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A “exploração dos trabalhadores” é um mito – e é fácil de entender por quê

“Para mostrar que algo é uma meia-verdade, temos de recorrer a longas e áridas dissertações”

— Frédéric Bastiat

 

Ainda é bastante dominante a idéia de que patrões estão, de alguma forma, explorando os empregados que trabalham para eles quando sua empresa aufere um lucro.

Curiosamente, logo de início já se ignora o fato de que o patrão está claramente fazendo mais pelas finanças dos empregados do que todas as outras pessoas que criticam o arranjo mas que não estão dando emprego a ninguém — postura essa muito comum entre aqueles “guerreiros sociais da internet”, que afirmam que dar emprego a alguém significa explorá-lo.

É verdade que trabalhadores recebem como salário menos que o valor total daquilo que eles produzem, mas é assim porque aquilo que eles produzem foi:

a) feito com recursos que tiveram de ser comprados pelos patrões capitalistas,

b) em uma fábrica, indústria ou local de trabalho que teve um custo para ser construído e que requer várias despesas para ser operado;

c) e com o capitalista sendo também responsável por bancar os custos de anunciar, propagandear e comercializar o produto fabricado, com o intuito de conectar o produto aos consumidores potenciais.

E, no final,

d) se o produto não vender, todos aqueles que trabalharam em sua fabricação já foram pagos, exceto o capitalista, que arca com os prejuízos.

Em termos práticos, houve uma volumosa quantia de dinheiro investido naquela fábrica ou local de trabalho, dinheiro este que não será recuperado tão cedo. Todos os gastos investidos na construção do local de trabalho, na compra de bens de capital, e na contratação de mão-de-obra ainda não foram recuperados pelo capitalista.

Uma empresa que investe, suponhamos, $10 bilhões — na construção da fábrica, comprando maquinários e pagando os salários dos trabalhadores — com o intuito de recuperar, na forma de fluxo de caixa anual, aproximadamente $1 bilhão (10% de retorno), terá de esperar 10 anos apenas para recuperar todo o capital adiantado (fora a inflação do período).

Neste caso, o capitalista  se endividou em $10 bilhões (ou, caso seja capital próprio, ele abriu mão deste valor e seu equivalente em bens de consumo que ele poderia ter adquirido no presente) para receber, anualmente, uma receita de $1 bilhão.

Ele age assim porque acredita que será capaz de atender aos desejos e necessidades das pessoas (consumidores) de uma maneira melhor do que elas estão sendo atendidas no presente. Tal atitude requer uma habilidade e uma competência que, por si sós, representam uma contribuição trabalhista acima daquela dos empregados. Estas características são exclusivas de um empreendedor.

Se sua visão estiver correta, ele auferirá lucros futuros. Se estiver errado, ele irá arcar com prejuízos.

Vale ressaltar que, ao agir assim, ou seja, se endividando ou colocando seu próprio capital em risco, ele está incorrendo em um risco que pode ser considerado desnecessário. Afinal, não fosse a busca pelo lucro, o rico capitalista poderia simplesmente comprar uma casa maior ou sair em um cruzeiro. No entanto, o capitalista assume um risco agora, e abre mão do consumo presente, na esperança de que irá obter um benefício no futuro. Isso é uma parte da sua remuneração.  

Outra parte da sua remuneração é o tempo entre o investimento feito e as receitas trazidas por esse investimento. Tudo o mais constante, se tivermos de escolher entre ter recursos agora, no presente imediato, ou apenas a hipótese de ter esses mesmos recursos apenas no futuro, é claro que ficamos com a primeira opção, pois o futuro é incerto. É por isso que emprestadores de dinheiro (capitalistas) cobram juros no dinheiro que emprestam: eles estão abrindo mão da certeza do consumo presente pela hipótese de um consumo maior no futuro. Não há certeza nenhuma; apenas expectativas.

Já os trabalhadores recebem seus salários hoje, independentemente de como serão os lucros futuros dos capitalistas (com efeito, eles são pagos hoje mesmo se não houver lucros futuros).

Ou seja, os trabalhadores são pagos hoje, já o capitalista será remunerado:

a) apenas no futuro,

b) apenas se o produto fabricado for vendido, e

c) apenas se ele for vendido com lucro — isto é, se for vendido a um preço maior do que os custos de fabricação, o que inclui os salários dos trabalhadores.

O economista austríaco Eugen von Böhm-Bawerk explicou que, ao contrário de explorar os trabalhadores, o capitalista remove dos trabalhadores o fardo de ter de esperar pela renda. Se os trabalhadores quisessem produzir bens por conta própria, eles teriam de esperar até encontrar um comprador que lhes garantisse um salário estável.

Mais ainda: eles primeiro teriam de poupar (ou então se endividar) para acumular os recursos necessários para comprar uma fábrica ou construir um local de trabalho sem a ajuda do capitalista.

O capital aumenta o valor do trabalho

Vale também mencionar que o capitalista aumenta o valor da mão-de-obra do trabalhador.

Se um indivíduo decidir tentar fazer no campo o mesmo trabalho que faria em uma fábrica especializada, ele dificilmente terá um produto com a mesma qualidade. Certamente, não terá uma produção com o mesmo volume, o que significa que suas receitas seriam muito baixas.

O capitalista, portanto, aumenta o valor da mão-de-obra ao fornecer ao trabalhador as máquinas e ferramentas que aumentam a qualidade do produto e a quantidade produzida. Não fosse o capital disponibilizado pelos capitalistas (maquinário, ferramentas, matéria prima, insumos, instalações etc.), a mão-de-obra não teria como produzir estes bens de qualidade altamente demandados pelos consumidores. Consequentemente, os trabalhadores nem sequer teriam renda.

