurada a liberdade, como garantir que cada um tenha consciência do que seja aceitável ou não escolher a fim de manter uma harmonia geral? Acredito que essa ideologia seja praticável apenas em uma sociedade moralmente amadurecida, o que me faz concluir que o Brasil não está preparado, pois no meu próprio convívio diário, observo várias discrepâncias, como uma pessoa atirando lixo pela janela do ônibus, o próprio lixo que vai entupir um bueiro e inundar a sua casa. Isso é o que observo, pois habito em um município onde a maioria das pessoas são pobres e sem instrução. Com certeza essa falta de discernimento se aplica em inúmeros outros exemplos, em diversas escalas. Portanto, apesar de ser a favor da liberdade, entendo que ela traz uma responsabilidade social. Como garantir que essa responsabilidade seja compreendida e exercida por todos, de maneira compulsória? Para mim, não é possível de imediato, mas o que acredito que posso fazer é trabalhar com a educação. Meu sonho é fundar uma “Escola Libertária”, onde possa formar jovens com esses ideais, além de base intelectual para que possam evoluir com autonomia. Ensinaria as prioridades para formar cabeças pensantes, como filosofia, política, economia austríaca, empreendedorismo, finanças, administração, idiomas (de uma maneira eficaz, por isso criei o blog chavedafluencia.com/), e entre outras atividades extraclasse para desenvolver um senso crítico impecável. Para tal iniciativa, conto com muitos amigos que gozam do mesmo ideal e tem uma mentalidade empreendedora como eu.
    Abraços.

  27. Libertários no governo teriam o mesmo papel de uma vacina inoculada em um organismo atacado por um vírus. É acabar com o problema de dentro para fora, atacando o vírus do intervencionismo estatal à partir do próprio sistema, neste caso cuidando para não se deixar contaminar pelo ambiente que os cercaria.

  28. André Motta - Batman

    Vocês escrevem coisas boas, mas também coisas ruins.

    “Os anarquistas deixam de perceber o fato inegável de que algumas
    pessoas são ou muito limitadas intelectualmente ou muito fracas para
    se ajustar espontaneamente às condições da vida social. Mesmo se admitirmos
    que todos os adultos sadios sejam dotados da faculdade de
    compreender as vantagens da cooperação social e de agir consequentemente,
    ainda assim restaria o problema das crianças, dos velhos e
    dos loucos. Podemos concordar com a afirmação de que pessoas que
    agem de maneira antissocial devem ser consideradas como doentes
    mentais e receber cuidados médicos. Mas, enquanto não forem curados
    e, enquanto existirem crianças e velhos, algo precisa ser feito para
    que não se coloque em risco a sociedade. Uma sociedade anarquista
    estaria à mercê de qualquer indivíduo. A sociedade não pode existir
    sem que a maioria das pessoas esteja disposta a impedir, pela ameaça
    ou pela ação violenta, que minorias venham a destruir a ordem social.
    Este poder é atribuído ao estado ou ao governo.”

    A açã humana – Mises.

    Pontuo: “Mesmo se admitirmos
    que todos os adultos sadios sejam dotados da faculdade de
    compreender as vantagens da cooperação social e de agir consequentemente,
    ainda assim restaria o problema das crianças, dos velhos e
    dos loucos”

    Nem todos os adultos sadios são portadores desta faculdade…me arriscaria a dizer que a maioria NÃO É. Tire suas próprias conclusões a respeito do resto.

