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Os pobres, o livre mercado, e a moralidade deste arranjo

Se uma determinada atividade econômica sempre
foi socializada, praticamente todas as pessoas concluem que é assim que tem de
ser e que não poderia ser de outra maneira.

Com efeito, à primeira vista, imaginar como o
livre mercado faria funcionar um setor até então estatizado é difícil. Décadas de doutrinação estatista nas escolas
(públicas e privadas) geraram essa incapacidade de raciocínio. 

Murray Rothbard certa vez comentou que se o
governo fosse o único fabricante de sapatos, a maioria das pessoas seria
incapaz de imaginar como o mercado poderia ser capaz de produzi-los. Disse ele:

Se o
governo, e somente o governo, tivesse o monopólio da fabricação de sapatos e
fosse o dono de todas as revendedoras, como será que a maioria das pessoas iria
reagir a quem advogasse que o governo saísse do setor de calçados e o abrisse
para empresas privadas? 

Sem dúvida nenhuma as pessoas iriam bradar: “Como
assim? Você não quer que as pessoas, e principalmente os pobres, usem sapatos!
E quem iria fornecer
sapatos ao povo se o governo saísse do setor? Quais pessoas? Quantas lojas de sapato haveria em cada cidade? Em cada município? Como isso seria definido? Como as empresas de sapato seriam
financiadas? Quantas marcas
existiriam? Qual material elas iriam
usar? Quanto tempo os sapatos durariam? Qual seria o arranjo de preços? Não seria necessário haver regulamentação da indústria de calçados para
garantir que o produto seja confiável? E
quem iria fornecer sapatos aos pobres? E se a pessoa não tiver o dinheiro
necessário para comprar um par?”

Troque a expressão “fabricação de sapatos”
por qualquer outra e o raciocínio continua idêntico.  

Sem uma educação socializada, como os pobres
conseguiriam pagar por seus estudos? Se
os Correios não fossem estatais, como as pessoas que moram naqueles rincões
mais afastados receberiam suas cartas? Sem a Previdência Social estatal e compulsória, os idosos morreriam na
miséria! Se o sistema elétrico não
estivesse sob o controle do estado, milhares de famílias estariam hoje às
escuras! Se a extração de petróleo não
fosse de competência do estado, não haveria gasolina e diesel nas bombas!

Pavorosamente, quando se aceita a
“necessidade da socialização”, a ideia do absolutismo estatal passa a ser vista
com naturalidade. Afinal, se o estado é
visto como essencial em várias áreas, por que ele deixaria de ser essencial em
outras? 

Para entender essa confusão mental não é
necessário muito esforço. 

Tão logo uma atividade foi socializada,
torna-se impossível demonstrar, por meio de exemplos práticos, como os
indivíduos agindo em um mercado livre e irrestrito poderiam efetuar esta mesma
atividade de maneira mais eficiente, mais abundante e mais barata.  

Por exemplo, como seria possível comparar os
Correios estatais a um Correio privado quando a existência deste último é
proibida por decreto estatal? Como
explicar que o mercado de telefonia seria melhor caso a entrada de concorrência
estrangeira fosse liberada, sendo que sempre tivemos o estado regulando o setor e
especificando quem pode e quem não pode entrar?

É como tentar explicar para um povo que
sempre viveu na escuridão como as coisas seriam caso houvesse luz. A única coisa que você pode fazer é recorrer
a construções imaginárias.

Para ilustrar esse dilema: durante as últimas
décadas, homens e mulheres praticando trocas livres e voluntárias (isso se
chama livre mercado) descobriram como fazer a entrega da voz humana ao redor do
globo em bem menos de um segundo; descobriram como transmitir um evento, como
uma partida de futebol ou uma corrida de automóveis, e exibi-lo ao vivo e a
cores na casa de qualquer pessoa em qualquer ponto da terra; descobriram como transportar
mais de 300 passageiros de um continente a outro em questão de horas; descobriram
como transportar gás de uma mina remota ao aconchegante lar de alguém em outra
cidade a preços inacreditavelmente baixos e sem subsídio; descobriram como entregar
vários barris de petróleo do Golfo Pérsico ao oeste americano — meia volta ao
mundo — por menos do que o governo cobra para entregar uma carta de 50 gramas
ao outro lado da rua!

