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Menos Marx, Mais Mises

No dia de 13 de março de 2016, aproximadamente 10.000 balões com a frase “Menos Marx, Mais Mises” desfilaram na Avenida Paulista, em São Paulo.

O Instituto Atlantos distribuiu folhetos e preparou também um guia completo — utilizando artigos deste Instituto — para explicar sucintamente como as teorias econômicas da Escola Austríaca enterraram as bases teóricas do socialismo, separando leituras aprofundadas sobre cada uma destas teorias.

Eis o básico sobre o socialismo, explicado pelos grandes nomes da Escola Austríaca, que todo leigo inteligente tem de saber.

Ludwig von Mises

Bem antes de Mises atacar as bases teóricas do socialismo, socialistas e não-socialistas já haviam percebido que o socialismo sofria de um grave problema de incentivos.

Se, por exemplo, todos os indivíduos em um sistema socialista fossem receber uma mesma renda — ou, em sua variante, se todos fossem produzir “de acordo com suas capacidades”, mas recebessem “de acordo com suas necessidades” –, então, parodiando aquela famosa pergunta: quem, no socialismo, fará o trabalho de recolher o lixo?  Ou seja, qual será o incentivo para se efetuar os trabalhos sujos?  Mais ainda, quem fará esses trabalhos?  Ainda pior: qual será o incentivo para se trabalhar duro e ser produtivo em qualquer emprego?

No entanto, a singularidade e a crucial importância do desafio lançado por Mises aos defensores do socialismo é que seu argumento estava totalmente dissociado desse problema do incentivo.  Mises, com efeito, disse: muito bem, vamos supor que os socialistas tenham sido capazes de criar um poderoso exército de cidadãos genuinamente ávidos para seguir todas as ordens de seus mestres, os planejadores socialistas. 

Fica a pergunta: o que exatamente esses planejadores mandariam esse exército fazer?  Como eles saberiam quais produtos seus escravos deveriam produzir?  Em qual etapa da cadeia produtiva cada exército deveria trabalhar?  Quanto de cada produto deve ser produzido em cada etapa da cadeia de produção?  Quais técnicas ou quais matérias-primas devem ser utilizadas na produção como um todo?  Qual a quantidade de matérias-primas a ser utilizada?  Onde especificamente fazer toda essa produção?  Como eles saberiam seus custos operacionais ou qual processo de produção é mais eficiente?

O comitê de planejamento central não tinha como responder a essas perguntas, pois o socialismo não dispõe daquela indispensável ferramenta que só existe em uma economia de mercado, e a qual empreendedores utilizam para fazer cálculos e estimativas: existência de preços livremente definidos no mercado.

Mises atentou para o fato de que sem propriedade privada dos meios de produção não há como estabelecer preços no mercado.  Se os meios de produção (fábricas, máquinas e ferramentas) não possuem proprietários definidos (eles pertencem ao estado), então não há um genuíno mercado entre eles.  Se não há um mercado entre eles, é impossível haver a formação de preços.  Se não há formação de preços, não há cálculo de lucros e prejuízos e, consequentemente, não há como direcionar o uso de bens de capital para atender às mais urgentes demandas dos consumidores da maneira menos dispendiosa possível.

Sem preços livres, e sem poder fazer cálculo de custos, é impossível haver qualquer racionalidade econômica, o que significa que uma economia planejada é, paradoxalmente, impossível de ser planejada.

Sendo assim, as decisões do comitê central necessariamente teriam de ser completamente arbitrárias e caóticas.  Caso seja aplicado, o socialismo resultará invariavelmente em uma irracional alocação de recursos na economia devido ao estabelecimento artificial e arbitrário de preços pela autoridade governamental, culminando em escassez generalizada de bens.

Consequentemente, a existência de uma economia socialista planejada é literalmente “impossível” (para utilizar um termo que foi muito ridicularizado pelos críticos de Mises).

Para estudos aprofundados:

O cálculo econômico sob o socialismo 

Se o socialismo é economicamente inviável, por que ele dura tanto tempo? 

Os anticapitalistas de hoje continuam ignorando os problemas mais básicos do socialismo 

 

Friedrich Hayek

Por sua vez, o prêmio Nobel em economia Friedrich Hayek demonstrou que, no mundo real, a informação está dispersa entre uma imensidão de indivíduos. 