  29. O artigo é bom, mas sofre da deturpação ideológica de pôr a culpa no Estado dos males da humanidade:”Não necessitamos que o governo faça mais coisas, mas sim menos, cada vez menos, até o ponto em que a genuína liberdade possa triunfar. A única coisa positiva que um governo pode fazer é definhar permanentemente até finalmente deixar que a sociedade prospere, cresça e se desenvolva por conta própria.”Esse é um parágrafo que suponho que um integrante do Mises, daqueles que aceitam bovinamente tudo que está escrito aqui, tem um orgasmo.Você pode dizer para eles que governo, e Estado, são um dado histórico.Ou seja, a própria História demonstra que as sociedades se organizaram, com o decorrer dos séculos, em Estado com leis de aplicação cada vez mais genéricas, e públicas; e governo sempre existiu em diversas formas, desde a forma tribal, até as mais modernas.Entretanto algum pedante do Mises, todo empombado de falsa filosofia diria:”Não, não é porque não é possível hoje que não será possível amanhã vir a se concretizar o anarquismo, não é utopia.”, ou solta essa pérola, lida logo acima:”Uma coisa que eu acho hilária nas críticas ao anarcocapitalismo é quando o pessoal começa a pintar os cenários mais catastróficos causados em tese pelo anarcocapitalismo.”.Mas é óbvio, que os nossos amigos, leitores vorazes desse site, ao fazer tal afirmação, citarão um lote de artigos, geralmente daqui do próprio site, para corroborar seu argumento, de que o anarquismo é o próximo estágio da humanidade. Então vamos para além dos dados históricos/sociológicos/políticos, isso ainda é um conhecimento restrito.Vamos fazer um salto quântico.Falaremos de Projeciologia e Conscienciologia, alguém já tomou conhecimento?Se anarcocapitalismo representa uma fatia diminuta de pessoas, Projeciologia e Conscienciologia representa uma porcentagem menor ainda de interessados.Quem sabe se o autor conhecesse esses ramos do saber ele não precisaria usar Moisés, do antigo testamento, como metáfora para validar suas ideias.Não posso afirmar que não conheça, mas como a maioria da humanidade ignora, inclusive os mais altos eruditos, é bem provável que ele desconheça.Assim como as pessoas que vem aqui comentar.O autor reporta-se à liberdade, mas ele se interesse por projeções da consciência, estudar e vivenciar o fenômeno?Mas o que Projeciologia e Conscienciologia poderia questionar anarcocapitalismo?Primeiramente, o exercício da liberdade se relaciona mais ao conhecimento teórico/prático da fenomenologia da consciência, sob o paradigma consciencial.Anarcocapitalismo assemelha-se à masturbação intelectual perto disso.Segundo, o conhecimento teórico/prático, ao qual me referi, nos leva a concluir sobre a existência de governos que se organizam em camadas que cuidam de interesses mais e mais abrangentes.Obviamente não se confunde essa organização com um governo de burocratas, que cobram impostos, controladores das pessoas e que nada mais são que ladrões representantes de um Estado em última instância escravocata. Ideia típica que o site tenta impingir.Bem pelo contrário disso.A ideia de governo ao qual me referi representa princípios cosmoéticos.Portanto, essa ideia é totalmente contrária ao conceito essencial de anarquismo de que toda forma de governo interfere injustamente na liberdade individual.O governo, dentro do processo de evolução da consciência, está se aperfeiçoando.Historicamente é possível constatar isso.E obviamente o anarcocapitalismo, reconhecendo contraditoriamente a necessidade de governo, quer substituir o governo/estado por governo/empresas privadas que vão administrar nossos interesses.Estado X empresas/organizações privadas, quem prefere?Questões como justiça, segurança, regulações de saúde pública, por exemplo, eu prefiro o Estado.E na verdade esse tipo de prestação de serviço é tarefa essencial do Estado.

  30. Leio esses artigos com uma grande expectativa, sempre esperando alguma hipótese de como o governo pode “retroceder”, mas nunca vejo NADA concreto que leve a esse desfecho.

    Não vejo meios, nem exemplos, nem ideias de libertários anti-políticos que levem ao fim do estado, a não ser talvez o uso de moedas virtuais (ex. bitcoin), uma vez que isso permite a interação espontânea sem possibilidade de interferência estatal.

    Considerando que a tendência de sociedades sob um forte planejamento central é o esfacelamento do mercado, o que dificulta o acesso à tecnologia, à energia elétrica, e a produtos fundamentais, perdemos a moeda virtual como meio de enfraquecimento do Estado justamente quando é maior a necessidade dele ser freado.

