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Como a cultura progressista está destruindo as legítimas aspirações das mulheres

A esquerda ainda domina a cultura no Brasil e, se
vamos falar do papel da mulher na política e na cultura, precisamos começar
analisando o significado dessa hegemonia.

Só uma pequena parte da esquerda mantém um discurso
mais ligado às raízes dos movimentos socialistas e continua apelando para
desusados termos do dicionário marxista e revolucionário. Já a maioria desse
espectro político — aquela que ainda tem algum poder de sedução sobre as
mentes mais jovens — centraliza seu discurso fundamentalmente em questões de
gênero e sexualidade, apelando para uma ideia de desconstrução que passa
inevitavelmente por um questionamento dos valores morais e da tradição.

Assim, é de se notar que, ao passo que o marxismo
punha em cheque os valores morais qualificando-os de valores burgueses, a
esquerda progressista continua esse processo de desqualificação por outros
meios, e um deles consiste em centrar esforços na construção de um discurso
afirmativo e glorificante em relação a todo e qualquer desvio da sexualidade
normal, inclusive problematizando, por meio da criação de neologismos, a
existência dessa normalidade.

Fala-se, por exemplo, de ‘heteronormatividade‘,
palavra cult que visa a questionar o
pressuposto de que somos e de que os outros são naturalmente heterossexuais ou
que essa seria, pelo menos, a chamada normalidade sexual. Ocorre que o fato de
pressupormos alguma normalidade, naturalidade ou regra não significa que não
tenhamos em mente a existência de exceções e, principalmente, não impede que
respeitemos, que acolhamos e que afirmemos a dignidade da pessoa homossexual,
bissexual ou transexual.

O problema é que, na preocupação excessiva de não
sermos tachados de preconceituosos, deixamo-nos subjugar por uma visão de mundo
que, de tão autoritária, quer nos impor uma linguagem criada por eles mesmos. Quer
impor, por exemplo, uma absurda modificação na língua portuguesa trocando as
desinências de gênero por um “x” ou “@” que denotaria justamente aquela ausência
de pressuposição heteronormativa, sugerindo que tudo, inclusive o gênero, seria
uma construção social.

Trata-se, obviamente, de uma revolta contra a
natureza e explicita o caráter totalmente materialista e imanentista da visão de mundo
da esquerda progressista.

Não seria uma vã digressão irmos até a Grécia
Clássica, pois lá veríamos que a concepção naturalista, hedonista e
reducionista do ser humano já era combatida por Sócrates, cuja originalidade foi
justamente sugerir que não é por meio da expansão e da satisfação da sua
natureza física que o homem pode encontrar a harmonia com o ser, mas sim pelo
domínio completo sobre si próprio, de acordo com a lei que se descobre no exame
da própria alma.

Ora, nenhum materialista acredita nessa alma imortal
que, para Sócrates, era a fonte dos supremos valores. Materialistas não
acreditam em valores eternos. Consequentemente, pensam ser possível criar e
impor valores e verdades por meio do discurso e da prática social. Os sofistas,
outrora vencidos pela dialética socrática, estão hoje dominando a cultura, a
mídia e as salas de aula. Os sofistas de hoje (que não chegam aos pés do pior
sofista da antiguidade) estão educando os nossos filhos e tentando fazê-los
crer que a moralidade humana é algo puramente convencional.

A disputa cultural de hoje permanece sendo, pois, como
na época de Platão, uma disputa entre dois tipos de humanismo ou duas
concepções distintas a respeito de natureza humana:

a) Um lado parte da concepção da natureza humana
como mero instinto, e o seu ideal coincide com o ideal dos tiranos — embora
atue nos espaços democráticos e desvirtue a palavra democracia ao seu bel
prazer como fazem com as outras. 

b) O outro lado não julga apetecível o poder do
tirano e, por isso, tem outra concepção de felicidade e de natureza humana. Ele
pretere o poder à Paidéia,
ou seja, ao aperfeiçoamento gradual do homem conforme o destino de sua própria
natureza, concebida aqui da maneira mais elevada possível.

Hoje, como antes, trata-se de escolher entre a
filosofia do poder e a filosofia da educação; entre o ideal da kalokagathia (de kalos kai agathos– belo e bom) e o
ideal tirânico. Trata-se de escolher entre a luta que se prolonga por toda uma
vida como uma batalha da alma para se libertar da ignorância e a luta para
exercer o poder externo e subjugar mentes à concepção deletéria e infantil do
materialismo e das práticas políticas que o tem por base.     

Mulheres
e feminismo

E onde entram as mulheres nessa nossa reflexão? Na
necessidade premente de se vincularem à política por outro viés que não aquele
pautado pelas feministas.

As pautas do feminismo atual são as pautas da
esquerda progressista, e esse movimento tende a querer impor de cima para baixo
leis que, em vez de limitar o poder — que o nós liberais, libertários ou
conservadores defendemos –, querem exatamente ampliá-lo.

Pior: querem fazê-lo incidir sobre nossas relações
interpessoais e quotidianas.

Tome-se como exemplo os projetos de lei e,
especificamente, a lei
aprovada em Fortaleza
que prevê multa de R$ 2.000 para quem for flagrado
dando uma “cantada” em uma mulher. As feministas de hoje se dedicam a
problematizar os elogios e descontos que recebem em casas de show, as
propagandas das quais participam, e os brinquedos infantis que as lojas oferecem
às suas filhas. E, ao mesmo tempo em que problematizam até o (raro)
comportamento cavalheiresco do homem, atribuem à “sociedade” e à sua suposta
“cultura machista” a culpa por um crime repulsivo como o estupro, o qual é de
responsabilidade inteiramente individual, desta forma lançando sobre todos os
homens uma culpa hipotética.

Agindo assim, cometem o equívoco de considerar que
entre uma simples cantada e um assédio real ou mesmo um estupro não há uma
distinção de natureza, mas sim apenas de grau.

O resultado dessa forma equivocada de abordagem é
que, em vez de concentrar esforços na punição exemplar do indivíduo que cometeu
o horrendo crime de estupro, passa-se a criminalizar, a policiar ou
simplesmente a patrulhar a fala, o gesto, o olhar.

Esse exemplo nos mostra como as pautas feministas
estão absolutamente deslocadas da realidade e não raramente atuam contra as
reais e concretas necessidades das mulheres. Por enxergarem o mundo sob uma ótica
reducionista e, como tal, equivocada, militantes feministas, assim como militantes
LGBTs servem a causas e projetos políticos que, caso saíssem vitoriosos,
resultariam em um atraso significativo em relação às conquistas dessas chamadas
minorias.

Como não enxergar o paradoxo de uma “marcha das
mulheres contra Trump”, ocorrida em Janeiro de 2017 e organizada pela islamita Linda Sarsour, uma
ativista em prol da implementação da lei islâmica (sharia) nos EUA? Como não
estranhar que ativistas dos direitos LGBT apoiem explicitamente os regimes
socialistas ou sejam profundamente simpáticos aos muçulmanos quando sabemos
que, seja nas ditaduras socialistas, seja nos países islâmicos essas pessoas
não têm seus direitos e sua liberdade minimamente respeitados e protegidos?

A explicação é que tanto as pautas que dizem
respeito à diversidade sexual quanto as pautas que dizem respeito às mulheres
foram instrumentalizadas pelos movimentos sociais progressistas, tendo como
resultado o descolamento da realidade por meio de uma manipulação da linguagem.
Com essa manipulação da linguagem, a esquerda progressista tenta calar toda e
qualquer dissidência, a qual passa a temer sua própria expressão como se
habitássemos realmente esse mundo imaginário em que todo homem que dá uma
cantada em uma mulher é um estuprador em potencial, em que toda pessoa que não quer
que se faça experiências de engenharia social com o seu filho é preconceituosa,
em que todo homem que não quer ver seu filho brincando de boneca é machista, em
que toda mulher que não seja chata e problematizadora é analfabeta política, em
que todo aquele que não quer se enquadrar nessa visão de mundo obtusa e
dissolvente é fascista.  

É preciso coragem para enfrentar essa violência que
nos é quotidianamente imposta. A violência de sermos acusados do que não somos
simplesmente porque a esquerda usa a linguagem como instrumento de poder, de
manipulação, sem qualquer interesse pela verdade, pela realidade, pelos fatos. Não
odiamos pobres: isso seria patológico e desumano. Não queremos retrocesso: isso
seria estúpido. Não somos preconceituosos: lutamos pela liberdade. Não somos fascistas: queremos menos
estado. Não somos mulheres sem consciência política: somos mulheres cuja
consciência moral não se anulou.

Se não confrontarmos as narrativas totalitárias da
esquerda e se não nos recusarmos ao silêncio obediente que nos querem impor,
não conseguiremos agir eficazmente naquilo que realmente importa.

Queremos lutar contra injustiças e não perder tempo
com trivialidades. Por isso é tão importante começarmos a tratar a questão do
feminino fora das categorias capturadas pelo discurso feminista. Somos
mulheres, mas nosso discurso brota de uma experiência direta, concreta, real. E
essa experiência nos diz que não é achincalhando o homem que nos liberaremos
dos supostos grilhões que ainda porventura nos prendem.

Política
e “empoderamento” feminino

É elevando a nossa voz e forçando a passagem com
contumácia e retidão que haveremos de lograr êxito nesse ambiente
tradicionalmente masculino que é a política. Mulheres na política para elevar a
política à sutileza e à experiência estética e amorosa próprias da mulher, e
não para degenerar a mulher em instrumento manipulável ao bel prazer das
ideologias.

A condição de ser mulher é totalmente compatível com
a possibilidade de aprimoramento próprio, de engrandecimento intelectual,
moral, espiritual. Isso não significa que não se constate as particularidades e
dificuldades da condição feminina, mas, em muitos aspectos, seria possível ver
as dificuldades sob um prisma positivo. Se levarmos em conta que uma das
maiores realizações do ser humano está na sua capacidade de servir, na doação
de si, no auto-sacrifício, então a mulher encontra na maternidade a grande
oportunidade desse exercício e nisso leva vantagem em relação ao homem, pois a
natureza lhe favoreceu sobremaneira nesse caminho, proporcionando-lhe essa
experiência que é natural e ao mesmo tempo supranatural pela sua grandeza
potencial.

Bem sei que essa reflexão será tachada de
conservadora, como se reservasse à mulher apenas o lugar comum da maternidade,
mas não se trata disso. Trata-se de afirmar que a capacidade de auto-entrega e
de doação de si pode, e até mesmo deve, ser levada em conta como esfera da
realização e que, se o critério de emancipação ou de existência autêntica
apregoado pelas feministas limita-se ao chamado “empoderamento feminino”, isso
não deixa de ser o sintoma de uma civilização profundamente egoísta que, a
despeito de se afirmar cristã, já não enxerga o sacrifício como virtude.

É preciso reconhecer que, na civilização ocidental, a mulher já se alçou a patamares
elevadíssimos na esfera social, material e cultural. É por isso que é absurdo e
contraproducente para as próprias mulheres que as suas questões sejam pautadas
por um movimento social que é subserviente a uma visão de mundo que renega o
próprio mundo que lhe assegura a liberdade e que flerta abertamente com modelos
de sociedades fechadas e ditatoriais.

Esse feminismo, cuja pauta fundamental é a descriminalização do aborto,
não nos serve porque nós servimos à vida e não à morte; nosso apreço é pela
liberdade e nossa luta é pela proteção da vida, desde a concepção. De fato, um
dos problemas do pensamento político que se auto-intitula progressista é paradoxalmente
a sua incapacidade de progredir, pois insiste em travar batalhas já vencidas em
vez de fluir com o dinamismo social e enxergar os novos campos de luta que se
põem.