Por isso, somente os indivíduos que possuem esses fragmentos de informação podem estabelecer uma ordem de mercado espontânea e descentralizada capaz de suprir as demandas existentes de maneira eficaz, criando um sistema de preços que coordena as ações individuais das pessoas na sociedade.

Por exemplo, apenas o proprietário de uma fábrica em Novo Hamburgo pode saber de detalhes muito específicos sobre as máquinas de sua linha de produção; é impossível que os planejadores centrais encastelados em Brasília tenham esse mesmo conhecimento.  É impossível que esses planejadores socialistas encastelados em Brasília tenham como levar em conta esses detalhes conhecidos apenas pelo proprietário da linha de produção.

E é impossível que, não sabendo destes detalhes, eles possam planejar “eficientemente” a economia, direcionando, por meio de decretos, os recursos e os fatores de produção do país para as finalidades que julgam ser as mais desejadas.

Tentar estabelecer um planejamento central econômico seria não só uma atitude presunçosa, mas extremamente danosa à sociedade, pois impossibilitaria que aqueles que possuem de fato as informações fizessem o melhor uso das mesmas.

Hayek argumentou também que o sistema de preços em uma economia de mercado pode ser visto como um gigante “sistema de telecomunicações”, o qual rapidamente transmite os fragmentos essenciais do conhecimento de um ponto localizado até outro.  Tal arranjo de “rede” só funciona bem se não for obstaculizado por uma hierarquia burocrática, através da qual cada fragmento de informação teria de fluir até o topo da cadeia de comando, ser processado pelos planejadores centrais, e então fluir de volta até os subordinados.

Por tudo isso, é impossível que o órgão planejador encarregado de exercer a coerção para coordenar a sociedade obtenha todas as informações de que necessita para fornecer um conteúdo coordenador às suas ordens.  O planejador da economia teria de receber um fluxo ininterrupto e crescente de informação, de conhecimento e de dados para que seu impacto coercivo — a organização da sociedade — obtivesse algum êxito.  

Só que é obviamente impossível uma mente ou mesmo várias mentes obterem e processarem todas as informações que estão dispersas na economia.  As interações diárias entre milhões de indivíduos produzem uma multiplicidade de informações que são impossíveis de serem apreendidas e processadas por apenas um seleto grupo de seres humanos.

Para estudos aprofundados:

O caminho da servidão

O uso do conhecimento na sociedade 

O que é realmente o socialismo e qual o seu maior problema

Apenas em uma economia de mercado o planejamento econômico pode funcionar

 

Eugen von Böhm-Bawerk

Böhm-Bawerk foi quem, antes de todos, refutou a famosa mais-valia e todas as demais teorias da exploração que os socialistas tanto gostam de citar. 

O capitalista remunera o trabalhador com $100, esse trabalhador gera mercadorias, e essas mercadorias são vendidas por $120. Segundo Marx, esse lucro de $20 só foi possível de ocorrer porque houve uma parte do trabalho que não foi remunerada pelo capitalista.

Essa diferença seria justamente a mais-valia, que é a mensuração exata da “exploração da mão-de-obra do trabalhar” — ou seja, o trabalhador prestou um serviço para o capitalista e não obteve a devida remuneração.

O que há de errado com essa teoria da exploração de Marx é que ele não compreende o fenômeno da preferência temporal, explicado por Böhm-Bawerk.

Você realmente acredita que ter $1.000 hoje é o mesmo que ter $1.000 apenas daqui a 5 anos (e assumindo zero de inflação de preços), mesmo que ambos os valores contenham o mesmo tempo de trabalho?

Pois é exatamente esse o raciocínio por trás de toda a análise marxista da exploração.

Os capitalistas adiantam bens presentes (salários) aos trabalhadores em troca de receber — somente quando o processo de produção estiver finalizado — bens futuros (lucros). Existe necessariamente uma diferença de valor entre os bens presentes dos quais os capitalistas abrem mão (seu capital investido na forma de salários e maquinário) e os bens futuros que eles receberão (se é que receberão).