    Então, excluindo-se as moedas virtuais, e negando a política como um meio de atuação para refrear o crescimento do estado, o que poderíamos chamar de uma estratégia de redução de danos, enfim, se nos excluirmos politicamente, estaremos colaborando senão para o pior cenário possível. Por isso eu não entendo porque não nos mobilizamos politicamente e pressionamos partidos até que eles ouçam nossas demandas, apoiando políticas que inibam ou minimizem os estragos Estatais que possam atrapalhar a implantação em larga escala dos meios que vão garantir nossa liberdade, ou do único meio, já que não vi outras opções além de moedas virtuais.

  31. "Nenhuma pessoa provida de razão, libertária ou não, põe a culpa no estado pelos males da humanidade em si. O autor do artigo, assim como todos os libertários, só põem a culpa no estado pelos males que a ele cabem ser imputados. Se a lista de males é tão avassaladoramente grande que parece abranger a todos os males possíveis e imagináveis que se abatem sobre a humanidade, a culpa não é dos libertários. Não mate o mensageiro pela má notícia que ele apenas transmite.".

    Eu mato o mensageiro quando ele faz uma distorção de cunho ideológico (talvez por má-fé). Transmite-se a má notícia, mas falseia-se a conclusão. Enumera-se uma lista de maldades do Estado e conclui-se: o Estado é essencialmente mau, uma entidade sem valor, ele deve ser destruído. Você chamou os integrantes do Estado de estupradores. Os estupradores (metaforicamente ou não) são essencialmente maus? Os ladrões, os vigaristas são essencialmente maus? Os despóticos são essencialmente maus? Os sádicos são essencialmente maus? O que significa admitir que essas pessoas/ seres sejam essencialmente maus, elas são obrigadas a conviver com esses traços malignos eternamente? Que por isso devem ser destruídas? É uma concepção religiosa. É ser ignorante do princípio evolutivo inerente à consciência.

    Igualmente a instituição do Estado. Assim como a humanidade ela vem se desenvolvendo. É óbvio que se vai encontrar uma lista de males avassaladoramente grande, até porque as instituições do Estado são integradas por consciências, que estão no estágio inicial da evolução, e que por isso são imperfeitas. A lista de males do estado é a lista de males da humanidade.

    Inclusive se faz um apanhado seletivo de dados históricos para se afirmar a convicção que estado não vale nada. Quando não é verdade. A História é muito mais complexa. O Estado é uma instituição que vem se aperfeiçoando.

    Não matar o mensageiro pela má notícia que ele carrega é uma frase de efeito. E é o que vocês querem fazer com estado, mata-lo pela má notícia embutida nele.

    " Mas saiba que a escravidão foi um dado histórico também e, ainda assim, não existe mais. O assassinato de pessoas é um dado histórico do mesmo modo e você, apesar disso, não chama as pessoas que condenam o assassinato de imbecis."

    Rapaz, não chamei ninguém de imbecil, até agora. Já eu fui chamado de imbecil, no modo cortês de alguns petralhas do mises se comunicar, quando alguém resolve contradizê-los. Não ponha palavras no meu texto (senão eu vou dizer que tu estás de má-fé, de novo).

    É incrível a moderação aqui deixar passar esse tipo de manifestação mal-educada semelhante ao que eu li no fim da tua resposta. Apesar de existir a regra: "Envie-nos um comentário inteligente e educado. Em outros sites que eu participo não é assim.

    Tu estás confundindo alhos com bugalhos. Os anarcocapitalistas vão além de condenar o assassinato, têm a intenção de matar o assassino. O assassino é o estado. Não vou fazer delongas a respeito disso porque é uma visão simplista. Ela é parcial.

    "Ademais, não somos contra pessoas se organizarem, não somos contra a existência de um governo, somos contra o estado, porque, além deste não depender da concordância de seus membros, vale-se de agressão constante aos mesmos para se manter.".

    Sim, o estado cobra imposto.

    O estado em si não é condenado pela maioria das pessoas, o que se condena são alguns regimes de governo castradores, centralizadores. É uma forma de organização legítima, as pessoas reconhecem determinadas funções próprias ao estado. Até libertários, existem aqueles que querem o estado mínimo, mas não querem aboli-lo.