Se a questão da mulher permanecer circunscrita a
esse conceito esdrúxulo de “empoderamento feminino”, a suposta emancipação só
se dará pela recusa da moralidade, da ordem, da tradição, das instituições, o
que redundará em uma rebeldia tola e inconsequente que poderá facilmente ser
cooptada por um espírito revolucionário cuja cosmovisão é claramente
materialista e, por isso mesmo, limitada e sectária.

Homem
e mulher

A tarefa da mulher, porém, não é apenas sublimar
valores. É isso e é mais que isso. Sua tarefa é elevar a cultura com sua
sensibilidade, é inovar na política com sua bravura e é, também, conciliar o
ser humano com aquilo que lhe é mais nobre: a vontade de justiça e de verdade.

Isso não significa ditar “diretrizes de conduta”,
mas sim apontar para o que é, em si mesmo, um valor e assumir esse valor como
norteador de nossas estratégias, sejam elas quais forem, deem-se elas por meios
culturais, políticos ou religiosos.

O mesmo ímpeto deve acompanhar aquele cuja luta se
expressa na liderança doméstica ou na liderança de uma empresa. Os mesmos
valores ético-morais devem nortear aquele que trabalha a terra ou o intelecto.
E os mesmos valores devem ainda nortear a conduta daquele ente que está
naturalmente mais familiarizado com a força e daquele ente cuja força se
expressa também na sutileza de suas impressões singulares e superiores.

A mulher e o homem equiparam-se quando, juntos,
buscam elevar a si mesmos e a sua descendência, à qual servirão de exemplo;
quando, juntos, conquistam terreno de concórdia e pacificação; quando, juntos,
renegam o discurso totalitário que os segrega, como se fossem dois combatentes
e não seres humanos unidos no campo de batalha terreno.

Cada um com sua qualidade própria, cada um com sua
singularidade, cada um com suas características que, conjugadas, podem aumentar
exponencialmente a capacidade empreendedora e criadora da sociedade.  

Conclusão

O âmbito político é um campo aberto para a participação
feminina. Que essa participação, porém, venha em forma de acréscimo de força e
de moralidade, e não de intransigência e devassidão.

A ausência de maturidade moral dos integrantes de
qualquer agremiação a transforma em uma espécie de doença inesperada e estranha
que se incrusta no tecido social.

O feminismo, como toda organização política que se
imanentizou totalmente, perdeu suas características e hoje raramente traduz um
anseio real e espontâneo. Na maioria das vezes é um conjunto de lugares-comuns,
clichês e palavras de ordem carentes de valor e sentido. Sua meta é, não raro,
a dissolução daquilo a que deveríamos almejar por meio da conjugação entre os
iguais para metas superiores.

 

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115 comentários em “Como a cultura progressista está destruindo as legítimas aspirações das mulheres”

  1. Sugestão de leitura:

    “A verdade inconveniente de Washington Olivetto: "Empoderamento feminino" é clichê de baixo nível intelectual”

    sensoincomum.org/2017/07/24/washington-olivetto-empoderamento-feminino/

  2. São adolescentes rebeldes que procuram alguma causa maior para preencherem o vazio estúpido que possuem. No anos 40 as mulheres de fato tinham problemas de verdade, assim como os negros, hoje ambos já possuem os mesmos direitos, mas como não basta, assuntos inúteis viram causa para essa gente, um se preocupando com o número de brancos no Oscar e o outro em andar sem absorvente para acabar com o “estigma da menstruação”.

  3. O artigo é bom até começar a citar a política como meio para alcançar os objetivos.

    O melhor caminho é a mudança das ideias hoje predominantes na população. É expor ao ridículo com argumentos sólidos as ideias absurdas progressistas citadas.

    A via política deve ser abominada. Ela é só um meio para expropriar os frutos do trabalho das pessoas e impor as regras de quem está no comando por meio da força. A verdadeira lei é uma só e é a lei da propriedade privada.

  4. Uma coisa que nunca entendi é como existem left-libs que se aliam às feministas. O feminismo moderno é puro Socialismo. Quase 100% delas são estatistas e até a retórica da luta de classes elas pegaram do Marxismo.

  5. Isso aí é culpa do capitalismo.

    A mulher adentrou o mercado de trabalho, virou consumidora, virou dona do próprio dinheiro, começou a querer ganhar igual ao homem e foi daí que surgiram todos esses movimentos feministas.

    Coincidência ? Nenhuma…

    Agora eu pergunto, com relação a esse assunto da mulher, qual a diferença de um esquerda progressista e um libertário ?

    Resposta: Nenhuma.

    O dinheiro ele não tem nenhuma preocupação com valores, com cultura, com manter tradições… o dinheiro só está interessado no lucro. Ele é um monstro com fome incessante e que devora tudo que tem pela frente.

    Então quanto mais livre mercado tiver, mais cultura e valores serão dissolvidos. Isso é o comportamento NORMAL. E já estamos presenciando isso. E antes que algum babaca do IMB venha dar xilique me respondendo (pra variar) eu nem estou fazendo juízo de valor, só estou mostrando o que ta acontecendo. Não cabe a mim dizer se isso é bom ou ruim. É um caminho sem volta.

    Só mesmo uma religião igual ao islamismo pra conter o ímpeto das mulheres. E perceba o quanto o dinheiro das mulheres de burca faz diferença nisso tudo. Perceba a fonte de renda delas. Tudo ta interligado.

    Existe aí um mercado enorme para feministas, para indecisas, para lésbicas, para qualquer tipo de ser com mamas avantajadas falar o que quiser. A DESCONTRUÇÃO é a lei do dinheiro.

    Libertários e conservadores estão em uma grande enrascada. E se for tirar a limpo, vai dar muita confusão.Por ora, estão evitando o confronto.

  6. Samuel Chamon Tavares

    Sou leitor do website há algum tempo e tenho lido excelentes textos. Mas esse em especial foi esplêndido!

    Parabéns à autora! Esse artigo é de utilidade pública!

  7. Instituto Mises Brasil, eu não sabia que vocês estavam “contratando” feministas…

    Eu poderia indicar algumas amigas minhas (feministas) para escrever artigos aqui também?

  8. O estado gasta muito mais com saúde da mulher, que dos homens. As campanhas de saúde, a maioria são voltada para mulher. Homem moderno é considerado lixo. Na eleição passada descobri que os partidos, para poderem ser lançados, são obrigado a ter um números de mulheres.

  9. São homens patriarcais, meta capitalista que financiam o feminismo. Olhem na família de george soros se tem algum esquerdista lá dentro. Eles querem é destruir sua família.

  10. Meu passado me condena. Apesar de sempre ter sido antipetista, fui uma feminista antiamericana fã dessas personalidades vermelhinhas. Votei durante 4 eleições em partidos de extrema-esquerda. Tinha ojeriza a ser chamada de “conservadora” e “de direita” e de conhecer gente assim. Na verdade, nem eu mesma entendia a minha posição política daquela época, era só para conseguir ter amigos, sei lá…

  11. Justiça Social, social-democracia e feminismo são a mesma coisa: palavras coringas.

    Não têm significado nenhum e ao mesmo tempo podem significar qualquer coisa, de acordo com as necessidades e com a intenção revolucionária.

  12. Apoio totalmente o movimento feminista.

    Sempre que encontro um grupo de feministas eu as interpelo e aconselho que sigam firmes e fortes na busca de melhores condições e de igualdade de gênero, pena que elas nunca seguem meus conselhos, que são apenas dois:

    1 – façam essa mesma revolução nos países islâmicos, ou seja, sigam para estes países e ajudem as mulheres de lá a se organizarem em movimentos feministas;

    2 – procurem ao menos se depilar.

  13. Olá Catarina,

    Sou engenheira e me identifico um bocado com as bandeiras do feminismo, mas estou sempre aberta a críticas, reflexões e novos olhares sobre o tema. Entendo e concordo contigo sobre o ponto de que a presença feminina na política não deve se limitar as bandeiras da igualdade de gênero, nós mulheres temos muito mais a falar além disso. Mas uma coisa exclui a outra? Pela minha formação acadêmica, tão distante da tua, alguns elementos são um pouco difíceis de serem entendidos da minha parte. Então te peço paciência nesse sentido. Existem alguns pontos do teu texto que despertaram a minha curiosidade e eu gostaria de entender um pouco melhor as ideias por trás disso. Eu ficaria muito contente se também for do seu interesse conversar sobre as minhas dúvidas que estão a seguir. Então vamos lá:

    O título do texto aponta que o progressismo prejudica as legítimas aspirações das mulheres. Pois bem, quais seriam as legítimas aspirações das mulheres? Será que diferentes mulheres não tem percepções diferentes sobre quais são as aspirações legítimas? E nesse sentido, quais especificamente são as aspirações legítimas que você observa?

    "A tarefa da mulher, porém, não é apenas sublimar valores. É isso e é mais que isso. Sua tarefa é elevar a cultura com sua sensibilidade, é inovar na política com sua bravura e é, também, conciliar o ser humano com aquilo que lhe é mais nobre: a vontade de justiça e de verdade." Essa não seria a tarefa de homens e mulheres? A sensibilidade é uma característica intrínseca da mulher? Se sim, você acredita que isso se dá por questões fisiológicas, genéticas, ou por questões sociais e de criação? Homens não podem ser ou não são sensíveis? Penso que meninas e meninos são criados de maneiras diferentes, você concorda?

    "Mulheres na política para elevar a política à sutileza e à experiência estética e amorosa próprias da mulher, e não para degenerar a mulher em instrumento manipulável ao bel prazer das ideologias."

    Eu não sei se eu entendo muito bem a ideia por trás desse trecho. Mulheres são mais sutís do que homens ou a sutileza das mulheres é diferente da dos homens? O que exatamente significa "elevar a política a "experiência estética" própria das mulheres?

    "Esse feminismo, cuja pauta fundamental é a descriminalização do aborto, não nos serve porque nós servimos à vida e não à morte; nosso apreço é pela liberdade e nossa luta é pela proteção da vida, desde a concepção." Porque a discriminalização do aborto não se encaixa como uma questão de liberdade individual? Seria pq a proteção a vida é mais importante do que o apreço a liberdade? Se for isso, eu achei curioso o uso da palavra liberdade nesse contexto (não é uma crítica, eu só acho que eu não entendi muito bem a ideia mesmo).

    "As feministas de hoje (…) atribuem à “sociedade” e à sua suposta “cultura machista” a culpa por um crime repulsivo como o estupro, o qual é de responsabilidade inteiramente individual, desta forma lançando sobre todos os homens uma culpa hipotética." Quando a gente fala em estupro é comum a gente relacionar o crime com aquela condição do ato sexual fisicamente forçado. Mas se a gente considerar que a questão do abuso sexual e de definição de estupro vai além disso, como os casos de coerção, intimidação e abuso e proveito de mulheres bebadas, por exemplo, que não necessariamente envolve a violência de uma penetração forçada, você não acredita que uma cultura de objetificação da mulher contribua para que homens se encoragem a achar que esse tipo de ato não é tão grave quanto realmente é? Você não acha que de fato existe uma cultura machista ou de objetificação das mulheres?

    "em que todo homem que não quer ver seu filho brincando de boneca é machista". Qual outro motivo, além do machismo, poderia levar a esse não querer?

    Por fim, eu gostaria de deixar claro que o tom desse comentário é genuinamente curioso e tem foco no debate dessas ideias. Qualquer outra pessoa por aqui que tiver opiniões que esclareçam essas questões que eu levantei, terá seu comentário muito bem vindo.