Os capitalistas, ao adiantarem seu capital e sua poupança para todos os seus fatores de produção (pagando os salários da mão-de-obra e comprando maquinário), esperam ser remunerados pelo tempo de espera e pelo risco assumido. Por outro lado, os trabalhadores, ao receberem seu salário no presente, estão trocando a incerteza do futuro pelo conforto da certeza do presente.

Os trabalhadores que os capitalistas empregam não precisam esperar até que os bens sejam produzidos e realmente vendidos para receberem seus salários.  O empregador “adianta” aos trabalhadores o valor de seus serviços enquanto o processo de produção ainda está em andamento, precisamente para aliviar seus empregados de terem de esperar até que as receitas da venda dos produtos aos consumidores sejam recebidas no futuro.

O fato de o trabalhador não receber o “valor total” da produção futura simplesmente reflete o fato de que é impossível o homem trocar bens futuros por bens presentes sem que haja um desconto no valor. O pagamento salarial representa bens presentes, ao passo que os serviços de sua mão-de-obra representam apenas bens futuros.

A relação trabalhista, portanto, é apenas uma relação de troca entre bens presentes (o capital e a poupança do capitalista) por bens futuros (bens que serão produzidos pelos trabalhadores e pelo maquinário utilizado, mas que só estarão disponíveis no futuro).

Sem o empreendedor e o capitalista para organizar, financiar e dirigir o empreendimento, seus empregados não teriam trabalho e nem receberiam salários antes que um único produto fosse fabricado e vendido.

Segundo Böhm-Bawerk: “Parece-me justo que os trabalhadores cobrem o valor integral dos frutos futuros do seu trabalho; mas não é justo eles cobrarem a totalidade desse valor futuro ‘agora’.”

Para estudos aprofundados:

A teoria marxista da exploração não faz nenhum sentido 

Os economistas austríacos que refutaram Marx e sua tese de que o trabalho assalariado é exploração 

O capitalista possui um papel insubstituível na economia 

Capitalistas e empreendedores não exploram nenhum trabalhador 

A teoria marxista da exploração e a realidade 

Por que a ideia de que o capitalista explora o trabalhador é inerentemente falsa 

 

Carl Menger

Menger foi o fundador da Escola Austríaca de economia, à qual pertenciam os outros três economistas anteriores.  Ele foi o primeiro a demonstrar que o valor de qualquer bem ou serviço é subjetivo, o que levou à revolução marginalista na economia, resolvendo o paradoxo da água e do diamante e aposentando a teoria clássica do valor-trabalho.

Marx dizia que o valor de uma mercadoria depende diretamente da quantidade total de trabalho utilizada em sua produção. Se a quantidade de trabalho exigida para a construção de uma bicicleta for a mesma exigida para a fabricação de um bolo, então o valor de mercado da bicicleta será o mesmo que o do bolo.

Já Menger explicou que o valor de um bem não deriva da quantidade de trabalho despendida em sua fabricação. Um homem pode gastar centenas de horas fazendo sorvetes de lama, mas se ninguém atribuir qualquer serventia a estes sorvetes de lama — e, portanto, não os valorizar o suficiente para pagar alguma coisa por eles –, então tais produtos não têm nenhum valor, não obstante as centenas de horas gastas em sua fabricação.

Assim como a beleza, o valor — como diz o velho provérbio — está nos olhos de quem vê. O valor de um bem é subjetivo: depende do uso e do grau de importância pessoal (subjetiva) que alguém confere a esse bem (seja ele uma mercadoria ou um serviço).  Se o bem servir para algum fim ou propósito, então terá valor para ao menos uma pessoa.

Nenhum objeto, seja uma banana ou um automóvel, possui um valor econômico intrínseco.  Ao contrário: somente uma mente humana pode atribuir valor a estes itens; e somente então podem os economistas classificar estes itens como sendo bens.  Um objeto só é valioso se houver ao menos um ser humano que acredite que este objeto poderá ajudar a satisfazer seus desejos subjetivos. 

Por exemplo, uma determinada raiz que cure o câncer.  Se ninguém souber deste fato, esta raiz não terá nenhum valor econômico, e as pessoas não trocarão dinheiro por ela.  Consequentemente, o valor é gerado pelos desejos subjetivos de um indivíduo e por suas crenças quanto às propriedades causativas de um determinado item.