No entanto, e ainda assim, esses e tantos
outros fenômenos rotineiros que o livre mercado nos proporciona ainda não são
capazes de convencer a maioria das pessoas de que “os Correios” poderiam ficar a
cargo da livre concorrência sem que isso causasse sofrimento aos usuários.

Agora, imagine este outro cenário: suponha
que o governo federal, desde seu surgimento, tenha decretado uma lei ordenando
que todos os meninos e meninas, desde o nascimento até a maioridade, recebam
sapatos e meias “gratuitamente” do governo federal. Imagine que essa prática de receber “sapatos
e meias gratuitamente” estivesse em prática desde o descobrimento do país. 

Ato contínuo, imagine que um de nossos
contemporâneos — alguém que acredite nas maravilhas que podem ser alcançadas
quando as pessoas são livres para empreender — dissesse: “Não creio que dar
meias e sapatos para as crianças deveria ser uma responsabilidade do
governo. Isso deveria ser uma
responsabilidade das famílias. Tal
atividade jamais deveria ter sido socializada. Ela seria muito mais adequadamente efetuada pelo livre mercado”.

Quais seriam as reações a essa declaração? Baseando-se em tudo o que ouvimos tão logo
uma atividade é estatizada — mesmo que apenas por um curto período de tempo
–, a resposta-padrão a essa desestatização seria algo assim: “Ah, mas aí você
traria sofrimento para as crianças pobres, que ficariam completamente
descalças!”

No entanto, neste exemplo, como se trata de
uma atividade que ainda não foi estatizada, somos capazes de mostrar que as
crianças pobres estão mais bem calçadas naqueles países em que sapatos e meias
são de responsabilidade da família do que naqueles países em que sapatos e
meias são responsabilidade do governo. Somos capazes de demonstrar que as crianças pobres estão mais bem
calçadas em países que são mais livres do que em países que são menos livres.

Ignorando a todos, igualmente

Sim, é verdade que o livre mercado ignora os
pobres — só que ele ignora os pobres justamente porque ele não reconhece os
ricos. O livre mercado não é um
“respeitador de pessoas”. O livre
mercado é simplesmente uma maneira organizacional de criar bens e serviços por
meio da livre concorrência
.  

Ou seja,
trata-se de um arranjo em que a entrada na arena da produção e da
comercialização é livre, não dependendo de autorizações ou permissões estatais. Trata-se de um arranjo que permite que
milhões de pessoas cooperem e compitam sem que seja necessário exigir
autorizações preliminares de pedigree, nacionalidade, cor, raça, religião ou
riqueza. 

Livre mercado significa transações
voluntárias; significa uma justiça impessoal na esfera econômica. Livre mercado não tolera protecionismo,
subsídios e favores especiais concedidos por aqueles que estão no poder. Por isso, o livre mercado é, em sua essência,
contra a coerção, a espoliação, o roubo e todos os outros métodos anti-mercado criados
por governos para privilegiar alguns poucos poderosos em detrimento de todo o
resto
.  

O livre mercado é o único arranjo
que permite que qualquer indivíduo possa concorrer em qualquer área da economia
(mas que não dá garantia nenhuma de sucesso). Ele permite que os mortais ajam moralmente porque
eles são livres para agir moralmente.

O livre mercado, em suma, não “fornece” um incentivo para você trabalhar; ele permite que você seja livre para trabalhar. O livre mercado não “fornece” um incentivo para você investir e empreender; ele permite que você utilize seu capital livremente para obter um lucro ao servir o consumidor. Não existe um deus chamado “mercado” que irá fornecer a você algum incentivo para ser produtivo. No entanto, o mercado é o melhor arranjo institucional para se criar uma harmonia entre os planos de um vasto número de indivíduos — daí o título da obra magna de Frédéric Bastiaat, Harmonias Econômicas.

