No dia 5 de maio de 2018 foi comemorado o 200º
aniversário de Karl Marx. O filósofo alemão inspirou uma grande variedade de
movimentos políticos que geraram incontáveis desastres
humanos.
O falecido Rudolph Rummel, o demógrafo perito em
contabilizar todos os homicídios em massa causados por governos, estimou o total de vidas
humanas dizimadas pelo socialismo do século XX em 61 milhões na União
Soviética, 78 milhões na China, e aproximadamente 200 milhões ao redor do mundo.
Todas essas vítimas pereceram de inanições
causadas pelo estado, coletivizações
forçadas, revoluções
culturais, expurgos
e purificações, campanhas
contra a renda não-merecida, e outros experimentos
diabólicos envolvendo engenharia social.
Em termos de monstruosidade, esse terror
simplesmente não encontra paralelos na história humana.
Entretanto, embora tenha sido o inspirador direto de
todas essas catástrofes, Marx continua sendo objeto de admiração de vários
intelectuais e artistas. Um recente exemplo foi o filme O Jovem Karl Marx,
de Raoul Peck, que retrata Marx como um radical
repleto de bons princípios e dotado de uma louvável sede por justiça.
Felizmente para Marx, para seu mito e sua reputação,
ele próprio nunca pessoalmente adquiriu o controle do aparato de algum estado.
Consequentemente, o trabalho sujo de realmente implantar a necessária “ditadura do proletariado”
foi deixado para terceiros. E aqueles que tentaram trazer o marxismo para a
realidade prática rapidamente descobriram que o marxismo aplicado gera apenas empobrecimento,
dizimação de vidas
humanas, e a total
destruição das liberdades individuais.
Não obstante, após um século marcado por brutais
regimes socialistas baseados em várias interpretações das idéias de Marx, o
filósofo alemão sempre é reabilitado sob o mesmo lema: “o socialismo real não
fracassou; ele simplesmente nunca foi tentado”.
Ou seja, uma experiência socialista genuinamente
“pura” — como Marx presumivelmente queria — sempre acabava sendo maculada e
se degenerava pela presença de idéias burguesas ou por hábitos capitalistas que
persistiam no aparato estatal.
Um exemplo típico desse tipo de pensamento pode ser
encontrado, por exemplo, em Noam Chomsky e em sua insistência de que o regime obviamente
socialista da Venezuela não
tem absolutamente nada de socialista. A mesma tenacidade é também
encontrada em um artigo de 2017 do filósofo Slavoj Žižek intitulado “O
problema com a revolução venezuelana é que ela não foi longe o bastante“.
De acordo com Žižek, o socialismo só pode funcionar
se os hábitos e costumes do status quo
forem destruídos completamente e substituídos inteiramente por novas formas de
pensar criadas e impostas pelos socialistas. Ou, como o próprio Žižek descreve,
provérbios antigos (isto é, modos de pensamento) devem ser totalmente
substituídos por novos provérbios. Por exemplo:
Revolucionários
radicais como Robespierre fracassaram porque tentaram romper com o passado sem
ser bem-sucedidos em seus esforços de impingir um novo arranjo de costumes
(vale recordar o supremo fracasso da ideia de Robespierre de substituir a
religião pelo novo culto do Supremo Ser).Já
líderes como Lênin e Mao foram bem-sucedidos (ao menos por algum tempo) porque
inventaram novos provérbios, o que significa que impuseram novos costumes para
regular a vida cotidiana das pessoas.
Ou seja, o problema com o socialismo venezuelano não
está no fato de milhares de empresas, fábricas, indústrias e até mesmo pontos
de comércio terem sido confiscadas
e estatizadas, de os direitos de propriedade terem sido abolidos, e de milhões
de cidadãos terem sido destituídos
de suas liberdades básicas. Não, o problema é que o regime venezuelano foi muito conservador, e falhou em implantar
uma total ruptura com o passado.
Mas como, afinal, esta ruptura com o passado pode
ser implantada? A resposta está na linguagem utilizada pelo próprio Žižek. Tudo
depende de “impingir um novo arranjo de
costumes” e de “impor novos costumes“.