    Lamento dizer, mas a maioria das pessoas não são paranoicas a ponto de pensar que o estado é composto por uma gangue de tarados. Mas essa expressão que tu usou é reflexo da tua personalidade.

  32. Amarilio Adolfo da Silva de Souza

    O povo possui o poder de diminuir o poder estatal: basta não se submeter a ele. Fazer apenas o necessário para não ser prejudicado pela intervenção ilegal do estado, não acreditar nas “instituições democráticas”, votar nulo sempre, etc.

  33. Como funcionaria o sistema de lucro, no exercito, marinha e aeronáutica ?

    Como funcionária o sistema de lucro nos três poderes legislativo, judiciário e executivo ?

    Como funcionaria o sistema de lucro em presídios ?

    Se caso minha propriedade fosse atacada e não tiver policia para chamar, e me matem, mesmo eu estando com armas e revide, O que os três poderes privatizados poderiam fazer pelos meu descendentes ?

  34. Eu concordo completamente com o artigo. Não quero mais governo, não quero saber de políticos e nem de aumento de cargos públicos. Mas em relação a situação da segurança? Um Estado mínimo não é necessário para garantir a segurança interna e principalmente a soberania nacional frente a outras nações? Ainda não consigo imaginar um Estado sem Exército e sem polícia, mesmo que fazendo pouco, eu sei, mas garantem um mínimo de ordem, ainda mais na sociedade em que vivemos atualmente.

  35. Eu concordo que a sociedade não precisa de dirigentes. Seria fácil mudar isso, apenas fechando o poder executivo. Sem poder executivo, o estado seria apenas um legislador e um julgador de processos.

    Porém, ainda acredito que o legislativo possa legislar em benefício próprio e em benefício do judiciário.

    Uma empresa pode funcionar muito bem sem alguém no comando, onde as decisões são tomadas por algunas pessoas, sem ter alguém com a decisão final.

    No caso do governo, seria muito difícil organizar alguma coisa entre milhões de pessoas, sem o mínimo de regras.

    Vou procurar algum artigo no site do IMB sobre justiça libertária, para ver se tem alguma coisa eficiente no caso da justiça.

  36. Fernando,

    Há atualmente diversos conflitos que NÃO são julgados pelo Poder Judiciário. Veja a presença de diversas câmaras arbitrais, mediações, dentre outros meios alternativos de controvérsias que são inseridos em diversos contratos e crescem a cada ano.

    Abs

  37. Olha, concordo que uma sociedade não precisa ser dirigida, que todos os bens e serviços que atendam o consumidor poderiam ser melhor produzidos pelo mercado e até que uma cidade poderia ser administrada por uma instituição privada, similar ao que acontecer em condomínios, mas em escala maior.

    Agora não entra a ideia de um sistema judiciário livre. Sem uma instituição que possa ter a palavra final em um conflito, a sociedade estará sujeita as incertezas e o caos. Isso parece tão obvio que não vejo como negar.

  38. “Tão logo a cultura ideológica começou a absorver a lição do quão desnecessário era o estado para o funcionamento da sociedade”
    Me aponte uma única sociedade complexa (não pequenos grupos de indivíduos) que tenha se desenvolvido sem qualquer vestígio de estado ao longo de toda a história da humanidade. Uma só. E não estou falando de estado mínimo. Estou falando de estado nenhum. Aí te pergunto: como se absorve uma lição a partir de algo que nunca aconteceu?

  39. Henrique Zucatelli

    Artigo muito bom, mas ainda assim não deixo de enxergar uma certa hipocrisia (ou paralisia) dos libertários de hoje.

    Citar Moisés ou qualquer outro libertário do passado é uma conclamação a desobediência civil, a secessão, a colocar sua realidade em xeque para lutar por sua liberdade.

    De certo que já nascemos escravos do Estado. Somos servos compulsórios daqueles que defendem manter sob controle a prisão, e não vão abdicar voluntariamente dela, pois somos nada mais do que gado.

    Enquanto pequenos e magros, nos dão ração através de bolsas e cotas.