Logo, a conclusão óbvia é que trabalhadores claramente podem ganhar mais trabalhando para capitalistas do que por conta própria — caso contrário, todos os trabalhadores iriam simplesmente se declarar autônomos e daí passariam a ter uma renda maior.

Talvez alguns deles poderiam ganhar mais ao se tornarem autônomos, mas não querem assumir as responsabilidades concomitantes, as quais são atualmente arcadas pelo capitalista que os emprega. Isso também é evidência de que os capitalistas estão acrescentando valor ao trabalho dos trabalhadores.

Mais-valia e a redução da pobreza

Os marxistas afirmam que os capitalistas exploram os trabalhadores ao simplesmente extraírem seus lucros dos salários dos trabalhadores sem estarem fornecendo nenhum valor ao processo produtivo — ou seja, os capitalistas estariam “extraindo uma mais-valia” dos trabalhadores.

Além de esta idéia ser infundada, como mostrado acima, vale também dizer que, se ela fosse verdade, organizações sem fins lucrativos rapidamente entrariam em cena, contratariam todos os trabalhadores, eliminariam o “peso morto” de se remunerar o capitalista e quebrariam todas as empresas voltadas para o lucro.

Mas isso não acontece simplesmente porque elas não conseguem. Os capitalistas estão claramente fornecendo alguma competência ou visão que beneficia seus empregados. Cada lado se beneficia desta transação mútua, o que é evidenciado pelo fato de que se o trabalhador pudesse conseguir um arranjo melhor, ele rapidamente o arrumaria, e se o empregador pudesse arranjar empregados melhores, ele os contrataria.

Em última instância, os salários não são um número arbitrário, mas sim um reflexo de quanto valor um empregado é capaz de criar para os consumidores do seu trabalho (no caso, os consumidores são o capitalista que paga por sua mão-de-obra, e os clientes que pagam pelo produto produzido).

Sem os capitalistas, todos teríamos de assumir por completo todo o risco de uma dada atividade. Com os capitalistas, podemos delegar os riscos para aqueles que são mais ambiciosos e mais capacitados para atividades empreendedoras, já sabendo que, no final do mês, receberemos nossos contracheques.  

Tal arranjo é infinitamente mais produtivo e eficaz. Em última instância, é ele quem elimina a pobreza.

Para concluir

Se um indivíduo quer abrir mão de ter um patrão e ficar com 100% das receitas de seu trabalho, ele pode perfeitamente fazê-lo: basta aprender uma habilidade, desenvolvê-la, acumular capital (ou se endividar), comprar equipamentos, alugar um local de trabalho, tornar-se autônomo e encontrar clientes que valorizem seu trabalho ao ponto de lhes providenciarem uma renda fixa mensal.

Mas aí ele próprio teria de se tornar um empreendedor capitalista.

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Leia também:

Sim, o trabalho assalariado é uma mercadoria – e é isso o que o protege contra abusos

Em economias capitalistas, assalariados são disputados e têm aumentos salariais constantes

 

*Este artigo foi originalmente publicado em 30 de julho de 2021.

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Nota: as visões expressas no artigo não são necessariamente aquelas do Instituto Mises Brasil.

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195 comentários em “A “exploração dos trabalhadores” é um mito – e é fácil de entender por quê”

  1. 100 trabalhadores do ABC com os devidos equipamentos, sistemas e instalações podem produzir 100 carros em um dia, mas tire os equipamentos e eles sequer seriam capazes de produzir um mísero carro durante um dia. O grande fator da produtividade são as máquinas e instalações, então como o trabalhador pode reivindicar toda a produção se foram as máquinas fornecida pela empresa a causa principal do volume produzido? Isso apenas entrando nos fatores tangíveis, trabalhador e máquinas, mas há dois fatores intangíveis que são essenciais para a existência da produção, a idéia e a iniciativa. São elas que fazem acontecer e comandam os fatores de produção. Em ordem hierárquica de importância na produção: Empreendedor, Poupança e trabalhador.

  2. Nunca acreditei nessa falácia marxista de exploração do trabalhador. Marx nunca pensou nos impostos, e o capital para produzir? como o capitalista comprou? fez surgir o dinheiro por mágica?

  3. Sobre a "mais-valia", vale também ressaltar que o operário seria incapaz de gerar riqueza sem o capitalista e o empreendedor (a menos que ele se tornasse também um empreendedor autônomo bem-sucedido e elaborasse um plano de negócios tão bom quanto ou melhor que o de seus rivais).

    Consequentemente, são o empreendedor e o capitalista que cedem ao trabalhador parte da riqueza que o empreendimento cria: longe de espoliar o salário do trabalhador, é o trabalhador que fica com uma parte dos lucros que corresponderia ao capitalista e ao empreendedor.

    Marx entendeu exatamente ao contrário o processo social do capitalismo: o valor não é extraído do proletário para o capitalista e para o empreendedor, mas sim do capitalista e do empreendedor para o proletário.

  4. É interessante que o artigo considera toda a relação trabalhador x empregador como puramente lógica e racional, desconsiderando o fator mais importante: o humano.

    Parece que quem escreve esse tipo de artigo nunca teve um emprego na vida, tendo que ouvir a arrogância de muitos patrões pelo mundo a fora, bem como ter que lidar com a humilhação de ser assediado verbalmente na frente dos colegas – o que acontece a rodo por aí, qualquer pessoa que já tenha vivido essa realidade sabe que é verdade.