Esta, obviamente, é a linguagem da coerção e da violência. Esses novos
“costumes” não teriam de ser impostos se as pessoas quisessem adotá-los
voluntariamente, óbvio.
Do ponto de visto do socialista purista, se ao menos
surgissem um novo Lênin ou novo Mao, e estes tentassem com mais afinco, aí sim
o socialismo poderiam finalmente ser bem-sucedido. Como bem resumiu o portal
satírico The
Onion, “Faltou somente um outro grande expurgo para que Stálin
conseguisse criar a Utopia comunista”.
Por mais hiperbólica que tal declaração possa
parecer, essa ideia ainda assim descreve de maneira realista a mentalidade
daqueles que alegam que “o socialismo real nunca realmente foi tentado”. Se o
socialismo tiver de ser implantado, algo deve ser feito para abolir o apego que
as pessoas têm à propriedade privada e a todos os outros costumes e idéias que
insistem em criar obstáculos nessa estrada rumo à utopia.
Na prática, isso sempre significou utilizar o poder
do estado para forçar um novo estilo de vida sobre as pessoas. Também
significou que, dado que as leis da economia não podem ser revogados, quanto
mais o socialismo era aplicado, mais o padrão de vida afundava. Porém, dizem os
socialistas, enquanto os planejadores socialistas continuarem esforçados e
obstinados, e heroicamente se recusarem a ser sabotados pelo pensamento capitalista,
a utopia finalmente poderá ser alcançada. Sim, haverá muito sofrimento neste
ínterim, mas a recompensa final será incalculavelmente sublime.
Em termos sucintos, eis o raciocínio dos
socialistas: o socialismo só irá funcionar se ele for progredindo até chegar ao
ponto do “socialismo total”. Qualquer outro arranjo que não seja o
socialismo pleno é inaceitável. Nenhum esforço parcial será suficiente. E todos
os experimentos socialistas até hoje só fracassaram porque alguns elementos do
“capitalismo” continuaram funcionando. Enquanto ainda existir
qualquer aspecto econômico que não seja de socialismo pleno, o regime não será socialista.
Naturalmente, conclui o raciocínio, se o socialismo
pudesse chegar ao seu estágio pleno — com todos os elementos do capitalismo
eliminados — saberíamos que este sim seria o socialismo puro porque estaríamos
vivendo em uma sociedade marcada por uma prosperidade sem precedentes e por uma
igualdade total.
Representada graficamente, a ideia seria assim:
Um
modelo para ilustrar a tese de que “o socialismo real nunca foi tentado”
O
eixo horizontal mensura a intensidade do socialismo. O eixo vertical mensura a
felicidade
Quanto mais o socialismo vai se intensificando, quanto
mais coisas horrendas o estado vai fazendo, menor a felicidade das pessoas. Até
que, finalmente, o socialismo chega à intensidade máxima, e aí sim as pessoas
repentinamente se dão conta de que estão no paraíso e passam a vivenciar uma
felicidade utópica.
Sem nenhum exagero, essa é a lógica dos socialistas
que recorrem à tese de que “o socialismo real nunca foi tentado”. Socialistas
inflexíveis, como Chomsky e Žižek, vivem repetindo que meras medidas parciais
não funcionam para o socialismo, e que apenas o socialismo total pode
funcionar. Qualquer coisa que não seja socialismo pleno, ao que tudo indica,
irá entrar em colapso, como mostra a Venezuela.
Tanto Marx quanto Stalin admitiram que esta “etapa
intermediária” era um problema. Como Ludwig von Mises observou,
Marx chegou ao ponto de inventar uma evolução que se daria em duas etapas para
o socialismo:
Em
uma carta, Karl Marx fez uma distinção entre dois estágios de socialismo: o
estágio preliminar e o estágio superior. Mas Marx não forneceu nomes distintos
para cada um desses dois estágios. No estágio superior, disse ele, haverá
tamanha abundância de coisas, que será possível estabelecer o princípio de
“para todos de acordo com suas necessidades”.Dado
que os críticos estrangeiros observaram severas diferenças no padrão de vida
dos russos, Stálin criou uma distinção. Ao final da década de 1920, ele
declarou que o estágio preliminar era o “socialismo” e que o estágio superior
era o “comunismo”. A diferença era que, no estágio preliminar, havia uma
desigualdade nas rações oferecidas aos cidadãos; a igualdade plena só seria
alcançada no estágio superior, o comunismo.