Portanto, e ao contrário do que diz a teoria marxista, bens e serviços não têm valor por causa da “quantidade de trabalho” consumida em sua produção. Já uma determinada habilidade de trabalho pode ter grande valor caso seja considerada útil (como um meio produtivo) para se alcançar um objetivo que alguém tem em mente.

Consta que Menger teria enviado sua obra para Marx, que então teria desistido de publicar os volumes seguintes de O Capital, visto que toda a base de sua teoria havia desmoronado com a revelação da verdadeira origem do valor.

Para estudos aprofundados:

A teoria do valor-trabalho ainda assombra a humanidade e segue causando estragos

Menger, o Revolucionário

A utilidade marginal decrescente é uma lei 

A virtude do lucro

 

Finalmente, um artigo contendo um resumo geral e cronológico da evolução das teorias de Menger, Böhm-Bawerk, Mises e Hayek contra o socialismo:

A Escola Austríaca e a refutação cabal do socialismo

 

*Este artigo foi originalmente publicado em 11 de março de 2016.

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101 comentários em “Menos Marx, Mais Mises”

  1. MAIS MISES MENOS MARX

    Entendeu agora, comentarista Pobre Paulista?

    Captou o espírito da coisa?

    Estamos aplicando os ensinamentos de Rothbard: a liberdade precisa conquistar corações e mentes.

  2. Ótimo artigo imb, a cada dia se superam mais.
    Agora gostaria de pedir um favor.estou pretendendo fazer faculdade de economia mas não conheço nenhuma que ensina a partir de um viés libertário.será que vcs poderiam me dar algumas sugestões?

  3. Que ótimo ! Eu sempre refutei o Socialismo porém até bem pouco tempo não conhecia Ludwig Von Mises. Fui conhecer em um dos protestos de 2014 quando vi um cartaz com os mesmos dizeres. Aí pesquisei e cheguei à ele e a esta página também.

  4. Por que não ensinam isso nas escolas quando estão falando de Karl Marx? Pelo menos nas universidades os estudantes iriam perder muito menos tempo ouvindo teorias marxistas novamente.
    Há de se concordar que se há uma teoria que explora o homem é o marxismo/socialismo/comunismo.

  5. Desgraça da Nova República (1988/2016)

    Para você entender o cenário brasileiro

    PMDB = Esquerda Prostituta
    PSDB = Esquerda Corporativista
    PT = Esquerda Gramscista
    PCdoB = Esquerda Comunista
    PSOL = Esquerda “Engana-Jovem”
    DEM = Corporativista “Maria-vai-com-as-outras”
    PP = Centro Timidão
    PDT = Brizolão (esquerda)
    PCO = Marxista Ortodoxo
    PSTU = Esquerda Jargão Old School
    PSB = Esquerda Tamo Junto
    PCB = Esquerda Comunista II
    REDE = Esquerda “não-sou-de-esquerda-nem-de-direita”
    PV = Esquerda Jardinagem
    PSL = Direita Liberal Adolescente
    PSC = Direita Conservadora Adolescente
    NOVO = Direita Liberal Infanto-Juvenil
    Outros = Centrão “não-sei-o-que-to-fazendo-aqui”
    Outros 2 = Centrão “bora-roubar-também-então”

  6. Eu vou estar na Paulista, mas acho que o correto seria estar em frente ao fórum da Barra Funda.

    Essa pátria que o povo quer, não se sustenta sem uma justiça correta.

    Em Brasília, a manifestação deveria ser mais próxima do STF do que do congresso.

    O povo ainda não entendeu que a justiça é o poder permanente, que deveria proteger o governo dos políticos. Políticos são como parasitas e carrapatos.

    Eu vou protestar contra os socialistas. Essa pátria precisa sofrer uma reforma liberal radical, que respeite os interesses dos individuais.

    A grande diferença dos liberais, é que nós não terceirizamos as coisas. Não precisamos de governo para fornecer produtos e serviços às pessoas. Não necessitamos de ajuda fazendo expropriação de bens das pessoas. Não precisamos roubar pessoas para ajudar outras. Também defendemos a capacidade das pessoas pensarem por seus próprios interesses. Enfim, quem respeita os interesses das pessoas são os liberais.