A natureza humana

Sim, é necessário admitir que a natureza
humana é defeituosa, e que essas imperfeições muitas vezes serão refletidas no
mercado (e muito mais no governo, setor cujos integrantes detêm o poder e não
estão submetidos à concorrência). Porém,
o livre mercado é o único arranjo que possibilita a cada indivíduo agir de
acordo com sua melhor moral e ser recompensado por isso, ao passo que o
estatismo e a abolição da concorrência é o arranjo que premia (ou não pune) os
imorais e desleixados.

Nenhum defensor do livre mercado nega a
existência de empreendedores salafrários. Apenas acreditamos — e para isto
baseamos-nos na sólida teoria econômica — que, quanto mais livre e
concorrencial for o mercado, mais restritas serão as chances de sucesso de
vigaristas, e mais honestas as pessoas serão forçadas a se manter. E elas
terão de ser honestas não por benevolência ou moral religiosa, mas sim por puro
temor de que, uma vez descobertas suas trapaças, elas serão devoradas pela
concorrência, podendo nunca mais recuperar sua fatia de mercado e indo a uma
irrecuperável falência.

Por outro lado, quanto maior for a
regulamentação estatal sobre um setor, mais incentivos existirão para a
corrupção, para o suborno, para os favorecimentos e para os conchavos. Em
vez de se concentrar em oferecer bons serviços e superar seus concorrentes no
mercado, as empresas mais poderosas poderão simplesmente se acertar com os
burocratas responsáveis pelas regulamentações
, oferecendo favores e, em troca,
recebendo agrados como restrições e vigilâncias mais apertadas para a
concorrência.

Não há absolutamente nenhum motivo para crer
que homens dotados com o poder da coerção — como são os políticos e os
empresários que atuam em um mercado fechado pelo governo — irão se comportar
mais moralmente do que as pessoas em um ambiente de livre concorrência.

Por isso, o livre mercado é a única opção
moral concebível.

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151 comentários em “Os pobres, o livre mercado, e a moralidade deste arranjo”

  1. Excelente artigo. O livre mercado fica muito mais fácil de justificar quando consideramos o aspecto moral e não prático, justamente pelo problema que foi mostrado no texto… As pessoas simplesmente não conseguem imaginar outra pessoa oferecendo estradas, correios, energia elétrica etc. que não sejam por meio do estado.

    Sempre faço a seguinte pergunta quando encontro alguém que se opõe ao capitalismo, ao livre mercado: “Você é a favor da iniciação da violência contra pessoas pacificas?”. A resposta é automática: “NÃO, CLARO QUE NÃO!!”. Ai eu digo: “Então você tem que ser a favor do livre mercado ou estará apoiando a coerção”. Simples.

  2. Pedir o intervencionismo estatal para amparar o mercado é reconhecer-se como retardado mental incapaz de tomar boas decisões, incapaz de distinguir os bons concorrentes dos maus, é achar que sem o Estado não há justiça, quando a justiça quem faz é o próprio consumidor, com consciência naquilo que consome. Por isso não se deve regular por lei o que o McDonalds, por exemplo, coloca em seu sanduíche, mas sim informar e conscientizar a pessoa de que aquilo faz mal, e naturalmente a lanchonete vai se adequar ao mercado.

  3. Acho que é bem simples imaginar como seria ter coisas como o fornecimento de água, eletricidade, correios, saúde e outros essenciais não mãos da iniciativa privada sem regulação. Empresas só visam lucro e não ofereceriam esses serviços onde não fosse lucrativo. Quantas lojas de sapatos existem no interior de um estado pobre? E levar sapatos é almo extremamente barato. Empresas não arcariam com o custo de criar a infraestrutura necessária para esses serviços básicos. Outra coisa são as relações de trabalho. Não quero nem imaginar o que meus chefes fariam comigo sem a proteção das leis trabalhistas. Já é absurdo o que acontece com toda essa regulação.

  4. Acompanho o Mises há meses e concordo com praticamente tudo o que aqui está escrito. No entanto, este artigo me fez pensar em uma questão: doenças negligenciadas. Sabemos que vacinas são desenvolvidas por entidades privadas e que, por conta disso, milhares de pessoas morrem em países pobres por contraírem doenças que não são economicamente atraentes para estes laboratórios.