    O problema é a completa ignorância de todos os lados – seja dos sindicatos parasitas, ou dos ‘economistas liberais’, que fazem uma generalização como se o mundo fosse 100% lógico e racional.

  5. Então pelo fato de os tais Capitalistas ter acesso ao Capital e ter o privilégio de nascer com as habilidades certas, fica reservados a eles terem uma qualidade de vida e maior ascendências econômica ?

    O trabalhador cumpriu com seu papel social ao passo de sua habilidade pessoal.

    Então o sistema todo é baseado em o que se pode chamar “sorte” e muito menos merecimento.

  6. Nem precisa explicar muito. Exploração é quando uma parte ganha à custa de outra; é quando apenas uma das partes quer fazer algo, e a outra é obrigada fazer.

    E isso jamais ocorre em uma troca voluntária, que é o que ocorre em um contrato de trabalho. Afinal, para uma troca voluntária ocorrer, por definição, as duas partes têm que enxergar um ganho, a priori. Se um dos lados não acreditar que ficará em melhor situação, então ela simplesmente não fará o contrato. E se ela mudar de idéia (acreditando que sua situação não melhorou como imaginava), nada impede de ela rescindir o contrato.

    É realmente simples assim.

    Quem acredita em "exploração dos trabalhadores" é realmente ou burro ou alienado, pois não entende o mais básico da lógica.

  7. “Em última instância, os salários não são um número arbitrário”

    Uma coisa que o Thomas Storck disse ao Thomas Woods é que neste contrato “voluntário” “Work at this wage or starve”, ou seja, ou os trabalhadores se sujeitam trabalhar pelo salário que o empregador oferece ou morrem de fome, ou o seu filho morre de fome (muitos são pais de família). Então, dependendo da situação em que o trabalhador esteja, o salário é sim determinado arbitrariamente pelo mercado de trabalho.

  8. Eu concordaria com a conclusão do artigo se a sociedade empregasse um meio de troca (moeda) que não pode ser criado a partir do nada, como por exemplo ouro ou bitcoin. Enquanto uma classe detiver o poder de criar moeda, diminuindo a sua escassez e, portanto, o seu valor, o resto da sociedade sempre receberá menos do que deve pelo seu trabalho e a sua poupança sempre será lentamente furtada. Isso ficou ainda mais claro após a crise da bolha da internet, com as medidas tomadas pelos bancos centrais que acentuaram a concentração de renda nos “1%”.Concordo com as pessoas orientadas por ideias da esquerda que existe algo de errado com a sociedade, mas acredito que o seu diagnóstico esteja errado. O real conflito de classe está entre as elites do estado contra o restante da população.

  9. Pergunta off topic:

    Leandro,

    Vendo uma notícia como essa: economia.uol.com.br/noticias/redacao/2019/10/22/dolar-vai-seguir-acima-de-r-4-por-meses-dizem-economistas.htm

    Me pergunto o que o BC e/ou Governo Federal deveriam fazer (ou não fazer) para manter o real estável/valorizado? Quais os caminhos para resolver esse problema do câmbio?

    (Já li artigos que vc menciona medidas como adoção do Currency Board, liberação de circulação de moedas estrangeiras, etc… mas, como você mesmo disse, são medidas que tem chance quase zero de serem implantadas no Brasil.)

    Obs: No longo prazo a expansão monetária no Brasil tende a gerar uma desvalorização do real perante o dólar? Uma inflação brasileira na casa dos 4% a.a. frente a uma inflação nos EUA (salvo engano) na casa dos 2% a.a. irá gerar essa tendencia de desvalorização com o passar do tempo? Se estou certo, um dos caminhos seria diminuir o ritmo da expansão monetária para buscarmos um inflação menor?

  10. A teoria marxista é realmente algo que explica tudo em economia: o dono de uma lanchonete é um burguês explorador, enquanto o diretor de uma multinacional é um proletário oprimido. Faz todo o sentido.

  11. Acredito que seria uma abordagem melhor apresentar essa ideia ressaltando que o salário é determinado pelo lucro e nunca o contrário (ainda mais pra quem sofreu anos de lavagem cerebral de valor trabalho e decorou por osmose que custo determina preço). E também que trabalho é só mais um recurso escasso como um tomate ou um ventilador.

    É mais didático explicar que se há demanda para um trabalho em uma fabrica especifica que produz o produto X, é porque existe anteriormente uma demanda pelo produto X em questão, caso não existisse essa demanda pelo produto X não haveria demanda para o trabalho de produzi-lo. No caso de uma possível diminuição do valor de X acarretaria na diminuição valor do serviço/trabalho/esforço de produzi-lo.

    Se a sociedade em geral não percebe as velas como um produto doméstico essencial e ,por exemplo, mudar sua preferência para lampadas, consequentemente a demanda por trabalho na industria de lampadas irá despencar. O preço dos salários oscila em decorrência do preço dos produtos finais, se há lucro em produzir as lampadas existira trabalho nesse setor, caso contrário não haverá trabalho. Pois, significa que sua produção é inviável, consome mais recursos do que produz, ou seja, empobrece uma sociedade, deixa de criar valor para destruí-lo.

  12. Leandro Rock'n'Roll

    O Brasil precisa desesperadamente de capitalismo. Capitalismo de verdade, não o liberalismo de pulover do João Dória e do Tucano Huck. Eu como um jovem de 19 anos à procura do primeiro emprego sinto na pele como é iniciar num país pobre, afundado em estatismo e leis trabalhistas como o nosso. A tão bela proteção da CLT só serve pra me manter no desemprego crônico, assim como tanto outros iguais a mim.