  7. O MESMO de SEMPRE

    Um grande erro dos críticos do socialismo se deve ao fato de serem críticas meramente utilitaristas.

    O primeiro pensador, e unico, a criticar o socialismo MORALMENTE foi NETZSCHE. Pois foi o único que esclareceu que o socialismo não passava de uma reivindicação de Poder absoluto para a organização Estado. Na verdade foi o único que desprezou o moralismo cristão do socialismo. Afinal, a cultura da ideologia cristã que confronta-se com o judaísmo (sim, é uma contradição ao judaísmo) não permite uma critica moral ao socialismo ou marxismo. Exatamente devido a isso as críticas ao socialismo se focavam no utilitarismo, já que uma crítica moral levaria junto o cristianismo. Aliás a afirmação estórica* é que o tal Jesus era um judeu essênio, sendo que os essênios eram adeptos de uma seita “comunista”.

    As ideias socialistas precederam em muito as ideias marxistas e mesmo Tomas More, ainda no sec XV, escreveu sua funesta UTOPIA com base na moral cristã. Moral esta sob forte influência da república de Platão. Como More admitiu.

    Na verdade as IDEOLOGIAS (amontoado de ideias que prometem um objetivo supremo ou FIM REDENTOR para a humanidade) visam estabelecer uma organização que se apropria da população, como se esta fosse um REBANHO à disposição do pecuarista e seus vaqueiros.

    O soci8alismo não apenas ruim por ser um fracasso econômico, mas é repulsivo por ser eticamente condenável e mesmo moralmente abjeto, tal a INJUSTIÇA que propõe.

    O sociaismo advoga uma sociedade hierarquizada no MESMO MOLDE do FEUDALISMO.

    O marxismo que tripudiava do socialismo cristão, chamando-o de socialismo utópico, propunha um socialismo como uma efetiva luta de classes que terminaria no fantasioso comunismo. Só então através da mirabolante ABUNDÂNCIA absoluta o tal comunismo poderia se estabelecer com o fim do Estado e a presença de um povo paradisiaco.

    A farsa marxista nem mesmo escondeu sua inspiração cristã para aaproveitar-se do necessário SINCRETISMO: Marx prometia um apocaliPTico e inevitável sociaismo que estabeleceria um “reino socialista” de MIL ANOS. Impossível não perceber o DELIBERADO SINCRETISMO a fim de não ter que firmar uma cultura ideológica completamente nova.
    Essa estratégia do marxismo permitiu a este pular etapas já levadas a cabo pelo cristianismo, mantendo a mesma promessa APOCALIPTICA com direito a um Paraíso final onde reinaria a felicidade absoluta, já sem dor ou sofrimento, mas com absoluta empatia de todos com todos.

    Enfim, a ideologia socialista não passa de uma escaramuça psicológica com a finalidade de ADESTRAR REBANHOS HUMANOS PARA ASSENTIREM COM O PODER ABSOLUTO de UMA CLASSE (governante) HIERARQUIZADA SOBRE TODA A SOCIEDADE.

    A PROMESSA IDEOLÓGICA de se construir um paraíso em FUTURO INCERTO é a moeda que compra parte das consciencias inseguras, carentes de autoestima e ansiosas por estima alheia sistematizada. Outra parte é ALICIADA por vislumbre mais racional e planejado. Essa outra parte de adePTos é formada pelos aportunistas e canalhas em geral. Estes percebendo a oportunidade de inserirem-se como membros da hierarquia governante (Estado) adotam a religião socialista em seu culto ao deus Estado milagreiro e provedor de todas as demandas, bastando que se o cultue obedecendo cegamente às deliberações de seus intermediários políticos – um novo Clero – que pregam a redenção ideológica e atuam através da burocracia hierarquizada – a nova Nobreza. Nesta promessa de utopia após a construção da abundância sob o comando dos UNGIDOS ideológicos, as novas cruzadas e purificações não se podem dispensar das perseguições a hereges, blasfemos e malvados seguidores da maldade.

    Toda a ideologia socialista se justifica na promessa de um Paraíso Comunista num futuro incerto e sem data sob promessa de uma entidade que poderá operar milagres em benefício dos ESCOLHIDOS como “as melhores pessoas”, que viverão e usufruirão do prometido Paraíso na Terra.