    Gostaria de saber a opinião dos colegas com relação à esta questão e se este não seria um indicativo de que outros serviços intrinsecamente deficitários prestados pelo Estado também não deixariam de ser prestados, caso passassem a ser responsabilidade da iniciativa privada.

    Reforço que, pessoalmente, não acho que problemas economicamente inviáveis devam ser resolvidos, mas confesso que me sinto “frio” quando penso assim.

    Abs a todos

  5. No livro “Liberdade e a Lei”, de Bruno Leoni, ele cita que na europa (quando ele escreveu o livro), todas as redes de televisão são estatais e as pessoas não conseguem entender como funcionariam se fossem privadas…

    Ele diz que tenta falar que em outros lugares são assim, mas que as pessoas não conseguem entender como algo assim pode ser possível…

  6. Emerson Luis, um Psicologo

    Conforme o texto explicou, quanto mais se pratica o socialismo, mais se aprofunda o modo de pensar socialista em um círculo vicioso.

    * * *

  7. Me dá prazer ler estes textos do Instituto Mises.

    A solução para o Brasil é o LIVRE MERCADO!

    Tudo quanto é tipo de serviço, privado, concorrido e com imposto baixíssimo. E sem o Estado se metendo.

    Obrigado autores e tradutores de todo o Instituto, por me fazer mudar os meus pensamentos.

  8. Sempre há essa questão implícita quando se tenta argumentar com um defensor do estado. A pessoa sempre insinua: ‘Mas o que seria dos pobres?.. e blá blá blá’. Nesse caso, se a lógica não funciona muito(se for com esquerdistas, a lógica não funciona mesmo; para eles toda ação do mercado se resume em ‘opressão ao trabalhador’), então é bom usar exemplos históricos: o que ocorreu com o consumo de serviços de telefonia quando houve a privatização nos anos 90, por exemplo? Antes só ‘mauricinho’ tinha telefonia fixa. Se for investigar o consumo de coisas tão básicas quando do fim da Alemanha Oriental, ou União Soviética mesmo, deve haver milhares de exemplos.
    Mesmo que não houvesse muito acesso a determinados bens/serviços a toda a população, ainda existiria a questão da caridade privada.
    No longo prazo, nada justifica a necessidade do Estado para fornecer quaisquer bens/serviços.

  9. Pessoal, sou leitor assíduo, quase que diário, do Mises Brasil. E ultimamente tenho me perguntado: como fazer pra aplicar isso na prática? Sou empreendedor e, de certa forma, já faço isso. Mas tem se mostrado insuficiente. O que eu mais vejo é empresário querendo “mamar” no governo, querendo um subsídio, uma cota ou taxa pra importação de produtos concorrentes, ou seja, o mercado cada vez mais fechado.

    Alguma ideia? Formar um grupo de estudos libertários? Praticar a caridade (pra demonstrar que não precisamos de Estado)? Mas aí vem outro problema: a grande maioria das ONGs no Brasil é dependente do Estado (sempre ele).

  10. Certo dia um colega me perguntou e não soube responder. E quanto a guerra? Serviço militar obrigatório? Como isso seria realizado sem um estado ou com um estado mínimo?

  11. Sei que não é esse o assunto deste artigo, mas alguem poderia me responder se agressões verbais como chingamentos ferem o PNA?
    Como isso é visto pelo liberalismo?

    Obrigado!

  12. Saudações,
    É minha primeira participação por aqui. Estou começando a estudar o liberalismo. Peço permissão e rogo paciência com minhas considerações e dúvidas.
    Considerei o artigo interessante, mas o seu argumento principal é algo que poderia ser usado por qualquer tipo de proposta ideológica. Na verdade, já é usado. É, por exemplo, o argumento que muitos socialistas/comunistas usam: “até hoje não foi possível chegar ao comunismo de fato, então não se pode comparar com nada que existe hoje, pois não conseguimos conceber o mundo sem o capitalismo”.
    Esse é o perigo quando imaginamos paradigmas diferentes: eles podem parecer muito melhores do que realmente seriam. E qualquer imperfeição não prevista antes pode ser explicada com a contaminação dos resquícios do paradigma anterior. A verdade é que a realidade é muito mais complexa do que os nossos modelos. Mas, de qualquer forma, é muito útil explorá-los e estudá-los.
    Fica então a minha dúvida: por que a argumentação é válida para o cenário defendido e não para outros?