  13. Ótimos e enriquecedores comentários. Aprendi muito mais lendo os artigos e algumas indicações dadas por vocês do que em 10 anos de escola com apenas ideologia marxista.

    O problema do Brasil, na minha humilde opinião (de quem ainda tem que estudar muito, mas muito mais economia), é tanto a lavagem cerebral da exploração e da ideia do burguês safado quanto, por outro lado, “empresários” que acreditam que livre mercado é fazer lobbie por incentivos fiscais em Brasília….. ou seja, no primeiro prejuízo vão chorando pra Brasília (não querem correr riscos).

    Assim, enquanto tivermos os dois paradoxos (trabalhador que quer ganhar 100% dos lucros) e “empresário” que não quer lidar com risco, não vamos pra frente….

  14. Pensador Puritano

    Estive lendo em sites esquerdistas a ladainha de sempre sobre a precarização do trabalho,citam o caso dos motoristas de aplicativos e vem com aquele papo de regulamentar o setor,políticos esquerdistas aproveitam para lacrar e ganhar votos ao prometerem lutar pela categoria:os motoristas autônomos que se sentem inseguros com a onda de assaltos aos mesmos,engraçado é que querem culpar as empresas pela falta de segurança(Obrigação do estado)enfim se a ideia dos esquerdalhas por acaso vingar,a regulamentação desse setor será engessada e a UBER irá virar uma cooperativa de taxistas tão imprestável e inoperante quanta a guilda estatal dos taxistas,esses deputados esquerdistas na sanha de ganhar votos e serem anticapitalistas acham que a regulamentação é necessária e fecham os olhos para a realidade nua e crua(Não existe almoço grátis para ninguém)pública e notória que enquanto houver mais motoristas querendo entrar na UBER eles serão tratados como mais um e sem privilégios,portanto a tal precarização só será corrigida com a entrada de mais aplicativos no mercado e com esta concorrência os motoristas terem mais e melhores condições de trabalho,enfim só o mercado irá equilibrar esta relação e não será com regulamentações e limitação da concorrência que tais”relações de trabalho” será corrigida,enfim viva a livre-concorrência.

  15. Em 2008 nos bordeis tínhamos 50 homens para 20 mulheres, as meninas cobram 100 reais o programa, meninas 7/10 e 9/10 cobravam 150 reais, tinha tb o 20tao com mulheres 2/10 – 5/10.

    era possível conversar e trocar até beijos com elas, passada de mão, chupeta no salão , siririca a tudo nível experimental,

    uma verdadeira maravilha. Então começou a moda do culto ao corpo em meados de 2011 e o bordel passou a ser um lixo, sem conversas sem caricias e somente um capitalismo brutal, “vai subir ? vai subir?” era só essa pergunta q se ouvia no salão , passavam direto. então o salão começou a ficar com 60 meninas e 60 homens 10% disposto a subir e 90 % disposto a ver Strip e se aproveitar de amostras grátis , as meninas ficaram mais gostosas fato, porem mais chatas, e começaram a cobrar o dobro do valor, todas elas, ou seja , o volume do publico masculino continuo o mesmo e a oferta de meninas aumentou , porem o preço subiu e não abaixou, a pergunta que fica é como esse fenômeno quebrou a logica de precificação e fez os preços subirem mesmo com maior oferta de meninas?

    Hoje a pior menina 7/10 do salão cobra 150 + quarto e a melhor 350 10/10, o 20tao hoje é 70 reais 3/10.

  16. Ex-microempresario

    A turma que defende a “justiça social” precisa esclarecer uma coisa:

    Neste artigo, dizem que o salário deve ser definido pelas “necessidades” de cada um. Quem tem família maior, sustenta a vó ou coisa assim, tem que ganhar mais.

    Em outros artigos, reclamam que existe “discriminação” contra as mulheres, que ganhariam menos para fazer a mesma coisa.

    Afinal, é para todo mundo ganhar igual ou é para todo mundo ganhar diferente?

    É para ganhar de acordo com o que faz ou de acordo com o que “precisa”?

  17. Com qual argumento eu poderia refutar o seguinte ponto de vista: “O capitalista não trabalha, já que possui o capital e através dele adquire mais capital explorando o trabalho do empregado” ?

    ps: na conversa a frase foi mais ou menos assim: o dono da megaempresa fica o dia todo curtindo a vida enquanto nós estamos ralando 60h semanais, sofrendo pressão,stress,com horarios estritos.

  18. Esquerdistas vivem condenando o capitalismo sem saber o que ele de fato é, ou nem sequer o que é “capital” para começo de conversa. Consideram ridículo um “pobre de direita” (liberal-conservador).

    Capital é uma parte da renda que a pessoa poupa para investir na sua própria capacidade de produzir.

    Um faxineiro que poupe parte do seu salário para pagar um curso profissionalizante e/ou comprar instrumentos de trabalho está capitalizando. Com isso ele poderá conseguir outro trabalho com salário melhor ou até mesmo tornar-se um profissional autônomo (e quem sabe um microempreendedor).

    Capitalistas e empregados não são criaturas de espécies diferentes: em um livre mercado qualquer pessoa pode se tornar um capitalista, basta capitalizar como supracitado.

    * * *

  19. Uma dúvida,

    “O economista austríaco Eugen von Böhm-Bawerk explicou que, ao contrário de explorar os trabalhadores, o capitalista remove dos trabalhadores o fardo de ter de esperar pela renda. Se os trabalhadores quisessem produzir bens por conta própria, eles teriam de esperar até encontrar um comprador que lhes garantisse um salário estável.”