  14. Vamos ser sinceros: o feminismo de hoje não serve pra praticamente nada

    Elas fazem terrorismo com as próprias mulheres pra submetê-las à seita feminista: “nossa esse estupro aí foi culpa do machismo patriarcal burguês, [nada tem a ver com imoralidade e impunibilidade né?] então vocês se não quiserem ser estupradas, virem feministas malucas”

    Outro ponto sem sentido é querer 50%/50% de homens e mulheres em todos cargos. Aliás, elas querem só nos cargos importantes né? Se tiver mais de 50% pras mulheres também fazem vista grossa. São hipócritas de natureza. Põem um dedo em cada ouvido e começam a manifestar sua histeria coletiva quando questionadas nesses conceitos básicos.

    É o que eu sempre digo: não case com feminista, não dê trela, não dê atenção, não seja amigo, não alimente quem apoia isso. Vamos ver a mulher “empoderada e independente” quebrar a cara e descobrir que todos nós humanos somos dependentes uns dos outros. Inclusive os sexos.

  15. Muitos desse grupinhos de baixaria são financiados pelo petróleo árabe, por isso vemos LGTS e feministas dobrando joelhos quando o assunto é islamismo. É uma estratégia árabe: se unir com o socialismo e financiar-lo para impor o chamado Califado Mundial. A guerra na Síria serva para espalhar muçulmanos para o mundo, principalmente a Europa.

  16. Porque os Governos Amam o Feminismo

    O feminismo tem muito pouco a ver com igualdade entre os gêneros, e também tem muito pouco a ver com direitos das mulheres.

    O feminismo trata-se, antes de qualquer coisa, de vários grupos que procuram adquirir poder e dinheiro, e construir enormes impérios oportunistas, pelos quais milhões — literalmente milhões — de pessoas hoje em dia têm um forte interesse pessoal — interesse este que é, de fato, altamente prejudicial às sociedades nas quais estas pessoas atuam.

    Para ver como o jogo é jogado, só gostaria que você imaginasse uma sociedade — uma sociedade um tanto idealizada — onde as mulheres estivessem felizes em passar os seus dias intimamente ligadas a seus lares e filhos, enquanto os homens jovens e os papais estivessem razoavelmente felizes em marchar para o local de trabalho — seja lá onde fosse.

    E, além disso, gostaria que você imaginasse que a maioria das pessoas nesta sociedade geralmente estivesse bastante satisfeita com sua situação.

    Em outras palavras, um lugar razoavelmente feliz.

    E agora, a questão que eu gostaria que você ponderasse de forma profunda é esta aqui:

    O que o governo ganharia com isso?

    O que o governo ganharia com isso?

    Como o governo — e seus agentes públicos — poder-se-iam beneficiar com uma existência dentro de uma sociedade de pessoas que aparentassem estar muito felizes e em paz umas com as outras?

    Com que fundamentos o governo poderia dizer ao povo: "Você precisa de mais governo. Dá-nos mais dinheiro de impostos."?

    Bem, claramente, em tal sociedade idílica, seria muito difícil mesmo convencer as pessoas a participar com mais de seus próprios recursos — adquiridos através de seus próprios esforços — para financiar "mais governo".

    No entanto, se esta sociedade razoavelmente feliz pudesse ser perturbada por alguma força ou outra — uma força que induzisse "desarmonia" no seio da população (um aumento na criminalidade, por exemplo) — então o governo teria muito mais facilidade para extrair um "pedaço maior da torta da sociedade". Por exemplo, se houvesse um aumento da criminalidade, as pessoas muito mais prontamente concordariam em financiar uma força de polícia maior. Se os homens e as mulheres começassem a entrar em conflito uns contra os outros, e começassem a se separar, com casais se divorciando, então, o governo poderia justificar a extração de mais recursos do povo, a fim de criar uma maior força de trabalho de serviços sociais para cuidar de mulheres e crianças que estariam agora à própria sorte.

    E o ponto que eu estou tentando transmitir aqui é este:

    Os governos se beneficiam, não com o fato das pessoas estarem em paz umas com as outras, mas com o fato de elas estarem, de alguma forma, em guerra umas com as outras.

    Os governos se beneficiam, não com o fato das pessoas estarem em paz umas com as outras, mas com o fato de elas estarem, de alguma forma, em guerra umas com as outras.

    Obviamente que os governos podem se beneficiar também a partir de muitas outras coisas, mas o ponto aqui é este: Governos, claramente, beneficiam-se daquilo que doravante simplesmente chamarei de "desarmonia" — desarmonia social; como a criminalidade.

    E já que os governos têm enorme poder em comparação às pessoas comuns, eles tenderão a usar esse poder para criar cada vez mais desarmonia social — com muito sucesso. É claro que eles vão fazer isso. Por quê? Bem, porque os governos, e milhões de agentes públicos, beneficiam-se com a desarmonia, e eles não vão usar sua enorme força coletiva para minar a si próprios — que é o que a redução da "desarmonia" faria.

    No mínimo, os agentes públicos não querem deixar de receber recursos, perder seus empregos, sua segurança, suas aposentadorias etc., etc., etc. E, por isso, eles precisam ser percebidos como necessários.

    É ainda melhor para eles, pois são maiores impérios com maiores salários, e muito mais status e poder.

    Afinal, nesse sentido, eles são não são diferentes de ninguém!

    E, coletivamente, de um jeito ou de outro, estes agentes públicos podem criar, e criarão, a mais monumental força, a fim de obter esses vários benefícios para si mesmos; uma força que as pessoas simplesmente não podem contrariar.

    De fato, seria beirar o absurdo acreditar que um corpo tão enorme de agentes públicos não iria exercer uma força na direção da qual eles próprios beneficiar-se-iam.

    Afinal de contas, essas pessoas não são deuses. São seres humanos!

    Estes agentes públicos querem impérios maiores com salários maiores e aposentadorias maiores.

    Em suma: Estes agentes públicos querem impérios maiores com salários maiores e aposentadorias maiores. Eles querem mais status e mais poder. E, coletivamente, eles irão exercer uma força tão grande que ninguém poderá realmente impedi-los de conseguir estas coisas. O crescimento monumental dos governos no Ocidente ao longo dos últimos 120 anos, aproximadamente, não deixa dúvidas. (Os governos centrais têm crescido mais de cem vezes ao longo dos últimos 120 anos.)

    Ora, visto que o objetivo principal das feministas é criar o máximo possível de desarmonia entre homens e mulheres a fim de financiar seus próprios impérios, os governos simplesmente as amam; porque, lembre-se: para os governos, quanto mais desarmonia, melhor.

    Então, retornemos à nossa sociedade demasiado simplista, e vejamos o que acontece quando casais com filhos dentro deste lugar razoavelmente feliz começam mais freqüentemente a se divorciar e se separar.

    Bem, normalmente, os homens irão sair de casa e viver à sua própria sorte em algum lugar, mas eles irão continuar trabalhando. As mulheres, no entanto, terão que escolher alguma combinação em sair para trabalhar e ficar em casa com os filhos.

    Se as mulheres decidirem ficar em casa, então o governo deverá dar a elas uma fonte de renda. Isto significa que o governo irá tirar dinheiro dos outros para financiá-las. E, desde já, isto significa criar todo um sistema de leis que envolve advogados, juízes, administradores, assistentes sociais, escritórios financeiros e vários sistemas burocráticos aliados.

    o divórcio e a separação fornecem toda uma infinidade de benefícios para os governos e para os seus agentes.

    Em outras palavras, o divórcio e a separação fornecem toda uma infinidade de benefícios para os governos e para os seus agentes.

    Além disso, é claro, ninguém na população quer ver mulheres e crianças ao desamparo, e por isso o governo agora terá o benefício de um apoio popular a mais pelos seus esforços. Assim, o governo também ganha a este respeito.

    E, claro, as mulheres que são colocadas nesta posição com os seus filhos estão agora à mercê do governo.

    Em outras palavras, elas se tornam dependentes do governo; o que também é ótimo para o governo.

    "Se vocês mulheres não votarem em nós, então vocês terão uma renda menor vinda do governo!"

    Agora, claro, as mulheres que se divorciaram — independentemente de terem filhos ou não — podem, em vez disso, decidirem trabalhar; caso em que o governo ganha mais uma vez — porque agora há mais trabalhadores de quem ele pode tirar dinheiro através do sistema tributário.

    Em outras palavras, incentivar o divórcio e a separação é uma estratégia vencedora para o governo.

    De fato, de todo jeito os governos só têm a ganhar.

    E, o mais importante, isto continua a ser verdade, independentemente de as mulheres terem filhos ou não, independentemente se elas trabalhem ou não. É a crescente divisão entre homens e mulheres que é a chave para a estratégia vencedora do governo.

    Em resumo, portanto, o governo tem uma quantia enorme a ganhar, aumentando o fosso entre homens e mulheres, porque isso permite que os agentes públicos justifiquem a criação e o controle de muitos grandes impérios. Eles podem mais facilmente extrair impostos mais elevados, eles podem tributar mais pessoas, eles podem fazer com que mais pessoas tornem-se dependentes deles e eles podem ganhar algum apoio popular extra para si mesmos.

    Mas isso é apenas o começo.

    Muitos e muitos outros benefícios são revertidos para o governo quando as relações próximas entre homens e mulheres se esfacelam.

    Muitos e muitos outros benefícios são revertidos para o governo quando as relações próximas entre homens e mulheres se esfacelam. Por exemplo, as consequências sociais negativas de não ter um pai firme, perto de seus filhos, são positivamente enormes. Estas tendem a afetar mais diretamente os meninos, mas as repercussões reverberam por toda a sociedade — por décadas.

    Por exemplo, os jovens — tanto as meninas quanto os meninos — sem pai em casa, são muito mais propensos a…:

    … viver na pobreza e privação, … ser problemáticos na escola, … ter mais dificuldade em conviver com outras pessoas, … ter mais problemas de saúde, … sofrer de abuso físico, emocional e/ou sexual, … fugir de casa, … contrair doenças sexuais, … tornar-se pais na adolescência, … atentar contra a lei, … fumar, consumir bebidas alcoólicas e usar drogas, … matar aula, … ser expulsos da escola, … comportar-se violentamente, … desistir da educação em idade precoce,… não se adequar à vida adulta, … ser mal qualificados, … enfrentar o desemprego, … ter baixos salários, … depender da assistência social, … ser moradores de rua, … ir para a cadeia, … sofrer de problemas emocionais e psicológicos em longo prazo, … envolver-se apenas em relações casuais, … ter filhos fora do casamento ou, na verdade, fora de qualquer relacionamento estável.

    Com efeito, uma cascata inteira de problemas sociais — ou seja, uma grande quantidade de "desarmonia" — é gerada pelos efeitos dos jovens não terem o pai por perto.

    Mas, evidentemente, os governos se beneficiam enormemente com tudo isso; porque os governos podem usar estes enormes problemas para justificar aumentos ainda maiores, tanto em impostos quanto em poder.

    Afinal, as pessoas querem ser protegidas de todas as consequências sociais negativas da ausência do pai — e, claro, as próprias vítimas evidentemente iriam precisar de um pouco de ajuda extra.

    E assim, os governos podem justificar (e, portanto, ludibriar e extrair) muito mais dinheiro do povo a fim de adquirir mais policiais, mais agentes penitenciários, mais oficiais de liberdade condicional, mais agentes de bem-estar social, mais advogados, juízes e outros funcionários de justiça, mais psicólogos, psiquiatras, terapeutas, médicos, enfermeiros, assistentes sociais, educadores de reforço escolar e, com efeito, até garis! — e, claro, muito, muito mais burocratas para monitorar e exercer o controle em todas estas áreas.