    Conclusão:

    PLUS ÇA CHANGE PLUS C’EST LA MÊME CHOOSE!

  8. Pessoal,

    Um professor comunista de Economia veio com o seguinte raciocínio durante a aula para justificar a sua ideologia nefasta:

    “Pense em uma comunidade anarquista — uma comuna — sem qualquer organização política e econômica central. Onde todos trabalham naquilo que tem vocação, e trocam entre si os bens produzidos e/ou serviços prestados. Não haveria a necessidade de acumulação de capital. Não haveria nada ‘supérfluo’.”

    Ele deu ênfase no acúmulo de capital, considerando isso um grave erro e causa de todos o males. Disse que ninguém deve acumular capital.
    Citou nossa Constituição, “os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa”, para condenar a livre iniciativa, dizendo que o trabalhador não consegue empreender sem acumular capital e, acumular capital está errado, logo o trabalhador deveria ser dono daquilo que produz.

    Enfim, na hora ninguém conseguiu discordar dele com eficiência. Como seria possível contra-argumentar esse raciocínio dele?

  9. Eu defedo o liberalismo de Misses e Hayek, mas tenho uma pergunta: Por que a europa e até os EUA insistem em ingetar trilhões na economia e algums, como a França, em investir mais no estado social? Isso não criaria distorções econômicas?

  10. Algumas teorias foram refutadas, e quem as sustenta hoje em dia
    não tem base alguma de economia, só as fala porque odeia o “capitalismo opressor”
    nem ao menos humildade para debater ou tomar conhecimento
    de coisas simples, conseguem. Pois defender essas teorias dá dinheiro, né?
    e outros que são pegos em sua própria ignorância, nunca leram marx
    mas odeiam a burguesia, porém, usufruem dos bens que o capital oferece.

    Mais Marx, menos Mises, é um jargão idiota, intimidam pessoas a jamais tocarem num livro
    Do sociólogo. É uma geração “Liberalismo Gourmet”, vi pessoas usando camisa com a frase, assim como vejo pessoas criticando Keynes cegamente. Enfim, é uma nova geração que pouco lê, mais muito tem a dizer, sobre o que não conhece. É uma pena o Instituto incentivar esse tipo de prática.

  11. DIEGO ANTONIO COELHO CANCELAS

    Parabéns pelo artigo bastante elucidativo sobre o tema,um verdadeiro mini-manual dos defensores do livre-mercado e inimigos dos estado interventor, principalmente, para os iniciantes no assunto!

  12. Vocês também tem a seguinte pulga atrás da orelha?:
    Por que após 1 século de incontáveis experiências fracassadas ainda existem milhões, talvez bilhões de indivíduos que acreditam no socialismo, ou no mínimo em medidas socialistas?
    Afinal, cada dia que passa fica mais claro o quão melhor para a humanidade são mercado e sociedade livres…
    Serão os líderes socialistas/populistas mais eficazes no poder de convencimento que os libertários?
    Ou é somente impressão e o mundo está, cada dia que passa, menos socialista?
    Abç,
    AHR

  13. “Então não estarão os libertários sendo “ingênuos” ao serem honestos?”.

    Não acho que seja ingenuidade pois provavelmente qualquer um sabe que
    a maioria das pessoas são mais facilmente convencidas com falácias.
    Acho que é mais um caso de puritanismo em excesso.

    “Nesse caso os fins não justificariam os meios?
    Afinal, são só palavras visando uma sociedade melhor, mais justa e desenvolvida.”

    Bem, usar argumentos falaciosos não é crime e as pessoas não ficam
    muito bravas quando descobrem que caíram em um argumento falacioso, quando descobrem.
    Então não seria o caso de dizer que “os fins justificam os meios”.
    Pois como você mesmo disse são “só palavras”.
    Seria apenas o caso de se dizer que existem estratégias mais eficientes
    para convencer a maioria das pessoas de alguma coisa.

  14. Fabio Nogueira Leite

    Alguém poderia por favor verificar minha tradução para o inglês? Obrigado.

    LESS MARX, MORE MISES: EVERYTHING YOU NEED TO KNOW ABOUT THE ECONOMICS OF SOCIALISM.