    Essa explicação do Bawerk de bens presentes e bens futuro faz total sentido quando tratamos de um bem com uma etapa de produção que é de longo prazo, como uma construção de uma casa ou um de navio. Porém, como encaixa-la com a produção de uma padaria que é de curtissimo prazo e o funcionário só receberá após ter produzido diversos pães?

  20. Boa tarde a todos.

    Meu primeiro comentário no site, que conheci por acaso e logo de cara me identifiquei, li muitos artigos, todos excelentes.

    Neste em questão, desempenhando o papel de trabalhador pois sou funcionário na área comercial em uma empresa privada, entendo e defendo tudo o que foi dito, um trabalhador que tenha bom senso e tenha em mente que o seu empregador faz das tripas coração para manter seu negócio nesse País, deveria exaltá-lo e agradecer pela oportunidade de fazer parte do projeto.

    Mas a maioria não pensa assim, por vezes prefere se vitimizar e denegrir a imagem do patrão e da empresa de onde tira seu sustento, muitas vezes também o de sua família, já quando o empregado pensa de forma assertiva, busca junto com seu empregador o sucesso do negócio, pois sabe que todos ganham dessa forma.

    Sim, há o explorador, sem dúvidas, mas aí, se deixar explorar já é uma questão de escolha.

    Sds.

  21. “Tem o sujeito que é o Chaves e ta defendendo o lado do Chaves.(Esses vocês do IMB normalmente chamam de “esquerdistas”, marxistas…)”

    Ô! Realmente! Stalin só tava defendendo “o lado do Chaves” quando mandava todo mundo pro Gulag; Dilminha cérebro de ouro só tava defendendo “o lado do Chaves”, quando quebrava o país e enviava o dinheiro espoliado do contribuinte brasileiro para financiar seu amigo ditador, Fidel; “Fudel” Castro só tava defendendo “o lado do Chaves” quando escravizava a população cubana e a deixava na miséria, enquanto ele, muito rico, mandava em todo mundo; e Lulinha paz e amor só tava defendendo “o lado do Chaves” quando roubava a nação brasileira… claro, claro…

  22. Cara o “capitalismo” não explora, e sim alguns patrões (e tem muitos) que são gananciosos, e digo isso por conhecer alguns assim! Entendi o que você quis dizer no artigo, mas sem a mão de obra nada teria sido feito.

  23. Uma dúvida: por mais que seja razoável este artigo, por mais que não exista a tal da exploração, por que os trabalhadores deveriam respeitar essa razão pura? Para perder os benefícios que são assegurados pela lei, ou seja, pela mira de uma pistola? Para trocar o certo pelo duvidoso? O trabalhador possui inúmeros direitos que são exigidos, à marra, pela força da lei! Para que eles iriam abrir mão desse privilégio?

    Eu acho burrice um trabalhador concordar com o articulista, ou seja, é burrice ele estar correto.É mais racional ele ignorar a razão pura deste artigo e continuar apoiando os partidos de esquerda.

    O mercado não é o único ecossistema onde a espécie humana pode conseguir os seus objetivos

  24. Leandro, nesse comentario foi dito :

    “Portanto, se for para escolher, manter o IC-Br estável (ou, melhor ainda, declinante) já seria ótimo. Para fazer isso, basta vender dólar (em troca de reais) e utilizar os reais para comprar títulos públicos em posse dos bancos. Ao fazer isso, a base monetária não se altera (logo, a Selic não é afetada) e o dólar barateia, o que já garante estabilidade no índice de commodities.”

    Comprar titulos dos bancos , nao iria limpar o balancete deles e eles e ela nao iriam emprestar o dinheiro em reservas fracionarias?

    Como sempre obrigado pelas respostas!

  25. Pq não tem inflação no Euro se eles imprimiram dinheiro depois de 2008? Dos eua eu ja entendi e tal mas e o resto do mundo que fez o mesmo?

  26. Eu estava trabalhando como recepcionista numa loja e estava reclamando com meus colegas como o patrão era muito escroto: não pagava hora extra, comissão ridiculamente baixa, metas impossíveis de bater.

    Só que de repente o cara apareceu bem na hora. Não deu pra disfarçar. Aí o cara começou a debochar da minha reclamação e falar que ele sim como dono da loja é que sofria. Capital em risco, 24 horas de trabalho por dia, sem direito trabalhista, sem férias nem décimo terceiro.

    Foi humilhante. Quando disse pq então não trocava comigo já que minha vida era mais fácil e já que eu topava a vida dele. O silêncio mais constrangedor que ouvi em minha vida. Ele teve oportunidade para estar ali, eu não

  27. Pessoal, eu ouvi agora esse vídeo e confesso de que fiquei muito incomodado, pelo tom alarmista. Gostaria de saber a opinião (apesar de essa questão de coronavírus não envolver só opinião) de vocês sobre.

    Fiz até um comentário gigante lá e talvez vocês até acabem o encontrando.

  28. Exploração não existe? O autor se esqueceu de outro princípio básico da economia: oferta e demanda. Enquanto houver alto desemprego e muitas pessoas com baixa qualificação, elas aceitarão ser mal pagos, simples assim. Bora ter um pouco de espírito crítico galera.

  29. Esquerdistas sempre tentam passar a ideia que o burocrata pode definir os preços por um valor de utilidade, mas o mesmo burocrata não consegue, atrás de uma mesa, controlar a produção de um bem. Então, pela lei da escassez, esse bem acaba tendo seu preço aumentado simplesmente porque é mais procurado. E se não se deixa aumentar seu preço, não se obtém recurso pra investir no aumento da produção. Já se desvirtua o processo produtivo no berço.