    Abcs.

  13. Ha um caso pratico mto importante..a area de informatica ou IT , Information Techonnolgy, como eh conhecida ou TI em portugues

    Nao existe em nehum lugar do mundo nenhum tipo de regulamento de governo

    Conseguem imaginar a  vida sem computadores?
     
    Pois eh…e nessa atividade não há QUALQUER REGULAMENTO, NÃO EXISTE CREA OAB CRM….NADA..num tem sindicato ….num tem greve…num tem governo
     
    A coisa e tão livre que tivemos que inventar um tal de "  modelo de governança de ti" …mas isso veio da comunidade..veio do mercado  não veio de Brasilia..nem da ONU
     
    Nos os ” computeiros” fizemos tudo sem necessidade de alvarás…existe alguma lei que obriga um banco a tirar backup?
     
    Não
     
    A única lei que nos governou foi a  segunda lei que move o mundo
     
    O MEDO DE PERDER O EMPREGO
     
    E ai fizemos nossos erros e acertos
     
    ai esta a maravilha de Internet  livre..livre   livre  
     
    nenhum profissional de TI precisa fazer exame numa OAB da vida…ninguem precisa mandar para Brasília, Washington ou Bruxelas o desenho do seu sistema de TI e pedir autorização para um sumo sacerdote
     
    e funciona..da uns "paus" de vez em qdo..mas se auto corrige…e castiga os incompetentes e premia os bons

    Falo com certa autoridade..em 40 anos na area desenvolvi junto com meus chefes e colaboradores centenas de aplicacoes, ou seja, milhares de programas de computador nas mais diversas limguagens, desde o Assembler do IBM 360 ate JAVA nos tempos atuais e jamais tive que pedir permissao ao governo para fazer nada..simplesmente o cliente,tambem conhecido como usuario era convidado VOLUNTARIAMENTE a pagar a conta, ou seja, nossos salarios e os equipamentos…e tudo so era feito se tivesse um beneficio economico, isto eh, alguem iria ganhar dinheiro, certamente mto mto mto mais que nossos salarios..e isso jamias nos incomodou…qdo nao,estva satisfeito por agum motivo, mudava de emprego…..qdo meu empregador nao estava contente, me demitia..e assim viivi a maior parte dos anos mto feliz..paguei mimhas contas, criei tres filhos, hoje todos adultos e nao recebi um centavo de heranca..guardei uns trocos para minha velhice…que esta chegando

    Agora tente fazer um empreedimento imobiliario..a insanidade burocratica eh imensa..nao comento mais nada pq tenho medo…
    Abs a todos…
     

  14. Entendi perfeitamente o argumento: “Não conseguimos imaginar como seria um serviço num mundo liberal, uma vez que ele, mesmo que por um curto espaço de tempo tenha sido estatizado.” Fui convencido que, realmente, quando o mercado é livre, é sempre melhor. Pois bem, vamos aplicar o o que esse artigo nos ensina. Vamos desestatizar a segurança e a justiça! Deixemos os homens inteligentes se entenderem, resolverem seus problemas sozinhos e defenderem seus domínios sem qualquer interferência de Estado algum. Que mundo maravilhoso seria! Ah, talvez preciso dizer: “Que mundo maravilhoso seria!” é uma ironia.

  15. Eu não propus arranjo no primeiro post, no segundo post tu criticou (elogiando ironicamente) algo que eu nem havia mencionado.
    O Estado ser indispensável não é opinião, é uma constatação. Basta considerar os exemplos que dei no primeiro post: segurança e justiça. Aqui não acho que seja necessário qualquer explicação: faz um exercício de raciocínio, para e pensa antes de vomitar algo aqui só para me contrariar.