    Se engordarmos e ficarmos grandes e ricos, nos abatem e comem nossa carne, mesmo que seja pedaço por pedaço.

    Pergunto a todos os integrantes formais e informais do IMB: Em qual era, qual momento, qual povo a liberdade foi conquistada pacificamente?

    Para Mises, Rothbard, e até mesmo os contemporâneos como Rockwell, Murphy e Browne viveram e vivem em países avançados, com culturas absolutamente mais desenvolvidas e um bonus demográfico notável. Mesmo perante a intervenção do governo, ainda assim viveram muito bem.

    Para eles é simples pregar a luta pela liberdade nas ideias.

    Já aqui meus caros, o buraco é bem mais fundo, e debaixo dele tem porão:

    – Maiores juros do mundo
    – Violência e incapacidade de se armar
    – Coerção total do Estado contra empresas e seus donos
    – Carga tributária pornográfica
    – Inflação corrosiva

    Vocês viram o resultado desse passeio no domingo: ZERO (e eu avisei). Divulgar ideias pacificamente a um Estado opressor e seus milhões de asseclas é gastar energia e se frustrar infinitamente.

    Vamos a prática. Se somos homens, queremos liberdade, temos que ir até ela, pois eles não vão dar ela de graça para nós.

    1- Nos unirmos e montarmos uma associação. Sim, e tudo começa de algum lugar. Vamos montar uma lista de todos os nomes de pessoas que são a favor da liberdade e montar uma cooperativa para angariar fundos, com cotas para comprar terras em algum lugar do país ou onde decidirmos.

    2- Paralelamente a isso vamos pregar incessantemente na internet e pessoalmente a desobediência civil e a criação de um novo país. Que nos ridicularizem no começo, isso é esperado, mas quantos mais mídia atrairmos, mais inconformados se juntarão a nós.

    3- Quando atingirmos um montante de 1 milhão de pessoas (e faremos muito barulho até conseguirmos isso) iremos fazer uma petição pública internacional junto a todos os órgãos. A intenção não é ser ouvido nem pedir a benção da ONU, mas fazer mais barulho e conseguir mais força e atrair mais pessoas.

    4- Depois de fazer mais barulho ainda e de posse da quantia necessária para a compra de terras razoavelmente grande ao ponto de ser uma cidade, iremos declarar independência internacionalmente. Mais uma vez não é uma tentativa de ser protegido por ninguém, mas sim para buscar mais notoriedade e atrair dessa vez investimentos de empresas que buscarem um país sem impostos, com custos baixos e totalmente desregulados de patentes etc.

    5- Ao passo que o Estado nos pressionar sobre a tal “inconstitucionalidade” do feito, nós vamos fazer mais barulho, nos fazer de coitados e clamar a mídia que nos proteja: mais uma vez, mais barulho.

    Cruamente é essa minha ideia. Ela é simples, cheia de buracos, mas a liberdade é assim não é verdade?

    Quem concorda comigo?

  40. Dissidente Brasileiro

    A internet é amplamente uma rede que se organiza sozinha, sem nenhum gerenciamento.

    Isto infelizmente não é verdade. Existem organizações como a IANA, ICANN, IETF, RIRs, registries e também registrars. Adoro os artigos do Lew Rockwell, mas está claro que ele errou feio nessa afirmação.

  41. “Se essa ideia soa radical e até mesmo maluca hoje, ela era comum entre os pensadores dos séculos XVII e XVIII, dentre eles John Locke e Thomas Jefferson. A marca distintiva dessa teoria política é a de que a liberdade é um direito natural. Ela antecede a política e antecede o estado. O direito natural à liberdade não precisa ser concedido ou ganhado ou outorgado. Ele deve apenas ser reconhecido como um fato. É algo que existe naturalmente na ausência de um esforço sistemático para aboli-lo. O papel do governo não é nem o de conceder direitos, nem o de oferecer a eles algum tipo de permissão para existir, mas simplesmente se restringir de violá-los.