  30. Pessoal, eu muito escuto sobre o sucesso de alguns países asiáticos como Coreia do Sul, China, Taiwan (que é a verdadeira China), Japão, etc, se dar devido ao alto nível da educação nesses países, porém os mesmos constantemente batem recordem nos níveis de stress e até mesmo suicídios entre os alunos, devido à alta pressão e carga horária à qual são expostos desde muito cedo. Aí eu vos pergunto:

    1 -> A alta carga horária não prejudica o aprendizado? Pergunto isso porque diversas vezes já vi pessoas (cientistas inclusive) dizendo que não se deve estudar mais do que X horas por dia (varia de pessoas pra pessoa, etc.), pois além disso a taxa de absorção do conteúdo começa a cair gradativamente devido à fadiga, há vários estudos científicos nessa linha.

    2 -> A diferença no nível geral de conhecimento e habilidades matemáticas e científicas entre o asiático médio e o americano/europeu médio é realmente tão grande quanto a mídia por vezes faz parecer? Pergunto pois apesar de os EUA por exemplo não serem nada impressionante nos rankings de educação concentram uma boa parte da pesquisa de ponta e das grandes empresas tecnológicas do mundo, além de um número impressionante de startups na área da tecnologia. Constantemente se vê asiáticos muito “Nerds”, mas a maioria dos asiáticos são assim ou só temos essa impressão porque há muito mais asiáticos do que ocidentais?

    Obrigado!!

  31. O estado usurpou todas as reservas.minerais. se vc é pego com ouro é preso

    criptonizando.com/2020/05/03/video-homem-e-detido-com-12kg-de-ouro-escondido-nas-botas-em-rodovia-no-para/?fbclid=IwAR2hYLEo00_buoi4DpNrWgNcHYhmwfDW-pHBaY9M-PsJ7bYHvsDvZftPmtk

  32. Pessoas da rede, estou fazendo um comparativo dos salários mexicanos e brasileiros ao longo de seis anos, de dezembro de 2012 a dezembro de 2018, mais exatamente no dia 1º de cada mês (porque estou escrevendo um artigo sobre o México, abordando várias questões, incluindo no governo atual do AMLO). O quanto eles aumentaram em valores nominais e a inflação acumulada do período. Sou medonho em Matemática mas acho que vocês vão captar a ideia central minha.

    Então eu fiz o seguinte:

    – Em dezembro de 2012, o salário no México estava em 270,91 pesos por dia. Em dezembro de 2018, foi para 354,35 pesos por dia. Não, não sei o motivo de eles colocarem por dia, nem o motivo de no Brasil colocarem o salário por mês. Em seis anos, o salário aumentou 30,79% (o valor diário ou mensal não importa). Para calcular a inflação acumulada, eu usei o Consumer Price Index, do Trading Economics. Em dezembro de 2012, estava em 80,57 pontos. Dezembro de 2018, 103,02 pontos. Portanto, uma inflação de preços acumulada de 27,86% em seis anos. Portanto, seria um aumento real salarial de 2,93% em seis anos, subtraindo o aumento salarial e a inflação?

    – Agora para o Brasil: o salário mensal de dezembro de 2012 estava em R$ 2224. Em dezembro de 2018, R$ 2346. Assim sendo, o aumento salarial foi de 5,48%, em seis anos. A inflação acumulada, de 41,58% (pelo mesmo índice de preços). Então, se fosse corrigir pela inflação, seria subtrair o aumento salarial com a inflação, ficando em – 36,1%?

    Eu já havia aprendido que os juros reais corrigidos pela inflação seguem uma metodologia diferente. O mesmo conceito seria para salários? Errei em algo?

    Se estiver certo, caramba, que diferença do Brasil para o México viu…

  33. Caramba. E eu pedindo para o meu filho arrumar o quarto e lavar a louca. De acordo com a “teoria” da exploracao, se eu fizesse isso, eu nao exploraria o proprio filho e me auto-exploraria.

    Piadas a parte, acredito que o problema eh confundir trabalho com exploracao. Certamente existem abusos e aproveitadores (de ambos os lados), mas quando o trabalho eh voluntario tanto da parte do empregado quanto do empregador, isso nao eh exploracao mesmo…

  34. São Paulo é meu país

    Aqui na América Portuguesa a ideia de que trabalhadores são explorados pelos patrões ainda é muito difundida. Até pessoas que se dizem conservadoras e a favor do capitalismo acham que precisa existir salário mínimo e regulamentações.

  35. E meu professor que deu como tema de redação para dissertar “A exploração trabalhista na sociedade moderna” e logico que se eu escrever a verdade vou tirar zero

  36. Eai amigos, quando essa pandemia vai acabar? Olha a PALHAÇADA, países vacinados, obitos sobre controle mas casos explodindo. Lockdowns e mascaras voltando a ser obrigatórios igual no começo da pandemia.

    Quando isso vai acabar meu deus? A China sairá ilesa, no Ocidente a liberdade esta praticamente extinta com os governos fazendo o que bem querem, vendendo promessas falsas de liberdade e ate chantageando a liberdade individual com passaporte e agora Variante Delta

  37. às vezes me pego a divagar, sobre vários “SE” que poderiam ter ocorrido ao longa da história do Brasil… um universo paralelo só meu:

    01. SE os portugueses tivessem aqui estabelecido uma colônia de povoamento efetivo, utilizando a comunidade judaica e mozarab expulsa da espanha à época, criando colônias portuguesas nos moldes que os romanos fizeram;

    02. SE ao invés de terem praticado a escravidão africana tivessem trazido mão de obra da índia, onde possuíam contatos comerciais;

    03. SE tivessem implementado uma colônia com liberdade economica e religiosa como era a região do Couto Misto, lá mesmo em portugal (en.wikipedia.org/wiki/Couto_Misto), recebendo toda aqueles que viriam à ser mortos em guerras religiosas na europa ao longo dos séculos XVI, XVII..