  16. Rodrigo, existem exemplos historicos de ambos serem realizados de modo cooperativo. Mesmo que nao houvesse, que tipo de argumento e esse de que algo que nunca existiu e impossivel de existir? Escravos? Impostos? Carros? Ademais, vc nao argumentou qual a grande impossibilidade de agentes privados prestarem esse serviço. Só disse q e indispensavel e ponto. Isso nao vai te fazer ganhar nenhuma discussao aqui.

  17. "Sim, é necessário admitir que a natureza humana é defeituosa, e que essas imperfeições muitas vezes serão refletidas no mercado (e muito mais no governo, setor cujos integrantes detêm o poder e não estão submetidos à concorrência)."

    Se a natureza humana é defeituosa, a não existência do governo resolveria o problema da natureza humana?

    No mesmo parágrafo tem a resposta, segundo o autor:

    "Porém, o livre mercado é o único arranjo que possibilita a cada indivíduo agir de acordo com sua melhor moral e ser recompensado por isso, ao passo que o estatismo e a abolição da concorrência é o arranjo que premia (ou não pune) os imorais e desleixados."

    Então tá. Já que o governo não me possibilita agir de acordo com a minha melhor moral então que tal agente se juntar e começar a roubar e enganar os outros, como certos políticos fazem?

    Uma pessoa defender esse tipo de raciocínio é assumir a sua incompetência como indivíduo; acha que só pode ser bom se houver um cenário favorável para a sua boa ação.

    Vamos nos negar a participar do governo então, já que participar do governo é imoral. E enquanto isso, os bandidos tomam conta dos cargos públicos e fazem a festa com o nosso dinheiro. Aí, quando houver um mundo sem governo, eu vou pensar no que fazer.

  18. Principiante em Economia

    Olá!!!

    Tem alguma(s) obra(s) ou artigo(s) do Instituto Mises (independente da língua escrita)que explica a visão da Escola Austríaca a respeito da economia (Estado Rentista) praticada pelos países do Golfo Pérsico?!

    Agradeço desde já a indicação! 🙂

  19. Como a maioria dos alunos do governo viram auxiliar de pedreiro ou entregador de pizza, seria interessante o governo começar a ensinar assentamento de piso, tijolo e operação de betoneira. Pelo menos, os alunos do governo poderão construir suas próprias casas e não morar em favelas.

  20. Dois pontos importantes do início do artigo me chamaram a atenção:
    a) as pessoas se acostumam com as atividades econômicas
    sendo praticadas de uma determinada forma (comodismo), e
    b) décadas de doutrinação geraram incapacidade de raciocínio(alienação).

    Acho que os dois pontos se fundem e geram um outro pior:

    a+b) o comodismo e a alienação fazem com que as pessoas ao menos aceitem uma argumentação. Quando aceitam, querem ser convencidas com explicações simplistas (uma palavra, uma oração ou uma frase mínima). Se o libertário não for um mestre nos aforismos, existem assuntos que nem adianta perder tempo em tentar explicar.
    Aforismos em defesa da liberdade: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2204

  21. Prezados,

    Sei que a questão foge ao tema do presente artigo, mas se possível peço que desconsiderem ter fugido ao assunto principal ou que me indiquem o local adequado para fazer este tipo de pergunta.
    Ontem li o livro “Un legado de libertad: Milton Friedman en Chile” e fiquei curioso para entender melhor como era a situação econômica do Chile entre 1930-1970 e entre 1970-1990. Há algum site com informações confiáveis acerca do crescimento do PIB, IDH e outros indicativos econômicos relevantes do Chile para o referido período? De maneira geral, quais são os melhores sites para pesquisar tais dados econômicos? Conheço pouco sobre o assunto e encontrei apenas o pt.tradingeconomics.com/chile/gdp

  22. maria cristina dias martins correa

    Excelente artigo, Brasil e Petrobrás sao a prova viva, se nao fosse uma estatal a Petrobrás nao teria sido asaltada como foi, se o Brasil nao fosse um estado gigantesco seria realmente o pais do futuro, mas do jeito q as coisas estao é o país do passado.

  23. Liberalismo: não promete nada aos pobres, mas disponibiliza-lhes os meios de sair da pobreza
    Assistencialismo estatal: promete cuidar dos pobres, mas na verdade piora sua situação.