O
capitalismo parcial funciona melhor que o socialismo parcial
Observe, no entanto, o capitalismo não sofre este mesmo problema. Se pegarmos uma economia
que sofre intervenções do estado e começarmos a introduzir reformas liberais
parciais, isso por acaso fará a economia entrar em colapso?
Certamente não. Com efeito, a própria análise
empírica mostra que, quanto menos relativamente socialista for
uma economia, menor
será a pobreza e maior será a prosperidade.
Historicamente, isso é óbvio. Os países que adotaram
mais cedo o livre comércio, a industrialização, e as instituições de uma
economia de mercado são hoje as economias mais ricas do mundo. Isso também
ocorreu na Europa do pós-guerra, onde as economias relativamente mais
pró-mercado, como as da Alemanha e do Reino Unido, são mais ricas e têm um
padrão de vida maior do que as economias mais socialistas do sul da Europa,
como Grécia e Espanha. Com efeito, isso também vale até mesmo para os países
escandinavos, como a Suécia, que enriqueceram ao longo da história adotando regimes bem
próximos ao laissez-faire.
Vemos esse fenômeno se manifestar explicitamente ao
compararmos a Alemanha Ocidental com a Alemanha Oriental. Na Alemanha Ocidental
após a Segunda Guerra Mundial, as reformas liberais
efetuadas por Ludwig Erhard levaram a um período de acelerado crescimento
econômico — mesmo com as reformas tendo sido apenas parciais. Ao abolir os
controles de preços e outras restrições impostas pelo governo à economia, a
Alemanha decolou ao passo que outras economias mais socialistas — como a do Reino Unido à
época — ficaram estagnadas. Já a Alemanha Oriental,
socialista, viu seu padrão
de vida encolher ao longo deste mesmo período de tempo.
Obviamente, a Alemanha Ocidental não adotou um
capitalismo “puro e pleno”. Os alemães adotaram um arranjo de economia
relativamente mais laissez-faire que o resto da Europa. E a
economia cresceu forte. Com efeito, as reformas de mercado feitas pelo governo
da Alemanha Ocidental ocorreram quase que por acidente.
E, ainda assim, chamamos os resultados de “o milagre alemão“.
Outros exemplos podem ser encontrados na América
Latina (Chile, Peru e Colômbia versus Venezuela, Equador e Bolívia) e na Ásia. Coréia do Sul e Japão estão longe
de ser economias puramente de livre mercado. As economias de ambos os países
são caracterizadas por uma grande variedade de restrições comerciais, ligações
corporativistas entre governo e grandes empresas, e um maciço aparato
regulatório. No entanto, Coreia do Norte e Vietnã, que são muito mais pobres,
sempre tiveram uma participação estatal muito maior na
economia — com o governo sendo o proprietário de várias empresas no Vietnã e
de todas na Coreia do Norte — e um setor privado muito menor em relação aos do
Japão e da Coreia do Sul.
E, ainda assim, pela lógica dos socialistas, o
problema com a Coreia do Norte e com o Vietnã é que eles não têm socialismo
pleno. Se tais países ao menos pudessem se livrar totalmente de seus resquícios
capitalistas, então a Coreia do Norte finalmente irá se tornar próspera, e o
Vietnã passará a rivalizar com o Japão em termos de produtividade e riqueza.
É claro que isso é um contra-senso total. Se a
Coreia do Norte quiser ter menos pessoas passando forme, ela tem reduzir
substantivamente o socialismo em sua economia, como fez a Coreia do Sul.