    E os aumentos de impostos e o poder que os governos podem aspirar para si mesmos, como resultado destas consequências sociais negativas, são realmente enormes.

    eu ainda nem mencionei sequer todos aqueles advogados, juízes e burocratas que fazem parte do sistema de divórcio propriamente dito

    E, por incrível que pareça, eu ainda nem mencionei sequer todos aqueles advogados, juízes e burocratas que fazem parte do sistema de divórcio propriamente dito; juntamente com todos aqueles profissionais que têm de se envolver em questões relacionadas com a pensão para a mulher, guarda dos filhos e pensão alimentícia. Com efeito, mesmo se esquecêssemos de todos os inúmeros problemas sociais e pessoais mencionados nos parágrafos anteriores, a própria indústria do divórcio é, hoje em dia, uma indústria multibilionária.

    Além disso, é claro, no que se refere aos últimos anos de vida, romper as relações entre homens e mulheres garante que as pessoas idosas e doentes sejam menos prováveis de receber ajuda daqueles que estão próximo a elas, porque, simplesmente, menos pessoas acabarão ficando próximo a elas. E muitas vezes isso significará que essas pessoas vulneráveis, ou serão abandonadas para definhar sozinhas, ou elas serão colocadas em lares e hospitais — muitas vezes administrados pelo governo — onde os funcionários tendem a tratá-los com, na melhor das hipóteses, desinteresse clínico. (De fato, um relatório recente no Reino Unido declarou que os problemas mais comuns dos idosos derivam de solidão e de viver sozinhos.)

    Romper as relações entre homens e mulheres cria-se uma mina de ouro absoluta para o governo.

    Assim, pode-se resumir a situação da seguinte maneira:

    Romper as relações entre homens e mulheres cria-se uma mina de ouro absoluta para o governo.

    Agora, tudo isso não é para dizer que tudo o que o governo faz é ruim — particularmente em nível micro.

    De modo algum.

    Por exemplo, é evidente que alguns homens e mulheres precisam ser mantidos longe uns dos outros. Que precisamos de nossos governos para ajudar as mulheres e as crianças que estão à própria sorte. Que precisamos realmente de lares e hospitais para idosos e doentes. Que precisamos de policiais e prisões. E assim por diante.

    Mas isso não altera o fato de que quanto mais fizermos as relações entre homens e mulheres se romperem, mais o governo beneficiar-se-á. E beneficiar-se-á enormemente — conforme acima.

    E você realmente teria que testar sua credulidade a níveis ridículos para acreditar que milhões de trabalhadores empregados pelo governo estão trabalhando diligentemente para destruir as enormes "indústrias sociais/pessoais/jurídicas/financeiras" das quais eles próprios têm tanto a ganhar.

    Além disso, temos visto claramente os governos ocidentais — particularmente os governos de esquerda — usando seu enorme poder ao longo dos anos para incentivar o rompimento dos relacionamentos entre as pessoas.

    De fato, estes governos têm movido os céus e a terra em sua busca para prejudicar os relacionamentos das pessoas.

    os governos continuam a oferecer para as mulheres vários incentivos — financeiros ou de outra natureza — para que elas façam acusações falsas.

    Eles têm gasto bilhões de dólares inundando a população com falsas estatísticas relativas ao "abuso de relacionamento" de vários tipos, com a linguagem jurídica sendo propositadamente distorcida para fazer parecer que as mulheres são perpetuamente violadas por homens de alguma forma.

    Por exemplo, eles têm falsificado as definições dos vários tipos de "abuso" de tal forma absurda que, por exemplo, criticar a esposa hoje em dia pode ser visto como um ato de violência — "violência doméstica" —, chamar alguém de "querida" como um ato de assédio sexual, e envolver-se em um sexo consensual, pelo qual mais tarde torne-se um arrependimento, como um ato de estupro.

    (A idéia por trás de tudo isso é provocar tanto o ódio contra os homens quanto o medo dos homens, e isso também é projetado para incentivar o maior número de mulheres possível a fazer falsas acusações de "abuso").

    Eles têm gasto bilhões de dólares financiando numerosos grupos vitimistas que parecem passar mais tempo compartilhando propaganda antimasculina do que ajudando as eventuais e supostas vítimas.

    Eles têm se dedicado e/ou financiado inúmeras campanhas de mídia, projetadas para retratar todos os homens como seres propensos a serem abusivos contra mulheres e crianças de alguma forma.

    E os governos continuam a oferecer para as mulheres vários incentivos — financeiros ou de outra natureza — para que elas façam acusações falsas.

    Eles têm corrompido o sistema de justiça de tal forma … que agora é extremamente desaconselhável para os homens realizarem qualquer tipo de atividade com crianças.

    Eles têm gasto ainda mais bilhões em "bem-estar" para tornar os homens, o máximo possível, desnecessários quando se trata de mulheres e de família.

    Eles têm degradado e feminizado propositadamente o sistema educacional para que nossos homens jovens alcancem muito menos em termos educacionais do que nossas mulheres jovens — algo que têm frustrado em grande escala os futuros relacionamentos, dado que as mulheres tendem a preferir parceiros que têm mais instrução do que elas mesmas.

    Eles têm discriminado os homens no mercado de trabalho em todos os níveis (para reduzir o valor dos homens), sob o espúrio argumento de que as mulheres eram injustamente discriminadas pelos homens.

    Eles têm reduzido o salário dos homens em inúmeros postos de trabalho controlados pelo governo, simplesmente com o fundamento de que os homens tendem a ser atraídos para esses postos de trabalho mais do que as mulheres, e eles têm feito o inverso com aqueles postos de trabalho onde as mulheres tendem a ser mais atraídas. (O argumento ridículo que atualmente está sendo ensaiado sobre a população é o de que "produtividade, trabalho duro e lucro são formas 'antiquadas' de avaliar o quanto alguém deveria receber.")

    Eles têm corrompido a legislação de tal forma que todos os homens estão agora à mercê de suas parceiras quando se trata de falsas acusações de "abuso", questões de guarda dos filhos e pagamentos ridiculamente elevados de pensões para as mulheres — a idéia é seduzir mulheres a quebrarem seus relacionamentos porque elas têm pouco a perder e, freqüentemente, muito a ganhar com isso — e, claro, fazer com que os homens tenham medo até mesmo de embarcar em relacionamentos de longo prazo.

    Eles têm corrompido o sistema de justiça de tal forma que quando se trata de relações entre homens e crianças, agora é extremamente desaconselhável para os homens realizarem qualquer tipo de atividade com crianças.

    E, nas nossas escolas, até mesmo crianças de oito anos de idade estão sendo doutrinadas com o disparate de inspiração feminista de que os homens têm oprimido as mulheres há milhares de anos.

    Aliás, agora também está sendo argumentado — com muito sucesso — que pessoas íntimas deveriam tratar umas às outras como se fossem estranhas. Por exemplo, diz-se agora que a violação feita dentro de um relacionamento é tão grave quanto à violação praticada por um estranho. Fotografar seu próprio filho sendo amamentado é considerado produzir pornografia infantil. E por aí vai.

    o objetivo final é o de forçar as pessoas a tratar umas às outras como se fossem completas estranhas

    E parece-me bastante claro para mim que o objetivo final é o de forçar as pessoas a tratar umas às outras como se fossem completas estranhas ao colocá-las em algum tipo de risco jurídico significativo se não o fizerem. Até mesmo um professor de música que coloca as mãos de uma criança corretamente sobre o instrumento agora corre o risco de ser suspenso do emprego e acusado de abuso.

    A idéia é cortar, ou manchar com suspeita, qualquer proximidade — não importa quão pequena — que possa existir entre as pessoas.

    Na verdade, eu não encontro nenhuma lei promulgada nas últimas três décadas que impacte os relacionamentos íntimos das pessoas — direta ou indiretamente — que não tenha sido concebida para incentivar que esses relacionamentos se rompam.

    E, essencialmente, os governos vêm rompendo os relacionamentos entre as pessoas tal que eles possam abrir caminho a cotoveladas cada vez mais de forma profunda dentro das conexões — sociais, pessoais e financeiras — às quais outrora ligavam as pessoas.

    Além disso, caso você se detenha a olhar para o quadro geral que surgiu ao longo das últimas décadas, duas coisas tornaram-se muito claras:

    Em primeiro lugar, os motivos dos agentes públicos nesta área têm muito pouco a ver com o aumento do bem-estar das pessoas. Pelo contrário, esses motivos são muitas vezes maliciosos, e têm a ver principalmente com a pretensão dos agentes públicos em se servirem de alguma forma causando "desarmonia"; com a frase "dividir para conquistar" resumindo muito do que está acontecendo.

    (De fato, basta olhar a forma como os governos ocidentais têm estado na vanguarda do incentivo à ausência do pai — e, por conseguinte, para os inúmeros problemas sociais conseqüentes mencionados acima — ao longo das últimas quatro décadas, para ver o quão maliciosos eles têm sido.)

    Em segundo lugar, os governos ocidentais estão agora tão grandes (empregando direta ou indiretamente cerca de 20% de toda a população) que os agentes públicos agora representam, por si só, a mais enorme força política para o "grande governo"; o qual, essencialmente, significa governo de esquerda. Como tal, verdadeiramente já não vivemos em "democracias".

    Por exemplo, quando os políticos de esquerda dos EUA, como Joe Biden, injetam bilhões de dólares em grupos associados à VAWA [a lei americana de combate a violência doméstica contra a mulher], eles não estão apenas entregando enormes quantidades de dinheiro a serviços que fornecem auxílio às vítimas de violência doméstica. Eles estão, de fato, distribuindo este dinheiro para numerosos grupos de agentes públicos em toda a América, os quais dependem deste dinheiro para seus empregos e suas aposentadorias, e que irão, sem causar surpresa, dar seu apoio político a Joe Biden.

    E, claro, há milhões de outros agentes públicos (professores, assistentes sociais, acadêmicos etc., etc.) que também vão apoiar o governo de esquerda precisamente pelas mesmas razões egoístas.

    muitos acadêmicos que dependem de financiamento do governo vão angariar evidências para dar suporte ao ponto de vista do governo

    (Por exemplo, muitos acadêmicos que dependem de financiamento do governo vão angariar evidências para dar suporte ao ponto de vista do governo, do contrário seu financiamento acabará.)

    E, tão importante quanto, esses milhões de agentes também fornecerão e promoverão a propaganda política que é concebida para servir a eles mesmos; com estes agentes públicos agora tão entranhados em quase todas as áreas da vida, onde sua propaganda hoje em dia é incutida nas mentes da população e que é proveniente de quase todas as fontes de informação imagináveis — até mesmo da escola.

    (Além disso, é claro, muitos destes bilhões dólares são diretamente destinados a fornecer algum tipo de bem-estar social; garantindo assim que os milhões de pessoas que se beneficiam com isto votem no governo de esquerda.)

    O resultado é que a população está hoje em dia, em sua maioria, muito fortemente infectada com o ponto de vista de que as políticas que promovem um governo maior e mais poderoso sejam as melhores políticas para o povo; e por isso, claro, as pessoas tendem a votar nos políticos que promovem esse tipo de política.

    Mas as pessoas estão sendo ludibriadas, porque a verdade não está sendo dita a elas. Elas estão sendo inundadas com propaganda interesseira de muitas fontes oportunistas, e a evidência de que estas fontes estão enganando as pessoas em várias frentes, e de muitas maneiras, é simplesmente irrefutável.

    quem pode se opor a esta enorme besta governamental?

    Mas quem pode se opor a esta enorme besta governamental? — a este organismo oportunista?

    Afinal, o governo tem centenas de bilhões de dólares à sua disposição — todos os anos —, vastos impérios burocráticos que invadem cada canto de nossas vidas, e milhões de pessoas organizadas trabalhando para ele. Além disso, é o governo que faz as leis.