  24. Ótimo artigo…Tenho certeza de que se qualquer pessoa com pensamentos de esquerda se desse ao trabalho de ler tal artigo repensaria seus conceitos e buscaria procurar mais conhecimento sobre o pensamento liberal, libertário, etc…

  25. Sem os investimentos do governo, o homem não teria pisado na lua. Não teria ocorrido as Grande Navegações. Não haveria a Ponte Rio Niterói, a Usina de Itaipú…

  26. O que você acha da gestão pública norueguesa e islandesa? Busco nesse mundão alguma experiência verdadeiramente equilibrada, onde possamos identificar bom senso na aplicação dos recursos públicos, onde empregado e empregador vivam em harmonia e crescimento.

  27. “Deixe as pessoas livres e elas vão controlar umas as outras.”

    De controle em controle, a sociedade se organiza e surge o ESTADO.

    portanto, você que está lendo isso, saiba que o Estado é resultado da livre interação entre as pessoas.

    Defender o livre mercado é defender uma abstração utópica, quem faz o mercado são as pessoas e pessoas controlam pessoas, pessoas exercem PODER sobre pessoas.

    Lembre-se que o Mises e seus artigos sempre tendenciosos sempre omitem a realidade de seus leitores.

  28. As únicas funções aceitáveis que um Estado deveria exercer são as da defesa da vida e da garantia das propriedades de seus cidadãos.

    Forças Armadas em nível federal, poder judiciário em nível estadual (limitado a juizados e foros), e forças policiais em nível municipal, deveriam ser as únicas instituições públicas a existirem.

    Nada mais, absolutamente nada mais deveria ser bancado com dinheiro dos pagadores de impostos (lembrando que imposto é roubo por ser coercitivo).

    Monarquia parlamentarista com os respectivos parlamentares eleitos pelo povo e exercendo suas funções SEM remuneração (voluntariado).

    P.S. é óbvio que isso JAMAIS será assim.

  29. Embraer é sucesso de privatização?

    Sabiam que o governo tem Golden Share?

    Inclusive o governo é capaz de DECIDIR se a BOEING compra ou não a embraer

    Ela saiu da falência pra terceira maior fabricante de aviões do MUNDO! Obvio, via desenvolvimentismo que vocês tanto criticam!

  30. Outro dia eu passei no aeroporto de Florianópolis.

    A impressão que eu tive, é que estão roubando muito dinheiro lá.

    O aeroporto tem bastante movimento, mas a sala de embraque é com divisória de madeira e só cabe passageiros de um voo. Se um voo atrasa, vira um caos. Sem contar que se chover, tem que embarcar de guarda-chuva. Além de cobrarem 14 reais no misto quente com pão de forma, sem manteiga, com uma fatia de queijo e outra de apresuntado.

    Estatizou, vira isso aí…Vira um serviço que até uma empresa de fundo de quintal, com gente bebendo cachaça, acaba prestando um serviço melhor.

    Também falam que a cidade é o paraíso, mas é pura falácia…Tem uns 3 ou 4 bairros bons e boas praias, mas o resto é uma cidade caindo aos pedaços e dezenas de bairros muito degradados. Isso tudo porque SC é um estado extremamente politizado e com puxa saco pra todo lado.

  31. Os trem balas japoneses são estatais?

    pt.wikipedia.org/wiki/Japan_Railways

    Essa empresa é famosa por operar as linhas que passam dos 500km/h, fantástico e ultra tecnológico.

    Mas é operado por empresa estatal, alguém sabe o motivo de ter dado certo com administração pública?

  32. Leandro, o ouro se valoriza ou mantém o preço estável? Quando o Bitcoin ganha valor é incorreto dizer que ele tá “deflacionando”? No livro do Fernado Ulrich está escrito que 90% da demanda por ouro é para fins monetários, essa informação procede?

    Eu perguntei no youtube mas ele não respondeu, como você manja bastante de economia resolvi perguntar pra você.

  33. O artigo é simplesmente genial, tanto pela forma concisa com que aborda o assunto como pela honestidade que escancara sempre o maniqueísmo cego existente quando esse assunto entra em discussão.