    04. SE Dom Pedro I ao invés de correr atrás da coroa portuguesa tivesse focado sua energia em construir o Brasil tendo como seu principal assessor José Bonifácio, implementando as causas políticas desse (abolicação da escravidão, inclusive);

    05. SE Dom Pedro II (e/ou seus sucessores republicanos) tivesse recebido em mãos e o coração tocado pela “Riqueza das Naçoes”, de Adam Smith;

    06. SE uma cópia de “O Caminhão da Servidão” de Hayek tivesse chegado às mãos e tocado o coração de Getulio Vargas;

    07. SE o governo militar tivesse lido e entendido “A constituiçao da Liberdade” de Hayek e implementado seus princípios;

    08. SE a Assembléia constituinte de 1988 tivesse mirado em algum país com sucesso e feito nossa constituiçao à sua imagem e semelhança (exemplo Suiça);

    09. SE José Sarney tivesse chamado a turma do Milton Friedman para prestar consultoria em 1985;

    10. SE Bolsonaro tivesse mantido as propostas de campanha e implementado de maneira firme todas as políticas econômicas com as quais promoveu sua campanha.

    é muita viagem na maionese, sem rigor cientifico e superficial? sim! mas são meus sonhos que nunca se realizarão, porque já passaram…

  38. Por que os liberais brasileiros preferem deixar que a população passe fome por falta de poder aquisitivo a proibir a exportação de alimentos para o exterior?

    A fome nunca foi de fato um problema para os liberais. Como se vê aqui nas respostas deles, eles não dão a mínima se o brasileiro mais pobre não tem mais o que comer.

    Pode chorar no mercado, pode ficar horas na fila do osso para conseguir alguma proteína. O liberal não liga para o pobre sem acesso a alimentos

  39. O empresariado brasileiro explora sim os trabalhadores, basta comparar com os EUA, enquanto eles possuem uma jornada semanal de 40 horas desde 1938, o Brasil apenas em 1988 conseguiu abaixar de 48 para 44 horas semanais. Apenas Brasil e Colômbia possuem jornada tão extensa.

  40. “a) feito com recursos que tiveram de ser comprados pelos patrões capitalistas”

    Meia verdade. Tais recursos rotineiramente são bancados por instituições e programas de fomento, q reúnem recursos advindos frequentemente do cidadão comum pela via de impostos.

    “b) em uma fábrica, indústria ou local de trabalho que teve um custo para ser construído e que requer várias despesas para ser operado;”

    Frequentemente tais bens tbm são adquiridos por financiamentos ofertados por instituições de fomento, ou, são adquiridos por via se financiamento com o próprio fabricante onde o produto será pago pelo faturamento da produção, em última análise, pelo próprio empregado.

    “c) e com o capitalista sendo também responsável por bancar os custos de anunciar, propagandear e comercializar o produto fabricado, com o intuito de conectar o produto aos consumidores potenciais.”

    Este processo tbm é terceirizado a empregados especializados. E, frequentemente qdo o produto já esta neste nível, surgem novos entra ao processo dispostos a dividirem a despesa. Não tem essa de fica tudo nas costas do patrão sacrificado.

    E, no final,

    “d) se o produto não vender, todos aqueles que trabalharam em sua fabricação já foram pagos, exceto o capitalista, que arca com os prejuízos.”

    Isso é muito pouco provável já que tais produtos são comercializados com altas taxas de lucro. Para tornar o produto competitivo basta reduzir o lucro. Se ainda assim não vender, o prejuízo fica para a instituição de fomento (e quem financiamento ela, o povo) q assumiu o risco qdo financiou. Para proteger o patrao existem as leis de falência.

    …..

    Na verdade, a verdade seja dita, o grande patrão, não passa de um conector de pessoas. Tem seus méritos. Mas daí a ganhar 10, 100 mim vezes mais q seu empregado médio, é escrotidao. E nao assume risco coisa nenhuma. O risco é de todos, sempre.

    Patrao de verdade sou eu, q tenho uma propriedade rural com 5 trabalhadores e acordo mais cedo q eles para delegar as funções do dia. Q qdo precisa de 12 braços no processo eu entro na linha de frente e, qdo o banco quer cobrar uma taxa abusiva de juros alegando investimento de risco eu vendo uma parte dos meus ativos para construir um passivo q talvez vire ativo, e, me constranjo qdo apesar disso tudo tiro uma lavoura 50 mil reais e me nega a pagar o previamente acordado com meu funcionário e pego e tiro 20% do lucro e dou para eles dividirem. Me desculpe, mas qq coisa muito diferente disso não é ser patrão. É ser um intermediados de funções e um belo de um explorador.

    Qq rico q acorde após as 5 da manhã é indigno de ter o q tem. Eu minha opinião.

  41. Capitalista Chines.

    “Chorarei baldes de lágrimas no dia em que o brasileiro médio entender que os direitos e as proteções nas relações de trabalho são custos que serão deduzidos anteriormente ao seu salário.”

    Isso é verdade. Mas q garantia temos (ou teremos)q se tais direitos forem revogados q os mesmos serão revertidos em salários?

    Ao meu ver, nem temos garantia, nem isso jamais seria revertido em maior ganho financeiro ao funcionário. Pelo menos não as custas de lei.