Conclusão
Onde os mercados são mais relativamente livres, o
padrão de vida da população é mais alto, e maior é o crescimento econômico.
Ao contrário dos socialistas, os defensores do
capitalismo não precisam ficar criando desculpas sobre o fato de “o capitalismo
real nunca ter sido tentado” — ainda que mercados inteiramente livres, sem
nenhuma intervenção estatal, nunca tenham existido em lugar nenhum do mundo.
Por outro lado, duzentos anos após o nascimento de Marx,
a cada novo fracasso inspirado no marxismo, seus defensores são obrigados a
recorrerem às mesmas desculpas de sempre, e com ares de originalidade.
A única esperança é que daqui a 200 anos eles já tenham
desistido.
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impossível argumentar contra o histórico 100% fracassado do socialismo
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Venezuela: o socialismo que deu certo
Sério, esse assunto sobre comunas e socialistas negarem o óbvio já passou dá hora de ser tratado apenas da perspectiva econômica e política. Há muito tempo isso é caso de psiquiatria e psicologia. Esses caras têm que ser diagnosticados como doentes mentais. Ponto.
O artigo do Slavoj Žižek é tão pavoroso quanto é franco e honesto. É exatamente assim que pensam todos os socialistas brasileiros (inclusive do PSB de Joaquim Barbosa e do PDT de Ciro Gomes), mas nenhum deles tem a hombridade de falar com essas palavras tão diretas.
Mas os socialistas estão certos. Quando o socialismo completo for atingido, todos os indivíduos realmente estarão vivendo uma utopia, pois todos já estarão no céu (mas tal consolo, obviamente, só serve para quem acredita em vida após a morte).
Acredito que o socialismo encontre terreno fértil na ausência de uma educação voltada para o ensino dos pilares econômicos e das leis de mercado.
Muitas pessoas, da qual me incluía e até certo ponto posso permanecer incluso, não dominam economia como deveriam. E isso abre espaço para especulações amadoras de toda ordem do que deveria ser feito para um mundo melhor.
Se ao invés de “doutrinação desastrada” fosse ensinado economia e história de fato, em escolas, o socialismo já estaria morto. E poderíamos rumar a um modelo econômico sustentável e em plena adaptação as demandas do mundo moderno.
Mas desejar algo assim, uma educação pura, sem lastro ideológico visando unicamente o desenvolvimento do indivíduo é utópico nesse mundo em que vivemos.
Felizmente, o Brasil não se tornou uma Venezuela. E se bem lutarmos para isso, talvez nunca se torne. Ainda há liberdade, mesmo que forças doentias se levantem em uma tentativa desesperada de ceifá-la.
Ironicamente, o maior inimigo da esquerda tem sido a liberdade de informação. Nunca antes se viram surgir tantos liberais, por causa da censura e doutrinação em sala de aula. Mas a internet mudou tudo… talvez, por isso, o maior sonho dos ditos “progressistas” seja “regular” a internet.
O “socialismo verdadeiro” em uma nutshell: Quando seu organismo estiver totalmente doente, ele será plenamente saudável.
O que os crentes do socialistas (aqueles que não são liderança) não conseguem entender é que o socialismo real é exatamente o socialismo na prática. O que ocorreu na URSS, Camboja, China, Cuba e Venezuela é o socialismo colocado em prática, com suas inevitáveis consequências. E isto sempre vai ocorrer, pois, em maior ou menor grau, em maior ou menor velocidade (no caso dos países que seguem a estratégia gramsciana da guerra de posição, isto demora mais), vai haver estatização dos meios de produção, e as demandas da sociedade (tal como do mercado) vão ser suprimidas para virar demanda do estado (e, mais ainda, dos seus líderes).
“A única esperança é que daqui a 200 anos eles já tenham desistido”.
Acho que isso nunca acontecerá. O marxismo é a ideologia que respalda “cientificamente” aqueles que são invejosos patológicos. E a inveja nunca será eliminada. Muitos dos que defendem o socialismo, principalmente seus líderes, sabem que sua ideologia não funciona. Mas o ato de tirar daqueles que são mais prósperos, ainda que o custo social seja altíssimo, é justificado pela inveja crônica que sentem.