    A coisa mais louca foi eu ter conhecido o Mises justamente enquanto pesquisava artigos para fazer minha monografia totalmente voltada na defesa do Estado como guardião dos direitos sociais. E isso me trouxe um problema real porque o meu orientador é totalmente pró Estado, com livros a respeito publicados, inclusive. Agora me sinto meio perdida sobre o rumo da minha monografia que iria de encontro justamente com a proposta original (e com a ideologia do meu orientador).

  34. www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/01/1947492-balanca-comercial-fecha-2017-com-maior-superavit-da-historia.shtml

    Eu sabia que o Brasil era um país fechado. Mas eu não sabia que ele era tão fechado assim. Primeira vez que atingimos superávit de mais de 60 bi em exportações. O que você espera de um país onde os principais produtos são commodities?

    Isso sempre me foi ensinado que “é bom pro país”. Mal sabe o brasileiro médio que isso só é bom pros barões da agricultura e da indústria. Isso é ruim até para a população, pois diminui a oferta e encarece os produtos nacionais.

  35. Parei de ler o artigo na citação do Rothbard.

    Não tem como comparar a produção e o comércio de sapatos com serviços essenciais e complexos como segurança e saúde. São coisas diferentes.

    Por mim, pode privatizar tudo (até mesmo a educação). Mas segurança e saúde devem ser obrigação do estado oferecer.

  36. Todos nós temos o direito à vida…e para termos o direito à vida, devemos, também, ter o direito ao sustento, nem que seja mínimo. É algo que independe de qualquer categoria como o mérito,a “possibilidade aceitável” , a “situação do mercado” ou até mesmo a “vontade de fazer caridade” das pessoas. Há um limite na linha de miséria que ninguém deveria passar…se você é contra, amanhã pode ser você ou eu ou qualquer outro indivíduo que compõe a soma do coletivo (não é algo sentimental)… não aceitar isso parece que é aceitar a execução ,sumária e arbitrária, de qualquer indivíduo achando que o próximo sorteado não possa ser o “quem apoia” as execuções… fora isso eu sou liberal…eu só ‘emendei” ,nas razões pelas quais vocês defendem o direito à vida, o direito ao “sutento dessa vida”… não faz sentido defender o direito à vida sem defender o direito à ter condições mínimas de suportá-la….claro, perde validade quando não podemos fazer nada para “manter a vida”, como na morte

  37. Agora quero ver o argumento do neoliberalismo:

    Suécia e agora Finlancia reduzem carga horária da jornada de trabalho.

    Não preciso de argumento e nem convencer para acreditarem em mim, a MICROSOFT EMPRESA PRIVADA prova com empiria.

    E agora como vocês saem dessa?

    exame.abril.com.br/carreira/microsoft-testa-semana-de-trabalho-de-4-dias-e-a-produtividade-sobe-40/

  38. É uma causa perdida. Vá explicar isso para um esquerdista – que claramente tem o ego investido na opinião -, de nada adiantará. Mais uma vez, é uma causa perdida.

  39. “Nenhum defensor do livre mercado nega a existência de empreendedores salafrários. Apenas acreditamos — e para isto baseamos-nos na sólida teoria econômica — que, quanto mais livre e concorrencial for o mercado, mais restritas serão as chances de sucesso de vigaristas, e mais honestas as pessoas serão forçadas a se manter.”

    Pelo contrário, como disse o Papa Pio XI, na sua Encíclica Quadragesimo Anno:

    “É coisa manifesta, como nos nossos tempos não só se amontoam riquezas, mas acumula-se um poder imenso e um verdadeiro despotismo económico nas mãos de poucos (…) Este acumular de poderio e recursos, nota característica da economia actual, é consequência lógica da concorrência desenfreada, à qual só podem sobreviver os mais fortes, isto é, ordinariamente os mais violentos competidores e que menos sofrem de escrúpulos de consciência.”

    http://www.vatican.va/content/pius-xi/pt/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19310515_quadragesimo-anno.html

    Ou seja, são exatamente os vigaristas que vencem a concorrência desenfreada tão defendida pelo artigo.

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