    This article is very succinct and it explain very well some of the most important refutations of the socialist concepts. It was written by the Brazilian Mises Institute’s Team and it’s been translated from Portuguese to English using the Google Translator. I’ve verified the translation, I’ve made some changes, and I think that it seems to be good, though my English isn’t perfect. So, sorry for possible mistakes.

    Ludwig von Mises.

    Well before Mises has attacked the theoretical foundations of socialism, socialists and non-socialists had already realized that socialism was suffering from a serious incentive problem.

    If, for example, all individuals in a socialist system were receive the same income – or, in its variant, if everybody were produce “according to their abilities”, but they were receiving “according to their needs” – then parodying that famous question: who, in socialism, would work to collect the trash? That is, what would the incentive to make the dirty work? Moreover, who would do these jobs? Even worse, what would be the incentive to work hard and be productive in any job?

    However, the uniqueness and the crucial importance of the challenge proposed by Mises to the socialism advocates is that his argument was totally dissociated from this incentive problem. Mises, in effect, said, well, let’s assume that the socialists have been able to create a powerful army of citizens genuinely avid to follow all orders of their masters, the socialist planners. The question is: what exactly these planners would send the army do? How would they know which products their slaves should produce? At what stage of the productive chain each army should work? How much of each product should be produced in each productive chain step? What techniques or which raw materials should be used in the production as a whole? What is the amount of raw materials should be used? Where specifically should be done all this production? How could they know which operating costs or production process could be more efficient? The central planning committee couldn’t answer these questions because socialism doesn’t have that indispensable tool that only exists in a market economy, and which entrepreneurs use to make calculations and estimates: the existence of prices freely defined in the market.

    Mises realized the fact that without private ownership of the means of production there is no way to establish market prices. If the means of production (factories, machinery and tools) don’t have defined owners (they belong to the state), then there isn’t a genuine market between them. If there isn’t a market between them, it is impossible to be price formation. If there isn’t price formation, there isn’t calculation of profits and losses and, consequently, there is no way to direct use of capital goods to meet the most urgent demands of consumers in the least expensive way possible.

    Without market prices, and without being able to calculate costs, it is impossible to have any economic rationality, which means that a planned economy is paradoxically impossible to be planned. Thus, the central committee’s decisions necessarily have to be completely arbitrary and chaotic. If implemented, socialism invariably result in an irrational allocation of resources in the economy due to the artificial and arbitrary pricing by the government authority, culminating in widespread shortages of goods. Consequently, the existence of a socialist planned economy is literally “impossible” (to use a term that was much derided by critics of Mises).

    Friedrich Hayek.

    In turn, the Nobel Prize in economics Friedrich Hayek demonstrated that, in the real world, information is dispersed among a multitude of individuals. Therefore, only individuals who have these pieces of information can establish an order of spontaneous and decentralized market able to meet the existing demands effectively, creating a pricing system that coordinates the individual actions of people in society.

    For example, only the owner of a factory can know very specific details about the machines of its production line; it is impossible for central planners entrenched in their offices have this same knowledge. It is impossible that these socialist planners entrenched in their offices have ways to take into account these details known only by the production line owner. And it is impossible that, knowing these details, they can plan “effectively” the economy by targeting, through decrees, the resources and the country’s production factors for the purposes they believe to be the most desirable. Try to establish an economic central planning would not only be a presumptuous attitude, but extremely harmful to society, because it will become impossible by who have in fact the information to do the best use of them.

    Hayek also argued that the price system in a market economy can be seen as a giant “telecommunications system”, which quickly conveys the essential pieces of knowledge from one point to another. Such an arrangement of “network” is only works well if not hampered by a bureaucratic hierarchy, by which each piece of information would have to flow to the top of the chain of command, be processed by central planners, and then flow back to subordinates.

    For all these reasons, it is impossible that the planner body responsible for exerting coercion to coordinate society, get all the information they need to provide a coordinating content to their orders. The planner of the economy would have to receive a continuous and increasing flow of information, knowledge and data so that its coercive impact – the organization of society – could obtain some success. But it is obviously impossible for a mind, or even several minds, obtain and process all the information that is dispersed in the economy. Daily interactions between millions of individuals produce a multitude of information that is impossible to be seized and processed by only a select group of human beings.