Eles sempre falam em “distribuição de renda”, “taxar os mais ricos”, etc., mas nunca falam que para se prosperar, o esforço pessoal é essencial. Nunca discutem profundamente sobre o que torna as pessoas ricas. Os pobres são meras desculpas para, na verdade, retirar mais recursos das pessoas prósperas.
Marxismo, é, em sua essência, ódio contra as pessoas que prosperam. Inveja em seu estado mais cru.
O socialismo não foi implantado mas está sendo implementado o tempo inteiro. As pessoas, inclusive economistas, ainda acreditam que o Estado vai ser capaz de fazer redistribuição de renda eficiente, vai alocar recursos, vai reduzir a desigualdade etc etc
O projeto de sociedade igualitária continua existindo e está vivíssimo !!!
Veja esse site por exemplo, não tem um mês que não fale sobre Marx ou socialismo kkkkkkk
Se for contar, deve ter mais artigos sobre Marx do que do próprio Mises.
O fantasma de Marx continua assombrando por aí
Está nas mentes dos libertários inclusive.
Mesmo que seja pra falar mal, mas continuam falando sobre ele…
Tá, tá bom. Vocês podem falar mal do socialismo! Pelo menos dessa vez vocês chaaram o que aconteceu de socialismo real. O que não aconteceu foi o comunismo, pelo menos de acordo com a teoria. Será que vocês podem parar de censurar comentários? Se o comentário não deseja a morte de ninguém ou se não tem um monte de palavrão então não tem porque censurar, não é mesmo? E façam o favor de continuar falando de socialismo, comunismo, capitalismo, livre mercado e se possível parem de falar em feminismo! Claro que vocês são livres para falar sobre o quiserem, mas parece que quando se trata desses temas vocês esquecem completamente da noção de liberdade… Dos outros! É sério: vocês não são bons em falar sobre feminismo e o problema é de vocês! Há grupos liberais por aí que aceitam o feminismo liberal ( que é um dos feminismos de verdade) e tem muita gente que consegue fazer críticas decentes. Mas vocês não são muito bons nisso.
O problema é que os extremos são sempre ruins.
O libertarianismo é também mais um exemplo de extremismo utópico: acreditar no funcionamento de um mundo de ursinhos carinhosos num ambiente de total ausência do Estado (ou de um poder organizador), é, sem dúvida, uma das mais absurdas ideologias que existe.
Eis o ponto: se uma ideia é boa e sensata, ela sobreviverá a qualquer implantação imperfeita.
Por outro lado, se suas idéias exigem padrões impossíveis de pureza para ser implantadas e funcionarem, então talvez elas não sejam tão geniais quanto você acha.
Uma boa ideia irá funcionar bem mesmo que seja implantada em uma versão distorcida e atabalhoada. Isso é exatamente o que faz com que uma ideia boa seja realmente boa.
Teorias políticas e econômicas nunca são implantadas de uma forma pura e não distorcida. E seus defensores raramente se mostram satisfeitos com os políticos que alegam ter sido inspirados por elas. É assim que funciona no mundo real: não há pureza e não há idéias que sejam traduzidas para a realidade sem nenhuma distorção. Os liberais e libertários fornecem ótimos exemplos disso: há aqueles países que mais se aproximam de suas idéias, mas nenhum as implantou de maneira pura, sem distorções. E, ainda assim, os liberais e libertários reconhecem que a implantação — ainda que distorcida — dessas idéias trouxeram consequências positivas.
Já os marxistas, no entanto, são os únicos pensadores que não aceitam absolutamente nenhuma responsabilidade por nenhuma implantação de suas idéias no mundo real. Para eles, a Alemanha Oriental não estava mais próxima do socialismo real do que a Alemanha Ocidental. A Coreia do Norte não está mais próxima do socialismo real do que a Coreia do Sul. A Venezuela não está mais próxima do socialismo real do que o Chile ou o Peru. A China maoísta não estava mais próxima do socialismo real do que Taiwan. E por aí vai.