    Talvez se a cabeça das pessoas mudasse… Mas…

  42. Gustavo 03/08/2021 16:36

    “Ué, primeiro você afirma repetidas vezes que ser patrão é moleza e que ganhar muito dinheiro (ter altas margens de lucro) é mamão com açúcar.

    Beleza.”

    Nao afirmei nada não . Eu comentei as premissas elencadas pelo artigo referentes ao patrão (empreendedor), premissas essas que serviram de base para o desenvolvimento do artigo. Contudo, premissas equivocadas ao meu ver. Apontei os referidos equívocos.

    “Mas aí, logo em seguida, você próprio descreve sua rotina de patrão e mostra que sua muito para ter algum lucro.”

    Eu disse q patrão de verdade q faz jus honestamente ao que ganha é quem sua a camisa. Quem bebe da mesma agua de seu empregado. Disse q ter a expertise de conectar pessoas q fazem coisas e assim desenvolver um processo de ganho, q no meu conceito nao é ser patrao (ao menos não o patrao legitimo). É ser um mero conector entre pessoas apenas, e que q ganhar 10 mil ou 100 mil vezes mais q um mero empregado por isso pode não ser ilícito, mas nao é o q eu chamaria de justo.

    “Ou você não se deu conta da sua incoerência ou você realmente é muito burro.”

    Nem uma coisa, nem outra. Se não entendeu depois das explicações acima, paciência. Em tempo, eu acho q deveríamos manter um nível de educação no debate.

    “Se é tão fácil ser patrão e ganhar dinheiro, então por que você próprio passa esse aperto todo? Masoquismo?”

    Pelo q eu já disse. Pq existem variações do q é ser patrao. Enquanto num polo temos o patrao q domina os processo de produção e busca no seu funcionário recursos para aumentar o volume de produção, existem no outro polo o q eu chamo de conector de pessoas, q frequentemente não sabe fazer nada ou no máximo muito pouco do q produz, mas consegue controlar quem sabe por via de pagamento, consegue persuadir quem tem dinheiro a lhe emprestar para q domine quem produz e desse arranjo auferir lucros. Saber fazer isso é um mérito. Mas quem sabe fazer isso vc acha q nao sabe se proteger qdo as coisas não dão certo? Cara, exemplos (fatos) assim ocorrem a todo momento. Definitivamente não nego seu talento. Só digo q o arranjo q permite isso ocorrer nao é o mais justo.

    Além de ser pecuárista, alguns dias da semana me devido à medicina, sou medico e cada dia mais me afasto da área. Pq? Pq cada dia mais vejo nao medicos ganhando dinheiro com a medicina, e muito mais q os médicos. Como pode isso? Arranjos q privilegiam forasteiros, aventureiros espertos.

    “Se é tão fácil prever as demandas futuras do merco e se é moleza comprar os bens de capitais necessários, por que você trabalha como uma mula e não está rico?”

    Onde foi q eu disse q era fácil? Eu disse q tem pessoas q tem a expertise e q estão dispostas a correr o risco do bônus e do ônus de suas escolhas. Mas, respondendo a tua pergunta diretamente, eu te digo q eu valorizo muito poder deitar a noite e dormir um sono tranquilo, tendo o muito ou o pouco q eu ganho honestamente

    “Mentes inquietas querem saber.”

    Espero ter esclarecido.

  43. Estado máximo, cidadão mínimo.

    “q frequentemente não sabe fazer nada ou no máximo muito pouco do q produz, mas consegue controlar quem sabe por via de pagamento, consegue persuadir quem tem dinheiro a lhe emprestar para q domine quem produz e desse arranjo auferir lucros.”

    Favor, apontar exemplos (e nomes) desse tipo de empresário. Essas características, para mim, se encaixam mais em uma certa classe que aparece de tempos em tempos pedindo votos.

  44. Ex-microempresario

    Eu acho sensacional como o brasileiro sabe com exatidão o que é “justo” e o que é “injusto” – e ele próprio está sempre do lado dos justos, naturalmente.

    O Alexandre divide 20% do lucro com seus cinco funcionários (4% para cada um) e presumivelmente fica com 80%. Isso é justo. Mas quem fica com mais que isso é “injusto” e mais um monte de adjetivos.

    Eu, que já fui empresário e desisti, acho que um bom patrão não é o que se orgulha de trabalhar junto com os “peões”, e sim aquele que planeja e administra a empresa para que isso não seja necessário.

  45. Introvertido

    Você pode falar o q quiser, mas não precisa chamar ninguém de burro. Acho q aqui todos estamos um pouquinho acima do nível do Twitter, e dos comentários do UOL. Eu se encontrar alguém aqui em flagrante demonstração de burrice, me recuso a utilizar tal termo contra a pessoa. Questão de educação e respeito.

    Isto dito, a conclusão q eu cheguei com relação as suas falas é a de que não comentamos sobre as mesmas coisas.

  46. Este artigo é uma piada! No Brasil, empresas várias , principalmente o ramo de call-center exploram SIM seus funcionários, com salários indignos, há diversos casos de funcionários que não podem ir no banheiro durante o expediente e quando vão tem um limite de 5 minutos para cagar e mijar…mas isso não é exploração! Desçam para o mundo real! Vocês vivem em um mundo paralelo!

  47. 95% dos trabalhadores no Brasil acham que são explorados no Brasil, não adianta, no Brasil se morde a mão que alimenta, vejo um pessoal tentando lutar por liberdade para o povo,perca de tempo, as massas em si, querem o conforto, a doce ilusão, lutem para tirar férias nas Bahamas, que se dane o povo!!!

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