    Então, quem pode competir com ele?

    E quem pode competir com os vastos recursos do governo, quando se trata de "debater as questões" e transmitir um determinado ponto de vista?

    Assim, não há nenhum outro organismo que chegue perto de ser capaz de competir com esta besta governamental.

    Há cem anos, os governos ocidentais eram realmente muito pequenos

    Há cem anos, os governos ocidentais eram realmente muito pequenos quando comparados com os de hoje. E, falando de forma solta, a direita representava os ricos e o número crescente de poderosos industrialistas e empresários, e a esquerda representava os trabalhadores comuns e os pobres.

    Os da direita consideravam que o povo estaria mais bem servido ao permitir-lhe continuar com o trabalho de criação de riqueza e poder, enquanto os da esquerda consideravam que o governo deveria intervir mais diretamente, e com mais freqüência, para ajudar aqueles que eram mais necessitados.

    Traduzido para o mundo de hoje, isso pode ser vagamente descrito como as grandes e poderosas empresas sendo representadas por aqueles da direita, e as pessoas comuns sendo representadas por aqueles da esquerda.

    Mas os tempos mudaram drasticamente daquela época pra cá; e agora há um garoto novo no pedaço:

    O próprio governo.

    E esse novo garoto agora está muito mais poderoso do que "as empresas" ou "o povo" — durante muito tempo.

    Com efeito, não só esse novo garoto tem a força muscular, o poder organizacional, o poder financeiro e o poder legal para conseguir o que ele quer, ele também tem o poder de propaganda para convencer as pessoas de seu ponto de vista.

    E está absolutamente claro que esse novo garoto tem usado este enorme poder para servir a si mesmo.

    Basta dar uma olhada em como os governos ocidentais têm crescido ao longo dos últimos 100 anos — ou até mesmo nos últimos 10 anos. Olhe para a crescente carga tributária. Olhe para o número cada vez maior de pessoas empregadas pelo governo. Veja os milhares e milhares de leis, regulamentos, restrições e diretivas que anualmente são impostos pelos governos ocidentais sobre seus próprios povos.

    Esses governos só crescem, crescem e crescem — não só em termos de tamanho, mas também em termos de poder e de riqueza.

    Esses governos só crescem, crescem e crescem — não só em termos de tamanho, mas também em termos de poder e de riqueza. E eles estão se infiltrando em todos os aspectos da vida das pessoas; controlando, monitorando, regulando, dirigindo, estipulando, coagindo — sempre em uma medida cada vez maior.

    Mas quem pode detê-los?

    Por exemplo, quem pode competir com os bilhões de dólares que os esquerdistas "Joe Bidens" deste mundo derramam sobre causas de esquerda, empregos de esquerda, benefícios de esquerda e, conseqüentemente, em propaganda de esquerda e votos de esquerda para um governo ainda maior?

    Quem tem o dinheiro para competir com isso?

    Ninguém e nenhuma organização têm a esperança de competir com tal força.

    De fato, e por exemplo, apesar do fato de que os estadunidenses sejam famosos no mundo inteiro por sua crença quase maníaca num governo pequeno e na liberdade individual, isto não impediu que seu governo federal crescesse cada vez mais e, com efeito, passasse por cima deles.

    E a razão para isto é porque os governos ocidentais tornaram-se demasiado poderosos.

    Mas quem pode ser surpreendido por isso, dado que milhões de agentes públicos com enormes recursos e milhões de beneficiários de prestações previdenciárias tenderão a promover seus próprios interesses, em vez daqueles das "empresas" ou do "povo"?

    Há cem anos, tudo era diferente.

    A carga tributária governamental era minúscula, as regras e regulamentos eram poucos e o número de agentes públicos e o de beneficiários de prestações previdenciárias eram ambos pequenos, e assim, por exemplo, quando o governo distribuía dinheiro para seus próprios agentes perseguirem uma agenda ou outra, os esforços destes agentes, sua capacidade de influenciar as pessoas e o número de votos que os próprios agentes públicos foram capazes de expressar nas eleições, tudo isso era relativamente pequeno em comparação com o que o "povo" poderia fazer em tais áreas.

    agentes públicos perfazem cerca de 20% dos votos

    Mas agora, esses agentes públicos perfazem cerca de 20% dos votos, e eles também têm recursos que são absolutamente intocáveis.

    Com efeito, a fim de ressoar este ponto, apenas imagine que você tivesse um bilhão de dólares anualmente para distribuir a quem você desejasse. E, além disso, imagine que, anualmente, você distribuísse este um bilhão de dólares a pessoas cujo trabalho apoiasse algum grupo ativista. Você certamente é capaz de imaginar o quão grande seria o impacto que este grupo ativista, então, seria capaz de fazer em todo o país.

    Com apenas um bilhão de dólares seria possível fazê-lo!

    Mas os Joe Bidens do mundo de hoje distribuem bilhões de dólares anualmente para agentes públicos e beneficiários de prestações previdenciárias, os quais são obrigados a apoiar "o governo" a fim de se beneficiarem.

    E o resultado tem sido de que os governos ocidentais têm sido capazes, com muito sucesso, de ludibriar o público em acreditar — e "votar" — naquelas idéias e conceitos que, de fato, beneficiam, em sua maioria, o governo, em vez de beneficiar o povo; o objetivo proposital de romper os relacionamentos é apenas um exemplo disso.

    temos visto os mais diversos governos ocidentais mentindo, falsificando, enganando, ignorando, obstruindo e trapaceando em tantas áreas

    Com efeito, quando se trata de questões dos homens, temos visto os mais diversos governos ocidentais mentindo, falsificando, enganando, ignorando, obstruindo e trapaceando em tantas áreas — sempre no sentido de causar mais problemas para homens, mulheres e crianças, quando se trata de seus relacionamentos — que é simplesmente impossível escaparmos à conclusão de que prejudicar os relacionamentos entre as pessoas é o objetivo principal dos governos ocidentais.

    E a razão para isto está muito clara.

    Como já mencionei anteriormente em relação a nossa sociedade idílica fictícia, prejudicar as relações entre as pessoas cria-se uma absoluta mina de ouro para os governos ocidentais. É como ganhar o prêmio máximo da loteria perpetuamente.

    de todo jeito os governos também só têm a ganhar com a imigração excessiva

    E, claro, há muitas outras maneiras através das quais os governos podem incentivar o rompimento das relações — formas que vão além daquelas que têm a ver com estreitar as relações pessoais.

    Por exemplo, incentivar a imigração excessiva faz com que as relações no seio das comunidades tornem-se muito mais tênues e incertas. E, claro, o governo beneficiar-se-á com isso como resultado da crescente desarmonia e insegurança que isso traz. Além disso, o governo irá se beneficiar caso os imigrantes sejam produtivos, caso sejam desordeiros. Se eles forem produtivos, o governo obterá mais dólares em impostos. Se eles forem desordeiros, o governo poderá justificar mais impostos e mais poder para lidar com os problemas decorrentes.

    Assim, de todo jeito os governos também só têm a ganhar com a imigração excessiva.

    A idéia toda é, claramente, romper o máximo possível qualquer senso forte de coesão e/ou de segurança que as pessoas podem ter umas com as outras.

    Com efeito, as maneiras pelas quais este ganho perpétuo do prêmio máximo da loteria pode ser recolhido estão cada vez mais se tornando reconhecidas e apreciadas pelos governos em todo o mundo — e é por isso que o feminismo, e as políticas feministas, estão agora sendo aceitas tão avidamente por eles — e tão rapidamente.

    E, por repetidas vezes, você pode ouvir um político promovendo alguma nova idéia de inspiração feminista, nos Estados Unidos na segunda-feira, e, na quarta-feira, ouvir a mesma idéia sendo proposta por outro político em algum lugar na Europa ou na Ásia.

    cada regra, regulamento, política ou lei — que incentive o rompimento dos relacionamentos entre as pessoas sempre lhes traz benefícios adicionais

    E isto porque os ativistas e políticos experientes sabem muito bem, de fato, de onde vem o seu poder. E milhões deles, agora, sabem que cada idéia — cada regra, regulamento, política ou lei — que incentive o rompimento dos relacionamentos entre as pessoas, sempre lhes traz benefícios adicionais; considerando que qualquer coisa que vá incentivar as pessoas a ficarem próximas umas da outras é propensa a empurrar o governo — e, conseqüentemente, os empregos do governo — para fora da janela.

    Um bom exemplo disso pode ser visto em meu artigo [em inglês] intitulado Feministas Destroem o Planeta, no qual se fez notar que o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, introduziu toda uma série de políticas para ajudar a reduzir as emissões de carbono a fim de combater o aquecimento global — supostamente, "a questão mais importante do nosso tempo" —, mas nem uma vez sequer ele abordou o fato de que a tendência cada vez maior das pessoas a viverem sozinhas está tendo um grande impacto negativo sobre o meio ambiente — de muitas maneiras, e não apenas por causa das maiores emissões de carbono.

    quanto mais as pessoas viverem bem em união, menos elas irão querer governo.

    E a razão pela qual Gordon Brown não vai fazer nada para incentivar as pessoas a viverem juntas — quer através de sua retórica, quer através de suas políticas — é porque ele sabe muito bem que quanto mais as pessoas viverem bem em união, menos elas irão querer governo.

    E, com toda a clareza, esse "querer governo" é muito mais importante para ele do que aquilo que ele próprio alegou ser "a questão mais importante do nosso tempo".

    Certamente não poderia estar mais claro. Manter a tendência cada vez maior das pessoas viverem separadas é realmente mais importante para Gordon Brown que reduzir as emissões de carbono — apesar de toda a sua retórica sobre a última ser uma questão de importância de escala planetária.

    E isso certamente deve dar a você alguma idéia do quão importante é, verdadeiramente, para os governos ocidentais romperem as relações entre as pessoas.

    milhões de agentes públicos ficariam horrorizados se as pessoas começassem a se dar muito bem umas com as outras.

    Na verdade, os políticos ocidentais e outros milhões de agentes públicos ficariam horrorizados se as pessoas começassem a se dar muito bem umas com as outras.

    E esta é a verdadeira razão pela qual os governos ocidentais amam o feminismo.

    É o martelo perfeito para esmagar as relações entre as pessoas.

    Em Resumo:

    1. Relacionamentos rompidos são uma mina de ouro para o governo e para os agentes públicos. O feminismo é, portanto, uma ideologia que serve muito bem, de fato, aos interesses dos governos ocidentais e aos seus funcionários.

    2. Os governos são agora extremamente poderosos, com políticos capazes de dar bilhões de dólares todos os anos para milhões de agentes públicos que estarão muito interessados em promover seus próprios interesses — e que serão capazes de fazê-lo com muito sucesso — particularmente se adotarem o objetivo principal das feministas de romper os relacionamentos alheios.

    É inimaginável que estes agentes públicos não usariam sua influência enorme para se servirem.

    3. É inimaginável que estes trabalhadores do governo não usariam sua influência enorme para se servirem.

    4. É absolutamente incontestável que os governos ocidentais e os agentes públicos têm, ao longo dos anos, derramado uma enorme quantidade de sua energia e gasto bilhões de dólares dos nossos recursos, na criação e promoção de leis, políticas e propaganda que são especificamente projetadas para tornar as relações pessoais próximas, difíceis de serem criadas e difíceis de serem mantidas.

    De fato, a atual vice-líder do Partido Trabalhista do Reino Unido, Harriet Harman, declarou abertamente que o casamento é "irrelevante" para políticas públicas, e na verdade, ela descreveu altas taxas de avarias de relacionamento como "desenvolvimento positivo". (Como a maioria das feministas, ela acredita que os relacionamentos estáveis entre gêneros oprimem as mulheres.)