    A tradição liberal do século XVIII em diante percebeu que era o governo a entidade que praticava os mais sistemáticos esforços para roubar as pessoas de seus direitos naturais — o direito à vida, à liberdade e à propriedade —, e é por isso que um estado deve existir apenas se tiver a expressa permissão de todos os membros de uma sociedade, estando limitado a realizar apenas aquelas tarefas que toda a população julgar essenciais. Era com relação a essa agenda que todo o movimento liberal estava comprometido.”

    Mentira deslavada.

    "It is true, governments cannot be supported without great charge, and it is fit every one who enjoys his share of the protection, should pay out of his estate his proportion for the maintenance of it. But still it must be with his own consent, i.e. the consent of the majority, giving it either by themselves, or their representatives chosen by them." (John Locke, Second Treatise of Government. 11, 140)

    “A liberdade dos governados consiste em pautar a própria existência em uma norma permanente, comum a cada membro daquela sociedade, proclamada como tal pelo Poder Legislativo; liberdade de seguir minha própria vontade em todas as situações não prescritas pela norma e de não se estar sujeito à vontade inconstante, incerta e arbitrária de outro homem.”

    J. Locke, The Second Treatise of Civil Government, ed. J. W. Gough (Oxford, 1946), Sec. 22, página 13.

    “[…] aquele que detém o poder legislativo ou supremo em uma comunidade deve governar mediante leis preestabelecidas permanentes, promulgadas e conhecidas pelo povo, e não por decretos extraordinários; mediante juízes imparciais e íntegros que terão de decidir as controvérsias com base nestas leis; e empregar as forças internas da comunidade unicamente no cumprimento de tais leis […]”

    J. Locke, The Second Treatise of Civil Government, ed. J. W. Gough (Oxford, 1946), Sec. 127, página 63.

    “[…] ainda que no estado de natureza ele tenha tantos direitos, o gozo deles é muito precário e constantemente exposto às invasões de outros.

    […] o objetivo capital e principal da união dos homens em comunidades sociais e de sua submissão a governos é a preservação de sua propriedade.

    Assim, apesar de todos os privilégios do estado de natureza, a humanidade desfruta de uma condição ruim enquanto nele permanece, procurando rapidamente entrar em sociedade. É muito raro encontrarmos homens, em qualquer número, permanecendo um tempo apreciável nesse estado.”

    John Locke, Segundo Tratado sobre o Governo Civil, p. 69 e 70

    T. Jefferson fala de “povo”, e não de cada indivíduo:

    “Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a procura da felicidade. Que a fim de assegurar esses direitos, governos são instituídos entre os homens, derivando seus justos poderes do consentimento dos governados; que, sempre que qualquer forma de governo se torne destrutiva de tais fins, cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la e instituir novo governo, baseando-o em tais princípios e organizando-lhe os poderes pela forma que lhe pareça mais conveniente para realizar-lhe a segurança e a felicidade.”

    Declaração de Independência dos EUA, 1776

    Ou, nas palavras de Mises:

    “O liberalismo, portanto, está muito longe de questionar a necessidade da máquina do estado, do sistema jurídico e do governo. Trata-se de grave incompreensão associá-lo, de algum modo, à ideia de anarquismo, porque, para o liberal, o estado constitui uma necessidade absoluta, uma vez que lhe cabem as mais importantes tarefas: a proteção não apenas da propriedade privada, mas também da paz, pois, em sua ausência, os benefícios da propriedade privada não podem ser colhidos.”

    Ludwig von Mises, Liberalismo – Segundo a Tradição Clássica, p. 66

    “O liberalismo difere radicalmente do anarquismo. Ele não tem nada a ver com as ilusões absurdas do anarquismo. […] O liberalismo não é tão tolo a ponto de buscar a abolição do Estado.”

    Ludwig von Mises, Onmipotent Government, capítulo 3, parte 3

  42. O povo vota em quem rouba menos. Isso é bizarro.

    O grande problema das democracias é colocar a política sobre a justiça. Não existe esse negócio de poderes independentes. São poderes que interferem diretamente um no outro.

    A justiça é um braço da política de expropriação.