Há quase 100 anos atrás, o escritor português Fernando Pessoa (1888 – 1935) escreveu: “O comunismo não é um sistema: é um dogmatismo sem sistema — o dogmatismo informe da brutalidade e da dissolução. Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo, inimigo supremo da liberdade e da humanidade, como o é tudo quanto dorme nos baixos instintos que se escondem em cada um de nós.” > conservadores.com.br/o-anticomunismo-de-fernando-pessoa/
"Quais são as pessoas que curtem a esquerda e, em espécie, o comunismo?" Geralmente os fracassados, aqueles que nunca iriam conseguir chegar onde sonhavam sem a ajuda de uma corrente política que precisa de acólitos." > subversivoxxi.blogspot.com.br/2017/07/os-crimes-de-stalin-trajetoria.html
“Porém o suprassumo da cretinice é contestar a fidelidade de Lula ao comunismo mediante a alegação de que é um larápio, um corrupto. Qual grande líder comunista não o foi? Qual não viver como um nababo enquanto seu povo comia ratos? Qual partido comunista subiu ao poder sem propinas, sem desvio de dinheiro público, sem negócios escusos, sem roubo e chantagem?” > http://www.dcomercio.com.br/categoria/opiniao/el_mayor
O petróleo é dos árabes. E a Petrobrás é da CUT. Dei-me um país, que tenha monopólio estatal do petróleo e, eu lhe darei um país pobre e uma cleptocracia. Tudo o que a Petrobrás deu ao povo brasileiro, desde que foi criada em 1953, é uma sentença de viver num país pobre.
Qual deveria ser o hino do PT? Aquela música que diz: "Onde está o dinheiro? O gato comeu, o gato comeu. E ninguém viu. O gato fugiu, o gato fugiu. O seu paradeiro está no estrangeiro."
Quem quiser, que veja a música completa neste site: http://www.youtube.com/watch?v=92rr8EcDc90
Eu diria que algumas tribos vivem ou viviam de uma forma parecida ao comunismo. No sentido de não haver propriedade privada dos meios de produção. E também algo anarquista, no sentido de o cacique ser líder, mas não obrigar ninguém a nada.
Nessas eleições de 2018 darei um basta para dar poder a políticos que governam o Brasil sob essa CF/88 socialista sendo que nenhum terá interesse de mudar, deixarei cancelar meu título me abstendo de votar após ter visto esse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=C8k_Vcd5SPM&pbjreload=10
Texto excelente! Comentários, em sua maioria, idem! Aprendendo muito no site. Parabéns aos idealizadores, parabéns a todos que participam com opiniões! Não saberia apontar um caminho, mas, se instado a tanto, diria ser “por aí”…
Eu sou a favor da volta da Guerra Fria.
Socialismo funciona, é vocês que não sabem viver sem comida.
Não desmerecendo o autor, pois o artigo está ótimo, muito bem escrito. Mesmo assim, a parte que eu mais gostei foi o gráfico que ilustra a lógica de implantação do socialismo. É óbvio que as pessoas que defendem o socialismo estão completamente equivocadas. Mas mesmo que eles tivessem certos e que as coisas funcionassem exatamente como aquele gráfico mostra, eu preferiria mil vezes mais viver na sociedade com zero “socialism units” do que tentar chegar na utopia. Vai que nós damos o azar de seguir um outro líder que estacione a alguns passos antes da utopia, como aconteceu com todas as dezenas de líderes que antecederam este? Como diz o ditado: Melhor um pássaro na mão do que dois voando (Com a diferença que, neste caso, os pássaros voando nem existem de verdade)
Eles pregam a filosofia da miséria, a luta pelos desvalidos e desafortunados e acham que podem falar por todos os pobres e “inocentes”.
Fora isso:
Não conseguem diferenciar desigualdade social de desigualdade de renda, causa de consequência, capitalismo de compadrio de capitalismo e livre-mercado, acham que podem falar em nome das “minorias”, desvirtuam os valores, espanam a realidade das coisas para sempre manter presos a essa ideologia sendo escravos dela.