    E a única conclusão realista que alguém pode fazer é que, quando se trata de relacionamentos da população, os governos ocidentais e os agentes públicos estão propositadamente procurando prejudicar esses relacionamentos o máximo possível.

    NOTAS FINAIS:

    1. As pessoas muitas vezes acham difícil acreditar que os agentes públicos poderiam ser tão maliciosos em relação a seu próprio povo, apoiando políticas e idéias que irão prejudicá-los.

    E há duas coisas a dizer sobre isso.

    muitas das pessoas no topo do governo e no topo dos departamentos governamentais são mal-intencionadas — friamente, insensivelmente maliciosas.

    Em primeiro lugar, não tenho a menor dúvida que muitas das pessoas no topo do governo e no topo dos departamentos governamentais sejam mal-intencionadas — friamente, insensivelmente maliciosas. E elas frequentemente sabem muito bem que o que estão fazendo é prejudicar o seu próprio povo. Mas isto não tem significado real para elas. Em outras palavras, elas não se importam. Sua única preocupação é servir-se de alguma forma.

    Um bom exemplo disso é a maneira pela qual muitos políticos e outros muitos agentes públicos — os quais deviam ter um melhor entendimento — têm evitado discutir a questão da ausência do pai por tanto tempo, apesar de tantas pessoas e toda a sociedade estejam pagando caro por isso.

    E, por mais alto que seja este preço, isso claramente não importa para essas pessoas.

    E por que deveria? Afinal, isso lhes dá empregos, dinheiro, pensões etc., etc., etc.

    Outro exemplo seria a maneira pela qual os educadores têm escolhido ao longo dos anos para ensinar as crianças a ler, usando um dos métodos mais ineficientes imagináveis — um método que ficou conhecidamente por prejudicar tanto os nossos meninos quanto as nossas meninas quando se trata de ler, mas que também ficou conhecido por prejudicar muito mais os meninos.

    É inconcebível para mim que os educadores nos escalões mais elevados não estivessem cientes da degradação que estava ocorrendo em habilidades de leitura ao longo dos anos como resultado do uso de métodos de ensino ineficientes (ou seja, a degradação contínua foi sendo encoberta), e também é inconcebível para mim que eles não estivessem cientes de que seus métodos de ensino eram, de fato, ineficientes; particularmente para os meninos.

    o método de ensino de leitura… foi realmente concebido para minar o progresso educacional dos meninos em relação às meninas

    No meu ponto de vista, o método de ensino de leitura — juntamente com uma série de outras iniciativas educacionais que ocorreram ao longo dos anos, em detrimento dos meninos — foi realmente concebido para minar o progresso educacional dos meninos em relação às meninas.

    E se isso é difícil de acreditar, então, por favor, tenha em mente que esses mesmos educadores, os quais estiveram durante décadas tão preocupados com a falta de modelos femininos no mercado de trabalho, agora estão dizendo que modelos para meninos no cenário educacional (por exemplo, ter mais professores homens nas escolas) são de importância nenhuma.

    Além disso, aqui no Reino Unido, tivemos tanto políticos de esquerda quanto professores de esquerda recentemente dizendo que nada deveria ser feito para ajudar nossos meninos a alcançar as meninas. Até mesmo a assim chamada Comissão pela Igualdade de Oportunidades está dizendo isso; por exemplo, veja isto [em inglês] no portal do The Times: "Parem de ajudar os rapazes", disse a 'Guardiã da Igualdade'.

    quantas evidências mais serão necessárias antes de acordar as pessoas para o fato de que os governos ocidentais… estão fazendo tudo o que podem para minar as suas próprias sociedades…?

    E a pergunta que eu continuo fazendo a mim mesmo é: quantas evidências mais serão necessárias antes de acordar as pessoas para o fato de que os governos ocidentais — particularmente os governos de esquerda — estão fazendo tudo o que podem para minar as suas próprias sociedades — principalmente, seus próprios homens — e que estão fazendo isso para se beneficiar?

    Ora, eu poderia dar a você muitos mais exemplos que — pelo menos, na minha opinião — fornecem uma prova incontestável de que muitas dessas pessoas que trabalham para o governo são maliciosas e egoístas, mas acho que vou parar por aqui, e apenas salientar que a falta de preocupação dos governos ocidentais com a ausência do pai e com a educação pobre dos meninos não pode ser descrita como algo diferente de "mal-intencionada" quando se trata de avaliar suas verdadeiras atitudes em relação ao "povo".

    Além disso, o custo para todos nós por não fazermos nada para resolver estes dois problemas específicos equivale a centenas de bilhões de dólares anualmente em todo o mundo ocidental, e isso equivale a uma enorme quantidade de infelicidade para milhões de pessoas.

    Os governos, no entanto, beneficiam-se enormemente dessas coisas. E aqueles no topo sabem muito bem que a questão é essa.

    (Para outra prova de que os agentes públicos são muitas vezes enganadores e maliciosos, veja o meu artigo [em inglês] intitulado Não os Respeite.)

    a grande maioria dos "agentes públicos" não tem idéia do mal que podem estar causando ao povo

    Em segundo lugar, também é quase certo que a grande maioria dos "agentes públicos" não tem idéia do mal que podem estar causando ao povo por apoiar e promover o "governo" — particularmente o governo corrupto; o qual é o que parece que temos na maioria das vezes hoje em dia. Suas visões tendem a ser muito limitadas, e eles tendem a procurar saber apenas aquilo que precisam saber com relação a seus próprios empregos em particular.

    No entanto, também existirão centenas de milhares de agentes nas esferas superiores que só vão pressionar um pouco aqui e um pouco ali, a fim de obter algumas vantagens para si próprios.

    Por exemplo, oficiais superiores da polícia vão querer impressionar seus governantes políticos por obter o máximo possível de condenações por estupro. Eles vão querer ganhar mais crédito, proclamando aqui e acolá que mais deve ser feito para prender mais estupradores. E eles pedirão para sempre por mais e mais recursos.

    policiais não vão admitir abertamente ao público o fato de que, na prática, as acusações de estupro, em sua maioria, são realmente falsas

    E estes policiais não vão admitir abertamente ao público o fato de que, na prática, as acusações de estupro, em sua maioria, são realmente falsas; porque, se eles fizessem isso, prejudicariam suas próprias posições.

    E então, em todo o mundo ocidental, com milhares de oficiais superiores de polícia querendo impressionar seus mestres, e com milhares querendo mais recursos para seus departamentos, o efeito de pressionar um pouco aqui e um pouco ali (por exemplo, exagerar, deturpar os fatos etc., etc.), sempre no sentido de querer um pouco mais para si mesmos, equivale a uma força muito grande, de fato.

    E esta grande força pode ser tão prejudicial para toda a sociedade, ou a um determinado grupo dentro dela, que a sua natureza pode ser muito "maliciosa" mesmo que os indivíduos que estejam criando esta força (neste caso, os oficiais superiores da polícia) não estejam necessariamente com a intenção de ser maliciosos. Eles podem simplesmente estar servindo a si mesmos, digamos, colocando uma certa distorção sobre várias questões.

    Mas é isso que acontece em todos os departamentos do governo.

    As pessoas que os dirigem querem mais dinheiro, mais poder, mais influência, mais segurança, mais status, mais respeito e mais perspectivas. E então, claro, eles tenderão a fazer o máximo que puder para alcançar estas coisas.

    as forças mal-intencionadas que podem surgir do governo podem ser fantasticamente enormes em seu impacto

    E então, com muita clareza, as forças mal-intencionadas que podem surgir do governo podem ser fantasticamente enormes em seu impacto, apesar de que a maioria dos indivíduos que criaram estas forças não estava pretendendo ser mal-intencionada. Eles só estavam tentando, digamos assim, promover suas próprias ambições pessoais — que é algo que todos nós fazemos.

    Em resumo: haverá aqueles no topo que estão bem conscientes do dano que estão causando às pessoas, por exemplo, incentivando conscientemente a ausência do pai (ou seja, eles são mal-intencionados), mas também haverá centenas de milhares de pessoas, ligeiramente mais abaixo na cadeia, que vão pressionar um pouco aqui e ali na mesma direção (incentivando a ausência do pai) simplesmente para manter seus impérios — os impérios que as pessoas mal-intencionadas acima estão promovendo e financiando.

    E o resultado, realmente, é uma força muito grande que é, decididamente, muito maliciosa.

    "o povo" tem uma voz muito pequena — com "os homens" não tendo quase voz nenhuma

    2. Meu ponto de vista é que, se dermos uma olhada no poder que está sendo exercido pelo governo atualmente, pelas "empresas" e pelo "povo" neste momento, veremos que "o povo" tem uma voz muito pequena — com "os homens" não tendo quase voz nenhuma. E o gráfico a seguir provavelmente representa, muito melhor do que o gráfico anterior, como as forças destes três grupos atualmente estão comparadas.

    O governo agora tem a maior voz, e o povo, a menor. (Por razões de simplificação, não mencionei a grande mídia, mas, de uma maneira geral, a cobertura da grande mídia ainda é fortemente tendenciosa e limitada pelo governo e pelas empresas.)

    as pessoas devem fazer o seu melhor para minar o poder do governo

    Ora, dado que o governo serve principalmente a si mesmo, dado que o governo tem recursos praticamente inexpugnáveis com os quais fazer isso, e dado que, claramente, o governo tem muito a ganhar (e manter) quebrando continuamente os relacionamentos das pessoas, e tendo em conta que agora temos tantas provas irrefutáveis demonstrando claramente que os governos ocidentais estão, na verdade, fazendo seu melhor em muitas frentes para romper com os relacionamentos das pessoas (um "desenvolvimento positivo", de acordo com Harriet Harman), parece-me, então, que as pessoas devem fazer o seu melhor para minar o poder do governo.

    E a maneira mais simples de fazer isso é apoiar apenas aqueles políticos que prometem incondicionalmente reduzir a carga tributária e opor-se com mais veemência aos políticos que são susceptíveis de aumentá-la.

    Normalmente, isto significa apoiar a direita ao invés da esquerda, mas, infelizmente, a questão não é tão simples, porque os tempos realmente mudaram. E existem hoje em dia pouquíssimos políticos, com efeito, que têm muita preocupação com "o povo". Os de esquerda são, a meu ver, em sua maioria, completamente corruptos — sempre buscando ampliar poderes para si próprios e para seus comparsas, através da expansão e do fortalecimento do governo, independentemente do custo para as pessoas — e os da direita estão muitas vezes apelando aos desejos de grandes corporações e empresas poderosas. E então já não há mais qualquer voz forte dentro dos círculos do governo que represente pessoas reais, comuns.

    E talvez a parte mais preocupante disso tudo é que qualquer político — seja de esquerda ou de direita — que se atreva a defender "o povo" de forma expressiva, será empurrado rapidamente para um relativo anonimato pelos outros políticos, os quais receberão apoio maciço de intermediários muito poderosos, cuja única preocupação é promover os interesses de grandes empresas ou do grande governo.

    parece-me que não há nenhuma representatividade verdadeira do "povo" dentro do governo

    E por isso, em suma, parece-me que não há nenhuma representatividade verdadeira do "povo" dentro do governo (e certamente não há nenhuma representatividade dos "homens" dentro dele) e, além disso, que qualquer representatividade do "povo" que ocorra fora do governo está inundada hoje em dia principalmente pela enorme quantidade de propaganda interesseira (particularmente vinda de agentes públicos) que se move em favor do "grande governo".

    E, infelizmente para nós, esse dilúvio de propaganda interesseira é proveniente de pessoas que se beneficiam muito generosamente do fato de romper e minar os relacionamentos das pessoas — e, de fato, por colocá-las umas contra as outras.