    A justiça brasileira vive uma ditadura de expropriação. São 30 milhões de processos fiscais, que fazem expropriações de propriedade todos os dias.

    Enfim, a democracia é a mesma coisa que roubo de propriedade alheia.

  43. Precisamos cobrar os nossos representantes. Enquanto ficarmos passivos diante de imposturas estaremos fadados a ver cada dia mais essa vergonha.
    Reclamos dos politicos mas não cobramos, não pressionamos. Somos verdadeira passivos.
    Merecemos tudo isto.

  44. marcelo lanzara

    Trazendo os ideais libertários para o campo prático no Brasil pergunto: estamos (povo brasileiro) prontos para desfrutarmos de mais liberdade?

    Sem dúvida uma economia com mais liberdade e sem interferência do Estado nos levará a um excelente crescimento econômico, mas também não estaremos mais vulneráveis aos ardilosos empresários especuladores, pulverizando nossa bolsa de valores (como exemplo)?

    É ainda bom lembrar do recente acontecimento no estado do ES, onde a ausência da PM (Estado) deu no que deu…

    O que fazer com o INSS e com o FGTS?

    Acham mesmo que os mais humildes estão preparados para gerirem seu futuro? Nesse sentido o Estado não é indispensável?

    Sou totalmente a favor do Estado mínimo, mas sinceramente fico com dúvidas quando passo do ideal para a prática!

    Claro que aceito ideias para elucidar meu pensamento.

  45. Eu nunca fui ancap. Não via muito sentido nisso.

    Mas aí, ao ver tudo o que o estado faz com o Brasil, com a economia e com a população, finalmente concluí que, ao menos aqui no Brasil, não faz nenhum sentido ter alguma filosofia que não seja o anarcocapitalismo.

    Convenhamos: os políticos brasileiros são os melhores propagandistas involuntários desta filosofia. Chega a ser difícil entender como alguém pode não ser anarcocapitalista no Brasil vendo tudo o que os políticos fazem com o país.

  46. Porque ninguém aqui comenta o plano Indiano (criado por Narendra Modi) de trocar o papel-moeda (notas circulante de maior valor como R$50 e R$100) por notas novas como forma de combate a corrupção?

    Se aplicássemos o mesmo plano no Brasil, não seria necessária as custosas ações de polícia, justiça, nem STFs, muito menos pânico criado por mídias.

    Veja que as notas apreendidas, em grande parte em mochilas, são sempre as de R$50 e R$100. Se o Banco Central/Casa da Moeda adotasse novas notas de R$50 e R$100 e desse 1 mês para que as pessoas trocassem suas notas pelo novo modelo, indicando que agentes econômicos (bancos e lotéricas) não iriam mais aceitar o modelo antigo após aquele prazo, todos seriam forçados a trocá-las rapidamente.

    Eu certamente, não teria grandes problemas em trocar meus R$150 que tenho na carteira.

    Porém, aqueles que possuem grande quantidade de notas não declaradas, não teriam tempo de trocar e/ou comprovar a origem, e assim perderiam o valor após 1 mês. Toda a “riqueza” proveniente de atividades criminosas, caixa 2, etc, virariam pó em 1 mês.

    Porque não tentar?

  47. Alexandre Fetter

    Gostei do que li. Confesso que, pelo título, achei que seria um texto apelativo, mas a seriedade imposta nas ideias do autor acabaram me chamando a atenção e provocando bons debates internos na minha cabeça.

  48. Se aparecesse um Moisés libertário brasileiro, andaria duas semanas com o povo e começaria a ouvir de 80% dele: “oxalá tivéssemos ficado no Egito, onde estávamos perto das panelas de carne, mas tu nos trouxeste para morrer neste deserto”.

    Coisa dura, lidar com povo habituado à escravidão. Pelo relato bíblico, daquela multidão toda que saiu do Egito só dois viram a terra prometida. Quais as probabilidades aqui?

  49. desafio aqui algum anarquista me mostra algum grupo com mais de 3 pessoas que prosperou sem um lider-acho que é mais facil o irã ganhar a proxima copa do que voces me apresentarem uma resposta, fica ai o desafio

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