    Eugen Böhm von Bawerk.

    Böhm-Bawerk was, before everybody, who refuted the famous labor theory of value and all other theories of exploitation that socialists so much like to quote.

    The capitalist pays the worker $100, the worker produces goods, and these goods are sold for $120. According to Marx, this profit of $20 was only possible to occur because there was a piece of work that wasn’t paid by the capitalist. This difference would be just the added value, which is the exact measurement of “exploitation of hand labor of the work” – that is, the employee provided a service for the capitalist and did not get the remuneration due.

    What’s wrong with this Marx’s theory of exploitation is that he didn’t understand the phenomenon of time preference, explained by Böhm-Bawerk. Do you really believe that having $1000 today is the same as having only $1000 in 5 years (and assuming price inflation zero), even if both values contain the same working time? For it is precisely the reasoning behind all the Marxist analysis of exploitation.

    Capitalists advance present goods (wage) to workers in exchange for receiving future assets (profits) only when the production process is completed. There is necessarily a difference of value between the present goods in which the capitalists give up (its invested capital in the form of wages and machinery) and the goods they will receive (if they receive). The capitalists, to advance their capital and savings for all their factors of production (paying wages of hand labor and buying machinery), expect to be paid for the waiting time and the risks assumed. On the other hand, the workers, to receive his salary at present, are changing the uncertainty of the future for the comfort of certainty of the present. The workers that capitalists employ don’t have to wait until the goods are produced and actually sold to receive their salaries. The employer “advance” to employees the value of their services while the production process is still underway, precisely to relieve their employees of having to wait until the proceeds from the sale of products to the consumers are received in the future.

    The fact that the employee doesn’t receive the “full value” of future production simply reflects the fact that it is impossible for man to exchange future goods for present goods without a discount in value. The wage payment represents present goods, whereas the services of his hand labor only represents future goods. The labor relationship, therefore, is only a relationship of exchange between present goods (capital and savings from the capitalist) for future goods (goods that will be produced by the workers and the machinery used, but that will only be available in the future).

    Without the entrepreneur and the capitalist organize, finance and direct the enterprise, their employees wouldn’t have work and wouldn’t receive salaries before a single product was manufactured and sold. According to Böhm-Bawerk: “It seems to me fair that workers charge the full value of the future fruits of their labor, but it isn’t fair that they charge this full future value now.”

    Carl Menger.

    Menger was the founder of the Austrian School of economics, which belonged the other three previous economists. He was the first to show that the value of any good or service is subjective, which led to the marginalist revolution in economics, solving the paradox of water and diamond and retiring the classical theory of labor value.

    Marx said that the value of a commodity depends directly on the total amount of work used in its production. If the required amount of work to construct a bicycle is the same as required to make a cake, then the market value of the bicycle is the same as the cake. On the other hand, Menger explained that the value of a merchandise doesn’t derive of the amount of labor expended in its manufacture. A man can spend hundreds of hours making a mud ice cream, but if no one gives any usefulness to this mud ice cream – and thus it doesn’t value enough to pay something for it – then this product has no value, despite the hundreds of hours spent in its manufacture.

    Like beauty, value – as the old saying says – is in the eye of the beholder. The value of an good is subjective: it depends on the use and the degree of personal importance (subjective) that someone gives to it (be it a good or a service). If the good serves to some end or purpose, then it will have value for at least one person.

    No object, either a banana or an automobile, has an intrinsic economic value. On the contrary, only a human mind can assign value to these items; and only then the economists can classify these items as goods. An object is valuable only if there is at least one human being who believes that this object can help satisfy his subjective desires. For example: a given root that can cure cancer. If no one knows this fact, this root will have no economic value, and people will not exchange money for it. Consequently, the value is generated by the subjective wishes of an individual and their beliefs about the causative properties of a particular item.

    Therefore, and contrary to what says the Marxist theory, goods and services haven’t value because of the “amount of work” used in their production. On the other hand, a particular job skill can have a great value if considered useful (as a productive mean) to achieve a goal that someone has in mind.

    Reportedly Menger would have sent his work to Marx, who then would have given up to publish the following volumes of Capital, whereas the entire basis of his theory had collapsed with the revelation of the true source of the value.

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