    Sua estratégia global é, claramente, "dividir para conquistar"…

    … a qual é um dos mais antigos e um dos mais eficazes truques a ser encontrados no manual daqueles que desejam ampliar seus próprios poderes à custa dos outros.

  17. Ótimo texto! Parabéns!

    Em 1894, Machado de Assis assim se manifestou em sua crônica semanal: "Elevemos a mulher ao eleitorado; é mais discreta que o homem, mais zelosa, mais desinteressada. Em vez de a conservarmos nesta injusta minoridade, convidemo-la a colaborar com o homem na oficina da política"

    É um desafio qualificar aquilo que é mais próprio do homem e da mulher.

    Estou lendo Darwin sobre seleção sexual e ele aborda exatamente isso, ainda que descrevendo espécies animais; eis um trecho:

    “Contudo, se pudermos presumir que os machos da classe que ora se analisa perderam algo daquele ardor usualmente encontrado em seu sexo, e por isso perderam boa parte da avidez que antes caracterizava sua procura por companheiras, ou se supusermos que as fêmeas se tornaram muito mais numerosas nessas espécies – sendo que, no caso de uma Turnix indiana, acredita-se que as fêmeas são "muito mais facilmente encontradas que os machos" – então não é improvável que, no caso presente, sejam elas que os cortejem. Isso de fato ocorre, até certo ponto, com algumas aves, como vimos no caso da pavoa, da perua selvagem e de certos tipos de tetrazes.”

  18. Pietro Maraveli

    Excelente texto, já estou compartilhando com meus amigos (principalmente os feministas). É interessante e triste notarmos como o Movimento de Mulheres deixou de fazer parte dos círculos liberais do século XIX (defendendo ideias como abolição da escravidão e instauração do sufrágio universal e da república) para ser perversamente cooptado pelos soviéticos e fraudado perante o mundo inteiro para tornar-se isso que é hoje: um movimento satélite do marxismo pós-frankfurt e submisso a seus mestres -supostamente aquilo que feministas mais detestam.

    Entretanto engana-se quem pensa que todo o movimento político realizado pelas mulheres naquele século e no começo do século passado obscurece-se na forma como é realizado hoje por neomarxistas. Insurge-se com cada vez mais força um movimento legitimamente feminino de consciência política contra aqueles que julgam-se representantes das mulheres. É bom ver que esse texto foi escrito por um mulher. Não que se fosse por um homem teria menos propriedade, mas que cada vez mais mulheres estão “se libertando” do ethos criado pela demagogia feminista (além de ver que a autora é minha conterrânea!). Muito obrigado.

  19. Abigail Pereira Aranha

    O texto mostrou o que é o Feminismo de direita. Não por acaso, a autora não mostrou a diferença entre homem e mulher, que é basicamente a diferença sexual, no subtítulo “Homem e mulher”, mas só colocou a questão sexual quando criticou as sandices lesbofeministas. Como qualquer feminista, a autora só coloca diferenças entre homem e mulher para pregar uma falsa superioridade feminina e como questão criminal justamente na hora em que deviam fazer sentido. Como qualquer feminista de direita, a autora não condena o Feminismo pelo desprezo aos homens e nem mesmo percebe que a sociedade é cada vez menos interesse do homem, ela só tenta mostrar que o feminismo de esquerda é desnecessário porque o feminismo conservador é melhor.

    P. S.: O comentarista que se identificou como Angry Harry copiou a minha tradução de outubro de 2015: avezdasmulheres.blogspot.com/2015/10/por-que-os-governos-amam-o-feminismo.html

  20. Não tem coisa mais ridícula que conservador se dizendo liberal.

    O meu maior motivo de ser libertária foi entender que o estado não tem que legislar contra ou a favor de nenhuma prática PESSOAL de alguém.

  21. Cristiane de Lira Silva

    Seu texto tem alguns pontos interessantes com os quais concordo, mas no geral é tão cheio de senso comum e tão evidentemente baseado em crenças religiosas que perdeu qualquer valor objetivo que poderia ter. O movimento feminista deve continuar discutindo trivialidades assim como deve continuar discutindo o papel das mulheres na política. Não há erro nenhum nisso. Pelo contrário, há uma ampliação da visão das possibilidades do que uma mulher pode ser sem os limites estreitos do pensamento conservador muito presente em no seu texto. Não há nada de errado em uma mulher ser “feminina” e querer uma vida tradicional e muitas mulheres continuam vivendo desse modo apesar de todas as mudanças culturais que vieram a partir dos questionamentos das feministas. Por que o feminismo questiona e abre outras possibilidades de ser para as mulheres mas não as obriga, pela força da tradição, a ser qualquer coisa que elas não queiram ser. Quem faz isso é o conservadorismo que parte dos princípios bíblicos de que as mulheres não seres independentes iguais aos homens em dignidade. Não nasceram como seres independentes, mas a partir da costela de Adão e para ser sua serva, seu complemento e para ser dominada por ele. O apóstolo Paulo enfatizou que a mulher deveria ficar calada nas igrejas e serem submissas aos seus maridos e cuidaram dos filhos e afazeres domésticos. Se não fosse pelo desenvolvimento do capitalismo e pela evolução das ideias renascentistas e iluministas bem como pelos questionamentos feministas, as mulheres continuariam realizando o papel de segunda classe designado pela Bíblia e apoiado pelos conservadores. As mulheres não devem nada aos conservadores quando se trata de liberdade. Pois eles tiveram que engolir a liberdade feminina e ainda hoje rangem os dentes contra ela. Mas o tempo não volta atrás e a liberdade de ser o que quiser não será perdida pelas mulheres nunca mais. Olha você tem todo o direito de ser tradicional, submissa, sexualmente conservadora. Não há nada de errado nessa escolha. Apenas não é o que a maior parte das mulheres querem isso. As mulheres, inclusive feministas, querem se relacionar amorosamente com os homens com base em maior igualdade e respeito, sem se sentirem aprisionadas em rígidos ultrapassados e cafonas papéis de gênero. Sabe, eu não acho que uma mulher tradicional é uma analfabeta política. Eu acho que analfabeta política é a mulher que chama de chata e problematizadora outras mulheres que ousem falar contra o tradicionalismo. E além de analfabetas políticas também são chatas e convictas demais achando que sabem o que é importante para todas as mulheres. Eu sou uma feminista e para mim a maternidade e o lado “feminino” da vida são extremamente importantes, mas eu sei que há mulheres que não são assim. Inclusive, há mulheres conservadoras que são extremamente “insensíveis” e “masculinas”. Por outro lado há homens muito sensíveis e que valorizam mais os relacionamentos do que o lado “masculino’ da vida. Existem mulheres que simplesmente não querem ser mães e elas tem todo o direito de não querer. Existem mulheres que gostam de transar sem compromisso, com vários homens (e estão felizes assim) e elas tem todo o direito de fazerem isso sem serem julgadas pois são indivíduos que se autodeterminam. A forma como você sente o mundo, a moral que você quer seguir não é o que todas as mulheres querem para si. E você não precisa temer as mulheres sexualmente livres se estiver casada com um homem que a respeite mais do que o Donald Trump respeita Melania. Os homens traem suas esposas porque querem trair. Eles escolhem fazer isso. Não culpe a moral feminista por uma coisa que os homens fazem desde o início dos tempos. Talvez, se não tivessem como trair ou como pagar uma prostituta, alguns partiriam pro assédio e pro estupro. Não culpe as feministas pela moral que tantos homens

    seguem. Ah, e não foram as feministas que inventaram a profissão mais antiga do mundo, rolo contrário, há muitas que odeiam a prostituição embora outras sejam a favor. O que os conservadores te dizem sobre tomar chifres de um homem? Que isso é algo natural ao sexo masculino e que você como uma boa moça deve perdoar, fechar os olhinhos, fingir que não viu e culpar as vadias que tentam o seu marido, não é mesmo? Devem dizer também que mulheres não são propensas a trair e querem apenas um príncipe que as proteja (eu quero é já tenho!). Só que o mundo não é assim. Homens e mulheres são seres espirituais, racionais, emocionais e também sexuais. Ambos tem desejos, ambos erram. Não são anjos nem demônios. Bem vinda ao mundo real! O fato de se ter um pênis ou uma vagina não impede que se possa ser ao mesmo tempo sensível e assertivo. Sensibilidade não é privilégio das mulheres e nem assertividade é privilégio dos homens. Essa é a realidade.

    Quanto a marcha das mulheres eu só digo uma coisa: foi a melhor coisa que aconteceu no movimento feminista nos últimos anos. Muitas mulheres se reconheceram feministas a partir disso. Elas querem mais do que ser uma mulher-trofeu que toma chifres calada de homem horroroso que xinga misses por não se enquadrarem no padrão de beleza dele. As vezes eu acho que o Trump não se olha no espelho. Por isso ainda não percebeu que não tem que criticar a beleza de mulher nenhuma pois é totalmente desprovido deste atributo. Não estou preocupada por uma mulher islâmica ser a organizadora da marcha. Sabe por quê ? Porque nenhuma islâmica vai conseguir instaurar o islamismo aqui. As feministas em geral odeiam o islã como a maior parte das mulheres do mundo ocidental. Então vamos voltar ao mundo real e controlar a ansiedade, vamos? Não vai ter Sharia aqui.

    Melhor do que a marcha das mulheres, só o metoo. Finalmente acreditaram no assédio sistematizado e na cumplicidade de muitos homens ( e também mulheres) com o assédio sexual.

    Quanto a cantada, eu particularmente não gosto de passar na rua e ouvir um ” gostosa, te chupo todinha” “gostosa, sua bunda é linda”. Acho que mulher que gosta de “cantada” deve está muito desesperada por um homem. Tão desesperada que confunde o assédio grosseiro de um cara incompetente com elogio ou paquera ou até mesmo com a boa e verdadeira cantada da conquista que só homens de verdade sabem fazer. Então não, eu não gosto de cantada (leia-se assédio). Eu não preciso disso para me sentir desejada, nem para ter autoestima.

    Quanto ao aborto eu sou a favor de que a mulher possa escolher se quer levar uma gravidez adiante ou não, principalmente em casos de estupro, porque o corpo é dela. Sabe uma coisa engraçada? Não são as feministas quem mais praticam o aborto. Talvez porque elas sejam muito informadas sobre métodos contraceptivos. São as mulheres casadas que já são mães quem mais o praticam e elas costumam ser católicas ou evangélicas! Curioso, não? O aborto acontece mais onde menos esperaríamos que fosse acontecer.

    Quanto a cultura do estupro sim, ela existe. É geral. Mulheres são estupradas no mundo inteiro e culpadas pelo próprio estupro. Um juiz pergunta se uma mulher fechou as pernas para não ser estuprada e isto aconteceu aqui no ocidente. Apesar de falarem em cultura do estupro as feministas lutam pela punição dos estupradores e não de todos os homens. Também lutam para que exista uma educação que ensine que homens e mulheres sejam visto como iguais em dignidade. Que ensine que mulheres não são objetos para serem assediadas e estupradas. Se as únicas feministas que você conhece são as que acham que cantada e estupro são a mesma coisa é porque você só conhece as feministas da sua cabeça doutrinada e está completamente desatualizada sobre as novas idéias do feminismo atual.

    Mais numa coisa o teu texto está completamente certo: a valorização da “sensibilidade” feminina. Acho que todos os ambientes, não só a família, podem se beneficiar disso. Acho que os homens devem ser livres para serem sensíveis e expressar sentimentos. Acho que os aspectos ” femininos” da vida devem ser tão valorizados quanto os aspectos ” masculinos”. Sabia que esta é uma das coisas que as feministas discutem? No geral, o seu texto revelou uma pessoa que emite opiniões com base em poucas informações como se tivesse doutrinado a si mesma para não enxergar de verdade aqueles que emitem opiniões com as quais você não concorda. E mais ainda, aquelas que tem coragem de viver suas vidas de um modo que você acha que é errado.