…E se conhece parte das liberdades, uma vez que nunca estiveram livres de verdade.
No último parágrafo:
… E se, leia-se E só.
A teoria do satanista e estelionatário intelectual Marx é clara:
Para se chegar ao paraíso comunista é preciso primeiro dar uma passadinha no inferno socialista.
Só faltou explicar de que forma se daria essa transição e quanto tempo levaria.
Além disso é no mínimo suspeito e contraditório imaginar que um sistema alicerçado no totalitarismo, confisco de propriedade e matança indiscriminada irá resultar em algo admirável num período posterior.
Pelo que entendi sobre o ”Real Socialismo”, é um modelo de subsistência, sendo assim nenhum incentivo para o avanço em todas as áreas. Achei até semelhante ao feudalismo
“Porém, dizem os socialistas, enquanto os planejadores socialistas continuarem esforçados e obstinados, e heroicamente se recusarem a ser sabotados pelo pensamento capitalista, a utopia”
Mas por que é necessário tanto esforço e determinação, visto que a “Marcha da História” é inexorável e a Revolução Comunista Mundial está predestinada a ocorrer independentemente dos empenhos para causá-la ou detê-la?
* * *
Acho que deviam fazer igual Israel, deram um pedaço de terra pros kra fazer seu próprio pais, podiam assim juntar todos os socialista do mundo já que pensam igual e consequentemente fazer sua utopia socialista e ir todo mundo pra la
“Mas como, afinal, esta ruptura com o passado pode ser implantada? A resposta está na linguagem utilizada pelo próprio Žižek. Tudo depende de “impingir um novo arranjo de costumes” e de “impor novos costumes”. Esta, obviamente, é a linguagem da coerção e da violência. Esses novos “costumes” não teriam de ser impostos se as pessoas quisessem adotá-los voluntariamente, óbvio.”
É justamente por isso que socialismo anda de mãos dadas com genocídio. Enquanto houver que discorde das ideias vivendo sob o regime, vai haver conflito, então bora fuzilar essa galera 🙂
Enquanto lia o texto, foi se formando em minha mente a imagem de um tumor crescendo em um corpo qualquer e tomando-o por completo.
Quer dizer: a imagem que tenho do socialismo e do comunismo é um tumor que vai crescendo gradativamente no corpo humano, tomando-o por completo e sem este sequer lutar por sua vida, sem nenhuma tentativa de cura através de vacinas para combatê-la. E assim, definhar a mente e o corpo ao estágio de não mais existir.
Resta-me pensar que, realmente, o socialismo e o comunismo vindo da mente de Max e outros tantos é o intuito de aniquilar a raça humana.
É como se tivesse vindo seres do espaço com planos de nos aniquilar não pelas armas, mas sim por falsas ideologias.
É um ódio pela história, pela cultura e pelo Ser, imaginável e sem comparação.
Karl Marx e seus aceclas são pessoas abjetas.
Como podemos ver em Política, de Aristóteles, o socialismo, desde a fundação do regime democrático, sempre esteve presente na democracia. O filósofo diz que esse tipo de sistema é considerado pervertido porque não visa de modo rigoroso o bem comum, e assim, estava sempre propenso à tirania. E esta afirmação se vê em outros autores da antiguidade, como Cícero e Platão. Em nome da igualdade social, as massas tendiam sempre a espoliar a classe rica, porque são propensas a acreditar, como hoje, que o seu polo político possui todas as virtudes necessárias, mas que isso, nas palavras de Aristóteles, era um extremismo, que não levava em consideração que a desproporção causava a destruição da democracia. E esse teria sido o grande motivo pelo qual as democracias se extinguiam, e, em nome dessa tal igualdade social, implantava-se em seu lugar o regime despótico. Uma vez como tirania, o governo geralmente não durava mais do que 50 anos. Aristóteles diz ali que até sua época a tirania que havia sobrevivido por mais tempo havia durado pouco mais de cem anos, mas que essa havia sido apenas uma exceção.