    Apenas viva sua vida tradicional ( assim como eu sou tradicional em certos aspectos) e deixe que as outras vivam como quiserem viver. Nenhuma mulher tem a obrigação de ser tradicional e fofa só porque você, eu, parte dos homens ou a bíblia achamos que isso é o correto. Por sinal muita gente, graças a Deus, não acredita mais na bíblia. É bom saber que não somos a causa de todos os males da humanidade só porque supostamente Eva comeu algo proibido e que as mulheres não tem que ser submissas e obedientes a porra nenhuma. Porque elas são gente e não cadelas que devem obedecer a donos.

  22. Cristiane de Lira Silva

    Cadê o meu comentário, Mises, foi censurado ou vocês não trabalham no domingo a noite? Completando o que já havia falado. Existem mulheres que gostam de cantada grosseira (leia-se assédio), mas não é porque algumas mulheres gostam de ser tratadas como lixo que todas concordarão com isso. A impressão que o texto me passou é de que as mulheres devem ter o direito de votar e ser votadas mais não devem contestar os papéis impostos e sim se confirmar a eles caladinha, ou seja ela deve ser um capacho com direitos políticos! Gente, não é só porque o texto escrito por uma mulher que vai convencer que se trata de feminismo. O texto não passa de um manifesto conservador machista. Sabe, o meu feminismo não passa a mão na cabecinha das mulheres e não perdoa o machismo delas. Há mulheres que são tão ou mais machistas do que os homens. Varias feministas já reconheceram que mulheres participam e apoiam o machismo e a misoginia. Não. Eu não vou elogiar um texto que pregar que mulheres não passem de meros capachos obedientes com direitos políticos. Vocês não se sentem envergonhados que colocarem uma mulher para escrever isso? Porque não dão a cara a tapa e falam logo que é isso que vocês querem que as mulheres sejam, hein? É mais corajoso, transparente e digno!

  23. Cristiane de Lira Silva

    O texto quase não tem comentários femininos, é bem conservador e ainda é acusado de ser “feminista” no pior sentido nos comentários. Definitivamente, não é fácil ser mulher uma mulher de direita. Elas simplesmente não podem ser o que querem sem receberem duras críticas para voltarem aos seus lugares como boas meninas bem comportadas e obedientes ao papai. Que horror! Ah pessoas, eu sou feminista, sou de esquerda e não sou anticapitalista. Só me recuso a ser um capacho! Voltem ao mundo real, por favor!

  24. “Feministas só enxergam homens maus e só atingem homens bons”

    Essa frase é ótima, mas talvez ainda seja paternalista no sentido de presumir alguma sinceridade nas militantes.

    E o que dizer daquelas _____ do governo de um país da Europa que tiraram uma foto só com mulheres imitando a foto da equipe do Trump (que incidentalmente tinha apenas homens) só para afrontar o presidente e acusá-lo de “machista”…

    … e poucas semanas depois essas mesmíssimas políticas feministas tiraram uma foto usando hijab para receber um governante muçulmano?!

    É incoerência demais para alguém dizer que é apenas “dissonância cognitiva”, ignorância sincera ou mesmo mera disracionalidade. São hipócritas mesmo, tremendamente hipócritas.

    * * *

  25. Juliana Schettino é muito mais coerente do que a autora do artigo. Ela devia publicar artigos no Mises e não essa autora que me pareceu bastante hipócrita. Esse artigo é tão conservador que nunca imaginei que iria ler alguma coisa do nível no Mises . Moral é relativa! Ética, respeito e liberdade não!

    julianaschettino.wordpress.com/2018/04/27/resposta-como-a-cultura-progressista-esta-destruindo-as-legitimas-aspiracoes-das-mulheres/

  26. João Paulo Toledo

    Parabéns pelo artigo! Capturou precisamente a raiz do problema pós-moderno: a revolta contra a natureza, especialmente, contra a natureza humana.

  27. Catarina, li seu texto com calma e atenção, porque gosto de estar aberta a outros posicionamentos para enriquecer o debate. Aliás, que bom que você conseguiu tornar-se escritora e jornalista, algo inimaginável para uma mulher há até algum tempo atrás (conquista da mulher liberta?).

    Eu entendo quando, apesar de não concordar com muitas outras premissas do seu texto, você fala que existem algumas pautas bem preocupantes, como é o caso da criação de leis simbólicas, que muitas vezes não combatem o problema a fundo. Mas restam algumas dúvidas que eu gostaria, respeitosamente, que você abrangesse.

    Você não acha que rotular todos esses movimentos que querem mudanças para inclusão e defender a manutenção do que já existe uma forma de também impor algo, que seria a manutenção do “status quo”? A sociedade que vivemos hoje é a melhor? Melhor para quem? Não seria essa uma nova caça às bruxas?

    Por exemplo, na época da escravidão clássica também houve a demonização das inúmeras revoltas, muitas taxadas de absurdas por quererem mudanças que inviabilizariam a sustentação do mercado da época. Mas a sociedade não pode se adequar assim como o mercado?

    Será que o ponto crucial a ser debatido não seria o porquê de alguns movimentos mais “radicais” surgirem e em consequência de quê (opressão)? Qualquer luta é em vão?

    Se não for o Estado impondo algumas mudanças, quais seriam os outros instrumentos para que a dita liberdade fosse fortalecida, já que os próprios movimentos são estigmatizados, mal compreendidos e considerados prejudiciais aos direitos das mulheres? Quais seriam então os melhores meios para promover o empoderamento feminino, se tanto a “natureza” quanto a própria sociedade (e até as próprias mulheres) só tendem a diminuí-lo? Aliás, qual é a natureza da mulher? A do escravo era servir? Ou não devemos empoderar as mulheres com os meios necessários para elas decidirem ser o que as fazem mais felizes, mesmo sabendo que muitas vontades ainda podem ser viciadas por tantos meios midiáticos e culturais?

    Agradeço o espaço!

  28. Nível dos texto aqui no mises é absurdo( de bom). Texto excelente , com introdução , desenvolvimento e conclusão. Coisa rara de se ver nos dias de hoje( das noticias rápidas/instantâneas e curtas).

  29. Sávio C. Siqueira

    Lendo este artigo eu tive a impressão de que o movimento feminista é completamente desnecessário, afinal de contas, as mulheres, culturalmente e socialmente falando, desfrutam de total respeito não é? E que o altíssimo número de mulheres assassinadas por motivos torpes é algo que apenas diz respeito a questões individuais daqueles q cometem tais crimes. Ora nossa sociedade não procura calar e manter as mulheres em posição de subserviência, todas tem exatamente as mesmas oportunidades que os homens para escolher e seguir a carreira profissional de sua preferência, todas tem liberdade total de decidir quando e se irá se casar e iniciar uma família, correto?

    Só que não.

    Me pergunto qual foi o impressionante avanço que o conservadorismo trouxe para as mulheres. Me pergunto o que o conservadorismo faz para enfrentar os números absurdos de violência doméstica, estupros, assassinatos e assédio as quais elas são vítimas. Me impressiona o fato dos cidadãos não conseguirem identificar elementos culturais que dão “permissão” aos homens para tratar as mulheres de forma indigna. Como se não houvesse absolutamente nenhum problema no modo como homens e mulheres se comportam em relação a essas questões. É assustador.

    Com essa grande onda conservadora atual então percebo que importantes avanços e reivindicações feministas serão abandonadas.

    Sou feminista e percebo grande problema no movimento. Temos uma grande diversidade teórica e isso, por muitas vezes, causam cisões desnecessárias e que contribuem para que pessoas, como as presentes nestes comentários, tenham uma visão totalmente negativa e deturpada do movimento. Devemos sim ter uma autocrítica firme e constante, é a unica forma de sermos coerentes com as necessidades de mulheres e homens que vêem o machismo como um sistema de dominação que promove infelicidade e violência.

    Não se pode esquecer das vitórias do movimento feminista essenciais para a conquista de direitos e liberdade hoje desfrutadas pelas mulheres, ou alguém pensa que tais conquistas foram alcançadas por mãos conservadoras? É necessário ter respeito pelo movimento que contém, em sua história, mulheres que deram por muitas vezes a própria vida pela, ainda não alcançada, igualdade.

  30. Jusileine Mises de Carvalho Rothbard

    Os movimentos de liberação da mulher só trouxe o comunismo-socialismo para todas e todos,escravidão,servidão e fim da mulher como ela é. é simples como o eterno retorno,feminismo autoritário não nos torna livres só leva a todas para o comunismo socialismo y ditaduras estatizantes o comunista macho ditador Fidel Stalin e Mao imperam sobre a mulher.

  31. Concordo com algumas ideias trazidas no texto, mas achei o discurso totalmente ancorado em uma moral que foi tomada como “universal”, quando deveria ser tratada como o que ela é: de cunho exclusivamente pessoal. Não esperava isso por aqui.

  32. Diovanna Alves De Souza

    Primeiramente, o artigo já se demonstra manipulador na parte em que se fala da ” lei aprovada em Fortaleza que prevê multa de R$ 2.000 para quem for flagrado dando uma “cantada” em uma mulher”.

    Quem tiver o mínimo possível de decência e ir ler o link que o próprio artigo direciona, verá que o artigo descreve essa lei de forma simplista, uma vez que a lei prevê multa para para “o indíviduo que ofender, intimidar, constranger ou hostilizar mulheres, nas ruas e nos espaços privados da cidade, com palavras, gestos ou comportamentos.”

    Parem de passar pano para artigos que generalizam conceitos e manipulam informações. 😉

  33. Tão triste ver que mulheres não defendem a própria causa, o pais ta um abandono e a direita com esses pensamentos desumanos e ultrapassados de pessoas sem estudos. Sem compaixão pelo próximo, vejo cada vez a disseminaçao do odio. E a a justiça morrendo em silenciada, como ja dizia josé saramago. LGBTS que se unam contra esse patriarcado de servidão e mulheres que sempre encontrem resiliencia ao lado de suas irmãs e que nada jamais nos defina. Vamos a luta!!!!!! Muito ja foi conquistado

  34. O discurso sedutor da esquerda está baseado na dúvida existencial por qual passam quase todos os adolescentes. Daí a ênfase no homossexualismo e na justiça social, afinal, quem nunca na adolescência duvidou ou se revoltou contra estes dois aspectos?

  35. Chato e desagradável e deselegante é essa cultura de o tempo todo botar a própria sexualidade na cara de quem simplesmente não perguntou nem está interessado. Sejam héteros ou militantes Lgbt. É coisa de ineptos de ensino tecnológico que destróem todo ramo de tecnologia ou ciência onde se infiltram. Cientistas medíocres e materialistas. Sim , Ciência totalmente desviada de visão espiritual é caminho pra autodedtruição cognitiva . Vide qualquer cientista de real importância , NENHUM ignorou o questionamento da busca espiritual onde a ciência passa a ser um ramo auxiliar. Ciência materialista é morte da criatividade e enovação evolutiva da espécie , ou espécies no caso destas subespécies rasteiras em hábitos e dietas.

  36. È um prazer retornar aqui! Que todos tenham seu psicológico bem abastecido, dado que temos um calvário lacrador adiante, ao longo da presente data; feministas queixando-se de não ter mais privilégios do que já possuem e feministos wokes sojados lambendo-lhes a sola dos pés, como vermes idólatras, desonrando a genitália com a qual vieram ao mundo.

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